Ela diz que mesmo namorando com o pai, às vezes precisa que ele a apoie como filha.
Uma americana de 18 anos se relaciona amorosamente
com o pai há dois anos e já planeja o casamento dos dois. A jovem, que
não quis se identificar, deu entrevista à The New York Magazine e disse
que assim que os dois se mudarem para um estado onde o incesto não dê
prisão pretendem assumir a relação - que já é conhecida por algumas
pessoas da família.
A jovem não conviveu com o pai, que hoje tem 37
anos, por vários anos, sendo criada pelos avós e pela mãe depois da
separação do casal. Ela conta que teve breves contatos com o pai até os 5
anos de idade, mas a mãe brigava sempre com ele e as visitas acabaram
parando. "Quando eu tinha uns 15 anos, ele escreveu para a minha mãe
dizendo que gostaria de me ver. Eu disse que sentia falta dele e não me
importaria em encontrá-lo. Ela me perguntou como eu poderia sentir
saudades de alguém que eu mal conhecia, que eu não via há muito tempo.
Mas a minha carência era de uma figura paterna", conta a jovem, que teve
vários padrastos com quem não se identificava.
Aos 17 anos, ela voltou a encontrar o pai.
Inicialmente, ele buscou contato com ela pelo Facebook. Na ocasião, ele
disse que sempre tentava adicioná-la e recebia recusas. "Era a minha mãe
controlando o meu perfil", diz. Os dois começaram a conversar pela
internet e descobriram que eram parecidos e tinham vários gostos em
comum. Se encontraram depois de uma semana e passaram um dia inteiro
abraçados. "Descobrimos que somos muito parecidos", relembra.
A garota pediu para passar uma semana com o pai -
ele morava na mesma cidade, próximo. Ela então foi para a casa dele,
onde passou cinco dias. Na época, ele estava morando com uma namorada.
"Na primeira noite, ele dormiu no sofá e eu no chão, só para ter a
certeza de que estava tudo bem. Dormir em lugares diferentes me deixava
ansiosa e eu pedi para que ele ficasse comigo, caso eu tivesse pesadelo
durante a noite. Na segunda noite, ele dormiu no sofá novamente. E no
terceiro dia, eu me vi dormindo com ele no chão, deitada em seu peito,
nos braços. A quarta noite passamos no chão de novo. Desta vez, nós
realmente nos abraçamos. Quando acordamos, estávamos de conchinha. Eu
não soube disso na hora, mas depois que nos declaramos, ele confessou
ter tido uma ereção".
Na noite seguinte, os dois ficaram mais próximos e
admitiram que sentiam algo um pelo outro. "Discutimos se isso era certo e
nos beijamos. Depois, fizemos amor pela primeira vez. Foi quando eu
perdi a virgindade". "Há uma razão para eu ter perdido a virgindade com
ele - eu nunca me senti confortável com outro homem. Foi incrivelmente
sensual. Nós dois tivermos orgasmos", relatou. A jovem negou que o pai
tenha forçado a situação e abusado dela. "Foi natural. Não foi um tabu.
Senti como se estivesse fazendo amor com um homem com que eu estava
junto há anos".
Filhos Os dois começaram então um namoro
- os pais dele, avós da jovem, sabem e apoiam. Agora, já planejam
começar uma família, inclusive tendo filhos. Ela não acredita nos riscos
de que os filhos dos dois teriam problemas. "Eu pesquisei sobre isso.
Todo mundo pensa que as crianças nascidas em relações incestuosas,
certamente, terão problemas genéticos, mas isso não é verdade. Isso
acontece quando há anos de consanguinidade, como com a família real",
explica.
Ela diz que mesmo namorando com o pai, às vezes
precisa que ele a apoie como filha. "Quando eu preciso do meu pai, eu
digo 'Ei, pai, preciso de você'. E nessa hora, ele não é meu noivo ou
namorado, mas meu pai".
O plano dos dois, que já namoram há 2 anos, é se
mudar para New Jersey. "O incesto entre adultos não é considerado ilegal
por lá. E assim que estivermos lá, vou contar a todo mundo", diz. A mãe
da jovem não sabe do namoro.
Aos 18 anos, ela diz não temer julgamentos. "Somos
dois adultos que salvaram um ao outro (...) Quando você tem 18 anos,
você sabe o que quer. Você é adulto diante da lei. Eu posso cuidar de
mim mesma. Não preciso se proteção. Se eu estivesse em uma situação da
qual eu tivesse que sair, eu sairia. Não tenho medo de me defender",
afirma.
Márcio Gomes foi abordado pelas autoridades em Cilacap. O repórter e o cinegrafista que o acompanha já foram liberados.
O repórter da TV Globo Márcio Gomes teve seu passaporte apreendido neste sábado (17) pelas autoridades de Cilacap, na Indonésia.
Cilacap fica próximo à ilha onde fica a penitenciária em que o
brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira foi executado na tarde deste
sábado, no horário de Brasília - madrugada deste domingo no horário
local.
Márcio Gomes e o cinegrafista que o acompanha na Indonésia foram
liberados pelas autoridades, assim como seus equipamentos, mas os
passaportes continuam retidos. A embaixada brasileira está auxiliando a
equipe da TV Globo na liberação dos passaportes. O Itamaraty disse que
está cuidando do caso e que os dois não correm riscos.
Marco Archer era instrutor de voo livre e foi preso ao tentar entrar na
Indonésia, em 2004, com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de
uma asa delta.
A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de
Jacarta. O brasileiro conseguiu fugir do aeroporto, mas foi preso duas
semanas depois.
A Indonésia pune com pena de morte o tráfico de drogas. Outro
brasileiro aguarda no corredor da morte da Indonésia, o paranaense
Rodrigo Muxfeldt Gularte, também por tráfico de cocaína. Nesta
sexta-feira (16), a presidente Dilma Rousseff fez um apelo por telefone
ao governante da Indonésia, Joko Widodo, para poupar a vida dos
brasileiros condenados à morte, mas não foi atendida.
Widodo respondeu que não poderia reverter a sentença de morte imposta a
Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei
indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”,
segundo nota da Presidência.
O assessor especial da Presidência da República para assuntos
internacionais, Marco Aurélio Garcia, informou que o governo brasileiro
pediu ajuda ao Papa Francisco contra a condenação à morte do brasileiro.
“Fiz chegar à representação da Santa Sé no Brasil um pequeno dossiê
sobre o caso e me foi assegurado que isso seria enviado à Secretaria de
Estado do Vaticano para que sua Santidade pudesse interceder em favor de
uma atitude de clemência do governo indonésio”, disse.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma carta ao
chefe do Ministério Público da Indonésia para pedir que o governo
daquele país adie por oito semanas a execução do brasileiro Marco
Archer, condenado à morte por tráfico de drogas.
Segundo a PGR, o adiamento por oito semanas daria ao Ministério Público
do Brasil e ao da Indonésia um tempo mínimo para tentar uma cooperação
entre os dois países que alivie a situação dos brasileiros e também leve
a um acordo mais amplo para solução de futuros casos semelhantes.
Enquanto
o papa Francisco visita as ruas das Filipinas, milhares de crianças
sofrem para “deixar os locais mais limpos”. Sem horizonte para resolver o
problema dos menores abandonados, o governo local os deixa presos em
presídios locais sem qualquer condição básica de sobrevivência. As
informações são do Daily Mail.
O tabloide britânico visitou esses presídios ao lado de Father Shay
Cullen, vencedor do Nobel, e relatou as condições desumanas às quais são
submetidas essas crianças. “Vizinhas” de celas adultas, não raramente
elas são estupradas, além de viverem com pouca comida e nenhuma condição
de higiene.
Nas Filipinas existem mais de 20 mil crianças nessa situação,
espalhadas em ao menos 17 presídios. Por exemplo, essas crianças recebem
baldes nos quais devem fazer suas necessidades físicas.
Algumas
crianças, abandonadas pelos pais, vivem toda sua infância em prisões,
sem qualquer noção sobre liberdade, diversão ou condições básicas de
vida.
É o caso de Mak-Mak, um garoto de sete anos resgatado de uma prisão
por uma instituição liderada por Father Chay. Ao chegar em seu lar
adotivo, ele não entendeu que os brinquedos eram para seu uso e
diversão.
Segundo instituições locais, a
“captura” de crianças aumentou antes da chegada do papa. O vencedor do
Nobel, agora, diz orar para que, durante a visita de cinco dias,
Francisco fale sobre essas crianças e chame a atenção do mundo.
SÃO PAULO - O
Sistema Cantareira, responsável por abastecer 6,5 milhões de pessoas na
Grande São Paulo, pode secar em julho, caso o consumo de água na Região
Metropolitana continue o mesmo e a chuva mantenha o ritmo observado nos
últimos meses. A projeção foi feita pelo Centro Nacional de
Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao
Ministério da Ciência e Tecnologia.
Segundo
a pesquisadora Luz Adriana Cuartas, hidróloga do Cemaden, foram levados
em conta cenários com diferentes quantidades de chuva. Uma dessas
situações prevê 10% da média histórica de chuva. Nesse caso, o
Cantareira poderia secar em março. Se as precipitações ficarem dentro da
média, um dos dois volumes mortos seria recuperado até abril, e água
acabaria em junho.
Caso as
tempestades fiquem dentro do que foi registrado nos últimos três meses,
os reservatórios aguentarão até julho. Entre 1º de outubro e 31 de
dezembro choveu cerca de 67% da média histórica na região do Cantareira.
Segundo Luz, essas previsões levam em conta que a vazão dos
reservatórios continuará a mesma.
A
Sabesp trabalha para reduzir a quantidade de água retirada das represas
que formam o Cantareira ao longo dos próximos meses e já fala na
utilização de um terceiro volume morto — uma reserva de 41 milhões de
litros de água que precisa de bombas para ser incluída na rede de
distribuição.
Embora o
governo paulista tenha passado a reconhecer a gravidade da situação
anteontem, pelo menos um ano após o início da crise, o governador
Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem que suas declarações sobre São
Paulo estar vivendo um racionamento foram “mal interpretadas”.
—
O que é racionamento? É você fechar o registro — disse o governador,
que afirmou estar fazendo esforço para evitar o racionamento:
— Claro que sim. Na realidade, o que estamos fazendo permanentemente? Nós estamos evitando o racionamento.
Mais uma
estudante da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)
disse na quinta-feira (15) que foi violentada sexualmente dentro do
campus da instituição. A aluna, que não quer ter o nome divulgado,
prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que apura casos
de abusos dentro das faculdades paulistas.
De acordo com a
estudante, em uma festa em 2013 organizada pelo Centro Acadêmico da
faculdade, dois alunos a levaram até um local ermo no estacionamento da
instituição, onde colocaram a mão dentro da calça dela e a forçaram a
beijá-los. Após reagir, a estudante foi vista por uma amiga e conseguiu
deixar o local.
A aluna denunciou o ocorrido à faculdade, mas não
recebeu apoio da instituição. “Eu não sabia a quem podia recorrer, onde
podia recorrer. Não tive apoio psicológico nenhum, ainda mais que,
depois do que aconteceu, houve um grande processo de difamação,
perseguição. Em momento nenhum eu encontrei apoio”, disse à CPI.
Uma
sindicância foi aberta ainda em 2013 na faculdade para apurar o
ocorrido. No entanto, segundo a estudante, o processo foi viciado. O
depoimento dela aos professores da comissão de investigação foi
alterado. Em 2014, uma nova sindicância foi feita. Segundo a faculdade,
os dois alunos serão punidos.
O diretor da Faculdade de Medicina
da USP, José Otavio Costa Auler Junior, presente na sessão, negou que a
instituição tenha sido omissa nos casos de abuso e violência sexual. Ele
não soube precisar, no entanto, quantos casos ocorreram dentro da
faculdade nos últimos anos. Auler disse que enviará à CPI, em breve, na
íntegra, todos os processos de apuração existentes. Ele reconheceu que,
pelo menos desde 2012, não houve nenhum aluno punido em decorrência das
denúncias.
“Todos os casos que chegaram a nosso conhecimento
oficialmente foram apurados. A faculdade não se omitiu em nenhuma
hipótese sobre isso. Muitos dos assuntos chegaram a nosso conhecimento
por meio desses depoimentos [da CPI]. Estamos dispostos a promover novas
políticas e correções”, disse.
Auler acrescentou que, a partir de
fevereiro, entre outras ações, será instituído um núcleo de acolhimento
aos alunos, com assistência médica, advogados e psicólogos, onde os
estudantes possam relatar seus problemas. Também será criado um núcleo
de ações dos direitos humanos e uma ouvidoria na faculdade, de fácil
acesso aos estudantes.
“Os calouros passarão a ser recebidos de
maneira totalmente diferente. Não haverá álcool. E vamos começar a
recepção com os pais, explicando para eles toda a situação e mostrando
todos os mecanismos que a instituição tem hoje de acesso à denúncia”,
destacou.
O presidente da CPI, o deputado Adriano Diogo,
questionou a razão de todas as sindicâncias da faculdade, até o momento,
não terem sido concluídas com culpados. Ele disse que não criminalizar a
conduta desses estudantes agora poderá gerar médicos como Roger
Abdelmassih, condenado por ter estuprado uma série de mulheres em sua
clínica.
“A gente achava que essas barbaridades aconteciam nas
faculdades dos grotões, onde o MEC [Ministério da Educação] não entrava.
Mas não, são nas melhores, nas mais espetaculares, na cara de todo
mundo. Nós temos que aproveitar esse momento mágico [da CPI] para
estabelecer novas formas de funcionamento”, disse.
A CPI pediu ainda que seja apurada a alteração do depoimento da aluno dada à Comissão de Investigação da faculdade.
A partir de segunda-feira (19), será mais caro financiar a casa própria
pela Caixa Econômica Federal. Os valores das taxas ficarão entre 8,5% e
11%. Só serão corrigidas as taxas das operações com recursos da
poupança. Os financiamentos contratados com recursos do Programa Minha
Casa, Minha Vida e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não
sofrerão qualquer correção nas taxas de juros.
A menor taxa de reajuste está no Sistema Financeiro Habitacional (SFH).
Para servidores com relacionamento e salário na Caixa, os juros subiram
de 8% para 8,5%. Vale lembrar que esse sistema regula a maioria dos
financiamentos imobiliários no Brasil, como os que são tomados com
recursos da poupança e do FGTS. Já a maior taxa fica no Sistema
Financeiro Imobiliário (SFI), que regula todas as transações que não se
enquadram no SFH.
No SFI, a taxa balcão (para clientes sem relacionamento com o banco) subiu de 9,2% para 11%.
Simulação
Na compra de um imóvel de R$ 400 mil, por exemplo, que seria pago em
360 mensalidades, a diferença entre as parcelas chega a R$ 171,14.
Pelo SHF anterior, quando a taxa de juros ao ano seria de 8,50%, o
valor da mensalidade seria de R$ 3.047,35, com um total pago de R$
1.097.046,23.
Agora, com taxa de juros ao ano em 9%, a coisa muda bastante de figura.
De cara, o pagamento total ficará em R$ 1.158.656,57, com o valor da
prestação em R$ 3.218,49. A diferença total no valor pago pelo imóvel é
de, portanto, R$ 61.610,34. Segundo o especialista em Mercado
Imobiliário João da Rocha Lima Júnior, esses aumentos indicam justamente
que é preciso colocar o pé no freio. “Não tem muito o que fazer. Tome
cuidado e guarde dinheiro. Pegue o menos possível com o banco”.
De cada quatro médicos que atuam nas unidades Básicas de Saúde (UBSs) e
de Saúde da Família (USFs) das cidades da Baixada Santista, um é pago
diretamente com recursos do Ministério da Saúde por meio do programa
Mais Médicos.
Conforme dados das prefeituras locais, esses equipamentos de Atenção
Básica da região possuem 543 concursados ou contratados – via
Administração Municipal ou organização social de saúde.
Já outros 144 que prestam atendimento aos pacientes do Sistema Único de
Saúde (SUS) foram recebidos pelas cidades por meio do programa do
Governo Federal.
Desse universo de 144 trabalhadores, apenas 11 são brasileiros. O
restante é formado por estrangeiros, principalmente cubanos (74).
Somente Mongaguá não informou o número de profissionais na rede
municipal até o fechamento da edição (noite de quinta-feira).
Ampliação
Os números acima apenas reforçam a necessidade do programa, cujo
objetivo foi ampliar a assistência de saúde e fixar médicos nas regiões
mais carentes. Isso também comprova a dificuldade de as secretarias de
Saúde contratarem profissionais para atuar nessas localidades.
O universo de profissionais oriundos do Mais Médicos deverá ser
ampliado nos próximos meses. A União anunciou ontem uma nova
oportunidade para 1.500 prefeituras receberem profissionais. Quatro
delas são da região: Cubatão, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente.
As prefeituras e os médicos terão até os dias 28 e 29, respectivamente,
para confirmar a participação e efetuar a inscrição no programa. Os
brasileiros têm prioridade na seleção.
Se as vagas não forem preenchidas, serão chamados posteriormente
aqueles nascidos no País, mas formados no exterior e, por último, os
estrangeiros.
Uma novidade em relação às fases anteriores é o fato de os candidatos
do País poderem escolher entre receber os benefícios da iniciativa
(auxílio-moradia e alimentação pagos pelas prefeituras) ou ter 10% de
pontuação a mais nas provas de residência médica no Brasil.
Batalha nos tribunais superiores decidirá destino da operação que assusta Brasília e coloca o poder em xeque
Em uma ação jurídica articulada, os advogados que defendem os acusados pelos desvios na Petrobras vão tentar anular a Operação Lava Jato nos
tribunais superiores questionando pontos que consideram frágeis na
investigação. No foco central está uma decisão do procurador Manoel
Peçanha, que defendeu, em parecer, a prisão preventiva do empreiteiro
Ricardo Pessoa, dono da UCT e apontado como o número 1 do cartel que
dominou os contratos bilionários com a Petrobras, como estratégia para
forçar novos acordos de delação premiada.
Lava Jato: divisor de águas no combate à corrupção ou nova operação a naufragar?
Em investigações anteriores, cumprido o prazo da
prisão temporária, corruptos e corruptores de colarinho branco eram
colocados na rua, jogando a possibilidade de prisão para o final do
processo, o que tornava a medida improvável em decorrência da prescrição
facilitada pela lentidão da Justiça.
"Coação. Essa será a palavra
de ordem da defesa, um forte argumento jurídico e a grande polêmica que
decidirá o destino da operação", avalia o ex-juiz e jurista Luiz Flávio
Gomes. Ele prevê uma batalha sem precedente nas duas últimas instâncias
do judiciário, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal
Federal (STF).
A
disputa, segundo ele, decidirá se a Lava Jato será mesmo um divisor de
águas na política e no combate à corrupção ou se cairá – como as últimas
duas grandes ofensivas contra os desvios de dinheiro público, a
Satiagraha e a Castelo de Areia, que ruíram por erros na investigação. A
primeira foi anulada pelo uso indevido da Abin para prender o banqueiro
Daniel Dantas e a segunda por amparar os grampos contra empreiteiros em
denúncias anônimas.
No parecer em que defende a
prisão de Pessoa, Peçanha escreve com todas as letras que a preventiva,
remédio amargo e excepcional – que pode se estender por tempo
indeterminado enquanto as investigações estiverem em andamento – se
justifica não apenas para garantir a instrução do processo, “mas também
na possibilidade de a segregação influenciá-lo na vontade de colaborar
na apuração de responsabilidades, o que tem se mostrado bastante fértil
nos últimos tempos”.
Não há sinais de que Pessoa esteja disposto a se render ao
assédio. Ao contrário, tem demonstrado que sabe bem mais do que se disse
até agora sobre a Petrobras e, como suposto coordenador do cartel, tem
os detalhes que podem ligar o esquema de propina aos partidos e
autoridades. O empreiteiro baiano é uma das apostas de revelação da
oposição na provável CPI que deve ser ressuscitada em fevereiro. O longo
tempo na cadeia pode tornar o depoimento explosivo.
Polêmico, o
argumento de força-lo a abrir o jogo com a manutenção da prisão
preventiva não é comum nos embates jurídicos e, por essa razão, será
usado pela defesa para acusar o Ministério Público Federal de coação. “É
um absurdo que se aproxima da tortura psicológica. Prender para fazer
falar é ilegal”, afirma o advogado Alberto Zacharias Toron, que defende
Ricardo Pessoa. Segundo ele, as demais alegações utilizadas para
converter a prisão temporária em preventiva não se sustentam porque seu
cliente não pressionou autoridades, tem endereço fixo, não deixaria de
atender a Justiça e nem fugiria do país.
Para o juiz Luiz Flávio
Gomes, a prisão de Pessoa e de outros dez executivos se estendeu além do
usual em casos do gênero. “Fora a coação, não há argumento jurídico
para mantê-los presos. Existem alternativas, como arbitrar uma fiança
alta ou a prisão domiciliar. Creio que o juiz (Sérgio Moro) age dentro
de um risco calculado, testando os limites do sistema”, observa.
A
defesa dos empreiteiros é formada pelos advogados mais requisitados do
Brasil para casos envolvendo corrupção e política. Com a morte do
ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, a coordenação foi assumida
pelo também ex-ministro (da Justiça e do STF) Nelson Jobim, que defende
os executivos da OAS, mas tem também os ouvidos voltados para a
repercussão do caso na política. Na avaliação de especialistas, a Lava
Jato tem potencial para abalar o sistema, o que explicaria a organização
do mutirão jurídico para tentar matá-la no judiciário.
Independente
do fim do recesso e da possibilidade de instalação de uma nova CPI
sobre os desvios na Petrobras, a batalha jurídica antecederá os
possíveis reflexos na política. Governo e partidos torcem por uma virada
de jogo nos tribunais favorecendo a defesa: uma eventual anulação da
operação pouparia a deflagração de uma crise de consequências
imprevisíveis.
A estratégia dos advogados é identificar os pontos
frágeis da investigação da Lava Jato para leva-los aos tribunais
superiores. Os advogados farão um pente fino nas decisões do juiz
Sérgio Moro. Uma das estratégias é demonstrar que elas extrapolaram a
jurisdição do Paraná, o que, se emplacada, poderia estabelecer um
conflito de competência. Outro questionamento será feito em torno do
fatiamento das investigações, que separou suspeitos comuns e políticos
com foro privilegiado, para evitar que o caso saísse do Paraná.
Uma
terceira estratégia da defesa é uma suspeita que pode dar o combustível
mais inflamável para a batalha: os advogados acham que num sistema
jurídico em que a lei determina que polícia, procurador e juiz exerçam
papéis distintos, Sérgio Moro coordenou, na prática, uma espécie de
juizado de instrução, comum em sistemas como os da Itália e da França,
mas sem precedência no Brasil – o que tornaria questionável o
comportamento do juiz.
Toron reconhece que Moro, um dos maiores
especialistas em combate a corrupção, é sério e inteligente, mas afirma
que ele conduziu como bem entendeu todas as etapas da investigação,
conectando ações da polícia e do MP às suas decisões num suposto acordo
informal.
“O procedimento dele foge da moldura do juiz imparcial”,
cutuca Toron. Segundo o advogado, Moro agiu com rispidez para evitar
que políticos fossem citados em depoimentos fora das delações mantidas
em sigilo – o que levaria a operação toda para o STF –, tem adotado
procedimentos parciais, ignorando os argumentos da defesa e tornando a
disputa um jogo de cartas marcadas. “É um déspota esclarecido”, acusa o
advogado do dono da UTC, reclamando que as instâncias superiores da
justiça, que respaldaram a operação, têm feito ouvidos de mercador aos
argumentos da defesa.
‘ESQUEMA CRIMINOSO ESTÁ CERCADO’
“O
STF e o STJ estão pasmos com o volume desviado”, diz o presidente da
Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Marcos
Leôncio Ribeiro. O esquema operado na Petrobras é responsável pelo
desvio de R$ 10 bilhões, montante que levou o ministro Gilmar Mendes –
numa declaração incorporada no parecer de Peçanha como argumento para
negar um habeas corpus pela libertação de Ricardo Pessoa – a afirmar que
diante da Lava Jato, o mensalão deveria ser tratado pelo juizado de
pequenas causas.
Ribeiro afirma que a defesa está atarantada
também porque as instituições de combate aos crimes econômicos e
financeiros amadureceram. “Nós aprendemos com as outras operações e
agora tem um juiz que conhece profundamente como funciona a corrupção.
Sergio Moro dá segurança à operação”, afirma o delegado.
O
representante dos federais diz que a defesa tem tentado adotar a mesma
estratégia aplicada para matar a Castelo de Areia, operação que envolvia
empreiteiras que aparecem agora também, mas não tem conseguido porque a
força tarefa da Lava Jato age com cautela e técnica para robustecer as
provas. “É um jogo que não tem mais surpresas. A gente aprendeu. Não
somos ingênuos e a população está acompanhando”, afirma.
Na mesma
linha, o procurador Alexandre Camanho de Assis, presidente da Associação
Nacional dos Procuradores da República (ANPR) sustenta que as provas
indicam que não há chances de anulação. Lembra que todos os atos foram
autorizados pelo judiciário dentro da legalidade. “As alegações da
defesa fazem parte do jogo. São artifícios estratégicos. As provas são
robustas e a investigação está impecável. O esquema criminoso está
cercado”, diz ele.
Entre os especialistas, o dado novo, com o qual
defesa e acusados não contavam e nem estavam preparados para enfrentar,
é o efeito devastador da delação premiada no caso Petrobras e sua
perspectiva para um ajuste de contas com a corrupção sistêmica no
aparelho estatal.
“A delação é o paradigma de uma nova cultura
jurídica. Substituirá um sistema de conflito pelo de consenso, de
negociação entre advocacia e a justiça. A decisão de Paulo Roberto Costa
deve se tornar viral e, assim, pode ajudar o estado a recuperar os
recursos públicos desviados”, avalia Luiz Flávio Gomes.
Estimativas
modestas, segundo ele, apontam que anualmente escorre pelos ralos da
corrupção o equivalente a 1,5% do PIB brasileiro, uma montanha de
recursos ilícitos que tanto alimenta a corrupção no varejo da política
quanto o fragilizado modelo republicano brasileiro.
Até fevereiro, deve ser lançado o novo Manual de Vistoria e
Fiscalização de Medicina. Reformulado, o documento promete fechar o
cerco contra irregularidades estruturais, clínicas e, principalmente, de
segurança ao paciente em hospitais e pronto-socorros, conforme explica
Emmanuel Fortes, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM),
que trabalhou na reestruturação do material.
“Nosso objetivo é definir o que é seguro em termos de infraestrutura,
equipamentos e até na quantidade de médicos necessários para dar
assistência correta à população. Estamos trabalhando para garantir a
honestidade da oferta dos serviços médicos à população”, ressalta
Fortes.
Na visão do presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), que
abrange os nove municípios da Baixada Santista, Luiz Flávio Florenzano, o
novo documento dá força à fiscalização dos conselhos regionais. Em
situação extrema, ele afirma que os órgãos fiscalizadores podem, até
mesmo, propor o fechamento de uma unidade hospitalar ao Ministério
Público.
Apesar de o documento ainda não estar concluído, Fortes adianta que a
fiscalização começa desde o momento em que o paciente dá entrada no
hospital até o médico assinar a alta. Já na recepção da unidade de
saúde, por exemplo, a identificação do paciente será mais detalhada.
Histórico
Além dos dados comuns, como nome, idade, data de nascimento e números
de documentos, os hospitais deverão registrar a história da doença
atual, histórico familiar e pessoal. Na saída, na ficha deve constar
exames físicos, hipóteses diagnósticas, exames complementares, sequelas e
causa de morte, se houver.
Florenzano diz que o detalhamento dos dados do paciente serve para
garantir a segurança durante o atendimento. “Constando tudo por escrito,
fica comprovado por quais procedimentos o paciente passou”.
O documento também determinará os equipamentos e insumos mínimos para
segurança do ato médico. Pretende, ainda, orientar sobre a
infraestrutura exigida de estabelecimentos de apoio diagnóstico, em
hospital ou unidade autônoma, institutos médico-legais e de verificação
de óbito.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retoma na próxima
semana o debate que pode excluir o canabidiol da lista de substâncias
proibidas e reclassificá-lo como medicamento. A reunião da diretoria
colegiada está marcada para a próxima quarta-feira (14).
De acordo com a Anvisa, serão discutidos também os critérios e
procedimentos para a importação de produtos a base da substância em
associação com outros canabinóides, por pessoa física e para uso
próprio.
Na primeira reunião do ano, os diretores da agência devem avaliar a
atualização de dados cadastrais relativos ao funcionamento de empresas, e
a transferência de titularidade de registro de produtos sujeitos à
vigilância sanitária em decorrência de operações societárias e operações
comerciais.
Outra pauta trata da proposta de regulamento que estabelece os
requisitos de boas práticas para o funcionamento dos serviços de
diagnóstico por imagem, que utilizam equipamentos emissores de radiação
ionizante na área da saúde.
Será analisada a proposta de regulamentação para adequação do registro
de lágrimas artificiais e lubrificantes oculares, além de regras para o
controle de agentes clareadores dentais classificados como dispositivos
médicos.
A participação do público na reunião é aberta e os pedidos de
manifestação devem ser encaminhados em até dois dias úteis antes da data
da reunião para o e-mail: dicolpublica@anvisa.gov.br.
No ano passado, a Anvisa simplificou os trâmites necessários para a
importação de produtos à base de canabidiol, por pessoa física e para
uso próprio. Com a mudança, a documentação entregue pelos interessados
tem validade de um ano, sendo necessária apenas a apresentação da
receita médica a cada novo pedido de importação.
O Conselho Federal de Medicina autorizou neurocirurgiões e psiquiatras a
prescrever remédios à base de canabidiol para crianças e adolescentes
com epilepsia, cujos tratamentos convencionais não surtiram efeito.
Hayat Boumeddiene está sendo procurada após atentados na França; seu namorado foi morto em uma das ações
Polícia Francesa
Hayat Boumeddiene é suspeita de ser cúmplice em atentado a mercado judeu nesta sexta.
Hayat Boumeddiene, a companheira do homem que matou uma
policial e manteve vários reféns em um mercado especializado em produtos
judaicos, em Paris, entrou na Turquia em 2 de janeiro e, agora, estaria
na Síria - informou neste sábado uma fonte de segurança turca.
"Ela
entrou na Turquia em 2 de janeiro (...) Achamos que ela tenha estado em
Urfa (sudeste) uma semana depois, sem ter prova disso. A suspeita está,
agora, provavelmente, na Síria", declarou a fonte consultada pela AFP,
garantindo que a Turquia não prendeu Hayat Boumeddienne devido à falta
de informações por parte do governo francês.
Segundo a mesma fonte, a jovem tinha um bilhete de ida e volta Madri-Istambul.
Mais
cedo, neste sábado, uma fonte policial francesa informou que Hayat, de
26 anos, estava em solo turco "desde o início de janeiro", sem
especificar sua data de entrada.
Hayat é companheira de Amedy
Coulibaly, um dos três "jihadistas" mortos pela polícia francesa na
sexta-feira. A polícia da França divulgou um mandado de busca para
determinar o papel da jovem no tiroteio deflagrado por Coulibaly, em
Montrouge (sul de Paris), e se ela teria ajudado na tomada de reféns no
mercado de produtos kasher, em Vincennes, na sexta.
A fonte de
segurança turca alegou que a suspeita não foi detida pelas autoridades
de Ancara por não terem sido informadas, pelo governo de Paris, sobre
seu perfil perigoso.
"Não houve troca de informação (de Inteligência). Por isso, não pudemos impedir (sua entrada na Turquia)", completou a fonte.
"Não podemos nos permitir o luxo de impedir quem quer que seja de entrar, sem informação", frisou.
"Se
tivéssemos tido essa informação a tempo, teríamos podido extraditá-la",
ressaltou a fonte da AFP, acrescentando que "a troca de informação (com
Paris) é, a partir de agora, melhor do que em tempos normais".
A
polícia francesa tinha difundido uma foto da jovem, advertindo, na ordem
de captura emitida contra ela, que pode "estar armada" e ser
"perigosa", antes de revelada sua provável fuga para o exterior.
De
cabelos pretos e longos e rosto infantil, Boumeddiene é muito religiosa
e usa o véu integral, o que a obrigou a renunciar ao emprego de caixa,
segundo a imprensa francesa.
Filha de um entregador, faz parte de
uma família de sete irmãos. Ela se casou no religioso com Coulibaly em
2009. Sua mãe morreu em 1994, ainda de acordo com a mesma fonte.
Em
uma foto que circula pelas redes sociais, ela aparece usando um véu
islâmico negro integral, que deixa apenas os olhos à mostra, e segurando
uma balestra, um tipo de arma que dispara flechas.
A mulher mais procurada da França As
forças de segurança francesas buscavam Hayat Boumeddiene freneticamente
neste sábado. Hoje, a polícia voltou ao mercado que foi cenário da
tragédia para tentar recolher mais pistas que possam sugerir o paradeiro
da jihadista.
Tanto Coulibaly como sua companheira mantinham
contato regular com os irmãos Said e Chérif Kouachi, responsáveis pela
matança na sede parisiense do "Charlie Hebdo".
Os dois foram mortos na localidade de Dammartin-en-Goële, nordeste de Paris, quase ao mesmo tempo que Coulibaly.
A
mulher de Chérif Kouachi, Izzana Hamyd, está detida desde quarta-feira,
enquanto a companheira de Coulibaly se tornou a mulher mais procurada
da França.
Segundo a procuradoria, Izzana Hamyd fez mais de 500
ligações telefônicas em 2014 para a mulher de Coulibaly, Hayatt
Boumedienne.
De pais de origem malinense, Coulibaly justificou sua
ação aos reféns, referindo-se à intervenção militar francesa no Mali e
aos bombardeios ocidentais na Síria, em uma conversa gravada pela rádio
francesa RTL.
Durante a tomada de reféns, o terrorista,
reincidente, também ligou para outras pessoas, convocando-as a cometer
mais atentados na capital - revelou uma fonte da segurança.
Já os
irmãos Kouachi, franceses de origem argelina, estavam incluídos na "No
Fly List" americana, que proíbe aqueles que a integram de voar para, ou
dos Estados Unidos.
Antes de morrer, um dos irmãos jihadistas,
Chérif Koucahi, disse ao canal BMFTV ter sido enviado pela Al-Qaeda ao
Iêmen e que sua viagem ao país árabe foi custeada pelo islamita
americano-iemenita Anwar al-Awlaki, morto naquele país, em setembro de
2011, no bombardeio de um "drone" americano.
Ele afirmou, ainda,
que sua missão era agir na França por conta da Al-Qaeda na Península
Arábica (Aqpa), braço da Al-Qaeda na Arábia Saudita e no Iêmen, que
assumiu a operação.
Ao final de três dias de tensão e após o
governo francês reconhecer falhas na segurança, o país se prepara para
uma gigantesca manifestação em memória das vítimas, que reunirá vários
dirigentes estrangeiros.
O governo anunciou nesta segunda-feira (5) medidas para ampliar a
segurança na comercialização de próteses, órteses e materiais especiais e
a estruturação do plano de ação para prevenção de irregularidades no
setor. O Ministério da Saúde vai atuar nestes casos em conjunto com o
Ministério da Justiça, que vai colocar a PF (Polícia Federal) para
investigar e punir os envolvidos.
O anúncio foi feito depois de denúncia
do programa "Fantástico", da "TV Globo", feita neste domingo (4), que
mostrou esquemas entre empresas fabricantes de próteses, médicos e
dirigentes de hospitais em cinco Estados brasileiros. Os médicos
recebiam comissões das empresas pelo uso dos dispositivos médicos em
cirurgias e os dirigentes emitiam notas superfaturadas.
Além de
colocar a PF para investigar, as denúncias deverão ser encaminhadas para
a Secretaria de Defesa do Consumidor e ao Cade (Conselho Administrativo
de Desenvolvimento Econômico) para apurar a possibilidade de formação
de cartel na comercialização das próteses, e à Receita Federal para a
investigação dos suspeitos.
Segundo o ministro da Saúde, Arthur
Chioro, esta situação tem se transformado em um desafio na
sustentabilidade dos sistemas de saúde do país, pois causam prejuízos ao
Sistema Único de Saúde (SUS).
"É inaceitável que se possa ter situações que geram tanto prejuízo ao SUS e aos pacientes", afirmou Chioro.
"Medidas tem que ser tomadas com vigor para além de punir os
responsáveis, sanar os problemas no futuro, afirmou o ministro da
Justiça, José Eduardo Cardozo, que participou do anúncio.
Mais de 200 médicos penalizados
Segundo o Ministério Público Federal, há pelo menos três denúncias nas
Procuradorias da República de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do
Sul de associação de médicos e instituições hospitalares com empresas
fornecedoras de próteses, que devem ser investigadas primeiramente em
cada Estado.
O Conselho Federal de Medicina, por sua vez, lembra
em nota que é proibido ao médico a interação com qualquer segmento da
indústria farmacêutica e de outros insumos para a saúde com o intuito de
comercializar produtos. A recomendação está inscrita nos artigos 68 e
69 do Código de Ética Médica.
Em 2010, foi aprovada a Resolução
CFM nº 1.956, que estabelece normas específicas para a prescrição de
órteses, próteses e materiais implantáveis, que, entre outros pontos,
veda ao médico exigir fornecedor ou marca comercial exclusivos. As
regras valem para as relações dos médicos com instituições públicas,
operadoras de planos de saúde e no setor privado.
Em nota, o CFM
diz que "desde 2004 até novembro de 2014, foram emitidas cerca de 230
penalidades ético-profissionais para casos onde se constatou este tipo
de interação entre o médico e setores da indústria e da farmácia. Deste
total, houve 28 cassações, 26 suspensões do exercício profissional e
mais de 140 censuras".
Como solução para eliminar
definitivamente possíveis irregularidades na comercialização das órteses
e próteses, o CFM afirma já ter proposto ao governo, a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) e Agência Nacional de Vigilância em Saúde
(Anvisa) a fixação de preços para o segmento.
"Dentre as
vantagens desse mecanismo, destacam-se a maior transparência nas
negociações com fornecedores; o aumento do controle do comportamento dos
preços no mercado; a oferta de subsídios aos gestores na tomada de
decisão; e a redução da possibilidade de lucros abusivos e exorbitantes,
os quais abrem brechas para atividades ilícitas", diz o conselho em
nota.
Em 2014, foi apresentado na Câmara dos Deputados o Projeto
de Lei 7.579/14, que se aprovado, altera a Lei nº 10.742, de 6 de
outubro de 2003, para dispor sobre a regulamentação econômica do setor
de órteses, próteses, produtos para a saúde e incluir na competência da
Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que já existe
dentro da estrutura da Anvisa.
SÃO
PAULO - O Banco do Brasil está com inscrições abertas para um concurso
público para formação de cadastro de reserva no cargo de escriturário
nos estados do Acre, Amapá, Amazonas,
Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio
Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Para participar, é preciso ter
certificado de conclusão ou diploma de curso de nível médio expedido por
instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação,
Secretarias ou Conselhos Estaduais de Educação e idade mínima de 18 anos
completos, até a data da contratação.
O cargo tem remuneração inicial é de R$ 2.227,26 para jornada de 30 horas semanais. Além disso, os selecionados terão
participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação
pertinente e acordo sindical vigente, ajuda alimentação no valor de R$
572,00, vale-refeição de R$ 431,16, vale-transporte, vale-cultura de R$
50, auxílio-creche, auxílio a filho com deficiência, de valor previsto
na CCT, e previdência privada.
A seleção, prevista para o dia 15 de março de 2015, será
composta por provas objetivas de 70 questões e redação. No total, são 25
questões de Conhecimentos Básicos (Português, Raciocínio
Lógico-Matemático e Atualidade do Mercado Financeiro) e 45 de
Conhecimentos Específicos (Cultura Organizacional, Técnica de Vendas,
Atendimento, Domínio Produtivo da Informática e Conhecimentos
Bancários).
A partir dessa seleção, o BB volta a cobrar também
conhecimentos de Inglês. Outra novidade do certame é a reserva de 20%
das vagas para candidatos que se declararem negros, em cumprimento ao
projeto aprovado pelo Senado. Os candidatos irão prestar ainda a Prova
Discursiva de caráter eliminatório, e na segunda etapa, serão realizados
exames médicos e procedimentos admissionais, de caráter eliminatório.
Os
candidatos poderão realizar a inscrição por meio do site da Fundação
Cesgranrio: www.cesgranrio.org.br até o dia 19 de janeiro. A taxa é de
R$ 40.
Pior que a incerteza do meu futuro é a falta de paz no meu coração”, desabafa cantor
Rick não digeriu muito bem mais uma pisada de bola do parceiro musical, Renner.
Depois de se dizer envergonhado com a atitude do cantor, Rick decidiu
desfazer a dupla. Pela segunda vez na carreira, que já segue por mais de
25 anos.
No final de 2014, Renner foi preso após, embriagado, bater em um carro na rua.
Há alguns anos, o cantor já havia se envolvido em outro acidente, bem
mais greve, também após ter consumido álcool. Na batida, dois ocupantes
de uma moto morreram. “Estou ao lado do Renner desde 1986 e já perdi as
contas de quantas vezes me sentei com ele para dar conselhos e consertar
erros, mas em 2010 diante de uma situação insustentável resolvi
terminar a dupla Rick e Renner por me sentir sem forças para continuar,
fiz naquele momento o que pedia meu coração. Com uma carreira solo em
andamento, resolvi dar ouvidos a pessoas ligadas a Rick e Renner e
assumi, ao lado dele, a responsabilidade por problemas que não tive nada
a ver. Por amor à música e aos fãs, passei por cima dos meus princípios
dos ensinamentos do meu pai e dei ouvidos a tudo que me disseram e
acreditei na mudança do ser humano. Planejei o futuro, apostei, mais uma
vez acreditei mesmo que eu estava errado, mas novamente vejo tudo que
construir ser jogado fora diante dos meus olhos com os últimos
acontecimentos”, relebrou Rick em uma mensagem postada em seu Instagram.
“Tenho 48 anos de idade e não tenho mais tempo para construir
castelos de areia. Vou ajudar o Renner em tudo que eu puder e que tiver
ao meu alcance, mas tenho filhos tenho netos e uma vida passando
depressa. Deus sabe o quanto lutei por Rick e Renner, mas hoje afirmo
com toda certeza que só vou até aqui. Sou um homem que depende da música
para viver e sei que meu futuro é incerto, mas pior que a incerteza do
meu futuro é a falta de paz no meu coração. Tenho certeza que o próprio
Renner sabe tudo que fiz para que Rick e Renner jamais tivesse fim mas
hoje tudo que eu quero é poder recomeçar mesmo que seja do zero se assim
for a vontade de Deus. Se o mundo da música vai entender, eu não sei.
Mas uma coisa é certa: vou continuar fazendo o melhor que eu puder,
porquê conheci, vivi e amei a música. Depois nasci”, finalizou Rick, que
já assinou seu nome com Solo, título que usou durante sua carreira
longe de Renner.
Vale lembrar que, em dezembro de 2010, eles encerraram a parceria, que já tinha mais de 20 anos. Quase dois anos, Ricke Rennerdecidiram retomar os projetos como dupla. Em 2014, a dupla concorreu ao Grammy Latino com o álbum “Bom De Dança Vol. 2”.
A assessoria dos artistas explicou que a dupla está em reunião com o
empresário para definir o que será feito, até porque, já havia shows
vendidos na agenda da dupla para 2015.
Rick anuncia separação (Foto: Reprodução/Instagram)
O coronel é acusado de incitação ao nazismo após mensagens de aplicativo serem divulgadas
O secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José
Mariano Beltrame, pediu na manhã desta segunda-feira (5), a exoneração do
coronel Fábio Souza de Almeida, comandante do Batalhão de Choque. O anúncio foi
feito após a posse do secretariado do governador do Rio Luiz Fernando Pezão, no
Palácio das Laranjeiras, Zona Sul do Rio.
O motivo do afastamento é a acusação de que o coronel seria
simpatizante do nazismo. A prova seriam conversas estabelecidas pelo aplicativo WhatsApp, onde
Fábio de Souza Almeida faz referências e incitação a práticas nazista. Ele e
outros dois policiais, ainda não identificados, defendem a caça aos “peitos de
ladrilho”, policiais que não possuem cursos especiais. Além de se classificarem
como “raça pura”.
Nas conversas, divulgadas pela revista Veja, o coronel Fábio
ainda defende o uso da violência contra manifestantes durante os protestos no
Rio, em 2013. E ironiza a gestão do coronel Márcio Rocha, que o sucedeu no
comando do Batalhão de Choque, após sua primeira passagem. O coordenador de
Direitos Humanos do Ministério Público Estadual (MPE), Marcio Mothé, vai solicitar à
Central de Inquéritos do MPE que investigue se Fábio e os outros policiais
cometeram mesmo o crime de incitação ao nazismo.
Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame
O secretário de Segurança do Rio se disse horrorizado com o
acontecido e afirmou que o procedimento disciplinar contra o coronel foi aberto
de acordo com um pedido seu. Beltrame lembrou que antes disso não havia nenhum
procedimento aberto contra Fábio, quando ele chegou a exercer um cargo no setor
de segurança da Secretaria.
Agora, além das acusações de incitação ao nazismo, Fábio também é investigado em um procedimento que apura
um ataque a Márcio Rocha, Comandando do Batalhão de Choque em janeiro de 2014.
Beltrame afirmou que os oficiais que foram citados nas conversas do grupo do
WhatsApp, publicados na Veja, serão investigados juntamente com Fábio.
O coronel Alberto Pinheiro Neto, novo comandante geral da
PM, confirmou em nota a exoneração do coronel Fábio Almeida de Souza. Em seu
lugar, assume o coronel Wilman Rene Gonçalves Alonso, que vai acumular a função
temporariamente, junto com o Comando de Operações Especiais (COE).
A crise
da Petrobras, na proporção que vem crescendo, será a maior crise já
enfrentada por um país do continente latinoamericano da história
contemporânea.
Um país com 200 milhões de habitantes, em que a
Petrobras representa 60% dos investimentos, se a empresa vier a ter
problema de não poder investir, ou de sanções que abalem a sua vida,
isso representará a morte do país.
Não se esqueçam que o
investimento atinge todos os segmentos de mão de obra qualificada e de
mão de obra desqualificada. A atuação nas plataformas, na produção de
petroleiros, os investimentos no gás, no pré-sal, na exploração e
produção, no refino, na comercialização, no transporte, na petroquímica,
na distribuição de derivados, na energia elétrica, no gás-química e nos
biocombustíveis são os verdadeiros responsáveis pelo crescimento de
carteira assinada dos trabalhadores brasileiros. A estatal emprega nada
menos que 81 mil funcionários no Brasil e no exterior. Nos grandes
municípios e estados em que a Petrobras realiza investimentos neste
momento de crise, quase todos estão suspensos.
O desemprego já é assustador. O número de demissões pode chegar a 100 mil até março, segundo expectativa do setor.
Até
agora, a Camargo Corrêa e a Engevix já demitiram mais de 3 mil
trabalhadores. Na Iesa, as demissões atingiram mil operários. A OAS
demitiu mil operários e 60 funcionários administrativos. Já na Queiroz
Galvão, o número de demissões chega a quase 1,5 mil. A Odebrecht demitiu
380 funcionários até agora. Entre os que perderam seus empregos estão
ainda terceirizados e subcontratados.
Os verdadeiros responsáveis
pela corrupção na Petrobras não podem estar alheios à ação judicial que
os fundos de investimento estão fazendo contra a empresa. Essas
empreiteiras, bancos e outros acionistas devem ser solidários a esses
processos bilionários. O Brasil e os brasileiros não podem ficar calados
com esse assalto que querem fazer ao caixa da Petrobras. A estatal não
foi roubada por seus acionistas, mas sim saqueada e roubada por
inescrupulosos e criminosos representantes do governo - partidos e cota
pessoal de dirigentes - com a participação maior no saque dos
empreiteiros.
O estranho é que a SEC americana (Securities and
Exchange Commission), órgão equivalente à Comissão de Valores
Mobiliários no Brasil, esteja agindo apenas contra a Petrobras, e não
esteja agindo também contra bancos, empreiteiras que são os grandes
privilegiados do roubo.
Os brasileiros esperam que as autoridades
internacionais e a Justiça brasileira ajam imediatamente, já que existe
o processo da Operação Lava Jato, onde dez funcionários da Petrobras
estão presos, e quase três vezes mais empresários saqueadores estão
atrás das grades. Isso mostra para a justiça americana e para o mundo
que os processos não podem correr só contra a Petrobras, mas sim, e
principalmente, contra seus assaltantes externos.
A
presidente Dilma Rousseff sancionou, com vetos , a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) para 2015 . Na lei, a meta do superávit primário é
R$ 55,279 bilhões ou 1% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as
riquezas do país.
Para o setor público consolidado, que inclui
estados e municípios, a meta de superávit primário a ser perseguida é R$
66,325 bilhões ou 1,2% do PIB. A LDO é importante porque estabelece os
parâmetros e metas que devem ser utilizados para a elaboração do
Orçamento da União.
Pela lei, os orçamentos Fiscal e da Seguridade
Social compreenderão o conjunto das receitas públicas, bem como das
despesas dos poderes, do Ministério Público da União e da Defensoria
Pública da União, fundos, órgãos, autarquias, inclusive especiais.
Também estão incluídas fundações instituídas e mantidas pelo poder
público, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais
entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do
capital social com direito a voto e que dela recebam recursos do Tesouro
Nacional.
A execução orçamentária e financeira, da receita e da
despesa, deve ser registrada na modalidade total no Sistema Integrado de
Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
O texto
indica que o governo poderá usar os chamados duodécimos até que o
Orçamento da União seja aprovado pelo Congresso Nacional. Isso significa
que a cada mês 1/12 (um doze avos) do orçamento será utilizado para
cumprir com suas obrigações.
A
Agência de Meteorologia da Indonésia revelou neste domingo (4) que o
tempo foi o fator que desencadeou o acidente do avião da AirAsia, que
caiu há uma semana, colocando a possibilidade de o gelo ter provocado
danos nos motores.
“Com base nos dados disponíveis sobre a
localização do avião quando do último contato, as condições
meteorológicas foram o fator que desencadeou o acidente”, indicou a
agência no seu portal na internet.
O Airbus A320-200 da companhia
malaia que descolou, em 28 de dezembro, da cidade indonésia de Surabaia,
com destino a Singapura, onde deveria ter aterrizado cerca de duas
horas depois, caiu no mar de Java, com 162 pessoas a bordo.
“O
fenômeno meteorológico mais provável foi a formação de gelo, que pode
danificar o motor devido a um processo de arrefecimento. Esta é apenas
uma das possibilidades, com base na análise de dados meteorológicos
existentes”, disse a agência, cujo relatório inicial sugere que o avião
terá atravessado nuvens de tempestade.
Um dia depois do
desaparecimento do avião da AirAsia, o diretor da Agência de
Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia, Andi Eka Sakya,
explicou ter sido detetada a presença de cúmulos-nimbos na zona
meridional da Ilha do Bornéu. O cúmulo-nimbo é uma nuvem escura que
forma frentes muito altas e provoca violentas tempestades.
Quatro
partes de grande dimensão do Airbus A320-200 foram encontradas ao largo
da Ilha de Bornéu na sexta-feira e no sábado, elevando as esperanças de
encontrar, em breve, os restantes 132 corpos e as “caixas negras”, peça
fundamental para determinar a causa do acidente.
Neste domingo,
mais quatro corpos e mais uma grande peça do avião da Air Asia foram
localizados no Mar de Java, informaram as autoridades da Indonésia.
Já está valendo o aumento na conta de energia em quase todo o País.
Desde o dia 1º de janeiro, está em vigor o Sistema de Bandeiras
Tarifárias, que mostrará ao consumidor o quanto ele terá que pagar a
mais, sempre que o custo de geração de energia for maior.
A indicação virá na conta de energia elétrica, com uma bandeira que
pode ser verde, amarela ou vermelha – sendo que a última significa o
custo de R$ 3,00 a mais, a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A
primeira bandeira na região será a vermelha.
A medida foi tomada porque a energia elétrica no Brasil é gerada
predominantemente por usinas hidrelétricas. Para funcionar, essas usinas
dependem das chuvas e do nível de água nos reservatórios. Devido à
falta de chuvas e à pouca água armazenada, termelétricas precisam ser
ligadas, gerando custos maiores.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o
programa não é para repassar custos ao consumidor, mas visa diminuir o
impacto dos reajustes e mostrar aos cidadãos a importância de poupar e
usar a energia de maneira mais consciente.
As distribuidoras de energia elétrica têm direito a um reajuste ao ano.
Com as bandeiras, uma parte desse aumento já será diluído, pois o que
foi pago antecipadamente será descontado do cálculo.
Indicativos
Assim, quando a bandeira estiver vermelha na conta significa que a
energia gerada ficou mais cara para as distribuidoras de energia. E cada
consumidor pagará mais R$ 3,00 a cada 100 kw/h consumidos.
A bandeira amarela indica que as condições de geração de energia foram
menos favoráveis. Mesmo assim a tarifa sobe: R$ 1,50 para cada 100
quilowatt-hora (kWh)
Já a bandeira verde significará que o custo de geração de energia foi
normal, ou seja, que os reservatórios de água estão cheios. Nenhum
acréscimo será cobrado na conta.
Pesquisadores brasileiros buscam novas terapias
para a doença de Chagas; remédios usados atualmente controlar os
sintomas, mas não impedem o avanço das lesões causadas pela infecção
Ao
menos três novos estudos brasileiros mostram avanços consideráveis no
tratamento da doença de Chagas. A doença atinge atualmente cerca de 4
milhões de pessoas no Brasil.
Doença de Chagas atinge cerca de 4 milhões de pessoas
O mais
recente deles mostra que é possível recuperar lesões cardíacas de
pacientes com a doença. Atualmente, o tratamento de pacientes na fase
crônica, quando a infecção já se aloja nos músculos do coração e do
aparelho digestivo, é feito em cima dos sintomas e não na causa da
infecção. Porém, testes feitos em camundongos por uma equipe da
Fiocruz, liderada pela pesquisadora Joseli Lannes Vieira, bloquearam a
toxina que desencadeia os problemas cardíacos.
“Provamos
que nossa hipótese estava correta, que existe relação direta entre a
inflamação e a cardiopatia. O bloqueio da citocina com o uso de uma
droga levou a uma melhora do quadro. Agora precisamos fazer novos testes
usando outras formas de terapias que também reduzam o TNF [uma
substância inflamatória] e não tenham tantos efeitos colaterais. Uma
possibilidade é o omega 3, que é mais barato”, diz.
Doença negligenciada:Um bilhão de pessoas sofrem de doenças tropicais esquecidas
A
equipe tinha observado que pacientes com cardiopatia por doenças de
Chagas grave, além do aumento do tamanho do coração, apresentavam altos
níveis de TNF solúvel no sangue. O coração aumenta de tamanho e tem
batimento irregular, entre outros problemas.
Agora é preciso que
se façam mais testes com outras terapias que reduzam do TNF no sangue e
também fazer testes em humanos. “É um processo e demos o primeiro passo.
Durante cem anos não se teve uma proposta terapêutica para a doença de
Chagas. Mitigam-se os sintomas nos pacientes, a doença evolui de uma
forma mais lenta, mas o paciente continua apresentando os mesmos
problemas”, afirma.
Joseli explica que a maioria dos pacientes
com doença de Chagas no Brasil já está na fase crônica da doença, quando
a infecção já se aloja nos músculos do coração e do aparelho digestivo.
Na fase crônica, não há ainda comprovação da eficácia dos medicamentos
disponíveis. Os remédios usados atualmente podem apenas controlar os
sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas não impedem o
avanço das lesões causadas pela infecção.
Depressão de Chagas
Outra descoberta importante, realizada em 2012, foi a comprovação de
que a depressão faz parte da doença. “Conseguimos mostrar em modelo
animal que a depressão faz parte da doença. Provamos que camundongos com
doença de Chagas apresentavam sintomas da depressão”, diz.
Para
Joseli, o importante dessa descoberta também está no fato de comprovar
que pacientes com Chagas devem sem tratados também por psicólogos e
psiquiatras.
“Acreditava-se que o paciente ficava deprimido
por causa do estigma da doença, mas sabemos que o camundongo não vai
ficar deprimido por conta disso. Logo, provamos que é algo biológico.
Existe uma relação entre a infecção e a depressão”, afirma a
pesquisadora que também participou deste estudo.
MetasOs
estudos fazem parte de um esforço para desenvolver droga e novas
propostas terapêuticas contra a doença de chagas. A meta é que até 2019
– ano que a descoberta da doença faz 110 anos –, os pacientes tenham a
cura.
Joseli afirma que há muito o que comemorar e também muito a
ser descoberto, inclusive está em estudo a criação de uma vacina contra a
doença. “Essa é uma doença negligenciada, uma doença da pobreza. Até
2005, o que se dizia é que se tratava de uma doença sem cura.
Inicialmente, o que se fazia era combater o vetor, o barbeiro, mas pouco
ainda havia sido estudado sobre como a doença age na pessoa infectada”,
disse.
A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi
e transmitida ao homem pela picada de um inseto conhecido como
“barbeiro”, “potó”, “procotó” ou “chupão”. Após sugar o sangue da
pessoa, o inseto libera fezes infectadas com o parasita. Pelo contato
das mãos com as fezes do barbeiro ao coçar o local da picada ou levar a
mão à boca ou aos olhos, o parasita penetra na corrente sanguínea. Há
ainda outras formas de transmissão: da mãe infectada para o bebê ainda
na barriga, por transfusão de sangue e contaminação por alimentos que
contenham fezes do inseto.
No prazo do relógioEm
2006, o Brasil recebeu um certificado da Organização Mundial da Saúde
(OMS) e da Organização Panamericana de Saúde (Opas) por ter conseguido
interromper a transmissão da doença de Chagas pela espécie de barbeiro
mais frequente no país: o Triatoma infestans.
No
entanto, segundo o Ministério da Saúde, nos últimos anos, estão surgindo
novos casos da infecção devido a uma forma alternativa de transmissão
ligada à contaminação de alimentos. Principalmente na região amazônica,
surtos de casos agudos vêm sendo registrados entre pessoas que
consumiram suco de açaí e caldo de cana. As bebidas são contaminadas
pelo T. cruzi quando barbeiros infectados são moídos acidentalmente
junto com os alimentos.
Faltam ainda pouco mais de quatro anos
para que os pesquisadores atinjam a meta de encontrar uma cura para a
doença. “Ainda existe muita gente com a doença e muita gente em cidades
grandes como o Rio e São Paulo, por exemplo. Na América Latina, nem se
fala. Em Cochabamba, na Bolívia, 70% da população tem a doença. Por
isso, pesquisar a doença de Chagas cabe a nós mesmos. Acredito que
teremos muita coisa boa descoberta nos próximos anos”, afirma.
O vulcão de Colima, no ocidente do México, registrou uma
forte erupção às 8h57 (12h57 de Brasília) deste sábado, que gerou uma
coluna de fumaça e vapor de três mil metros de altura sobre a cratera,
segundo fontes da Proteção Civil. Quatro horas depois, foi registrada
uma nova exalação no vulcão, de 1.200 metros de altura.
A erupção desta manhã provocou a queda de cinza nos
municípios de Zapotlán El Grande, Gómez Farías, Concepción de Buenos
Aires e Manzanilla de la Paz, no sul do Estado de Jalisco, onde se situa
parte do vulcão, informou em comunicado a Unidade Estatal de Defesa
Civil e Bombeiros de Jalisco.
É previsto que nas próximas horas também ocorra a queda
de cinza nos municípios de Tolimán, Tuxpan, Zapotiltic, Tamazula de
Gordiano, Valle de Juárez e Mazamitla, em Jalisco.
Até agora não foram registrados danos materiais nem
vítimas. A Unidade de Defesa Civil do Estado de Colima, que divide o
vulcão com Jalisco, informou que a erupção foi similar à ocorrida em 21
de novembro do ano passado, quando houve queda de cinza a 25 quilômetros
de distância da cratera.
As redondezas já se prepararam para a previsão de uma
provável nova erupção, visto que nas últimas semanas o vulcão registrou
muita atividade.
Além do monitoramento nas últimas semanas, cientistas de
Jalisco e Colima realizaram sobrevoos na cratera e observaram várias
emissões de gases, assim como fluxos de lava em direção ao sudoeste do
vulcão.
Ambas os Estados recomendaram aos moradores das
redondezas para tomar precauções extremas e não se aproximar a menos de
cinco quilômetros do vulcão.
Também aconselharam não realizar atividades físicas ao
ar livre e colocar toalhas úmidas em portas e janelas para evitar a
entrada de cinzas, além de cobrir caixas d'água.
Com uma altitude de 3.820 metros sobre o nível do mar, o vulcão de Colima é considerado um dos mais ativos do México.
A partir de agora, todo estabelecimento comercial vai ter que indicar na
nota fiscal o valor dos tributos no preço de mercadorias e serviços.
Válida desde quinta-feira (1°), a nova regra determinando
discriminação na nota fiscal ou em local visível dos impostos
incidentes sobre os produtos já é cumprida por alguns estabelecimentos
comerciais. O consumidor final deve ter a informação dos tributos em
termos percentuais ou em valores aproximados. A reportagem da Agência
Brasil percorreu lojas de um shopping da capital federal neste
sábado (3) para ver como estava a aplicação da norma.
Em uma loja de joias, a vendedora Elika Alquimim
informou que a discriminação dos impostos começou a vir nas notas
fiscais há algum tempo. Ela acredita que o Departamento Contábil tenha
cuidado da alteração. “A gente não soube como foi, começou a vir
automaticamente. Teve um cliente que se espantou. Ele perguntou 'isso
tudo eu pago de imposto?'”, informou a funcionária.
Em uma ótica, a gerente Flávia Oliveira de Luna contou
que a empresa pediu à contabilidade para calcular o percentual de
impostos incidente em cada produto. “Eu sei que para a lente é um, para a
armação do óculos é outro. Parece que muda até de acordo com a região”,
comentou. Para ela, a alteração é benéfica. “O cliente fica mais
satisfeito, porque sabe o que está pagando”, acredita a gerente.
O gerente de uma conhecida rede de produtos eletrônicos
informou que as notas emitidas pela empresa já trazem o imposto
discriminado, mas preferiu não se identificar. Em duas lojas de roupas,
funcionários e gerentes disseram não ter conhecimento da nova exigência.
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A
agente administrativa Joana Pereira, 51 anos, não sabia que as lojas
agora são obrigadas a informar os impostos incidentes sobre os produtos.
Informada sobre a nova regra, ela procurou a nota fiscal fornecida por
uma loja de roupas e descobriu que, de R$ 45,90 da compra, R$ 5,51 foram
relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Se não fosse o imposto, eu teria pago cerca de R$ 40. Eu acho a
mudança positiva. Com certeza é ótimo a gente saber pelo que está
pagando”.
O
governo da Indonésia disse neste sábado (3) que investigará as
violações feitas pelo piloto do avião da AirAsia, que desapareceu no
domingo com 162 pessoas a bordo, depois de as equipes de buscas terem
encontrado duas grandes partes da aeronave. O Ministério dos Transportes
indonésio informou que o avião voava em horário não autorizado, quando
desapareceu. Acrescentou que a permissão para a companhia operar a rota
que liga Surabaia a Cingapura foi suspensa, até que as investigações
sejam concluídas.
Além disso, adiantou que outras companhias
aéreas no país serão investigadas. "Vamos realizar uma auditoria em
todas as companhias aéreas na Indonésia para saber se existem violações
relacionadas à rota, à duração e ao horário", disse o ministério, em
comunicado.
Ontem (2) à noite, foram encontradas duas grandes
partes do Airbus A320-200 no Mar de Java, ao largo da Ilha de Bornéu,
aumentando as esperanças sobre o aparecimento dos corpos e das
caixas-pretas, cruciais para determinar a causa do acidente.
Até
agora, as equipes de busca recuperaram 30 corpos. O horário do voo do
Airbus 320-200 da AirAsia, que decolou da cidade indonésia de Surabaia,
com destino a Cingapura, não foi validado, informou o diretor-geral do
Transporte Aéreo, Djoko Murjatmodjo.
“[O avião] violou a
autorização da rota dada, o horário dado, esse é o problema”, disse
Murjatmodjo. Acrescentou que, por isso, a licença da companhia aérea
AirAsia para operar essa rota foi suspensa até que as investigações do
acidente sejam concluídas.
Em comunicado, o porta-voz do
Ministério dos Transportes, J.A. Barata, disse que a AirAsia não tinha
“luz verde” para fazer a ligação Surabaia-Cingapura aos domingos e que
não tinha pedido para mudar o horário dos voos.
As equipes que
participam nas buscas pela fuselagem e pelos corpos dos passageiros do
Airbus contam atualmente com a ajuda de investigadores estrangeiros para
localizar as caixas-pretas.
O presidente da AirAsia Indonésia,
Sunu Widyatmoko, disse que a empresa não comentará a decisão do governo
da Indonésia até que os resultados da investigação sejam conhecidos. Ele
acrescentou que a companhia vai "cooperar plenamente com o governo
nesse processo de avaliação".
As
passagens dos ônibus do município do Rio já estão mais caras 13,3%. O
preço do bilhete passou de R$ 3 para R$ 3,40. Este foi o maior aumento
já autorizado pela prefeitura nos últimos anos e o maior da década.
Para
justificar o reajuste, a prefeitura disse que seguiu critérios fixados
por contrato, e a fórmula de cálculo utiliza valores da Fundação Getulio
Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
O prefeito Eduardo Paes disse não temer possíveis
manifestações por causa do aumento. “Ninguém pode temer protestos, até
porque eles fazem parte do processo democrático. Nós fizemos aumento no
ano passado e faremos novamente este ano. Ele é amparado em contrato e é
normal que aconteça”, afirmou.
Reajuste das tarifas de ônibus da cidade do Rio está em vigor desde 0h deste sábado
Eduardo
Paes disse que o aumento garantirá que toda a frota do município tenha
aparelhos de ar condicionado a partir de 2016. “O aparelho de ar
condicionado significa um custo maior para as empresas, tanto na compra
quanto na manutenção dos ônibus. Na próxima semana, nós vamos publicar
um decreto com o cronograma que obrigará as empresas a implantar
gradativamente esses novos ônibus de modo a que possamos chegar a 2016
com todos os ônibus dotados de aparelhos de ar condicionado”, ressaltou.
Barcas e trens terão aumento em fevereiro
No
último dia 30, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de
Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do
Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) autorizou reajustes nas tarifas das
barcas e dos trens, que vão vigorar a partir de fevereiro.
A
tarifa das barcas, que hoje é R$ 4,80, subirá para R$ 5. Já a dos trens,
passará de R$ 3,20 para R$ 3,30. Os novos preços podem ser cobrados a
partir do dia 12 de fevereiro.
Também as passagens dos ônibus e vans intermunicipais serão reajustadas em 12,46%. A tarifa passará de R$ 2,80 para R$ 3,15.