quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Você sabe o que há de real por trás do mito dos Illuminati?

Historiadores tentam explicar profusão de teorias na internet sobre grupo que teria influência sobre acontecimentos globais

O homem realmente chegou à Lua? Quem assassinou o presidente americano John F. Kennedy? Como começou a pandemia global de HIV? O verdadeiro poder mundial está nas mãos de uma sociedade secreta fundada no século 18?

Alguns acreditam que as respostas para estas perguntas não estão nos livros de história e dão crédito a teorias conspiratórias que surgiram nas últimas décadas ligadas a estes e outros eventos importantes.
O famoso 'olho que tudo vê' está na nota de dólar e já foi vinculado aos Illuminati
BBC
O famoso 'olho que tudo vê' está na nota de dólar e já foi vinculado aos Illuminati
Com a entrada do novo século e a popularização da internet, uma destas teorias ganhou muita popularidade: a suposta existência da Ordem dos Illuminati, cuja origem remonta a uma sociedade secreta de mesmo nome criada na Alemanha no fim do século 18 e que estaria integrada aos poderes políticos e econômicos, cujo objetivo final seria estabelecer uma nova ordem mundial através de um governo global.
Em fóruns de discussão na web é comum ver internautas citarem os Illuminati para explicar muitos dos problemas atuais do planeta.
Políticos como George W. Bush ou Barack Obama, ou magnatas como George Soros, foram acusados de fazer parte desta organização. Até o papa Francisco e a rainha Elizabeth 2ª já foram apontados como membros da ordem.
Outros acreditam ser possível ver a simbologia ligada aos Illuminati em vídeos de artistas como Beyoncé, Jay-Z, Lady Gaga e Katy Perry: pentagramas, pirâmides e o famoso "olho que tudo vê" que aparece nas cédulas de dólar.
Mas, de onde veio este mito dos Illuminati e por que ainda existem pessoas que acreditam na existência de um grupo que desapareceu há mais de dois séculos?
A ordem real
A Ordem dos Illuminati foi fundada em 1776 na Baviera, Alemanha, pelo jurista Adam Weishaupt.
A Ordem dos Illuminati foi fundada em 1776 na Baviera, Alemanha, pelo jurista Adam Weishaupt
BBC
A Ordem dos Illuminati foi fundada em 1776 na Baviera, Alemanha, pelo jurista Adam Weishaupt
O objetivo desta sociedade secreta inspirada nos ideais do iluminismo e na estrutura da maçonaria, era acabar com o obscurantismo e com a forte influência que, na época, a igreja exercia sobre a esfera política.

Depois que o príncipe Karl Theodor chegou ao poder, a Ordem dos Iluminati, assim como outras sociedades secretas, foi declarada ilegal e dissolvida, em 1785.

Mas, alguns acreditam que ela continua operando na clandestinidade.
 Autores como o francês Agustín Barruel (1741-1820), a britânica Nesta Helen Webster (1876-1960) ou o canadense William Guy Carr (1895-1959) vincularam a ordem com eventos como a Revolução Francesa de 1789, as Revoluções em vários países europeus de 1848, a Primeira Guerra Mundial ou a Revolução Bolchevique, de 1917.

Há até quem diga que os fundadores dos Estados Unidos eram membros da ordem e que o Federal Reserve, o banco central americano, foi criado para ajudar a cumprir os objetivos de dominação global da organização.

Nas últimas décadas, apareceram referências aos Illuminati em obras como a trilogia satírica de ficção científica The Illuminatus (1975), de Robert Shea e Robert Anton Wilson, ou Anjos e Demônios (2000), de Dan Brown, assim como nas letras de alguns artistas da cena hip hop. 

Tudo isso fez com que os Illuminati se transformassem em protagonistas de várias teorias conspiratórias que se alastraram pela internet, onde é possível encontrar milhares de páginas dedicadas à ordem.

'Loucura'
"É uma loucura que hoje em dia existam pessoas que acreditem na existências dos Illuminati", disse o escritor e historiador americano Mitch Horowitz.

"Os cidadãos têm preocupações legítimas sobre como funcionam os poderes políticos e econômicos, mas, em vez de canalizar estas preocupações de forma eficaz para que haja mais transparência, alguns preferem acreditar em histórias de fantasia sobre uma organização que deixou de existir há mais de 200 anos", disse ele à BBC Mundo.

De acordo com Horowitz, "há escritores e jornalistas que contribuem com a paranoia em torno dos Illuminati e as pessoas se deixam convencer porque é interessante pensar que existe um grupo secreto que domina o mundo".

"Se estudarem o que realmente eram os Illuminati, perceberiam que se tratava de uma organização política cujos ideais estavam baseados em uma sociedade mais justa e que gostavam da iconografia relacionada com o mundo do oculto", afirmou.
Alguns associam os Illuminati com o grupo Bilderberg
BBC
Alguns associam os Illuminati com o grupo Bilderberg
Para Horowitz, devido ao mistério que tem para o público, muitos artistas gostam de usar um pouco desta iconografia em seus clipes. 

"Os músicos entendem a atração e usam símbolos como o pentagrama, o obelisco ou o olho que tudo vê, mas isto não os converte em membros de uma sociedade secreta."

'Sociedades interconectadas'
Entre os que acreditam na existência dos Illuminati está o escritor americano Mark Dice, autor de um livro sobre a suposta ordem.

"Com certeza os Illuminati estão cercados de fantasias, mas quando se separa a realidade da ficção, acredito que há provas que demonstram que é um grupo real que continua existindo hoje em dia", disse o escritor à BBC Mundo.
Os Illuminati são associados com uma iconografia parecida com a dos maçons
Getty Images
Os Illuminati são associados com uma iconografia parecida com a dos maçons
Dice disse que, depois da dissolução em 1785, "os Illuminati continuaram operando através de várias sociedades secretas interconectadas como o Grupo de Bilderberg (conferência anual privada que reúne cerca de cem líderes políticos dos EUA e Europa) ou o Conselho de Relações Exteriores (centro de estudos baseado nos Estados Unidos)".

"Estas organizações compartilham os objetivos dos Illuminati, seus métodos de funcionamento, seus símbolos e terminologia", afirmou.

Segundo Dice eles não precisam usar o nome Illuminati pois "eles sabem quem são e o que estão fazendo".
"Nos últimos anos, o Grupo de Bilderberg foi exposto, já que com a internet não é fácil ser um grupo secreto."

Para Dice, os meios de comunicação podem ser culpados por este segredo ter ficado tanto tempo escondido.
"Como não é de interesse público que a cada ano cem das pessoas mais poderosas do planeta se reúnam em um hotel, cercados de guardas armados, para conversar sem microfones sobre como querem influir no futuro do planeta?"

O escritor garante que os Illuminati querem "criar um governo global de inspiração socialista" e "usam artistas de fama global para promover sua causa".

Dice tem centenas de milhares de seguidores no Facebook e YouTube.
Culpa da internet?
Jesse Walker, autor do livro The United States of Paranoia ("Os Estados Unidos da Paranoia", em tradução livre), afirma que a "internet foi fundamental para potencializar e propagar o fenômeno dos Illuminati".

"Hoje são vinculados com todo tipo de teorias, tanto por grupos de extrema-direita como de extrema-esquerda, que os usam segundo a própria conveniência", explicou Walker em entrevista à BBC Mundo.

O escritor disse ainda que, nos últimos anos, alguns artistas como o rapper Jay-Z incluíram pequenas referências aos Illuminati em suas aparições públicas para se divertir, alimentando ainda mais as teorias de conspiração que vinculam a ordem também à industria do entretenimento.
O rapper Jay-Z é apontado como um artista que já fez pequenas referências aos Illuminati em aparições em público
Getty Images
O rapper Jay-Z é apontado como um artista que já fez pequenas referências aos Illuminati em aparições em público
"Teorias de conspiração são uma parte intrínseca da psique humana. Somos criaturas que buscam padrões para dar um sentido ao mundo que nos cerca. Se há lacunas em uma história, temos que buscar explicações."

Walker lembra que há "motivos reais para medo ou ansiedade, já que, algumas vezes, algumas teorias conspiratórias se mostram certas, como no caso do escândalo das escutas da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA), ou quando é revelado que algum político está recebendo subornos".

"Mas quando se combina o medo com a busca de padrões, surgem teorias como a dos Illuminati".
Mas, para o escritor, o problema é que "muitos não têm conhecimento suficiente para diferenciar o que é real do que não é".

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-08-25/voce-sabe-o-que-ha-de-real-por-tras-do-mito-dos-illuminati.html

Milícia 'vende' Morro do Jordão por R$ 3 milhões

Área teria sido negociada para traficantes do Comando Vermelho. Polícia investiga

Rio - A guerra entre tráfico e milícia no Morro do Jordão, no Tanque, em Jacarepaguá, ganhou perigosos contornos imobiliários nas últimos dias. O conflagrado território teria sido vendido pelos milicianos para os traficantes do Comando Vermelho (CV). O valor da transação: R$ 3 milhões. A denúncia foi feita por moradores e circula em redes sociais. “Isso está na internet e estamos investigando. Temos vários procedimentos contra os criminosos do Jordão”, informou a delegada titular da 41ª DP (Tanque), Márcia Julião, que não entrou em detalhes para não prejudicar o trabalho policial. 

“Quando soube da venda da favela pelos milicianos, alertei minha família. Já houve relatos de negociações entre traficantes e milicianos na Ilha do Governador. Mas, a negociação do Jordão é um caso muito mais grave”, compara o sociólogo e ex-oficial do Bope, Paulo Storani, morador de Jacarepaguá. “Esses paramilitares são profissionais de segurança, em geral investigados e expulsos, e podem, com isso, criar uma nova forma de negócio. Tomar comunidades e vendê-las. Passar o ponto”, alertou Storoni.
O mapa das transações criminosas
Foto:  Arte O Dia
A troca de poder no Jordão também chegou ao conhecimento do 18º BPM (Jacarepaguá). O tenente-coronel Rogério Figueiredo, comandante da unidade, não acredita que o morro tenha sido negociado entre traficantes e milicianos, mas mandou investigar. “Acionamos o setor de inteligência para apurar”, disse o oficial.

DESESPERO
A disputa pelo controle da favela do Jordão se arrasta há quase um ano, levando desespero aos moradores. Muitos foram expulsos pelo tráfico, acusados de colaborar com milicianos. Os paramilitares que controlavam o local teriam desistido da luta após pedirem ajuda à Liga da Justiça, a maior milícia do Rio, com reforço de homens e armas. A Liga, porém, também está dividida entre as ordens de dois chefões presos Ricardo da Cruz, o Batman, e Tôni Ângelo Souza de Aguiar, o Erótico. 

A disputa entre eles é apontada pelas investigações da Divisão de Homicídios (DH) como motivo por uma série de assassinatos. O último deles, ocorrido na quinta-feira passada, foi o do PM Carlos Eduardo Conceição Dias, o Eduardinho, de 32 anos. Ele seria o elo entre os paramilitares do Jordão e a Liga da Justiça. 

Eduardinho era ex-genro Batman e já respondera inquérito junto com Tôni Ângelo. A DH investiga as ligações do cabo PM, que levou três tiros na cabeça na Praia da Reserva, Recreio dos Bandeirantes, com o grupo paramilitar e se ele negociava o reforço de homens e armas para os milicianos do Jordão. Eduardinho ostentava luxo em redes sociais e estava, no local do crime, com uma BMW avaliada em R$ 75 mil. 

Eduardinho — que estava na PM há sete anos e teve o inquérito por envolvimento com a milícia arquivado por falta de provas — aparece em foto postada em redes sociais com um anel de ouro com o rosto do personagem Batman. Em 2014, joia semelhante foi encontrada com o ex-PM Marcos José de Lima Gomes, o Gão, apontado então como o chefe solto da Liga da Justiça. O delegado titular da DH, Rivaldo Barbosa, comentou que o anel seria uma espécie de marca dos chefes da milícia. “Ao que parece, só integrantes da alta cúpula da milícia usam este anel.”

Bairros sufocados pela guerra entre criminosos
A disputa entre traficantes e milicianos atormenta os moradores de Jacarepaguá desde que a milícia conquistou áreas do Comando Vermelho na região há cerca de dez anos. Desde então, os moradores vivem no meio do fogo cruzado. Em novembro passado, na Vila Sapê, em Curicica, traficantes chegaram a tomar algumas ruas, picharam muros com as iniciais da facção, ameaçaram moradores e montaram barricadas. Os milicianos, comandados pelo ex-policial militar Roberto Ramos dos Santos, o Betinho, expulsaram os invasores, oriundos da Cidade de Deus. Na ocasião, pelo menos três pessoas foram assassinadas a tiros. Com a prisão de Betinho, feita pela Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado (Draco) na quinta-feira passada, os moradores temem que uma nova guerra comece.
Pichações do crime no Jordão
Atualmente, a favela está sob as ordens de Sergio Luiz da Silva Júnior, o Da Russa, que, com cinco condenações por produção e tráfico de drogas, comanda ataques a outras favelas dominadas por facções rivais ou controladas por milícias como aconteceu recentemente no Morro do Jordão. Segundo as investigações, o próximo alvo do CV seria a favela da Chacrinha, na Praça Seca. 

Outro território histórico do Comando Vermelho (CV) em Jacarepaguá é a Cidade de Deus. A estratégia dos traficantes mudou com a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora há seis anos. Eles passaram a circular sem ostentar armas pesadas e transportando pequenas quantidades de entorpecentes, segundo inquéritos instaurados na 32ª DP (Taquara). 

Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que o comando da UPP Cidade de Deus trabalha diariamente na repressão às ações do tráfico na região, em conjunto com as investigações da Polícia Civil.

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-08-26/milicia-vende-morro-do-jordao-por-r-3-milhoes.html

Juíza concede liberdade a filho de Pitanguy mediante fiança de R$ 100 mil

Ivo Pitanguy deverá usar tornozeleira eletrônica e ficará proibido de frequentar lugares com venda de bebida alcóolica

 
Rio - A juíza Renata Gil de Alcântara Videira, da 40ª Vara Criminal da Capital concedeu nesta terça-feira liberdade provisória a Ivo Nascimento de Campos Pitanguy, que estava preso por atropelar e matar o operário José Fernando Ferreira da Silva na madrugada da última sexta-feira. 

Como condição para ser solto, o filho do cirurgião plástico Ivo Pitanguy terá de pagar fiança de R$ 100 mil, ser monitorado por tornozeleira eletrônica, comparecer mensalmente em juízo, ter a carteira suspensa, não poderá frequentar estabelecimentos que vendam bebidas alcoólicas, será proibido de ausentar-se da cidade enquanto o processo criminal estiver em andamento e terá de cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga.
Pedestre foi atingido na calçada da Rua Marquês de São Vicente, na Gávea. Chovia no local, no momento do acidente
Foto:  Reprodução / TV Globo
A juíza aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público contra ele por homicídio culposo (sem intenção), que tem pena mais leve. A magistrada justificou a decisão argumentando que não cabe prisão cautelar nos casos de delitos culposos. “A opção legislativa adotada pelo Código de Processo Penal (CPP) em vigor foi de impedimento de estabelecimento de prisão cautelar na hipótese de delitos culposos, independentemente da gravidade e consequências do crime no caso concreto. Desta forma, descabe prisão preventiva no caso em exame, pela ausência do requisito objetivo insculpido no artigo 313, do CPP, por tratar-se de delito culposo”, explicou.

Em outro trecho, a juíza Renata Gil destacou o histórico de infrações cometidas por Ivo Nascimento de Campos Pitanguy. “No caso em análise, conforme bem salientado pelo Ministério Público, o comportamento prévio do denunciado e a mais grave consequência do delito, a morte da vítima, não caracterizam aceitação prévia por parte do acusado do nefasto resultado. Consta dos autos o histórico do Detran referente ao réu, ostentando 13 (treze) infrações por direção sob influência de álcool, o que poderia, caso houvesse a adequada e tempestiva resposta administrativa, ter poupado a vítima, a sociedade e o próprio réu de eventos com drásticos resultados”, ressaltou a magistrada.
Filho de Ivo Pitanguy foi transferido na segunda-feira para um presídio de Bangu
Agora, Detran cassa CNH
Apesar de já ter estourado os pontos na carteira de motorista, pelo menos desde 2011, só nesta quarta-feira o Diário Oficial publicará a proibição do direito de dirigir de Ivo Nascimento de Campos Pitanguy. Segundo a delegada Monique Vidal, o filho do cirurgião Pitanguy já teria acumulado 70 multas na habilitação nos últimos cinco anos, somando 240 pontos perdidos. Pela legislação, ao perder 20 pontos em um período de 12 meses, o motorista deve perder o direito de dirigir.

Segundo a delegada, que inicialmente afirmou que Ivo responderia por homicídio culposo, o depoimento de mais testemunhas foi decisivo para o entendimento do dolo (a intenção de matar). Segundo as testemunhas, o empresário conduziu o veículo embriagado.

Após a divulgação das infrações, o Detran anunciou a suspensão da carteira de habilitação de Ivo. Segundo o órgão, ele atingiu o limite de 20 pontos no prontuário de infrações de trânsito entre 2014 e 2015. Em um período de 12 meses, ele somou 27 pontos até o dia 21 de junho deste ano.

Além disso, o órgão afirmou que diante "da gravidade do acidente, será aberto também um processo administrativo para que o condutor seja submetido novamente a novo exame prático para averiguar a sua capacidade de direção de automóveis".

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-08-25/juiza-concede-liberdade-a-filho-de-pitanguy-mediante-fianca-de-r-100-mil.html

A aliados, Cunha diz que novas delações irão atingir Renan

A afirmação foi feita em jantar com deputados aliados na residência oficial da Câmara nesta segunda-feira

O encontro, que oficialmente serviu para discutir a agenda de votações da semana, teve longas explanações de Cunha sobre as acusações de Rodrigo Janot
 
O encontro, que oficialmente serviu para discutir a agenda de votações da semana, teve longas explanações de Cunha sobre as acusações de Rodrigo Janot
Denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) por corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse em uma reunião fechada que novas delações da Operação Lava Jato devem complicar a vida do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A afirmação foi feita em jantar com deputados aliados na residência oficial da Câmara nesta segunda-feira (24). Segundo relatos, o presidente da Câmara não deu detalhes nem disse de onde recebeu essa informação.

O encontro, que oficialmente serviu para discutir a agenda de votações da semana, teve longas explanações de Cunha, que mais uma vez negou as acusações feitas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de envolvimento no esquema de propina investigado na Operação Lava Jato.

Como tem reiterado, o presidente da Câmara disse a aliados que a denúncia é inconsistente e que sua defesa será facilmente acatada pelo STF.

Nos bastidores, Cunha tem direcionado a artilharia contra Renan, apesar de os dois serem do mesmo partido. Renan também é investigado na Lava Jato, mas não houve até agora denúncia contra ele. Há algumas semanas, o senador se aproximou do governo Dilma, o que foi criticado por Cunha e aliados.

O presidente da Câmara diz que o Palácio do Planalto está por trás das acusações contra ele na Lava Jato.

 http://minasgerais.ig.com.br/?url_layer=2015-08-25/11096211.html

Maioria do TSE vota por prosseguimento de ação que pode cassar mandato de Dilma

Julgamento foi suspenso por novo pedido de vistas. Fux propôs juntar todas as ações que pedem impugnação da candidatura de Dilma

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por maioria de votos, na noite desta terça-feira (25), dar prosseguimento à ação que pede a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer. A ação foi proposta pela coligação Muda Brasil – que teve o candidato Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República nas eleições de 2014.

O julgamento, porém, não terminou, uma vez que a ministra Luciana Lóssio pediu vista dos autos. Isso porque o ministro Luiz Fux levou ao Plenário seu voto-vista pelo prosseguimento da ação, mas propôs a concentração, em um só processo, de todas as ações em trâmite na Corte com o mesmo objetivo, “para que tudo seja julgado de uma só vez”.

De acordo com Fux, “não é interessante para a Justiça Eleitoral a existência de múltiplos processos, cada um julgado em um momento. A reunião de todos esses processos é salutar e tenho procurado fazer isso nesta Corte, para evitar decisões conflitantes”.

O PSDB sustenta na Ação de Investigação de Mandato Eletivo que houve abuso de poder político e econômico na campanha de Dilma e pede que sejam investigadas as suspeitas de que recursos desviados pelo esquema de corrupção descoberto na Petrobras tenham abastecido os cofres da campanha de reeleição da petista.

A legenda alega que os fatos analisados em seu conjunto dão a exata dimensão do comprometimento da normalidade e legitimidade do pleito presidencial de 2014. Argumenta, ainda, que mesmo as questões que, isoladamente, não sejam consideradas suficientes para comprometer a lisura do pleito, devem ser analisadas conjuntamente entre si.

Por fim, o partido peticiona a cassação dos mandatos de Dilma e Temer.
O julgamento
A relatora da ação, ministra Maria Thereza de Assis Moura, em decisão individual proferida no início de fevereiro deste ano, negou seguimento à ação, alegando fragilidade no conjunto de provas. O PSDB recorreu da decisão e levou o caso para julgamento do Plenário em 19 de março deste ano, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e, na sessão do dia 13 de agosto, foi a vez de o ministro Luiz Fux também pedir vista do agravo ajuizado na ação.

Ao votar, Gilmar Mendes afirmou que “nem precisa grande raciocínio jurídico para concluir que a aludida conduta pode, em tese, qualificar-se como abuso do poder econômico, causa de pedir da ação de impugnação de mandato eletivo”. Disse ainda verificar que existe, no caso, “suporte de provas que justifica a instrução processual da ação de impugnação de mandato eletivo quanto ao suposto abuso do poder econômico decorrente do financiamento de campanha com dinheiro oriundo de corrupção/propina”.
*Com informações do TSE

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-08-25/maioria-do-tse-vota-por-prosseguimento-de-acao-que-pode-cassar-mandato-de-dilma.html

Aécio recebeu propina de contratos de Furnas, afirma Youssef

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, também confirmou pagamento a tucanos, em 2009, a Sergio Guerra

O senador Aécio Neves em propaganda partidária do PSDB: ele nega todas as acusações
Reprodução
O senador Aécio Neves em propaganda partidária do PSDB: ele nega todas as acusações
Atual presidente dos PSDB, o senador Aécio Neves (MG) teria recebido dinheiro de propina de contratos de Furnas, afirmou Alberto Youssef, nesta terça-feira (25), em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. O doleiro falou a parlamentares durante a acareação com Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da estatal, que também citou irregularidades entre os tucanos, mais especificamente em relação a uma de suas ex-lideranças.

“Fui procurado pelo na época senador Sérgio Guerra e pelo deputado Eduardo da Fonte", disse Costa, citando o ex-presidente tucano, morto em 2014, que teria recebido dinheiro para abafar investigação da estatal em 2009. "Tiveram, se não me engano, três reuniões, e depois foi pago pela Queiroz Galvão esses R$ 10 milhões para que a CPI naquela época não prosseguisse."

Youssef, por sua vez, reafirmou o que já dissera antes sobre a suposta propina paga a Aécio. "A questão de Furnas, eu fiz anexo e está lá", acusou ele. O deputado Jorge Sola insistiu. “Confirmo por conta do que escutava do deputado José Janene, que era meu compadre e eu era operador dele”, enfatizou o doleiro.

Anastasia
Youssef foi questionado a respeito de um suposto repasse para o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Segundo ele, um montante foi enviado a Belo Horizonte, mas ele não soube precisar se o destinatário seria de fato o senador mineiro.
Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa em acareação na CPI da Petrobras, nesta terça-feira
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa em acareação na CPI da Petrobras, nesta terça-feira
“Mandei, sim, dinheiro para Belo Horizonte, mas não fui eu que fui lá entregar. A mim não foi dito que era para o Anastasia, mas quem foi lá entregar foi o Jaime Careca, só ele pode dizer para quem ele entregou. Eu mesmo recebi um endereço e o nome e mandei ir lá entregar. E esse nome, eu me lembro muito bem, não era Anastasia, tinha um outro nome e um endereço. Fiz inclusive uma notificação ao STF justificando esse depoimento do Jaime (Careca)”, afirmou o doleiro.

Em nota, o PSDB disse que “as referências feitas ao senador Aécio Neves são improcedentes e carecem de quaisquer elementos que possam minimamente confirmá-las”.

“Não se tratam de informações prestadas, mas, sim, de ilações inverídicas feitas por terceiros já falecidos, a respeito do então líder do PSDB na Câmara dos Deputados, podendo, inclusive, estar atendendo a algum tipo de interesse político de quem o fez à época”, cita a nota.

“Na declaração feita hoje, diante da pressão de deputados do PT, Youssef repetiu a afirmativa feita meses atrás: de que nunca teve qualquer contato com o senador Aécio Neves e de que não teve conhecimento pessoal de qualquer ato, tendo apenas ouvido dizer um comentário feito por um terceiro já falecido."

 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-08-25/aecio-recebeu-propina-de-contratos-de-furnas-afirma-youssef.html