quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mundo corre o risco de ficar 3,6ºC mais quente, adverte agência


O mundo ficará, a longo prazo, 3,6 graus Celsius (ºC) mais quente se os governos simplesmente mantiverem os seus objetivos atuais alertou, nesta terça-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE). Os representantes da agência participam em Varsóvia (Polônia) das discussões sobre as alterações climáticas.

No cenário estabelecido pela AIE para os países desenvolvidos, as emissões de gases que provocam o efeito estufa relacionados com a energia, que representam cerca de dois terços do total das emissões, sofrerão um aumento de 20% até 2035, mesmo com os esforços já anunciados pelos países comprometidos com as preocupações ambientais.

Este cenário " leva em conta o impacto das medidas anunciadas pelos governos para melhorar a eficiência energética, o apoio às energias renováveis, a redução dos subsídios aos combustíveis fósseis e, em alguns casos, a colocação de um preço nas emissões de gás carbônico", disse a AIE no relatório anual de referência, apresentado nesta terça-feira em Londres.

No entanto, o aumento de 20% nas emissões de energia - principalmente as geradas pelo carvão e pelo petróleo e, em menor grau, do gás - dentro de 20 anos "deixa o mundo a caminho de temperaturas médias globais de 3,6°C, bem acima da meta de 2ºC definida internacionalmente", informou a AIE.

Observando o papel fundamental do componente energético no sucesso ou no fracasso da política climática internacional, o departamento de energia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apoiou as iniciativas recentes, entre as quais o plano de ação apresentado pelo presidente americano Barack Obama; o anúncio de Pequim relativo a uma limitação de carvão; e o debate europeu sobre metas climáticas para 2030, salientando que "todas têm o potencial de limitar o crescimento das emissões de gás carbônico".

 http://www.atribuna.com.br/mundo/mundo-corre-o-risco-de-ficar-3-6%C2%BAc-mais-quente-adverte-ag%C3%AAncia-1.349548

ONU constatou fenômenos extremos e recorde no nível dos mares em 2013


O ano de 2013 está marcado por fenômenos extremos, como o recente tufão Haiyan que afetou as Filipinas, e por um recorde no nível dos mares em março, anunciou nesta quarta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

De acordo com dados provisórios divulgados nesta quarta-feira pela OMM, uma agência da ONU, 2013 está a ponto de virar um dos 10 anos mais quentes desde que os dados começaram a ser registrados, em 1850.

Além disso, "o nível médio do mar alcançou um novo recorde em março de 2013", segundo a OMM.
Os nove primeiros meses do ano aparecem, ao lado de 2003, no sétimo lugar entre os mais quentes da história.

Muitas regiões do planeta registraram temperaturas superiores à média, em particular Austrália, o norte da América do Norte, o nordeste da América do Sul, o norte da África e grande parte da Eurásia.
 
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5332159625981277870#editor/target=post;postID=8375744804142707676

Restos mortais de João Goulart serão exumados nesta quarta-feira

Os restos mortais do ex-presidente da República João Goulart serão exumados nesta quarta-feira, em São Borja, a 594 quilômetros de Porto Alegre (RS). Os exames fazem parte dos esforços da Comissão Nacional da Verdade (CNV) para determinar se Jango foi ou não assassinado durante a ditadura militar.
 
Segundo o governo do Rio Grande do Sul, a Casa Militar do Estado organizou um esquema de segurança para que familiares, autoridades e cidadãos acompanhem o procedimento. Porém, apenas os peritos terão acesso ao jazigo no cemitério Jardim da Paz. O governador Tarso Genro e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, acompanharão a exumação.
 
Segundo Maria do Rosário, a exumação é um pedido da família à secretaria, Ministério Público Federal e à Comissão da Verdade. "A nossa atuação é conjunta com os peritos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e da Argentina, Uruguai, Cuba (com um perito que trabalhou na exumação do revolucionário Ernesto Che Guevara) e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Durante dois anos realizamos uma pesquisa sobre os tipos de produtos que as ditaduras da Operação Condor realizavam para o envenenamento de pessoas, e esta pesquisa de caráter histórico serve justamente para verificar o que os peritos estarão procurando", disse.

A ministra afirma que com o trabalho realizado é possível comprovar que Jango era perseguido, monitorado diariamente mesmo no exílio, e que as ditaduras dos países da região operaram tendo o presidente João Goulart como um dos seus maiores adversários. O resultado da investigação será apresentado ao governo brasileiro e à família, posteriormente noticiado publicamente.
 
"Trata-se de um chefe de Estado, estamos nos preocupando com a preservação deste momento, tanto pelo resgate da memória de Jango, como pela família que irá acompanhar. Teremos um aparato de segurança diferenciado em toda área do cemitério, mas isso não impede que as pessoas acompanhem o ato", ressaltou o secretário-chefe da Casa Militar e responsável pela operação, coronel Oscar Luís Moiano.
 
Depois do procedimento, o corpo de Jango será levado a Santa Maria, de onde sairá na quinta-feira rumo a Brasília, com honras de chefe de Estado. No dia 5 de dezembro, o corpo de Jango voltará ao Rio Grande do Sul, onde será recebido no Palácio Piratini pelo governador Tarso Genro. No dia seguinte, data que marca os 37 anos da morte do ex-presidente, será levado de volta a São Borja.

A exumação servirá para apurar a suspeita de que Jango tenha sido morto por envenenamento, durante exílio na Argentina em 1976, o que contraria a versão oficial de que ele foi vítima de um ataque cardíaco. Christopher Goulart, neto e advogado da família, diz que não há dúvidas de que o avô foi assassinado durante a ditadura. A exumação do corpo de um ex-presidente é um fato inédito no Brasil.
 
 http://www.atribuna.com.br/brasil/restos-mortais-de-jo%C3%A3o-goulart-ser%C3%A3o-exumados-nesta-quarta-feira-1.349673
 
 

'Não cai ninguém. Se caírem 5, caem 50,'’ ameaça fiscal

Pressionado pela investigação do MP, o auditor Luis Alexandre Magalhães ameaçou seu antigo chefe Ronilson Bezerra Rodrigues e fez questão de mandar um recado para os outros envolvidos no caso. “Não vai cair ninguém. Se cair cinco, vão cair 50. Eu tenho anotado, eu tenho transtorno obsessivo compulsivo. Eu anoto todos os acertos desde 2002.”

Magalhães gravou a conversa que manteve com Rodrigues e com o colega Carlos Alberto Di Lallo em um restaurante. Os três conversam por 1h20. Contam que, depois que foram afastados, o suposto esquema de fraude do ISS e do IPTU teria prosseguido. Lallo relata que foi informado que o “negócio ia continuar, mais discreto”.

Magalhães exige que se esqueça o que fizeram no passado e diz estar disposto a parar de fazer negócio, pois “já ganhou muito dinheiro”. Também exige que não mexam em seu patrimônio nem com nenhum dos integrantes de sua antiga equipe. Rodrigues tenta tranquilizá-lo. “Todo mundo ganhou dinheiro. Por que todo mundo ganhou dinheiro? Porque eu estava como subsecretário.”

Magalhães responde ao ex-chefe. “Vocês me pediram uma garrafa de Coca-Cola e eu entreguei um caminhão.” E completa: “Ninguém vai mexer em meu patrimônio, que ser bandido também é difícil”. Em seguida, Magalhães ameaça entregar todo mundo e revela como pretendia agir se fosse pressionado: “Digo: Quer que eu comece por ordem alfabética?”

Com medo de ser abandonado pelos amigos e se tornar bode expiatório, Magalhães pede que Rodrigues mande um recado ao atual subsecretário de Finanças de Prefeitura, Douglas Amato. “É bom ele ficar atento com as informações para todo mundo sair bonitinho dessa história.” E concluiu: “Eu sei que você tem de ter certeza de que vai todo mundo junto. Não vou pagar essa conta sozinho”.

O auditor não foi o único a ameaçar Rodrigues. Lallo, também envolvido no esquema, diz que vai fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público - depois da prisão do grupo, no dia 30 de outubro, só Magalhães toparia o acordo proposto pelos promotores do Grupo Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec). Depois disso, outros seis auditores foram citados na investigação do MP, além dos vereadores Aurélio Miguel (PR) e Antonio Donato (PT).

 http://www.atribuna.com.br/brasil/n%C3%A3o-cai-ningu%C3%A9m-se-ca%C3%ADrem-5-caem-50-amea%C3%A7a-fiscal-1.349691

Assaltantes fazem funcionários da CET reféns durante assalto à sede da empresa

Funcionários da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) de Santos foram feitos de reféns durante assalto à sede tarde desta terça-feira. 

Segundo informações da Polícia Civil, os meliantes conseguiram invadir a sede localizada na Avenida Rangel Pestana, no bairro Vila Mathias, uniformizados. Ao anunciar o assalto,  eles renderam aproximadamente dez funcionários. Os ladrões conseguiram fugir com pertences das vítimas, além de uniformes da empresa.

A Polícia Militar chegou a ser acionada, mas não chegou a tempo de fazer a abordagem. Durante a procura pelos meliantes, os militares encontraram, na trilha do morro que fica ao lado da sede, um uniforme da companhia. 

Ninguém ficou ferido e ainda não há informações sobre suspeitos. O caso está registrado no 2º DP de Santos. 

http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/assaltantes-fazem-funcion%C3%A1rios-da-cet-ref%C3%A9ns-durante-assalto-%C3%A0-sede-da-empresa-1.349681

Júri do PM do carro preto continua nesta quarta-feira

Marcado para começar às 9 horas desta terça-feira, o júri teve início com atraso e correu o risco de ser adiado pela quarta vez. Das 36 testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, apenas 19 compareceram. À noite, os trabalhos foram suspensos por volta das 23 para serem retomados hoje.

O advogado Alex Ochsendorf alegou, antes do início da sessão, que a ausência de grande número de testemunhas viola o “princípio da plenitude de defesa”, um dos que regem os processos sob a competência do Tribunal do Júri.

Porém, a juíza Eliana Tosi de Mello decidiu por realizar o julgamento. Ela fundamentou que o advogado do réu “não insistiu” nos depoimentos das testemunhas ausentes, frisando que elas, por serem de outra comarca, não têm o dever de comparecimento.

Por fim, a magistrada ponderou que os processos do Tribunal do Júri possuem duas fases e, na primeira, todas as testemunhas ausentes ontem já haviam prestado depoimento, sob o crivo do contraditório, ou seja, na presença da acusação e da defesa.

 “Fica reservado ao plenário decidir sobre o que há de mais importante, não havendo necessidade de repetições de depoimentos tomados na primeira fase do processo. Não vislumbro qualquer motivo para que a sessão de hoje seja redesignada”, concluiu.

Em razão de preventiva, o soldado Aparecido aguarda pelo julgamento no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da Capital. Na hipótese de condenação por todos os crimes que lhe são atribuídos, ele está sujeito a pena de 44 a 190 anos de reclusão.

http://www.atribuna.com.br/cidades/j%C3%BAri-do-pm-do-carro-preto-continua-nesta-quarta-feira-1.349668

sábado, 9 de novembro de 2013

Racismo explícito na praça

Mulher hostiliza criança negra em Botafogo

 
Rio - Estudante de História, Laura Mineiro ficou chocada com o que testemunhou ontem, em Botafogo. Um vizinho, garoto negro de oito anos, se distraía, como de costume, com cães que estavam na praça da Rua Lauro Muller.

Um menino, branco, pediu à mãe para brincar. Ela negou: disse que eles poderiam ser assaltados por um mendigo que estava por lá. Ao falar com a mulher, Laura viu que ela se referia ao garoto negro. “É menino de rua, só ‘tá’ esperando alguém ficar sozinho pra dar o bote!”.

http://riodejaneiro.ig.com.br/?url_layer=http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-11-08/dupla-que-transava-em-sala-de-aula-de-universidade-e-presa-apos-xingar-seguranca.htm

Gays flagrados fazendo sexo em sala de universidade são autuados por racismo

Rapazes discutiram com segurança, ameaçaram sair nus pelo campus e o chamaram de 'macaco'

O segurança Ricardo de Lima, 29 anos, prestou queixa na 25ª DP (Engenho Novo)
Foto:  Severino Silva / Agência O Dia
Rio - Um aluno da Universidade Estácio de Sá do Norte Shopping, no bairro Cachambi, na Zona Norte e um amigo, foram presos na na manhã desta sexta-feira por atos racistas após xingarem um segurança da unidade de ‘macaco’, depois de serem flagrados fazendo sexo em uma sala de aula. Eles foram autuados por injúria racial e ato obsceno na 25 ª DP (Engenho Novo).

De acordo com policiais do 3º BPM (Méier), que efetuaram a prisão, os jovens de 20 e 21 anos, foram flagrados por outros dois alunos transando na sala. Um segurança foi acionado e pediu que a dupla colocasse a roupa. Eles se negaram e tentaram sair nus pelo campus.

Um deles que é aluno de Administração e outro que estaria matriculado para começar o curso de Psicologia em janeiro, segundo PMs, foram impedidos pelo segurança, que acabou xingado de ‘macaco’ e outros insultos. A Universidade Estácio de Sá afirma que somente o rapaz que cursa administração possui vínculos com a instituição.

"Quando entrei, vi os dois completamente nus e transando. Eles estavam transtornados. Me chamaram de corno e macaco. É um absurdo aluno de uma faculdade com pensamento racista. Não perdoo os dois", afirmou ainda constrangido, o segurança Ricardo de Lima, de 29 anos.

Thiago Beldon de Araújo - aluno de Administração - e Leandro Ferreira Coelho da Silva, tentaram quebrar tudo que viam pela frente, como lixeiras e cadeiras.

A polícia foi chamada e prendeu os dois jovens. Com eles, foi encontrada uma garrafa vazia de vodca. De acordo com a polícia, eles passaram a madrugada em uma festa e entraram na sala de aula ainda vazia pela manhã.

“Um aluno filmou o ato e entregou à delegada. Estavam muito alterados e confessaram que beberam muito numa festa. Não demonstravam vergonha. Nunca fiz uma ocorrência tão inusitada como esta em cinco anos na Polícia Militar”, lembrou o soldado do batalhão do Méier, Diorge Souza. Por meio de nota, a direção da Estácio de Sá se manifestou: "A instituição acompanha o desenrolar do episódio junto às autoridades policiais e reafirma seu compromisso com a segurança e o bem-estar dos alunos dentro de suas dependências”, diz o comunicado.

 http://riodejaneiro.ig.com.br/?url_layer=http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-11-08/dupla-que-transava-em-sala-de-aula-de-universidade-e-presa-apos-xingar-seguranca.htm

Tese de doutorado revela que estrutura militarizada é propícia para problemas nas relações com superiores

Policiais que se consideram tratados como escravos ou prisioneiros, trabalhando sob constante pressão e a base de calmantes. É esse o cenário a que muitos PMs estão submetidos em seu dia a dia e que aparece retratado na tese de doutorado da socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP (Universidade de São Paulo) Viviane de Oliveira Cubas.

Para o trabalho, apresentado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ela entrevistou 15 policiais e analisou as queixas registradas na Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo entre 2006 e 2011. Neste período, foram 1.716 denúncias feitas somente por policiais, sendo que 95,7% do total são reclamações de integrantes da Polícia Militar e apenas 4,1% da Polícia Civil.

A explicação para a diferença no número de queixas de seus integrantes pode estar no fato de uma corporação ser militarizada, e a outra não. “Os números mostram o quanto essa estrutura acaba propiciando relações bastante tensas entre os policiais”, explica Viviane.
Nivaldo Lima/Futura Press
Maior parte das queixas feitas por policiais é contra os próprios superiores
O resultado da análise comprova o problema de tratamento que existe entre subordinados e chefes na Polícia Militar. Cerca de 80% das queixas tratam de “problemas nas relações de trabalho” e quase metade (39,5%) se refere apenas a assédio moral ou escalas de trabalho.

Nas denúncias de abuso, por exemplo, a maior parte é contra oficiais superiores hierarquicamente. “O que dá pra dizer é que todo superior, a partir do momento que tem um pouco mais de poder, abre brecha para exercer força sobre subordinados”, argumenta.

Os abusos
Dentre as queixas as quais a socióloga teve acesso, há uma, por exemplo, que relata as metas para prisões em flagrante estabelecidas por um comandante que, quando não cumpridas, resultavam na transferência de policiais ou em banhos com água fria e fardados. A denúncia informa ainda que quatro policiais contraíram pneumonia por conta do castigo. Em outra, um oficial relata que, como forma de punição, um major teria obrigado os policiais a pular em uma lagoa com barro e excrementos de animais

Sobre as escalas, as reclamações normalmente são de sobrecarga nos horários de trabalho. Por várias vezes, os policiais enfatizam cansaço físico e mental após várias horas ininterruptas em serviço, o que aumenta as possibilidades de erros ou agressividade contra cidadãos. 

Há denúncias em que policiais alertam para a possibilidade de colegas serem violentos com seus superiores. Em dois casos extremos, um policial teria disparado um tiro dentro de uma base da Polícia, devido ao excesso de trabalho, e, em outro, oficiais teriam presenciado um colega apontar a arma para a própria cabeça.

Muitas vezes, o estresse é provocado pelos próprios superiores. A pesquisadora cita uma denúncia na qual um major e um capitão tinham escalado a tropa para trabalhar na segurança das estações do metrô, entre 9h e 22h, sem meios de comunicação, sem autorização para almoçar, beber água ou ir ao banheiro, além de terem colocado um oficial para vigiar, com a possibilidade de puni-los caso desobedecessem às ordens.

Questões emocionais
Na fase em que entrevistou policiais, a pesquisadora abordou a questão dos desvios de conduta, como uso excessivo da força e corrupção. Apesar de os PMs condenarem veemente este tipo de comportamento, a maioria dos que aceitaram participar do estudo viu problemas emocionais - não de caráter ou treinamento.

“Eles entendem que neste tipo de situação o policial saiu do seu controle por questões emocionais. Isso foi um pouco surpresa para mim. Achei que eles tivessem outra percepção disso. Qual a estrutura que os policias recebem para manter o controle emocional? Isso não aparece na fala dos PMs. Parece que a instituição cumpre seu papel. Acho que eles não se dão conta disso”, opina Viviane.

A pesquisa não abordou como os abusos, a carga de trabalho e a infraestrutura influenciam na conduta do PMs durante o policiamento ostensivo, mas, na opinião da acadêmica, os números e os depoimentos podem ser sinais disso. “Isso é uma coisa que surgiu e que tenho vontade de estudar. O quanto esse modelo de tratamento, muitas vezes desumano, desigual e autoritário vai refletir do batalhão para fora? Se internamente eles trabalham numa ótica em que não são iguais, sempre alguém vai estar acima de alguém, como isso vai refletir depois na rua para a garantia de direitos de igualdade? Como desse jeito eles toleram quem questiona a atitude deles? Não é uma coisa que explorei, não estou afirmando, mas é muito provável que isso vá para fora dos batalhões”, conclui.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-11-07/policiais-militares-se-sentem-escravizados-no-trabalho-aponta-pesquisa.html

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

EUA aprovam lei que protege gays no trabalho


O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira um projeto de lei que proíbe as empresas de contratar ou demitir funcionários baseando-se em sua orientação ou identidade sexual.

A ENDA (Lei de Não Discriminação no Emprego) foi aprovada por 64 votos contra 32, com o apoio de democratas e republicanos.

"O Senado se manifestou claramente para acabar com a discriminação no trabalho", disse o senador democrata Jeff Merkely, que liderou a campanha para a aprovação do projeto na Casa.

Na Câmara de Representantes, controlada pelos republicanos, o debate promete ser acirrado, e o presidente da Casa, John Boehner, já adiantou que votará contra o projeto, que pode causar danos às empresas e provocar uma enxurrada de ações na justiça.

http://noticias.band.uol.com.br/mundo/noticia/100000643186/senado-dos-eua-aprova-projeto-de-lei-que-protege-gays-no-trabalho.html

PCC movimentava R$ 1 milhão por mês em SP

Centro de contabilidade do PCC foi descoberto na terça-feira pela polícia


O centro de contabilidade do crime organizado do PCC (Primeiro Comando da Capital), descoberto na Grande São Paulo, nesta terça-feira, movimentava mais de um R$ 1 milhão por mês. Na ocasião, um dos bandidos presos aproveitou a distração dos policiais e tentou fugir.

Os policiais tiraram as algemas do preso para que ele pudesse mostrar onde escondia dinheiro do crime no carro. O bandido aproveitou um momento de distração e saiu correndo. Metros à frente, porém, ele foi recapturado.


O suspeito não tinha passagem pela polícia e tomava conta de um escritório de contabilidade do crime organizado. No apartamento, em um condomínio de Cotia, na Grande São Paulo, a polícia encontrou mais de R$ 10 mil, celulares, talões de rifas da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios e diversos depósitos bancários.

As ordens para o controle das finanças partiam de dentro da penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior. Escutas telefônicas revelam que os bandidos na rua faziam teleconferência com os que estão na cadeia.

As investigações sobre o PCC apontam que a organização tem usado pessoas sem antecedentes criminais para atuar em funções importantes como a contabilidade do grupo e a lavagem do dinheiro. Tudo para não despertar a atenção da polícia. Boa parte dos recursos vem da arrecadação de rifas que oferecem prêmios que variam de R$ 30 mil a R$ 180 mil.

Em outra escuta, os traficantes dizem que estão com problemas para recolher o dinheiro de um presídio de São Paulo. O trabalho da polícia é uma sequência de uma operação policial que ocorreu em agosto na Grande São Paulo. Mais de 40 bandidos já foram presos.

  

Policiais ameaçam ‘relaxar’ segurança na Copa


Marcelo Justo/Folha

É grande a irritação de policiais e bombeiros com o cerco do Planalto à proposta de emenda constitucional que institui o piso salarial para as corporações. Em conversas com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o sindicalismo de farda fez um, digamos, aviso: sem aumento, não haverá policial que se anime a enfrentar black blocs nas ruas. “Eles dizem que não vão mais conter manifestações. Afirmam que estão sendo achincalhados e atingidos. Lembram que vem aí a Copa do Mundo.”

A PEC 300, como é chamada a proposta de emenda que acomoda na Constituição o piso de policiais e bombeiros, já foi aprovada na Câmara em primeiro turno. Antes de ser enviada ao Senado, os deputados precisariam aprová-la em segundo turno. E Henrique não tem a intenção de levar a encrenca à pauta. Além do Planalto, a grossa maioria dos governadores é contra a matéria.

Governador de Pernambuco e candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos manifestou-se por escrito. Anotou que a PEC 300 custaria às arcas do seu Estado algo como R$ 2 bilhões ao ano. A União estima que a despesa global será de R$ 42 bilhões. A corporação diz é lorota. E fala num espeto de quase R$ 13 bilhões.

Do modo como a emenda foi redigida, a União e os Estados teriam seis meses para negociar um valor nacional para o piso salarial de policiais e bombeiros. O problema, diz Henrique, é que “ninguém seguraria a pressão” depois que a emenda fosse aprovada.

 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/11/08/policiais-ameacam-relaxar-seguranca-na-copa/

Fiscal falava em voltar se Kassab fosse eleito em 2014


Um dos quatro fiscais da Prefeitura presos sob acusação de cobrar propina de empresas em troca da redução de impostos cogitava voltar a trabalhar se Gilberto Kassab (PSD) fosse eleito governador em 2014, segundo gravação obtida pela Folha.

O áudio integra a investigação sobre as fraudes cometidas pelos fiscais.
Editoria de arte/Folhapress
Luis Alexandre Cardoso Magalhães, único dos fiscais a deixar a prisão após decidir colaborar com as investigações, inicia a conversa dizendo: "Ideal mesmo é estar os três juntos". 
 
Um interlocutor não identificado pelos investigadores continua: "A esperança é o Kassab ganhar a eleição no ano que vem". 

Magalhães endossa: "Pois é. Aí está todo mundo bem". 
 Seu interlocutor prossegue: "É a única chance de a gente continuar junto no ano que vem".
O fiscal responde: "Mas acho que ele não ganha não. [A eleição] Para governador é muito difícil".
Magalhães menciona três pessoas porque o grupo original, formado por quatro, teve um racha, segundo a Folha apurou. Além de Luis, integram o grupo Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Harle Barcellos, Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral. 

Os três últimos se indispuseram com Ronilson, apontado pelo Ministério Público e pela controladoria da prefeitura como o líder da organização. As razões da cisão não são estão claras.
Noutra gravação, Ronilson comemora ter sido bem tratado na festa de aniversário de 53 anos de Kassab, em 12 de agosto, na sede do PSD. Ele fala com Paula Nagamati, sua amiga na prefeitura. 

"Você foi aí na festa do Kassab, o pessoal te abraçou", diz ela. Rodrigues responde: "Fui tratado como subsecretário, é outro papo, é outra coisa. Não fui tratado mais como auditor, como porra nenhuma."
Kassab afirma em nota que sua festa reuniu 500 pessoas e que não mantém relação pessoal com os servidores. O ex-prefeito não comentou a conversa em que o fiscal fala em voltar sob seu governo.

Outro áudio, divulgado pela TV Globo, revela a briga entre os fiscais. Magalhães diz a Ronilson Rodrigues que "levaria a secretaria inteira" caso fosse pego. "Vai todo mundo comigo. Eu te dei muito dinheiro", diz. "Sabe por que você me deu dinheiro? Porque eu te deixei lá", responde o homem apontado como chefe do grupo.

Governos de São Paulo e Rio criarão comitê para definir ação antivandalismo


O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, anunciou nesta quinta-feira, em Brasília, que representantes do governo federal e as Secretarias de Segurança Pública dos Estados de São Paulo e do Rio criarão um comitê executivo para formalizar ações no combate aos atos de vandalismo ocorridos em manifestações.

De acordo com Cardozo, até o dia 29, os integrantes desse colegiado deverão apresentar propostas para a definição de um protocolo em que será fixado os termos de atuação das polícias nas manifestações. Também deve ser proposto um projeto que estabelece um pronto-atendimento judicial nas situações que se concretizarem abuso por parte dos manifestantes.

Uma terceira proposta a ser estudada é da criação de um fórum de diálogo social em que os cidadãos poderão apresentar sugestões e denúncias. "Elas serão encaminhadas aos órgãos competentes na medida que as pessoas façam denúncias ou sugestões ", disse. Entre aqueles que farão parte do colegiado, estão representantes do Ministério da Justiça, dos Conselhos Nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP) e das Secretarias de Segurança Pública dos Estados de São Paulo e do Rio. Os nomes dos indicados deverão ser encaminhados até segunda-feira, para o ministro da Justiça.

http://www.atribuna.com.br/brasil/governos-de-s%C3%A3o-paulo-e-rio-criar%C3%A3o-comit%C3%AA-para-definir-a%C3%A7%C3%A3o-antivandalismo-1.348550

Após morte de policial, comandante geral da PM pede mudanças nas leis

 
N/A
Fernando era soldado da PM há cerca de quatro anos
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, defendeu penas mais duras para quem comete crimes contra o profissionais. O apelo  foi feito logo após o sepultamento do policial militar Fernando Barbosa da Silva, de 27 anos, assassinado na última terça-feira. O soldado foi enterrado na tarde desta quinta-feira no Cemitério da Areia Branca, na Zona Noroeste. Ele foi velado na Santa Casa de Santos.

“Passamos por um momento em que policiais são mortos por facções ou bandidos e também as manifestações, muitas vezes infiltradas por vândalos que agridem os policiais. Essas pessoas são presas, mas, devido à fragilidade da lei, ficam livres minutos depois”.

Segundo a corporação, em todo o Estado foram registradas seis mortes de PMs em confronto durante 2013. Fernando é a segunda morte na Baixada Santista. “Não tem momento mais difícil para um comandante da PM do que vir aqui enterrar um policial que morreu em defesa da sociedade”, diz Meira.

Baleado durante operação policial

Fernando foi morto com um tiro na cabeça, enquanto realizava patrulhamento de rotina no Caminho da Divisa, no Castelo, com uma equipe das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam).

Ao ingressar em um dos becos, o PM foi alvejado e, apesar do rápido socorro, não resistiu aos ferimentos. A família decidiu doar alguns órgãos da vítima.

Fernando era soldado da PM havia quatro anos. Nascido em Ferraz de Vasconcelos, Fernando vivia na Vila Mirim, em Praia Grande, e sempre foi policial em Santos.

As apurações sobre o caso seguem em andamento pela equipe de investigadores do 5ºDP de Santos. Logo após o crime, dois suspeitos, sendo um menor, foram capturados.

Um terceiro envolvido, apontado como o autor dos disparos, permanece desaparecido e é procurado. Entretanto, a Polícia Civil já sabe o nome e onde mora o suspeito, que tem algumas passagens criminais.
N/A
Colegas de trabalho, amigos e familiares se despediram do policial, seputaldo no cemitério Areia Branca
 De A Tribuna On-line
 
 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Número de assaltos no Brasil é 2x maior do que a média

 
O número de assaltos no Brasil é pelo menos duas vezes maior do que a média, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta terça-feira. A pesquisa, chamada de Better Life Initiative (Iniciativa Vida Melhor), apontou que 7,9% das pessoas entrevistadas relataram terem sido vítimas de assaltos nos 12 meses anteriores. A taxa é quase o dobro do que a média nos países pesquisados pela organização, que é de 4%.

O índice de homicídios no País é quase 10 vezes a média da OCDE: 21 assassinatos para casa 100 mil habitantes, contra 2,2 na média. Para os homens, a taxa é ainda maior, de 39, enquanto para mulheres o índice é de 3,8.

Os números sobre homicídios são considerados medidas confiáveis sobre a segurança porque, diferentemente de outros crimes, assassinatos geralmente são registrados na polícia. Apesar de ter diminuído nos últimos anos, a taxa brasileira sobre esse tipo de crime ainda é uma das mais altas do mundo.
 
O medo do crime é outro indicador importante, segundo a organização, pois pode restringir o comportamento e a liberdade das pessoas. No Brasil, 40% dos entrevistados se sentem seguras para andarem sozinhos na rua à noite, menos do que a média de 67% da OCDE. Mais mulheres relataram que temem caminhar à noite desacompanhadas - dado que é explicado pelo alto índice de estupros, além do sentimento de que elas têm que proteger os filhos.
 
A pesquisa da OCDE divulgada hoje abrange vários aspectos da vida dos habitantes de vários países, como habitação, educação, segurança, emprego e felicidade. O relatório está disponível no site da Better Life Initiative.
 
 
 De A Tribuna On-line

STF confirma habeas corpus a envolvidos na morte de Dorothy Stang


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta terça-feira decisão individual do ministro Marco Aurélio, que concedeu liberdade provisória ao fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária Dorothy Stang em fevereiro de 2005, no Pará.

A missionária norte-americana foi morta com seis tiros em fevereiro de 2005, em uma estrada rural do município de Anapu (PA), local conhecido como Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança (PDS). 
 
De acordo com a denúncia, Dorothy era a maior liderança do projeto, atraindo a inimizade de fazendeiros da região que se diziam proprietários das terras que seriam utilizadas no PDS.

A denúncia apontou Rayfran das Neves Sales como executor do crime, com a ajuda de Clodoaldo Carlos Batista. As investigações apontaram que eles agiram a mando de Amair Feijoli da Cunha, Vitalmiro Bastos de Moura e Regivaldo Pereira Galvão, que receberam o pagamento de R$ 50 mil. Todos foram condenados.
 
 http://www.atribuna.com.br/brasil/stf-confirma-habeas-corpus-a-envolvidos-na-morte-de-dorothy-stang-1.348115
 

STJ anula condenação imposta ao senador Lindberg Faria

Improbidade administrativa
 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou uma condenação que tinha sido imposta ao senador Lindbergh Farias (PT-RJ) por improbidade administrativa. Os ministros da 2ª. Turma do STJ concluíram que houve uma falha insanável no processo decorrente da falta de devida citação da defesa do parlamentar.

O senador tinha sido condenado pela Justiça por improbidade relacionada à contratação de uma empresa de manutenção na época em que ele era prefeito de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Pela condenação, o congressista teria de pagar multa equivalente a 10 vezes o salário de prefeito. Ele também seria punido com a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos.

Ao julgar um recurso de Lindbergh, os ministros do STJ entenderam que um tribunal não pode julgar diretamente uma ação de improbidade sem citar a defesa. Relatora do caso no STJ, a ministra Eliana Calmon afirmou que a falta de citação do réu é uma falha insuperável. "O acórdão recorrido, ao concluir pela parcial procedência da demanda, não prejudicou apenas o ex-prefeito, que se viu apenado com a sanção de suspensão de direitos políticos e multa civil", disse a ministra.

"A nulidade processual cometida prejudicou interesses também do Ministério Público, que se viu impossibilitado de produzir provas para demonstrar a responsabilidade dos demais réus indicados na exordial, bem como a ocorrência de dano ao erário e/ou proveito econômico eventualmente obtido pelo agente", afirmou.
  
 http://www.atribuna.com.br/brasil/stj-anula-condena%C3%A7%C3%A3o-imposta-ao-senador-lindberg-faria-1.348090

Quadrilha que fraudava ISS em SP usava despachantes

A quadrilha suspeita de fraudar a arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) e causar prejuízos de até R$ 500 milhões aos cofres municipais tinha também teve a ajuda de funcionários de grandes construtoras e de despachantes, apontam as investigações do Ministério Público Estadual (MPE) e da Controladoria-Geral do Município (CGM). Três intermediários já foram identificados. Em média, o grupo obtinha R$ 280 mil por semana em propina.

Responsáveis por fazer a ponte entre megaorganizações e auditores fiscais, despachantes e funcionários das empresas levavam o dinheiro em espécie na sede da Prefeitura ou no Café Vermont, na Praça da República, região central. Em troca, recebiam parte da propina. As investigações ainda não identificaram quanto ganhavam os funcionários das empresas, mas os despachantes levavam 10% da propina quando atuavam como intermediários.

Até agora, as investigações apontam o nome de pelo menos três pessoas que teriam ajudado o grupo liderado pelo ex-subsecretário da Receita Municipal Ronilson Bezerra Rodrigues. Seriam os despachantes Wanderlei Gabaroto, Moisés Auchuir e Gilberto Coz, que tem uma consultoria de regularização de construções na Mooca, zona leste.

Questionado sobre o esquema, Coz declarou desconhecer a fraude no cálculo de tributos. “Ronilson (Rodrigues) eu conheço de nome. Eu conheço muitas pessoas da Prefeitura, mas desconheço esses esquemas”, disse o despachante. “Pelo menos nos processos que eu cuidei foram feitas guias normais. Não sei se isso acontecia com outras empresas, mas nas dos meus casos, não”, afirmou. A reportagem não conseguiu localizar os outros dois despachantes.

De acordo com dados obtidos na investigação, os pacotes de dinheiro eram entregues por membros da quadrilha na casa de Rodrigues, na Rua Conde de Irajá. Na época, cada um dos quatro integrantes da quadrilha - Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos, Luis Alexandre Cardoso Magalhães e Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral - recebia R$ 70 mil.

Antes de Rodrigues passar a liderar o esquema, a partir de 2010, segundo a investigação, era Amilcar Cançado Lemos quem recebia o dinheiro. Ele levava R$ 60 mil por semana. Procurado ontem, Lemos não respondeu às ligações.

A única empresa que pagava via depósito bancário era a Brookfield, de acordo com a investigação. A empresa admitiu ao MPE ter pago R$ 4,1 milhões à quadrilha. Outras companhias, como Tarjab, Trisul, BKO e Alimonti, teriam feito todos os pagamentos de propina em dinheiro. Elas afirmam não ter sido notificadas pelo MPE sobre as investigações.

Quadrilha
A CGM tenta agora estabelecer qual é o tamanho do bando. Estima-se que pelo menos oito servidores façam parte do grupo. Outro funcionário que aparece nas investigações é Arnaldo Augusto Pereira, que também ocupou o posto de subsecretário da Receita. Ele seria responsável por levar Rodrigues para o Departamento de Arrecadação. Pereira também foi procurado pela reportagem, mas não respondeu.

Nas próximas semanas, funcionários citados nas investigações devem ser afastados de seus cargos. Ontem, foi a vez de Magalhães. Liberado da prisão anteontem após aceitar a entrada no programa de delação premiada, o servidor foi suspenso ontem dos quadros da Prefeitura de São Paulo por 120 dias. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Cidade.

Fabio Camargo Remesso foi suspenso do cargo na semana passada, após ter sido apontado como mais um integrante do esquema de fraude no ISS. Auditor fiscal de carreira, atuava como assessor na Secretaria Municipal de Relações Governamentais, cujo titular é João Antonio. Remesso foi indicado pelo vereador Nelo Rodolfo (PMDB).

Mais investigados
O controlador Mário Vinícius Spinelli investiga cerca de 20 auditores fiscais sob suspeita de enriquecimento ilícito. Eles integram uma lista que chegou à Prefeitura com cerca de cem nomes de auditores fiscais.

A listagem foi enviada ao MPE, que decidiu abrir 40 inquéritos. Entre os nomes citados na lista encaminhada ao MPE estão alguns dos apontados na investigação sobre a fraude no ISS, como Pereira, Lemos e Amaral.

 http://www.atribuna.com.br/brasil/quadrilha-que-fraudava-iss-em-sp-usava-despachantes-1.348137

Pesquisa aponta que 70% dos brasileiros não confiam na polícia

A insatisfação da população com a polícia cresceu no primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para integrar a 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 70,1% da população não confia no trabalho das diversas polícias no País, 8,6 pontos porcentuais acima do registrado no primeiro semestre de 2012.
O FBSP destacou que a credibilidade das polícias está mais próxima da apresentada pelos partidos políticos (95,1% dos brasileiros afirmam que não confiam em legendas políticas) do que pela apresentada pelas Forças Armadas (34,6% não confiam), o que, mostra o documento, indica a necessidade de rever a atuação dos agentes de segurança pública.
De acordo com o fórum, as atuações das polícias desde as manifestações iniciadas em junho são apenas um ponto que precisa ser revisto na política de segurança adotada nos dias de hoje.


Protestos se espalham pelo Brasil200 fotos

Manifestantes mascarados fazem protesto contra o reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), na noite desta quinta-feira (31) na avenida Paulista, na área central de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 150 pessoas participaram do ato. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), eles bloquearam a avenida Paulista, no sentido Consolação, até as 22h30 Alessandro Shinoda/UOL

Violência

Cinco pessoas morrem em média todos os dias no país vítimas da ação policial, de acordo com o Anuário. No ano passado, 1.890 pessoas foram mortas em episódios envolvendo policiais em serviço. Além disso, considerando as taxas de mortes por homicídio da população e de policiais, o risco de um policial morrer assassinado no Brasil é três vezes maior que o de um cidadão comum.
A taxa de homicídio geral da população foi de 24,3 por 100 mil habitantes, enquanto a de policiais mortos em serviço e fora de serviço foi de 72,1 por 100 mil policiais. "A polícia está matando muito e morrendo muito", disse o coordenador do Anuário, Renato Sérgio de Lima. Ele afirmou que os dados são uma evidência forte de que a forma como o Estado brasileiro atua para lidar com crimes é "anacrônica e falida".
Lima disse que, embora o gasto do País com segurança pública tenha atingido R$ 61,1 bilhões em 2012, alta de 16% ante o ano anterior, cerca de 40% desse valor é destinado a aposentados e inativos. "O Brasil gasta muito, mas investe mal", resumiu.

Denúncias de excessos da PM em abordagens crescem 106% em SP



 Uma tentativa de assalto a uma residência terminou com um assaltante morto e outro detido na rua Ana Rita de Freitas, próximo à avenida Jacu-Pêssego, na zona leste de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (5) Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo
As denúncias de excessos cometidos por policiais militares durante abordagens cresceram 106% no primeiro semestre de 2013 em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 66 reclamações registradas neste ano ante 32 em 2012, de acordo com dados da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo.

No domingo (27), o adolescente Douglas Rodrigues, 17, morreu após ser baleado por um PM durante uma abordagem na Vila Medeiros, zona norte da capital paulista.

A defesa afirmou que houve o disparo acidental da arma do policial no momento em que descia do carro para iniciar a revista. O soldado será indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

De acordo com moradores do bairro ouvidos pela reportagem do UOL durante a semana, abordagens nas quais PMs "já chegam colocando a arma em nossas cabeças" são comuns.

A prática --que supostamente provocou a morte de Douglas-- contradiz os manuais da própria PM, segundo os quais a pistola deve mirar o chão durante o procedimento.

Procurada, a PM se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa. Afirma que "números pequenos são estatisticamente irrelevantes e não permitem qualquer tipo de conclusão"

"Num universo de 6,5 milhões de abordagens realizadas no período apontado, apenas 66 reclamações chegaram à Ouvidoria (0,001 % do total de abordagens realizadas). Isso, no mínimo, deve recomendar um cuidado na análise, pois não configuram, sequer, uma amostra científica", informa o comunicado enviado ao UOL, que pode ser lido na íntegra ainda nesta reportagem.
 
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/11/01/denuncias-de-excessos-da-pm-em-abordagens-crescem-106-em-sp.htm

Polícias brasileiras matam quatro vezes mais que a dos EUA , diz estudo

As polícias Civil e Militar no Brasil mataram, em média, mais de quatro vezes mais civis que a dos Estados Unidos, em 2012, e mais de duas vezes que as polícias da Venezuela –país que que têm o dobro da taxa de homicídios do Brasil, hoje, em 24,3 pessoas a cada grupo de 100 mil habitantes.

No Reino Unido, onde a taxa de homicídios do ano passado foi de uma pessoa para cada grupo de 100 mil habitantes, uma das menores do mundo, foram registradas 15 mortes em confronto com as polícias --126 vezes menos que no Brasil. Na Venezuela, onde a taxa anual é de 45,1, foram 704 mortos pelas polícias, menos da metade dos mortos pelas polícias brasileiras.

Os dados integram o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira, (5), em São Paulo, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa traçou um panorama das estruturas de segurança pública no Brasil no ano de 2012 e, no caso das mortes por policiais, considerou apenas aquelas praticadas em serviço.
De acordo com o estudo, ao menos 1.890 brasileiros morreram em confronto com as polícias do país, ano passado, o que dá uma média de cinco mortos ao dia. O índice é mais alto nos Estados de São Paulo (563 mortes em 2012), Rio de Janeiro (415), Bahia (344) e Paraná (167). Os dados, entretanto, foram classificados conforme o maior ou menor grau de transparência na informações divulgadas pelos órgãos estaduais relacionados ao sistema de segurança pública.
 
Um dos coordenadores do Fórum, Renato Sérgio de Lima, citou ainda o caso do México ao se referir ao índice de letalidade das polícias brasileiras. Lá, foram 1.652 mortos por ação de policiais em confronto, em 2011 (dados mais recentes obtidos), em um país onde a taxa de homicídios ficou em 23,7 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes.

"E é sabido que, no México, há muito mais problema de confronto com a polícia em conflitos de fronteira, por exemplo, do que no Brasil", disse.

Em relação aos Estados Unidos, o índice de letalidade das polícias brasileiras é quase cinco vezes maior --lá, foram 410 mortos em confrontos, ano passado, e uma taxa anual de homicídios de 4,09.

Taxa de policiais mortos também é alta

O Anuário apontou ainda que são altas as taxas de homicídios de policiais fora de serviço –em valores bem acima dos 24,3 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes na sociedade civil. As mais altas foram verificadas em relação a policiais militares, 58,7; PMs em serviço, por outro lado, tiveram 17,8 baixas a cada grupo de 100 mil habitantes.

Já o índice de policiais civis mortos fora de serviço ficou em 42,9, enquanto que os policiais civis mortos em serviço tiveram índice de 13,7.

Ao todo, em 2012, 89 policiais civis e militares morreram em confronto; no Reino Unido, foram dez. E nos Estados Unidos, onde a letalidade policial foi menor em confrontos com cidadãos comuns, morreram mais policiais que no Brasil em 2012: 95. Dos países listados pelo Anuário, a maior perda de policiais em situações do tipo ficou entre os mexicanos: 740. 

"O padrão atual das polícias se mostra inaceitável. Elas estão matando muito e morrendo muito também: acima, até, da média de homicídios da sociedade brasileira. Não estamos protegendo nem a população, nem o policial", constatou Lima.

Órgãos de controle das polícias têm poder restrito

O Anuário citou ainda estudo do próprio Fórum segundo o qual, de 18 ouvidorias de polícia existentes hoje no Brasil, 16 delas não podem obrigar secretarias de segurança pública e polícias a fornecerem informações sobre mortes de civis por policiais.

Também órgãos de controle, as corregedorias têm poder da mesma forma limitado, segundo o levantamento, a partir de estudiosos em segurança pública no país. "A maior parte" das corregedorias tem "autonomia restrita, não tinha prédio ou orçamento próprio, apresentando ainda infraestrutura limitada e falta de efetivo", diz trecho.

Veja cenas de violência policial e depredações em protestos pelo Brasil104 fotos

13.jun.2013 - Em São Paulo, policial militar atinge cinegrafista com spray de pimenta durante protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo, em frente ao Theatro Municipal, no centro da capital. Mais de 40 manifestantes foram detidos pela polícia .
 
 http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/11/05/policias-brasileiras-mataram-126-vezes-mais-que-a-do-reino-unido-em-2012-diz-estudo.htm
 

Prostitutas poderão receber programa com cartões de débito e crédito em Minas

A CEF (Caixa Econômica Federal) firmou convênio com a Associação de Prostitutas de Minas Gerais e, reconhecendo essas profissionais como autônomas, irá permitir que elas possam receber pelos programas por meio de cartão de débito e crédito. Os programas, inclusive, poderão ter seus pagamentos parcelados.

Segundo a presidente da Associação de Prostitutas, Maria Aparecida Vieira, a Cida, 46, 20 garotas de programas de Belo Horizonte já abriram conta na CEF e devem receber as máquinas para debitar e creditar os valores dos programas ainda neste mês.

Miss Prostituta 2013 

Marcelina Gomes Teixeira, 18, de Entre Rios (MG), é eleita Miss Prostituta 2013, na noite deste sábado (28), no Uai Shopping Centro, em Belo Horizonte (MG). A jovem, que mora na capital mineira há seis meses, concluiu o ensino médio e pretende cursar enfermagem.
 
"Para ter acesso aos benefícios, as meninas precisam fornecer documentos básicos, como carteira de identidade e comprovante de endereço à associação. Depois do cadastro, as meninas são orientadas a abrir conta corrente na Caixa. Pelo acordo, travestis e transexuais, filiados, podem também participar", afirmou a presidente. Cida Vieira afirma que o convênio foi feito em outubro, mas divulgado somente nesta terça-feira

A assessoria da Caixa informou que, com o convênio, as prostitutas e travestis que fazem programas remunerados, terão o mesmo tratamento de outras categorias de autônomos.

Além da possibilidade de receber por meio de cartão, as prostitutas terão também cobertura de previdência social, aposentadoria por idade e invalidez, auxílio doença, salário maternidade, pensão por morte, auxílio reclusão, custo zero para formalização, imposto zero para o governo federal e talões de cheque, cheque especial e dinheiro para capital de giro.

"Com os benefícios ficará mais fácil receber dos clientes, além de ajudar, e muito, na questão da segurança. Sempre andamos com dinheiro e isso facilita a ação dos assaltantes", diz.

"Podendo pagar com cartão, o cliente que quer estender o programa mas está sem dinheiro, vai poder ficar com a menina por mais tempo sem nenhum transtorno. Com isso, o número de programas e o lucro das prostitutas devem aumentar", afirma Cida Vieira.

                                      Suíça inaugura drive-in do sexo

Validador de bilhete vai controlar movimentação nas "cabines de sexo", em Zurique. Cada prostituta deverá pagar uma taxa diária de 5 francos suíços. Com um faturamento anual estimado em cerca de 3,5 bilhões de francos suíços (3,79 bilhões de dólares), a prostituição é legal na Suíça desde 1942. As profissionais do sexo de Zurique são obrigadas a ter uma licença especial, seguro saúde e a pagar impostos. 
 
Sinalização marca localização das "cabines de sexo". As autoridades de Zurique disseram que esperavam um início modesto para as primeiras "cabines de sexo", uma fileira de garagens de madeira ao estilo drive-in em uma pista sinuosa onde os cliente podem visitar as prostitutas em seus carros, protegidos dos olhares curiosos e das câmeras de segurança.

Carro passa pelas "cabines de sexo" no dia da inauguração do drive-in, em Zurique. As cabines de sexo, que repetem sistemas similares de drive-in existentes na Holanda e na Alemanha, estão sendo apontadas como uma maneira de tirar o grande número de prostitutas e clientes das ruas suíças. 
 
Detalhe de duas "cabines de sexo", em Zurique. Alguns críticos expressaram preocupação que a fascinação de novidade com as cabines de sexo, que custaram aos contribuintes mais de 2 milhões de francos para construir, seja uma distração de questões mais sérias sobre exploração e tráfico humano. 
 
Curiosos observam as "cabines de sexo", em Zurique. As cabines de sexo, que repetem sistemas similares de drive-in existentes na Holanda e na Alemanha, estão sendo apontadas como uma maneira de tirar o grande número de prostitutas e clientes das ruas suíças.
 
"Cabines de sexo" em Zurique ficaram abertas para visitação antes de sua inauguração. Alguns críticos expressaram preocupação que a fascinação de novidade com as cabines de sexo, que custaram aos contribuintes mais de 2 milhões de francos para construir, seja uma distração de questões mais sérias sobre exploração e tráfico humano. 
 
Prostituta se dirige para as "cabines de sexo", no dia da inauguração do drive-in, em Zurique. Com um faturamento anual estimado em cerca de 3,5 bilhões de francos suíços (3,79 bilhões de dólares), a prostituição é legal na Suíça desde 1942. As profissionais do sexo de Zurique são obrigadas a ter uma licença especial, seguro saúde e a pagar impostos.
 
 http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/11/05/prostitutas-poderao-receber-programa-com-cartoes-de-debito-e-credito-em-minas.htm

Roberto Carlos rompe com Procure Saber depois de ataque de Caetano


Depois de sofrer ataques de Caetano Veloso no fim de semana, o cantor Roberto Carlos decidiu antecipar o que já era dado como certo : o fim da Associação Procure Saber nos moldes atuais. 

Seu empresário, Dody Sirena, enviou na noite desta terça-feira um comunicado para o grupo dizendo: "A partir de agora, fiquem à vontade com o andamento do Procure Saber sem a presença direta do Roberto". 

A equipe do cantor já estava insatisfeita com a forma como Paula Lavigne, que preside a entidade, conduziu a questão das biografias, considerada "truculenta" na definição de um integrante do grupo. 

Na semana passada, o rei chamou os principais integrantes do grupo em seu estúdio, na Urca, e promoveu uma espécie de "intervenção branca" na Procure Saber. Ficou decidido que Lavigne não falaria mais sobre biografias em nome da entidade. Um comitê, formado por advogados de Roberto Carlos, tocaria a questão.

Caetano, no dia, não se opôs. No fim de semana, por meio de um artigo no jornal "O Globo", no entanto, desautorizou os profissionais publicamente. Afirmou que ele, Chico Buarque e Gilberto Gil tinham sido intensamente criticados pela imprensa por sua postura em relação às biografias, e que Roberto Carlos só surgiu depois, como "rei". 

Em determinado trecho do texto que redigiu, Dody diz que "Roberto conversou muito comigo em função dos últimos acontecimentos". 

E conclui: "Não é bem assim o nosso jeito de trabalhar, somos mais discretos, afinal defendemos também a privacidade no sentido profissional". 

Leia a integra do comunicado de Dody Sirena: 

"Caros amigos do Procure Saber, 
Este ano ainda não encerrou e vejo quantos movimentos interessantes aconteceram para os artistas brasileiros. Demos um grande passo com o Ecad e trouxemos à tona o tema biografias/privacidade. Falamos sobre direitos e, como administradores/empresários dos maiores nomes da música brasileira, sabemos que no futuro tudo isso será uma grande referência de um movimento coletivo, como outros que estes ícones já participaram. Interessante lembrar que a tropicália e as guitarras andaram em calçadas diferentes, que a imprensa anunciava que a MPB não gostava da Jovem Guarda, e com o tempo todos se uniram no mesmo pensamento. 
Caminhamos bastante, divergimos algumas vezes, mas acredito que podemos nos ver como uma seleção de futebol onde os grandes craques se reúnem para defender o país e depois voltam para os seus times. Roberto conversou muito comigo em função dos últimos acontecimentos. Não é bem assim o nosso jeito de trabalhar, somos mais discretos, afinal defendemos também a privacidade no sentido profissional. 
Concluímos que neste momento é importante continuar o trabalho que iniciamos há muitos anos sobre biografias, independente de estarmos em uma associação ou grupo. Portanto, a partir de agora, fiquem à vontade com o andamento do Procure Saber sem a presença direta do Roberto. O comitê criado na última reunião na Urca para atender as biografias continuará atuando de forma intensa apenas em nome do Roberto, já que Dr. Marco Antonio Campos, Dr. Antonio Carlos Almeida/Kakay, Dra. Fernanda Gutheil e Dra. Ana Paula Barcelos, são profissionais de sua equipe. 
Gostaria de sugerir que o Procure Saber nomeie representantes para falar em nome do grupo quanto a liberação das biografias e em defesa da privacidade, principalmente no Congresso Nacional, em razão do pronunciamento coletivo e do comunicado oficial. Sempre que outros assuntos surgirem com tema coletivo, se Roberto entender que a pauta vai de encontro aos seus pensamentos, considerem sua adesão. Como exemplo, a pronta e efetiva participação dele no caso do autoral/Ecad e nos futuros desdobramentos com órgão regulador, como já discutimos em outras ocasiões, bem como as questões trabalhistas e a plataforma digital.
Foi muito importante termos participado deste grupo e desejamos boa sorte para os próximos passos.
Com respeito e admiração por cada um de vocês,
Dody Sirena" 

 http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1367417-roberto-carlos-rompe-com-procure-saber-depois-de-ataque-de-caetano.shtml

Justiça de SP impede sanção de reajuste do IPTU pela prefeitura 134

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu na noite desta terça-feira (5) liminar que impede que a prefeitura sancione o projeto de lei de reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) na capital paulista.

  • Joel Silva/Folhapress Prefeitura de SP não sabe para onde vai mais da metade do IPTU pago pelo contribuinte

A decisão foi tomada pelo juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara de Fazenda Pública da capital, em resposta a um pedido feito pelo MP (Ministério Público) na última segunda-feira (4).

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo entrou ontem com uma ação civil pública contra a Prefeitura de São Paulo e a Câmara Municipal por conta da aprovação da proposta.

Para o MP, não foram respeitados os princípios constituicionais e o regimento interno da Câmara. Na ação, além do pedido de liminar, o Ministério Público solicitou que o projeto de lei aprovado pelos vereadores seja anulado. 

Em sua decisão, o juiz Emílio Migliano Neto afirma que a matéria não havia sido incluída da ordem do dia de votação da Casa, como determina o regimento interno.
 
Segundo ele, isso "torna o ato viciado e passível de nulidade insanável, eis que malfere os princípios constitucionais da legalidade e da publicidade".
 
"Destaque-se que, nem sequer há pedido formal de tramitação em regime de urgência [...] a justificar tamanha pressa na tramitação de um projeto de lei de tamanha repercussão para o contribuinte paulistano de IPTU", argumenta o juiz.
 
No dia 29 de outubro, os vereadores aprovaram, em definitivo e com uma votação apertada, o projeto de lei que estabelece reajuste de até 20% no IPTU para residências e até 35% para comércio e indústria em 2014. A partir de 2015, os aumentos serão de no máximo 10% e 15%, respectivamente.
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 http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/11/05/justica-de-sp-impede-sancao-de-reajuste-do-iptu-pela-prefeitura.htm

Pais mandam crianças de até 3 anos para internatos na China

Pais mandam crianças de até 3 anos para internatos na China

Muitos internatos estão mudando para sistema diário com período integral BBC
 
Laços familiares são extremamente importantes na China, mas milhares de pais chineses ainda enviam crianças de até 3 anos de idade para estudarem em internatos.

Kelly Jiang, de 4 anos, é uma dessas crianças. "Tchau, mamãe e papai", balbucia a menina, quase sem olhar para trás, enquanto saltita em sua classe, com seus pais a poucos passos de distância.

Enquanto os pais se despedem, ela já está conversando alegremente com sua professora e seus colegas de classe.

Não há choro, abraços nem longos adeuses, o que é bastante impressionante, já que Kelly não verá ou falará com sua mãe ou seu pai por mais quatro dias.

Kelly é uma de dezenas de crianças de 3 e 4 anos enviadas para esta creche em sistema de internato em Xangai.

Da manhã de segunda-feira à tarde de sexta ela e seus colegas de classe brincam, aprendem, comem e dormem em sua classe pintada com cores claras e seu dormitório anexo, e vão para casa somente aos fins de semana.

E eles não estão sozinhos. Há outros internatos semelhantes em Xangai, Pequim e outras grandes cidades chinesas. Não há dados oficiais, mas estima-se que o número de crianças de até 4 anos em sistema de internato cheguem a milhares em todo o país.

Família acima de tudo

Na cultura tradicional chinesa, a família vem acima de tudo, então como o fenômeno do bebê em internato pode ser explicado?

Segundo Xu Jing, diretor-executivo do jardim de infância Kangqiao, em Xangai, afiliado ao Instituto de Bem-Estar da China, há algumas razões para isso.
"Algumas pessoas acham que é bom para as crianças porque ajuda a promover independência. Outros pais não têm tempo ou energia para cuidar de seus filhos", diz Xu.

"Além disso, na cultura chinesa tradicional muitos avós vivem com a família, e (por conta da política chinesa de filho único), às vezes há quatro avós, dois pais e apenas uma criança numa casa", observa.

"Alguns pais temem que os avós vão mimar as crianças, então eles as mandam para cá", diz.

O pai de Kelly, Jamie, é um consultor de investimentos, e a mãe não trabalha. Como parte da elite econômica da China, eles são capazes de pagar as mensalidades de cerca de R$ 2.250.

"Fizemos muitas pesquisas e descobrimos que os jardins de infância em internato beneficiam as crianças extrovertidas. Eles as ajudam a se tornar mais independentes e a ter melhores habilidades para a vida", explica Jamie.

"Nossa Kelly era um bebê muito alegre que gostava de ter seu próprio espaço, então a mandamos para um teste. E então perguntamos se ela queria ficar no internato, e ela disse que sim", conta.

Os olhos de Jamie se enchem de lágrimas quando questionado se sente falta de sua filha.

"No começo, sentíamos muito a sua falta. Mas achamos que, como o mundo está se tornando mais global, cedo ou tarde ela vai sair de casa", comenta.

"Nós a deixamos sair antes para ajudá-la a se tornar mais independente e ser capaz de sobreviver em sociedade. Mas adoramos o tempo que passamos com ela", diz.

Os jardins de infância em sistema de internato foram estabelecidos na China em 1949 para cuidar de órfãos da guerra civil, além dos filhos de líderes do Partido Comunista que se viram de repente ocupados demais para cuidar das crianças.

Hoje em dia, conforme as filhas de carros Audi e Mercedes na porta comprovam, é um grupo muito diferente que manda seus filhos para essas instituições.

O número de alunos chegou ao seu ponto mais alto nos anos 1990, quando mandar uma criança para uma escola desse tipo se tornou um símbolo de status da moda.

Mas recentemente o sistema se tornou menos popular. Alguns internatos, tanto privados quanto estatais, estão fechando. Outros estão deixando de ser internatos para se tornar escolas em período integral, com as crianças dormindo em casa.

Tempo com os filhos

O jardim de infância Kangqiao, em Xangai, funcionava antes exclusivamente em sistema de internato, mas agora apenas 3 de suas 22 classes são para crianças que dormem no local.

"Os pais chineses estão começando a perceber que é importante passar mais tempo com seus filhos quando eles são muito jovens, porque eles estão aprendendo e é um estágio importante do crescimento", diz Xu Jing.

"Também aconselhamos o sistema diário como uma opção melhor aos pais que têm tempo e habilidade para ficarem com seus filhos", diz.

A psicóloga Han Mei Ling é uma crítica ferrenha dos internatos para crianças pequenas, depois de ter atendido vários adultos e adolescentes marcados de maneira negativa pela experiência.

"Eles se sentem abandonados e irrelevantes. Eles lutam para encontrar seu lugar na vida, e não sabem como se comportar em sua própria família", diz.

"Isso só dá independência na cabeça dos pais. É uma experiência bruta", afirma.

Han acredita que uma cultura na qual o orgulho da família depende sobretudo do sucesso ou do fracasso de uma criança é a razão pela qual alguns pais ainda mandam seus filhos para esses jardins de infância.

"A maioria das famílias chinesas entende que é importante para as crianças ficar com seus pais, mas eles também têm grandes expectativas para seus filhos", diz ela.

A experiência de um internato é vista por alguns pais como uma forma de a criança sair na frente. A partir do jardim de infância em sistema de internato, eles devem ir para uma escola em internato e então, a esperança é de que consigam um lugar numa boa universidade", afirma.

Sensação de exclusão

Mas um grande número de ex-alunos de jardins de infância em internato diz que foi uma experiência ruim.
A modelo Wang Danwei foi enviada para um internato aos 3 anos, depois que seus pais se divorciaram.

"No fim eu acabei aceitando de maneira passiva, mas eu nunca gostei", conta. "Quando, mais tarde, fui para uma escola em internato, senti uma sensação extrema de exclusão e passei a maior parte do meu tempo sozinha, quieta e resistindo a conhecer novas pessoas".

Ajustar-se à vida longe dos pais é difícil para quase todas as crianças pequenas. Durante o dia, elas estão ocupadas com atividades prazerosas, mas numa visita da reportagem da BBC ao Kangqiao durante a hora de dormir, metade da classe estava em prantos.

Crianças choravam pedindo pelos pais em cenas de sofrimento desolador, enquanto professores tentavam acalmá-las.

"Hoje temos muito choro porque é o começo do ano acadêmico, e estas crianças são novas ao sistema de internato", afirmou o administrador do jardim de infância, Huang Ying.

"Em dois meses, nenhuma criança mais chora na hora de dormir. As crianças têm fotos de família, então quando precisam de seus pais elas podem falar às fotos e é como se eles estivessem lá com eles", diz.

Mo Li, uma estudante de 17 anos, também diz ter enfrentado dificuldades ao ser enviada a um internato com 3 anos, mas afirma que depois teve uma experiência boa.

"No começo, eu sentia falta de casa, mas a comida era muito boa e o ambiente maravilhoso, com muitas árvores", ela diz.

"Acho que agora, em comparação com outras pessoas da mesma idade, estou mais independente e mais responsável. E você pode ver isso como algo positivo ou negativo, mas eu também estimo mais minha relação com meus pais do que meus colegas", afirma.

 http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2013/11/05/pais-mandam-criancas-de-ate-3-anos-para-internatos-na-china.htm