segunda-feira, 23 de março de 2015

Fies: 'Não adianta entrar na faculdade em curso de baixa qualidade'

Para pesquisador da UFG, governo federal tem de cobrar qualidade dos cursos que financia pelo Fies e pelo Prouni

A rápida passagem do ex-ministro da Educação Cid Gomes foi marcada por problemas e polêmicas sobre o Fies (programa federal de financiamento estudantil). De um lado, o ministério criou novas regras para a obtenção de crédito, como o mínimo de 450 pontos no Enem, e a garantia de atendimento apenas para instituições com nota alta em avaliações do MEC. De outro, os problemas na comunicação e o atraso no calendário levaram estudantes a pagar matrícula e mensalidades sem saber das novas regras.

Governo Federal gastou mais com Fies na 1ª quinzena de 2015 que em 2010
 Na última semana, a presidente Dilma Rousseff chegou a admitir que o governo errou com o Fies e, por isso, precisou mudá-lo. Para João Ferreira de Oliveira, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, o governo tem dificuldades em melhorar os critérios de qualidade do programa por pressão do ensino privado.
 
 
Do ponto de vista dos estudantes, o coordenador do grupo de pesquisas sobre Expansão do Ensino Superior e Produção do Conhecimento diz que "não adianta entrar no setor privado em um curso de baixa qualidade. A pessoa porque é pobre tem que fazer um curso ruim?".

Confira abaixo a entrevista:
iG: Na última década, o governo federal tem feito um esforço para aumentar o número de alunos no ensino superior, com o Reuni (programa de expansão das federais), o ProUni (de bolsas no ensino privado)  e o Fies (de financiamento estudantil). Como o senhor vê a articulação desses programas? 
Acho que o grande debate é a questão do público e do privado, de como usar o recurso público para expandir o ensino público e o privado. A questão de fundo é se o Estado deve usar sua renda para expandir [a rede privada] ou só sua rede federal. O que a gente tem visto do governo Lula para cá é uma forte expansão da rede privada, mas também houve grande expansão de educação pública. 

O sistema, no entanto, mantêm os patamares de matrículas de 75% do ensino superior no setor privado e 25% no setor público que vinham do governo do Fernando Henrique Cardoso. Muitas dessas matrículas no setor privado têm se mantido com dinheiro do ProUni e do Fies. Estatísticas mostram que 40% das matrículas do setor privada são mantidas dessa maneira.

Estamos vivendo uma situação que é bastante complexa porque, como o governo ampliou enormemente os recursos para o financiamento em instituições privadas, ele agora está sofrendo as pressões do próprio setor privado quando tenta aperfeiçoar as regras. E ainda temos uma meta de duplicar as matrículas do ensino superior até 2024.

O fortalecimento do Fies e do Prouni foi feito sob o discurso de usar as vagas ociosas da rede privada para ampliar de maneira mais rápida a inclusão no ensino superior. O Brasil é o segundo país da América Latina com o ensino superior mais privatizado, só atrás do Chile. Outros países fizeram a expansão pelo setor público. Então, é uma balela dizer que para expandir a educação superior você tem de fazê-lo pela via do privado. O privado tem de seguir as leis de mercado e não depender de financiamento público para se manter. 

O discurso do Ministério da Educação, desde outros governos, é que expandir as vagas nas universidades federais é mais caro porque você tem uma outra lógica, de ter professor doutor, de ter geração de conhecimento, de ter pesquisa e ensino. No ensino privado, as instituições são mais focadas no ensino, seja presencial seja a distância.

No privado, o que temos visto é que essa expansão tem se baseado no professor contratado por hora-aula, basicamente focado no ensino de graduação, com mestrados e doutorado aqui e ali. O ensino mercantil se expandiu muito mais que o ensino privado sem fins lucrativos, como o das confessionais [PUC, Mackenzie], que ainda têm mestrados e doutorados e professores que fazem pesquisa.

Em dezembro, o ministério anunciou a adoção da pontuação no Enem como critério para seleção do Fies (450 pontos como mínimo). Era necessária essa alteração?
São duas coisas, uma é a nota que se pede do aluno no Enem e a outra é a nota exigida das instituições. Se há menos recursos ou se quer elevar a qualidade, pode-se exigir mais qualidade pelas avaliações [que vão de 1 a 5].
Um aluno com notas baixíssimas entrando em um curso de nota 3 agrega algum valor à sua formação? Se o foco é desenvolver habilidades e competências, um curso de baixo prestígio social vai agregar valor a essa formação? O outro aspecto é que nós não temos recursos para ficar gastando com cursos de baixa qualidade. Já que vai manter o sistema de financiamento a instituições privadas, que esse financiamento seja feito em instituições de qualidade.
Até o ano passado, o governo federal distribuía crédito estudantil para vagas em instituições que tivessem notas acima de 3 na avaliação do MEC. Este ano, o ministério afirmou que garante apenas o atendimento pleno para cursos nota 5, mas não disse como serão os critérios para cursos 3 ou 4. Essa mudança é suficiente?
Acho que tem de elevar os critérios. As notas vão de 1 a 5, em geral as instituições privadas trabalham com nota 3. A maioria dos alunos têm acesso ao ProUni e ao Fies em instituições que têm a nota mínima. Exigir a nota 4 da instituição seria exigir um patamar que puxa a qualidade para cima. E no Enem, tem de exigir uma pontuação que seja razoável até para o acompanhamento do curso.
O corte por nota não tira do sistema exatamente os alunos de baixa renda, que vêm da escola pública?
As instituições privadas dizem que estão fazendo a inclusão social. Hoje existe um sistema de cotas nas univesidades federais que separa ao menos 50% das vagas [até 2016] das federais para estudantes de escola pública. No Brasil, 88% das matrículas do ensino médio estão nas instituições públicas. O sistema de inclusão, mesmo nas públicas e mesmo com as cotas, é ainda injusto do ponto de vista das matrículas no ensino médio.
Essa inclusão precisa ser feita, sobretudo nas públicas. É evidente que o sistema de ensino superior no País ainda é considerado de elite porque você tem 15% dos jovens que conseguem entrar nele. Mas estão entrando mais alunos de baixa renda e, claro, não dá para negar que muita gente está entrando nas escolas privadas. Mas não adianta entrar no setor privado em um curso de baixa qualidade que não agrega valor nenhum. A pessoa porque é pobre tem de fazer um curso ruim?
O que defendo é que de fato haja uma inclusão social, que pessoas de escola pública com baixa renda também possam frequentar cursos de prestígio, como medicina e engenharia, e de qualidade. Uma ideia interessante: por que não ter cotas em cursos de prestígio social no ensino privado? 
Em 2010, tínhamos 4,7 milhões de alunos no ensino superior privado. Em 2013, o número era de 5,4 milhões. Se são 40% de alunos dentro dos programas de bolsa ou de crédito do governo federal, o crescimento não deveria ser da mesma ordem?
As matrículas estão crescendo. Agora, não dá para olhar para o número de vagas e de matrículas sem olhar para o cenário. As pessoas levam em conta se o curso tem prestígio, se vai agregar valor para o mercado de trabalho e também levam em conta a própria trajétoria escolar.

Há uma demanda muito grande por vagas de cursos de medicina, que às vezes têm cem candidatos por vaga. Um curso de licenciatura, mesmo em federais, às vezes não chega a ter um candidato por vaga. Estamos tendo um apagão nas licenciaturas porque é uma profissão pouco atraente. Precisamos desesperadamente formar gente em licenciatura em biologia, física, e não temos alunos interessados. A expansão não se faz sem planejamento estratégico. 

O curso de direito, por exemplo, você tem um grande número de alunos que fazem o curso e ficam anos e anos tentando passar no exame da OAB, às vezes nunca vão passar. Isso é uma tragédia.

O que é preciso fazer para que aumentemos o número de alunos no ensino superior e alcancemos a meta de 33% de alunos de 18 a 24 anos em 2024?
Se não houver uma estratégia forte com frente de expansão pública – seja no bacharelado seja na licenciatura seja tecnólogo –, dificilmente vamos alcançar a meta do PNE [Plano Nacional de Educação]. Acho que também vale a expansão via educação a distância em universidades públicas. E isso vai requerer do governo um outro Reuni, que não parece possível nesse cenário econômico. No patamar de crescimento que temos, não vamos chegar lá. Não para graduação.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2015-03-23/fies-nao-adianta-entrar-na-faculdade-em-curso-de-baixa-qualidade.html

Nova ofensiva da Lava Jato mira uso de partidos para lavar propina

Nova fase da operação que investiga desvios na Petrobras deve analisar a participação dos partidos políticos no esquema

Suíça bloqueia R$ 1,3 bilhão de contas de investigados na Lava JatoO Ministério Público planeja investigar, em inquérito separado, numa nova fase da Operação Lava Jato, o suposto uso dos partidos políticos da base do governo no planejamento do esquema de arrecadação de propinas na Petrobras entre 2004 e 2012. 

A pista foi dada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nos despachos em que pede a abertura de inquéritos contra parlamentares ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os partidos visados pelas investigações são o PP, PT e PMDB. 

“(...) cumpre registrar que foi também requerida a instauração de inquérito próprio, para apurar (...) o denominado núcleo político do esquema criminoso perpetrado junto à PETROBRAS. (...) Assim, o processo sistêmico de distribuição de recursos ilícitos a agentes políticos, notadamente com utilização de agremiações partidárias, no âmbito do esquema criminoso perpetrado junto à PETROBRAS, será objeto de investigação apartada”, escreve o procurador.

Os despachos informando Zavascki estão relacionados a parlamentares com notória liderança junto aos principais partidos que dominaram o esquema montado para desviar recursos da Petrobras – 21 do PP, 7 do PMDB, 6 do PT. PSDB e PTB têm um parlamentar cada, mas são citados lateralmente no esquema.

Segundo os investigadores da Lava Jato, o esquema de corrupção na estatal foi organizado a partir do chamado núcleo político, formado por parlamentares que usavam os partidos para indicar os dirigentes da estatal comprometidos com os demais segmentos da organização.

Na sequência eram então organizados os núcleos econômico, representado pelas empresas cartelizadas; o administrativo, integrado por funcionários de alto escalão da Petrobras; e, finalmente, o financeiro, operado por personagens como o doleiro Alberto Youssef, responsável pela distribuição e lavagem da propina.

Janot descreve “a comunhão de esforços e interesses” entre empreiteiras e políticos, afirma que o esquema funcionou ao longo dos oito anos “de maneira periódica e ordinária”, mas também de forma “episódica e extraordinária” em épocas eleitorais, onde indica as suspeitas que podem pegar os partidos: “doações ‘oficiais’, devidamente declaradas, pelas construtoras ou empresas coligadas, diretamente para os políticos ou para o diretório nacional ou estadual do partido respectivo, as quais, em verdade, consistiam em propinas pagas e disfarçadas do seu real propósito”.

Organização complexa 
O organograma do grupo montado pela força tarefa da Lava Jato tem como base os depoimentos prestados nos acordos de delação premiada por Youssef e pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, o homem que operou o esquema do início ao fim e conhecia por dentro os segredos do esquema que o MPF define como “organização criminosa complexa”.

Os investigadores não chegariam aos políticos sem as revelações de Costa, que apontou nomes e explicou em detalhes a estrutura de corrupção implantada na estatal pelos partidos e pelo cartel de empreiteiras – um aprendizado que pode ser útil para esclarecer esquemas que podem ter funcionado em outras estatais federais.

O precursor, segundo Costa, foi o ex-deputado José Janene (PP-PR), falecido em 2010, que se apoderou da diretoria de Abastecimento da estatal um ano anos de vir à tona o escândalo do mensalão, do qual ele era, também, um dos mentores. Depois de indicar e bancar Costa, o PP abriu o esquema para a participação do PT e do PMDB, que passariam a controlar, respectivamente, a diretorias de Serviços e Internacional. Outros dois partidos citados, PTB e PSDB, pegaram apenas uma rebarba do esquema.

Acusado de receber R$ 1 milhão – cujo motivo e destino Costa ignora – e pedir outros R$ 2 milhões para a campanha da ex-governadora Roseana Sarney ao governo do Maranhão, em 2010, o senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, é apontado como figura chave nos desvios da Petrobras.
 
Antes de aparecer na lista de Janot, Renan Calheiros disse que não conhecia Youssef ou envolvidos na Lava Jato. Foto: Câmara dos Deputados/Gustavo Lima

Antes de aparecer na lista de Janot, Renan Calheiros disse que não conhecia Youssef ou envolvidos na Lava Jato. Foto: Câmara dos Deputados/Gustavo Lima

Segundo Janot, a propina supostamente recebida por Lobão tem relação direta com o cargo que ocupava como ministro, com a condição de senador licenciado e pelo papel que exercia como um dos líderes do PMDB. Ele era responsável inclusive pela “manutenção de Paulo Roberto Costa como diretor de Abastecimento”. Mas não é só ele. Outros expoentes do partido, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL) e da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), também são alvos da investigação pelo suposto uso do partido.

O senador Lobão é apontado também por um executivo da empreiteira Camargo Corrêa, Dalton Avancini, como beneficiário de uma propina de R$ 10 milhões relacionado a construção da usina de Belo Monte, no Pará, e de obras da usina atômica Angra 3, no Rio de Janeiro.

Mãos Limpas 
O desembargador aposentado Walter Fanganiello Maierovitch, especialista no assunto, diz que, caso sejam confirmados os indícios de ligação entre doações eleitorais e origem ilícita dos recursos, o país estará diante de uma das formas mais criativas de lavagem de dinheiro. Segundo ele, o MPF quer investigar a extensão dos crimes junto aos partidos, o que, se comprovado, pode provocar abalo no sistema eleitoral nunca visto na história republicana. No caso do mensalão, lembra, o delator Roberto Jefferson assumiu a culpa para livrar o partido, embora nunca tenha apontado o destino de parte do dinheiro desviado dos Correios.

“Há semelhança entre o que está sendo investigado no Brasil e o que houve na Itália com a Operação Mãos Limpas. Lá, quando se provou que o sistema político estava corrompido, para evitar uma decisão judicial, os partidos se extinguiram”, lembra o juiz. No Brasil, diz ele, pelos acordos de delação e de leniência, é provável é que os nomes e siglas pelos quais são conhecidos hoje partidos e empreiteiras sejam trocadas. Maierovitch acha que partidos podem aproveitar a reforma política em curso para se refundar.

O outro lado 
Logo depois que a lista de Janot foi divulgada, o senador Edison Lobão se defendeu da tribuna do Senado, negando as acusações e garantindo que as investigações provarão que é inocente. Disse que seu nome foi incluído na lista e que não conhece o doleiro Youssef.

Ouvidos pelo iG por meio de suas assessorias, PP, PT e PMDB negam que os partidos tenham se envolvido com o recebimento de propina. O PP, que tem o maior número de parlamentares sob investigação, entre eles, o presidente do partido, o senador Ciro Nogueira (PI), afirma que “não compactua com atos ilícitos e está a disposição da justiça para auxiliar nas investigações. O partido confia na apuração da Justiça para que a verdade prevaleça nas investigações da Operação Lava Jato”.

O presidente do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, informou que o partido jamais autorizou ou permitiu qualquer intermediário usar o nome da legenda e que doações ao partido foram devidamente declaradas. O PT reiterou o que tem afirmado: o partido só recebe doações legais e declaradas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-03-23/nova-ofensiva-da-lava-jato-mira-uso-de-partidos-para-lavar-propina.html

terça-feira, 17 de março de 2015

Reação homofóbica de pai ao saber que filho é gay movimenta redes sociais

Pai disse que filho é motivo de "vergonha e constrangimento" e que a situação é "pior que a morte". O jovem postou essa conversa nas redes sociais

Tyler mantém público seu relacionamento homossexual
Tyler, 15, de Vancouver, no Canadá, não recebeu uma reação positiva de seu pai quando decidiu contar à família que é gay. Em conversa por rede social, o pai de Tyler diz: "Nós cuidamos de você desde que você é um bebê. Nós amamos você e cuidamos de você quando você estava doente. Perdemos dias e noites com você em todos os seus quinze anos. Agora é isso o que nós ganhamos em
Tyler mantém público seu relacionamento homossexual
Na mesma conversa, o pai de Tyler fala sobre religião ao filho, aconselhando que fique longe do "mal" da homossexualidade. "Se você simplesmente não rejeitasse Deus e seus ensinamentos na sua vida, você poderia ter sido forte o suficiente para ficar longe do mal à sua volta", diz.

Tyler decidiu divulgar a reação homofóbica de seu pai na internet. Fez um print da conversa e compartilhou com amigos. Rapidamente, começaram os comentários sobre a reação do pai do adolescente.
Tyler recebeu dezenas de mensagens de apoio de diversas partes do mundo. Ele também virou notícia no Daily Mail e em outros portais de notícias internacionais.

Veja alguns dos comentários que Tyler recebeu:
A reação homofóbica do pai motivou uma série de mensagens a Tyler nas redes sociais. Foto: Reprodução/Twitter
A reação homofóbica do pai motivou uma série de mensagens a Tyler nas redes sociais. Foto:

O pai não gostou da divulgação e respondeu ao filho, na mesma conversa pela internet: "Tire seu post da rede social. Você me envergonha ante todas as pessoas que eu conheço (...) As pessoas vão me ridicularizar, me insultar. Você está tentando me arruinar. Isso é pior que a morte".

Esse comentário foi seguido de alguns palavrões do pai ao filho. Tyler também fez um print com essa parte da conversa e postou nas redes sociais. Até mesmo pessoas que não conheciam o jovem postaram mensagens de apoio pelo Twitter.

IG

Dilma admite que governo federal cometeu erros no Fies

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff reconheceu nesta segunda-feira, 26, que o governo cometeu um erro no Programa de Financiamneto Estudantil (Fies). De acordo com ela, o equívoco foi ter passado às instituições privadas o controle das matrículas dos estudantes.

"(Nós) fizemos um erro. O governo cometeu um erro e passou para o setor privado o controle dos cursos (do Fies). Não fizemos isso com o ProUni e não fazemos isso com o Enem nem com ninguém", declarou Dilma, em coletiva de imprensa após cerimônia de sanção do Novo Código do Processo Civil (CPC). "Em vez de você (o governo) controlar as matrículas, quem controlava as matrículas era o setor privado. E este é um erro que cometemos. Detectamos, voltamos atrás e estamos ajustando o programa."

No final do ano passado, o governo publicou uma portaria com mudanças regras de acesso ao fundo, que custeia bolsas com faculdades privadas. As modificações dificultam o acesso de estudantes ao crédito estudantil. 

Passa a haver, por exemplo, a exigência de uma nota mínima para os futuros candidatos ao Fies, assim como ocorre com os demais sistemas. O estudante precisará ter feito pelo menos 450 pontos no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para poder tentar uma das vagas do programa.

De acordo com Dilma, as matrículas antes eram feitas diretamente com as instituições. "Agora vai ter de passar pelo governo. Não aceitamos mais que uma pessoa que tirava zero em português tenha direito à bolsa. Vai ter de ter uma (nota) mínima."

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/educacao/dilma-admite-que-governo-federal-cometeu-erros-no-fies/ar-AA9QCbF

segunda-feira, 16 de março de 2015

Qual é a saída para Dilma? analistas e políticos listam três áreas de atuação


(Reuters): Pressionada pela oposição, por aliados hostis e pelas críticas vindas ruas, a presidente passa pelo pior momento desde que chegou ao Planalto   Pressionada pela oposição, por aliados hostis e pelas críticas vindas ruas, a presidente passa pelo pior momento desde que chegou ao Planalto
Acuada pela oposição, por aliados hostis e pelas críticas vindas das ruas ─ inclusive de seus próprios eleitores ─ a presidente Dilma Rousseff enfrenta a maior crise desde que chegou ao Planalto, há pouco mais de quatro anos: tem diante de si a árdua tarefa de superar o isolamento e restaurar a confiança da população em meio a um escândalo de corrupção de grande monta, uma economia fragilizada e ânimos cada vez mais polarizados.

Segundo estimativas, cerca de 2 milhões de pessoas estiveram nas ruas de várias cidades brasileiras para externar sua insatisfação com as políticas do governo, pressionando ainda mais a presidente que deverá se empenhar em encontrar uma solução para a crise.

A BBC ouviu lideranças sociais, cientistas políticos e parlamentares para entender como a petista pode vencer a prova de fogo por que passa seu governo e assegurar a governabilidade de seu segundo mandato, principalmente após os protestos, a grande maioria a favor de seu impeachment, no último domingo (15).

Segundo eles, a solução passaria por um tripé que inclui recuperar a confiança do seu eleitorado, ampliar o diálogo com a base aliada e retomar o crescimento da economia ─ este último pilar, acreditam, não erradicaria, mas atenuaria as fortes críticas que vem recebendo, sobretudo, de opositores.

"Dilma montou uma "cilada" para si mesma durante a eleição, ao prometer que não mexeria em algumas das conquistas socioeconômicas ocorridas nos últimos anos. Agora, mudou o discurso e tem dificuldade de explicar o ajuste fiscal que, invariavelmente, se viu obrigada a executar, especialmente, para os seus eleitores", afirmou à BBC Carlos Melo, cientista político e professor-adjunto do Insper.

Na última sexta-feira (13), protestos convocados por entidades ligadas a movimentos sociais, como CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e UNE (União Nacional dos Estudantes), tomaram as principais cidades do país para defender "os direitos trabalhistas, a Petrobras, a democracia e a reforma política".

Apesar de ter sido chamado nos bastidores de "Blinda Dilma", pelas manifestações de apoio à presidente e por ter ocorrido dois dias antes dos protestos de domingo, o ato não foi "nem a favor nem contra o governo", afirmaram lideranças à BBC.

"Queremos registrar nossa insatisfação com o rumo que o governo está tomando. Achamos que é necessário fazer ajustes fiscais, mas sem mexer no direito dos trabalhadores. A presidente pedir paciência não resolve o nosso problema. A saída é o diálogo. Não vamos pagar com nosso emprego essa crise que a presidente diz que existe. Ela tem um compromisso assumido conosco durante as eleições", disse à BBC Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP, que defende a retirada das MPs (Medidas Provisórias) 664 e 665 que alteraram as regras de acesso a benefícios sociais, como seguro-desemprego, auxílio-doença, pensão por morte, entre outros.

Para a UNE, o protesto de sexta-feira foi uma forma de "pressionar o governo" para rever algumas das medidas tomadas recentemente.

"Nós fomos às ruas e conquistamos essa vitória. Agora seguimos em frente por mais direitos para garantir os 10% do PIB para a educação e para aprovar uma reforma universitária democrática no nosso país", afirmou a presidente da UNE, Vic Barros, após a manifestação.

Segundo Ricardo Ismael, cientista político da PUC-Rio, Dilma precisa "urgentemente" reconhecer que "errou", mas ainda tem dificuldades sobre qual estratégia de comunicação adotar junto à opinião pública.

"A presidente Dilma não conseguiu explicar por que mudou o discurso de campanha nem por que a população deve se submeter a tantos sacrifícios. A insatisfação popular não é pelo terceiro turno; ela é objetiva: o governo está tomando medidas impopulares e não resta dúvida de que isso gera uma reação negativa da população", disse ele à BBC.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/qual-%C3%A9-a-sa%C3%ADda-para-dilma-analistas-e-pol%C3%ADticos-listam-tr%C3%AAs-%C3%A1reas-de-atua%C3%A7%C3%A3o/ar-AA9P3Bg?li=AA9J22t

sábado, 14 de março de 2015

Médicos sul-africanos realizam primeiro transplante de pênis do mundo

Médicos da África do Sul realizaram com sucesso o primeiro transplante de pênis do mundo, em um jovem que teve seu órgão amputado após problema em um ritual de circuncisão, informou o hospital responsável nesta sexta-feira.

O transplante de nove horas de duração, que aconteceu em dezembro do ano passado, foi parte de um estudo piloto do hospital Tygerberg, na Cidade do Cabo, e da Universidade Stellenbosch para ajudar muitos homens que perdem seus pênis em rituais de circuncisão mal-feitos todos os anos.

"Esta é uma situação muito séria. Para um jovem de 18 ou 19 anos a perda do órgão pode ser profundamente traumática", disse em nota Andre van der Merew, chefe da unidade de urologia da universidade, que comandou a operação.

O jovem paciente teve recuperação total do órgão, disseram os médicos, adicionando que o procedimento eventualmente pode ser ampliado para homens que perderam o pênis por conta de câncer ou como última alternativa para problemas de disfunção erétil.

Achar um doador de órgão foi um dois maiores desafios para o estudo, disse a universidade em nota. O doador foi um falecido que doou seus órgãos para transplante.

Outros nove pacientes vão receber transplantes penianos como parte do estudo, de acordo com os médicos, mas ainda não está definido quando as operações vão acontecer.

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/m%C3%A9dicos-sul-africanos-realizam-primeiro-transplante-de-p%C3%AAnis-do-mundo/ar-AA9JkYJ

sexta-feira, 13 de março de 2015

Dilma está entre os 12 líderes mundiais que ganham os maiores salários; veja lista

SÃO PAULO - Todo mundo já teve a curiosidade de saber o quanto um presidente da República ganha por mês. A CNN Money matou essa curiosidade e fez um levantamento que traz o salário anual dos 12 líderes mundiais com os maiores salários anuais em dólar. Para facilitar a comparação, o InfoMoney trouxe os valores para o real, adotando a cotação de US$ 1 por R$ 3,20. 

A lista possui algumas obviedades como a primeira colocação, mas também trouxe algumas suspresas como o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, na frente de David Cameron, do Reino Unido, Shinzo Abe, do Japão e François Hollande, da França. 

Confira quem são os líderes mais bem pagos do mundo:

12. Xi Jinping, presidente da China. Salário anual: US$ 22 mil; ou R$ 70,4 mil
11. Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia. Salário anual: US$ 30,3 mil; ou R$ 96,96 mil  
10. Dilma Rousseff, presidente do Brasil. Salário anual: US$ 120 mil; ou R$ 384 mil  
9. Matteo Renzi, primeiro-ministro da Itália. Salário anual: US$ 124,6 mil; ou R$ 398,72 mil  
8. Vladimir Putin, presidente da Rússia. Salário anual: US$ 136 mil; ou R$ 435,2 mil  
7. François Hollande, presidente da França. Salário anual: US$ 194,3 mil; ou R$ 621,76 mil  
6. Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão. Salário anual: US$ 202,7 mil; ou R$ 648,64 mil  
5. David Cameron, primeiro-ministro da Inglaterra. Salário anual: US$ 214,8 mil; ou R$ 687,36 mil
4. Jacob Zuma, presidente da África do Sul. Salário anual: US$ 223,5 mil; ou R$ 715,2 mil  
3. Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Salário anual: US$ 234,4 mil; ou R$ 750,08 mil  
2. Stephen Harper, primeiro-ministro do Canadá. Salário anual: US$ 260 mil; ou R$ 832 mil  
1. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos. Salário anual: US$ 400 mil; ou R$ 1,28 milhão
 
 https://br.financas.yahoo.com/noticias/dilma-est%C3%A1-12-l%C3%ADderes-mundiais-ganham-maiores-sal%C3%A1rios-183700827--finance.html

Crise do petróleo afeta até prostituição

Com o estrago da corrupção da Petrobras e a queda de arrecadação, lojas não param de fechar em 23 cidades do Rio

O efeito cascata da crise do petróleo provocada pela Operação Lava Jato e a queda do preço do barril de petróleo empurraram o comércio para o atoleiro. A ponta mais sensível da cadeia produtiva sentiu o duro golpe da retração de investimentos da Petrobras e das obras do Comperj. E parece até que uma nuvem negra estacionou sobre os municípios do Rio. O ouro que reluziu no vai e vem diário de milhares de ávidos consumidores foi substituído pelo fecha-fecha das lojas em pelo menos 23 cidades do estado. Resultado da redução drática na arrecadação dos comerciantes, que chega a 40% nos dois últimos meses — em comparação ao mesmo período de 2014.
No Mercado de Peixe de Macaé, donos de barracas que vendiam camarão em grandes quantidades a qualquer preço não vendem hoje nem para hotéis e restaurantes
Foto:  Ernesto Carriço / Agência O Dia
Queda tão acentuada que levou os comerciantes de Itaboraí — cidade onde Petrobras constrói o Comperj — a apelar para a fé. E logo num município que cresceu ouvindo as histórias dos milagres da imagem do Cristo que chorava no Santuário do Jesus Crucificado, no distrito de Porto das Caixas. Haja fé: a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) estima que as vendas caíram 40% e dezenas de comerciantes encerraram as atividades desde que a Operação Lava Jato expandiu as investigações, em novembro. Era a interrupção do milagre econômico que mutiplicou por dez a arrecadação comercial ao levar 34 mil operários para trabalhar no Comperj, a partir de 2008, e atraiu as grandes redes varejistas.

A redução para 4.400 operários nos canteiros de obra causou um baque na cidade e em pelo menos 13 municípios vizinhos. Pior: com as empresas enroladas na investigação tirando o pé do investimento e outras praticamente extinguindo a operação, criou-se uma legião de demitidos comprando a crédido que deixaria de honrar nos meses seguintes. Aluguéis, alimentos, remédios... Virou um ciclo de calotes na cidade, onde cada morador tem uma história de prejuízo para contar.

Algumas, na verdade, têm latifúndio de dinheiro a receber. Só não sabem quando. O empresário Marcos Paulo Pieres e Silva, 33 anos, foi um dos primeiros a investir na cidade. Saiu da vizinha Teresópolis, alugou um prédio e instalou a Pousada do Trabalhador para receber centenas de operários de outros estados para trabalhar no Comperj. Seguiu certinho a cartilha dos empreendedores: aplicou cada centavo ganho na ampliação do negócio e ergueu dois anexos.
Para quitar dívidas, Marcos Paulo, que instalou uma pousada em Itaboraí, vendeu até a mobília quando os hóspedes voltaram para a cidade natal
Foto:  Alexandre Vieira / Agência O Dia
Uma história com direito a final feliz se não fosse a Lava Jato arrastar a empresa Alusa para o mar de lama. O principal cliente do empresário afundou e deixou uma dívida de R$ 450 mil pelo alojamento de quase 500 funcionários. Ele tentou se manter por alguns meses na esperança da retomada dos negócios, até que mês passado começou a vender toda a mobília para quitar parte dos débitos de R$ 350 mil com os fornecedores. “Passei o carro, meus cartões pessoais foram cortados e as minhas filhas só continuam estudando graças à diretora, que deu duas bolsas”, detalha Marcos Paulo. “Acreditava que a Petrobras era um porto seguro”, disse.

A segurança no negócio foi justamente o que arrastou comerciantes para Itaboraí e as vizinhas Cachoeira de Macabu e Tanguá. Com a subida dos preços de aluguéis e alimentação, se tornaram a opção de cidade mais barata e receberam centenas de operários. Cada um ampliou o negócio da forma que podia e casas no Centro se transformaram em alojamentos e pensões. Com uma súbita inflação. O aluguel de um apartamento simples passou a R$ 1,5 mil. Era o eldorado para cidades humildes, que entrou em depressão ao ver o retorno dos operários à cidade natal.

“Aqui tá morto. Voltamos à estaca zero, a ser o que éramos antes. Até pior por causa dos calotes”, explicou a administradora de imóveis Daniela Jesus, com escritório bem no Centro de Papucaia, distrito de Cachoeira de Macacu, onde a queda no movimento nas lojas chega a 30%. O roteiro de cidade fantasma também se encaixa em Tanguá e Rio Bonito, onde as vendas são estimadas em 26% e 20%, respectivamente.

Como O DIA mostrou ontem, pelo menos 50 mil trabalhadores perderam o emprego no estado desde a fase mais dura da Operação Lava Jato. A maior parte (32 mil operários) concentra-se nos 14 municípios ao redor do Comperj e foram impactados pela redução das obras. Os demais estão no cinturão das cidades atingidas pelo freio nos investimento e a queda nos royalties, desde que o preço mundial do barril do petróleo despencou.

CRISE ATINGE ATÉ A PROSTITUIÇÃO
O que mais se escuta em Macaé, nestes tempos de crise, é que os macaenses apertaram o cinto e estão cortando todos os supérfluos. O impacto da retração econômica chegou às ruas. Em todos os sentidos. Se muitos trabalhadores deixaram as mais diversas regiões do país em busca das oportunidades surgidas na cidade considerada a‘capital do petróleo’, o mesmo se pode dizer das garotas de programa que deixaram Copacabana, no Rio, de olho no alto poder aquisitivo da população masculina em Macaé.
Garotas de programa que trocaram Copacabana por Macaé em busca de clientes com os bolsos cheios há três anos fazem promoções atualmente
Foto:  Ernesto Carriço / Agência O Dia
“Está ruim de afrouxar esse cinto. Ninguém aqui abre mais o bolso para nada. A crise está braba. Há dois, três anos a gente chegava a fazer 15 programas por dia, cobrando em média R$ 120 em cada um. Agora só contamos com um programinha ou outro, às vezes não rola nenhum. Mesmo com promoção”, conta Bruna, de 27 anos, que agora cobra R$ 100 por uma hora de prazer.

Colega de Bruna, Fernanda lembra com saudade das festinhas bancadas pelo “turma do petróleo” que trabalhava em alto-mar. Assim que voltavam ao continente, patrocinavam festas e mais festas que duravam dias inteiros. O eldorado do petróleo era também o da prostituição.

“Era para ter resolvido a nossa vida. Tínhamos noite inteiras de rainha aqui em Macaé. Muito melhor do que no Rio de Janeiro. Nem se comparava. A galera tinha grana mesmo. Esbanjava em tudo. Foram as melhores festas da minha vida. Esse oásis durou até outubro do ano passado”, acrescentou Bruna.

OÁSIS NEGROS, RIO DAS OSTRAS E MACAÉ AMARGAM DIAS DE DECADÊNCIA
Os anos dourados sonhados pelos moradores do Norte Fluminense deram lugar a tempos de incerteza e falta de perspectiva. A situação em Macaé, apontada há alguns anos como Eldorado do petróleo, é desesperadora. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Vandré Guimarães, admite a situação tensa.

“A crise não é coisa nossa. É mundial. O preço do barril caiu pela metade e isso afeta todas as cidades que vivem de royalties no mundo todo. No Brasil fica pior devido aos escândalos recentes, mas o problema é o preço do barril, que interfere na economia da cidade, do petroleiro ao pipoqueiro”, justifica Vandré.

A crise em Macaé salta aos olhos. Numa simples caminhada pela Avenida Rui Barbosa, a principal da cidade, dezenas de lojas estão fechadas ou prestes a fechar. As outras, abertas, estão às moscas.

“O movimento em dezembro foi 20% pior do que em 2013. E o de agora já caiu mais 20% em relação a dezembro. Há um clima de insegurança. Ninguém está comprando nada com medo do que pode acontecer. Felizmente não demitimos ninguém, mas já reduzimos muito as compras”, contou Wallace Araújo, gerente das Casas Lealtex, uma das maiores do Calçadão.

Mesma sorte não tiveram quatro dos 19 funcionários da papelaria VM, que foram dispensados esta semana. Segundo o proprietário, Mário Loureiro, com queda de 35% nas vendas, novos cortes podem acontecer ainda este mês.

“Tive prejuízo de R$ 750 mil. Coloquei o material escolar à disposição das distribuidoras. Não tenho como pagar a ninguém sem comprador na loja. Se quiserem, podem vir aqui pegar tudo de volta”, disse Mário, se referindo aos produtos à venda.

No tradicional Mercado de Peixe, o cenário é desolador. Uma das donas de barraca, Dona Marilene, como é conhecida, reclama de queda das vendas em aproximadamente 50%. “Não vendo mais nada para hotéis e restaurantes. E gente que vinha aqui comprar camarão sem nem olhar o preço, não vem mais. Tá complicado para trabalhar”, lamenta.

Vizinha a Macaé, Rio das Ostras vive uma situação semelhante. Em Costazul, que costumava ficar lotada durante o verão, a maioria dos quiosques está fechada. As casas à beira-mar, alugadas por temporada, estão vazias, bem como hotéis e pousadas.

“Tivemos o pior verão dos últimos dez anos Em vez de turistas, vieram ‘duristas’. Todo mundo duro. Teve gente que sentou no quiosque, trouxe isopor com cerveja e quentinha com comida. Não consumiu um real” contou Jorge Armando, o Doda, há 23 anos em Costazul.

O casal Débora Siqueira e Cleber de Araújo sabe bem o que é isso. Ela, como funcionária da Petrobras. Ele como recém-demitido da prestadora de serviços Fluke Engenharia. “Fomos demitidos entre mais de 400. A empresa em Rio das Ostras fechou. As pessoas vinham para cá com a ilusão de serem petroleiros. Viemos atrás de tudo o que prometiam. Agora vivemos a angústia, o ócio, a incerteza com o futuro”, se desespera Débora.

Na rua onde há cinco anos não havia sequer uma quitinete para alugar, sobram casas e apartamentos vazios com placas de ‘vende-se’ na porta. Em meio aos problemas, ainda sobra bom humor para Débora e Cléber contarem como tudo mudou em Rio das Ostras. “Já tivemos Carnaval aqui com Claudia Leitte, Jota Quest, Ivete Sangalo, Thiaguinho e Luan Santana. Este ano a única atração foi uma pelada com atores de Malhação. Entendeu a crise?”, comparou Débora.

 http://odia.ig.com.br/noticia/economia/2015-03-13/crise-do-petrolao-afeta-ate-prostituicao.html

WhatsApp libera recurso de ligações para usuários de Android; Brasil incluso

Para habilitar a função ainda é preciso receber uma chamada telefônica convite, além de possuir a última versão do app

Nova versão do Whats App para Android possui recurso de chamadas telefônicas via app, mas é preciso receber uma ligação de convite para que a função comece a funcionar
Reprodução
Nova versão do Whats App para Android possui recurso de chamadas telefônicas via app, mas é preciso receber uma ligação de convite para que a função comece a funcionar
Agora é quase oficial: o recurso de chamadas telefônicas via WhatsApp, anunciado em 2014, já está disponível para usuários de Android, inclusive no Brasil. Para que a função de ligação seja habilitada, é preciso estar com a versão mais recente do aplicativo instalada, 2.11.561, além de receber uma chamada telefônica de convite de alguém que já esteja com a funcionalidade habilitada. A ausência de um comunicado oficial por parte do WhatsApp dá a entender que o recurso está mesmo sendo liberado aos poucos. Só por convites e só para usuários Android. Nem mesmo com convites os usuários de iOS conseguem fazer chamadas telefônicas pelo aplicativo.

A versão compatível com o recurso de ligações já está disponível na Google Play, loja de aplicativos do sistema Android, desde quinta-feira (12). Anteriormente, era necessário ir atrás de uma versão do WhatsApp que só estava disponível no site do serviço, e instalar essa versão “por fora”, ou seja, mudando as configurações de segurança do Android e permitindo a instalação de apps de "fontes desconhecidas" no aparelho.

O iG testou o recurso no final da manhã desta sexta-feira (13) e pode comprovar que está funcionando. Primeiro, atualizamos o aplicativo do WhatsApp via Google Play para a versão disponibilizada no dia 12 de março. Logo de primeira, a ligação convite não habilitou a nova função no app. Foi só depois da segunda ligação convite que o aplicativo mudou sua interface e ganhou as tão esperadas abas, dentre elas a de ligações. Também tentamos convidar um usuário de iOS, sistema da Apple, mas o próprio WhatsApp avisou que aquele contato precisaria de uma nova versão do app, ainda não disponível no iTunes.

Com a funcionalidade habilitada na aba de ligações do WhatsApp, o usuário pode finalmente ligar para seus contatos utilizando a rede de dados, 3G ou 4G, ou ainda Wi-Fi, economizando, desta forma, a franquia de minutos da sua operadora.

A qualidade da ligação ainda é instável, algumas boas, outras ruins, pois depende do sinal da operadora ou da rede de Wi-Fi ao qual o usuário está conectado. De qualquer forma, o recurso funciona, e de forma bem similar às chamadas telefônicas do Facebook Messenger e do Viber. Vale lembrar que essa funcionalidade não é nova, além dos aplicativos já citados, o Skype faz isso há algum tempo. 

Saiba qual a sua versão do WhatsApp
Para saber que versão do WhatsApp está rodando no seu smartphone vá no menu do lado direito, os três pontinhos, e selecione "Configurações". Depois "Ajuda" e logo após "Sobre". Nesta tela vai aparecer o número da sua versão. A que é compatível com o recurso de ligações é a 2.11.561. 

Caso seu smartphone não esteja configurado para baixar as atualizações de aplicativos automaticamente, abra a Google Play e digite "WhatsApp". Se a versão que você possui não é a mais recente a própria loja vai disponibilizar um botão de "Atualizar". Atualize. Com a versão mais recente no seu aparelho, torça para receber uma ligação. Ou saia procurando entre seus contatos quem já tem o recurso e pode te convidar.
Ligações feitas pelo WhatsApp não aparecem na lista de últimas chamadas, comprovando que foi via rede de dados. Usuários de iOS não recebem ligações convite
Reprodução
Ligações feitas pelo WhatsApp não aparecem na lista de últimas chamadas, comprovando que foi via rede de dados. Usuários de iOS não recebem ligações convite

*O iG Tecnologia agradece o Manual do Usuário pela ligação convite. 

http://tecnologia.ig.com.br/2015-03-13/whatsapp-libera-recurso-de-ligacoes-para-usuarios-de-android-brasil-incluso.html

Mulheres em feira erótica respondem: 13 cm é o suficiente?

Nos corredores da Erótika Fair, elas deram opiniões sinceras sobre a pesquisa que apontou o tamanho médio do pênis e contaram experiências com homens bem e mal dotados

Uma pesquisa sobre tamanhos de pênis foi assunto da imprensa de todo o mundo na última semana. Um estudo da universidade King's College, no Reino Unido, analisou medições de 15.521 homens - de idades e raças diferentes – e concluiu que o tamanho médio de um pênis ereto é de 13,12 cm. Mas será que essa medida é suficiente para o prazer? O Deles circulou pelos corredores da 22ª edição da Erótika Fair, que rolou no fim de semana em São Paulo, para conversar com mulheres e perguntar a opinião delas sobre o levantamento. 

Como era de se esperar, não houve unanimidade entre as frequentadoras da maior feira do mercado erótico da América Latina. Enquanto algumas repetiram o chavão 'tamanho não é documento', outras deixaram claro que a média de 13 cm é insuficiente 
Ao lado da amiga Scheila, Letícia (esq.) opina: “Eu prefiro um maior do que 13 cm, grosso e que funcione, mas se ele tiver uma boa língua, pode ter um pequeno que não tem problema
Edu Cesar / iG
Ao lado da amiga Scheila, Letícia (esq.) opina: “Eu prefiro um maior do que 13 cm, grosso e que funcione, mas se ele tiver uma boa língua, pode ter um pequeno que não tem problema"
“Eu prefiro um maior do que 13 cm, grosso e que funcione, mas se ele tiver uma boa língua, pode ter um pequeno que não tem problema. Agora, se ele é ruim, prefiro me masturbar e me resolver sozinha”, dispara Letícia Souza*, sem a menor cerimônia.  

Já Scheila, sua amiga, não concorda: “Eles estão vendo tanto filme pornô que acham que todo homem tem pênis grande, e não é bem assim. Isso é besteira da cabeça deles”. Ela lembra, inclusive, que uma das melhores experiências sexuais que já teve foi com um parceiro que não era lá tão dotado.  

“A vontade era tão grande que aquilo não fez diferença. Teve aquele jogo de sedução, aquela coisa gostosa, e quando a gente transou rolou uma química ótima. Mas assim, muito menos de 13 cm também já é sacanagem”, brinca, esbanjando sinceridade. 

O tamanho do pênis é uma preocupação que ronda a cabeça de muito marmanjo - incluindo aí os que dizem nunca terem pegado numa régua para medir o citado. A neura se manifesta não só na cama, mas também na hora de trocar de roupa no vestiário da academia. 

Se a preocupação for muito forte, o homem pode desenvolver o que os médicos chamam de Síndrome do Pênis Pequeno. Isso pode afetar vários âmbitos de vida, não só o sexual.
Cristina: “Já aconteceu de eu ficar com alguém que tinha o pênis grande e não me satisfazer
Edu Cesar / iG
Cristina: “Já aconteceu de eu ficar com alguém que tinha o pênis grande e não me satisfazer"
Tranquilizar estes homens é exatamente um dos objetivos da pesquisa do médico inglês David Veale, que foi o primeiro a realizar uma análise sistemática e formal de medidas de pênis, e também o primeiro a criar um diagrama gráfico que retrata o tamanho de um pênis flácido ou ereto.

Para modelo Cristina, os homens não devem se preocupar com as medidas. “Já aconteceu de eu ficar com alguém que tinha o pênis grande e não me satisfazer em nada. E já aconteceu de ficar com alguém com um pênis pequeno e chegar ao orgasmo logo de cara”, relata. Para ela, o que importa é “saber fazer gostoso”.

A empresária Mona, de 38 anos, tem opinião semelhante. Para ela, é tudo uma questão de compensação. Isso implica, por exemplo, que o cara de pênis pequeno desenvolva outros talentos, como dar a mulher um sexo oral de primeira e preliminares melhores ainda. 

“E o cara bem dotado também tem que se preocupar com isso. Ele tem que ser um gentleman, um lorde, chamar de 'minha deusa' e só ter olhos para ela. Não adianta só ter um pênis grande, não”, avisa Mona.  

As amigas e sócias Jaqueline e Lara confessam que toda mulher tem expectativa sobre o tamanho do pênis do cara com quem vai para cama, mesmo sabendo que isso pode não fazer diferença no momento da transa.

“Se o cara tem um pênis grande, você imagina 'Nossa, vai ser bom'. Ele ganha alguns pontos por isso. Mas, já peguei um cara que tinha o pênis pequeno e era sensacional, ele fazia um sexo oral maravilhoso, transava bem, era tudo de bom”, se entusiasma Jaqueline, que já conheceu um homem que tinha cerca de 8 cm de pênis. Para ser considerado pequeno pelos urologistas, o membro precisa medir até 7 cm ereto. 

Lara lembra que muito mais importante do que o comprimento é o diâmetro. “Fino eu não sinto. Parece que você está brincando com um lápis", ironiza.  

A pesquisa de Veale também analisou a circunferência média do pênis e concluiu que flácido o tamanho é de 9,31 cm, enquanto ereto é de 11,66 cm de circunferência.
Mona, de 38 anos:
 
Mona, de 38 anos: "Não adianta só ter um pênis grande, não"
De acordo com Luciana Keller, psicóloga especializada em sexualidade e dona da boutique erótica Constantine, toda essa preocupação dos homens em torno do tamanho do pênis é uma grande besteira.  Ela lembra que a cavidade vaginal da mulher tem em média 8 cm de comprimento, e quando ela atinge um determinado nível de excitação o útero se contrai, permitindo que um pênis maior do que isso penetre o canal vaginal.

“Não é o comprimento que realmente importa, é muito mais o diâmetro, porque a maior quantidade de terminações nervosas fica na entrada do canal vaginal. É lá que ela sente mais prazer. Então, os homens que não chegaram à média não precisam se preocupar”, justifica.

Para quem ficou inseguro com essas opiniões sinceras, vale lembrar que tamanho do pênis é muito mais uma neura masculina do que das mulheres. Quem diz isso é a prestigiada Universidade da California

Um estudo realizado na universidade, com 52 mil participantes, chegou à conclusão de que 85% das mulheres entrevistadas estão satisfeitas com o tamanho do pênis de seus parceiros, enquanto somente 55% dos homens estavam satisfeitos com o próprio membro. 

*O sobrenome foi alterado a pedido da entrevistada.

http://deles.ig.com.br/sexo/2015-03-09/mulheres-em-feira-erotica-respondem-13-cm-e-o-suficiente.html

Em ato no Rio, Stédile avisa: "Burguesia, não se atreva a falar em golpe"

Também acompanharam a manifestação o deputado Carlos Minc e Roberto Amaral, líder do PSB

Terminou por volta das 17h30 o ato em defesa da Petrobras e de apoio à presidenta Dilma Rousseff na Cinelândia, área central do Rio de Janeiro. Os manifestantes seguiram em direção à sede da Petrobras, na Avenida Chile, para um abraço simbólico.
No Rio, os petroleiros gritaram a favor da Petrobras em dia de protesto
Tomaz Silva/Agência Brasil
No Rio, os petroleiros gritaram a favor da Petrobras em dia de protesto
Na Cinelândia, os manifestantes carregavam bandeiras de diversos movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos de esquerda. Havia representantes da Central dos Sindicatos Brasileiros, Federação Única dos Petroleiros e União da Juventude Socialista; União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de Estudantes Secundaristas e Levante Popular da Juventude.

Os pronunciamentos começaram por volta de 15h30. A maioria foi em defesa da Petrobras e contra um possível pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O ex-presidente do PSB e ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, falou contra qualquer tentativa de tirar o governo. "Não haverá um novo 64. A direita não passará! Estamos aqui para defender a Petrobras", disse Amaral aos manifestantes.
O deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc (PT) classificou as manifestações de atos contra o que chamou de golpismo reacionário. "O povo que saiu da miséria, que entrou para a universidade e tem emprego não vai deixar", afirmou Minc.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, foi o último a falar. O líder disse que a crise pela qual o País passa é culpa dos capitalistas. "Não podemos fazer uma política de superávit primário para pagar juros aos bancos. Não vamos aceitar a redução de direitos."

Stédile defendeu a Petrobras e disse que a mídia tenta manipular o povo dizendo que os ex-diretores acusados de corrupção são de esquerda, quando, para Stédile, "eles são só ladrões". Ele defendeu também a reforma política como solução para a corrupção e chamou o povo às ruas.

"A burguesia não se atreva a falar em golpe, estamos aqui para defender a democracia. Eles querem disputar conosco nas ruas. Nós aceitamos o desafio, porque o povo não está no Parlamento e nas classes dominantes, o povo está nas ruas. Preparem os tênis e sapatos, porque nós estamos só começando. Eles virão no dia 15, e nós voltamos no dia 20 de abril", disse Stédile.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-03-13/em-ato-no-rio-stedile-avisa-burguesia-nao-se-atreva-a-falar-em-golpe.html

quarta-feira, 11 de março de 2015

Crime da mala: marido é o principal suspeito de matar comissária de bordo

Julio César Arrabal, de 40 anos, teria matado a esposa, levado o corpo para represa de Nazaré Paulista e depois se matado; carro dele foi flagrado próximo ao local onde vítima foi achada

Segundo polícia, carro de Julio César Arrabal, 40 anos, foi flagrado em rodovia próxima de onde corpo foi achado
Facebook/Reprodução
Segundo polícia, carro de Julio César Arrabal, 40 anos, foi flagrado em rodovia próxima de onde corpo foi achado
Julio César Arrabal, de 40 anos, é o principal suspeito de ter matado a mulher, a comissária de bordo Michelli Martins Nogueira, de 31 anos, encontrada em uma mala às margens da represa Atibainha, no município de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, por volta das 18h50 desta segunda-feira (9). 

Michelli Nogueira Arrabal, de 31 anos, era casada
Facebook/Reprodução
Um casal  des pescadores que havia pescado na represa anteriormente, voltou para procurar um celular que haviam perdido e se se depararam com uma mala. O homem viu as pernas da vítima, que estavam do lado de fora, e ligou para polícia.

Michelli tinha marcas de agressão na boca, rosto e cabeça. 

Segundo a polícia, o carro de Arrabal, um GM Classic Preto, foi flagrado pelas câmeras de segurança trafegando no km 541 da rodovia Dom Pedro 1º, próximo ao local onde o corpo foi achado. 

Por volta das 10h30 do dia seguinte, o mesmo carro estava estacionado em frente a casa onde o casal morava, em Sumaré, também no interior do Estado. 

Em buscas na casa do casal, a polícia encontrou o corpo de Arrabal com um cinto em volta do pescoço pendurado na escada da casa. 

A polícia também encontrou uma faca com vestígios de sangue e uma garrafa de vodka quase vazia. No banheiro, segundo o boletim de ocorrência, havia embalagens usadas para embalar drogas vazias e uma nota de R$ 2 enrolada no formato de canudo
 
 http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2015-03-10/crime-da-mala-marido-e-o-principal-suspeito-de-matar-comissaria-de-bordo.html

terça-feira, 10 de março de 2015

Planalto monta 'gabinete de crise' para amenizar desgaste de Dilma

Principal argumento é caracterizar pedidos de impeachment como tentativa de “ruptura democrática”; governo reconhece que há insatisfação, no entanto, aposta que eleitores não querem que resultado das urnas seja desrespeitado

Presidente Dilma Rousseff (PT) em pronunciamento na noite de domingo (8)
Reprodução
Presidente Dilma Rousseff (PT) em pronunciamento na noite de domingo (8)
Com o objetivo de amenizar a crise instaurada entre o Planalto e o Congresso e ainda discutir formas de enfrentar as manifestações que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff do poder, o governo decidiu ampliar seu grupo de decisão, o chamado “núcleo duro” do Planalto, e integrar neste grupo ministros com capacidade de articulação política, filiados a outros partidos aliados, como o PSD e PCdoB.

Além da decisão de chamar o vice-presidente Michel Temer (PMDB), exigência apresentada pelo maior partido da coalizão, a presidente Dilma Rousseff decidiu ampliar ainda mais o grupo, que passará a se reunir semanalmente com ela. Embora o Planalto minimize os objetivos da coordenação política, nos bastidores o núcleo já é chamado de “gabinete de crise”.

A ideia de Dilma, de acordo com interlocutores, é contar com ministros como o dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB), e das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), nomes com um reconhecido perfil de habilidade política, capazes de ajudar na tarefa de superar a crise de governabilidade e ajudar a encontrar saídas para arrefecer o movimento “fora Dilma”.

O modelo começou a ser discutido na semana passada no jantar que a presidente ofereceu no Palácio da Alvorada à cúpula do PMDB. Nesta semana, em reunião com os ministros petistas e Temer, o modelo voltou a ser discutido.

“A sugestão é de a gente ter reunião semanal, com uma coordenação política e institucional da qual farão parte o vice-presidente e ministros, inclusive de outros partidos, com assento nesta coordenação. E sempre que a matéria exigir, o ministro da pasta estará presente. Acho que isso ajuda nas articulações intra-governo e nas relações com o Congresso, e que fortalece a ideia de um governo de coalizão”, comentou o ministro Aloizio Mercadante, após se reunir com Dilma e com o presidente, na segunda-feira.

A ampliação da equipe inclui, segundo interlocutores, a manutenção do ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas, no núcleo, por decisão de Dilma. Além de enfrentar resistência das alas do PMDB, ligadas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro tem sua cabeça pedida por correntes majoritárias de seu próprio partido, o PT.

A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), que inclui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não se conforma com a presença de dois ministros da corrente Democracia Socialista (DS) na chamada “cozinha do Planalto” e defende a substituição de Pepe. Além de Pepe, o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da Presidência, pertence à DS.

A resistência de Cunha à articulação de Pepe tem origem na campanha para sua eleição na Câmara. O novo presidente, ainda magoado com o que chamou de interferência indevida do ministro na campanha, já avisou que não conversará com ele.

Comunicação
Além das conversas frequentes com líderes parlamentares, o governo já passou a semana investindo em uma postura mais comunicativa. A presidente tem dado entrevistas ao final de cada evento e apostado em uma agenda de viagens.

Além de Dilma, os ministros estão orientados a falar, de forma sistemática com a imprensa e de ter uma presença forte no Congresso, nas votações de matérias de interesse do governo, nas explicações do pacote fiscal e nas comissões gerais chamadas pelo Parlamento.

A argumentação contra os pedidos de saída de Dilma do cargo também tem sido construída com o viés da estabilidade política que o país precisa. A presidente e os ministros têm dito que ainda há um clima de radicalismo, remanescente das eleições e que esse clima tem impedido o diálogo para a construção de soluções. Os ministros e a própria presidente também apontam a tentativa de desrespeito ao resultado das urnas e indicam a oposição nos bastidores desta articulação ao falarem de “terceiro turno”.

Há muita dúvida do governo, no entanto, quanto a dimensão do movimento “Fora Dilma” e alguns integrantes aguardam o próximo dia 15, quando estão planejadas manifestações, convocadas nas redes sociais, principalmente em São Paulo, para um diagnóstico mais preciso.

Membros do governo reconhecem nos bastidores que há insatisfação com Dilma, inclusive entre eleitores dela, devido aos ajustes fiscais, mas apostam que a maior parte destes insatisfeitos não quer sua saída. Daí o investimento no discurso contra o que chamam de ruptura democrática.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-03-10/planalto-monta-gabinete-de-crise-para-amenizar-desgaste-de-dilma.html

China acusa homem de espionagem por fotos do primeiro porta-aviões do país

Um chinês acusado de vender 500 fotos do primeiro porta-aviões do Exército Popular de Libertação foi detido em uma investigação por espionagem, informou a imprensa oficial. 

O homem, identificado como Zhang, teria feito as fotografias a pedido do suposto chefe de redação de uma revista, segundo uma emissora de televisão da cidade de Dalian. 

O primeiro porta-aviões chinês, o "Liaoning", foi construído no porto de Dalian, nortes do país, a partir de um navio inacabado vendido pela Ucrânia em 1998. A embarcação passou a operar em setembro de 2012.
Zhang é suspeito de ter fotografado o "Liaoning" entre abril e agosto de 2014 no porto de Dalian, durante a manutenção regular do porta-aviões. 

"Zhang prejudicou gravemente a segurança militar do país", segundo o canal de TV de Dalian. 

De acordo com a emissora, a polícia prendeu outro homem na mesma cidade, acusado de ter recebido 90.000 yuanes (13.300 euros) em troca de fotos de material militar que teria entregue a um "repórter". 

Este último seria um espião estrangeiro vigiado pelos serviços de contraespionagem da China, destacou o mesmo canal, que não revelou a nacionalidade do segundo detido. 

Pequim mantém um grande sigilo sobre seus programas militares e é intransigente a respeito de vazamentos.
A China anunciou na semana passada um aumento de 10,1% no orçamento militar para 2015. 

https://br.noticias.yahoo.com/china-acusa-homem-espionagem-fotos-primeiro-porta-avi%C3%B5es-120614757--sector.html

Venezuela rejeita acusações de tortura apresentadas por relator da ONU

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro 
 
O governo da Venezuela rejeitou nesta terça-feira as acusações do relator sobre tortura da ONU, Juan Mendez, que incriminou o governo de Nicolas Maduro por graves violações dos direitos humanos durante os protestos de fevereiro de 2014.

"Não foram manifestantes nem protestos pacíficos como tentaram mostrar [...] Não é verdade que essas mortes foram produzidas por uso excessivo da força", declarou a delegação da Venezuela.

Juan Mendez apresentou nesta terça-feira ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, um relatório acusando o governo venezuelano de violar, entre outros, o direito de não ser torturado nem à detenção arbitrária.

O relator apresentou um relatório de 200 casos de tortura em todo o mundo, entre eles dois que aconteceram durante os tumultos do mês de fevereiro de 2014, em que, de acordo com Mendez, 29 civis foram mortos e 357 feridos.

A Venezuela admitiu "muito poucos casos isolados envolvendo ação irresponsável de agentes de segurança", mas lamentou a falta de "rigor científico" do relator, em seu relatório

http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/venezuela-rejeita-acusa%C3%A7%C3%B5es-de-tortura-apresentadas-por-relator-da-onu/ar-AA9Bnln

Policial mata a tiros homem que corria nu em região metropolitana de Atlanta

ATLANTA - Um policial branco matou um homem negro que corria nu em um complexo residencial da região metropolitana de Atlanta. O episódio aconteceu na tarde de segunda-feira. Anthony Hill, de 27 anos, sofreria de problemas psiquiátricos, mas estava desarmado e teria corrido na direção do policial, que tinha uma arma de choque, mas não a usou. Uma investigação sobre o caso será conduzida pela corregedoria da Geórgia.

A polícia do condado de Dekalb recebeu uma chamada por volta das 13h (locais) que afirmava que Hill agia de forma instável, correndo, batendo em portas e se esfregando no chão nu. O chefe do departamento, Cedric Alexander, contou que o homem correu em direção ao policial, que ordenou que ele parasse. O oficial atirou duas vezes. Desarmado, o baleado morreu no local. O policial, há sete anos na função, tinha uma arma de choque mas não a utilizou.

Segundo mensagens divulgadas no Facebook, Anthony Hill admitia sofrer distúrbios psiquiátricos, mas criticava a repressão e o tratamento dado a pessoas com o diagnóstico. Moradores locais afirmaram que farão um protesto contra o episódio.

Esta foi a terceira morte de indivíduos negros desarmados pela polícia relatada nos EUA desde a última sexta-feira. No próprio condado de Dekalb, manifestantes protestaram no fim do ano passado após a polícia matar um homem que chamou a emergência quando sua namorada foi esfaqueada por outra pessoa em seu apartamento.

Em 2014, uma série de incidentes fatais como as mortes do jovem Michael Brown em Ferguson, no Missouri, e do camelô Eric Garner em Nova York rendeu fortes críticas à atuação policial nos Estados Unidos. Um relatório do Departamento de Justiça admitiu que a ação policial contra negros no país tem motivações preconceituosas. O presidente Barack Obama reconheceu que o episódio de Ferguson não foi um incidente isolado.

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Câmara dos Deputados aprova regra atual para reajuste do salário mínimo

 A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o texto principal de projeto que mantém as atuais regras de valorização do salário mínimo até 2019.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o texto principal de projeto que mantém as atuais regras de valorização do salário mínimo até 2019.

Resta ainda a análise de emendas, dentre elas a que estende a regra de reajuste a aposentadorias e pensões, o que não conta com o apoio do governo. Só então o projeto será encaminhado ao Senado.

De autoria do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o texto prevê, assim como as regras atuais, que o cálculo do reajuste do salário mínimo levará em conta a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a variação do INPC nos 12 meses anteriores.

O governo defendia mais tempo para negociar e prometia o envio de uma proposta de valorização até o dia 1o de maio, mas diante de uma possibilidade de derrota no plenário da Câmara, fechou acordo para votar a proposta de Paulo Pereira.

No início deste ano, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, chegou a declarar que o governo iria enviar ao Congresso uma nova regra para o cálculo do salário mínimo para o período de 2016 a 2019, mantendo ganhos acima da inflação, sem fornecer detalhes. No dia seguinte recuou, e afirmou que o governo manteria a regra atual.

A votação do projeto nesta terça-feira, justamente num momento em que o Executivo centra seu foco em um esforço fiscal, foi definida em almoço nesta terça do qual participaram o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o líder do PMDB na Casa, Leonardo Picciani (RJ), e Paulo Pereira, além de integrantes de partidos da oposição, como o DEM.

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