sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sarampo pode voltar se não houver adesão à vacinação, alerta ministro


N/A
Campanha contará com mais de 100 mil postos
Apesar de o Brasil não registrar casos autóctones de sarampo desde o ano 2000, a chance de reintrodução da doença no país é grande caso não haja forte adesão à vacinação. O alerta é do ministro da Saúde, Arthur Chioro. Dados indicam que o Brasil identificou, entre 2013 e 2014, 755 casos importados de sarampo [pessoas que chegaram ao país já contaminados],  503 no Ceará e 224 em Pernambuco. Em todo o mundo, ocorreram mais de 150 mil casos, apenas nos últimos meses.
 
Em entrevista à Agência Brasil, Chioro convocou pais e responsáveis para que, a partir de amanhã (8), quando começa a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, levem as crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos aos postos de saúde para serem imunizadas. “Todas as crianças, mesmo as que estão com a carteira de vacinação em dia, devem ser imunizadas. É um reforço”, explicou.
 
O ministro lembrou que, no caso específico da poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, o Brasil não tem ocorrências desde 1990. No entanto, países da África e da Ásia ainda notificam a circulação do vírus. “Não podemos diminuir um esforço que deu esse resultado maravilhoso de ter erradicado a pólio no país”, reforçou Chioro.
 
Sobre a segurança e eficácia de ambas as doses, Chioro destacou que o programa de imunização adotado pela pasta é reconhecido como exemplo pela Organização Mundial da Saúde. Segundo ele, as vacinas são consideradas extremamente seguras. Há contraindicação apenas para crianças com infecções agudas, com febre acima de 38 graus, com hipersensibilidade a algum dos componentes da vacina, com deficiência imunológica ou em tratamento para doenças como câncer e aids.
 
“Teremos dois dias de mobilização, dois sábados, 8 e 22, quando mais de 100 mil postos de saúde ficarão abertos para poder ampliar ao máximo a cobertura”, disse. “Quero fazer uma convocação de pais e responsáveis de crianças entre 6 meses e menores de 5 anos para que compareçam aos postos de saúde munidos com a carteira de vacinação”, concluiu.
 
 http://www.atribuna.com.br/atualidades/sarampo-pode-voltar-se-n%C3%A3o-houver-ades%C3%A3o-%C3%A0-vacina%C3%A7%C3%A3o-alerta-ministro-1.413392

Reajuste dos combustíveis devem ser repassados ao consumidor na 2ª feira


N/A
Reajuste será repassado ao consumidor em breve
Os preços da gasolina e do óleo diesel já estão mais caros na Baixada Santista. Ainda na madrugada de sexta-feira, os postos que receberam novos carregamentos já pagaram de R$ 0,05 a R$ 0,06 a mais pelo litro da gasolina e, aproximadamente, R$ 0,08 a mais pelo  do diesel. Até segunda-feira, todos os estabelecimentos já devem repassar os novos valores às bombas.

Já prevendo isso, muitos motoristas trataram de encher logo o tanque, a fim de se livrar da alta. “Completei pra evitar prejuízo maior”, disse o motociclista Fernando Gonçalves.

Quem pretende apostar no etanol deve ir com calma e pesquisar, porque nem sempre vale a pena.
“Em princípio,  pode até ficar mais vantajoso. Mas não vai durar muito, não”, garante o vice-presidente do Resan (sindicato que representa os revendedores), Ricardo Rodriguez Lopez, explicando que há pouca oferta de cana-de-açúcar no mercado, em razão da seca e do período de entressafra. “O álcool vai acabar subindo também”.
 
 http://www.atribuna.com.br/cidades/reajuste-dos-combust%C3%ADveis-devem-ser-repassados-ao-consumidor-na-2%C2%AA-feira-1.413366

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Embaixada da França em Brasília devolve fósseis de 200 milhões de anos ao Brasil


Para receber os restos do réptil o museu precisa colocar o
material em exposição permanente e ter um especialista em grupo fóssil para fazer
a preservação. 


A Embaixada da França devolveu oficialmente ao Estado brasileiro, nessa quarta-feira (5), 13 fósseis de um pequeno réptil, o Mesosaurus Braziliensis, que vivia em território nacional há 200 milhões de anos, na Era Paleozóica. O material foi apreendido em 2006, no aeroporto Rossy-Charles de Gaulle, em Paris, na França, quando era transportado ilegalmente para a Alemanha. O embaixador francês, Denis Pietton, disse que ficou maravilhado quando viu os restos históricos. 

— Quando cheguei a embaixada fiquei sabendo que as peças mais antigas que tínhamos aqui tinham 200 milhões de anos. Fiquei maravilhado  

 http://noticias.r7.com/distrito-federal/fotos/embaixada-da-franca-em-brasilia-devolve-fosseis-de-200-milhoes-de-anos-ao-brasil-06112014#!/foto/8

Gays querem se transformar em super-raça, diz filho de Bolsonaro

Deputado federal eleito, Eduardo Bolsonaro também disse que não houve golpe em 1964

Deputado federal eleito pelo PSC-SP, Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro (PP), afirmou, em entrevista ao R7, ser contra tornar a homofobia crime.

— O que eles querem com o PL 122 é criar uma super-raça. Não há motivo. Se uma pessoa me matar aqui, [trata-se de] um homicídio qualificado, de seis a 20 anos. E se descobrirem que a pessoa do lado que [também] morreu é gay... [Não há motivo para] transformar isso numa pena maior. Não haveria sentido. As punições já estão aí. O problema é a impunidade.

Ele ainda questionou o fato de o golpe militar de 1964 ser classificado como golpe. O filho de Bolsonaro afirmou que não houve tiros na deposição do presidente João Goulart.

— Os militares chegaram ao poder através do povo.

http://noticias.r7.com/brasil/gays-querem-se-transformar-em-super-raca-diz-filho-de-bolsonaro-06112014

WhatsApp agora mostra um tique duplo azul para avisar que a outra pessoa leu sua mensagem


Aqueles dois tiques que aparecem no fim das mensagens do WhatsApp significam que a outra pessoa leu a mensagem? Até hoje, não significavam, mas agora podem significar.
Uma atualização liberada pelo WhatsApp indica agora quando a pessoa que recebeu sua mensageu leu o que você escreveu. Isso é mostrado com os dois tradicionais tiques - que, agora, aparecem em azul no caso de mensagem visualizada. A mudança vale para todas as plataformas - iOS, Android, Windows Phone e todas as outras.
A novidade será distribuída em breve para todos os usuários, mas alguns já receberam e comentaram no Twitter:
https://twitter.com/peterjeslyn/status/530074913441210368
https://twitter.com/mkasanm/status/530078910096998400
Então agora funciona assim, como visto no FAQ do Whatsapp:
Como funcionam os tiques do WhatsApp © Fornecido por Gizmodo Como funcionam os tiques do WhatsApp
Talvez já seja uma influência do Facebook sobre o WhatsApp - o Facebook Messenger há tempos avisa quando uma pessoa leu o que você enviou para ela. Se é algo bom ou não, depende de como cada usuário enxerga o mundo. Eu, particularmente, não gosto muito da ideia da outra pessoa já saber que eu li o que ela escreveu. Talvez eu não possa responder no momento, talvez eu simplesmente não queira. E o contrário também é válido - a outra pessoa pode ter lido, mas prefere esperar um pouco para responder. Mas eu sei que ela leu e começo a pensar em milhares de motivos ruins para o fato dela não ter respondido.

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/whatsapp-agora-mostra-um-tique-duplo-azul-para-avisar-que-a-outra-pessoa-leu-sua-mensagem/ar-BBdaUOR

Aposentados que mantinham creche clandestina são presos por abuso de menores

A Polícia Civil de Guarujá prendeu um casal de aposentados que mantinha em funcionamento uma creche clandestina no Morrinhos 1. O dono do suposto estabelecimento é acusado de praticar atos libidinosos contra crianças de 2 a 11 anos de idade. A detenção do casal ocorreu por volta das 10 horas de terça-feira (4).

Após receber uma denúncia anônima, uma força-tarefa se dirigiu ao local.  Ao chegar no imóvel, os agentes foram recebidos pelo casal, que, inicialmente, negou o funcionamento da creche. Contudo, assim que tiveram a entrada franqueada os integrantes da força-tarefa localizaram quatro crianças sob os cuidados de uma babá.

Todos os presentes e outras três crianças que frequentavam a creche clandestina – na companhia de seus respectivos responsáveis – foram conduzidos à Delegacia Sede de Guarujá. Em depoimento, os menores confirmaram as suspeitas de prática de atos libidinosos por parte do aposentado. Ainda de acordo com a polícia, o homem teria confessado a autoria de um crime, cometido contra uma garota de 9 anos.

Prisão preventiva

Por não ter flagrante, após os depoimentos o casal foi liberado. No entanto, no final da tarde de terça-feira, a 1ª Vara Criminal de Guarujá expediu o mandado de prisão preventiva aos acusados, que foram recolhidos à cadeia.

Apesar da confirmação das suspeitas, nenhuma das crianças apresentava lesão corporal aparente. Elas, que foram levadas para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) da Cidade, serão submetidas a exames periciais. A creche foi lacrada e interditada pela Vigilância Sanitária.
 
 http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/aposentados-que-mantinham-creche-clandestina-s%C3%A3o-presos-por-abuso-de-menores-1.413017

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Jovem mata mãe e padrasto a facadas e estupra duas adolescentes no mesmo dia


Renato Antônio da Silva, de 22 anos, foi preso em flagrante acusadado de matar a mãe e o padrasto, um sargento reformado da PM, na madrugada do último sábado (1º), na Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. De acordo com a reportagem do Cidade Alerta, ele é suspeito de cometer pelo menos sete estupros.

Os corpos do casal morto foram enterrados no último domingo (2), no Cemitério de Vila Formosa, na Zona Leste da capital paulista

Renato Antônio da Silva, de 22 anos, foi preso em flagrante acusadado de matar a mãe e o padrasto, um sargento reformado da PM, na madrugada do último sábado (1º), na Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. De acordo com a reportagem do Cidade Alerta, ele é suspeito de cometer pelo menos sete estupros. 

 http://noticias.r7.com/cidade-alerta/fotos/jovem-mata-mae-e-padrasto-a-facadas-e-estupra-duas-adolescentes-no-mesmo-dia-03112014#!/foto/1

João Paulo Cunha pede ao STF transferência para prisão domiciliar

Ex-presidente da Câmara dos Deputados foi condenado a seis anos e quatro meses de prisão

João Paulo Cunha foi condenado por corrupção passiva e peculato 
 
A defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT-SP) solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal), na última quinta-feira (30), permissão para que seu cliente possa cumprir o resto de sua relativo ao processo do mensalão em prisão domiciliar.

Cunha, que foi condenado a seis anos e quatro meses por corrupção passiva e peculato, atualmente cumpre pena no regime semiaberto. Ele já cumpriu nove meses desse total, e teve outros 115 dias descontados porque trabalha. Ele dá expediente num escritório de advocacia em Brasília.

De acordo com a legislação, cada dia trabalhado desconta três da pena imputada. A progressão de regime é permitida após cumprimento de um sexto da pena, para quem tem bom comportamento.

A autorização para Cunha mudar de regime depende da decisão do relator do caso no STF, ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com a defesa do petista, o ex-deputado deverá morar em Brasília e poderá se deslocar somente até o entorno do Distrito Federal.

Na próxima terça-feira (4), outro condenado no processo do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, comparecerá à VEP (Vara de Execuções Penais) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal para obter sua liberação para o regime aberto. A progressão da pena já foi autorizada por Barroso na semana passada.

 http://noticias.r7.com/brasil/joao-paulo-cunha-pede-ao-stf-transferencia-para-prisao-domiciliar-03112014

Brasil poderá ter vacina contra a dengue em 2015

Dossiê com resultado do estudo será encaminhado à Anvisa no primeiro trimestre de 2015


Após 20 anos de pesquisas, o laboratório Sanofi Pasteur concluiu um estudo clínico para a produção de uma vacina contra a dengue. Testes da vacina já apresentam resultados promissores: uma redução global de 60,8% dos casos da doença em crianças e adolescentes de 9 a 16 anos. Segundo o laboratório, a vacina também evitou que 80,3% das pessoas precisassem ser hospitalizadas. Hoje, em todo o mundo, não há nenhuma maneira de prevenir a dengue.

 O resultado do estudo foi publicado no periódico The New England Journal of Medicine nesta segunda-feira (3).

De acordo com a gerente do departamento médico da Sanofi Pasteur, Sheila Homsami, a pesquisa também apontou para uma redução de 95,5% nos casos graves (dengue hemorrágica), ou seja, em cada dez pessoas, nove foram protegidas contra a doença.

— Muito difícil fazer uma vacina contra a dengue, porque são quatro sorotipos diferentes. A única que chegou até este estágio mais avançado fomos nós. Agora já podemos dizer que a dengue pode ser prevenida por vacina. Isso é inédito.

A pesquisa foi realizada entre junho de 2011 e abril de 2013 com 21 mil crianças e adolescentes do Brasil, México, Honduras, Colômbia e Porto Rico, que tomaram três doses da vacina, com intervalo de seis meses entre as aplicações. Só no Brasil, 3.550 participantes de cinco cidades brasileiras com altos índices de casos de dengue participaram dos testes: Natal, Fortaleza, Campo Grande, Goiânia e Vitória.

Já no primeiro semestre de 2015, o laboratório levará o dossiê com a conclusão do estudo para análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo Sheila, a expectativa do laboratório é que a agência aprove a vacina para comercialização até o fim do próximo ano.

— A vacina poderá diminuir os gastos do setor público e também privado com a doença. Com a prevenção, conseguimos reduzir o custo. Pois, muitas vezes, as pessoas ficam dias no hospital e, às vezes, nem se recuperam. O impacto financeiro vai diminuir com a imunização.

A gerente do departamento médico ainda explicou que o laboratório tem repassado informações sobre a pesquisa ao Ministério da Saúde.

— Sempre que possível, eles se reúnem com a gente. Eles têm ciência da importância da doença para o País. Se houver aprovação pela Anvisa, o ministério pode decidir se implementa ou não [na rede pública de Saúde].

Apesar dos testes terem sido realizados com crianças e adolescentes, Sheila explica que adultos também poderão ser imunizados contra a doença.

— A eficácia é global e, portanto, servirá para todas as faixas etárias. O ideal é vacinar o máximo possível de pessoas, pois quando o mosquito tem o vírus, ele pica outra pessoa e passa a doença. Quanto mais pessoas protegidas, menor a chance de transmissão. Portanto, quanto mais pessoas protegidas, menor a chance de circulação do vírus.

Atualmente, existem estudos para o desenvolvimento da vacina contra a dengue em todo o mundo, inclusive no Brasil, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz. Mas nenhuma delas chegou à etapa que o produto é testado em número grande de pessoas.

A dengue é considerada endêmica em mais de cem países, com taxa de hospitalização de um paciente por minuto. Os casos de dengue notificados nas Américas aumentaram cinco vezes em dez anos, saiu de 517.617 casos para 2,3 milhões de casos. Só em 2013 no Brasil, a dengue matou mais de 500 pessoas.

Sintomas da dengue
Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. Na clássica, geralmente a pessoa sente febre, dor de cabeça, dor no corpo, nas articulações e por trás dos olhos. Ela pode afetar crianças e adultos, mas raramente mata. Já a dengue hemorrágica é mais severa, pois, além de todos os sintomas citados pode ter sangramento, ocasionalmente choque e consequências como a morte.

Diferente da gripe, na dengue as dores musculares e nas articulações costumam ser mais intensas. Muitas vezes, não há sintomas respiratórios (nariz escorrendo e tosse), que são muito observados em caso de gripe.

Os primeiros sintomas como febre, dor de cabeça e mal-estar surgem após um período de incubação que pode variar de dois a dez dias. Uma vez infectada por um dos sorotipos do vírus, a pessoa adquire imunidade para aquele sorotipo específico.

 http://noticias.r7.com/saude/brasil-podera-ter-vacina-contra-a-dengue-em-2015-03112014

ILEGALIDADES NA VINDA DE MÉDICOS CUBANOS AO BRASIL

MPF/DF aponta ilegalidades no termo de cooperação celebrado entre o governo federal e a OPAS para a vinda de médicos cubanos ao Brasil pelo Programa mais Médicos. Cerca de R$ 510 milhões foram gastos com o programa somente em 2013, mas não se sabe como exatamente esse montante foi aplicado. 


O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) afirma que, além de apresentar ilegalidades, o acordo ainda coloca os cofres públicos sob risco de prejuízos incalculáveis, pois o destino efetivo dos recursos empregados no projeto e repassados à OPAS é desconhecido. O MPF/DF questiona, em ação civil pública e em ação popular, na Justiça Federal, a legalidade do 3º Ajuste ao 80º Termo de Cooperação firmado entre o governo brasileiro e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que permitiu a vinda de profissionais cubanos ao país, dentro do Programa Mais Médicos.

Em sua manifestação, o MPF/DF pede que o juiz modifique o atual método de repasse das bolsas aos médicos intercambistas cubanos, feito por meio da OPAS, de forma que a União pague diretamente o salário desses profissionais. O pedido decorre do fato de que o próprio governo brasileiro afirma desconhecer o destino efetivo dos recursos financeiros repassados à OPAS a título de remuneração dos médicos cubanos do Programa. O Ministério Público destaca, ainda, que cerca de R$ 510 milhões foram gastos com o programa Mais Médicos para a vinda dos médicos de Cuba somente em 2013, mas não se sabe como exatamente esse montante foi aplicado.

O MPF/DF ressalta que, no ajuste ao termo de cooperação, não estão discriminadas as obrigações administrativas, financeiras, contábeis e orçamentárias da Organização Panamericana de Saúde e do governo brasileiro. Além disso, embora o governo afirme que são repassados mensalmente, à OPAS, R$ 10 mil para custear a bolsa de cada médico intercambista cubano, foi possível verificar, a partir de acesso a contrato celebrado por um desses profissionais  com o Governo de Cuba, que apenas mil dólares são efetivamente pagos a cada profissional (valor equivalente a cerca de R$2.5 mil).

De acordo com a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira, que assina a manifestação, a falta de conhecimento preciso da União sobre as remunerações exatas praticadas pela OPAS e pelo governo cubano aos médicos intercambistas desse país revela claro descontrole sobre o que efetivamente tem sido feito com o dinheiro brasileiro. “Entendemos que a viabilização da vinda de tais profissionais cubanos, nos termos em que pactuados com a OPAS, se mostra francamente ilegal e arrisca o erário a prejuízos até então incalculáveis, exatamente por não se conhecer o destino efetivo dos recursos públicos brasileiros empregados no citado acordo.” No entanto, ela reconhece a importância da motivação e das finalidades do Programa Mais Médicos para o Brasil, além das inegáveis contribuições que os médicos da ilha de Cuba podem trazer para o desenvolvimento e o aprimoramento das ações do Sistema Único de Saúde.

Além dessas omissões, algumas já reconhecidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o MPF/DF aponta que os termos vagos e genéricos do plano de trabalho e a falta de transparência nas ações da OPAS na prestação de contas de suas atividades causam a nulidade do ajuste. Segundo a procuradora da República, a parceria também afronta o Código Global de Prática para Recrutamento Internacional de Profissionais da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), que determina que tal recrutamento seja conduzido segundo os princípios da transparência, equidade e promoção da sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Nas ações em andamento na Justiça Federal, quando questionada sobre os termos firmados entre a OPAS e o governo cubano e entre este e seus cidadãos, a União informou ter solicitado tais documentos e que a organização teria se recusado a fornecê-los, alegando proteção por cláusula de confidencialidade. 

 http://www.correioweb.com.br/

PRF pune 1,5 mil motoristas no primeiro fim de semana de multas mais caras

Aproximadamente 1,5 mil motoristas foram punidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no primeiro fim de semana de vigência dos novos valores de multas de trânsito. Desde sábado (1º), as multas para condutores flagrados em ultrapassagens forçadas, em local proibido, ou disputando “racha” e exibindo manobras perigosas estão até dez vezes mais altas.

A maior parte - 1. 39 mil - foi aplicada a motoristas ultrapassando em situações perigosas ou em locais proibidos. Nesses casos, como faixas contínuas, curvas, trevos, túneis, pontes e acostamentos, a multa aumentou de R$ 127,69 para R$ 957,70. Em caso de reincidência no período de um ano, o valor da punição dobrará.

Conforme a PRF, a infraçao mais comum é a ultrapassagem pela contramão, em pista de faixa contínua. O chefe da Divisão de Planejamento Operacional da PRF, Edson Nunes Souza, explicou que as ações de fiscalização são planejadas de acordo com o número de acidente registrados nas vias.

“Temos um banco de dados com os locais onde ocorrem mais acidentes. Então, direcionamos as fiscalizações para esses lugares. Dessa forma, conseguimos reduzir infrações e evitar acidentes”.

No sábado e domingo (2), 43 motoristas foram flarados pela PRF forçando passagem em pistas simples. Esta é infração cuja multa sofreu maior reajuste, passando de R$ 191,54 para R$ 1.915,40. O valor será dobrado em caso de reincidência em 12 meses.

Seis motoristas foram multados pela PRF por praticar "racha" ou exibir manobras perigosas, infrações que também ficaram mais duras. “O número baixo deve-se, principalmente, ao fato de a maioria dos ‘rachas’ ocorrer dentro das cidades e não nas rodovias federais”, explicou Edson Nunes.

Segundo ele, o aumento no valor das multas faz parte de um pacote de alterações nas leis. "A proposta é diminuir as mortes no trânsito em 50% até 2020", salientou Nunes. Acrescentou que as colisões frontais, a maioria causada por ultrapassagens indevidas, são responsáveis por cerca de 34% das mortes em rodovias federais.

http://www.atribuna.com.br/cidades/prf-pune-1-5-mil-motoristas-no-primeiro-fim-de-semana-de-multas-mais-caras-1.412688

domingo, 2 de novembro de 2014

Smartphones chineses começam a chegar ao Brasil

Produtos top de linha da China querem conquistar os usuários brasileiros

Será que a era dos "xing-ling" acabou? Reprodução/Flickr/Jens Schott Knud-sen
 
Você já ouviu falar dos celulares “xing-ling”? São dispositivos móveis geralmente baratos, falsificados e fabricados na China. Para os fãs de tecnologia, o termo “xing-ling” também pode ser usado para se referir a qualquer dispositivo que tenha baixa qualidade ou origem duvidosa.

É provável, entretanto, que as pessoas deixem de escutar isso nos próximos anos. Isso porque as grandes empresas chinesas e taiwanesas, que fabricam smartphones e tablets top de linhas, estão chegando ao Brasil com força e trazendo os seus produtos consigo.

A Xiaomi, líder de vendas de smartphones na China e considerada a “Apple chinesa”, começou a estruturar a sua operação no País no início deste semestre. Maior do que companhias como a Nokia e Sony, a gigante chinesa já contratou profissionais de software, hardware e marketing para iniciar a produção e venda de smartphones no mercado brasileiro.

Em 2013, a Xiaomi contratou o brasileiro Hugo Barra, que até então era vice-presidente do Android, do Google, para que a empresa iniciasse o processe de expansão para o ocidente, visando principalmente o Brasil, até 2016.

Tecnologia chinesa, fábricas brasileiras
Preço promocional faz Zenfone 5 esgotar estoque em três horas R7
 
Outra empresa que também apostou no Brasil e obteve excelentes resultados foi a Asus, criada em Taiwan no fim da década de 1980. Recentemente a companhia lançou seus dois primeiros smartphones no País: o Asus Zenfone 5 e o Zenfone 6.

De acordo com informações divulgadas pela assessoria, a empresa vendeu 10 mil unidades do Zenfone 5 em menos de 24 horas, além de esgotar em três horas o modelo com preço promocional (R$ 499).

Com fabricação brasileira, a Asus aposta no preço baixo e design diferenciado para atrair o público brasileiro. De acordo Marcel Campos, diretor de Marketing e Produtos da Asus no País, ainda há bastante espaço no mercado nacional a ser explorado com a tecnologia chinesa.

— Nós temos que lembrar que existem novos mercados surgindo. Existem novas empresas chegando, com novas visões de mercado. Essas companhias às vezes estão mais prontas para acompanhar o futuro do mercado, até às vezes mais preparadas do que as empresas antigas.

Outra companhia asiática que expande sua operação no Brasil é a Lenovo. No início do ano a chinesa, uma das cinco maiores fabricantes de smartphones do mundo, abriu sua fábrica em Itu (São Paulo). Apesar do foco maior em notebooks e servidores, a empresa trouxe recentemente para o País o seu Yoga Tablet 2. Na última semana, a Lenovo concluiu a compra da divisão de celulares da Motorola, mas a compra não deve mudar os planos da marca no Brasil.

Problemas
Apesar de grandes marcas chinesas estarem de olho no Brasil, muitas outras empresas famosas na China com smartphones top de linhas, como a HTC e a Vivo, não deram nenhum sinal de expandir o mercado até o País. A HTC inclusive fechou sua operação no País em 2012.

Caso o usuário opte por adquirir um desses dispositivos do exterior, é importante que ele fique atento a alguns aspectos, como a validade desses aparelhos no território nacional e o risco de extravio e taxações.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou no início deste ano que iria iniciar o desenvolvimento de uma ferramenta que bloqueia o sinal de dispositivos que não forem homologados pela agência. Chamado de Siga (Sistema Integrado de Gestão de Aparelhos), o sistema ainda não foi totalmente implantado no País, mas é provável que atrapalhe a vida de quem comprar smartphones no exterior.

Ficou interessado nos dispositivos móveis tops de linha da China? Veja alguns dos mais cobiçados pelos chineses e suas especificações:

 http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/smartphones-chineses-comecam-a-chegar-ao-brasil-02112014

Proposta de lei estabelece condições escolares especiais para pais estudantes


A legislação já oferece proteção no caso de gravidez e de doenças de mães alunas

O projeto garante aos pais estudantes o regime especial de faltas e o adiamento da apresentação ou da entrega de trabalhos Divulgação
 
Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei, redigido pelo deputado Chico das Verduras (PRP-RR), que determina medidas de apoio às mães, desde a fase de gravidez, e pais estudantes, em todos os níveis da educação escolar, cujos filhos tenham até 3 anos de idade.

O projeto garante aos pais estudantes o regime especial de faltas, o adiamento da apresentação ou da entrega de trabalhos e realização de exames escolares, a dispensa da obrigatoriedade de inscrição em um número mínimo de disciplinas e a isenção de cumprimento mínimo de frequência nas aulas.

Propõe também que as mães e pais estudantes, menores de 18 anos, tenham o direito de preferência para matrícula de seus filhos de até 5 anos nos estabelecimentos da rede pública ou conveniada de educação infantil.

A legislação brasileira já oferece alguma proteção no caso de gravidez e de certos casos de doenças para às mães estudantes, mas este projeto é mais abrangente e de acordo com deputado, concilia a educação dos jovens com o cuidado que devem prestar a seus filhos pequenos.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.

 http://noticias.r7.com/educacao/proposta-de-lei-estabelece-condicoes-escolares-especiais-para-pais-estudantes-02112014

Novo plano de internet para celular fere lei e consumidor pode entrar com ação

Fim da “velocidade reduzida” pode caracterizar alteração unilateral de contrato


celular, aplicativo, telefonia Getty Images
 
O novo modelo de pacote de dados para a internet, que deve ser usado pelas operadoras de celular, pode caracterizar uma alteração unilateral de contrato e fere o Código de Defesa do Consumidor, segundo especialistas entrevistados pelo R7.

Atualmente, quando o cliente ultrapassa o limite do seu plano, ele ainda consegue navegar com a velocidade reduzida. Mas, com a recente estratégia, a conexão será cortada. Para continuar acessando a web, terá que adquirir mais megabytes.

Para o membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP Ricardo Vieira, o importante é avaliar cada contrato e olhar se o acordo se trata de um pacote "limitado" ou "ilimitado”. 

— Teve uma oferta, propaganda, [então] tem que cumprir o que foi acordado. Quando o contrato está em vigor, não pode ser alterado, a não ser com anuência de ambas as partes.

Assim, por exemplo, se o contrato garante a navegação contínua, mas com velocidade reduzida, após ultrapassar o limite, então o corte significaria uma quebra do acordo.

A advogada e pesquisadora do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Veridiana Alimonti explica que a própria propaganda do “ilimitado” já configura um modelo de negócio "enganoso".

— Quando você tem um plano de 1 megabytes (MB) por segundo em 3G, eles reduziam para 32 kbps, 60 kbps, que é muito menor, e chamavam isso de pacote de internet ilimitado, mas não é. Isso era muito comum no ano passado e muitas vezes podia comprometer a utilização de serviço.

A grande questão do pacote de dados é que o consumidor deve adquirir o quantitativo que mais faça referência ao seu perfil. O problema é que nem todo mundo acompanha o quanto gasta e apenas percebe que está acabando o limite quando recebe um sms da operadora.

Esse quadro é agravado porque não é preciso fazer downloads para consumir dados: a simples navegação, como uma busca no Google ou até mesmo o envio de uma mensagem, consome os bytes.
Veridiana alerta que a própria regulação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estabelece que a operadora tem que oferecer uma forma gratuita para que o consumidor acompanhe essa utilização. O cliente deve se informar, junto a sua empresa de telefonia, como fazer essa consulta.

O que dizem as empresas?
Em nota, a empresa Vivo informou que a mudança acontece já no próximo dia 6 nos Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais e poderá ser estendida para outras regiões nos próximos meses. Os clientes irão receber um SMS quando o consumo atingir 80% da franquia e um outro com a oferta de contratação de um pacote adicional de 50 MB no valor de R$ 2,99, válido por sete dias.

As outras empresas de telefonia, TIM, Claro e OI, informaram que continuam avaliando a possibilidade de mudança na oferta do pacote de dados.

A Associação de Consumidores PROTESTE criticou esta estratégia e informou que irá enviar um ofício à Anatel questionando a nova modalidade. Para a instituição, as empresas não podem alterar unilateralmente o contrato dos clientes com planos de franquia que garantem a continuidade do serviço, mesmo com a velocidade reduzida.

A Anatel explicou que a SRC (Superintendência de Relações com os Consumidores) pedirá esclarecimentos as operadoras. Ainda de acordo com o órgão, as regras do setor permitem que as empresas adotem várias modalidades de franquias e de cobranças. No entanto, as alterações em planos de serviços e ofertas devem ser comunicadas com uma antecedência mínima de 30 dias.

A advogada e pesquisadora do Idec Veridiana Alimonti, explica que esta regra dos 30 dias só se aplica aos planos em que a oferta foi vendida como “promocional”. Mas se o consumidor for levado a crer que esta condição seria permanente, é uma alteração unilateral de contrato.  

— Mesmo aquele prazo dos 30 dias da Anatel é questionável porque a resolução não está acima da lei.

A lei a que Veridiana se refere é o Código de Defesa do Consumidor. O cliente que se sentir lesado deve procurar primeiro a operadora para resolver o problema. Caso a operadora não responda, outros órgãos podem ser usados para o registro da queixa. Confira na arte abaixo.

Para o membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP Ricardo Vieira, na jurisprudência, o celular é entendido como um bem essencial e o consumidor pode até pleitear uma ação de perdas e danos.

 http://noticias.r7.com/economia/novo-plano-de-internet-para-celular-fere-lei-e-consumidor-pode-entrar-com-acao-02112014

Prestadoras deverão aumentar velocidade mínima de internet

As prestadoras de internet terão de garantir, a partir de hoje (1º), em média, 80% da velocidade contratada mensalmente pelo usuário. A meta faz parte de um cronograma estabelecido há dois anos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para aumentar gradualmente os limites mínimos de velocidade de banda larga fixa e móvel oferecidos aos clientes.

Pelas metas dos regulamentos da Anatel, a velocidade instantânea (velocidade de upload e download apurada no momento de utilização da internet pelo usuário) deve ser de, no mínimo, 40% do contratado.

O cronograma começou a vigorar em 2012, quando a velocidade média entregue deveria ser de 60%. No ano seguinte, passou para 70%. A velocidade instantânea mínima começou com 20%, alcançando 30% e agora será de 40%. Antes da determinação da Anatel, a velocidade entregue aos usuários ficava em torno de 10% da contratada pelos consumidores.

Para verificar se as empresas estão cumprindo a determinação, no caso da banda larga fixa, a Anatel escolhe, por sorteio, voluntários para participar da medição. Com os dados registrados pelos medidores instalados nas casas dos usuários, a agência acompanha indicadores como velocidades instantânea e média, período de transmissão de dados, instabilidades, disponibilidade do serviço e falhas na qualidade da conexão.

No caso da banda larga móvel, os medidores que monitoram a qualidade do serviço estão instalados em escolas atendidas pelo Projeto Banda Larga nas Escolas Públicas Urbanas.
 
 http://www.atribuna.com.br/economia/prestadoras-dever%C3%A3o-aumentar-velocidade-m%C3%ADnima-de-internet-1.412362

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

WhatsApp, que foi comprado por US$ 19 bilhões pelo Facebook, acumula prejuizos milionários.


Quando o Facebook comprou o WhatsApp, ano passado, muita gente estranhou o valor. Dezenove bilhões de dólares, ou 46 bilhões de reais, é muito, muito dinheiro. Em empresas de tecnologia as cifras são tão altas que nem paramos para pensar, mas o preço anunciado do Whats é o dobro do valor de mercado do Grupo Pão de Açúcar, que emprega 154 mil pessoas (contra menos de 100 no WhatsApp). Como muito do valor pago foi em ações do próprio Facebook, que aumentaram o seu preço, na verdade a montanha de dinheiro é ainda maior – alguns analistas calculam em 21 bilhões de dólares.
Ontem, com a divulgação do faturamento do Facebook em 2013, mais gente ficou desconfiada se aquele foi um “grande negócio” do estrategista Mark Zuckerberg. Porque o WhatsApp, com seus mais de 600 milhões de usuários ativos, arrecadou pouco mais de 10 milhões de dólares. Considerando todos os seus custos – distribuição de bônus a seus funcionários, desenvolvimento e infra-estrutura –, isso dá um prejuízo de 138 milhões de dólares. Em outras palavras, o Facebook pagou mais de 2 mil vezes o faturamento anual da empresa para sua compra. Aparentemente um recorde de supervalorização.

O problema, para o futuro, é que pelos próximos anos não há muita chance de o Facebook ganhar muito dinheiro com o WhatsApp. Os fundadores já afirmaram que ele nunca terá publicidade. E o valor da assinatura – 1 dólar por ano, após o primeiro ano – não só não é pago por todos os usuários, como há formas de não pagá-la nunca (“dica” seguida por uma quantidade imensa de gente sovina). 

Essa perspectiva de prejuízo parece ok para Zuckerberg. De acordo com documentos apresentados ontem, a rede social diz ter dividido o investimento pago assim: 2 bilhões de dólares para a base de usuários do WhatsApp, 488 milhões para o “valor da marca”, 288 milhões pela tecnologia e 15,3 bilhões em valor de “goodwill”, ou o tal custo intangível.

Na prática, na minha (não muito original) opinião, o Facebook apenas pagou essa grana toda para não ter um concorrente fortíssimo no futuro. Você deve conhecer bastante gente que usa mais o WhatsApp que o Facebook hoje. E nada impediria que, mais pra frente, a rede que originalmente apenas substituiu os SMS fizesse algumas coisas mais complexas, tomando de fato espaço do Facebook. O Snapchat, que começou apenas como um sistema de chat rudimentar, um pra um, rapidamente construiu uma espécie de rede social com “timeline” e fotos permanentes. Com sua base gigantesca de usuários, funcionando nos mais diversos aparelhos (o grande trunfo), o WhatsApp poderia ir além. O que custaria caro para Zuckerberg. 
A revelação do prejuízo do WhatsApp pegou mal na bolsa americana, com as ações caindo ontem e hoje. É verdade que o faturamento do Facebook continua crescendo – já é o dobro do que era em 2012. Com 806 milhões de dólares de lucro no primeiro trimestre de 2014, a rede social deverá ter dinheiro para comprar vários concorrentes nos próximos anos. O problema é que o teto parece estar chegando, ao menos dentro do modelo atual de negócios (a venda de publicidade no feed de notícias). Já são 1,3 bilhão de terráqueos acessando a rede todo dia. Sem o grande (e quase impenetrável) mercado chinês, ele não terá muito mais para onde crescer. E, por isso mesmo, ele está treinando o seu mandarim para continuar tendo os bilhões de dólares que garantem o monopólio.

 https://br.noticias.yahoo.com/blogs/pedro-burgos/whatsapp-que-foi-comprado-por-us-19-bilhoes-pelo-170751956.html

Suécia reconhece o Estado da Palestina, que comemora

A Suécia foi o primeiro país ocidental a tomar a decisão; Autoridade Nacional Palestina aplaudiu e pediu para que outros países façam o mesmo pela paz

A ministra de Relações Exteriores da Suécia, Markku Ulander, confirmou nesta quinta-feira que o país reconhecerá a Palestina
Foto: Markku Ulander / Reuters






O governo sueco reconheceu nesta quinta-feira por decreto o Estado da Palestina, o primeiro país ocidental da União Europeia (UE) a tomar esta decisão.

"Hoje, o governo toma a decisão de reconhecer o Estado da Palestina. É um passo importante que confirma o direito dos palestinos à autodeterminação", afirma a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Margot Wallström, em um artigo publicado no jornal Dagens Nyheter.

"O governo considera que estão reunidos os critérios do direito internacional para um reconhecimento do Estado da Palestina: um território, mesmo sem fronteiras fixas, uma população e um governo", destaca o texto.

"Esperamos que isto mostre o caminho a outros", completa a ministra.
O presidente palestino, Mahmud Abbas, "comemora a decisão da Suécia" e pede a outros países que sigam o exemplo, afirmou o porta-voz Nabil Abu Rudeina.

De acordo com uma contagem da AFP, pelo menos 112 países reconhecem o Estado da Palestina.
A Autoridade Palestina afirma que são 134, incluindo sete membros da União Europeia que teriam feito o reconhecimento antes de entrar para o bloco: República Tcheca, Hungria, Polônia, Bulgária, Romênia, Malta e Chipre.

No início de outubro, o primeiro-ministro Stefan Löfven anunciou que a Suécia reconheceria o Estado da Palestina, o que provocou muitas críticas de Israel e dos Estados Unidos.

Palestinos comemoram reconhecimento da Suécia
A Autoridade Nacional Palestina (ANP) aplaudiu a decisão da Suécia de reconhecer nesta quinta-feira o Estado da Palestina e encorajou outros países da Europa e do mundo a fazer o mesmo como "única maneira de assegurar a paz na região".

"Apreciamos este passo e consideramos que é uma importante mídia que encoraja outros países a abordar o mesmo enfoque. Esta é a única maneira de apostar em uma paz séria na região", declarou à Agência Efe o destacado dirigente da ANP, Yasser Abed Rabbo.
Yasser, assessor do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que "se o mundo não der passos valentes e reconhecer a Palestina, a coalizão de extrema direita em Israel continuará sua política de solapar a possibilidade de um Estado palestino mediante diferentes pretextos e desculpas".

Erekat, membro do Comitê Central da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), comemorou o que considera "um passo concreto" no espinhoso caminho rumo à solução dos dois Estados.

"A Suécia deu um passo concreto em apoio à solução de dois Estados e pelo respeito ao direito à autodeterminação do povo palestino, esperamos que seu exemplo seja seguido por todos aqueles que assinalam que querem uma paz justa na região", disse à Efe seu assessor de imprensa, Xavier Abu Eid.

Israel considera deplorável reconhecimento
Israel classificou nesta quinta-feira de deplorável o reconhecimento do Estado da Palestina por parte da Suécia, afirmando que esta decisão apenas reforçará os extremistas.

"É uma decisão deplorável, que reforça os extremistas e a política de rejeição dos palestinos", afirmou em um comunicado o ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman.
A iniciativa sueca causa "muitos danos e não têm utilidade alguma", insistiu.

 http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/suecia-reconhece-o-estado-da-palestina-que-comemora,34f65458e2f59410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

Africanos em NY denunciam discriminação provocada pelo ebola

Jovens do Senegal foram agredidos em escola do Bronx.

Segundo associação, imigrantes temem entrar em hospitais.

O medo do ebola provocou um aumento da discriminação contra a comunidade africana em Nova York, onde estudantes agrediram colegas de turma pela suspeita de que poderiam estar contagiados, denunciaram organizações civis.

Na semana passada, dois jovens senegaleses foram agredidos em uma escola do Bronx e um deles teve que ser hospitalizado porque os colegas acreditavam que eles poderiam estar infectados com o vírus, denunciou o Conselho de Assuntos Africanos (CAA).

Os jovens chegaram a Nova York há três semanas para encontrar o pai, um taxista que mora nos Estados Unidos há quase 20 anos.

Moussa Kourouma, presidente de uma Associação da Comunidade de Guiné e que também é taxista, destacou que os imigrantes procedentes dos países da África Ocidental afetados pela epidemia (Serra Leoa, Libéria e Guiné) temem entrar em um hospital quando estão doentes e, inclusive, muitos escondem sua origem para evitar discriminação.

Um passageiro deixou o táxi ao saber que ele era de Guiné, contou Kourouma.
Stephanie Arthur, outro líder do CAA, disse à AFP que não tem como divulgar o número de incidentes, mas destacou que o medo do ebola aumentou a discriminação contra os africanos e que os casos não acontecem apenas em Nova York, mas também em outras áreas do país, como o Texas.

Integrantes do Conselho de Assuntos Africanos (CAA) falam sobre os problemas causados pelo ebola em Nova York (Foto: Don Emmert/AFP)Integrantes do Conselho de Assuntos Africanos (CAA) falam sobre os problemas causados pelo ebola em Nova York (Foto: Don Emmert/AFP)
 
 http://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/2014/10/africanos-em-ny-denunciam-discriminacao-provocada-pelo-ebola.html

Após reeleição de Dilma, movimentos pedem independência de São Paulo do Brasil




Eleitores rejeitam o título de brasileiros e defendem criação de um novo país nas redes sociais: "República de São Paulo" 

O resultado do 2º turno das eleições dominou as redes sociais com novos ataques a nordestinos, mas também deu força a movimentos separatistas, que rejeitam a reeleição de Dilma Rousseff (PT) e lutam por uma nova divisão geográfica do Brasil. O mais forte discurso foi observado em São Paulo, onde o deputado eleito Coronel Telhada (PSDB) declarou apoio ao processo de independência do Sul e Sudeste, exceto Minas Gerais e Rio de Janeiro, que tiveram maioria de votos ao PT. “Devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo Norte e Nordeste? Eles que paguem o preço sozinhos”, disse o político em seu perfil do Facebook.

Reprodução
Reprodução da postagem do deputado eleito Coronel Telhada (PSDB) que gerou polêmica

Ao iG, o deputado faz um recuo em seu discurso e cita um “mal-entendido” entre os seguidores, dizendo agora que não quer separar as regiões brasileiras, mas dar autonomia política aos Estados do Brasil, possibilitando que eles criem sua próprias leis, num sistema federativo similar ao dos Estados Unidos.  
“Foi um mal-entendido. Não era para ter uma repercussão tão negativa, apenas defendi a autonomia estadual. Sou totalmente contra a separação física e geográfica [de São Paulo]. Demoramos tantos anos para conseguir montar uma democracia, um Brasil unido, que separação não é a resposta”, justifica Telhada, sobre a fala que foi compartilhada 15 mil vezes na rede social.
Na última terça-feira (28) pela manhã, o post já não era encontrado no perfil do coronel, “possivelmente foi apagado pelo número de reclamações que o Facebook recebeu”, sugere. “Precisamos tomar muito cuidado com o que a gente escreve. Às vezes, a gente escreve uma besteira”. A repercussão da fala de Telhada foi instantânea. Entre palavras de opoio e acusações de racismo contra o deputado, seguidores divulgavam a existência da página Movimento São Paulo Independente (MSPI), que apoia a fundação de um novo país, a República de São Paulo.

“Não somos brasileiros, somos paulistas”
A eleição presidencial ficou marcada por uma campanha dura, além de protagonizar a disputa mais acirrada da história e ser responsável pela divisão do País. Os movimentos que defendem uma nova definição do Brasil passaram ainda a rejeitar a nacionalidade brasileira. “Não seríamos mais chamados de brasileiros, pois esse rótulo está desgastado e vergonhoso. É motivo de aversão no exterior. O nosso gentílico seria paulista”, defende um seguidor da página do MSPI.

Para Alessandro Chiarottino, vice-presidente do movimento MSPI, que começou nos anos 1980, as eleições 2014 mostraram um Brasil dividido em dois pelos eleitores de Aécio Neves (PSDB) e de Dilma Rousseff – “um de São Paulo para baixo e outro representado principalmente pelo Nordeste”. O líder do grupo, que também atua como advogado e professor de direito constitucional, explica que a nova divisão geográfica é “importante e natural” no momento em que o resultado do pleito é questionado.
Veja as principais manifestações de revolta nas redes sociais após as eleições:
Reeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de SãoPaulo e impeachment da petista. Foto: Reprodução


“Como o meu Estado vota de uma forma tão diferente das outras partes do País? Talvez temos valores diferentes, uma visão diferente de como posso crescer na vida”, indaga Chiarottino, ressaltando que o Brasil foi dividido por “termos sociais”, principalmente pela região que mais se beneficia pelo programa social Bolsa Família. Em poucas horas, após o final da apuração das urnas, a página MSPI saltou de 8 mil para 20 mil seguidores. E os três administradores estão confiantes de que o caso “não se trata de fogo de palha”.
Inspirado pela revolução constitucionalista de 1932 e por movimentos separatistas europeus, como Liga do Norte (Itália) e Identitário Catalão (Espanha), o grupo espera colocar a separação de São Paulo em debate na população. O advogado explica as motivações do movimento: “São Paulo contribui com R$ 220 bilhões por ano para a União e recebe de volta menos de 10%. Além disso, sofremos com uma sub-representação política. Deveríamos ter o dobro dos parlamentares no Congresso Nacional”.
 
 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-10-29/apos-reeleicao-de-dilma-movimentos-pedem-independencia-de-sao-paulo-do-brasil.html
 
 
 

'Sinto que o Estado quer me enterrar viva', diz professora readaptada


Professores readaptados relatam o sentimento de inutilidade e contam casos de assédio moral e de preconceito na escola 

Desde dezembro de 2013, professores readaptados da rede estadual se reúnem pela internet para compartilhar experiências, dificuldades e informações sobre sua categoria. Readaptados são professores que deixaram a escola por problemas como depressão ou doenças ortopédicas e, por não terem condições de voltar à sala de aula, são recolocados na escola para outros trabalhos.

Na rede estadual de São Paulo, 14.340 professores estavam fora das salas de aula em maio de 2013. O número de docentes readaptados após licença médica cresceu 25% em 2 anos: eram 11.872 em 2011. O problema se repete em redes municipais e também em outras redes estaduais do país. No caso da cidade de São Paulo, 5.647 docentes – o que corresponde a 9,7% da rede – estavam readaptados em março de 2012, segundo o Atlas Municipal de Gestão de Pessoas da Prefeitura de São Paulo 2013. 

Sem função clara dentro da escola, os docentes relatam cumprir serviços de telefonista e de secretária, sofrerem preconceito e até assédio moral. O iG conversou com algumas das professoras para saber quais os principais problemas que enfrentam. Confira abaixo.
'Me sentia deslocada, como um peixe fora d'água'
Rosi Tomura (à esq.) e Grizélia Gonçalves fazem parte do grupo de readaptados
A professora Glizélia Gonçalves, 34, está readaptada em escola estadual da capital paulista desde 2012 por problemas na coluna que a obrigam a usar bengala. Trabalhando em uma escola cheia de escadas, a professora conta que só restou a ela ficar na secretaria da escola.

"Eu me sentia deslocada, como um peixe fora d'água. Nunca tive pretensão de fazer trabalho burocrático. Sem falar que o problema na coluna me deixa muito limitada quanto a fazer esforços físicos, isso passa a impressão para os gestores da escola de que não quero trabalhar."

Nesse período, Glizélia conta ter sido vítima de assédio moral. "Pegava dois ônibus para ir trabalhar, machucando a coluna no trajeto, para chegar lá e ouvir que eu não servia para nada. Ouvir a vice-diretora gritar comigo, como se eu tivesse culpa por ter ficado doente. Eu superei muitas coisas na minha vida, mas não sobrevivi à readaptação. Às vezes, eu sinto que o Estado quer me enterrar viva."

Após isso, a professora diz que desenvolveu síndrome do pânico. "[A vice-diretora] não aceitava minhas limitações físicas. Às vezes, fazia até piadinhas pelo fato de eu não ser tão ágil quanto elas. Dava a impressão que ela odiava conviver com uma pessoa doente ou limitada. Comecei a passar muito mal no horário de ir trabalhar, tinha crise de falta de ar, palpitações etc."

Hoje, Glizélia está afastada após perder a visão de um dos olhos e aguarda cirurgia no Sistema Único de Saúde.

'Perdemos nossa identidade, não sabemos mais quem nós somos'
Acervo pessoal
A professora Maria do Socorro Silva foi readapta por problemas ortopédicos
Professora em Santo André, Maria do Socorro Silva, 50, teve que se afastar da sala de aula por causa de problemas ortopédicos. Desde 2006 faz parte da categoria de readaptados. Ao longo de oito anos, a professora conta que desempenhou diversas atividades ligadas aos alunos: "trabalhei na biblioteca, na sala de informática, organizava as festas dos alunos".

Após um desentendimento com o diretor da escola em dezembro de 2013, a professora conta que ficou sem função dentro da escola. "Sofri assédio moral. Sofri perseguição. E cada dia que eu ia para a escola e não me era atribuída uma função, eu registrava", conta.

"Quando eu estava trabalhando com a parte pedagógica, eu tinha estímulo para estar lá, eu ia trabalhar feliz. Nesse período desde dezembro, eu lutei diariamente para não entrar em depressão." O que Maria do Socorro quer é uma função na área pedagógica para que possa aproveitar seus conhecimentos no ensino. "O limbo é exatamente onde estamos. Nós perdemos nossa identidade, não sabemos mais quem nós somos."

'Sinceramente, não sei o que faço na escola'
Acervo pessoal
Professora K. Silva, readaptada na rede estadual de São Paulo
Com problemas ortopédicos por conta de obesidade mórbida, diabetes e tomando antidepressivos, a professora K. Silva, 53, tem experiências bastante diferentes entre dois momentos em que foi readaptada na rede estadual de São Paulo.

"Na primeira readaptação, ajudava na secretaria, na biblioteca, junto à direção e à coordenação. Elaborava excursões, festas e passeios, e ajudava a fazer, por exemplo, o Plano de Gestão da Escola. Me sentia bem útil. Quando voltei desta vez a ser readaptada, me sinto inútil, pois não tenho uma função estipulada. Hoje sinceramente não sei o que faço na escola. Procuro atividades que possam auxiliar minhas colegas em sala de aula. Ligo e desligo datashow, abro a biblioteca pela manhã", afirma.

K. diz que gostaria de voltar a ajudar professoras, mas é impedida pela equipe gestora da unidade. "A pior coisa é levantar cedo e não ter nada para fazer ao certo." "Poderia auxiliar mais as professoras na parte pedagógica, pesquisando temas que elas necessitassem em suas aulas. Sei da grande dificuldade que é estarmos lecionando e ainda termos tempo para pesquisar novas atividades, recursos para melhorarmos nossas aulas", sugere.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-10-30/sinto-que-o-estado-quer-me-enterrar-viva-diz-professora-readaptada.html

Penas mais duras não diminuem uso de drogas, diz governo britânico

Relatório do governo indica que não existe relação óbvia entre leis mais duras e a diminuição dos níveis de consumo de drogas

BBC
Um relatório do governo da Grã-Bretanha indica que não existe "nenhuma relação óbvia" entre leis mais duras e níveis de consumo de drogas.
Relatório defende abordagem focada no tratamento; governo, no entanto, descarta descriminalização
A pesquisa comparou a legislação do Reino Unido com 13 países, como Portugal, Uruguai e alguns Estados americanos.

O documento afirma que, em Portugal, onde a posse de pequenas quantidades de drogas não resulta em sanções penais, a descriminalização combinada com outras políticas conseguiu reduzir o uso de todas as drogas e de casos de doenças relacionadas a elas, como a infecção pelo HIV.

O secretário do Interior britânico, o liberal democrata Norman Baker, disse que os resultados devem alertar para o fim da "retórica sem sentido" sobre drogas e mudar o foco para o tratamento.

O documento chamou atenção porque há 40 anos o governo britânico defende que apenas punições mais duras podem diminuir o problema do consumo de drogas.

'Histórico'
Depois de examinar uma série de abordagens, da tolerância zero à descriminalização, a pesquisa concluiu que o uso de drogas é influenciado por fatores "mais complexos e cheios de nuances do que somente legislação e sua aplicação."

No entanto, o relatório constatou que houve uma melhora considerável na saúde dos usuários de drogas em Portugal desde que o país passou a lidar com a posse de drogas como uma questão de saúde e não de polícia, em 2001.

As experiências do Uruguai e de Estados americanos como Washington e Colorado foram mencionados, mas segundo o documento ainda é cedo para precisar seus efeitos.

O Ministério do Interior disse que estes resultados não podem ser atribuídos a descriminalização por si só e que o governo do Reino Unido não tem "absolutamente nenhuma intenção de descriminalizar as drogas."

Baker disse que o tratamento do uso de drogas como uma questão de saúde seria muito mais eficaz na minimização de danos.

"Vamos olhar para o que funciona, em vez de presumir que prender as pessoas seja a resposta."
"As pessoas são tratadas como um número, recebem uma multa, recebem uma advertência, são colocadas na prisão e nada disso muda o seu vício em drogas", acrescentou.

"Se estamos interessados em mudar o comportamento das pessoas, então temos de olhar para isso do ponto de vista da saúde", concluiu Baker.

O correspondente de assuntos internos da BBC Danny Shaw afirmou, no entanto, que a visão de Baker estava em desacordo com a posição oficial do Ministério do Interior, que diz que a estratégia de drogas atual está funcionando.

Descriminalização
Danny Kushlick, o fundador do grupo Transform, que tem feito campanha para a regulamentação legal de drogas no Reino Unido por quase 20 anos, disse que o relatório foi um passo importante.

"Pela primeira vez em mais de 40 anos o Ministério do Interior admitiu que a aplicação das leis de drogas duras não significa necessariamente reduzir os níveis de consumo de drogas. Descriminalizar a posse de drogas não aumenta os níveis de uso", afirmou.

No início deste ano o vice-primeiro-ministro britânico Nick Clegg prometeu abolir as penas de prisão para a posse de drogas para uso pessoal.

Clegg desafiou o primeiro-ministro David Cameron a olhar para questões como a descriminalização, apesar de Cameron ter rejeitado anteriormente pedidos de uma comissão que analisasse a questão.

Drogas legais
Um outro relatório do Ministério do Interior pedirá a proibição geral de todas as drogas psicoativas, em uma tentativa de combater algumas drogas legais sintéticas - as chamadas "legal highs".

Atualmente, quando um composto legal passa a ser considerado ilegal, os fabricantes evitam a lei ajustando o composto químico e criando uma nova substância.

Essas drogas sintéticas usam substâncias que produzem efeitos semelhantes ao de drogas proibidas.
O governo vai considerar a legislação adotada na Irlanda há quatro anos, que proíbe a venda de todas as substâncias psicoativas, mas isenta algumas como o álcool e o tabaco.

"A partir de hoje vamos começar a olhar para a possibilidade de uma proibição geral de novas substâncias psicoativas em todo o território do Reino Unido, reprimindo os fornecedores em vez de os usuários", disse Baker.

"Esta abordagem teve um forte impacto sobre a disponibilidade de drogas legais sintéticas quando introduzida na Irlanda, mas temos de saber se ele iria funcionar aqui também."

Brasil
A discussão sobre descriminalização das drogas também causa polêmica no Brasil. Em 2006, entrou em vigor uma nova lei que tinha como objetivo punir os grandes traficantes e acabar com a pena de prisão para usuários. Pela legislação atual, quem é flagrado com drogas para uso pessoal pode ser advertido, ter de prestar serviços comunitários ou cumprir medida sócio-educativa.

A lei, no entanto, não determina a quantidade que caracteriza uso pessoal - quem decide isso é o juiz. Críticos apontam que, com isso, abriu-se um precedente para que usuários fossem condenados por tráfico, o que acabou aumentando a superlotação nas prisões brasileiras.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2014-10-30/penas-mais-duras-nao-diminuem-uso-de-drogas-diz-governo-britanico.html

PRF aguarda aval para seleção com 1.500 vagas em 2015

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) é um dos órgãos que já se programam para realizar concursos públicos no decorrer de 2015. A intenção é oferecer 1.500 vagas para o cargo de policial rodoviário federal. O pedido para autorização do certame já tramita no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) desde 30 de maio e atualmente está no departamento de modelos organizacionais e força de trabalho nos setores de infraestrutura e de articulação governamental.

Como a seleção costuma ser bastante acirrada, quem pretende ingressar na carreira não deve aguardar a autorização governamental para dar início aos estudos. O ideal é se programar com bastante antecedência, uma vez que o conteúdo costuma ser extenso.

Para concorrer é necessário possuir curso de nível superior completo em qualquer área de formação e carteira de habilitação a partir da categoria “B”. A remuneração inicial é de R$ 6.418,25, com jornada de trabalho de 40 horas semanais

http://www.atribuna.com.br/cidades/prf-aguarda-aval-para-sele%C3%A7%C3%A3o-com-1-500-vagas-em-2015-1.411943