Pai disse que filho é motivo de "vergonha e
constrangimento" e que a situação é "pior que a morte". O jovem postou
essa conversa nas redes sociais
Tyler,
15, de Vancouver, no Canadá, não recebeu uma reação positiva de seu pai
quando decidiu contar à família que é gay. Em conversa por rede social,
o pai de Tyler diz: "Nós cuidamos de você desde que você é um bebê. Nós
amamos você e cuidamos de você quando você estava doente. Perdemos dias
e noites com você em todos os seus quinze anos. Agora é isso o que nós
ganhamos em
Tyler mantém público seu relacionamento homossexual
Na
mesma conversa, o pai de Tyler fala sobre religião ao filho,
aconselhando que fique longe do "mal" da homossexualidade. "Se você
simplesmente não rejeitasse Deus e seus ensinamentos na sua vida, você
poderia ter sido forte o suficiente para ficar longe do mal à sua
volta", diz.
Tyler decidiu divulgar a reação homofóbica de seu pai
na internet. Fez um print da conversa e compartilhou com amigos.
Rapidamente, começaram os comentários sobre a reação do pai do
adolescente.
Tyler recebeu dezenas de mensagens de apoio de
diversas partes do mundo. Ele também virou notícia no Daily Mail e em
outros portais de notícias internacionais.
Veja alguns dos comentários que Tyler recebeu:
A reação homofóbica do pai motivou uma série de mensagens a Tyler nas redes sociais. Foto:
O
pai não gostou da divulgação e respondeu ao filho, na mesma conversa
pela internet: "Tire seu post da rede social. Você me envergonha ante
todas as pessoas que eu conheço (...) As pessoas vão me ridicularizar,
me insultar. Você está tentando me arruinar. Isso é pior que a morte".
Esse
comentário foi seguido de alguns palavrões do pai ao filho. Tyler
também fez um print com essa parte da conversa e postou nas redes
sociais. Até mesmo pessoas que não conheciam o jovem postaram mensagens
de apoio pelo Twitter.
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff reconheceu nesta segunda-feira, 26, que o governo cometeu um erro no Programa de Financiamneto
Estudantil (Fies). De acordo com ela, o equívoco foi ter passado às
instituições privadas o controle das matrículas dos estudantes.
"(Nós)
fizemos um erro. O governo cometeu um erro e passou para o setor
privado o controle dos cursos (do Fies). Não fizemos isso com o ProUni e
não fazemos isso com o Enem nem com ninguém", declarou Dilma, em
coletiva de imprensa após cerimônia de sanção do Novo Código do Processo
Civil (CPC). "Em vez de você (o governo) controlar as matrículas, quem
controlava as matrículas era o setor privado. E este é um erro que
cometemos. Detectamos, voltamos atrás e estamos ajustando o programa."
No
final do ano passado, o governo publicou uma portaria com mudanças
regras de acesso ao fundo, que custeia bolsas com faculdades privadas.
As modificações dificultam o acesso de estudantes ao crédito
estudantil.
Passa a haver,
por exemplo, a exigência de uma nota mínima para os futuros candidatos
ao Fies, assim como ocorre com os demais sistemas. O estudante precisará
ter feito pelo menos 450 pontos no Exame Nacional de Ensino Médio
(Enem) para poder tentar uma das vagas do programa.
De
acordo com Dilma, as matrículas antes eram feitas diretamente com as
instituições. "Agora vai ter de passar pelo governo. Não aceitamos mais
que uma pessoa que tirava zero em português tenha direito à bolsa. Vai
ter de ter uma (nota) mínima."
Pressionada pela oposição, por aliados hostis e pelas
críticas vindas ruas, a presidente passa pelo pior momento desde que
chegou ao Planalto
Acuada pela oposição, por
aliados hostis e pelas críticas vindas das ruas ─ inclusive de seus
próprios eleitores ─ a presidente Dilma Rousseff enfrenta a maior crise
desde que chegou ao Planalto, há pouco mais de quatro anos: tem diante
de si a árdua tarefa de superar o isolamento e restaurar a confiança da
população em meio a um escândalo de corrupção de grande monta, uma
economia fragilizada e ânimos cada vez mais polarizados.
Segundo
estimativas, cerca de 2 milhões de pessoas estiveram nas ruas de várias
cidades brasileiras para externar sua insatisfação com as políticas do
governo, pressionando ainda mais a presidente que deverá se empenhar em
encontrar uma solução para a crise.
A
BBC ouviu lideranças sociais, cientistas políticos e parlamentares para
entender como a petista pode vencer a prova de fogo por que passa seu
governo e assegurar a governabilidade de seu segundo mandato,
principalmente após os protestos, a grande maioria a favor de seu
impeachment, no último domingo (15).
Segundo
eles, a solução passaria por um tripé que inclui recuperar a confiança
do seu eleitorado, ampliar o diálogo com a base aliada e retomar o
crescimento da economia ─ este último pilar, acreditam, não erradicaria,
mas atenuaria as fortes críticas que vem recebendo, sobretudo, de
opositores.
"Dilma
montou uma "cilada" para si mesma durante a eleição, ao prometer que
não mexeria em algumas das conquistas socioeconômicas ocorridas nos
últimos anos. Agora, mudou o discurso e tem dificuldade de explicar o
ajuste fiscal que, invariavelmente, se viu obrigada a executar,
especialmente, para os seus eleitores", afirmou à BBC Carlos Melo,
cientista político e professor-adjunto do Insper.
Na
última sexta-feira (13), protestos convocados por entidades ligadas a
movimentos sociais, como CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST
(Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e UNE (União Nacional
dos Estudantes), tomaram as principais cidades do país para defender "os
direitos trabalhistas, a Petrobras, a democracia e a reforma política".
Apesar
de ter sido chamado nos bastidores de "Blinda Dilma", pelas
manifestações de apoio à presidente e por ter ocorrido dois dias antes
dos protestos de domingo, o ato não foi "nem a favor nem contra o
governo", afirmaram lideranças à BBC.
"Queremos
registrar nossa insatisfação com o rumo que o governo está tomando.
Achamos que é necessário fazer ajustes fiscais, mas sem mexer no direito
dos trabalhadores. A presidente pedir paciência não resolve o nosso
problema. A saída é o diálogo. Não vamos pagar com nosso emprego essa
crise que a presidente diz que existe. Ela tem um compromisso assumido
conosco durante as eleições", disse à BBC Adi dos Santos Lima,
presidente da CUT-SP, que defende a retirada das MPs (Medidas
Provisórias) 664 e 665 que alteraram as regras de acesso a benefícios
sociais, como seguro-desemprego, auxílio-doença, pensão por morte, entre
outros.
Para a UNE, o
protesto de sexta-feira foi uma forma de "pressionar o governo" para
rever algumas das medidas tomadas recentemente.
"Nós
fomos às ruas e conquistamos essa vitória. Agora seguimos em frente por
mais direitos para garantir os 10% do PIB para a educação e para
aprovar uma reforma universitária democrática no nosso país", afirmou a
presidente da UNE, Vic Barros, após a manifestação.
Segundo
Ricardo Ismael, cientista político da PUC-Rio, Dilma precisa
"urgentemente" reconhecer que "errou", mas ainda tem dificuldades sobre
qual estratégia de comunicação adotar junto à opinião pública.
"A
presidente Dilma não conseguiu explicar por que mudou o discurso de
campanha nem por que a população deve se submeter a tantos sacrifícios. A
insatisfação popular não é pelo terceiro turno; ela é objetiva: o
governo está tomando medidas impopulares e não resta dúvida de que isso
gera uma reação negativa da população", disse ele à BBC.
Médicos da
África do Sul realizaram com sucesso o primeiro transplante de pênis do
mundo, em um jovem que teve seu órgão amputado após problema em um
ritual de circuncisão, informou o hospital responsável nesta
sexta-feira.
O transplante de
nove horas de duração, que aconteceu em dezembro do ano passado, foi
parte de um estudo piloto do hospital Tygerberg, na Cidade do Cabo, e da
Universidade Stellenbosch para ajudar muitos homens que perdem seus
pênis em rituais de circuncisão mal-feitos todos os anos.
"Esta
é uma situação muito séria. Para um jovem de 18 ou 19 anos a perda do
órgão pode ser profundamente traumática", disse em nota Andre van der
Merew, chefe da unidade de urologia da universidade, que comandou a
operação.
O jovem paciente
teve recuperação total do órgão, disseram os médicos, adicionando que o
procedimento eventualmente pode ser ampliado para homens que perderam o
pênis por conta de câncer ou como última alternativa para problemas de
disfunção erétil.
Achar um
doador de órgão foi um dois maiores desafios para o estudo, disse a
universidade em nota. O doador foi um falecido que doou seus órgãos para
transplante.
Outros nove
pacientes vão receber transplantes penianos como parte do estudo, de
acordo com os médicos, mas ainda não está definido quando as operações
vão acontecer.
SÃO PAULO - Todo
mundo já teve a curiosidade de saber o quanto um presidente da República
ganha por mês. A CNN Money matou essa curiosidade e fez um levantamento
que traz o salário anual dos 12 líderes mundiais com os maiores
salários anuais em dólar. Para facilitar a comparação, o InfoMoney trouxe os valores para o real, adotando a cotação de US$ 1 por R$ 3,20.
A lista possui algumas obviedades como a primeira colocação, mas
também trouxe algumas suspresas como o presidente da África do Sul,
Jacob Zuma, na frente de David Cameron, do Reino Unido, Shinzo Abe, do
Japão e François Hollande, da França.
Confira quem são os líderes mais bem pagos do mundo:
12. Xi Jinping, presidente da China. Salário anual: US$ 22 mil; ou R$ 70,4 mil
11. Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia. Salário anual: US$ 30,3 mil; ou R$ 96,96 mil
10. Dilma Rousseff, presidente do Brasil. Salário anual: US$ 120 mil; ou R$ 384 mil
9. Matteo Renzi, primeiro-ministro da Itália. Salário anual: US$ 124,6 mil; ou R$ 398,72 mil
8. Vladimir Putin, presidente da Rússia. Salário anual: US$ 136 mil; ou R$ 435,2 mil
7. François Hollande, presidente da França. Salário anual: US$ 194,3 mil; ou R$ 621,76 mil
6. Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão. Salário anual: US$ 202,7 mil; ou R$ 648,64 mil
5. David Cameron, primeiro-ministro da Inglaterra. Salário anual: US$ 214,8 mil; ou R$ 687,36 mil
4. Jacob Zuma, presidente da África do Sul. Salário anual: US$ 223,5 mil; ou R$ 715,2 mil
3. Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Salário anual: US$ 234,4 mil; ou R$ 750,08 mil
2. Stephen Harper, primeiro-ministro do Canadá. Salário anual: US$ 260 mil; ou R$ 832 mil
1. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos. Salário anual: US$ 400 mil; ou R$ 1,28 milhão
Com o estrago da corrupção da Petrobras e a queda de arrecadação, lojas não param de fechar em 23 cidades do Rio
O efeito cascata da crise do petróleo provocada
pela Operação Lava Jato e a queda do preço do barril de petróleo
empurraram o comércio para o atoleiro. A ponta mais sensível da cadeia
produtiva sentiu o duro golpe da retração de investimentos da Petrobras e
das obras do Comperj. E parece até que uma nuvem negra estacionou sobre
os municípios do Rio. O ouro que reluziu no vai e vem diário de
milhares de ávidos consumidores foi substituído pelo fecha-fecha das
lojas em pelo menos 23 cidades do estado. Resultado da redução drática
na arrecadação dos comerciantes, que chega a 40% nos dois últimos meses —
em comparação ao mesmo período de 2014.
No
Mercado de Peixe de Macaé, donos de barracas que vendiam camarão em
grandes quantidades a qualquer preço não vendem hoje nem para hotéis e
restaurantes
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Queda tão acentuada que levou os
comerciantes de Itaboraí — cidade onde Petrobras constrói o Comperj — a
apelar para a fé. E logo num município que cresceu ouvindo as histórias
dos milagres da imagem do Cristo que chorava no Santuário do Jesus
Crucificado, no distrito de Porto das Caixas. Haja fé: a Câmara dos
Dirigentes Lojistas (CDL) estima que as vendas caíram 40% e dezenas de
comerciantes encerraram as atividades desde que a Operação Lava Jato
expandiu as investigações, em novembro. Era a interrupção do milagre
econômico que mutiplicou por dez a arrecadação comercial ao levar 34 mil
operários para trabalhar no Comperj, a partir de 2008, e atraiu as
grandes redes varejistas.
A redução para 4.400 operários nos
canteiros de obra causou um baque na cidade e em pelo menos 13
municípios vizinhos. Pior: com as empresas enroladas na investigação
tirando o pé do investimento e outras praticamente extinguindo a
operação, criou-se uma legião de demitidos comprando a crédido que
deixaria de honrar nos meses seguintes. Aluguéis, alimentos, remédios...
Virou um ciclo de calotes na cidade, onde cada morador tem uma história
de prejuízo para contar.
Algumas, na verdade, têm latifúndio de dinheiro
a receber. Só não sabem quando. O empresário Marcos Paulo Pieres e
Silva, 33 anos, foi um dos primeiros a investir na cidade. Saiu da
vizinha Teresópolis, alugou um prédio e instalou a Pousada do
Trabalhador para receber centenas de operários de outros estados para
trabalhar no Comperj. Seguiu certinho a cartilha dos empreendedores:
aplicou cada centavo ganho na ampliação do negócio e ergueu dois anexos.
Para
quitar dívidas, Marcos Paulo, que instalou uma pousada em Itaboraí,
vendeu até a mobília quando os hóspedes voltaram para a cidade natal
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Uma história com direito a final
feliz se não fosse a Lava Jato arrastar a empresa Alusa para o mar de
lama. O principal cliente do empresário afundou e deixou uma dívida de
R$ 450 mil pelo alojamento de quase 500 funcionários. Ele tentou se
manter por alguns meses na esperança da retomada dos negócios, até que
mês passado começou a vender toda a mobília para quitar parte dos
débitos de R$ 350 mil com os fornecedores. “Passei o carro, meus cartões
pessoais foram cortados e as minhas filhas só continuam estudando
graças à diretora, que deu duas bolsas”, detalha Marcos Paulo.
“Acreditava que a Petrobras era um porto seguro”, disse.
A segurança no negócio foi justamente o que
arrastou comerciantes para Itaboraí e as vizinhas Cachoeira de Macabu e
Tanguá. Com a subida dos preços de aluguéis e alimentação, se tornaram a
opção de cidade mais barata e receberam centenas de operários. Cada um
ampliou o negócio da forma que podia e casas no Centro se transformaram
em alojamentos e pensões. Com uma súbita inflação. O aluguel de um
apartamento simples passou a R$ 1,5 mil. Era o eldorado para cidades
humildes, que entrou em depressão ao ver o retorno dos operários à
cidade natal.
“Aqui tá morto. Voltamos à estaca zero, a ser o
que éramos antes. Até pior por causa dos calotes”, explicou a
administradora de imóveis Daniela Jesus, com escritório bem no Centro de
Papucaia, distrito de Cachoeira de Macacu, onde a queda no movimento
nas lojas chega a 30%. O roteiro de cidade fantasma também se encaixa em
Tanguá e Rio Bonito, onde as vendas são estimadas em 26% e 20%,
respectivamente.
Como O DIA mostrou ontem, pelo menos 50 mil
trabalhadores perderam o emprego no estado desde a fase mais dura da
Operação Lava Jato. A maior parte (32 mil operários) concentra-se nos 14
municípios ao redor do Comperj e foram impactados pela redução das
obras. Os demais estão no cinturão das cidades atingidas pelo freio nos
investimento e a queda nos royalties, desde que o preço mundial do
barril do petróleo despencou.
CRISE ATINGE ATÉ A PROSTITUIÇÃO
O que mais se escuta em Macaé, nestes
tempos de crise, é que os macaenses apertaram o cinto e estão cortando
todos os supérfluos. O impacto da retração econômica chegou às ruas. Em
todos os sentidos. Se muitos trabalhadores deixaram as mais diversas
regiões do país em busca das oportunidades surgidas na cidade
considerada a‘capital do petróleo’, o mesmo se pode dizer das garotas de
programa que deixaram Copacabana, no Rio, de olho no alto poder
aquisitivo da população masculina em Macaé.
Garotas
de programa que trocaram Copacabana por Macaé em busca de clientes com
os bolsos cheios há três anos fazem promoções atualmente
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
“Está ruim de afrouxar esse cinto.
Ninguém aqui abre mais o bolso para nada. A crise está braba. Há dois,
três anos a gente chegava a fazer 15 programas por dia, cobrando em
média R$ 120 em cada um. Agora só contamos com um programinha ou outro,
às vezes não rola nenhum. Mesmo com promoção”, conta Bruna, de 27 anos,
que agora cobra R$ 100 por uma hora de prazer.
Colega de Bruna, Fernanda lembra com
saudade das festinhas bancadas pelo “turma do petróleo” que trabalhava
em alto-mar. Assim que voltavam ao continente, patrocinavam festas e
mais festas que duravam dias inteiros. O eldorado do petróleo era também
o da prostituição.
“Era para ter resolvido a nossa vida. Tínhamos
noite inteiras de rainha aqui em Macaé. Muito melhor do que no Rio de
Janeiro. Nem se comparava. A galera tinha grana mesmo. Esbanjava em
tudo. Foram as melhores festas da minha vida. Esse oásis durou até
outubro do ano passado”, acrescentou Bruna.
OÁSIS NEGROS, RIO DAS OSTRAS E MACAÉ AMARGAM DIAS DE DECADÊNCIA
Os anos dourados sonhados pelos moradores do
Norte Fluminense deram lugar a tempos de incerteza e falta de
perspectiva. A situação em Macaé, apontada há alguns anos como Eldorado
do petróleo, é desesperadora. O secretário municipal de Desenvolvimento
Econômico e Tecnológico, Vandré Guimarães, admite a situação tensa.
“A crise não é coisa nossa. É mundial. O preço
do barril caiu pela metade e isso afeta todas as cidades que vivem de
royalties no mundo todo. No Brasil fica pior devido aos escândalos
recentes, mas o problema é o preço do barril, que interfere na economia
da cidade, do petroleiro ao pipoqueiro”, justifica Vandré.
A crise em Macaé salta aos olhos. Numa simples
caminhada pela Avenida Rui Barbosa, a principal da cidade, dezenas de
lojas estão fechadas ou prestes a fechar. As outras, abertas, estão às
moscas.
“O movimento em dezembro foi 20% pior do que em
2013. E o de agora já caiu mais 20% em relação a dezembro. Há um clima
de insegurança. Ninguém está comprando nada com medo do que pode
acontecer. Felizmente não demitimos ninguém, mas já reduzimos muito as
compras”, contou Wallace Araújo, gerente das Casas Lealtex, uma das
maiores do Calçadão.
Mesma sorte não tiveram quatro dos 19
funcionários da papelaria VM, que foram dispensados esta semana. Segundo
o proprietário, Mário Loureiro, com queda de 35% nas vendas, novos
cortes podem acontecer ainda este mês.
“Tive prejuízo de R$ 750 mil. Coloquei o
material escolar à disposição das distribuidoras. Não tenho como pagar a
ninguém sem comprador na loja. Se quiserem, podem vir aqui pegar tudo
de volta”, disse Mário, se referindo aos produtos à venda.
No tradicional Mercado de Peixe, o cenário é
desolador. Uma das donas de barraca, Dona Marilene, como é conhecida,
reclama de queda das vendas em aproximadamente 50%. “Não vendo mais nada
para hotéis e restaurantes. E gente que vinha aqui comprar camarão sem
nem olhar o preço, não vem mais. Tá complicado para trabalhar”, lamenta.
Vizinha a Macaé, Rio das Ostras vive uma
situação semelhante. Em Costazul, que costumava ficar lotada durante o
verão, a maioria dos quiosques está fechada. As casas à beira-mar,
alugadas por temporada, estão vazias, bem como hotéis e pousadas.
“Tivemos o pior verão dos últimos dez anos Em
vez de turistas, vieram ‘duristas’. Todo mundo duro. Teve gente que
sentou no quiosque, trouxe isopor com cerveja e quentinha com comida.
Não consumiu um real” contou Jorge Armando, o Doda, há 23 anos em
Costazul.
O casal Débora Siqueira e Cleber de Araújo sabe
bem o que é isso. Ela, como funcionária da Petrobras. Ele como
recém-demitido da prestadora de serviços Fluke Engenharia. “Fomos
demitidos entre mais de 400. A empresa em Rio das Ostras fechou. As
pessoas vinham para cá com a ilusão de serem petroleiros. Viemos atrás
de tudo o que prometiam. Agora vivemos a angústia, o ócio, a incerteza
com o futuro”, se desespera Débora.
Na rua onde há cinco anos não havia sequer uma
quitinete para alugar, sobram casas e apartamentos vazios com placas de
‘vende-se’ na porta. Em meio aos problemas, ainda sobra bom humor para
Débora e Cléber contarem como tudo mudou em Rio das Ostras. “Já tivemos
Carnaval aqui com Claudia Leitte, Jota Quest, Ivete Sangalo, Thiaguinho e
Luan Santana. Este ano a única atração foi uma pelada com atores de
Malhação. Entendeu a crise?”, comparou Débora.
Para habilitar a função ainda é preciso receber uma chamada telefônica convite, além de possuir a última versão do app
Reprodução
Nova versão do Whats App para Android possui
recurso de chamadas telefônicas via app, mas é preciso receber uma
ligação de convite para que a função comece a funcionar
Agora é quase oficial: o recurso de chamadas telefônicas via WhatsApp, anunciado em 2014,
já está disponível para usuários de Android, inclusive no Brasil. Para
que a função de ligação seja habilitada, é preciso estar com a versão
mais recente do aplicativo instalada, 2.11.561, além de receber uma
chamada telefônica de convite de alguém que já esteja com a
funcionalidade habilitada. A ausência de um comunicado oficial por parte
do WhatsApp dá a entender que o recurso está mesmo sendo liberado aos
poucos. Só por convites e só para usuários Android. Nem mesmo com
convites os usuários de iOS conseguem fazer chamadas telefônicas pelo
aplicativo.
A
versão compatível com o recurso de ligações já está disponível na
Google Play, loja de aplicativos do sistema Android, desde quinta-feira
(12). Anteriormente, era necessário ir atrás de uma versão do WhatsApp
que só estava disponível no site do serviço, e instalar essa versão “por
fora”, ou seja, mudando as configurações de segurança do Android e
permitindo a instalação de apps de "fontes desconhecidas" no aparelho.
O iG
testou o recurso no final da manhã desta sexta-feira (13) e pode
comprovar que está funcionando. Primeiro, atualizamos o aplicativo do
WhatsApp via Google Play para a versão disponibilizada no dia 12 de
março. Logo de primeira, a ligação convite não habilitou a nova função
no app. Foi só depois da segunda ligação convite que o aplicativo mudou
sua interface e ganhou as tão esperadas abas, dentre elas a de ligações.
Também tentamos convidar um usuário de iOS, sistema da Apple, mas o
próprio WhatsApp avisou que aquele contato precisaria de uma nova versão
do app, ainda não disponível no iTunes.
Com a funcionalidade habilitada na aba de ligações do
WhatsApp, o usuário pode finalmente ligar para seus contatos utilizando
a rede de dados, 3G ou 4G, ou ainda Wi-Fi, economizando, desta forma, a
franquia de minutos da sua operadora.
A qualidade da
ligação ainda é instável, algumas boas, outras ruins, pois depende do
sinal da operadora ou da rede de Wi-Fi ao qual o usuário está conectado.
De qualquer forma, o recurso funciona, e de forma bem similar
às chamadas telefônicas do Facebook Messenger e do Viber. Vale lembrar
que essa funcionalidade não é nova, além dos aplicativos já citados, o
Skype faz isso há algum tempo.
Saiba qual a sua versão do WhatsApp
Para
saber que versão do WhatsApp está rodando no seu smartphone vá no menu
do lado direito, os três pontinhos, e selecione "Configurações". Depois
"Ajuda" e logo após "Sobre". Nesta tela vai aparecer o número da sua
versão. A que é compatível com o recurso de ligações é a 2.11.561.
Caso
seu smartphone não esteja configurado para baixar as atualizações de
aplicativos automaticamente, abra a Google Play e digite "WhatsApp". Se a
versão que você possui não é a mais recente a própria loja vai
disponibilizar um botão de "Atualizar". Atualize. Com a versão mais
recente no seu aparelho, torça para receber uma ligação. Ou saia
procurando entre seus contatos quem já tem o recurso e pode te convidar.
Reprodução
Ligações feitas pelo WhatsApp não aparecem na
lista de últimas chamadas, comprovando que foi via rede de dados.
Usuários de iOS não recebem ligações convite
Nos corredores da Erótika Fair, elas deram
opiniões sinceras sobre a pesquisa que apontou o tamanho médio do pênis e
contaram experiências com homens bem e mal dotados
Uma pesquisa sobre tamanhos de pênis foi assunto da imprensa de
todo o mundo na última semana. Um estudo da universidade King's
College, no Reino Unido, analisou medições de 15.521 homens - de idades e
raças diferentes – e concluiu que o tamanho médio de um pênis ereto é
de 13,12 cm. Mas será que essa medida é suficiente para o prazer? O Deles circulou
pelos corredores da 22ª edição da Erótika Fair, que rolou no fim de
semana em São Paulo, para conversar com mulheres e perguntar a opinião
delas sobre o levantamento.
Como era de se esperar, não
houve unanimidade entre as frequentadoras da maior feira do mercado
erótico da América Latina. Enquanto algumas repetiram o chavão 'tamanho
não é documento', outras deixaram claro que a média de 13 cm
é insuficiente
Edu Cesar / iG
Ao lado da amiga Scheila, Letícia (esq.) opina:
“Eu prefiro um maior do que 13 cm, grosso e que funcione, mas se ele
tiver uma boa língua, pode ter um pequeno que não tem problema"
“Eu prefiro um maior do que 13 cm, grosso e que
funcione, mas se ele tiver uma boa língua, pode ter um pequeno que não
tem problema. Agora, se ele é ruim, prefiro me masturbar e me resolver
sozinha”, dispara Letícia Souza*, sem a menor cerimônia.
Já
Scheila, sua amiga, não concorda: “Eles estão vendo tanto filme pornô
que acham que todo homem tem pênis grande, e não é bem assim. Isso é
besteira da cabeça deles”. Ela lembra, inclusive, que uma das melhores
experiências sexuais que já teve foi com um parceiro que não era lá tão
dotado.
“A vontade era tão grande que aquilo não fez
diferença. Teve aquele jogo de sedução, aquela coisa gostosa, e quando a
gente transou rolou uma química ótima. Mas assim, muito menos de 13 cm
também já é sacanagem”, brinca, esbanjando sinceridade.
O tamanho do pênis é uma preocupação que ronda a cabeça de muito
marmanjo - incluindo aí os que dizem nunca terem pegado numa régua para
medir o citado. A neura se manifesta não só na cama, mas também na hora
de trocar de roupa no vestiário da academia.
Se a preocupação for
muito forte, o homem pode desenvolver o que os médicos chamam de
Síndrome do Pênis Pequeno. Isso pode afetar vários âmbitos de vida, não
só o sexual.
Edu Cesar / iG
Cristina: “Já aconteceu de eu ficar com alguém que tinha o pênis grande e não me satisfazer"
Tranquilizar estes homens é exatamente um dos
objetivos da pesquisa do médico inglês David Veale, que foi o primeiro a
realizar uma análise sistemática e formal de medidas de pênis, e também
o primeiro a criar um diagrama gráfico que retrata o tamanho de um
pênis flácido ou ereto.
Para modelo Cristina, os homens
não devem se preocupar com as medidas. “Já aconteceu de eu ficar com
alguém que tinha o pênis grande e não me satisfazer em nada. E já
aconteceu de ficar com alguém com um pênis pequeno e chegar ao orgasmo
logo de cara”, relata. Para ela, o que importa é “saber fazer gostoso”.
A
empresária Mona, de 38 anos, tem opinião semelhante. Para ela, é tudo
uma questão de compensação. Isso implica, por exemplo, que o cara de
pênis pequeno desenvolva outros talentos, como dar a mulher um sexo oral
de primeira e preliminares melhores ainda.
“E o cara bem dotado
também tem que se preocupar com isso. Ele tem que ser um gentleman, um
lorde, chamar de 'minha deusa' e só ter olhos para ela. Não adianta só
ter um pênis grande, não”, avisa Mona.
As amigas e sócias Jaqueline e Lara confessam que
toda mulher tem expectativa sobre o tamanho do pênis do cara com quem
vai para cama, mesmo sabendo que isso pode não fazer diferença no
momento da transa.
“Se o cara tem um pênis grande, você
imagina 'Nossa, vai ser bom'. Ele ganha alguns pontos por isso. Mas, já
peguei um cara que tinha o pênis pequeno e era sensacional, ele fazia um
sexo oral maravilhoso, transava bem, era tudo de bom”, se entusiasma
Jaqueline, que já conheceu um homem que tinha cerca de 8 cm de pênis.
Para ser considerado pequeno pelos urologistas, o membro precisa medir
até 7 cm ereto.
Lara lembra que muito mais importante
do que o comprimento é o diâmetro. “Fino eu não sinto. Parece que você
está brincando com um lápis", ironiza.
A pesquisa de
Veale também analisou a circunferência média do pênis e concluiu que
flácido o tamanho é de 9,31 cm, enquanto ereto é de 11,66 cm de
circunferência.
Mona, de 38 anos: "Não adianta só ter um pênis grande, não"
De acordo com Luciana Keller, psicóloga
especializada em sexualidade e dona da boutique erótica Constantine,
toda essa preocupação dos homens em torno do tamanho do pênis é uma
grande besteira. Ela lembra que a cavidade vaginal da mulher tem em
média 8 cm de comprimento, e quando ela atinge um determinado nível de
excitação o útero se contrai, permitindo que um pênis maior do que isso
penetre o canal vaginal.
“Não é o comprimento que
realmente importa, é muito mais o diâmetro, porque a maior quantidade de
terminações nervosas fica na entrada do canal vaginal. É lá que ela
sente mais prazer. Então, os homens que não chegaram à média não
precisam se preocupar”, justifica.
Para quem ficou
inseguro com essas opiniões sinceras, vale lembrar que tamanho do pênis é
muito mais uma neura masculina do que das mulheres. Quem diz isso é a
prestigiada Universidade da California
Um estudo
realizado na universidade, com 52 mil participantes, chegou à conclusão
de que 85% das mulheres entrevistadas estão satisfeitas com o tamanho do
pênis de seus parceiros, enquanto somente 55% dos homens estavam
satisfeitos com o próprio membro.
*O sobrenome foi alterado a pedido da entrevistada.
Também acompanharam a manifestação o deputado Carlos Minc e Roberto Amaral, líder do PSB
Terminou
por volta das 17h30 o ato em defesa da Petrobras e de apoio à
presidenta Dilma Rousseff na Cinelândia, área central do Rio de Janeiro.
Os manifestantes seguiram em direção à sede da Petrobras, na Avenida
Chile, para um abraço simbólico.
Tomaz Silva/Agência Brasil
No Rio, os petroleiros gritaram a favor da Petrobras em dia de protesto
Na Cinelândia, os manifestantes carregavam
bandeiras de diversos movimentos sociais, centrais sindicais e partidos
políticos de esquerda. Havia representantes da Central dos Sindicatos
Brasileiros, Federação Única dos Petroleiros e União da Juventude
Socialista; União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de
Estudantes Secundaristas e Levante Popular da Juventude.
Os pronunciamentos começaram por volta de 15h30. A
maioria foi em defesa da Petrobras e contra um possível pedido de
impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O ex-presidente do PSB e
ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, falou contra
qualquer tentativa de tirar o governo. "Não haverá um novo 64. A direita
não passará! Estamos aqui para defender a Petrobras", disse Amaral aos
manifestantes.
O deputado estadual e ex-ministro do Meio
Ambiente Carlos Minc (PT) classificou as manifestações de atos contra o
que chamou de golpismo reacionário. "O povo que saiu da miséria, que
entrou para a universidade e tem emprego não vai deixar", afirmou Minc.
O
coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João
Pedro Stédile, foi o último a falar. O líder disse que a crise pela
qual o País passa é culpa dos capitalistas. "Não podemos fazer uma
política de superávit primário para pagar juros aos bancos. Não vamos
aceitar a redução de direitos."
Stédile
defendeu a Petrobras e disse que a mídia tenta manipular o povo dizendo
que os ex-diretores acusados de corrupção são de esquerda, quando, para
Stédile, "eles são só ladrões". Ele defendeu também a reforma política
como solução para a corrupção e chamou o povo às ruas.
"A
burguesia não se atreva a falar em golpe, estamos aqui para defender a
democracia. Eles querem disputar conosco nas ruas. Nós aceitamos o
desafio, porque o povo não está no Parlamento e nas classes dominantes, o
povo está nas ruas. Preparem os tênis e sapatos, porque nós estamos só
começando. Eles virão no dia 15, e nós voltamos no dia 20 de abril",
disse Stédile.
Julio César Arrabal, de 40 anos, teria matado a
esposa, levado o corpo para represa de Nazaré Paulista e depois se
matado; carro dele foi flagrado próximo ao local onde vítima foi achada
Facebook/Reprodução
Segundo polícia, carro de Julio César Arrabal, 40 anos, foi flagrado em rodovia próxima de onde corpo foi achado
Julio César Arrabal, de 40 anos, é o principal
suspeito de ter matado a mulher, a comissária de bordo Michelli Martins
Nogueira, de 31 anos, encontrada em uma mala às margens da represa
Atibainha, no município de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, por
volta das 18h50 desta segunda-feira (9).
Facebook/Reprodução
Um casal des pescadores que havia pescado na
represa anteriormente, voltou para procurar um celular que haviam
perdido e se se depararam com uma mala. O homem viu as pernas da vítima,
que estavam do lado de fora, e ligou para polícia.
Michelli tinha marcas de agressão na boca, rosto e cabeça.
Segundo
a polícia, o carro de Arrabal, um GM Classic Preto, foi flagrado pelas
câmeras de segurança trafegando no km 541 da rodovia Dom Pedro 1º,
próximo ao local onde o corpo foi achado.
Por volta das
10h30 do dia seguinte, o mesmo carro estava estacionado em frente a
casa onde o casal morava, em Sumaré, também no interior do Estado.
Em
buscas na casa do casal, a polícia encontrou o corpo de Arrabal com um
cinto em volta do pescoço pendurado na escada da casa.
A polícia
também encontrou uma faca com vestígios de sangue e uma garrafa de vodka
quase vazia. No banheiro, segundo o boletim de ocorrência,
havia embalagens usadas para embalar drogas vazias e uma nota de R$ 2
enrolada no formato de canudo
Principal argumento é caracterizar pedidos de
impeachment como tentativa de “ruptura democrática”; governo reconhece
que há insatisfação, no entanto, aposta que eleitores não querem que
resultado das urnas seja desrespeitado
Reprodução
Presidente Dilma Rousseff (PT) em pronunciamento na noite de domingo (8)
Com o objetivo de amenizar a crise instaurada
entre o Planalto e o Congresso e ainda discutir formas de enfrentar as
manifestações que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff do poder, o
governo decidiu ampliar seu grupo de decisão, o chamado “núcleo duro”
do Planalto, e integrar neste grupo ministros com capacidade de
articulação política, filiados a outros partidos aliados, como o PSD e
PCdoB.
Além da decisão de chamar o vice-presidente
Michel Temer (PMDB), exigência apresentada pelo maior partido da
coalizão, a presidente Dilma Rousseff decidiu ampliar ainda mais o
grupo, que passará a se reunir semanalmente com ela. Embora o Planalto
minimize os objetivos da coordenação política, nos bastidores o núcleo
já é chamado de “gabinete de crise”.
A ideia de Dilma, de acordo
com interlocutores, é contar com ministros como o dos Esportes, Aldo
Rebelo (PCdoB), e das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), nomes com um
reconhecido perfil de habilidade política, capazes de ajudar na tarefa
de superar a crise de governabilidade e ajudar a encontrar saídas para
arrefecer o movimento “fora Dilma”.
O
modelo começou a ser discutido na semana passada no jantar que a
presidente ofereceu no Palácio da Alvorada à cúpula do PMDB. Nesta
semana, em reunião com os ministros petistas e Temer, o modelo voltou a
ser discutido.
“A sugestão é de a gente ter reunião semanal, com
uma coordenação política e institucional da qual farão parte o
vice-presidente e ministros, inclusive de outros partidos, com assento
nesta coordenação. E sempre que a matéria exigir, o ministro da pasta
estará presente. Acho que isso ajuda nas articulações intra-governo e
nas relações com o Congresso, e que fortalece a ideia de um governo de
coalizão”, comentou o ministro Aloizio Mercadante, após se reunir com
Dilma e com o presidente, na segunda-feira.
A ampliação da equipe
inclui, segundo interlocutores, a manutenção do ministro de Relações
Institucionais, Pepe Vargas, no núcleo, por decisão de Dilma. Além de
enfrentar resistência das alas do PMDB, ligadas ao presidente da Câmara,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro tem sua cabeça pedida por correntes
majoritárias de seu próprio partido, o PT.
A corrente Construindo
um Novo Brasil (CNB), que inclui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, não se conforma com a presença de dois ministros da corrente
Democracia Socialista (DS) na chamada “cozinha do Planalto” e defende a
substituição de Pepe. Além de Pepe, o ministro Miguel Rossetto, da
Secretaria Geral da Presidência, pertence à DS.
A resistência de
Cunha à articulação de Pepe tem origem na campanha para sua eleição na
Câmara. O novo presidente, ainda magoado com o que chamou de
interferência indevida do ministro na campanha, já avisou que não
conversará com ele.
Comunicação
Além das
conversas frequentes com líderes parlamentares, o governo já passou a
semana investindo em uma postura mais comunicativa. A presidente tem
dado entrevistas ao final de cada evento e apostado em uma agenda de
viagens.
Além de Dilma, os ministros estão orientados a falar, de
forma sistemática com a imprensa e de ter uma presença forte no
Congresso, nas votações de matérias de interesse do governo, nas
explicações do pacote fiscal e nas comissões gerais chamadas pelo
Parlamento.
A argumentação contra os pedidos de saída de Dilma do
cargo também tem sido construída com o viés da estabilidade política que
o país precisa. A presidente e os ministros têm dito que ainda há um
clima de radicalismo, remanescente das eleições e que esse clima tem
impedido o diálogo para a construção de soluções. Os ministros e a
própria presidente também apontam a tentativa de desrespeito ao
resultado das urnas e indicam a oposição nos bastidores desta
articulação ao falarem de “terceiro turno”.
Há muita dúvida do
governo, no entanto, quanto a dimensão do movimento “Fora Dilma” e
alguns integrantes aguardam o próximo dia 15, quando estão planejadas
manifestações, convocadas nas redes sociais, principalmente em São
Paulo, para um diagnóstico mais preciso.
Membros do governo
reconhecem nos bastidores que há insatisfação com Dilma, inclusive entre
eleitores dela, devido aos ajustes fiscais, mas apostam que a maior
parte destes insatisfeitos não quer sua saída. Daí o investimento no
discurso contra o que chamam de ruptura democrática.
Um chinês acusado
de vender 500 fotos do primeiro porta-aviões do Exército Popular de
Libertação foi detido em uma investigação por espionagem, informou a
imprensa oficial.
O homem, identificado como Zhang, teria feito
as fotografias a pedido do suposto chefe de redação de uma revista,
segundo uma emissora de televisão da cidade de Dalian.
O primeiro
porta-aviões chinês, o "Liaoning", foi construído no porto de Dalian,
nortes do país, a partir de um navio inacabado vendido pela Ucrânia em
1998. A embarcação passou a operar em setembro de 2012.
Zhang é
suspeito de ter fotografado o "Liaoning" entre abril e agosto de 2014 no
porto de Dalian, durante a manutenção regular do porta-aviões.
"Zhang prejudicou gravemente a segurança militar do país", segundo o canal de TV de Dalian.
De
acordo com a emissora, a polícia prendeu outro homem na mesma cidade,
acusado de ter recebido 90.000 yuanes (13.300 euros) em troca de fotos
de material militar que teria entregue a um "repórter".
Este
último seria um espião estrangeiro vigiado pelos serviços de
contraespionagem da China, destacou o mesmo canal, que não revelou a
nacionalidade do segundo detido.
Pequim mantém um grande sigilo sobre seus programas militares e é intransigente a respeito de vazamentos.
A China anunciou na semana passada um aumento de 10,1% no orçamento militar para 2015.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
O governo da Venezuela rejeitou nesta terça-feira as acusações do
relator sobre tortura da ONU, Juan Mendez, que incriminou o governo de
Nicolas Maduro por graves violações dos direitos humanos durante os
protestos de fevereiro de 2014.
"Não foram manifestantes nem
protestos pacíficos como tentaram mostrar [...] Não é verdade que essas
mortes foram produzidas por uso excessivo da força", declarou a
delegação da Venezuela.
Juan Mendez apresentou nesta terça-feira
ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, um relatório
acusando o governo venezuelano de violar, entre outros, o direito de não
ser torturado nem à detenção arbitrária.
O relator apresentou um
relatório de 200 casos de tortura em todo o mundo, entre eles dois que
aconteceram durante os tumultos do mês de fevereiro de 2014, em que, de
acordo com Mendez, 29 civis foram mortos e 357 feridos.
A
Venezuela admitiu "muito poucos casos isolados envolvendo ação
irresponsável de agentes de segurança", mas lamentou a falta de "rigor
científico" do relator, em seu relatório
ATLANTA - Um
policial branco matou um homem negro que corria nu em um complexo
residencial da região metropolitana de Atlanta. O episódio aconteceu na
tarde de segunda-feira. Anthony Hill, de 27 anos, sofreria de problemas
psiquiátricos, mas estava desarmado e teria corrido na direção do
policial, que tinha uma arma de choque, mas não a usou. Uma investigação
sobre o caso será conduzida pela corregedoria da Geórgia.
A
polícia do condado de Dekalb recebeu uma chamada por volta das 13h
(locais) que afirmava que Hill agia de forma instável, correndo, batendo
em portas e se esfregando no chão nu. O chefe do departamento, Cedric
Alexander, contou que o homem correu em direção ao policial, que ordenou
que ele parasse. O oficial atirou duas vezes. Desarmado, o baleado
morreu no local. O policial, há sete anos na função, tinha uma arma de
choque mas não a utilizou.
Segundo
mensagens divulgadas no Facebook, Anthony Hill admitia sofrer
distúrbios psiquiátricos, mas criticava a repressão e o tratamento dado a
pessoas com o diagnóstico. Moradores locais afirmaram que farão um
protesto contra o episódio.
Esta
foi a terceira morte de indivíduos negros desarmados pela polícia
relatada nos EUA desde a última sexta-feira. No próprio condado de
Dekalb, manifestantes protestaram no fim do ano passado após a polícia
matar um homem que chamou a emergência quando sua namorada foi
esfaqueada por outra pessoa em seu apartamento.
Em
2014, uma série de incidentes fatais como as mortes do jovem Michael
Brown em Ferguson, no Missouri, e do camelô Eric Garner em Nova York
rendeu fortes críticas à atuação policial nos Estados Unidos. Um
relatório do Departamento de Justiça admitiu que a ação policial contra
negros no país tem motivações preconceituosas. O presidente Barack Obama
reconheceu que o episódio de Ferguson não foi um incidente isolado.
A Câmara dos Deputados aprovou
nesta terça-feira o texto principal de projeto que mantém as atuais
regras de valorização do salário mínimo até 2019.
Resta
ainda a análise de emendas, dentre elas a que estende a regra de
reajuste a aposentadorias e pensões, o que não conta com o apoio do
governo. Só então o projeto será encaminhado ao Senado.
De
autoria do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o texto prevê,
assim como as regras atuais, que o cálculo do reajuste do salário mínimo
levará em conta a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto
(PIB) de dois anos antes e a variação do INPC nos 12 meses anteriores.
O
governo defendia mais tempo para negociar e prometia o envio de uma
proposta de valorização até o dia 1o de maio, mas diante de uma
possibilidade de derrota no plenário da Câmara, fechou acordo para votar
a proposta de Paulo Pereira.
No
início deste ano, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, chegou a
declarar que o governo iria enviar ao Congresso uma nova regra para o
cálculo do salário mínimo para o período de 2016 a 2019, mantendo ganhos
acima da inflação, sem fornecer detalhes. No dia seguinte recuou, e
afirmou que o governo manteria a regra atual.
A
votação do projeto nesta terça-feira, justamente num momento em que o
Executivo centra seu foco em um esforço fiscal, foi definida em almoço
nesta terça do qual participaram o presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), o líder do PMDB na Casa, Leonardo Picciani (RJ), e Paulo
Pereira, além de integrantes de partidos da oposição, como o DEM.
O
governo e a cúpula do PT tentam criar uma rede de proteção para evitar
que o escândalo na Petrobras grude na imagem da presidente Dilma
Rousseff e abale ainda mais o partido, já desgastado com sucessivas
acusações de corrupção.
No Palácio do Planalto, a ordem é não
entrar no mérito das investigações e produzir uma "agenda positiva" para
Dilma, com o objetivo de se contrapor ao terremoto político. No PT, a
estratégia prevê repetir à exaustão que toda denúncia precisa de prova e
adotar a tática do enfrentamento com o PSDB.
O ministro de
Relações Institucionais, Pepe Vargas, admitiu nesta sexta-feira, 6, que a
lista de políticos enviada ao Supremo Tribunal Federal pelo
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, provocará "algum grau" de
instabilidade" no Congresso, mas disse esperar que todos tenham a
oportunidade de se defender.
"O Brasil não vai parar porque tem
uma investigação em curso. Esta é a questão central", afirmou Vargas.
"Se alguém cometeu algum ato ilícito vai pagar, mas também é importante
que se faça justiça com quem for absolvido."
O presidente do PT,
Rui Falcão, tem dito que a "lista de Janot" não servirá de parâmetro
para punições no partido, mesmo com a citação de petistas no esquema de
desvio de dinheiro na Petrobrás.
"Envolvimento comprovado (em
irregularidades) não é citação em lista de Janot", argumentou Falcão.
"Ninguém pode ser considerado culpado sem direito ao contraditório, ao
devido processo legal. Uma menção a alguém não significa que ele é
culpado. É preciso uma prova cabal."
Para o ministro da
Secretaria Geral da Presidência, Miguel Rossetto, o PT é "muito maior"
do que qualquer desvio cometido por filiados. "O partido terá postura
absolutamente rigorosa diante de qualquer malfeito", insistiu Rossetto.
Brasília - A recém-instalada CPI da Petrobrás na Câmara não poderá
estender o período de investigação de irregularidades além do previsto
no pedido de criação da comissão – de 2005 a 2015, correspondentes aos
governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A apuração sobre
desvios na estatal recebeu nesta segunda-feira, 2, 245 requerimentos, a
maioria protocolada pela oposição.
“Se
quiserem fazer uma CPI diferente do que está lá, tem de fazer outro
requerimento de CPI”, disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ). “A ementa que está lá tem de ser cumprida”, reiterou Cunha,
que se definiu como um “regimentalista”.
Petistas
como o relator da CPI, Luiz Sérgio (RJ), defenderam a extensão dos
trabalhos ao governo Fernando Henrique Cardoso com base no depoimento do
ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco, um dos colaboradores da Operação
Lava Jato. O delator disse ter começado a receber propina nos anos 90.
Barusco também afirmou que os desvios na petrolífera renderam US$ 200
milhões ao PT em uma década.
“Queremos
investigar independente do governo em que aconteceu o ato ilícito”,
disse o deputado Afonso Florence (BA), único petista a apresentar
requerimentos ontem. O PSDB disse nunca ter se colocado contrário à
ampliação da investigação, mas considera a medida uma manobra do PT. Os
dois partidos pediram a convocação de Barusco, assim como Solidariedade,
PSB, DEM, PPS e PSOL.
A
oposição começou cedo a protocolar seus requerimentos de convocações,
acareações e acessos a documentos. Às 4h, uma funcionária do PSDB já
guardava o lugar na fila. O líder do partido, Carlos Sampaio (SP),
chegou às 6h28 para ser o primeiro a protocolar os 57 requerimentos da
legenda, às 9h.
“Precisávamos
efetivamente ser os primeiros a protocolar os requerimentos importantes
para a viabilidade da CPI da Petrobrás”, afirmou o tucano. “São
requerimentos fundamentais e, como apresentamos primeiro, serão votados
antes mesmo dos requerimentos do relator e dos demais partidos.”
Foram
202 pedidos da oposição, ante 43 dos governistas – 40 deles assinados
por Florence. O PMDB do presidente da comissão, Hugo Motta (PB), não
apresentou nenhum requerimento no primeiro dia reservado para esse fim.
Dentre
os pedidos da oposição estão a convocação do atual presidente da
Petrobrás, Aldemir Bendine e dos ex-presidentes Graça Foster e José
Sérgio Gabrielli. Também foram arrolados os ex-ministros José Dirceu e
Antonio Palocci; o titular da Justiça, José Eduardo Cardozo, que se
encontrou com advogados de empreiteiras que são alvo das investigações; o
senador Fernando Collor (PTB-AL), acusado de receber propina do
esquema; o ex-tesoureiro da campanha presidencial do PT Edinho Silva; o
tesoureiro do partido, João Vaccari Neto; o presidente do Instituto
Lula, Paulo Okamoto; e o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava
Jato.
Os requerimentos
citam ainda dois condenados pelo mensalão, o empresário Marcos Valério e
o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. A socialite Val Marchiori, amiga
de Bendine, também teve a convocação pedida.
Sub-relatorias.
Além dos pedidos para convocar supostos envolvidos, o PSDB quer a
criação de três sub-relatorias, uma tática para enfraquecer a atuação de
Luiz Sérgio como relator.
No
entanto, o plano defendido por Hugo Motta é criar quatro
sub-relatorias, como informou ontem o jornal Folha de S. Paulo. Para o
presidente, cada um dos objetos que motivaram a criação da CPI deve ter
um sub-relator: superfaturamento e gestão temerária na construção de
refinarias; constituição de subsidiárias e sociedades para prática de
atos ilícitos; superfaturamento e gestão temerária na construção de
navios; e irregularidades na venda operação da companhia Sete Brasil e
na venda de ativos da Petrobrás na África.
Para
os peemedebistas, embora haja divergências na interpretação, o
regimento interno permite que o presidente crie as sub-relatorias sem
precisar de votação no plenário. O PT é contrário à medida. “Nós
postulamos publicamente a relatoria. Eles (a oposição) não postularam e
agora querem fazer requerimento e disputar no plenário. É mais
espetáculo”, disse Florence. / COLABOROU FÁBIO BRANDT
Após a repercussão negativa da liberação de passagens aéreas
para cônjuges de parlamentares, o presidente da Câmara Eduardo Cunha
(PMDB-RJ) sinalizou que deve recuar da decisão.
São Paulo – Após a repercussão negativa da liberação de passagens aéreas para cônjuges de parlamentares, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sinalizou que deve recuar da decisão. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo
o jornal, Cunha marcou para amanhã uma reunião da Mesa Diretora da
Casa, com o objetivo de definir como lidar com o tema. Foi a própria
Mesa que decidiu criar o benefício na semana passada.
Ainda
segundo a publicação, uma das possiblidades estudadas é transformar a
regalia em exceção – neste caso, para conseguir uma passagem aérea para a
mulher, um deputado precisaria fazer um pedido à Mesa, que analisaria
as solicitações caso a caso.
Pela
decisão anterior, os parlamentares poderiam usar verba pública para
comprar bilhetes aéreos para seus cônjuges, desde que o trajeto fosse
entre Brasília e o estado de origem do parlamentar.
O
benefício é alvo de um abaixo-assinado na internet que já conta com 362
mil assinaturas. “Os salários dos deputados já são altos o suficiente
para que eles possam pagar por casa, viagens e manter uma vida de luxo que muitos brasileiros não têm”, diz o texto da campanha.
Com
a repercussão, parlamentares já se manifestaram contra a regalia.
Segundo a Folha, as bancadas do PT, PSOL, PPS e PSDB se comprometeram a
não usar o benefício.
O
bilhete aéreo para os cônjuges foi aprovado junto com uma série de
reajustes das verbas recebidas pelos parlamentares. Foram reajustados os
valores da verba de gabinete, da cota para o exercício parlamentar e do
auxílio-moradia. Os novos valores passam a valer em 1º de abril. Os
reajustes foram feitos com base no IPCA para corrigir a inflação.
No
total, os reajustes terão impacto de R$ 112 milhões no orçamento da
Câmara em 2015. De acordo com o presidente da Casa, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), os novos valores não implicarão em aumento de despesa, pois
haverá cortes no orçamento no mesmo valor.
Prazo de entrega das declarações vai até o dia 30 de abril. Receita espera declaração de 27,5 milhões de contribuintes
O
prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física
2015 começa amanhã (2) e termina no dia 30 de abril. As pessoas que
entregam a declaração no início do prazo têm prioridade para receber a
restituição, caso não preencha a declaração com erros ou omissões. Na
mesma situação estão incluídas pessoas com mais de 60 anos, portadoras
de moléstia grave ou com deficiência física ou mental.
Este ano,
cerca de 27,5 milhões de contribuintes devem prestar contas ao Fisco. A
multa por atraso de entrega será de 1% ao mês-calendário, até 20%. O
valor mínimo é R$165,74. Um passo a passo com cada etapa da entrega está
disponível na página da Receita.
A
declaração poderá ser preenchida no próprio computador, com a
utilização do programa gerador, ou em dispositivos móveis, como tablets
ou smartphones utilizando o aplicativo m-IRPF ou diretamente no site da
Receita Federal, por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC). Neste último caso, haverá necessidade de uma certificação digital.
O
contribuinte poderá salvar ou compartilhar dos computadores da Receita
Federal informações online do programa gerador da declaração do Imposto
de Renda Pessoa Física (IRPF) para usar em diversos dispositivos e não
apenas no adotado para preenchimento do documento.
Isto facilitará
a vida do usuário, que poderá usar a chamada computação em nuvem
(acesso a computador remoto). Será possível começar o preenchimento
utilizando uma forma e continuar em outra, sempre salvando as
informações online.
O contribuinte que optar pela
instalação do programa gerador do Imposto de Renda terá de aguardar até 2
de março, a partir das 8h, para fazer o download . “A partir deste
horário, quem baixar o programa poderá transmitir a declaração”,
conforme informou o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim
Adir.
Entre os obrigados a declarar estão os
contribuintes que receberam, em 2014, rendimentos tributáveis superiores
a R$ 26.816,55 ou rendimentos isentos – não tributáveis ou tributados
somente na fonte –, cuja soma seja superior a R$ 40 mil.
Também
deve declarar quem recebeu, em qualquer mês, ganho de capital na
alienação de bens ou direitos sujeito à incidência de imposto, realizou
operações em bolsas de valores, de mercadorias e futuros, auferiu ganhos
e tem bens ou propriedade rurais de acordo com valores estabelecidos
pela Receita.