quinta-feira, 23 de abril de 2015

PT e sindicatos são derrotados em votação sobre terceirização

Deputados mostram carteiras de trabalho gigantes em protesto na Câmara. Por 230 a 203 votos, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira uma emenda ao projeto de lei 4.330/04 que tem causado um duro embate entre entidades patronais e de trabalhadores, o que regulamenta a terceirização dos serviços no Brasil. No início do mês, os parlamentares já haviam aprovado o texto-base do projeto, faltava votar os destaques.

A votação foi uma derrota do PT, do Governo Dilma Rousseff e das entidades laborais, como a Centra Única dos Trabalhadores e a Confederação dos Trabalhadores do Brasil, que defendiam a reprovação da proposta legislativa. Essas instituições dizem que se a ler passar a valer haverá uma precarização das relações trabalhistas. Os que defendem o projeto, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) dizem que ele vai impulsionar a criação de novos postos de trabalho.

O principal destaque votado nesta quarta-feira foi a emenda aglutinativa 15, que previa, entre outros, abre a possibilidade de terceirizar uma atividade-fim. Por exemplo, uma escola poderia contratar professores como terceirizados. Pelas regras atuais, a terceirização só pode ocorrer em atividade-meio, como essa mesma escola contratar auxiliares de limpeza ou porteiros.

Os outros pontos votados pelos deputados foram a subcontratação de uma quarta empresa por parte da terceirizada e o que autorizava a contratação de associações, sociedades, fundações e empresas individuais como prestadoras de serviços. Nos debates entre os parlamentares, esses dois fenômenos foram chamados, respectivamente, de quarteirização e “pejotização” dos trabalhos (que é quando contrata-se pessoas jurídicas, no lugar de pessoas físicas).

A mesma emenda aglutinativa tratou de uma importante questão tributária, a de reduzir o recolhimento antecipado do Imposto de Renda na fonte de 1,5% para 1% para empresas de terceirização dos serviços de limpeza, conservação, segurança e vigilância. Além disso, o projeto reduziu de 24 para 12 meses a quarentena que o ex-empregado de uma empresa deve cumprir para que possa oferecer serviços à mesma empresa no âmbito de uma contratada de terceirização.

Agora, o projeto será levado ao plenário do Senado Federal, onde, em princípio, deverá sofrer restrições. O presidente desta casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), já disse que encaminhará a proposta para uma comissão estudá-la com afinco.

A votação do projeto causou calorosos debates na Câmara. Líderes de partidos como, Sibá Machado (PT-AC), disseram que se a emenda fosse aprovada os parlamentares estariam rasgando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), principal regra trabalhista, criada em 1943. O oposicionista Mendonça Filho (DEM-PE), por sua vez, afirmou que quem estaria contra os trabalhadores eram os petistas, que são a favor das propostas de emenda constitucional feitas por Rousseff, a 664 e a 665, que alteram direitos trabalhistas.
Durante a votação, um grupo de congressistas segurou cópias gigantes de carteiras de trabalho e bradaram: “Não à terceirização”. Não deu certo.

A divisão entre os votantes estava clara desde cedo. Partidos aliados de Rousseff, como o PMDB e o PSD, orientaram seus deputados a votarem a favor da emenda ou liberaram o voto de seus correligionários. A esperança dos governistas e virar o jogo no Senado. Ocorre que, se houver uma mudança nesta Casa, a proposta volta para uma nova análise da Câmara.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/pt-e-sindicatos-s%C3%A3o-derrotados-em-vota%C3%A7%C3%A3o-sobre-terceiriza%C3%A7%C3%A3o/ar-AAbwWIf

Presidente da Petrobrás pede desculpas à população


A Petrobrás incluiu em seu balanço um capítulo à parte para explicar a abordagem adotada no ajuste de ativos afetados pelo que a empresa classificou de “gastos adicionais”. Reconhecendo que esses gastos foram decorrentes de “uma atividade ilícita”, a empresa situou entre 2004 e abril de 2014 os pagamentos indevidos revelados pela Operação Lava Jato, investigada pela Polícia Federal. E admitiu que ainda não há como estimar se e quanto poderá recuperar dos recursos desviados.

O presidente da companhia, Aldemir Bendine, comparou a situação a um “desastre de avião” e disse que, diante do cenário adverso, é possível tirar lições e avançar. “Vamos dizer que passamos por um desastre em algumas tomadas de decisão. Isso também vai servir para a gente”, afirmou.
ctv-l4t-bendine balanco wilton-juniorestadao: Presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, durante entrevista coletiva sobre o balanço auditado de 2014 © Fornecido por Estadão Presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, durante entrevista coletiva sobre o balanço auditado de 2014

Bendine aproveitou para pedir desculpas à população pelo esquema de corrupção revelado pela Lava Jato. “Faço pedido de desculpa em nome dos empregados da Petrobrás, porque hoje sou um deles”, disse.
“A companhia ainda não recuperou nenhum valor referente aos pagamentos indevidos feitos por fornecedores e não pode estimar de forma confiável qualquer valor recuperável nesse momento. Qualquer valor recuperável será reconhecido como resultado quando recebido (ou quando sua realização se tornar praticamente certa)”, revelou, a Petrobrás, em seu balanço.

Cálculo
A empresa tentou detalhar a metodologia que usou para chegar à perda de R$ 6,194 bilhões apenas com as comissões irregulares que figuraram em diversos contratos com um cartel de empreiteiras. Foi considerada a aplicação de um porcentual fixo sobre o valor total de contratos: os mesmos 3%, indicados nos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, que, depois de preso pela Polícia Federal, revelou o esquema em delação premiada.

“O porcentual de 3,0% foi utilizado para estimar os gastos adicionais impostos sobre o montante total dos contratos identificados”, diz o texto do balanço. A diretoria da estatal argumentou que as informações disponíveis para a companhia são, de maneira geral, “consistentes com relação à existência do esquema de pagamentos indevidos, às empresas envolvidas, aos ex-empregados da Petrobrás envolvidos, ao período durante o qual o esquema operou, além dos valores máximos envolvidos no esquema de pagamentos indevidos em relação ao valor total dos contratos impactados pelo esquema”.

Apuração
No trabalho de cruzamento de dados, a empresa identificou contratos, listou todas as companhias citadas como membros do cartel nos depoimentos tornados públicos e, com base nessa informação, foram levantadas as empresas envolvidas e as entidades a elas relacionadas.Foram identificados todos os contratos assinados, incluindo os termos aditivos.

“No caso específico de valores cobrados adicionalmente por empresas fora do escopo do cartel, a companhia considerou como parte da baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente os valores específicos de pagamentos indevidos ou o porcentual sobre o contrato citados nos depoimentos, pois também foram utilizados por essas empresas para financiar pagamentos indevidos”, explica a nota da Petrobrás.

Além das baixas no ativo, os impactos no resultado do período incluem também a baixa de créditos fiscais existentes e uma provisão para os créditos já utilizados com relação aos ativos em questão, além da reversão de parte da depreciação dos ativos, a partir de suas respectivas datas de entrada em operação.
“Os depoimentos não fornecem informações suficientes para permitir que a companhia determine o período específico no qual cada valor gasto adicionalmente foi incorrido. Dessa forma, a baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente foi reconhecida no resultado do terceiro trimestre de 2014, em função da impraticabilidade de se determinar os efeitos específicos em cada período no passado.” / ANTONIO PITA, FERNANDA NUNES, IRANY TEREZA, MARIANA DURÃO E MARIANA SALLOVICZ
 
http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economiaenegocios/presidente-da-petrobr%C3%A1s-pede-desculpas-%C3%A0-popula%C3%A7%C3%A3o/ar-AAbwMWg

"Trens faziam fila em Auschwitz", diz ex-guarda de campo nazista


 AFP: Se for considerado culpado, Groening pode ficar de três a 15 anos preso

Um ex-guarda do mais famoso campo de concentração nazista disse que, durante a Segunda Guerra Mundial, o número de trens repletos de judeus que chegavam a Auschwitz-Birkenau era tão grande que eles precisavam fazer fila, com as portas ainda fechadas, até que as primeiras composições fossem "processadas".
Oskar Groening, de 93 anos, fez este relato durante o segundo dia de seu julgamento na cidade de Lueneburg, na Alemanha. Ele é acusado de coparticipação na morte de ao menos 300 mil judeus em Auschwitz.
A maioria daqueles que desembarcavam neste campo de concentração iam direto para as câmaras de gás.
Growning disse sentir uma culpa "moral", mas afirma não ter exercido um papel direto no genocídio.
A acusação feita contra ele se refere ao período entre maio e julho de 1944, quando cerca de 425 mil judeus da Hungria foram levados para o complexo de Auschwitz-Birkenau, na Polônia.
Groening diz que era mandado com frequência para a área do campo conhecida como Auschwitz , mas também trabalhou como guarda na seção de Birkenau, onde ficavam as principais câmaras de gás.
"A capacidade das câmaras e dos crematórios era bastante limitada", ele disse no tribunal.
"Alguém disse que 5 mil pessoas eram processadas por dia, mas não tenho como confirmar isso. Para manter a ordem, esperávamos enquanto o primeiro trem era processado totalmente até passar para outro."

Caos e trauma

BBC: Groening afirmou que chegada à Auschwitz era 'organizada' e 'nada extenuante' © Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Groening afirmou que chegada à Auschwitz era 'organizada' e 'nada extenuante'
Sobreviventes de Auschwitz disseram que sua chegada ao campo foi caótica e profundamente traumática, com guardas nazistas berrando ordens, cachorros latindo e famílias sendo separadas.
Por sua vez, Groening descreveu estes momentos como "muito organizados" e "nada extenuantes" para ele.
"Todos caminhavam, alguns numa direção, outros para outra... onde ficavam os crematórios e câmaras de gás", afirmou o ex-guarda.
Uma sobrevivente, Eva Kor, de 81 anos, disse não se lembrar especificamente de Groening, mas considerou ser impossível esquecer a cena.
"Tudo aconteceu muito rápido. Gritos, choros e empurrões. Cachorros latiam. Nunca vivi algo tão louco como aquilo em toda minha vida", disse ela à agência de notícias AP antes de dar seu testemunho.
AFP: Eva Kor, de 81 anos, foi vítima de experimentos científicos em campo nazista © Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Eva Kor, de 81 anos, foi vítima de experimentos científicos em campo nazista
Seus pais e suas irmãs mais velhas foram levados diretamente para as câmaras, enquanto ela e sua irmã gêmea, ambas com 10 anos de idade na época, foram usadas em experimentos feitos pelo médico nazista Josef Mengele.
Ao se recordar do momento em que foi separada de sua mãe, ela disse: "Só me lembro de seus braços estendidos em desespero enquanto ela era levada para longe. Nunca pude dizer adeus".
Nesta quarta-feira, ao falar no tribunal, Groening afirmou: "Peço perdão. Compartilho da culpa moral, mas vocês terão de decidir se sou culpado criminalmente".

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/trens-faziam-fila-em-auschwitz-diz-ex-guarda-de-campo-nazista/ar-AAbwCee

Pedaço de rocha misterioso intriga cientistas americanos

São Paulo – Um pedaço de rocha vulcânica pode mudar algumas ideias que os cientistas têm sobre o período pré-histórico na América. 

Arqueólogos no Alasca encontraram evidências comprovando que os continentes americano e asiático possuíam relações comerciais séculos antes do descobrimento da América.

Os pesquisadores da Universidade do Colorado e do Parque Nacional do Estreito de Bering escavaram um floco de pedra vulcânica no Alasca, mas que é originalmente da Península de Chukotka, na Rússia. As regiões são divididas pelo Estreito de Bering.

Eles utilizaram as impressões digitais químicas do pedaço para descobrir sua localização. “Dessa maneira, nós podemos afirmar que veio de um lugar específico do planeta”, disse o arqueólogo Jeff Rasic, em entrevista para o jornal Alaska Dispatch News.

Rasic concluiu que o floco vinha do local depois que visitou a cidade de Magadan, na Rússia, onde encontrou um par perfeito para o pedaço vulcânico.
© Reuters Estreito de Bering: animal congelado no noroeste do Alasca, no dia 22 de março de 2011, após um alagamento na região. 
 
De acordo com os pesquisadores, a evidência pode fazer parte de uma ferramenta localizada há quatro anos em Cape Espenberg, um assentamento indígena localizado no Alasca.

"Esta ferramenta feita em Chukotka, provavelmente, passou por este site e fora dele", disse Rasic. O arqueólogo afirma que os nativos da região fizeram alguma reparação no objeto e isso acabou deixando alguns flocos para trás.

"Ela (ferramenta) tem bordas incrivelmente nítidas. Elas são mais afiadas do que o bisturi de um cirurgião", acrescentou Rasic.

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/peda%C3%A7o-de-rocha-misterioso-intriga-cientistas-americanos/ar-AAbvoK2

Cuba vai fornecer vacinas contra o câncer para os EUA


Cuba vai fornecer vacinas terapêuticas contra o câncer para os Estados Unidos, com a assinatura de vários acordos com organismos norte-americanos na área da saúde, noticiou hoje (22) o diário oficial cubano Granma.

Os acordos foram anunciados durante a visita à ilha do governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, que ocorreu segunda-feira (20) e terça-feira (21). Uma das organizações norte-americanas envolvidas foi o Instituto Roswell Park contra o Câncer de Nova Iorque, que assinou um acordo com o Centro de Imunologia Molecular de Cuba.

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/cuba-vai-fornecer-vacinas-contra-o-c%C3%A2ncer-para-os-eua/ar-AAbwBca

Balanço do MEC mostra que Fies já fez 242 mil novos contratos



 A menos de dez dias para o fim do prazo, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) renovou 84% dos 1,9 milhão de contratos vigentes. O prazo para renovação de contratos novos e antigos termina no dia 30 deste mês. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), foram firmados 242 mil novos contratos e 296 mil alunos ainda não regularizaram a situação.

Este ano, o Fies passou a ter novas regras e limitações. Antes a adesão podia ser feita durante todo o ano e não havia limite de nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Agora, o estudante que obtiver média inferior a 450 pontos no Enem não poderá se inscrever no Fies. O candidato também não pode zerar na redação. Estão isentos dessa regra os professores da rede pública matriculados em cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia.

Em relação aos cursos, estão sendo priorizados para os novos contratos os que obtiveram nota 5 – pontuação máxima dada pelo MEC. Todos serão atendidos. Para os financiamentos de graduações com nota 3 e 4, serão considerados alguns aspectos regionais, priorizando localidades e cursos que historicamente foram menos atendidos. Também foi estabelecido um teto de 6,41% no reajuste da mensalidade para o financiamento pelo governo. Quanto aos contratos vigentes, o ministério garantiu todas as renovações e assumiu o compromisso de estender o prazo, caso seja necessário.

O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso. O programa acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/educacao/balan%C3%A7o-do-mec-mostra-que-fies-j%C3%A1-fez-242-mil-novos-contratos/ar-AAby7l3


EUA emitem alerta para turista sobre risco de dengue no Brasil

Dengue causa superlotação e altera rotina de hospitais particulares de SP: Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha: Grande procura por atendimento se repete nos centros médicos da rede públicaO Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos emitiu alerta aos americanos para o risco de contrair dengue e malária em viagens ao Brasil. Em escala de 1 a 3, o País foi classificado como risco nível 1, de atenção. Isso quer dizer que o viajante deve adotar precauções. Libéria e Serra Leoa, por exemplo, são nível 3, por causa do Ebola - e devem ser evitados. O Ministério da Saúde considerou a medida “adequada”. 

“O Brasil de fato está enfrentando epidemia de dengue em algumas regiões e cabe o aviso aos viajantes”, afirmou o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch. O alerta sobre dengue foi publicado no site do CDC na segunda-feira, 20. O texto informa que, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), houve o registro de 224.101 casos e 52 mortes só neste ano. São Paulo, Goiás e Acre são os Estados mais afetados. 

O CDC ressalta que não há vacina nem remédio eficaz para prevenir a dengue e os viajantes devem usar repelentes. O centro sugere ainda que os turistas se vistam com calças e camisas de mangas compridas. Se usarem filtro solar, o repelente deve ser aplicado em seguida. 

© Fornecido por Estadão Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha: Grande procura por atendimento se repete nos centros médicos da rede pública 
 
“A pessoa só se torna imune à dengue se foi infectada pelos quatro sorotipos da doença. E, se já teve infecção anterior, a chance de ter a forma grave da dengue é maior. Nesse sentido, é indiferente que o turista nunca tenha tido contato com a doença”, explicou Maierovitch. 

Malária
O CDC também emitiu alertas a respeito de malária. Em 27 de março, o País foi classificado como risco nível 1, por causa do registro de 23 casos de transmissão da doença no Rio e 5 em Goiás. A transmissão local significa que mosquitos foram infectados pela malária e estão espalhando a doença para a população, alerta o órgão. O centro recomenda que pessoas que estejam viajando para Goiás ou para a Região Serrana e áreas de Mata Atlântica do Rio também se protejam. 

De acordo com Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), esse tipo de alerta é “mais ou menos recorrente” e se justifica no caso da dengue. “Estamos no meio de um surto e precauções devem ser tomadas”, afirma. 

Exagero
As medidas mais eficazes para o combate à dengue são as preventivas, como controle de criadouros e saneamento básico, ressalta Denise. Já no caso da malária, a especialista considera que houve “certo exagero” do órgão internacional. “É um pequeno surto, muito localizado, no interior do Rio. De vez em quando acontecem esses casos, mas 99% dos registros de malária são na Região Amazônica. Isso ocorre porque os mosquitos encontrados na Região Sudeste, por exemplo, são maus transmissores.” 

O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe, diz que a própria secretaria emitiu um alerta para malária em março, para chamar a atenção de pessoas que visitaram áreas de Mata Atlântica em Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Miguel Pereira. 

“Esse tipo de alerta, se for direcionado e emitido de forma a não causar pânico, deve ser feito de forma rotineira. No ano passado, fizemos o mesmo com quem estava indo para a Europa, por causa dos casos de sarampo”, afirmou Chieppe.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/eua-emitem-alerta-para-turista-sobre-risco-de-dengue-no-brasil/ar-AAbyb2T

"Desmaiei de dor", lembra top model da Somália sobre mutilação genital

Waris Dirie tinha 5 anos quando foi circuncidada com navalha; Somália é o país que mais pratica mutilação genital no mundo: 98% das somalis de 15 e 49 anos passaram pelo procedimento

O som rítimico dos tambores ainda ecoa nas lembranças de Waris Dirie cada vez que ela ouve falar sobre mutilação genital feminina. A somali tinha 5 anos quando foi acordada pela mãe no meio da noite e levada a um local ermo. Quando viu uma mulher seguir em sua direção com uma lâmina de barbear quebrada, não teve dúvida: seria mutilada.

Waris Dirie foi mutilada quando tinha 5 anos e agora luta para acabar com o procedimento em todo o mundo
Reprodução/Facebook
Waris Dirie foi mutilada quando tinha 5 anos e agora luta para acabar com o procedimento em todo o mundo

Waris Dirie tinha 5 anos quando foi circuncidada com navalha; Somália é o país que mais pratica mutilação genital no mundo: 98% das somalis de 15 e 49 anos passaram pelo procedimento

O som rítimico dos tambores ainda ecoa nas lembranças de Waris Dirie cada vez que ela ouve falar sobre mutilação genital feminina. A somali tinha 5 anos quando foi acordada pela mãe no meio da noite e levada a um local ermo. Quando viu uma mulher seguir em sua direção com uma lâmina de barbear quebrada, não teve dúvida: seria mutilada.

Waris Dirie foi mutilada quando tinha 5 anos e agora luta para acabar com o procedimento em todo o mundo
Reprodução/Facebook
Waris Dirie foi mutilada quando tinha 5 anos e agora luta para acabar com o procedimento em todo o mundo
"Fechei meus olhos e rezei para que fosse rápido. E foi, já que desmaiei de tanta dor e só acordei quando já havia acabado. Foi horrível. Senti como se tivesse perdido um braço", lembra Waris, hoje com 49 anos, durante conversa com o iG.

Assim como Waris, 98% das mulheres com idade entre 15 e 49 anos foram submetidas à mutilação genital na Somália, segundo dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, coletados em 29 países entre a África e o Oriente Médio, onde se concentra a prática. Depois da Somália, a Guiné tem o segundo maior índice de circuncidadas: 96%. Djibouti e Egito têm, respectivamente, 93% e 91% da população nessa faixa etária mutilada. Em Eritreia e no Mali, o número chega a 89%. Em Serra Leoa e no Sudão, a prevalência é de 88%. 

Tradição milenar
Todos os anos, cerca de 3 milhões de meninas são submetidas à mutilação genital no mundo. Somado ao impacto do crescimento populacional, o número pode chegar a 63 milhões de mutilações genitais femininas até 2050, estima o Unicef.

A tradição de ao menos cinco mil anos de história que consiste em cortar partes do clitóris e dos pequenos e grandes lábios da vagina. Em algumas localidades, o corte ainda é feito à navalha. 

De acordo com Olga Regina Zigelli Garcia, pesquisadora do Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o procedimento teria função sanitária – a mulher se tornaria mais limpa após o ato – e também atenderia a questões culturiais: o clitóris é visto por sociedades patriarcais como a falsa representação do pênis e, portanto, competiria com a virilidade masculina. Na maioria dos casos, a mutilação da vagina veta à mulher o direito ao prazer sexual.

"A remoção das partes 'masculinas' e 'impuras' da vagina são procedimentos que, para os homens, torna as meninas 'limpas' e 'bonitas'", complementa Sheema Sengupta, chefe de proteção à criança do Unicef na Somália

Depois do procedimento, Waris passou duas semanas se recuperando com hemorragia e febre alta. Para acelerar a cicatrização, a criança teve pernas e tornozelos atados com tiras de pano por quase um mês. "Mesmo sendo apenas uma garotinha, sabia que aquilo era errado. Deus me fez perfeita. Não precisavam ter tirado uma parte de mim", diz ela.

Théo Lermer, ginecologista, sexólogo e colaborador do ambulatório de sexualidade do Hospital das Clínicas (HC), explica que tribos ainda realizam a mutilação genital extrema, onde a mulher tem o clitóris e os pequenos lábios arrancados por meio de facões e navalhas, sem o menor nível de profilaxia. 

"Nesses casos, a vagina é costurada e se torna, basicamente, os orifícios para urinar e menstruar. Depois disso, durante a relação sexual, essa mulher sente bastante dor e, quando engravida, corre sério risco de morrer. Se ambos sobreviverem, é provável que a mulher sofra com fístulas", afirma.

Apesar do sofrimento, Waris jamais se rebelou contra os pais. Pelo menos não até os 13 anos, quando a família avisou que ela teria de se casar com um homem bem mais velho. Na noite que antecedeu o matrimônio, a jovem fugiu de casa e buscou abrigo junto a um tio que trabalhava em uma embaixada. Levada por ele para Londres, na Inglaterra, Waris se tornou empregada doméstica na casa do embaixador da Somália, mas fugiu depois de meses sem qualquer remuneração. Instalada em um albergue, a jovem conseguiu emprego em um restaurante do McDonal’s, onde acabou sendo descoberta pelo fotógrafo Terence Donovan e iniciou seu trabalho como modelo. 

"Foi um choque para uma garota muçulmana que não conhecia nada do mundo como eu", brinca. "Depois disso, dei início à minha carreira. Foram muitos desfiles e trabalhos publicitários. Mas jamais esqueci da mutilação genital." 

Para ajudar outras meninas que se submeterem à mutilação genital e evitar que milhares de outras sofressem a mesma dor, a ex-top model se tornou ativista social e escreveu o livro "Flor do deserto", que posteriormente se tornou filme com título homólogo e que teve a somali como co-produtora. Depois de anos modelando, Waris passou a se dedicar exclusivamente à Desert Flower Foundation, ONG que apoia mulheres afetadas pela mutilação genital e tenta proteger possíveis vítimas. Hoje, Waris mora em Viena com os filhoa Aleeke, de 17 anos, e Leon, de 5.  

Apesar da dor, mulheres da Somália defendem mutilação
No país com maior número de mutilações genitais do mundo, 67% das mulheres somalis não acham que o procedimento deve acabar. A porcentagem é expressiva, mas ainda menor do que a da Guiné, que tem o maior índice de aceitação do continente: 81% das mulheres são contra o fim da prática. Mali, com 80%, Serra Leoa, 74%, e Gâmbia, 72%, completam a lista dos países onde a maioria das mulheres apoia a circuncisão. Na contramão desse movimento, 93% das mulheres de Benin e Gana acham que a prática deve ser banida.  

"Grande parte da população somali é analfabeta. Claro que acreditam em várias tradições. As mulheres não têm status social e são abusadas em todo a sua vida. Essa realidade precisa mudar", diz Waris.

De acordo com Claudio Bertolli Filho, professor de antropologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), como a mutilação genital representa valores centenários para esses países, a permanência da prática deve ser discutida e, em muitos casos, respeitada.

Mapa dos países com maior número de mulheres e crianças submetidas à mutilação genital na África
Reprodução/Unicef
Mapa dos países com maior número de mulheres e crianças submetidas à mutilação genital na África
"Essa é uma cultura que passa de geração para geração. Para nós ocidentais, por exemplo, é normal a mulher implantar silicone em várias partes do corpo e fazer cirurgia de reconstituição de hímen para ficar virgem novamente. Se a circuncisão não for total, não acho que deveria ser erradicada", pondera.

Já Olga, do Instituto de Estudos de Gênero da UFSC, acredita que o procedimento, considerado uma violação dos direitos humanos, não pode ser mantido apenas por seu "questionável valor cultural". "Essa prática, além de violar a dignidade humana, também viola os direitos da criança, já que meninas entre quatro e oito anos também são violadas. Não podemos legitimar crueldades e desigualdades com a desculpa da tradição", argumenta. 

Pelo fim da mutilação genital
Na Somália, o procedimento é proibido por lei, mas nem sempre respeitado. Em regiões como a autônoma Puntland, no nordeste somali, além da legislação há ainda uma fatwa religiosa – decreto islâmico – impedindo a prática. O Unicef em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas e o governo federal da Somália atuam para implementar novas legislações sobre o assunto e contam com auxílio de assistentes sociais e médicos, entre outros profissionais, para aconselhar a população a se opor à prática nas áreas mais isoladas do continente. 

"Para mudar essa realidade, precisamos de uma combinação de ações e intervenções, incluindo a execução de políticas sociais e de líderes religiosos como influenciadores e agentes-chave nas comunidades", explica Sheema Sengupta.

Terrorismo e fome
Alvo de disputa no período colonial entre o Reino Unido, França e a Itália, a Somália foi criada em 1960 e, desde então, seu desenvolvimento econômico e social tem sido lento. Com a relação azedada com os vizinhos Quênia, Etiópia e Djibouti por suas reivindicações territoriais, o país só passou a desfrutar de alguma estabilidade a partir de 2012, com a queda do presidente Barre e a instauração de um novo governo. Mas os anos de ausência política expressiva trouxe consequências difíceis para a nação. 

Combatentes do Al-Shabab ficam em formação com suas armas durante exercícios militares em Mogadishu, Somália (17/2/2011)
AP
Combatentes do Al-Shabab ficam em formação com suas armas durante exercícios militares em Mogadishu, Somália (17/2/2011)
O grupo terrorista Al-Shabab – A Juventude, em árabe –, responsável pelo ataque terrorista à universidade do Quênia que deixou 148 mortos e cuja ligação com a rede Al-Qaeda é conhecida internacionalmente, foi um resultado da crise. Criado em 2006 como uma ala radical da extinta União das Cortes Islâmicas da Somália, que combatia as forças etíopes apoiadoras do fraco governo interino, o grupo tem grande influência nas áreas rurais do país e realiza ataques sistemáticos tanto dentro quanto fora da Somália. 

A ascensão da pirataria somali também despertou preocupação internacional e levou até a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a assumir a liderança em uma grande operação antipirataria. Os esforços internacionais começaram a dar frutos em 2012, quando os ataques piratas caíram drasticamente nessa região.

Mas os problemas do país não se limitam ao terrorismo. Entre 1992 e 2012, a Somália contabilizou cerca de meio milhão de mortes em decorrência da fome. Somente em 2011, durante uma das piores secas em seis décadas na África, mais de 250 mil foram mortos – metade crianças com menos de 5 anos, conforme indicou o Consórcio de Organizações Não Governamentais. Outros milhares ficaram à beira da inanição e fugiram para o Quênia e Etiópia em busca de comida.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-04-23/desmaiei-de-dor-lembra-top-model-da-somalia-sobre-mutilacao-genital.html

Com bate-boca, Câmara aprova novas regras da terceirização e derrota governo

Parlamentares aprovaram que a atividade fim de uma empresa seja terceirizada e reduziram de 24 para 12 meses período que o ex-empregado deve cumprir a fim de poder prestar serviços à mesma empresa por uma contratada de terceirização

Deputados contrários ao pacote de mudanças nas regras da terceirização protestaram com réplicas da carteira de trabalho
Deputados contrários ao pacote de mudanças nas regras da terceirização protestaram com réplicas da carteira de trabalho
A Câmara na noite desta quarta-feira (22), por 230 votos a favor e 203 contra, emenda aglutinativa alterando alguns pontos do projeto que regulamenta a terceirização. A emenda manteve no texto-base a possibilidade de terceirizar a atividade-fim e reduziu de 24 meses para 12 meses a chamada quarentena, período que o ex-empregado de uma empresa deve cumprir a fim de poder prestar serviços à mesma empresa por uma contratada de terceirização. Agora o texto será avaliado pelo Senado Federal.

A emenda estabelece ainda que nos contratos em que não estão definidos a retenção na fonte de alíquota de 11 % da fatura para os serviços de limpeza ou segurança, ou as alíquotas relativas à desoneração da folha de pagamentos, a empresa contratante terá que reter o equivalente a 20% da folha de pagamento dos salários da terceirizada, descontando da fatura a ser paga. Pelo texto, caberá à contratada informar até o quinto dia útil do mês o montante da folha de salários referente ao serviço prestado no mês anterior. 

Maia (SDD-BA), altera também um ponto do texto-base, aprovado no último dia 8. Ela retira a necessidade de se observar os acordos e convenções coletivas de trabalho. No entanto, Maia manteve no texto o dispositivo que prevê a filiação dos terceirizados ao mesmo sindicato da empresa contratante se ambas (contratada e contratante) pertencerem à mesma categoria ec

A emenda aprovada pelos deputados, também, torna a responsabilidade da contratante solidária em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias devidas pela contratada. Com a proposta, tanto a empresa terceirizada quanto a contratante são corresponsáveis e podem ser processadas pelo trabalhador no caso de dívidas trabalhistas e previdenciárias. 
Os deputados analisam agora emenda do líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), que pretende incluir no texto do projeto o dispositivo que estende os direitos previstos na proposta que regulamenta a terceirização aos trabalhadores terceirizados da administração pública direta e indireta. 
Na tentativa de encontrar um acordo em torno de alguns pontos a serem alterados no projeto de lei, principalmente na questão da tributação, reuniram-se na tarde desta quarta-feira com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líderes partidários e os ministros da Fazenda, Joaquim Levy; das Comunicações, Ricardo Berzoini; da Aviação Civil, Eliseu Padilha; e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.
Deputados protestam com réplica de carteira de trabalho durante sessão na Câmara sobre terceirização (22/04/2015)
Deputados protestam com réplica de carteira de trabalho durante sessão na Câmara sobre terceirização.
 
 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-04-22/com-bate-boca-camara-aprova-novas-regras-da-terceirizacao-e-derrota-governo.html
 
 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Médicos do Exército vão ajudar Prefeitura no combate à dengue

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo vai receber ajuda de médicos do Exército para combater a dengue na capital paulista. A informação foi confirmada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), em entrevista à Rádio Estadão na manhã desta quarta-feira, 22. Há uma semana, a administração municipal já havia solicitado auxílio de 50 soldados para acompanhar equipes de saúde em visitas nas residências paulistanas.

"O Exército vai ceder dez médicos para o combate específico contra a dengue", informou Haddad. Em nota, o Comando Militar do Sudeste afirmou que os profissionais devem atuar em unidades de pronto atendimento e que vai ceder para a Prefeitura 15 barracas para atendimento de urgência à população atingida pela dengue, devendo "a Secretaria Municipal de Saúde informar os locais da capital a serem apoiados".

Atualmente, a cidade dispõe de sete tendas da Prefeitura voltadas para pacientes com dengue. A estimativa do município, segundo Haddad, é aumentar esse número para nove - tendo em vista que ainda falta um mês para o período crítico da doença passar.

'Aqui não estamos em uma situação epidêmica, mas estamos lutando contra o tempo para evitar que chegue à capital', disse o prefeito Haddad nesta quarta-feira, 22, na 'Rádio Estadão'Nilton Fukuda/Estadão
Médicos do Exército vão ajudar Prefeitura no combate à dengue: 'Aqui não estamos em uma situação epidêmica, mas estamos lutando contra o tempo para evitar que chegue à capital', disse o prefeito Haddad nesta quarta-feira, 22, na 'Rádio Estadão' © Fornecido por Estadão 'Aqui não estamos em uma situação epidêmica, mas estamos lutando contra o tempo para evitar que chegue à capital', disse o prefeito Haddad nesta quarta-feira, 22, na 'Rádio Estadão' 
 
Para Haddad, a principal atuação do Exército vai continuar sendo o acompanhamento nas casas dos moradores, especialmente nos bairros com maiores índices de violência, onde há resistência dos moradores em abrir a porta para os agentes. Segundo o prefeito, as residências representam 80% dos focos de dengue na capital.

"A capital está totalmente cercada de epidemias. Há epidemia em Campinas, epidemia em Sorocaba, epidemia em Santos. Aqui não estamos em uma situação epidêmica, mas estamos lutando contra o tempo para evitar que chegue à capital", disse Haddad. "Não sabemos se daqui a duas semanas estaremos nessa condição."

Dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam que São Paulo registra 12 casos da doença por hora. No primeiro trimestre de 2015, a cidade atingiu o triplo de casos do ano passado: 8.063, ante 3.183 no mesmo período de 2014.

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/m%C3%A9dicos-do-ex%C3%A9rcito-v%C3%A3o-ajudar-prefeitura-no-combate-%C3%A0-dengue/ar-AAbuSkR

Americano é preso após ‘matar’ computador a tiros

Um homem foi detido pela polícia dos Estados Unidos depois de atirar oito vezes em seu computador. Ele ficou enfurecido porque o aparelho não funcionava, segundo os policiais.

"Ele estava tendo problemas tecnológicos, então ele levou o computador para um beco e o destruiu", disse o porta-voz da polícia Jeff Strossner. O episódio ocorreu na cidade de Colorado Springs.

Lucas Hinch foi detido por fazer disparos de arma de fogo na rua. Ao dar uma de "caubói do Velho Oeste" - como foi descrito por jornais locais - ele não teria se dado conta de que estava desrespeitando a lei.

A Justiça ainda decidirá sobre sua punição.
"Ele se cansou de brigar contra o computador nos últimos meses", disse Strossner ao jornal americano Colorado Springs Gazette.

A publicação diz que Hinch "atirou na maldita coisa" quando o commando ctrl+alt+delete – o método tradicional para reiniciar computadores – novamente deixou de funcionar na manhã de segunda-feira. O computador em questão seria da marca Dell.

"Ele conseguiu ter o tipo de vingança com o qual todos nós sonhamos", disse o jornal. "O computador não deve se recuperar".

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/curiosidades/americano-%C3%A9-preso-ap%C3%B3s-%E2%80%98matar%E2%80%99-computador-a-tiros/ar-AAbukgh

Mulher na Índia fica sem marido e é condenada a viver com vizinho


Mulheres na Índia têm uma posição frágil na sociedade
Mulheres na Índia têm uma posição frágil na sociedade

O conselho de uma aldeia no norte da Índia ordenou a uma cidadã, cujo marido fugiu com a esposa de um vizinho, que passe a viver com o morador abandonado ou que lhe pague uma compensação. A polícia investiga o pedido de ajuda que Rajendra Meghwal fez ao conselho da aldeia, situada no Estado de Rajasthan (norte da índia), depois da fuga da sua esposa, acompanhada das duas crianças de ambos, com o vizinho Kalulal Meghwal.

Mamta, a mulher de Kalulal, disse à polícia que o conselho da aldeia, “khap panchayat“, a obrigou a escolher entre pagar uma compensação de US$ 4.775 (R$ 15.280) a Rajendra Meghwal por o seu marido ter fugido com a mulher deste ou viver com o homem “abandonado”.

– A mulher não esteve presente na reunião do conselho, mas veio queixar-se a nós de que fora solicitada para escolher entre pagar dinheiro ou viver com Rajendra Meghwal – disse o policial Sanjay Kumar à agência francesa de notícias AFP.

Na decisão do conselho da aldeia não ficou claro se ao viver com Rajendra desempenhará o papel de esposa ou de empregada doméstica. Os conselhos de aldeia, conhecidos como ‘panchayats‘, consistem em grupos de cidadãos não eleitos que são encarados como árbitros sociais e morais da respectiva aldeia.

Embora não tenham cobertura legal, os ‘panchayats’ são muito influentes e têm sido acusados de aplicar sanções a “crimes de honra” praticados por mulheres cujas ações são vistas como vergonhosas para as suas famílias.

Apelidados de “tribunais de canguru” pelos críticos, os conselhos de aldeia são conhecidos pelos espancamentos em público e por outras medidas de coação que aplicam àqueles que consideram criminosos.

http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/mulher-na-india-fica-sem-marido-e-e-condenada-a-viver-com-vizinho/759026/

Estudante negro da UEMG é preso por PMs sob a acusação de tentar ‘roubar o próprio carro'

PEDRO RACISMO












O estudante Pedro Henrique Afonso é o personagem central em um episódio absurdo registrado na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). O aluno foi preso no último dia 30 de março por uma suposta tentativa de roubo de um carro no estacionamento da Faculdade de Políticas Públicas da instituição. O problema é que o veículo era do próprio estudante.

“Ao trancar o meu carro, fui abordado por uma viatura da PM. ‘O que você está fazendo aí?’. Respondi que era trabalhador. Um sargento e um cabo, ambos da 124ª cia, do 22º BPM, saíram com armas em punho: ‘mão na cabeça, vagabundo, e cala a sua boca’. ‘Conheço meus direitos, não podem me abordar dessa forma e já vou fazer uma representação contra vocês na corregedoria’, argumentei. Foi o suficiente para que a truculência aumentasse”, escreveu Pedro em sua página no Facebook.

Segundo o estudante, colegas e professores protestaram contra a sua prisão, mas não obtiveram nenhum resultado. Ele ainda pediu para que os policiais militares averiguassem se o carro não era mesmo dele, porém não adiantou. “O tempo inteiro eu estava algemado, ainda que em nenhum momento tinha resistido fisicamente à prisão. Queriam me humilhar, constranger. Conseguiram”.

 http://www.brasilpost.com.br/2015/04/22/racismo-prisao-uemg_n_7109452.html?utm_hp_ref=brazil&ir=Brazil

Sargento morto em tentativa de roubo é enterrado em Sobradinho, no DF

  Sepultamento aconteceu às 11h; helicóptero da PM jogou rosas brancas.
Mulher dele e cunhada foram baleadas, mas não correm risco de morte.
 
Enterro do corpo do sargento da Polícia Militar do Distrito Federal Antônio Marcos de Araújo (Foto: Luciana Amaral/G1)
 
O sargento da Polícia Militar do Distrito Federal Antônio Marcos de Araújo, morto baleado na cabeça depois de reagir a um assalto na segunda-feira (20), em Sobradinho, foi enterrado na manhã desta quarta-feira (22) no cemitério da região.
Enterro do corpo do sargento da Polícia Militar do Distrito Federal Antônio Marcos de Araújo (Foto: Luciana Amaral/G1) O velório começou às 8h e o sepultamento, às 11h. Amigos, familiares e policiais de diversos batalhões estiveram presentes para prestar as últimas homenagens. Um helicóptero da corporação lançou pétalas de rosas brancas.

A professora Ivone Naves do CEF 08, onde Araújo trabalhava, disse que ele  era querido por alunos e funcionários do colégio. "Era uma pessoa muito trabalhadora. Vai fazer muita falta, tanto para os professores quanto para os estudantes. Lamentamos muito."

A mãe da vítima passou mal após o enterro e teve de ser atendida por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
O tenente-coronel Júlio César, do Batalhão Escolar em que Araújo atuava, conhecia o policial há cerca de um ano. Ele classificou o crime de "tragédia". "Era excelente profissional, a própria comunidade escolar reconhece isso. O pior é que [os assaltantes envolveram a filha [do policial, de 7 anos], que estava dentro de casa. Fizeram menção de levá-la. Ela então entrou em casa e tentou pegar o colete à prova de balas para se proteger."

O policial aposentado Belchior Ferreira era amigo de Araújo desde 1996, desde quando ambos eram soldados. "Considero ele um irmão. Sempre tivemos uns planos de trabalhar no Proed e ajudar as pessoas, os dependentes químicos. O destino profissional nos separou, mas era um amigão. Foi uma pessoa carismática, íntegra e um dos ícones da PM. Ele teve interesse em ampliar o quadro do Proerd e interagia com diferentes grupos sociais."

Prisão
Nesta terça, a Polícia Militar prendeu três adultos e apreendeu um adolescente suspeitos de participar do crime. Eles foram detidos no Arapoanga. Três armas, entre elas a pistola do policial, munição e dinheiro também foram apreendidos. A PM disse que o dinheiro era fruto de um assalto a uma padaria.

O sargento Antônio Marcos de Araújo foi baleado na cabeça depois de reagir a um assalto quando chegava de carro em casa por volta das 13h. Armado, o PM reagiu, mas tropeçou e caiu. Um dos assaltantes se aproveitou e atirou na nuca dele. A mulher e a cunhada da vítima estavam no portão da residência e foram atingidas, mas não correm risco de morte.

O crime chocou a vizinhança. O prestador de serviços Alessandro dos Reis, morador da rua em que o sargento foi morto, disse estar assustado. “Todo mundo na rua ficou desesperado, o que não é normal. É uma situação delicada. Delicada porque a gente não pode fazer nada.”

 http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/04/sargento-morto-em-tentativa-de-roubo-e-enterrado-em-sobradinho-no-df.html

Simony é cobrada por empresário em rede social

Robson Severgnini usou o Instagram para pedir o valor da gravação de um DVD da cantora

"Jeziel Liasch espera até hoje receber pelo trabalho que foi contratado" / Reprodução Instagram

Simony foi cobrada publicamente, em uma rede social, por um empresário paulista. De acordo com Robson Severgnini, a cantora deve pela gravação do DVD de 30 anos de carreira. 

"Muito bem, Srta. Benelli Simony, gostaria de saber quando você vai pagar os serviços de gravação do áudio do seu show de relançamento em São Paulo. Jeziel Liasch espera até hoje receber pelo trabalho que foi contratado e nada de você efetuar o pagamento! Outras pessoas igualmente também não receberam por seus serviços... Estamos reunindo as pessoas que prestaram serviços e não receberam e começaremos a cobrar publicamente em todos os lugares, até que você honre com seus compromissos! Aguardamos seu contato! Robson Severgnini / Jeziel Liasch”, publicou Robson no Instagram da artista, de acordo com o jornal Extra.
 

Até o momento da publicação, Simony não respondeu a mensagem e não se pronunciou sobre o caso. O DIÁRIO também não conseguiu contato com a assessoria da cantora.
 
 http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/80932/simony-e-cobrada-por-empresario-em-rede-social

SBT é condenado a indenizar vítima do 'Programa do Ratinho'

Acidente no quadro ‘Vem quem Quer’ causou problemas ao SBT (Divulgação)

O quadro ’Vem quem Quer’ do ’Programa do Ratinho’ já está fora do ar desde o ano passado, mas continua rendendo problemas ao SBT. Segundo a coluna ‘Outro Canal’ da 'Folha de S. Paulo’, a emissora foi condenada a indenizar um participante no valor de R$ 40 mil.

Gilson Francisco foi jogado para fora do palco da atração pelo braço mecânico de gorila do quadro e terminou tendo parte do dedo da mão esquerda decepado. O porteiro ficou três dias internado e outros 50 afastado do trabalho e por isso entrou na justiça pedindo R$ 160 mil de indenização.

O SBT custeou os medicamentos, renovação de curativos e transporte para a fisioterapia de Gilson na época do acidente, mas alegou em juízo que a responsabilidade pelo acidente era do porteiro, que sabia como o quadro funcionava e aceitou correr o risco. Tanto a emissora, quanto o participante vão recorrer da sentença. 

 https://br.celebridades.yahoo.com/blogs/notas-omg/sbt-e-condenado-a-indenizar-vitima-do-programa-do-190207552.html

Papa critica 'excessos do machismo' e exposição do corpo da mulher pela mídia

Durante a audiência na Praça de São Pedro, Francisco atacou a 'instrumentalização e a comercialização do corpo feminino' 
 
Papa Francisco: ideia de que Eva foi criada a partir da costela de Adão não significa inferioridade ou subordinaçãoO papa Francisco criticou nesta quarta (22) "os excessos do machismo", que qualifica a mulher como "segunda classe", e denunciou "a instrumentalização e a comercialização do corpo feminino na atual cultura midiática".
Papa Francisco: ideia de que Eva foi criada a partir da costela de Adão não significa inferioridade ou subordinação
Durante a audiência geral na Praça de São Pedro, o papa denunciou as "variadas formas de sedução enganosa e prepotência humilhante" exercidas sobre as mulheres, como "os excessos do machismo, que considera a mulher de segunda classe".

O papa lembrou que, de acordo com a Igreja Católica, quando Deus criou Adão, este estava sozinho. "[Mas], quando lhe apresentou uma mulher, o homem reconheceu aquela criatura como parte dele – osso dos meus ossos, carne da minha carne. Há um reflexo, uma reciprocidade."

Francisco acrescentou que "a mulher não é uma réplica do homem, mas foi criada diretamente por Deus". A ideia de que Eva foi criada a partir da costela de Adão "não significa inferioridade ou subordinação, mas que homem e mulher são a mesma substância e são complementares, também têm essa reciprocidade", disse o papa. "A relação vê-se assediada por mil formas de sedução enganosa, humilhação e até de violência", acrescentou. Essas situações aumentaram a desconfiança entre o homem e a mulher "e a dificuldade de uma aliança plena, capaz de uma relação íntima de comunhão e de respeito das diferenças", explicou.

"Ao mesmo tempo, desvalorizou-se socialmente a aliança estável e criadora entre ambos, o que constitui uma grande perda para todos. É importante que se volte a valorizar o casamento e a família", destacou Francisco.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-04-22/papa-critica-excessos-do-machismo-e-exposicao-do-corpo-da-mulher-pela-midia.html

Todos os anos, três milhões de meninas sofrem mutilação genital no mundo

Boche, de 10 anos, teve pedaço do tornozelo arrancado pelo pai na Tanzânia por se recusar a se submeter à mutilação genital Boche, de 10 anos, teve pedaço do tornozelo arrancado pelo pai na Tanzânia por se recusar a se submeter à mutilação genital

Apesar de condenada pela ONU, países da África e no Oriente Médio mantêm a prática; a mutilação consiste em cortar partes do clitóris e dos pequenos e grandes lábios da vagina 

A gaze ao redor do tornozelo esquerdo da pequena Boche, de 10 anos, esconde o que seu olhar triste não consegue disfarçar. Após se recusar a ter as partes genitais mutiladas, a criança que mora em uma aldeia do norte da Tanzânia teve o pedaço da pele da perna arrancada à faca pelo próprio pai.

Boche faz parte do contingente de milhões de meninas e mulheres que vivem em países da África e do Oriente Médio onde persiste a prática da mutilação genital feminina, uma tradição de ao menos cinco mil anos de história que consiste em cortar partes do clitóris e dos pequenos e grandes lábios da vagina. Em alguns locais o corte ainda é feito à navalha.

O procedimento teria função sanitária – a mulher se tornaria mais limpa após o ato – e também atenderia a questões culturiais: o clitóris é visto por sociedades patriarcais como a falsa representação do pênis e, portanto, competiria com a virilidade masculina. Na maioria dos casos, a mutilação da vagina veta à mulher o direito ao prazer sexual.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, a mutilação genital é realizada em cerca de 3 milhões de meninas e mulheres todos os anos e se concentra em 29 países entre o continente africano e o Oriente Médio. 

Até agora, mais de 130 milhões de meninas e mulheres já foram submetidas ao procedimento e, se essa tendência for mantida, outras 30 milhões poderão ser mutiladas nos próximos dez anos. Somado ao impacto do crescimento populacional, o índice pode atingir 63 milhões até 2050, de acordo com o Unicef.
"De todas as histórias que eu já presenciei, a de Boche é a que mais me comoveu. Ela é só uma criança...", diz ao iG Julian Marcus, presidente da Tanzânia Development Trust (TDT), ONG que acolhe vítimas da mutilação e ajuda a erradicar a cultura no país e para onde Boche foi encaminhada.

Entre os países que praticam a circuncisão feminina, a Somália tem o maior número de casos: 98% das mulheres entre 15 e 49 anos já tiveram a vagina mutilada, segundo o estudo "Female Genital Mutilation/Cutting: A statistical overview and exploration of the dynamics of change", do Unicef, divulgado em 2013. A Guiné tem o segundo maior índice, 96%. Djibouti e Egito têm, respectivamente, 93% e 91% da população feminina mutilada. Em Eritreia e no Mali, o número chega a 89%. Em Serra Leoa e no Sudão, a prevalência é de 88%.

Formas de mutilação
Em dezembro de 2012, uma resolução da ONU (67/146) condenou a prática. Para dribá-la, no entanto, alguns países têm medicalizado o procedimento. No Egito, por exemplo, o corte no clitóris é feito superficialmente por profissionais de saúde treinados, o que reduz o risco de infecções e morte da paciente.
Mas esse não parece ser o procedimento padrão em todos os países listados pelo Unicef. Théo Lermer, ginecologista, sexólogo e colaborador do ambulatório de sexualidade do Hospital das Clínicas (HC), explica que tribos ainda realizam a mutilação genital extrema, onde a mulher tem o clitóris e os pequenos lábios arrancados por meio de facões e navalhas sem o menor nível de profilaxia. 

Waris Dirie durante pronunciamento sobre mutilação genital feminina na ONU (Arquivo). Foto: Reprodução/FacebookWaris Dirie durante pronunciamento sobre mutilação genital feminina na ONU (Arquivo). Foto: Reprodução/Facebook

"Nesses casos, a vagina é costurada e se torna, basicamente, os orifícios para urinar e menstruar. Depois disso, durante a relação sexual, essa mulher sente bastante dor e, quando engravida, corre sério risco de morrer. Se ambos sobreviverem, é provável que a mulher sofra com fístulas", afirma. 



Para Melanie Sharpe, assessora de imprensa do Unicef em Nova York, "acabar com a mutilação genital não é uma questão de simplesmente impor valores. O fim da prática é uma ação que inclui governos nacionais, líderes religiosos locais, os meios de comunicação e o mais importante, comunidades e famílias". 

Questão de cultura 
A origem da mutilação genital feminina é milenar, mas incerta. Segundo Olga Regina Zigelli Garcia, pesquisadora do Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), há estudiosos que apontam para a época da venda de escravas no mercado árabe – elas seriam circuncidadas antes do negócio. Outros falam da invasão do Vale do Nilo por tribos nômades que realizavam o procedimento e o espalharam pelo Egito e países vizinhos por difusão nos anos 3.100 a.C. 

Para Claudio Bertolli Filho, professor de antropologia da Unesp, Universidade Estadual Paulista, como a mutilação genital feminina tem uma representatividade grande nas sociedades africanas, sua permanência deve ser discutida e, em muitos casos, respeitada.

"Essa é uma cultura que passa de geração para geração. Para nós, por exemplo, é normal a mulher fazer cirurgia de reconstituição de hímen para ficar virgem novamente. Se a circuncisão não for total e a mulher quiser manter a tradição, não acho que deveria ser erradicada", pondera.

Já a socióloga Olga considera a mutilação genital uma violação dos direitos humanos e herança das sociedades patriarcais e, por isso, não deve ser mantido apenas por seu "questionável valor cultural".

"A prática, além de violar a dignidade humana, também viola os direitos da criança, já que meninas entre quatro e oito anos também são violadas. Não podemos legitimar crueldades e desigualdades com a desculpa da tradição", afirma.

Foi para apresentar a filha à sociedade que o pai da tanzaniana Verônica, de 14 anos, quis obrigá-la a se submeter ao ritual. Durante seu relato para a ONG que a acolheu, a jovem afirmou ter sido informada de que "deveria ser mutilada porque tinha terminado a escola primária e já tinha idade para casar."
Mapa dos países com maior número de mulheres e crianças submetidas à mutilação genital na África
Reprodução/Unicef
Mapa dos países com maior número de mulheres e crianças submetidas à mutilação genital na África
Como se recusou, a adolescente passou a ser espancada sistematicamente pelo pai. "Meu pai dizia que com a mutilação eu teria um dote maior. Seriam cinco vacas que meu pai utilizaria para vender e mandar meu irmão para uma escola particular", disse ela em depoimento à BBC. Verônica fugiu de casa e buscou refúgio na Tanzânia Development Trust (TDT).

O Fundo de População das Nações Unidas, que atua em 22 países do continente, afirma que cerca de oito mil comunidades na África concordaram em abandonar a mutilação genital feminina. De acordo com Melanie Sharpe, foi criado em 2008 um programa conjunto entre o Unicef e o UNFPA para acelerar a mudança em 15 países da África Ocidental, Oriental e do Norte.

Cenário econômico e social
A baixa escolaridade e os níveis expressivos de pobreza ajudam a difundir e manter a prática no continente africano, segundo a ONU. O continente, cuja população geral ultrapassa os 889 milhões de habitantes, tem algumas das áreas com os piores níveis de saneamento básico do mundo.

Na África Subsaariana – que abrange países como Tanzânia, Somália, entre outros – o porcentual de saneamento básico não passa de 30%. Metade da população vive com menos de um dólar por dia e até dois terços dos países estão entre os que têm os menores IDHs.

É nessa região que há também a maior prevalência de favelas urbanas do planeta: elas devem abrigar 400 milhões de pessoas em 2020. O rápido crescimento urbano e a falta de planejamento têm aumentado os assentamentos impróprios e, por consequência, o número de catástrofes recorrentes de desabamentos, entre outros.


 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-04-22/todos-os-anos-tres-milhoes-de-meninas-sofrem-mutilacao-genital-no-mundo.html