quinta-feira, 4 de junho de 2015

Com retirada de informações sobre transgênicos no rótulo, Brasil entra na contramão do resto do mundo

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A rede Slow Food, movimento internacional anti-fast-food, divulgou um manifesto contra o chamado PL Heinze, que desobriga as empresas de alimentos de informarem ou destacarem no rótulo a presença de ingredientes transgênicos. O projeto de lei 4.148/2008, do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS), foi aprovado no fim de abril pela Câmara e ainda será apreciado no Senado. 
Pela legislação vigente, alimentos com ingredientes modificados geneticamente são obrigados a registrar em sua embalagem a espécie doadora e apresentar um alerta: o triângulo amarelo com a letra T dentro.
Segundo o movimento, trata-se de uma “sinalização clara, que informa quem compra e consome esses itens”. “Essa rotulagem é necessária como medida de precaução com relação a alimentos cujos riscos para o consumo humano ainda são desconhecidos. Sem ela, fica mais difícil o consumidor ter certeza sobre o que está contido em boa parte dos produtos alimentícios disponíveis no mercado.”

“O Slow Food Internacional e o Slow Food Brasil defendem a rotulagem compulsória de qualquer tipo de produto que contenha organismos geneticamente modificados em sua composição, bem como carne e laticínios de animais que tenham sido alimentados com ração elaborada com transgênicos, dando assim a livre escolha do consumidor”, diz a nota.

De acordo com o documento, “alimentos modificados tornam-se resistentes a certos tipos de agrotóxicos e pesticidas utilizados nas lavouras, químicos que matariam uma planta ‘comum’, e cujos vestígios permanecem no alimento e são ingeridos pelo consumidor final”. 

Além disso, prossegue a nota, muitas vezes os genes inseridos em espécies vegetais podem ter origem animal, o que pode tornar seu consumo indesejado para certas pessoas, por valores éticos ou questões religiosas. “Retirar a informação da rotulagem não beneficia o consumidor em nenhuma instância. Não estamos apenas retrocedendo com essa alteração na lei, como ficamos na contramão do resto do mundo”.
A Slow Food questiona: “A legislação está sendo alterada visando o melhor interesse de quem?” 

Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor de alimentos transgênicos no mundo. Mais da metade do território nacional destinado à agricultura utiliza esse tipo de tecnologia, e cerca de 90% do milho e da soja produzidos no país são transgênicos.

Fundado por Carlo Petrini, na Itália, em 1986, o Slow Food é um movimento internacional sem fins lucrativos presente em mais de 150 países. Nasceu como um protesto contra o fast-food e a fast-life e hoje defende a biodiversidade alimentar, a difusão da educação do gosto e a aproximação entre agricultores e consumidores por meio de iniciativas como a Arca do Gosto, o Terra Madre Day, o Disco Xepa e a Aliança dos Cozinheiros. Conheça: http://www.slowfoodbrasil.com/campanhas/ogms-transgenicos

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/com-retirada-de-informacoes-sobre-transgenicos-no-165508374.html

Gay é pendurado pela canela e arremessado de prédio pelo EI

Reprodução/Daily MailReprodução/Daily Mail

Integrantes do grupo terrorista Estado Islâmico voltaram a chocar o mundo com suas execuções. A vítima da vez foi um grupo de homens  acusados de “crimes com o Islã” por serem homossexuais. As execuções aconteceram na cidade de Mossul, no Iraque.

As imagens divulgadas pelo jornal britânico Daily Mail — que não informa a data exata das execuções — mostram um homem sendo segurado pelas canelas pelos jihadistas momentos antes de ser jogado de um prédio de 30 metros. Após não morrer na queda, a vítima foi apedrejada até a morte por uma multidão que acompanhava a execução.

Essa não é a primeira vez que os jihadistas executam homossexuais os arremessando de prédios. A diferença é que, nas últimas vezes que isso foi registrado, as vítimas estavam vendadas e eram simplesmente empurradas. Como é praxe em suas práticas, porém, o EI resolveu piorar a execução e adicionar mais crueldade ainda.

Não satisfeitos com a prática de pendurar uma pessoa pelas canelas do topo de um prédio, os jihadistas ainda preparam a execução para caso ela não aconteça na queda. Para isso, “disponibilizam” pedras no entorno do edifício e montam um verdadeiro palco para que civis terminem a execução, como aconteceu neste caso.
 
 https://br.noticias.yahoo.com/gay-%C3%A9-pendurado-pela-canela-e-arremessado-de-pr%C3%A9dio-pelo-ei-144854912.html

Taxa básica de juros chega a 13,75% após sexta alta seguida

Comitê de Política Monetária justificou o aumento da Selic com base no comportamento da inflação, em trajetória de alta

Comitê do Banco Central eleva taxa básica de juros ao nível de 2008
REUTERS/Ueslei Marcelino
Comitê do Banco Central eleva taxa básica de juros ao nível de 2008
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), anunciou na noite desta quarta-feira (10) o aumento da taxa básica de juros (Selic) de 13,25% ao ano para 13,75%. 

A elevação foi feita em linha com a expectativa do mercado financeiro, que apostava na alta de 0,5 ponto percentual (p.p.). Esse é o maior nível da taxa desde dezembro de 2008.

Todos os membros do comitê votaram a favor da decisão. A justificativa, segundo nota no BC é de que: "Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 13,75% a.a., sem viés", informa o comunicado.

Para o consumidor, a oscilação da Selic influencia os juros cobrados em operações de crédito, como o rotativo no cartão e cheque especial. A alta de hoje torna ainda mais difícil, por exemplo, a vida de quem pretende tomar empréstimo bancário para comprar um imóvel. No início da semana, a Caixa Econômica Federal anunciou mais restrições no financiamento habitacional de usados. Antes disso, o banco estatal, o maior em crédito imobiliário, subiu os juros para esse tipo de empréstimo.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon.
 
 http://economia.ig.com.br/2015-06-03/taxa-basica-de-juros-chega-a-1375-apos-sexta-alta-seguida.html

terça-feira, 2 de junho de 2015

80% das crianças vencem o câncer e mortalidade cai pela metade, aponta estudo

A melhora na taxa de mortalidade se deve, em parte, pelas mudanças dos tratamentos que têm reduzido efeitos tardios de terapias pediátricas anticâncer, esclarecem autores

Até nas crianças o câncer, atualmente, pode ser bem tratado: 80% delas sobrevivem. Mas não para por aí: as terapias estão melhores para combater notavelmente a taxa de mortalidade ligada a complicações de saúde nos anos seguintes. A mortalidade, de fato, caiu praticamente pela metade, passando de 12,4% nas crianças com diagnóstico de câncer nos anos 70 para 6% para aqueles que foram diagnosticados nos anos 90.

A boa notícia foi anunciada neste ano no congresso de oncologia da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) e se baseia nos dados de um grande estudo chamado Childhood Cancer Survivor Study, financiado pelo Instituto Nacional de Saúde, que analisou histórias de 34 mil crianças com tumor, validando os efeitos a longo prazo das terapias nas crianças que, entre 1970 e 1999, foram diagnosticadas com câncer aos cinco anos de idade e sobreviveram.  

Participaram do estudo 31 hospitais canadenses e americanos. E os resultados são mais do que encorajadores: entre as crianças monitoradas, todas as causas de mortalidade em 15 anos a partir do diagnóstico caíram de 12,4% para 6%. 

Essa melhora notável, explicam os autores do estudo, é devido, em parte, às mudanças dos tratamentos que têm reduzido o risco de morte ligados aos efeitos tardios das terapias pediátricas anticâncer, como as recitivas e problemas cardíacos e pulmonares. O grande desenvolvimento das técnicas de rastreamento e de diagnóstico também tem um papel importante.

"Há 50 anos, só uma criança entre cinco sobrevivia a um câncer, mas, hoje, mais de 80% das crianças continuam vivas cinco anos depois do diagnóstico", afirmou o condutor do estudo, Gregory Armstrong, do S. Jude Children's Research Hospital. "Hoje, pelo contrário, não só mais crianças sobrevivem a um tumor primário, mas também somos capazes de estender a expectativa de vida reduzindo, nos últimos anos, a toxicidade total dos tratamentos". 

Estudos anteriores mostraram que 18% das crianças sobreviventes morreram no espaço de 30 anos.
As crianças que participaram do novo estudo foram acompanhadas por 21 anos depois do diagnóstico: 3.958 (12%) morreram durante este período (principalmente por causa dos efeitos colaterais da quimioterapia). Entre essas que foram diagnosticados com câncer em 1970, 12,4% morreram entre 15 anos do diagnóstico, contra 6% daquelas que descobriram o câncer em 1990.

Os pequenos sobreviventes que foram diagnosticados com câncer nos anos mais recentes têm um risco estatisticamente ainda mais baixo de morrer por causas ligadas a muitas doenças, que são reflexo das terapias que foram feitas.

"Por décadas, combatemos o paradoxo de que as crianças sobrevivem ao câncer só para ficarem doentes ou morrer anos depois, por causa dos tratamentos recebidos. Agora, esperamos que os dados positivos atuais se confirmem, ao lado do contínuo progresso das terapias". 

http://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2015-06-02/80-das-criancas-vencem-o-cancer-e-mortalidade-cai-pela-metade-aponta-estudo.html

Micropigmentação capilar pode ser solução para os carecas

Efeito de cabelo raspado é conseguido por meio da aplicação de pigmentos no couro cabeludo; saiba mais sobre a técnica

Pode não parecer, mas muitos homens sofrem pressão para se encaixar nos padrões de beleza e, quando não conseguem, têm a autoestima e a confiança afetadas. Uma cabeleira bem cuidada está entre os predicados mais valorizados pela sociedade, e alcançar isso fica cada vez mais difícil, já que um a cada dez homens com idades entre 20 e 30 anos começam a apresentar a temida calvíce. E é aí que começa a maratona de tratamentos para impedir a queda dos fios, uma luta que muitas vezes acaba em muito dinheiro gasto e zero resultado.
Micropigmentação capilar é a aplicação de pigmentos na pele do couro cabeludo, reproduzindo a aparência natural dos folículos capilares
Divulgação
Micropigmentação capilar é a aplicação de pigmentos na pele do couro cabeludo, reproduzindo a aparência natural dos folículos capilares
Para Edvaldo Zumba, a experiência de perder os cabelos aos 27 anos foi terrível. Ele então correu atrás de shampoos antiqueda, vitaminas, remédios manipulados e chegou até a fazer um tratamento a laser para estimular o crescimento dos fios. O resultado, no entanto, ou não parecia natural ou era nulo.
"Quem nunca passou por isso não consegue nem imaginar o tamanho da dor que eu sentia. Eu parei de tirar foto, de ir a eventos, parei de me relacionar com as pessoas, simplesmente porque não gostava da minha aparência", desabafa.
 
Edvaldo Zumba antes de fazer o procedimentoEdvaldo Zumba antes de fazer o procedimento
Para disfarçar a calvice, ele usava boné. "Sofria muitas provocações e me sentia terrível, porque não tinha nada que eu podia fazer para solucionar o problema. Além disso, as pessoas que estavam ao meu lado faziam brincadeiras em vez de tentar entender o problema."

Já que nenhum tratamento para reverter o quadro funcionou - e ele também não queria implantar ou usar prótese capilar -, Edvaldo buscou uma alternativa bem diferente: a micropigmentação capilar.
De acordo com Wesley Teixeira, representante da SKALP, empresa que faz a micropigmentação no Brasil, o procedimento é aplicação de pigmentos na pele do couro cabeludo, reproduzindo a aparência natural dos folículos capilares.

"Quando um pelo ou cabelo começa a nascer, em sua primeira fase ele é um ponto, geralmente com uma variação em tonalidade do preto ao branco. A micropigmentação reproduz esse ponto dando a impressão de que se trata de um pelo ou cabelo que está em sua fase de crescimento", comenta Teixeira.
O processo é diferente que o de uma tatuagem convencional
O processo é diferente que o de uma tatuagem convencional
O processo, no entanto, é bem diferente que o de uma tatuagem convencional, principalmente porque o pigmento é aplicado na pele em uma profundidade maior, além das agulhas, que também são diferentes, específicas para deixarem apenas pequenos pontos na pele, e não linhas e desenhos, como na tattoo.

A micropigmentação capilar, segundo Teixeira, é indicada para pessoas em qualquer estágio de calvície para disfarçar e reproduzir a aparência dos folículos naturais. O resultado é uma aparência de cabelo raspado bem rente à cabeça.

Vale lembrar que a calvície não é considerada uma doença, mas as consequências psicológicas são capazes desencadear problemas sérios, como depressão. Entre as causas mais comuns da queda de cabelo estão o estresse, alterações hormonais, herança genética, uso de antidrepessivos, tabagismo, uso de produtos químicos aplicados diretos no cabelo e envelhecimento natural.
Edvaldo Zumba mostra o resultado depois de fazer o procedimento
Edvaldo Zumba mostra o resultado depois de fazer o procedimento
"Estou me sentindo muito bem com o resultado. Meus amigos dizem que meu humor melhorou, brincam que não paro de olhar no espelho e que qualquer foto que tenha oportunidade eu estou lá aparecendo", brinca Edvaldo, que conta que o processo não é tão dolorido. Ele avalia que, em uma escala de zero a dez, o grau de dor é entre três e quatro. 

Cada sessão para a aplicação da pigmentação demora entre duas e três horas, e o valor do pacote com três sessões pode variar entre R$ 5 mil e R$ 9 mil. No entanto, é preciso fazer sessões de retoque a cada dois ou três anos, dependendo da absorção dos pigmentos por cada tipo de pele e dos cuidados que a pessoa tem, como o uso de protetor solar.
 
 http://deles.ig.com.br/estilo/2015-06-02/micropigmentacao-capilar-pode-ser-solucao-para-os-carecas.html
 

Dilma buscará apoio de Alckmin contra redução da maioridade

A presidente Dilma Rousseff tentará obter o apoio do governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, no debate contra a redução da maioridade penal. O tucano defende o aumento do tempo de internação dos jovens para até oito anos e a criação de instalações diferentes para receber os menores mais violentos.

Ao tentar se aproximar de Alckmin, o governo buscará evitar a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que está em tramitação na Câmara para reduzir a maioriadade penal. Em troca, o Palácio do Planalto aceitaria discutir uma mudança no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) para aumentar o período de internação dos menores que cometam crimes violentos, ideia aventada por Alckmin.
Outra linha de ação do governo para tentar aumentar resistências à diminuição da maioridade penal no Congresso será apoiar o projeto que eleva as penas de adultos que usem menores para cometer crimes.

Mas a articulação do governo não será fácil. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está decidido a votar a redução da maioridade penal já neste mês. O peemedebista reagiu às manifestações do Palácio do Planalto contra a proposta dizendo que a redução da maioridade é assunto da sociedade e não do governo.

A correlação de forças na Câmara é mais favorável a Cunha. Mas uma batalha haverá.

A “agenda positiva” que o Palácio do Planalto buscará colocar em prática a partir deste mês atende a um pedido do PT e do ex-presidente Lula para que o governo não fique tratando apenas do ajuste fiscal, um assunto impopular.

Serão lançadas medidas de investimento que já poderiam ter sido tomadas, mas que ficaram para este mês por cálculo político.

Haverá a divulgação do Plano Safra, que é o financiamento do agronegócio, único setor da economia que cresceu neste ano.

Depois do feriado desta quinta, será divulgado o pacote de concessões de bens públicos à iniciativa privada, como aeroportos, estradas e portos.

E, até o final do mês, serão anunciados incentivos para a exportação e a terceira fase do Minha Casa, Minha Vida, que é o grande programa habitacional do governo.

No fundo, a “agenda positiva” de junho é uma tentativa de sair dar cordas e dar algum gás à economia. Mas há ruídos entre as áreas política e econômica.

Em contraste com o discurso positivo, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, soou pessimista ao falar que o ajuste fiscal vai durar até 2017. E Joaquim Levy (Fazenda) apostou num início de recuperação já no segundo semestre, mas ressaltou que seria “lenta” e “tijolo a tijolo”.

 http://www.blogdokennedy.com.br/dilma-buscara-apoio-de-alckmin-contra-reducao-da-maioridade/

Defensores da redução da maioridade penal apoiam habilitação aos 16 anos

Parlamentares acreditam que direito de dirigir passa a ser uma demanda natural de jovens que já votam e poderiam ser responsabilizados criminalmente

Deputados que têm feito a defesa mais contundente a respeito da diminuição da maioridade penal também apoiam que jovens a partir de 16 anos possam tirar carteira de habilitação. Relator da Proposta de Emenda à Constituição da redução da maioridade penal, Laerte Bessa (PR-DF) diz que não abordará essa questão em seu relatório, mas diz defender que jovens a partir de 16 anos possa tirar habilitação.
Para parlamentares, reduzir a idade da Carteira Nacional de Habilitação para os 16 anos é um processo natural
Para parlamentares, reduzir a idade da Carteira Nacional de Habilitação para os 16 anos é um processo natural
“Não há impedimento algum que se promova no Código de Trânsito para que [o limite] para habilitação seja aos 16 anos. O menor que responde [criminalmente] também está apto a dirigir. Hoje o menor de 16 anos não é o mesmo menor de 16 anos de 70 anos atrás”, diz Bessa.

Perguntado se a redução da maioridade penal facilitaria esse outro passo em direção à concessão de habilitações para jovens de 16 anos, ele garantiu que não pedirá nada nesse sentido. “Pode até ser o caminho, mas nossa PEC não vincula nenhuma situação que venha a condicionar a habilitação aos 16 anos. Estamos tratando de redução da maioridade penal”, afirma.

Linha de frente na defesa da redução da maioridade penal, Alberto Fraga (DEM-DF) diz não fazer sentido propor a responsabilização criminal de jovens a partir de 16 anos e ser contra a tese de que essa faixa etária possa ter habilitação. “Não tem como falar em redução da maioridade para 16 anos, considerando que esse jovem de 16 anos já pode votar, e não permitir. É natural que se coloque uma permissão, a partir da redução, para que se possa dirigir aos 16 anos”, diz Fraga.
Aumento de mortes e regras

Darcísio Perondi (PMDB-RS) é contrário à redução da maioridade penal e diz que a aprovação da PEC poderia gerar efeitos reflexos. Entre eles, que jovens de 16 anos passem a poder tirar habilitação. “Não é por mera idade que se dá a permissão de dirigir a partir dos 18 anos. Nessa idade a pessoa está quase madura e aos 16 anos não”, afirma Perondi. “Com certeza isso aumentará as mortes no trânsito. A morte do jovem de 16 anos é provocada por ele. Mais jovens vão morrer e não quero isso para os meus netos”, criticou o gaúcho, que questionou a segurança de um jovem dirigindo uma carreta numa estrada.

Fraga argumenta que basta criar mecanismos restritivos para os condutores entre 16 anos e 18 anos. “Estamos falando de responsabilidade. Basta estabelecer regras para que esses jovens não possam, por exemplo, dirigir ônibus ou caminhões. Agora, se você dá responsabilidade a eles pelos crimes que cometem não vejo problemas em fazer o mesmo a respeito de direção”, defende.

A liberação da habilitação aos 16 anos com regras de restrição é a tese defendida por Eduardo Bolsonaro (PSC-SP). “Sou favorável, mas acho que você pode criar regras, por exemplo, esse jovem não pode dirigir senão na presença do pai e também pode-se limitar essa habilitação somente para que ele dirija em sua própria cidade”, afirma Bolsonaro. “Se ele cometer alguma infração poderia ter sua habilitação cassada até que completasse 18 anos”, sugere.

Defensor de uma redução mais ampla da maioridade penal, Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) também apoia a habilitação aos 16 anso. Ele defende que a redução da maioridade penal seja modificada para 12 anos. “Reduzir para 16 anos o direito a habilitação me parece justo. Eles já podem votar, acho que poderiam sim dirigir”, disse ele, que discorda de Perondi sobre potenciais aumentos nos casos de morte no trânsito. “Não acredito que isso torne o trânsito mais perigoso. Muito mais perigoso do que isso é a mistura de álcool e direção”, opina o deputado.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-06-02/defensores-da-reducao-da-maioridade-penal-apoiam-habilitacao-aos-16-anos.html

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Caso cruel de cachorro jogado em triturador ganha destaque internacional

Jornal relatou que motorista 'sem coração' vai ser afastado do trabalho. Apelo de Xuxa por punição maior foi relatado

A crueldade do motorista de caminhão Jadson James França dos Santos, que atrapelou um cãozinho e depois o jogou no caminhão triturador, repercutiu na mídia internacional nesta segunda-feira. "A atrocidade das imagens incitou revolta na web", publicou o Daily Mail. Já o Mirror, destacou que o "sem coração" responsável pelo "ato brutal" foi afastado do trabalho.

O apelo da apresentadora Xuxa no Facebook por uma punição maior pelo ato hediondo contra o animal indefeso também foi destacado pela imprensa.

Motorista que jogou cãozinho em triturador foi afastado do emprego
Reprodução
Motorista que jogou cãozinho em triturador foi afastado do emprego
Neste sábado, ela compartilhou com seus mais de 4 milhões de seguidores no Facebook: "Esse cachorrinho, que atravessava a rua, sem mexer com ninguém, teve as patas quebradas, ainda agonizando a dor foi amarrado e puxado pelo pescoço, antes de ser brutalmente assassinado por esse indivíduo, sendo jogado e triturado VIVO na caçamba do caminhão de lixo", publicou.

"E esse MONSTRO poderá recorrer de uma "multa" de 3 mil reais e continuar andando livremente por aí!vamos deixar?? Vamos fazer algo?? Juntos nós podemos", completou a apresentadora.

De acordo com a empresa coletora de lixo contratada pela prefeitura de Presidente Figueiredo, no Amazonas, o homem deve ser demitido. Nos comentários das páginas, internautas criticam a postura de quem filmou a ação sem fazer nada para ajudar o animal.

O caso aconteceu no bairro do Dutra e veio à tona porque as câmeras de um portal residencial captaram a atrocidade, segundo informou o portal "Anda". As imagens mostram que após atropelar o cão, Jadson parou o caminhão, amarrou o cachorro pelo pescoço, arrastou-o até o veículo e lançou-o para dentro do triturador. Segundo relatos nas redes sociais, sem esboçar qualquer arrependimento pelo ato, Jadson teria dito que “bicho é bicho e gente é gente”.

A Secretaria de Meio Ambiente fez boletim de ocorrência e multou o motorista em R$ 3 mil. A decisão ainda cabe recurso. O deputado estadual Feliciano Filho enviou ofício ao Procurador Geral de Justiça do Estado do Amazonas solicitando imediata punição do motorista. "Não consigo esquecer o olhar do cachorrinho sendo arrastado já com as pernas quebradas", disse o deputado.


http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-06-01/caso-cruel-de-cachorro-jogado-em-triturador-ganha-destaque-internacional.html

Tráfico do Rio faz festa com bebidas e drogas para comemorar morte de policiais

Churrascos regados a bebidas e drogas se estendem até de madrugada, denunciam moradores do Complexo do Chapadão

Bandidos postam na internet fotos de churrascos em comemoração a ações frustradas da Polícia Militar A ousadia dos criminosos que dominam o Complexo do Chapadão, na Zona Norte, parece não ter limites. Além de exigir comprovante de residência para não roubar carros de quem mora na região em falsas blitzes, conforme O DIA noticiou neste domingo com exclusividade, as quadrilhas passaram a fazer churrascos em vias públicas, ao som de ‘proibidões’, após operações da Polícia Militar. O complexo, com mais de 220 mil moradores, é formado por 24 favelas, espalhadas por Anchieta, Costa Barros, Guadalupe, Pavuna e Ricardo de Albuquerque.

Algumas festas dos grupos criminosos são anunciadas, inclusive com fotos de traficantes armados, sem a menor preocupação, em redes sociais. A internet também é usada por moradores para protestar contra o que chamam de “absurdo”. “Hoje (27 de maio), criminosos do Chapadão fazem churrasco após operação na Rua Moraes Pinheiro, na boca do Pistão, em Ricardo de Albuquerque, e na Rua Oliveira Bueno, no Parque Esperança”, descreveu um internauta no site Guadalupe News.

No dia seguinte, novas incursões da polícia desencadearam tiroteios em algumas áreas, como nas ruas Javatá e Coronel Moreira César, na Pavuna. À noite, houve relatos de novas festas. “Assim vem sendo ao longo das últimas semanas. Os traficantes comemoram com mais intensidade quando PMs são mortos”, diz um comerciante. Segundo ele, os churrascos costumam se estender até de madrugada. “Quanto mais o som fica alto, mas eles bebem e se drogam. Há muitos menores. E, pior, saem das festas alterados, prontos para cometer novos crimes”, lamenta.

Ousadia de longa data
Outras demonstrações de audácia já foram registradas e divulgadas pelos próprios bandidos, desde 2014. Como em outubro, quando integrantes do bando de Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, o criminoso mais procurado do estado, líder da ADA, posaram de fuzis dentro da piscina da Vila Olímpica de Honório Gurgel. Ano passado, traficantes da ADA postaram também no site Notícias Rio Brasil (no ar até hoje), duas fotos em que apareciam armados de fuzis a 30 metros de um Caveirão em Costa Barros.

O 41º BPM informou ao DIA , em nota, que tem intensificado as operações no Chapadão, inclusive com a ajuda de outros batalhões, como o de Operações Especiais (Bope). A Polícia Civil garante que boa parte dos bandidos das duas quadrilhas está identificada em inquéritos de delegacias locais e da de Combate às Drogas. Vinte e seis traficantes da região já foram presos este ano. As polícias Militar e Civil informam não ter registro de denúncias sobre exigência de comprovante de residência por parte dos traficantes de quem mora ali.
Traficantes desafiam a polícia desde o ano passado, posando armados diante de Caveirão e numa piscina
Reprodução
Traficantes desafiam a polícia desde o ano passado, posando armados diante de Caveirão e numa piscina
Guerra pode matar muito mais gente
Para o consultor Paulo Storani, ex-capitão do Bope, no Chapadão, só não há mais tragédias “por força divina”. “Só mesmo por Deus mais inocentes não morrem lá”, diz. A estimativa é que existam mais de 200 fuzis, fora pistolas, nas mãos dos bandos. “Um tiro de fuzil, a 850 metros por segundo, leva menos de dois segundos para percorrer um quilômetro, que é seu alcance. Imagina isso num lugar densamente povoado como o Chapadão?”, justifica.

A rotina de medo faz mal à saúde. Estudo da psiquiatra Maria Thereza Aquino, da Uerj, revela, como O DIA noticiou recentemente, que quem convive num território deflagrado pela violência desenvolve diversos tipos de doenças. “Como cardíacas, depressão, ansiedade e desnutrição. O medo perene instala uma eterna angústia”, compara. “Eu moro há oito meses perto do Morro do Chapadão. O clima tenso e os tiroteios diários já me fizeram adquirir síndrome do pânico e hipertensão”, diz o auxiliar de escritório K., de 39 anos.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-06-01/trafico-do-rio-faz-festa-com-bebidas-e-drogas-para-comemorar-morte-de-policiais.html

Dilma cobra de ministros propostas para contrapor redução da maioridade penal


Redução da maioridade penal é prioridade para Eduardo Cunha, que quer aprovar plebiscito sobre tema para 2016

Eduardo Cunha quer que Câmara vote neste mês a redução da maioridade penal
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Eduardo Cunha quer que Câmara vote neste mês a redução da maioridade penal
A presidente Dilma Rousseff cobrou de seus ministros uma proposta que sirva de contraponto à iniciativa de redução da maioridade penal que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),quer colocar em votação na Câmara ainda neste mês.

Na contramão da pauta do Legislativo, na reunião da coordenação política desta segunda-feira (1), a presidente pediu aos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a elaboração de propostas que tenham como objetivo combater a impunidade e penalizar, de forma mais rigorosa, adultos que exploram adolescentes para a prática de crimes.

De acordo com o ministro da Secretaria de Comunicação do governo, Edinho Silva, a posição contrária à redução da maioridade penal, já expressada pela presidente, é uma posição de governo.
Dilma: "Não podemos permitir a redução da maioridade penal", afirma Dilma Rousseff


O entendimento do governo é de que a redução da maioridade penal não será eficiente para diminuir a criminalidade. “Não digo que é retrocesso. O que eu penso é que não é desta forma que reduziremos a criminalidade. Inclusive países que adotaram medidas semelhantes não tiveram redução da criminalidade”, ponderou.


“O governo quer sim combater a impunidade. Nós entendemos que hoje tem que haver uma priorização de uma mudança na legislação, no sentido de penalizarmos os adultos que se utilizam, que cooptam os menores para a prática criminosas”, disse Edinho.

"No que se refere aos adolescentes, é fundamental que cada vez mais municípios aprimorem suas políticas de inclusão social, suas políticas educacionais, de educação complementar, para que a gente possa diminuir o ambiente de criminalidade entre os adolescentes”, disse.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-06-01/dilma-cobra-de-ministros-propostas-para-contrapor-reducao-da-maioridade-penal.html

domingo, 31 de maio de 2015

Traficantes exigem comprovante de residência em favela no Rio de Janeiro

Eles são obrigados até a andar com comprovante de residência para não terem carro roubado na região

O toque de recolher, barricadas e a convivência diária com bandidos armados de fuzil já não são o que mais assusta moradores do Chapadão. Atualmente, moradores seguem regras mais rígidas estabelecidas pelo tráfico de drogas. Aterrorizados pela intensificação da guerra pelo controle das bocas de fumo e roubos de cargas e veículos na região mais violenta do Rio, os mais de 220 mil moradores do Chapadão têm suas rotinas alteradas a cada dia. Uma das normas mais recentes é a obrigação de andar com comprovantes de residência para terem livre trânsito de carro. Quem não tem pode ter o veículo roubado.
O complexo abrange 24 favelas de Pavuna, Ricardo de Albuquerque, Irajá, Costa Barros, Barros Filho, Anchieta e Guadalupe. Depoimentos de quem vive em meio ao fogo cruzado demonstram como os bandidos, boa parte fugida de áreas pacificadas, prejudicam o cotidiano das famílias.
 Ônibus incendiados em abril, em Costa Barros, aterrorizaram moradores do complexo
Carlos Eduardo Cardoso / Agência O Dia
Ônibus incendiados em abril, em Costa Barros, aterrorizaram moradores do complexo
As ‘blitzes’ do tráfico (que exige comprovações de residência) são feitas em vias de grande movimento, como as estradas da Pavuna, do Camboatá, de Botafogo, na Avenida Crisóstomo Pimentel de Oliveira e Via Light, além das ruas Alcobaça, Coronel Moreira César, Fernando Lobo, Iguaba Grande e Mogiqui.

“Quem não tem uma conta de luz, de água, ou carnê de loja em mãos corre o risco de ter o carro roubado. Quem tem é aliviado. É o cúmulo”, desabafa o mecânico W., 45 anos, da Pavuna. Nas redes sociais, como nas páginas ‘Pavuna da Depressão’ e ‘Guadalupe News’, há comentários indignados. “Agora é bandido que pede documentos?”, indagou um internauta dia 25.
Confrontos são diários no Complexo do Chapadão
Severino Silva / Agência O Dia
Confrontos são diários no Complexo do Chapadão
O medo obriga motoristas de outras regiões a tomar atitudes inusitadas. “Para visitar parentes próximos ao Morro da Pedreira, em Costa Barros, deixo o carro em estacionamentos de shoppings perto e vou de ônibus”, revela o estoquista G., 45 anos. Dentro dos ônibus, porém, a tensão impera. “Basta qualquer conflito ou morte de gente do tráfico, e as gangues mandam fechar o comércio, pichar, depredar e botar fogo nos ônibus”, se queixa o contador J., 39.

Agindo livremente, os ladrões passaram a usar condomínios, como o Village Pavuna, no Morro do Chapadão, para esconder carros roubados e vender drogas. “Agem em motos, de fuzis nas costas. Viramos reféns do crime em nossas casas. Já não podemos mais ficar no portão”, desabafa um morador. “Nas favelas Final Feliz, Torres e Gogó da Ema, em Guadalupe, há barricadas por toda parte. Nem ambulância passa”, denuncia um comerciante.

O Complexo do Chapadão é reduto das maiores quadrilhas rivais do estado. De um lado, homens da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), ligados a Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, o mais procurado do estado. Eles controlam, armados com mais de 100 fuzis, os morros da Pedreira e Lagartixa. Do outro, com o mesmo poder bélico ou até maior, soldados dos principais líderes do ‘quartel-general’ do Comando Vermelho (CV): Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu, e Cláudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, foragidos da Justiça.

Os confrontos sangrentos e mortais são diários. Como no último dia 25, quando, às 13h, traficantes dos dois grupos trocaram tiros na Estrada de Botafogo, na disputa por uma carreta de refrigerantes, que teria sido roubada a mando de Playboy na Avenida Brasil. O conflito deixou três mortos e quatro feridos. A UPA da localidade chegou a fechar as portas.

“Médicos de diversas especialidades têm medo de trabalhar aqui”, lamenta a comerciária X., 45 anos. A situação é a mesma das escolas públicas. “Minha filha perdeu muitas aulas devido a tiroteios”, comenta a auxiliar de serviços K., 32.

Em nota, a Polícia Civil informou que 22 pessoas relacionadas ao tráfico na região foram presas em flagrante este ano e que há vários inquéritos em andamento na 39ª DP (Pavuna), 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) e na Delegacia de Combate às Drogas (DCOD). O 41º BPM (Irajá) garantiu que o policiamento está reforçado no complexo, com apoio de outros batalhões, incluindo o Bope. Os governos municipal e estadual alegam que a violência causa “problemas pontuais” nas áreas de Saúde e Educação.
Traficantes destroem ônibus, prejudicando boa parte dos 220 mil moradores do Complexo do Chapadão
Divulgação
Traficantes destroem ônibus, prejudicando boa parte dos 220 mil moradores do Complexo do Chapadão
 
 http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2015-05-31/traficantes-exigem-comprovante-de-residencia-em-favela-no-rio-de-janeiro.html

Estudantes de fisioterapia morrem em acidente de trânsito em Caxias




Horas antes do acidente, a postagem no facebook. Foto tirada de uma despedida com colegas de trabalho. Wisllana Ketly Castro Pereira, de 22 anos, foi uma das vítimas do trágico acidente ocorrido na Avenida Senador Alexandre Costa.


Sua colega de curso, identificada como Giulia Joisa Sousa Costa, de 24 anos, natural de Codó, também morreu no local após o impacto.

As duas estudantes do 7º período de fisioterapia andavam juntas no automóvel. Ainda não se sabe o real fato que teria causado o acidente.


Segundo as primeiras informações, Wisllana, a condutora do Saveiro, trafegava sentido a um ponto de alimentação com a colega. Ela teria perdido o controle do veículo, colidindo com um mural e entrado em terreno baldio.
Fonte: TV Sinal Verde Caxias

Agências bancárias reduzem dinheiro nos caixas eletrônicos para frear ataques








Para tentar reduzir os prejuízos e inibir os ataques a caixas eletrônicos, os bancos brasileiros passaram a reduzir o dinheiro disponível e o horário de funcionamento em muitos locais do país.

O motivo é a onda de ataques aos caixas. São quase nove ocorrências diárias registradas em média no Brasil.

No Brasil, existem 159 mil caixas eletrônicos espalhados em todos os Estados. Por ano, os bancos dizem investir R$ 9 bilhões em segurança.

Em Caxias essa determinação tem provocado insatisfação por parte dos clientes, principalmente nos finais de semana. A principal reclamação é a falta de dinheiro nos guichês de auto-atendimento.

Bancos confirmam as providências, mas não informam detalhes: em quanto reduziram os valores ou os horários.

Números
O Maranhão é um dos estados com maior número de ocorrências de crimes em agências bancarias. Em 2015, até o dia 28 de maio, já foram registrados 9 assaltos a banco, 22 arrombamentos, além de saidinhas bancárias.
Fonte: Direto da redação do NOCA/Mano Santos

Mafioso italiano detido no Recife era pai dedicado e cordial com os vizinhos

Os moradores do Sancho, na periferia do Recife, mal conseguem acreditar que viviam tão perto de um poderoso chefão –Pasquale Scotti, 56, que comandou o braço militar da máfia Nova Camorra Organizada, de Nápoles.

Pasquale Scotti, em prédio da Polícia Federal no Recife, após ser preso nesta terça (26)
Acusado de participação em 26 assassinatos na Itália entre 1980 e 1983, além de extorsão, porte ilegal de armas e resistência, Scotti vivia com a família brasileira em uma casa com pintura desgastada.

Na terça (26), saiu cedo para deixar na escola os dois filhos, de 10 e 15 anos, que teve com uma brasileira, com quem se casou em 1997. Logo depois, quando tomava café em uma padaria, foi preso por agentes da Polícia Federal.

Em depoimento, Scotti disse que chegou ao Brasil por volta de 1986, adquiriu documentos falsos em Fortaleza e assumiu a identidade de Francisco de Castro Visconti.


Policia Federal/Efe
Pasquale Scotti, em prédio da Polícia Federal no Recife, após ser preso nesta terça (26)
Para os vizinhos, Francisco não tem nada a ver com Scotti. "Não tem jeito de ser ele", disse à Folha o amigo da família Luiz Gonzaga, 25.

Scotti e a mulher eram vistos como uma família comum. Todos os dias, ele levava as crianças à escola. Às quartas e aos domingos, ela ia a uma igreja batista.

Na frente da casa, a mulher administra uma loja de roupas, que permaneceu fechada após a prisão.
Chico, como era conhecido, levava uma vida discreta e não ostentava riqueza. Aos fins de semana, ia ao Bar de Marcos, a duas casas da sua. Bebia cerveja e vodca. Às vezes, levava algumas garrafas.

Torcedor do Sport, assistia a alguns jogos no bar e foi alvo de chacota dos vizinhos na Copa, quando a Itália foi eliminada. Não deixou barato: "O Brasil também vai sair".

"Ninguém desconfiava. Ele nunca se aviltou, não falava de violência, era um pai dedicado, cordialíssimo", diz o comerciante Marcos Leite.

Desde a prisão de Scotti, sua mulher, que teve o nome preservado pela polícia, evita falar com jornalistas. "Eles estão arrasados. Para ela, não existe Pasquale, só existe o Francisco", diz Gonzaga.

NEGÓCIOS
Pasquale Scotti viveu no Recife por quase 30 anos sem levantar suspeitas. Nesse período, atuou como empresário, corretor de imóveis e gerente da Piroex Eireli, uma empresa de fogos de artifício onde atuava quando foi preso.

Nos anos 90, por quatro meses foi sócio do italiano Roberto Pagnini na Sampa Night Club, uma boate frequentada por garotas de programa na zona sul do Recife.

Como corretor, Scotti sofreu um processo com pedido de indenização. O italiano é acusado de intermediar a venda de um terreno que, antes de ser passado para o nome do comprador, foi penhorado para cumprimento de dívidas trabalhistas.

"Meu cliente foi lesado nessa negociação. O imóvel foi executado na Justiça do Trabalho enquanto já tinha sido vendido para o meu cliente", disse o advogado Diego Ramos Medeiros.

Scotti ficará preso em Brasília até o STF analisar sua transferência para um presídio. A Itália tem 90 dias para pedir sua extradição.


Editoria de Arte/Folhapress

Órfãos do ebola agravam crise em Serra Leoa

Quando a ambulância levou a mãe de Ali T., 12, em julho do ano passado, ele sabia que nunca mais a veria. "Ninguém que vai para o hospital com ebola volta vivo", contou Ali, olhando para o chão.

Os pais de Ali tinham ido ao enterro de um tio. Três dias depois, o pai começou a vomitar e delirar de febre. A mãe cuidou dele, e pegou ebola.
"Nem sei se foram enterrados. Só mandaram um documento do hospital dizendo que meu pai e minha mãe estavam mortos. Não consegui falar 'tchau'."
Ele agora mora com uma tia. "Não fico feliz mais. Sinto muita falta da minha 'mama'. Sinto falta do arroz jolof (prato típico do oeste da África) que ela fazia. Sinto falta de jogar bola com o meu pai."
Editoria de Arte/Folhapress

De 338 alunos da escola pública de Foredugu, em Serra Leoa, 19 perderam pai e mãe por causa do ebola, como Ali. Mais de 60 perderam um dos pais. Quase todos tiveram um parente morto. 

Musa Acamara, o diretor, tem uma lista com o nome e contatos dos órfãos. Alguns vivem com tios, outros, com amigos dos pais e um foi "adotado" por um professor. 

O governo de Serra Leoa estima que 10 mil crianças tenham perdido mãe ou pai (ou ambos) para o ebola. Proporcionalmente, é como se 330 mil crianças no Brasil ficassem órfãs em uma epidemia. 

A maioria dessas crianças teve de sair de casa com a roupa do corpo, depois de ver os pais levados para o hospital e a casa incinerada para evitar contaminação.
Segundo Mariatu Bangura, vice-chefe de serviços sociais do Ministério dos Assuntos Sociais, a prioridade é achar parentes dessas crianças e, na falta deles, famílias cuidadoras. 

"Evitamos orfanatos, que tiveram muitos problemas de maus tratos com os órfãos da guerra civil", diz Bangura. O conflito citado durou 11 anos. Quando terminou, em 2002, havia deixado mais de 100 mil órfãos. Muitos acabaram em orfanatos que "traficavam" crianças. 

RETIRADA DA RUA
Mariama Y., 16, perdeu os pais no ano passado para o ebola e estava morando com uma tia. A parente a proibiu de ir à escola, além de bater nela. A menina fugiu para o vilarejo de seu pai, mas ninguém quis recebê-la –diziam que podia levar o ebola ao povoado. Mariama acabou na rua, pedindo esmola. 

Ela foi acolhida por uma assistente social da ONG Plan International, que a inscreveu num colégio interno e pagou um ano de mensalidade. 

Hoje, divide o quarto com sete meninas. Ninguém sabe que Mariama é órfã do ebola –muitos sofrem bullying por causa disso. "O banheiro é sujo e não me deixam rezar", conta Mariama. Ela é muçulmana, e a escola é cristã. "Mas é melhor que a rua." 
No ano que vem, a garota não sabe o que fará. A ONG está tentando encontrar uma família para acolhê-la.
A maior preocupação é como manter essas crianças na escola. O governo anunciou que pagaria durante dois anos as mensalidades nas escolas públicas –que, no país, cobram pelo ensino. Apesar da promessa, poucas escolas viram o dinheiro. 

Uma escola interna como a de Mariama cobra US$ 120 (R$ 380) por trimestre. Na escola normal, a mensalidade é de US$ 7. O salário mínimo não chega a US$ 80 no país. 

"Não basta darmos uma primeira resposta à epidemia, é necessário um trabalho de longo prazo para reconstruir o país", diz Anette Trompeter, diretora da Plan International Brasil. 

 http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/05/1635959-orfaos-do-ebola-agravam-crise-em-serra-leoa.shtml

Petistas viajaram em avião de empresário preso pela PF

Aliados do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), viajaram no avião do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, na véspera da ação da Polícia Federal em que foram apreendidos R$ 113 mil suspeitos no bimotor, em outubro do ano passado.

Voaram na aeronave o deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG) e seu pai, o ex-deputado federal petista Virgílio Guimarães.

Nesta sexta-feira (29), a PF prendeu Bené sob suspeita de associação criminosa. Ele é amigo do governador de Minas e ligado ao PT.

Tanto Virgílio como Gabriel foram cabos eleitorais de Pimentel na campanha de 2014.
Os dois viajaram no avião King Air, de prefixo PR-PEG, no dia 6 de outubro de 2014, um dia após a vitória de Pimentel em primeiro turno e a eleição de Gabriel para a Câmara dos Deputados.

A Folha obteve documento que comprova a rota do avião e uma foto de Gabriel e Virgílio saindo do bimotor. Outras duas pessoas também aparecem na imagem, mas a reportagem não conseguiu identificá-las.

Reprodução
Deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG), no centro (de branco), e seu pai, o ex-deputado Virgílio Guimarães
Deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG), no centro (de branco), e seu pai, o ex-deputado Virgílio Guimarães 
Gabriel e Bené têm relação próxima, e suas famílias são amigas, segundo o deputado.
Como a Folha revelou no ano passado, a dupla e Pimentel fizeram uma viagem privada a Punta del Este, no Uruguai, em março de 2014.

Na época, Gabriel disse que não falaria sobre ''assuntos de cunho pessoal''. Pimentel, que foi acompanhado de sua mulher, Carolina Oliveira, também dissera se tratar de viagem pessoal.

Nesta sexta, a polícia realizou buscas na casa de Virgílio e no apartamento em que morou a primeira-dama.
A ligação de Bené com Pimentel cresceu a partir de 2012, quando o petista se separou da primeira mulher e iniciou namoro com Carolina. Benedito e sua mulher se tornaram companhias frequentes de Pimentel e Carolina.

VIRGÍLIO
A polícia suspeita ainda que Bené tenha uma ''sociedade dissimulada'' com Virgílio Guimarães. Para a PF, o ex-deputado recebeu pelo menos R$ 750 mil de Bené.

Numa das mensagens interceptadas pela PF, Bené diz a Virgílio: "O cheque de 200 [mil] deve ter voltado. Pode pedir pra reapresentar".

Virgílio foi apontado nas investigações do mensalão como o parlamentar que introduziu o publicitário Marcos Valério de Souza nos círculos do PT para operar um caixa dois que serviu para pagar uma espécie de mesada para a base aliada.

Valério, que operava um esquema similar em Minas para o PSDB, segundo investigações da PF, foi condenado a 40 anos de prisão por conta do mensalão.

OUTRO LADO
O deputado Gabriel Guimarães (PT-MG) confirmou ter viajado no avião do empresário Benedito Oliveira e disse que foi ao município mineiro de Curvelo agradecer os votos que recebeu na eleição para a Câmara.

No dia seguinte ao voo realizado pelo parlamentar, a Polícia Federal fez uma apreensão de R$ 113 mil em dinheiro vivo na mesma aeronave, em Brasília –na ocasião estavam presentes Benedito, o Bené, e Marcier Moreira, que já foi assessor do Ministério das Cidades, pasta controlada pelo PP.

Indagado sobre o uso do avião de Bené, Guimarães disse que o voo foi cedido. "O avião foi empréstimo em um período fora da minha eleição''. O resultado da disputa eleitoral ocorrera na véspera.

O deputado não soube informar se usou o avião de Bené durante a campanha. "Tenho que checar."
Guimarães disse ainda não achar estranho que o mesmo avião, no dia seguinte, tenha sido alvo de ação da PF.

A reportagem pediu a Guimarães que ele fizesse o reconhecimento das demais pessoas que aparecem na foto, além dele e de seu pai.

O petista identificou um dos passageiros (homem na escada do bimotor) como seu primo. O outro homem, que abraça o deputado na imagem, seria uma "pessoa de Curvelo" da comitiva que o recepcionou no aeroporto.

A Folha ligou várias vezes para o ex-deputado Virgílio Guimarães e enviou mensagens de texto, mas não obteve resposta.

 http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/05/1636011-petistas-viajaram-em-aviao-de-empresario-preso-pela-pf.shtml

Um trabalhador americano produz como quatro brasileiros

Quatro trabalhadores brasileiros são necessários para atingir a mesma produtividade de um norte-americano.

A distância, que vem se acentuando e está próxima da do nível dos anos 1950, reflete o baixo nível educacional no Brasil, a falta de qualificação da mão de obra, os gargalos na infraestrutura e os poucos investimentos em inovação e tecnologia no país.

Editoria de Arte/Folhapress

Fatores apontados por empresários e por quem estuda o assunto como os principais entraves para a produtividade crescer no país –e que também ajudam a explicar o desempenho fraco do PIB brasileiro nos últimos anos.

A comparação entre Brasil e EUA considera como indicador a produtividade do trabalho, uma medida de eficiência que significa quanto cada trabalhador contribui para o PIB de seu país.

O dado é do Conference Board, organização americana que reúne cerca de 1.200 empresas públicas e privadas de 60 países e pesquisadores.

Ele é importante porque mostra a força de fatores como educação e investimento em setores de ponta, que tornam mais eficiente o uso de recursos. A produtividade costuma ser menor nas empresas de trabalho intensivo.

O baixo nível educacional no Brasil é destacado pelo pesquisador Fernando Veloso, da FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), como um dos mais graves problemas para uma economia que precisa crescer e aumentar o padrão de vida da população.

"O brasileiro estuda em média sete anos, nem completa o ensino fundamental. Nos EUA, são de 12 a 13 anos, o que inclui uma etapa do ensino superior, sem mencionar a qualidade do ensino."

A média de treinamento (qualificação) que um americano recebe varia de 120 a 140 horas ao ano. No Brasil, são 30 horas por ano, destaca Hugo Braga Tadeu, professor da Fundação Dom Cabral.

A produtividade brasileira deve cair neste ano ao menor nível desde 2006 na comparação com a do americano e se aproxima do nível da década de 1950, quando o estudo se iniciou. Em 1980, um brasileiro tinha produtividade equivalente a 40% da de um americano. Hoje, ela está em 24%.

"Voltamos ao patamar dos anos 1950, mesmo com os avanços tecnológicos que ocorreram em 65 anos", afirma José Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de competitividade da Fiesp.

A dificuldade de competir se acentua com a carga tributária maior, o juro alto para empréstimos, os riscos cambiais, os custos trabalhistas e os gargalos que encarecem a produção, diz o empresário.

A queda na produtividade é consequência do PIB fraco e de condições desfavoráveis, como maior inflação, que levam o setor produtivo a cancelar ou adiar investimentos.

A retração generalizada no consumo das famílias e na demanda de empresas e governos, além da piora na situação da indústria e dos serviços, foi mostrada na queda de 0,2% no PIB de janeiro a março, e a previsão é que o segundo trimestre seja pior.

MAIS DISTANTE
"O país vive uma crise de isolamento que só o distancia dos países e só se acentua", afirma o economista Cláudio Frischtak, estudioso do tema produtividade.

O isolamento se traduz não só pelo ritmo lento de avanços dentro das fábricas, como processos de inovação, diz o economista, mas também no número baixo de acordos de livre-comércio com outros países (o que dificulta o acesso a bens e serviços, inclusive os de maior tecnologia).

Outro indicador desse distanciamento é a participação de estrangeiros no mercado de trabalho. "São professores, pesquisadores, técnicos e cientistas que enfrentam dificuldades burocráticas para exercer suas atividades no país. Com isso, o conhecimento deixa de circular."

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/05/1635927-1-trabalhador-americano-produz-como-4-brasileiros.shtml

Menina fica quatro dias acordada para se livrar de parasita que comia seu globo ocular

ReproduçãoReprodução

Acostumada com os incômodos de quem utiliza lente de contato, Jessica Greaney, de 19 anos, não deu muita bola para as dores que sentia em um dos olhos ao longo de toda uma semana. No final do período, porém, seu globo ocular estava tão vermelho e inchado que ela teve de ir a um hospital. Chegando lá, descobriu que a dor e o inchaço eram consequência de um parasita que estava comendo seu olho, literalmente.

O parasita, conhecido como Acanthamoeba, estava vivendo dentro de seu globo ocular. Alertada pelos médicos de que a doença poderia levar à cegueira em poucos dias se não fosse tratada, Jessica começou a viver um tratamento de quatro dias pingando colírio no olho infectado de meia em meia hora. Para isso, passou todo o período sem dormir sequer um minuto, pois precisava ficar com os olhos abertos todo o tempo.

“Quatro noites sem poder dormir por um minuto sequer soam como tortura para quem ouve e, depois de viver essa experiência, posso confirmar que realmente é. Foram dias muito difíceis, senti muita dor, tontura, meu humor ficou horrível e só consegui passar por esse período porque era muito melhor superá-lo do que ficar cega para a vida toda”, explicou Jessica à BBC.

A presença do parasita não é exclusividade de quem utiliza lente de contato, mas pode acontecer com mais facilidade nesse tipo de pessoa. O Acanthamoeba é encontrado na água e só afetou Jessica porque ela tomou banho ou nadou usando suas lentes. O parasita, então, ficou preso no globo ocular e se alojou neles. Uma das principais proteções dos olhos, as lágrimas não são suficientes para expulsá-lo dos olhos.

“Sempre mantive minhas lentes de contato limpas, tomava todos os cuidados, mas não tomei cuidado suficiente na hora do banho. Nunca mais repetirei”, concluiu a garota, que saiu da história com os olhos intactos.

 https://br.noticias.yahoo.com/menina-fica-quatro-dias-acordada-para-se-livrar-de-parasita-que-comia-seu-globo-ocular-145143605.html

Marcha das Vadias em SP pede legalização do aborto


Manifestantes querem que Congresso avalie mudança na lei; organização fala em 2 mil pessoas, mas PM confirma 100

Centenas de mulheres participaram hoje (30) da 5ª Marcha das Vadias em São Paulo, reivindicando principalmente a legalização do aborto e o fim do encarceramento feminino. Segundo as manifestantes, é preciso ampliar o debate sobre ser ou não favorável ao aborto, entendendo que a criminalização não impede que as pessoas continuem abortando, o que implica no comprometimento da saúde da mulher.

"A Marcha das Vadias luta basicamente contra a criminalização e culpabilização das mulheres pela violência que elas sofrem, em especial, a sexual. Este ano, especificamente, resolvemos pautar a questão da legalização do aborto porque temos um Congresso extremamente conservador e que já expressou que isso não vai entrar na pauta. Estamos aqui para dizer que vai", disse a psicóloga Isabel Bernardes, integrante do movimento.

Segundo ela, cada mulher tem o direito de decidir sobre fazer ou não um aborto. "E mais do que isso. É necessário uma real política de efetividade dos direitos sexuais e reprodutivos para que o aborto fosse, de fato, a última opção e não um remédio duro de tomar"

Isabel Bernardes entende que legalizar o aborto não é obrigar as mulheres a fazer aborto. “Ninguém vai ser obrigado a fazer o aborto porque está legalizado. Deve-se deixar as pessoas que não querem, não podem ou não acreditam nesse projeto de vida, decidir não seguir adiante com uma gravidez. Legalizar o aborto é dar oportunidade para quem não pode pagar [para fazer aborto], porque quem pode pagar faz, mas sem risco de morrer", destacou a psicóloga.

Veja imagens de Marchas das Vadias realizadas em SP
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Concentração da Marcha das Vadias, no vão do Masp, em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Michele protesta contra machismo na Marcha das Vadias, em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
Marcha das Vadias em São Paulo. Foto: Iran Giusti/iG
 
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Uma das manifestantes, de 31 anos de idade, que chamamos de Joana para preservar a sua identidade, disse à reportagem ter feito dois abortos. O primeiro, quando tinha 23 anos. Para isso, segundo ela, mesmo sabendo dos riscos, comprou por iniciativa própria um medicamento abortivo que custa em torno de R$ 100 ou R$ 200 cada comprimido.

"Utilizei a medicação na minha casa e segui as instruções de cartilhas que encontrei na internet. Usei, aguardei um tempo para fazer efeito, e tive hemorragia. Nas duas vezes eu estava entre sete ou oito semanas [de gravidez]. E eu sabia que teria que procurar um hospital depois. Mas eu sabia disso porque eu tive acesso à informação. Nas duas vezes passei por curetagem [no hospital]".

Joana disse ainda que, no hospital, não falou ao médico sobre ter provocado o aborto por temer consequências. "Não falei nada. Nem que estava grávida. Contei que tinha sofrido uma hemorragia e que estava com dor".

"É urgente no Brasil legalizar o aborto. As mulheres morrem porque elas não têm acesso à informação, praticam o aborto de forma absolutamente sem informação. Muitas mulheres morrem porque tomam o remédio e depois não procuram o hospital para fazer a curetagem. Outras fazem de forma pior, perfurando o útero com agulha de tricô. Ou tomam drogas das quais não sabem a origem, risco que eu também corri”, destacou. Para a manifestante, o ideal é que toda mulher pudesse fazer o aborto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

"As mulheres pobres correm muitos riscos. Quem tem R$ 4 mil ou R$ 5 mil vai para Moema [bairro de classe média alta de São Paulo] e faz da forma mais segura e limpa possível. E sai de lá tranquila. Quem não tem ou vai parar em uma clínica sem nenhuma estrutura ou vai parar na mão de uma curiosa ou vai tentar fazer como eu fiz, em casa e sozinha, correndo muitos riscos porque eu tenho a absoluta convicção de que a maioria das mulheres não tem acesso a essa informação que eu tive na internet", disse Joana.

Depois da concentração no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) onde confeccionaram cartazes e entoaram cânticos sobre o aborto - entre eles, um que fazia referência ao Uruguai, com o seguinte refrão: “O Uruguai já legalizou, Brasil, a sua hora chegou” - as manifestantes seguiram em caminhada pela Avenida Paulista e Rua Augusta, com destino à Praça Roosevelt, no centro da cidade. Lá, ao encerrar o ato, elas sentaram em círculo e cada uma deu um depoimento sobre o aborto.

As manifestantes estimaram que o ato reuniu cerca 2 mil pessoas. A Polícia Militar calculou em torno de 100 pessoas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-05-30/marcha-das-vadias-em-sp-pede-legalizacao-do-aborto.html

Trauma provoca distúrbios mentais em cerca de 8 milhões de refugiados no mundo

Depressão e estresse pós-traumático são as doenças mais comuns em vítimas de desastres naturais e conflitos armados

A cicatriz no pescoço passaria despercebida, não fosse a preocupação do refugiado em tentar escondê-la. Fugido de seu país de origem após sobreviver a emboscada do Estado Islâmico, o homem apressou-se em perguntar para a equipe que o recebeu no Caritas, Centro de Acolhida para Refugiados, se a marca, quase imperceptível, o impediria de conseguir emprego em São Paulo.
Mohammed Elias, de 45 anos, mostra foto do filho de 14 anos que pode ter sido vítimas de tráfico humano em Ukhiya, perto de Cox Bazar, Bangladesh (Arquivo)
AP
Mohammed Elias, de 45 anos, mostra foto do filho de 14 anos que pode ter sido vítimas de tráfico humano em Ukhiya, perto de Cox Bazar, Bangladesh (Arquivo)
O receio de alguém descobrir a lembrança pavorosa que a marca representa em sua vida chamou a atenção da equipe médica multidisciplinar da instituição para um problema que afeta cerca de 8 milhões de asilados no mundo: os distúrbios mentais provocados por grandes traumas. 

Entre 5 e 10% das cerca de 80 milhões de vítimas de emergências humanitárias no mundo – incluindo as que sobreviveram a desastres naturais e conflitos armados – desenvolvem depressão, estresse pós-traumático e, em casos mais extremos, psicose e deficiência intelectual, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
A psiquiatra do Caritas e do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas Luciana de Andrade Carvalho afirma que o trauma psicológico pode provocar também aumento da frequência cardíaca, insônia e transtornos de diferentes tipos e proporções, como os motores.

"É difícil caracterizar os sintomas. Às vezes um refugiado sobrevive a uma guerra e leva uma vida normal, outros sobrevivem a um desastre natural e não conseguem mais dormir. O trauma psicológico às vezes é mais difícil de tratar do que o físico", afirma.

Tanto no Caritas quanto no HC, a médica explica que a prevalência dos diagnósticos é para casos de depressão. No Caritas, os refugiados adultos apresentam problemas relacionados a insônia, geralmente por causa das lembranças traumáticas. Já as crianças afetadas têm mudanças bruscas de humor e aumento da agressividade.

"Grande parte das crianças com menos de dez anos apresentavam comportamento agressivo. Para elas a adaptação é complicada. A maioria dos albergues tem uma rotina pré-estabelecida e poucas áreas de recreação", pondera.

Responsabilidade com os doentes
Na maioria das vezes, o trauma pode ser superado com o tempo, principalmente se a nação que recebe esses grupos oferece um ambiente familiar e suporte comunitário. No entanto, esse acolhimento nem sempre é comum. 

No Chad, por exemplo, que recebe mais de 450 mil refugiados vindos do Darfur, no oeste do Sudão, República Centro-Africana e Nigéria, o sistema de saúde mental é muito deficiente: a nação conta apenas com um psiquiatra e um grupo pequeno de psicólogos para seus 11 milhões de habitantes e milhares de asilados.

Em situações como essa, a instituição conta com a ajuda de parceiros para garantir atendimento. "Neste momento, por exemplo, contamos com psicólogos de Burkina Faso e da Argélia para ajudar no Chade. Mas sabemos que não é suficiente", afirma Peter Ventevogel, oficial sênior de saúde mental do Acnur (Agência da ONU para refugiados). 

"O Acnur trabalha, muitas vezes, com valor muito aquém do que solicita à comunidade internacional e muitos refugiados permanecem sem apoio simplesmente porque não há financiamento suficiente para esses programas."

Refugiados no Brasil
Os sírios são o maior grupo a buscar asilo no Brasil, segundo dados do Acnur. Entre janeiro de 2010 e outubro de 2014, 1.524 refugiados da Síria chegaram ao País. De 2010 a 2013, o fluxo de pedidos de várias partes do mundo aumentou mais de 930%, passando de 566 para 5.882, o que faz do Brasil o País que mais recebe refugiados na América Latina e Caribe. 

Para facilitar a entrada dos grupos, a legislação nacional de refúgio criou o Conare, Comitê Nacional para os Refugiados. Por meio do órgão, foi criada lei que garante documentos básicos aos refugiados, incluindo os de identificação e de trabalho. De acordo com a instituição, até outubro de 2014, foram reconhecidos 7.289 refugiados de 81 nacionalidades diferentes - 25% deles, mulheres. Além da Síria, há um grande fluxo de asilados da Colômbia, 1.218, Angola, 1.067, e República Democrática do Congo, 784.
 
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-05-31/trauma-provoca-disturbios-mentais-em-cerca-de-8-milhoes-de-refugiados-no-mundo.html

sábado, 30 de maio de 2015

Vendida para o EI, menina era obrigada a recitar o alcorão durante estupros


ReproduçãoReprodução

A cada dia que passa o Estado Islâmico comprova que não possui limites. Uma adolescente de 17 anos, vendida como escrava sexual ao grupo, relatou o desespero dos dias que viveu nas mãos do grupo. Atualmente, ela está grávida de três meses.

A garota descreveu sua rotina e relatou todo o horror que passava. Ela era estuprada diariamente por seu “dono” e, além disso, era obrigada a satisfazer todas as vontades dele com a ameaça de ser chicoteada. Uma das principais ordens, diz ela, era de recitar o alcorão durante o estupro.

Quando não realizava todos os desejos sexuais dos estupradores, ela afirma ter sido agredida com chibatadas e com água fervente derramada em suas coxas. De acordo com o relato, ainda, ela diz que sempre seu “dono” convidava um amigo para participar do estupro.

A jovem de 17 anos foi sequestrada em agosto do ano passado quando o EI invadiu Shingal. Ela foi algemada e mantida em um hotel com outras mulheres, que antes de serem vendidas passavam por um exame para comprovar suas virgindades.

O exame era apenas o começo da venda, uma vez que, comprovada a virgindade, as meninas eram enfileiradas em uma sala de 40 homens que as selecionavam pelo cheio. O responsável pela “compra” da jovem que denunciou os abusos levou com ela outras três meninas, sendo uma delas a irmã de apenas 10 anos.

 https://br.noticias.yahoo.com/vendida-para-o-ei--menina-era-obrigada-a-recitar-o-alcor%C3%A3o-durante-estupros-190648180.html