quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Ministério da Saúde confirma 28 casos de reações à tríplice viral


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Recomendação é para evitar uso em crianças alérgicas a leite de vaca
O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira, 19, que 28 crianças tiveram reações adversas depois de receberem a vacina tríplice viral produzida pelo laboratório Serum Institutte of India Ltda. Todas passam bem.
 
Diante dessa constatação, a pasta recomendou que secretarias estaduais e municipais evitem usar o produto em crianças que tenham alergia a leite de vaca. Análises feitas na composição da vacina Serum identificaram a presença de lactoalbumina hidrolisada - componente que pode desencadear a reação alérgica. A recomendação do ministério é que crianças com hiper-sensibilidade ao leite não sejam vacinadas nesta etapa. A vacina é indicada para crianças de um a cinco anos.
 
Nesta quarta-feira, a Secretaria do Amazonas determinou a suspensão temporária de campanha de vacinação, que havia sido iniciada dia 8 e se estenderia até dia 28. Em Manaus, quatro crianças apresentaram reações anafiláticas. De acordo com o ministério, todas já estão recuperadas.
 
O Serum Institutte of India Ltda. é pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Ministério da Saúde informou que todos os lotes da vacina tríplice viral que estão em uso no País, incluindo os do Serum Institute, passaram por análise no Instituto de Qualidade em Saúde (INCQS). Todas estão aprovadas para uso.
 
Com o registro dos 28 casos de reações adversas, no entanto, uma nova análise deverá ser feita. A tarefa, desempenhada pelo Ministério da Saúde em conjunto com Organização Pan-Americana de Saúde (responsável pela aquisição do produto), será identificar se há alguma associação entre os problemas apresentados pelas crianças e a aplicação da vacina da Serum.
 
Embora tenha feito essa recomendação para alérgicos, o Ministério da Saúde procurou reforçar a necessidade de que as demais crianças sejam vacinadas com a tríplice viral.
 
 Estadão Conteúdo

TJ concede liminar para liberdade do ex-goleiro Edinho

N/A
Ex-goleiro pode ser solto ainda hoje
O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo concedeu liminar em habeas corpus para a liberdade do ex-goleiro Edinho, preso na tarde de terça-feira (18), no Fórum de Praia Grande, onde compareceu para cumprir medida cautelar. O filho de Pelé foi condenado em maio deste ano a 33 anos e 4 meses de prisão por lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

O alvará de soltura de Edinho deve ser cumprido ainda nesta quarta-feira (19). O réu está na cadeia anexa do 5º DP de Santos, após ser transferido da carceragem da delegacia de Praia Grande, onde pernoitou.

Edinho tinha ido ao Fórum para cumprir medida cautelar que o obriga a comparecer mensalmente ao local.

Transitou em julgado

No despacho da juíza auxiliar Suzana Pereira da Silva, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, que decretou a prisão do ex-goleiro, a magistrada justificou que a condenação em relação a Edinho “transitou em julgado” (tornou-se definitiva), porque o recurso de apelação não foi interposto dentro do prazo legal. A ação penal tem mais quatro réus e eles receberam idêntica pena à aplicada a Edinho.

Ainda conforme Suzana da Silva, o prazo para a interposição da apelação de Edinho foi perdido, fazendo com que a condenação se tornasse definitiva em relação a ele. Os recursos de apelação dos demais corréus, ao contrário, foram recebidos pela magistrada e remetidos ao TJ-SP, que ainda os apreciará.

Edinho trocou de advogados em 8 de julho, quando teve a preventiva decretada pela juíza, porque não entregou o seu passaporte à Justiça. O fornecimento do documento foi condição que a magistrada impôs na sentença para que ele pudesse apelar em liberdade.

Sob o fundamento de “risco de fuga, o que impediria a aplicação da lei penal”, Suzana da Silva expediu a ordem de captura do ex-goleiro, que substituiu Sidney Gonçalves por Eugênio Malavasi. Depois de exatamente uma semana, por meio de habeas corpus ao TJ-SP, o novo advogado conseguiu restituir a liberdade a Edinho.

Medidas cautelares

Como contrapartida, foram impostas medidas cautelares, como a de se apresentar mensalmente em juízo para justificar as suas atividades e proibição de se ausentar da região sem prévia autorização judicial. De acordo com Malavasi, Edinho vinha cumprindo essas exigências.

O atual advogado do ex-atleta discordou da juíza auxiliar da 1ª Vara de Praia Grande, afirmando que o oferecimento de embargos de declaração suspende o prazo de outros recursos. Malavasi ainda disse que apenas aguardava ser intimado pelo TJ-SP para apresentar as razões da apelação interposta, “dentro do prazo”, por Gonçalves. Ainda na terça-feira (18), Malavasi preparou o pedido de liberdade do jogador.

 De A Tribuna On-line

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Paciente com câncer é tratado com injeções de HIV e o resultado é surpreendente

Marshall com sua mulher e o médico responsável pelo tratamento (Reprodução)Marshall com sua mulher e o médico responsável pelo tratamento (Reprodução)

Paciente de um tipo extremamente agressivo de câncer, Marshall Jensen está se curando graças ao vírus da Aids. Isso mesmo. O HIV faz parte de um tratamento experimental da Penn Medicine que implanta uma forma inofensiva desse vírus nas células brancas, programando para que o câncer seja atacado e destruído.

Após se submeter ao tratamento, o homem, pela primeira vez nos últimos anos, está totalmente livre do câncer. Diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda em 2012, ele Marshall percorreu os EUA atrás de tratamentos eficazes e só reagiu bem à técnica que utiliza a forma inofensiva do HIV.

“É um vírus desativado, mas mantém a característica essencial do HIV, que é a capacidade de inserir novos genes nas células", explica Carl June, médico responsável pelo tratamento que Marshall recebe.

Os números do tratamento são extremamente positivos até o momento. Dos 30 pacientes submetidos a ele, 23 estão vivos e 19 estão em fase de regressão da doença. Os médicos agora querem descobrir se o tratamento raro pode ser utilizado em outros tipos de câncer que não a leucemia. Os novos testes envolvem pacientes com a doença no pâncreas.

 https://br.noticias.yahoo.com/paciente-com-c%C3%A2ncer-%C3%A9-tratado-com-inje%C3%A7%C3%B5es-de-hiv-e-o-resultado-%C3%A9-surpreendente-210533565.html

STF reduz prazo para empregado reclamar parcelas do FGTS não depositadas

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (13) diminuir para cinco anos o prazo prescricional para o empregado cobrar na Justiça os valores não depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Antes da decisão, o prazo para entrar com ação era 30 anos. Por maioria de votos, os ministros entenderam que o prazo para o trabalhador reclamar as parcelas não recebidas devem seguir prazo razoável em relação aos demais direitos trabalhistas, que é cinco anos.

Conforma a decisão, nas novas ações, o trabalhador poderá acionar a Justiça em dois anos para cobrar os débitos, mas somente dos cinco anos anteriores. Os ministros analisaram em recurso de uma ex-funcionária do Banco do Brasil que recorreu ao Judiciário alegando que a contribuição não foi recolhida.

A maioria do plenário acompanhou voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Segundo o ministro, a Lei  8.036/1990, que regulamentou o FGTS e garantiu o prazo prescricional de 30 anos é inconstitucional por violar o Artigo 7 da Constituição Federal. De acordo com o texto, os créditos resultantes das relações de trabalho têm prazo prescricional de cinco anos.

  Agência Brasil

CCJ aprova projeto que regulamenta uso de armas não letais pela polícia

Projeto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pretende regulamentar o uso de armas com menor potencial ofensivo por policiais, a exemplo das armas elétricas e cassetetes de borracha.

A proposta aprovada na última terça-feira (11) determina que esses equipamentos deverão ser usados prioritariamente nos casos de abordagem a cidadãos desarmados, desde que o uso do armamento não letal não coloque em risco a integridade do agente de segurança.

De acordo com o projeto, também será proibido o uso de arma de fogo contra quem estiver em fuga desarmado ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, a não ser que represente risco imediato aos agentes ou a outra pessoa.

O projeto diz ainda que os cursos de formação de policiais deverão incluir conteúdo programático que os habilite ao uso de instrumentos não letais. O objetivo da proposta é diminuir o número de mortes causadas por policiais. Dados contidos no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2013, 2.212 pessoas foram mortas em ações policiais em todo país; média de seis por dia.

Ainda de acordo com o projeto, quando o uso de arma não letal resultar em ferimentos, a polícia deverá assegurar a imediata prestação de socorro médico, bem como a comunicação do ocorrido à família.

Elaborado inicialmente no Senado, o texto aprovado na CCJ é um substitutivo do deputado Mauro Benevides (PMDB-CE). Como sofreu mudanças, a matéria retornará para análise dos senadores nos próximos dias.

 Agência Brasil

Carteiros envolvidos em fraude bancária desviavam até 500 cartões por semana

Os carteiros envolvidos no esquema de desvios de cartões e boletos bancários, presos na manhã desta quinta-feira (13), em operação deflagrada pela Polícia Federal, recebiam R$ 50,00 pelo serviço. Segundo informações do presidente das investigações da Operação Corrieu, o delegado da Polícia Federal Fabio André Lopes, por semana, a quadrilha desviava de 150 a 500 cartões bancários.

Em posse dessas correspondências, os fraudadores executavam o golpe. No caso dos boletos, um membro da quadrilha alterava a numeração do código de barras e mantinha os dados originais. Essa correspondência era devolvida ao carteiro, que a entregava ao verdadeiro destinatário.

“Sem desconfiar de nada, o destinatário efetuava o pagamento convicto de que estava quitando a cobrança. Porém, esse dinheiro ia para uma conta montada pelos criminosos, que imediatamente retiravam o pagamento”, explica Simões.
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Carteiros foram presos nesta manhã, em Santos e São Vicente. Investigações tiveram inícios em 2013 
Seis presos na região

Com 28 mandados de prisão temporária expedidos, a operação – até a publicação desta matéria – havia dado cumprimento a 18 em todo o estado de São Paulo. Seis dessas prisões foram realizadas na Baixada Santista. Outras 11 capturas ocorreram na região metropolitana de São Paulo e uma em Campinas.

Além das prisões temporárias, a operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão. Desta forma foram apreendidas diversas máquinas de cartões bancários, cartões desviados, telefones e uma pistola.

Em andamento há um ano e meio, as investigações da Polícia Federal constataram a movimentação fraudulenta de mais de R$ 5 milhões. Entretanto, a TecBan – empresa de tecnologia bancária – suspeita que os valores referentes a esse golpe se aproximem a R$ 20 milhões.

Conforme informações do delegado executivo da Polícia Federal em Santos, Julio Cesar Baida Filho, as apurações seguem em andamento. A PF não descarta que esse mesmo crime seja executado em outras regiões do Brasil.

Presos, os 18 suspeitos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, falsificação de documentos e furto mediante fraude.
 
 http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/carteiros-envolvidos-em-fraude-banc%C3%A1ria-desviavam-at%C3%A9-500-cart%C3%B5es-por-semana-1.414354

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

'Bin Laden morreu como um covarde', diz atirador

WASHINGTON - Após anunciar durante uma semana, o canal de TV Fox News finalmente transmitiu na noite de segunda-feira uma entrevista com Robert O'Neill, o ex-militar que afirma ter matado Osama bin Laden. Além de contar como foi a operação e que não acreditava que voltaria vivo para casa, o atirador da unidade de elite Seal declarou que o terrorista líder da al-Qaeda "morreu como um covarde".

Depois de causar polêmica ao revelar sua identidade, O'Neill contou à Fox News como foi a missão e o momento em que souberam que estavam indo matar Bin Laden. O ex-militar soube inicialmente que alguém tinha sido encontrado em uma casa, em algum país, mas seu grupo não imaginava que era Bin Laden - o homem mais procurado pelos EUA e autor intelectual dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Ex-atirador da força especial da Marinha americana conhecida como Seal, O'Neill relatou ainda que quando descobriram que estavam indo matar Osama bin Laden, ele e seus companheiros tinham a certeza de que era uma missão sem volta, que morreriam lá, junto com o líder da al-Qaeda.

- Nós estamos indo e não estamos indo para voltar. Estamos indo para morrer quando a casa explodir. Estamos indo para morrer quando ele explodir. Ou estamos indo para ficar lá por um tempo e seremos presos pelos paquistaneses e passaremos o resto de nossas curtas vidas numa prisão - relembrou O'Neill.

O soldado completou que mesmo sabendo dos riscos, ele e seus companheiros queriam fazer parte da missão, que consideraram histórica.

- É isso. Não tem como ser melhor. É por isso que estamos aqui. Estamos na guerra por causa deste homem e agora nós estamos indo pegá-lo - declarou O'Neill, como se ainda estivesse no momento do ataque.

O'Neill acredita ter sido a última pessoa que Bin Laden viu antes de morrer. O ex-atirador deu ainda outra declaração polêmica. Ele disse que o líder terrorista morreu de forma covarde, usando sua mulher mais nova como escudo humano.

- Parado dois passos na minha frente com as mãos em sua mulher, era o rosto que eu já tinha visto milhões de vezes.

DISPUTA PELA AUTORIA DO DISPARO
O'Neill é um dos protagonistas de uma polêmica que está provocando mal-estar no Péntagono. Depois de revelar ao "Washington Post" ser o homem que matou Bin Laden, o ex-militar foi contestado por outros membros de sua equipe, que indicam outros dois militares como os autores da ação.

Uma fonte próxima a outro ex-seal, que preferiu ficar no anonimato, diz que o tiro fatal foi disparado um ou dois militares que entraram no quarto em que o terrorista foi morto antes de O'Neill. Matt Bissonnette, outro ex-membro da equipe que escreveu o livro "No Easy Day" ("Não há dia fácil") sobre a operação em 2012, não contesta a posição de O'Neill diretamente.

- Duas pessoas diferentes contando duas histórias diferentes, por duas razões diferentes - disse Bissonnette. - Tudo o que ele diz, ele diz. Eu não quero falar sobre isso.

Líderes de operações especiais enviaram cartas a todos os membros da Seal Team Six, solicitando que cumprissem o código de silêncio e não divulgassem informações sobre as operações. Além disso, os comandantes pedem que os ex-militares evitem levar "crédito público" por suas ações.

O'Neill disse que decidiu revelar sua identidade após ter perdido benefícios, como plano de saúde, após ter deixado o serviço militar depois 16 anos, quando o tempo mínimo exigido é de 20 anos. Funcionários do Pentágono não confirmaram nem negaram as informações do ex-seal.

 https://br.noticias.yahoo.com/bin-laden-morreu-covarde-diz-atirador-130635376.html

O juiz, a carteirada e o camarote

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Há um aspecto simbólico (aliás muitos) na condenação de uma agente de trânsito pela ousadia de parar um juiz numa blitz no Rio de Janeiro*. O magistrado, como se sabe, infringia a lei ao dirigir uma Land Rover sem placa e sem documentação. A funcionária que o autuou foi condenada por lembrar o óbvio ao doutor: juiz não é Deus. Em outras palavras, a lei vale para todos. 

A primeira lição do episódio é que, por essas bandas, o óbvio nunca é assim tão óbvio. Tanto não é óbvio que ofende, gera processo, pune. Ao menos Josef K., personagem de Franz Kafka em O Processo, desconhecia os motivos de sua perseguição. No caso da profissional, as razões vinham em cores gritantes: no Brasil há cidadãos de primeira e de segunda categoria, e só estes últimos estão, ou deveriam estar, sujeitos à lei. A sentença, se não conferia ao magistrado uma entidade divina, ao menos o garantia na primeira classe. 

A condenação não poderia ser mais revoltante – e, no entanto, não poderia fazer mais sentido. Num país onde parte dos magistrados aposentados segue desfrutando de apartamentos funcionais, mantém sociedade em institutos de ensino, aceita patrocínios privados para eventos de classe, solta banqueiro corrupto e condena o policial que o investigou, o juiz da carteirada apenas agiu no conforto de quem sabe onde pisa. A carteirada, de toda forma, diz muito sobre as fragilidade e contradições de um dos pilares dos Três Poderes, embora, com a repercussão do caso, tenha sido alvo de críticas dos colegas e do próprio Conselho Nacional de Justiça.

Fato é que a negação de um servidor público em agir, na vida pública e privada, como um servidor revela, em si, o desprezo pela ordem semântica da própria função. Reitero: desprezo não é ignorância. Esse desprezo coloca em xeque o próprio funcionamento da Justiça em caixa alta: ela nem sempre está a serviço da justiça em caixa baixa. 

A repercussão da carteirada nas redes sociais deixou claro, no entanto, que essa construção da barreira simbólica entre cidadãos de primeira e segunda categorias já não é aceita como antes. A mudança das relações de poder, mais horizontais que verticais, tende a incutir o elemento da petulância, no ótimo sentido, a esse tipo de abordagem. Sai o “sim senhor” dos subordinados e entra o “quem você pensa que é?” dos indivíduos conectados e cientes dos próprios direitos. Essa é a boa notícia.

A má é que essa transição só será completa quando compreendermos uma aparente contradição: o mundo que caminha para estabelecer relações horizontais entre professores e alunos, líderes religiosos e fieis, pais e filhos, representantes e representados é o mesmo que estimula a obsessão pelo camarote. Explico. Há alguns anos, conforme contei numa crônica antiga. assisti incrédulo à cerimônia de colação de grau de uns formandos em odontologia em uma tradicional universidade pública. Lá o discurso de professores e coordenadores era uníssono: “comemorem, nobres formandos, vocês são uma casta privilegiada: poucos conseguem entrar em nossa faculdade, e pouquíssimos conseguem sair dela formados. Vocês representam 0,00000001% da população que tiveram esse privilégio”.

Num país onde ter dente ou não é razão suficiente para colocar indivíduos em primeiras, segundas e terceiras categorias, nada poderia soar tão anacrônico, mas aquele discurso não saiu do nada: o discurso do vencedor, por aqui, sempre esteve associado ao privilégio, e quase nunca às missões inglórias – entre as quais a possibilidade de usar o canudo para minimizar os efeitos de um país devastado em sua origem, das capitanias hereditárias à escravidão, passando pelos açoites, regulamentados ou não, das relações humanas. Essa perversidade nos legou um país de banguelas e aquela formatura era a graça da desgraça do banguela de que fala a música de Zeca Baleiro.

A mesma lógica (“não sou qualquer um”) levou, recentemente, uma professora universitária a fazer galhofa, em público, sobre um passageiro mal vestido no aeroporto. E levou uma jovem jornalista a se queixar, também em público, da segurança da balada por obrigá-la a pegar fila mesmo após ser avisada de que era jornalista, e não uma simples mortal. A carteirada, portanto, é quase um patrimônio. É mais grave, obviamente, quando oferecida por um servidor público, mas a origem da serventia é uma base tentacular de um país onde privilégios são vistos como direitos, e direitos são vistos como favores, como definiu brilhantemente o jornalista Luiz Fernando Viana em uma coluna recente na Folha de S.Paulo.

As sucatas dessa transição podem ser encontradas na separação entre o elevador de serviço e o elevador “social”. Ou no uso de ascensoristas para levar o patrão direto ao andar desejado sem ser incomodado. Ou nos slogans de propagandas para atrair os clientes prime. No Brasil o status é calculado pelo tamanho da fila: uns simplesmente adquirem, por dinheiro ou mérito próprio, o direito de dispensá-la. Ainda que esta fila seja a própria lei.

 https://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/o-juiz-a-carteirada-e-o-camarote-125637682.html


Variação excessiva de humor pode esconder algum transtorno sério

N/A Acredite ou não, existe um dia para celebrar o mau humor e ele é comemorado (ou não, dependendo do seu estado de espírto) nesta quinta-feira (13), no mundo todo. É claro que quase todos tem seus dias mais animados e aqueles de fúria, que, em geral, são decorrentes de brigas familiares, conflitos profissionais, dificuldades financeiras, excesso de trânsito, calor, frio, sono.

Mas a variação excessiva de humor pode camuflar alguma doença. É o que explica José Roberto Leite, psicólogo e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Quando a alternância ocorre de forma constante e acentuada, ou seja, de uma euforia excessiva para uma tristeza profunda, pode significar algum transtorno de humor". Segundo o especialista, o sujeito pode apresentar "um quadro de humor distorcido por não lidar bem com situações adversas e ter surtos de irritabilidade, ansiedade".

Ele explica que a linha tênue para buscar um ajuda profissional é quando as coisas no dia a dia não vão bem. "Um bom sinalizador é quando a pessoa começa a sofrer uma série de problemas no cotidiano".

O tratamento indicado, de acordo com o psicólogo, vai depender da pessoa e da intensidade do problema. "Pode ser medicamentoso, com remédios sendo ministrados por meses ou mais de ano, e também psicoterápico, com 10 a 12 sessões mensais".
 
Oscilações excessivas de humor podem ser sinal de doença, mas há tratamento
Distimia

Considerada a doença do humor, a distimia é como a depressão, porém, ocorre de forma crônica, com a persistência de tristeza por longo tempo (pelo menos dois anos), durando a maior parte do dia, na maioria dos dias.

Sua causa exata é desconhecida. Normalmente, ela é hereditária. Ocorre com mais frequência em mulheres do que em homens e afeta cerca de 5% da população.

Muitas pessoas com distimia têm um problema médico de longo prazo ou outro transtorno mental, como ansiedade, abuso de álcool ou dependência de drogas. Cerca de metade das pessoas com distimia também terá um episódio de depressão profunda em algum momento de suas vidas.

O principal sintoma é um comportamento depressivo. Além disso, dois ou mais dos seguintes sinais estarão presentes em quase todas as vezes que a pessoa apresentar o problema: perda da esperança; pouco ou muito sono; baixa energia ou fadiga; baixa autoestima; perda ou aumento do apetite; pouca concentração.

O tratamento inclui terapia com medicamentos antidepressivos combinada a algum tipo de psicoterapia.

Alimentação

Excluindo-se a questão de doenças e transtornos comportamentais, um componente importante e que afeta diretamente o estado de humor da pessoa é a alimentação. A nutricionista Karolina Jorge, da KJ Nutricional, elaborou um cardápio, indicando quais alimentos influenciam no humor.

Uma das paixões mundiais, o chocolate mexe com os neurotransmissores responsáveis pelo relaxamento. Verduras como brócolis e espinafre, e frutas como laranja, maracujá e jabuticaba, também são arma contra o mau humor.

 De A Tribuna On-line

CFM vai autorizar prescrição de canabidiol por médicos de todo o país

O Conselho Federal de Medicina (CFM) discute os termos de uma resolução que autorize os médicos de todo o país a prescreverem, para uso medicinal, remédios feitos a partir da substância canabidiol, um derivado da maconha (Cannabis sativa) que não causa efeitos alucinógenos ou psicóticos. A falta de normatização sobre o assunto é uma das dificuldades para que pessoas que estão em tratamento devido a doenças graves obtenham uma receita médica para pleitear, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorização para importar medicamentos feitos a partir do canabidiol.

A expectativa é que a proposta de texto seja apreciada durante a próxima reunião da instituição médica. Segundo Frederico Garcia, representante do CFM no Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (Conad), uma das hipóteses em análise é autorizar o chamado uso compassivo do canabinoide (conjunto de substâncias derivadas da Cannabis sativa, dentre elas o canabidiol) como mais um procedimento clínico.

“Qualquer procedimento clínico precisa ser autorizado pelo CFM. O que o CFM vai fazer é autorizar o uso compassivo para situações extremas, emergenciais, e nas quais médico e paciente discutem quais os benefícios e os possíveis riscos do tratamento. Se os dois estiverem de acordo, assinam um termo de consentimento e de responsabilidade”, disse Garcia à Agência Brasil após participar, hoje (12), da reunião ordinária do Conad, em Brasília. De acordo com o médico a norma, na prática, dará amparo legal aos especialistas que prescreverem o uso do canabidiol.

Há meses o CFM vem avaliando o uso do canabidiol para fins medicinais. A instituição já se manifestou favorável às pesquisas com quaisquer procedimentos e substâncias, inclusive os canabinoides, que possam amenizar os transtornos causados por doenças para as quais outros tratamentos já aprovados não surtiram efeitos sobre alguns pacientes. A publicação de uma resolução, no entanto, tem sido discutida com cautela, levando-se em conta as conclusões de vários estudos científicos e a ponderação entre eventuais riscos e benefícios.

De forma inédita, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) antecipou-se e publicou, no mês passado, uma resolução que autoriza os médicos que atuam no estado a receitar, mediante o consentimento do paciente ou de seu responsável legal, o canabidiol para o tratamento das epilepsias mioclônicas graves em crianças que não tenham reagido bem aos tratamentos convencionais.

Segundo o vice-presidente do Cremesp, Mauro Aranha, a resolução paulista levou em conta o fato de que, para liberar a importação e o uso clínico do canabidiol, a Anvisa exige que não apenas os pais dessas crianças, mas também seus médicos, assinem um termo de responsabilidade dando ciência de que o medicamento ainda não foi devidamente testado. “Essa é a primeira dificuldade das famílias que procuraram a Anvisa, pois os médicos estavam temerosos de receitar, pois o Código de Ética Médica determina que o profissional só pode prescrever o que já estiver regulamentado  pelas autoridades sanitárias – o que não é o caso do canabidiol”.

Aranha disse ter sido informado de que o CFM está finalizando a resolução que estenderá aos médicos de todo o país a decisão já adotada em São Paulo. “Quando um conselho de ética se pronuncia neste sentido, liberando o uso terapêutico de uma substância, acaba por fazer com que as pessoas repensem [preconceitos]”.

Para a representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Loiva Santos, é necessário ampliar o debate. “Não estamos defendendo a liberação das drogas, mas sim exigindo o acesso ao uso terapêutico de certas substâncias. Há pesquisas que mostram a redução dos danos causados pelo crack quando substituído [durante o tratamento] pela maconha. Há profissionais da saúde que propõem essa substituição a usuários de crack, mas eles não podem falar nisso abertamente. Por isso precisamos regulamentar essas práticas”, diz Loiva, defendendo que as autoridades públicas e os profissionais de saúde devem levar em consideração o bem-estar do paciente e de sua família.

http://www.atribuna.com.br/cidades/cfm-vai-autorizar-prescri%C3%A7%C3%A3o-de-canabidiol-por-m%C3%A9dicos-de-todo-o-pa%C3%ADs-1.414159

Jovens da classe C são os que mais usam centros gratuitos de internet


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Os jovens têm entre 16 e 24 anos
Jovens de 16 a 24 anos, da classe C, e com ensino médio completo, são os principais usuários dos centros gratuitos de acesso à Internet do país. Os dados, divulgadospelo Centro Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), são da pesquisa Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no Brasil.

O levantamento, que considera dados de 2013, mostra que a maioria, 62%, dos usuários têm entre 16 e 24 anos. A segunda faixa, 14%, de 25 a 34 anos, seguida pela de 35 a 44 anos, 11%. As pessoas da classe C são as que mais se utilizam dos centros: 61% do total, seguidas pelas classes B (20%),  D (18%), E (2%), e classe A (0%).

O levantamento traz ainda que as pessoas com ensino médio completo são maioria (35%). As com ensino médio incompleto vêm em seguida (26%), depois fundamental incompleto (18%), fundamental completo (10%), superior incompleto (6%), superior completo (4%) e pós-graduação (2%).

Entre as justificativas para o uso de centros gratuitos de acesso internet, destacam-se não ter internet em casa (71%), não ter computador (59%), possibilidade de receber ajuda de monitores (57%), conexão melhor da internet (53%), fazer cursos oferecidos pelo centro (51%).

A pesquisa foi feita a partir do banco de cadastro de centros de internet do Ministério das Comunicações. Responderam à pesquisa 5.140 centros, nos três meses de coleta de dados - de novembro de 2012 a janeiro de 2013.

 http://www.atribuna.com.br/atualidades/jovens-da-classe-c-s%C3%A3o-os-que-mais-usam-centros-gratuitos-de-internet-1.414195

Senado aprova aposentadoria especial mesmo com uso de EPI

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Trabalhadores que usam Equipamento de Proteção Individual (EPI) em condições especiais de trabalho poderão ter direito a aposentadoria especial. O Projeto de Lei Suplementar (PLS 58/14) foi aprovado nesta quarta-feira (12), em caráter terminativo, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

De acordo com o texto, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o fornecimento de equipamento não descaracteriza as condições prejudiciais à saúde ou à integridade física que justificam o pagamento do beneficio.

A situação, entretanto, preocupa o advogado e especialista em Direito Previdenciário, Sérgio Pardal Freudenthal, que representa o Sindicato dos Metalúrgicos de Santos.

Segundo ele, o caso já é tratado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o julgamento no dia 3 de setembro, para que pudessem reunir mais estudos a fim de comprovar as limitações dos EPIs.

“A interpretação da lei atual deve ser exatamente essa que consta nesse projeto de lei. Eu vejo dois problemas com essa nova situação. Primeiro, se o PLS for reprovado no Congresso, nós perderemos os direitos à aposentadoria especial. O segundo é que, se a lei for aprovada pode caracterizar a perda do benefício no período de 1997 a 2012, quando a lei ainda a não estava vigente”.

Freudenthal diz, ainda, que se o senador Paulo Paim deseja ajudar aos trabalhadores, ele deve entrar em contato com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e pedir para que siga as instruções do Ministério da Previdência Social. “Basta que escutem os técnicos do ministério para admitirem que o EPI não descaracteriza o direito especial”.
Projeto de Lei Suplementar foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado
Caso

O INSS defende que fornecer o EPI retira do trabalhador o direito de pleitear a aposentadoria especial. O entendimento foi alvo de um recurso extraordinário apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte já reconheceu a repercussão geral da questão e paralisou todos os processos judiciais que tratam do tema e tramitam em outras instâncias.

Por lei, a aposentadoria especial é paga a quem trabalha por 15, 20 ou 25 anos, conforme o caso, em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
 
 http://www.atribuna.com.br/cidades/senado-aprova-aposentadoria-especial-mesmo-com-uso-de-epi-1.414179

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Desobedecer às leis é 'fácil' para 81% dos brasileiros, diz pesquisa

A desconfiança diante das instituições públicas do país faz com que 81% dos brasileiros concordem com a afirmação de que é "fácil" desobedecer às leis. O mesmo porcentual de pessoas também tem a percepção de que, sempre que possível, os brasileiros escolhem "dar um jeitinho" no lugar de seguir as leis.

Os dados são de uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e revelam ainda que 32% da população confia no Poder Judiciário. Já a confiança na polícia fica um ponto porcentual acima, com 33%. Apesar de baixos, esses índices já foram menores - 29% e 31% respectivamente - em pesquisa anterior.

O levantamento mostra ainda que a ruptura entre os cidadãos e as instituições públicas ligadas à Justiça leva 57% da população a acreditar que "há poucos motivos para seguir as leis do Brasil", segundo o levantamento. "Isso está relacionado à desconfiança que as pessoas têm no comprimento das leis", explica a pesquisadora da FGV Luciana Ramos.

O Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil) está em sua 8ª edição e será apresentado, nesta terça-feira (11). Ele faz parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa ouviu 7.100 pessoas em oito Estados, de abril de 2013 a março de 2014. Elas foram convidadas a assinalar desde "discordo muito" a "concordo muito" nas afirmações propostas.

Os moradores do Distrito Federal foram os que mais disseram acreditar na saída do "jeitinho" como regra nas relações. No total, 84% dos brasilienses disseram concordar ou concordar muito com a afirmação. Quem menos acredita no desrespeito às regras são os baianos, mas ainda assim, a porcentagem é alta: 71% deles responderam que concordavam com a percepção de que todos dão "um jeitinho", sempre.

A pesquisa também fez um corte por renda. Quanto maior o rendimento da pessoa, mais alta é a sensação de que as leis não são cumpridas. De acordo com o estudo, 69% dos entrevistados que ganham até um salário mínimo concordaram que o "jeitinho" é a regra, porcentual que cresce para 86% na população que ganha mais de oito salários mínimos.

Já sobre a polícia, a renda não influencia a má avaliação. Entre as pessoas que ganham até um salário mínimo, 52% concordam que "a maioria dos policiais é honesta". Para quem ganha oito salários ou mais, o porcentual é de 50%.

Luciana, no entanto, lembra que nem Justiça nem polícia são bem avaliadas. "Se a polícia faz algo muito errado, isso reflete rapidamente na população, na confiança que se tem da polícia. No Judiciário, como as coisas são muito mais demoradas, esse erro demora mais, não tem reflexo imediato na confiança. Na minha opinião, acho que isso é o que conta."

Impunidade

Para o aposentado Carlos Afonso Santos, de 87 anos, a impunidade faz com que as pessoas também passem a desafiar as leis. "Se não tem punição para dar exemplo e fiscalização, a sensação para quem faz algo errado é de que nada vai acontecer", afirmou Santos. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2014/11/10/desobedecer-as-leis-e-facil-para-81-dos-brasileiros.htm

Filho de Hugo Sánchez morreu intoxicado com monóxido de carbono

Cidade do México,- Hugo Sánchez Portugal morreu por intoxicação de monóxido de carbono, informou neste domingo a Procuradoria da Cidade do México.

O filho do ex-jogador mexicano Hugo Sánchez, encontrado no sábado morto em sua casa, morreu por inalação de gás do aquecedor de água que tinha no banheiro de seu apartamento, "porque a ventilação estava obstruída", destacou a Promotoria ao informar os resultados da autópsia.

As autoridades encontraram dois corpos na casa do filho do ex-jogador do Real Madrid após atender uma ligação de uma mulher que tinha chegado ao local.

O relatório da Promotoria termina com as especulações que a causa do falecimento tinha sido a inalação direta de gás liquefeito de petróleo, que no México é usado para cozinhar e para o serviço dos aquecedores de água nos banheiros.

Hugo Sánchez Portugal, nascido em 1984 em Madri, foi jogador do Pumas Unam, onde foi comandado por seu pai, e do Atlante.

Depois de se aposentar da carreira de jogador, trabalhou como comentarista de futebol e atualmente ocupava o cargo de diretor de esportes da delegação Miguel Hidalgo, uma das 16 demarcações do Distrito Federal.

O representante de Hugo Sánchez, José Manuel Sanz, informou à imprensa mexicana que o ex-jogador do Real Madrid não fará nenhum pronunciamento nem declaração sobre a morte de seu filho. 
 
 https://esportes.yahoo.com/noticias/t%C3%A9cnico-barcelona-admite-time-pode-se-permitir-ganhar-152633706--spt.html?showMessage=1

Candidatos ausentes no Enem custam mais de R$ 129 milhões ao governo

O MEC informou, na última sexta-feira (7), que gastou R$ 52 com cada prova do exame 

Paim também disse que o MEC contabilizou a eliminação de 1.519 candidatos em 2014 Tomaz Silva/Agência Brasil
 
A ausência de 28,6% dos candidatos inscritos Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), custou mais de R$ 129 milhões aos cofres públicos, de acordo com informações divulgadas pelo MEC (Ministério da Educação), no último domingo (9), em Brasília.

O cálculo do prejuízo é baseado na estimativa do governo de que cada um dos 8,7 milhões de inscritos no Enem gerou um custo de R$ 52. Para realizar o exame, o governo federal faz o pagamento de colaboradores, impressão das provas, o transporte dos exames, a logística, a segurança dos locais de prova, entre outras coisas.

Desclassificação
O ministro da Educação, Henique Paim, disse em uma coletiva de imprensa ontem, que o MEC contabilizou a eliminação de 1.519 candidatos durante as provas do Enem em 2014. Deste total, 236 casos de exclusão foram causados pelo uso indevido do celular durante a ptova. No ano passado, o governo contabilizou a exclusão de 47 pessoas pelo mesmo motivo.

Segundo o ministro, a maioria das punições aconteceu pelo uso de outros tipos de equipamentos eletrônicos, como relógios. Paim fez questão de dizer que considerou que o processo de aplicação das provas foi tranquilo.

Prisões

Como o celular que teria fornecido o gabarito não era do Ceará, os investigadores vão apurar se o esquema tem ramificações em outros estados. Um inquérito policial foi aberto.

Exame
No último sábado (8) e domingo (9) foram aplicadas provas do enem em 242 mil salas em locais de exame de 1,7 mil cidades.  O número de inscritos foi 21,7% maior que o registrado no ano passado, quando 7,2 milhões de pessoas manifestaram interesse em fazer o exame.  

Entre os participantes, 4.990.025 já concluíram o ensino médio, enquanto 1.748.588 devem terminá-lo neste ano. As mulheres representam 58% candidatos – mais de 5 milhões. Também representam 58% os inscritos que se autodeclararam negros e 37,7%, brancos.

Segundo o MEC, aproximadamente, de 75% dos candidatos não precisaram pagar a taxa de R$ 35 por carência comprovada ou por serem estudantes de escolas públicas.

 http://noticias.r7.com/educacao/candidatos-ausentes-no-enem-custam-mais-de-r-129-milhoes-ao-governo-10112014

Grávidas na Cracolândia: jovens contam como vivem entre os filhos e a pedra

Pesquisa indica que apenas 5% das gestantes que frequentam a região fazem pré-natal adequado

Na Cracolândia há dez anos, Katilene aguarda o primeiro filho.
 
Estar grávida e usar crack é sentir a mesma pedra alimentando duas vidas, dois vícios. A criança se mexe muito no ventre durante a tragada e depois ocorrem sangramentos, convulsões e tremedeira. Quando a vontade de usar mais volta, o bebê fica agitado de novo. Ele cobra mais e também sofre abstinência, tem as mesmas fissuras da mãe. Essas são as sensações descritas pelas gestantes que conversaram com o R7 na Cracolândia, região central de São Paulo.

Katilene Oliveira dos Santos, de 27 anos, está grávida de quatro meses. Ela foi para as ruas aos 11 anos, quando a mãe morreu de Aids e ela e os três irmãos foram morar em abrigo. Conheceu as drogas aos 14 anos e, aos 17, passou a usar crack, consumido até hoje.

Essa é a primeira gravidez de Katilene, que tenta reduzir o uso, mas não conseguiu abandonar o cachimbo para ter uma gestação mais saudável.

— O máximo que eu aguento ficar sem [crack] são três dias. Depois eu não consigo segurar, daí uso umas cinco pedras de uma vez. O bebê mexe sem parar.

O marido também é usuário. Os dois vivem em uma pensão no entorno da Cracolândia e ainda não sabem se vão ficar com a criança. A sogra de Katilene se colocou à disposição para criar o neto ou receber os dois em casa. A jovem ainda não decidiu o que pretende fazer. Só sabe que não quer criar o filho nas ruas de São Paulo.

A gestante Daise Cordeiro de Lima, de 21 anos, assinou um documento passando a guarda dos gêmeos que espera para a avó. Ela não consegue criar os dois filhos que já teve, um de cinco e outro de dois anos, e diz não querer que os bebês que vão nascer usem droga por "tabela".

A jovem conta que não quer mais engravidar e que já pediu para ser operada. O medo é que seus filhos enfrentem as mesmas situações vividas por ela. Daise conta que matou um homem depois que ele tentou estuprá-la. Hoje, para sustentar o próprio vício e o do marido, ela faz programa no centro.

— Eu não quero mais engravidar, olha a minha vida. O governo devia vir aqui e operar tudo que é mulher. Eu já tive que matar um homem a pauladas em legítima defesa. Imagine um cara relar numa filha minha. Fui estuprada pela primeira vez aos 12 anos na frente da minha mãe.

Depois do abuso, Daise saiu de casa e arrumou o primeiro marido, pai dos dois filhos que ela já tem. O companheiro atual usa crack e ela afirma que consome apenas cocaína, lança perfume e maconha. Nessa rotina, ela não consegue acompanhar o pré-natal.

— Minha família não sabe meu paradeiro. A essa hora podem achar que eu estou até morta. Eu tenho medo de perder os filhos que estão na minha barriga, mas eles ainda são anjos. Pelo menos vão direto para o céu. Eu tenho muito sangramento e convulsão. 
Daise conta que já viveu de tudo nas ruas, que já precisou matar para defender a vida e não quer isso para os filhos que espera .
 
Uma pesquisa realizada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) indica que 20% das pessoas que frequentam as regiões de cracolândias no País são mulheres. O estudo ouviu 32.359 pessoas, sendo 24.977 em domicílios e 7.381 nos próprios locais de consumo de droga. Entre as mulheres, 8,17% têm aids. No momento da entrevista, 10% delas afirmaram estar grávidas. Nem 5% realizam o pré-natal de forma adequada (pelo menos sete consultas antes do parto).

Segundo um dos coordenadores do trabalho, o médico Francisco Inácio Bastos, ele nunca viu uma população feminina tão maltratada e magoada. A busca por um tratamento na gravidez acaba sendo a porta de entrada dessas mulheres no sistema de saúde, por isso ele defende que os governos deveriam fazer um plano integrado para receber essas mulheres na gestação e já tratar o problema das drogas.

Gravidez limpa
Sorridente, Carolina exibe com orgulho a barriga de oito meses. 
 
Carolina Regina, de 22 anos, tem tanto medo de não criar o filho que espera — se o Conselho Tutelar retirar a criança dela — que parou com as drogas. O filho que teve aos 18 anos não vive com ela. A primeira gravidez foi acompanhada do uso de drogas e ela lembra o quanto passava mal e como ficou feliz em saber que a criança nasceu saudável.

Ela diz que, da outra vez, a barriga ficou enorme e seu corpo inchou muito. Agora, aos oito meses, a gestação está discreta.

— Eu até perguntei para a médica se estava tudo bem porque minha barriga está tão pequena. Não vejo a hora.

Os pais de Carolina morreram de Aids e ela vive nas ruas desde os nove anos com o irmão, quando passou a usar drogas. Ela diz que agora consegue se manter longe pelo bem do filho. O marido ainda usa pedra, mas tenta comprar coisas para o filho que vai nascer.

O casal trabalha no programa da prefeitura “De braços abertos”. Além de uma vaga em uma pensão, direito a vale comida, eles ganham R$ 105 cada um, às sextas-feiras, para varrer ruas da cidade. Carolina sonha em guardar parte desse dinheiro e, mais para frente, alugar uma casa para viver apenas com o marido e os filhos.

— Eu quero um dia criar meu outro filho também. Hoje, se estou próxima de quem está usando [crack], saio de perto, vou ouvir música, fazer alguma coisa. Estou determinada e não vou me influenciar por mais nada.

A jovem é sorridente, mas convive com a tristeza de saber que o único irmão, de 18 anos, vive na Cracolândia e se entregou ao crack.

— Perdemos os nossos pais tão cedo e fomos pra rua. Eu queria que meu irmão tivesse uma família assim como eu tenho agora. Ele ia entender que a vida pode ter um novo sentido.

De braços abertos
A Prefeitura implementou o programa após um acordo no início do ano com moradores de 147 barracas que ocupavam as ruas Helvetia e Dino Bueno. Atualmente, 513 participantes vivem em sete hotéis no entorno, ganham três refeições diárias, e R$ 15 por dia de trabalho. Uma balanço divulgado em outubro pelo programa indica que o consumo de droga foi reduzido em até 50%, em média, entre os usuários de crack que trabalham.

Do total de beneficiários cadastrados, 307 são homens, 169 são mulheres e 37, crianças. Ainda de acordo com a prefeitura, 23 usuários já trabalham fora do programa e 49 atuam nas frentes de trabalho em órgãos municipais. Outros 260 seguem no serviço de varrição de ruas e 25 participantes estão no projeto Fábrica Verde, um curso de capacitação voltado à área de jardinagem.

 http://noticias.r7.com/sao-paulo/gravidas-na-cracolandia-jovens-contam-como-vivem-entre-os-filhos-e-a-pedra-10112014

A cada dois dias, ao menos uma arma da polícia de SP vai parar nas mãos de bandidos

Só da PM, 569 armas foram roubas ou furtadas no período de 2009 a 2011

A pistola é a arma mais comum da Polícia Militar
 
A cada dois dias, ao menos uma arma da polícia do Estado de São Paulo vai parar nas mãos de criminosos (confira gráfico abaixo).

O levantamento, com base em números da Corregedoria da PM referentes ao período de 2009 a 2011, considera apenas as armas pertencentes à corporção, excluindo o armamento da Polícia Civil, que também é alvo de ataques. Os dados desconsideram também as armas particulares dos policiais.

Ao todo, 569 armas da PM foram roubadas ou furtadas nos 36 meses.
Na última segunda-feira (3), reportagem do Fala Brasil, da TV Record, mostrou que a Polícia Civil prendeu um policial e um informante suspeitos de desviar cerca de 80 armas — entre armas curtas, fuzis e submetralhadoras — do depósito do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos).

O R7 apurou que o policial detido é o investigador Francisco Ricardo Correa. O advogado dele não foi localizado.

Na sexta-feira da semana anterior (30), o R7 revelou que uma pistola ponto 40 furtada de dentro da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) foi a mesma arma usada para assassinar, no ano passado, o soldado Genivaldo Carvalho Ferreira. A arma custou R$ 1.901,00 do contribuinte.

Roubados na folga
Entre 2009 e 2011, quase a totalidade dos casos de furtos e roubos (90%) ocorreu em ocasiões em que os policiais estavam de folga: 512 armas foram levadas dessa forma. Outras 57 armas (10%) foram furtadas ou roubadas de policiais em serviço.

Além do armamento furtado ou roubado, outras 175 armas foram perdidas pela PM no período de 2009 a 2011. Os dados da Corregedoria da PM mostram também que, em cada quatro armas da corporação furtadas, roubadas ou extraviadas, uma é recuperada.

Ao longo deste ano, a reportagem tentou, por meio da Lei de Acesso à Informação, obter dados mais atualizados sobre o sumiço de armas das polícias. Mas tanto o Exército, responsável por fiscalizar o armamento da PM, como a Polícia Civil alegaram haver sigilo sobre os novos números.

Cem mil armas
A PM de São Paulo tem um arsenal de aproximadamente 105 mil armas — o montante é definido pela Resolução do Exército 01-Coter/Res, de 4 de abril de 2011, que restringe a 105% do efetivo o total de armas das polícias militares. Os integrantes da corporação possuem, como armamento particular, quase a mesma quantidade: cerca de 97 mil armas.

Em março do ano passado, o carregador de uma pistola, que estava em nome do soldado A.A., foi encontrada na escada de incêncio do Edifício Santo Antônio, nos Jardins, após o condomínio sofrer um arrastão. Inicialmente, os investigadores suspeitaram que o policial pudesse estar envolvido no crime. Posteriormente, a Polícia Civil descobriu que a arma usada no assalto havia sido roubada do soldado.

PMs de São Paulo têm autorização para levar a arma da corporação para casa. Coordenador do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani afirma que a chamada "arma de carga", deixada sob a responsabilidade de um único policial, sem compartilhamento, aumenta o controle sobre o armamento. Ele também defende a transparência sobre os números de furtos, roubos e extravios como forma de controle.

Empresas de segurança
A passagem de armas do mercado legal para o ilegal não ocorre apenas a partir de furtos e roubos de armas das polícias, mas também a paritr de ataques a empresas de seguraça privada. Em dezembro passado, o R7 revelou que, em três anos, 3.577 armas de empresas do setor acabaram nas mãos de criminosos.

Os dados, referentes ao período de 2011 a novembro de 2013, são da Polícia Federal, responsável por monitorar o arsenal. As 1.621 empresas de segurança com sede em São Paulo têm 66.573 armas.

Questionada na última quinta-feira (30), e procurada novamente na terça-feira (4) e na sexta-feira (7), a Secretaria de Estado da Segurança Pública não se manifestou sobre o assunto até o momento da publicação desta reportagem.

 http://noticias.r7.com/sao-paulo/a-cada-dois-dias-ao-menos-uma-arma-da-policia-de-sp-vai-parar-nas-maos-de-bandidos-10112014

domingo, 9 de novembro de 2014

Provas de redação e matemática definem o futuro de mais de 8 milhões de candidatos do Enem

Exame deste domingo terá ainda questões de interpretação de texto e português


O R7 e o Sistema COC de Ensino farão, em parceria, a correção das provas de hoje a partir das 19h Eduardo Enomoto / R7
 
Após um primeiro dia com questões das áreas de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e ciências da natureza (química, física e biologia), os candidatos continuam na maratona do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), neste domingo (9), com as provas de redação, português e matemática. O R7 e o Sistema COC de Ensino farão, em parceria, a correção das provas de hoje a partir das 19h. 

A maior parte das expectativas — positivas e negativas — daqueles que participam do exame gira em torno da redação, cujo tema só será conhecido no momento de entrega da prova.
O técnico de telecomunicação Ademar Barreto, de 52 anos, foi o primeiro candidato a deixar um dos locais de prova de São Paulo no sábado. Ele afirmou ter chutado inúmeras questões no primeiro dia, mas espera se recuperar na segunda etapa do exame.

— Redação eu sempre fui fera. O resto a gente consegue se adaptar.

Já o cadeirante João Vitor Franzone, de 18 anos, considerou a prova de ciências da natureza estava mais difícil do que a de ciências humanas no primeiro dia de exames. Para ele, o exame foi “cansativo”  e o deste domingo deve ser ainda mais difícil por conta da redação.

Neste domingo, os candidatos precisam chegar até às 13h para entrar nos locais de prova, que estarão abertos a partir das 12h. Diferente do que aconteceu no primeiro dia de aplicação, hoje o tempo máximo permitido para a realização do exame é de 5h30.

Candidatos falam sobre suas expectativas para o segundo dia do Enem:
1º dia
Ontem, a chegada dos candidatos na unidade da Uninove na Barra Funda aconteceu de modo tranquilo até às 12h55, cinco minutos antes do fechamento total dos portões, quando um dos acessos foi boqueado.“Passou o portão não precisa correr”, gritavam os seguranças do local para evitar acidentes. Às 13h, com o impedimento de entrar nas salas de prova, diversos cadastrados ficaram para o lado de fora.

Entre os atrasados estava Luandra Pereira de Jesus, de 21 anos, que chegou ao local de aplicação do exame com um protetor cervical. Segundo o marido dela, Ademir Pereira, a moça sofreu com um traumatismo craniano após ser vítima de um atropelamento.  

— Vou ajudar e apoiar ela que no ano que vem a gente tenta de novo.
Camila Trota, que também chegou ao local após o fechamento dos portões, afirmou ter pego muito trânsito e ficou muito chateada por “perder a chance de poder entrar em uma [universidade] federal”.

 http://noticias.r7.com/educacao/provas-de-redacao-e-matematica-definem-o-futuro-de-mais-de-8-milhoes-de-candidatos-do-enem-09112014

sábado, 8 de novembro de 2014

No DF, um terço das colisões são provocadas pela utilização do celular

 Só este ano, entre janeiro e agosto, o Detran distribuiu mais de 33 mil multas na cidade - uma média diária de 140 casos


Por apenas um segundo, os olhos de Erison Arruda Mackenzie, 20 anos, se desviaram da pista para percorrer a tela do celular que acabara de apitar avisando sobre a chegada de uma mensagem. Quando percebeu, o jovem havia perdido o controle do veículo. Jogou o telefone para o lado, segurou firme no volante, mas era tarde. Sentiu o impacto do carro contra um poste de iluminação pública, ouviu o barulho dos airbags e um pó branco tomou conta do carro.

O uso do celular ao volante — e comportamentos distraídos no trânsito — provoca pelo menos 30% dos acidentes nas vias do Distrito Federal. Entre janeiro e agosto deste ano, o Departamento de Trânsito (Detran) flagrou o uso do celular ao volante 33.725 vezes. É uma média diária de 140 casos por dia, contra 128 no ano passado. Um aumento de 9%.

Autor de alguns dos raros estudos feitos no Brasil sobre a condução distraída de veículos, José Aparecido da Silva, professor titular do Departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), afirma que 10% dos motoristas admitem usar o telefone celular enquanto dirigem, enquanto 14% mandam ou leem torpedos com o veículo em movimento. O percentual é ainda mais alto entre os jovens: 48% dos condutores com idade entre 18 e 24 anos admitem transmitir mensangens enquanto dirigem.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/11/08/interna_cidadesdf,456634/no-df-um-terco-das-colisoes-sao-provocadas-pela-utilizacao-do-celular.shtml

Astrônomos descobrem asteroide que pode colidir com a Terra

2014 UR116: o asteroide tem 370 metros de diâmetro e não deve colidir com a Terra nos próximos dois anos

UR116: o asteroide tem 370 metros de diâmetro e não deve colidir com a Terra nos próximos dois anos 
 
São Paulo - Por meio de imagens do espaço feitas pela rede de telescópios robóticos Máster, astrônomos russos identificaram um asteroide que pode colidir com a Terra no futuro. O astro foi nomeado 2014 UR116.

Os pesquisadores não souberam dizer quando o asteroide vai passar perto da Terra. Entretanto, eles garantiram que isso não acontecerá nos próximos dois anos. Além disso, mudanças de rota podem fazer com que o astro não se choque contra o nosso planeta.

De acordo com os especialistas, o asteroide tem 370 metros de diâmetro. Ele é 20 vezes maior que o Chelyabinsk, meteorito que atingiu a Sibéria em fevereiro de 2013. A NASA classificou o 2014 UR116 como asteroide potencialmente perigoso.

Nessa categoria, a agência espacial americana enquadra todos os asteroides com mais de 150 metros de diâmetro que possam passar a menos de 20 mil quilômetros da Terra. Segundo a NASA, esses asteroides poderiam causar devastação regional sem precedentes ou grandes tsunamis caso colidissem com o planeta.

No começo de 2013, cerca de 1.400 asteroides estavam classsificados pela NASA como PHA. Entretanto, para a agência espacial americana, nenhum deles representava uma ameaça preocupante para a Terra nos próximos 100 anos.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/astr%C3%B4nomos-descobrem-asteroide-que-pode-colidir-com-a-terra/ar-AA6ZIIQ

 

 

Médicos dizem que adeus a Schumacher está cada vez mais próximo

Família já gastou mais de R$ 1,5 milhão para tentar recuperar o ex-campeão da Fórmula 1

 O adeus ao heptacampeão Michael Schumacher está cada vez mais próximo. Segundo jornais europeus, as últimas notícias dos médicos não são nada animadoras e os fãs do ex-piloto podem começar a se preparar


 O adeus ao heptacampeão Michael Schumacher está cada vez mais próximo. Segundo jornais europeus, as últimas notícias dos médicos não são nada animadoras e os fãs do ex-piloto podem começar a se prepara.

 http://esportes.r7.com/automobilismo/fotos/medicos-dizem-que-adeus-a-schumacher-esta-cada-vez-mais-proximo-08112014#!/foto/1

Jovem enfrenta as tradições e luta para acabar com o casamento infantil no Maláui

No Maláui, 50% das meninas se casam antes dos 18 anos

 
O Maláui, país localizado no sudeste da África, tem uma das maiores taxas de casamento precoce. De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas), o país é o 7º na lista mundial, pois metade das malauianas se casam até os 18 anos. Além disso, segundo a Unicef, 12% destas mulheres já estavam casadas aos 15.

O número de noivas jovens, porém, pode ser ainda mais alto. O registro de recém-nascidos não é prioridade no país e a maioria das pessoas não tem certidão de nascimento, o que faz com que o casamento infantil seja difícil de rastrear.

Memory Banda, hoje com 18 anos, é uma das meninas que conseguiram fugir dessas estatísticas.
Quando ela tinha apenas 13 anos, sua irmã, então com 11, ficou grávida e se casou. “Eu fiquei muito impressionada com aquilo e comecei a analisar o que acontecia nas nossas tradições e costumes”, ela conta.

— Isso foi uma espécie de chamada que me despertou, saber que não apenas minha irmã tinha caído nessa armadilha mas centenas e centenas de meninas também.

Memory, então, começou a discutir questões femininas na sua comunidade. Aos poucos, mais adolescentes foram se interessando pelo assunto e se uniram a ela. Em 2011, o grupo tomou contato com o movimento chamado Rede de Empoderamento de Meninas (Genet, na sigla em inglês), que desenvolve uma campanha para acabar com o casamento infantil no Maláui.

O programa foi fundado pela Let Girls Lead, organização com sede na Califórnia (EUA) que busca promover os direitos das mulheres e o acesso à educação e à saúde em vários países do mundo.

Além de conscientizar as adolescentes sobre os seus próprios direitos e maneiras de atrasar o matrimônio e a vida sexual, o programa também tem como objetivo transformá-las em líderes, para que elas mesmas possam ser agentes das mudanças que querem ver em suas comunidades. Para Memory, que já estava envolvida em questões femininas, “a organização chegou na hora certa”.

A jovem ajudou a organizar a mobilização de garotas em sua comunidade e a influenciar os líderes locais a perceber pelo que as meninas estavam passando. “Eu queria fazer uma diferença na vida de cada menina”, diz Memory.

Para a adolescente, o maior desafio que precisou enfrentar até agora foi o descaso dos governantes com as questões femininas. Pouco a pouco, porém, suas vozes foram sendo amplificadas não apenas no nível comunitário, mas também nos mais altos.

— Quando as nossas questões passam a ser discutidas no nível nacional, então eu sei que elas também se transformaram em preocupação nacional.

Memory acredita que o primeiro passo para garantir que todas as meninas sejam protegidas é implementar uma lei que regule efetivamente o casamento. Em novembro deste ano, será apresentado no Parlamento do Maláui um projeto de lei em que a idade legal para se casar seja de 18 anos, e não mais 15.

A adolescente quer, no futuro, trabalhar em cargos públicos de seu país e tomar a frente de questões com as quais se preocupa.

— Eu acredito que, se eu me tornar uma líder, posso mudar as coisas ao meu redor. Quero concorrer a uma posição no Parlamento.

Em setembro deste ano, Memory participou da Assembleia Geral das Nações Unidas, uma viagem que foi organizada pela Let Girls Lead. No evento, ela levantou as questões sobre o casamento infantil. No vídeo a seguir, é possível ver um trecho de seu discurso:
 
A Let Girls Lead também apoia histórias parecidas em vários outros países da África e da América Central. 

Denise Dunning, fundadora da Let Girls Lead, define que o foco do projeto é permitir que garotas façam mudanças em suas próprias vidas, famílias e comunidades:

— Meninas não são vítimas. Meninas são líderes e podem ser importantes agentes de mudanças. Quando investimos em adolescentes, elas podem ir muito além do que poderíamos imaginar.

Em muitos dos países em que a Let Girls Lead atua, não é raro ver a mesma história repetida por várias gerações: aos 12 anos, a jovem deixou a escola e já está casada. Ao se permitir que adolescentes terminem os estudos e atrasem o matrimônio, é possível quebrar o círculo da pobreza e, a longo prazo, mudar esta realidade.

Criada em 2009, a organização estima já ter impactado na vida de cerca de 3 milhões de adolescentes em todo o mundo.

 http://noticias.r7.com/internacional/jovem-enfrenta-as-tradicoes-e-luta-para-acabar-com-o-casamento-infantil-no-malaui-08112014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Corte nos gastos do governo afetará auxílio-doença e outros benefícios, diz Mantega

No próximo ano, governo vai reduzir os subsídios financeiros nos empréstimos do BNDES


Guido Mantega mencionou cortes no auxílio-doença e redução de subsídios financeiros nos empréstimos do BNDES 
 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu nesta sexta-feira (7) cortes de gastos do governo, mas não quis dar maiores detalhes, alegando que os estudos que vão viabilizar os cortes de despesas ainda não foram finalizados. 

— Assim que finalizarmos, anunciaremos para vocês.
Ele só adiantou que no próximo ano o governo vai reduzir, por exemplo, os subsídios financeiros nos empréstimos do BNDES. 

— Vamos diminuir os subsídios financeiros para 2015.
Segundo o ministro, que não vai continuar à frente da Fazenda no próximo mandato da presidente Dilma Rousseff, problemas que afetaram a economia neste ano, como a estiagem, as restrições ao crédito, os eventos como a Copa do Mundo e as eleições, não deverão atrapalhar a economia no próximo ano.

Para garantir o cenário mais positivo, Mantega também mencionou cortes no auxílio-doença (que hoje é de R$ 70 bilhões) e na pensão por morte (que é de R$ 90 bilhões). Sobre o fator previdenciário, ele disse que o tema não está sendo discutido no Orçamento. Para este ano, o ministro disse que pode se esperar um superávit primário positivo.

Ele também disse que o resultado primário deverá fechar 2015 positivo de 2% a 2,5% na proporção do PIB (Produto Interno Bruto).

O ministro participou nesta sexta-feira (7) do Encontro Fiscal 2014 na FGV (Fundação Getulio Vargas).

Para o ministro, o impacto dos aumentos de 3% no preço da gasolina e de 5% no diesel nas refinarias surtirá um feito de 0,1 ponto porcentual na inflação. Mas evitou responder se os aumentos são suficientes para equilibrar o caixa da Petrobras e se outros aumentos serão dados.

 http://noticias.r7.com/economia/corte-nos-gastos-do-governo-afetara-auxilio-doenca-e-outros-beneficios-diz-mantega-07112014

Ministro da Educação destaca esquema de segurança para o Enem

Em entrevista coletiva, Henrique Paim afirma que exame contará com estrutura de segurança sólida para evitar utilização de aparelhos eletrônicos



Neste fim de semana, 8 e 9 de novembro, serão aplicadas em mais de 1,7 mil municípios brasileiros as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para fiscalizar e coibir o uso de eletrônicos durante o exame, serão utilizados 17 mil detectores de metais em todos os locais de prova. Em lugares com grande concentração de candidatos, mais de um aparelho poderá ser utilizado. Se inscreveram para esta edição mais de 8,7 mil pessoas. Em coletiva de imprensa, o ministro da Educação, Henrique Paim, pede aos candidatos atenção para a restrição da utilização de aparelhos eletrônicos nos locais de prova.

A revista pode ser feita a qualquer momento da avaliação. "Os fiscais, chefes de sala e outros colaboradores estão orientados, e podem solicitar a ajuda dos equipamentos", esclarece o ministro. "Ele não pode usar o celular dentro da sala de aplicação. Caso isso ocorra o aluno vai ser eliminado", reforçou o ministro. Na última edição 47 pessoas foram eliminadas por conta do uso do aparelho. Assim como consta no edital da prova, o candidato pego com qualquer aparelho eletrônico durante a realização do exame será eliminado. Além dos detectores, uma equipe do Instituto Anísio Teixeira (Inep) ficará responsável por monitorar as redes sociais.

Custos
Para realizar esta edição do exame, o governo gastou R$ 52 reais por aluno. Afim de evitar desperdício de dinheiro público com alunos ausentes, o ministério enviou emails para os alunos que faltaram às provas no ano passado e se inscreveram para fazer a edição deste ano. "Vamos ver depois o resultado desta ação", disse o ministro. O número de candidatos ausentes na última edição foi mais de 2 milhões gerando um gasto aproximado de R$ 58 milhões com impressão de provas e servidores que atenderiam a esses candidatos, segundo dados do Inep.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/especial_enem/2014/11/07/especial-enem-interna,456593/ministro-da-educacao-reforca-a-proibicao-de-aparelhos-eletronicos-no-enem.shtml