sábado, 11 de outubro de 2014

Discussão da maioridade penal coloca jovem como vilão e boi de piranha para atrair votos histéricos

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Jovens durante as manifestações de junho em Recife

Não é o que irá acontecer, mas um grande tema para o debate do segundo turno pode ter sido levantado por Marina Silva. A candidata do PSB colocou como uma das exigências para apoiar Aécio Neves (PSDB) a revisão da proposta do tucano de referendar a necessidade de redução da maioridade penal em discussão no Congresso há 15 anos.

Primeiro é preciso entender do que se trata. Desde 1999, parlamentares apresentaram dezenas de propostas com esse objetivo. Em 2007, foram reunidas seis das propostas de emenda à Constituição e aglutinadas em um projeto substitutivo que reduz a maioridade penal para 16 anos nos casos de crime hediondo e dos equiparados a este, como tráfico, tortura e terrorismo, desde que laudo técnico psicológico, elaborado por junta designada por juiz, ateste a plena capacidade de entendimento do adolescente que praticou o ato ilícito. A proposta sugere que o cumprimento da pena seja realizado em local distinto daquele em que estarão detidos os maiores de 18 anos.

Em 2010, comissão do Senado rejeitou a redução da maioridade penal, entendida como inconstitucional e com potencial violação dos direitos das crianças e dos adolescentes. O texto base em votação era de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), candidato a vice de Aécio. Em março deste ano, Ferreira conseguiu a promessa do presidente do Senado, Renan Calheiros, de que o projeto seria levado ao plenário, instância máxima que pode derrubar a rejeição da comissão que o analisou primeiro.

Segundo pesquisas recentes do Datafolha e do Instituto Sensus, mais de 90% dos eleitores brasileiros são a favor da redução da maioridade penal. A cada vez que um crime envolvendo adolescentes é divulgado na mídia a taxa sobe ainda mais. Há um quê de demanda histérica, pouco racional, porque pouco debatida, analisada e comentada.

Aécio Neves e seu vice, Aloysio Nunes, sabem do potencial eleitoral da proposta.
Marina Silva e Dilma Rousseff  (PT) são contra a medida. O coordenador de Juventude da campanha de Aécio, José Júnior, é contra. O Unicef (fundo para infância e juventude da ONU), o papa Francisco e mais de 80 entidades de proteção aos direitos humanos e das crianças e adolescentes são contra a medida. “Endurecer as penas com frequência não leva à redução da criminalidade”, escreveu o papa, em carta, de julho passado, à Associação Latino-Americano de Criminologia.  

Eleitoralmente, Aécio recuar agora para satisfazer Marina é uma ideia absurda, com chances grandes de desgaste para o tucano. Já disse que não pretende fazê-lo. Resta saber se essa recusa impedirá Marina de apoiá-lo e qual o efeito disso perante os eleitores.

Mas elevaria o nível da campanha se o debate sobre a redução da maioridade, ausente da agenda da mídia, fosse agora feito. Aécio poderia ampliar seus argumentos, ou poderia revê-los, dignamente como pede o processo democrático. A principal argumentação de Aécio para defender a maioridade penal é que reduz a sensação de impunidade que estimula a criminalidade. Em seu programa de governo, o candidato endossa o projeto do vice, Aloysio Nunes, sem estender-se.

Os grupos de defesa de direitos humanos enumeraram 18 razões para serem contra a redução da maioridade penal. Pinço algumas delas. Afirmam que hoje, a partir dos 12 anos, qualquer adolescente já é responsabilizado pelo ato cometido contra a lei. Essa responsabilização é executada por meio de medidas socioeducativas, com o objetivo de ajudá-lo a recomeçar e a prepará-lo para uma vida adulta. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê como medidas educativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. Recomenda que a medida seja aplicada de acordo com a capacidade de cumpri-la, as circunstâncias do fato e a gravidade da infração. O problema é que na maior parte das vezes a lei que já existe não é cumprida.

Muitos adolescentes que são privados de sua liberdade não ficam em instituições preparadas para sua reeducação, reproduzindo o ambiente de uma prisão comum. Pela lei atual, o adolescente pode ficar até nove anos em medidas socioeducativas, sendo três anos como interno, três em semiliberdade e três em liberdade assistida, com o Estado acompanhando e ajudando-o a se reinserir na sociedade. O problema é que em geral o Estado não exerce o seu papel.

A discussão sobre maioridade penal não é sobre punição ou não punição. É sobre encarceramento. No Brasil, 70% dos presos voltam a cometer crimes, um indício de que o sistema penal é mais escola do crime do que entidade de recuperação social. Não há estudo ou pesquisa que mostre que o rebaixamento da idade penal diminua a criminalidade juvenil. O papa está certo nesse caso.

Entidades do setor dizem que a reincidência de crianças e adolescentes submetidos a medidas socioeducativas está em 20%, quase três vezes menos do que a taxa de reincidência das cadeias brasileiras.

O Brasil tem a 4° maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado com 500 mil presos. Só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhões) e Rússia (740 mil). E a criminalidade continua em linha ascendente. Alemanha e Espanha  (com recorde de desemprego entre os jovens) elevaram recentemente para 18 anos a idade penal, sendo que os alemães criaram ainda um sistema especial para julgar os jovens na faixa de 18 a 21 anos.

De uma lista de 54 países analisados pela ONU, a maioria deles adota a idade de responsabilidade penal absoluta aos 18 anos de idade, como é o caso brasileiro. São minoria os países que definem o adulto como pessoa menor de 18 anos. Das 57 legislações analisadas, só 17% adotam idade menor do que 18 anos como critério para a definição legal de adulto.

Calcula-se que cerca de 90 mil adolescentes respondem por atos infracionais no Brasil. Destes, cerca de 30 mil cumprem medidas socioeducativas. O número corresponde a 0,5% da população jovem do Brasil que conta com 21 milhões de meninos e meninas entre 12 e 18 anos.

Os homicídios de crianças e adolescentes brasileiros cresceram nas últimas décadas. São quase nove mil por ano, o equivalente a 24 assassinatos de crianças e adolescentes por dia. A Organização Mundial de Saúde diz que o Brasil ocupa a 4° posição entre 92 países do mundo analisados em pesquisa. Aqui são 13 homicídios para cada 100 mil crianças e adolescentes; de 50 a 150 vezes maior que países como Inglaterra, Portugal, Espanha, Irlanda, Itália, Egito cujas taxas mal chegam a 0,2 homicídios para a mesma quantidade de crianças e adolescentes.

A educação é fundamental para qualquer indivíduo se tornar um cidadão. Punir jovens com o encarceramento sem que o Estado assuma a própria incompetência em lhes assegurar o direito básico à educação é marca de uma sociedade cruel.

As causas da violência e da desigualdade social não se resolverão com adoção de leis penais mais severas. O processo exige que sejam tomadas medidas capazes de romper com a banalização da violência e seu ciclo. Investir em educação é mais trabalhoso, exige esforços e recursos conjuntos, mas dá mais resultados na construção de uma nação. Os jovens não podem ser os vilões nem serem usados como boi de piranha para atrair votos.

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/plinio-fraga/discussao-da-maioridade-penal-coloca-jovem-como-vilao-e-155641699.html

Jofran Frejat teria mais apoio na Câmara Legislativa do DF que Rodrigo Rollemberg

Jofran já conquistou seis dos 24 deputados eleitos, contra três conquistados por Rollemberg

Alguns partidos ficaram de definir posição na próxima semana Alessandro Dantas/R7
 
O candidato ao governo do Distrito Federal Jofran Frejat (PR) já conseguiu apoio de partidos de seis dos 24 deputados distritais eleitos para exercer o mandato na Câmara Legislativa a partir do ano que vem. Até o momento, seu concorrente Rodrigo Rollemberg (PSB) conquistou o apoio de apenas dois partidos com representatividade na casa: o SD e o PDT, que juntos conseguiram elegeram três deputados.

A coligação União e Força, de Jofran Frejat, conta com os partidos PTB, PR, DEM, PRTB e PMN. Agora, o candidato conseguiu integrar ainda o PHS, PEN e PTdoB. O PRP e o PSDC declararam apoio a Frejat ainda no primeiro turno das eleições. Já Rollemberg, faz parte da coligação Somos Todos Brasília, que tem o PSB, o SD, o PDT e o PSD. Recentemente, Rollemberg conseguiu ainda o apoio do PPS.

Segundo o coordenador de campanha de Rodrigo Rollemberg (PSB), Hélio Doyle, o candidato tem ligado para distritais eleitos a fim de se colocar “à disposição”, mas sem a negociação de cargos políticos. Alguns partidos ficaram de definir apoio na próxima semana, a exemplo do PV e do PSDB, que juntos têm três deputados distritais eleitos, o que poderia aumentar a força de Rodrigo Rollemberg em um possível governo.

O PT-DF e o PMDB declararam na última quinta-feira (9) que não apoiarão nenhum dos dois candidatos, já que ambos preferiram dar palanque para o candidato Aécio Neves (PSDB) em âmbito nacional. Os dois partidos juntos elegeram sete dos 24 deputados distritais.

— Nosso projeto não passou para o segundo turno. O eleitor fez uma opção por dois projetos que estão hoje colocados, das candidaturas do Frejat e do Rollemberg, e vai ficar livre para discutir essas duas candidaturas. O PT, neste momento, diz que fica neutro e vai focar no projeto nacional, declarou o presidente da legenda no DF, Roberto Policarpo.

Para o consultor e analista político Marcelo Morais, o momento é de “barganha” entre os partidos políticos que, muitas vezes, esquecem sua ideologia para buscar uma vaga no governo do DF nos próximos quatro anos.

— Agora é momento de negociação. Os partidos que ficaram de fora do segundo turno vão buscar espaço com os partidos que estão disputando a vaga para governar o DF nos próximos quatro anos. Determinados partidos vêm conversando com as duas legendas, demonstrando falta de ideologia, só procurando espaço, mas a tendência é que nos próximos dias, não pode demorar muito, eles terão que se decidir.

 http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/distrito-federal/jofran-frejat-teria-mais-apoio-na-camara-legislativa-do-df-que-rodrigo-rollemberg-10102014

Menino de 10 anos com dois metros de altura é operado para retirada de tumor

Tumor estava do tamanho de uma laranja

Secretaria de Saúde informou que o estado de saúde do menino é estável e que ainda não há previsão de alta 
 
O menino Sérgio Gabriel, de 10 anos, que sofre de gigantismo e mede dois metros aos dez anos de idade, passou por cirurgia para retirada de um tumor benigno do cérebro, que causava o crescimento desproporcional.

Sérgio fez todo o tratamento no HUB (Hospital Universitário de Brasília), mas a cirurgia para a retirada do tumor foi realizada no Hospital de Base.  Ele está internado desde a última terça-feira (7).
O menino que passou seis horas no centro cirúrgico permanece internado e está na UTI (Unidade de Terapia Intensa).

A mãe Ricardene Ribeiro conta que o estado do filho era preocupante e que a visão de um dos olhos estava começando a ser prejudicada. De acordo com a mãe, os médicos disseram que o tumor estava do tamanho de uma laranja.  

Sérgio continuará crescendo, mas agora o crescimento será controlado com remédios. A mãe desabafa sobre o alívio de conseguir a cirurgia e conta que o menino está feliz. 

— Ele está alegre e ansioso para sair do hospital. Ele quer brincar, ir para escolar, viver como uma pessoa normal. Tudo que tem direito uma criança de dez anos.

A Secretaria de Saúde informou que o estado de saúde do menino é estável e que ainda não há previsão de alta. Ricardene diz que o filho já sonha com os próximos dias. 

— Quando o pessoal pergunta: E o gigante? Ele diz: Vou jogar basquete.

http://noticias.r7.com/distrito-federal/menino-de-10-anos-com-dois-metros-de-altura-e-operado-para-retirada-de-tumor-10102014

Cinco estados pagam menos de três salários mínimos para professor; sete não remuneram horas fora da classe

No mês do professor, especialistas falam sobre a valorização da carreira no País 

A maioria dos estados remunera corretamente os profissionais com ensino superior, que representam 75% dos docentes.
 
Ao menos cinco estados não pagam aos professores com nível médio os R$ 1.697 previstos na lei nacional do piso docente, que foi criada para garantir um valor mínimo a ser pago para os professores. Esse é o caso de Alagoas, Bahia, Goiás, Espírito Santo e Paraná. 

As informações foram levantadas pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), que pesquisou vencimentos (salário sem gratificações) dos docentes em todos os estados e no Distrito Federal em maio deste ano. 

A maioria desses estados remunera corretamente apenas os profissionais com ensino superior, que representam 75% dos professores do País.

Segundo o secretário de assuntos educacionais da CNTE, Heleno Araújo, muitos estados achataram a carreira dos profissionais que têm formação superior para garantir o pagamento do piso da categoria.

— Há estados onde, antes da existência da lei, a diferença de salários dos professores com médio e dos professores com ensino superior era 34%. Mas, para aplicar a lei do piso, alguns governos fizeram essa diferença cair para menos de 1%. Isso significa que passamos alguns anos com uma diferença de apenas R$ 10 entre profissionais com nível médio e profissionais com superior. 

Para Márcia Jacomini, professora do departamento de educação da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o não cumprimento parcial o total da lei do piso reforça a ideia de desvalorização da carreira docente.  

O representante da CNTE também reforça que este cenário desestimula a formação continuada.
— O professor acaba pensando para quê vou estudar mais se vou continuar a ganhar pouco. Isso desestimula os profissionais de hoje e do futuro, como os estudantes que não estão querendo fazer licenciatura. 

Hora atividade 
O levantamento feito pela CNTE mostra, ainda, que oito redes estaduais de educação não garantem o horário previsto em lei para que docente realizem seus trabalhos fora de sala, o chamado HTPC (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo). São eles: Maranhã, Bahia, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Sancionada em 2008, a lei do piso docente estabelece que o pagamento dos profissionais seja feito considerando uma jornada de trabalho com o limite máximo de 2/3 da carga horária para o desempenho das aulas, e 1/3 (33%) para o trabalho extra-classe. 

Nesse tempo, os professores devem realizar atividades como correção de provas e trabalhos e confecção do planejamento. 

— Muitas vezes, estados e municípios não cumprem a lei quanto à hora atividade, porque o horário de trabalho semanal do professor na rede é de 20 ou 25 horas. Daí eles alegam que, nesses casos, estar menos tempo na sala de aula vai fazer muita diferença e acabam garantindo hora extra-atividade apenas para quem trabalha 40 horas semanais. 

Valorização profissional 
As dificuldades com relação à carreira e às condições de trabalho fazem com que docentes e a sociedade tenham uma imagem pessimista da carreira. 

Divulgado no início deste ano, o Índice Global de Status de Professores coloca o Brasil no segundo pior lugar de um ranking de 21 países que mede como a população enxerga a profissão de professor. 

Os brasileiros responderam negativamente a perguntas como “Você encorajaria seu filho para se tornar professor?”, “Você acredita que a remuneração dos professores é justa?” e “Quanto você acredita que os alunos respeitam o professor?”.

Menos de 20% das pessoas possivelmente ou seguramente encorajariam os seus filhos a se tornarem professores. Em contrapartida, mais de 45% dos pesquisados possivelmente ou seguramente não encorajariam seus filhos a se tornarem professores.

Quando questionados se os alunos respeitam os pedagogos, aproximadamente 65% dos brasileiros disseram que não. Além disso, a grande maioria (88%) acredita que os docentes deveriam ser remunerados de acordo com o desempenho dos seus alunos.

O estudo foi criado pelo professor de economia da Universidade de Sussex, Peter Dolton, e pelo professor associado do Departamento de Estatística e Econometria da Universidade de Málaga, Oscar Marcenaro-Gutierrez.

 http://noticias.r7.com/educacao/cinco-estados-pagam-menos-de-tres-salarios-minimos-para-professor-sete-nao-remuneram-horas-fora-da-classe-11102014

Africano com suspeita de ebola nega contato com pacientes contaminados



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Ministro da saúde concedeu coletiva sobre o caso
O africano transferido do Paraná para o Rio de Janeiro por suspeita de estar com ebola não teve contato com pacientes da doença em Guiné, país de origem dele. A informação foi divulgada no início da noite desta sexta-feira (10) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.

”Ele confirma que na Guiné não teve contato com casos, nem com óbitos, e que quando ele desceu no aeroporto ele foi entrevistado pelas autoridades sanitárias, ele não tinha nenhuma queixa", explicou o ministro.

O paciente tem quadro estável e não apresenta febre, de acordo com o boletim médico divulgado pela Fiocruz.
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Paciente atendido em Cascavel (PR) foi transferido para o Rio de Janeiro em um avião da Força Aérea Brasileira
O homem, de 47 anos, saiu de Guiné, na África Ocidental, no dia 18 de setembro, com conexão em Marrocos, e chegou ao Brasil em 19 de setembro. O paciente informou ter começado a sentir os primeiros sintomas na última quarta-feira (8) e procurou atendimento médico na quinta-feira na UPA de Cascavel.

No momento em que foi atendido na UPA, o africano só apresentava febre, sem os outros sintomas típicos da doença, como diarreia, vômitos.

Chioro afirmou ainda que das 64 pessoas que o africano teve contato, dois são casais que vivem na moradia em que ele encontrava-se hospedado. Entre os demais, apenas três tiveram contatos mais diretos com o paciente. “Foram aqueles profissionais de saúde que cuidaram do paciente”, explica.

As outras pessoas compartilharam o ambiente da UPA, seja no atendimento ou na recepção da unidade hospitalar.

Bah chegou ao Brasil na condição de refugiado e, de acordo com o documento expedido pela Coordenação Geral de Polícia de Imigração, pode permanecer no país até 22 de setembro de 2015.

Pela manhã, o ministro disse que uma notificação sobre a suspeita de que o africano no Brasil esteja com ebola foi expedida à Organização Mundial da Saúde (OMS) na madrugada desta sexta.

Segundo Chioro, uma equipe de plantão está trabalhando para agilizar os procedimentos, que não serão interrompidos durante o final de semana. Porém, ainda é precipitado afirmar que o resultado do exame confirmando a doença esteja pronto em 24 horas.
 
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http://www.atribuna.com.br/cidades/africano-com-suspeita-de-ebola-nega-contato-com-pacientes-contaminados-1.408857

Valor de pacotes bancários está limitado à soma das tarifas individuais

O valor cobrado mensalmente pelo pacote de serviços oferecido pelos bancos não pode ultrapassar a soma das tarifas individuais que o compõem. Esse é um dos esclarecimentos sobre pacotes de serviços que está na nona edição do Boletim Consumo e Finanças, divulgado, nesta sexta-feira (10), pelo Banco Central (BC) e Ministério da Justiça.

O boletim destaca também que a adesão a um pacote não é obrigatória e que o cliente tem a opção de utilizar serviços individualizados. Para saber qual a melhor alternativa, diz o BC, é preciso comparar o que se pagaria em tarifas avulsas com o valor do pacote. O BC e o ministério lembram que há serviços que não podem ser cobrados, como cartão de débito, quatro saques e dois extratos mensais.

Além disso, diz o boletim, informações sobre os pacotes de serviços devem ser divulgadas em local e formato visíveis ao público, nas agências bancárias, postos de atendimento, rede de correspondentes e sítios eletrônicos na internet das instituições.

http://www.atribuna.com.br/economia/valor-de-pacotes-banc%C3%A1rios-est%C3%A1-limitado-%C3%A0-soma-das-tarifas-individuais-1.408868

Governo prepara novo modelo de tributação para bebidas

O governo prepara um novo modelo de tributação para o setor de bebidas frias (cervejas, águas, isotônicos e refrigerantes) que entrará em vigor até o fim do ano. As negociações já começaram e o Ministério da Fazenda acertou que incluirá a mudança no texto da Medida Provisória nº 656, enviada nesta semana ao Congresso.

Desde o início do ano, o governo tenta promover um reajuste na tributação do setor. Mas, por pressão das empresas, o aumento foi adiado várias vezes e acabou deixado para 2015. Um grupo de trabalho entre governo e representantes do setor foi criado para fechar a nova fórmula.

Uma fonte diz que é uma "negociação difícil", mas que o governo quer concluir o novo modelo a tempo de incluir a alteração no texto da MP 656. A alteração deve ser "uma evolução" da fórmula que existe hoje.

A tributação do setor de bebidas é complexa, baseada numa fórmula que leva em consideração uma pesquisa de preços de varejo para cada tipo de produto e embalagem da bebida, multiplicado por um redutor e uma alíquota do imposto. Dessa fórmula, é definido um valor em reais que incide sobre o produto tributado.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, já comparou, várias vezes, o atual modelo a um cachorro correndo atrás do próprio rabo. Toda vez que aumenta o imposto, aumenta o preço para o consumidor, que leva a um novo aumento do imposto e, assim, sucessivamente.

O governo vem tentando corrigir os valores da pesquisa de preços de varejo, o item da fórmula com maior impacto na tributação. Mas por pressão do setor, o Fisco utiliza desde o começo de 2012 uma pesquisa realizada ainda em outubro de 2011. Ou seja, o preço médio de varejo sobre o qual se aplicam os redutores para se achar a base de cálculo da tributação do setor está com três anos de defasagem.

O setor usou a realização da Copa do mundo, ameaçando elevar os preços das bebidas durante o mundial, para adiar a correção que ocorreria em junho. Por conta das eleições, o aumento que ficou para setembro também não aconteceu embora técnicos do governo argumentem que a correção da tabela é justa porque a defasagem da tabela, na prática, reduziu a carga tributária.

O modelo atual foi construído, no passado, para tributar de forma mais justa as grandes empresas. O modelo anterior, que não considerava o preço no varejo, acabava tributando mais, proporcionalmente, as pequenas indústrias, como as de tubaínas.

 http://www.atribuna.com.br/economia/governo-prepara-novo-modelo-de-tributa%C3%A7%C3%A3o-para-bebidas-1.408862

Justiça manda Google tirar do ar vídeo com menores que mataram médico

Apesar de uma decisão judicial condenando o Google Brasil Internet a tirar do ar todo e qualquer material on-line referente à inviabilidade da integridade física e moral das crianças de Santos, continua acessível na rede um vídeo que registrou o depoimento do adolescente infrator de 14 anos que participou do latrocínio (roubo seguido de morte) do médico Marco Antonio Loss, em novembro de 2013.

A decisão é do juiz da Vara da Criança, da Juventude e do Idoso de Santos, Evandro Renato Pereira, a partir de uma ação movida pela Defensoria Pública de Santos. O vídeo, publicado pelo perfil Verdade Que Liberta no YouTube, exibe o depoimento do adolescente e indica, por meio de imagens do Google Maps, os mapas com os endereços dos infratores que assassinaram o médico – morto no Campo Grande, aos 47 anos, com um tiro.

O juiz se baseou no Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14) para determinar a pena. A lei estabelece que o provedor de aplicações pode ser responsabilizado se, após ordem judicial, o material ilegalmente publicado continuar disponível na rede. A partir da decisão, a multa diária pelo não cumprimento é de R$ 5 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão, a partir do dia 17 de janeiro último. Os valores devem ser encaminhados ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente de Santos.

Questão de justiça

A ação foi iniciada pelo defensor público Thiago Souza. “Essa demanda chegou pela mãe de um dos jovens. Ela se sentia com a segurança um pouco ameaçada, pois o vídeo mostrava o endereço da família”, diz. Para ele, trata-se de um fato extremamente grave. “Um erro não justifica o outro. Os dois estão pagando. Estão na Fundação Casa, sendo punidos na forma que a Justiça prevê”.

Em seu parecer, de agosto, o juiz determina a exclusão de ao menos dois vídeos publicados no site, acessíveis por meio dos termos de pesquisa “matou médico em Santos”. Neles, o menor aparece logo após ser apreendido, respondendo a perguntas que parecem ser de um policial.

Na sequência, o vídeo, que tem pouco mais de três minutos, exibe um comentário da apresentadora Rachel Sheherazade, do SBT, criticando o governo brasileiro contra o desarmamento da população. Por fim, o material conclama os brasileiros a se armar quando possível.

Em nota, o Google informou que já removeu os vídeos especificados no processo. No mesmo documento, a companhia informa que “não dispõe de filtros para monitorar de maneira prévia o conteúdo colocado no YouTube”.
 
 http://www.atribuna.com.br/cidades/justi%C3%A7a-manda-google-tirar-do-ar-v%C3%ADdeo-com-menores-que-mataram-m%C3%A9dico-1.408889

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mercado financeiro aposta em Aécio Neves para sofrer menos intervenção do governo

Opção de investidores é pelo Estado mínimo, com menos interferência nos juros e no câmbio

O sobe e desce da Bolsa de Valores durante as eleições já mostrou que a preferência do mercado financeiro é pela derrota da presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 26 de outubro. Segundo agentes financeiros entrevistados pelo R7, o mercado se comporta dessa maneira porque prefere um Estado mínimo, ou seja: menor intervenção do governo na economia e maior liberdade aos mercados.
Existe um consenso entre investidores nacionais e internacionais de que a política econômica de um governo de oposição ao PT garantiria a estabilidade da inflação e da moeda e, consequentemente, atrairia mais investimentos. É o que chamam da criação de um “ambiente macroeconômico mais saudável”.

Nos quatro anos de administração Dilma, o que mais irritou o mercado financeiro foi a perda de controle da política monetária e fiscal, traduzido em: excesso de intervencionismo no mercado de câmbio e na definição dos juros; um Estado que não para de crescer e, por isso, gasta cada vez mais; a tolerância com a inflação no teto da meta.

Uma das decisões do governo Dilma mais apontadas como exemplo de seu intervencionismo foi a redução da taxa básica de juros (a Selic) de 12,5%, em julho de 2011, para 7,25%, em outubro de 2012 — e que se estendeu até abril de 2013.

A avaliação é de que não havia condições para tal redução naquele momento (quando a inflação rondava 7%), mas que isso só aconteceu por pressão do Planalto, pois a diminuição dos juros era uma promessa de Dilma da campanha de 2010.

Como os juros caíram e a inflação não cedeu, a Selic teve que subir novamente, atingiu o atual patamar de 11%. O resultado desse movimento foi a quebra da confiança de investidores e empresários, acentuada pelos resultados pífios de crescimento econômico, cada vez mais próximo de zero.

Segundo o economista para América Latina do Standard Chartered Bank, Italo Lombardi, há sim fatores externos afetando o crescimento, como defende o governo, mas há influência também desses fatores domésticos.

— Esse nível de confiança já vinha caindo muito porque havia esse sentimento de perda de credibilidade do governo, de retrocesso no conjunto das políticas macroeconômicas.

Lombardi explica que os agentes financeiros voltaram a se preocupar com “inflação, mercado de câmbio, nível de reservas, se o País vai perder o grau de investimento, se vai crescer”, o que não vinha ocorrendo nos últimos anos.

Nesse cenário, o mercado avalia que o tripé econômico — superávit primário (Estado não gastador), metas de inflação definidas e câmbio flutuante — seria cumprido de forma mais rápida e efetiva com um governo menos intervencionista.

Por outro lado, como existe essa avaliação de que a mão do governo é muito atuante no mercado financeiro — por meio do Banco Central e dos bancos públicos — os investidores colocariam em dúvida a real independência de um novo ministro da Fazenda de Dilma, ainda que ele seja mais próximo do mercado, como quer o atual governo.

O que o mercado quer é bom para todos?
Segundo Lombardi, o controle macroeconômico do País não serve apenas para defender os interesses de empresários e investidores. “Emprego e a renda da população depende muito da percepção da economia”, diz.

— A performance da economia depende muito do investimento, e o investimento depende muito de confiança. [...] Nesse ambiente de diversas incertezas, o apetite para investir é muito menor. [...] O mercado não está desconexo da população. No fim, o emprego depende da performance desses investimentos.
Já para Pedro Silveira, economista-chefe da TOV Corretora, o que o mercado defende é “um superávit primário muito elevado, uma política monetária bem definida, sem qualquer concessão, e câmbio flutuante com o mínimo de intervenção”.
Silveira critica ainda que o “mercado tem uma visão absolutamente privada da economia”.
— Ele acha que cabe ao mercado de capitais realizar as tarefas econômicas e prefere o Estado mínimo. Então prefere um Estado que seja mais privatista nesse sentido, que dispense a intervenção do governo na economia, que privilegie alguma privatização. Tudo focado no sentido de que o mercado é que tem que resolver os grandes problemas da economia.
O economista-chefe da TOV Corretora pondera também que “nem sempre o que o mercado deseja é o melhor para a economia”.

— Não há evidência empírica de que as coisas que o mercado solicita [os reajustes fiscal e monetário] sejam as melhores coisas possíveis. O mercado solicitou, solicitou do governo, e o governo Clinton entregou, e isso serviu para o mercado entregar as maiores bolhas que eu já vi: a bolha da internet e a bolha do setor imobiliário, que levou à essa grande recessão que estamos vivendo.

Futuro
O governo brasileiro está se esforçando pouco atualmente para trazer a inflação para baixo, na avaliação do professor Ramon Fernandez, coordenador de economia da UFABC.

— Objetivamente o governo não está muito preocupado em levar a inflação para 4,5%, porque há um custo para derrubar a inflação. [...] No fundo é ir empurrando com a barriga e ter esse 6% e 6,5% até aquecer a economia.

Para os economistas, esse reajuste precisará ser feito, independentemente de quem ganhe a eleição. Mas deve levar ainda todo o ano de 2015 até que os indicadores macroeconômicos melhorem e os investidores voltem a se animar.

Para Lombardi, do Standard Chartered Bank, “será de qualquer forma um ajuste drástico”.
— Sabemos que tem um custo, independente de quem for assumir. O custo me parece muito maior se a gente continuar num ambiente que não tem credibilidade.

 http://noticias.r7.com/economia/mercado-financeiro-aposta-em-aecio-neves-para-sofrer-menos-intervencao-do-governo-10102014

STF suspende julgamento sobre desaposentação

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender o julgamento da chamada desaposentação, após voto do relator, ministro Luís Roberto Barroso, a favor da possibilidade de recálculo de aposentadoria. Os ministros decidiram aguardar que o tribunal tenha quórum completo para julgar o tema. Na sessão desta quinta-feira, 9, três ministros estavam ausentes em razão de viagem: Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Teori Zavascki.

A chamada desaposentação prevê um novo cálculo do benefício recebido após retorno de aposentado ao mercado de trabalho. Barroso admitiu esta possibilidade e aproveitou para sugerir cálculo para concessão de nova aposentadoria nesses casos.

O ministro, no entanto, sugeriu que, caso seu voto seja seguido pelo plenário, a decisão surta efeito somente após 180 dias da publicação, para dar prazo para que o Legislativo se manifeste sobre o tema.

De acordo com o ministro, o aumento no valor da aposentadoria no caso de uma segunda aposentadoria seria de 24,7%, "o que produz um custo fiscal totalmente assimilável".

O INSS calcula impacto financeiro de R$ 70 bilhões caso o Supremo decida a favor dos aposentados.

 http://www.atribuna.com.br/economia/stf-suspende-julgamento-sobre-desaposenta%C3%A7%C3%A3o-1.408609

Remédios similares poderão ser comprados no lugar dos de marca


Medicamentos similares poderão ser comprados no lugar do medicamento de marca indicado na receita médica a partir de janeiro. A prerrogativa, até agora restrita para genéricos, foi definida numa resolução aprovada nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O texto determina que remédios similares, agora chamados equivalente, terão de trazer na bula a frase "este medicamento é equivalente ao de referência." As empresas terão até um ano para fazer a mudança na bula.

A proposta aprovada hoje é bem diferente da que foi apresentada em janeiro, quando o texto começou a ser discutido. O formato previa que o remédio equivalente teria de ter uma embalagem própria, com a inscrição EQ e preços pelo menos 35% inferiores do que os remédios de referência. Diante das críticas apresentadas pelo setor, a Anvisa mudou as regras. "Em alguns casos, medicamentos similares têm descontos superiores aos 35%, já há uma ampla concorrência. Fomos alertados sobre o risco de fazer um tabelamento pelo teto", disse o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Além da alteração na bula, farmácias passarão a apresentar, no balcão, listas para que o consumidor possa consultar o nome do medicamento de referência e o seu equivalente para então fazer a escolha de compra. Até o fim deste ano, todos os medicamentos considerados similares têm de apresentar testes que demonstrem que eles são equivalentes aos de referência, chamados de bioequivalência e biodisponibilidade. Esses testes já são cobrados para medicamentos genéricos. A maior parte dos similares já cumpriu essa etapa. Atualmente, somente genéricos podem substituir receitas de remédios de marca, a chamada intercambialidade. A lei que criou genéricos, no entanto, exigiu que até o fim deste ano, todos similares deveriam cumprir o mesmo processo.

A regra, no entanto, já funciona na prática, porque é raro postos de venda exigirem a apresentação da receita médica para medicamentos de tarja vermelha. Maior rigor na venda ocorre apenas para os remédios controlados. "Isso precisa mudar. Há um sentimento da indústria, atacado e varejo que o respeito pelas tarjas ocorra de fato", disse Barbano. Ele informou que, por solicitação de integrantes do próprio setor, o mesmo grupo de trabalho formado para discutir a intercambialidade passe a debater, a partir de agora, novas regras para as tarjas de medicamentos. A discussão já é feita na Anvisa. "Ela agora vai envolver mais atores e com a participação do ministério", disse Barbano.
 
 http://www.atribuna.com.br/atualidades/rem%C3%A9dios-similares-poder%C3%A3o-ser-comprados-no-lugar-dos-de-marca-1.408620

Ministro da Saúde fala hoje sobre caso suspeito de ebola

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, concedem hoje (10), às 10 horas, entrevista coletiva sobre o paciente classificado como suspeito de infecção por ebola. Com 47 anos, ele chegou ao Brasil no dia 19 de setembro, procedente da Guiné com escala em Marrocos, e deu entrada nessa quinta-feira (9) na Unidade de Pronto-Atendimento Brasília, em Cascavel (PR).
 
Em nota divulgada ontem (9), o Ministério da Saúde informou que o paciente será transferido, conforme protocolo de segurança, para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, referência nacional para casos de ebola. A transferência será feita em aeronave da Polícia Rodoviária Federal.
 
Na nota, o ministério acrescenta que o paciente relatou que teve febre nos dias 8 e 9. Até o início da noite de ontem, estava subfebril e não apresentava hemorragia, vômitos ou quaisquer outros sintomas. Seu estado geral é bom e ele é mantido em isolamento total. Por estar no vigésimo primeiro dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos.
internacionais.
 
A Guiné é um dos três países que concentram o surto da doença na África. O ebola só é transmitido por meio do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus é transmitido quando surgem os sintomas.

Ninguém pode deixar hospital

Por precaução, várias pessoas estão proibidas de deixarem a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 2, no bairro Brasília, em Cascavel (PR), onde um paciente notificado com suspeita de ebola, vindo da Guiné, na África, ficou internado isolado.

Entre as pessoas retidas na unidade de saúde estão médicos, pacientes e dois policiais militares que fazem a escolta de um preso atendido no local.

Dois médicos infectologias do Ministério da Saúde foram enviados por segurança na noite de quinta-feira (9) a UPA. Eles são responsáveis em avaliar as pessoas que tiveram contato com o homem, notificado com suspeita de ebola.

Após a avaliação, os médicos do Ministério definirão quem são as pessoas que poderão ser liberadas. O paciente Souleymane Dah, 47, ficou internado até a madrugada desta sexta-feira na UPA. Por volta das 5h, ele foi transferido ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ).

Um médico e uma enfermeira de Cascavel acompanharam o paciente que desembarcou da ambulância caminhando e se dirigiu até a aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira), que os aguardava no aeroporto municipal Coronel Adalberto Mendes da Silva.

A transferência exigiu uma série de medidas que fazem parte de um protocolo internacional quando há casos suspeitos de ebola. A ambulância, preparada para fazer o transporte até o aeroporto, chegou a UPA 2 por volta das 3h40. A equipe estava paramentada com roupas especiais para evitar uma possível contaminação.

O paciente, que também recebeu roupas especiais para a viagem, foi paramentado durante meia hora antes de seguir para o aeroporto. A ambulância seguiu escoltada por um carro da Polícia Militar.

Os três pilotos da aeronave da FAB também precisaram usar as vestimentas especiais para a viagem. O avião decolou por volta das 5 horas.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, é o primeiro caso suspeito da doença que foi notificado por uma prefeitura neste ano
 
 http://www.atribuna.com.br/atualidades/ministro-da-sa%C3%BAde-fala-hoje-sobre-caso-suspeito-de-ebola-1.408659

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Estelionatário compra R$ 42 mil em materiais de construção com cartão clonado

Vítima do golpe tenta provar que dívida não foi feita por ele

Homem agiu naturalmente e não teve pressa de pagar as compras Reprodução/TV Record Brasília
 
Um homem que aparenta ter mais de cinquenta anos é procurado pela polícia do DF. Ele é acusado de comprar R$ 42.200 em materiais de construção, em uma loja do Vicente Pires (DF), com um cartão clonado.  A vítima é um senhor de 66 anos, que passa pela dor de cabeça para provar que a dívida no cartão de crédito não foi feita por ele.

O estelionatário chega na loja e escolhe os materiais. Foram 18 produtos diferentes – entre eles, uma churrasqueira. Só em porcelanatos, o homem gastou R$ 27 mil. E ele parece ter planejado cada passo. Para levar as 11 toneladas de materiais de construção, ele negou a entrega em casa e alugou dois caminhões para o frete das mercadorias.

Agindo com frieza, o homem chegou a ficar duas horas na loja e até negociou o preço dos produtos. Na hora do pagamento, no caixa, ele não teve pressa para efetuar o pagamento. Para Lorisvaldo Chacha, delegado que investiga o crime, a ação foi cuidadosamente planejada.

— O que ficou para a investigação foi somente a imagem dele fazendo a compra.
O delegado  acredita que há a possiblidade do estelionatário ter feito outras vítimas por ser experiente.

— A hora que a gente conseguir a qualificação dele, possivelmente iremos identificar que ele tenha aplicado vários golpes da mesma natureza.

A Polícia descobriu que ele gastou R$ 27.500 em um site de materiais de construção. A vítima é a mesma. O delegado diz que como foi um serviço que usou da vulnerabilidade do sistema do banco, a justiça entende que o cliente terá de ser ressarcido.

http://noticias.r7.com/distrito-federal/estelionatario-compra-r-42-mil-em-materiais-de-construcao-com-cartao-clonado-08102014

Gestão Pezão em Piraí comprou ambulância de empresa ligada à máfia dos Sanguessugas

Presidente de comissão foi condenado. Justiça rejeitou envolvimento de candidato

Decisão de primeira instância da Justiça Federal, proferida neste ano, aponta que uma unidade móvel odontológica comprada pelo município de Piraí em 2001, época em que Luiz Fernando Pezão (PMDB) era prefeito, foi superfaturada em 21,2%.

Paulo Maurício Carvalho de Souza, presidente da Comissão Permanente de Licitação da cidade na época, foi condenado a ressarcir a União e o município em R$ 13.426,15 e a pagar multa no mesmo valor.

Segundo a sentença, assinada pelo juiz federal José Luis Castro Rodriguez em 12 de maio, o veículo foi adquirido por R$ 76.700 da empresa Santa Maria Comércio e Representação Ltda, enquanto o preço de mercado, segundo relatório da Controladoria-Geral da União, era R$ 63.273,85.

Ainda conforme a decisão judicial, a Santa Maria Comércio e Representação Ltda estava em nome de M.L.J.L. e de R.C.R.J. Defendidas por advogados públicos, ambas foram inocentadas após alegarem que eram familiares de uma empregada doméstica da família Trevisan-Vedoin.

A família Trevisan-Vedoin foi apontada como integrante da máfia dos Sanguessugas (esquema nacional de desvio de verba da saúde). A defesa de M.L.J.L. e de R.C.R.J. alegou que as duas foram usadas como laranjas pela família.

Presidente de comissão nega irregularidade
À Justiça, Souza negou irregularidades, argumentando que a prestação de contas do convênio foi aprovada pelo Ministério da Saúde e pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio. Ele também questionou os parâmetros usados pelo Ministério Público para considerar a compra superfaturada.

Pezão e então secretária da Saúde do município, Maria da Conceição de Souza Rocha, chegaram a ser apontados como integrantes do esquema pelo Ministério Público. Mas a Justiça rejeitou a tese.

No ano passado Pezão e Rocha foram condenados em primeira instância, em outro processo, pela compra de uma UTI Móvel 17% mais cara que o valor de mercado. Ambos recorreram da decisão judicial. Como a decisão é de primeira instância, Pezão não é considerado ficha suja.

 http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/rio-de-janeiro/gestao-pezao-em-pirai-comprou-ambulancia-de-empresa-ligada-a-mafia-dos-sanguessugas-09102014

Alimentos puxam inflação para cima, mas mistura “arroz com feijão” está mais barata

Com os preços pressionados, veja dicas para economizar na hora de comer


Apesar da inflação, a mistura campeã do Brasil tem preços atrativos Getty Images
 
Sentar-se à mesa para comer, seja em casa ou em um restaurante, está ficando cada vez mais caro. É o que mostram os dados da inflação oficial (o IPCA), divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas como o valor dos alimentos é muito variável, especialistas alertam que os preços tendem a cair nos próximos meses.

De acordo com o IBGE, a inflação no Brasil fechou em 6,75% no acumulado de 12 meses — entre setembro de 2013 e setembro de 2014. Esse valor é bem acima da meta do governo, estipulada em 4,5%, com tolerância de até 6,5%, o chamado “teto da meta”. Foi a maior inflação acumulada desde outubro de 2011, quando o índice cravou 6,97%.

Dos 50 produtos e serviços avaliados pelo IBGE que mais subiram nos últimos 12 meses, apenas cinco não pertencem ao grupo de alimentos. São eles: carvão vegetal (+24,91%), pá (+23,57%), refrigerador (+17,54%), energia elétrica residencial (+14,72%) e reforma de estofado (+14,41%).

Dentre os outros 45 produtos estão, por exemplo, tangerina (+61,67%), tomate (+25,34%), carnes em geral (+19,58%), cebola (+20,72%) e carne seca (+30,39%).

Comer fora de casa não está entre os campeões do preço alto, mas também puxou os preços pra cima, com inflação de 10,59% nos últimos 12 meses.

Apesar da comida mais cara, não há motivos para apostar em uma escalada inflacionária nesse momento. Essa é a avaliação do economista Ramon Garcia Fernandez, coordenador do curso de economia da UFABC (Universidade Federal do ABC).

— Não é bom ficar muito preocupado com esses produtos porque eles dependem muito da safra. Com uma safra maior ou menor, eles oscilam muito de preço, principalmente os hortifrútis.

A seca histórica de 2014 entra nessa conta, já que seus efeitos não se restringiram ao primeiro semestre e se estenderam ao longo do ano.

O professor aponta ainda um erro na medição da inflação, já que os institutos não contabilizam um comportamento da população: a substituição dos alimentos mais caros por outros produtos.

Com relação ao preço das carnes — que estão em patamares recordes —, os produtores também reclamam da seca severa. Isso prejudicou a engorda dos animais e, consequentemente, reduziu a oferta e pressionou os preços para cima.

O R7 entrou em contato com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

A boa notícia
Se a variação é maior entre os alimentos, isso significa que há produtos com preços mais baixos. A boa notícia, nesse caso, é que o carro-chefe da família brasileira, o “arroz com feijão”, registra preços abaixo da inflação.

Se o índice geral é de 6,75%, o preço do arroz, no mesmo período, cresceu 5,17%. A mistura com o feijão torna a combinação ainda mais atrativa.

O grão é o produto cujo preço mais caiu no País: o feijão-carioca baixou 33,65%, o feijão-mulatinho caiu 30,14% e o feijão-preto, 6,78% negativos. Só o feijão fradinho subiu: 4,97% (veja ao final quais produtos estão mais caros e quais estão mais em conta).

Por que a alta de juros não surtiu efeito?
Como a inflação está mais influenciada pelos alimentos, a principal estratégia do governo para combater a inflação vem surtindo pouco efeito: a alta da taxa básica de juros, a Selic.

Para o sócio-diretor da corretora Easynvest, Marcio Cardoso, o aumento de juros impactou setores como o automobilístico e o de imóveis, mas não o de alimentos.

— O juros acaba não atingindo esse consumo.
Segundo o economista Fernandez, da UFABC, para surtir algum efeito, seria preciso subir ainda mais os juros. Mas como o País está em um momento de crescimento baixo, o resultado seria um desastre.

— [Aumentar os juros] desaceleraria mais o País do que abateria a inflação. Então o governo prefere conviver com a inflação no teto da meta. Derrubar a inflação quando a economia está meio devagar é difícil. É mais fácil quando a economia está mais aquecida, porque aí tem uma gordura.

Segundo o professor, o ideal seria crescer primeiro e, em seguida, combater a inflação.
Mas isso só deve acontecer a partir do ano que vem. Para os dois especialistas, a eleição presidencial só piora o atual cenário, porque mexe com a expectativa dos empresários e investidores, que ainda não sabem os planos para o País em 2015.

Aí sim, no ano que vem, independentemente de quem assumir a Presidência, investir, e investir muito.
http://www.r7.com/r7/media/2014/20141008-inflacao-alimentos/20141008-inflacao-alimentos.jpg 

 http://noticias.r7.com/economia/alimentos-puxam-inflacao-para-cima-mas-mistura-arroz-com-feijao-esta-mais-barata-09102014

Facebook diz não abrigar 'grupos terroristas'


As eleições deste domingo no Brasil geraram 346 milhões de interações no Facebook e se tornaram as mais comentadas até agora na rede social © AFP As eleições deste domingo no Brasil geraram 346 milhões de interações no Facebook e se tornaram as mais comentadas até agora na rede social 
 
O Facebook, que já recebeu críticas por servir de ferramenta para publicidade jihadista, tem como política excluir os grupos "terroristas" da rede, assegurou, nessa quarta-feira, Monica Bickert, responsável pela política de conteúdo da empresa.

"Adotamos uma postura muito firme diante do terrorismo, como consta nas normas do Facebook (regras de uso), onde explicamos que as organizações terroristas ou criminais estão excluídas. Não permitimos a presença desse tipo de grupo ou os que o apóiam", afirmou Bickert em uma coletiva de imprensa em Paris. 

Assim como outras redes sociais, o Facebook realiza vigilância ativa, mas intervém em contas e conteúdos que infringem as regras de uso, no momento em que são denunciadas, espacialmente em casos de incitação à violência.

"Nos casos de terrorismo, utilizamos ferramentas automáticas para identificar as contas ou conteúdos que estão associados, como vídeos, imagens ou textos denunciados", disse.

O Facebook é a rede social mais importante do planeta, com um milhão e trezentos usuários, e grupos extremistas, como o Estado Islâmico (IE), o utilizam para mostrar imagens de impacto, como as decapitações de reféns.

Segundo uma fonte europeia, a UE pedirá aos gigantes da internet, como Google, Facebook e Twitter, que a ajudem a lutar contra o extremismo e o jihadismo online. 

Um porta-voz da Comissão informou à AFP que a Comissária para Assuntos Internos, Cecilia Malstrom, assim como Ministros do Interior europeus se reúnem em um jantar de negócios nessa quarta-feira, em Luxemburgo, com representantes dessas empresas.

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/other/facebook-diz-n%C3%A3o-abrigar-grupos-terroristas/ar-BB8dGti

Nível do Cantareira cai para 5,5% e Sabesp estuda reduzir vazão

<p>A companhia informou que o volume de redução da vazão ainda não foi estipulado.</p>  
A companhia informou que o volume de redução da vazão ainda não foi estipulado.

O superintendente de Produção de Águas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Marco Antonio Lopez Barros, admitiu que estuda reduzir a vazão do Sistema Cantareira. 

O nível total dos reservatórios do Cantareira continua preocupante e chegou nesta quarta-feira (8) a 5,5% da capacidade. Há um ano, o nível era 39,8%.

Os ministérios públicos Estadual e Federal já ajuizaram ação civil pública pedindo que o uso da água do Cantareira seja restringido.

De acordo com a Sabesp, a redução da vazão pode integrar o plano de contingência exigido pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) para que comece a captação da segunda cota do volume morto. 

A companhia informou que o volume de redução da vazão ainda não foi estipulado.

Segundo medição da ANA, a vazão do Cantareira liberada para a Sabesp é hoje de 16,6 metros cúbicos por segundo. 

Na terça-feira (7), estava em 17,27 metros cúbicos por segundo. 
 Os volumes registram queda conforme a escassez de água aumenta.
Esta é a maior crise hídrica da história de São Paulo. 

De acordo com o governo do Estado, a partir do dia 30 deste mês, parte do volume do Sistema Guarapiranga passará a ser usada em complemento ao Cantareira.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/n%C3%ADvel-do-cantareira-cai-para-55percent-e-sabesp-estuda-reduzir-vaz%C3%A3o/ar-BB8bqDZ

Ex-diretor da Petrobrás diz que pagou propina a PT, PMDB e PP


Paulo Robeto Costa declarou à Justiça Federal que esquema financiou campanhas das três siglas nas eleições de 2010 © Foto: Andre Dusek/Estadão Conteúdo Paulo Robeto Costa declarou à Justiça Federal que esquema financiou campanhas das três siglas nas eleições de 2010 
 
Por Ricardo Brandt
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, revelou à Justiça Federal nesta quarta feira, 8, que pagou propinas a três partidos políticos "grandes" - o PT, o PMDB e o PP - para financiar a campanha eleitoral das siglas em 2010.

Costa disse que foi indicado para o cargo pelo ex-deputado José Janene (PP-PR), em 2004, com a missão de montar um esquema de pagamento de propinas para políticos. Ele afirmou que a propina para os partidos era dividida na base de 1% para um e 2% para outro - sobre valores superfaturados de contratos da Petrobrás com empreiteiras e fornecedores.

O ex-diretor, que fez delação premiada ao Ministério Público Federal, homologada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, declarou na audiência desta tarde que o esquema financiou a campanha eleitoral de 2010.

Ele não pôde dizer, em seu relato, os nomes de políticos que teriam recebido dinheiro de corrupção."Muita gente", ele disse. A competência para investigar ou processar parlamentares é exclusiva do Supremo Tribunal Federal, por isso ele não pode citar os nomes à Justiça Federal.

Costa depôs durante cerca de duas horas no processo da Operação Lava Jato em que é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro desviado das obras da refinaria Abreu e Lima. Costa já deixou a sede da Justiça Federal, em Curitiba, e está retornando ao Rio de Janeiro, onde cumpre prisão em regime domiciliar.

O ex-diretor apontou os nomes de outros três diretores da Petrobrás que, segundo ele, faziam parte do esquema. Afirmou que recebeu "pessoalmente de Sérgio Machado (presidente da Transpetro) a quantia de R$ 500 mil."Ele afirmou que em "outras diretorias" da Petrobrás também havia esquema de propinas. "Havia um esquema de grupos atuando na Petrobrás, cada um com seus interesses, cada um com seu operador."

Sobre a participação de políticos, ele disse. "Os líderes estão fora desse processo, são agentes políticos, não são as empresas".Segundo Costa, as empreiteiras e fornecedores "estavam submetidas até à quebra se não pagassem propina"."Quem não pagava não participava", declarou o ex-diretor.

COM A PALAVRA, A TRANSPETRO
"O presidente da Transpetro, Sergio Machado, nega com veemência as afirmações atribuídas ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Trata-se de uma afirmação absurda e falsa. Machado está indignado com a divulgação do suposto conteúdo de um depoimento dado a portas fechadas e sobre o qual não se tem nenhuma informação oficial. 

Tomará todas as providências cabíveis para restabelecer a verdade e defender sua honra, processando judicialmente quem quer que seja na defesa da Transpetro. Ressalta ainda a sua estranheza com o fato desse vazamento ter ocorrido no meio do processo eleitoral.Sergio Machado jamais foi processado pelo Ministério Público ou por qualquer outra autoridade brasileira em decorrência de seus atos ao longo de 30 anos de vida pública."

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ex-diretor-da-petrobr%C3%A1s-diz-que-pagou-propina-a-pt-pmdb-e-pp/ar-BB8emWY

STF adia decisão sobre recálculo de aposentadoria

N/A
Julgamento deve ser retomado nesta quinta
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a análise de processos que discutem a chamada de desaposentação - a possibilidade de recálculo da aposentadoria. O ministro Luís Roberto Barroso, relator de um dos casos, fez a leitura do relatório do processo, mas a votação não foi iniciada em razão do horário.

Na desaposentação, aposentados que retornam ao trabalho pedem recálculo do valor recebido, com acréscimo dos anos trabalhados na nova função. O impacto financeiro estimado para as ações que tramitam na Justiça para os próximos 20 anos, nos cálculos da Advocacia-Geral da União (AGU), pode chegar a R$ 70 bilhões de acordo com atualização do INSS.

De acordo com a AGU, atualmente há 123.088 ações judiciais sobre desaposentação. A maioria dos casos foi suspensa, com o reconhecimento da repercussão geral do tema no STF. A estimativa é de que existam hoje em todo o País cerca de 480 mil aposentados trabalhando.

Tensão na Corte

A sessão desta tarde de quarta-feira, 8, foi praticamente toda tomada por um voto do ministro Gilmar Mendes em processo sobre questão tributária. O processo só pode ser iniciado com a presença de Mendes, que havia pedido vista do caso. O ministro chegou atrasado e levou mais de uma hora para votar, o que levou a Corte a ficar até 18h resolvendo a questão sobre ICMS.

O presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, queria iniciar o julgamento do caso de qualquer forma na sessão de hoje mesmo por volta das 18h30, mas alguns ministros destacaram que possuíam outros compromissos.

Na página oficial do STF, a informação é de que o julgamento deverá prosseguir na sessão desta quinta-feira (9) com as sustentações orais dos advogados das partes e com os votos dos ministros.

O número de casos alcançados pela decisão a ser tomada nesse recurso é de pelo menos 6.800 processos, que se encontram sobrestados nas instâncias de origem.


http://www.atribuna.com.br/economia/stf-adia-decis%C3%A3o-sobre-rec%C3%A1lculo-de-aposentadoria-1.408440
 

PM do Corsa Preto volta ao banco dos réus nesta quinta-feira


Veículo foi utilizado em diversos homicídios
Veículo foi utilizado em diversos homicídios
Condenado no ano passado a mais de 40 anos de reclusão por uma série de crimes cometida a bordo do seu Corsa preto, o soldado André Aparecido dos Santos senta novamente no banco dos réus nesta quinta-feira (9), no Fórum de Santos, para ser julgado, desta vez por dois atentados a tiros contra um estudante e um motoboy.

A dupla tentativa de homicídio aconteceu na noite de 25 de dezembro de 2010, na esquina das ruas Moema e Comendador Alfaia Rodrigues, na Ponta da Praia. Na ocasião, como na série de ataques pela qual já foi julgado e condenado, o réu também dirigia o seu Corsa preto e, ao passar pelas vítimas, disparou sem qualquer motivo.

Para o promotor Octávio Borba de Vasconcellos Filho, as vítimas só não morreram porque, após os primeiros disparos, saíram da linha de tiro e tiveram cuidados médicos imediatos. Na época com 24 e 27 anos, o estudante e o motoboy foram baleados em regiões não vitais e ficaram sem sequelas.

As vítimas conversavam no local com outros jovens, que também escaparam ilesos. O representante do Ministério Público (MP) destacou na denúncia que o PM quis matar os seus alvos escolhidos de modo aleatório ou, pelo menos, assumiu o risco de eliminá-los.

Na hipótese de condenação, o réu está sujeito a pena de 8 a 40 anos de reclusão. Defendido pelo advogado Alex Ochsendorf, o PM nega ter atirado nos jovens. A mesma tese foi sustentada pelo acusado no júri do ano passado, quando foi sentenciado a 40 anos e dez meses, em regime inicial fechado.

Crimes em série

O julgamento de 2013 durou três dias, terminando no final da noite de 14 de novembro, e ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Ochsendorf pediu para o Tribunal de Justiça de São Paulo transferi-lo de comarca, sob o argumento de que, em Santos, o ambiente era hostil para ele e o cliente.

Na sessão realizada na Capital, o soldado Aparecido foi julgado por um homicídio consumado e nove tentativas de homicídio em Santos e São Vicente, em 10 de abril de 2011. Os crimes em série, portanto, foram praticados antes da dupla tentativa de homicídio da Ponta da Praia.

O processo ficou conhecido como Caso do Carro Preto, devido ao modo como agiu o réu. A vítima fatal da onda de crimes foi o técnico em enfermagem Paulo Roberto Barnabé. Ele caminhava pela Rua Pindorama, próximo à Praia do Boqueirão, quando foi baleado junto com o amigo Arsênio de Oliveira Júnior, que ficou paraplégico.

http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/pm-do-corsa-preto-volta-ao-banco-dos-r%C3%A9us-nesta-quinta-feira-1.408448

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Emocionante: imagens mostram paciente curada de ebola recebendo a notícia de que voltará para casa

Depois de mais de dez dias de tratamento, Sia Bintou finalmente pode abraçar seus filhos

O momento da despedida é uma grande emoção, tanto para a paciente curada, quanto para os profissionais.Como o ebola ainda não tem cura, os médicos tratam os sintomas para reforçar o corpo do paciente, e dessa forma, tentar fazê-lo mais resistente contra a ação do vírus

Os centros de tratamento contra os sintomas do ebola nos países mais afetados pelo surto permanecem cheios. Centenas de voluntários trabalham na luta contra a contaminação de outras pessoas e orientam os pacientes já infectados sobre a rotina de isolamento. Porém, nem todos os casos confirmados de ebola tem um final trágico.

Sia Bintou, uma liberiana, passou mais de dez dias no centro de tratamento de Médicos Sem Fronteiras e conseguiu vencer a doença   

 http://noticias.r7.com/internacional/fotos/emocionante-imagens-mostram-paciente-curada-de-ebola-recebendo-a-noticia-de-que-voltara-para-casa-07102014#!/foto/6

Paciente com ebola no Texas toma soro experimental pela primeira vez

 Thomas Eric Duncan recebeu a medicação em teste no dia em que seu estado de saúde passou de grave a crítico .

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Washington - Um homem de nacionalidade liberiana, diagnosticado com Ebola no Texas, tomou um medicamento experimental pela primeira vez, informaram autoridades nesta segunda-feira, enquanto a Casa Branca adotou medidas de triagem mais intensas dentro do país e no exterior. Thomas Eric Duncan recebeu a medicação em teste, chamada brincidofovir, no sábado, no dia em que seu estado de saúde passou de grave a crítico, informou o Hospital Presbiteriano do Texas, em Dallas.
Segundo a empresa, o remédio é produzido pela companhia Chimerix, com sede na Carolina do Norte, e até agora nunca tinha sido testado em humanos com Ebola. No entanto, foi testado em cerca de 1.000 pessoas com adenovírus e citomegalovírus. A droga "trabalha evitando que os vírus criem cópias adicionais de si próprios", disse Chimerix.

Duncan é a primeira pessoa diagnosticada com Ebola nos Estados unidos, e acredita-se que tenha sido infectado na Libéria. Atualmente, o oeste da África enfrenta a maior epidemia de Ebola de sua história, com mais de 3.400 mortos desde o início do ano. Enquanto isso, o presidente foi atualizado por conselheiros de saúde e segurança sobre a situação no Texas e sobre as medidas americanas para enfrentar o Ebola.

Obama afirmou que os riscos de uma epidemia de Ebola surgir no Estados Unidos são "extremamente baixos", mas prometeu pressionar os líderes mundiais para acelerar a luta mundial contra a epidemia mortal na África. "Não vimos outros países agirem tão agressivamente quando precisavam", afirmou Obama. "Eu vou colocar pressão sobre meus colegas, chefes de Estado e de governo, em todo o mundo, para assegurar que estejam fazendo tudo o que podem para se unir a nós neste esforço", prosseguiu.

Ele disse que os Estados Unidos estão avaliando medidas de triagem aeroportuárias mais rígidas para conter a disseminação de casos por pessoas que viajam de avião. "Também vamos trabalhar em protocolos para fazer triagens adicionais de passageiros, tanto na origem quanto aqui nos Estados Unidos", disse Obama a jornalistas.
 
 http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2014/10/06/interna_mundo,451061/paciente-com-ebola-no-texas-toma-soro-experimental-pela-primeira-vez.shtml

TJDFT condena estacionamento privado do aeroporto por danos morais

O Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) condenou a empresa responsável pelo estacionamento do aeroporto de Brasília pagar danos morais a um homem e sua filha, que tiveram o carro bloqueado por outro veículo e ficaram no local por mais de quatro horas até serem liberados.

O incidente ocorreu na última sexta-feira (3/10). Segundo o TJDFT, o pai estacionou o automóvel em uma vaga devidamente delimitada para buscar a filha, o marido dela e a neta. Ao retornarem ao estacionado, notaram outro carro, parado atrás dele. Eles ficaram parados no local das 11h às 15h.

A juíza responsável pelo processo decidiu que “o fato de os autores terem sido obrigados a aguardar, por quatro horas, para poderem retirar o veículo do estacionamento, sem qualquer tipo de auxílio por parte da administradora do estacionamento privado, ultrapassa a esfera do simples aborrecimento e transtorno do dia a dia, atingindo o direito de personalidade dos autores”.

O texto ainda cita que o homem comprovou ser hipertenso e diabético e, ao ter sido exposto a local aberto no horário em que o sol é mais forte, passou mal. A filha estava grávida e voltava de uma viagem de mais de 12 horas. 
 
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/10/06/interna_cidadesdf,451032/tjdft-condena-estacionamento-privado-do-aeroporto-por-danos-morais.shtml

Receita abre na quarta consultas ao 5º lote do IR e vai pagar R$ 2,1 bilhões

A Secretaria da Receita Federal vai abrir na quarta-feira (8), a partir das 9h, as consultas ao 5º lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2014, além de lotes residuais de anos anteriores (para quem caiu na malha fina).
Assim que estiverem abertas, as consultas poderão ser feitas no site da Receita. Também poderão ser feitas pelo telefone 146 (opção 3) ou por aplicativo para dispositivos móveis (smartphones e tablets).  Os valores das restituições serão pagos em 15 de outubro.

Valores e número de contribuintes

Segundo o Fisco, o quarto lote do IR 2014 pagará R$ 2,11 bilhões em restituições para 2 milhões de contribuintes. Considerando os valores dos lotes residuais de anos anteriores, as restituições sobem para R$ 2,2 bilhões no lote deste mês, englobando 2,03 milhões de contribuintes, dos quais 18,6 mil são idosos e 2,3 mil possuem alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave (no valor de R$ 82,5 milhões).

Regras de recebimento

Após o pagamento dos idosos e contribuintes com alguma deficiência física ou mental, ou moléstia grave, as restituições são pagas por ordem de entrega da declaração do Imposto de Renda – desde que o documento tenha sido enviado sem erros ou omissões. Geralmente, são sete lotes do IR em todos os anos, entre junho e dezembro. Em 2014, o Fisco recebeu 26,8 milhões de declarações do Imposto de Renda até 30 de abril, o prazo legal.

Contribuinte pode saber se caiu na malha fina

A Receita Federal lembra que os contribuintes que entregaram o IR 2014, ano-base 2013, e caíram na malha fina já podem corrigir eventuais pendências ou inconsistências em sua declaração.

Para conferir a situação da declaração e resolver possíveis problemas, os contribuintes devem entrar no site da Receita Federal na internet e buscar pelo e-CAC (Centro Virtual de Atendimento) do órgão. O sistema exige o uso de um código de acesso gerado na própria página da Receita, ou um certificado digital emitido por autoridade habilitada. Veja o passo a passo do extrato do IR.

O acesso ao extrato também permite conferir se as quotas do IR estão sendo quitadas corretamente, além de identificar e parcelar eventuais débitos em atraso, entre outros serviços.

Caso as declarações tenham problemas, elas entram na malha fina do órgão, ou seja, ficam retidas, e não aparecem nos lotes de restituição até que tudo seja resolvido.

Veja o calendário de pagamentos das restituições do IR 2014:

- 1° lote, em 16 de junho de 2014
- 2° lote, em 15 de julho de 2014
- 3° lote, em 15 de agosto de 2014
- 4° lote, em 15 de setembro de 2014
- 5° lote, em 15 de outubro de 2014
- 6° lote, em 17 de novembro de 2014
- 7° lote, em 15 de dezembro de 2014

 http://www.atribuna.com.br/cidades/receita-abre-na-quarta-consultas-ao-5%C2%BA-lote-do-ir-e-vai-pagar-r-2-1-bilh%C3%B5es-1.408066