terça-feira, 15 de julho de 2014

Dilma: Brasil demonstrou capacidade de organização, apesar de prognósticos negativos

'Nós derrotamos, sem dúvida, essa previsão pessimista e realizamos com a imensa e maravilhosa contribuição do povo brasileiro essa Copa das Copas', afirma a presidente

Dilma e Blatter entregam a taça para a Alemanha no último domingo (© Getty)
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o Brasil demonstrou na Copa do Mundo sua capacidade de organização, apesar de prognósticos negativos.

"Nós derrotamos, sem dúvida, essa previsão pessimista e realizamos com a imensa e maravilhosa contribuição do povo brasileiro essa Copa das Copas", afirmou Dilma durante avaliação do torneio feito pelo governo em Brasília.

Além da ameaça de protestos contra os gastos com o Mundial, como os ocorridos na Copa das Confederações do ano passado, o país viveu a insegurança de não ter finalizadas a tempo as obras de infraestrutura em aeroportos e estádios.

Dilma disse que o país teve a "Copa das Copas", apesar da derrota da seleção brasileira para a Alemanha por 7 x 1 na semifinal, e ressaltou que "tudo na vida é superação".

"O país pode se considerar um vitorioso no que se refere à organização dessa Copa do Mundo", disse Dilma, um dia após a Alemanha ter derrotado a Argentina na final no Maracanã.

A presidente afirmou que o Brasil mostrou dignidade e que é preciso atitude para saber perder. "O povo brasileiro demonstrou que era capaz, não só de fazer a Copa das Copas, mas de enfrentar também esse desafio do que aconteceu."

Dilma só esteve nos estádios em duas partidas da Copa do Mundo, o jogo de abertura, em São Paulo, e no encerramento no Maracanã, e nas duas ocasiões foi hostilizada pela torcida, como havia ocorrido no ano passado durante a Copa das Confederações.

 http://esportes.br.msn.com/copa-2014/noticias/dilma-brasil-demonstrou-capacidade-de-organiza%C3%A7%C3%A3o-apesar-de-progn%C3%B3sticos-negativos-8

Blatter dá 9,25 para Copa do Brasil, 0,25 a mais que nota da África do Sul


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Blatter, sobre vaias: 'Você tem que viver com isso''
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, evitou comparações entre a Copa do Mundo do Brasil e edições anteriores do evento, mas afirmou que as próximas terão muita dificuldade para superar o Mundial de 2014, pela qualidade do futebol apresentado.

Questionado sobre a nota que daria à Copa no Brasil, depois de ter dado 9 à da África do Sul, Blatter brincou e atribuiu 9,25 ao evento, porque "não existe perfeição". "Foi uma Copa muito especial, e o que fez esta Copa tão especial foi a qualidade do futebol e a intensidade dos jogos", disse o presidente da Fifa.

Ele destacou o fato de ter havido poucas lesões de atletas e times jogando ofensivamente desde a primeira fase.  "Não se pode comparar esta Copa a qualquer outra. Cada uma tem a sua própria história, mas posso dizer que esta foi excepcional."

Como grandes momentos do Mundial, Blatter apontou o jogo de abertura (Brasil e Croácia, no Itaquerão, em São Paulo), no qual disse "ter sentido que algo mudaria no país", e a goleada da Holanda sobre a Espanha (na Arena Fonte Nova, em Salvador) na estreia das duas seleções. "Quando vi o jogo em que o campeão do mundo defendia o título contra a Holanda, eu sabia que algo muito especial estava acontecendo nesta Copa do Mundo", afirmou o presidente, que agradeceu ao povo brasileiro pelo modo como acolheu o evento.

Blatter considerou normal o fato de ter sido vaiado quando sua imagem aparecia nos telões dos estádios e disse que também foi aplaudido: "Você tem que viver com isso", disse ele.

O presidente da Fifa manifestou insatisfação quanto ao combate ao racismo em eventos esportivos desse porte e afirmou que se trata de um ponto que precisará ser melhorado na Copa de 2018, na Rússia. "Não estou totalmente feliz."

Perguntado sobre as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro a respeito da venda irregular de ingressos para jogos da Copa, Blatter disse que é preciso apresentar provas e evidências antes de falar em corrupção, mas que, "sobre algo estar errado nos ingressos", a Fifa podia se posicionar.

Blatter passou, então, a palavra ao secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke,, segundo o qual todos os ingressos vendidos pela Fifa respeitaram os preços predefinidos. Para ele, os 3 milhões de ingressos que vão para as empresas que vendem os pacotes de hospitalidade é que precisam ser controlados. "Não se pode dizer que a Fifa não está lutando contra esse sistema ilegal. Pessoas foram presas na África do Sul ,assim como no Brasil. Sempre oferecemos todo o nosso apoio às autoridades."

 Agência Brasil

Sem rastreador, Edinho só deverá ser libertado nesta terça-feira

Preso há exatamente uma semana, o ex-goleiro do Santos e filho de Pelé, Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, deverá ser libertado apenas nesta terça-feira. Porém, ele retornará às ruas sem precisar utilizar qualquer aparato de monitoração eletrônica, como pulseira ou tornozeleira.

A imposição do uso do equipamento de vigilância à distância é que faz Edinho ainda permanecer preso mesmo após ter expedido a seu favor alvará de soltura. No sábado de manhã, o desembargador Lauro Mens de Mello, que estava de plantão no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), concordou em revogar a prisão preventiva do ex-goleiro. No entanto, o filho de Pelé teria que ser monitorado 24 horas por uma tornozeleira eletrônica. Pela falta do aparato de vigilância, o ex-goleiro permaneceu preso no final de semana.

Como o equipamento também não foi providenciado nesta segunda-feira, o advogado do ex-jogador se dirigiu ao TJ-SP para comunicar o episódio.  “Comuniquei que a falta do dispositivo estava sendo obstáculo para o cumprimento do alvará de soltura e requeri a revogação da medida cautelar do monitoramento. Caso não fosse esse o entendimento, pedi a imediata soltura de Edson, que se comprometeria a se apresentar à Justiça em 24 horas para colocar o equipamento de monitoração, assim que ele fosse providenciado”, informou o delegado.

A petição de Malavasi foi analisada no início da noite pelo desembargador José Antonio de Paula Santos Neto, que expediu outro alvará de soltura, sem constar essa exigência. Porém, devido ao adiantado da hora, a ordem para libertar Edinho será cumprida somente nesta terça-feira.

Edinho foi preso no último dia 8 após não ter apresentado seu passaporte à Justiça. Ele foi condenado a 33 anos de prisão por crime de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas.
 
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Edinho está preso desde o último dia 8. Ele foi capturado por não ter apresentado seu passaporte à Justiça
 De A Tribuna On-line
 

Datafolha: 83% dos estrangeiros aprovam organização da Copa

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Estrangeiros gostaram da Copa no País
Pesquisa feita pelo instituto Datafolha e divulgada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que 83% dos estrangeiros que vieram ao Brasil para acompanhar a Copa do Mundo se disseram positivamente surpresos.

De acordo com a pesquisa, 92% dos visitantes elogiaram o conforto e a segurança dos estádios da Copa, e 76% consideraram ótima ou boa a qualidade do transporte até as arenas do Mundial, enquanto 95% dos estrangeiros avaliaram a recepção como ótima ou boa.

Segundo o levantamento, 90% dos estrangeiros disseram ter acompanhado notícias sobre o Brasil antes de viajar e 50% ter ouvido mais relatos negativos do que positivos sobre o País.

A pesquisa aponta também que a organização da Copa foi avaliada como ótima ou boa por 83% dos entrevistados, enquanto para 12% foi regular, e para 3% ruim ou péssima.

Para 46% dos estrangeiros, a mobilidade urbana foi avaliada como melhor do que o esperado. Sistemas de comunicação e os preços praticados em geral com alimentação, hotéis e transporte aéreo tiveram avaliações negativas acima da média – 29% consideraram ruim ou péssimo o custo de vida; 27% o preço dos hotéis, enquanto apenas 41% aprovou os sistemas de comunicação.

A pesquisa entrevistou 2.209 estrangeiros de mais de 60 países nos aeroportos de São Paulo, Rio e Brasília e em Fan Fests e locais de grande concentração nas cidades de Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília entre os dias 1º e 11 de julho.

De A Tribuna On-line

 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Papa 'acredita que um em cada 50 clérigos católicos é pedófilo', diz jornal



Um jornal italiano disse neste domingo que, em uma entrevista, o papa Francisco admitiu que cerca de 2% dos clérigos católicos, ou um em cada 50, seriam pedófilos.

Segundo o jornal La Reppublica, o pontífice disse que o abuso sexual de crianças era como uma “lepra” que infecta toda a igreja e pediu que o problema “seja confrontado com toda a severidade que demanda”.

“Há padres, bispos e cardeais entre esses 2% de pedófilos. Outros, em um número ainda maior, sabem (dos abusos), mas ficam em silêncio. Eles punem (os pedófilos), mas não explicam a razão”, teria dito o papa. “Para mim, essa situação é intolerável.”

No entanto, após a publicação do texto, o porta-voz do papa, Federico Lombardi, disse que a entrevista publicada pelo jornal não correspondia às palavras exatas do papa e que aquilo não era uma entrevista propriamente dita.

O porta-voz afirmou ainda que o jornalista não usou um gravador e que as frases do papa foram baseadas apenas na memória dele, e não na transcrição de uma gravação.

O analista da BBC para assuntos do Vaticano em Roma David Willey disse que é recorrente haver uma ambiguidade planejada nas declarações feitas pelo papa em ocasiões em que não há um discurso pronto.
Willey também questionou o argumento do porta-voz do papa de que não foi uma entrevista: “Desde quando uma entrevista papal não é uma entrevista?”
'Bastão'
Até o momento, o Vaticano vem se recusando a quantificar a extensão dos escândalos de abuso sexual na Igreja Católica. Há estatísticas disponíveis apenas para países desenvolvidos. Em nações em desenvolvimento, há apenas números soltos.

Na entrevista, o papa foi citado dizendo que a estimativa de 2% vinha de dados confiáveis fornecidos por conselheiros do Vaticano. Isso representaria cerca de 8 mil padres de um total de 414 mil em todo o mundo.

Apesar de a incidência de pedofilia como um distúrbio psiquiátrico na população em geral não ser precisa, há estimativas que colocam esse número em menos de 5%.
O jornal usou como manchete a frase “Papa afirma: Assim como Jesus, vou usar um bastão contra os padres pedófilos”, em mais uma frase contestada pelo porta-voz papal.

No ano passado, Francisco endureceu as leis do Vaticano contra abuso infantil e, no início do mês, pediu perdão para as vítimas dos padres, em seu primeiro encontro com essas pessoas desde que foi escolhido papa.

Muitas das vítimas de abuso criticam a postura do Vaticano em não punir os clérigos de mais alto escalão acusados de abafar os escândalos.

Celibato
Na mesma entrevista ao La Reppublica, o papa teria indicado que haveria margem de manobra na questão do celibato clerical.

Questionado sobre o assunto, ele lembrou que a proibição do casamento de religiosos foi adotada 900 anos após a morte de Jesus Cristo e que em algumas igrejas do cristianismo oriental permitem que seus sacerdotes se casem.

Em maio, ele também tratou do assunto, quando disse a jornalistas que o celibato não era um dogma. “É uma regra que eu aprecio muito, mas visto que não é um dogma, a porta está sempre aberta.”

O jornal italiano também cita trechos da entrevista em que Francisco teria falado da máfia italiana.

De acordo com o jornalista, o papa admitiu que alguns clérigos o desafiam ao tolerar os mafiosos e, apesar de condenarem os crimes, não denunciam abertamente a ação do crime organizado.

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 http://noticias.br.msn.com/mundo/papa-acredita-que-um-em-cada-50-cl%C3%A9rigos-cat%C3%B3licos-%C3%A9-ped%C3%B3filo-diz-jornal-1

Carta revela plano para matar policial federal em Santos

Uma carta manuscrita supostamente endereçada ao chefe do tráfico de drogas no Morro do Jabaquara informa o nome, o endereço e o carro (modelo, cor e placa) de um policial federal, expondo um provável plano para eliminá-lo.

Durante patrulhamento de rotina pela Avenida Rangel Pestana com a Rua Engenheiro José Garcia da Silveira, policiais militares perseguiram um suspeito, que conseguiu fugir correndo.
 
O local é conhecido nos meios policiais por Breque e ponto de tráfico de drogas. Durante buscas pela rota de fuga do suspeito, os PMs acharam um envelope contendo a carta, dois documentos em nome do policial federal e uma cápsula deflagrada de pistola calibre 380.
 
A mensagem começa com os seguintes dizeres: “Para o dono da boca. Este é o polícia que está de olho aqui no teu trabalho”. Depois de informar os dados do alvo, o autor da carta ainda aconselha para que se mate ele simulando um assalto: “Tenten fazer parece um latrocínio (sic)”.
 
O caso é investigado pela equipe do 2º Distrito Policial, mas o policial federal e a Delegacia de Polícia Federal em Santos foram imediatamente alertados e também apuram o episódio.

http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/carta-revela-plano-para-matar-policial-federal-em-santos-1.392483

Buenos Aires tem confusão após derrota dos argentinos na final da Copa

Não foi o final esperado, mas os argentinos celebraram a final da Copa neste domingo e a conquista da medalha do segundo lugar, após perderem para a Alemanha. Milhares de torcedores foram até o Obelisco, no centro de Buenos Aires, com a intenção de ficar lá até segunda-feira de manhã para esperar a chegada da seleção. Mas um grupo de manifestantes começou a atirar pedras e a polícia teve que usar jatos d´água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

 Antes dos distúrbios começarem, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, ligou para o diretor técnico da seleção, Alejandro Sabella, para felicitá-lo e dizer que “todos os argentinos estão orgulhosos” dos jogadores. Ela vai recebê-los nesta segunda-feira (14), na Casa Rosada (palácio presidencial), antes de viajar a Rio Gallegos, no Extremo Sul do país, para comemorar o aniversário de um ano de seu primeiro neto.

Cristina Kirchner recusou o convite para assistir à final no Maracanã, porque estava se recuperando de uma laringite e tinha uma agenda cheia de compromissos de trabalho e pessoais. Ela recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no sábado (12) e queria estar na Argentina para o aniversário do neto.

Muitos argentinos, que assistiram ao jogo nas praças públicas de Buenos Aires, dizem que voltarão às ruas na segunda-feira para receber e prestigiar a seleção. “Eu sonhava com a taça, mas estou orgulhoso do título de vice-campeão porque sei que a seleção deu o melhor de si e lutou até o final”, disse Gonzalo Pena. “Acho que o segundo lugar merece ser festejado”.

 Agência Brasil

Felipão não é mais o técnico da Seleção Brasileira

Após entregar o cargo de técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari não continuará no posto. De acordo com a Rede Globo, o treinador do Brasil na Copa do Mundo de 2014 teve sua saída confirmada pelo comando da CBF na noite deste domingo. A decisão se estende para o restante da comissão técnica, que contou com Carlos Alberto Parreira e Murtosa.

Felipão havia dito que entregaria relatórios à entidade que comanda o futebol no País durante a entrevista coletiva que concedeu após a derrota por 3 a 0 para a Holanda, no último sábado, depois da disputa do terceiro lugar do Mundial. O técnico não pediu demissão e afirmou que sua continuidade no cargo dependeria da vontade dos dirigentes responsáveis pela confederação.

O treinador assumiu o posto que havia deixado após o pentacampeonato de 2002 no final de novembro de 2012 e desde então comandou a Seleção Brasileira em 29 partidas. Destas, o técnico sofreu apenas quatro derrotas, sendo as duas últimas as mais marcantes. O 7 a 1 sofrido para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo se tornou o maior revés da história do Brasil, enquanto o fracasso diante da Holanda só serviu para consolidar o final desastroso da equipe no Mundial.
 
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Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que não manterá treinador no cargo
Ao todo, Felipão esteve no comando da Seleção Brasileira em 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas na sua segunda passagem pelo comando técnico do selecionado nacional. Neste breve período de pouco mais de um ano e meio, o treinador conquistou a Copa das Confederações de maneira invicta e gerou grande expectativa para o desempenho do Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

No Mundial, seus comandados não empolgaram em nenhum momento, apesar de terem alcançado as semifinais da competição sem derrotas. Mostrando um futebol pobre, dependente da ligação direta dos zagueiros para os pontas e o centroavante, o Brasil sofreu já na fase de grupos contra o México e ficou a centímetros de uma eliminação nas oitavas de final contra o Chile, quando Pinilla mandou no travessão um chute no último minuto da prorrogação, em confronto vencido nos pênaltis.

A apresentação sólida contra a Colômbia nas quartas de final criou esperanças, mas também acabou com os desfalques do craque Neymar e do capitão Thiago Silva para a semifinal contra a poderosa Alemanha. O confronto com o rival que viria a ser tetracampeão do mundo foi um massacre do início ao fim, mas Felipão e sua comissão técnica insistiram que o pior resultado da história da Seleção Brasileira foi decorrente de "seis minutos de apagão".

A longa, mas desastrosa campanha no Mundial foi concluída no último sábado com três vitórias, dois empates e duas derrotas, justamente nos dois jogos derradeiros do torneio.

 De A Tribuna On-line

domingo, 13 de julho de 2014

Fiasco rende R$ 800 mil para cada um da seleção

Total da premiação que a Fifa pagará à CBF é de R$ 49 milhões

Brasil perdeu de 3 a 0 para a Holanda e se despediu de forma melancólica (© Getty)
O resultado, para quem jogava em casa, foi um modesto quarto lugar. O futebol, como na humilhante derrota para a Alemanha, foi na maior parte do tempo péssimo. Mas os jogadores da seleção brasileira e membros da comissão técnica vão levar um polpudo cheque para casa pela participação na Copa do Mundo, que acabou para o Brasil neste sábado, com a derrota de 3 a 0 para a Holanda.

Pela quarta colocação, a Fifa vai pagar à CBF um prêmio equivalente, pelo câmbio atual, a R$ 49 milhões. E pelo menos metade desse valor, como foi acordado pelo capitão Thiago Silva, vai para os jogadores e os membros mais importantes da comissão técnica (roupeiros, massagistas e outros de funções mais simples irão receber uma fatia bem menor).

Assim, levando em conta a divisão por 30, os 23 jogadores e mais sete "graúdos" da comissão técnica, a Copa do Mundo vai render pelo menos R$ 817 mil para cada um. Um trabalhador que ganha salário mínimo, teria que trabalhar mais de 90 anos para acumular esse dinheiro.

E o valor pode ser ainda maior, porque ao contrário do que faz a Alemanha, que divulgou publicamente quanto valia a participação dos jogadores no Mundial, na CBF isso é segredo.

O ESPN.com.br apurou que uma vitória contra a Holanda tinha uma motivação extra. Em caso de terceiro lugar, a fatia dos jogadores e comissão técnica no prêmio oferecido pela Fifa iria aumentar.


 http://esportes.br.msn.com/copa-2014/noticias/fiasco-rende-rdollar-800-mil-para-cada-um-da-sele%C3%A7%C3%A3o-2

Na despedida do Brasil na Copa, bares ficam vazios na região

Após a goleada por 7 a 1 sofrida pela Seleção Brasileira na semifinal contra a Alemanha, a partida de disputa pelo terceiro lugar com a Holanda não animou muitos santistas e vicentinos a saírem de casa na tarde fria de sábado. Pelo menos foi o que aconteceu nos tradicionais pontos de encontros, como quiosques, bares e restaurantes, em Santos e São Vicente, visitados por A Tribuna.

No Canal 1, os balconistas e caixas de padarias pouco trabalharam durante os 90 minutos. Os fregueses, torcedores de balcão, desapareceram. O apagão em campo refletiu também em outros locais, por toda a Cidade.
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No Arena Santos, a procura para assistir ao jogo da Seleção Brasileira neste sábado foi baixa
Na Arena Santos, onde ocorre a Festa Inverno, ao contrário dos jogos anteriores da seleção de Felipão, os dois pavilhões tinham menos de 100 pessoas ocupando as mesas para acompanhar a partidas nos telões.

"Foi o dia mais vazio. Os outros lotaram, mas hoje (ontem) foi uma tristeza. Brasileiro não valoriza disputa de terceiro lugar no futebol", diz Edgar Antonio Pereira, controlador de acesso. Em passeio pela Cidade, as dinamarquesas Ana Katrine Nielsen e Signe Olsen ficaram decepcionadas com a 'casa vazia'. A expectativa das amigas era ver brasileiros – apesar do trauma do massacre alemão – torcendo com energia para tentar superar a Holanda.

No Gonzaguinha, em São Vicente, a maioria da clientela chegou em cima da hora para assistir à partida no telão. “Antes, uma hora e meia antes, a galera já estava brigando por lugar”, disse o garçom Flávio Santiago. Para o funcionário público Pedro Mariano Júnior, a frustração da semifinal fez a torcida jogar a toalha. “Foi decepcionante demais”.

O Sesc Santos, outro ponto com telão, atraiu cerca de 150 pessoas na área externa da Comedoria.  “Só vim porque queríamos trazer as crianças para brincar e não ficar presas no apartamento. Caso contrário, não teria vindo mesmo. Estava na cara que tomaria outra surra”, afirmou o corretor Alberto Farias Negreiros.

 http://www.atribuna.com.br/cidades/na-despedida-do-brasil-na-copa-bares-ficam-vazios-na-regi%C3%A3o-1.392254

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Casagrande detona Seleção na Globo: “um bando de pessoas correndo dentro de campo. Não temos um time”


Casagrande foi dos mais irritados da equipe da Globo com péssima atuação da Seleção (Reprodução/Globo)Incomodado com a má atuação da Seleção Brasileira no vexatório primeiro tempo na semifinal contra a Alemanha, derrota por 5 a 0, o ex-jogador comentarista da Globo, Walter Casagrande, detonou o time de Luiz Felipe Scolari e derramou-se em elogio aos alemães.

"Galvão, quanto tempo de jogo temos?, perguntou. "Neste momento, Casagrande, nós temos 38 minutos". E Casão disparou: "eles têm mais time que a gente, eles jogam melhor que a gente. Taticamente, eles estão mais postados em campo. Nós temos um bando de pessoas correndo dentro de campo. Nós não temos um time."

"Não temos um time armado, taticamente, sabendo o que vai fazer. Nós não sabemos nada do que tá acontecendo dentro de campo. Só a Alemanha joga. Só tem um time de futebol em campo", completou ele, visivelmente irritado com o vexatória rendimento do time comandado por Felipão.

"É muito triste. Perder é do jogo, isto é futebol, é esporte, é uma Copa do Mundo, mas perder o primeiro tempo dessa maneira, olhando o adversário fazendo um gol atrás do outro, jamais ninguém tinha visto", também falou forte, o narrador Galvão Bueno, após o término do primeiro tempo patético da Seleção Brasileira, nesta terça, no Mineirão.

 https://br.tv.yahoo.com/blogs/tv-esporte/casagrande-detona-sele%C3%A7%C3%A3o-na-globo-um-bando-pessoas-204947153.html

'Estranho', Cafu é expulso do vestiário da seleção por Marin

'Eu não sou uma pessoa estranha, só estou aqui para dar um abraço nos meninos e dar um carinho e um conforto para eles', comentou o capitão do penta

Cafu foi expulso do vestiário da seleção brasileira por José Maria Marin (© Reprodução TV)
Capitão do pentacampeonato, Cafu afirmou que foi expulso do vestiário da seleção brasileira após a derrota contra a Alemanha por José Maria Marin, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, que disse que não queria "pessoas estranhas" no local.

"O presidente José Maria Marin disse que não queria nenhuma pessoa estranha no vestiário. Eu coloquei que não sou uma pessoa estranha, só estou aqui para dar um abraço nos meninos e dar um carinho e um conforto para eles, não quero falar mais nada. Só vim aqui porque nesse momento os meninos precisam de apoio e foi isso que eu fui fazer no vestiário. Fiquei surpreso quando fui praticamente expulso do vestiário porque o Marin disse que não queria ninguém estranho lá. Eu, humildemente, me retirei do vestiário" declarou Cafu, à Rádio ESPN.

O ex-jogador ainda afirmou que não havia outros atletas ou pessoas importantes do futebol no local e que decidiu ir ao vestiário porque já havia sentido na pele o que era uma derrota em Copa do Mundo.
"Senti na pele em 1998 o que é uma derrota em Copa do Mundo. Eu sabia que os meninos precisavam naquele momento de um conforte e um carinho. Não fui lá para me promover porque não preciso disso. Fui para dar um abraço no Felipão e no Parreira, como eu fiz", disse Cafu.

O ex-lateral direito ainda afirmou que pediu permissão para o treinador Luiz Felipe Scolari para ir ao vestiário. O técnico apoiou o gesto do jogador e fez questão de que Cafu fosse ao local dar "uma palavra de incentivo aos menino".

Marin esteve no vestiário, consolou os jogadores demostrando calma e apoio no momento delicado e foi embora sem dar maiores explicações sobre o vexame.

 http://esportes.br.msn.com/copa-2014/noticias/estranho-cafu-%C3%A9-expulso-do-vesti%C3%A1rio-da-sele%C3%A7%C3%A3o-por-marin-1

Para técnico da Alemanha, Seleção Brasileira estava "desorganizada" em campo

Para o técnico alemão Joachim Löw, a seleção brasileira sofreu com a pressão para ser campeã do mundo em casa e pela desorganização de sua equipe na partida desta terça-feira. Löw disse que o resultado, com a vitória de sua equipe por 7 x 1, não era esperado nem por ele.

“Três gols foram marcados em cerca de quatro minutos. Depois dos 2 x 0, percebemos que eles [jogadores brasileiros] estavam perdidos e confusos. Nós ficamos calmos, utilizamos as oportunidades e aproveitamos bem isso”, disse. “O anfitrião abriu grandes espaços hoje. Quando se joga rápido, o Brasil tem problemas”, ressaltou.

Em entrevista coletiva concedida após o jogo, o técnico alemão disse que seus jogadores estão muito felizes com o resultado, que colocou seu país na final da Copa do Mundo. “Ganhamos esse jogo, estamos na final. É uma excelente sensação. Tivemos sorte que os anfitriões não estavam bem organizados e agora teremos que ser modestos, humildes e nos prepararmos bem para a final”.

Segundo Löw, durante o intervalo, os jogadores alemães já sabiam que o resultado de 5 x 0 conquistado no primeiro tempo significava a vitória. Mas isso, de acordo com ele, não provocou uma “euforia desenfreada” nos jogadores, que se mantiveram sob controle para tentar garantir o placar e chegar à final da Copa.

Löw lembrou que a Alemanha terá um desafio difícil no próximo domingo, quando irá enfrentar a Argentina ou a Holanda na final. Para ele, ambas as equipes fizeram uma grande Copa e serão adversários mais difíceis do que o Brasil foi hoje. Segundo ele, os jogadores alemães estão calmos e mantendo “os pés no chão”, sem euforia. “Essa seleção está disposta a ganhar a final. Vamos manter a concentração alta nos próximos dias”, disse.

Lembrando da derrota da Alemanha para a Itália, jogando em casa, na Copa de 2006, Löw disse saber como os jogadores e o técnico brasileiro, Luiz Felipe Scolari, se sentem. “Acho que consigo imaginar o que foi sentido. Lembrem-se de 2006, quando perdemos a oportunidade de chegar à final. Qualquer país irá sentir essa decepção. Essa derrota, para o Brasil, será muito difícil para ser digerida. Apesar disso, o Brasil jogou uma excelente Copa do Mundo e organizou uma grande Copa. O que ele entregou, foi algo fantástico. Obviamente será uma derrota dolorosa e muito difícil de aceitar”, avaliou.

  Agência Brasil

Financial Times questiona efeitos eleitorais de derrota do Brasil na Copa

É difícil pensar em uma humilhação maior na história desportiva do que o placar de 7 a 1 da Alemanha contra Brasil, ontem. Em reportagem publicada hoje, o jornal britânico Financial Times lembra que muitos times de futebol perderam por 7 a 1, "mas nunca o autoproclamado 'país do futebol', vencedor de cinco Copas do Mundo, anfitrião e favorito para o torneio, jogando em uma semifinal".

Para o estatístico norte-americano Nate Silver, citado pelo jornal, esse era o placar mais inesperado na história da Copa do Mundo, com base em classificações pré-jogo das equipes.

Simbolicamente, na visão do FT, foi um final apropriado para os longos anos de boom econômico do Brasil. Mas, em termos desportivos, foi algo mais específico: o fim da tradição do futebol do Brasil. A frase "joga bonito" agora pode ser abandonada junto com clichês sobre "futebol e samba", afirma.

Segundo o período britânico, os brasileiros pararam de oferecer fintas, dribles e belos gols há muito tempo. Eles devem agora certamente perceber que o País precisa, mais rápido do que pensa adotar um novo um estilo "mais europeu, mais alemão", diz o FT. O futebol brasileiro precisa começar de novo também, idealmente, liderada por treinadores alemães, emenda o jornal.

Para o FT, depois de os jogadores brasileiros choraram em campo, a presidente Dilma Rousseff deve se sentir perturbada também, antes das eleições de outubro. "Ela expressou sua tristeza pela derrota no Twitter", lembra o jornal. "Não vamos nos deixar alquebrar (enfraquecer). Brasil, 'levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima'", escreveu ela, citando a letra do conhecido samba "Volta por cima", de Paulo Vanzolini.

No entanto, historicamente, não há correlação entre o desempenho do Brasil em Copas do Mundo e o desempenho nas eleições no mesmo ano. "Muitos têm mantido Dilma responsável pelo desperdício, gastos excessivos, mas organização relativamente boa do torneio" afirma o FT. "A responsabilidade pelo 7 a 1 reside, em primeiro lugar, nos jogadores infelizes da Seleção e seu treinador sem imaginação Luiz Felipe Scolari, mas, de forma mais ampla, no futebol tradicional desatualizado do país".

 Estadão Conteúdo

Entidade faz alerta sobre uso do cigarro eletrônico no Brasil

Muitos fumantes estão sendo seduzidos pela ideia de parar de fumar com a ajuda dos cigarros eletrônicos. Porém, de acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), esses dispositivos são proibidos no Brasil e oferecem riscos para a saúde.

Desde 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vetou o comércio e o consumo de cigarros eletrônicos no País. Para isso, considerou estudos como o da Agência Americana Reguladora de Alimentos, Medicamentos e Tabaco (FDA), constatando que o produto contém substâncias cancerígenas e nicotina, embora ainda não se saiba exatamente o quanto desses compostos é absorvido.

Os cigarros eletrônicos nunca tiveram a comercialização autorizada no Brasil, mas podem ser adquiridos no exterior, pela Internet, ou no comércio popular. A entrada no País se dá de forma ilegal.

Uma pesquisa da Universidade de Atenas, na Grécia, com 32 voluntários, oito que nunca haviam fumado e 24 fumantes, descobriu que cigarros eletrônicos podem causar danos aos pulmões. Em quase todos os casos, o uso do cigarro eletrônico aumentou a dificuldade de respiração. Só não causou diferença nos fumantes que já tinham alguma obstrução respiratória.

 De A Tribuna On-line

terça-feira, 8 de julho de 2014

Usuários de telefonia, internet e TV paga são beneficiados em novas regras

Começa a vigorar nesta terça-feira o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), com novas regras a serem seguidas pelas empresas de telefonia, internet e TV por assinatura. Entre os benefícios previstos para os consumidores estão facilidades para o cancelamento imediato de serviços, sem necessidade de falar com atendentes.
 
O bloqueio das contas será automático, com prazo máximo de dois dias para conclusão, podendo ser feito por meio de ligação telefônica, pela internet ou pelos terminais. Com o RGC, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) busca diminuir o número de reclamações feitas por consumidores à sua central de atendimento.
 
Além de ter a atribuição de cancelar as contas, caso seja a vontade dos clientes, as lojas associadas às operadoras terão também de fazer registro de reclamações, bem como atender a clientes que buscam resolver problemas em suas contas. O retorno sobre reclamações relativas a cobranças terá de ser feito, no máximo, em 30 dias. Se a empresa não cumprir o prazo, terá de corrigir automaticamente o valor da fatura. Se ela já tiver sido paga, a operadora terá de devolver o valor em dobro.
 
Outra vantagem, do ponto de vista do consumidor, é que as empresas operadoras terão a obrigação de retornar as ligações, caso elas caiam. As novas regras fixam ainda validade mínima de 30 dias para os créditos das contas pré-pagas. Caberá às empresas informar aos clientes pré-pagos a data de expiração dos créditos e, aos pós-pagos, que os serviços de mensagem (SMS) e internet móvel estão próximos de atingir os limites previstos no plano contratado.
 
No caso dos pós-pagos, as novas regras preveem também faturas mais detalhadas, de forma a dar mais clareza e transparência ao serviço. O regulamento prevê que os pacotes de serviços conjuntos (combos) estejam agrupados no mesmo contrato.
 
Ofertas e planos de vendas terão de ser disponibilizados nos sites das operadoras. Com isso, a Anatel tenta evitar que planos iguais sejam comercializados com valores diferenciados, prejudicando alguns clientes – prática relatada em queixas reportadas à Anatel. Além disso, os contratos com fidelização terão validade máxima de 12 meses
 
Contatada pela Agência Brasil, a Oi informou já estar implementando as mudanças exigidas pelo novo regulamento, apesar de considerar alguns prazos “incompatíveis com a complexidade das alterações necessárias”. A Telefônica Vivo confirmou que está implantando e trabalhando para cumprir as obrigações do novo RGC, com cerca de 200 pessoas “engajadas para adaptar os sistemas de atendimento ao cliente às novas regras em um prazo extremamente curto”.
 
A Claro, igualmente, informou que está implementando as disposições do RGC, para “cumprir o grande volume de determinações previstas”. Já a Tim disse que “trabalha para se adequar” ao regulamento nos prazos apresentados. Para a Tim, “mudanças que reforcem os direitos dos consumidores e contribuam para a melhoria da relação entre clientes e empresas são sempre benéficas”.
 
A GVT informou que está “trabalhando intensamente" para cumprir, até esta terça as regras previstas. Segundo a empresa, devido ao grande número de mudanças exigidas e ao curto prazo concedido para sua implementação, “estão sendo feitas várias adequações em todos os sistemas e rotinas de relacionamento com o cliente”.
 
A Agência Brasil entrou em contato com a SKY e a NET, mas, até o fechamento deste texto, não obteve posicionamento das operadoras sobre o cumprimento dos novos prazos previstos no RGC.
N/A

 Agência Brasil

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pesquisa da ONU aponta que 90% das indianas têm medo de sair na rua

Na Índia, um grupo de mulheres é condenado, desde o nascimento, a uma vida de humilhações e de violência.

Um lugar do mundo onde um grupo de mulheres é condenado desde o nascimento a uma vida de humilhações e de violência. Esse lugar é a Índia, país com um sistema de divisão social bastante rígido: as chamadas castas. Quem nasce na camada mais baixa é chamado de ‘dalit’ ou 'intocável', mas o nome não significa privilégio algum. Os 'intocáveis' não têm direitos e são vítimas de todo tipo de agressão, especialmente as mulheres. Algumas chegam a ser atacadas com ácido.

Lugares onde as mulheres nascem com o destino traçado, e o destino é o sofrimento: abusos sexuais, estupros, abortos e abandonos de bebês apenas por serem meninas, mutilações e agressões físicas.

Esse é o país chamado de a maior democracia do mundo - com mais de 1,2 bilhão de habitantes -, mas que considera muitas de suas mulheres pessoas não respeitáveis.

Há um ano e meio, um caso bárbaro levou milhares de pessoas a protestar nas ruas das principais cidades da Índia. Ao sair do cinema, na capital Nova Déli, um casal entrou em um ônibus, na frente de um shopping center. Durante a viagem, ele foram espancados por seis homens. Os agressores estupraram a mulher, Jyoti Singh, de 23 anos. Os dois foram jogados do ônibus em movimento e, 13 dias depois, Jyoti morreu.

A sociedade indiana é dividida em castas, grupos em que o filho herda a condição social dos pais. Quanto mais alto na pirâmide, mais direitos a pessoa tem. Mas a maior parcela da população, a base, é formada pelos dalits: os intocáveis. São mais de 160 milhões de pessoas - quase um Brasil inteiro - sem direitos. E dentro das outas castas, os homens têm poderes que elas não têm.

Para mostrar o problema de perto, a jornalista Radha Bedi - uma inglesa de origem indiana - foi até Nova Déli. Radha encontra casos de violência contra os dalits todos os dias.

“Os jornais estão cheios de histórias de violência sexual e estupros: Garota dalit estuprada por gangue; mulher atacada com ácido; 350 estupros em Nova Déli nos quatro primeiros meses desse ano”, ela diz.

As agressões contra as mulheres na Índia começam ainda antes do nascimento e se espalham por todas as classes sociais. Muitas famílias indianas, mesmo as mais ricas, veem o nascimento de uma menina como um desperdício, um problema financeiro. Elas representam gastos com educação, alimentação e, para casar uma filha, é preciso juntar um grande dote, ou seja, dar presentes para a família do marido.

Com esse argumento, o marido e os sogros de Mitu queriam que ela abortasse as filhas gêmeas.
Mitu: Depois do ultrassom que mostrou que eram meninas, eles queriam que eu tirasse os bebês. Pararam de me dar comida.

Radha: Nada para comer?
Mitu: Não. E o meu marido me empurrou das escadas. Eu comecei a sentir dores no abdômen e a ter um corrimento. Então eles me trancaram em um quarto.
Mitu fugiu, teve as duas filhas e se tornou uma ativista contra esse tipo de aborto. “Ultrassons servem para detectar anomalias. Ser mulher não é uma anomalia. Na Índia, esses abortos se tornam uma indústria milionária”, afirma.
Decidir abortar com base no sexo do bebê é crime na Índia, mas a prática é muito comum. Um estudo mostrou que, na última década, quatro milhões de bebês foram abortados apenas por serem do sexo feminino.
E as bebezinhas, muitas vezes, são abandonadas pela família. A Índia inteira conhece um tipo estranho de orfanato: só para meninas.
Radha: Como ela se chama?
Veena: Aradhya. Ela foi jogada no mato.
Radha: Quanto tempo de vida ela tinha?
Veena: Dois dias.
Crescer, para elas, não é garantia de sobrevivência. Foi o caso de Jyoti Singh, estuprada e jogada do ônibus. Para o pai, ela era a esperança da família. “Ela estudava para ser fisioterapeuta. Eram 21h quando ela ficou inconsciente. Eu pus a mão sobre a cabeça dela e ela me beijou. Depois, não abriu mais os olhos e deixou esse mundo”, lamenta.
Radha foi conversar com o advogado da família de Jyoti.
Radha: O que é ser respeitável?
Advogado: Quando você olha para uma pessoa a sente respeito por essa pessoa, ela é respeitável. Se ela fosse respeitável, isso nunca teria acontecido.
Radha: Então o senhor acha que ela foi responsável por ter sido estuprada e morta?
Advogado: Sim. Não dá para dizer que apenas os estupradores foram responsáveis. Ela também foi responsável.

Na Índia, ainda existe mais uma forma de violência recorrente contra as mulheres, uma agressão extrema, selvagem e covarde: 80% dos casos em que as mulheres são atacadas com ácido são cometidos por homens ciumentos que não querem que a mulher e se case com mais ninguém.

Entre 2010 e 2012, foram 225 ataques. Em 2002, tinham sido 496. Houve uma queda, mas ainda assim são números absurdos. As vítimas raramente morrem. Ficam desfiguradas e, muitas vezes, cegas.

Tuba foi atacada quando tinha apenas 14 anos. O rosto dela ficou deformado demais.
Radha: Como isso aconteceu?
Tuba: Eram 5h30. Um grupo de rapazes passou por mim e jogou ácido no meu rosto. Um deles sempre tentou se aproximar de mim, mas eu nunca dei bola para ele.

Pai de Tuba: Dá para notar que a boca dela não abre toda? Ela tem muita dificuldade para se alimentar. Só toma líquidos e precisa usar esses canudos no nariz para poder respirar direito.

Quatro dos homens que atacaram Tuba foram presos e ainda esperam pelo julgamento. “Eu queria que eles também tivessem ácido jogado nos rostos deles, como fizeram comigo”, diz Tuba.

A pena máxima para esse tipo de crime na Índia é de dez anos, mas os julgamentos, muitas vezes, se arrastam por anos e as penas podem ser muito mais leves.

A violência frequente contra as mulheres na Índia chamou a atenção dos órgãos internacionais. A ONU fez uma pesquisa e constatou que 90% das indianas têm medo de sair nas ruas.

“Os homens querem mostrar poder, que estão no controle. E esse comportamento passa de geração para geração. Os meninos tratam mal as irmãs, e vão abusar das jovens e, depois, torturar as esposas. É urgente passarmos a valorizar as mulheres nesse país imediatamente”, afirma Sabrina.

Mas as mulheres indianas começam a se erguer. E os protestos provocados pela morte de Jyoti mostram que já existe um movimento na Índia pela valorização da mulher.

 http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/07/pesquisa-da-onu-aponta-que-90-das-indianas-tem-medo-de-sair-na-rua.html

Papa Francisco recebe pela primeira vez vítimas de padres pedófilos

Pontífice recebeu dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses. Encontro aconteceu na residência privada do Papa no Vaticano.

Papa Francisco fala com fiéis durante a audiência geral desta quarta-feira (9) (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)Papa Francisco fala com fiéis durante a audiência geral em maio no Vaticano
O papa Francisco recebeu pela primeira vez no Vaticano seis vítimas de padres pedófilos, anunciou nesta segunda-feira (7) a assessoria de comunicação da Santa Sé.

O pontífice recebeu dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses que sofreram abusos sexuais de religiosos.

O encontro aconteceu na residência privada de Francisco no Vaticano, a Casa Santa Marta, onde ele mora desde sua eleição como pontífice em março de 2013.

A reunião foi anunciada pelo próprio Francisco no dia 26 de maio, durante o voo que o transportou para Roma após uma viagem ao Oriente Médio.

As vítimas assistiram à missa que o bispo de Roma preside na capela de sua residência e depois aconteceu o encontro privado.

Os nomes das pessoas presentes não serão divulgados, segundo o Vaticano.
Francisco se comprometeu desde o início a lutar contra a pedofilia e criou uma comissão para a proteção da infância, que tem entre seus integrantes uma vítima, a irlandesa Mary Collins.

Apesar dos gestos, as associações de vítimas consideram que a Igreja não está fazendo todo o possível para impedir que padres abusem sexualmente de menores de idade em todo o mundo.

Um grupo de ativistas mexicanos enviou na quinta-feira uma carta ao Papa Francisco na qual pede "decisões estruturais" para acabar com os "padres abusadores".

As vítimas pedem que as boas intenções manifestadas pelo papa virem normas específicas, explicou José Barba, ex-membro dos Legionários de Cristo, de 75 anos.

Barba foi vítima de Marcial Maciel, o falecido fundador da poderosa congregação, protagonista do maior escândalo de pedofilia da instituição, que recebeu durante décadas a proteção de João Paulo II.

 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/papa-recebe-pela-primeira-vez-vitimas-de-padres-pedofilos.html

Polícia tenta identificar responsáveis por torturar e matar PM no RJ

O corpo do sargento Luciano Nepomuceno foi encontrado com marcas de cinco tiros

Nepomuceno foi alvo de pelo menos cinco disparos Reprodução / Rede Record
 
A DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) busca câmeras de segurança em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que possam ajudar a desvendar a identidade dos responsáveis por torturar e matar o policial militar Luciano Nepomuceno, de 37 anos.

O corpo foi encontrado na manhã de sábado (5) em Duque de Caxias, a 30 km de distância de onde ele foi visto pela última vez, na mesma cidade, ao embarcar em um ônibus. O delegado Guilherme Turl acredita que ele foi assaltado e torturado, depois que os criminosos perceberam que a vítima era policial.

— Os criminosos gostam de tomar esse tipo de atitude por ser um policial militar. E por estar com um contracheque e desarmado, se aproveitaram da situação e o executaram.

 http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/policia-tenta-identificar-responsaveis-por-torturar-e-matar-pm-no-rj-07072014

Jean Wyllys, em entrevista: "Sou gay, preto e não vou me calar"

'As pessoas são hipócritas do mesmo jeito que acontece com as drogas' (Bruno Peres/CB/D.A Press)O deputado fala sobre temas polêmicos como preconceito, maconha, Copa do Mundo e manifestações
 
Quando sai de casa, o baiano Jean Wyllys precisa olhar para os dois lados da rua. A luta em prol de algumas causas controversas, como da homossexualidade e da prostituição, lhe valeu bons inimigos. E, da mesma forma, um grau de admiração. Por dia, a assessoria do escritor, professor e atual deputado recebe cerca de mil mensagens. Elogios, congratulações, declarações de amor. Mas, também, ameaças, insultos e ofensas. No gabinete 646, no Anexo IV da Câmara dos Deputados, o ex-BBB, mestre em letras, recebeu o Correio para uma conversa franca sobre preconceito, maconha, Copa do Mundo, manifestações.. Tudo que permeia a dor e a delícia de ser Jean Wyllys.

Podemos falar de assuntos pontuais?
Sim.
Acredita que o debate acerca da legalização da maconha possa avançar?
Está avançando! Muita gente saiu do armário para defender essa questão. São tantos, nesse país, que usam, mas poucos admitem.

Você defende o uso recreativo e medicinal?
Sim! A ideia é torná-la legal. Atualmente, nós temos duas drogas legais, e eu insisto em usar esse termo, porque tabaco e álcool são drogas. A imprensa, e aí eu me incluo porque eu sou jornalista, usa “droga” como sinônimo de droga ilícita. Rivotril, tabaco e alcool são drogas lícitas muito consumidas. A sugestão é incluir a maconha entre elas. Ou seja, todo o regulamento de comércio e consumo passará a valer também para maconha, com as devidas especificidades, como a quantidade permissível de consumo. Quanto ao lado medicinal, defendo que uma mãe que tem um filho com epilepsia, por exemplo, possa recorrer aos benefícios para reduzir os danos e os efeitos da doença. Não defendo a maconha prensada, manipulada. Acho fundamental que um rótulo acompanhe o produto, trazendo os impactos que possam ser gerados pelo uso.

"As pessoas são hipócritas do mesmo jeito que acontece com as drogas"
E o que o motiva a comprar essa briga?
A liberdade individual. Eu posso fazer uso do meu corpo do jeito que eu bem entender! O meu pai teve câncer na língua por causa do uso de tabaco. Desenvolveu e morreu com 57. Meu pai sabia que o cigarro fazia mal a ele. É um direito do cidadão, é a liberdade. Ele foi informado dos males, então ele decide.

Esse conceito de “a escolha é minha” não abre um perigoso preceito de que a pessoa possa fazer uso de qualquer substância? Da maconha à heroína?
Em última instância, abre sim. Mas devemos encarar isso. Existem drogas maléficas que são vendidas em farmácias. Somos uma sociedade drogada, de certa forma. Se não de álcool, tabaco e maconha, temos as tarjas pretas. Enfim, precisamos regulamentar e fomentar outra forma de vida.

Você já consumiu maconha?
Eu já consumi recreativamente. Não tenho problema nenhum em admitir isso. Consumi na época da faculdade, e diria que não consumo, hoje, porque não é legal. Talvez, quando for legalizada e regulamentada, eu volte a usar. Eu consumi na época da faculdade, estava no contexto de liberdade, das contestações universitárias. Mas depois não.

Outro ponto controverso é a sua tentativa de regulamentar a prostituição. Por que o assunto gera tanto incômodo?
As pessoas são hipócritas do mesmo jeito que acontece com as drogas. Existe uma demanda muito alta de pessoas que se utilizam dos serviços das prostitutas, mas ao mesmo querem mantê-las na marginalidade. Isso é surreal.

Você acha bacana a ideia de pensarmos na prostituição como uma opção de carreira profissional?
Eu não acho isso bacana não. As escolhas são de cada pessoa. Nem acho que isso deve ser estimulado. Isso não existe. É loucura achar que a regulamentação de uma profissão vai aumentar o número de prostituas. A profissão de antropólogos foi regulamentada e nem por isso o número de antropólogos aumentou. As pessoas tem uma fantasia muito maluca. E tudo isso é fruto da marginalização da prostituição. Vivemos em uma sociedade que construiu muitos tabus ao redor do sexo. As pessoas não vivem livremente a sua sexualidade, e a ainda querem policiar a alheia. Onde já se viu isso?

Falemos da questão da homossexualidade. Com tanta intolerância e episódios de violência, o sair do armário está se tornando mais arriscado?
Viver com medo é viver pela metade. Não tem armário que esconda. O armário nunca é suficiente, o armário sempre tem um cupim corroendo, o armário sempre é de vidro. É melhor você fazer essa passagem da vergonha para o orgulho. É melhor estar aqui fora, sair dos mistérios dolorosos, para vir para os mistérios gozosos . Eu não questiono a heterossexualidade de ninguém, porque as pessoas tem que questionar a minha homossexualidade? Por que elas tem que achar que eu sou um sujeito menor, que merece menos direitos por causa da maneira que eu amo? Que história é essa?

Você recebe muito ódio, ameaças… Teme por sua integridade física?
Eu temo porque é muita gente maluca no mundo. Esses ódios e preconceitos são muito arraigados nas pessoas… É gente maluca que adoece por conta dessas repressões sexuais, que elas não conseguem lidar… Eu tomo sim os meus cuidados. Mas também não vou sair da cena pública por causa disso. Não vou me calar. Estamos em um processo de transformação e esse processo vai seguir. Independente de mim.

Já apanhou por ser gay?
Desde que eu me entendo por gente, eu sou alvo de ódio, de deboche, da chacota. Uma vez indo para a igreja, um cara veio do nada e me deu um soco. E é claro que ele me deu esse soco porque ele viu que eu era gay pelos meus trejeitos. Discriminação… isso já aconteceu muitas vezes na minha vida. Mesmo hoje aqui, no Congresso. Mas, tenho humor, ironia e deboche para desconstruir os escroques. Eles comem dobrado comigo aqui. Eu me fiz um homem com repertório vasto de conhecimento, e essa é a minha grande arte e arma.

Outro preconceito que você combate é o racismo…
Não sou branco, me considero negro, sempre me afirmei como negro. Mas não posso ser ingênuo de acreditar que eu e uma pessoa de pele preta estamos no mesmo patamar. Uma pessoa de pele preta sofre mais discriminação, é óbvio. Sou absolutamente solidário a causa do movimento negro.

Não é errado dizer “preto”?
“Preto” não tem porque não falar! Acho tão curioso… porque ninguém faz deboche com pessoas que estão em posições superiores? Macho, piadas com brancos, ricos, magros, bonitos. Nunca há. O politicamente correto é sempre evocado para dar freio às lutas das minorias. O desrespeito, na verdade, vem na forma da piada, do insulto.. E aí temos que lembrar de Chico César quando diz: “Respeitem meus cabelos, brancos”. Há uma vírgula ali, um vocativo. Quando o preto fala, o branco cala, ou deixa a sala com o veludo nos tamancos.

João Cabral de Melo Neto, no leito da morte, aceitou que pudesse ter errado… Não corre esse risco?
Não sei dizer, porque eu não estou no leito na morte (risos). Mas eu errei em tantas coisas, eu não quero ser infalível. Eu sou de carne e osso, admito minhas falhas e as minhas arestas. O que eu posso dizer, com segurança é que eu sou uma pessoa boa. Eu não sou uma pessoa má. Não tenho ódio e rancor no meu coração. Não quero mal aos outros. E se eu fizer mal a alguém é para me defender.

Quando foi a última vez que você chorou?
Na morte do Alex (garoto morto pelo pai, que não admitia que a criança tivesse trejeitos afeminados).

Consegue se relacionar, nas horas vagas?
A madrugada é o meu horário de ler, de assistir séries, sou louco por Game of Thrones! Tenho muito pouco tempo para paquerar. A minha situação atual dificulta muito a paquera.

No Congresso, não é possível um flerte?
Pelo amor de Deus! (risos) O Congresso é o lugar muito mais difícil para paquerar. Quando as pessoas me vêem nos corredores, passam correndo. (risos).

Há muitos gays no Congresso?
Tem pessoas no armário, mas nenhum armário fecha totalmente a orientação sexual . E a saída do armário é a decisão de cada um. Eu não posso forçar ninguém a sair do armário. As pessoas tem o seu tempo.

O seu novo livro se chama Tempo bom, tempo ruim. Como você definiria o momento atual?
Peguei essa frase de Caetano Veloso para retratar esse tempo que a gente vive. Temos um amadurecimento da democracia, as manifestações de junho, o rolezinho acontecendo, o funk emergindo como uma força cultural da periferia e da favela, novos ativistas do movimento LGBT, vivemos uma efervescência política e ao mesmo tempo temos um fundamentalismo religioso, temos justiçamento com as próprias mãos, temos um recrudescimento do conservadorismo, um avanço do agronegócio, um capitalismo cada vez mais selvagem … São tempos muito ambivalentes. Estamos vivendo tempos bons e ruins simultaneamente.

Por último, a Copa. Você endossa as críticas de parte da população, contrárias ao Mundial?
Para mim a Copa foi muito bem vinda. A Copa despertou uma parcela expressiva da população brasileira para uma série de questões como, por exemplo, os gastos públicos, o destino dos recursos do orçamento. A Copa nos ajudou a pensar isso. Eu acho que a demanda pela transparência pública aconteceu por causa do Mundial. Nesse sentido, só ganhamos. Exclusivamente nesse sentido.

E no que tange à Fifa?
É muito importante questionar a centralidade e o poder da FIFA. Escutar, do povo: “Que história é essa? Futebol é uma arte e nos pertence! Como você chega aqui e define, em um raio de tantos quilômetros, quem vende, quem não vende, o que pode o que não pode?!”. Vemos como a Rede Globo dá uma trégua na dura crítica ao governo para promover a Copa do Mundo. Eles não podem deixar de promover o evento, pois ganham muito com ele. A Globo vinha batendo no governo, neste governo que trouxe a Fifa, a Copa… Aí, chega um ponto em que a crítica cessa, para não prejudicar os lucros…. Estamos questionando como o futebol é gerido pelos cartolas, pelos conglomerados de comunicação e pelas grande marcas. Endosso todos os questionamentos. Não me meto para dizer se o Neymar joga mal ou joga bem. Mas, sou um amante do meu país e quero transparência.

O “gigante” dormiu?
O gigante nunca dormiu. Quem diz que o gigante dormiu não conhece a história. Nunca ouviu falar da Revolta dos Emboadas, da Guerra dos Mascates, da resistência na ditadura militar… Quem estava desperto, lutando por um país melhor, de formas diversas, continua esperto. Não tem o volume de pessoas que teve em junho (de 2013), mas existem manifestações acontecendo no país inteiro. Garis, metalúrgicos, metroviários, estudantes… Há convulsões em todo lugar. As novas tecnologias da comunicação e da informação transformaram as nossas estruturas cognitivas, a nossa maneira de lidar com o mundo e com as pessoas. É irreversível, não há controle.

Iria para as ruas?
Estou nas ruas há tanto tempo. Estou nas ruas desde o movimento pastoral. Estive nas ruas em um movimento que deu origem aos movimentos de junho, que foram as comissões extraordinárias de direitos humanos. Eu estou nas ruas! Eu sou um deputado que reconheço e obedeço a liturgia do cargo que eu ocupo, mas também sou um ativista. Tenho uma relação intensa com os movimentos sociais e quero mantê-la sempre. Sempre!

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Petição com mais de 300 mil adesões tenta retirar perfil de caçadora do ar

Kendall Jones é conhecida por ser a mulher mais nova a matar o "Big Five", grupo dos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados: rinoceronte, búfalo, elefante, tigre e leão
 (Kendall Jones/Facebook)

Uma jovem caçadora de 19 anos tem causado polêmica no Facebook. A texana Kendall Jones frequentemente realiza grandes caçadas pelas savanas africanas e publica fotos na rede social com os animais abatidos. Grupos de ativistas estão tentando tirar do ar o perfil da garota.

Kendall conseguiu uma legião de seguidores no Facebook, onde publica suas conquistas. Ela é conhecida por ter sido a mulher mais nova a matar o "Big Five", grupo dos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados, entre os 13 e 14 anos: rinoceronte, búfalo, elefante, tigre e leão.
 (Reprodução/Avaaz)

O Facebook já retirou algumas das fotos das caças da jovem do ar por infrigirem regras da comunidade. No entanto, um grupo de ativistas quer ir mais longe. Uma petição online dirigida ao CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, pede que o perfil de Kendall seja completamente deletado da rede social por promover a crueldade animal.
 (Kendall Jones/Facebook)

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Turistas estrangeiros contam o que mais gostaram de conhecer em Brasília

Visitantes estrangeiros aproveitam o Mundial para conhecer a cidade e não economizam elogios à capital. A arquitetura, o urbanismo e a receptividade dos moradores são considerados os pontos altos da visita
Os australianos Douglas e Ingjudith selecionaram Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e a capital federal para visitar: atraídos pela arquitetura de Oscar Niemeyer (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Os australianos Douglas e Ingjudith selecionaram Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e a capital federal para visitar: atraídos pela arquitetura de Oscar Niemeyer

A cidade está movimentada. Em cada ponto de Brasília, é possível encontrar estrangeiros com máquinas fotográficas, mapas e guias turísticos a postos para descobrir as particularidades da capital federal. Turistas do mundo inteiro aproveitam a Copa do Mundo para guardar lembranças da cidade. De acordo com um levantamento prévio da Secretaria de Turismo do DF (veja quadro), entre os dias 12 e 30 de junho, por exemplo, cerca de 6 mil pessoas passaram por dia pela Torre de TV, e outras 2 mil pela Catedral.

Entre as 12 cidades-sede do Mundial, os amigos alemães Christoph Pelzer, 46 anos, e Carsten Raaymann, 44, escolheram Brasília como destino e não se arrependem, mesmo sabendo que na lista de possibilidades estavam o Rio de Janeiro e as praias do Nordeste. “O Brasil é um país muito grande, e é difícil conhecer tudo. Então, quando abriu a venda dos ingressos para os jogos, escolhi Brasília e planejei a viagem. Sempre quis conhecer a capital”, explica Carsten. Eles preferiram concentrar os dias de visita em uma única cidade para entender as particularidade e os aspectos mais interessantes. “Não queríamos vir apenas pelo jogo. Aproveitamos a viagem para compreender a arquitetura moderna de Brasília. Era a combinação perfeita de futebol com turismo”, completa Christoph.

Após uma visita a locais como o Museu da República, os dois descrevem a capital como um lugar especial. “O que mais me chama a atenção é saber como a cidade era há 54 anos e como ela funciona hoje em dia”, comenta Christoph, depois de ler os painéis com informações sobre a história de Brasília. O casal de australianos Douglas Castledine, 65, e Ingjudith Castledine, 64, também reservou na agenda alguns dias para visitar a capital. Eles chegaram para assistir ao jogo entre Argentina e Bélgica e ansiosos para ver de perto os traços arquitetônicos de Niemeyer.

Na manhã de ontem, contrataram uma guia turística para desvendar cada linha do artista e dos projetos de Lucio Costa. Douglas comenta que Brasília se assemelha à sua cidade natal na Austrália, Camberra. “Ela também foi planejada e tem muito espaço aberto. Aqui, me sinto em casa.” Para ele, andar pelas ruas de Brasília é exatamente como havia imaginado. “A falta de chuva era a única coisa que não esperava”, comenta aos risos. Ao final dos cinco dias de visita à capital, eles vão ao Rio de Janeiro para ver a final e, depois, pretendem conhecer Foz do Iguaçu (PR).
Nityanand, Harshit e Bihaag acharam curioso o formato de avião da cidade (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Nityanand, Harshit e Bihaag acharam curioso o formato de avião da cidade

Diversão
Os amigos Bihaag Brahmbhatt, 27 anos, Harshit Brahmbhatt, 24, e Nityanand Harwany, 24, vieram da Índia interessados na noite da capital. Antes de perguntar sobre pontos turísticos, queriam saber onde encontrariam opções para se divertir. Como já conheciam o Brasil, sabiam que a festa estava garantida.

O trio, contudo, se encantou com a receptividade das pessoas e com a beleza arquitetônica de Brasília. “Os traços de Niemeyer parecem legais, e a arquitetura daqui prende o olhar”, descreve Bihaag. Antes da vinda, uma pequena busca na internet deixou os amigos curiosos para conhecer locais como a Ponte JK e o Palácio da Alvorada. Além disso, o fato de o Plano Piloto ter sido construído em um formato de avião chamou a atenção dos amigos.

Além do jogo do último sábado, entre Argentina e Bélgica, os amigos têm assento garantido na final, no Rio de Janeiro. A expectativa é de uma emoção ainda maior que a sentida no Mané Garrincha. “Foi uma experiência incrível que vou guardar na memória”, garante Nityanand.
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Casos de corrupção em doações a campanhas na Europa se tornam recorrentes

 Detenção do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy é o caso mais recente que expõe relações impróprias entre políticos e doadores de campanha em democracias do mundo desenvolvido. Ex-premiê italiano Silvio Berlusconi já foi condenado

Sarkozy (E) recebe no Palácio do Eliseu o ditador líbio, Muamar Kadafi: contribuições para a campanha presidencial de 2007 sob investigação (Eric Feferberg/AFP - 10/12/07)

Sarkozy (E) recebe no Palácio do Eliseu o ditador líbio, Muamar Kadafi: contribuições para a campanha presidencial de 2007 sob investigação

O escândalo envolvendo o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, detido na última semana para depor sobre acusações de corrupção ativa, tráfico de influência e violação de sigilo profissional, chama a atenção para o crescente número de denúncias semelhantes no Velho Continente. De acordo com o relatório anticorrupção de 2014, divulgado em fevereiro pela Comissão Europeia (CE), 76% dos europeus acreditam que a prática é amplamente difundida e 56% pensam que o nível de corrupção no país onde vivem aumentou nos últimos três anos. A crise econômica também estimulou a pressão por governos e processos internos mais transparentes.

“Pensávamos que o mal da corrupção atingisse apenas os países que ainda estavam se estruturando como Estados democráticos, mas um episódio como esse da França mostra que isso não é exclusividade dos países em desenvolvimento”, avalia Rita do Val, coordenadora do curso de relações internacionais da Faculdade Santa Marcelina (Fasm), em São Paulo. Estimativas da CE, braço executivo da União Europeia (UE) indicam que cerca de 120 bilhões de euros são perdidos anualmente em casos de desfalque e desvios.

As duas áreas mais sensíveis são a atividade dos lobbys e o financiamento de campanha, como ocorreu no escândalo que levou a oposição de esquerda espanhola a pedir a renúncia do presidente do governo, Mariano Rajoy. No ano passado, em meio à luta contra a recessão, Rajoy se viu forçado a defender-se de acusações de que o Partido Popular (PP, direita) teria recebido doações ilegais de magnatas da construção que, em troca, teriam fechado valiosos contratos.

Na França, autoridades anticorrupção investigam seis acusações contra Sarkozy. Entre outros pontos, a Justiça busca saber se ele obteve informações sigilosas sobre uma decisão judicial que permitiu a escuta de seus telefonemas. Desde setembro do ano passado, as linhas do político foram grampeadas como parte de uma investigação sobre financiamento ilegal de sua campanha vitoriosa à Presidência, em 2007. O ex-presidente é acusado de ter recebido até 50 milhões de euros (cerca de R$ 151,14 milhões) do então ditador líbio, Muamar Kadafi, morto em 2011 por rebeldes que o derrubaram do poder. As ligações revelaram o interesse de Sarkozy em abafar investigações sobre o caso de Liliane Bettencourt, mulher mais rica da França, que teria sido explorada para doar verbas à campanha da União por um Movimento Popular (UMP, centro-direita), o partido de Sarkozy.

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Matthaus prevê que Alemanha pode aproveitar choro excessivo do Brasil

"Os brasileiros estão muito sensíveis, choraram muito durante a Copa do Mundo. Precisamos observar como vão lidar com essa pressão", disse o ex-jogador ao site da Fifa.

Lotthar Matthaus vê vantagem alemã no lado psicológico (© Getty)
Recordista em participações em Copas do Mundo, tendo participado das edições de 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998 e sendo o capitão do time campeão há 24 anos, Lothar Matthaus confia que a Alemanha pode ser tetracampeã no Brasil e vê um atalho para derrotar os anfitriões na semifinal desta terça-feira: o choro excessivo dos comandados de Luiz Felipe Scolari.

"O Brasil tem a vantagem de jogar em casa, mas isso também pode ser bom para a Alemanha. Os brasileiros estão muito sensíveis, choraram muito durante a Copa do Mundo não apenas por tristeza, mas também por alegria. Estão colocando suas emoções para fora e vemos que existe muita sensibilidade. Precisamos observar como vão lidar com essa pressão", disse o ex-jogador ao site da Fifa.

A maior experiência dos jogadores da Alemanha também é um trunfo. "Eles estão acostumados a grandes atmosferas. Jogam quase todas as semanas em estádios lotados na Bundesliga, que são quase tão grandes quanto os do Brasil. Principalmente os jogadores do Bayern. Em toda partida fora de casa, sentem a pressão e todo o estádio fica contra eles. Agora, a mesma coisa vai acontecer. E a Alemanha tem a vantagem de ter uma equipe forte e a experiência de ter disputado o torneio no passado."

Apesar de tantas vantagens, Matthaus não considera seu país favorito, mas aposta em vitória por 2 a 1 no Mineirão. Independentemente do jogo bonito. "Os jogadores precisam apenas vencer, não importa como. A equipe está funcionando como uma unidade compacta, em boas condições físicas e consegue jogar no mais alto ritmo durante os 90 minutos. Isso pode ser decisivo para triunfar no Mundial", indicou, discordando de quem critica a beleza das atuações germânicas neste ano.

"Não é o mesmo futebol bonito que a Alemanha mostrou nos dois últimos Mundiais, mas Joachim Low também aprendeu algo: não se ganha título jogando bonito. E o objetivo da seleção é vencer a Copa do Mundo no Brasil", defendeu. "Queremos jogar bonito e voltar para casa mais cedo ou queremos estar com a taça nas mãos depois de sete jogos? A resposta é clara: tragam o título para casa. Por isso, não joguem apenas bonito, mas, acima de tudo, pratiquem um futebol vitorioso."

Na visão de Matthaus, os problemas na equipe ocorrem por conta de improvisações na esquerda, tanto na lateral como meia-atacante, e ainda espera ajustes no setor ofensivo, mas defende o treinador lembrando que muitos atletas tiveram problemas físicos que o fizeram, inclusive, escalar o lateral direito Lahm no meio-campo. Mas se mantém confiante no tetra por conta da força psicológico que vê nos compatriotas em campo.

"Não temos a obrigação de ser campeões mundiais, mas queremos e podemos fazer isso. A equipe já chegou muito longe, está entre os quatro melhores e, agora, tudo depende de nuances. A seleção alemã deixou em mim uma impressão de firmeza e estabilidade, está esbanjando autoconfiança", animou-se o melhor jogador do mundo na eleição da Fifa em 1991.

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Piloto impede co-piloto de retornar à cabine em pleno voo

A companhia aérea Air New Zealand suspendeu dois pilotos depois que durante um voo o piloto impediu o co-piloto de retornar ao seu posto devido a tensões entre os dois homens, indicou a empresa neste domingo.

O voo que saiu de Perth (Austrália) com direção a Auckland (Nova Zelândia) no dia 21 de maio foi atrasado porque o co-piloto foi submetido a um teste aleatório de drogas e álcool, indicou a companhia.

"Este atraso irritou o piloto", explicou à AFP o responsável pela segurança da Air New Zealand, Errol Burtenshaw.

Durante o voo, o co-piloto fez um intervalo e foi tomar o café junto com outro membro da tripulação. Mas quando quis retornar à cabine o piloto não respondeu aos seus chamados para que abrisse a porta.

"O capitão não respondeu aos seus apelos e não abriu a porta porque se aproximava de um ponto de notificação, e via em seu monitor um membro da tripulação chamando, e não o co-piloto", acrescentou Errol Burtenshaw.

A companhia aérea investigou este incidente em pleno voo que provocou por alguns momentos o medo da tripulação.

A Air New Zeland enviou suas conclusões às autoridades de aviação e suspendeu o piloto durante duas semanas e o co-piloto durante uma semana.

Os dois homens receberam uma formação adicional e ajuda psicológica para ajudá-los a gerir este tipo de tensões.

 https://br.noticias.yahoo.com/piloto-impede-co-piloto-retornar-%C3%A0-cabine-pleno-120953933--finance.html

Investigador é morto a tiros de fuzil próximo à sua residência

O investigador da Delegacia Sede de Praia Grande, Evandir Pedro de Alcântara, morreu, no início da noite deste domingo, após ter sido baleado com tiros de fuzil, próximo à sua residência.

O atirador estaria em um carro preto ou prata, quando o policial foi surpreendido ao passar de carro pela Rua Otacília da Luz Brasil, no Jardim Anhanguera. A PM foi acionada para ir ao local, após o recebimento de uma denúncia anônima. O policial já estaria morto quando as equipes da PM chegaram ao local.

Após o crime, um veículo foi encontrado em chamas na Área Continental de São Vicente. Tudo indica que seria o mesmo usado para execução.

O caso foi registrado na Delegacia Sede de Praia Grande. Até a publicação desta matéria, as viaturas da PM e da Polícia Civil ainda tentavam identificar e capturar os criminosos. O investigador atuava há mais de 28 anos.


http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/investigador-%C3%A9-morto-a-tiros-de-fuzil-pr%C3%B3ximo-%C3%A0-sua-resid%C3%AAncia-1.390985