terça-feira, 8 de julho de 2014

Usuários de telefonia, internet e TV paga são beneficiados em novas regras

Começa a vigorar nesta terça-feira o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), com novas regras a serem seguidas pelas empresas de telefonia, internet e TV por assinatura. Entre os benefícios previstos para os consumidores estão facilidades para o cancelamento imediato de serviços, sem necessidade de falar com atendentes.
 
O bloqueio das contas será automático, com prazo máximo de dois dias para conclusão, podendo ser feito por meio de ligação telefônica, pela internet ou pelos terminais. Com o RGC, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) busca diminuir o número de reclamações feitas por consumidores à sua central de atendimento.
 
Além de ter a atribuição de cancelar as contas, caso seja a vontade dos clientes, as lojas associadas às operadoras terão também de fazer registro de reclamações, bem como atender a clientes que buscam resolver problemas em suas contas. O retorno sobre reclamações relativas a cobranças terá de ser feito, no máximo, em 30 dias. Se a empresa não cumprir o prazo, terá de corrigir automaticamente o valor da fatura. Se ela já tiver sido paga, a operadora terá de devolver o valor em dobro.
 
Outra vantagem, do ponto de vista do consumidor, é que as empresas operadoras terão a obrigação de retornar as ligações, caso elas caiam. As novas regras fixam ainda validade mínima de 30 dias para os créditos das contas pré-pagas. Caberá às empresas informar aos clientes pré-pagos a data de expiração dos créditos e, aos pós-pagos, que os serviços de mensagem (SMS) e internet móvel estão próximos de atingir os limites previstos no plano contratado.
 
No caso dos pós-pagos, as novas regras preveem também faturas mais detalhadas, de forma a dar mais clareza e transparência ao serviço. O regulamento prevê que os pacotes de serviços conjuntos (combos) estejam agrupados no mesmo contrato.
 
Ofertas e planos de vendas terão de ser disponibilizados nos sites das operadoras. Com isso, a Anatel tenta evitar que planos iguais sejam comercializados com valores diferenciados, prejudicando alguns clientes – prática relatada em queixas reportadas à Anatel. Além disso, os contratos com fidelização terão validade máxima de 12 meses
 
Contatada pela Agência Brasil, a Oi informou já estar implementando as mudanças exigidas pelo novo regulamento, apesar de considerar alguns prazos “incompatíveis com a complexidade das alterações necessárias”. A Telefônica Vivo confirmou que está implantando e trabalhando para cumprir as obrigações do novo RGC, com cerca de 200 pessoas “engajadas para adaptar os sistemas de atendimento ao cliente às novas regras em um prazo extremamente curto”.
 
A Claro, igualmente, informou que está implementando as disposições do RGC, para “cumprir o grande volume de determinações previstas”. Já a Tim disse que “trabalha para se adequar” ao regulamento nos prazos apresentados. Para a Tim, “mudanças que reforcem os direitos dos consumidores e contribuam para a melhoria da relação entre clientes e empresas são sempre benéficas”.
 
A GVT informou que está “trabalhando intensamente" para cumprir, até esta terça as regras previstas. Segundo a empresa, devido ao grande número de mudanças exigidas e ao curto prazo concedido para sua implementação, “estão sendo feitas várias adequações em todos os sistemas e rotinas de relacionamento com o cliente”.
 
A Agência Brasil entrou em contato com a SKY e a NET, mas, até o fechamento deste texto, não obteve posicionamento das operadoras sobre o cumprimento dos novos prazos previstos no RGC.
N/A

 Agência Brasil

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pesquisa da ONU aponta que 90% das indianas têm medo de sair na rua

Na Índia, um grupo de mulheres é condenado, desde o nascimento, a uma vida de humilhações e de violência.

Um lugar do mundo onde um grupo de mulheres é condenado desde o nascimento a uma vida de humilhações e de violência. Esse lugar é a Índia, país com um sistema de divisão social bastante rígido: as chamadas castas. Quem nasce na camada mais baixa é chamado de ‘dalit’ ou 'intocável', mas o nome não significa privilégio algum. Os 'intocáveis' não têm direitos e são vítimas de todo tipo de agressão, especialmente as mulheres. Algumas chegam a ser atacadas com ácido.

Lugares onde as mulheres nascem com o destino traçado, e o destino é o sofrimento: abusos sexuais, estupros, abortos e abandonos de bebês apenas por serem meninas, mutilações e agressões físicas.

Esse é o país chamado de a maior democracia do mundo - com mais de 1,2 bilhão de habitantes -, mas que considera muitas de suas mulheres pessoas não respeitáveis.

Há um ano e meio, um caso bárbaro levou milhares de pessoas a protestar nas ruas das principais cidades da Índia. Ao sair do cinema, na capital Nova Déli, um casal entrou em um ônibus, na frente de um shopping center. Durante a viagem, ele foram espancados por seis homens. Os agressores estupraram a mulher, Jyoti Singh, de 23 anos. Os dois foram jogados do ônibus em movimento e, 13 dias depois, Jyoti morreu.

A sociedade indiana é dividida em castas, grupos em que o filho herda a condição social dos pais. Quanto mais alto na pirâmide, mais direitos a pessoa tem. Mas a maior parcela da população, a base, é formada pelos dalits: os intocáveis. São mais de 160 milhões de pessoas - quase um Brasil inteiro - sem direitos. E dentro das outas castas, os homens têm poderes que elas não têm.

Para mostrar o problema de perto, a jornalista Radha Bedi - uma inglesa de origem indiana - foi até Nova Déli. Radha encontra casos de violência contra os dalits todos os dias.

“Os jornais estão cheios de histórias de violência sexual e estupros: Garota dalit estuprada por gangue; mulher atacada com ácido; 350 estupros em Nova Déli nos quatro primeiros meses desse ano”, ela diz.

As agressões contra as mulheres na Índia começam ainda antes do nascimento e se espalham por todas as classes sociais. Muitas famílias indianas, mesmo as mais ricas, veem o nascimento de uma menina como um desperdício, um problema financeiro. Elas representam gastos com educação, alimentação e, para casar uma filha, é preciso juntar um grande dote, ou seja, dar presentes para a família do marido.

Com esse argumento, o marido e os sogros de Mitu queriam que ela abortasse as filhas gêmeas.
Mitu: Depois do ultrassom que mostrou que eram meninas, eles queriam que eu tirasse os bebês. Pararam de me dar comida.

Radha: Nada para comer?
Mitu: Não. E o meu marido me empurrou das escadas. Eu comecei a sentir dores no abdômen e a ter um corrimento. Então eles me trancaram em um quarto.
Mitu fugiu, teve as duas filhas e se tornou uma ativista contra esse tipo de aborto. “Ultrassons servem para detectar anomalias. Ser mulher não é uma anomalia. Na Índia, esses abortos se tornam uma indústria milionária”, afirma.
Decidir abortar com base no sexo do bebê é crime na Índia, mas a prática é muito comum. Um estudo mostrou que, na última década, quatro milhões de bebês foram abortados apenas por serem do sexo feminino.
E as bebezinhas, muitas vezes, são abandonadas pela família. A Índia inteira conhece um tipo estranho de orfanato: só para meninas.
Radha: Como ela se chama?
Veena: Aradhya. Ela foi jogada no mato.
Radha: Quanto tempo de vida ela tinha?
Veena: Dois dias.
Crescer, para elas, não é garantia de sobrevivência. Foi o caso de Jyoti Singh, estuprada e jogada do ônibus. Para o pai, ela era a esperança da família. “Ela estudava para ser fisioterapeuta. Eram 21h quando ela ficou inconsciente. Eu pus a mão sobre a cabeça dela e ela me beijou. Depois, não abriu mais os olhos e deixou esse mundo”, lamenta.
Radha foi conversar com o advogado da família de Jyoti.
Radha: O que é ser respeitável?
Advogado: Quando você olha para uma pessoa a sente respeito por essa pessoa, ela é respeitável. Se ela fosse respeitável, isso nunca teria acontecido.
Radha: Então o senhor acha que ela foi responsável por ter sido estuprada e morta?
Advogado: Sim. Não dá para dizer que apenas os estupradores foram responsáveis. Ela também foi responsável.

Na Índia, ainda existe mais uma forma de violência recorrente contra as mulheres, uma agressão extrema, selvagem e covarde: 80% dos casos em que as mulheres são atacadas com ácido são cometidos por homens ciumentos que não querem que a mulher e se case com mais ninguém.

Entre 2010 e 2012, foram 225 ataques. Em 2002, tinham sido 496. Houve uma queda, mas ainda assim são números absurdos. As vítimas raramente morrem. Ficam desfiguradas e, muitas vezes, cegas.

Tuba foi atacada quando tinha apenas 14 anos. O rosto dela ficou deformado demais.
Radha: Como isso aconteceu?
Tuba: Eram 5h30. Um grupo de rapazes passou por mim e jogou ácido no meu rosto. Um deles sempre tentou se aproximar de mim, mas eu nunca dei bola para ele.

Pai de Tuba: Dá para notar que a boca dela não abre toda? Ela tem muita dificuldade para se alimentar. Só toma líquidos e precisa usar esses canudos no nariz para poder respirar direito.

Quatro dos homens que atacaram Tuba foram presos e ainda esperam pelo julgamento. “Eu queria que eles também tivessem ácido jogado nos rostos deles, como fizeram comigo”, diz Tuba.

A pena máxima para esse tipo de crime na Índia é de dez anos, mas os julgamentos, muitas vezes, se arrastam por anos e as penas podem ser muito mais leves.

A violência frequente contra as mulheres na Índia chamou a atenção dos órgãos internacionais. A ONU fez uma pesquisa e constatou que 90% das indianas têm medo de sair nas ruas.

“Os homens querem mostrar poder, que estão no controle. E esse comportamento passa de geração para geração. Os meninos tratam mal as irmãs, e vão abusar das jovens e, depois, torturar as esposas. É urgente passarmos a valorizar as mulheres nesse país imediatamente”, afirma Sabrina.

Mas as mulheres indianas começam a se erguer. E os protestos provocados pela morte de Jyoti mostram que já existe um movimento na Índia pela valorização da mulher.

 http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/07/pesquisa-da-onu-aponta-que-90-das-indianas-tem-medo-de-sair-na-rua.html

Papa Francisco recebe pela primeira vez vítimas de padres pedófilos

Pontífice recebeu dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses. Encontro aconteceu na residência privada do Papa no Vaticano.

Papa Francisco fala com fiéis durante a audiência geral desta quarta-feira (9) (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)Papa Francisco fala com fiéis durante a audiência geral em maio no Vaticano
O papa Francisco recebeu pela primeira vez no Vaticano seis vítimas de padres pedófilos, anunciou nesta segunda-feira (7) a assessoria de comunicação da Santa Sé.

O pontífice recebeu dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses que sofreram abusos sexuais de religiosos.

O encontro aconteceu na residência privada de Francisco no Vaticano, a Casa Santa Marta, onde ele mora desde sua eleição como pontífice em março de 2013.

A reunião foi anunciada pelo próprio Francisco no dia 26 de maio, durante o voo que o transportou para Roma após uma viagem ao Oriente Médio.

As vítimas assistiram à missa que o bispo de Roma preside na capela de sua residência e depois aconteceu o encontro privado.

Os nomes das pessoas presentes não serão divulgados, segundo o Vaticano.
Francisco se comprometeu desde o início a lutar contra a pedofilia e criou uma comissão para a proteção da infância, que tem entre seus integrantes uma vítima, a irlandesa Mary Collins.

Apesar dos gestos, as associações de vítimas consideram que a Igreja não está fazendo todo o possível para impedir que padres abusem sexualmente de menores de idade em todo o mundo.

Um grupo de ativistas mexicanos enviou na quinta-feira uma carta ao Papa Francisco na qual pede "decisões estruturais" para acabar com os "padres abusadores".

As vítimas pedem que as boas intenções manifestadas pelo papa virem normas específicas, explicou José Barba, ex-membro dos Legionários de Cristo, de 75 anos.

Barba foi vítima de Marcial Maciel, o falecido fundador da poderosa congregação, protagonista do maior escândalo de pedofilia da instituição, que recebeu durante décadas a proteção de João Paulo II.

 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/papa-recebe-pela-primeira-vez-vitimas-de-padres-pedofilos.html

Polícia tenta identificar responsáveis por torturar e matar PM no RJ

O corpo do sargento Luciano Nepomuceno foi encontrado com marcas de cinco tiros

Nepomuceno foi alvo de pelo menos cinco disparos Reprodução / Rede Record
 
A DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) busca câmeras de segurança em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que possam ajudar a desvendar a identidade dos responsáveis por torturar e matar o policial militar Luciano Nepomuceno, de 37 anos.

O corpo foi encontrado na manhã de sábado (5) em Duque de Caxias, a 30 km de distância de onde ele foi visto pela última vez, na mesma cidade, ao embarcar em um ônibus. O delegado Guilherme Turl acredita que ele foi assaltado e torturado, depois que os criminosos perceberam que a vítima era policial.

— Os criminosos gostam de tomar esse tipo de atitude por ser um policial militar. E por estar com um contracheque e desarmado, se aproveitaram da situação e o executaram.

 http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/policia-tenta-identificar-responsaveis-por-torturar-e-matar-pm-no-rj-07072014

Jean Wyllys, em entrevista: "Sou gay, preto e não vou me calar"

'As pessoas são hipócritas do mesmo jeito que acontece com as drogas' (Bruno Peres/CB/D.A Press)O deputado fala sobre temas polêmicos como preconceito, maconha, Copa do Mundo e manifestações
 
Quando sai de casa, o baiano Jean Wyllys precisa olhar para os dois lados da rua. A luta em prol de algumas causas controversas, como da homossexualidade e da prostituição, lhe valeu bons inimigos. E, da mesma forma, um grau de admiração. Por dia, a assessoria do escritor, professor e atual deputado recebe cerca de mil mensagens. Elogios, congratulações, declarações de amor. Mas, também, ameaças, insultos e ofensas. No gabinete 646, no Anexo IV da Câmara dos Deputados, o ex-BBB, mestre em letras, recebeu o Correio para uma conversa franca sobre preconceito, maconha, Copa do Mundo, manifestações.. Tudo que permeia a dor e a delícia de ser Jean Wyllys.

Podemos falar de assuntos pontuais?
Sim.
Acredita que o debate acerca da legalização da maconha possa avançar?
Está avançando! Muita gente saiu do armário para defender essa questão. São tantos, nesse país, que usam, mas poucos admitem.

Você defende o uso recreativo e medicinal?
Sim! A ideia é torná-la legal. Atualmente, nós temos duas drogas legais, e eu insisto em usar esse termo, porque tabaco e álcool são drogas. A imprensa, e aí eu me incluo porque eu sou jornalista, usa “droga” como sinônimo de droga ilícita. Rivotril, tabaco e alcool são drogas lícitas muito consumidas. A sugestão é incluir a maconha entre elas. Ou seja, todo o regulamento de comércio e consumo passará a valer também para maconha, com as devidas especificidades, como a quantidade permissível de consumo. Quanto ao lado medicinal, defendo que uma mãe que tem um filho com epilepsia, por exemplo, possa recorrer aos benefícios para reduzir os danos e os efeitos da doença. Não defendo a maconha prensada, manipulada. Acho fundamental que um rótulo acompanhe o produto, trazendo os impactos que possam ser gerados pelo uso.

"As pessoas são hipócritas do mesmo jeito que acontece com as drogas"
E o que o motiva a comprar essa briga?
A liberdade individual. Eu posso fazer uso do meu corpo do jeito que eu bem entender! O meu pai teve câncer na língua por causa do uso de tabaco. Desenvolveu e morreu com 57. Meu pai sabia que o cigarro fazia mal a ele. É um direito do cidadão, é a liberdade. Ele foi informado dos males, então ele decide.

Esse conceito de “a escolha é minha” não abre um perigoso preceito de que a pessoa possa fazer uso de qualquer substância? Da maconha à heroína?
Em última instância, abre sim. Mas devemos encarar isso. Existem drogas maléficas que são vendidas em farmácias. Somos uma sociedade drogada, de certa forma. Se não de álcool, tabaco e maconha, temos as tarjas pretas. Enfim, precisamos regulamentar e fomentar outra forma de vida.

Você já consumiu maconha?
Eu já consumi recreativamente. Não tenho problema nenhum em admitir isso. Consumi na época da faculdade, e diria que não consumo, hoje, porque não é legal. Talvez, quando for legalizada e regulamentada, eu volte a usar. Eu consumi na época da faculdade, estava no contexto de liberdade, das contestações universitárias. Mas depois não.

Outro ponto controverso é a sua tentativa de regulamentar a prostituição. Por que o assunto gera tanto incômodo?
As pessoas são hipócritas do mesmo jeito que acontece com as drogas. Existe uma demanda muito alta de pessoas que se utilizam dos serviços das prostitutas, mas ao mesmo querem mantê-las na marginalidade. Isso é surreal.

Você acha bacana a ideia de pensarmos na prostituição como uma opção de carreira profissional?
Eu não acho isso bacana não. As escolhas são de cada pessoa. Nem acho que isso deve ser estimulado. Isso não existe. É loucura achar que a regulamentação de uma profissão vai aumentar o número de prostituas. A profissão de antropólogos foi regulamentada e nem por isso o número de antropólogos aumentou. As pessoas tem uma fantasia muito maluca. E tudo isso é fruto da marginalização da prostituição. Vivemos em uma sociedade que construiu muitos tabus ao redor do sexo. As pessoas não vivem livremente a sua sexualidade, e a ainda querem policiar a alheia. Onde já se viu isso?

Falemos da questão da homossexualidade. Com tanta intolerância e episódios de violência, o sair do armário está se tornando mais arriscado?
Viver com medo é viver pela metade. Não tem armário que esconda. O armário nunca é suficiente, o armário sempre tem um cupim corroendo, o armário sempre é de vidro. É melhor você fazer essa passagem da vergonha para o orgulho. É melhor estar aqui fora, sair dos mistérios dolorosos, para vir para os mistérios gozosos . Eu não questiono a heterossexualidade de ninguém, porque as pessoas tem que questionar a minha homossexualidade? Por que elas tem que achar que eu sou um sujeito menor, que merece menos direitos por causa da maneira que eu amo? Que história é essa?

Você recebe muito ódio, ameaças… Teme por sua integridade física?
Eu temo porque é muita gente maluca no mundo. Esses ódios e preconceitos são muito arraigados nas pessoas… É gente maluca que adoece por conta dessas repressões sexuais, que elas não conseguem lidar… Eu tomo sim os meus cuidados. Mas também não vou sair da cena pública por causa disso. Não vou me calar. Estamos em um processo de transformação e esse processo vai seguir. Independente de mim.

Já apanhou por ser gay?
Desde que eu me entendo por gente, eu sou alvo de ódio, de deboche, da chacota. Uma vez indo para a igreja, um cara veio do nada e me deu um soco. E é claro que ele me deu esse soco porque ele viu que eu era gay pelos meus trejeitos. Discriminação… isso já aconteceu muitas vezes na minha vida. Mesmo hoje aqui, no Congresso. Mas, tenho humor, ironia e deboche para desconstruir os escroques. Eles comem dobrado comigo aqui. Eu me fiz um homem com repertório vasto de conhecimento, e essa é a minha grande arte e arma.

Outro preconceito que você combate é o racismo…
Não sou branco, me considero negro, sempre me afirmei como negro. Mas não posso ser ingênuo de acreditar que eu e uma pessoa de pele preta estamos no mesmo patamar. Uma pessoa de pele preta sofre mais discriminação, é óbvio. Sou absolutamente solidário a causa do movimento negro.

Não é errado dizer “preto”?
“Preto” não tem porque não falar! Acho tão curioso… porque ninguém faz deboche com pessoas que estão em posições superiores? Macho, piadas com brancos, ricos, magros, bonitos. Nunca há. O politicamente correto é sempre evocado para dar freio às lutas das minorias. O desrespeito, na verdade, vem na forma da piada, do insulto.. E aí temos que lembrar de Chico César quando diz: “Respeitem meus cabelos, brancos”. Há uma vírgula ali, um vocativo. Quando o preto fala, o branco cala, ou deixa a sala com o veludo nos tamancos.

João Cabral de Melo Neto, no leito da morte, aceitou que pudesse ter errado… Não corre esse risco?
Não sei dizer, porque eu não estou no leito na morte (risos). Mas eu errei em tantas coisas, eu não quero ser infalível. Eu sou de carne e osso, admito minhas falhas e as minhas arestas. O que eu posso dizer, com segurança é que eu sou uma pessoa boa. Eu não sou uma pessoa má. Não tenho ódio e rancor no meu coração. Não quero mal aos outros. E se eu fizer mal a alguém é para me defender.

Quando foi a última vez que você chorou?
Na morte do Alex (garoto morto pelo pai, que não admitia que a criança tivesse trejeitos afeminados).

Consegue se relacionar, nas horas vagas?
A madrugada é o meu horário de ler, de assistir séries, sou louco por Game of Thrones! Tenho muito pouco tempo para paquerar. A minha situação atual dificulta muito a paquera.

No Congresso, não é possível um flerte?
Pelo amor de Deus! (risos) O Congresso é o lugar muito mais difícil para paquerar. Quando as pessoas me vêem nos corredores, passam correndo. (risos).

Há muitos gays no Congresso?
Tem pessoas no armário, mas nenhum armário fecha totalmente a orientação sexual . E a saída do armário é a decisão de cada um. Eu não posso forçar ninguém a sair do armário. As pessoas tem o seu tempo.

O seu novo livro se chama Tempo bom, tempo ruim. Como você definiria o momento atual?
Peguei essa frase de Caetano Veloso para retratar esse tempo que a gente vive. Temos um amadurecimento da democracia, as manifestações de junho, o rolezinho acontecendo, o funk emergindo como uma força cultural da periferia e da favela, novos ativistas do movimento LGBT, vivemos uma efervescência política e ao mesmo tempo temos um fundamentalismo religioso, temos justiçamento com as próprias mãos, temos um recrudescimento do conservadorismo, um avanço do agronegócio, um capitalismo cada vez mais selvagem … São tempos muito ambivalentes. Estamos vivendo tempos bons e ruins simultaneamente.

Por último, a Copa. Você endossa as críticas de parte da população, contrárias ao Mundial?
Para mim a Copa foi muito bem vinda. A Copa despertou uma parcela expressiva da população brasileira para uma série de questões como, por exemplo, os gastos públicos, o destino dos recursos do orçamento. A Copa nos ajudou a pensar isso. Eu acho que a demanda pela transparência pública aconteceu por causa do Mundial. Nesse sentido, só ganhamos. Exclusivamente nesse sentido.

E no que tange à Fifa?
É muito importante questionar a centralidade e o poder da FIFA. Escutar, do povo: “Que história é essa? Futebol é uma arte e nos pertence! Como você chega aqui e define, em um raio de tantos quilômetros, quem vende, quem não vende, o que pode o que não pode?!”. Vemos como a Rede Globo dá uma trégua na dura crítica ao governo para promover a Copa do Mundo. Eles não podem deixar de promover o evento, pois ganham muito com ele. A Globo vinha batendo no governo, neste governo que trouxe a Fifa, a Copa… Aí, chega um ponto em que a crítica cessa, para não prejudicar os lucros…. Estamos questionando como o futebol é gerido pelos cartolas, pelos conglomerados de comunicação e pelas grande marcas. Endosso todos os questionamentos. Não me meto para dizer se o Neymar joga mal ou joga bem. Mas, sou um amante do meu país e quero transparência.

O “gigante” dormiu?
O gigante nunca dormiu. Quem diz que o gigante dormiu não conhece a história. Nunca ouviu falar da Revolta dos Emboadas, da Guerra dos Mascates, da resistência na ditadura militar… Quem estava desperto, lutando por um país melhor, de formas diversas, continua esperto. Não tem o volume de pessoas que teve em junho (de 2013), mas existem manifestações acontecendo no país inteiro. Garis, metalúrgicos, metroviários, estudantes… Há convulsões em todo lugar. As novas tecnologias da comunicação e da informação transformaram as nossas estruturas cognitivas, a nossa maneira de lidar com o mundo e com as pessoas. É irreversível, não há controle.

Iria para as ruas?
Estou nas ruas há tanto tempo. Estou nas ruas desde o movimento pastoral. Estive nas ruas em um movimento que deu origem aos movimentos de junho, que foram as comissões extraordinárias de direitos humanos. Eu estou nas ruas! Eu sou um deputado que reconheço e obedeço a liturgia do cargo que eu ocupo, mas também sou um ativista. Tenho uma relação intensa com os movimentos sociais e quero mantê-la sempre. Sempre!

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Petição com mais de 300 mil adesões tenta retirar perfil de caçadora do ar

Kendall Jones é conhecida por ser a mulher mais nova a matar o "Big Five", grupo dos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados: rinoceronte, búfalo, elefante, tigre e leão
 (Kendall Jones/Facebook)

Uma jovem caçadora de 19 anos tem causado polêmica no Facebook. A texana Kendall Jones frequentemente realiza grandes caçadas pelas savanas africanas e publica fotos na rede social com os animais abatidos. Grupos de ativistas estão tentando tirar do ar o perfil da garota.

Kendall conseguiu uma legião de seguidores no Facebook, onde publica suas conquistas. Ela é conhecida por ter sido a mulher mais nova a matar o "Big Five", grupo dos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados, entre os 13 e 14 anos: rinoceronte, búfalo, elefante, tigre e leão.
 (Reprodução/Avaaz)

O Facebook já retirou algumas das fotos das caças da jovem do ar por infrigirem regras da comunidade. No entanto, um grupo de ativistas quer ir mais longe. Uma petição online dirigida ao CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, pede que o perfil de Kendall seja completamente deletado da rede social por promover a crueldade animal.
 (Kendall Jones/Facebook)

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Turistas estrangeiros contam o que mais gostaram de conhecer em Brasília

Visitantes estrangeiros aproveitam o Mundial para conhecer a cidade e não economizam elogios à capital. A arquitetura, o urbanismo e a receptividade dos moradores são considerados os pontos altos da visita
Os australianos Douglas e Ingjudith selecionaram Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e a capital federal para visitar: atraídos pela arquitetura de Oscar Niemeyer (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Os australianos Douglas e Ingjudith selecionaram Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e a capital federal para visitar: atraídos pela arquitetura de Oscar Niemeyer

A cidade está movimentada. Em cada ponto de Brasília, é possível encontrar estrangeiros com máquinas fotográficas, mapas e guias turísticos a postos para descobrir as particularidades da capital federal. Turistas do mundo inteiro aproveitam a Copa do Mundo para guardar lembranças da cidade. De acordo com um levantamento prévio da Secretaria de Turismo do DF (veja quadro), entre os dias 12 e 30 de junho, por exemplo, cerca de 6 mil pessoas passaram por dia pela Torre de TV, e outras 2 mil pela Catedral.

Entre as 12 cidades-sede do Mundial, os amigos alemães Christoph Pelzer, 46 anos, e Carsten Raaymann, 44, escolheram Brasília como destino e não se arrependem, mesmo sabendo que na lista de possibilidades estavam o Rio de Janeiro e as praias do Nordeste. “O Brasil é um país muito grande, e é difícil conhecer tudo. Então, quando abriu a venda dos ingressos para os jogos, escolhi Brasília e planejei a viagem. Sempre quis conhecer a capital”, explica Carsten. Eles preferiram concentrar os dias de visita em uma única cidade para entender as particularidade e os aspectos mais interessantes. “Não queríamos vir apenas pelo jogo. Aproveitamos a viagem para compreender a arquitetura moderna de Brasília. Era a combinação perfeita de futebol com turismo”, completa Christoph.

Após uma visita a locais como o Museu da República, os dois descrevem a capital como um lugar especial. “O que mais me chama a atenção é saber como a cidade era há 54 anos e como ela funciona hoje em dia”, comenta Christoph, depois de ler os painéis com informações sobre a história de Brasília. O casal de australianos Douglas Castledine, 65, e Ingjudith Castledine, 64, também reservou na agenda alguns dias para visitar a capital. Eles chegaram para assistir ao jogo entre Argentina e Bélgica e ansiosos para ver de perto os traços arquitetônicos de Niemeyer.

Na manhã de ontem, contrataram uma guia turística para desvendar cada linha do artista e dos projetos de Lucio Costa. Douglas comenta que Brasília se assemelha à sua cidade natal na Austrália, Camberra. “Ela também foi planejada e tem muito espaço aberto. Aqui, me sinto em casa.” Para ele, andar pelas ruas de Brasília é exatamente como havia imaginado. “A falta de chuva era a única coisa que não esperava”, comenta aos risos. Ao final dos cinco dias de visita à capital, eles vão ao Rio de Janeiro para ver a final e, depois, pretendem conhecer Foz do Iguaçu (PR).
Nityanand, Harshit e Bihaag acharam curioso o formato de avião da cidade (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Nityanand, Harshit e Bihaag acharam curioso o formato de avião da cidade

Diversão
Os amigos Bihaag Brahmbhatt, 27 anos, Harshit Brahmbhatt, 24, e Nityanand Harwany, 24, vieram da Índia interessados na noite da capital. Antes de perguntar sobre pontos turísticos, queriam saber onde encontrariam opções para se divertir. Como já conheciam o Brasil, sabiam que a festa estava garantida.

O trio, contudo, se encantou com a receptividade das pessoas e com a beleza arquitetônica de Brasília. “Os traços de Niemeyer parecem legais, e a arquitetura daqui prende o olhar”, descreve Bihaag. Antes da vinda, uma pequena busca na internet deixou os amigos curiosos para conhecer locais como a Ponte JK e o Palácio da Alvorada. Além disso, o fato de o Plano Piloto ter sido construído em um formato de avião chamou a atenção dos amigos.

Além do jogo do último sábado, entre Argentina e Bélgica, os amigos têm assento garantido na final, no Rio de Janeiro. A expectativa é de uma emoção ainda maior que a sentida no Mané Garrincha. “Foi uma experiência incrível que vou guardar na memória”, garante Nityanand.
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Casos de corrupção em doações a campanhas na Europa se tornam recorrentes

 Detenção do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy é o caso mais recente que expõe relações impróprias entre políticos e doadores de campanha em democracias do mundo desenvolvido. Ex-premiê italiano Silvio Berlusconi já foi condenado

Sarkozy (E) recebe no Palácio do Eliseu o ditador líbio, Muamar Kadafi: contribuições para a campanha presidencial de 2007 sob investigação (Eric Feferberg/AFP - 10/12/07)

Sarkozy (E) recebe no Palácio do Eliseu o ditador líbio, Muamar Kadafi: contribuições para a campanha presidencial de 2007 sob investigação

O escândalo envolvendo o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, detido na última semana para depor sobre acusações de corrupção ativa, tráfico de influência e violação de sigilo profissional, chama a atenção para o crescente número de denúncias semelhantes no Velho Continente. De acordo com o relatório anticorrupção de 2014, divulgado em fevereiro pela Comissão Europeia (CE), 76% dos europeus acreditam que a prática é amplamente difundida e 56% pensam que o nível de corrupção no país onde vivem aumentou nos últimos três anos. A crise econômica também estimulou a pressão por governos e processos internos mais transparentes.

“Pensávamos que o mal da corrupção atingisse apenas os países que ainda estavam se estruturando como Estados democráticos, mas um episódio como esse da França mostra que isso não é exclusividade dos países em desenvolvimento”, avalia Rita do Val, coordenadora do curso de relações internacionais da Faculdade Santa Marcelina (Fasm), em São Paulo. Estimativas da CE, braço executivo da União Europeia (UE) indicam que cerca de 120 bilhões de euros são perdidos anualmente em casos de desfalque e desvios.

As duas áreas mais sensíveis são a atividade dos lobbys e o financiamento de campanha, como ocorreu no escândalo que levou a oposição de esquerda espanhola a pedir a renúncia do presidente do governo, Mariano Rajoy. No ano passado, em meio à luta contra a recessão, Rajoy se viu forçado a defender-se de acusações de que o Partido Popular (PP, direita) teria recebido doações ilegais de magnatas da construção que, em troca, teriam fechado valiosos contratos.

Na França, autoridades anticorrupção investigam seis acusações contra Sarkozy. Entre outros pontos, a Justiça busca saber se ele obteve informações sigilosas sobre uma decisão judicial que permitiu a escuta de seus telefonemas. Desde setembro do ano passado, as linhas do político foram grampeadas como parte de uma investigação sobre financiamento ilegal de sua campanha vitoriosa à Presidência, em 2007. O ex-presidente é acusado de ter recebido até 50 milhões de euros (cerca de R$ 151,14 milhões) do então ditador líbio, Muamar Kadafi, morto em 2011 por rebeldes que o derrubaram do poder. As ligações revelaram o interesse de Sarkozy em abafar investigações sobre o caso de Liliane Bettencourt, mulher mais rica da França, que teria sido explorada para doar verbas à campanha da União por um Movimento Popular (UMP, centro-direita), o partido de Sarkozy.

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Matthaus prevê que Alemanha pode aproveitar choro excessivo do Brasil

"Os brasileiros estão muito sensíveis, choraram muito durante a Copa do Mundo. Precisamos observar como vão lidar com essa pressão", disse o ex-jogador ao site da Fifa.

Lotthar Matthaus vê vantagem alemã no lado psicológico (© Getty)
Recordista em participações em Copas do Mundo, tendo participado das edições de 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998 e sendo o capitão do time campeão há 24 anos, Lothar Matthaus confia que a Alemanha pode ser tetracampeã no Brasil e vê um atalho para derrotar os anfitriões na semifinal desta terça-feira: o choro excessivo dos comandados de Luiz Felipe Scolari.

"O Brasil tem a vantagem de jogar em casa, mas isso também pode ser bom para a Alemanha. Os brasileiros estão muito sensíveis, choraram muito durante a Copa do Mundo não apenas por tristeza, mas também por alegria. Estão colocando suas emoções para fora e vemos que existe muita sensibilidade. Precisamos observar como vão lidar com essa pressão", disse o ex-jogador ao site da Fifa.

A maior experiência dos jogadores da Alemanha também é um trunfo. "Eles estão acostumados a grandes atmosferas. Jogam quase todas as semanas em estádios lotados na Bundesliga, que são quase tão grandes quanto os do Brasil. Principalmente os jogadores do Bayern. Em toda partida fora de casa, sentem a pressão e todo o estádio fica contra eles. Agora, a mesma coisa vai acontecer. E a Alemanha tem a vantagem de ter uma equipe forte e a experiência de ter disputado o torneio no passado."

Apesar de tantas vantagens, Matthaus não considera seu país favorito, mas aposta em vitória por 2 a 1 no Mineirão. Independentemente do jogo bonito. "Os jogadores precisam apenas vencer, não importa como. A equipe está funcionando como uma unidade compacta, em boas condições físicas e consegue jogar no mais alto ritmo durante os 90 minutos. Isso pode ser decisivo para triunfar no Mundial", indicou, discordando de quem critica a beleza das atuações germânicas neste ano.

"Não é o mesmo futebol bonito que a Alemanha mostrou nos dois últimos Mundiais, mas Joachim Low também aprendeu algo: não se ganha título jogando bonito. E o objetivo da seleção é vencer a Copa do Mundo no Brasil", defendeu. "Queremos jogar bonito e voltar para casa mais cedo ou queremos estar com a taça nas mãos depois de sete jogos? A resposta é clara: tragam o título para casa. Por isso, não joguem apenas bonito, mas, acima de tudo, pratiquem um futebol vitorioso."

Na visão de Matthaus, os problemas na equipe ocorrem por conta de improvisações na esquerda, tanto na lateral como meia-atacante, e ainda espera ajustes no setor ofensivo, mas defende o treinador lembrando que muitos atletas tiveram problemas físicos que o fizeram, inclusive, escalar o lateral direito Lahm no meio-campo. Mas se mantém confiante no tetra por conta da força psicológico que vê nos compatriotas em campo.

"Não temos a obrigação de ser campeões mundiais, mas queremos e podemos fazer isso. A equipe já chegou muito longe, está entre os quatro melhores e, agora, tudo depende de nuances. A seleção alemã deixou em mim uma impressão de firmeza e estabilidade, está esbanjando autoconfiança", animou-se o melhor jogador do mundo na eleição da Fifa em 1991.

http://esportes.br.msn.com/copa-2014/noticias/matthaus-prev%C3%AA-que-alemanha-pode-aproveitar-choro-excessivo-do-brasil-1

Piloto impede co-piloto de retornar à cabine em pleno voo

A companhia aérea Air New Zealand suspendeu dois pilotos depois que durante um voo o piloto impediu o co-piloto de retornar ao seu posto devido a tensões entre os dois homens, indicou a empresa neste domingo.

O voo que saiu de Perth (Austrália) com direção a Auckland (Nova Zelândia) no dia 21 de maio foi atrasado porque o co-piloto foi submetido a um teste aleatório de drogas e álcool, indicou a companhia.

"Este atraso irritou o piloto", explicou à AFP o responsável pela segurança da Air New Zealand, Errol Burtenshaw.

Durante o voo, o co-piloto fez um intervalo e foi tomar o café junto com outro membro da tripulação. Mas quando quis retornar à cabine o piloto não respondeu aos seus chamados para que abrisse a porta.

"O capitão não respondeu aos seus apelos e não abriu a porta porque se aproximava de um ponto de notificação, e via em seu monitor um membro da tripulação chamando, e não o co-piloto", acrescentou Errol Burtenshaw.

A companhia aérea investigou este incidente em pleno voo que provocou por alguns momentos o medo da tripulação.

A Air New Zeland enviou suas conclusões às autoridades de aviação e suspendeu o piloto durante duas semanas e o co-piloto durante uma semana.

Os dois homens receberam uma formação adicional e ajuda psicológica para ajudá-los a gerir este tipo de tensões.

 https://br.noticias.yahoo.com/piloto-impede-co-piloto-retornar-%C3%A0-cabine-pleno-120953933--finance.html

Investigador é morto a tiros de fuzil próximo à sua residência

O investigador da Delegacia Sede de Praia Grande, Evandir Pedro de Alcântara, morreu, no início da noite deste domingo, após ter sido baleado com tiros de fuzil, próximo à sua residência.

O atirador estaria em um carro preto ou prata, quando o policial foi surpreendido ao passar de carro pela Rua Otacília da Luz Brasil, no Jardim Anhanguera. A PM foi acionada para ir ao local, após o recebimento de uma denúncia anônima. O policial já estaria morto quando as equipes da PM chegaram ao local.

Após o crime, um veículo foi encontrado em chamas na Área Continental de São Vicente. Tudo indica que seria o mesmo usado para execução.

O caso foi registrado na Delegacia Sede de Praia Grande. Até a publicação desta matéria, as viaturas da PM e da Polícia Civil ainda tentavam identificar e capturar os criminosos. O investigador atuava há mais de 28 anos.


http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/investigador-%C3%A9-morto-a-tiros-de-fuzil-pr%C3%B3ximo-%C3%A0-sua-resid%C3%AAncia-1.390985
 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Presidente da Bolívia revela que curou doença bebendo urina

 Morales disse que os médicos bolivianos devem combinar os novos recursos com a medicina ancestral, ainda muito utilizada nas zonas indígenas e pobres do país

'Quando algum médico dizia: 'tome urina, é bom', eu me curava com urina, tomando urina, esse era o meu remédio, sou dessa família', diz Evo Morales (Marvin Recinos/AFP photo)
"Quando algum médico dizia: 'tome urina, é bom', eu me curava com urina, tomando urina, esse era o meu remédio, sou dessa família", diz Evo Morales

La Paz -
O presidente da Bolívia, Evo Morales, um indígena aimara que nasceu e cresceu nos Andes, revelou nesta quarta-feira (2/7) que costumava beber a própria urina para se curar de doenças.

"Me criei no campo na base da 'lampaya' e da 'wira-wira' para curar a tosse e, lamento muito dizer, também bebi urina. Quando algum médico dizia: 'tome urina, é bom', eu me curava com urina, tomando urina, esse era o meu remédio, sou dessa família", confessou Morales em um ato público na região de Cochabamba para entregar equipamentos médicos modernos. A "lampaya" e o "wira-wira" são plantas medicinais utilizadas para tratamento de tosse, resfriado e reumatismo.

Durante o ato, Morales disse que os médicos bolivianos devem combinar os novos recursos com a medicina ancestral, ainda muito utilizada nas zonas indígenas e pobres do país. "Meu pedido, com muito respeito: é preciso combinar a medicina tradicional com a científica", disse Morales aos médicos que receberam os novos equipamentos.
 
 http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2014/07/02/interna_mundo,435678/presidente-da-bolivia-revela-que-curou-doenca-bebendo-urina.shtml
 

Câmara aprova pensão vitalícia de R$ 4.390 para a atleta Lais Souza

Ela sofreu um grave acidente nos Estados Unidos, durante treinamento para as Olimpíadas de Inverno da Rússia, e perdeu os movimentos do pescoço para baixo.


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2/7) um projeto que concede pensão especial, mensal e vitalícia para a atleta olímpica Lais Souza, que, em janeiro, sofreu um grave acidente em Salt Lake City, nos Estados Unidos, durante treinamento para as Olimpíadas de Inverno da Rússia. Lais teve um deslocamento entre a terceira e quarta vértebras e perdeu os movimentos do pescoço para baixo.

De autoria dos deputados Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Rubens Bueno (PPS-PR), o projeto de lei aprovado em plenário estabelece o pagamento mensal a Lais de uma pensão de R$ 4.390,24, valor máximo pago pela Previdência Social. Os deputados fixaram, no entanto, que o benefício não poderá ser transmitido aos herdeiros da atleta. O texto terá que ser votado no Senado antes de seguir para sanção presidencial.

Na avaliação da relatora do projeto na Comissão de Seguridade Social e Família, deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), "é justo que o país honre os esforços dessa atleta, que representaria o Brasil". "São inúmeros os obstáculos que a pessoa enfrenta a cada dia", afirmou a parlamentar, que é cadeirante.

De acordo com os autores da proposta, Lais vem de uma família humilde de Ribeirão Preto (SP), que não teria condições financeiras de arcar com as despesas decorrentes de tratamento médico. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem feito campanhas para arrecadar recursos para o tratamento da jovem, que participou das Olimpíadas de Atenas, em 2004, na modalidade Ginástica Olímpica. Em 2013, ela começou a treinar esqui aéreo.
 
 http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,12/2014/07/02/interna_brasil,435680/camara-aprova-pensao-vitalicia-de-r-4-390-para-a-atleta-lais-souza.shtml
 
 

Homens armados roubam alunos no campus da USP

Dois homens armados invadiram o principal campus da Universidade de São Paulo (USP), a Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste de São Paulo, e assaltaram um grupo de universitários, por volta das 19h20 de quarta-feira.

De acordo com a Guarda Universitária, os assaltantes entraram no campus em duas motos vermelhas. Eles se encaminharam, então, ao grêmio da Escola Politécnica e anunciaram o assalto a um grupo de alunos. A Guarda não soube informar quantos estudantes foram assaltados, mas a estimativa é de que ao menos 20 pessoas estivessem no local no momento do assalto.

Em meio ao assalto, um aluno foi agredido com uma coronhada pelos assaltantes e precisou ser encaminhado ao Hospital Universitário. O estado de saúde da vítima não foi informado. Os ladrões fugiram levando objetos dos universitários.

Estadão Conteúdo

Medida eleva salário de agente da Polícia Federal para R$ 9.075

Boa notícia para quem pretende participar do concurso que será realizado pela Polícia Federal para o preenchimento de 600 vagas de agente. Nesta semana, o governo publicou em diário oficial medida provisória que reestrutura a carreira e concede reajuste salarial para a categoria. A revisão é de 15,8%, a ser pago até janeiro de 2015.

Com isto, a remuneração inicial, que até então era de R$ 7.887,33, incluindo salário de R$ 7.514,33 e auxílio-alimentação de R$ 373, passa a ser de R$ 9.075,20, já com o complemento, com jornada de 40 horas semanais.

Além disso, os servidores contam com melhorias durante a carreira. Já com o auxílio-alimentação, os novos valores passam a ser de R$ 9.505,61 na segunda classe, R$ 11.338,77 na primeira e R$ 14.129,63 na classe especial.

Para concorrer ao cargo, cujo edital está previsto para ser publicado ainda em julho, é necessário possuir curso de nível superior em qualquer área, além de carteira de habilitação a partir da categoria “B“. O processo está em fase de contratação da organizadora, que pode ser definida no decorrer da próxima semana.

A seleção deve abranger todos os estados. Porém, segundo responsáveis pela divisão de concursos, o edital deverá contar com algumas regiões consideradas prioritárias. A expectativa é de que sejam mantidas as indicadas no último concurso, de 2012,que foram Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima.

A aplicação das provas está prevista para ocorrer em setembro, com início da convocação   dos aprovados no começo de 2015.

Atribuições

Entre as atividades do cargo estão executar investigações e operações policiais na prevenção e na repressão a ilícitos penais, dirigir veículos policiais, cumprir metas de segurança orgânica e desempenhar outras atividades de natureza policial e administrativa.

Último concurso

O último concurso para o cargo ocorreu em 2012, com oferta de 500 vagas. A organizadora foi o Cespe/UnB e a seleção contou com duas fases. A primeira foi composta de provas objetivas, exames discursivos, testes de aptidão física e avaliações médica e psicológica. Na segunda, os candidatos foram submetidos a um curso de formação profissional.

O conteúdo programático contou com temas sobre língua portuguesa, noções de informática, atualidades, raciocínio lógico, noções de administração, noções de economia, noções de contabilidade, noções de direito penal, noções de direito processual penal, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional e legislação específica.

De A Tribuna On-line

quarta-feira, 2 de julho de 2014

"Não foi um pum", diz torcedor empurrado por Bruna Marquezine


Raymer diz que só queria fazer um vídeo da emoção de Marquezine após a vitória do Brasil


  • Raymer diz que só queria fazer um vídeo da emoção de Marquezine após a vitória do Brasil
Empresário em Belém do Pará, Raymer Monteiro virou celebridade de um dia para o outro. Ou melhor, logo após a dramática classificação do Brasil para as quartas de final da Copa do Mundo no sábado (28), em Belo Horizonte. Ele é o rapaz que aparece no vídeo irritando Bruna Marquezine na comemoração do trunfo da seleção brasileira. "Não, eu não soltei um pum na cara dela. Não foi um pum. Ela estava com a mão na boca, chorando e eu fiquei na frente. A Bruna me empurrou porque eu estava a atrapalhando", contou Raymer para UOL nesta segunda-feira.

O vídeo que virou alvo de brincadeiras e se espalhou rapidamente pela internet não tirou o bom humor do paraense. Muito pelo contrário. "Ri muito com toda essa brincadeira porque foi natural, nada planejado. Estava filmando a torcida e ela apareceu no quadro chorando, segurando a boca. Não foi de propósito. Quando ela percebeu que eu estava filmando, me pediu para parar e como eu não parei, ela me empurrou. Mas encarei na boa o safanão".
Raymer que sentou bem perto de Bruna e de Rafaella, irmã de Neymar, revelou que as duas choraram bastante com o pênalti convertido pelo jogador brasileiro e com a comemoração dos brasileiros. "Ela e todo mundo que estava ali, né? Foi muita emoção", disse o empresário, que já tem ingresso para dois dos três futuros jogos do time brasileiro. "Estou no Rio, em São Conrado,agora descansando, mas já tenho ingresso para as quartas de final, em Fortaleza, e para a semifinal em Belo Horizonte. Se o Brasil for à final, eu quero ir no Maracanã. Estou correndo atrás do ingresso".

Apesar de ter levado um empurrão de Bruna, Raymer só tem elogios para a atriz. "Ela é simpática, simples e muito linda. Mais linda pessoalmente do que no vídeo", confessou o empresário que não esperava mesmo a repercussão gigantesca do vídeo.
"As imagens estavam no meu celular e aí um amigo passou para uma rede de amigos. Uma pessoa, que eu nem sei quem foi, colocou na internet e deu nisso. Segundo um amigo já tem mais de 200 mil acessos em três dias. Estou chocado", explicou Raymer que foi motivo de muitas gozações por parte de amigos e familiares não só pelo vídeo como o visual bem  "estranho".
"Está todo mundo me sacaneando pela barba grande. É promessa! Desde dezembro não faço a barba e só vou raspar, tirar ela todo, caso o Brasil ganhe a Copa do Mundo", entregou o empresário.
 http://celebridades.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/30/nao-foi-um-pum-diz-torcedor-empurrado-por-bruna-marquezine.htm

Loucos por futebol, os iraquianos acompanham a Copa apesar das bombas

Iraquianos acompanham Argélia e Alemanha, pelas oitavas da Copa, em Bagdá

  • Iraquianos acompanham Argélia e Alemanha, pelas oitavas da Copa, em Bagdá
No Facebook Café de Bagdá, com o olhar vidrado na televisão e aspirando com avidez seu narguilê na tarde de domingo, Raad Abdel Hussein está tão preocupado com "sua" seleção, Holanda, quanto com a ameaça de uma bomba.

"O futebol nos une", explica este motorista de ônibus de 30 anos, que todos os dias vai ao mesmo café para acompanhar as partidas com seus amigos. "Para nós, é a única maneira de escapar das preocupações, das tensões e do medo do desconhecido", acrescenta.

"A qualquer momento um carro ou uma bomba pode explodir, ou alguém pode entrar no café com um colete de explosivos", prossegue, enquanto observa com preocupação a Holanda em desvantagem no placar contra o México pelas oitavas de final. A seleção laranja consegue reverter uma situação dramática nos minutos finais e vence por 2 a 1.

O Mundial do Brasil é disputado no momento em que o Iraque, assolado há vários meses por uma espiral de violência, sofre uma forte ofensiva jihadista. A partir de 9 de junho, insurgentes liderados por combatentes do Estado Islâmico (EI), junto com tribos sunitas aliadas e ex-oficiais do Exército do regime deposto de Saddam Hussein, começaram a tomar o controle de parte do território diante de forças de segurança incapazes de conter seu avanço.

De acordo com dados oficiais, cerca de 2.000 pessoas morreram em todo o país em junho, e mais de um milhão tiveram que fugir de suas casas neste ano.

Mas até a convocação de um porta-voz do Estado Islâmico para que os jihadistas "marchassem" para a capital iraquiana não dissuadiu os habitantes de Bagdá de acompanhar os jogos da Copa do Mundo.

'Futebol é vida'

Os cafés, as mesquitas, os mercados e outros lugares que reúnem um grande número de pessoas são particularmente perigosos por serem considerados com frequência alvos de ataques com bombas, inclusive antes da ofensiva jihadista.

Pelo menos 50 estabelecimentos foram atacados com bombas em seis meses no ano passado. Autoridades de segurança iraquianas chegaram a organizar um seminário para ajudar os proprietários de cafés a localizar e deter os autores de tentativas de atentados.

Mas "o ambiente (da Copa) é melhor fora de casa", explica Osama Salem, um vendedor de 31 anos. "A Copa do Mundo é realizada a cada quatro anos. O que vamos fazer? Vamos ficar sentados em casa e ignoramos a Copa por medo?".

"Se Deus quiser, este suplício vai acabar", acrescenta Salem, concluindo: "Se chegar a hora de morrer, vou morrer, independentemente de onde estiver".

Em um país profundamente dividido, o futebol é um dos escassos vetores de unidade. Um momento marcante ganhou destaque no mundo inteiro em 2007, quando a seleção nacional conquistou a Copa da Ásia liderada pelo treinador brasileiro Jorvan Vieira, em pleno conflito religioso entre xiitas e sunitas que deixou dezenas de milhares de mortos. "O futebol é vida para os iraquianos", diz entusiasmado Ali Hussein, de 21 anos, funcionário do Facebook Café.

"Nós lembramos de 2007, quando todos foram para a rua, sunitas, xiitas, curdos... Todos estavam apoiando a equipe", acrescenta. "E se o Iraque se classificar para o próximo Mundial, talvez isso possa nos unir outra vez".

 http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/01/loucos-por-futebol-os-iraquianos-acompanham-a-copa-apesar-das-bombas.htm

Chineses a caminho da Lua

Se você ainda tinha dúvidas de que os chineses estão falando sério em promover a colonização da Lua, escute esta: eles acabaram de realizar um teste de 105 dias de um protótipo do sistema de suporte de vida de sua primeira base lunar.
Maquete da futura base lunar chinesa (Crédito: CNSA/Divulgação)
Maquete da futura base lunar chinesa divulgada pela agência espacial chinesa

Três voluntários — um homem e duas mulheres — foram trancafiados durante pouco mais de três meses num habitat de 160 metros quadrados montado na Universidade de Pequim. O experimento foi concluído no dia 20 de maio, e agora os chineses confirmam que tudo transcorreu conforme suas expectativas.

Pode parecer uma coisa pouco sofisticada, considerando que astronautas e cosmonautas passam meses e meses “trancafiados” na Estação Espacial Internacional (ISS) desde 2000. Mas este caso é bem diferente. O sistema chinês, apropriadamente batizado de Lunar Palace 1 (acredite se quiser, mas o Palace é um acrônimo para Permanente Astrobase Life-support Artificial Closed Ecosystem), é fechado. O que isso quer dizer? Em essência, que o ar e a água são reciclados por mecanismos internos, e a “tripulação” também produz seus próprios alimentos localmente.

Nesse sentido, é um sistema muito mais sofisticado que o da ISS, onde ar, água e alimentos são constantemente reabastecidos a partir da Terra para a manutenção da habitabilidade. A ideia é que o habitat chinês, composto por três módulos, seja autossustentável.

AGORA VAI?
Em essência, a ideia se parece muito com a da Biosfera-2, imensa instalação construída no Arizona que tinha a mesma ambição, com a diferença de que no projeto americano tudo que tinha para dar errado deu. No caso chinês, pelo menos nos 105 dias de duração do experimento, aparentemente tudo correu bem.

Dos três módulos, dois são dedicados ao cultivo. É dessas plantas, iluminadas artificialmente, que veio a maior parte da alimentação dos tripulantes. Como fonte adicional de proteína, os chineses também cultivavam… minhocas. Yuck! Mas quem experimentou diz que elas têm gosto de batata frita. Será? Seja qual for o sabor, dizem que elas são uma ótima fonte de proteínas.

Voluntários chineses completam estadia de 105 dias no Lunar Palace 1
Voluntários concluem estadia de 105 dias no Lunar Palace 1. Comeram minhocas, mas parecem felizes!

A produção interna respondeu por 55% do total consumido. Os 45% restantes foram abastecidos de fora e consistiam predominantemente em carne, segundo a CMSE, Engenharia Espacial Tripulada da China.

O oxigênio era produzido pelas próprias plantas, e a água era inteiramente reciclada. Fezes viraram adubo. E por aí foi. Com o sucesso inicial, a ideia é ir sofisticando o sistema para testes em ambiente espacial — primeiro em órbita terrestre e, futuramente, na Lua.

DE OLHO NA LUA
O programa de exploração lunar chinês continua nos trilhos. O primeiro jipe robótico deles, o Yutu, chegou ao solo do nosso satélite natural em dezembro do ano passado e até agora ainda funciona — embora tenha se tornado uma espécie de “morto-vivo” após o primeiro mês de operações, quando seus sistemas móveis pifaram. Sem poder ir de um lugar a outro, acabou se tornando meio inútil para exploração. Virou basicamente um teste de resistência de seus componentes individuais.

A China já planeja um segundo jipe do mesmo tipo para o ano que vem e a missão seguinte — Chang’e-5 — deve realizar um retorno de amostras, antes de 2020. O Mensageiro Sideral deu uma olhada no diagrama da espaçonave projetada para a missão e é de arrepiar — parece um modelo em miniatura dos módulos lunares do Projeto Apollo, que levaram os americanos à Lua entre 1969 e 1972!

Está cada vez mais claro que os chineses têm um plano consistente e metódico para se estabelecer na Lua, possivelmente antes que vejamos o fim da década de 2020. A essa altura é muito improvável que os primeiros exploradores a caminhar sobre o solo lunar no século 21 não sejam mesmo taikonautas.

 http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/07/02/chineses-a-caminho-da-lua/


O insulto à Fifa ajuda ou prejudica o presidente do Uruguai?


Foram apenas dez palavras que o presidente uruguaio José Mujica usou para insultar os dirigentes da Fifa. Mas elas ecoaram pelo mundo, colocando em uma situação peculiar um presidente atípico em si mesmo.

"A Fifa é um bando de velhos filhos da p…", afirmou Mujica a um jornalista que chegava com a seleção uruguaia ao aeroporto de Montevidéu na noite de domingo, após a eliminação na Copa do Mundo.

O mandatário expressava sua indignação com a pena imposta pela entidade ao goleador uruguaio Luis Suárez por morder um rival italiano. Ele foi suspenso por nove partidas e afastado por quatro meses do futebol – proibido até de ir a estádios.

"Podiam tê-lo sancionado, mas não com sanções fascistas", disse Mujica.

A entrevista dele circulou em veículos de imprensa e redes sociais na segunda-feira, mesmo dia em que Suárez se desculpou pela mordida em Giorgio Chiellini.

Futebol e política formam uma mistura que costuma causar problemas ou benefícios a governantes da região. Agora que Mujica recorreu a essa combinação a pergunta é: quais efeitos ela terá para ele?

Gols a favor

A suspensão de Suárez comoveu o Uruguai, um país com uma população de apenas 3,3 milhões – cuja paixão pelo futebol ajudou o país a forjar uma identidade nacional e se destacar internacionalmente.

Suárez é considerado o principal atacante uruguaio, e sua mordida em Chiellini dividiu a torcida no país. Mas o castigo imposto pela Fifa pareceu gerar rapidamente um consenso sobre a ideia de que teria sido excessivo.

Houve "certa sensação de que o Uruguai foi um pouco vítima de uma conspiração", disse Adolfo Garcé, pesquisador de ciência política da Universidade da República (Udelar) em Montevidéu.

"Tem sido muito difícil encontrar no Uruguai nos últimos dias posições moderadas", disse ele à BBC Mundo. "A maioria das pessoas reagiu como Mujica".

Ficar sintonizado com os sentimentos da maioria do povo é sempre um desafio para um presidente. Se o uruguaio conseguiu fazer isso, talvez sua imagem tenha se beneficiado pelo que falou – talvez essa tenha sido sua intenção desde o início.

Mas, após lançar o insulto, Mujica fez um gesto de arrependimento – ainda que tenha dito que não se incomodava quando o jornalista perguntou a ele se podia difundir sua declaração.

Neste ano há eleições no Uruguai. Apesar de a Constituição impedir a reeleição de Mujica, a coalisão de esquerda da qual ele faz parte enfrenta o desafio de continuar no poder frente a uma oposição renovada.

O candidato governista é o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010).

Daniel Chasquetti, professor do Instituto de Ciência Política na Universidade Udelar, afirmou não acreditar que exista uma estratégia por trás do que Mujica disse. “Todos o entendem porque todos gostam de futebol”.

A imagem e a credibilidade da Fifa foram prejudicadas por uma série de denúncias de corrupção e enfrentar uma entidade nessas condições poderia ser favorável à Mujica – cujo estilo de vida austero rendeu simpatizantes em todo o mundo.

"Para um país pequeno como o Uruguai, a ideia de ter um inimigo externo que queira te pressionar dá muito resultado”, disse Chasquetti. “É um inimigo quase perfeito".

Gols contra

Mujica também criou uma imagem internacional de moderação, que lhe rendeu comparações com o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela.

Mas essa imagem baseada em sua defesa da democracia após três anos de prisão durante um governo militar (1973-1985) ou da legalização da maconha como alternativa à guerra contra as drogas pode ter sido manchada com essa polêmica.

Marcelo Coutinho, um professor da Universidade federal do Rio de Janeiro, especialista em América latina, lembrou que esta foi a terceira vez que Suárez foi suspenso por morder um adversário.

"Quando um presidente, usando palavrões, critica um castigo a um comportamento recorrente e errado como o desse atleta, demonstra uma atitude antiética e gera uma imagem negativa, que não é compatível com a que ele vinha demonstrando de moderação e liderança moderna", afirmou.

Algumas declarações de Mujica como presidente já geraram polêmica antes, como quando insultou a presidente Cristina Kirchner em uma entrevista sem saber que era gravado: "Esta velha é pior que o vesgo (Néstor Kirchner)". Mas tarde ele pediu desculpas.

A oposição voltou a criticar Mujica, afirmando que as palavras usadas por ele são incompatíveis com a figura de um presidente.

Porém, segundo pesquisas recentes Mujica mantém níveis de popularidade acima de 50% no último ano e suas palavras contra a Fifa foram apoiadas por figuras moderadas da esquerda uruguaia.
 
 http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2014/07/01/o-insulto-a-fifa-ajuda-ou-prejudica-o-presidente-do-uruguai.htm

Gerente do Habib´s joga óleo quente em casal em São Paulo

Queimaduras no corpo de Lígia. (Foto: Reprodução / Facebook)Queimaduras no corpo de Lígia. (Foto: Reprodução / Facebook)

Um casal prestou queixa na Polícia Civil contra o gerente de uma unidade da rede Habib´s, em São Paulo. O homem jogou óleo quente de cozinha sobre os dois durante uma discussão na rua Teodoro Sampaio, na região da Vila Madalena, Zona Oeste da capital.

Queimaduras no corpo de Lígia. (Foto: Reprodução / Facebook)Queimaduras no corpo de Lígia. (Foto: Reprodução / Facebook)Lígia Ferreira Tatto, de 18 anos, e Lucas Oliveira Lopes, de 20, sofreram queimaduras e registraram boletim de ocorrência por lesão corporal no 14º Distrito Policial.

O casal acompanhava com amigos a vitória do Brasil sobre o Chile na Copa do Mundo e depois decidiu jantar no restaurante. Ao pagar a conta, a jovem não encontrou sua bolsa e pediu ao gerente para disponibilizar as imagens das câmeras de segurança na tentativa de descobrir se havia entrado ou não com a bolsa no local, originando a briga.

Em entrevista ao G1, o gerente Sérgio Mendes Teles, de 33 anos, admitiu a agressão e pediu desculpas ao casal. Ele afirmou que tentou se defender do jovem após a discussão.

Uma cinegrafista amadora filmou o momento em que a Polícia Militar chegou ao local para atender à ocorrência. Nas imagens, Lígia e Lucas aparecem com rostos e braços cobertos por óleo, enquanto o gerente é mantido próximo pelos policiais. Questionado pela autora do vídeo, o acusado pela agressão se manteve em silêncio.

Testemunhas afirmaram ao G1 que o Sérgio Mendes saiu da unidade com um garfo na mão enquanto colocava os dois jovens para fora. Logo depois, funcionários pediram que os demais clientes deixassem o local e fecharam o restaurante para evitar agressões ao gerente.

Empresa se defende
A assessoria de imprensa do Habib´s divulgou uma nota informando que investigará o incidente e que afastou o funcionário até o fim do inquérito.

“Sobre o ocorrido, a Rede Habib´s informa que está apurando os fatos com os funcionários da loja franqueada e com os clientes envolvidos para tomar as providências cabíveis.

Independente da apuração, a rede está prestando toda assistência à cliente. O funcionário envolvido foi afastado e assim permanecerá até a conclusão da averiguação.

O Habib’s reforça seu compromisso com a segurança nas lojas da rede, item prioritário no treinamento de seus colaboradores, e repudia todo tipo de violência física ou moral realizada por qualquer pessoa, seja funcionário ou cliente, e por qualquer que seja o motivo.

O Habib’s informa que se trata de um caso isolado, sem precedentes em sua história, e que não condiz com o padrão de atendimento de suas lojas. Por isso, está empenhado em esclarecer essa questão com prioridade, sempre dando aos clientes todo o atendimento necessário”
 
 https://br.noticias.yahoo.com/gerente-do-habib%C2%B4s-joga-%C3%B3leo-quente-em-casal-em-s%C3%A3o-paulo-223711051.html

Dirceu será transferido e terá trabalho fora da prisão

 Estadão Conteúdo/ Arquivo

A juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal, determinou no final da tarde desta terça-feira, dia 1º, a transferência imediata do ex-ministro José Dirceu do complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, para um estabelecimento prisional que abriga detentos autorizados a trabalhar fora da cadeia, também no DF.

No despacho, a juíza afirma que a oferta de emprego a Dirceu já foi devidamente analisada pela seção psicossocial da VEP e que o Ministério Público deu parecer favorável à proposta. Dirceu foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do processo do mensalão.

O ex-ministro vai trabalhar no escritório do advogado José Gerardo Grossi e receberá um salário mensal de R$ 2,1 mil. O presidente do STF, Joaquim Barbosa, havia recusado um pedido de Dirceu para trabalhar nesse escritório.

Segundo o ministro, a oferta de trabalho seria, na verdade, uma arranjo entre amigos. Na semana passada, entretanto, o plenário do Supremo derrubou a decisão e autorizou o petista a trabalhar no escritório de Grossi.

https://br.noticias.yahoo.com/dirceu-ser%C3%A1-transferido-ter%C3%A1-trabalho-fora-pris%C3%A3o-212500859.html

Messi e companheiros criticam gramado da Arena Corinthians: 'Seco e duro'

'O campo não é uma desculpa, mas é a realidade, ele não estava ajudando', disse o craque

Messi foi um dos jogadores da Argentina que criticaram o gramado (© Getty)
Os argentinos estavam exaustos após a vitória por 1 a 0 sobre a Suíça nesta terça-feira, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O cansaço não se deu apenas pelo fato de o jogo ter começado às 13h (de Brasília) e a necessidade de se disputar a prorrogação, como também por conta da condição do gramado da Arena Corinthians. É isso o que falaram alguns jogadores da equipe alviceleste.

"O campo não é uma desculpa, mas é a realidade, ele não estava ajudando. O campo estava seco, duro, e isso sempre favorece quem está defendendo, porque o jogo fica mais lento", declarou Lionel Messi.
Javier Mascherano seguiu a mesma linha e afirmou também que o campo estava "lento". Já Frederico Fernández, ao ser questionado sobre o cansaço da equipe, apontou o "calor e o gramado pesado" como motivos.
A Argentina bateu a seleção suíça com um gol de Ángel Di María aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. Agora, a equipe sul-americana espera pelo vencedor entre Bélgica e Estados Unidos para conhecer seu adversário nas quartas de final.

 http://esportes.br.msn.com/copa-2014/noticias/messi-e-companheiros-criticam-gramado-da-arena-corinthians-seco-e-duro

Usuários criam petição contra encerramento de rede social

Após o anúncio de que o Orkut sairá do ar até 30 de setembro, internautas brasileiros decidiram mexer os pauzinhos para que a rede, que até 2011 era considerada a mais popular do País, continue no ar. Inconformados com a notícia, usuários criaram uma petição no site Avaaz contra o término do serviço. Até a publicação desta reportagem, já tinham sido colhidas mais de 61 mil assinaturas.

A principal reivindicação dos usuários é que o Google mantenha as inesquecíveis comunidades do Orkut no ar. Apesar do fim do serviço, a empresa garantiu, na última segunda-feira, que estes dados ainda estarão disponíveis na web, porém não será possível publicar mais conteúdos nelas.

A repercussão do encerramento do serviço também tornou-se um dos assuntos mais falados do Twitter. A hashtag #RIPOrkut, fazendo uma alusão à morte da rede, ficou em primeiro lugar nos Trending Toppics, os assuntos mais comentados dentro do microblog.
 
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Em documento, usuários recolhem assinaturas para pedir ao Google que não encerre a rede social
Na avaliação da jornalista e doutora em Comunicação, Ana Brambilla, o encerramento do Orkut não irá desencadear a descontinuação de outras redes sociais.

“É importante lembrar que o Orkut encerra as atividades em função de uma aposta de negócio do Google, que é o Google Plus. Certamente, se o G+ não existisse, o Orkut seguiria ativo até que a empresa encontrasse outra solução. No fundo, tudo se trata de negócios. Se o Twitter, o Facebook (aí dentro, o Instagram) e o Linkedin não forem mais rentáveis, provavelmente serão descontinuados e, talvez, substituídos por soluções novas das mesmas empresas”, explica.

A especialista faz ainda uma avaliação do serviço, que, apesar de há muito tempo estar no limbo das redes sociais, deixará saudades para muitos usuários.

“O Orkut alfabetizou digitalmente muita gente no Brasil. Como a primeira rede social adotada massivamente, criou hábitos digitais que depois se replicaram noutras plataformas digitais. Na base de todo esse legado está o desenvolvimento de uma consciência de colaboração, ou seja, o público entendeu, a partir do Orkut, que o meio digital tem um forte potencial de disseminar uma informação, fazendo com que qualquer pessoa tenha poder de fala”.

Migração de contas
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Mas, ainda que o objetivo empresarial seja uma migração do perfil do Orkut para o Google Plus, é prematuro garantir que o fim do serviço trará novos usuários para a caçula entre as redes sociais.

“Creio que a maior parcela de migrantes do Orkut ao Google Plus já aconteceu quando o Google integrou as contas. Pode ser que aumente a quantidade de usuários no G+, mas as características dessa plataforma são muito diferentes. Se tivesse que apostar num destino de migração, talvez esses órfãos do Orkut agora migrem para o Facebook, repetindo o processo de adoção tardia e superpovoamento de uma rede”.

Desde 2008, quando o serviço gerido por Mark Zuckerberg ganhou sua versão em português, ele ocupa a primeira posição entre as redes sociais mais visitadas do País. “A presença de marcas de maneira oficial e bastante separada dos perfis de indivíduos também ajudou a incorporar esse universo, sobretudo porque muitas marcas promoviam ações promocionais, com premiações e interações lúdicas, o que atrai de maneira inegável a atenção da massa”, comenta a jornalista.

Enquanto o Orkut dá seus últimos suspiros, quem ainda tem uma conta ativa na rede social terá até setembro para exportar dados, como fotos, scraps e depoimentos, via Google Takeout, ferramenta que permite aos internautas que transfiram dados de uma contra para outra. Os usuários também poderão converter seus perfis do Orkut em contas da rede Google+, criada em 2011.

http://www.atribuna.com.br/cidades/usu%C3%A1rios-criam-peti%C3%A7%C3%A3o-contra-encerramento-de-rede-social-1.389873