sexta-feira, 15 de abril de 2016

Impeachment Os deputados que foram contra impeachment de Collor e agora votam pela saída de Dilma

Dos 513 deputados que compõem a Câmara atual, 27 vão participar da votação do impeachment de um presidente brasileiro pela segunda vez.
Em 1992, eles votaram no processo de impedimento do ex-presidente Fernando Collor. Pouco mais de 23 anos depois, participam novamente do mesmo processo, agora contra a presidente Dilma Rousseff. 
                                                                                                           
Dilma Rousseff
Mas apenas dois deputados, Nelson Marquezelli (PTB-SP) e Átila Leal (PSD-AM), têm um passado diferente dos demais.
Do grupo dos 27, Marquezelli e Leal foram os únicos a votar contra o impeachment de Collor.
Fernando Collor de Mello
Mas, em entrevista à BBC Brasil, eles confirmaram a intenção de, neste domingo, votar a favor da saída de Dilma. 

Fernando Collor de Mello Os dois têm opiniões distintas em relação a alguns pontos, como a responsabilidade da petista nas chamadas "pedaladas fiscais", principal argumento para o pedido de impeachment. 


No entanto, concordam em outros, sendo o principal a "inocência" do ex-presidente Collor.
A BBC Brasil ouviu os dois deputados para saber por que eles mudaram de opinião sobre o impeachment:

Nelson Marquezelli (PTB-SP)
"Votei contra o impeachment do ex-presidente Collor porque, na ocasião, era líder do partido. E o partido fazia parte da base de apoio do governo. Hoje, já não sou mais líder. E o nosso líder (o deputado federal Jovair Arantes) foi relator (do parecer que recomenda) a aceitação do pedido de
impeachment. Decidi, portanto, acompanhar a decisão dele. Em outras palavras, sempre fui coerente .

Dilma vive hoje problemas parecidos com os de Collor. Uma crise política sem tamanho e uma economia claudicante. Mas, diferentemente de Collor, as denúncias contra Dilma não se restringem a ela, mas ao partido. O esquema de corrupção é muito mais amplo. 

Nelson Marquezelli
Acredito na inocência do Collor ( apesar de impedido, o ex-presidente foi absolvido pelo STF por 'falta de provas' ). Mas ele foi vítima de um cenário político desfavorável. E, por isso, sofreu o impeachment. Defendi muito a política que Collor estava implantando para o país . Toda a parte positiva do governo dele, como a abertura da economia. 

Não me arrependo de ter votado contra o impeachment de Collor . 

Prova disso são meus eleitores. Fui reeleito outras seis vezes.
Decidi votar a favor do impeachment de Dilma porque a palavra final não cabe à Câmara dos Deputados, mas ao Senado . Não podemos fechar os olhos ao clamor população. É preciso que seja feita uma investigação. 

Pessoalmente, não sou a favor da saída da presidente. Não vejo nenhum crime nas chamadas 'pedaladas fiscais'. Mas sou a favor, sim, da admissibilidade do processo . Em outras palavras, da possibilidade da votação desse assunto no plenário da casa."

                                                                                     Átila Lins (PSD-AM)
Átila Lins
"Há muitas semelhanças no processo de impeachment de Collor e de Dilma. Ambos têm um caráter político forte. 

Mas os crimes ligados ao governo Dilma são de muito maior gravidade. 

Collor cometeu pequenos deslizes que hoje seriam resolvidos em um juizado de pequenas causas . 

Os ingredientes hoje são muito piores. Dilma perdeu completamente as condições de governar . O povo quer a saída dela. 

Votei contra o impeachment de Collor porque decidi acatar a posição do partido. Naquela ocasião, todos cumpriram a orientação partidária. Mastive prejuízos políticos incalculáveis e fiquei queimado perante a opinião pública . Não pude disputar eleições majoritárias. Fiz vista grossa à manifestação popular.Arrependo-me das consequências da minha decisão . 

Em 2016, não tenho o direito de cometer o mesmo deslize que cometi no passado. Além disso, não tenho mais a orientação contrária do partido. O meu partido se manifestou a favor do impeachment. 

A indicação do partido é um item sinalizador, mas não é determinante. Foi para mim lá trás. Mas era imaturo e estava no meu primeiro mandato como deputado federal. Hoje, mesmo que o PSD se manifestasse contra o impeachment, eu votaria contra Dilma. 

Não quero ficar na contramão da história. Quero me reconciliar com o povo do meu Estado e comigo mesmo." 

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/impeachment/os-deputados-que-foram-contra-impeachment-de-collor-e-agora-votam-pela-saida-de-dilma,5eef033c116e3e0de6ca442474fabe67i9rnjf0y.html

Inscrições para o Enem serão abertas no dia 9 de maio

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 serão abertas às 10h do dia 9 de maio e terminarão às 23h59 do dia 20 do mesmo mês. As provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. A taxa de inscrição será de R$ 68, valor maior que os R$ 63 cobrados no último exame. As datas foram anunciadas nesta quinta-feira (14), pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante

Foto: iStock
Uma das novidades deste ano é que o estudante poderá pagar a taxa de inscrição em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios. Até o ano passado, a inscrição era paga apenas nas agências do Banco do Brasil. A taxa pode ser quitada até o dia 25 de maio, às 21h59. Para aumentar a segurança e evitar fraudes, nesta edição de 2016 será colhida a impressão digital dos candidatos.

A coleta poderá ocorrer no primeiro ou no segundo dia da aplicação do exame. “É uma das fraudes que identificamos, um fazer a prova pelo outro. É fraude zero”, disse Mercadante. 

A partir do Enem de 2016, os estudantes isentos de pagar a taxa de inscrição que não compareceram às provas em 2015, sem justificar a ausência, perdem a isenção. A regra havia sido anunciada no ano passado e publicada em portaria. 

O ministro Aloizio Mercadante disse que a expectativa é que não haja um crescimento expressivo no número de inscritos em relação ao ano passado. A estimativa para esse ano, segundo Mercadante, é de cerca de 8 milhões de inscritos. “Vamos fazer um esforço de divulgação muito grande para chegar a 8 milhões de participantes e divulgar o aplicativo Hora do Enem”, disse. 

http://noticias.terra.com.br/educacao/enem/inscricoes-para-o-enem-serao-abertas-dia-9-de-maio,d3974afa06c403d4ef87c13a7dd8e761t7n2a8pr.html

MST quer bloquear estradas em todo País no domingo

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) planeja bloquear rodovias federais e estaduais em todas as regiões do Brasil no domingo (17), para protestar contra a impunidade em casos de assassinato de camponeses e lembrar os 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás (PA). Na data, é comemorado o Dia Internacional de Luta Camponesa. 

Na semana passada, dois integrantes do MST foram mortos em confronto com a Polícia Militar do Paraná. Eles faziam parte de um acampamento que fica em uma propriedade da empresa de celulose Araupel, no município de Quedas do Iguaçu. As circunstâncias das mortes ainda não foram esclarecidas e a Polícia Federal investiga o caso.
Brasília - Antônio Pereira, coordenador nacional do MST, disse que no domingo, Dia Internacional de Luta Camponesa, o movimento planeja bloquear rodovias em todo país, em protesto contra a impunidade no campo
Brasília - Antônio Pereira, coordenador nacional do MST, disse que no domingo, Dia Internacional de Luta Camponesa, o movimento planeja bloquear rodovias em todo país, em protesto contra a impunidade no campo
Foto: Agência Brasil
Antônio Pereira, coordenador nacional do MST que encontra-se em Brasília para a mobilização contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, afirmou que o movimento planeja bloquear o maior número possível de rodovias, em protesto contra a impunidade no campo. “É para lembrar os 19 mortos [em Eldorado dos Carajás] e clamar também por justiça. Essa é uma dívida que o Brasil tem com os camponeses.” 

Em 17 de abril de 1996, 19 trabalhadores sem terra que participavam do bloqueio de uma estrada próxima ao município de Eldorado dos Carajás foram mortos a tiros em uma operação da Polícia Militar do Pará. 

http://noticias.terra.com.br/brasil/violencia-no-campo-mst-quer-bloquear-estradas-em-todo-pais-no-domingo,8bf25790d83b06ba5a94ef639ba92becke2a5y9v.html

Quem é Fachin, um ministro entre o impeachment e Dilma?

                                        Quem é Fachin, um ministro entre o impeachment e Dilma?
    Segura esse forninho: Fachin terá de desagradar alguém em breve... mas quem?
Quando a presidente Dilma Rousseff indicou o jurista gaúcho Luiz Edson Fachin para o STF, em meados do ano passado, foi aplaudida pela esquerda por escolher alguém “progressista”. Também foi severamente criticada pela oposição, que enxergou em Fachin muito mais um militante do PT, ligado à CUT e ao MST e eleitor declarado de Dilma, do que um magistrado capaz de tomar decisões isentas. Menos de um ano depois, Fachin é odiado pelos petistas e cortejado pelos opositores devido a suas posições sobre o impeachment. 
  
O humor do governo e do PT em relação a Fachin azedou, quando o agora ministro do STF foi sorteado para ser o relator da ação em que o PCdoB, partido aliado a Dilma, questionava o rito proposto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para a tramitação do pedido de impeachment protocolado pelos juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior. 

Fachin surpreendeu os governistas ao contrariar os principais pontos da consulta dos comunistas: para ele, a eleição de uma chapa de oposição para a comissão especial da Câmara era legítima; os deputados poderiam escolhê-la pelo voto secreto; e o Senado tinha a obrigação de acatar a decisão da Câmara e dar prosseguimento aos trabalhos. Foi o bastante para que seus antigos admiradores o vissem como um novo Joaquim Barbosa (de quem, aliás, herdou a vaga). Indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e festejado como o primeiro ministro negro da corte, Barbosa foi o algoz dos petistas no mensalão. 

É verdade que a maioria dos ministros do STF não seguiu seu voto, e o PCdoB conseguiu uma vitória significativa, ao zerar o processo e obrigar Cunha a aceitar apenas uma chapa, indicada pelos líderes partidários; a promover uma votação aberta; e a dar liberdade para o Senado decidir, por maioria simples, acata o pedido encaminhado pelos deputados ou não. 

Tira-teima
Agora, Fachin partirá para o tira-teima: por sorteio eletrônico, foi escolhido para analisar o mandado de segurança apresentado pelo governo, com o objetivo de anular todo o processo de impeachment. Elaborado pela Advocacia Geral da União (AGU), comandada pelo ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o documento alega que o processo inteiro foi viciado, servindo apenas para satisfazer o desejo de vingança de Cunha, que culpa Dilma por cair nas garras da Lava Jato. 

Seu parecer será a referência para seus colegas de corte decidam o futuro do impeachment e, por tabela, o de Dilma. Se se posicionar contra o mandado de segurança, será visto para sempre como um traidor pelos petistas, mesmo que o restante do STF o contrarie e enterre o processo. Se votar a favor da anulação, será visto como o homem que traiu os interesses da maioria dos brasileiros (até onde as pesquisas mostram), que defendem a queda da presidente. Por qual dos lados, Fachin preferirá ser chamado de Judas? 

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/impeachment/quem-e-fachin-um-ministro-entre-o-impeachment-e-a-presidente-dilma,de3bb11dfcbae186aa7e6426095c3daa70octenx.html

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Diário do Impeachment: apelar ao STF até domingo é a última cartada de Dilma

Crise suprema: se Dilma apelar ao STF para se manter no cargo, causará um tremendo choque entre os 3 Poderes (Reuters/Ricardo Moraes)
 SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff pode recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar seu impeachment antes mesmo de o plenário da Câmara se pronunciar. A votação está prevista para começar às 14h deste domingo (17), mas observadores não descartam que Dilma apele para a Justiça nos próximos dias, se pressentir que perderá a briga. O problema é que isso não representaria apenas a tão temida judicialização do impeachment. Além de colocar o Supremo numa tremenda saia-justa, a presidente simplesmente poderia não gostar da resposta.

Grosso modo, há duas formas de Dilma apelar ao STF para se salvar. A menos polêmica (se é que se pode dizer assim) é contestar procedimentos adotados pela Câmara para conduzir a votação. Um dos pontos mais estratégicos é a ordem de votação. Em 1992, o então presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro, optou pela ordem alfabética para a chamada nominal dos deputados. Agora, seu sucessor, Eduardo Cunha, quer adotar a ordem por Estados, começando pelos do Sul, onde o apoio ao impeachment é forte.
  O objetivo seria convencer os indecisos de que o impedimento de Dilma passará por uma diferença razoável e, portanto, não compensa ficar ao seu lado. O governo pode, por exemplo, alegar no STF que a ordem escolhida por Cunha induz o voto dos parlamentares e, portanto, não é válida. Isso paralisaria o processo até que a corte se pronunciasse.
Outro modo de Dilma recorrer à Justiça é contestar o próprio mérito da acusação de que cometeu crime de responsabilidade. Seria o caminho mais radical e, portanto, com maior potencial de aprofundar a crise institucional vivida pelo país. Isto porque o STF seria instado a se posicionar contra ou a favor do Poder Legislativo.

Qualquer que seja a estratégia escolhida pela presidente representaria uma grave interferência de um poder sobre outro. Ou seja: criaria um baita mal estar em Brasília. Há, ainda, a possibilidade nada desprezível de o tiro sair pela culatra: ao ser envolvido nessa trama rococó, o STF pode simplesmente dizer que Dilma não tem razão. Seria a desmoralização final do governo. E aí? A presidente vai encarar?

Veja, a seguir, o que foi destaque no processo de impeachment nesta terça-feira (12):

Bateu... – A presidente Dilma Rousseff aproveitou um evento no Palácio do Planalto para atacar duramente seu vice, Michel Temer, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a quem acusou de “chefes do golpe”, mesmo sem citá-los nominalmente. "Vivemos tempos estranhos, de golpe, farsa e traição", afirmou a presidente.
... Levou - O presidente interino do PMDB, senador Romero Jucá (RR), rebateu os ataques feitos por Dilma a Temer e afirmou lamentar que a presidente "esteja perdendo a serenidade" e "tentando culpar outras pessoas pelos desacertos do seu próprio governo".
Tropa de choque - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, disse que os ministros do PMDB que têm mandato de deputado vão se licenciar dos cargos e retornar à Câmara para votar, no plenário, contra a abertura do processo de impeachment. A votação está prevista para ocorrer no próximo domingo (17).
Puxando a fila 1 - A bancada do PP na Câmara decidiu apoiar o impeachment. O líder do partido na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PB), disse que encaminhará favoravelmente à abertura de processo no plenário.
Puxando a fila 2 – Ao desembarcar do governo Dilma, o PP pode ter aberto a porteira para o PSD e o PR. A avaliação é do deputado Pauderney Avelino, líder do DEM na Câmara. Em entrevista a O Financista, o parlamentar afirmou que a oposição já conta com os 342 votos necessários para a aprovar o impeachment.
Puxando a fila 3 - Deputados do PSD devem se reunir na quarta-feira para liberar em definitivo sua bancada para a votação do impeachment, após mal-estar causado pelo posicionamento contrário ao processo durante a votação na comissão especial que tratava do tema.
Assombração – Mesmo ferido pela Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal líder do PT e padrinho político de Dilma, continua sendo um fantasma no calcanhar da oposição. O ex-presidenciável do PV (Partido Verde) Eduardo Jorge acredita que Lula teria seu fiel eleitorado ao seu lado e que apenas uma derrota nas urnas poderia decretar o fim da vida política do ex-metalúrgico.
Contagem regressiva 1 – Os líderes dos partidos na Câmara marcaram para as 14h do próximo domingo (17), o início da votação do impeachment.
Contagem regressiva 2 – Pelas contas do presidente da Casa, Eduardo Cunha, o resultado deve ser conhecido por volta das 21h.
Espera - O governo está trabalhando para atrasar a votação do impeachment esperada para domingo (17). A informação é do colunista Lauro Jardim do jornal O Globo. No outro lado, a oposição luta para manter a decisão nesta data.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/di%C3%A1rio-do-impeachment-apelar-ao-stf-at%C3%A9-domingo-%C3%A9-a-%C3%BAltima-cartada-de-dilma/ar-BBrGBiq?li=AAggXC1

'Estou preparado para governar o País', diz Michel Temer à Cantanhêde

Temer afirma que 'não sabe usar o celular'; por isso, áudio vazou

O vice-presidente Michel Temer concedeu uma entrevista exclusiva à jornalista Eliane Cantanhêde, exibida pela Globo News na noite desta terça-feira (12). Ele disse que, em caso de impeachment de Dilma Rousseff, se sente pronto para assumir a Presidência da República.

"Se o destino me levar para essa função [de presidente] — e mais uma vez eu digo que temos de aguardar os acontecimentos —, estarei preparado", ressaltou.
"O que pauta minha vida pública é o diálogo. Não sou capaz individualmente de resolver os problemas. Mas por meio do diálogo, coletivamente, nós tiraremos o País da crise."
Temer enumera os cargos que já assumiu, como a presidência da Câmara dos Deputados, ocupada por ele três vezes.
No caso de o impeachment não passar, Temer disse que não vai renunciar ao cargo de vice-presidente, uma "função institucional" segundo ele. "Eu não tenho nada a temer; mas estou tranquilo."

Sobre o áudio que vazou, Temer justificou que planejava enviar o discurso a seu amigo, o professor Gaudêncio Torquato, que o havia aconselhado a fazer um discurso em caso de ter que assumir a Presidência.

Segundo Cantanhêde, o vice-presidente afirmou que "não sabe mexer com o celular e, na hora de mandar por WhatsApp, foi para o grupo errado".

http://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/estou-preparado-para-governar-o-pa%C3%ADs-diz-michel-temer-%C3%A0-cantanh%C3%AAde/ar-BBrGLsB?li=AAggXC1


PRB 'fecha questão' por impeachment e seus 22 deputados votarão contra Dilma

Enquanto todos os holofotes da imprensa e do governo se preocupavam com a decisão do PP pela permanência ou não na base aliada, o PRB, de Celso Russomano, que reúne 22 deputados federais, decidiu por unanimidade pela defesa do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Decisão do partido de Celso Russomano enfraquece base da presidente Dilma
Decisão do partido de Celso Russomano enfraquece base da presidente Dilma
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBCBrasil.com
A informação foi dada por deputados do partido à BBC Brasil logo após a reunião e confirmada pela liderança do PRB na Câmara dos Deputados. O termo "fechar questão" indica que os deputados que não seguirem a decisão do partido receberão punições, incluindo expulsão da legenda. 

Em reunião conduzida pelo pastor da Igreja Universal e presidente do partido, Marcio Ribeiro, o PRB decidiu que todos os seus membros são obrigados a apoiar o afastamento da presidente. 

Com a decisão, 9 deputados que se apresentavam com posição indefinida - e eram disputados, um a um, pelo governo petista - passaram a engrossar o coro dos que pedem o afastamento. Entre eles, está o cantor Sérgio Reis (PP), também filiado à legenda. 

"O partido tem um corpo técnico e jurídico muito consistente", disse o deputado Lindomar Garçon à BBC Brasil - que até esta terça-feira se apresentava como "voto indefinido".
"Estava esperando a decisão do partido. Eles leram todo o parecer da comissão (especial de impeachment) e recomendaram o afastamento."

'Indefinidos'

Para que o processo de impeachment tenha prosseguimento no Congresso, são necessários 342 votos a favor do impedimento. Se o número for alcançado, a pauta segue para votação entre os senadores. Se não, a presidente é mantida no cargo. 

Já o PP anunciou, após longa reunião a portas fechadas, que apoiará o impeachment de Dilma, mas não fechará questão - o que indica que alguns deputados da legenda ainda apoiarão a presidente. 

No total, 20 deputados do PP ainda se apresentavam como "indefinidos" sobre o impeachment até a reunião. Outros cinco deputados - Adail Carneiro (CE), Aguinaldo Ribeiro (PB), Nelson Meurer (PR), Ricardo Barros (PR) e Roberto Britto (BA) haviam anunciado que votarão contra o impedimento de Dilma Rousseff. 

Procurada, a liderança do partido não confirma se eles mantiveram ou mudaram de posição. 

http://noticias.terra.com.br/brasil/prb-fecha-questao-por-impeachment-e-seus-22-deputados-votarao-contra-dilma,c3efc0ab2760a3aaa01fa9e6e7afabaffcksblwa.html

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Janot muda recomendação e pede para STF anular posse de Lula

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário à nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff por entender que houve desvio de finalidade na nomeação.

Em seu parecer, Janot menciona a interceptação telefônica de uma conversa entre Lula e Dilma, na qual a presidente diz ao antecessor que lhe enviará o termo de posse no ministério para ser usado "em caso de necessidade", como indício desse desvio.


Lula é investigado pela operação Lava Jato e esse diálogo gerou interpretações de que Dilma estaria lhe enviando o termo de posse para que o usasse para evitar uma eventual prisão, já que como ministro ele passaria a ter prerrogativa de foro junto ao STF, o que o tiraria da alçada do juiz Sérgio Moro, que cuida dos processos da Lava Jato na primeira instância.

"O momento da nomeação, a inesperada antecipação da posse e a circunstância muito incomum de remessa de um termo de posse não havida à sua residência reforçam a percepção de desvio de finalidade", escreveu Janot em seu parecer.

O documento foi enviado pelo procurador-geral no âmbito de mandado de segurança impetrado pelo PPS contra a posse de Lula.

O relator deste processo no Supremo, ministro Gilmar Mendes, deu decisão liminar suspendendo a nomeação de Lula, e o caso deverá ser analisado pelo plenário da corte.

Mendes já liberou o processo para pauta do plenário, mas ainda não foi definida uma data para julgamento.

"A nomeação e a posse apressadas do ex-presidente teriam (como de fato tiveram) como efeitos concretos e imediatos a interrupção das investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal no primeiro grau de jurisdição e a remessa das respectivas peças de informação ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República", escreveu Janot

Embora Mendes tenha determinado, em sua decisão liminar, que as investigações contra Lula voltassem para Moro, na Justiça Federal do Paraná, o ministro Teori Zavascki determinou posteriormente, ao julgar outra ação, que todas as investigações sobre Lula fossem encaminhadas ao STF, uma vez que pessoas com prerrogativa de foro apareceram nas conversas telefônicas interceptadas.

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/janot-muda-recomendacao-e-pede-para-stf-anular-posse-de-lula,4958be1c231bf107b322e8758f27ac9eetaulqip.html

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Mulher é suspeita de ter esfaqueado médico de famosos no Leblon



Uma mulher, de 22 anos, e seu namorado, de 24, foram presos, neste domingo (3), suspeitos de terem esfaqueado um médico na Rua Ataulfo de Paiva, no Leblon (RJ), na última sexta-feira (1).

De acordo com a 14ª Delegacia de Polícia, Bianca Nery Fares e Lucas Silveira da Costa teriam agredido o endocrinologista Fabiano M. Serfaty com um objeto pontiagudo, depois que o médico teria ajudado a mulher, que estava sentada em um banco na esquina com a Rua General Urquiza chorando. Há a suspeita de que Lucas tenha atacado o médico por ciúmes.

De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de estabelecimentos comerciais próximos mostram que Lucas corre atrás da vítima juntamente com Bianca. Enquanto o rapaz dá socos no médico, é a jovem que retira um objeto do bolso e atinge a vítima.

No entanto, ainda não se sabe o que motivou o crime, uma vez que a dupla ainda não foi ouvida pela delegada.

Foi expedido contra eles um mandado de prisão preventiva de 30 dias e eles devem ser transferidos para um presídio na segunda-feira. O casal vai responder por tentativa de homicídio qualificado.

De acordo com o boletim de saúde do médico, internado no Hospital Samaritano, ele teria sido atingido no pulmão e se encontrava com quadro estável.

Segundo o Extra, Fabiano M. Serfaty já tratou de atrizes como Fernanda Paes Leme e da jornalista Fernanda Thedim.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/mulher-%C3%A9-suspeita-de-ter-esfaqueado-m%C3%A9dico-de-famosos-no-leblon/ar-BBriIoJ?li=AAggNbi


Lula vira alvo da Lava Jato, agora oficialmente

Em sua 24ª fase, a operação faz buscas no Instituto Lula, na casa do ex-presidente e o leva para depor 

Luiz Inácio Lula da Silva 
Lula em evento da CUT em Belo Horizonte, em agosto: defesa fala em ação ilegal e MPF nega intuito político  

O cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vinha sendo montado nos últimos meses, chegou nesta sexta-feira 4 ao seu ponto máximo, com a deflagração da 24ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Aletheia, em referência a uma expressão grega que significa "busca da verdade".

Cerca de 200 policiais federais e 30 auditores da Receita Federal cumpriram 44 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de condução coercitiva, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação inclui buscas em cinco municípios paulistas: Guarujá, Diadema, Santo André, Manduri e Atibaia.

Entre os principais alvos da operação estão o Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, e a casa do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP). Lula foi alvo de um mandado de condução coercitiva, quando o investigado é obrigado a depor, e foi ouvido pela PF no aeroporto de Congonhas.

Instituto Lula critica "arbitrariedade" e vai ao STF
A defesa de Lula havia obtido um habeas corpus impedindo que ele fosse alvo de condução coercitiva, mas a decisão valia apenas para o estado de São Paulo. A operação desta sexta foi deflagrada sob as ordens do juiz Sergio Moro, de Curitiba, que centraliza as investigações da Lava Jato que não envolvem figuras com foro privilegiado.

Em nota, o Instituto Lula afirma que a condução coercitiva contra o ex-presidente, bem como a quebra do sigilo bancário e fiscal do instituto e da empresa LILS Palestras, pertencente a Lula, e do próprio ex-presidente, não são justificadas, uma vez que Lula vem colaborando com as investigações e já entregou seus sigilos bancários e fiscal, bem como os de suas empresas, às autoridades.
Para o instituto Lula, o "único resultado da violência desencadeada" nesta sexta-feira pela Força Tarefa da Operação Lava Jato "é submeter o ex-presidente a um constrangimento público".
Lula
Apoiador de Lula, ferido, exibe a mão ensanguentada após confronto em frente à casa de Lula, em São Bernardo do Campo (SP)
Nesta sexta, a defesa de Lula ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal na qual solicita a suspensão da Lava Jato. Os advogados do ex-presidente alegam que há duas investigações concomitantes sobre Lula, uma em São Paulo e outra em Curitiba, o que viola as normas legais.

Assim, pediram na semana passada que o STF defina quem tem a prerrogativa de investigar Lula e tinham a expectativa de que tanto o Ministério Público Federal no Paraná quanto o Ministério Público estadual de São Paulo aguardassem a manifestação da ministra Rosa Weber, responsável pelo pedido no Supremo. Para a defesa de Lula, assim, a ação desta sexta é ilegal e afronta o STF.

As acusações contra Lula
Em entrevista coletiva na manhã desta sexta, delegados da Polícia Federal e procuradores do MPF rechaçaram a acusação de que a ação tenha cunho político. Segundo eles, a operação foi feita agora para preservar a ordem e garantir a segurança dos investigados por conta de manifestações política pró e contra Lula.

A alegada intenção não serviu para muita coisa. Houve confronto entre manifestantes pró e contra Lula na manhã desta sexta-feira em frente à casa do ex-presidente.

Estão sendo apurados na Operação Aletheia, segundo o MPF, possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobras. A suspeita dos investigadores é que Lula teria recebido dinheiro sujo por meio de pagamentos dissimulados feitos pelo pecuarista José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht.

Os pagamentos teriam ocorrido, dizem os investigadores, por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex no Guarujá e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora. Também são apurados pagamentos ao ex-presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras.

A intenção da Polícia Federal e do Ministério Público Federal de enquadrar Lula havia ficado clara no fim de janeiro, quando foi deflagrada a 22ª fase da Operação Lava Jato, nomeada de Triplo X, uma referência ao triplex no Condomínio Solaris, no Guarujá, que teria sido usado para repassar propina obtida em contratos com a Petrobras. 

http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/lula-vira-alvo-da-lava-jato-agora-oficialmente?ref=yfp
 

Lula usa hotel em Brasília como 'QG da crise'


Alvo da Lava Jato e impedido de pisar no Planalto, ex-presidente recebe ali ministros e dirigentes de partidos 

Menos de sete quilômetros separam o Palácio do Planalto do hotel onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito articulações políticas desde que teve a nomeação suspensa para a Casa Civil. Alvo da Operação Lava Jato e impedido de pisar no Planalto, Lula recebeu ali, nos últimos dias, ministros e dirigentes de partidos, além de deputados e senadores da fraturada base de sustentação do governo no Congresso. "Nunca pensei que a situação estivesse tão crítica", disse ele, numa referência às "demandas represadas" dos aliados. "Estamos comendo o pão que o diabo amassou".
Lula é ministro? Site criado recentemente responde a pergunta em tempo real
Reprodução de Internet
Lula é ministro? Site criado recentemente responde a pergunta em tempo real
A suíte do hotel onde Lula costuma se hospedar, em Brasília, foi transformada em uma espécie de quartel-general do "Fica Dilma". O hotel é o mesmo onde morava o senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS), que ali foi preso pela PF, acusado de atrapalhar a Lava Jato.

Vez por outra Lula sai do gabinete de crise improvisado e se reúne com interlocutores em local reservado. Na quarta-feira, por exemplo, ele foi ao apartamento do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e acertou a permanência de Helder Barbalho na Secretaria dos Portos, mesmo após o PMDB ter anunciado o divórcio do governo. Helder é filho de Jader.

Na quinta, antes de voltar para São Paulo, acometido por forte gripe, o ex-presidente se encontrou com o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que foi ministro da Integração no governo Dilma Rousseff. Partido do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em 2014, o PSB passou para a oposição, sob o argumento de que Dilma "perdeu a credibilidade e a capacidade de governar".

Ainda assim, Lula tenta "pescar" votos avulsos naquela seara. Pela sua contabilidade, o PSB poderia contribuir com "uns seis ou sete votos" de um total de 31. Já o PMDB, mesmo rachado, teria "potencial" para dar a Dilma cerca de 35 dos 68 votos da bancada.

Se depender de Lula, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), deve sair da equipe. Dilma resiste porque Kátia é sua amiga, mas ele avalia que a ministra não tem como conseguir apoio para a presidente. Numa das reuniões, petistas lembraram que o filho de Kátia, o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), já votou contra o Planalto.
Novos tempos
Nas conversas para convencer aliados, Lula diz que, vencido o impeachment, Dilma está disposta a "refundar" o governo e a mudar a cara da administração. Foi dele a ideia de dialogar com todas as forças políticas, incluindo a oposição, liderada pelo PSDB, para tentar um "pacto nacional".

Na avaliação de Lula, porém, Dilma precisa lançar com urgência medidas para pôr "dinheiro na mão do pobre". Ele chegou a se irritar com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para quem essas iniciativas já estão em andamento. "Então vocês precisam se comunicar melhor porque, se eu não sei, ninguém sabe", retrucou Lula.

Em outra frente, emissários do ex-presidente também procuraram, nos últimos dias, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pediram ajuda para enfrentar a crise. O governo diz estar preocupado com o acirramento dos ânimos e o clima de intolerância que tomou conta do País.

"Não podemos deixar o Brasil se fragmentar em nome de uma disputa política. Precisamos conviver com a diversidade de forma pacífica", afirmou o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva.

Durante muitos dias, Lula também tentou um acordo com o vice-presidente Michel Temer, antes do encontro do PMDB que selou o rompimento com o governo. Levou um chá de cadeira e, quando finalmente conseguiu falar com Temer, fracassou na missão. "A presidente nunca quis me ouvir", disse-lhe o vice.

No 4º andar do Planalto, um acima de Dilma, o gabinete da Casa Civil - até 16 de março ocupado pelo ministro Jaques Wagner - foi esvaziado para receber Lula. Até agora, porém, está fechado. Virou "ponto turístico" de servidores, que querem saber quando o ex-presidente vai ocupá-lo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-04-03/lula-usa-hotel-em-brasilia-como-qg-da-crise.html

 

Posto de gasolina e presente misterioso: assim começou o escândalo do governo

Em março de 2014 a polícia federal investigou uma casa de câmbio no posto dando início à operação Lava Jato


Protestos contra o governo federal já levaram milhões de pessoas às ruas nos últimos meses. O imenso escândalo de corrupção que sitia o governo brasileiro nasceu quase por azar, em um posto de gasolina. E prosseguiu com um presente caro que deixou os investigadores intrigados.
Dilma com o vice-presidente Temer e os ministros Aloísio Mercadante e Nelson Barbosa
Agência Brasil
Dilma com o vice-presidente Temer e os ministros Aloísio Mercadante e Nelson Barbosa
O Posto da Torre ocupa um grande espaço comercial no centro de Brasília e tem, além de 16 bombas de combustível, um minimercado, um café e uma lavanderia. Quando a Polícia Federal chegou ali há dois anos, havia também uma casa de câmbio onde suspeitava-se que ocorria lavagem de dinheiro. 

A operação policial foi batizada de Lava Jato, ainda que no local não houvesse um serviço de limpeza de carros. O nome passou a ser usado para todo o caso de corrupção que envolve a Petrobrás e levou para atrás das grades políticos e empresários poderosos e fez do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um alvo de investigação. Com mais de 90 condenações realizadas até agora e cerca de R$ 2,7 bilhões recuperados pelos investigadores, é considerado o maior escândalo do gênero na história do país.

O terremoto político desatado pode custar caro à presidente Dilma Rousseff, que tem índices de popularidade baixíssimos e enfrenta uma ação da oposição para encerrar seu mandado com um processo de impeachmente no Congresso e outro no Tribunal Superior Eleitoral.

Lavagem de dinheiro
Ex-presidente Lula está sendo investigado na Operação Lava Jato. Era difícil prever todo este cenário quando os agentes chegaram àquele posto de gasolina em 17 de março de 2014. "Ninguém imaginava que a Lava Jato ia se tornar o que é hoje", disse um policial federal que, desde o início, está próximo das investigações feitas a partir de Curitiba, no Paraná. "Era algo pequeno que só fez crescer desde então. "O posto em Brasília entrou na mira dos investigadores depois que começaram a ser monitoradas as comunicações telefônicas de seu dono, Carlos Chater, em julho de 2013. Haviam chegado a ele ao averiguar supostos delitos de lavagem de dinheiro vinculados ao ex-deputado José Jatene, que, até sua morte, em 2010, tinha negócios no Paraná.

Organizações criminosas
Fiscais brasileiros tiveram trabalho para entender por completo o esquema de corrupçãoA supeita era que Chater atuava como doleiro, nome dado no mundo do crime a operadores ilegais do mercado de câmbio que criam uma espécie de sistema bancário oculto usado por indivíduos e organizações para ocultar e lavar dinheiro sujo.

Depois de monitorar Chater por alguns meses, os investigadores concluiram que, na realidade, não estavam diante de uma, mas quatro organizações criminosas que interagiam entre si, tendo doleiros no seu comando.Uma delas era encabeçada por Chater, que mais tarde seria condenado à prisão pelo juiz à frente da causa, Sérgio Moro, por lavagem de dinheiro.Outra das organizações tinha como chefe Alberto Youssef, que, segundo os fiscais, era um "antigo conhecido da Procuradoria da República e da Polícia Federal".

Presente luxuoso
Polícia Federal já realizou diversas operações e prisões desde o início das investigaçõesDe fato, Youssef já havia sido preso em 2003 por lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro em um caso anterior de evasão de fundos do banco Banestado.Naquela ocasião, ele conseguiu escapar de uma pena maior firmando um acordo de colaboração inédito no Brasil, para reduzir sua condenação em troca de fornecer informações, homologado pelo juiz Moro.

O caso Banestado foi certamente um antecedente chave para o escândalo que estremece o Brasil agora: além ter à frente o mesmo juiz, vários investigadores daquele esquema ilícito passaram a trabalhar na Lava Jato.Quando voltaram a monitorar Youssef por seu vínculo com Chater, os agentes encontraram um email que aludia a um presente luxuoso: uma caminhonete Range Rover Evoque.

Vínculo com a Petrobrás
Á frente do caso, o juiz Sérgio Moro é hoje aclamado por parte da populaçãoEles se assombraram ao descobrir que o destinarário do presente de Youssef era Paulo Roberto Costa, que, entre 2004 e 2012, havia sido diretor de abastecimento da Petrobrás, um cargo crucial no gerenciamento de contratos.O vínculo da petroleira estatal com a rede ilegal de lavagem de dinheiro e subornos acabou sendo exposto para os investigadores. Mas eles só conseguiram resolver o quebra-cabeças meses mais tarde.A primeira fase da Lava Jato iniciada no posto de gasolina em Brasília resultou em 81 mandados de busca e 28 de prisão preventiva em várias cidades do país. E foram apreendidos carros esportivos, jóias, obras de arte e relógios de luxo.

O propósito era desarticular uma rede que lavava dinheiro do narcotráfico, do comércio ilegal de diamantes e de desvio de dinheiro público.ReviravoltaProcesso de impeachment acirrou polarização social e política no BrasilCosta, ex-diretor da Petrobrás, foi preso em 20 de março de 2014, depois que seus familiares foram registrados por câmeras de segurança entrando e saindo em um edifício onde funcionava a empresa de Costa com bolsas e mochilas. Segundo os policiais, eles estavam destruindo provas.

A colaboração internacional também foi importante: promotores suíços informaram seus pares brasileiros que havia nos bancos do país mais de US$ 23 milhões (R$ 82,6 milhões em valores atuais) em contas pertecentes a Costa.Tudo indicava aos investigadores que havia um esquema oculto de desvio e lavagem de dinheiro proveniente da Petrobrás, mas faltava descobrir exatamente como ele funcionava e até onde chegava.Então, o caso teve uma reviravolta importante quando, em agosto de 2014, Costa chegou a um acordo de delação para reduzir sua pena. Em troca, deveria devolver dinheiro, relatar os crimes e indicar os outros implicados. Logo, Youssef fez o mesmo - e ele tinha bastante o que revelar.

Acordos de delação
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, foi uma peça-chave no casoCom esses novos testemunhos, os promotores denunciaram que as principais construtoras do país, entre elas gigantes como Odebrecht e Camargo Corrêa, haviam formado um cartel para repartir entre si contratos multimilionários com a Petrobrás.Para obtê-los, pagavam subornos a diretores da empresa e a meia centena de políticos de diferentes partidos, inclusive o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados.

O dinheiro desviado variava entre 1% e 3% do valor dos contratos e ia para empresas que o disfarçava como pagamentos por consultorias para depois passarem por Youssef e outros doleiros antes de chegar a seus destinatários.O escândalo não parou de crescer, alimentando um total de 49 acordos de colaboração que permitiram recuperar quase metade dos US$ 1,77 bilhão pagos em subornos, segundo os promotores.

Mil anos de prisão
Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora que leva o nome de sua família, foi preso por pagar propinasAté o momento, 179 pessoas foram acusadas criminalmente. As condenações já emitidas em primeira instância somam quase mil anos de prisão.Entre eles, estão o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, antigos diretores da Petrobrás e o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, condenado a 19 anos e 4 meses de prisão.Youssef e Costa recebram também penas de 20 anos e alguns meses de prisão cada um. Mas, como tinham condenações prévias e foram delatores no caso, poderão receber benefícios de Moro.

Agora, resta a pergunta de até onde chegará a investigação.Lula investigadoJoão Vaccari, ex-tesoureiro do PT, foi condenado pela JustiçaO ex-presidente Lula está sendo investigado por suspeitas de ter recebido benefícios das construtoras. Mas ele nega isso e critica Moro e os investigadores, inclusive sugerindo que eles causaram prejuízos à economia brasileira.Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) pediu a Moro que enviasse à Corte as investigações sobre Lula, que agora deve resolver se continua com elas ou as devolve total ou parcialmente ao juiz.

Em sua decisão, o ministro Teori Zavascki criticou o fato de Moro ter divulgado conversas telefônicas de Lula gravadas por meio de escutas, inclusive uma com a presidente Dilma Rousseff que aumentou as suspeitas de que ela o nomeou ministro para dar a Lula foro privilegiado e evitar sua eventual prisão. A nomeação de Lula foi suspensa pelo ministro Gilmar Mendes.Nesta semana, o STF decidiu retirar de Moro, no momento, todos os procedimentos de investigação envolvendo esta interceptação telefônica do ex-presidente.

Os ministros foram unânimes ao dizer que cabe à Corte analisar as gravações, já que envolvem autoridades com foro privilegiado, como Dilma e o ministro Jaques Wagner.Os ministros decidirão se as investigações serão integralmente mantidas no STF ou desmembradas para que continuem sob a jurisdição de Moro os procedimentos contra pessoas sem foro privilegiado, como Lula, já que sua nomeação está suspensa.

A expectativa é de que na próxima semana o Supremo julgue se ele poderá ou não assumir a Casa Civil.Enquanto isso, o posto de gasolina onde tudo começou continua a atender a centenas de veículos por dia na capital do país. Mas, agora, faz isso sem abrigar uma casa de câmbio em suas dependências.Leia também: Oito mapas que definem peso do Brasil no mundo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-04-03/posto-de-gasolina-e-presente-misterioso-assim-comecou-o-escandalo-do-governo.html

Pesquisa: 74% de quem se declara de direita defende novas eleições

Ainda segundo a pesquisa da plataforma Dizgoo junto a internautas do iG, apenas 37% de quem é de direita ficará feliz caso Temer ocupe a Presidência no lugar de Dilma Rousseff

Situação da economia brasileira não deve melhorar no curto prazo para metade dos entrevistados de direita
Marcos Santos/USP Imagens
Situação da economia brasileira não deve melhorar no curto prazo para metade dos entrevistados de direita
Pesquisa com internautas do iG com a plataforma Dizgoo, feita entre 30 e 31 de março com a participação de 3.985 leitores, mostra que 74% dos entrevistados que dizem ser da direita defendem novas eleilções presidenciais.

Do total de entrevistados, 3.438 declararam ser de direita (242), de esquerda (985) ou simplesmente não sabiam qual era sua preferência política – a maioria (1.040).

Ainda segundo os que se declaram de direita, 37% dizem que ficarão felizes com Michel Temer (PMDB) no lugar de Dilma Rousseff (PT) como presidente da República. 

Entre os que disseram ser de esquerda, 83% dizem apoiar a permanência de Dilma Rousseff no comando do País. Apenas 19% dos que afirmam ser de direita defendem que a presidente não seja destituída do cargo por meio do processo de impeachment.

A possibilidade de mudanças na economia do País divide opiniões entre os que se declaram como de direita: metade está otimista caso Temer chegue à Presidência. Os outros 50% afirmam estar pessimistas. Ainda segundo os entrevistados que afirmam ser de direita, apenas 37% dizem que o PMDB traiu Dilma ao deixar a base do governo

Para 72% dos entrevistados de esquerda, o PSDB não deve fazer parte de um eventual governo de Michel Temer. Já entre aqueles que são de direita, 56%  entendem que o PSDB deve integrar a base de um possível novo governo liderado pelo peemedebista.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-04-04/pesquisa-74-de-quem-se-declara-de-direita-defende-novas-eleicoes.html

O abandono do governo dentro do mais alto escalão do Judiciário vai além da perspectiva sobre o impeachment

Ministros do Supremo Tribunal Federal, tidos como simpáticos à gestão da presidente Dilma Rousseff, têm começado a questionar a petista em conversas de bastidores. Até o fim do ano passado, o STF parecia ao Planalto um palco mais amistoso do que o Congresso, mas o panorama mudou nos últimos dias com o agravamento da crise.
Nomeação de Lula para a Casa Civil começa a ser vista como forma de obstrução da Justiça
Agência Brasil
Nomeação de Lula para a Casa Civil começa a ser vista como forma de obstrução da Justiça
O abandono do governo dentro da Corte vai além da perspectiva sobre o impeachment. Integrantes do Tribunal dizem, reservadamente, ver indicativos claros de que há indícios para investigar a presidente por tentativa de obstrução da Justiça em razão da indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil. O sinal foi dado, na avaliação de um ministro, na decisão do plenário desta semana, que manteve no Supremo os grampos de Lula.

"Para afirmar o que a maioria do Tribunal afirmou, é preciso reconhecer que há indícios de infração penal (por parte de Dilma)", diz um ministro que participou do julgamento. Na avaliação dele, o caso só foi mantido na Corte porque há suspeita de irregularidades cometidas pela presidente, que tem prerrogativa de foro. Do contrário, o caso poderia ser conduzido na primeira instância pelo juiz Sérgio Moro.

Relator da Operação Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki não entrou, durante o julgamento, no mérito da discussão sobre uma eventual investigação de Dilma - que precisa ser solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot -, mas deu indicativos, na interpretação desse integrante do Tribunal, de que há gravidade na conversa.

A análise sobre a deterioração do governo extrapola os gabinetes dos ministros tradicionalmente críticos a Dilma e agora faz parte do discurso de magistrados contabilizados pelo Palácio do Planalto, até hoje, como votos governistas.

Um ministro da Corte com boa interlocução com o Executivo já tem feito previsões de que o "triunvirato peemedebista" deve prosperar até a metade do ano. A expressão é uma referência interna à possibilidade de o vice-presidente da República, Michel Temer, assumir o governo no caso de afastamento, tendo como colegas de partido os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e do Senado, Renan Calheiros (AL).

"O trem saiu da estação." É assim que outro ministro define o processo "sem volta" de afastamento de Dilma. Para o mesmo magistrado, o Brasil vive uma crise aguçada por ações desastradas no campo econômico e o "fundo do poço parece nunca chegar". O coro é reforçado por um terceiro integrante do Tribunal, para quem o impeachment se dá pelo esfacelamento da base aliada diante da derrota do presidencialismo de coalizão na gestão Dilma.

Nomeado ao STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dias Toffoli se afastou do Planalto durante o primeiro mandato de Dilma e se aproximou do maior desafeto de petistas hoje no Tribunal: o ministro Gilmar Mendes. Interlocutor do Planalto no Judiciário avalia que outros dois ministros, Celso de Mello e Cármen Lúcia, têm demonstrado decepção com o governo do PT. Quem mantém o contraponto às vozes críticas ao governo é Marco Aurélio Mello. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-04-03/ministros-do-stf-comecam-a-questionar-a-presidente-dilma.html


Dilma entrega nesta 2ª sua defesa no processo de impeachment




O prazo para a presidente Dilma Rousseff apresentar sua defesa, por escrito, na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o processo de impeachment, termina nesta segunda-feira (4), quando deverá ser realizada a décima e última sessão ordinária da Casa destinada à contagem de prazo para que defesa da presidenta seja apresentada.


Com a defesa em mãos, o relator dos trabalhos da comissão, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), vai elaborar o parecer, que será votado pela comissão e depois pelo plenário da Câmara. A defesa de Dilma deverá ser entregue à comissão às 16h30m desta segunda-feira pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que fará a sustentação oral para os integrantes do colegiado. 

A confirmação da entrega da defesa foi feita pelo vice-líder do governo, deputado Paulo Teixeira (PT-SP). A partir daí, haverá um prazo de até cinco sessões ordinárias da Câmara para o relator elaborar o parecer, que será discutido e votado pelos integrantes da comissão. Para ser aprovado, é necessária a maioria simples dos votos. 

Jovair Arantes já disse que pretende apresentar o parecer na quarta (6) ou na quinta-feira (7), para que possa ser iniciada a discussão. O relator quer antecipar a apresentação do parecer por entender que haverá pedido de vista e que isso pode atrasar a votação em duas sessões. Para a aprovação do parecer na comissão, é necessária a maioria simples dos votos dos presentes, desde que estejam presentes pelo menos metade mais um dos integrantes do colegiado, que é composto de 65 deputados titulares. 

Depois de votado o parecer na comissão, a tramitação do processo passa para o plenário da Câmara, a quem cabe decidir se ele será encaminhado para apreciação do Senado. Para ser aprovado pelos deputados e encaminhado ao Senado, são necessários os votos favoráveis de no mínimo 342 deputados, dos 513 membros da Câmara. O presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prevê que  as discussões e votações do processo de impeachment serão deverão demorar três dias. Com isso, a votação na Câmara poderá ocorrer antes do dia 21 de abril. 

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/impeachment/termina-nesta-segunda-prazo-para-defesa-de-dilma-no-processo-de-impeachment,3b3724725f87bca3b6f889b43cf1a96521t9quxl.html

quarta-feira, 23 de março de 2016

Multidão protesta no STF contra decisão de Teori sobre Lula

Cercaa de 300 manifestantes se reuniram no início da noite de hoje (23) em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e criticar o ministro Teori Zavascki, que proferiu ontem (22) decisão para paralisar as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estavam nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.

Manifestantes contrários ao governo fazem ato em frente ao Supremo Tribunal Federal
Além de levarem faixas, bandeiras do Brasil e buzinas para defender Moro e saída da presidenta, os manifestantes fizeram um caixão para simbolizar o enterro do STF, do PT e de Zavascki. O barulho dos manifestantes não foi ouvido pelos ministros da Corte, porque hoje começou o feriado de Páscoa na Suprema Corte e a sede do tribunal está fechado

Governo envia projeto para fechar ano com rombo de R$ 96 bi


Um dia depois de fazer um contingenciamento (bloqueio de verbas) adicional de R$ 21,2 bilhões no Orçamento, a equipe econômica quer reduzir a meta fiscal para 2016. Até segunda-feira (28), o governo enviará ao Congresso projeto para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e permitir que a União possa fechar o ano com déficit primário de R$ 96,7 bilhões.


O novo deficit é R$ 36,45 bilhões maior que o anunciado em fevereiro, quando o governo tinha anunciado que o governo pediria autorização para encerrar o ano com déficit de R$ 60,2 bilhões. O deficit primário é o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública.

Ao explicar a medida, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que a queda de arrecadação decorrente do desempenho da economia justificou a revisão da meta. “Para que o governo ajude a economia a se estabilizar e fazer com que o emprego e a renda se recuperem mais rapidamente, estamos propondo uma nova meta fiscal. Tomamos a decisão depois de verificar a evolução de despesas no primeiro trimestre e de promover conversas dentro do governo e com parlamentares”, explicou.

Para chegar à nova meta fiscal, o projeto propõe o abatimento de até R$ 120,7 bilhões da meta fiscal para este ano, segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Desse total, R$ 82 bilhões corresponderiam à frustração de receitas – R$ 40,3 bilhões de receitas administradas (tributos administrados pela Receita Federal) e R$ 41,7 bilhões de receitas não administradas (operações com ativos, dividendos de estatais e receitas de concessões públicas).

Os R$ 38,7 bilhões restantes corresponderão à autorização para o governo gastar R$ 3 bilhões em ações de prevenção à dengue, à febre chikungunya e ao vírus Zika e R$ 9 bilhões em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que estão paralisadas. O governo pedirá ainda a dedução de até R$ 3,5 bilhões de gastos com defesa e de até R$ 1,95 bilhão da regularização do Fundo de Apoio à Exportação e proporá a recomposição do contingenciamento de R$ 21,2 bilhões anunciado ontem.

Originalmente, o governo pretendia abater R$ 84,2 bilhões da meta fiscal, com R$ 72,2 bilhões decorrentes da frustração receitas – R$ 30,5 bilhões de receitas administradas e R$ 41,7 bilhões de receitas não administradas. Os valores para os gastos com saúde pública e o PAC foram mantidos.

Segundo Barbosa, o déficit primário pode aumentar em R$ 6 bilhões dependendo da adesão dos governadores à proposta de renegociação da dívida dos estados e do Distrito Federal com a União. Nesse caso, o resultado negativo poderia chegar a R$ 102,7 bilhões.

O Orçamento aprovado pelo Congresso no fim do ano passado estabelece uma meta de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – de R$ 24 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) para este ano. No entanto, o agravamento da crise econômica e a queda da arrecadação dificultaram o cumprimento da meta.

http://economia.terra.com.br/governo-envia-projeto-para-encerrar-ano-com-deficit-primario-de-r-967-bilhoes,94630af72cc7e59c920e829207889c46o2fmeumm.html
Segundo Barb

OAB apresentará novo pedido de impeachment contra Dilma Rousseff

Delação premiada do senador Delcídio do Amaral que envolve presidente deve ser incluída na requisição na próxima semana.

Grampos envolvendo Dilma e Lula foram deixadas de lado pela OAB no pedido de impeachment
Lula Marques/ Agência PT - 23.03.16
Grampos envolvendo Dilma e Lula foram deixadas de lado pela OAB no pedido de impeachment
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) irá protocolar na próxima segunda-feira (28), na Câmara dos Deputados, um novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em que inclui as acusações feitas contra a petista pelo senador Delcídio do Amaral (atualmente sem partido) em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.
A delação do ex-líder do Senado foi considerada como fundamental para o apoio da Ordem à cassação do mandato de Dilma. Segundo Delcídio, a presidente teria tentado interferir nas investigações da Operação Lava Jato em ao menos três vezes. O pedido da entidade também trará as denúncias sobre as pedaladas fiscais e a renúncia fiscal autorizada para a realização da Copa do Mundo de 2014.
Caberá ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidir se aceita ou não o pedido formulado pela OAB. Caso isso aconteça, uma nova comissão de deputados precisará ser eleita para analisá-lo, o que possivelmente só aconteceria após o resultado dos trabalhos da primeira comissão.
As declarações do ex-líder do governo no Senado haviam sido anexadas por Cunha ao processo que já tramita na Casa contra a presidente. No entanto, a comissão do impeachment decidiu retirá-las do processo por considerar que a inclusão da delação deveria ter sido feita pelos juristas Miguel Reale Júnior, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, autores do pedido.
No pedido dos três juristas, que foi aceito por Cunha no ano passado, foram citadas apenas as denúncias referentes às pedaladas fiscais de 2014 e a assinatura de decretos de abertura de crédito sem autorização do Congresso. A oposição na Câmara havia manifestado interesse em incluir no processo as denúncias de Delcídio, mas para evitar que o assunto fosse judicializado, a bancada optou por abrir mão do depoimento do senador e estuda incluí-lo em um novo pedido a ser apresentado a Cunha.
As escutas telefônicas envolvendo Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que revelam suposta manobra da presidente para interferir no Judiciário, foram deixadas de lado pela OAB. A entidade reconheceu haver dúvidas sobre a legalidade da quebra de sigilo das conversas. Na terça-feira (22), o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu sigilo às gravações e determinou o envio de todo o material à Suprema Corte.
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-03-23/oab-apresentara-novo-pedido-de-impeachment-contra-dilma-rousseff.html

"Só recebo doação de caixa 1", declara Cunha

Presidente da Câmara foi citado em planilha da Odebrecht com políticos e partidos que teriam recebido propina da empreiteira.

Para Cunha, divulgação da planilha não deve mudar opinião de deputados sobre impeachment
O presidente da Câmara dos Deputados e primeiro político réu na Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), confirmou nesta quarta-feira, 23, que pediu doações da empreiteira Odebrecht para seu partido, mas negou que tenha recebido recursos em sua própria campanha. "Só recebo doação de caixa 1", afirmou.
Em entrevista ao final de sessão na Câmara, Cunha disse que não viu a divulgação da planilha da empresa. "Não vi que planilha é, mas várias empresas fizeram doações que foram pedidas, certamente para a minha campanha não foi. Se eu pedi foi para o PMDB e alocada em outras campanhas, como já falei outras vezes. Então eu não sei o que é, mas é normal", disse.
"A Odebrecht doou para o PMDB em alguns momentos a meu pedido, para a campanha do Henrique (Eduardo Alves), enfim, para o PMDB e o partido distribuiu, não diretamente para a minha campanha, se eu bem recordo", completou
O peemedebista revelou que foram realizadas várias doações ao partido e negou que tenha ocorrido recurso de caixa 2. "Não temo absolutamente nada de ninguém", enfatizou.
Cunha riu quando foi questionado sobre seu apelido e disse não saber o significado de ser chamado de "Caranguejo" e disse que "quem apelidou é que tem que dizer". Segundo o presidente da Câmara, várias pessoas do PMDB se reuniram com representantes da empreiteira para discutir doações, mas ele não se lembra com quem.
Manobras
Sobre o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Cunha disse que a cada hora que passa cresce o número de parlamentares favoráveis ao afastamento da petista. O peemedebista acredita que a divulgação da lista da empreiteira não deve interferir na opinião dos parlamentares sobre o impeachment.
Questionado sobre os pedidos de petistas para que seja feita nova notificação de Dilma e a recontagem de prazo para defesa na comissão processante, Cunha - que tenta agilizar o andamento do impeachment enquanto seus aliados manobram há mais de três meses para adiar o processo contra ele no Conselho de Ética - criticou o PT e disse que a sigla tem um discurso diferente da prática.
Para Cunha, divulgação da planilha não deve mudar opinião de deputados sobre impeachment
Para ele, os petistas agem de uma maneira na comissão do impeachment e de outra com ele. "Lá (na comissão do impeachment) eles querem tudo", reclamou. "O discurso do PT é um e a prática é outra, isso faz parte da cultura do PT em todos os sentidos."
O deputado voltou a defender que o seu partido deixe de continuar atrelado ao projeto de governo petista. "O PMDB tem que ter compromisso com o País e com aquilo que ele entende que é melhor para o País, não tem continuar atrelado ao projeto do PT, que grande parte do PMDB não apoia, não fez parte desse projeto, só serviu para dar apoio parlamentar", concluiu.
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-03-23/so-recebo-doacao-de-caixa-1-declara-cunha.html