sexta-feira, 21 de junho de 2013

Multidão cerca prédio do Congresso Nacional

Segundo avaliação da PM, manifestação reúne 23 mil em Brasília.
Policiais e Cavalaria fazem cordão para isolar prédio do Congresso.


Policiais fazem cordão de isolamento diante do Congresso Nacional (Foto: Rafaela Céo / G1)Policiais fazem cordão de isolamento diante do Congresso Nacional (Foto: Rafaela Céo / G1)
Depois de uma caminhada por toda a Esplanada dos Ministérios, uma multidão de cerca de 23 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, cercou o Congresso Nacional na tarde desta quinta-feira (20), em Brasília.

Policiais militares e homens da Cavalaria da PM fizeram um cordão de isolamento para impedir o acesso ao prédio.
A PM mobilizou 3,5 mil homens para a manifestação. No protesto da última segunda-feira, foram 580. A Câmara criou um "gabinete de crise" para monitorar o ato, e o Supremo Tribunal Federal dispensou os servidores mais cedo.

O gramado em frente ao Congresso foi totalmente ocupado. Uma parte dos manifestantes entrou no espelho d'água, embora a PM tivesse anunciado que não iria permitir.

Manifestantes sentaram no chão em frente à cavalaria da PM, que se posicionou ao lado do Congresso para impedir que os participantes do protesto chegassem a uma rua que dá acesso ao Palácio do Planalto, a cerca de 500 metros do Congresso. Os manifestantes gritavam: "Ei, policial pai de família, não proteja essa quadrilha".

Manifestantes concentrados no gramado do Congresso Nacional (Foto: Isaura Borba / G1)Manifestantes concentrados no gramado do Congresso Nacional (Foto: Isaura Borba / G1)
 
No Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, um contingente de homens da Polícia do Exército se posicionou preventivamente sob os arcos do prédio e na rampa de acesso. Parte do integrantes da manifestação gritava em coro que iria "buscar a Dilma". A presidente adiou viagens à Bahia e ao Japão por causa dos protestos.
 
Em determinado momento da manifestação da tarde desta quinta, duas bombas explodiram ao lado do Congresso Nacional. Houve um princípio de confusão na via N1 do Eixo Monumental. No meio do tumulto, uma bomba explodiu entre os manifestantes e a cavalaria da PM.

Um grupo jogou garrafas de água em direção aos policiais, sem atingir nenhum PM do cordão de isolamento. Os policiais não revidaram. Um manifestante abriu uma bandeira do Brasil bem próximo ao rosto de um policial, que também não revidou.

Homens do Batalhão de Choque do Exército se posicionam em frente ao Palácio do Planalto (Foto: Priscilla Mendes)Homens do Batalhão de Choque do Exército posicionados em frente ao Palácio do Planalto (Foto: Priscilla Mendes)
 

Ato no Rio reúne 300 mil pessoas e termina em confronto com a PM

Manifestação que começou pacífica deixou mais de 60 feridos.
Cinco pessoas foram presas pelo Bope por saques a loja no Centro.

Mais de 300 mil pessoas foram às ruas do Rio de Janeiro para a manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus. Este foi o ato que reuniu o maior público desde o início dos protestos. A manifestação, que começou pacífica na Candelária, na tarde de quinta-feira (20), terminou com mais cenas de violência e vandalismo no Centro e no entorno do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade.
 
(O G1 acompanhou em tempo real as manifestações pelo país, em fotos e vídeos: veja relatos no Brasil inteiro, em São Paulo e no Rio.)
 
Até o início da madrugada de sexta-feira (21), 62 pessoas haviam sido atendidas no Hospital municipal Souza Aguiar, feridas durante o tumulto entre um pequeno grupo de manifestantes e a Polícia Militar. No mesmo horário, cinco pessoas tinham sido presas pelo Bope por saque a uma loja de calçados. Outras 10 pessoas foram detidas. Segundo a polícia, a maioria era menor de idade e foi liberada após a chegada dos responsáveis.
Com faixas e cartazes, as reivindicações pediam por maior orçamento na saúde e educação, a votação da PEC 37, além de críticas ao projeto de lei da Comissão de Direitos Humanos que pede o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade, chamada pelo deputado Marco Feliciano de “cura gay”.
Tumulto e confusão
Pacífica na maior parte do tempo, as primeiras cenas de tumulto começaram na chegada à Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Um dos manifestantes que estava, em frente à Prefeitura do Rio, contou como o confronto começou. "Um grupo de cerca de seis pessoas quebrou uma lixeira e explodiram dentro uma bomba. Em seguida, atiraram uma bomba contra a polícia. Os cavalos se assustaram e a polícia foi para cima de todo mundo", contou o jovem de 22 anos, que preferiu não se identificar.
Outros manifestantes contam que a confusão começou quando dois manifestantes começaram a brigar entre si em frente à cavalaria da PM, que estava em frente à Prefeitura. Os cavalos se assustaram e a cavalaria foi para cima dos manifestantes, que revidaram com pedras. Segundo outros manifestantes, esses homens eram da P2 - policiais militares do serviço reservado que trabalham descaracterizados - e brigaram de propósito para provocar o confronto. No entanto, aparentemente eles estavam na manifestação.
Já estudante Jennifer Menezes, de 23 anos, lamentou o confronto. "Estava com esperança que dessa vez o protesto fosse diferente porque a gente conseguiu que baixassem a passagem [de ônibus]. Não imaginava que isso fosse acontecer. Existem dois problemas: os vândalos e a polícia", disse a jovem.
Por volta das 19h, o entorno da Prefeitura do Rio se transformou em uma praça de guerra. Durante o caos, os policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo na tentativa de dispersar a multidão. Manifestantes jogaram pedras nos PMs, que revidaram com tiros de balas de borracha. Prédios, bancos e lojas foram destruídas por vândalos. Vinte radares da Prefeitura do Rio foram derrubados na Avenida Presidente Vargas, assim como pontos de ônibus foram depredados.
O clima tenso durou por mais de três horas. Algumas estações do metrô e a estação das Barcas, na Praça XV, tiveram o tráfego interrompido por alguns períodos. Várias vias importantes, como as avenidas Rio Branco, Presidente Vargas, Pinheiro Machado, Praça da Bandeira e túneis Santa Bárbara e Rebouças foram fechados.
 
Por volta das 22h30, um grupo de cerca de 100 manifestantes chegou ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras. A PM cercou a sede do governo estadual, para evitar a depredação do prédio histórico. Um pequeno grupo de manifestantes tentou bloquear o tráfego de ônibus na Rua Pinheiro Machado, mas a situação foi controlada por volta de meia-noite.
 
No mesmo horário, uma outra confusão aconteceu na Lapa e nos arredores da Faculdade Nacional de Direito, no Campo de Santana, e do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ, no Largo de São Francisco, todos no Centro. Alunos se refugiaram nas duas instituições com medo do tumulto. A Polícia Militar negou que tenha cercado as instituições de ensino. De acordo com a corporação, a PM se dirigiu ao local para garantir a segurança patrimonial dos prédios da universidade.
 
De acordo com o reitor da UFRJ, Carlos Levi, cerca de 700 estudantes se abrigaram nas duas unidades. Em nota, Levi demonstrou preocupação com os estudantes.
 
"A UFRJ vai continuar acompanhando a participação de seus estudantes nas manifestações legítimas, preocupada sempre com sua segurança, que deve ser garantida em nosso país, em sua democracia duramente conquistada", disse o reitor.
 
Rio de Janeiro - Polícia de choque entra em confronto com manifestantes durante protesto (Foto: Sergio Moraes/Reuters)Rio de Janeiro - Polícia de choque entra em confronto com manifestantes durante protesto (Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Dilma adia viagem internacional devido a manifestações, diz Planalto

Dilma adia viagem internacional devido a manifestações, diz Planalto

Presidente viajaria no domingo para o Japão para uma semana fora.
Viagem à Bahia nesta sexta também foi cancelada a pedido de governador.   

Dilma Rousseff (Foto: Reprodução GloboNews)
Dilma Rousseff, durante lançamento de subsídios para compra de eletrodomésticos, no último dia 12
(Foto: Reprodução GloboNews)


A presidente Dilma Rosuseff decidiu nesta quinta-feira (20) adiar a viagem que faria ao Japão devido às manifestações que se alastram pelas principais cidades brasileiras, informou assessoria de imprensa do Palácio do Planalto. Também foi adiada viagem a Salvador, que seria nesta sexta-feira (21).

Dilma faria uma viagem oficial ao Japão neste domingo (24), onde teria encontro com o Primeiro-Ministro Shinzo Abe e seria recebida pelo Imperador Akihito. De acordo com assessoria do Palácio do Planalto, devido às manifestações, a presidente preferiu não ficar uma semana inteira fora do país - a volta estava prevista para o próximo sábado (29).

Também foi adiada a ida nesta sexta-feira a Salvador. A pedido do governador da Bahia, Jaques Wagner, a cerimônia de anúncio do Plano Safra do Semi-Árido – que ocorreria às 11h desta sexta – ficará para a próxima semana, de acordo com o Planalto. Wagner pediu que o evento fosse adiado porque outros governadores de estados que sediam a Copa das Confederações não poderiam participar.

Segundo a assessoria da Presidência, as novas datas para as idas ao Japão e a Salvador ainda não foram definidas.

Somente nesta quinta (20), são esperadas mais de 100 manifestações em cidades de todo o país. Em Brasília, duas manifestações estão previstas, partindo de dois pontos da capital rumo ao Congresso Nacional, cuja cobertura foi invadida por milhares no protesto da última segunda-feira (17). Na ocasião, os manifestantes não chegaram ao Palácio do Planalto, que foi cercado por ao menos 130 homens da Polícia do Exército.

Nesta quinta, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que vai bloquear o Eixo Monumental, na Esplanada dos Ministérios, para evitar que manifestantes possam ir até o Congresso Nacional. No Planalto, que fica ao lado, foi instalada uma cerca em frente ao Palácio e homens do Batalhão de Choque do Exército foram novamente chamados.

Cercas foram instaladas em volta do Palácio do Planalto para evitar invasões nos protestos desta quinta (20) (Foto: Priscilla Mendes/G1)Cercas foram instaladas em volta do Palácio do Planalto para evitar invasões nos protestos desta quinta (20) (Foto: Priscilla Mendes/G1)

Protestos pelo país têm 1,25 milhão de pessoas, um morto e confrontos

Nas capitais, minorias enfrentaram a polícia e outros manifestantes.
Em Ribeirão Preto (SP), um jovem morreu atropelado durante o protesto.

Mais de 1,25 milhão de pessoas participaram nesta quinta-feira (20) de protestos realizados em mais de 100 cidades brasileiras, pequenas, médias e grandes. Na maior parte dos casos, foram passeatas pacíficas, mas houve confrontos entre polícia e grupos minoritários em diversas cidades, como Rio de Janeiro, que reuniu o maior público (300 mil pessoas), e em Brasília, onde manifestantes atacaram o prédio do Itamaraty. À noite, a presidente Dilma Rousseff pediu para que todos os ministros ficassem em Brasília e convocou reunião para esta sexta (21).
 
Além de dezenas de feridos, a mobilização nacional registrou uma morte: em Ribeirão Preto (SP), um jovem foi atropelado por um carro que avançou sobre manifestantes e não resistiu. Em São Paulo, 100 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista pacificamente, mas houve confrontos isolados entre militantes de partidos, sobretudo petistas, e pessoas que se dizem sem partido.
 
A série de protestos em junho começou como reação ao aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem em São Paulo e Rio. Desde o dia 3, o Movimento Passe Livre (MPL) na capital paulista convocou sete grandes atos pela revogação do aumento. No Rio, foram seis manifestações até esta quinta. Conforme os movimentos cresciam nas duas capitais, a mobilização se disseminou pelo país. Nesta semana, a demanda de redução da tarifa foi atendida por prefeitos e governadores de São Paulo, Rio e mais de dez cidades.
 
Porém, o protesto que começou com o reajuste de R$ 0,20 cresceu e ganhou outras bandeiras, como o fim da corrupção, melhorias no transporte, na saúde e na educação e os gastos excessivos com a Copa do Mundo. O ato desta quinta-feira foi mantido como comemoração da conquista. Mas, sem liderança definida nas grandes cidades, os protestos tomaram rumos diferentes, se separaram e as tentativas de diálogo com as autoridades fracassaram.
 
Veja abaixo os principais fatos registrados nesta quinta pelo país:
MAIS DOS PROTESTOS PELO PAÍS
1 MORTO
Um jovem de 18 anos morreu e 12 pessoas ficaram feridas após serem atropeladas por carro no ato em Ribeirão Preto (SP)
VANDALISMO VAIADO
Nos atos, vândalos foram vaiados em Teresina, Porto Alegre, Pelotas, Belo Horizonte, Goiânia, Recife, Vitória e Salvador
REDUÇÃO DAS TARIFAS
Nesta quinta, o preço das passagem foi reduzido em Curitiba e Belo Horizonte
NEGOCIAÇÃO
Prefeitos aceitaram receber líderes em
Macapá e Belém
 
Rio de Janeiro
Local:
Av. Presidente Vargas (entre a Candelária e a Prefeitura)
Público estimado: 300 mil, segundo UFRJ
O protesto começou pacificamente, mas confrontos pontuais foram registrados e fogueiras foram acesas pela avenida. Por volta das 19h30, quando o ato chegou à Prefeitura, houve confronto com a polícia. Um grupo invadiu o Terreirão do Samba, que foi depredado e incendiado. Uma escola municipal também foi invadida. Um grupo ateou fogo a um carro de reportagem do SBT. Na Av. Presidente Vargas, a polícia usou bombas para dispersar a multidão. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o número de feridos à meia-noite era de 62, a maioria por balas de borracha, pedras e spray de pimenta.
 
Brasília
Local: Esplanada dos Ministérios
Público estimado: 20 mil, segundo a PM
Os manifestantes se concentraram em frente ao Congresso Nacional, mas também passaram pelo Palácio do Planalto e o Itamaraty, onde um grupo depredou as janelas e incendiou objetos ao redor. A polícia tentou conter o fogo com extintores de incêndio e dispersou os manifestantes com spray de pimenta. Um homem tentou agredir um policial, que revidou com golpes de cassetete. A Força Nacional entrou pelos fundos do edifício para auxiliar a polícia a impedir a invasão. Três pessoas foram presas e 120 ficaram feridas.
O povo unido não precisa de partido!"
Canto dos manifestantes
 
São Paulo
Local: Av. Paulista
Público estimado: 100 mil
Ao contrário dos protestos anteriores, nesta quinta o ato em São Paulo ficou principalmente na Avenida Paulista. O policiamento foi reforçado, mas os confrontos pontuais ocorreram entre os próprios manifestantes. Militantes de movimentos sociais e partidos políticos, que já haviam sido hostilizados na terça-feira, decidiram comparecer em blocos. Grupos anarquistas e apartidários trocaram ofensas com os manifestantes partidarizados. Várias bandeiras do PT foram roubadas, rasgadas e incendiadas. Um homem que tentou agredir petistas foi atingido com o cabo de uma bandeira e teve um corte na cabeça. Outro homem foi preso portando um coquetel molotov, segundo a PM.
 
Salvador
Local: Centro da cidade
Público estimado: 20 mil, segundo a Polícia Militar
O protesto começou pacifico na região do Dique do Tororó, mas com a aproximação de dois garotos no perímetro do batalhão de choque, os policiais começaram a soltar bomba de gás e spray de pimenta. O início do confronto começou por volta das 17h e se estendeu durante horas pela região central de Salvador. Muitos veículos foram queimados e equipamentos públicos foram danificados. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para tentar conter os manifestantes.
 
Ei, Brasil, vamos acordar, porque um professor vale mais que o Neymar!"
Canto dos manifestantes
 
Porto Alegre
Local: Centro da cidade
Público estimado: 15 mil, segundo a Brigada Militar
O grupo que se reuniu para protestar na capital gaúcha se dividiu em três e seguiu por caminhos diferentes para se encontrar na Avenida João Pessoa. Houve tentativa de depredação, que foi contida pelos próprios manifestantes. Após o início pacífico, um grupo entrou em confronto com a polícia na Avenida Ipiranga. Bombas de efeito moral foram atiradas em direção aos manifestantes, que atiram pedras e paus em direção à polícia.
 
Vitória
Local: Goiabeiras, Praia do Canto e Enseada do Suá
Público estimado: 100 mil, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública
Manifestantes manifestantes saíram da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pouco antes das 18h, e caminharam, em passeata, pela Reta da Penha até a Assembleia Legislativa e depois até o Tribunal de Justiça (TJ-ES). Um manifestante explodiu uma bomba em frente à Assembleia Legislativa às 19h30, e um grupo quebrou vidraças e soltou rojões no Tribunal de Justiça. Houve confronte entre manifestantes a favor e contra a depredação. Às 21h, depois que o presidente do TJ recebeu a pauta de reivindicações dos manifestantes e deixou o local, a Tropa de Choque interveio com bombas de gás e balas de borracha. Após a dispersão, grupos pequenos promoveram depredações e saques em diversas ruas do Centro, e furtaram o pedágio da Terceira Ponte antes de atear fogo nas cabines.
Vem pra rua vem, contra o governo!"
Canto dos manifestantes
 
Fortaleza
Local: Palácio da Abolição
Público estimado: 30 mil, segundo a PM
A multidão de pessoas caminhou até o Palácio da Abolição. Pelas ruas, moradores de apartamentos colocaram lençóis brancos e bandeiras do Brasil nas varandas em apoio. Em frente ao palácio, a polícia afirmou que o governador Cid Gomes não receberia os manifestantes, e solicitou que eles redigissem uma carta de reivindicações para entregar ao governo. Por volta das 21h, uma pessoa detonou uma bomba caseira, e um grupo de manifestantes que se recusou a negociar quebraram a barreira no entorno do Palácio. A polícia interveio com balas de borracha e recebeu, em resposta, pedras atiradas por parte dos manifestantes. Mais de 60 pessoas foram detidas no protesto, incluindo seis adolescentes.
Belém
Local: Prefeitura
Público estimado: 15 mil
O protesto foi pacífico até a frente da Prefeitura de Belém. A confusão começou quando o prefeito Zenaldo Coutinho desceu do gabinete para dialogar com os cerca de 15 mil manifestantes, mas foi recebido com pedradas e disparos de rojões por uma minoria de manifestantes exaltados que acompanhavam o ato pacífico. Os policiais usam bombas de efeito moral e disparos de balas de borracha para dispersar a população. Um guarda municipal ficou ferido e teve de ser removido do local. O prefeito também deixou o prédio, que teve janelas quebradas pelo grupo. Segundo a polícia, pelo menos 30 pessoas foram detidas.
Ei, policial pai de família, não proteja essa quadrilha!"
 
Campinas (SP)
Local: Centro da cidade
Público estimado: 30 mil, segundo a PM
A manifestação começou às 17h no Largo do Rosário e seguiu o rumo da Prefeitura. Pelo menos duas pessoas foram detidas e coquetel molotov foi apreendido pela polícia. Em frente ao Paço Municipal, alguns manifestantes soltaram rojões em direção à polícia, que dispersou a multidão com bombas de gás, spray de pimenta e balas de borracha. Moradores da região disseram que podiam sentir o gás, e testemunhas afirmaram que os efeitos da bomba chegaram a ferir crianças que participavam do ato. Após o tumulto, manifestantes depredação pontos de ônibus e invadiram uma escola para pegar pedras que atiraram nos polícias. Houve diversos confrontos entre as duas partes pela região.

sábado, 15 de junho de 2013

Após golpear carro da corporação em protesto em SP, PM diz que tirava estilhaços

A Corregedoria da Polícia Militar abriu sindicância para apurar a ação de um policial que aparece em um vídeo batendo com um objeto contra a janela de um carro de polícia. 

As imagens foram gravadas durante a manifestação contra o aumento das tarifas do transporte em São Paulo nesta quarta (13) e foram postadas por volta das 22h no mesmo dia. 

O vídeo teve mais de 160 mil visualizações até as 17h15 e causou polêmica nas redes sociais, onde levantou-se a suspeita de que a PM teria danificado o próprio carro da corporação para culpar os manifestantes. 

As imagens mostram um grupo de seis policiais parados ao redor de um carro de polícia no meio da rua da Consolação, na região central da cidade. Um deles se aproxima do vidro traseiro do veículo e o golpeia com um objeto. Não é possível ver se o vidro se quebra. 

O policial militar filmado batendo no vidro de um carro da corporação não buscava causar estragos ao veículo, afirmou o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella. O vídeo foi divulgado na internet e teve grande repercussão nas redes sociais. 

"Já temos a apuração. Ele [PM] não estava quebrando. Na verdade ele estava tirando os estilhaços de um vidro já quebrado durante a manifestação. Isso já está esclarecido", disse Grella. 

Se for considerado responsável após sindicância Corregedoria da PM, o policial pode passar por processo administrativo e criminal por danificar o patrimônio público. 

O quarto dia de protestos contra a alta da tarifa de transporte em São Paulo foi marcado pela repressão violenta da Polícia Militar, que deixou feridos manifestantes, jornalistas --sete deles da Folha-- e pessoas que não tinham qualquer relação com os atos. 

Manifestantes repetiram as cenas de depredação dos protestos anteriores, danificando ônibus e uma agência bancária na avenida Angélica. Ao todo, 192 manifestantes foram detidos. Segundo o Movimento Passe Livre, cem pessoas ficaram feridas. 

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5332159625981277870#editor/target=post;postID=2429683747078565166

25 bebês morrem em UTI de hospital público do PA

 Pedido de investigação foi encaminhado ao Ministério Público; causa das mortes seria o alto índice de infecção hospitalar

 O presidente do Sindicato dos Médicos do Pará, João Gouveia, pediu nesta sexta-feira ao Ministério 
Público Estadual (MPE) e ao Ministério Público Federal (MPF) que investiguem a denúncia por ele recebida de que 25 recém-nascidos morreram nos primeiros doze dias deste mês na UTI neonatal da Santa Casa de Misericórdia do Pará. A média chega a duas mortes por dia.

Segundo Gouveia, a principal causa das mortes seria o alto índice de infecção hospitalar no local que recebe grande demanda de grávidas, a maioria adolescentes, oriundas do interior do Estado. "A situação é muito grave, mas o pior é que já vínhamos alertando a direção da Santa Casa para esse problema, mas até agora nada foi feito", disse o médico.

Ele exibiu à reportagem a ata de uma assembleia geral dos médicos realizada no dia 17 de abril passado, que contou com a presença de pediatras e obstetras do hospital, onde as precárias condições de trabalho da categoria e o risco de morte por infecções foram debatidas. "Aguardamos as providências que não foram tomadas e agora deu nisso", lamentou.

O secretário de Saúde, Hélio Franco, convocou uma entrevista coletiva para esta sexta-feira para esclarecer o caso. Para a direção da Santa Casa, o porcentual de duas mortes por dia estaria dentro da "normalidade", mas a causa não seria a infecção hospitalar, e sim o "baixo peso, a maioria abaixo de 1,2 quilos," dos recém-nascidos. A grande demanda de grávidas seria também um dos motivos da falta de melhor atendimento.

O governador Simão Jatene (PSDB) ainda não se manifestou. Em junho de 2011, seis meses depois de ele assumir o mandato, morreram 63 bebês.

 http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/25-beb%C3%AAs-morrem-em-uti-de-hospital-p%C3%BAblico-do-pa

Manifestantes questionam "Copa pra Quem?" em frente ao estádio de Brasília


BRASÍLIA, 14 Jun (Reuters) - Manifestantes de diferentes movimentos sociais contrários à realização da Copa do Mundo no Brasil incendiaram pneus na principal avenida de acesso ao Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, nesta sexta-feira, véspera do jogo Brasil x Japão pela abertura da Copa das Confederações.

O protesto foi liderado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, que também convocou manifestações em outras cidades-sede do Mundial de 2014, e contou com a presença de cerca de 150 ativistas.

Os pneus foram incendiados em frente ao estádio, bloqueando o trânsito e causando um congestionamento no tráfego da região. Quando os bombeiros chegaram ao local, um grupo de mulheres e crianças que fazia parte do protesto impediu que o fogo fosse apagado.

Uma grande faixa levada pelos manifestantes questionava: "Copa pra Quem?".
Os manifestantes negociaram com a polícia e deixaram o local pacificamente. Eles foram protestar em frente à sede do governo do Distrito Federal.

De acordo com relatório recente do Tribunal de Contas da União, os custos da Copa do Mundo já ultrapassaram um orçamento inicial de cerca de 24 bilhões de reais em pelo menos 15 por cento.

Em evento no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff defendeu os investimentos realizados pelo governo para a realização do evento. Segundo Dilma, o Brasil ganhou aumento e melhoria da segurança e obras fundamentais de transporte com a preparação para a Copa do Mundo.

http://esportes.br.msn.com/copa-confederacoes/noticias/manifestantes-questionam-copa-pra-quem-em-frente-ao-est%C3%A1dio-de-bras%C3%ADlia-1

Alta do dólar fez baixar procura por viagem aos EUA, diz site

Segundo pesquisa, busca de passagens caiu em semana pós-elevação.
Interesse por destinos do Nordeste e da América do Sul cresceu.

Dólar fecha acima de R$ 2 (Foto: Reprodução Globo News)Alta do dólar pode desencorajar turistas (Foto: Reprodução Globo News)
 
A alta do dólar no fim do mês de maio já está modificando os planos de viagem dos brasileiros, segundo o levantamento de um site de viagens.

Na pesquisa, do comparador de passagens Mundi constatou que, quando o dólar chegou perto de R$ 2,15, a procura por passagens aéreas para os Estados Unidos caiu, ao mesmo tempo em que cresceu em relação a outros destinos da América do Sul e do Nordeste.

Entre os dias 29 de maio e 4 de junho, semana em que o dólar passou dos R$ 2,11, houve uma queda de 25% em relação à semana anterior na procura por bilhetes aéreos para os Estados Unidos. 

Entre os dias 3 e 5 de junho, também houve uma diminuição nas buscas. A queda chegou a 18% em relação aos dias 27 e 29 de maio.

No mesmo período, outras regiões despertaram maior interesse. A procura por bilhetes para a América do Sul aumentou 42,2% entre os dias 3 e 5 de junho, em relação aos dias 27 e 29 de maio. Já as buscas pelo Nordeste aumentaram 26,4%.

Nesta sexta-feira (14), o dólar fechou em alta de 0,69% ante o real e ficou acima de R$ 2,14, após ter caído no dia anterior.

 http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2013/06/alta-do-dolar-fez-baixar-procura-por-viagem-aos-eua-diz-site.html

Samu é prejudicado por falta de macas na Santa Casa de Sorocaba

Equipamentos das ambulâncias eram usados como leitos para pacientes.
Veículos ficaram parados por até sete horas esperando a devolução.

O atendimento de urgência e emergência do Samu de Sorocaba (SP) ficou parcialmente parado na tarde desta sexta-feira (14). Isso porque a Santa Casa da cidade usava as macas das ambulâncias como leitos para pacientes.

Um dos veículos do Samu chegou a ficar estacionado no setor de emergência do hospital durante sete horas a espera da devolução do equipamento. Uma demora provocada pela falta de macas para a reposição da unidade hospitalar.
Enquanto as ambulâncias ficaram paradas, as ocorrências continuavam a acontecer. Em alguns momentos, Sorocaba só teve a disposição três viaturas para atender toda a cidade. Os profissionais do SAMU, que preferiram não se identificar, ficaram ser saber o que fazer.

O provedor da Santa Casa José Antônio Fasiaben não foi encontrado para falar sobre o assunto. O diretor do pronto-socorro, Milton Palma, admitiu que nesta sexta-feira não havia macas suficientes para atender todos os pacientes. Segundo ele, o pronto-socorro tem 35 vagas e durante esta tarde, chegou a ter mais de 83 pessoas no local.

Ele confirmou, ainda, que os pacientes estão mal acomodados, mas garantiu que todos estão sendo atendidos e medicados. Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que o Samu fez alterações na frota para evitar transtornos à população.

Um dos veículos do SAMU chegou a ficar estacionado no setor de emergência do hospital durante sete horas a espera da devolução da maca (Foto: Reprodução/TV TEM)Ambulância do Samu ficou estacionada por 7h a espera da devolução da maca (Foto: Reprodução/TV TEM)
 
 http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/06/samu-e-prejudicado-por-falta-de-macas-na-santa-casa-de-sorocaba.html

Fotógrafo atingido no olho durante ato em SP se recupera após cirurgia

Ele foi atingido quando cobria protestos de quinta-feira (13).
Mulher diz que ele corre o risco de perder a visão.

Fotógrafo tentava se proteger quando foi atingidono KátiaPassos/Divulgação)
Fotógrafo tentava se proteger quando foi atingido no olho (Foto: Kátia Passos/Divulgação)

Atingido quinta-feira (13)  no olho esquerdo por uma bala de borracha, o fotógrafo Sérgio Andrade da Silva foi submetido a cirurgia ocular e seu estado de saúde é bom, de acordo com o Hospital de Olhos Paulista (H.Olhos).

Segundo o hospital, ele apresenta lesões intraoculares decorrentes de trauma contuso. A alta está prevista para este sábado (15).

Silva foi atingido no olho esquerdo  enquanto trabalhava na cobertura do quarto dia de protestos contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo.

Ele corre risco de perder a visão, segundo a mulher. Durante a manifestação, mais de 200 pessoas foram presas e várias ficaram feridas. Só a Santa Casa atendeu dez feridos, sendo a maioria deles com hematomas e escoriações.
A mulher de Sérgio, a jornalista Kátia Passos, de 37 anos, contou ao G1 que o fotógrafo tentava se proteger atrás de uma banca de jornal, na esquina da Consolação com a Rua Caio Prado, na região da Consolação. “Ele tentava se esconder atrás de uma banca de jornal. Ele fez uma foto e, quando foi se abaixar para ver como tinha ficado no painel de led, ele foi atingido”, disse.
 
 Ele ficou desacordado e foi levado para o hospital Nove de Julho. Durante a madrugada desta sexta, para o hospital H.Olhos.

O fotógrafo teve um trauma ocular, além de lesões oculares e fratura de órbita.  “A acuidade visual dele nesse momento é muita baixa. Ele corre um risco muito grande de ficar cego”, disse Kátia. No último boletim, porém, a equipe médica afirma que o paciente "será reavaliado e no momento não é possível afirmar o prognóstico visual.

Ao conversar com a mulher, Sergio, que é fotógrafo há quatro anos, contou que a polícia estava pouco tolerante com os manifestantes. “A polícia estava com uma postura agressiva. Não precisava haver vandalismo para esse tipo de agressão”, relatou Kátia.

O jornal 'Folha de S.Paulo' diz que teve 7 repórteres atingidos no protesto, entre eles Giuliana Vallone e Fábio Braga, que levaram tiros de bala de borracha no rosto. Um cinegrafista foi atingido com spray de pimenta no rosto por um policial.

Policiais
Segundo um balanço inicial da Polícia Militar, dez policiais ficaram feridos. Oito deles se machucaram no confronto ocorrido na esquina da Rua da Consolação com a Rua Maria Antônia.

Violência
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a criticar a  violência dos protestos contra o aumento de tarifas no transporte público e reiterou que não pretende voltar atrás no reajuste. “A Prefeitura não pode se submeter ao jogo de tudo ou nada. Ou é do jeito que eles querem ou não tem conversa." À  tarde, Haddad anunciou ter convidado integrantes do MPL a fazer uma exposição de motivos ao Conselho da Cidade.

Ele também lembrou que, na manifestação de terça-feira, foram divulgadas cenas de policiais sendo agredidos. “Eu acredito que São Paulo convive muito bem com a democracia pacífica, com manifestações, protestos e contestações, mas não convive bem com a violência. Então quando há violência por parte dos manifestantes, como foi o caso do policial agredido, a população repudiou. Quando há abuso policial, também a população repudia”, disse.

Protesto
A manifestação começou por volta das 17h em frente ao Theatro Municipal, no Centro de São Paulo. Enquanto lojistas fechavam as portas para evitar depredação, a Polícia Militar prendia dezenas para averiguação.

O ato ocupou a Rua Xavier de Toledo, o Viaduto do Chá e seguiu pela Avenida Ipiranga. Ao menos duas pessoas foram presas na esquina das avenidas Ipiranga e São Luís por causa da depredação e pichação de um ônibus.

Os manifestantes, cerca de 5.000 segundo a PM, usavam máscaras e narizes de palhaço. “Não aguentamos mais sermos explorados”, dizia uma das faixas.

A Cavalaria da PM uniu-se ao Choque na Rua Maria Antônia, onde começaram os confrontos. A Universidade Mackenzie, que fica na esquina, fechou as portas.

Segundo o major da PM Lídio, o acordo era para que os manifestantes não subissem em direção à avenida Paulista, o que não foi cumprido. “Se não é para cumprir acordo, aguentem os resultados”, disse.
Mapa protestos SP 0h (Foto: Arte/G1)
Os manifestantes tentaram subir a Rua da Consolação, por volta das 19h15, e houve dispersão. Parte seguiu até a Avenida Paulista, que voltou a ser interditada por volta das 21h30. Uma parte do grupo fez barricada uma com objetos queimados na Rua Fernando de Albuquerque.

A polícia avançou com balas de borracha e gás lacrimogêneo sobre os manifestantes, que revidaram jogando pedras e garrafas em direção aos PMs.
Manifestantes ateiam fogo em lixo pelas ruas durante confronto com a polícia. (Foto: Filipe Araújo/Estadão Conteúdo)Manifestantes ateiam fogo em lixo pelas ruas durante confronto com a polícia. (Foto: Filipe Araújo/Estadão Conteúdo)

Haddad convoca reunião com manifestantes para discutir tarifa

Encontro com participantes dos protestos será na terça-feira (18).
Grupo será convidado a expor posições para Conselho da Cidade.

 A Prefeitura de São Paulo informou nesta sexta-feira (14) que vai convocar uma reunião extraordinária do Conselho da Cidade na próxima terça (18) para discutir o transporte público em São Paulo.
Por determinação do prefeito Fernando Haddad, o Movimento Passe Livre (MPL) será convidado para fazer uma apresentação diante dos conselheiros para explicar suas propostas e visões para o setor.

A administração municipal também irá apresentar detalhes sobre a composição de preço da tarifa de ônibus, a evolução da despesa orçamentária com o subsídio e os planos para a melhoria na qualidade do sistema. Depois das duas apresentações, o debate será aberto para a participação dos conselheiros e sugestões de encaminhamento.

Reajuste
O prefeito diz que cumpriu um compromisso de campanha ao dar reajuste abaixo da inflação. As tarifas subiram de R$ 3 para R$ 3,20. “A Prefeitura fez um esforço enorme para que aumento fosse o menor possível”, declarou em entrevista nesta manhã.

Haddad afirmou que a nova tarifa dos ônibus exige o deslocamento de investimento de R$ 600 milhões de outras áreas. Caso fosse aplicado o reajuste da inflação acumulada no período pelo IPC/Fipe, o novo valor seria de R$ 3,40. De acordo com o prefeito, esse foi o menor reajuste dos últimos dez anos.

Mapa protestos SP 0h (Foto: Arte/G1)
Histórico
O protesto desta quinta-feira (13) foi o quarto de uma série iniciada em 6 de junho. A manifestação começou por volta das 17h em frente ao Theatro Municipal, no Centro de São Paulo. Enquanto lojistas fechavam as portas para evitar depredação, a Polícia Militar prendia dezenas para averiguação.

Segundo a PM, foram apreendidos coquetéis molotov, facas e maconha. De acordo com a delegada Vitória Lobo Guimarães, até o início da madrugada, 198 pessoas haviam sido detidas e encaminhadas ao 78º DP, nos Jardins. Todos foram liberados. Quatro vão responder termo circunstanciado; três deles por porte de entorpecentes e um por resistência à prisão. Outras cinco pessoas foram levadas para o 1º DP.

O ato ocupou a Rua Xavier de Toledo, o Viaduto do Chá e seguiu pela Avenida Ipiranga. Ao menos duas pessoas foram presas na esquina das avenidas Ipiranga e São Luís por causa da depredação e pichação de um ônibus.

Os manifestantes, cerca de 5.000 segundo a PM, usavam máscaras e narizes de palhaço. “Não aguentamos mais sermos explorados”, dizia uma das faixas.

A Cavalaria da PM uniu-se ao Choque na Rua Maria Antônia, onde começaram os confrontos. A Universidade Mackenzie, que fica na esquina, fechou as portas.

Segundo o major da PM Lídio, o acordo era para que os manifestantes não subissem em direção à avenida Paulista, o que não foi cumprido. “Se não é para cumprir acordo, aguentem os resultados”, disse.

Os manifestantes tentaram subir a Rua da Consolação, por volta das 19h15, e houve dispersão. Parte seguiu até a Avenida Paulista, que voltou a ser interditada por volta das 21h30. Uma parte do grupo fez barricada uma com objetos queimados na Rua Fernando de Albuquerque. A polícia avançou com balas de borracha e gás lacrimogêneo sobre os manifestantes, que revidaram jogando pedras e garrafas em direção aos PMs.

O jornal 'Folha de S.Paulo' diz que teve 7 repórteres atingidos no protesto, entre eles Giuliana Vallone e Fábio Braga, que levaram tiros de bala de borracha no rosto. Um cinegrafista foi atingido com spray de pimenta no rosto por um policial.

Um jornalista da revista 'Carta Capital' e um fotógrafo do portal 'Terra' foram levados para o 78º DP, nos Jardins, na Zona Sul da cidade, mas foram liberados por volta das 19h30. Outros detidos relataram ao G1 terem sido levados à delegacia por portarem vinagre e spray.

A Anistia Internacional mostrou “preocupação com o aumento da violência na repressão aos protestos contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo”. “Também é preocupante o discurso das autoridades sinalizando uma radicalização da repressão e a prisão de jornalistas e manifestantes, em alguns casos enquadrados no crime de formação de quadrilha”, disse em nota.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/06/haddad-convoca-reuniao-com-manifestantes-para-discutir-tarifa.html

Ministro da Justiça vê 'excesso' da polícia paulista durante protesto

Segundo José Eduardo Cardozo, 'houve situações de violência policial'.
Para ministro, não é correto 'atingir as pessoas como mostram as imagens'.

O ministro José Eduardo Cardozo durante entrevista (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil) 
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ementrevista nesta sexta no ministério (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)
 
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta sexta-feira (14), após analisar imagens da atuação da polícia de São Paulo nos protestos desta quinta contra o aumento das tarifas do transporte coletivo, que houve “excesso” por parte dos policiais.

Na visão de Cardozo, a demonstração "cabal” de que teriam ocorrido abusos da polícia é o fato de o secretário de Segurança, Fernando Grela, ter determinado a abertura de investigação para averiguar o comportamento dos policiais.

“Me congratulo com o governo de São Paulo por ter aberto uma sindicância para apurar. Espero que, efetivamente, comprovada a ocorrência de abusos, se aplique com rigor as penas da lei. Não podemos aceitar a violência policial em um estado democrático como vivemos”, disse o ministro.

No quarto dia de protestos, a polícia atingiu manifestantes com balas de borracha e gás lacrimogêneo na área central da cidade. Ao menos 200 foram detidos.

“Na noite de ontem [quinta], tivemos uma situação que, evidentemente, não podemos aceitar. Pelo que vi, houve excessos e situações de violência policial que considero inaceitáveis. Não acho correto que a polícia pudesse atingir as pessoas como mostram as imagens”, disse Cardozo em entrevista coletiva no Ministério da Justiça.
A manifestação de quinta-feira começou por volta das 17h no Centro de São Paulo. O protesto e os confrontos levaram ao fechamento de lojas e ao bloqueio de ruas na área central da cidade. Segundo a PM, foram apreendidos coquetéis molotov, facas e maconha.

Também em entrevista nesta sexta, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, defendeu a ação da PM no protesto. "A atuação da polícia foi correta e nós temos o compromisso de esclarecer todos os casos de abuso", afirmou.
Mesmo ressalvando que não cabe a ele “cobrar nada” do governo paulista, Cardozo disse esperar que os policiais que eventualmente tenham cometido violência “sem justificativa” sejam punidos. De acordo com o ministro, a violência praticada por forças do Estado não pode ser “tolerada”.
“Não podemos aceitar violência, independentemente de onde ela parta. A polícia tem o dever de nunca agir de forma arbitrária ou violenta. Por isso é que os policiais recebem treinamento, para se comportarem como a lei manda. [A polícia] não pode permitir abusos por parte de quem se manifesta, mas também não pode cometer. Essa situação de equilíbrio é que temos de buscar”, ressaltou.

Cardozo disse que nos protestos de quarta (12) não recebeu relatos de abusos de policiais na tentativa de controlar os manifestantes. Mas nesta quinta, segundo o ministro, a situação foi diferente.

“Ontem [quinta], vi outra realidade. Agora, o que determinou isso [a violência policial], é a investigação que vai ter de identificar”, declarou.

À disposição
Cardozo disse que o governo federal tem acompanhado os desdobramentos das manifestações em São Paulo “porque tem responsabilidades nacionais”.

Ele explicou que todas as situações que envolvem assuntos de segurança pública têm de ser monitoradas pelo Executivo federal, "principalmente, às vésperas de grandes eventos”, disse, em referência à Copa das Confederações.

Cardozo, como já havia manifestado no dia anterior, colocou a estrutura do governo federal à disposição dos estados nos quais têm ocorrido atos de vandalismo em manifestações públicas, incluindo São Paulo. Ele ressaltou que, dentro de suas limitações, a União pode oferecer o apoio que os estados acharem que o governo pode dar.

“Não creio que São Paulo precise de efetivos, já que o estado tem o maior efetivo do Brasil, que é inclusive maior do que o da Marinha e da Aeronáutica. Mas, se caso o governo estadual quiser, podemos auxiliar com serviços de inteligência policial. Podemos ajudar na mediação de conflitos. A Força Nacional tem expertise na atuação de distúrbios civis”, sugeriu o titular da Justiça.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/06/ministro-da-justica-ve-excesso-da-policia-paulista-durante-protesto.html

Manifestação na Avenida Paulista termina sem incidentes

Manifestantes protestaram nesta sexta-feira (14) contra obras da Copa. Desta vez, não houve confronto com a polícia.

Manifestação na Paulista  (Foto: Guilherme Tosetto/G1)Manifestação na Paulista contra obras da Copa nesta sexta-feira  (Foto: Guilherme Tosetto/G1)
 
Terminou sem incidentes por volta das 18h30 a manifestação que interditava parte da Avenida Paulista nesta sexta-feira (14). Duas faixas da avenida ficaram fechadas, no sentido Paraíso, por causa da concentração de manifestantes. Portas do Metrô Consolação chegaram a ser fechadas. Segundo a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas se reuniram no ato contra a realização da Copa das Confederações.
A polícia acompanhou a manifestação à distância e não foram registrados incidentes ou depredações como as registradas nas últimas manifestações.

A manifestação ocorreu próxima ao prédio onde funciona o escritório da Presidência da República em São Paulo.

Os manifestantes protestaram contra os gastos públicos para a realização da Copa das Confederações no Brasil. O grupo distribui um panfleto intitulado "Copa pra Quem?", questionando as obras.  O documento é assinado pela Frente de Resistência Urbana e Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa.

Jogos cancelados no Dante
O colégio Dante Alighieri, localizado nas proximidades da Avenida Paulista, informou que fechará as portas mais cedo nesta tarde por causa do protesto em andamento na região do Masp. Na tarde desta sexta-feira a assessoria da instituição de ensino informou que vai fechar às 18h15. Segundo a assessoria, foram cancelados 18 jogos das olimpíadas internas previstos para esta sexta.

A diretoria da instituição se reuniu nesta sexta para discutir as providências a serem tomadas ao final do dia e nos próximos. Há possibilidade de aulas noturnas serem canceladas em dias de protestos na cidade.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/06/manifestacao-na-avenida-paulista-termina-sem-incidentes.html

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ministério da Saúde alerta que apenas 1,9% da população é doadora de sangue

No Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde alerta que apenas 1,9% da população doa sangue. O ideal para suprir as necessidades seria que esse índice subisse para 3%. Dados do Hemocentro de São Paulo mostram que até quatro pessoas podem ser beneficiadas com uma doação.

Para o técnico administrativo Jarbas Rocha, doar sangue é uma rotina. Há cerca de 30 anos, ele doa três ou quatro vezes por ano. “Comecei a doar porque alguém do trabalho precisou, depois continuei doando já que sempre tem alguém precisando”.

Foi vendo o pai doar que o analista de sistemas Raoni Rocha, filho de Jarbas, também resolveu, aos 18 anos, adotar essa rotina. “É só uma picadinha, não dá para assustar. Vale a pena, ajuda muita gente”, disse.

“Quando a gente precisa é que vê o quanto é importante fazer a doação rotineira”, lembrou o fisioterapeuta Lívio Fortes, que há três anos teve dengue hemorrágica e precisou receber planquetas - as células do sangue cuja função é ajudar na coagulação, evitando sangramento em excesso. “Como eu era doador, tinha prioridade para receber a transfusão, mas meu sangue não é muito comum e não tinha em estoque, o AB positivo, e meus amigos correram atrás de doadores compatíveis”, lembrou.

A quantidade de sangue colhida não afeta a saúde do doador, a recuperação é imediata. Na hora de doar, todos passam por uma entrevista que tem o objetivo de dar mais segurança ao doador e aos pacientes que receberão a doação. O sangue doado é testado para doenças como hepatite B, hepatite C, HIV, HTLV, sífilis e doença de Chagas.

Podem doar pessoas maiores de 18 e menores de 68 anos, que tenham mais de 50 quilos. Jovens com 16 ou 17 anos também podem doar, desde que tenham autorização do responsável legal. No dia da doação, é preciso apresentar documento com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional.

Mulheres grávidas, que tiveram parto normal há menos de 90 dias ou cesariana há menos de 180 dias ou  que estejam amamentando, ficam temporariamente impedidas de doar sangue. Pessoas resfriadas devem esperar o desaparecimento dos sintomas e quem fez tatuagem deve aguardar 12 meses para fazer a doação.

De acordo com o Decreto-Lei 5.452, o doador tem direito a um dia de folga no trabalho a cada 12 meses trabalhados, desde que a doação esteja devidamente comprovada. Esse direito também se estende ao funcionário público civil de autarquia ou militar, conforme preconiza a Lei Federal 1.075.

 http://br.noticias.yahoo.com/minist%C3%A9rio-da-sa%C3%BAde-alerta-que-apenas-1-9-da-popula%C3%A7%C3%A3o-doadora-de-sangue-110310043.html

Homem morre esfaqueado por irmão em casa na zona rural de Brotas, SP

Segundo a PM, os dois tinham discutido, mas ainda não se sabe o motivo.
Suspeito de 26 anos foi indiciado por homicídio e levado para a cadeia.

Um auxiliar de serviços gerais de 29 anos morreu esfaqueado em casa, no bairro Patrimônio, zona rural de Brotas (SP). O homicídio aconteceu na noite de sexta-feira (14) e, segundo a Polícia Militar, o irmão da vítima, de 26 anos, é o autor do crime.

Ainda segundo a PM, os dois tinham discutido antes do homicídio, mas não se sabe o motivo. Eles moravam na mesma casa e no momento da briga, que ocorreu volta das 20h30, apenas a esposa da vítima estava no local.

O auxiliar de serviços gerais foi socorrido pela ambulância da cidade, mas morreu ao dar entrada no hospital. O irmão, que também é auxiliar de serviços gerais, foi indiciado por homicídio e encaminhado à cadeia de Rio Claro.

 http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2013/06/homem-morre-esfaqueado-por-irmao-em-casa-na-zona-rural-de-brotas-sp.html

Vídeo mostra confusão após rato aparecer em churrascaria de SP

Clientes subiram em cadeiras e tiraram toalha de mesa para conter o bicho. Restaurante lamenta e diz que estabelecimentos são detetizados.

Imagem de vídeo no YouTube mostra clientes apavorados com a presença de rato a churrascaria Fogo de Chão. (Foto: Reprodução/YouTube.com)



Um rato deixou apavorados os clientes da churrascaria Fogo de Chão da Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo, no último dia 23 de maio

O restaurante possui 27 unidades, oito no Brasil –quatro só em São Paulo--, e o restante nos Estados Unidos. O caso veio à tona depois que um vídeo foi publicado no YouTube nesta quarta-feira (11). As imagens mostram funcionários correndo de um lado para o outro para pegar o rato.

Quando percebe que o animal pode estar ali, um cliente sobe em uma cadeira e, quando se sente seguro, corre para os fundos da churrascaria.

Outras pessoas que comiam se levantam e passam a olhar o chão em busca do animal. Um deles retira a toalha de uma das mesas para tentar apanhar o rato com ela.

“Pegaram uma bandeja, cara”, exclama uma pessoa sobre os esforços de um funcionário para conter o animal.

Em seguida, outros dois clientes também sobem em cadeiras para fugir do rato, em meio a muitos gritos de homens e mulheres.

Depois de muita correria, funcionários da Fogo de Chão se ajoelham em torno de uma mesa e se esgueiram para debaixo dela. De repente, um deles sai de baixo da mesa com o rato na mão.

“Catou na mão, fio (sic)”, diz uma das pessoas que assistiam à cena. Segundo informou a churrascaria, por meio de sua assessoria de imprensa, “no dia 23 de maio, data do acontecimento, houveram chuvas intensas em toda a cidade de São Paulo e, infelizmente, ocorreu o fato mostrado na Fogo de Chão Vila Olímpia”.

Veja a nota completa da churrascaria Fogo de Chão:

Em relação ao vídeo publicado no Youtube, a Fogo de Chão esclarece que na semana, inclusive no dia 23 de maio, data do acontecimento, houveram chuvas intensas em toda a cidade de São Paulo e, infelizmente, ocorreu o fato mostrado na Fogo de Chão Vila Olímpia. Todas as unidades da Fogo de Chão são detetizadas a cada 15 dias por empresas especializadas e que possuem certificações. A churrascaria preza pela qualidade e excelência dos alimentos e serviços prestados e pela satisfação do cliente.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/06/video-mostra-confusao-apos-rato-aparecer-em-churrascaria-de-sp.html

Incêndio florestal no Colorado mata duas pessoas

Fogo destruiu 360 casas e afetou outras 1.020 residências.
Ao menos 38 mil pessoas foram retiradas de suas casas.

Duas pessoas morreram em um intenso incêndio florestal no Colorado, nos Estados Unidos, informaram as autoridades nesta quinta-feira (13). Segundo o chefe de polícia da cidade de Colorado Springs, o fogo já destruiu 360 casas e afetou outras 1.020 residências, tornando-se o mais devastador incêndio florestal já visto no estado do oeste americano. Ao menos 38 mil pessoas foram retiradas de suas casas.
Casa totalmente envolvida em chamas no meio da Floresta Negra no nordeste de Colorado Springs (Foto: Helen H. Richardson, The Denver Post/ AP)Casa totalmente envolvida em chamas no meio da Floresta Negra, no nordeste de Colorado Springs. (Foto: Helen H. Richardson / The Denver Post / AP Photo)
Os corpos das duas vítimas foram encontradas próximas a seus veículos em uma zona de bosques, disse Terry Marketa, xerife do condado de El Paso. "Quando lidamos com um incêndio alimentado pelo vento, capaz de passar de árvore para árvore, significa que pode matar ao avançar muito rápido", afirmou Marketa.

O incêndio na Floresta Negra - o pior de vários que devastam o estado - provocou o esvaziamento de 13 mil lares em cerca de 38.040 hectares de terra, segundo Maketa.

Altas temperaturas, condições de seca e fortes ventos têm alimentado as chamas. "O vento é nossa ameaça número um. Tem sido um fator decisivo", redigiu Maketa em uma mensagem postada no microblog Twitter sobre o incêndio, que começou na terça-feira (11), perto de Colorado Springs.

As autoridades alertaram não só pelo perigo das chamas, mas também pela densa fumaça que pode afetar os moradores da área.
Avião combate incêndio na Floresta Negra. (Foto: Michael Ciaglo  / The Colorado Springs Gazette / AP Photo)Avião combate incêndio na Floresta Negra. (Foto: Michael Ciaglo / The Colorado Springs Gazette / AP Photo)
Autoridades federais estão ajudando bombeiros estaduais e locais com recursos que incluem duas aeronaves C-130, anunciou o Departamento de Defesa.

O incêndio é mais destrutivo do que o de Waldo Canyon, no ano passado, a oeste de Colorado Springs, que queimou 347 casas.

Os bombeiros seguem tentando frear o avanço do incêndio, mas por enquanto não conseguiram controlá-lo. As equipes de proteção civil estão tendo problemas para chegar a algumas áreas residenciais e foram surpreendidas pela intensidade das chamas.

O governador do Colorado, John Hickenlooper, assinou ordem para declarar estado de emergência por desastre em três zonas afetadas, com um desembolso de urgência de US$ 10 milhões para serviços de proteção civil.

 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/incendio-florestal-no-colorado-mata-duas-pessoas.html

Proposta prevê até 30 anos de prisão para quem comete ato terrorista

Parecer apresentado nesta quinta define crime, ainda não regulamentado.
Texto deve ser votado no dia 27 em comissão, antes de Câmara e Senado.

Foi apresentado no Congresso nesta quinta-feira (13) relatório de um projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo, definindo o conceito e as penas para o delito. O parecer, elaborado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), prevê prisão de 15 a 30 anos para quem comete atentados no país, além de tratar da atuação de financiadores e de incitação ao terrorismo.

A previsão é que o projeto seja votado numa comissão especial no próximo dia 27. Depois, a proposta ainda precisará ser aprovada nos plenários da Câmara e do Senado.

A comissão especial de senadores e deputados que discutem o tema foi formada para legislar sobre mais de 100 normas constitucionais que ainda não foram regulamentadas. O colegiado é o mesmo que aprovou a regulamentação da emenda das domésticas na semana passada.

Embora esteja previsto na Constituição de 1988 como crime, o terrorismo até hoje não foi tipificado como tal na legislação brasileira, sem definição e penas específicas.
Pelo parecer de Jucá, é considerado terrorismo “provocar ou infundir terror ou pânico mediante ofensa à vida, à integridade física ou à privação da liberdade da pessoa”. O texto inclui terrorismo por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial ou étnico. A proposta determina que as penas devem ser aumentadas em um terço caso o ato seja cometido contra autoridades, como o presidente da República ou chefe de estado estrangeiro.

No que diz respeito às penas de reclusão, o texto de Jucá é mais brando que a proposta inicial, de autoria do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Miro propunha pena mínima de 24 anos para todos os atos de terrorismo. Jucá estabelece que esta pena vale só para crimes que resultam em morte. Nas demais situações, fica, no mínimo, em 15 anos.

Por outro lado, o texto do relator avança em aspectos como o financiamento do crime, que é tipificado com a mesma para quem comete o ato terrorista em si. O relatório considera financiamento oferecer, guardar ou manter em depósito qualquer bem financeiro para promover a prática de terrorismo – ainda que os atos não sejam praticados.

Já a incitação ao terrorismo por divulgação de material gráfico, sonoro ou de vídeo deve ter pena prevista de três a oito anos.

 http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/06/proposta-preve-ate-30-anos-de-prisao-para-quem-comete-ato-terrorista.html

'Prefeitura não pode se submeter ao jogo de tudo ou nada', diz Haddad

Quarto dia de protesto terminou com 200 pessoas detidas.
Prefeito de SP afirmou que aumento abaixo da inflação exige investimento.


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a criticar na manhã desta sexta-feira (14) a violência dos protestos contra o aumento de tarifas no transporte público e reiterou que não pretende voltar atrás no reajuste. “A Prefeitura não pode se submeter ao jogo de tudo ou nada. Ou é do jeito que eles querem ou não tem conversa”, afirmou em entrevista ao Bom Dia São Paulo.
No quarto dia de protestos, mais de 200 pessoas foram presas. Manifestantes ficaram feridos. Um forte sistema policial impediu que o protesto chegasse à Avenida Paulista. O prefeito lembrou que na manifestação de terça-feira (11) foram divulgadas cenas de policiais sendo agredidos. “Hoje o Brasil está conhecendo cenas de violência que ensejaram uma abertura de investigação da parte da Secretaria de Segurança Público. São cenas lamentáveis que não condizem com o espírito da cidade de São Paulo”, disse.

“A Prefeitura fez um esforço enorme para que aumento fosse o menor possível”, declarou o prefeito. Haddad afirmou que a nova tarifa dos ônibus, com reajuste abaixo da inflação, exige o deslocamento de investimento de R$ 600 milhões de outras áreas. Caso fosse aplicado o reajuste da inflação acumulada no período pelo IPC/Fipe, o novo valor seria de R$ 3,40. De acordo com o prefeito, esse foi o menor reajuste dos últimos dez anos.
"Há um longo trajeto para melhorar o transporte. Isso vai se fazer em uma mesa de negociação com diálogo, com esclarecimento, com a verdade dos fatos, e não iludindo a respeito da possibilidade de zerar a tarifa e ninguém pagar mais o ônibus, como se isso fosse possível do dia para a noite, envolvendo R$ 6 bilhões de investimento", declarou.

"A Prefeitura não pode se submeter ao jogo de tudo ou nada. Ou é do jeito que eles querem ou não tem conversa", disse Haddad. “Nós queremos conversar, mas, quando a gente entra em uma conversa, tem que entrar com o espírito aberto, conhecer o orçamento, conhecer qual as outras áreas vão perder recurso", observou. Haddad afirmou que é dialogar com 11 milhões de pessoas e deixar claro de quais áreas que os investimentos vão sair.

Segundo Haddad, a Prefeitura tem costume de negociar com manifestantes. No primeiro protesto, ocorrido em frente à Prefeitura, a administração municipal estava disposta a receber a comissão de negociação. “Nós tínhamos uma comissão na porta da Prefeitura, esperando a constituição de uma comissão de negociação, que não foi formada, e os manifestantes se recusaram a entrar na Prefeitura para estabelecer diálogo. Acho que a postura deles talvez venha mudando e eles precisam de esclarecimentos.”

O prefeito afirmou ainda que, diferentemente do que é divulgado pelos manifestantes, os cobradores e motorista receberam aumento superior ao que foi repassado para a nova tarifa.

Protesto
A manifestação começou por volta das 17h em frente ao Theatro Municipal, no Centro de São Paulo. Enquanto lojistas fechavam as portas para evitar depredação, a Polícia Militar prendia dezenas para averiguação. Segundo a PM, foram apreendidos coquetéis molotov, facas e maconha. De acordo com a delegada Vitória Lobo Guimarães, at é o início da madrugada, 198 pessoas haviam sido detidas e encaminhadas ao 78º DP, nos Jardins. Todos foram liberados. Quatro vão responder termo circunstanciado; três deles por porte de entorpecentes e um por resistência à prisão. Outras cinco pessoas foram levadas para o 1º DP.

O ato ocupou a Rua Xavier de Toledo, o Viaduto do Chá e seguiu pela Avenida Ipiranga. Ao menos duas pessoas foram presas na esquina das avenidas Ipiranga e São Luís por causa da depredação e pichação de um ônibus.

Os manifestantes, cerca de 5.000 segundo a PM, usavam máscaras e narizes de palhaço. “Não aguentamos mais sermos explorados”, dizia uma das faixas.

A Cavalaria da PM uniu-se ao Choque na Rua Maria Antônia, onde começaram os confrontos. A Universidade Mackenzie, que fica na esquina, fechou as portas.

Segundo o major da PM Lídio, o acordo era para que os manifestantes não subissem em direção à avenida Paulista, o que não foi cumprido. “Se não é para cumprir acordo, aguentem os resultados”, disse.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/06/prefeitura-nao-pode-se-submeter-ao-jogo-de-tudo-ou-nada-diz-haddad.html

Relator da Lei da Copa diz concentrar pedidos de ingresso de deputados

Parlamentares buscam entradas para jogo do Brasil, diz Vicente Cândido.
'Eu repasso demanda [...]. O telefone não para de tocar', afirmou petista.

O deputado Vicente Cândido no plenário da Câmara (Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara) 
O deputado Vicente Cândido no plenário da Câmara (Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara)
Às vésperas da abertura da Copa das Confederações, em Brasília, o celular do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) não para de tocar. Do outro lado da linha, parlamentares em busca de ingressos-cortesia para os camarotes do Estádio Nacional Mané Garrincha, palco do jogo de abertura da competição, neste sábado (15), entre as seleções do Brasil e do Japão.

Relator da Lei Geral da Copa e dirigente da Federação Paulista de Futebol, o deputado petista se transformou em uma espécie de interlocutor dos congressistas com as entidades do futebol.

De acordo com o parlamentar, que tem trânsito na Fifa e na CBF, cerca de cem deputados e senadores já o procuraram para tentar garantir entrada gratuita no jogo deste sábado.

“Eu repasso demanda. Com a aproximação da data do jogo, o pessoal está mais tenso. O telefone não para de tocar. Não vejo a hora de chegar as 18h de sábado”, brincou Cândido, referindo-se ao horário previsto para o término da partida.

Quando eu aprovei a Lei Geral da Copa o pessoal já dizia: 'Não esquece de mim'. E, de vez em quando, encontro com alguém que diz: 'Ó, estou lá na lista'."
 
Vicente Cândido, deputado federal (PT-SP)
O deputado disse ao G1 que não distribui ingressos. Segundo afirmou, ele apenas encaminha os pedidos à Fifa, à CBF e ao governo do Distrito Federal, que adminstra o estádio de Brasília.

Vicente Cândido afirmou que cada congressista solicita, em média, de dois a quatro ingressos. No total, ele disse que já requisitou em torno de 350 bilhetes-cortesia para atender os parlamentares e seus  familiares.

“Pedem tudo. Pedir não é proibido. Eles dizem que querem trazer o filho, a esposa”, explicou.
Cândido contou que a maioria das reivindicações de ingresso tem sido atendida pelo governo do Distrito Federal.

Embora organizadora do evento, a Fifa tem disponibilizado poucas entradas gratuitas, informou o deputado. Segundo ele, o camarote da entidade é pequeno e tem sido reservado, majoritariamente, para os chefes das delegações estrangeiras.

O deputado afirmou que não enfrenta muitas dificuldades para atender aos pedidos de deputados e senadores porque o estádio de Brasília é um dos maiores da Copa das Confederações.

“Até agora, está dando para atender. Como é um estádio de 70 mil lugares, há vários camarotes reservados aos poderes”, observou.

Os apelos para Vicente Cândido intermediar cortesias de ingressos não se limitam ao evento preparatório para a Copa do Mundo. Segundo o petista, muitos parlamentares já o procuram para assegurar um assento nos jogos do Mundial da Fifa, em 2014.

“Quando eu aprovei a Lei Geral da Copa o pessoal já dizia: ‘Não esquece de mim’. E, de vez em quando, encontro com alguém que diz: ‘Ó, estou lá na lista”, relatou Cândido.

 http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/06/relator-da-lei-da-copa-diz-concentrar-pedidos-de-ingresso-de-deputados.html