sexta-feira, 31 de julho de 2015

Político é investimento "arriscado", diz presidente da JBS

Wesley Batista, CEO da maior empresa privada do Brasil, explica lógica das doações de campanha e desmente boatos de que Lulinha seria seu sócio: 'Só sei quem ele é por foto na web'

A empresa JBS, dona da marca Friboi, há algum tempo já é a maior produtora de carne bovina e a maior processadora de proteína animal do mundo. Mas desde o ano passado, acrescentou mais um título à sua coleção de superlativos. Após um aumento de 30% nas vendas, superou a Vale para se tornar a maior empresa privada do Brasil.
A diversificação geográfica e de produtos explica a resiliência à estagnação da economia brasileira, segundo o presidente da empresa, Wesley Batista. Parte das operações da JBS está nos EUA, o que significa um grande faturamento em dólar. Além disso, se a crise faz o brasileiro deixar de comer carne bovina, impulsiona o consumo de frango – também produzido pela JBS.

Wesley Batista diz que no Brasil há uma dificuldade em aceitar que empresários podem ser bem sucedidos sem a ajuda de padrinhos políticos
BBC
Wesley Batista diz que no Brasil há uma dificuldade em aceitar que empresários podem ser bem sucedidos sem a ajuda de padrinhos políticos
Fundada pela família Batista em Anápolis, Goiás, a JBS tem uma história de sucesso incontestável, mas permeada por algumas polêmicas. Hoje, também é a maior doadora de campanha do país, tendo contribuído com mais de R$ 300 milhões só nas eleições de 2014.
Qual o objetivo das doações? "Fazer um Brasil melhor", promete Batista, em entrevista exclusiva à BBC Brasil. Mas se o objetivo é esse, investir em político não é arriscado? "Sem dúvida", admite, acrescentando que o risco "faz parte".
Em uma conversa na sede da empresa, em São Paulo, Batista falou sobre a relação da JBS com o BNDES, a Lava Jato e os rumores de que o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luis da Silva, conhecido como Lulinha, seria um sócio oculto de sua empresa. Confira:
BBC Brasil - Pedi para um taxista me trazer na JBS e ele perguntou: A empresa do Lulinha? Qual a origem desses rumores?
Batista - (Risos) Vamos ter de fazer uma reunião com taxistas, porque já ouvi isso de muita gente. Talvez organizar um evento com o sindicato para eles pararem com essa palhaçada. Essa conversa é absurda e sem nexo. É difícil dizer de onde saem (esses rumores). A impressão que temos é que foram plantados em campanhas por adversários políticos (do PT). Parece que foi um site específico…
Mas não é só isso. Nossa empresa tem uma história. Meu pai começou esse negócio do nada, sessenta e poucos anos atrás. Quando (o presidente) Juscelino (Kubitschek) decidiu erguer Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam construindo a cidade em uma precariedade danada. Trabalhou duro, fez uma reputação. E, sem falsa modéstia, somos bem-sucedidos no que fazemos.
Não sei se é um tema cultural, mas se você pesquisar vai achar vários empresários bem-sucedidos acusados de receber ajuda. Parece que no Brasil há uma dificuldade de se reconhecer que alguém pode crescer por ser competente ou por força do seu trabalho - e não por sorte ou porque é testa de ferro ou sócio de alguém.

 'Quando (o presidente) Juscelino decidiu erguer Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam construindo a cidade em uma precariedade danada'
AP
'Quando (o presidente) Juscelino decidiu erguer Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam construindo a cidade em uma precariedade danada'
BBC Brasil - Como assim?
Batista - Há quinze anos, em Goiás, quando éramos muito menores, você ia achar muitos taxistas dizendo que (a JBS, na época Friboi) era do Íris Rezende, que foi governador do Estado várias vezes. Era parecido com essa história do Lulinha. Sempre crescemos muito e as pessoas tinham de achar uma justificativa: "como eu não cresço e o outro cresce?".
Aqui neste lugar (sede da JBS) funcionava o escritório do Bordon, que chegou a ser uma das maiores empresas de carne bovina do Brasil. O Bordon por muitos anos "foi" do Delfim Neto (ex-ministro da Fazenda). Quer dizer, foi enquanto ia bem. Quando começou a ir mal ninguém mais falava que era do Delfim.
Talvez isso (rumores) tomou uma proporção maior pelo tamanho que a empresa ganhou. E em função das redes sociais. Mas o que a JBS tem feito é fruto do trabalho e das pessoas competentes que tem aqui dentro.
BBC Brasil - Como é sua relação com Lula?
Batista - Lula foi presidente por oito anos. Só o encontrei uma vez nesse período, em uma reunião setorial no palácio, com 30 pessoas na sala, ministros, CEOs, etc. Não tenho certeza sobre meu irmão (Joesley Batista), mas acho que ele nunca encontrou o Lula quando ele era presidente. Fomos conhecê-lo depois, porque nos chamaram no Instituto Lula justamente para explicar isso (os rumores). Eles perguntaram: "Que diabos é isso? São vocês que estão falando isso?" Respondemos: "De jeito nenhum, presidente Lula, achamos isso um negócio sem pé nem cabeça."
No total, encontrei o Lula três vezes depois que ele deixou a Presidência. Teve um evento de uma revista em um hotel. Sentei na mesa, ele estava almoçando. E teve outra vez em uma inauguração de alguma coisa. Essa é a relação. É muito distante.
BBC Brasil - E com o Lulinha?
Batista - Nunca vi o Lulinha na minha vida. Sei quem ele é por foto na internet. Um amigo um dia falou: "Wesley, ele é parecido com você". Eu respondi: "Tá louco!" Aí fui olhar. Mas nunca apertei a mão do Lulinha. Meu irmão encontrou ele uma vez em um evento social, uma festa. Uma pessoa que estava lá ainda brincou: "Vem cá que eu vou te apresentar teu sócio. O sócio que você não conhece…". Aí meu irmão disse: "Rapaz… o povo fala que somos sócios e nunca nem tinha te visto".
BBC Brasil - Outro tema polêmico são os recursos que a JBS recebeu do BNDES.
Batista - Aí temos outro mito descabido. Ouço constantemente que a JBS recebe dinheiro subsidiado do BNDES. As pessoas não se dão ao trabalho (de conferir). A JBS não recebe empréstimos do BNDES. Ponto. Isso é público. A JBS não deve um centavo ao BNDES. Público. Para não falar que não deve um centavo, deve 40 e poucos milhões de reais, que veio de aquisições que fizemos, da Tyson e da Seara.
BBC Brasil - Mas a empresa recebeu aportes via BNDESPar (o braço de participações do BNDES. Ele compra ações de empresas. Não faz empréstimos, mas se torna 'sócio' das companhias).
Batista - A JBS vendeu participação acionária para o BNDESPar, que participa em 200 ou mais empresas. E importantíssimo: depois que a JBS já tinha capital aberto. A transparência foi total. Além disso, se formos olhar o investimento que o BNDESPar fez e o que tem hoje, eles tiveram um resultado extraordinário. Provavelmente, um dos melhores da sua carteira. No que diz respeito ao valor (dessas operações) também existe um engano tremendo, (uma confusão) do que foi compra na JBS e em empresas que depois viemos a adquirir. O total de aportes na JBS foi da ordem de 5 bilhões de reais. Eles compraram isso em ações que hoje, felizmente, valem muito mais.
BBC Brasil - A JBS seria desse tamanho não fosse a ajuda do BNDES na fase quente de aquisições para a empresa, 2007, 2008, 2009?
Batista - Primeiro, a gente não acha que foi ajuda. O BNDES não nos ajudou. Ele fez um negócio e nós fizemos um negócio. E nós entregamos. Ajudar é quando você dá um dinheiro e não cobra. Por outro lado, de forma nenhuma podemos dizer que a participação do BNDES não foi importante. Como os outros acionistas, eles foram importantes para a JBS emitir ações, levantar equity.
É difícil responder o que teria sido sem o BNDES. Há fundos soberanos em vários países e teríamos corrido atrás de interessados. Mas não dá para garantir que teríamos atraído outros fundos.
BBC Brasil - O BNDES é um banco público. O que a aposta na JBS trouxe de resultado para a sociedade?
Batista - Se for o caso, a sociedade precisa discutir o papel do BNDES, não o fato do banco investir na JBS ou na Vale. Hoje politizaram esse debate e a discussão política não cabe a nós. Em vários lugares do mundo você tem bancos de desenvolvimento que atuam de forma semelhante. O BNDES tem uma gama de objetivos ampla, que vai desde a questão social e econômica ao desenvolvimento do mercado de capital brasileiro – e a JBS é hoje uma das companhias mais valiosas nesse mercado. Toda a sociedade ganha com um mercado de capital fortalecido.
Além disso, há a questão a internacionalização. Hoje, o Brasil tem uma presença no território americano muito mais expressiva que há 10 anos. Só a JBS tem 70 mil funcionários nos EUA. E isso não pesa nas relações de país a país? Sem dúvida.
Também contribuímos para a formalização de nosso setor e da cadeia pecuária. A indústria frigorífica do país era informal e já deu prejuízos astronômicos. Hoje, tem três empresas listadas em bolsa, com transparência. O setor se profissionalizou.

Segundo Batista, empresa tem 120 mil funcionários no Brasil e 70 mil nos EUA
BBC
Segundo Batista, empresa tem 120 mil funcionários no Brasil e 70 mil nos EUA
BBC Brasil - Não falta uma abertura maior das informações do banco? O TCU já pediu para acessar dados sobre os acordos com a JBS...
Batista - É difícil opinar. Acho que isso tem mais a ver com um debate político. É usado como gancho desse debate.
BBC Brasil - Mas a JBS apoia uma abertura maior dos termos dos acordos? O banco alega que isso prejudicaria as empresas.
Batista - É difícil falar. O TCU não nos pediu nada. Eles pediram ao BNDES. Não temos conhecimento, no detalhe, de que tipo de informações estão pedindo. A maioria das coisas já é pública. Quanto a JBS deve ao BNDES? Divulgo isso em minha demonstração de resultado. Quanto ele comprou de participação acionária? Quanto valia quando ele comprou e quanto vale agora? Tudo é público.
BBC Brasil - Talvez: quais os critérios para a escolha da JBS? Por que não o frigorífico X ou Y?
Batista - Não vou responder pelo BNDES, mas às vezes pode ser porque, naquele momento, foi a JBS que foi atrás, que bateu na porta. A JBS não tem como opinar.
BBC Brasil - Delatores da Lava Jato têm relatado como doações de campanha foram usadas para abrir portas. A JBS é a maior doadora de campanha no Brasil. O que espera conseguir com essas doações?
Batista - Está se criando uma imagem de que a doação de campanha existe por que há alguma contrapartida. Mas não é assim, você não pode generalizar. Há setores e setores. Primeiro, a JBS não tem negócios com o governo, não faz obra e não vende (para o governo). Se vende é coisa insignificante para alguma prefeitura, talvez merenda escolar. Não é uma empresa cuja atividade depende desse relacionamento. Nem tem dinheiro a receber.
Por que doação de campanha? Primeiro porque esse é o modelo brasileiro. As campanhas são financiadas com doações privadas. E o que você espera? Espera que o Brasil seja melhor. Para a JBS um país melhor tem um valor financeiro gigantesco. Por que a JBS participa em doações de campanha? Porque acredita que, participando, tem condições de apoiar partidos e pessoas que, se ganham, podem contribuir para a gente ter um país melhor. E com um pais melhor, automaticamente, a JBS tem um ganho de valor extraordinário.
BBC Brasil - Mas a JBS doa tanto para o governo quanto para a oposição. Qual a lógica disso? Vocês acham que qualquer um que ganhe, o país melhora?
Batista - Não é assim… A bolsa brasileira é de 50 mil pontos. Se fosse de 80 mil pontos, a JBS valeria 50% a mais, ou 25 bilhões de reais (a mais). Então você tem um negócio relevante. Aí você diz, "mas a JBS doou pra um e para outro". É verdade. Tem um defeito no modelo brasileiro. São tantos partidos que você não quer ficar rotulado como um cara que tem partido. Não temos partido. Por exemplo, o finado Eduardo Campos era um político no qual achávamos que valia investir. Era promissor …
BBC Brasil - Se você doa para políticos que concorrem entre si, não parece estar identificando os 'promissores'.
Batista - Idealmente, você deveria escolher alguns. Mas ninguém quer ficar rotulado como "aliado" ou "opositor". A gente sempre fala para qualquer político que vem aqui: não somos políticos, somos empresários. Queremos contribuir apoiando bons políticos, mas não temos lado. Não é uma questão de escolha.
BBC Brasil - Se o objetivo é um Brasil melhor, o investimento em político não é arriscado? Não seria melhor um instituto de combate à pobreza ou algo do tipo?
Batista - Sem dúvida é arriscado. Temos investimentos em outras áreas (sociais). Dentro dessa sede da empresa, há uma escola com 600 alunos, porque acreditamos que o maior gap que o Brasil tem não é infraestrutura, é educação.
É um investimento arriscado, claro. Investimos alguns milhões no Eduardo (Campos). Investimos em alguns partidos ou políticos que depois olhamos e falamos: "Poxa, erramos. Era melhor o outro candidato". Isso faz parte. Se eu soubesse e pudesse só acertar…
BBC Brasil - Tivemos o escândalo do HSBC recentemente. O que leva alguns grandes empresários a colocarem a reputação em risco para sonegar imposto?
Batista - Acho que não há uma ou duas ou três explicações. Cada caso é um caso. Às vezes fico vendo empresas que pagaram para receber dinheiro (ao qual tinham direito) do governo. É errado, claro. Não tem de pagar ninguém. Mas é difícil julgar porque às vezes a pessoa precisa do recurso. Fica entre a cruz e a espada e acaba indo para o caminho incorreto para salvar a empresa. É preciso ver em que circunstâncias o sujeito fez isso. Não estou falando do funcionário público ou político que recebeu propina, porque eles estão ali para prestar um serviço público. Também tem empresários e empresários. Mas é difícil julgar.
BBC Brasil - O senhor parece estar se referindo à Lava Jato. É isso?
Batista - De novo, acho que tem casos e casos. Pode ter casos em que (o empresário) fez errado, que corrompeu o corrompido, que foi iniciativa da empresa. É horrível. Não que de outra forma não seja horrível. Mas generalizar não é correto. Tem bons empresários e maus empresários. Boas empresas e más empresas. E também é preciso ver as circunstâncias em que as coisas aconteceram. Não dá para sair julgando. O Brasil precisa de um amadurecimento, até da imprensa. Há uma imprensa cuidadosa, mas outra que emite opinião sem fatos e dados suficientes.
BBC Brasil - Por exemplo?
Batista - Nós tivemos dois casos nesse sentido, que mostram que não dá para sair julgando. Fizemos um pagamento da compra de um frigorífico em Ponta Porã e um centro de distribuição no Paraná em uma conta, porque a pessoa mandou (fazer o depósito) contra ordem de terceiro. A conta estava no meio da Lava Jato. Foi um barulho (sem propósito)…
BBC Brasil - O outro (caso) diz respeito a anotação (encontrada em uma planilha) de Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras e delator da Lava Jato)?
Batista - Ele fez uma anotação numa agenda, ou sei lá no que. "J&F (holding controladora da JBS): tantos mil pra mim, tantos pro fulano". Na operação, a Policia Federal pegou isso e saiu (na imprensa) algo que fazia parecer que a JBS fez um negócio (ilícito).
Na prática, foi algo tão descabido: uma pessoa que conhecia meu irmão ligou para ele um dia e disse que tinha um amigo que queria vê-lo para oferecer uma empresa. Normal no mundo empresarial. Meu irmão falou: "Tudo bem, traz seu amigo para falar com um diretor meu". Essa pessoa era o Paulo Roberto Costa, que foi lá oferecer a Astromarítima. Ele estava pensando em ganhar corretagem (com a venda da empresa), o que também é normal, desde que ele declare essa comissão. A proposta não interessou. Mas nesse meio tempo o cara deve ter feito a continha: "Se eu vender, recebo tanto." Virou um negócio que "meu Deus".
Também confundiram os nomes. Esse amigo do meu irmão tinha o primeiro ou segundo nome igual ao de um executivo da OAS preso. A imprensa deduziu que era a mesma pessoa. Isso tudo já está explicado. Mas cria-se um negócio não concreto, um julgamento de valor. Opinar quem fez e quem não fez na Lava Jato é para os procuradores, juízes e investigadores.
BBC Brasil - Com a desaceleração da economia, há o medo que o Brasil reverta os ganhos sociais dos últimos anos. Há quem defenda que os ricos poderiam pagar mais impostos para aliviar o impacto do ajuste sobre os pobres. Sua família está no topo da pirâmide social brasileira. O que acha?
Batista - Pergunta difícil. Essa você pegou pesado. Olha, isso não é uma novidade. Em vários países, quem tem mais paga mais. Nós temos uma situação específica do Brasil. Já temos uma das maiores cargas tributárias do mundo… e aí é que eu acho que está o debate. Não é se se cobra mais de quem tem mais e menos de quem tem menos. Já temos impostos demais e os impostos aqui são muito complicados. Além do custo de pagar, o custo de administrar, isso é monstruoso. Nossa companhia nos EUA é tão grande quanto no Brasil, mas temos aqui dez vezes mais pessoas envolvidas com a questão dos tributos. O foco deveria ser simplificar esse troço.
BBC Brasil - Os processos trabalhistas são o tema de muitos comentários negativos contra a JBS nas redes sociais. O que vocês estão fazendo para diminuir isso?
Batista - Muita coisa. Cada dia mais. Temos uma área de compliance trabalhista composta por engenheiros de segurança do trabalho, ergonomistas, advogados, um grupo multifuncional que vai de fábrica em fábrica. Lógico que não somos perfeitos. Temos problemas, mas isso às vezes é superdimensionado. Dado o universo que a JBS trabalha, a quantidade de fábricas, nossos indicadores são bons. Temos 120 mil funcionários no Brasil. É claro que não queríamos ter problema nenhum. Nenhum acidente. A gente trabalha para isso. Mas, infelizmente, às vezes tem alguns casos.

Presidente do BNDES, Luciano Coutinho: Wesley ressalta que banco lucrou com ações da JBS
Agência Brasil
Presidente do BNDES, Luciano Coutinho: Wesley ressalta que banco lucrou com ações da JBS
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-07-31/politico-e-investimento-arriscado-diz-presidente-da-jbs.html

Sobrevivente da Kiss morre dois anos após tragédia




Um dos sobreviventes do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), morreu dois anos após a tragédia, que aconteceu em janeiro de 2013.

Com o caso de Uilian da Silva Vieira, de 27 anos, o número de vítimas chega a 243. O jovem morreu há cerca de um mês e meio, mas apenas agora o falecimento foi comunicado à AVTSM (Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria).

O presidente da associação, Sérgio da Silva, informou ao R7 que o jovem já tinha problemas respiratórios antes do incêndio na boate.

— Depois da Kiss, ele começou a fazer tratamento no hospital universitário.

O presidente disse também que os médicos não deram informações exatas sobre o caso e que não é possível afirmar com certeza se a morte foi consequência da tragédia ou se foi em decorrência dos problemas pulmonares que ele já tinha.

Na noite do incêndio, Uilian chegou a ajudar na retirada de algumas vítimas e inalou muita fumaça. Depois de um ano e meio, o estado de saúde dele ficou mais grave e os pulmões pararam de funcionar.


Fonte: R7

Adolescente é estuprada em Belo Horizonte por homens que conheceu pelo Facebook

Ela foi levada para uma casa onde consumiu bebidas alcoólicas e foi abusada. Suspeitos ainda não foram identificados e o caso foi entregue à Polícia Civil

 Um caso bárbaro chocou moradores e gerou a revolta de familiares de uma jovem de 16 anos de idade, moradora do Bairro São Bernardo, Região Norte de Belo Horizonte, durante a madrugada desta quinta-feira. De acordo com a Polícia Militar, a adolescente foi estuprada por dois homens, ainda não identificados, que ela teria conhecido pelo Facebook, numa casa no Bairro Tupi, na mesma região. Ela passou por exames que comprovaram a violência e agora o caso deverá ser investigado pela Polícia Civil. 

 Ainda conforme o boletim de ocorrência, a menor saiu de casa por volta das 23h55 da noite de quarta-feira, em um carro com dois homens, que seriam seus amigos do Facebook. A jovem relatou aos militares que eles a levaram para uma casa, próximo ao Bairro Tupi, onde consumiram vinhos e catuaba. Em um determinado momento, ela começou a sentir uma forte tontura, além de perda da percepção e dos movimentos. Segundo ela, a dupla a levou para um quarto da casa, onde a violentaram sexualmente.
Por volta das 4h, familiares da adolescente perceberam a chegada de um veículo, que estacionou em frente a casa da vítima. Os homens deixaram a menor em frente ao portão e fugiram em alta velocidade. Ela foi socorrida pela própria mãe e uma tia, que a levaram para o Hospital Odilon Behrens. No local, a jovem passou por exames, que constatam o abuso. Os médicos ainda colheram uma amostra de sangue dela, para diagnosticar qual substância os agressores colocaram em sua bebida.

A ocorrência foi encerrada na Central de Flagrantes de Belo Horizonte (Ceflan 1) no Bairro Floresta e o caso deverá ser investigado pela Polícia Civil. 

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/07/30/interna_gerais,673765/adolescente-e-estuprada-em-belo-horizonte-por-homens-que-conheceu-pelo.shtml?ref=yfp

 

Estado Islâmico prepara ‘guerra do fim do mundo’

Um documento alegadamente encontrado na última terça-feira no Paquistão traz detalhes sobre o possível plano do Estado Islâmico de travar uma guerra que provocará “o fim do mundo”.

O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico, o Califado conforme o Profeta”, é escrito em urdu, língua paquistanesa, e revela uma estratégia para fazer os EUA participarem de uma guerra global através de um atentado terrorista na Índia.

Além disso, o documento relata vários roteiros de ataques aos soldados norte-americanos que iriam se deslocar desde o Afeganistão, assim como também a políticos, tanto os diplomatas estadunidenses, como funcionários públicos paquistaneses.
O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico
O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico
Jihadismo global
Segundo a mídia, o texto foi passado para o Instituto Americano da Mídia (AMI, instituição de jornalismo investigativo) por um cidadão paquistanês ligado ao Talebã do Paquistão. O AMI informa que o documento foi examinado pela CIA, e agora já pode-se dizer que o texto maneja uma linguagem muito parecida à linguagem que usa o Estado Islâmico.

Para o ex-diretor da Agência de Inteligência da Defesa, tenente-general Michael Flynn, que integra a equipe que examinou o documento, a “Breve História” “representa o plano de campanha do Estado Islâmico”.

Uma das peculiaridades deste plano é a inclusão do Talebã e Al-Qaeda nas atividades do Estado Islâmico, movimento extremista reconhecido como organização terrorista e proibido na Rússia e uma série de outros países.

O Estado Islâmico e o Talebã têm sido movimentos adversários no Oriente Médio, chegando até a anunciar jihad (guerra sagrada) um contra outro.

Se o documento for verídico e realmente refletisse as aspirações do movimento terrorista mais temível no mundo atual, as tensões na região podem aumentar. Isso significaria a criação de um exército jihadista internacional, unindo até aqueles muçulmanos radicais que antes não eram admitidos no Estado Islâmico, grupo islamista mais severo e com regras mais rígidas até agora.

Armadilha
O plano descrito na “Breve História” prevê um ataque terrorista em algum lugar na Índia, com o intuito de atrair as forças dos EUA. No caminho da Índia, as tropas estadunidenses estariam sendo eliminadas pelo exército terrorista. Os EUA teriam que responder militarmente, o que provocaria mais um conflito armado na região.

– Mesmo se os EUA tentarem atacar com todos os seus aliados, o que eles farão, sem dúvida, a ummah (comunidade islâmica que abrange todos os muçulmanos do mundo) estará unida, o que resultará na batalha final”, reza o documento.

Os EUA participam de operações militares contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Em breve, podem também ajudar a Turquia a combater os islamistas na sua fronteira com a Síria. Vários especialistas têm observado que a estratégia do país no combate a este grupo terrorista é pouco eficaz.

 http://correiodobrasil.com.br/estado-islamico-prepara-guerra-do-fim-do-mundo/?ref=yfp

Pastor "entrega" bispo durante culto: "Cheirou muito pó comigo"

Homem falou de farras em motéis, consumo de um quilo de cocaína e outros na época em que os dois saíam juntos

O bispo Rogério Formigoni, da Igreja Universal, protagonizou, ao lado de um pastor amigo de longa data, uma cena que viralizou na web nesta terça-feira. Ao ser chamado ao microfone pelo bispo durante um culto em São Paulo, o pastor conhecido como Luciano Farinha revelou, sem poupar detalhes, o que os dois faziam antes de assumirem seus cargos na igreja.

 Pastor e bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'
Reprodução
Pastor e bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'
"Usou muita droga comigo... Você, hoje bispo, Rogério Formigão", começou o pastor. "Cheirou muito pó, fumou pedra, maconha, chá de cogumelo, lança… farra nos motéis do meu tio”, declarou o pastor durante o culto.

O pastor e o bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'. "Chegamos a comprar um quilo de cocaína pura. (...) Pergunta no interior de São Paulo, cidade de Lucélia, sobre o Luciano Farinha e o Formigão", disse.

O bispo de 38 anos é conhecido pelos fiéis da Universal por ajudar na recuperação de viciados em substâncias químicas. Autor do livro "A última pedra — Vícios têm cura", Formigoni já contou na web a respeito de sua jornada como usuário de drogas e até mesmo tráfico antes de se unir à igreja.

"Comecei dando meu primeiro trago em um cigarro na escola (...) Aquilo que era só para experimentar tornou-se meu maior pesadelo porque vieram as outras drogas, como cocaína, cola, anfetaminas, LSD, chás alucinógenos, crack e tudo que dava uma sensação de euforia ou poder eu estava topando", disse na página da Universal.

"Por causa das drogas e do dinheiro do tráfico, não faltavam mulheres e noites fora de casa, frequentava casas de prostituição, me relacionava com muitas mulheres casadas, solteiras, garotas de programa etc. Não tinha escrúpulos", contou.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-07-29/pastor-entrega-bispo-durante-culto-cheirou-muito-po-comigo.html

Os cinco conflitos mais comuns entre franqueados e franqueadoras

Como toda relação de negócios, o franchising tem seus problemas; confira os conflitos mais frequentes nas franquias

É consenso que abrir uma franquia é um procedimento menos trabalhoso do que começar o próprio negócio de maneira convencional. Por mais que seja necessário o acompanhamento de perto pelo franqueado, aspectos como contratos com fornecedores e até detalhes de divulgação já estão previamente definidos no padrão da marca.
Thinkstock/Getty Images
"Abrir uma franquia não é garantia de sucesso", afirma a consultora de franquias Anna Vecchi
No entanto, isso não significa que os franqueados sigam sem problemas no decorrer do trabalho. Pelo contrário, dizem especialistas, muitos deles se frustram logo após a abertura da franquia. 

A seguir, seguem listados – e comentados – os principais problemas observados no mercado de franchising.
1 - Fundos de publicidade
Um dos principais conflitos entre franqueados e franqueadoras pode ser em torno do marketing. A maioria das empresas trabalha com um fundo de publicidade, no qual todo mês é depositado uma quantia dos franqueados para ações gerais da rede.

No entanto, seja na divulgação de abertura da nova franquia ou meses depois, o franqueado acha que as ações publicitárias são insuficientes e cobra da franqueadora por mais atenção local. Segundo Diego Simioni, consultor de franquias da GoAkira, esse comportamento é muito comum, mas de nada adianta.

“O marketing gera muita expectativa e é um gargalo muito forte. No caso de até 100 lojas franqueadas, o fundo de publicidade é muito pequeno. [O franqueado] não pode esperar que a marca esteja na TV toda hora”, explica, acrescentando que esse montante é direcionado para ações institucionais. “Outro ponto que gera descontentamento é quando a franqueadora faz uma ação que beneficia apenas uma região. O franqueado de outra área vai se sentir prejudicado, então tem que ser tudo bem estruturado”.

2 - Treinamento (a falta de)
Alguns negócios têm em sua natureza processos logísticos mais complexos, o que demanda um forte e criterioso treinamento de gerência e corpo de funcionários. Com alguma frequência essa parte é negligenciada pelas franqueadoras e, posteriormente, isso pode se transformar em uma grande dor de cabeça.

“Cinco dias de treinamento para uma operação de Fast Food ou varejo, por exemplo, não adiantam, não ensinam nada. O tempo é fundamental para inaugurar já levantando voo, não batendo cabeça. Se isso acontecer, vai ter problema”, afirma Ana Vecchi, diretora da consultoria de inteligência estratégica Vecchi Ancona.

3 - Exclusividade ou Preferência?
Outro motivo que pode causar confusão entre as partes costuma ficar esquecido – ou mesmo escondido – no contrato: a cláusula que trata de exclusividade da área da franquia. De acordo com Simioni, a maioria dos contratos prevê um acordo somente de preferência, mas não de exclusividade.

“Na caso da preferência, se a franqueadora recebe uma proposta de abertura numa área onde já há um franqueado, ela oferece [ao franqueado] a opção de abrir outra loja. Caso contrário, ela vende para o outro interessado”, explica o especialista, acrescentando que é importante ficar atento e se informar sobre o potencial de crescimento da marca no local.

4 - Distanciamento pós-abertura
Este ponto gira em torno da falta de comunicação frequente entre muitas franqueadoras e seus franqueados de acordo com o passar do tempo. Após toda a euforia e esforço para colocar tudo em ordem em uma nova loja, naturalmente a franqueadora tira um pouco a mão da massa e volta ao posto original de gerenciamento.

No entanto, muitos franqueados se sentem “sem chão” com essa mudança. “Há um certo nível de frustração. Costumo dizer que o franqueado tem fases que vão desde a empolgação inicial até aquela em que acha que todo o mérito do trabalho é fruto do esforço dele”, afirma o especialista da GoAkira.

Equívocos são observados de ambas as partes: franqueados que esperam suporte excessivo e franqueadoras que deixam seus parceiros a ver navios. Por conta disso, Simioni alerta que é preciso “discutir a relação”. “Tem de haver conversa, pois não se pode esquecer que o relacionamento no franchising é de ganha-ganha”.

5 - Expectativa x Realidade
Talvez o ponto que crie a maior tensão em uma relação de franquias seja a diferença entre o que é projetado e o que, de fato, os números mostram na realidade. Apesar de o franchising ter um índice de falência oito vezes menor que o de negócios próprios – cerca de 3% após um ano de abertura –, a decepção com os resultados é bastante corrente.

Segundo Anna Vecchi,  é bastante comum ocorrer de o dito pelas franqueadoras não se refletir na prática, mas ela alerta para a parcela de culpa que também pode vir do novo empresário. “Em contrapartida, o franqueado precisa estar comprometido com o negócio. Abrir uma franquia não é garantia de sucesso”, pondera.

 http://economia.ig.com.br/financas/seunegocio/2015-07-31/os-cinco-conflitos-mais-comuns-entre-franqueados-e-franqueadoras.html

Novo corte no Orçamento atinge PAC, Saúde e Educação

Bloqueio de verba no programa assistencial corresponde a 55% do investimento; corte é medida para atingir nova meta fiscal

O novo corte orçamentário, publicado nesta quinta-feira (30) em edição extra do Diário Oficial da União, detalha o contingenciamento de R$ 8,5 bilhões no Poder Executivo. Do total, a maioria será retirado do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que perderá 55% dos investimentos.

Governo luta para alcançar nova meta fiscal
Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Governo luta para alcançar nova meta fiscal
O corte do programa social será de R$ 1,322 bilhão (cerca de 55% dos investimentos) e sairá do Ministério das Cidades. Em seguida, vem o bloqueio na Saúde: o ministério vai perder R$ 1,180 bilhão. Também afetado, o Ministério da Educação vai contar com menos R$ 1 bilhão, aproximadamente.

O bloqueio dos valores, que ainda tem o montante de R$ 327,1 milhões em emendas parlamentares, foi recalculado com base na receita arrecadada e das reestimativas dos impactos do contexto econômico. A intenção é alcançar a nova meta fiscal: antes com superávit primário previsto para 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto), agora a expectativa é de crescimento de somente 0,15%.

 http://economia.ig.com.br/2015-07-30/novo-corte-no-orcamento-atinge-pac-saude-e-educacao.html

Principal advogada da Lava Jato: "Decidi encerrar minha carreira na advocacia"

Responsável por nove das delações premiadas de investigados por desvios na Petrobras afirma que deixou clientes por temer pela segurança de sua família; ela diz estar sendo perseguida

Beatriz Catta Preta acompanha depoimento de seu cliente Pedro Barusco na CPI, em março
Zeca Ribeiro/Agência Câmara
Beatriz Catta Preta acompanha depoimento de seu cliente Pedro Barusco na CPI, em março
Em entrevista à edição desta quinta-feira (30) do "Jornal Nacional", a advogada Beatriz Catta Preta afirmou que passou a ser perseguida e intimidada por integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. Ela tem como clientes nove nomes que acertaram processo de delação premiada com a Justiça – responsáveis por passar detalhes de como funcionava o esquema de corrupção entre empreiteiras e a estatal – e se tornou foco dos noticiários após deixar o Brasil por mais de um mês, levantando rumores de que teria fugido devido às supostas ameaças.

"Depois de tudo o que aconteceu, e por zelar pela segurança dos meus filhos e da minha familia, decidi encerrar minha carreira na advocacia", disse Beatriz ao telejornal. A advogada afirmou ter começado a se sentir intimidada após o depoimento do consultor Júlio Camargo em 16 de julho, quando ele o conteúdo de depoimentos anteriores e acusou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de receber propina de US$ 5 milhões.

Após a acusação, Beatriz foi convocada a prestar depoimento na CPI, medida derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira, com base no fato de seu depoimento quebrar o direito à inviolabilidade do sigilo profissional. Ela diz que, caso tenha de ir à comissão, não revelará nenhum dado sob sigilo.

"Ele [Júlio Camargo] não falou antes [sobre a propina a Cunha] por receio, tinha medo de chegar ao presidente da Câmara", explicou a advogada. "[Ele fez isso só agora devido à] colaboração, à fidelidade... O fato de o colaborador não poder mentir fatos o levou a assumir o risco que ele temia e levar tudo à Procuradoria Geral da República [...] Todos os depoimentos vieram respaldados, com informações, dados, documentos. Nunca houve [nas delações que negociou] o dizer por dizer."

Na entrevista, Beatriz ainda negou ter fugido do País – garantiu que viajou a Miami a lazer, "como faço sempre durante as férias escolares dos meus filhos" – e rechaçou ter recebido R$ 20 milhões em contas no exterior de seus clientes na Lava Jato, como foi acusada. 

"Este número é absurdo, não chega nem à metade disso", garantiu. "E o dinheiro foi todo recebido via transferência bancária, mediante nota fiscal, impostos incluídos... A vida financeira do meu escritório é absolutamente correta. E nunca recebi nada fora do Brasil."
 
 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-07-30/principal-advogada-da-lava-jato-decidi-encerrar-minha-carreira-na-advocacia.html

terça-feira, 21 de julho de 2015

Empresa terá de esgotar banco de horas e férias para reduzir jornada de trabalho

Para entrar no programa, empresas precisam ter contratado, no máximo, 1% a mais do que demitiram nos últimos 12 meses

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, assinou nesta terça-feira (21) a regulamentação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). O projeto, lançado no último dia 6, pretende reduzir os custos empresariais e as consequentes demissões no País por meio da diminuição de salários e jornada de trabalho dos trabalhadores. Entretanto, para aderir ao programa, as empresas terão de comprovar que vivem períodos difíceis, além de zerar banco de horas e férias vencidas.

Entre os critérios para aderir, se enquadram "empresas, em dificuldades econômico-financeiras que esgotarem a utilização do banco de horas e períodos de férias, inclusive coletivas, poderão celebrar acordos coletivos com os sindicatos representativos de seus trabalhadores, prevendo redução de jornada de trabalho e de salários."
Medida visa preservar empregos no País
Medida visa preservar empregos no PaísPara participar do programa, a empresa tem de comprovar ainda, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que está inserida no Indicador Líquido de Emprego. Esse índice consiste na diferença entre admissões e demissões nos últimos 12 meses. Portanto, a empresa precisa ser deficitária na geração de emprego – ter demitido – ou apresentar um resultado positivo de, no máximo, 1% no número de contratações para estar apta a entrar no PPE. O período considerado será contado a partir do mês anterior ao pedido de adesão.

Outra condição é o acordo coletivo que deverá ser celebrado com os empregados, prevendo a redução de jornada e salário. Durante todo o programa, as empresas também ficam proibidas de dispensar, arbitrariamente ou sem justa causa, os funcionários que tiveram jornada reduzida durante o processo de inscrição no programa e, após o término, pelo prazo equivalente a um terço do período de adesão.

Márcio Borges, diretor do Departamento de Emprego e Salário do MTE, fala sobre quais são os critérios de adesão ao PPE. "A primeira exigência para adesão ao programa é que ocorra uma celebração de um acordo coletivo de trabalho. Esse deve ser específico prevendo algumas exigências do programa", esclarece Borges. (Ouça explicação do diretor do MTE sobre como empresas aderir ao PPE.)

Todos os critérios entram em vigor após a publicação na edição desta quarta-feira (22) do Diário Oficial da União.
Como funciona o Programa de Proteção ao Emprego (PPE)
O PPE permite a diminuição temporária de 30% das horas de trabalho, com proporcional redução dos rendimentos pago pelo empresário. O programa vale para empresas de todos os setores que passam por dificuldades financeiras.

Como atenuante, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) compensará parcialmente a perda do trabalhado, pagando 50% da redução salarial. No entanto, a compensação está limitada a R$ 900,84, que corresponde a 65% do maior benefício do seguro-desemprego. O repasse dos recursos às empresas serão feitos pela Caixa Econômica Federal.

 http://economia.ig.com.br/2015-07-21/governo-define-perfil-de-empresa-para-adesao-ao-programa-de-protecao-ao-emprego.html

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cosmólogo Stephen Hawking lança o maior programa de busca de vida extraterrestre

Getty Images
O físico britânico Stephen Hawking
Londres, 20 Jul 2015 (AFP) - O cosmólogo britânico Stephen Hawking lançou nesta segunda-feira a maior busca de vida extraterrestre já realizada, com um projeto de 10 anos que pretende escanear o espaço em busca de sinais de vida inteligente.


O projeto Breakthrough Listen, apoiado pelo empreendedor russo Yuri Milner, custará 100 milhões de dólares e será a tentativa mais poderosa, completa e intensiva de buscar sinais de vida extraterrestre no universo.



"Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente", declarou Hawking no lançamento deste projeto na Royal Society, a academia britânica de Ciências, em Londres.



"Seja como for, não há maior pergunta. É hora de se comprometer a encontrar uma resposta, de buscar vida além da Terra. Devemos saber", acrescentou.



O projeto utilizará alguns dos maiores telescópios já criados para buscar sinais de laser e espectros eletromagnéticos.



Em paralelo a esta iniciativa, foi lançado o projeto Breakthrough Message, uma competição internacional para criar mensagens digitais que representem a humanidade.



Até o momento, não foi decidido enviar mensagens ao espaço, e o projeto deve gerar debate sobre se os seres humanos devem fazer isso ou não.


http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2015/07/20/cosmologo-stephen-hawking-lanca-o-maior-programa-de-busca-de-vida-extraterrestre.htm


Com doença rara, mulher supera tudo para 'viver milagre de ser mãe'

Dan Keynes tem um ano e sete meses de vida e é maior que sua mãe. Mas ele é uma criança normal, de 82 centímetros, tamanho adequado para a idade. Sua mãe que possui uma doença genética nos ossos e, por isso, considera um milagre o simples fato de poder cuidar de seu filho.

Vítima da grave doença, Marie Andrews, de 32 anos, não pode engravidar de jeito nenhum. Portadora da osteogênese imperfeita, ela tem ossos frágeis devido à baixa produção de colágeno. Por conta disso, é vítima constante de fraturas por todo o corpo. Mas o sonho de ser mãe era maior que isso.

Marie conseguiu uma barriga de aluguel e, com a ajuda do marido Milton, conseguiu realizar seu sonho. Mesmo tendo metade do tamanho do filho, ela se esforça para estar presente nos momentos importantes e cuidar dele o máximo que pode.

Para se ter noção da dificuldade vivida por Marie, ela chegou a fraturar uma costela pelo simples fato de trocar uma fralda da criança quando tinha três meses. Hoje, mais preparada, ela afirma estar vivendo um milagre. A doença, ela conta, atrapalha bastante em diversos momentos, mas nunca a impediu de viver seu sonho. Exemplo para todo mundo.

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/super-incr%C3%ADvel/com-doen%C3%A7a-rara--mulher-supera-tudo-para--viver-milagre-de-ser-m%C3%A3e-174213719.html

Homens arriscam suas vidas para salvar escravas sexuais do Estado Islâmico

Nos piores momentos da humanidade surgem os maiores heróis. A máxima está sendo colocada em prática no Oriente Médio, em parte tomado pelos jihadistas do Estado Islâmico. Por lá, homens se juntaram e formaram grupos de resistência que tem como objetivo salvar mulheres tratadas como escravas sexuais pelos terroristas.

De acordo com o Daily Mail, essas mulheres viviam escravizadas pelo EI, sendo vítimas diárias de estupros, espancamentos, açoitamentos e até apedrejamentos. Em alguns casos, após o salvamento, essas mulheres foram flagradas sendo carregadas por seus salvadores, tamanha a dificuldade que tinham para andar.

O objetivo do grupo é bastante simples: resgatar essas mulheres na surdina e levá-las escondidas até a fronteira com o Iraque, muitas vezes atravessando boa parte da Síria. O destino final costuma ser qualquer território para refugiados que esteja longe do controle do EI. As fugitivas têm pelas consciência de que, se capturadas novamente, serão torturadas até a morte.

Entre as mulheres recuperadas estão idosas e crianças. Muitas delas, afirmam os ativistas responsáveis pelo resgate, precisam de acompanhamento psicológico após o retorno para superar os horrores vividos. Para o bem da humanidade, o grupo de resgate tem atraído cada vez mais membros e, graças a isso, muitas mulheres estão conhecendo novamente o gosto da liberdade.

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/super-incr%C3%ADvel/homens-arriscam-suas-vidas-para-salvar-escravas-sexuais-do-estado-isl%C3%A2mico-171554697.html

Deputada pede à CPI da Petrobras acareação entre Cunha e Camargo

Hugo Motta (PMDB-PB) pode convocar sessão para votar o requerimento, mas para a votação ocorrer é necessária a presença de quórum mínimo de 14 deputados

O pedido de acareação que pode colocar, frente a frente, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo foi protocolado hoje (20) na secretaria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. O colegiado pode decidir a qualquer momento se acata ou não o requerimento da deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) já que, pelo Regimento Interno da Casa, a CPI pode funcionar normalmente durante o recesso parlamentar que só termina em 1º de agosto.
Hugo Motta (PMDB-PB) pode convocar sessão para votar o requerimento, mas para a votação ocorrer é necessária a presença de quórum mínimo de 14 deputados
Hugo Motta (PMDB-PB) pode convocar sessão para votar o requerimento, mas para a votação ocorrer é necessária a presença de quórum mínimo de 14 deputados
De acordo com assessores, o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), pode convocar sessão para votar o requerimento mas, para a votação ocorrer, é necessária a presença de quórum mínimo de 14 deputados. Para evitar desgastes com risco de reunião esvaziada, a medida depende de levantamento para identificar quantos dos 27 parlamentares que integram o colegiado estariam dispostos a se reunir ainda em julho.
Um dos delatores do esquema de corrupção na estatal, Júlio Camargo, disse, na última semana, que Cunha pediu US$ 5 milhões para viabilizar contrato de navios-sonda da Petrobras e exigiu pagamento de propina ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. O depoimento foi à Justiça Federal do Paraná e acabou agravando as relações de Cunha com o Planalto.
O parlamentar negou as informações prestadas por Júlio Camargo, que não tinha feito a denúncia nos depoimentos anteriores, e disse que o empresário foi pressionado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, segundo ele, “atua à serviço do governo” em troca de sua recondução ao cargo. O mandato de Janot na Procuradoria-Geral da República acaba em 17 de setembro e ele pode ser reconduzido ao cargo pela presidenta Dilma Rousseff por mais dois anos, mas precisa passar por nova sabatina no Senado.
Na volta do recesso, a CPI ouve, no dia 4 de agosto, o presidente da Mitsui, Shinji Tsuchiya, e, no dia 5 de agosto, o presidente da Samsung no Brasil, J. W. Kim. Os dois não compareceram à sessão do último dia 15 quando deveriam prestar depoimento para falar sobre o pagamento de propina ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao PMDB, em um contrato de aluguel de sondas celebrado com a Petrobras. Cunha negou que tenha sido o destinatário do dinheiro.
A denúncia foi feita pelo doleiro Alberto Youssef, que também será ouvido pelos parlamentares da comissão durante acareação com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, marcada para o dia 6 de agosto
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-07-20/deputada-pede-a-cpi-da-petrobras-acareacao-entre-cunha-e-camargo.html

"Era docinho", diz jovem após ter matado o pai e bebido o sangue dele

Segundo a Polícia Militar, o motivo do assassinato envolveria dinheiro, mas a acusada diz ter sido estuprada pelo agricultor

Uma jovem de 22 anos foi presa acusada de matar o próprio pai na cidade de Casserengue, na Paraíba.
'Era docinho', contou jovem em vídeo'Era docinho', contou jovem em vídeo
Em vídeo publicado na internet, Rosângela dos Santos Aguiar confessou o crime e contou que, após matar o pai, bebeu o sangue da vítima, o agricultor Geraldo Rivaldo de Aguiar, de 45 anos. "Beberia de novo, era docinho", disse ela na filmagem. O crime foi na quarta-feira e Rosângela acabou presa na última quinta.
No vídeo gravado na delegacia, a jovem revelou ainda que, antes de cometer o crime, chegou a conversar com a mãe, dizendo que a amava, mas não a veria mais. Rosângela também afirmou que matou o pai a tiros e facadas. "Fui pra cima dele, atirei e meti o punhal na garganta dele", detalhou.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, o motivo do assassinato envolveria dinheiro com a venda de um boi. Porém, de acordo com a própria acusada, o crime foi motivado por vingança. "Eu o matei porque ele me estuprou. Não me arrependo em nenhum momento.", afirmou Rosângela.
Perguntada se havia mesmo bebido o sangue da vítima, Rosângela confirmou e ainda ironizou o fato. "Não me arrependo em nenhum momento, mataria ele mais uma vez e beberia o sangue dele de novo. Beberia não, eu bebo, basta ter. Era docinho."
Dois jovens e uma menor de 15 também foram presos acusados de envolvimento no crime. Com eles foram apreendidos dois revólveres, duas facas, 112 pedras de crack e maconha.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-07-20/era-docinho-diz-jovem-apos-ter-matado-o-pai-e-bebido-o-sangue-dele.html

Supersalários sobem em meio a desemprego recorde na construção civil

Companhias que abriram capital projetam aumento de até 97% em remunerações que podem chegar a R$ 110 mil por mês

Setor foi o que mais fechou vagas em 2015
Setor foi o que mais fechou vagas em 2015
Gigantes da construção civil preveem gastar mais com seus diretores em 2015, pior ano para o emprego formal no setor em mais de uma década. Em alguns casos, os valores reservados para pagar os supersalários, que em 2014 foram suficiente para vencimentos mensais de até R$ 110 mil por mês por pessoa, cresceram mais do que a inflação.
Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo iG sobre o quanto as 19 empresas do setor de construção civil da BM&FBovespa pretendem gastar com a remuneração fixa (excluídos bônus e outros prêmios) de suas diretorias. O grupo reúne sete das dez maiores empresas do ramo no Brasil, segundo o ranking ITC de 2014.
Das 19, 16 apresentaram previsões de remuneração para 2014 e 2015. Dessas, 9 elevaram o valor reservado para os supersalários em percentuais que vão de 3% a 97%. Outras cinco reduziram esse montante e duas o mantiveram inalterado. Na maioria dos casos, o valor reservado para os supersalários cresceu mesmo sem um aumento no número de diretores.
Quarta do ranking, a Brookfield, que não lançou nenhum empreendimento imobilário no primeiro trimestre de 2015 (último dado disponível), reservou R$ 6,9 milhões para pagar os vencimentos fixos de seus diretores neste ano.
O valor é 11% maior que os R$ 6,2 milhões previstos para o ano passado e, se dividido igualmente entre o número de membros previstos, representa cerca de R$ 120 mil por mês por diretor, 39% a mais que os R$ 86 mil por mês da previsão para 2014.
A Brookfield diz que os R$ 6,9 milhões são o limite máximo que será gasto com a diretoria, cujo número de membros pode mudar.  Em 2014, entretanto, a companhia gastou 14% mais que a previsão, tendo dispendido R$ 7,1 milhões em remunerações fixas. Segundo a companhia, essa diferença diz respeito ao pagamento de INSS para os diretores, que aparentemente não foi contabilizado nos valores previstos.
A Rossi, sétima do ranking e que também derrubou os lançamentos a zero de janeiro a março deste ano, prevê gastar R$ 3,7 milhões com os seus quatro diretores neste ano, 9% a mais que os R$ 3,4 milhões previstos para 2014 e 20% a mais que os R$ 3 milhões efetivamente pagos. Em média, a quantia permite o pagamento de supersalários de R$ 76,6 mil por mês em 2015, ante os R$ 70 mil previstos para 2014.
A Adolpho Lindenberg, cujo volume de obras no primeiro trimestre está 12% abaixo daquele que havia no mesmo período de 2014, prevê quase dobrar os gastos com os seus diretores, dos R$ 374,8 mil previstos 2014 para R$ 740 mil em 2015. Os supersalários da companhia, entretanto, continuarão a ser os menores entre todas as analisadas, de cerca de R$ 30,1 mil por mês para cada diretor. 
A Adolpho Lindenberg argumenta que o volume global reservado para pagar os administradores (além dos diretores, há os conselheiros) é idêntico ao de 2014 que não realizou diminuição no seu quadro de colaboradores. Em nota, diz desconhecer o índice de 97% apurado pela reportagem e alega que as previsões são valores máximos, ", sendo provável uma redução". Em 2014, houve aumento.
Os maiores salários individuais serão pagos pela JHSF, que administra shoppings como o Cidade Jardim, em São Paulo. Em média, a remuneração fixa prevista para 2015 permite o pagamento de R$ 121,4 mil por mês para cada diretor, ou 50% a mais que os R$ 81 mil reservados para 2014.
Questionada, a JHSF nega ser uma empresa de construção civil, pois 70% de seus resultados são decorrentes de outras atividades que não a incorporação. Além disso, argumenta que a remuneração individual irá cair na comparação com o que foi efetivamente pago em 2014, quando a companhia teve menos diretores do que o previsto.
MRV: companhia diz que continua a contratar
Divulgação
MRV: companhia diz que continua a contratar
"Quando é feita a análise da remuneração individual de cada diretor, percebe-se que houve redução de 6% na comparação de 2015 com 2014. Incluindo a inflação prevista para o ano, de 10%, chega-se a uma queda real de 16% nos vencimentos de cada executivo", diz a JHSF, em nota.
Uma das maiores construtoras do País, a MRV reservou R$ 8,2 milhões para pagar os salários de 9 diretores, 39% a mais do que os R$ 5,9 milhões previstos para 2014. Na média, se tudo correr como o previsto, cada um receberá R$ 75,7 mil por mês, fora bonificações. A investidores a MRV divulga que o número de funcionários em suas obras subiu de 23,7 mil em 2014 para 25,8 mil em 2015.
A desaceleração no setor da construção civil fez dele o pior setor da economia para o emprego formal em 2015, proporcionalmente. Até junho, o setor havia perdido 134 mil vagas, o que significou em uma redução de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged). Esse percentual é o pior desde, pelo menos, 2003.
As empresas de capital aberto, em sua maior parte, não contratam diretamente os seus empregados, diz Antônio Ramalho, presidente do Sintracon-SP, o sindicato que representa os trabalhadores do ramo no Estado de São Paulo. Mas ainda assim, determinam o desempenho do emprego no setor, especialmente em mercados de grande porte como São Paulo.
"Nós dependemos delas. Elas têm uma diretoria e contratam empresas terceirizadas [para fazer o serviço]", diz Ramalho, que contrapõe a previsão de supersalários maiores aos reajustes esperados pelos demais trabalhadores do setor.  "Nós tivemos o pior acordo coletivo dos últimos 20 anos. Observamos que quem trabalha mesmo não tem valor", afirma. "Quanto mais crise é melhor para quem tem dinheiro?"
Remunerações podem ser ainda maiores
O levantamento feito pelo iG levou em conta as diretorias pois esses são os departamentos normalmente mais bem remunerados das companhias de capital aberto. O recorte desconsiderou as remunerações variáveis – como bônus e participações em resultados – pois essas últimas são muito afetadas pelo desempenho da companhia. 
"A tendência é que a remuneração fixa seja mais estável, pois não depende de metas", diz Luiz Martha, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBCG, que faz uma pesquisa anual sobre a remuneração dos diretores e conselheiros). "O que pode alterar é se a empresa extinguir a diretoria ou acontecer algo excepcional."
Obrigadas a apresentar uma previsão também de quanto vão gastar em remuneração variável, as empresas normalmente indicam um limite máximo bastante superior ao que vai ser efetivamente gasto. Martha, do IBGC, não vê problemas na prática.
Gente de Relações com Investidores da Helbor, Ricardo Garcia diz esperar que a remuneração fixa dos diretores em 2015 seja a mesma de 2014, como previu a companhia. "Acho que vai ficar mais ou menos igual ao ano passado. Não vai haver alteração."
A João Fortes, que reduziu a previsão em 11%, diz que a remuneração dos administradores é definida e atualizada com base em pesquisas de mercado que levam em conta as características do cargo, a quantitade e perfil dos ocupantes e a situação do mercado de trabalho específico.
A Cyrela, a Trisul e a Viver informaram ter prestado os dados exigidos por lei à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Procurada no fim da tarde de sexta-feira (17), a Direcional não comentou as informações da reportagem até a conclusão desta edição. As demais companhias também não comentaram.
http://economia.ig.com.br/2015-07-20/supersalarios-sobem-em-meio-a-desemprego-recorde-na-construcao-civil.html