sexta-feira, 19 de junho de 2015

'Ranking' expõe intimidade sexual de alunas da USP e causa revolta

Material cita também homossexuais e foi exposto no campus de Piracicaba.Lista tem apelidos que identificam estudantes; instituição vai apurar o caso.

Cartaz colocado no Centro de Vivência da USP de Piracicaba (Foto: Élice Botelho/Arquivo pessoal)

Cartaz colocado no Centro de Vivência da USP de Piracicaba (Foto: Élice Botelho/Arquivo pessoal)

Um cartaz com uma espécie de 'ranking' da vida sexual de alunas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), campus da USP em Piracicaba (SP), revoltou um grupo de estudantes da instituição. 

O material foi colocado no Centro de Vivência, o pátio onde os universitários se reúnem, mas retirado depois de causar polêmica e manifestações contrárias que se espalham pelos muros da unidade. A universidade informou que vai apurar o caso.
Considerado preconceituoso e ofensivo por alunos e professores, o cartaz era dividido em colunas que atribuíam, com palavra de baixo calão e termos como "teta preta", as supostas características das estudantes listadas pelos apelidos com que foram batizadas no campus, além do número de pessoas que teria mantido relações. Os "codinomes" são uma tradição na Esalq e muitos universitários os carregam após o curso.
O professor Antonio Ribeiro de Almeida Junior, da Esalq, pesquisa diferentes tipos de abusos nas universidades há 14 anos e chegou a relatar casos de violência à CPI dos Trotes no início do ano. Ele disse que o ranking comprova a existência de uma cultura da discriminação no campus. "O cartaz tem caráter de assédio e conteúdo difamatório intencional", disse.

De acordo com o professor, materiais como esse já foram produzidos antes, mas nunca tinham sido expostos como aconteceu nesse caso. "Foi a primeira vez que colocaram em local público. Isso dá margem para que as pessoas, reconhecidas por seus codinomes, sejam discriminadas", criticou. Segundo ele, o cartaz também cita homossexuais.
Cartaz feito em repúdio a ação discriminatória na Esalq Piracicaba (Foto: Claudia Assencio/G1)Cartaz feito em repúdio à lista discriminatória na Esalq Piracicaba (Foto: Claudia Assencio/G1)
Cartaz feito em repúdio a ação discriminatória na Esalq Piracicaba (Foto: Claudia Assencio/G1)Cartaz de repúdio também foi exposto no Centro de Vivência da Esaql
Revolta
A aluna da Esalq e integrante do Diretório Central dos Estudantes, Élice Natalia Botelho, de 22 anos, ficou revoltada com o conteúdo do cartaz e se posicionou sobre o abuso em uma rede social na internet.

Cartaz feito em repúdio a ação discriminatória na Esalq Piracicaba (Foto: Claudia Assencio/G1)Cartazes de repúdio se espalham pela Esalq,
em Piracicaba
Em trecho de texto de repúdio, ela afirma: "Percebi que os níveis de machismo, lgbtfobia e racismo da Esalq não param de piorar. (...) Pensei que a CPI de Violação de Direitos Humanos das Universidades Estaduais Paulistas tivesse alertado as pessoas, mas a prova [cartaz com o ranking] mostra que, na verdade, tem gente que está no caminho oposto".

A jovem contou que algumas meninas se juntaram e fizeram cartazes de repúdio ao material exposto no final de maio com os termos preconceituosos, mas os primeiros protestos também foram retirados do Centro de Vivência. "Foram arrancados por alguém que se incomodou e, após isso ter ocorrido, elas voltaram a fazer mais cartazes", afirmou.

'Lógica de poder'
O episódio, para o professor Almeida, é uma evidência de que há grupos que sustentam uma cultura opressora no campus. "Eles têm o objetivo de discriminar e atuam com uma lógica de poder", afirmou Almeida. O professor disse que mesmo após as investigações, casos como esse ainda são comuns.

Esalq
A instituição afirmou que soube do caso após ser questionada pela reportagem. "A direção do campus tomou ciência, por meio de informação do Portal G1, da existência de material que foi exposto no mural do Centro de Vivência e encaminhará o material para apreciação de uma comissão sindicante, cumprindo trâmite regular", informou a Esalq em nota da assessoria de imprensa.
Cartaz foi exposto no Centro de Vivência da Esalq em Piracicaba (Foto: Claudia Assencio/G1)Cartaz foi exposto no Centro de Vivência da Esalq em Piracicaba.
 
http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2015/06/ranking-expoe-intimidade-sexual-de-alunas-da-usp-e-causa-revolta.html

MEC encerra inscrições para bolsas do Prouni no segundo semestre

Até as 18h desta quinta, 585.732 pessoas tinham feito inscrição no site.
Primeira chamada do Prouni sai na próxima segunda-feira (22).

prouni (Foto: prouni) O Ministério da Educação encerrou as inscrições para a segunda edição do Programa Universidade para Todos (Prouni) na noite desta quinta-feira (18). Até as 18h desta quinta, o sistema tinha recebido inscrições de 585.732 pessoas interessadas em bolsas de estudos oferecidas na edição de meio de ano do programa.

O resultado da primeira chamada será divulgado na próxima segunda-feira (22). A segunda chamada sairá em 6 de julho. Os candidatos devem fazer a consulta do resultado no site do programa.
O Prouni vai oferecer 116.004 bolsas em instituições privadas de ensino superior para alunos com renda familiar bruta de até 3 salários-mínimos.

Serão 68.971 bolsas integrais e 47.033 parciais de 50%.  As inscrições  deverão ser feitas exclusivamente pela internet, no site do Prouni.

CRITÉRIOS PARA BOLSAS DO PROUNI
Nesta edição, somente poderá se candidatar ao processo seletivo do Prouni o candidato que tiver feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2014, obtido nota maior de 450 pontos e não tiver zerado a redação.

O candidanto também não pode ter concluído o ensino superior e deve atender a pelo menos uma das seguintes condições:
- ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
- ter feito ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral;
- ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada como bolsista integral;
- comprovar deficiência;
- ser professor da rede pública de ensino em exercício.
O programa concede bolsas integrais apenas para candidatos com renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário-mínimo. Já as parciais são dadas no caso em que a renda familiar bruta mensal per capita não exceda o valor de 3 salários-mínimos.

CRONOGRAMA DO PROUNI
O processo seletivo do Prouni será constituído de duas chamadas sucessivas.
Os resultados dos pré-selecionados estarão disponíveis na página do Prouni na internet, no dia 22 de junho na primeira chamada e no dia 6 de julho na segunda chamada.

O estudante pré-selecionado deverá comparecer à instituição de ensino para checar as informações prestadas em sua inscrição e eventual participação em processo seletivo próprio da instituição de 22 a 29 de junho na primeira chamada e de 6 a 10 de julho na segunda chamada.

No primeiro semestre de 2015, o sistema do Prouni ultrapassou a marca de 1,4 milhão de candidatos a poucas horas do fim das inscrições. No período, foram ofertadas 213.113 bolsas, sendo 135.616 integrais e 77.497 parciais. Houve bolsas em 30.549 cursos e em 1.117 instituições de ensino superior privadas.
São Paulo é o estado com o maior número de bolsas ofertadas. Ao todo, 18.470 bolsas integrais e 12,049, parciais.Com 165 bolsas, Roraima é o estado com menos vagas. São 158 integrais e 7 parciais.

A bolsa do Prouni só poderá ser concedida caso haja formação de turma no período letivo inicial do curso, o que ocorrerá somente se houver o número mínimo necessário de alunos matriculados. Os candidatos pré-selecionados para cursos nos quais não houver formação de turma serão reprovados, terão direito à bolsa apenas se já estiverem matriculados no respectivo curso.

Sisu, Prouni e Fies: qual diferença?
Tanto o sistema quanto o programa ou o fundo são gerenciados pelo MEC. O Sisu é a sigla para Sistema de Seleção Unificada. Através dele, instituições públicas - sem cobrança de mensalidade - selecionam alunos tendo como critério a nota do candidato no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

O Enem também é usado no Prouni (Programa Universidade para Todos). O Prouni considera as notas do Enem para conceder bolsas de estudos integrais ou parciais em universidades privadas - onde há cobrança de mensalidade. O foco são estudantes que saíram de escolas públicas e de baixa renda.

Já o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que também é gerenciado pelo MEC, concede empréstimos a juros baixos para que estudantes paguem mensalidades em universidades privadas selecionadas pelo MEC.

 http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/06/mec-encerra-inscricoes-para-bolsas-do-prouni-no-segundo-semestre.html

Capriles pede desculpas à delegação de senadores brasileiros na Venezuela

Após serem alvo de manifestação, senadores decidem deixar Venezuela.
Oito políticos brasileiros foram tentar visitar presos políticos. 

Líder opositor na Venezuela Henrique Capriles tuita pedido de desculpas a senadores brasileiros que foram à Venezuela (Foto: Reprodução/ Twitter/ Henrique Capriles) 

O líder opositor do governo venezuelano e governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, atribuiu ao presidente Nicolás Maduro as dificuldades que os senadores brasileiros enfrentaram em Caracas nesta quinta-feira (18) ao tentar visitar os presos políticos no país.
Henrique Capriles, líder da oposição na Venezuela, em foto de 18 de abril de 2013 (Foto: AP/Ariana Cubillos) 
Henrique Capriles, líder da oposição na Venezuela,em foto de arquivo.
"Que vergonha mandar bloquear @NicolasMaduro a passagem da delegação Senadores Brasil", afirmou o opositor em sua conta no Twitter. "Em nome do nosso povo pedimos desculpas à Delegação Senadores Brasil @AecioNeves Não confundam @NicolasMaduro com essa nobre pátria", complementou.

O grupo de oito senadores brasileiro foi à Venezuela para pressionar o governo do presidente Nicolás Maduro a libertar presos políticos e marcar eleições parlamentares.

Por meio das redes sociais, os parlamentares relataram ter tido dificuldades para deixar o aeroporto da capital do país vizinho. Os senadores brasileiros foram cercados por manifestantes em Caracas, segundo relato do repórter Rodrigo Carvalho, da GloboNews.
Viajaram à Venezuela o presidente da Comissão de Relações Internacionais, Aloysio Nunes (PSDB-SP), além dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC), segundo informações da assessoria do PSDB.

De acordo com a assessoria de imprensa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que é um dos integrantes do grupo, os senadores tentaram ir a uma penitenciária, mas o trânsito estava muito ruim devido às vias que estavam bloqueadas.
Senadores brasileiros foram recebidos por esposas de presos políticos em Caracas (Foto: Twitter/@mariacorinaya)Senadores brasileiros foram recebidos por esposas de presos políticos em Caracas (Foto: Twitter/@mariacorinaya)
  
Diante da dificuldade, a comissão de senadores que viajou ao país nesta quinta-feira (18) decidiu retornar ao Brasil sem cumprir a agenda planejada. O retorno ao Brasil será nesta quinta-feira, mas o horário ainda não foi definido.

'Sitiados'
De acordo com relatos de Aécio Neves (PSDB-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) pelo microblog Twitter e pelo Facebook, o grupo foi "sitiado".

O senador Aloysio Nunes informou que a comitiva ficou "tentando sair das cercanias do aeroporto". "Ficamos por quase meia hora tentando sair das cercanias do aeroporto, mas fomos impedidos. Ouvimos duas justificativas esfarrapadas. A primeira foi a de que o impedimento se deu por causa do transporte de um prisioneiro vindo da Colômbia. A segunda foi uma acidente. Por essa razão, decidimos voltar ao aeroporto e esperar que se resolva esse imbróglio", postou.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) relata no Facebook problemas enfrentados pela comitiva de parlamentares brasileiros para deixar aeroporto de Caracas (Foto: Facebook / Aloysio Nunes Ferreira) 
O Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) relata no Facebook problemas enfrentados pela comitiva de parlamentares brasileiros para deixar aeroporto de Caracas (Foto: Facebook / Aloysio Nunes Ferreira)
Em sua conta no Twitter, Aécio Neves disse que os parlamentares foram “sitiados em via pública” e que a van em que eles estavam foi atacada por manifestantes. “Acabo de falar com o presidente do Senado [Renan Calheiros]. Ele fará um protesto formal sobre as agressões que sofremos e cobrará uma posição da presidente”, publicou o tucano.

Também por meio de sua conta no Twiter, Caiado disse que o grupo não conseguiu sair do aeroporto. "Não conseguimos sair do aeroporto. Sitiaram o nosso ônibus, bateram, tentaram quebrá-lo. Estou tentando contato com o presidente Renan", postou o senado.

Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmaram na tarde desta quinta que vão cobrar do governo brasileiro reação ao episódio de hostilidade relatado pelos senadores.

Leopoldo López, líder dos protestos na Venezuela, em foto de 11 de fevereiro (Foto: Juan Barreto/AFP)Leopoldo López, líder dos protestos na Venezuela,
em foto de 11 de fevereiro.
Os senadores brasileiros pretendiam visitar na prisão os opositores Leopoldo López e Daniel Ceballos e se reunir com Antonio Ledezma, que está em prisão domiciliar depois de ser operado no final de abril.

López, que está em greve de fome desde o final de maio, foi detido há 19 meses na prisão militar de Ramo Verde, acusado de promover a violência na capital, enquanto Ceballos está em uma das sedes da polícia política da capital. Ele foi detido em março de 2014 e enfrenta um processo por sua suposta vinculação com as manifestações violentas que ocorreram na cidade de San Cristóbal na época em que era prefeito.

Já Ledezma foi preso há quatro meses e espera julgamento por sua suposta conspiração contra o governo de Maduro.

O governo venezuelano não comentou a visita da delegação brasileira, que ocorreu poucos dias depois que o ex-premiê espanhol Felipe González para apoiar os opositores presos. A visita de González gerou fortes críticas de Maduro, que denunciou a existência de um eixo internacional que busca legitimar uma "guerra" contra a Venezuela.

 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/06/capriles-pede-desculpas-delegacao-de-senadores-brasileiros-na-venezuela.html

Bruce Dickinson, do Iron Maiden, ensina como transformar clientes em fãs

Além de vocalista da banda de heavy metal, Bruce Dickinson é empresário, piloto de avião, diretor de vídeos e apresentador

Bruce Dickinson: com experiência em pilotagem de aviões, o músico é CEO da Cardiff Aviation
Mariane Araújo
Bruce Dickinson: com experiência em pilotagem de aviões, o músico é CEO da Cardiff Aviation
Bruce Dickinson é um homem ambicioso. Além de vocalista da banda de heavy metal Iron Maiden, ele é empresário, autor, piloto de avião, diretor de vídeos e apresentador de rádio e da MTV e, recentemente, livrou-se de um câncer na língua. 

Dickinson participou nesta quarta-feira (18) da 25ª edição do Ciab FEBRABAN – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, e ministrou uma palestra com o tema “Como Transformar Clientes em Fãs” para apresentar ao mundo o seu lado de empreendedor.

Com uma grande experiência em pilotagem de aviões, o músico é CEO da Cardiff Aviation, companhia especializada em manutenção de aeronaves comerciais da Aribus e Boeing e já trabalhou para a Astraeus Airlines. Ele é o comandante dos vôos durante as turnês do Iron Maiden.

Além de piloto, ele e a banda são proprietários da marca de cerveja Trooper, bebida preparada pela cervejaria Robinsons, vendida desde 2013 e inspirada na banda de heavy metal.

Confira as dicas de Bruce Dickinson para transformar clientes em fãs:
"Fique esperto ou morra"
Segundo Dickinson, há diferenças entre clientes e fã. "Eu odeio clientes. Clientes tem um opção, uma escolha. Quando um fã entra numa loja de rock, você sabe que ele vai comprar alguma coisa porque ele entrou na loja. Um cliente fica em dúvida", explica.

Para exemplificar, o músico cita a empresa de tecnologia Apple. "Por que as pessoas compravam computadores da Apple? Porque eles eram fãs. A Apple é uma religião."
 
"Saindo das sombras"
“O relacionamento é chave daquilo que  o Iron Maiden tem com todos os seus fãs. È por isso que eles não são clientes. A nossa plateia e o nosso público estão cada vez maiores. É como se fosse uma máquina de movimentação contínua. Você faz com que a vida dele esteja melhor, estando dentro da vida deles. Isso que se faz com o negócio, você está vendendo ou fornecendo um relacionamento, um bom relacionamento”.

"Sonhos infinitos"
Dickinson conta que a criatividade pode ajudar a desenvolver relacionamento nos negócios.
"A melhor forma para ser criativo é ter tempo para desperdiçar. Quando você está ocupado, você não tem tempo para deixar sua mente relaxar. Quando você é criativo em tempo integral, você nunca desliga, mesmo que você esteja sentando num ônibus, num trem, indo para algum lugar, você está fazendo alguma coisa", diz.

"Voando alto"
O empresário usou a história da banda de metal para contar que perder o medo de sonhar alto é essencial para quem quer empreender.

"Nós tinhamos um problema com o Iron Maiden. Eu tive uma ideia maluca. Imagine se nós colocassemos os equipamentos da banda num avião só, mais os nossos assessores? Nós queriamos viajar por todos os lugares que a gente sabia que havia muitos fãs do Iron Maiden e nós sabiamos que eles nos queriam ver. Imagine se nós tivessemos nosso tapete mágico? É uma maneira nova de pensar. Nós não precisamos fazer reserva, nós temos o nosso próprio vôo. As pessoas acham muito dificil pensar fora da caixa. Você pode ter uma despesa grande, mas tudo isso some quando você tem seu próprio tapete mágico”.

"Anos perdidos"
E se algo der errado? Segundo Dickinson, você deve alinhar o eixos e se reconstruir.




O músico também descarta os pensamentos negativos. “Não me digam o que eu não posso fazer, me digam algo que eu posso fazer, caso contrário, eu não quero saber. É muito fácil ser negativo”.

 http://economia.ig.com.br/financas/seunegocio/2015-06-18/bruce-dickinson-do-iron-maiden-ensina-como-transformar-clientes-em-fas.html

Governo brasileiro classifica de inaceitáveis ataques a parlamentares em Caracas

Aécio Na nota, o Itamaraty garante que os parlamentares foram recebidos e tiveram apoio da embaixada brasileira, contrariando as informações divulgadas pelos senadores em Caracas. Brasília - O governo brasileiro lamentou, em uma nota do Itamaraty, os incidentes durante a visita da Comissão Externa do Senado a Caracas e classificou de "inaceitáveis" os ataques de manifestantes contra os parlamentares brasileiros.

"À luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o Governo brasileiro solicitará ao Governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido", diz o texto. Até a noite desta quinta-feira, 18, no entanto, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não havia conseguido falar com sua colega

Na nota, o Itamaraty garante que os parlamentares foram recebidos e tiveram apoio da embaixada brasileira, contrariando as informações divulgadas pelos senadores em Caracas. "O Governo brasileiro cedeu aeronave da FAB para o transporte dos Senadores e prestou apoio à missão precursora do Senado enviada na véspera a Caracas. Por intermédio da Embaixada do Brasil, o Governo brasileiro solicitou e recebeu do Governo venezuelano a garantia de custódia policial para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito", diz o texto, acrescentando que o embaixador brasileiro, Ruy Pereira, recebeu os parlamentares no aeroporto e depois seguiu em seu carro de volta a Caracas.

"Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento, segundo informações ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo Governo colombiano.

O incidente foi seguido pelo Itamaraty por intermédio do Embaixador do Brasil, que todo o tempo se manteve em contato telefônico com os Senadores, retornou ao aeroporto e os despediu na partida de Caracas", finaliza

"O Governo brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país. São inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros.

O Governo brasileiro cedeu aeronave da FAB para o transporte dos Senadores e prestou apoio à missão precursora do Senado enviada na véspera a Caracas.Por intermédio da Embaixada do Brasil, o Governo brasileiro solicitou e recebeu do Governo venezuelano a garantia de custódia policial para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito.O Embaixador do Brasil na Venezuela recebeu a Comissão na sua chegada ao aeroporto de Maiquetía, onde os Senadores e demais integrantes da delegação embarcaram em veículo proporcionado pela Embaixada, enquanto o Embaixador seguiu em seu próprio automóvel de retorno à Embaixada.

Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento, segundo informações ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo Governo colombiano.

O incidente foi seguido pelo Itamaraty por intermédio do Embaixador do Brasil, que todo o tempo se manteve em contato telefônico com os Senadores, retornou ao aeroporto e os despediu na partida de Caracas.

À luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o Governo brasileiro solicitará ao Governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido."

Jovem é presa por selfies de sexo com pitbull

Ashley Miller teria coagido o animal, da raça pitbull, a ter relações sexuais com ela na casa da avó por 30 ou 40 vezes

Uma mulher da Flórida admitiu ter tirado selfies enquanto ela teve relações sexuais com um cão da raça pitbull dentro da casa de sua avó, informou a polícia. Ashley Miller, 18, foi acusada de atividades sexuais envolvendo animais depois que investigadores da polícia de Bradenton descobriram as fotos escondidas em seu telefone celular.
Ashley Miller
Reprodução
Ashley Miller
Segundo a polícia, Miller teria mantido relações sexuais entre 30 e 40 vezes com o cachorro chamado “2-Face” nos últimos cinco anos na casa da avó. A jovem também admitiu ter feito sexo com seu cão anterior, uma mistura pitbull rottweiler.

Um veterinário afirmou que o animal não apresentou nenhum sinal de lesão.
Miller deve aparecer no tribunal no próximo mês

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/mundo-insolito/2015-06-18/jovem-e-presa-por-selfies-de-sexo-com-pitbull-na-casa-da-avo.html

quarta-feira, 17 de junho de 2015

PlayStation 4 será fabricado no Brasil, anuncia Sony na E3 2015

 Anderson Gracias, country manager de PlayStation no Brasil, anunciou fabricação nacional do PS4 (Foto: Bruno Araujo/G1)

Primeiros consoles brasileiros chegam às lojas do país em outubro. Sony não informou de quanto será a redução no preço do PS4 no Brasil

O PlayStation 4 enfim será fabricado no Brasil, anunciou a Sony em uma apresentação direcionada à América Latina na E3 2015, em Los Angeles (EUA), nesta terça-feira (16).

Segundo Anderson Gracias, country head de PlayStation no Brasil, os primeiros PS4 nacionais chegam às lojas em outubro. A Sony, no entanto, não informou de quanto será a redução no preço do console no país.
Desde quando foi lançado, em novembro de 2013, o PlayStation 4 vendido no Brasil é o mais caro do mundo: R$ 4 mil, o equivalente na cotação de terça (16) a quase US$ 1,3 mil. Nos EUA, ele custa US$ 400.

A medida com certeza irá ajudar a Sony a encarar de maneira mais competitiva, no mercado oficial, a rival Microsoft, que vende desde novembro de 2013 o Xbox One fabricado no Brasil.

Caminho para vitória
Yoshinori Ono, diretor de "Street Fighter V", apareceu no evento da Sony para dar uma notícia interessante ao público brasileiro. Fantasiado de Blanka, Ono anunciou que a Brasil Game Show 2015 será neste ano o palco da etapa brasileira da Capcom Pro Tour, liga mundial oficial do game de luta.

No ano passado, a BGS também hospedou uma regional do torneio, com a diferença que ela só valia pontos para um ranking. Agora, a etapa brasileira irá classificar seu campeão imediatamente para a final da Capcom Pro Tour, também conhecida como Capcom Cup.

Em 2014, Eric Moreira, o "ChuChu", venceu a fase da Capcom Pro Tour na BGS e conseguiu por pontos representar o Brasil na Capcom Cup, realizada em San Francisco (EUA).

 http://g1.globo.com/tecnologia/games/e3/2015/noticia/2015/06/playstation-4-sera-fabricado-no-brasil-anuncia-sony-na-e3-2015.html

Dilma sanciona lei que altera regras do seguro-desemprego com vetos

Regra mais rígida foi proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso. Com alterações, que fazem parte do ajuste fiscal, governo gastará menos.

 A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 13.134, que altera as normas de acesso ao seguro-desemprego, tornando-as mais rígidas. A sanção foi publicada nesta quarta-feira (17), no "Diário Oficial da União",

As novas regras foram propostas pelo governo federal, por meio de Medida Provisória, e aprovadas pelo Congresso Nacional. Com alterações, que fazem parte do ajuste fiscal, governo gastará menos com o pagamento do seguro-desemprego.
 
Foi vetada pela presidente, porém, a regra que endurecia o acesso ao abono salarial. A norma, proposta inicialmente pelo governo e aprovada pelo Congresso, exigia que, para terem direito ao abono salarial, os trabalhadores tivessem exercido atividade remunerada por, pelo menos, 90 dias no ano-base, e recebessem até dois salários mínimos médios de remuneração mensal noperíodo trabalhado.

Com isso, permanece em vigência a regra anterior, na qual o abono é pago para quem trabalhar por pelo menos 30 dias.

"A adoção do veto decorre de acordo realizado durante a tramitação da medida no Senado Federal, o que deixará a questão para ser analisada pelo Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, criado pelo Decreto no 8.443, de 30 de abril de 2015", justificou o governo.

Ajuste fiscal
Juntamente com a alteração das regras de acesso aos benefícios previdenciários, como pensão por morte, as mudanças no seguro-desemprego e no abono salarial fazem parte do processo de ajuste das contas públicas. O governo espera gastar menos recursos com o pagamento destes benefícios.

Inicialmente, a estimativa era que a limitação nos benefíicios poderia gerar uma economia nos gastos obrigatórios de R$ 18 bilhões por ano. Com as mudanças, fruto de acordo com o governo federal no Congresso, a economia será menor: de R$ 14,5 bilhões a R$ 15 bilhões por ano, segundo cálculos divulgados pelo Ministério do Planejamento em maio.
 
Veto sobre o trabalhador rural
A presidente da República também decidiu vetar o artigo quarto, que dizia que teria direito ao seguro-desemprego o trabalhador rural desempregado dispensado sem justa causa que comprovasse ter recebido salários de pessoa jurídica ou de pessoa física, a ela equiparada, relativos a cada um dos seis meses imediatamente anteriores à data de dispensa; ou ter sido empregado de pessoa jurídica ou de pessoa física a ela equiparada, durante pelo menos 15 meses nos últimos 24 meses; entre outras regras.

"A medida resultaria em critérios diferenciados, inclusive mais restritivos, para a percepção do benefício do seguro-desemprego pelo trabalhador rural, resultando em quebra da isonomia em relação ao trabalhador urbano. Além disso, a proposta não traz parâmetros acerca dos valores e do número de parcelas a serem pagas, o que inviabilizaria sua execução", informou o governo.

Seguro-desemprego
Com a publicação da nova lei, o trabalhador terá direito ao seguro-desemprego se tiver trabalhado por pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses. O prazo inicial proposto pelo governo era de 18 meses de trabalho para poder ter acesso ao benefício. Antes da vigência da Medida Provisória, no fim de fevereiro, o trabalhador precisava de apenas seis meses.

Para poder pedir o benefício pela segunda vez, a lei estipula que o trabalhador tenha nove meses de atividade nos últimos doze meses. Antes, esse prazo exigido era de seis meses de trabalho, e o governo queria ampliar, inicialmente, para 12 meses. A proposta mantém a regra prevista na MP (seis meses) se o trabalhador requisitar o benefício pela terceira vez.

Abono salarial
O abono salarial equivale a um salário mínimo vigente e é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos. Atualmente o dinheiro é pago a quem tenha exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não, no ano. Essa regra permanecerá.

Seguro-defeso
Para o seguro-defeso, pago ao pescador durante o período em que a pesca é proibida, foi mantida a regra vigente antes da edição da medida provisória – o pescador necessita ter ao menos um ano de registro na categoria. A intenção do governo era aumentar essa exigência para três anos.

Pagamento retroativo
O Ministério do Trabalho informou ao G1 nesta terça-feira (16) que o governo federal estuda pagar parcelas retroativas do seguro-desemprego a parte dos trabalhadores que tiveram o benefício negado durante a vigência da medida provisória 665, que alterou as regras de acesso ao auxílio trabalhista.

O texto original da MP 665, editado pelo Executivo federal em 30 de dezembro, com aplicação a partir do fim de fevereiro, exigia ao menos 18 meses de atividade  para que o trabalhador pudesse solicitar o seguro-desemprego.

Em meio à tramitação do texto na Câmara, os deputados alteraram a proposta do Executivo, reduzindo para 12 meses o prazo mínimo de atividade para solicitar o seguro-desemprego. A mudança foi avalizada posteriormente pelos senadores. Dessa forma, um trabalhador que, por exemplo, esteve empregado por 13 meses e pediu o benefício nos últimos meses, teve a solicitação negada pelo governo.

O órgão avalia, segundo informou a assessoria, a possibilidade de trabalhadores que tiveram o pedido negado encaminharem novamente a solicitação. O governo não informou quantos brasileiros fazem parte do grupo que poderia fazer um novo pedido de acesso ao benefício.

 http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/06/dilma-sanciona-lei-que-altera-regras-do-seguro-desemprego-com-vetos.html

Homem cuida de mulher em estado vegetativo há sete anos: "só quero o amor dela"


 Há sete anos, o radialista Adílio Bezerra se dedica a cuidar
da mulher depois de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que a deixou em estado
vegetativo. Ele monitora os remédios, banho e cuida para que ela se sinta
confortável mesmo acamada. Juntos desde 1986, a história dos dois já ganhou o
mundo e tem levado milhares de pessoas a acreditar em um amor verdadeiro na
alegria e na tristeza. Em entrevista ao R7, Adílio conta que Glaucia Bezerra
passou mal em casa no dia 18 de setembro de 2007. 

— Ela acordou no meio da noite passando mal. Foi para o
hospital e só saiu cinco anos depois, em estado vegetativo. O mundo anda tão
duro, tão difícil, que o fato de saberem que eu dedico o meu tempo a cuidar
dela impressiona. Mas eu digo que é minha obrigação. Porque nosso amor é
verdadeiro 

Glaucia Bezerra foi vítima de um AVC; história de amor começou na Paraíba, em 1986 

Há sete anos, o radialista Adílio Bezerra se dedica a cuidar da mulher depois de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que a deixou em estado vegetativo. Ele monitora os remédios, banho e cuida para que ela se sinta confortável mesmo acamada. Juntos desde 1986, a história dos dois já ganhou o mundo e tem levado milhares de pessoas a acreditar em um amor verdadeiro na alegria e na tristeza. Em entrevista ao R7, Adílio conta que Glaucia Bezerra passou mal em casa no dia 18 de setembro de 2007.

— Ela acordou no meio da noite passando mal. Foi para o hospital e só saiu cinco anos depois, em estado vegetativo. O mundo anda tão duro, tão difícil, que o fato de saberem que eu dedico o meu tempo a cuidar dela impressiona. Mas eu digo que é minha obrigação. Porque nosso amor é verdadeiro.

  http://noticias.r7.com/cidades/fotos/homem-cuida-de-mulher-em-estado-vegetativo-ha-sete-anos-so-quero-o-amor-dela-17062015#!/foto/1


Proposta para nova aposentadoria ajuda trabalhador agora, mas prejudica filhos e netos

Presidente decide hoje se veta ou aprova medida que flexibiliza o fator previdenciário.

No caso de veto da presidente, governo deve propor uma nova alternativa para o cálculo da aposentadoria
 
A presidente Dilma Rousseff tem até a meia-noite desta quarta-feira (17) para decidir pela aprovação ou veto da medida provisória que sugere uma alternativa à forma utilizada para calcular a aposentadoria do trabalhador brasileiro. A proposta — chamada de fórmula 85/95 — faz parte da MP 664, que trata do ajuste fiscal do governo.

Caso seja confirmada, a nova fórmula beneficia o trabalhador agora, mas tende a deixar uma herança amarga a quem vai levar mais alguns anos para ter direito ao benefício do governo, caso dos nossos filhos e netos.

Atualmente, o cálculo da aposentadoria é feito por meio do fator previdenciário, fórmula criada pelo governo para encurtar o valor dos benefícios de quem decide deixar de trabalhar mais cedo. Ao mesmo tempo, mira incentivar o trabalhador a ficar mais tempo na ativa a fim de ter uma aposentadoria mais gorda.

A nova medida aprovada pelo Congresso, intitulada 85/95, prevê que os trabalhadores consigam encerrar suas atividades e receber a aposentadoria em valor integral após a soma de idade e tempo de contribuição seja igual ou maior do que 95 anos, no caso dos homens, e, de 85 para as mulheres.

De acordo com o professor de finanças da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) da USP (Universidade de São Paulo) José Roberto Savoia, não se pode manter a medida da forma como ela passou pelo Congresso. Ele afirma que, na situação como o texto foi apresentado, a única maneira para reverter o caso será com “duras” reformas na Previdência.

— Caso a proposta venha a se manter, nós teremos, no futuro, um agravamento de impostos para as pessoas que estarão no mercado de trabalho. Eles terão que pagar um valor de tributos desproporcional ao que é pago hoje.
 
Em reunião com as centrais sindicais na tarde da última segunda-feira (15), o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, afirmou que, se a nova fórmula para calcular a aposentadoria entre em vigor, causará um rombo nas contas da Previdência.

Na avaliação de Gabas, o aumento expectativa de vida dos brasileiros faria com que em 45 anos o País seja formado por muitos aposentados e poucos contribuintes. Com isso, o ministro calcula que os gastos até 2060 ficariam em torno de R$ 3 trilhões.

A advogada tributarista Maria Faiock comenta que “estão querendo mexer no resultado sem modificar a equação”. Ela diz que seria necessário mudar, além do cálculo da aposentadoria, as regras trabalhistas, a carga tributária e a formação profissional para ter um resultado melhor.

Segundo Faiock, a fórmula 85/95 vai ser benéfica apenas para aqueles que começaram a trabalhar jovens e terão, consequentemente, mais tempo de contribuição no momento em que a regra entrar em vigor.

— Para as outras pessoas, que começaram mais tarde na vida profissional, isso via virar como se fosse uma aposentadoria por idade e muitos vão acabar se aposentado bem mais velhos. E vai ainda prejudicar, principalmente, quem está entrando no mercado de trabalho hoje.

O diretor do IEPREV (Instituto de Estudos Previdenciários), Pedro Saglioni de Faria Fonseca, avalia que o fator previdenciário na forma atual é, geralmente, desfavorável para a pessoa que começa a trabalhar muito cedo e tem condições de receber o benefício do governo muito nova.

— Não tem como dizer como vai ser para quem está ingressando agora no mercado de trabalho, porque não é possível prever como serão as regras de cálculo no futuro. Mas, [caso a medida seja aprovada], sem sombra de dúvidas, no mês que vem pode ser muito mais benéfica para a mesma pessoa que tem condições de se aposentar hoje.

Dilma decide nesta quarta se aprova novo cálculo da aposentadoria REUTERS/Ueslei Marcelino
 
Alternativa
Caso a proposta seja barrada por Dilma, o texto volta ao Congresso, que tem o poder de derrubar o veto. Em meio à discussão, a expectativa é de que o governo apresente uma forma alternativa como solução para flexibilizar o fator previdenciário.

Para Savoia, uma medida interessante para a fórmula 85/95 seria estabelecer que a base de cálculo aumente de acordo com a expectativa de vida da população do País.

— Em qualquer saída que a gente tenha com uma forma dessa natureza é preciso prever na Constituição que essa fórmula venha a ser ajustada de tempos em tempos, no máximo em cada cinco anos.

Outra alternativa proposta pelo professor seria estabelecer uma idade mínima, realizada já presente em diversos países da América Latina e no mundo desenvolvido.

A presidente do IAPE (Instituto dos Advogados Previdenciários), Luciana Farias de Morais, acredita que qualquer que seja a nova fórmula aprovada, ela não deve excluir os direitos dos profissionais que já convivem com o atual cenário.

— A gente tem que respeitar as regras do jogo e as expectativas de direito da pessoa, sem prejudicar o trabalhador que espera de aposentar em determinada data, com determinada regra.

 http://noticias.r7.com/economia/proposta-para-nova-aposentadoria-ajuda-trabalhador-agora-mas-prejudica-filhos-e-netos-17062015

Ações na Justiça devem aumentar após PEC das Domésticas, dizem juristas

Para especialistas, lei traz avanços para os profissionais, mas cotidiano das relações deve suscitar dúvidas e problemas

Congresso levou mais de dois anos para regulamentar a PEC das Domésticas
Valter Campanato/Agência Brasil
Congresso levou mais de dois anos para regulamentar a PEC das Domésticas
A Proposta de Emenda Parlamentar número 66, popularmente chamada de PEC das Domésticas, foi regulamentada depois de dois anos de sua publicação, em 2012, mas as polêmicas devem continuar. Segundo especialistas em relações de trabalho, é provável que haja uma judicialização no médio prazo. 

Entre as principais mudanças estipuladas pela PEC estão indenização em demissões sem justa causa, pagamento de horas extras, conta no FGTS e a alíquota de recolhimento do INSS.

Hoje no Brasil, menos de 28% dos empregados domésticos são contratados com registro em carteira. Segundo dados da PNAD 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,4 milhões desses trabalhadores (92,6%) são mulheres.

Para Fabíola Ferrari, advogada do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo (SINDoméstica-SP), a PEC representa um grande avanço, mas a batalha agora é contra a desinformação. “O empregado doméstico é uma categoria que vem conquistando direitos a conta-gotas. Tem gente que trabalha 30 anos numa mesma casa e sai com uma mão na frente e outra atrás. Ao passo que outros profissionais gozam de diversos benefícios, se aposentam e têm renda. A aprovação da PEC acaba com essa injustiça ao formalizar e profissionalizar a função tão desrespeitada há décadas.”

O professor de Direito do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP), Estêvão Mallet, acredita, no entanto, que não será fácil assegurar a eficácia da legislação aprovada. “Trata-se de uma profissão difícil de fiscalizar, de controlar as horas trabalhadas e isso, com certeza, levará a um aumento da judicialização", afirma.

Para Mallet, a lei também tem alguns excessos, como a exigência de controle de ponto – não o pagamento de hora extra, que ele considera um avanço – , e a exigência de pagamento antecipado de multa de 40% por dispensa injustificada. "Isso onera o contratante diferente de uma empresa, por exemplo, que só paga depois da demissão."

O professor também critica a redução do pagamento do INSS. Antes, o pagamento integral de INSS do empregador era de 12%; com a lei, passa para 8%, como forma de diminuir os encargos. "Quem vai pagar é a sociedade; não acho justo.”

Mesmo com esses pontos considerados negativos, o professor vê a nova legislação como um avanço. “É muito importante que se reconheça os direitos fundamentais da empregada. Além disso, tratar da profissionalização melhora a rotina de trabalho."

Daniela Goldenstein, advogada especialista em direito do trabalho, também acredita que haverá aumento dos processos jurídicos. "Em três, quatro anos, teremos um efeito rebote, pois a pessoa física vai ser nocauteada com as atribuições jurídicas impostas. Não sou contra a regularização e formalização, mas ficou faltando pontos importantes. O poder judicário tem um problema: o Legislativo não sabe fazer lei, é pouco qualificado."

Fabíola Marques, presidente da Comissão de Estudos de Direito Processual do Trabalho do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) acredita no aumento da judicialização ao passo em que os direitos se tornem mais conhecidos. "Na prática, isso vai dar muita confusão no começo. Tenho visto a tendência da pessoa física, no caso o contratante, procurar os serviços de um contador. É um problema, porque ele não é formado em direito, sabe os meandros tributários, mas não conhece a parte jurídica." 

Uma boa ajuda deve vir do Simples Doméstico – forma de recolhimento dos encargos para o trabalhadores domésticos, que será utilizado pelo empregador e deverá ser finalizado pelo governo em até 120 dias a contar da data de publicação da PEC, ocorrida em 2 de junho. "Espero que seja realmente simples. Valores de impostos e encargos já aumentaram consideravelmente. A maior parte dos empregadores que não descontava o INSS, agora vai descontar do empregado. Tem muita coisa ainda por acontecer", avalia Fabíola Marques.

Um ponto importante para a advogada e para o SINDoméstica-SP é em relação à representatividade. "Vai demorar um certo tempo para que os sindicatos se organizem, mas a representatividade é um ganho para categoria, deve ampliar e efetivar os diretos", afirma Fabíola Ferrari.

Babás 
Um dos pontos controversos é se uma babá ou empregada doméstica terá de registrar a pessoa que cuida de seus filhos enquanto está cuidando das crianças da patroa ou patrão. “Como a lei vale para todos, terá de registrar e pagar os encargos, horas extras, mas apenas se o trabalho for executado dentro da casa do contratante, como define a lei”, explica Fabíola Ferrari, do SINDoméstica-SP.  Isso significa que se a empregada doméstica leva os filhos para que fiquem na casa da vizinha, o trabalho da vizinha não é considerado como trabalho doméstico."

A lei complementar 150 define o empregado doméstico como pessoa ou família que presta serviço no âmbito residencial dessa família. “Ou seja, tem de trabalhar dentro da casa de outra pessoa para se estabelecer a relação doméstica. Nesse caso, a PEC das Domésticas não se encaixa a essa relação da babá ou vizinha que leva o filho da empregada doméstica para sua própria casa. Nesse caso, como há uma prestação de serviço, pode haver complicações na esfera civil, mas não é emprego doméstico.”

O professor Mallet lembra outro ponto: só existe trabalho doméstico se for realizado pelo menos três vezes por semana. Antes era o Tribunal Superior de Justiça que julgava esses casos para estabelecer vínculo, agora é a lei. “Também são considerados domésticos locais equiparados a casas, como sítio ou carro. Por esse motivo, motoristas e caseiros se encaixam, por exemplo", afirma Mallet.

A advogada do sindicato das domésticas lembra ainda que PEC avançou no sentido de fazer um contrato parcial, para jornadas de trabalho menores, ou de meio período. “Assim, todo profissional doméstico ganhou a possibilidade de trabalhar menos horas, desde que tenha sido feito um acordo. Então o salário, recolhimentos e encargos ficam menores. Paga-se proporcional. O que falta muitas vezes é informação.”

 http://economia.ig.com.br/2015-06-17/acoes-na-justica-devem-aumentar-apos-pec-das-domesticas-dizem-juristas.html

TCU julga nesta quarta as contas do governo Dilma

Suspeita é que em 2014 o dinheiro de bancos públicos tenha sido desviado para programas sociais, as chamadas "pedaladas fiscais"

O Tribunal de Contas da União (TCU)  julga nesta quarta-feira (17) as contas do governo da presidente Dilma Rousseff, relativas ao ano de 2014.

O governo teria escondido dívidas estimadas em mais de R$ 256 bilhões, entre elas antecipações de pagamentos de bancos públicos para programas sociais, as chamadas "pedaladas fiscais".

Outro ponto a ser analisado é que o governo sabia que despesas que não poderiam ser cortadas seriam maiores do que estava no orçamento e, mesmo assim, não fez cortes em gastos não obrigatórios, como manda a lei.

O governo nega qualquer manobra na prestação de contas.
 http://minasgerais.ig.com.br/?url_layer=2015-06-17/11056057.html

terça-feira, 16 de junho de 2015

Clube que obriga babá a usar branco é alvo de investigação do MP

 Advogada fez denúncia após babá tentar entrar sem uniforme no Clube Pinheiros; para promotora, 'discriminação é evidente'

"Sempre que eu estava trabalhando e a Débora*, a babá da minha filha, ia ao clube com ela, era um estresse. A gente nunca sabia se os seguranças iam deixá-la entrar ou não. Tudo porque o clube exige que babás vistam branco. Tentei conversar com a direção, mas não adiantou. Um dia eu cansei."

O depoimento acima é da advogada paulistana Roberta Loria que acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) com uma denúncia de discriminação por parte do Esporte Clube Pinheiros (zona oeste de São Paulo).

"Não é só para resolver o nosso problema. É uma questão social. É revoltante essa discriminação ainda ocorrer. Sou sócia do Pinheiros há pouco mais de um ano e jamais imaginei que isso acontecesse", disse à BBC Brasil.
Advogada fez denúncia após babá de sua filha tentar entrar sem uniforme no Clube Pinheiros
Mariana Chama
Advogada fez denúncia após babá de sua filha tentar entrar sem uniforme no Clube Pinheiros
Após a denúncia, a promotora de Justiça Beatriz Helena Budin Fonseca resolveu abrir um inquérito civil contra o Clube Pinheiros (MP 43.0725.0000489/2015-2). Outros clubes de elite da capital paulistana também estão na mira do MP.

De acordo com o Ministério Público, o objetivo do inquérito é apurar a prática de discriminação social pelo clube ao exigir que as babás que acompanham as crianças sócias estejam vestidas de branco.

Uniforme e áreas exclusivas
Questionado pela BBC Brasil, o Clube Pinheiros confirmou que "a utilização de uniforme na cor branca pelas babás está devidamente regulamentada através de normativa interna do clube" e afirmou que "assim como é comum em organizações a utilização de uniforme e crachá, o Pinheiros adota o mesmo tipo de sistema".

O clube confirmou ainda a existência de algumas partes do local que são proibidas às babás, como relatadas por sócios ouvidos pela reportagem. "Existem áreas, como piscina e locais de eventos, que possuem regras específicas para o acesso, podendo ser reservadas exclusivamente aos associados. O clube ainda ressalta que repudia qualquer tipo de pré-conceito ou discriminação de qualquer caráter."

A promotora, no entanto, discorda da visão do clube.
"Ao exigir o uso de determinada roupa pelas babás, o clube pretende marcar as pessoas que estão no local, circulando entre os sócios, mas que pertencem a outra classe social", afirmou Beatriz à BBC Brasil, ressaltando que outros acompanhantes dos sócios, como parentes, não são obrigados a usar branco.

"A discriminação é evidente porque viola os princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da pessoa humana. A regra é discriminatória."

Ameaças
Roberta conta que a regra para babás no clube não é algo explícito, que esteja em um quadro pendurado na parede ou algo do tipo.

Tanto que, nas primeiras vezes que a babá e a menina foram ao clube, não houve problemas. "A Débora poderia passar por mãe da minha filha. Então, quando as duas estavam sozinhas, acho que não percebiam que ela era babá e ela não era barrada", conta.
Sócia do clube Pinheiros há um ano, a advogada Roberta Loria se surpreendeu com a exigência do uniforme para as babás
Mariana Chama
Sócia do clube Pinheiros há um ano, a advogada Roberta Loria se surpreendeu com a exigência do uniforme para as babás
"Mas, quando ela foi identificada como babá, os problemas começaram. Os porteiros não queriam deixá-la entrar, falavam que ela tinha de usar uniforme, ameaçavam. Uma vez em que ela tentou argumentar, disseram que iam me mandar uma carta de advertência", conta.

"E também achei péssimo quando, uma vez em que eu estava com a Débora e os funcionário falavam sobre ela, só olhavam para mim, como se ela não estivesse lá. Fora que ela já relatou que uma sócia interrompeu a conversa com ela assim que descobriu que ela era a babá da minha filha e não a mãe."

Por temer problemas futuros, Débora preferiu não falar com a BBC Brasil e pediu que sua identidade fosse preservada. Segundo Roberta, a babá acha que ela está "comprando briga à toa".
"O mais triste é que acho que, de tão acostumada a esse tipo de tratamento, não percebe a gravidade do problema, acha que é só uma questão de roupa."

Nada justifica'
A juíza Beatriz Fonseca, no entanto, explicou como, em sua visão, o problema vai muito além disso.
Segundo ela, é válido que o clube exija que seus funcionários usem uniforme, por existir um motivo para isso. "Os sócios podem identificar os funcionários e solicitar a prestação de serviço de forma mais célere", diz.
"Mas qual a necessidade de babás serem identificadas pelos demais sócios? Nada justifica esta obrigatoriedade, a não ser a possibilidade de imediata identificação de que a pessoa não é sócia. Mas qual a necessidade desta identificação? Afinal, os convidados dos sócios, amigos, e familiares não são obrigados a usar uma identificação que os discrimine, que indique não serem associados."

Exemplo carioca
O ofício contra o Clube Pinheiros foi enviado pelo Ministério Público no dia 10 deste mês. O clube, que diz que até esta segunda-feira não havia recebido o documento, tem 20 dias para se posicionar.

Após o posicionamento do Pinheiros, o Ministério Público vai decidir se entrará com uma ação pública. Outra possibilidade seria a realização do chamado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), um instrumento jurídico no qual os clubes assumiriam o compromisso de ajustar suas regras conforme solicitado, sob risco de sofrerem sanções (normalmente multas).

Roberta, que está grávida do segundo filho, conta que uma de suas expectativas com o caso seja um desfecho semelhante ao que aconteceu no Rio de Janeiro.
Para promotora, exigir o uso de roupa branca para babás é é uma regra discriminatória
Mariana Chama
Para promotora, exigir o uso de roupa branca para babás é é uma regra discriminatória
No ano passado, o governador Sérgio Cabral sancionou uma lei proibindo clubes de exigir uniforme para a entrada de babás e de acompanhantes de idosos, com pena de até R$ 2,5 mil para quem não cumprir a regra.
Semelhante ao caso de São Paulo, a lei foi criada a partir de uma representação no Ministério Público feita pela ONG Educafro. A promotoria então instaurou um inquérito civil para apurar possíveis casos de discriminação nos clubes de elite Paissandu, Naval Piraquê, Jockey Clube e Caiçaras, na zona sul.

A denúncia da ONG veio na esteira de um caso ocorrido no clube Caiçaras, na qual a babá Elaine Pacheco foi barrada por não estar de branco, mesmo com seu nome estando na lista de convidados de um evento que ocorria no local.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-06-16/clube-que-obriga-baba-a-usar-branco-e-alvo-de-investigacao-do-mp.html

Nasir al-Wahishi era tido como braço direito de Osama Bin Laden; organização tem realizado inúmeros atentados nos EUA

Um ataque aéreo dos EUA matou o líder número 2 da Al-Qaeda, que comandava sua poderosa filial iemenita, no que é considerado o maior golpe contra o grupo terrorista desde a morte de Osama bin Laden. A ação elimina um líder carismático em um momento em que a organização disputa com o Estado Islâmico o título de fundador da jihad global.

O então líder da Al-Qaeda na Península Arábica identificado pelo IntelCenter como Nasir al-Wahishi durante encontro no Iêmen (Arquivo)
AP
O então líder da Al-Qaeda na Península Arábica identificado pelo IntelCenter como Nasir al-Wahishi durante encontro no Iêmen (Arquivo)
Em uma declaração em vídeo datada de 14 de junho e divulgada nesta terça-feira (16) pela filial iemenita da organização terrorista, um agente sênior anunciou a morte de Nasir al-Wahishi, um jihadista veterano que já foi apontado como braço direito de Bin Laden e disse que seu vice, Qassim al-Raimi, havia sido escolhido para substituí-lo.

"Nação muçulmana, um herói de seus heróis e um mestre de seus mestres foi em direção a Deus", disse Khaled Batrafi no vídeo, prometendo que a guerra do grupo contra os EUA iria continuar.

"Em nome de Deus, o seu sangue nos faz mais determinados ao sacrifício", disse ele. "Que os inimigos saibam que a batalha não é de apenas de um. A batalha conta com uma nação de bilhões de membros."

Autoridades de segurança iemenitas haviam dito anteriormente que um drone dos EUA havia matado três supostos militantes na cidade portuária do sul de Mukalla na semana passada. Autoridades norte-americanas disseram que eles estavam tentando verificar se al-Wahishi havia mesmo sido morto.

O braço da Al-Qaeda no Iêmen tem sido visto como o mais letal e tem sido associado a uma série de atentados no território dos EUA. O grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque de janeiro à revista satírica francesa Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos.

Além de liderar a filial iemenita, conhecida como Al-Qaeda na Península Arábica, al-Wahishi também serviu como substituto de Ayman al-Zawahri, principal líder da Al-Qaeda, que sucedeu bin Laden em 2011.
 
A morte de Al-Wahishi é uma grande perda para a Al-Qaeda enquanto os terroristas se esforçam para competir com o Estado Islâmico, um grupo separatista que ocupa vastas áreas na Síria e no Iraque e gerou suas próprias filiais em outros países da região.

Ambos os grupos se dedicam a impor a lei islâmica, apesar de a Al-Qaeda não reconhecer o califado autoproclamado do Estado Islâmico e manter a prioridade de usar a jihad contra os Estados Unidos a fim de conduzi-lo para fora do Oriente Médio.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-06-16/al-qaeda-no-iemen-confirma-morte-de-lider-apos-ataque-dos-eua-com-drone.html

domingo, 14 de junho de 2015

Em Londres, ciclistas pedalam nus contra cultura do carro

Ao não utilizar roupas, os manifestantes querem, ao menos por um dia, deixar de ser invisíveis no trânsito da cidade

Corpos nus chamam a atenção dos motoristas e da sociedade para a fragilidade dos ciclistas e pedestres no dia a dia do trânsito
Reprodução/Instagram
Corpos nus chamam a atenção dos motoristas e da sociedade para a fragilidade dos ciclistas e pedestres no dia a dia do trânsito
Neste sábado (13), centenas de ciclistas pedalam nus em Londres em um protesto divertido contra a dependência do petróleo e a cultura do carro: é a 10ª edição do World Naked Bike Ride, evento que acontece em 50 cidades do mundo, sendo dez delas localizadas no Reino Unido.

Os corpos nus da campanha chamam a atenção dos motoristas e da sociedade para a fragilidade dos ciclistas e pedestres no dia a dia do trânsito. Ao não utilizar roupas, os aderentes dão visibilidade aos meios de transportes não motorizados e deixam de ser, durante a campanha, invisíveis.

A Pedalada Pelada é  também um protesto contra os efeitos negativos de petróleo, automóveis e energias não-renováveis. Estima-se que, no mundo todo, haja mais de um bilhão de veículos dependentes do petróleo, responsáveis por um sexto das emissões globais de carbono.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-06-13/em-londres-ciclistas-pedalam-nus-contra-cultura-do-carro.html

Ativista pró igualdade racial é acusada de se passar por negra nos EUA

Pais de Rachel Dolezal mostraram fotos da jovem na adolescência; eles dizem que ela tem origem alemã e tcheca.

Rachel se descrevia como negra, mas seus pais mostraram foto dela na adolescência para provar que é branca
Reprodução
Rachel se descrevia como negra, mas seus pais mostraram foto dela na adolescência para provar que é branca
Rachel Dolezal, de 37 anos, trabalha para uma organização chamada "Associação Nacional pelo Avanço das Pessoas de Cor" (NAACP) em Spokane, a 450 quilômetros de Seattle, no noroeste dos Estados Unidos.

Ela é conhecida por ser uma proeminente ativista em favor da igualdade racial e dos direitos dos negros americanos. Mas tornou-se o centro de uma polêmica nesta semana após a alegação de seus pais de que Dolezal, na realidade, não tem nenhuma origem africana ou negra.

Ruthanne e Lawrence Dolezal são brancos e têm origem alemã e tcheca. Eles dizem que Rachel Dolezal é sua filha biológica e chegaram a mostrar fotos dela na adolescência para provar que é branca.

O casal já adotou crianças negras no passado – os irmãos de Rachel, e dizem que a jovem "sempre quis ser o que não era".

"Ela escolheu não ser ela mesma, mas se representar como uma americana de origem africana ou uma pessoa com duas raças e isso simplesmente não é verdade", afirmou Ruthanne Dolezal.

"A Rachel é uma artista. Ela consegue se descaracterizar e se fazer parecer com quem ela quiser."
De acordo com o jornal Spokesman-Review, Rachel Dolezal disse que era uma mistura de branca, negra e índia americana na ficha cadastral que preencheu para trabalhar na comissão de ouvidoria do cidadão da polícia em janeiro.
Ativista da igualdade racial, Rachel trabalha para a 'Associação Nacional pelo Avanço das Pessoas de Cor'
Reprodução
Ativista da igualdade racial, Rachel trabalha para a 'Associação Nacional pelo Avanço das Pessoas de Cor'
Agora, a candidatura dela ao cargo está sendo investigada. A prefeitura de Spokane chegou a comentar o caso por meio de nota.

"Levaremos muito a sério as questões levantadas sobre a pessoa que é responsável pela comissão de ouvidoria do cidadão. Estamos reunindo os fatos para determinar se qualquer política da cidade para a seleção de voluntários foi violada."

Dolezal também é professora de estudos africanos na Eastern Washington University, onde ela se especializou em cultura dos negros americanos. É comum vê-la defender a justiça racial em veículos da mídia local.

A ativista disse que não mantém contato com os pais por causa de um processo judicial que está em andamento. Ela afirmou ainda que "não considera os dois como seus pais de verdade".

Em entrevista ao Spokesman-Review na última quinta-feira, ela disse que só se pronunciaria publicamente depois de ter esclarecido essa questão "complexa" ao comité de supervisão do cidadão, onde trabalha.

"A questão não é tão simples quanto parece. É bastante complexo…e não sei se todos entenderiam. Mas todos viemos do continente africano", disse.

Na sexta-feira, a NAACP apoiou a ativista em um comunicado. "A identidade racial não é um critério que qualifica ou desqualifica uma pessoa para ser uma liderança da NAACP", diz a nota.
Pais de Rachel mostraram fotos da jovem na adolescência; eles dizem que ela tem origem alemã e tcheca
Reprodução
Pais de Rachel mostraram fotos da jovem na adolescência; eles dizem que ela tem origem alemã e tcheca
 
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-06-13/ativista-pro-igualdade-racial-e-acusada-de-se-passar-por-negra-nos-eua.html

Vivemos em uma 'Matrix' e teremos mundo paralelo até 2065, diz cientista da Nasa

Segundo Richard Terrile, o universo faz parte de um programa de computador controlado por humanoides do futuro

E se a realidade fosse uma simulação de computador criada por humanoides que estão no futuro? A ideia, similar à do filme "Matrix", de 1999, deixou de ser encarada como ficção científica e virou uma possibilidade real. Ao menos para Richard Terrile, diretor do centro de computação evolutiva e design automatizado do centro tecnológico da Nasa. Em conversa com o iG, ele diz que a evolução tecnológica está por trás dessa constatação e se propõe a criar outro mundo virtual em cerca de 50 anos.
Richard Terrile durante entrevista para rede de televisão nos EUA (2010)
Reprodução/Youtube
Richard Terrile durante entrevista para rede de televisão nos EUA (2010)
"Quando você vai ao cinema e assiste aos filmes por meio de simuladores de realidade virutal, por exemplo, acaba tentando se desvencilhar de objetos virtuais por achar que eles são reais. É isso que fazemos diariamente. E é um tipo de realidade completamente diferente que queremos oferecer no futuro", diz. 

Para o cientista, que participou do projeto da sonda Voyager 2, responsável pela descobertas de várias luas de Saturno, Urano e Netuno em 1986, a espécie humana vive em um tipo de universo ainda mais super-realista do que o de jogos que permitem a exploração detalhada da rotina de personagens virtuais. 
"Até que uma partícula seja observada, ela não apresenta um estado definido. Conforme 'passamos de fases', vamos descobrindo outras realidades", pondera.  

Leia abaixo a entrevista completa com o físico:
iG: Baseado em qual evidência o senhor chegou à conclusão de que vivemos em uma realidade programada?Richard Terrile: Vivemos em um universo com muitas propriedades matemáticas. E tudo o que produzimos para melhorar a nossa vida, para evoluir, tem base matemática. Inclusive os programas de computador. Quando você vai ao cinema e assiste aos filmes por meio de simuladores de realidade, por exemplo, sente o ar em seus cabelos e tenta se desvencilhar de objetos virtuais, por achar que eles são reais. Essa simples ação me levou a questionar: 'Por que um programa de computador super evoluído não faria a mesma coisa também com a realidade?'. O poder dos computadores é uma explicação. Já somos capazes de criar realidades digitais em videogames, nos filmes. E em não mais que meio século, a Nasa pretende oferecer essa realidade por tempo indeterminado.

iG: E como seria esse mundo virtual que a Nasa planeja oferecer?Terrile: Do jeito que as pessoas quiserem. A nossa realidade foi programada por uma espécie humana mais evoluída do que a nossa. Mas também poderemos fazer isso com o tempo. A ideia da Nasa é criar uma alternativa, uma escolha para a humanidade. Oferecer a possibilidade de viver em um local com grama de cor cinza, talvez. Um céu com outro tom de azul. Um universo novo a ser explorado. Com um supercomputador, tudo vai ser possível.

iG: O senhor promete essa nova realidade para daqui a aproximadamente 50 anos. Esse tempo não é pouco para uma evolução tão expressiva?Terrile: Na verdade, não. Atualmente temos [na Nasa] computadores capazes de processar informações mais rápido que o cérebro humano. E se levarmos em conta a Lei de Moore [o poder de processamento dos computadores dobra a cada 18 meses], em uma década as máquinas processarão o equivalente a 80 anos de pensamentos produzidos por uma única pessoa em apenas um mês. 

iG: Nesse tipo de programa será possível notar, no dia a dia, que estamos em um simulador digital?Terrile: Não. Até porque estamos programados para acreditar nessa realidade. Nascemos e morremos nesse simulador, então, para nós, esta é a realidade. E por isso acredito que o programa foi criado por uma espécie de humanoides muito mais evoluídos do que a gente. Porque o sistema é muito complexo. Além do nosso dia a dia, do universo, eles [humanoides] criaram consciência, sentimentos, medos. Tudo o que somos e sabemos do mundo veio por meio de um programa de computador muito avançado.

iG: Então nada do que sentimos ou pensamos é real?Terrile: – É real para a gente [pausa]. Deixa eu explicar de outra maneira: quando pensamos em Deus, pensamos que ele criou tudo: o universo, as espécies de animais, nossos sentimentos. Os humanoides, nessa concepção, são Deus. Alguém que vive no futuro e criou esse mundo para observar, talvez. Se eu estivesse 50 anos à frente da humanidade, conseguiria criar esse mundo virtual. Como em um videogame.

iG – Em sua opinião, os humanos são a primeira espécie a ser observada por esses supostos humanoides?Terrile: Provavelmente existem outras gerações e outros universos paralelos além do nosso. Acredito que existam múltiplos universos. Muitas pessoas juntas em outras simulações pelo espaço. E acredito que uma das chaves para entender esse sistema é realizar outras simulações.

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