GENEBRA – O Ministério Público
de Genebra arquivou o caso relacionado a uma suposta falsificação de
extrato bancário em nome do senador Romário Faria (PSB-RJ). Porta-vozes
da instituição explicaram ao Estado que não houve nem
haverá investigação sob a justificativa de que, se o extrato publicado
na imprensa brasileira foi de fato falsificado, esse crime teria
ocorrido no Brasil e a apuração não seria de responsabilidade das
autoridades suíças. O posicionamento do Ministério Público de Genebra
contradiz o senador e ex-atacante, que na semana passada divulgou post
no Facebook afirmando que "autoridades brasileiras e suíças" haviam
esclarecido o caso.
Em julho, a revista Veja publicou reportagem
na qual atribuía a Romário uma conta de R$ 7,5 milhões no banco BSI, em
Genebra, que não constava de sua declaração de bens à Justiça Eleitoral.
O senador contestou a reportagem, alegando tratar-se de um extrato
bancário falso, e a revista se desculpou, reconhecendo o erro.
Na
semana passada, veio a público gravação feita por Bernardo Cerveró,
filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, na qual o advogado
Edson Ribeiro diz ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) que Romário teria
dinheiro depositado na Suíça, mas foi orientado a tirá-lo para não "ser
preso" - Ribeiro e Delcídio foram presos no mesmo dia, sob acusação de
prejudicarem a Operação Lava Jato.
Após a divulgação do áudio,
Romário fez um post no Facebook ilustrado pela frase "Só para
esclarecer...", no qual afirma: "O advogado levanta suspeita sobre um
assunto que já foi esclarecido por mim e pelas autoridades brasileiras e
suíças. Aqueles que novamente fazem acusações inverídicas claro que
responderão à Justiça. Qual a credibilidade do advogado de um bandido,
corrupto e responsável por roubar uma das principais empresas do país?" E
reiterou o que havia dito na época da reportagem de Veja:
"Infelizmente, o dinheiro não é meu. Digo infelizmente porque, com
certeza, se fosse meu, seria fruto de muito trabalho honesto".
O senador foi procurado pela reportagem do Estado, mas a assessoria de Romário não comentou o caso, pois não estava conseguindo contatar o parlamentar.
Protocolo.
No fim da semana passada, Romário protocolou um pedido para que a
Procuradoria-Geral da República provocasse o Ministério Público suíço a
investigar o caso. Em Genebra, o Ministério Público Suíço informou que o
BSI enviou uma queixa formal de que um extrato em nome do banco foi
usado na impresa brasileira e insistiu que o documento era "falso". Mas
nega que o caso tenha sido "esclarecido". Os procuradores confirmaram ao
Estado que a investigação nem sequer foi aberta, já
que a Justiça se recusou a aceitar a queixa. "O caso não foi tratado em
sua substância, já que se concluiu que ele era não recebível", indicou a
assessoria de Comunicação do MP de Genebra.
Em carta datada de 5
de agosto aos advogados contratados por Romário em Genebra, o banco BSI
informoz que abriu uma "queixa penal na Procuradoria-Geral de Genebra
no dia 4 de agosto de 2015". Na queixa penal "contra um desconhecido " e
endereçada ao procurador Olivier Jornot, o banco apontava que a
instituição financeira "pode estabelecer com certeza que o extrato da
conta é falso e que o sr. Romário de Souza Faria não é, portanto,
titular de dita conta em nosso banco na Suíça". A instituição financeira
considerava que os atos "constituem diversos delitos penais graves, em
especial a falsificação de documentos". "Diante dos fatos, o BSI
solicita a abertura imediata de um processo penal ", diz a carta.
O
banco ainda insistiu na carta que o extrato de uma suposta conta do
senador Romário (PSB-RJ) era "falso" e que o ex-jogador "não é o titular
dessa conta". O BSI não informou, porém, se Romário já foi cliente do
banco ou se foi titular de alguma outra conta sob sua custódia.
Na
ocasião, entre as frases publicadas, Caiado disse que “Lula tem postura
de bandido. E bandido frouxo! Igual à época [em] que instigava
metalúrgicos a protestar e ia dormir na sala do delegado Tuma!”
Por
3 votos a 1, os ministros seguiram voto do relator, ministro Edson
Fachin. Embora reconheça o baixo nível das declarações, Fachin entendeu
que as declarações de Caiado estão relacionadas com sua atividade
política e, portanto, protegida pela imunidade parlamentar, prevista na
Constituição. Os ministros Luiz Fux e Rosa Weber votaram com o relator
"Embora
reprovável e lamentável o nível rasteiro com o qual as críticas da
suposta conduta do ex-presidente da República foram feitas pelo
querelado, entendo que as declarações guardam pertinência com a
atividade parlamentar”, disse Fachin.
O voto divergente foi
proferido pelo ministro Marco Aurélio. Ele entendeu que as declarações
fugiram do âmbito da atividade parlamentar.
Zeca Pagodinho foi condenado por
fraude no contrato de um show realizado em 2008, informou o Secretaria
de Comunicação do Ministério Público do Distrito Federal
Ministério
Público afirma que houve superfaturamento em show realizado em 2008 no
Distrito Federal; pena do cantor foi revertida em serviços comunitários
Zeca
Pagodinho foi condenado por fraude no contrato de um show realizado em
2008, informou a Secretaria de Comunicação do Ministério Público do
Distrito Federal. O cantor - que participou recentemente do "Programa Xuxa Meneghel" , da Record - foi acusado depois que observaram irregularidades na 15ª Expoagro, evento realizado em Brasília.
Na ação, o Ministério Público afirmou que houve superfaturamento na contração do cantor - sempre visto na companhia dos netos.
No show da 15ª Expoagro, o cachê de Zeca Pagodinho foi de R$ 170 mil.
No entanto, apresentações feitas meses antes custaram aproximadamente R$
200 mil incluindo cachê artístico e outros serviços.
O artista - que passou por uma cirurgia na coluna no final de 2014
- foi condenado a três anos de detenção em regime aberto, mas a pena
foi convertida em prestação de serviços comunitários e ao pagamento de
multa, com valor ainda não definido. Outras quatro pessoas também foram
condenadas pelo mesmo caso, entre elas representantes da empresa
contratante de Zeca.
Procurada pelo Purepeople,
Bernardo Botelho, advogado de Zeca Pagodinho, informa através de
comunicado que a condenação não procede. "O Ministério Público do
Distrito Federal e Territórios - MPDFT imputou ao artista Zeca Pagodinho
a prática do crime de dispensa ilegal de licitação. Na ação o MPDFT
alegou que não foram observadas no processo administrativo as
formalidades exigidas para a dispensa da licitação. Por relevante,
destaque-se que o artista não teve qualquer participação ou ingerência
no processo administrativo que entendeu não ser necessária licitação
para a sua contratação", começa.
'Cobrou o cachê padrão e usual da época', afirma advogado do cantor
O representante legal do cantor - orgulhoso da sua biografia lançada em 2014
- ainda informa que os valores cobrados não sofrereram qualquer tipo de
superfaturamento, assim como a duração do show: "O que o artista fez
foi assinar contrato para realizar show em Brasília. Para esse evento
cobrou o cachê padrão e usual da época e fez a apresentação que constava
do roteiro do show contratado. Não houve diferença entre o show de
Brasília e qualquer outro realizado na época, seja na sua duração, seja
no seu valor, conforme foi provado nos autos. Assim, não há que se falar
em superfaturamento, posto que o artista recebeu o que cobrava de
todos".
O advogado lembra
ainda que o contrato foi feito sem a participação de Zeca na parte
administrativa. "E antes de qualquer outra consideração, devemos lembrar
que a contratação de artistas não está sujeita à realização de
licitação. E se não houve para a contratação do show, como alega o
MPDFT, a adoção dos procedimentos exigidos, isso não pode ser imputado
ao artista, que não teve qualquer participação no processo
administrativo até a data da assinatura do contrato. A verdade é que o
artista realizou o show de Brasília, e para isso cobrou o valor de
tabela vigente na época".
"Apesar
desse fato, o Juízo da 5ª Vara Criminal de Brasília entendeu por
condenar o artista pelo crime de dispensa ilegal de licitação, alegando ,
também, que ele não tinha 'laços com a cidade, ou mesmo que tivesse
alguma representatividade especial para Brasília'. A condenação é
absurda e não se sustenta na prova dos autos, nem mesmo diante dos
fatos. Vê-se assim que a condenação é injusta, e isso será reconhecido
pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal quando, ao analisar o
recurso, reformar a sentença", finaliza.
Rastros
do maior animal já descobertos no Reino Unido foram encontradas na Ilha
de Skye, na Escócia. Apesar de parecerem piscinas naturais, na verdade
as centenas de irregularidades são pegadas de gigantes herbívoros que
habitaram a região a cerca de 170 milhões de anos. Cientistas da
Universidade de Edinburgh identificaram as marcas em camadas de pedra na
parte rasa de uma lagoa de água salgada.
Ao analisar a estrutura das pegafas, o grupo
descobriu que os dinossauros que rondavam por lá era uma das espécies
mais antigas, bastante distante dos mais "jovens" e conhecidos
brontossauros e diplococos. Em média, os animais tinham cerca de 15
metros de altura e pesavam mais de 10 toneladas.
(Reprodução/The Telegraph)
De acordo com Dr. Steve Brussatte, um dos
responsáveis pela parte de geociência da instituição que está liderando a
pesquisa, a descoberta é uma das mais memoráveis feitas em toda a
história da Escócia. "Há tantas pegadas sobrepostas que parecem que os
dinossauros preservavam esta pedra específica", completou o estudioso.
Por meio do estudo das pegadas os cientistas foram capazes de calcular
que a espécie rondava a região há cerca de 170 milhões de anos atrás,
quando o continente era muito mais quente do que é hoje.
Apesar da importância, eles ainda têm esperanças
de encontrar algum vestígio mais concreto da existência do antiquíssimo
exemplar de dinossauro, porém tal estrutura é muito raramente encontrada
não só no continente como em todo o mundo. Até agora as evidências de
que os saurapodos viveram na Escócia, por exemplo, só se concretizam por
alguns poucos fragmentos de de osso e dentes.
"A
última descoberta finalmente estabelece a conexão entre a Ilha de Skye e
como uma das áreas de maior importância para a pesquisa jurássica",
comentou Dr. Tom Challands, da escola de Geociência. "Esta é apenas a
ponta do iceberg, eu tenho certeza que o local irá continuar mostrando
incríveis locais e espécies", completou.
Jodi Arias foi condenada por assassinar seu namorado Travis
Alexander, de 30 anos, com tiros e facads durante uma crise de ciúme. A
princípio seu destino estaria fadado à pena de morte, no entanto, graças
ao júri popular, sua sentença foi reduzida e hoje ela cumpre prisão
perpétua.
Em um livro recentemente publicado pelo promotor
público que tomou conta do caso, Juan Martinez, uma teoria para o
embrandecimento da pena deu o que falar nos Estados Unidos. A autoridade
coloca na sua obra que Arias só não foi morta por seu crime porque um
dos homens que compunha a banca de jurados populares teria se apaixonado
perdidamente pela criminosa.
Nas páginas, Martinez não especificou exatamente
qual dos integrantes seria o responsável pela absolvição parcial. No
entanto, Tara Harris Kelley, uma das juradas que fez parte da banca
conta que tem certeza que o homem a quem o promotor se refere é o
guarda-costas Bill Zervakos, de acordo com uma entrevista dada ao Daily
Mail.
A criminosa e seu ex-namorado que foi assassinado. (Reprodução/Daily Mail)
De acordo com a senhora de 70 anos, Zervakos
secretamente queria absolver Arias, além disso ela comentou que o homem
também se gabava sempre por ser mulherengo e, em todas as ocasiões que
podia, fazia contato visual com a ré durante as etapas de julgamento.
Em 2013, Arias foi condenada pelo assassinato, mas
o júri em que Kelley e Zervakos estavam não conseguiu decidir realmente
se haveria pena de morte. Em uma segunda tentativa, a pena de morte
também não foi unânime e, por isso, Arias não foi condenada a tal.
O livro de
Martinez será lançado em 2016 e promete trazer ainda mais detalhes a
respeito do caso, apesar de o autor contar que irá manter em segredo o
nome do homem apaixonado pela criminosa.
A
A maioria das mulheres provavelmente não manteria uma relação após saber
de uma traição, não é mesmo? No entanto, no caso de Belinda Miller,
descobrir que o marido tinha uma namorada fora do casamento não foi um
grande problema, principalmente depois de saber que ela está grávida.
Após oito anos com a mesma mulher, Thom encontrou
uma jovem de apenas 19 anos por quem se apaixonou, Reba Kerfootruba, que
agora está grávida e faz parte da família. Atualmente eles vivem juntos
em uma pequena casa, mas Thom está trabalhando em uma outra moradia na
qual cada uma de suas esposas poderá ocupar um dos lados da casa. Ele,
por sua vez, divide sua atenção entre as duas e passa três noites da
semana com cada uma delas.
(Reprodução/The Mirror)
"No início minha família acreditava que eu não
estava fazendo o certo. Eles não achavam adequado eu estar com um homem
que já era casado. No entanto, eles passaram a me visitar e ficaram
felizes ao perceberem que eu estou feliz", contou a mais jovem das
esposas.
Thom é um ex-executor da máfia, porém virou pastor
após sete nos na prisão, período no qual ele conta ter lido a Bíblia
por 52 vezes. O homem também afirmou que quando conheceu Bellinda já
havia comentado sobre relações poligâmicas, no entanto nada havia dado
certo antes do apareceimendo de Reba.
Agora a família com três integrantes pretende
esperar o nascimento do filho para criá-lo de uma forma diferente, em um
conjunto com duas mães e um pai. O casal previamente formado se
encontrou com Reba em um dia que estava distribuindo sopa em um projeto
social, em pouco tempo ela já se mudou para a casa deles.
Sobre os problemas que podem existir na
convivência entre duas mulheres, ambas concordam que o ciúme é muitas
vezes normal, porém que é compreensível e suportável, já que Thom
consegue se dividir igualmente entre elas, já que confessa ser
igualmente apaixonado pelas duas.
"Eu
sou um homem de sorte de poder ter duas parceiras ao meu lado. Acho que
poligamia beneficia todos, já que minhas esposas podem ter uma família
maior e sempre ter uma amiga por perto", comentou Thom.
O senador Alvaro Dias (PSDB) anunciou que cobrará explicações da Caixa
Econômica Federal sobre uma suposta confusão ocorrida no sorteio do
concurso 1764 da Mega-Sena, realizado ontem na cidade paulista de
Candido Mota, e que tinha em jogo o maior prêmio da história.
Segundo Alvaro, a entidade informou que ninguém acertou as 6 dezenas e o
prêmio estaria acumulado para o próximo sábado, fato que já tinha
ocorrido por 10 vezes seguidas. No entanto, anunciou em seguida que um
único apostador levou o prêmio de mais de R$ 205 milhões, um morador de
Brasília (DF).
PUBLICIDADE
Em nota, o senador disse que "cobrará explicações formais e imediatas"
da Caixa e afirmou que o "desencontro de informações alimenta
especulações de irregularidades, que devem ser passadas a limpo
urgentemente".
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Alvaro é conhecido por tter feito diversas denúncias envolvendo
manipulação de resultados, fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo as
loterias da Caixa. Ele também apresentou projeto de lei que inibe
fraudes e lavagem de dinheiro com prêmios de loterias.
Advogado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara,
Marcelo Nobre rebateu hoje (1°) os argumentos do deputado Fausto Pinato
(PRB-SP), autor do parecer que recomenda a continuidade do processo
contra o presidente da Casa. De acordo com o advogado, não há provas que
justifiquem a cassação do mandato de Cunha.
Foto: Antonio Araújo / Câmara dos Deputados
No parecer, Pinato considerou que, caso se confirmem os fatos
denunciados na representação do PSOL e do Rede, fica estabelecida a
quebra de decoro parlamentar. Segundo ele, além dessas acusações, são
suficientes para o início da investigação o fato de Cunha ser alvo de
dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e a confirmação do
procurador-geral da Republica, Rodrigo Janot, da existência de contas
mantidas pelo presidente da Câmara na Suíça.
PUBLICIDADE
Fausto Pinato também considerou o depoimento prestado por Eduardo Cunha
à CPI da Petrobras, quando negou ter contas ilegais no exterior.
Marcelo Nobre lembrou a explicação de Cunha ao afirmar que o dinheiro
depositado em seu nome era resultado de um trust negociado anos antes.
Para a defesa, não há lei brasileira quer obrigue a declaração de
recursos obtidos dessa maneira.
“Estão querendo que meu cliente faça algo que a lei não obriga. A lei
não obriga nenhum cidadão brasileiro a declarar valores nesta
circunstância. O Imposto de Renda do meu cliente está correto”, afirmou o
advogado, reiterando o pedido para imediato arquivamento do processo.
Ainda segundo Nobre, o depoimento de Cunha à CPI não pode suscitar
dúvidas. “Ele disse a mais absoluta verdade. Em que circunstância
podemos compreender que houve quaisquer das imputações para perda de um
mandato popular?”
Marcelo Nobre alertou que o processo é baseado em denúncias e não em
provas, numa referência ao pagamento de propina ao peemedebista para
viabilizar contratos com a Petrobras. “Denúncia não é prova. Quantas
denuncias são propostas e não são recebidas pelos magistrados? Quantas
denúncias são julgadas improcedentes? Quem diz que está comprovado e
condena é o Judiciário. Não podemos politizar a Justiça.”
Sobre a informação de que Cunha mantinha contas na Suiça, Nobre disse
que o procurador Rodrigo Janot respondeu “seca e evasivamente” a uma
pergunta que incluia o nome do peemedebista e familiares. “Por que
incluíram seus familiares na pergunta?" Conforme o advogado, não foi
dada uma resposta detalhada para mudar a situação de Cunha “porque não
há interesse” em esclarecer os fatos por parte do procurador.
Ele manteve relações sem proteção após ter pego o vírus
A Polícia da Itália prendeu nesta terça-feira (1º), em Roma, um homem
acusado de ter transmitido o vírus HIV para seis mulheres durante
relações sexuais sem proteção ocorridas entre 2006 e 2014.
Foto: SPL
Indiciado por "lesões gravíssimas", o romano, cuja identidade não foi
divulgada, tem cerca de 30 anos e já sabia que era soropositivo quando
contaminou as vítimas - todas elas conhecidas por meio de bate-papos
online ou redes sociais, principalmente o Facebook.
PUBLICIDADE
As investigações começaram há oito meses, a partir da denúncia de uma
de suas parceiras, que pouco antes havia descoberto que tinha o HIV. O
inquérito acabou levando a polícia às outras cinco mulheres, que têm
entre 22 e 31 anos e contraíram o vírus em encontros ocasionais.
No entanto, os investigadores ainda temem que outras vítimas possam ter
sido contagiadas, já que o homem também participou de muitas relações
grupais. Atualmente, ele está preso na penitenciária Regina Coeli, em
Roma.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF),
determinou hoje (1º), a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, a abertura de dois inquéritos para investigar na Operação Lava
Jato o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os senadores
Jader Barbalho (PMDB-PA) e Delcídio do Amaral (PT-MS), além do deputado
federal Aníbal Gomes (PMDB-CE).
publicidade
Renan Calheiros
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Os pedidos de abertura de investigação foram feitos ontem (30) pela
Procuradoria-Geral da República. Com a decisão, Barbalho e Delcídio, que
foi
PUBLICIDADE
preso na semana passada por determinação do Supremo, passam a ser
investigados na Lava Jato. Calheiros e Gomes são investigados pelo STF
em outro inquérito, aberto em março, após as primeiras denúncias do
procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Os pedidos de investigação foram enviados ao Supremo em segredo de
Justiça e os detalhes não foram divulgados. Os crimes citados são
corrupção e lavagem de dinheiro. Zavascki enviou os inquéritos para a
Polícia Federal, que deverá iniciar a investigações.
Sobre o pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República, o
senador Renan Calheiros disse, em nota, que reitera que as relações com
empresas públicas nunca ultrapassaram os limites institucionais. “O
Senador já prestou os esclarecimentos necessários, mas está à disposição
para novas informações, se for o caso”, diz o texto. A nota informa
ainda que o presidente do Senado nunca “autorizou, credenciou ou
consentiu que seu nome fosse utilizado por terceiros”.
Jader Barbalho
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Procurado pela Agência Brasi, o senador Jader Barbalho respondeu que
está fora de Brasília e deve se pronunciar amanhã. A defesa do deputado
Aníbal Gomes informou que não teve acesso ao material entregue ao STF.
Segundo o advogado do deputado, quando o parlamentar for chamado,
prestará os esclarecimentos.
A Agência Brasil procurou também a defesa do senador Delcídio do
Amaral. A assessoria do escritório do advogado Maurício Leite disse que a
defesa ainda não teve acesso ao inquérito e que, por isso, ainda não
pode se pronunciar.
Com a abertura dos novos inquéritos, o STF passa a processar 68
investigados na Lava Jato. Entre eles, 23 deputados federais, 14
senadores, 1 ministro de Estado e um ministro do Tribunal de Contas da
União (TCU). Os demais não têm foro por prerrogativa de função, mas são
processados pela Corte, por ter ligações diretas com parlamentares.
Custo do serviço chegou a cair de 50 euros para apenas 2, de acordo com autor da pesquisa; motivo é a crise econômica
Rafael Moura
Pesquisa relacionou redução de preços de programas com a crise econômica da Grécia
A crise na Europa têm levado cidadãos da Grécia a
situações extremas. Uma delas é a de que as prostitutas do país
reduziram o preço de seus serviços a quantias baixíssimas, como aponta
um estudo da Universidade do Panteão, na capital Atenas. O preço chegou a
ser reduzido de 50 euros para apenas 2, como contou o autor, sociológo
Gregory Lazos, ao The Times.
“Algumas fazem apenas por um pedaço de torta de
queijo ou por um sanduíche, é por fome mesmo”, afirma o professor. Ainda
segundo ele, esses dados refletem uma sociedade que nega as mudanças
que ocorrem no país.
A pesquisa foi feita com 18.500 garotas de programa gregas e durou três anos para ser concluída.
Capital de Gana que já foi incluída entre os lugares mais poluídos recicla dejetos para criar combustível de cozinha
BBC
País lida com falta de saneamento e altas taxas de desmatamento para produzir carvão tradicional
A capital de Gana, Acra, tem má fama em relação à
poluição, mas está tentando transformar isso em vantagem - reciclando
dejetos humanos para criar combustível de cozinha.
Acra já foi
incluída entre os lugares mais poluídos do mundo, sobretudo pelo despejo
de esgoto a céu aberto, que hoje é realizado em meio a uma grande
favela.
Sem
encanamento nem sistema de saneamento eficiente, os quatro milhões de
habitantes dependem de esgotos abertos e rios poluídos, que canalizam os
dejetos até o mar.
A falta de instalações sanitárias e o descarte indevido de resíduos agravam a situação.
Mas
agora uma equipe de empreendedores está encarando esse desafio de
frente, transformando fezes humanas em carvão de cozinha. A ideia é
enfrentar dois problemas de uma só vez: as consequências da falta de
saneamento e as altas taxas de desmatamento no país para produção de
carvão tradicional.
Polícia italiana executa mandados de prisão em várias cidades da Itália e de Kosovo; grupo propagava ideologia jihadista
Divulgação/Estado Islâmico
Militantes do Estado Islâmico, contra o qual países como a França e a Rússia declararam guerra
A polícia italiana deflagrou nesta terça-feira
(1) uma operação contra cidadãos de Kosovo suspeitos de apologia ao
terrorismo e ódio racial. Estão sendo executados mandados de prisão em
várias cidades italianas e em Kosovo, com apoio das autoridades locais.
Ao menos quatro pessoas foram presas.
O inquérito que
levou à operação foi conduzida pela Direção Central da Polícia de
Prevenção, a célula antiterrorista da Itália, e por dois núcleos da
Divisão de Investigação Geral e Operações Especiais (Digos) de Brescia.
Os agentes identificaram contatos de uma suposta organização terrorista
que, através de sites e redes sociais, propagava a ideologia jihadista.
De
acordo com os investigadores, o grupo já teria publicado fotos com
armas em punho e os quatro detidos foram reconhecidos como extremistas
declaradamente militantes do Estado Islâmico.
ameaças contra o papa Francisco na internet, de acordo com as
forças de segurança locais. "Lembrem-se que não haverá outro papa depois
deste. Será o último", é uma das mensagens difundidas pelo grupo
detido.
Desde os atentados de 13 de novembro, em Paris,
que deixaram 130 mortos, a Itália reforçou toda sua segurança,
principalmente em Roma e no Vaticano. O país foi alvo de ameaças do
Estado Islâmico, além de receber notificações sobre pacotes-bombas.
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse na semana passada que
o mundo "está diante de um inimigo perigoso, o qual ninguém pode
subestimar". Neste sentido, o ministro da Justiça da Itália, Andrea
Orlando, apresentou medidas para monitorar todas as formas de
comunicação oferecidas pelas novas tecnologias, inclusive o console da
marca PlayStation. Assim como as redes sociais, o videogame estaria
sendo usado por terroristas para transmissão de mensagens.
Em
12 de novembro, um dia antes da série de atentados em Paris, a Itália e
várias nações europeias prenderam mais de 17 pessoas em uma
megaoperação contra o terrorismo.
Papa Francisco faz discurso na ONU: investigadores afirmam que ele podia ser um dos atacados
Parecer será submetido ao Conselho Federal da OAB que, na próxima quarta-feira, decide se segue ou não a recomendação
Por
três votos a dois uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
emitiu parecer contrário a um pedido de impeachment da presidenta Dilma
Rousseff com base na reprovação das contas de 2014 do governo federal
pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O parecer terá que ser submetido
ao Conselho Federal da OAB, que, na próxima quarta-feira (2), decidirá
se segue ou não a recomendação da comissão.
Na
avaliação da comissão, formada por cinco conselheiros federais da OAB,
cada um representando uma região do país, por se tratar de práticas
ocorridas em mandato anterior, as irregularidades nas contas não podem
justificar o processo político do impeachment.
Charles Sholl/Futura Press - 27.11.15
Na avaliação da comissão, por se tratar de
práticas ocorridas em mandato anterior, as irregularidades nas contas
não justificam impeachment
“Por mais importante que seja o acórdão da Corte
de Contas”, observa o documento, “não é bastante para firmar um juízo
definitivo sobre irregularidades administrativas ou de execução
financeira e orçamentária, a ponto de sustentar, autonomamente, a
recepção de um pedido deimpeachment, sem a aprovação do parecer pelo
Congresso Nacional”.
“A sociedade espera que a OAB tenha uma posição
fundamentada sobre o impeachment da presidente. De forma técnica e
imparcial, a OAB vai adotar uma posição e divulgá-la à nação. A
Constituição prevê o impeachment e apresenta seus requisitos. O plenário
da OAB irá dizer se estão ou não presentes tais pressupostos”, afirmou o
presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Segundo
ele, a Ordem poderá analisar eventuais fatos novos que venham a aparecer
e embasar novos pedidos de impeachment.
Divergências
Os
dois conselheiros vencidos na comissão produziram um voto em separado.
“Os autores deste voto divergente entendem que, estar a presidente em
um novo mandato, não impede a instauração do processo de impeachment da
presidente da República, porque, reeleita, não se afastou, em momento
algum, de suas funções presidenciais”, afirmam no voto em separado os
conselheiros Elton Sadi e Setembrino Pelissari. No texto, eles ressaltam
que a importância do acórdão do TCU e a implicação da presidente nas
irregularidades apontadas são o bastante para que não se precise
aguardar o pronunciamento do Congresso antes que a OAB se manifeste em
favor do impeachment.
No percurso do rio, as próprias chuvas devem
limpar estragos e os peixes devem voltar em cinco meses; no mar, a
diluição dos sedimentos deve ocorrer de forma até janeiro de 2016
Embora
esteja considerado atualmente "morto", o rio Doce, que recebeu mais de
25 mil piscinas olímpicas de lama proveniente do rompimento da barragem
da mineradora Samarco, em Mariana (MG), "vai ressuscitar" em até cinco
meses, no final da época de chuvas, em abril do próximo ano.
Jovander da Silva/Futura Press - 21.11.15
Populares recolhem peixes mortos no Rio Doce em Baixo Guandu (ES)
A afirmação é de Paulo Rosman, professor de
Engenharia Costeira da COPPE/UFRJ e autor de um estudo encomendado pelo
Ministério do Meio Ambiente para avaliar os impactos e a extensão da
chegada da lama ao mar, ocorrida no último domingo e que afeta a costa
do Espírito Santo.
Embora especialistas tenham divulgado previsões
de danos catastróficos, que incluiriam danos à reserva marinha de
Abrolhos, no sul da Bahia, e um espalhamento da lama por até 10 mil m²,
Rosman afirma que os efeitos no mar serão "desprezíveis", que o material
se espalhará por no máximo 9 km e que em poucos dias a coloração
barrenta deve se dissipar.
Fred Loureiro/Secom-ES
Onda de lama, procedente do rompimento de barragens em Mariana (MG), invade o Rio Doce
Para ele, há três diferentes cenários de gravidade
do desastre e de velocidade de recuperação. No alto, onde a barragem se
rompeu, próximo ao distrito de Bento Rodrigues, deve durar mais de um
ano e dependerá de operações de limpeza dos escombros e de um programa
de reflorestamento. Para ele, a sociedade e os governos mineiro e
federal precisam cobrar de Vale e BHP Hillington, donas da Samarco, o
processo de reflorestamento e reconstrução ambiental, de custo
"insignificante" para as empresas.
Ele
diz que, na maior parte do percurso do rio Doce, as próprias chuvas
devem limpar os estragos e os peixes devem voltar ao rio no período de
cinco meses, e, no mar, a diluição dos sedimentos deve ocorrer de forma
mais rápida - até janeiro do próximo ano.
Secom/PML
Cenário depois da lama chegar no Rio Doce, no centro de Linhares, no Espírito Santo
Ao mesmo tempo, o especialista considera
"inaceitável" que o governo permita que as pessoas voltem a morar nas
regiões afetadas e que seria "criminoso" não retirar os outros povoados
que se encontram nas linhas de avalanche de outras barragens.
Leia os principais trechos da entrevista:
BBC
Brasil - Nos últimos dias, especialistas, ativistas, moradores,
pescadores e indígenas têm repetido que o rio Doce "está morto". O
senhor diz que ele "vai ressuscitar". Como isto deve acontecer?Paulo
Rosman - Eu vou repetir um chavão muito conhecido: o tempo é o senhor
da razão. Há a visão quantitativa e fria do pesquisador, do cientista, e
a visão emocional e por vezes desesperada do morador, do pescador e do
índio. Os dois estão expressando as suas razões. Nenhum dos dois está
certo ou errado.
No caso da ciência as coisas são mais factuais,
quantitativas, mais numéricas. No caso do indígena, ele constata e sofre
com a "morte" do rio. A diferença é que o rio está morto neste momento,
é verdade, mas ressuscitará muito rapidamente, e eles vão poder
comprovar isso.
Há muitos exemplos de acidentes muito mais graves e
mais sérios do que este da barragem de Mariana. Veja a erupção
vulcânica do monte Santa Helena, nos Estados Unidos (em 1980). Foi tudo
devastado e destruído, numa área imensamente maior. Você vai lá hoje e
vê que os animais voltaram e a mata voltou.
Para fazer a conta,
você tem que pegar o peso da lama e dividir pela massa específica dessa
lama. Se neste momento eu tenho 4 kg/m³ de água e for dividir pela massa
da lama, dá mais ou menos 1,3 mm. Então isso significa que se esses
sedimentos todos se depositassem no fundo do rio formariam um tapete de 1
mm de espessura, o que nem vai acontecer, porque a correnteza vai
levar.
As fortes chuvas entre novembro e abril "lavarão" o rio Doce, num processo natural.
Digo
isso baseado em quantidades de sedimentos, em conhecimentos de
processos sedimentológicos, na dinâmica de transporte desses sedimentos
pelas correntes dos rios, dos estuários, das zonas costeiras. Então
essas coisas são relativamente rápidas, a natureza se adapta, se
reconstrói, se modifica.
BBC Brasil - Como o senhor avalia
a mortandade e o retorno de peixes ao rio, posteriormente? E como
responde a especialistas que avaliam que a recuperação da área e do rio
pode levar mais de dez anos?Rosman - A onda de lama matou
os peixes, mas o volume, pelo que eu vi publicado nos jornais,
representa uma quantidade muito baixa. A não ser que tenha havido algum
erro de cálculo, foi divulgado que morreram 8 mil kg de peixes no rio
Doce. Veja, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro: quando há
uma baixa mortandade, estamos falando em 70 mil peixes, mas este número
pode chegar a 200 mil, e depois sempre há o retorno. A gente sabe que
não demora muito para que a Lagoa encha de peixe de novo.
Quanto
aos comentários de especialistas citados, eu diria apenas que eu espero
que eles estejam enganados. Não vou entrar em discussão. Mas basta olhar
coisas que já aconteceram. Por exemplo, a quantidade de sedimentos que
desceu dentro do rio Itajaí-Açu (SC), no final de 2008, quando caíram
inúmeras encostas no vale do Itajaí, na região de Itajaí e Blumenau.
Houve um desmoronamento do cais do porto, um mega-assoreamento do canal
do porto de Itajaí, sem contar diversas mortes na tragédia. Foi um
evento natural, e em quantitativos ele é extremamente maior do que esse
do rio Doce.
E o porto de Itajaí está lá, o rio Itajaí-Açú está
lá, Blumenau está lá. O rio voltou ao normal. Sinceramente eu acho que
essas pessoas estão sendo movidas pelo impacto humano da tragédia, pela
emoção. As mortes e os prejuízos são dores e perdas eternas. Mas temos
que separar. Para voltar para o plano racional, só deixando o tempo
passar.
BBC Brasil - É possível mensurar a quantidade de
sedimentos que chegou ao mar do Espírito Santo e o impacto ambiental
disso? Dias atrás cientistas cogitaram impactos catastróficos nos
ecossistemas marinhos da região.Rosman - Sim. De acordo com
os últimos números, a concentração a 10 km de distância da foz do rio
Doce, onde a lama teve contato com o mar, está entre 50 e 20 mg/l de
sedimentos em suspensão. Isto é muito insignificante para ser
considerado um risco ambiental. É absolutamente desprezível.
Para
se ter uma ideia, a água transparente do mar, costeira, tem tipicamente 5
mg/l de sedimentos em suspensão. A água dentro de uma baía tem
tipicamente entre 50 mg/l a 100 mg/l de sedimentos em suspensão. A água
de um rio com cor barrenta tem em torno de 500 mg/l de sedimentos de
suspensão, são todos dados naturais.
Rios muito barrentos, como o Amazonas, têm entre 1.500 e 2.000 mg/l de sedimentos em suspensão na época de cheia.
Então
se a 10 km da foz do rio Doce você vai ter concentrações de no máximo
50 mg/l no mar, embora você veja a coloração diferente por mais algumas
semanas, é óbvio que não estamos falando de danos ambientais.
Diferentemente de um vazamento de petróleo, que você usa bactérias para
decompor e limpar - e leva tempo e gera mortalidade de vida marinha
muito maior -, no caso atual você não tem como "limpar" a lama no mar.
Ela se dilui naturalmente, sozinha.
Mesmo que você tenha um padrão
de ventos que gere correntes fora do usual, a distância é tão grande e a
diluição é de tal ordem que não causaria efeitos danosos em Abrolhos.
BBC
Brasil - E quanto à composição destes sedimentos que compõem a lama? É
possível que seja descoberto que têm uma toxicidade muito maior do que
se imagina e que possa causar danos futuros?Rosman - Risco
sempre há, mas não tenho razões para acreditar nisso. Já ouvi pessoas
que não são da área darem prognósticos devastadores quanto à toxicidade
desse material. E já ouvi pessoas que são especializadas, da área de
geologia, e que conhecem muito bem isso, dizerem o oposto, que se trata
de um material de baixa toxicidade.
Então não tem grandes impactos
persistentes no longo prazo. As pessoas podem tirar da cabeça essa
ideia de que se trata de algo radioativo, de um veneno ambiental que vai
matar tudo e nunca vai sair do chão. Não é nada disso.
Para você
ter uma ideia, a doutora Marilene Ramos, que é a presidente do Ibama,
tem doutorado em mecânicas do solo. Ela fala inclusive com um
conhecimento específico de solo muito maior do que o meu. Ela me disse
que esse material não é de alta toxicidade e que é basicamente areia
fina, argila e óxido de ferro. Claro que tem traços de outras
substâncias, mas em concentrações muito baixas, que não oferecem risco.
BBC
Brasil - Na sua opinião o que deveria ser feito no distrito de Bento
Rodrigues (MG), o vilarejo mais devastado pela avalanche de lama? Como
limpar ou recuperar o local? E quanto isto pode custar?Rosman
- Primeiramente o governo de Minas Gerais precisará avaliar o que
retirar de escombros, de estruturas danificadas, e ver se deixa algo
como marco simbólico da tragédia. É um absurdo permitir o retorno das
pessoas para aquele local.
Se eu fosse o governo de Minas Gerais
obrigaria a Samarco a fazer um parque memorial ali. Fazer um projeto
bonito, fazer um paisagismo, uma correção de solo, um jardim, e ficaria
como memória, com homenagem às pessoas que sofreram essa desgraça toda.
Ninguém vai poder voltar a morar ali.
BBC Brasil - O
senhor orientaria o governo mineiro a retirar os outros povoados que
estão na linha de avalanche de outras barragens de rejeito de mineração?Rosman
- Com certeza. Muitas vezes os povoados se formam próximo às barragens
porque atraem empregos e comércio. Mas o poder público não poderia
permitir a instalação de povoados em áreas de passagem de eventos como
esse que ocorreu. Hoje não faltam ferramentas computacionais que nos
permitem simular um rompimento de uma barragem e mostrar qual é a trilha
de percurso da avalanche. Atualmente é inaceitável e injustificável ter
povoados em rotas de avalanche de barragens, ninguém poderia morar
nestes locais.
BBC Brasil - O senhor considera que isto foi uma irresponsabilidade dos atores envolvidos?Rosman
- Olha, irresponsabilidade é quando você tem consciência do fato e não
faz nada. Tudo é óbvio depois que você já sabe o que aconteceu. Ou seja,
a partir de agora, deste exemplo dramático e catastrófico, se o governo
não tomar medidas para realocar pessoas em áreas de alto risco, em
outros locais onde se sabe que poderia ocorrer algo semelhante a Mariana
ou até pior, eu diria que estaríamos falando de uma atitude mais do que
irresponsável, mas sim criminosa.
Há duas opções. Você pode
remover o povoado para outro local, ou se o povoado for grande demais,
você embarga o negócio lá em cima. Para de usar a barragem, estabiliza,
deixa secar, e pronto. Transfere a atividade para outro lugar. Tem que
ver o que é mais viável.
Após uma infecção na vagina, a blogueira feminista teve a ideia de usar a levedura como um dos ingredientes do pão caseiro
Zoe
Stavris, uma blogueira feminista, causou revolta entre os internautas
após declarar em seu blog que iria fazer pão usando levedura retirada de
sua própria vagina. Ela deu a "receita", que consiste de farinha, água,
e a levedura, em seu blog e relatou todo o processo.
Reprodução/ Twitter
Processo de fazer o pão caseiro levou, ao todo, quase quatro dias
Ela conta que a ideia surgiu quando, em um sábado,
ela acordou com candidíase, uma doença causada por fungos comum entre
as mulheres. Do seu "senso de humor perverso" em combinação com
sua "mente perspicaz e científica", veio a ideia de testar a receita. O
processo, que ao todo levou quase quatro dias, foi documentado pela
blogueira através do Twitter.
Reprodução/Twitter
Zoe Stavri, blogueira feminista que fez pão com levedura retirada da própria vagina
Ela conta esperava reações de nojo, mas os
comentários que recebeu beiram o ódio. Zoe acredita que a reação é uma
consequência da repulsa e do tabu que a sociedade enxerga na vagina e em
tudo relacionado à ela. "Talvez se eu estivesse fazendo um pão caseiro
usando qualquer ingrediente que não fossem fungos vaginais, as pessoas
não teriam se importado tanto", escreveu ela em seu blog.
Zoe
falou sobre os possíveis perigos de usar as bactérias de uma candidíase
como a levedura para o pão. Ela diz que é um "fermento selvagem", como
qualquer outro, que deve ser exposto ao ar e deixado "de molho" por
alguns dias. Exposto às altas temperaturas do forno, o "fermento" perde
as propriedades nocivas. Existe um problema, no entanto. O fermento não é
comprovadamente eficaz, já que o pão não cresceu muito.
O
resultado foi um pão deliciosamente saboroso, garante ela. O cheiro do
pão, ao ser tirado do forno, perfumou a casa inteira. Se as leveduras de
sua vagina tem responsabilidade no sabor final do pão, ela não sabe, já
que a quantidade usada era muito pequena.
As vítimas têm 5, 6, 10, 12 e 14 anos, e o suspeito, 49; crimes ocorreram em propriedade rural a 600 quilômetros de Macapá
Um agricultor preso na quinta-feira, sob a suspeita de estuprar as
cinco filhas indígenas, não mostrou qualquer arrependimento ao prestar
depoimento ontem, informou a Polícia Civil do Amapá, na Região Norte do
Brasil. Segundo os agentes, ele contou que considerava os abusos sexuais
‘normais'.
"Era rapidinho, não fazia nada, não, era rapidinho", teria dito o cretino a investigadores, segundo a Rede Amazônia de TV.
Getty Images/44700.000000
90% das vítimas de estupro não procuram ajuda médica imediata
Os crimes aconteciam numa propriedade rural na
cidade de Oiapoque, a cerca de 600 quilômetros da capital Macapá. As
vítimas têm 5, 6, 10, 12 e 14 anos, e o suspeito, 49. Divorciado da mãe
das vítimas, que é indígena, o monstro morava ainda com três filhos
homens.
"O
representante da Funai apresentou a mãe da vítima e trouxe uma das
filhas abusadas, que tem 12 anos. Fizemos o exame de conjunção carnal
que atestou o abuso, tanto o rompimento do hímen, quanto fissuras anais.
Após isso investigamos os demais abusos", contou o delegado Charles
Correa ao portal de notícias G1.
Psicóloga, assistente social e
conselheiros tutelares estiveram na propriedade onde vivia a família. As
mãos das crianças chamaram a atenção do grupo, por conta dos ferimentos
e calos. Elas trabalhavam ajudando o pai na roça. "As meninas têm
traumas e estão acuadas", concluiu com o delegado.
Ação é retaliação após abatimento de caça russo;
agora serão proibidas importações de alguns produtos típicos turcos,
assim como serão limitadas atividades empresariais do país na Rússia
Presidência da Rússia - 13.06.2015
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e Racep Tayyip Erdogan, presidente turco
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um
decreto neste sábado (28) que impõe duras sanções econômicas contra a
Turquia, após o abatimento de um caça russo na fronteira com a Síria
nesta semana.
Com a medida, serão proibidas as importações de
alguns produtos típicos turcos, assim como serão limitadas as atividades
empresarias desse país na Rússia. A partir de 1° de janeiro, não
poderão ser contratados serviços turcos.
Putin também ordenou o reforço, "por razões de
segurança", dos controles nos portos e sobre as atividades de condutores
de caminhões turcos. As sanções são "temporárias" e permanecem válidas
até que sejam revogadas pelo governo de Moscou. No ano passado, a Rússia
importou o equivalente US$ 1,7 bilhão da Turquia.
A medida foi
anunciada horas após o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, dizer que
seu país "está realmente entristecido" com o episódio e deseja que não
tivesse ocorrido. Esse
foi o primeiro pedido de desculpas desde o abatimento do caça, na
última terça-feira (24), o que ampliou a tensão entre os países.
Forças
de segurança turcas derrubaram um caça russo, deixando um piloto morto,
após repetidas advertências, alegando que seu espaço aéreo foi invadido
e sua soberania ferida.
O empreiteiro Otávio Marques de Azevedo, presidente da
Andrade Gutierrez, vai apontar os nomes de pelo menos dois senadores que
teriam recebido propinas no esquema Petrobrás. A empreiteira está
fechando acordo de leniência com a Procuradoria-Geral da República.
Otávio Azevedo está preso desde 19 de junho, quando a Polícia Federal
deflagrou a Operação Erga Omnes, desdobramento da Lava Jato.
O
acordo ,que inclui leniência (Andrade Gutierrez) e delação (Otávio
Azevedo), prevê pagamento de R$ 1 bilhão, parceladamente, a título de
indenização.
As negociações do empresário com a força-tarefa do
Ministério Público Federal se prolongam há cerca de dois meses. Otávio
Azevedo vai citar os nomes de ‘autoridades com foro privilegiado’ que
teriam recebido valores ilicitos porque, de alguma forma, abriram
caminho para a empreiteira fechar contratos com a Petrobrás. Entre essas
autoridades estão pelo menos dois senadores.
Presidente da Andrade Gutierrez silencia na Lava Jato
O empreiteiro vai falar de obras da Andrade Gutierrez na usina nuclear de Angra3 e da Copa do Mundo.
Os últimos detalhes do acordo estão sendo fechados. Até o início da semana os termos estarão todos acertados.
A
reportagem tentou falar com o criminalista Celso Vilardi, que defende
Otávio Marques de Azevedo. O advogado disse que não poderia se
manifestar.
No último dia 13 de novembro, Otávio Marques de
Azevedo ficou em silêncio em audiência na Justiça Federal do Paraná,
onde responde ação criminal por corrupção e lavagem de dinheiro. Na
ocasião, ele limitou-se a agradecer a família diante do juiz Sérgio
Moro.
A
polícia de New South Wales, na Austrália, foi chamada para atender à
uma ocorrência após vizinhos acreditarem que um caso de violência
doméstica estivesse ocorrendo dentro de uma casa. Entretanto, ao
chegarem no local, os oficiais se depararam com uma situação bizarra.
Por
volta das duas da madrugada do último sábado (21), moradores começaram a
ouvir gritos de terror e palavrões. As vozes aparentemente eram de uma
mulher aterrorizada, o que motivou os vizinhos a chamar a polícia.
“Eu
vou matar você, morra! Morra!”, gritava uma voz masculina. Após a
chegada dos policiais, a misteriosa agressão teve uma resposta. Não
passava de uma luta entre um homem completamente apavorado e uma aranha.
Ao entrarem dentro da casa, os policiais encontraram o
australiano no canto da sala gritando com uma lata de veneno de insetos
na mão. Ele estaria perseguindo uma aranha pela casa enquanto surtava,
assustando assim seus vizinhos.
Os policiais questionaram se o
homem estaria agredindo sua esposa, mas ele deixou claro que era
solteiro. Um portal de notícias local divulgou o diálogo entre os
policiais e o homem, explicando a embaraçosa situação.
Polícia: Onde está sua mulher? Homem: Eu não tenho uma. Polícia: Onde está sua namorada? Homem: Eu também não tenho uma. Polícia: Nós recebemos um chamado a respeito de violência doméstica após ouvirem gritos de uma mulher, onde ela está? Homem: Eu não sei do que estão falando. Eu moro sozinho. Polícia:
Vamos lá rapaz, as pessoas falaram que ouviram claramente a voz de uma
mulher enquanto você dizia que iria matá-la. Também ouviram barulho da
mobília sendo jogada no chão.
Neste momento o homem se mostrou extremamente envergonhando e se calou.
Polícia: O que você fez a ela? Vamos, fale logo! Homem: Era uma aranha... Polícia: Perdão?! Homem: Era uma aranha, uma aranha realmente enorme! Polícia: Mas e os gritos de uma mulher? Homem: Bom, desculpem. Era eu gritando... Eu realmente odeio aranhas.
Após a conversa, os policiais ajudaram o homem a revistar a casa em busca do aracnídeo, mas não o encontraram.