Uma foto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao lado do empresário Antonio Mahfuz...
Barbosa, num bar."Joaquim Barbosa ao lado de Antonio Mahfuz
Uma foto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao lado do empresário Antonio Mahfuz serviu de combustível para ataques de petistas ao ministro. A imagem foi divulgada na página do Facebook do empresário, que se referiu a Barbosa como "justiceiro". Mahfuz vive há cerca de 15 anos nos Estados Unidos, após ter a prisão decretada no processo de cobrança de uma dívida superior a R$ 144 milhões com o Chase Manhattan Bank. Ele era proprietário de uma das mais tradicionais redes de lojas do interior paulista na década de 80.
No Twitter, o vice-presidente do Congresso, deputado André Vargas (PT-PR), e até Delúbio Soares, condenado no processo do Mensalão, não deixaram a imagem de Joaquim ao lado de um foragido da Justiça brasileira passar despercebida.
A publicação da foto foi comentada com ironia pelo deputado petista: "Joaquim Barbosa tira foto em Miami com empresário foragido. Cadê os moralistas da mídia brasileira? Se fosse o Lula!", escreveu Vargas.
Delúbio Soares retuitou um comentário na rede social e deu destaque para a foto. "Antonio Mahfuz: 221 processos, prisão decretada, foragido do Brasil. Em Miami, com Joaquim Barbosa, num bar."
O advogado e ex-deputado federal pelo PT Luiz Eduardo Greenhalgh publicou pelo menos quatro retuítes em seu perfil sobre o assunto. "Barbosa em foto em Miami com foragido da Justiça Brasileira, Antonio Mahfuz, estelionatário que fugiu do Brasil...", dizia um dos comentários publicados.
"O empresário que aprontou aqui e depois fugiu para os EUA, poderia escapar da Justiça do modo mais simples: filiando-se ao PSDB. Pronto", retuitou a provocação Francisco Rocha da Silva, conhecido como Rochinha, que um militante histórico do PT. "Eu vejo o povo tirando foto com artistas, jogador de futebol, palhaços, Papai Noel, camelo, elefante de circo, etc", respondeu Rochinha a uma internauta.
Assessores do STF informam que Joaquim não é amigo de Mahfuz e que o ministro costuma atender aos pedidos para posar em foto com admiradores. "Ele não pede o RG de ninguém", disse um assessor.
Petista André Vargas sugere vontade de agredir presidente do STF em mensagem
Dida Sampaio/Estadão
"Ao lado de Barbosa, André Vargas repete gesto de petistas condenados no mensalão"
BRASÍLIA - Vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR) sugeriu ontem durante uma troca de mensagens pelo celular enquanto participava da cerimônia de abertura do ano legislativo que gostaria de dar "uma cotovelada" no presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que estava ao seu lado naquele momento.
Na troca de mensagens, o interlocutor do petista pergunta: "Ele puxou conversa com você?". Vargas responde: "Não". A pessoa lhe responde: "E aí? Não vai quebrar o gelo não? Nem um Olá? Pergunta pra ele se vai assinar a prisão do j. paulo?", numa alusão ao deputado condenado no julgamento do mensalão, João Paulo Cunha (PT-SP), que aguarda mandado de prisão. Vargas responde: "Da uma cutovelada (sic)". Procurado mais tarde pelo Estado, o deputado petista afirmou: "Não tenho nada a comentar, mas essa mensagem existe".
Ainda na Mesa Diretora da Câmara, onde se realizava a cerimônia, Vargas fez questão de repetir por várias vezes o gesto feito pelo ex-ministro José Dirceu e pelo ex-deputado Jose Genoino (PT-SP) quando foram presos, em novembro, em decorrência do mensalão: braço erguido com o punho fechado.
Vargas afirma que fez o gesto como forma de mostrar solidariedade a todos eles, uma vez que considera que o julgamento foi de exceção. O deputado petista disse ainda que Barbosa age com "sadismo" e de forma perversa com João Paulo Cunha, cuja ordem de prisão não foi expedida, embora a execução de pena já tenha sido determinada. "Parece que ele (Barbosa) está se comportando de forma sádica. Num dia, deu uma sentença negativa aos recursos do João Paulo. Esperava-se que ele já decretasse a prisão. O João Paulo veio para se entregar eventualmente, já que não teria outra alternativa. E ele não deu. Saiu de férias. E lá, das férias, criticou os ministros que não o fizeram. Em minha opinião, ele age de forma perversa ao se comportar desta forma. Deixou o João Paulo durante todo o recesso esperando o pior. É lamentável que aconteça (a prisão), mas é inevitável", disse.
Vargas não quis dizer se João Paulo deveria ou não ser cassado - três deputados condenados no mensalão renunciaram antes de ir para a prisão. "É uma decisão que vai ser da coletividade, do plenário. E com o voto aberto todo mundo vai saber o que cada um acha na hora de votar."
Dentro do PT, Vargas é um dos principais defensores dos condenados no mensalão. Ele integra a mesma corrente interna dos condenados: a Construindo Um Novo Brasil (CNB), a mesma também do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dois rapazes atiraram 4 vezes; mulher não corre risco de morte. diz polícia.
Homem foi atingido na cabeça e tem quadro grave, segundo a corporação.
Carrp alvejado por tiros na QNN 3; casal foi baleado (Foto: Lucas Nanini/G1)
Um casal foi baleado dentro de um carro na QNN 3, em Ceilândia, no Distrito Federal, no fim da manhã desta segunda-feira (3). segundo a polícia, o homem foi atingido na cabeça e levado em estado grave ao hospital. A mulher levou tiros no tórax e no braço e não corre riscos, segundo a corporação.
O crime aconteceu por volta das 11h30. De acordo com a polícia, duas pessoas passaram ao lado do carro, que estava parado, e atiraram quatro vezes contra o vidro do motorista. A dupla fugiu em seguida.
Por volta das 15h, o local estava interditado à espera da perícia. Segundo a polícia, após os disparos, o veículo desceu e atingiu uma kombi estacionada na quadra.
Os agentes não informaram as idades das vítimas nem se elas possuem ficha criminal. Segundo a polícia, o local é utilizado para venda se drogas.
PMs do DF anunciam recurso à decisão que pôs fim à 'tartaruga'
Categoria participa de audiência na Câmara dos Deputados nesta terça. O vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal, sargento Manoel Sansão, afirmou na manhã desta terça-feira (4) que a categoria vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça determinando o fim da operação tartaruga. A associação foi notificada no final da tarde desta segunda.
Segundo o sargento, os militares acatarão a ordem mesmo sem concordar com a decisão e, por isso, continuarão com a mobilização.
Ele afirmou ainda que os policiais "foram esquecidos" pelo governador Agnelo Queiroz. "[Os PMs] querem e vão mostrar a verdadeira cara deste governador que promete mas não cumpre e não honra com seus compromissos", disse Sansão.
Nesta terça, policiais militares favoráveis à operação tartaruga têm uma audiência pública marcada na Câmara dos Deputados com os parlamentares do DF. Na quarta (5), o grupo se reúne com parlamentares na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
'Gente do governo' Na segunda, o vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal afirmou que os policiais partirão para outra forma de manifestação após a decisão da Justiça pôr fim à operação tartaruga.
“Vamos acatar, porque a gente respeita a Justiça. Só que aí vamos partir para outras operações. Vamos abordar todo mundo, inclusive gente do governo que a gente sabe que está irregular. Vamos colocar a criminalidade no zero. Vamos encher as delegacias. Não é isso que o governador quer? Então pronto. Então vamos ajudar a sociedade. Já que o governador não tem compromisso com os policiais e bombeiros, nós vamos mostrar que temos com a sociedade”, disse.
Ele não disse quem eram as pessoas que ele chamou de "gente do governo" nem quais eras as irregularidades supostamente cometidas por elas. Na quinta-feira passada, durante reunião do governador com a cúpula da segurança, Agnelo classificou a manifestação dos PMs de "política".
Cartaz afixado em parada de ônibus na área central de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
Operação tartaruga
Sem reajuste salarial, PMs do DF deflagraram em outubro a "operação tartaruga", enfraquecendo o policiamento ostensivo para cobrar aumento do salário, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados. Neste fim de semana, o Tribunal de Justiça acabou o pedido do Ministério Público para que a operação fosse declarada ilegal. O descumprimento da decisão tem como pen multa diária de R$ 100 mil.
Na última sexta, o governador Agnelo Queiroz reuniu a cúpula da segurança pública do DF para pedir que eles cobrem da tropa o cumprimento das atividades. Também entre as medidas para diminuir a sensação de insegurança, ficou determinado que os oficiais iriam as ruas, atuando junto à população e fiscalizando as atividades dos praças.
Um dia depois de mais um confronto entre criminosos e policiais em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), que terminou com uma policial militar morta na comunidade Parque Proletário, no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, disse nesta segunda-feira (3) que os recentes ataques a favelas ocupadas pela PM são ordenados de dentro dos presídios.
"Essa discussão deve considerar que armas não são feitas no Rio de Janeiro. Munição não é feita no Rio de Janeiro. Droga não é feita no Rio de Janeiro", afirmou Beltrame. "As ordens vêm dos presídios. Pessoas presas por crimes voltam rapidamente às ruas, porque há leis que legitimam isso [...] Hoje foi um dia complicado pra mim. Então, se se pretende discutir esse assunto, por que só as polícias do Rio de Janeiro têm que falar sobre as consequências dessas etapas que eu acabei de narrar?", declarou.
O comandante da Polícia Militar, coronel Luís Castro, afirmou nesta segunda-feira (3) que não há crise e que os recentes conflitos ocorridos em favelas ocupadas pela PM foram "casos pontuais".
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"As UPPs não estão sob ataque. Se tivermos problemas, vamos atuar. Não vamos recuar", declarou Castro na Cidade da Polícia, em Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, durante solenidade de posse do novo chefe de Polícia Civil, o delegado Fernando Veloso.
O secretário Beltrame também negou que as Unidades de Polícia Pacificadora estejam sob ataque, justificando que os locais onde houve confrontos com criminosos recentemente são muito populosos.
"Nós temos 36 UPPs, atendemos aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, são 9.200 policiais. Temos tido alguns incidentes, especialmente nas UPPs que têm mais de 100 mil habitantes, o que não é uma brincadeira. É maior do que 80% dos municípios brasileiros", afirmou.
O ataque ocorrido neste domingo, que resultou na morte da soldado Alda Rafael Castilho, foi classificado pelo secretário como "uma covardia". "Uma policial feminina de 22 anos, universitária, foi atingida pelas costas. Essa morte não foi somente dela. A sociedade foi atingida pelas costas, porque a sociedade quer o projeto e paga por ele. Esse incidente, sem dúvida nenhum, é muito triste", declarou Beltrame.
Sobre a situação da comunidade do Parque Proletário, onde morreu a soldado Alda Rafael Castilho durante um ataque de traficantes à sede da UPP local no domingo (2), o coronel Luís Castro afirmou que "aquele território agora é azul e branco".
"São as cores da Polícia Militar, são as cores do Estado. Não vamos recuar no domínio territorial armado. A nossa tarefa não fácil, o nosso trabalho é árduo, mas no final a gente vai conseguir alcançar a paz naquele local", declarou.
Darlan Menezes Abrantes, ex-soldado da PM que é a favor da desmilitarização da corporação
Após ser expulso da Polícia Militar do Ceará em janeiro, acusado de distribuir seu livro intitulado "Militarismo, um sistema arcaico de segurança publica", dentro da Academia Estadual de Segurança Pública, o ex-soldado Darlan Menezes Abrantes, 39, voltou a criticar o atual modelo da PM e a militarização da corporação, da qual fazia parte há 13 anos. "Sou a prova viva de que esse sistema de segurança pública é falido" e "cria monstros", declarou, em entrevista ao UOL.
A capa do livro de Abrantes, que defende a desmilitarização
"Quando eu era da cavalaria, fiz muitas coisas das quais me arrependo. Quando eu chegava em casa dizia para a minha esposa 'nossa, eu sou um monstro!'. O treinamento militar é opressivo, e faz com que o policial trate a população como inimigo, e não como um aliado", falou.
Para ele, a violência e os excessos cometidos pelos policiais nas ruas tem origem na opressão vivida pelos praças (PMs de patente inferior) dentro dos quartéis.
"Os oficiais têm poder total sobre os praças. Como uma polícia antidemocrática pode fazer a segurança de uma sociedade democrática? A PM tem uma estrutura medieval".
Veja cenas de violência policial e depredações em protestos pelo Brasil104 fotos
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13.jun.2013 - Em São Paulo, policial militar atinge cinegrafista com spray de pimenta durante protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo, em frente ao Theatro Municipal, no centro da capital. Mais de 40 manifestantes foram detidos pela polícia .
Segundo Abrantes, "durante os treinamentos os superiores ficam dizendo que você não é nada, que você é um parasita. Lembro que na academia um superior me deu uma folha de papel em branco e disse: 'esses são seus direitos'. Aí quando o policial se forma, já é um pitbull."
PMs são investigados por agressões no CE
Jovens tiveram o rosto pintado pelos policiais
Para ele, o militarismo "serve para as Forças Armadas", e não para a segurança interna do país. "É preciso desmilitarizar a corporação e fundi-la com a polícia civil. A cada ano, a polícia perde de goleada para o crime organizado, e a solução está na modernização e desmilitarização da força".
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará afirmou que à época do ingresso de Abrantes na corporação "a formação de policiais militares se dava pelo extinto Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM" e que o atual treinamento conta com um programa de formação cidadã, "trabalhando as concepções de cidadania, respeito aos Direitos Humanos e à diversidade étnica e cultural".
Expulsão
A controladoria da PM expulsou Abrantes "com base em vários artigos do Código Disciplinar e do Código Penal Militar", de acordo com o tenente-coronel Fernando Albano, porta voz da corporação. "Os atos praticados vão de encontro ao pudor e ao decoro da classe. Só isso que a PM tem a falar", disse ele.
A advogada do ex-soldado, Quércia de Andrade Silva, afirmou que já recorreu da expulsão e diz acreditar que a decisão possa ser revertida. "Tem outro processo também na auditoria militar, mas que está ainda em fase inicial. Ele será ouvido pela primeira vez em maio. Estamos aguardando a resposta desse recurso [para possivelmente recorrer à Justiça comum]", diz Quércia.
Como forma de coibir os ataques a ônibus em São Paulo, o secretário municipal de Transportes e presidente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), Jilmar Tatto, sugeriu que policiais atuem à paisana dentro dos veículos de transporte coletivo. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Estadão nesta segunda-feira (3).
29.jan.2014 - Policiais ônibus que foi incendiado na zona leste de São Paulo, na noite desta quarta-feira (29). Com este caso, o número de coletivos incendiados na capital em 2014 sobe para 31 - mais de um por dia
"Nós temos conversado com a Segurança Pública no sentido de buscar uma ação efetiva de coibir essa ação, e uma das maneiras é colocar policial à paisana para pegar os bandidos que estão fazendo isso", afirmou.
Veja os Locais onde ônibus foram queimados em SP em janeiro de 2014
O secretário lembrou, sem citar data, que a Polícia Militar "já usou desse mecanismo, já colocou gente à paisana no passado". Na opinião dele, os policiais deveriam atuar nas regiões onde estão sendo registrados mais casos de ônibus incendiados.
De 1º de janeiro até hoje, 35 ônibus foram queimados em São Paulo, segundo a SPTrans, empresa responsável pelo transporte público por ônibus na capital paulista, e a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo). Foram 42 em toda a Grande São Paulo.
"Nós esperamos que a polícia tenha competência no sentido de poder acabar com esse tipo de coisa ou inibi-la", afirmou Jilmar Tatto.
"Vai faltar ônibus na cidade"
Com os 35 ônibus queimados este ano, a capital registra média de um caso por dia. O número supera a quantidade registrada ao longo do primeiro semestre de 2013, quando 21 ônibus foram queimados na cidade. Em todo o ano passado, 53 ônibus foram incendiados em São Paulo.
"Se essa for a tendência, vai chegar uma hora que vai efetivamente faltar ônibus na cidade, tanto em função da renovação por exigência contratual como do ponto de vista dos ônibus que estão sendo queimados", disse Tatto.
Segundo o secretário, cerca de 1.000 ônibus e micro-ônibus são renovados por ano em São Paulo, para preservar a idade média da frota, exigida por contrato, de cinco anos.
Em resposta, a Polícia Militar do Estado de São Paulo disse tem se aproximado das "empresas de ônibus e terminais para conversar com todos os motoristas e cobradores para colher informações e dar instruções de segurança", além de ter colocado policiais militares à paisana (com escolta velada em viatura) acompanhando os ônibus nas linhas, de acordo com estratégia definida pela área de inteligência.
Michael Mosley conseguiu desenvolver três tênias no intestino
O médico e apresentador da BBC Michael Mosley se infectou com vários parasitas para compreender como eles afetam o corpo humano.
Mosley engoliu ovos de tênia, colocou uma sanguessuga no braço e tentou se infestar de piolhos, tudo para demonstrar os efeitos para um documentário da BBC.
Os vermes viveram no corpo dele por várias semanas, sem causar problemas de saúde.
Amostras de fezes coletadas em exames realizados durante a infestação serão usadas por cientistas para estudar os sinais da infecção pelo parasita.
Não é a primeira vez que Mosley resolve se transformar em "campo de testes" de seus experimentos. Ele já tomou o "soro da verdade", experimentou cogumelos alucinógenos e se submeteu à dieta do jejum, tudo para verificar os efeitos no próprio corpo.
Descoberta
Nesta última experiência, Mosley ingeriu três ovos de tênia obtidos de vacas infestadas no Quênia.
Semanas depois, o médico e apresentador engoliu uma microcâmera do tamanho de uma pílula, que passou pelos intestinos e transmitiu as imagens para um iPad.
Com as imagens, Mosley descobriu três vermes, de cerca de um metro cada um, presos à parede de seu intestino.
'Progresso' dos vermes foi acompanhado com microcâmera
"Quando vi os vermes pela primeira vez, estava em um restaurante indiano. Gritei: 'Caramba! Tem uma tênia em mim!' Os outros clientes pareciam muito surpresos", disse Mosley bem-humorado.
"Fiquei contente mas, ao mesmo tempo, foi horrível. Minha esposa também não aprovava a ideia. Mas eu disse para ela não se preocupar, este tipo de tênia é relativamente inócuo", acrescentou.
A tênia, nesse caso, uma Taenia saginata, pode ser transmitida de bovinos para humanos através da carne infectada.
No intestino, o verme pode chegar a ter dez metros de comprimento; ele se reproduz ao espalhar mais ovos através das fezes.
A infestação em geral não apresenta sintomas claros e Mosley não relatou efeito óbvios - a não ser o fato de ter engordado um quilo.
"Pode ser que o parasita tenha aumentado o meu apetite. Comi muito chocolate", afirmou.
"Ou seja, qualquer um que esteja pensando em se infectar com parasitas para perder peso, é melhor pensar duas vezes", acrescentou.
Apesar de parecer uma ideia absurda, existem cada vez mais evidências de que os parasitas podem trazer efeitos benéficos para a saúde em certos casos.
Eles estão sendo analisados para uso em tratamentos de alergias e doenças autoimunes, pois os parasitas parecem atenuar as respostas dos corpo a inflamações.
Mosley sofria de um caso mais leve de febre do feno (reação alérgica ao pólen de determinadas plantas), mas ficou decepcionado ao descobrir que os vermes não fizeram diferença nos sintomas do problema.
Sintomas precoces
Ao documentar suas experiências, o médico e apresentador espera ajudar cientistas da Universidade de Salford, em Manchester, que estão tentando identificar sintomas precoces de infestação por vermes.
Mosley também colocou sanguessuga no braço
"Existem outras tênias que são muito ruins para humanos, especialmente a transmitida por suínos. Pode ir parar no seu cérebro e olhos", diz ele.
Se os cientistas conseguirem detectar as infecções a tempo, têm mais chances de tratar os pacientes. Mas, na maioria dos casos, a primeira pista da presença dos vermes só ocorre muito mais tarde, com a detecção de ovos nas fezes da pessoa infectada, por exemplo.
No programa, que será transmitido na Grã-Bretanha neste mês, Mosley também tentou se infestar com piolhos.
"Não fui bem-sucedido - eles não pegaram em mim", disse.
O médico e apresentador afirmou que a principal conclusão de suas experiências é que "parasitas, em geral, não são loucos por mim".
Outra conclusão de Mosley: não tente isto em casa.
"Não recomendaria comprar algo na internet e se infectar. Vai saber por onde (o verme) passou", disse.
Os casos de câncer aumentarão 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o …
Um estudo publicado nesta segunda-feira alerta que os casos de câncer aumentarão 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o mundo quase 22 milhões de casos, em comparação com 14 milhões em 2012, devido a um forte aumento da doença nos países em desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, as mortes por câncer passarão de 8,2 milhões a 13 milhões por ano.
Essas tendências são acompanhadas pelo aumento e o envelhecimento da população e pela adoção de hábitos de risco, como fumar, indica o informe da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"O maior impacto será registrado nos países com menores recursos, muitos dos quais mal equipados para enfrentar este aumento dos casos de câncer", declarou a diretora da OMS, Margaret Chan.
Países em desenvolvimento em risco
Os países em desenvolvimento não só padecem dos casos de câncer associados com a pobreza, mas também dos resultados de hábitos adquiridos após conquistar melhores condições de vida, como um maior consumo de álcool e tabaco, o consumo de alimentos processados e falta de exercícios físicos.
"O peso especialmente pesa que recairá sobre os países de renda média e baixa faz com que dificilmente consiga se livrar do câncer, mesmo em países com rendimentos mais elevados, que terão dificuldades para enfrentar os crescentes custos dos tratamentos", indicou o diretor da IARC, Christopher Wild.
"É necessário um maior compromisso com a prevenção e detecção precoce para lidar com o aumento alarmante na incidência de câncer a nível mundial", acrescentou.
O câncer substituiu as doenças cardíacas como a principal causa de morte a partir de 2011 e o número anual de diagnósticos aumentou de 12,7 milhões em 2008 para 14,1 milhões em 2012.
O relatório destaca a diferença entre os sexos: cerca de 53% dos casos diagnosticados e 57% das mortes ocorrem em homens.
Os tipos de câncer também diferem em função do sexo.
Entre os homens, o câncer mais comum foi os nos pulmões (16,7% do total de casos entre o sexo masculino); seguido pelo câncer de próstata (15%), de colorretal (10%), estômago (8,5%) e fígado (7,5%).
Entre as mulheres, o mais frequente é o câncer de mama (25,2%), seguido pelo colorretal (9,2%), de pulmões (8,7%), útero (7,9%) e estômago (4,8%).
Há também diferenças regionais: mais de 60% dos casos de câncer e 70% das mortes ocorreram na África, Ásia, América Central e América do Sul, segundo o relatório global.
Na América Latina e no Caribe, o câncer de mama e o de próstata são os que têm maior incidência em mulheres e homens, respectivamente. Os tipos mais mortais nestas regiões são o câncer de mama e o câncer de colo do útero entre as mulheres, e o de próstata e de pulmão nos homens.
Quase a metade dos 14 milhões de novos casos de 2012 foram diagnosticados na Ásia, principalmente na China. A Europa totalizou um quarto dos casos, enquanto América Latina e Caribe 7,8% (e 7,4% de todas as mortes).
No geral, o câncer é diagnosticado em uma idade mais avançada em países menos desenvolvidos. E a nível global, o câncer de pulmão é o mais letal, com 19,4% do total, seguido pelo câncer de fígado (9,1%) e estômago (8,8%).
Olhando para o futuro, o relatório nota que a população mundial vai aumentar de 7 bilhões de pessoas em 2012 para cerca de 8,3 bilhões em 2025.
Os países com média e baixa renda terão um maior crescimento de suas populações e, portanto, uma maior incidência de câncer.
Tabaco, epidemia nos países mais pobres
O relatório expressa especial preocupação com o câncer de pulmão, em grande parte resultante do hábito de fumar e "intrinsecamente ligado a estratégias globais das companhias de tabaco para aumentar as suas vendas".
Uma "epidemia" de tabaco afeta especialmente os países mais pobres, de acordo com o estudo, "impedindo o desenvolvimento humano por tirar recursos e aumentar a pressão sobre os seus fracos sistemas de saúde e afetando a produtividade a nível nacional.
O custo total anual do câncer é estimado em 1,16 bilhão de dólares em 2010, segundo o relatório. "Quase metade dos casos de câncer poderiam ter sido evitados", ressalta.
O estudo pede novos esforços na prevenção, incluindo a vacinação contra a hepatite B e o vírus do papiloma humano, que podem ajudar a reduzir a incidência de câncer de fígado e útero, e a promoção do exercício físico para combater a obesidade, além de campanhas anti-tabagismo
Crimes ocorrem 2 dias após governador mandar PM fazer ações ostensivas. Neste domingo, vendedor ambulante foi morto em frente a supermercado.
Do G1 DF
Pelo menos quatro pessoas foram vítimas de assassinato no Distrito Federal entre a noite de sábado (1) e início da tarde deste domingo (2). Os crimes aconteceram na Asa Sul, Itapoã, Santa Maria e Ceilândia. Além dos quatro homicídios, também foram registrados quatro tentativas de assassinatos em duas regiões do DF.
Moradores de Águas Claras durante protesto neste sábado (1) contra homicídio ocorrido na região na quinta-feira (30) (Foto: José Cruz/ABr)
Os crimes acontecem dois dias depois de o governador Agnelo Queiroz determinar a presença ostensiva da polícia no combate a crimes no DF, como forma de pôr fim à operação tartaruga deflagrada pelos PMs em outubro do ano passado. Na sexta, a Justiça determinou o fim da manifestação dos policiais.
O primeiro homicídio ocorreu por volta das 21h, no Itapoã. A vítima foi um rapaz de 20 anos. Na madrugada deste domingo, um homem de 25 anos foi assassinado a tiros dentro de casa, em Santa Maria. No início da manhã, outra pessoa foi assassinada, em Ceilândia.
No início da tarde deste domingo, um vendedor ambulante foi morto em frente a um supermercado na quadra 504 Sul, em Brasília. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele foi esfaqueado nas costas por outro homem. A polícia não sabe a motivação do crime.
O corpo do homem ficou na escadaria de entrada do supermercado, ao lado do carrinho de coco com que ele trabalhava.
Além dos quatro homicídios, também foram registrados quatro tentativas de assassinatos em duas regiões do DF – em um bar da quadra 4 do Setor Sul do Gama e na QR 306 do Recanto das Emas. Prisões
Um jovem de 19 anos foi preso e três adolescentes apreendidos em uma blitz em São Sebastião na noite de sábado. Os jovens estavam em um carro roubado e estavam armados. O jovem maior de idade foi levado para a 30ª Delegacia de Polícia e os demais, para a Delegacia da Criança e do Adolescente.
Edital prevê 350 metros de cerca; custo estimado é de R$ 312,2 mil. Secretário-geral da Casa diz que grades só serão usadas 'se necessário'.
Isabella FormigaDo G1 DF
Câmara Legislativa do Distrito Federal (Foto: Isabella Formiga/G1 DF)
Preocupada com possíveis manifestações ao longo do ano, a Câmara Legislaiva do Distrito Federal abriu na semana passada uma licitação para instalar grades de contenção ao redor da Casa ao custo estimado de R$ 312,2 mil.
O prédio da Câmara tem uma peculiaridade, que tem a lateral toda revestida de vidro, o que gera a preocupação muito grande quando tem manifestações, por ser muito frágil"
George Burns, secretário-geral da Câmara
De acordo com o edital, as grades serão usadas em eventuais manifestações, "a fim de evitar confronto direto entre polícia e manifestantes, posicionando-os do lado de fora das instalações desta Casa". A cerca também terá como função preservar a segurança dos servidores da CLDF e evitar a depredação do patrimônio público.
O edital determina que a empresa vencedora fique responsável pela locação, montagem e desmontagem de 350 metros de cerca e 45 metros de placas de fechamento, pelo período de 200 dias. As empresas interessadas em participar da licitação devem apresentar propostas às 10h do dia 10 de fevereiro.
O secretário-geral da Câmara, George Burns, disse que as grades terão como função proteger eventuais depredações. "O prédio da Câmara tem uma peculiaridade, que tem a lateral toda revestida de vidro, o que gera a preocupação muito grande quando tem manifestações, por ser muito frágil."
Trecho de edital para contratação de serviço de cercamento da CLDF (Foto: CLDF/Reprodução)
Segundo ele, a preocupação com a preservação do prédio vem desde o ano passado. "Esse processo de locação da gradil começou a ser feito no ano passado, após as manifestações na época da Copa das Confederações", disse.
"Esse pregão é para fazer a ata de registro de preço, funciona como se fosse um estoque virtual. É para efeito só da realização da ata de registro de preço. Na prática, se a gente usar um mês, talvez na Copa do Mundo, vai ser muito. Esse valor é o valor máximo, que a gente não vai chegar a ele nunca."
Procurado, o presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure (PT), não quis se pronunciar sobre o assunto.
Associação diz que ainda não foi notificada e vai recorrer de decisão judicial. DF teve 11 homicídios neste fim de semana; para comandante, 'não foi ruim'.
Raquel MoraisDo G1 DF
Vamos acatar, porque a gente respeita a Justiça. Só que aí vamos partir para outras operações. Vamos abordar todo mundo, inclusive gente do governo que a gente sabe que está irregular. Vamos colocar a criminalidade no zero. Vamos encher as delegacias. Não é isso que o governador quer? Então pronto. Então vamos ajudar a sociedade. Já que o governador não tem compromisso com os policiais e bombeiros, nós vamos mostrar que temos com a sociedade"
Manoel Sansão, vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares
O vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal, sargento Manoel Sansão, afirmou na manhã desta segunda-feira (3) que a categoria ainda não foi notificada da decisão do Tribunal de Justiça determinando o fim da operação tartaruga, mas disse que a entidade vai recorrer assim que chegar o comunicado. Ele também disse que os militares acatarão a ordem, mas partirão para outra forma de manifestação.
“Vamos acatar, porque a gente respeita a Justiça. Só que aí vamos partir para outras operações. Vamos abordar todo mundo, inclusive gente do governo que a gente sabe que está irregular. Vamos colocar a criminalidade no zero. Vamos encher as delegacias. Não é isso que o governador quer? Então pronto. Então vamos ajudar a sociedade. Já que o governador não tem compromisso com os policiais e bombeiros, nós vamos mostrar que temos com a sociedade”, disse.
Ele não disse quem eram as pessoas que ele chamou de "gente do governo" nem quais eras as irregularidades supostamente cometidas por elas. Na quinta-feira passada, durante reunião do governador com a cúpula da segurança, Agnelo classificou a manifestação dos PMs de "política".
Sansão não quis comentar o teor da decisão, mas garantiu que os policiais seguem mobilizados. “Não vamos abrir mão da isonomia salarial, custe o que custar, nem que isso signifique prolongar por muito tempo essa luta nossa. Já estamos nessa luta há um ano e três meses e radicalizamos nos últimos dois meses. E a gente continua, enquanto for necessário.”
Sem reajuste salarial, PMs do DF deflagraram em outubro a "operação tartaruga", enfraquecendo o policiamento ostensivo para cobrar aumento do salário, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados. Neste fim de semana, o Tribunal de Justiça acabou o pedido do Ministério Público para que a operação fosse declarada ilegal. O descumprimento da decisão tem como pen multa diária de R$ 100 mil.
Cartaz afixado em parada de ônibus na área central de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
Na manhã deste sábado (1º), durante entrega de novos ônibus no Recanto das Emas, o governador Agnelo Queiroz disse que a atividade da polícia já voltou ao normal.
"Hoje estamos em plena normalidade. A atitude individual de uma pequena minoria que por motivos políticos tenta colocar em risco a vida da população, estamos combatendo rigorosamente. Tomando todas as medidas de punição rigorosa", afirmou.
'Não foi ruim' Mesmo com registro de pelo menos 11 homicídios durante este final de semana - apenas um a menos do que no anterior, o comandante-geral da Polícia Militar, Anderson Moura, afirmou na manhã desta segunda-feira (3) que o desempenho da corporação para conter a onda de violência no Distrito Federal “não foi ruim”. Desde sexta-feira, oficiais estão nas ruas para repreender a operação tartaruga e fiscalizar se os militares estão cumprindo as atividades.
“Não é [um resultado] ruim, até porque nós não temos controle sobre o número de homicídios. Boa parte [das vítimas] são pessoas envolvidas em algum tipo de delito. Nós lamentamos a ocorrência, mas é um tipo de delito que é difícil para a Polícia Militar combater. É difícil salvar vida de pessoas inseridas no mundo do crime”, afirmou Moura. “Nossa perspectiva é de que foi um final de semana produtivo para a PM.”
Questionado sobre como enxergar a atuação ostensiva da PM e diferenças em relação à criminalidade, o comandante disse que o "importante é mostrar o atendimento da PM à população". "Estamos procurando atender a todas as chamadas que estão ocorrendo, As pessoas têm que ver, porque nós fazemos policiamento ostensivo e preventivo", disse Moura.
Uma gravação que circulou por meio de redes sociais no final de semana afirmando que três facções estavam se organizando para cometer diversos homicídios no DF e no Entorno, o comandante-geral disse ter ficado tranquilo.
“Várias pessoas me ligaram preocupadas com esse tipo de notícia. Mas, olha, graças a Deus, em Brasília nós não temos facções criminosas, nossos bandidos aqui são pés-de-chinelo, são usuários de drogas, então vi com bastante tranquilidade e o final de semana mostrou que realmente não aconteceu aquilo que foi veiculado.”
Na última sexta, o governador Agnelo Queiroz reuniu a cúpula da segurança pública do DF para pedir que eles cobrem da tropa o cumprimento das atividades. Também entre as medidas para diminuir a sensação de insegurança, ficou determinado que os oficiais iriam as ruas, atuando junto à população e fiscalizando as atividades dos praças.
Governador Agnelo Queiroz se reúne com cúpula de segurança pública do DF (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
Segundo o governador, o movimento dos policiais tem “interesses políticos”. O governador não respondeu a perguntas dos jornalistas. Logo após o término da reunião, ele deixou o local.
“A vida é a coisa mais importante. A vida é mais importante que a política. Por isso que a PM tem a obrigação de garantir a segurança pública do DF. Nossa PM tem comando”, disse. “Não [podemos] admitir em hipótese alguma que meia dúzia de pessoas, com atitudes inclusive covardes, possam colocar em risco a segurança do nosso povo. [Eles] não têm direito de colocar a vida das pessoas em risco."
O comandante-geral da PM, Anderson Moura, disse que já identificou cinco policiais que estão à frente da operação tartaruga e que vai abrir procedimento disciplinar contra os responsáveis. A punição, segundo ele, pode ir de advertência a demissão.
Escalada da violência A um dia do fim do mês de janeiro, o número de homicídios no DF subiu 38,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 68 homicídios haviam sido registrados no DF entre o dia 1º e a manhã desta quinta-feira (30), 19 a mais que nos 31 dias do mesmo mês de 2013.
Nesta sexta-feira (31), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo federal poderá ajudar no combate à violência no Distrito Federal caso haja um pedido formal do governador Agnelo Queiroz.
Falha ocorreu entre 20h e 21h de domingo, diz comandante-geral. Militares falaram que não houve repasse para compra de combustíveis.
Do G1 DF
Uma pane no sistema de uma rede de postos de combustíveis impediu que policiais militares abastecessem os carros da corporação na noite deste domingo (2) em Brasília. De acordo com o comandante-geral da tropa, Anderson Moura, a falha durou uma hora, entre 20h e 21h.
Segundo ele, a situação já estava normalizada na manhã desta quarta. Policiais militares que estavam trabalhando haviam dito que não houve repasse para a compra de gasolina e que por isso não conseguiam abastecer.
Onda de violência Mesmo com registro de pelo menos 11 homicídios durante este final de semana - apenas um a menos do que no anterior, o comandante-geral da Polícia Militar, Anderson Moura, afirmou na manhã desta segunda-feira (3) que o desempenho da corporação para conter a onda de violência no Distrito Federal“não foi ruim”. Desde sexta-feira, oficiais estão nas ruas para repreender a operação tartaruga e fiscalizar se os militares estão cumprindo as atividades.
“Não é [um resultado] ruim, até porque nós não temos controle sobre o número de homicídios. Boa parte [das vítimas] são pessoas envolvidas em algum tipo de delito. Nós lamentamos a ocorrência, mas é um tipo de delito que é difícil para a Polícia Militar combater. É difícil salvar vida de pessoas inseridas no mundo do crime”, afirmou Moura. “Nossa perspectiva é de que foi um final de semana produtivo para a PM.”
Questionado sobre como enxergar a atuação ostensiva da PM e diferenças em relação à criminalidade, o comandante disse que o "importante é mostrar o atendimento da PM à população". "Estamos procurando atender a todas as chamadas que estão ocorrendo, As pessoas têm que ver, porque nós fazemos policiamento ostensivo e preventivo", disse Moura.
PMs espalham cartazes pelo DF para discutir paralisação de 24 horas
GDF se reúne com cúpula da segurança para discutir operação tartaruga.
Cartaz afixado em parada de ônibus na área central de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra-DF) afixou na manhã desta sexta-feira (31) cartazes em paradas de ônibus e postes da capital convocando policiais e bombeiros militares para debater uma paralisação de 24 horas em fevereiro. Segundo a categoria, foram confeccionados 30 mil cartazes.
O G1 encontrou os cartazes nas paradas do Pátio Brasil, do Setor de Indústrias Gráficas (SIG), na sede do comando-geral da Polícia Militar, em frente ao Palácio do Buriti e ao Ministério Público do Distrito Federal.
Sem reajuste salarial, PMs do DF deflagraram em outubro uma operação tartaruga, para cobrar reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados. Eles dizem que só encerram o movimento quando o GDF negociar com a categoria.
Parada de ônibus com cartazes afixados por policiais militares (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
Nos cartazes, a polícia atribui a culpa pela onda de violência que atinge diversas regiões no Distrito Federal ao governador Agnelo Queiroz, que, segundo a PM, não cumpriu 13 promessas de campanha, entre elas a de reajustar o salário dos policiais militares.
“São 30 mil cartazes. Em cada região tem um representante da Aspra distribuindo. É tartarugão na cabeça, não mudamos, não adianta ameaçar no jornal, fazer reunião, quem manda são os policiais”, disse o presidente em exercício da Aspra-DF, sargento Sansão Barbosa.
O cabo Eliomar Rodrigues disse que o movimento é uma ação descentralizada e que os PMs de cada batalhão estão se cotizando e fazendo a própria arte para colocar nos panfleto. Por isso, os cartazes podem ser diferentes.
Rodrigues disse que eles estão agindo dessa forma porque parte da imprensa deturpou o movimento e eles querem deixar claro que não estão fora da lei.
"Queremos passar para a sociedade o real sentido da operação que a PM está fazendo. Não somos inimigos da sociedade, nem do governo”, disse. "Vamos aguardar para ver qual vai ser o procedimento do GDF [em relação ao resultado da reunião]. Estamos tranquilos porque estamos agindo sempre dentro da lei."
O sargento Sansão diz que os policiais são contra a violência, mas que a população não deve se virar contra os PMs, mas contra o governador.
"Somos contra a violência, mas a operação tartaruga é por tempo indeterminado. A população tem que se virar é contra o Agnelo", disse.
Segundo a associação, a única possibilidade dos PMs darem fim à operação será no caso do governador cumprir com pelo menos duas promessas de campanha – a de reestruturar a carreira dos policiais e a de pagar os benefícios prometidos.
“Na operação tartaruga, o policial só está andando na velocidade da via. Agora, vai andar na metade do limite da velocidade”, disse o sargento. Segundo Barbosa, os policiais ganham de salário inicial R$ 3,8 mil líquidos por mês.
Reuniões
Nesta sexta (31), o governador Agnelo Queiroz se reúne com a cúpula de segurança pública do DF para discutir soluções para conter o aumento na criminalidade do último mês.
O governador já havia se reunido nesta quinta à noite, no Palácio do Buriti, com o secretário de Segurança, Sandro Avelar, integrantes do alto escalão da PM e do Corpo de Bombeiros. Com Avelar, Agnelo conversou por cerca de duas horas em um dos gabinetes do primeiro andar do palácio.
Aumento da violência
A um dia do fim do mês de janeiro, o número de homicídios no DF subiu 38,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 68 homicídios haviam sido registrados no DF entre o dia 1º e a manhã desta quinta-feira (30), 19 a mais que nos 31 dias do mesmo mês de 2013.
Sem reajuste salarial, PMs do DF deflagraram em outubro uma operação tartaruga, para cobrar reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados. Eles dizem que só encerram o movimento quando o GDF negociar com a categoria.
'Refém do medo'
Na manhã desta quinta, o governador do DF criticou a postura dos PM que aderiram à operação tartaruga. "A Polícia Militar tem todo o direito de reivindicar, o que eles não têm direito é de colocar em risco a vida da população. O GDF vai tomar todas as medidas necessárias para que Brasília não se torne refém do medo", disse Agnelo.
A declaração do governador foi feita durante a inauguração da duplicação de 1,5 quilômetro da DF-451. De acordo com o secretário de Comunicação, André Duda, as recentes notícias de violência, incluindo a morte de um homem em frente ao prédio dele, em Águas Claras, em uma tentativa de assalto, motivaram o comentário.
Desde sexta, oficiais estão nas ruas para repreender operação tartaruga. 'Não temos facções criminosas, nossos bandidos são pé-de-chinelo', disse.
Não é [um resultado] ruim, até porque nós não temos controle sobre o número de homicídios. Boa parte [das vítimas] são pessoas envolvidas em algum tipo de delito. Nós lamentamos a ocorrência, mas é um tipo de delito que é difícil para a Polícia Militar combater. É difícil salvar vida de pessoas inseridas no mundo crime. Nossa perspectiva é de que foi um final de semana produtivo para a PM."
Anderson Moura, comandante-geral da PM
Mesmo com registro de pelo menos 11 homicídios durante este final de semana - apenas um a menos do que no anterior, o comandante-geral da Polícia Militar, Anderson Moura, afirmou na manhã desta segunda-feira (3) que o desempenho da corporação para conter a onda de violência no Distrito Federal “não foi ruim”. Desde sexta-feira, oficiais estão nas ruas para repreender a operação tartaruga e fiscalizar se os militares estão cumprindo as atividades.
“Não é [um resultado] ruim, até porque nós não temos controle sobre o número de homicídios. Boa parte [das vítimas] são pessoas envolvidas em algum tipo de delito. Nós lamentamos a ocorrência, mas é um tipo de delito que é difícil para a Polícia Militar combater. É difícil salvar vida de pessoas inseridas no mundo do crime”, afirmou Moura. “Nossa perspectiva é de que foi um final de semana produtivo para a PM.”
Questionado sobre como enxergar a atuação ostensiva da PM e diferenças em relação à criminalidade, o comandante disse que o "importante é mostrar o atendimento da PM à população". "Estamos procurando atender a todas as chamadas que estão ocorrendo, As pessoas têm que ver, porque nós fazemos policiamento ostensivo e preventivo", disse Moura.
Uma gravação que circulou por meio de redes sociais no final de semana afirmando que três facções estavam se organizando para cometer diversos homicídios no DF e no Entorno, o comandante-geral disse ter ficado tranquilo.
“Várias pessoas me ligaram preocupadas com esse tipo de notícia. Mas, olha, graças a Deus, em Brasília nós não temos facções criminosas, nossos bandidos aqui são pés-de-chinelo, são usuários de drogas, então vi com bastante tranquilidade e o final de semana mostrou que realmente não aconteceu aquilo que foi veiculado.”
Na última sexta, o governador Agnelo Queiroz reuniu a cúpula da segurança pública do DF para pedir que eles cobrem da tropa o cumprimento das atividades. Também entre as medidas para diminuir a sensação de insegurança, ficou determinado que os oficiais iriam as ruas, atuando junto à população e fiscalizando as atividades dos praças.
Governador Agnelo Queiroz se reúne com cúpula de segurança pública do DF (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
Segundo o governador, o movimento dos policiais tem “interesses políticos”. O governador não respondeu a perguntas dos jornalistas. Logo após o término da reunião, ele deixou o local.
“A vida é a coisa mais importante. A vida é mais importante que a política. Por isso que a PM tem a obrigação de garantir a segurança pública do DF. Nossa PM tem comando”, disse. “Não [podemos] admitir em hipótese alguma que meia dúzia de pessoas, com atitudes inclusive covardes, possam colocar em risco a segurança do nosso povo. [Eles] não têm direito de colocar a vida das pessoas em risco."
O comandante-geral da PM, Anderson Moura, disse que já identificou cinco policiais que estão à frente da operação tartaruga e que vai abrir procedimento disciplinar contra os responsáveis. A punição, segundo ele, pode ir de advertência a demissão.
Sem reajuste salarial, PMs do DF deflagraram em outubro a "operação tartaruga", enfraquecendo o policiamento ostensivo para cobrar aumento do salário, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados. Neste fim de semana, o Tribunal de Justiça acabou o pedido do Ministério Público para que a operação fosse declarada ilegal. O descumprimento da decisão tem como pen multa diária de R$ 100 mil.
Na manhã deste sábado (1º), durante entrega de novos ônibus no Recanto das Emas, o governador Agnelo Queiroz disse que a atividade da polícia já voltou ao normal.
"Hoje estamos em plena normalidade. A atitude individual de uma pequena minoria que por motivos políticos tenta colocar em risco a vida da população, estamos combatendo rigorosamente. Tomando todas as medidas de punição rigorosa", afirmou.
Escalada da violência
A um dia do fim do mês de janeiro, o número de homicídios no DF subiu 38,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 68 homicídios haviam sido registrados no DF entre o dia 1º e a manhã desta quinta-feira (30), 19 a mais que nos 31 dias do mesmo mês de 2013.
Nesta sexta-feira (31), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo federal poderá ajudar no combate à violência no Distrito Federal caso haja um pedido formal do governador Agnelo Queiroz.
Prefeito de Coari (AM), Adail Pinheiro (PRP), acusado de exploração sexual de crianças e adolescentes
O prefeito de Coari (AM), Adail Pinheiro (PRP), é acusado de exploração sexual de crianças e adolescentes. Escutas divulgadas pelo Fantástico, da rede Globo, mostram funcionários da Prefeitura negociando encontros com meninas de, supostamente, 14 e 15 anos. O prefeito não quis se pronunciar.
Em outro caso, um bebê morreu sem atendimento porque o prefeito usava o avião do município, que seria usado para levar doentes para a capital, Manaus, para transportar "convidados".
Membros do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE), os promotores Leda Mara e Fábio Monteiro são responsáveis por um procedimento de investigação criminal contra o prefeito de Coari. A investigação está na fase de ouvir testemunhas e acusados.
Principal implicado na investigação, Adail foi ouvido, por duas horas, na quarta-feira, pelos dois promotores. Segundo Leda Mara e Fábio Monteiro, o prefeito negou as acusações, e disse que é vítima de perseguição política. (Com A Crítica)