terça-feira, 17 de outubro de 2017

Aneel autoriza reajuste nas contas de luz de consumidores do DF, GO e SP

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou hoje (17) reajustes nas contas de luz dos consumidores atendidos pela Companhia Energética de Brasília (CEB) e pela Celg Distribuição (CELG D), que fornece energia para o estado de Goiás.
O reajuste médio foi de 7,35% nas tarifas da CEB. Para consumidores conectados à alta-tensão, o aumento será de 8,46%, e para a baixa tensão, a alta será de 6,84%.
Conta de luz (Arquivo/Agência Brasil)
Conta de luz de consumidores da CEBArquivo/Agência Brasil
No caso da CELG D, o aumento médio foi de 14,65%, sendo 15,89% para os consumidores da baixa tensão e 12,03% na alta. Os novos valores passarão a ser cobrados no próximo domingo (22).
A CEB atende a 1,05 milhão de unidades consumidoras no Distrito Federal. Já a CELG tem uma base de aproximadamente 2,8 milhões de unidades consumidoras.
São Paulo
Durante a reunião desta segunda-feira a Aneel também autorizou o reajuste no tarifário anual nas contas de luz para consumidores do estado de São Paulo. Terão aumento de 24,37% na conta de luz os clientes da Bandeirante Energia S.A., que atende a 1,8 milhão de unidades consumidoras.
Também terão aumento na energia as cerca de 1,6 milhão de unidades consumidoras da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) – Piratininga, cujo reajuste médio será de 17,28%. Os novos valores passarão a ser cobrados no dia 23 de outubro.
Para calcular o reajuste do tarifário anual, a Aneel considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais e atualização dos custos típicos da atividade de distribuição.

https://br.yahoo.com/financas/noticias/aneel-autoriza-reajuste-nas-contas-193219427.html
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Bolsa cai sob pressão de Vale em dia de realização de lucros; dólar recua

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira voltou a recuar nesta terça (17), em movimento de realização de lucros, e se afastou ainda mais do marco de 77 mil pontos. No mercado cambial, o dólar fechou em leve baixa, com o mercado analisando o desenrolar da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados, que acabou suspensa.
O Ibovespa, das ações mais negociadas, fechou em queda de 0,90%, para 76.201 pontos.
O dólar comercial recuou 0,15%, para R$ 3,169. O dólar à vista subiu 0,22%, para R$ 3,175.
Na segunda sessão seguida de baixa do Ibovespa, os investidores preferiram embolsar lucros, na avaliação de Raphael Figueredo, sócio-analista da Eleven Financial. "Não estou muito na linha de pensamento de que a cautela política está atordoando o investidor. O mercado lá fora está muito forte para a gente estar pensando em cenário político. É difícil nos voltarmos para cenário doméstico e precificarmos isso", afirma.
"A volatilidade está diminuindo, há um sinal de correção de preços. Não custa nada para o investidor colocar parte do lucro no bolso, sobretudo porque a gente está indo para o ultimo trimestre do ano."
Mas, para Julio Hegedus, da consultoria Lopes Filho, a cautela política teve um peso na queda desta terça, com duas votações importantes acontecendo: a segunda denúncia contra Temer na Câmara, que foi suspensa pela Comissão que debate o assunto, e a votação das medidas cautelares adotadas contra Aécio Neves (PSDB-MG).
"Há muita expectativa em relação a essas duas votações. Na do presidente, achava-se que seria tranquila, mas houve uma tensão entre Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia", afirmou.
Por outro lado, a queda maior que a esperada do setor de serviços foi considerada pontual. "A gente tem uma base que não é boa para comparação, estávamos comparando o nada com um pouco mais de nada", diz Figueredo, da Eleven.
"Acho que o efeito juro para baixo na economia, que seria aumentar o crédito, ainda está vindo de maneira tímida. Quando isso melhorar, o setor de serviços deve reagir", avalia.
AÇÕES
Das 59 ações do Ibovespa, oito fecharam em alta e 51 caíram. O volume financeiro foi de R$ 8,87 bilhões, contra média diária de R$ 8,37 bilhões no ano.
A maior queda foi registrada pelas ações da Embraer, que recuaram 5,41% após a Airbus anunciar a compra de fatia majoritária no programa de aeronaves CSeries da Bombardier. Segundo analistas, isso faz com que o CSeries ganhe força comercialmente, especialmente nos Estados Unidos.
Os papéis da Fibria tiveram a segunda maior queda, com desvalorização de 3,69% -devolvendo parte da forte alta de 4,52% do dia anterior.
As ações da Petrobras fecharam com sinais opostos, mesmo após a agência de classificação de risco Moody's melhorar a nota de crédito da estatal.
Segundo a Moody's, a elevação do rating reflete um perfil de dívida mais confortável, provocado pela estratégia de refinanciamento da dívida e pela melhor geração de caixa.
Os papéis preferenciais da estatal fecharam em alta de 0,06%, para R$ 16,13. As ações ordinárias caíram 0,18%, para R$ 16,61.
No caso da JBS, as ações fecharam em baixa de 3,27%. A empresa decidiu cancelar o plano de fazer uma oferta inicial de ações na Bolsa de Nova York.
A mineradora Vale viu seus papéis caírem mais de 2%, seguindo a desvalorização dos preços do minério no exterior. Os papéis ordinários da Vale fecharam em baixa de 2,31%, para R$ 32,58. As ações preferenciais se desvalorizaram 2,03%, para R$ 29,97.
No setor bancário, a maioria das ações fechou em baixa. Os papéis do Itaú Unibanco perderam 0,16%. As ações preferenciais do Bradesco tiveram baixa de 0,25%, e as ordinárias recuaram 0,64%. As units -conjunto de ações- do Santander Brasil caíram 1,55%. Na contramão, o Banco do Brasil subiu 0,16%.
DÓLAR
No mercado cambial, o dólar perdeu força ante 27 das 31 principais moedas do mundo.
O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) recuou 1,82%, para 177,6 pontos. Foi o quinto dia de queda do indicador.
No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados com vencimento mais curto tiveram queda. O DI para janeiro de 2018 recuou de 7,390% para 7,367%. A taxa para janeiro de 2019 teve baixa de 7,280% para 7,250%.

https://br.yahoo.com/esportes/noticias/yuri-alberto-joia-santos-est%C3%A1-mira-arsenal-united-203507647--spt.html
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Acidente com avião do Greenpeace no Amazonas deixa 1 morto e 4 feridos

Rio de Janeiro, 17 out (EFE).- Um avião do Greenpeace caiu nesta terça-feira perto do Arquipélago das Anavilhanas, no estado do Amazonas, deixando pelo menos uma pessoa morta e outras quatro feridas.
"Podemos confirmar que uma das cinco pessoas que estavam a bordo da aeronave morreu e que as outras quatro sofreram ferimentos, sem gravidade, e já foram resgatadas", disse à Agência Efe um porta-voz da organização no Brasil.
A aeronave, um Cessna Caravan 2008, do tipo anfíbio, ou seja, equipado para aterrissar na água, caiu no Rio Negro, em uma região próxima ao Arquipélago das Anavilhanas, na cidade de Nova Airão.
O acidente ocorreu por volta das 15h, por causas ainda desconhecidas, quando o avião tentava pousar no rio.
A única vítima, aparentemente uma ativista europeia que ia para um hotel nas Anavilhanas, não conseguiu deixar a aeronave antes que a água do rio inundasse grande parte da cabine.
Os quatro sobreviventes foram resgatados por lanchas da embarcação Comandante Natal, que estava a cerca de um quilômetro do local do acidente. Os tripulantes conseguiram endireitar a aeronave para evitar que ela afundasse.
O Greenpeace informou em comunicado que está "concentrando todos os seus esforços para oferecer assistência às vítimas e às suas famílias, assim como para colaborar com os órgãos competentes que estão investigando o fato".
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que enviou uma equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Senipa) para investigar as causas do acidente. EFE
https://br.yahoo.com/noticias/acidente-avi%C3%A3o-greenpeace-amazonas-deixa-1-morto-4-193012922.html

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Crise hídrica: DF completa 10 meses de racionamento

Irmão de Weinstein também é acusado de assédio sexual

WASHINGTON, 17 OUT (ANSA) – Bob Weinstein, irmão do produtor de Hollywood Harvey e cofundador da produtora que leva o sobrenome dos dois, é o novo alvo de uma acusação de assédio sexual.   
Em uma entrevista à revista “Variety”, a produtora executiva da série “O Nevoeiro”, Amanda Segel, afirmou que Bob teria feito repetidas investidas e a convidado para jantares provados enquanto trabalhavam juntos na produção. Segundo ela, o assédio durou pelo menos três meses em 2016, até que os advogados de Segel informaram aos executivos da “The Weinstein Company” de que ela deixaria a série caso as investidas não parassem.   
“Um não deveria ser suficiente”, disse a produtora, ressaltando que “Bob continuava dizendo para mim que queria uma amizade. Ele não queria amizade. Ele queria mais do que isso. Minha esperança é de que não passe a ser suficiente agora”.   
O caso foi negado por um representante do Bob. Além disso, a empresa dos irmãos negou que a defesa da produtora fez contato com os executivos.   
A denúncia acontece dias após mais de 30 mulheres afirmarem publicamente que Harvey Weinstein é responsável por uma série de abusos. Ele tem sido alvo de acusações desde que o jornal The New York Times e a revista New Yorker publicaram reportagens com relatos das vítimas do executivo. As acusações incluem assédio, abuso sexual e estupro.   
Entre as principais vítimas estão Mira Sorvino, Rosana Arquette, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie e Léa Seydoux. Além da atriz e diretora italiana Asia Argento. As denúncias fizeram a esposa de Weinstein, Georgina Chapman, anunciar o divórcio após 10 anos de casamento. (ANSA)

https://istoe.com.br/irmao-de-weinstein-tambem-e-acusado-de-assedio-sexual/
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Justiça proíbe que prefeitura de Barra Mansa obrigue alunos a rezar ‘Pai Nosso’

A Justiça determinou que a prefeitura de Barra Mansa, no sul fluminense, suspenda a ordem de serviço que obriga os alunos das escolas municipais a rezar o Pai Nosso, diariamente, antes do início das aulas. A decisão, tomada nesta terça-feira, 17, pelo juiz Antônio Augusto Gonçalves Balieiro Diniz, titular da 4ª Vara Cível de Barra Mansa, deve ser cumprida em 24 horas, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.
Em 2 de outubro o secretário municipal de Educação de Barra Mansa, Vantoil de Souza Júnior, oficializou a ordem de serviço 008/2017-SME, estabelecendo procedimentos para a entoação de hinos cívicos e da oração Pai Nosso nas escolas municipais. Os alunos que não desejassem participar da oração seriam separados em outra fila para seguirem depois à sala de aula.
“Evidente que a formação de filas separadas entre crianças que seguem ou não determinada religião, dentro do mesmo ambiente escolar, para a entoação da oração ao Pai Nosso, foge por completo ao conceito de razoabilidade”, escreveu o juiz. “Por óbvio, tal ordem de serviço tem cunho separatista, fomentador de discriminação e conflito, não encontrando qualquer respaldo nos princípios da tolerância e liberdade religiosa.”
Após a decisão da Justiça, a Secretaria de Educação ainda tentou que o juiz reconsiderasse a decisão, anexando ao processo uma nova versão da ordem de serviço, alterando um parágrafo para excluir a separação dos alunos por filas e determinar o encaminhamento dos alunos que não desejassem participar da oração para as salas de aula. Mesmo assim, o magistrado considerou que a decisão fere a Constituição Federal.
“Evidente que a redação da ordem de serviço juntada pelo município de Barra Mansa é menos gravosa do que a apresentada pela parte autora. Por certo, mostra-se menos gravoso que os alunos de religiões que não entoam a oração do Pai Nosso possam se retirar do local. Ocorre que ser menos gravoso não significa, nem de longe, estar de acordo com a Carta Constitucional”, destacou.
O juiz considerou ainda que a obrigação do aluno em declarar sua religião para que possa se retirar de uma atividade religiosa diferente da sua preferência também promove o separatismo, o que deve ser evitado entre os alunos.
“A obrigatoriedade da ‘declaração de religião’ para ausentar-se do local e a própria retirada dos alunos de local público e laico mostra-se separatista, fomentadora de discriminação e conflito, não encontrando qualquer respaldo nos princípios da laicidade, tolerância e liberdade religiosa”, concluiu o juiz.
https://istoe.com.br/justica-proibe-que-prefeitura-de-barra-mansa-obrigue-alunos-a-rezar-pai-nosso/
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Câmara aprova urgência e pode votar nesta quarta PL sobre acordos de leniência

A Câmara dos Deputados deverá votar amanhã (18) o Projeto de Lei (PL) 8843/17, que estabelece um novo marco regulatório para sanção dos acordos de leniência no sistema financeiro nacional. A urgência para votação do texto foi aprovada hoje (17), no plenário da Câmara, por 232 votos a 80 e duas abstenções.
De autoria do deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), o projeto incorpora parte do texto do projeto de lei de conversão da Medida Provisória (MP) 784/17, que perde sua validade na próxima quinta-feira (19). O projeto eleva o valor das multas para desestimular ilegalidades e aumenta o poder das instituições para punir atitudes lesivas ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.
Na justificativa do texto, Pauderney Avelino afirma que buscou aperfeiçoar dispositivos constantes na MP. “Além de inserir aperfeiçoamentos essenciais, a apresentação deste projeto de lei visa também a restabelecer e reforçar o protagonismo das duas Casas do Congresso na propositura e apreciação de matérias legislativas de relevância nacional, mas que não subsumam aos requisitos constitucionais para a edição de Medida Provisória”.
O deputado argumenta que o projeto preenche uma lacuna no processo administrativo sancionador tanto do Banco Central do Brasil como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “No âmbito de atuação do Bacen [Banco Central] a presente proposição atualiza o arcabouço regulatório referente ao processo administrativo sancionador, que é majoritariamente previsto em normas infralegais e conta com mais de meio século de existência”.
A MP, que serviu de base para a elaboração do projeto, criava regras novas para o processo administrativo aberto pelo Banco Central ou pela CVM, abria a possibilidade de diretores e acionistas de bancos tomarem empréstimos nestas instituições, aumentava o valor de multas, disciplinava o uso do acordo administrativo em processo de supervisão no âmbito do Banco Central, entre outras medidas.
O relator da proposta no plenário será o deputado Alexandre Baldy (Pode-GO).
https://istoe.com.br/camara-aprova-urgencia-e-pode-votar-nesta-quarta-pl-sobre-acordos-de-leniencia/

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Aécio comemora decisão do Senado e diz que vai provar sua inocência na Justiça

Após a decisão do plenário do Senado que suspendeu seu afastamento parlamentar imposto pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) comemorou o resultado da votação. Por meio de nota, o tucano afirmou que a decisão dos senadores assegura a ele a oportunidade de “comprovar cabalmente na Justiça sua inocência”. Já parlamentares da oposição, que votaram pela manutenção das medidas cautelares, criticaram a decisão do plenário.
Por 44 votos a 26, os senadores reverteram as medidas cautelares que incluiam o afastamento do mandato parlamentar, recolhimento noturno e entrega do passpaorte. Para que uma decisão fosse anunciada, era necessária maioria de, no mínimo, 41 parlamentares. Dizendo receber a notícia com “serenidade”, Aécio Neves disse que a decisão o permitirá retomar ao mandato “conferido pelo voto de mais 7 milhões de mineiros”.
“A decisão restabeleceu princípios essenciais de um Estado Democrático, garantindo tanto a plenitude da representação popular, como o devido processo legal, assegurando ao senador a oportunidade de apresentar sua defesa e comprovar cabalmente na Justiça sua inocência em relação às falsas acusações das quais foi alvo”, escreveu a assessoria de Aécio.

Brasília - Senador Ronaldo Caiado durante sessão do plenária do Senado que revogou o afastamento parlamentar de Aécio Neves, imposto pela Primeira Turma do STF (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Senador Ronaldo Caiado durante sessão do plenária do Senado que revogou o afastamento parlamentar de Aécio Neves, imposto pela Primeira Turma do STF (Wilson Dias/Agência Brasil)
Wilson Dias/Agência Brasil

Dos 81 senadores, 71 compareceram à sessão. O presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) se declarou impedido de votar. O encerramento da votação levou mais de 30 minutos, sob o pretexto de esperar parlamentares que ainda estavam a caminho da Casa. Um deles foi o líder do PSDB, senador Paulo Bauer (SC), que estava em observação médica após ser diagnosticado com crise hipertensiva na tarde de hoje. Ronaldo Caiado (DEM-GO), que se machucou ao cair de uma mula durante o feriado prolongado, compareceu ao Senado de cadeira de rodas, mesmo licenciado das atividades, para votar pela manutenção do afastamento. Outros nove senadores não estiveram presentes devido a viagens internacionais e licença parlamentar.
Repercussão
Para Humberto Costa (PT-PE), a decisão “amplia a falta de credibilidade no Congresso Nacional”. Segundo ele, o partido continuará insistindo na representação apresentada há duas semanas ao Conselho de Ética do Senado contra Aécio para apurar se houve quebra de decoro parlamentar. No entanto, quando houve a decisão do STF pelo afastamento do parlamentar, o PT se posicionou defendendo que o Senado tivesse a prerrogativa de revisar a decisão em defesa da independência do Poder Legislativo sobre o Judiciário.
“[A votação] representa um avanço do desgaste que o Senado está tendo. Uma demonstração de que aqueles que deram um golpe não fizeram para acabar com a corrupção no Brasil. Mas para fazer as mudanças que eles estão fazendo e prejudicar a população mais pobre”, avaliou.

Brasília - Senadores Humberto Costa e José Medeiros discutem durante sessão plenária do Senado que decidiu o futuro do mandato de Aécio Neves (Wilson Dias/Agência Brasil)
Senadores Humberto Costa e José Medeiros discutem durante sessão plenária do Senado
Wilson Dias/Agência Brasil

Colega de partido de Aécio, o senador Cássio Cunha Lima (PB) defendeu a legitimidade da votação, argumentando que, se o resultado fosse o contrário, poderia haver repercussões nas assembleias legislativas e câmaras municipais espalhadas pelo Brasil, em que o Poder Judiciário poderia decidir acolher medidas cautelares contra deputados estaduais e vereadores.
“Apesar das palavras terem a sua proximidade, não se pode confundir imunidade com impunidade. Não se trata de deixar de fazer a investigação, porque ela tem o curso, tem a sequência, que o senador possa se defender. Apenas o Senado entendeu que não caberiam as medidas cautelares que foram decididas por uma votação de desempate”, disse, referindo-se ao placar de 3 votos a 2 na Primeira Turma do Supremo.
De acordo com Álvaro Dias (PODE-PR), a votação de hoje demonstra que o Poder Judiciário não é independente e repassou ao Senado a prerrogativa de “julgar e interpretar a Constituição”. “O corporativismo instalado estabelece como regra a defesa dos seus integrantes, e não a defesa da instituição. Estamos na contramão do que deseja a sociedade brasileira. Pega mal para a instituição [Senado], que foi condenada hoje. Na defesa de um de seus integrantes, a maioria condenou a instituição. Há um desgaste inevitável”, criticou.
Após a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que conduziu a sessão cumprindo o Regimento Interno da Casa. “A decisão é do plenário [do Senado]. O presidente não vota, não faz encaminhamento de matérias, apenas conduz e declara o resultado, que foi favorável à derrubada da decisão [de impor as medidas cautelares]. Como cabia ao Senado, dito pelo próprio plenário do Supremo, os senadores entenderam por bem fazer essa decisão, e ela será respeitada”, declarou.
Histórico
Aécio Neves foi afastado do mandato, teve o passaporte retido e o recolhimento domiciliar noturno determinado pelo STF após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas da empresa J&F.
Em junho, o parlamentar foi acusado e receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, com o qual foi gravado, em ação controlada pela Polícia Federal, em conversas suspeitas.
O dinheiro teria sido solicitado pelo próprio Aécio, cujo objetivo seria cobrir despesas com advogados. Em troca, ele teria oferecido sua influência política para a escolha de um diretor da mineradora Vale. Ele nega as acusações, afirmando que a quantia se refere a um empréstimo particular.
Sobre a denúncia de obstrução de Justiça, Janot acusou Aécio de “empreender esforços” para interferir na distribuição de inquéritos na Polícia Federal, de modo a caírem com delegados favoráveis aos investigados.
Além de negar as acusações, o senador afirma que recebeu um empréstimo pessoal de Joesley que não envolve dinheiro público. Antes da votação, ele enviou uma carta aos colegas com os principais pontos de sua defesa.
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domingo, 27 de agosto de 2017

Trump diz que irá ao Texas ‘o mais rápido possível’


 Slide 1 de 18: Passagem de furacão Harvey deixa rastro de destruição em Rockport, Texas (EUA) - 27/08/2017

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que visitará as regiões atingidas no Texas pelo furacão Harvey o mais rápido possível. “Irei ao Texas assim que a viagem possa ser feita sem causar nenhum transtorno. O mais importante deve ser a vida e a segurança”, disse Trump no Twitter.
 
O presidente Donald Trump durante pronunciamento: "Irei ao Texas assim que a viagem possa ser feita sem causar nenhum transtorno. O mais importante deve ser a vida e a segurança", disse Trump Getty Images "Irei ao Texas assim que a viagem possa ser feita sem causar nenhum transtorno. O mais importante deve ser a vida e a segurança", disse Trump

 O presidente divulgou várias mensagens no Twitter para elogiar os agentes do governo, dos serviços de emergência e das autoridades locais pela resposta ao furacão, o mais potente que atingiu os EUA desde 2005.

O furacão Harvey, que abrandou e é considerado agora uma tempestade tropical, é o primeiro desastre natural do governo de Trump – e muitos analistas estão atentos à resposta que ele dará para avaliar sua capacidade de comandar o país.

No sábado, Trump disse que evitará cometer os erros cometidos pelo então presidente George W. Bush durante o furacão Katrina em 2005. Na época, Bush foi duramente criticado pela resposta tardia à devastação provocada pelo Katrina em Nova Orleans, no estado da Louisiana.

Para evitar uma situação similar, Trump declarou estado de desastre no Texas, o que permite que ele envie recursos e ajuda federal para auxiliar os trabalhos de reconstrução. Além disso, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos declarou ontem emergência pública sanitária no Texas e pediu que clínicas e hospitais atendam os pacientes que são vinculados aos programas Medicare, para pessoas maiores de 65 anos, e Medicaid, para pessoas com baixa renda.

Trump está passando o fim de semana em Camp David, mas voltará neste domingo à Casa Branca, com a intenção de viajar ao Texas.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/trump-diz-que-ir%C3%A1-ao-texas-%E2%80%98o-mais-r%C3%A1pido-poss%C3%ADvel%E2%80%99/ar-AAqNIp0?li=AA520y&ocid=spartandhp

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Temer se encontra com Meirelles e Ilan antes de embarcar para China

ctv-hdj-temer-9: O presidente Michel Temer© André Dusek/Estadão O presidente Michel 

BRASÍLIA - Na véspera de sua viagem para China, o presidente Michel Temer vai realizar nesta segunda-feira, 28, uma reunião ministerial no Palácio do Planalto.

O objetivo, segundo um assessor palaciano, é reunir ministros e presidentes de outros órgãos, como Ilan Goldfajn, do Banco Central, e Paulo Rabello de Castro, do BNDES, para fazer um balanço das ações do governo e estabelecer metas para o ano que vem.

A reunião, marcada para as 15h, é mais uma tentativa de retomar a agenda positiva do governo, e será a primeira depois que a denúncia apresentada contra Temer por corrupção passiva foi derrubada na Câmara, em 2 de agosto.

O presidente quer começar a sinalizar que o governo tem projetos sólidos e que 2018, quando ocorrem as eleições, será o ano da retomada do crescimento econômico.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que inicialmente tinha um compromisso em São Paulo, cancelou a agenda e irá participar do encontro.

China. Temer embarca para a China na terça-feira, 29, para participar da reunião do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Vai levar na bagagem as possibilidades de negócios abertas após os anúncios das privatizações, como a Eletrobras, e das concessões de aeroportos.

Ele se encontrou neste domingo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir as pautas prioritárias para o governo enquanto estiver longe do País, já que só retorna ao Brasil no dia 6 de setembro. Enquanto isso, Maia ocupará interinamente a Presidência da República.

Nesta semana, o governo espera realizar votações importantes no Congresso, como a aprovação do projeto que altera as metas fiscais de 2017 e 2018 e a conclusão do debate da Medida Provisória que cria a TLP, nova taxa de juros para empréstimos do BNDES.

O Planalto também espera avançar com a discussão sobre o programa de parcelamento de débitos tributários, o Refis.

http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia-e-negocios/temer-se-encontra-com-meirelles-e-ilan-antes-de-embarcar-para-china/ar-AAqOdLb?li=AAkXvDK&ocid=spartandhp
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Segundo suspeito pelo ataque em Londres é preso pela Polícia Metropolitana

De acordo com investigadores da Scotland Yard, o homem é suspeito de ter cometido, preparado e instigado atos terroristas; investigações continuam


Dois policiais ficaram feridos depois do ataque próximo ao Palácio de Buckingham, em Londres; agressor foi detido
Reprodução/Twitter/MATT VINCENT
Dois policiais ficaram feridos depois do ataque próximo ao Palácio de Buckingham, em Londres; agressor foi detido
Mais um suspeito de ter envolvimento no ataque registrado na última sexta-feira (25) em Londres foi preso por detetives da Scotland Yard, Polícia Metropolitana. O crime, que está sendo chamado de "incidente terrorista", aconteceu próximo ao Palácio de Buckingham, quando três agentes foram feridos por um indivíduo que já foi detido .

O homem, de 30 anos, é o segundo suspeito pego pela polícia. Segundo a corporação, ele mora no norte de Londres e foi preso por cometer, preparar e instigar atos terroristas. Mesmo assim, as investigações no West London continuam.


A prisão foi realizada por agentes da unidade antiterrosimo, que investiga o ataque de sexta-feira. O crime aconteceu quando um homem de 26 anos feriu, com uma arma branca, três agentes que tentaram abordá-lo enquanto ele parava em um veículo em uma área restrita, próxima ao palácio da família real do Reino Unido.
A polícia informou que um mandado foi concedido para deter o primeiro suspeito até 1º de setembro.

Atentado

Segundo a polícia, o jovem preso em frente ao Palácio de Buckingham tinha uma espada e gritou "Allahu Akbar" [Deus é grande, na tradução do Árabe], quando foi preso. Ele também teria conduzido o veículo deliberadamente na direção dos agentes, na tentativa de atropelá-los.


Os funcionários do palácio se recusaram a comentar o caso. A rainha Elizabeth II não estava no palácio na hora do incidente. Ela está passando as férias de verão no castelo de Balmoral, na Escócia.
A capital britânica já foi cenário de dois atentados terroristas no ano de 2017.

No primeiro deles, no dia 22 de março, um homem matou cinco pessoas (quatro por atropelamento e uma a facadas) em frente ao Palácio de Westminster , sede do Parlamento do país. O segundo ocorreu no dia 3 de junho, na London Bridge, e fez oito vítimas. Ambos foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2017-08-27/londres.html
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Funcionários do STF recebem até R$ 226,8 mil em um único mês

 
Salários acima do teto de técnicos e analistas juridicos são amparados por decisões do próprio STF e estão dentro da legalidade; entenda como
 
Entre as justificativas dos salários altos no STF estão indenizações por férias não usufruídas
Nelson Jr./SCO/STF - 31.5.17
Entre as justificativas dos salários altos no STF estão indenizações por férias não usufruídas
Diante de um cenário de alerta que se encontra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido aos pagamentos que ultrapassam o teto constitucional nos tribunais estaduais, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou os servidores da Corte a receberem salários que superam R$ 33,7 mil, que é o limite.


Só em 2017, nove técnicos e analistas judiciários lotados no STF  foram remunerados com valores entre R$ 37,8 mil e R$ 226,8 mil líquido. De acordo com a reportagem divulgada pelo jornal “O Globo”, para justificar os salários exuberantes os termos jurídicos usados são de difícil compreensão, como, por exemplo, a “conversão de licença-prêmio em pecuniária”, que pode ser traduzido como transformar em dinheiro o direito e descanso remunerado, premiação prevista após certo tempo de serviço.

Além desse, outro argumento utilizado é indenização por férias não aproveitadas e decisões judiciais que determinam pagamentos retroativos. Porém, é preciso ressaltar que no mesmo momento que os pagamentos extras estão sendo feitos, o Conselho Nacional de Justiça cobra a reavaliação de valores pagos no Judiciário.

Benefício

O “privilégio”, como foi mencionado pela própria ministra Cármen Lúcia, presidente do CNJ e do Supremo, ‘deve acabar’, conforme foi admitido por ela, completando ainda que é necessário transformar o Brasil “numa República verdadeira, não apenas de papel”.


Ainda segundo a apuração feita pelo jornal, os beneficiados são servidores que estão como inativos na folha de pagamento do STF. De acordo com a assessoria da ministra, essa situação é legal.

Mas as ações que permitiram que os pagamentos acima do teto se enquadrassem dentro da legalidade vêm de decisões do próprio tribunal: a sugestão do ministro Dias Toffoli que, depois de acatada, se transformou na ata da sessão administrativa de 21 de setembro de 2011. Em 2015, a resolução 555, sob presidência do ministro Ricardo Lewandowski, tratou a indenização por férias não usufruídas.

Ambas as decisões estabeleceram jurisprudência e frequentemente são usadas em pedidos de outros funcionários públicos do Judiciário e do Ministério Público, que recorrem a tribunais para tentar pedir as mesmas condições do STF.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-08-27/stf-salarios.html
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Quatro pessoas morrem após naufrágio no sul de Roraima

De acordo com o Corpo de Bombeiros, vítimas eram crianças e adolescentes; número de acidentes do tipo teve alta de 12,6% em 2017 ante o ano passado

Segundo o Corpo de Bombeiros de Roraima, vítimas estavam pescando no momento do acidente com a canoa
Divulgação/Corpo de Bombeiros de Roraima
Segundo o Corpo de Bombeiros de Roraima, vítimas estavam pescando no momento do acidente com a canoa
O naufrágio de uma canoa em Roraima deixou quatro pessoas mortas no último sábado. O acidente ocorreu em um braço do Rio Água Boa, localizado a aproximadamente 40 quilômetros do município de Caracaraí, no sul do Estado. As vítimas fatais eram crianças e adolescentes.

O Corpo de Bombeiros de Roraima localizou neste domingo (27) os corpos de três crianças e adolescentes. Uma menina de 12 anos chegou a ser socorrida no momento do naufrágio , mas não resistiu e morreu posteriormente.

A embarcação transportava dez pessoas, sendo três adultos. Os demais eram crianças ou adolescentes, com idade entre 4 e 14 anos. A família fazia uma pesca no Rio Água Boa no momento do acidente com a canoa.

De acordo com informações fornecidas pela assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros de Roraima , a canoa estava superlotada. Os sobreviventes relataram aos bombeiros que, quando um dos adultos pegou um peixe, as crianças se assustaram e, com o movimento, a embarcação acabou virando. Por meio de panfletos, os bombeiros prometem intensificar a conscientização de segurança nos barcos.

Outras ocorrências

O número de acidentes com embarcações no Brasil entre janeiro e agosto deste ano é 12,63% maior do que no mesmo período do ano passado. Foram 107 ocorrências nos oito primeiros meses de 2017, contra 95 de 2016 . Os dados são da Marinha.

Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos dez anos ocorreram 1.289 mortes em acidentes com embarcações no País. Os estados do Norte foram responsáveis por 708 mortes, cerca de 55% do registro nacional. Somente no Pará (186) e no Amazonas (421), em uma década, 607 pessoas morreram em ocorrências do tipo. No mesmo período, a região Sudeste contabilizou 185 mortes, de acordo com a pasta.

As estatísticas revelam que 72% dos casos ocorreram por imprudência, imperícia ou negligência.  Apesar do aumento nos primeiros oito meses de 2017, a Marinha informa que entre 2015 e 2016 os registros diminuíram. No ano passado, foram 898 contra 998 em 2015. Ao mesmo tempo, o número de embarcações inscritas cresceu gradativamente nos últimos três anos.

Para evitar novas ocorrências de naufrágio, a Força Naval assegura que vem promovendo diversas ações de fiscalização e conscientização por meio das Capitanias dos Portos, bem como suas delegacias e agências existentes no país, mas alerta que “é necessário que os aquaviários e amadores façam o seu papel, contribuindo para que nossas águas estejam cada vez mais limpas e seguras”.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2017-08-27/naufragio.html
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Com baixa adesão, atos contra impunidade e fundo eleitoral ocorrem nas capitais

Protestos deste domingo foram convocados pelo movimento Vem Pra Rua; manifestantes bateram boca com apoiadores de Dilma no Rio de Janeiro

Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro

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Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro
Divulgação/Vem Pra Rua
Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro
Manifestantes foram às ruas de diversas capitais do País neste domingo (27) em protesto contra a impunidade e contra a criação de um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais com dinheiro público – proposta incluída na PEC da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados .
Os atos deste domingo tiveram baixa adesão, mas ainda assim levaram grupos vestidos de verde e amarelo para passeatas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campo Grande, Belém e Recife. A série de manifestações foi convocada pelo movimento Vem Pra Rua, grupo que ganhou notoriedade por levar multidões a protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-08-27/protestos.html
Manifestantes foram às ruas de diversas capitais do País neste domingo (27) em protesto contra a impunidade e contra a criação de um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais com dinheiro público – proposta incluída na PEC da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados

Os atos deste domingo tiveram baixa adesão, mas ainda assim levaram grupos vestidos de verde e amarelo para passeatas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campo Grande, Belém e Recife. A série de manifestações foi convocada pelo movimento Vem Pra Rua, grupo que ganhou notoriedade por levar multidões a protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A petista, inclusive, foi motivo do momento mais tenso dos protestos desta tarde, que em geral decorreram de forma pacífica. Em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, um grupo de apoiadores da ex-presidente se postou em frente ao prédio onde Dilma tem apartamento. Quando os manifestantes que participavam do ato do movimento Vem Pra Rua passaram pelo local, houve bate-boca.

Na internet, o Vem Pra Rua apresentou a proposta da manifestação como um ato "contra a impunidade e pela renovação". São citados como alvos do protesto a própria Dilma Rousseff, o presidente Michel Temer, o ex-presidente Lula e o senador Aécio Neves – antes bajulado pelo grupo. 

"Vamos às ruas para exigir punição e cadeia para todos os políticos criminosos – verdadeiros bandidos pagos com nosso dinheiro – que assaltam diariamente o País", descreve o grupo no evento criado no Facebook, que teve confirmação de presença de 14 mil internautas.

Principal fundador do movimento social, o empresário Rogério Chequer participou do ato na Avenida Paulista. A manifestação na principal via da cidade de São Paulo teve início por volta das 15h desta tarde em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e foi encerrada pouco após as 17h. Nem a Polícia Militar e nem os organizadores do evento divulgaram estimativas do número de participantes.
Na Avenida Paulista, manifestantes levaram cartazes contra o ministro do STF Gilmar Mendes
Divulgação/Vem Pra Rua
Na Avenida Paulista, manifestantes levaram cartazes contra o ministro do STF Gilmar Mendes
 
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-08-27/protestos.html

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Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro
Divulgação/Vem Pra Rua
Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro
Manifestantes foram às ruas de diversas capitais do País neste domingo (27) em protesto contra a impunidade e contra a criação de um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais com dinheiro público – proposta incluída na PEC da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados .
Os atos deste domingo tiveram baixa adesão, mas ainda assim levaram grupos vestidos de verde e amarelo para passeatas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campo Grande, Belém e Recife. A série de manifestações foi convocada pelo movimento Vem Pra Rua, grupo que ganhou notoriedade por levar multidões a protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-08-27/protestos.html

Protestos deste domingo foram convocados pelo movimento Vem Pra Rua; manifestantes bateram boca com apoiadores de Dilma no Rio de Janeiro

Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro
Divulgação/Vem Pra Rua
Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro
Manifestantes foram às ruas de diversas capitais do País neste domingo (27) em protesto contra a impunidade e contra a criação de um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais com dinheiro público – proposta incluída na PEC da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados .
Os atos deste domingo tiveram baixa adesão, mas ainda assim levaram grupos vestidos de verde e amarelo para passeatas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campo Grande, Belém e Recife. A série de manifestações foi convocada pelo movimento Vem Pra Rua, grupo que ganhou notoriedade por levar multidões a protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-08-27/protestos.html

Protestos deste domingo foram convocados pelo movimento Vem Pra Rua; manifestantes bateram boca com apoiadores de Dilma no Rio de Janeiro

Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro
Divulgação/Vem Pra Rua
Manifestação contra a impunidade e contra a criação de fundo para financiar campanhas no Rio de Janeiro
Manifestantes foram às ruas de diversas capitais do País neste domingo (27) em protesto contra a impunidade e contra a criação de um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais com dinheiro público – proposta incluída na PEC da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados .
Os atos deste domingo tiveram baixa adesão, mas ainda assim levaram grupos vestidos de verde e amarelo para passeatas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campo Grande, Belém e Recife. A série de manifestações foi convocada pelo movimento Vem Pra Rua, grupo que ganhou notoriedade por levar multidões a protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-08-27/protestos.html
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PIB cai 0,24% no segundo trimestre, diz pesquisa da FGV


O Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no País), recuou 0,24% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre. A informação é do Monitor do PIB, divulgado hoje (21), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). 

Em todo o país, Fundação Getulio Vargas constatou queda de 7,4% na construção, o que afetou o PIB
Em todo o país, Fundação Getulio Vargas constatou queda de 7,4% na construção, o que afetou o PIB
Foto: Agência Brasil
Segundo a pesquisa, no primeiro trimestre o PIB tinha registrado alta de 0,99%. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o recuo foi ainda maior: 0,30%. O principal destaque negativo neste tipo de comparação foi a queda de 1,8% da indústria, influenciada pela redução de 7,4% do setor da construção. 

Sob a ótica da demanda, os investimentos tiveram um recuo de 5,1%. Por outro lado, o consumo das famílias avançou 0,6%, depois de nove trimestres consecutivos de queda. O resultado positivo foi influenciado pelos consumos de bens duráveis (3,8%), semiduráveis (7,3%) e não duráveis (0,5%).
Analisando-se apenas o mês de junho, o PIB cresceu 2,65% na comparação com maio, depois de uma queda de 5,79% na passagem de abril para maio. 

https://www.terra.com.br/economia/pib-cai-024-no-segundo-trimestre-diz-pesquisa-da-fgv,0a2a966613374ad0b94d58cfea3a570276k91m4s.html
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Fundo público para campanha não passa no Senado, diz Ferraço

O fundo público bilionário para o financiamento de campanhas eleitorais não será aprovado pelo Senado, caso a proposta passe pela Câmara dos Deputados, disse nesta segunda-feira o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).  

Ferraço fez críticas à proposta de reforma política que tramita na Câmara, avaliando que as mudanças miram os interesses próprios dos parlamentares.
Ferraço fez críticas à proposta de reforma política que tramita na Câmara, avaliando que as mudanças miram os interesses próprios dos parlamentares.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
"O fundo público não passa no Senado", garantiu o parlamentar durante evento sobre a reforma política organizado pelo jornal O Estado de S. Paulo na zona norte de capital paulista. 

Ferraço fez críticas à proposta de reforma política que tramita na Câmara, avaliando que as mudanças sugeridas, como a mudança do sistema proporcional para o majoritário conhecido como "distritão", miram os interesses próprios dos parlamentares. 

"Do jeito que está posta, esta reforma busca atender o interesse da reeleição", afirmou.
A Câmara deve votar nesta semana a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui um fundo público de financiamento de campanhas e estabelece o chamado "distritão" para eleições legislativas, após ter adiado a votação na semana passada mediante indefinição dos deputados sobre o novo sistema eleitoral. 

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/fundo-publico-para-campanha-nao-passa-no-senado-diz-ferraco,6e8b5d56a307449edda8101b055420033yricp1m.html

 

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Operação combate fraude em aposentadoria militar no Rio Grande do Sul

A Polícia Federal e a Polícia Judiciária Militar lançaram nesta segunda-feira operação para desarticular esquema de fraude na obtenção da aposentadoria militar por meio da apresentação de atestados médicos falsos, informou a PF do Rio Grande do Sul.

Agente da Polícia Federal durante operação no Rio de Janeiro 26/01/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Agente da Polícia Federal durante operação no Rio de Janeiro
Como parte da chamada operação Reformados, conduzida em conjunto com o Ministério Público Militar e com a Advocacia-Geral da União, estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva, três de condução coercitiva e dois de busca e apreensão nas cidades de Canoas e Novo Hamburgo, disse a PF em comunicado. 

Os envolvidos no esquema utilizavam atestados médicos falsos com a indicação de doenças psiquiátricas para manter o vínculo de militares temporários com o Exército para a realização de supostos tratamentos de saúde e, em seguida, para a obtenção da reforma militar, que equivale a aposentadoria, segundo as investigações. 

"Durante as investigações, diligências flagraram pessoas com diagnósticos incapacitantes para a vida militar, por problemas físicos ou psíquicos, em uma rotina normal de vida, inclusive com ocupações remuneradas", afirmou a PF. 

Os prejuízos causados pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica, assim como o número de pessoas envolvidas no esquema, ainda estão sendo apurados, acrescentou. 

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/operacao-combate-fraude-em-aposentadoria-militar-no-rio-grande-do-sul,df83d58ae8c369901917edcfdfb92144nnuftqkv.html
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Neymar não poupa diretoria do Barcelona de críticas


Depois de uma grande atuação em sua primeira partida pelo Paris Saint-Germain no Parque dos Príncipes, Neymar foi contundente ao opinar sobre a diretoria do Barcelona. Ao microfone da Deportes Cuatro , o craque brasileiro revelou sua mágoa com quem comanda o futebol do clube catalão.

"Estou realmente muito triste com os diretores do Barcelona, são pessoas que não têm de estar ali comandando o futebol. O Barça merecia muito mais pela grandeza do clube", disse o camisa dez. 

Recentemente, o presidente do clube catalão, Josep María Bartomeu, criticou a postura do atleta e de seu pai durante a negociação com o PSG. "Não tiveram limite. Nós (diretores) não colocamos nenhum jogador acima do Barcelona. A forma como Neymar e seu estafe conduziram o negócio não foi a melhor e não condizem com o tipo de nossos atletas", afirmou o presidente. 

Autor de dois gols e duas assistências na vitória por 6 a 2 diante do Toulouse, no domingo, Neymar também não poupou elogios para seus companheiros e comentou sobre sua adaptação na França. "O time joga de forma parecida com o Brasil e isso tem me ajudado. As presenças do Daniel Alves, Marquinhos e dos outros brasileiros também têm sido importantes, além dos torcedores, que nos apoiam do começo ao fim", completou. 

https://www.terra.com.br/esportes/futebol/internacional/neymar-nao-poupa-diretoria-do-barcelona-de-criticas,8a55b06cdb5715bad8386ae76124e6d0x8outazs.html
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Haddad diz que polarização impede pedido de desculpas do PT por escândalos

Visto como 'plano B' do PT caso Lula seja condenado em 2ª instância e não concorra à Presidência, ex-prefeito de São Paulo diz que ex-presidente terá papel fundamental na decisão sobre sua candidatura em 2018. 

Pouco menos de um ano após perder a chance de reeleição para João Doria (PSDB), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), está com a agenda cheia. Desde que deixou o cargo, ele tem feito uma série de viagens pelo Brasil, se encontrando com políticos de esquerda, realizando palestras e dando entrevistas.
Ex-prefeito diz que não teria deixado o PT para disputar as últimas eleições porque 'a população não entende traição de última hora'
Ex-prefeito diz que não teria deixado o PT para disputar as últimas eleições porque 'a população não entende traição de última hora'
Foto: BBCBrasil.com
Visto por alguns como um "plano B" do PT caso Lula seja condenado em segunda instância e não concorra à Presidência, Haddad nega estar em pré-campanha e diz descartar um cenário sem o ex-presidente em 2018. 

Segundo Haddad, Lula também terá papel fundamental na decisão sobre uma eventual candidatura a outro cargo ano que vem. "Eu vou querer ouvi-lo antes de tomar qualquer decisão. Não que necessariamente acate, mas quero ouvi-lo". 

Em entrevista à BBC Brasil na sede do Insper na última sexta-feira, Haddad afirma que o atual momento político polarizado impede uma autocrítica maior por parte do PT. "É difícil você conseguir que as partes façam as autocríticas cabíveis e promovam uma virada de página porque tudo virou briga de facção no Brasil". 

Haddad também fez críticas ao atual prefeito de São Paulo, João Doria. "A estratégia do Doria é só comunicacional. Ela não tem nenhuma outra finalidade. É uma estratégia de marketing. Pura e simplesmente." 

O ex-ministro da Educação também está de volta ao magistério. Há cerca de três meses pediu licença da Universidade de São Paulo para dar aulas no Insper, instituição privada cujas mensalidades beiram os R$ 4 mil na graduação. 

O ex-prefeito se mostra cético quanto à proposta de reforma política relatada na Câmara pelo petista Vicente Cândido e defende uma solução que chama de heterodoxa: que o STF tome a frente da reforma. 

Confira os principais trechos da entrevista à BBC Brasil:
BBC Brasil - O senhor viajou para diversos Estados nos últimos seis meses. Está iniciando uma pré-campanha, como Lula e Dória?
Fernando Haddad - Não. Na verdade, eu estou atendendo a um pedido do Lula. Ele me pediu para rodar as universidades. Eu me coloquei à disposição para integrar a equipe que vai formatar o plano de governo dele.
No começo do ano, quando ele me perguntou o que eu queria, falei que gostaria de ajudar a formular uma plataforma para a sua candidatura. Aí, ele falou: 'Une o útil ao agradável. Você está sendo convidado para dar palestras no Brasil. Nesse périplo, você pode se conectar a pessoas, estabelecer relações com pessoas no Brasil inteiro. Você tem um nome forte na educação em função do seu trabalho no MEC (Ministério da Educação) e seria uma oportunidade ótima para nós".
BBC Brasil - Movimentos sociais e políticos acabam de lançar um projeto chamado Vamos!. Como o senhor vê essa nova movimentação da esquerda?
Haddad - É natural que, diante de uma crise tão profunda, existam várias iniciativas. Eu entendo que é bom para o processo que haja mais de uma iniciativa. Considero importante a candidatura do Ciro (Gomes). Considero importante esse movimento Vamos!, considero mais importante ainda a candidatura Lula.
Mas eu penso que esses movimentos fazem parte do mesmo diagnóstico: de apresentar uma plataforma de superação da crise alternativa ao governo Temer. Porque o governo Temer é o que está posto hoje. E precisa de uma alternativa a isso. E o governo Temer certamente terá alguém do PMDB ou do PSDB para defender.
BBC Brasil - Mas é possível criar uma plataforma comum para essas esquerdas?
Haddad - Não saberia te dizer hoje e consideraria até prematuro.
BBC Brasil - Se o Lula for condenado em segunda instância, ele pode ter sua candidatura impedida pela Lei Ficha Limpa. O que o PT deveria fazer nesse caso?
Haddad - Não estamos trabalhando com essa hipótese. Para nós é muito caro o processo de revisão da sentença.
Lula está sendo acusado de uma suposição de que ele trocaria um apartamento por uma cobertura sem pagar a diferença. Não existe absolutamente nada no processo que indique que isso seria feito. E nem por que seria feito, que é um pressuposto do crime de corrupção.
É você indicar o ato que beneficiou aquele que está te favorecendo. Então juridicamente é frágil.
BBC Brasil - O fato de o PT estar se focando no Lula é um sinal de que o partido não conseguiu criar um quadro novo para substituí-lo?
Haddad - Um Lula é a cada 50, 100 anos que surge. Então, num certo sentido, o Lula não tem substituto, porque ninguém tem o carisma e a trajetória que ele tem. A trajetória dele é única.
Então, nesse sentido, o PT faz bem em dizer que não há plano B (à candidatura Lula). Agora, o próprio Lula hoje (sexta-feira) deu uma entrevista citando os governadores do PT. Citou Wellington Dias (governador do Piauí), citou Jaques Wagner (ex-governador da Bahia), citou Rui Costa (atual governador da Bahia).
BBC Brasil - Deveria ter citado Fernando Haddad?
Haddad - Certamente, alguém vai ligar para ele e dizer que ele esqueceu alguém e ele vai citar numa terceira entrevista.
Eu estava dando uma entrevista e citei Tarso Genro, Olívio Dutra. Por que não?
BBC Brasil - Lula teve que escolher a Dilma como pessoa de confiança quando não podia concorrer novamente à Presidência. Caso ele fique sinucado judicialmente, o senhor seria uma opção?
Haddad - Eu acho que ninguém deveria encarar essa possibilidade dessa forma. Os esforços não podem ser outros a não ser o de fortalecer a candidatura do Lula, de pedir Justiça, o que significa a revisão da sentença. Qualquer outro movimento é um movimento que não deveria ser feito.
BBC Brasil - O Fernando Haddad em 2018 pretende se candidatar a senador, a deputado, governo de São Paulo?
Haddad - Eu vou querer ouvir o Lula sobre isso.
BBC Brasil - O senhor aceitaria ser vice do Lula?
Haddad - Eu vou querer ouvir ele. Fui ministro a convite dele. Fui candidato a prefeito a convite dele. O mínimo que eu devo é a lealdade de perguntar para ele o que seria melhor para o projeto que ele e todos nós representamos.
Tem mais experiência política do que eu. Eu vou querer ouvi-lo antes de tomar qualquer decisão. Não que necessariamente eu vou acatar, mas eu quero ouvi-lo.
BBC Brasil - É possível trazer o Ciro ou o PSB para uma candidatura em volta do Lula?
Haddad - Está havendo muita conversa. Os dirigentes do PT conversam com os dirigentes de outros partidos. O Ciro é uma pessoa próxima nossa. Foi ministro nosso e um bom ministro. Um bom governador. É uma pessoa muito qualificada.
O PSB também tem quadros importantes. Tem governadores muito próximos. Ricardo Coutinho (governador da Paraíba), um grande quadro. Tive com o Paulo Câmara (governador de Pernambuco) esses dias no Recife.
BBC Brasil - Vocês estão estudando uma convergência com o PSB?
Haddad - Isso, por incrível que pareça, não é possível antecipar. Porque é muito grave a situação. Imagine se passa o distritão. Com quem você vai dialogar? É o fim dos partidos.
BBC Brasil - Mas o relator da reforma política que propõe o distritão é um petista (Vicente Cândido)…
Haddad - Não é ideia dele. É relator. Ele tem que aprovar um texto para ir a plenário. Não vamos também colocar a culpa em quem não tem. Tem que apanhar a opinião da maioria. Mas é o fim dos partidos. Se juntar parlamentarismo com o distritão… São duas propostas que no meu conceito de democracia…Não tenho aderência nenhuma a essas ideias.
BBC Brasil - O que o PT deveria propor em termos de reforma?
Haddad - Um fundo público modesto, para fazer campanhas que tenham sustentabilidade econômica com a sobriedade que a crise exige, e o fim da coligação proporcional.
Essas duas medidas representam mais da metade das tarefas que precisam ser cumpridas.
BBC Brasil - E a cláusula de barreira (dispositivo que restringe ou impede a atuação parlamentar de partido que não alcança um determinado percentual de votos)?
Haddad - A cláusula de barreira não é necessária se você acabar com a coligação proporcional. Eu manteria os partidos pequenos ideológicos. É importante para o Brasil ter um PSOL, PSTU, PCO. Os da direita também. É importante isso.
O fim da coligação proporcional vai fazer com que os partidos se organizem em torno de ideários mais robustos e, portanto, não tenha 30 partidos. Tenha quatro, cinco. O que vai possibilitar o presidente da República compor uma maioria com base em princípios e valores e plataforma política, que é o que tem que ser.
BBC Brasil - Então um fundo público ficaria mais barato do que voltar às doações de empresas?
Haddad - Muito mais barato. Olha o que deu no Brasil deixar empresa financiar campanha política. Acabou com o país.
BBC Brasil - Os jovens são a principal força da direita no Brasil? Temos o MBL, o Vem Pra Rua, mas não vemos nenhuma grande militância de esquerda.
Haddad - O Vamos! tem muito jovem.
BBC Brasil - Mas não tem esse poder de mobilização do Vem Pra Rua e MBL...
Haddad - A direita tem dinheiro, não tem mobilização. A atuação nas redes sociais da direita é com dinheiro. E muito dinheiro, inclusive dinheiro de fora do Brasil. Tem financiamento externo nessa atuação em rede desses movimentos sociais. Isso declaradamente. Nem eles negam isso. Tem petrolíferas americanas, tem tudo.
Saiu uma boa reportagem no The Intercept sobre isso. Mostrando como o dinheiro dos tycoons americanos está circulando na América Latina patrocinando ONGs, institutos, movimentos espontâneos.
BBC Brasil - Tem fundos patrocinando movimentos de esquerda também, fundações de partidos de esquerda alemães…
Haddad - Tem? Ótimo.
BBC Brasil - Em artigo na (revista) Piauí, o senhor disse que os protestos de 2013 tinham como pano de fundo uma movimentação patrocinada em redes sociais e que o Putin e o Erdogan teriam avisado o Lula e a Dilma sobre isso. O senhor acha que os protestos de 2013 foram manipulados?
Haddad - É um pouco mais complexo que isso. O que eu disse e repito é que o MPL (Movimento Passe Livre) tem uma forma de organizar protestos e de dialogar com a institucionalidade de partidos e governos que foi, na minha opinião, raptada por grupos que tinham outros objetivos. E que usaram aquela forma para fazer valer os seus pontos de vista.
O MPL estava defendendo uma tese dele. Só que a forma que ele escolheu para defender a tese dele favoreceu grupos que queriam minar as bases institucionais da democracia. Que, ao meu ver, levaram ao impeachment.
BBC Brasil - O senhor não acredita que esse discurso de neoliberalismo, privatizações, porte de armas não é mais atrativo para os jovens hoje que distribuição de renda e programas sociais?
Haddad - Pode acontecer porque quando existe uma crise sistêmica, em geral as pessoas ficam muito mais conservadoras. Isso tem vários precedentes históricos. Quando tem uma crise sistêmica, a tendência das pessoas não é a superação positiva. É uma reação conservadora. Um instinto de proteção meio atávico. As pessoas vão buscando proteção pelo supremacismo branco americano, volta da Ku Klux Klan, essas coisas.
As pessoas vão buscar refúgio nesse tipo de atitude. Vão buscando o que eles entendem que sejam os iguais. Buscando proteção em grupos cada vez menores. E isso aumenta a intolerância.
'O mínimo que devo ao Lula é lealdade', diz Haddad sobre possibilidade de ser candidato no próximo ano
'O mínimo que devo ao Lula é lealdade', diz Haddad sobre possibilidade de ser candidato no próximo ano
Foto: Ricardo Stuckert
BBC Brasil - O senhor perdeu em primeiro turno, perdeu muito voto na periferia. Aquela população que tinha virado a base do lulismo aparentemente abandonou o partido e a candidatura do senhor. A gente pode avaliar que é mais provável uma vitória da direita no próximo ano?
Haddad - A tendência mundial é de uma disputa entre a direita e a extrema-direita, conforme eu afirmei e dei exemplos. Holanda, França, Estados Unidos, Inglaterra com o Brexit.
A tendência é essa, mas no Brasil há duas variáveis que podem mudar a história.
Uma delas é o Lula e a outra é o governo Temer, que pode aglutinar contra si forças que impeçam a continuidade do projeto que ele representa.
BBC Brasil - O senhor acha que se não tivesse no PT teria tido mais chances em São Paulo?
Haddad - Não. Não porque a população não entende esses gestos de traição de última hora. Não entende isso. E outra, (o PT) tem um milhão e meio de filiados. De pessoas que a vida inteira se dispuseram a lutar por mais igualdade, por mais oportunidade.
Você não pode rifar uma experiência histórica em função de uma dificuldade.
BBC Brasil - O PT deveria tentar montar uma frente de esquerda, com um nome diferente?
Haddad - É o que estava previsto, né? Antes da crise, o Lula sempre disse que em 2018 o ideal seria apoiar um candidato de outro partido, numa frente mais ampla que o próprio PT poderia ajudar a constituir.
BBC Brasil - Isso está descartado agora?
Haddad - Está em função da candidatura Lula, que se impôs pela marcha mais acontecimentos. Mas não era o roteiro original, vamos dizer assim.
BBC Brasil - Como petista, o senhor se preocupa mais com Doria, Alckmin ou Bolsonaro no ano que vem?
Haddad - Óbvio que é o Bolsonaro. Mas eu acredito que ele seja o que tem menos chance de chegar à Presidência. Mas eu não considero nenhum dos três apto a governar o país. De maneira nenhuma. E não falo isso como crítica pessoal.
BBC Brasil - Mas com base em quê? Passado político?
Haddad - As circunstâncias são muito difíceis. Exige muita experiência, muito traquejo político. Exige um tipo de ousadia que não é a do espalhafato, não é a do marketing. É um tipo de ousadia da sobriedade, do estadista. Essa combinação não é uma combinação simples. Eu até gostaria que tivesse alguém dessa direita que tivesse estatura. Um John McCain (senador do partido Republicano nos EUA) aqui.
BBC Brasil - No Brasil, o senhor identifica alguém que já foi assim?
Haddad - O Fernando Henrique foi. Um cara de direita que tinha envergadura para presidir.
BBC Brasil - Doria, como o anti-Lula, tem capacidade de repetir o que aconteceu com o senhor no ano passado?
Haddad - Como candidato eu não saberia responder. Como presidente, a minha opinião é que não está à altura do que foi colocado.
BBC Brasil - O senhor não descarta uma viabilidade eleitoral do Doria?
Haddad - Não. Tudo é possível no Brasil de hoje. Absolutamente tudo.
BBC Brasil - No artigo da Piauí o senhor falou que a corrupção no Brasil é mais do que sistêmica, que é um 'corolário do nosso patrimonialismo'. O senhor tentou isentar o PT de responsabilidade dos problemas da corrupção?
Haddad - O que eu quis dizer é que não é fácil você fazer reforma política. E por que não é fácil? Porque o Congresso se protege da reforma política. A única reforma política que o Congresso aceita é aquela que o beneficia. Distritão, fundão, parlamentarismo. Eles só fazem a reforma política que os beneficia. O chefe do Executivo sempre fica de mãos atadas.
Por isso eu vejo com bons olhos o Supremo declarar inconstitucional a contribuição empresarial a campanhas. Ou essa sinalização que o Supremo está dando de que vai declarar inconstitucional a coligação proporcional. Porque a reforma parece impossível por dentro do sistema. Por dentro do Congresso ela parece impossível, a não ser para pior.
BBC Brasil - Como faz a reforma então? Constituinte exclusiva?
Haddad - Não. Por que quem você vai eleger como os constituintes?
BBC Brasil - Então não tem muito jeito?
Haddad - O Supremo tem feito a reforma. O que eu estou dizendo é que se resolver o problema do financiamento e da coligação proporcional, nós vamos melhorar a representação em 2018. Já é um caminho.
BBC Brasil - O senhor estava criticando essa crise institucional e está defendendo que o Supremo atue como legislador.
Haddad - Na reforma política, eu não vejo saída. Porque o sistema não se autorreforma. Então, é heterodoxa a saída.
Até do ponto de vista jurídico, o Supremo poderia declarar inconstitucional a contribuição empresarial? Tem gente que diz que diz que foi uma exorbitância. Mas de que outro jeito ia se colocar ordem no financiamento de campanha?
Há quem diga que não dá para resolver pelo Supremo. Tem que resolver pela Constituição, pelo Congresso. Mas o Congresso não quer pôr ordem nas coisas. Interessa aos integrantes manter essa desordem.
BBC Brasil - Voltando à responsabilidade do PT. O PT não deveria pedir desculpas, reconhecer os erros e expulsar os envolvidos em corrupção?
Haddad - O problema todo é de natureza política, num sentido muito preciso. Se não houvesse seletividade dos vazamentos, seletividade do tratamento…
Não vi nenhum tucano ser conduzido coercitivamente a lugar nenhum. Tucano preso parece que o Ibama proíbe. Não tem nenhum. Nem julgado. Tem processo se arrastando há 20 anos, que não se julga. Então nesse contexto é mais difícil você conseguir que as partes façam as autocríticas cabíveis e promovam uma virada de página porque tudo virou briga de facção no Brasil. Se estivéssemos numa normalidade institucional esses gestos seriam mais frequentes.
Haddad diz que estratégia de Doria na Prefeitura de SP baseia-se apenas em comunicação e marketing
Haddad diz que estratégia de Doria na Prefeitura de SP baseia-se apenas em comunicação e marketing
Foto: Secom
BBC Brasil - O eleitor não merece?
Haddad - Eu acho é que o ano de 2017 é muito mais favorável a esse tipo de gesto do que 2016, porque em 2016 nós vivemos uma situação de fraude no ponto de vista da informação. Represaram as informações contra o PSDB e contra o PMDB. Todo mundo sabia que elas existiam e não vinham a público.
Isso causou um desequilíbrio e é muito difícil você cobrar de quem quer que seja.
BBC Brasil - Então por causa dessa polarização, o senhor acha que o PT erraria se pedisse desculpas?
Haddad - Não é questão de errar ou acertar. É saber o efeito que aquilo vai ter. Porque tem que produzir um efeito de superação. Todo mundo tem que entender aquele gesto. Qualquer gesto político você tem que pensar no efeito que ele vai ter.
Então o contexto tem que estar preparado para aquele gesto, para que você promova a superação da situação.
BBC Brasil - E não tem esse contexto agora?
Haddad - Está sendo construído e tem gente contra essa construção. Tem gente querendo impedir que ela aconteça. Então, vamos pegar alguns casos. O mesmo Senado tratou o Delcídio de um jeito e o Aécio de outro. Não estou dizendo qual é o certo. Estou dizendo que são duas coisas completamente diferentes. O mesmo Senado.
A mesma Câmara tratou a Dilma de um jeito e o Temer de outro. Completamente diferente.
É um desequilíbrio muito grande em tudo. Isso vai impedindo avanços quando você nota esse desequilíbrio.
BBC Brasil - Como o senhor vê as pesadas críticas do João Doria ao PT e sua gestão?
Haddad - A estratégia do Doria é só comunicacional. Ela não tem nenhuma outra finalidade. É uma estratégia de marketing. Pura e simplesmente. Os termos com os quais ele se dirige a Dilma, por exemplo, e ao Temer não têm a ver com uma métrica ética que vale para todo mundo. Tem a ver com uma lógica de disposição e uma lógica de angariar apoio. É assim que funciona.
Chamar uma mulher de anta. Qual é o sentido disso? A não ser o de se apresentar de uma determinada maneira. E se aliar ao Temer? O que está por trás disso? Do meu ponto de vista, é só uma lógica comunicacional.
BBC Brasil - Que erros o senhor cometeu na prefeitura?
Haddad - Eu acredito que o de comunicação foi o maior. Mas tem coisas que é difícil explicar. É difícil explicar para taxistas que eu tinha que regulamentar o Uber.
BBC Brasil - Foi comunicação o seu pior erro?
Haddad - Foi com certeza. Mas tem decisões que eu tomei que são difíceis de comunicar. A regulamentação do Uber traz para a cidade de São Paulo entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões de arrecadação. E o Uber ia operar na cidade eu querendo ou não porque eles tinham ganhado na Justiça.
Então, a regulamentação significou botar ordem no sistema e aumentar a arrecadação da cidade num momento difícil. Como é que você comunica isso para 35 mil taxistas? Então eu tinha 35 mil cabos eleitorais contra durante a eleição. Como é que você resolve isso? 

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