terça-feira, 18 de agosto de 2015

Renúncia de Dilma seria "gesto de grandeza", diz FHC

Um dia após manifestações em todo o Brasil, ex-presidente mandou duro recado à governante petista


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O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso afirmou, nesta segunda-feira (17), que uma eventual renúncia da presidente Dilma Rousseff seria um "gesto de grandeza". Em uma postagem em sua página no Facebook, FHC mandou um duro recado a Dilma, um dia após manifestações por todo o País terem reunido milhares de pessoas, a maioria pedindo o impeachment da governante petista.

"O mais significativo das demonstrações, como as de ontem, é a persistência do sentimento popular de que o governo, embora legal, é ilegítimo. Falta-lhe a base moral, que foi corroída pelas falcatruas do lulopetismo", disse FHC.

O tucano também deu a entender que "acordos de cúpula", como a Agenda Brasil, costurada em conjunto com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para tentar tirar o foco da crise econômica e política, são "conchavos".

"A esta altura, os conchavos de cúpula só aumentam a reação popular negativa e não devolvem legitimidade ao governo, isto é, a aceitação de seu direito de mandar, de conduzir", afirmou o ex-presidente. "Se a própria Presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato."

FHC também fez referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na manifestação em Brasília, foi "homenageado" com um enorme boneco inflável vestido de presidiário.

"Com a metáfora do boneco vestido de presidiário, a Presidente, mesmo que pessoalmente possa se salvaguardar, sofre contaminação dos malfeitos de seu patrono e vai perdendo condições de governa."

FHC termina a mensagem comparando a situação atual ao cenário que antecedeu o impeachment do ex-presidente Fernando Collor. "Até que algum líder com força moral diga, como o fez Ulysses Guimarães, com a Constituição na mão, ao Collor: você pensa que é presidente, mas já não é mais."

 http://www.istoe.com.br/reportagens/432421_RENUNCIA+DE+DILMA+SERIA+GESTO+DE+GRANDEZA+DIZ+FHC

Rio: Paes quer punição por trabalho escravo na Vila Olímpica

Em resposta à libertação de 11 trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão nas obras da Vila dos Atletas, no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse em entrevista exclusiva à BBC Brasil que espera que a empresa seja punida e que as fiscalizações das obras olímpicas sejam intensificadas.
Paes diz não querer que episódio "danifique a imagem do Rio"
Paes diz não querer que episódio "danifique a imagem do Rio"
Foto: BBC Brasil
Para o prefeito, a resposta às denúncias dos trabalhadores foi acertada e não prejudica a imagem do Rio, atualmente sob os holofotes internacionais na reta final dos preparativos para os Jogos Olímpicos. 

"O Ministério Público do Trabalho fez muito bem e espero que puna essa empresa. Não acho que danifique a imagem do Rio. Pelo contrário, mostra que há fiscalização, que não se admite mais esse tipo de coisa. Mostra um lado positivo do Brasil. Pior seria se tivesse alguém com trabalho escravo e ninguém denunciasse, não fiscalizasse e não punisse", disse. 

Questionado sobre o que a prefeitura poderia fazer para impedir que a exploração de trabalho escravo ocorra nas obras olímpicas, Paes disse que deve apoiar a intensificação das fiscalizações. 

"Vamos apoiar todo esforço de fiscalização possível. Seja do Ministério Público do Trabalho ou do Ministério do Trabalho e Emprego. Já fiscalizaram o Parque Olímpico diversas vezes, e eles têm que continuar fazendo isso. Vamos colaborar com eles, sempre", indicou. 

http://esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/2016/paes-pede-punicao-a-empresa-que-usou-trabalho-escravo-na-vila-dos-atletas,2cfad8a6cabf6475df756f2c767fe26cfcw0RCRD.html

Acidente mata 'Batman' que visitava hospitais infantis nos EUA

Lenny B. Robinson era conhecido por visitar crianças hospitalizadas usando uma fantasia de Batman. No domingo (16), ele se envolveu em um acidente de carro em Maryland, nos Estados Unidos, e faleceu.

De acordo com o G1, a polícia informou que o homem, de 51 anos, estava parado checando o motor de seu Batmóvel em uma pista expressa. Foi quando o veículo acabou sendo atingido por um Toyota Camry. Ainda segundo o site, o motorista do outro carro não sofreu ferimentos.

Robinson ganhou popularidade na internet em 2012, quando um vídeo em que aparece vestido de Batman sendo parado por policiais se tornou viral. 

http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/acidente-mata-batman-que-visitava-hospitais-infantis-nos-eua/ar-BBlP8YZ

Para analistas, destituir presidente Dilma pode custar caro ao Brasil


A presidente brasileira, Dilma Rousseff, em Brasília, no dia 11 de agosto de 2015
© Fornecido por AFP A presidente brasileira, Dilma Rousseff, em Brasília, no dia 11 de agosto de 2015
 
Cuidado com os desejos porque eles podem se tornar realidade, alertam especialistas: os apelos pela saída da presidente Dilma Rousseff podem custar caro ao Brasil, um país que conquistou com dificuldade a estabilidade nos últimos 20 anos.

Pela terceira vez em seis meses, quase um milhão de brasileiros foram às ruas no domingo repetindo palavras de ordem como "Fora Dilma!", pedindo sua renúncia, novas eleições ou o 'impeachment' da ex-guerrilheira de 67 anos, que iniciou seu segundo mandato há menos de oito meses.

Manifestantes protestam contra a presidente Dilma Rousseff, em São Paulo, no dia 16 de agosto de 2015
São várias as razões para este pedido: há quatro anos a economia está em decadência - 2015 fecharia com uma recessão de 2%, que se estenderia até 2016, segundo as últimas previsões dos analistas -, a inflação beira os 10%, o desemprego aumentou, os salários caíram, o real perdeu um quarto do valor frente ao dólar.

Muitos brasileiros sentem que Dilma mentiu durante sua campanha eleitoral, prometendo gastos sociais e criticando a agenda conservadora de seus adversários para, imediatamente depois de eleita, começar a implementar um duro ajuste.

"Que as pessoas saiam a questionar, peçam impeachment, tudo bem, mas tirar a presidente para colocar quem? O presidente do Congresso está sendo investigado por corrupção e contra a presidente Dilma propriamente não tem nada de concreto", disse à AFP André Perfeito, economista-chefe da consultoria Gradual Investimentos, de São Paulo, mencionando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Cunha é o inimigo mais poderoso de Dilma no Congresso e, como presidente da Câmara dos Deputados, tem a chave para dar luz verde a um eventual processo de impeachment.

"Um remédio muito amargo"
O clima político e social também está fortemente contaminado pelo gigantesco escândalo de corrupção na Petrobras - o maior da história do país -, que respinga no governista Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda) e vários de seus aliados na coalizão do governo.

Embora Dilma tenha chefiado o conselho administrativo da Petrobras entre 2003 e 2010, ela não foi acusada de nenhum crime.

Por outro lado, a presidente é acusada de manipular as contas públicas e financiar sua campanha eleitoral com recursos ilegais, dois temas que são investigados e que poderiam levar à abertura do 'impeachment'. Mas o mesmo precisa ser aprovado por dois terços da Câmara dos Deputados e requer um processo especial no Senado.

A presidente foi eleita com 52% dos votos, mas hoje, sua gestão é aprovada por apenas 8% da população. De acordo com o instituto de pesquisas Datafolha, 66% dizem apoiar um impeachment.

Mas cuidado, advertem analistas. Às vezes o remédio pode ser pior do que a doença.
"O impeachment pode ser um remédio muito amargo e os efeitos colaterais, muito danosos" e "traumáticos", disse à AFP Michael Mohallem, especialista em política e direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"A classe média está indignada e quer tirá-la de qualquer jeito. Tudo bem, mas para que? O que vai fazer, vai chamar outras eleições? Só que para as pessoas, a elite econômica, política, se a coisa está ruim, tirando ela, ficará pior", avaliou Perfeito.

A imprensa brasileira parece ter agora a mesma opinião: depois de ter publicado uma fotomontagem com a cabeça de Dilma em uma bandeja, agora defende em editoriais que a presidente chegue ao final do mandato.

Alternativas ruins
Em editorial publicado nesta segunda-feira, o jornal britânico Financial Times estimou que Dilma deveria permanecer no cargo, apesar dos protestos de domingo pedindo o seu impeachment.
© Fornecido por AFP Manifestantes protestam contra a presidente Dilma Rousseff, em São Paulo, no dia 16 de agosto de 2015 

"Mesmo que Dilma seja removida, ela provavelmente seria substituída por um outro político medíocre - que, em seguida, tentaria implementar a mesma estabilização econômica que ela está tentando", destacou o editorial, intitulado 'O descontentamento crescente no Brasil com Dilma Rousseff'.

Os analistas comemoram que Dilma tenha permitido à justiça e à Polícia Federal avançar em uma inédita investigação da corrupção na Petrobras, que já resultou na prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto; do ex-chefe de gabinete do ex-presidente Lula, José Dirceu, e vários dos principais empresários do Brasil.

"Embora que seja um governo fragilizado e que seu governo seja responsável por parte da corrupção que vem assolando o país, ela própria [a presidente Dilma] tem mostrado muita independência, garantindo a independência das instituições. Estes são traços de uma democracia sólida", disse Mohallem, da FGV.

Ironicamente, a presidente que comanda o Brasil durante sua pior crise em duas décadas pode acabar fortalecendo o país.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/para-analistas-destituir-presidente-dilma-pode-custar-caro-ao-brasil/ar-BBlP0KB

Donos de lotéricas devem entrar na Justiça para impedir licitação da Caixa

lotérica© Imagem de Arquivo/Agência Brasil lotérica 
 Donos de lotéricas devem entrar na Justiça, nos próximos dias, para tentar impedir a licitação que será feita pela Caixa Econômica Federal, disse nesta segunda-feira (17) o presidente da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot), Roger Benac. O objetivo da Caixa é regularizar a concessão das casas lotéricas, unificando o regime jurídico das unidades que começaram a funcionar antes de 1999, em cumprimento a um acordo feito com o Tribunal de Contas da União. Até aquele ano, a permissão para entrar no ramo era concedida por credenciamento na Caixa.

Para o presidente Febralot, no entanto, a maioria dos contratos só vão vencer em 2018 e, ao fazer a licitação, a Caixa está “antecipando o vencimento”. Além disso, Roger Benac argumentou que a Lei 12.869 de 2013 garante a renovação da permissão por mais 20 anos. Já a Caixa argumenta que essa lei não tem efeito retroativo para atender as permissões anteriores a 1999.

“As lotéricas que serão substituídas são as que tiveram permissão concedida antes de 1999, período em que a legislação não exigia licitação e a autorização se dava por credenciamento na Caixa”, disse o banco, em nota à Agência Brasil.

Benac lembrou que os donos de lotéricas fizeram investimentos em novas padronizações exigidas pela Caixa, como instalações com blindagem. “São investimentos altos, além de serem lotéricas antigas que já têm know how [conhecimento do negócio], clientela e ponto”, disse. Ele acrescentou que o investimento mínimo para se abrir uma lotérica, atualmente, é R$ 50 mil.

Os donos de lotéricas também reclamam que alguns estabelecimentos foram vendidos para outros empresários recentemente, com o aval da Caixa e, com a licitação, esse investimento pode ser perdido.

Segundo a Caixa, o primeiro lote que o banco pretende licitar será sorteado no próximo dia 20 e engloba 500 casas lotéricas de um total de 6.104 (46% do total). O banco pretende fazer essa regularização até o fim de 2018. Serão licitadas 2 mil lotéricas por ano, divididas em lotes de 500 unidades. Os contratos, que começam a ser assinados em 2016, terão 20 anos de duração e poderão ser prorrogados por igual período.
A Caixa informou que os atuais donos de lotéricas poderão participar do processo, que será realizado via pregão eletrônico. Vencerá quem der o maior lance, que terá valor mínimo estipulado para cada unidade. Além disso, o banco diz que será necessário observar a localização das unidades disponibilizadas em cada edital e a documentação requerida. O vencedor deve assinar o contrato no prazo de 180 dias.

A Caixa informou ainda que todo o processo de substituição será feito sem interromper o atendimento aos clientes.

 http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economiaenegocios/donos-de-lot%C3%A9ricas-devem-entrar-na-justi%C3%A7a-para-impedir-licita%C3%A7%C3%A3o-da-caixa/ar-BBlOuIe

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Avião indonésio levava cerca de R$ 1,6 milhão em dinheiro


O avião da Trigana Air transportava 44 adultos, cinco membros da tripulação e cinco crianças.© Foto: Bima Sakti/AFP O avião da Trigana Air transportava 44 adultos, cinco membros da tripulação e cinco crianças. 
 O avião indonésio que caiu neste fim de semana, na província de Papua, transportava cerca de 6,5 bilhões de rupias (cerca de R$ 1,6 milhão) em dinheiro, informou nesta segunda-feira (17) uma fonte dos correios.
"Quatro funcionários nossos escoltavam os fundos", indicou Haryono, chefe dos correios de Jayapura, capital da província. O dinheiro, destinado a ser distribuído por famílias pobres da região, estava em quatro sacos, acrescentou.

De acordo com a BBC, as autoridades confirmaram ter encontrado detritos do avião na região de Oksibil, não muito longe de Papua. As equipas de investigação indonésias vão deslocar-se ao local para investigar possíveis causas do acidente, que acredita-se ter resultado das más condições do tempo.

O avião da Trigana Air transportava 44 adultos, cinco membros da tripulação e cinco crianças. O contato foi perdido por volta das 15 horas locais (3h da manhã, horário de Brasília), 10 minutos antes da hora prevista para aterrisar.

O voo tinha como destino final o aeroporto de Oksibil, na Indonésia, tendo partido do aeroporto de Sentani, que serve a localidade de Jayapura, na província de Papua.

A Trigana Air é uma pequena companhia criada em 1991, que opera serviços domésticos para perto de 40 destinos na Indonésia.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/avi%C3%A3o-indon%C3%A9sio-levava-cerca-de-rdollar-16-milh%C3%A3o-em-dinheiro/ar-BBlO9BK

Polícia prende supervisor de fast food suspeito de tráfico de drogas no DF

Homem já tinha passagem pela polícia e insistia no crime, diz delegado.
Ele foi preso com mais 2; polícia apreendeu carro que vale R$ 100 mil.

Material apreendido com grupo que traficava drogas em Ceilândia (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Material apreendido com grupo que traficava drogas em Ceilândia (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu em flagrante na sexta-feira (14) um supervisor de contabilidade de uma rede de fast food suspeito de chefiar um esquema de tráfico de drogas em Ceilândia. O homem de 40 anos foi detido ao fornecer 4 kg de maconha para dois outros supostos traficantes, que iriam revender o produto. Todos foram presos pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord). A moto que estava com ele no momento da prisão foi apreendida.

Na casa do suspeito, a polícia também encontrou uma arma calibre 380 com numeração raspada, uma balança de precisão e dois carros – um deles zero quilometro, avaliado em R$ 100 mil no mercado.

De acordo com o delegado Rodrigo Bonach, o supervisor de contabilidade tem passagem pela polícia por tráfico.

“Apesar de ser recolocado no mercado de trabalho, ele insistiu em continuar no crime”, disse. “Ele deu um jeito de manter o mesmo fornecedor. Substituiu essas pessoas presas para continuar recebendo a droga da mesma pessoa”, afirmou Bonach, que adiantou estar investigando a origem da droga.

Segundo o delegado, o homem chefiava um grupo preso em 8 de agosto, na primeira fase da “Operação 4:20”. Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada para perseguir três pessoas que fugiam de Taguatinga e acabaram presas no Riacho Fundo, com 11 kg de maconha vinda de Goiânia.

Ele vai responder por tráfico de droga, associação criminosa e porte ilegal de arma e pode pegar até 28 anos de prisão. Os dois outros presos devem cumprir pena de até 22 anos.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/08/policia-prende-supervisor-de-fast-food-suspeito-de-trafico-de-drogas-no-df.html

Câmara pode abrir impeachment contra Dilma antes de decisão do TCU, diz Caiado Comente

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) posa com manifestantes anti-Dilma na avenida Paulista (SP)
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) posa com manifestantes anti-Dilma na avenida Paulista (SP)

Um dia após as manifestações em todo o país pedindo, entre outras questões, o afastamento da presidente Dilma Rousseff, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que a Câmara não precisa aguardar a conclusão das análise das contas do governo da petista de 2014 para abrir processo de impeachment.

Para Caiado, os decretos não numerados com abertura de crédito especial em 2014 que autorizam as pedaladas fiscais já são suficientes para o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), autorizar a abertura do processo.

Segundo o senador, os decretos liberam crédito suplementar, de mais de R$ 17 bilhões, sem aprovação do Congresso e descumprindo a Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

"Diante do momento que estamos vivendo com o rastreamento desses decretos configurando as pedaladas fiscais, a Câmara dos Deputados não precisa mais esperar o término da análise das contas da presidente pelo TCU para abrir o processo de impeachment", afirmou Caiado nesta segunda-feira, 17, em nota da assessoria de imprensa.

O líder do DEM destacou que, ao mesmo tempo, espera o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o mais rápido possível o julgamento de ação do PSDB que pretende impugnar o mandato de Dilma. O julgamento foi suspenso na quinta-feira, 13, com dois votos favoráveis e um contrário ao prosseguimento da ação. "Está claro, após as várias delações premiadas, a utilização de caixa 2 para abastecer a campanha do PT", avaliou.

Manifestações

Para Caiado, as manifestações deste Domingo mostram a convergência da população que cobram uma solução para a crise e não suportam mais a falta de credibilidade do governo para resolver a situação.

"O que assistimos nas ruas ontem foi a falta de esperança do povo, esperança que foi roubada pelo PT, o desespero e a cobrança da população por uma solução para a crise. Não é possível convivermos mais com essa situação que escandaliza o Brasil e a falta de credibilidade da presidente para unificar o País. Houve uma convergência total nas ruas pelo combate à corrupção e a saída do PT do poder", afirmou Caiado.

O líder do DEM citou a participação do Nordeste nas passeatas que ocorreram em mais de 200 cidades brasileiras. "Pudemos observar pela primeira vez, desde o dia 15 de março (data da primeira manifestação), a participação expressiva das cidades do Nordeste que até então não tinha se atentado para a extensão das barbaridades cometidas pelo PT. Todo o País está cansado de ser duramente penalizado por um governo corrupto e incompetente", concluiu o líder.

 http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/08/17/camara-pode-abrir-impeachment-contra-dilma-antes-de-decisao-do-tcu-diz-caiado.htm

Após prisão, Pistorius ficará em mansão supervisionada Leia mais em: http://zip.net/bmrQsJ

Em uma das regiões mais ricas de Pretória, capital da África do Sul, fica uma mansão de três andares para onde o medalhista de ouro paralímpico Oscar Pistorius será levado após sua liberdade da prisão nesta semana.

Pistorius, de 29 anos, deve usar um equipamento de rastreamento eletrônico quando for libertado na sexta-feira, após cumprir 10 meses de uma sentença de 5 anos por matar sua namorada Reeva Steenkamp, modelo e graduada em direito, no dia dos namorados de 2013.

A soltura de Pistorius, que teve as pernas amputadas quando bebê, está de acordo com o sistema de sentenças sul-africano, que indica que prisioneiros que não são perigosos podem passar somente um sexto da sentença atrás da grades.

Pistorius passará o resto da sua sentença em "custódia supervisionada", uma forma de prisão domiciliar.

O atleta ficará confinado na casa de seu tio, Arnold, uma mansão de muros altos na região arborizada de Waterkloof, com mais de uma dúzia de quartos, uma academia privada, piscina ao ar livre e jardins paisagísticos.

Pistorius, apelidado de "Blade Runner" por conta das próteses de fibra de carbono que usou durante sua carreira estrelar nas pistas, provavelmente será autorizado a deixar a casa para trabalho, realizar serviços comunitários ou para participar de eventos familiares importantes.

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/esporte/2015/08/17/apos-prisao-pistorius-ficara-em-mansao-supervisionada.htm

Morre jovem atingido por chifrada de touro em festa popular na Espanha


Jovem de 18 anos sofreu chifrada no abdome no domingo.É a quarta morte durante festas taurinas desde a sexta-feira passada.

Vaca selvagem pula sobre foliões na arena de touradas de Pamplona, na Espanha, ao fim do segundo dia de corrida de touros do Festival de São Firmino (Foto: Joseba Etxaburu/Reuters)Vaca selvagem pula sobre foliões na arena de touradas de Pamplona, na Espanha, ao fim do segundo dia de corrida de touros do Festival de São Firmino neste ano (Foto: Joseba Etxaburu/Reuters)
 
Um jovem de 18 anos morreu perto de Pamplona (noroeste da Espanha) após sofrer uma chifrada no abdômen, sendo a quarta vítima fatal no fim de semana durante festas taurinas na Espanha, informou nesta segunda-feira (17) o Governo de Navarra.

O jovem recebeu uma chifrada na noite de domingo durante as festas da localidade de Lerín, de 1.700 habitantes e a 55 km da cidade de Pamplona, e "faleceu durante sua transferência ao hospital", declarou à AFP um funcionário governamental desta região do norte da Espanha.

Esta foi a quarta morte durante as festas taurinas populares desde a sexta-feira passada e ao menos a sétima desde o início de julho.

No sábado, um homem de 36 anos morreu ao ser atingido nas ruas de Peñafiel, na província de Valladolid (centro-norte), e outro homem de 32 anos faleceu em circunstâncias parecidas em Museros, na província de Valencia (leste).

Na sexta-feira, um touro matou um homem de 55 anos em Blanca, uma localidade de Murcia (sudeste).
Antes, um espanhol de 32 anos não resistiu à chifrada que recebeu quando gravava com seu telefone celular um "encierro" em Villaseca de la Sagra, perto de Toledo (centro).

E no dia 14 de julho um turista francês de 44 anos morreu em Pedreguer, perto de Alicante, depois de ter sido violentamente chifrado por um touro durante outro "encierro", segundo a imprensa local.

 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/morre-jovem-atingido-por-chifrada-de-touro-em-festa-popular-na-espanha.html

Trabalhador tem a perna amputada em coletor de lixo em Passos, MG

Homem de 33 anos trabalhava em caminhão no momento do acidente.
Médicos tentaram reimplantar a perna da vítima, mas não conseguiram.

Um homem de 33 anos teve a perna amputada pela prensa hidráulica de um caminhão coletor de lixo, enquanto trabalhava na noite deste sábado (15), em Passos (MG).  Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima trabalhava recolhendo os sacos de lixo na Rua Coronel João de Barros, paralela à Avenida da Moda, quando teve a perna direita prensada pela prancha do veículo, que é utilizada para compactar o lixo dentro do caminhão.

De acordo com os bombeiros, o homem teve a perna direita amputada na altura do joelho. Ele foi levado para a santa Casa de Passos, direto para a sala de cirurgia, juntamente com o membro amputado, mas não foi possível o implante. A perna amputada foi recolhida por uma funerária. Já o homem permanece internado, mas passa bem.

http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2015/08/trabalhador-tem-perna-amputada-em-coletor-de-lixo-em-passos-mg.html

Polícia Federal faz operação contra seita suspeita de trabalho escravo

Grupo é acusado de obrigar fiéis a trabalhar sem pagamento.
Estão sendo cumpridos mandados de prisão temporária, entre outros.

Integrantes de seita estão sendo levados para sede da Polícia Federal em Varginha (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)Integrantes de seita estão sendo levados para sede da Polícia Federal em Varginha (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)
A Polícia Federal faz uma operação na manhã desta segunda-feira (17) em propriedades de uma seita religiosa acusada de manter fiéis em situação análoga à escravidão. Ela é conhecida como "Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca". 

Ao todo, estão sendo cumpridos 129 mandados judiciais, entre eles seis de prisão temporária, seis de busca e apreensão e 47 de condução coercitiva, além de 70 mandados de sequestro de bens, envolvendo imóveis, veículos e dinheiro.

No Sul de Minas, os mandados expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte (MG) estão sendo cumpridos nas cidades de Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas e Lavras. Além de Minas Gerais, também há mandados sendo cumpridos em São Paulo e nas cidades baianas de Carrancas, Remanso, Marporá, Barra, Ibotiram e Cotegipe.

Os envolvidos podem responder por tráfico de pessoas, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Investigações
As investigações apontaram que os dirigentes da seita religiosa estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazendas do Sul de Minas, onde desenvolviam suas atividades e rituais religiosos.

Os fiéis, ao ingressarem na seita, eram convencidos a doar seus bens sob o argumento da convivência em uma comunidade onde tudo seria de todos. Em seguida, eles eram obrigados a trabalhar sem qualquer pagamento.

Segundo a PF, a estimativa é que o patrimônio recebido em doações dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte desse patrimônio teria sido convertido em grandes fazendas, casas e veículos de luxo.
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Grupo religioso já foi alvo de operação da Polícia Federal sob mesma acusação em 2013 (Foto: Reprodução EPTV)Grupo religioso já foi alvo de operação da Polícia Federal sob mesma acusação em 2013 (Foto: Reprodução EPTV)
 
Operação em 2013
A seita começou a ser investigada em 2011, e os trabalhos resultaram na deflagração da "Operação Canaã" em 2013, quando a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do trabalho fizeram inspeções em propriedades rurais.

Conforme as investigações da época, foi identificado um sofisticado esquema de exploração do trabalho humano e lavagem de dinheiro levado a cabo por dirigentes e líderes religiosos.

Na época, dois membros da seita "Comunidade Evangélica Jesus" foram presos por apropriação indébita de cartões do programa "Bolsa Família" e de aposentadoria. Com eles, foram encontrados cartões do programa e da Previdência Social que, segundo o delegado que comandou a operação, João Carlos Giroto, pertenciam a integrantes da seita.

Apesar da suspeita de que seguidores trabalhavam ilegalmente em fazendas e comércios da igreja, na época não foi comprovado o trabalho escravo.

Segundo a Polícia Federal, a seita é oriunda de Ribeirão Preto (SP), mas em 2005, mudou-se para Minas Gerais. O grupo religioso atua nas cidades mineiras de Minduri, Andrelândia, Madre de Deus e São Vicente de Minas.

Em 2006, as precárias condições de alojamento e trabalho foram denunciadas. Na época, cerca de 800 integrantes da organização moravam em cinco fazendas em São Vicente de Minas e Minduri. Para a polícia, apesar de se organizarem em associações comunitárias sem fins lucrativos, a seita funcionava como uma empresa comercial.

 http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2015/08/pf-cumpre-mandados-em-propriedades-de-seita-religiosa.html

Manifestação foi menor do que a do dia 15 de março, mas semelhante à de abril

O Datafolha calculou que 135 mil manifestantes estiveram no domingo na Avenida Paulista – mais que no dia 12 de abril (100 mil), mas menos do que no dia 15 de março (210 mil)

Apesar da queda mais acentuada da popularidade da presidente Dilma Rousseff nos últimos meses, os protestos desde domingo não cresceram significativamente em tamanho – em geral, foram menores que os de 15 de março e semelhantes ou pouco maiores que os de 12 de abril.

Ainda assim, mobilizaram pela terceira vez no ano centenas de milhares de pessoas em cidades de todo país.
Em São Paulo, o instituto Datafolha calculou que 135 mil manifestantes estiveram no domingo na Avenida Paulista – mais que no dia 12 de abril (100 mil), mas menos do que no dia 15 de março (210 mil).

Na avaliação de analistas e políticos ouvidos pela BBC Brasil, alguns acontecimentos da última semana somados ao não crescimento significativo dos protestos contribuem para aliviar um pouco a situação de estresse do governo federal.

No entanto, eles notam que a conjuntura continua muito complicada e incerta para Dilma e que sua evolução dependerá dos imprevisíveis desdobramentos da Operação Lava Jato e da economia.

Lavareda destaca alguns fatores que contribuíram para um noticiário mais positivo para Dilma na última semana. Dois processos contra a presidente, que podem resultar em um pedido de impeachment ou na sua cassação, estão ainda sem data de julgamento.

O Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu dar mais tempo para o governo se defender sobre as acusações de "pedaladas fiscais". Já o julgamento de uma ação sobre supostas irregularidades nas contas eleitorais de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também foi adiado após o ministro Luiz Fuz pedir vista do processo.

Na esfera política, houve uma reaproximação entre o governo petista e o presidente do Senado, Renan Calheiros, com o lançamento de um apanhado de propostas chamado de Agenda Brasil – que, embora contenha pontos polêmicos, serviu para criar um contraponto à agenda negativa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Manifestação foi menor do que a do dia 15 de março, mas semelhante à que ocorreu em 12 de abril
BBC
Manifestação foi menor do que a do dia 15 de março, mas semelhante à que ocorreu em 12 de abril

Além disso, movimentos sociais como CUT e trabalhadores rurais estiveram com a presidente ao longo da semana passada e manifestaram apoio ao governo.

"O conjunto dessas coisas terminou por arrefecer o ânimo de ir para a rua, porque é como se a sociedade visse diminuída as chances de conseguir o impeachment, que é o que eles querem."

"Não vejo grandes alterações (políticas) após os protestos de hoje. É óbvio que os protestos fossem ainda maiores isso iria abalar bastante essa agenda positiva criado pelo PMDB com a qual o governo se abraçou. Sua implementação será difícil e poderá ter efeitos negativos e positivos (para o governo)", acrescentou.

O cientista político Paulo Baía, da UFRJ, considera que, mesmo que menores que em março, os protestos foram expressivos, pois continuaram mobilizando um número grande de pessoas, em muitas cidades.

"Vale destacar que as pesquisas de opinião mostram uma avaliação muito baixa da presidente. Dessa forma, os protestos acabam sendo a ressonância de algo maior", destacou.

Na sua avaliação, o fato de as pesquisas recentes mostrarem um amplo apoio ao impeachment (66%, segundo levantamento do Instituto Datafolha do início do mês) mantém a presidente em situação delicada. Por outro lado, contribui no sentido contrário o fato do empresariado estar dando sinais de que não gosta dessa possibilidade, devido à instabilidade que acarretaria.

"Os empresários estão indicando que querem um acordo pela governabilidade, que pacifique a economia", afirma.
Aloysio Nunes defende impeachment, mas diz que falta
BBC
Aloysio Nunes defende impeachment, mas diz que falta "unidade política" para aprovar a medida
Oportunidade?
Presente na manifestação que ocorreu de manhã em Brasília, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) reconheceu a dificuldade de conseguir que seja votado e aprovado o impeachment da presidente pelo Congresso Nacional. Ele é um dos que defendem abertamente a medida dentro do PSDB, ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

"Acho que existem hoje fatos com base jurídica suficientes para isso, as pedaladas fiscais, os indícios cada vez maiores de utilização de dinheiro sujo na campanha eleitoral. O problema é a solução política. Não há unidade política entre aqueles que sustentam o governo e que poderiam promover uma alternativa, que é o caso do PMDB", afirmou.

Já o senador Humberto Costa (PT-PE) disse à BBC Brasil que acha que "a história está dando mais uma oportunidade para a presidenta Dilma" e que "ela tem que aproveitar isso".

Para o petista, a população está compreendendo que não há base para a derrubada da presidente. Ainda assim, ressaltou que o movimento deste domingo foi "forte" e "demonstra uma insatisfação real com o governo".

"As pessoas já começam a enxergar ou apoiar a ideia de que não é possível derrubar a presidente da República, não há elementos para um processo de impeachment. E por essa razão também as pessoas vão se mobilizando menos em torno desse tema", disse.

"O governo ganhou um pequeno fôlego para trabalhar bastante e tentar reverter esse quadro de queda de popularidade", ressaltou, defendo que o Planalto reforce o diálogo com o Congresso e os movimentos sociais.

Políticos
O protesto de ontem foi marcado pela presença de políticos. Em São Paulo, o senador José Serra (PSDB-SP) circulou, mas não chegou a discursar. Em Belo Horizonte, onde seis mil protestaram de acordo com a Polícia Militar (um quarto dos manifestantes de março), o senador Aécio Neves discursou de um dos carros de som.

"O Brasil despertou. Temos um Brasil onde as pessoas lutam por seus direitos e não aceitam mais tanta impunidade, tanta corrupção, tanta mentira e tanta incompetência. Esse é o novo Brasil e é o povo na rua que vai tirar o Brasil da crise", disse.

Para Baía, da UFRJ, o fato de o PSDB ter convocado a população para comparecer ao protesto por meio de inserções na televisão pode ter afastado algumas pessoas das manifestações de domingo. Ele destaca que há um forte sentimento contra partidos e políticos entre os manifestantes.

Já Lavareda acredita que as convocações foram discretas e não tiveram efeito nem positivo nem negativo na decisão das pessoas.

"Os políticos comparecem menos porque acham que vão se beneficiar com isso e mais pelo temor de serem cobrados por sua ausência."

 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-08-17/ainda-grandes-mas-menores-que-em-marco-protestos-mantem-pressao-sobre-governo.html

Amapá tem a maior inadimplência entre microempreendedores individuais

Média de inadimplentes foi de 71,26% de maio de 2014 ao mesmo mês deste ano; Santa Catarina tem a menor taxa

A média nacional de Microempreendedores Individuais (MEIs) inadimplentes gira em torno de 50%, mas em alguns Estados a situação é bem pior. O caso que mais chama a atenção é o do Amapá, que lidera o ranking com 71,26% de inadimplência entre maio de 2014 e maio desde ano.

Historicamente, desde a criação da categoria, o percentual de maus pagadores se mostra alto, girando em torno de 50%. Mas o Amapá não é o único a passar longe da média já elevada. Os vizinhos da região norte Amazonas (68,10%), Acre (65,84%), e Rondônia (62,54%) ficam próximos da relação de três pagadores assíduos a cada dez inscritos.

A média entre todos os Estados registrada no período de um ano após a circulação dos carnês de cobrança de arrecadação simplificada (DAS) é de 53,77%. Embora nivelado por baixo, o levantamento mostrou que 12 dos 27 Estados conseguiram ficar abaixo da média. Com mais da metade dos MEIs sem débitos com a Receita Federal, Santa Catarina (43,03%) apresenta o melhor rendimento do País.

 http://economia.ig.com.br/financas/seunegocio/2015-08-17/amapa-tem-a-maior-inadimplencia-entre-microempreendedores-individuais.html

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Um ano após queda do avião de Campos, vítimas lutam para voltar à vida normal

Imóveis atingidos pelos detroços do avião ficaram interditados de agosto a janeiro; moradores lutam para superar traumas

Acidente com Eduardo Campos completa um ano nesta quinta-feira, dia 13
PSB
Acidente com Eduardo Campos completa um ano nesta quinta-feira, dia 13
Um ano após a queda do avião que matou sete pessoas, entre elas o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, moradores e proprietários ainda lutam para voltar à vida normal e lutam para superar traumas, como o medo de ficar sozinho em casa, depressão, ou mesmo o fato de ter ficado sem uma lar por mais de seis meses.

Apenas dois dos moradores ou proprietários dos 14 imóveis atingidos (13 casas e uma academia de ginástica) aceitaram um acordo financeiro para não processar os donos da aeronave e o PSB.

Além de Campos, também morreram no acidente o assessor Carlos Augusto Leal Filho, o chefe de gabinete no governo de Pernambuco, Pedro Valadares Neto, o cinegrafista Marcelo Lyra, o fotógrafo Alexandre Severo e o piloto Marcos Martins e o copiloto Geraldo M. P. da Cunha. A causa do acidente ainda está sendo investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Os imóveis, localizados no bairro Boqueirão, ficaram interditados de agosto a janeiro, quando as reformas começaram a ser feitas para possibilitar a volta para a casa. Durante a interdição da área, s pessoas preferiram ir para casa de parentes em vez do abrigo oferecido pela Prefeitura de Santos.

No prédio atrás do terreno onde caiu o avião, a reforma só terminou em maio, quando as pessoas puderam voltar para suas casas, após passarem 10 meses vivendo de favor com familiares. Marlene Rodrigues Martinez, mora em um apartamento no térreo com duas irmãs. Segundo ela, a maior parte dos dejetos do acidente foram retirados do terreno pela porta de sua casa.

O dono da academia Mahatma, Benedito Juarez Câmara, de 69 anos, reabriu a academia em 13 de julho deste ano. Antes de conseguir isso, ele precisou contar com a ajuda e solidariedade de fornecedores que venderam equipamentos que só serão pagos em junho de 2016, de alunos (que frequentavam suas aulas em locais improvisados), de uma escola (que emprestou a piscina duas vezes por semana para aulas de natação e hidroginástica) e até de um concorrente (que emprestou uma sala para que ele continuasse parte das aulas de musculação).

Edna da Silva, de 54 anos, que teve sua casa invadida e destruída pela turbina em chamas do avião aterrissou na sala de estar, luta com um casal de filhos e uma neta para superar os traumas. Todos os familiares estavam em casa na hora do acidente, menos Edna, que estava no trabalho.
“Derramou combustível da aeronave e o fogo se alastrou. Foi um milagre todos terem se salvado, mas ficaram com queimaduras e cortes. Pegou fogo em tudo, com exceção do meu quarto. A Sthephany ficou muito abalada porque perdeu a gatinha, Janis. Mas ela teve muita ajuda e vai superando melhor tudo. Ela ganhou um curso de modelo no mês seguinte à queda do avião, o que a ocupou e lhe rendeu um novo guarda-roupa e mexeu positivamente com a vida dela. Isso tudo foi uma benção. Nós, os adultos, ficamos mais de três meses usando as roupas de doações e ainda não lidamos com tudo o que ocorreu. Não sei se será possível superar tudo, mas vamos melhorando um dia de cada vez. Eu queria poder esquecer tudo”, conta Edna. 

Ela move duas ações na Justiça, uma contra a F Andrade (empresa que seria dona da aeronave) e outra ação contra o PSB. “A única coisa que o PSB e o Márcio França fizeram foi mentir nos jornais. Eles poderiam ter dado um socorro, em um momento tão difícil. Além de ter a minha casa completamente destruída, perdemos todos os documentos, móveis e utensílios domésticos. A gente viveu de solidariedade, da doação de tudo por pessoas que não nos conheciam”, conta Edna, que está endividada após ter de comprar todos os móveis e eletrodomésticos da casa. A vítima gastou cerca de R$ 25 mil apenas com isso e está endividada nas parcelas desses pagamentos.

Sérgio Azevedo, funcionário público aposentado, é aluno da academia Mahatma e estava no local, na hora da queda do avião e disse que a explosão no terreno ao lado causou um grande estrondo, além de calor insuportável. 
Imagens do local onde caiu o avião um ano após acidente:
Avião caiu em terreno desabitado, no bairro Boqueirão, em Santos (SP). Destroços atingiram 14 imóveis . Foto: Maíra Teixeira/iG
Edna da Silva, de 54 anos, teve sua casa invadida pela turbina do avião, que estava em chamas e incendiou a sala, onde estava a neta de 9 anos. Foto: Maíra Teixeira/iG
Marlene Rodrigues Martinez com um dos cães que sumiram após acidente. . Foto: Maíra Teixeira/iG
Benedito Juarez Câmara, dono da academia Mahatma. Foto: Maíra Teixeira/iG
Laura e Sérgio Azevedo são alunos da academia e estavam no local na hora da queda do avião. Foto: Maíra Teixeira/iG
Avião caiu nas imediações da rua Alexandre Herculano, no Boqueirão, bairro nobre de Santos (SP). Foto: Maíra Teixeira/iG
Local onde caiu o avião fica no Boqueirão, área nobre próxima ao Canal 3, em Santos (SP). Foto: Maíra Teixeira/iG
Além de Eduardo Campos, mais seis pessoas morreram no acidente aéreo. Foto: Maíra Teixeira/iG
Avião destruiu muro de prédio, que tinha seguro. Na foto, parede já está reconstruída. Foto: Maíra Teixeira/iG
Muro de prédio que faz divisão com local onde caiu o avião foi reconstruído. Foto: Maíra Teixeira/iG
Marlene Rodrigues Martinez na cozinha de sua casa, por onde Defesa Civil transportava dejetos. Foto: Maíra Teixeira/iG
Avião caiu no meio das casas . Foto: Maíra Teixeira/iG
Fachada da academia Mahatma não foi atingida, apenas a parte interna. Foto: Maíra Teixeira/iG
Dono da academia mostra recortes de jornais que afirmaram que PSB pagariam custos das famílias prejudicadas pelos destroços; . Foto: Maíra Teixeira/iG
Dono da academia, Benedito Juarez Câmara, mostra recortes de jornais que afirmaram que PSB pagariam custos das famílias prejudicadas pelos destroços. Foto: Maíra Teixeira/iG
Dono da academia mostra recortes de jornais que afirmaram que PSB pagariam custos das famílias prejudicadas pelos destroços. Foto: Maíra Teixeira/iG
Dono da academia guarda jornais que afirmaram que PSB pagariam custos das famílias prejudicadas pelos destroços; . Foto: Maíra Teixeira/iG
Foto de jornal mostra destruição da academia Mahatma. Foto: Maíra Teixeira/iG
Recorte de jornal da época. Foto: Maíra Teixeira/iG
Dono da academia mostra matéria na qual PSB afirma que pagaria custos e indenizações dos vizinhos prejudicados pelos destroços. Foto: Maíra Teixeira/iG
Dono da academia mostra matéria na qual PSB afirma que pagaria custos e indenizações dos vizinhos prejudicados pelos destroços. Foto: Maíra Teixeira/iG
Eduardo campos. Foto: Maíra Teixeira/iG
Academia Mahatma após reconstrução. Foto: Maíra Teixeira/iG
Academia Mahatma após reconstrução. Na época do acidente, eram 700 alunos, hoje são 70, segundo Juarez. Foto: Maíra Teixeira/iG
Juarez, dono da academia Mahatma, no salão ao lado do terreno aonde . Foto: Maíra Teixeira/iG
Vista lateral do terreno onde avião caiu, ao lado da academia . Foto: Maíra Teixeira/iG
Muro de prédio foi destruído; Moradores ficaram fora das casas de agosto a maio. Foto: Maíra Teixeira/iG
Piscinas da academia Mahatma estão sendo reconstruídas. . Foto: Maíra Teixeira/iG
Academia Mahatma fica ao lado do terreno onde avião caiu. Foto: Maíra Teixeira/iG
Avião caiu em terreno desabitado, no bairro Boqueirão, em Santos (SP). Destroços atingiram 14 imóveis . Foto: Maíra Teixeira/iG
 
 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-08-13/um-ano-apos-queda-do-aviao-de-campos-vitimas-lutam-para-voltar-a-vida-normal.html

Lava Jato: esquema de corrupção ultrapassou fronteiras da Petrobras, diz MPF

Operação Pixuleco II prendeu hoje ex-vereador da cidade de Americana (SP) A 18ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira (13) pela Polícia Federal, identificou a existência de um esquema de pagamento de valores ilícitos referente à concessão de empréstimo consignado por meio do Ministério do Planejamento.

 De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, a empresa Consist Software, administrada pelo ex-vereador de Americana (SP) Alexandre Romano (PT), preso temporariamente nesta quinta-feira, recebia uma taxa mensal das empresas que ofereciam crédito consignado para cada empréstimo concedido. A maior parte desse valor recebido pela Consist, estimado em R$ 52 milhões pagos entre 2010 e 2015, era então destinada ao PT, por meio do lobista Milton Pascowitch, de acordo com as investigações da PF.

“O contrato era celebrado por entidades de crédito que oferecem empréstimos consignados no Ministério do Planejamento e as instituições financeiras, entidades de previdência aderiam a esse acordo guarda-chuva e a empresa [Consist] era remunerada por essas entidades mensalmente, por conta de cada empréstimo consignado que elas obtinham”, explicou o delegado da Polícia Federal Mário Ancelmo Lemos.

Conforme as investigações da Lava Jato, a Consist recebia uma taxa mensal de aproximadamente R$ 1,50 em cada contrato de empréstimo consignado assinado pelas empresas de crédito. “Era como se fosse uma taxa de administração que equivale a R$ 3,5 milhões por mês”, acrescentou o delegado.

Para o procurador da República Robson Henrique Pozzobon, com a nova fase, denominada Pixuleco II, ficou claro para a força-tarefa da Lava Jato que o esquema criminoso descoberto na Petrobras ultrapassou os limites da estatal petrolífera. “Até agora, a Lava Jato apresentou provas de corrupção consistentes na Petrobras e suas subsidiárias, na Caixa Econômica Federal e na Eletrobras. Mas depois dessa nova fase, verificamos que esse grande esquema ilícito transbordou as fronteiras e espraia seus efeitos para o Ministério do Planejamento.”

Segundo o procurador, a nova fase da Lava Jato é uma continuação da 17ª fase, a Pixuleco, em que foi preso o ex-ministro José Dirceu. A Pixuleco II foi iniciada a partir dos depoimentos de delação premiada do lobista e um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras Milton Pascowitch. Pascowitch relatou que foi procurado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso em fases anteriores da Lava Jato, para intermediar o pagamento de propina de empresas do Grupo Consist Software para o PT. Em troca, Pascowitch receberia uma comissão de 15%.

Na delação premiada, Pascowitch contou ainda que passou a intermediar os pagamentos da empresa Consist porque João Vaccari reclamou que estava tendo problemas com o pagamento da propina anteriormente repassado por Alexandre Romano (PT). Vaccari nega que tenha participado do esquema.

Depois dessa nova fase, verificamos que esse grande esquema ilícito transbordou as fronteiras e espraia seus efeitos para o Ministério do Planejamento" (Robson Henrique Pozzobon, procurador da República)
 
Os investigadores informaram hoje que Pascowitch recebeu cerca de R$ 15 milhões de empresas do Grupo Consist. Os valores eram pagos após a assinatura de contratos falsos entre empresas de fachadas operadas por Pascowitch e a Consist. “Essa forma de pagamento é bastante conhecida e amplamente utilizada no esquema de corrupção revelado pela Lava Jato porque é uma via de mão dupla: interessa ao operador, que permite maquiar o repasse de propina, e à empresa pagadora, porque permite apresentar uma justificativa para o pagamento.”

Segundo Pozzobon, os depoimentos dos gestores da Consist permitiram a força-tarefa da Lava Jato identificar o repasse de mais aproximadamente R$ 40 milhões à empresa de fachada e escritórios de advocacia indicados por Alexandre Romano. “Empresas que ele próprio [Alexandre Romano] figurava como sócio, como escritórios de advocacia.”

Para os investigadores, o esquema revelado hoje no Ministério do Planejamento tem ligação “visceral” com o esquema de superfaturamento de contratos na Petrobras. “O Milton Pascowitch confidenciou que represava valores recebidos por empresas que pagavam propina no âmbito da Petrobras, especialmente a Holp e a Personal, e utilizava esse represamento para abrir as comportas para o senhor João Vaccari periodicamente”, explicou Pozzobon.

As investigações constataram ainda que, a pedido de João Vaccari Neto, a esposa do ex-secretário de Recursos Humanos no Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Figueira, morto em 2012, recebeu valores oriundos do esquema. Os pagamentos teriam ocorrido após a morte do ex-secretário.

Procurado, o PT, por meio da assessoria, informou que não vai se pronunciar. A reportagem procurou o Ministério do Planejamento, que ainda não se manifestou.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-08-13/lava-jato-esquema-de-corrupcao-ultrapassou-fronteiras-da-petrobras-diz-mpf.html


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Doença rara deixa espanhola em cadeira de rodas em 24 horas

"Me davam banho, me vestiam, me alimentavam...", diz, lembrando o período logo após o diagnóstico, há apenas nove meses

Em pouco mais de 24 horas, a espanhola Lidia García Villar, de 34 anos, deixou de levar uma vida perfeitamente normal e passou a depender de alguém para tudo.
Foto: (BBC)
"Me davam banho, me vestiam, me alimentavam...", diz, lembrando o período logo após o diagnóstico, há apenas nove meses. "Você se sente super vulnerável", confessa. 

Sua filha, de 19 meses, não entendia o que estava acontecendo com a mãe, já que do dia para a noite ela não mais podia carregá-la, brincar com ela ou levá-la para o parque.

Atrofia muscular

Tudo começou numa tarde de outubro, quando estava na casa de sua família, na Galícia, Espanha. Lidia conta que perdeu a força nas mãos. No começo, ela conta não ter dado muita importância ao fato, mas com o passar das horas descobriu que a sensação foi ficando cada vez mais forte. 

Um dos primeiros sinais, lembra Lidia, foi não conseguir abrir e fechar a presilha do cabelo da filha. "Depois senti os meus pés pesados", afirma. 

Mas Lidia tinha dificuldades para explicar à sua família o que sentia. "Era difícil contar o que estava acontecendo. Ninguém me viu chorar, porque não sentia dor; é uma sensação que você mesma acha que não tem importância. Mas eu dizia a eles: 'Isso não é normal; aconteceu algo comigo'". 

Na manhã seguinte, ela já não conseguia usar as mãos. "Eu não podia abrir uma porta, tomar banho ou me vestir". 

Quando se deu conta de que os movimentos de seu corpo estavam prejudicados, Lidia decidiu ir ao hospital e, ao se consultar com uma neurologista, um dia e meio após os primeiros sintomas, conta que não conseguia mais se levantar sozinha. Tampouco tinha reflexos involuntários.
"Em poucas horas, meus músculos estavam completamente atrofiados".

Uma em cada 100 mil pessoas

Lidia, que trabalha como enfermeira no setor de emergência de um hospital em Madri, reconhece ter sentido algum alívio ao ter o diagnóstico confirmado: ela sofria da rara síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que afeta uma a cada 100 mil pessoas no mundo. 

A cientista política brasileira Lucia Hipólito, comentarista da rádio CBN, também passou pela mesma situação. Em entrevista ao 'Programa do Jô', da TV Globo, ela contou que estava de férias na França quando a doença se manifestou pela primeira vez. 

"Fui levantar para trocar de roupa e parei de sentir minhas pernas. Fiquei três meses lá e depois mais um ano e cinco meses internada aqui", disse ela ao apresentador Jô Soares em setembro do ano passado.
"Teve alguns dias em que eu quis morrer para liquidar tudo de uma vez. Essa é uma doença infernal", acrescentou ela na ocasião. 

Hipólito já recobrou parte dos movimentos. O mesmo aconteceu com Lidia.
Nove meses depois do diagnóstico, a espanhola ainda não conseguiu recuperar todos os movimentos, mas já pode, por exemplo, abotoar a roupa da filha. 

"Pelo menos não tenho um tumor cerebral ou esclerose múltipla, uma doença deste tipo seria bem pior", afirmou ela.
Doença autoimune, a síndrome de Guillain-Barré é uma condição grave por meio da qual o sistema imunológico começa a atacar o sistema nervoso. 

A doença faz com que as defesas do organismo destruam a mielina que envolve os nervos, que, por sua vez, param de trabalhar. E se os nervos não funcionam, as ordens do cérebro não chegam aos músculos. 

Como resultado, os músculos se atrofiam em pouco tempo e pacientes ficam incapacitados em questão de horas. 

A síndrome de Guillain-Barré não tem causa conhecida, embora 60% dos pacientes a desenvolvam logo após ter tido uma infecção bacteriana ou viral leve, como gripe, resfriado ou gastroenterite, segundo o NHS, o sistema de saúde público britânico.

'Lado positivo'

Surpreendentemente, porém, apesar do efeito explosivo, a maioria dos pacientes que sofre dessa rara doença consegue se recuperar depois de um ano. 

No entanto, não sem antes passar por um intenso e diário tratamento de reabilitação, com inúmeras sessões de fisioterapia e terapia ocupacional. 

"Levei dois meses para perceber o quão lenta, dura e pesada seria a minha recuperação", confessa.
"Houve semanas que não via nenhuma melhoria". 

Lidia conta ter levado um mês para se levantar sozinha. Eventualmente, contabilizava pequenos progressos: "Voltei a caminhar com ajuda", lembra ela. 

"Não era capaz de tomar banho sozinha, mas conseguia me lavar aos poucos", diz. "Conseguia colocar as calças, mas precisava de ajuda para abotoá-las".

Nove meses depois

Hoje, Lidia tem poucas sequelas da síndrome que mudou sua vida, mas ainda precisa das sessões diárias para recuperar todos os movimentos. 

"Ainda não consegui recuperar totalmente a sensibilidade das mãos", explica ela.
Ter de volta os movimentos significaria voltar a exercer uma de suas paixões: ser enfermeira.
Atividades diárias, como colocar o sutiã, escrever, abotoar roupas ou cortar alimentos para cozinhar continuam sendo um desafio. 

Tampouco Lidia consegue correr, ficar na ponta dos pés ou andar de salto alto.
Mas Lidia diz ser otimista e acredita que sua atitude positiva vem contribuindo para sua recuperação.
Ela fica emocionada quando questionada sobre como a doença mudou o modo como encara a vida.
"Embora soe como um clichê, a doença mudou o modo como eu encaro minha vida. Agora dou valor a coisas pequenas, como sair para tomar um café, fazer compras ou levar a minha filha para o parque ...". 

"E espero que, se conseguir me recuperar 100%, não perca a capacidade de continuar a apreciar as pequenas coisas". 

 http://noticias.terra.com.br/mundo/doenca-rara-deixa-espanhola-em-cadeira-de-rodas-em-pouco-mais-de-24-horas,a27a611a81fa3f6016cffc5742810dab60hdRCRD.html