quarta-feira, 1 de abril de 2015

Redução da maioridade não deve ser vista como esperança, diz ministro do STF

"Cadeia não conserta ninguém e não resolve os problemas do país", afirmou Marco Aurélio Mello sobre a PEC 171-A/93

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello disse nesta quarta-feira (10) que a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos não deve ser vista como uma esperança de dias melhores. “Cadeia não conserta ninguém e não resolve os problemas do país, que são outros”, afirmou.

Manifestantes contra e a favor da redução da maioridade penal marcaram presença na votação (31/03)
Agência Câmara
Manifestantes contra e a favor da redução da maioridade penal marcaram presença na votação (31/03)
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171-A/93, que altera a faixa etária de responsabilidade penal, foi aprovada ontem (31) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), após mais de 20 anos em tramitação.

O texto seguirá para uma comissão especial, que será insalada no próximo dia 8 pelo presidente da Câmara a Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Marco Aurélio Mello lembrouu a articulação para que a mudança se torne cláusula pétrea, dispositivo constitucional que não pode ser alterado nem mesmo por uma PEC.

O ministro antecipou que não concorda com a classificação legal para redução da maioridade. “De início, não penso assim, mas estou aberto à reflexão”, ponderou, afirmando que o projeto “baterá no Supremo”.

Mello reconheceu que o ritmo de aprovação de novas regras demonstra que o Legislativo está buscando se fortalecer. Entretanto, alertou sobre o receio de normatizações “em época de crise, porque vingam as paixões exarcebadas”. Segundo ele, o país já tem leis suficientes para correções e deveria se concentrar em outros problemas.

Sobre o arquivamento das investigações contra o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), acusado de desvio de dinheiro da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o ministro explicou que a morosidade da Justiça brasileira prejudica inquéritos antes que eles sejam concluídos. O processo tramitava no STF desde 2003. “A sociedade fica decepcionada quando tem arquivamento de um inquérito.”

Ao participar da solenidade de comemoração dos 207 anos da Justiça Militar da União, em Brasília, Marco Aurélio Mello alertou para o problema da corrupção. “Chegando ao estágio que chegamos, verificamos que a corrupção foi banalizada, mas não posso dizer que foi barateada, porque os valores são muito altos”, ironizou.

Com relação a pedidos de abertura de inquérito contra a presidenta Dilma Rousseff, Mello disse que a Constituição Federal não veda a investigação, mas a responsabilização. Segundo ele, a cláusula existe unicamente para proteção do cargo. “Já está tão difícil governar o país. Imagina se tivermos um inquérito aberto contra a presidenta da República. Não há impunidade, porque, por atos estranhos ao exercício do mandato, ela responderá ao término do mandato. Aí, haverá julgamento na primeira instância”, adiantou.

Também presente à cerimônia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi homenageado com a Medalha Grã-Cruz, o mais alto grau da Ordem do Mérito Judiciário Militar. Janot deixou o local sem falar com a imprensa.

Ministro do Superior Tribunal Militar e chanceler da Ordem, William de Oliveira Barros lembrou a história da justiça mais antiga do país, criada em 1808, meses antes da chegada da família real ao Brasil. Oliveira Barros destacou juristas famosos que participaram da história, entre eles Sobral Pinto. e lembrou contribuições como a formulação da Lei de Segurança Nacional.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-04-01/reducao-da-maioridade-nao-deve-ser-vista-como-esperanca-diz-ministro-do-stf.html

Agentes liberavam ex-senador da Papuda

MP ajuíza ação contra servidores do sistema carcerário por autorizarem saída de Luiz Estevão da prisão


O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação de improbidade administrativa contra dois servidores do sistema carcerário brasiliense. Segundo a ação, Cláudio de Moura Magalhães, ex-coordenador da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), e Murilo José Juliano da Cunha, ex-diretor do centro de detenção provisória (CDP) da Papuda, autorizaram ilegalmente a saída do ex-senador Luiz Estevão  em um fim de semana de dezembro do ano passado.

Na época, Estevão, que também responderá à ação, cumpria pena na Papuda por  fraudes na construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Para o MPF, o ex-senador sabia que não poderia sair do presídio sem autorização judicial, mas, mesmo assim, foi passar o fim de semana em casa.

As saídas temporárias, diz a ação assinada pelo procurador  Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, devem ser autorizadas pela Justiça.

Para Marcelo Bessa,  advogado de Luiz Estevão, não houve irregularidade. O ex-senador havia conseguido a liberação para trabalhar e passar fins de semanas alternados fora da prisão.

 “A partir do momento em que o presídio foi notificado pela Vara de Execuções Penais (VEP) que foi deferido o trabalho externo, ele passou a ter direito a passar o fim de semana em casa”, alegou o advogado do ex-senador.

Favorecimento
Para o MPF, os agentes públicos agiram exclusivamente para privilegiar o ex-parlamentar, “conduta que transpareceu um favoritismo em detrimento dos demais detentos”.

Segundo a ação, Cláudio Magalhães enviou justificativa à juíza Leila Cury, responsável pelo processo de execução penal do ex-senador, alegando que teria autorizado a saída, porque o dia estabelecido para visitas, sexta-feira, estaria conflitando com dia de trabalho.

O MPF  cita que na mesma data em que Luiz Estevão obteve autorização para sair do presídio, em 12 de dezembro, ele recebeu visitas da família. O advogado explicou que a notificação da decisão da VEP  só chegou depois da visita.

Murilo da Cunha, em mais de uma tentativa do MPF, segundo a ação, recebeu ofício para prestar esclarecimentos, mas não respondeu.  Se forem condenados, eles estão sujeitos a penas como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e proibição de contratar com o Poder Público.

Tecnicamente, seria “fuga”, diz ação
A ação do Ministério Público sustenta que  não houve a devida autorização judicial para a saída de Luiz Estevão da prisão. “Ou quiçá, tecnicamente, ‘fuga’”, diz o texto.

Para o procurador, as “saidinhas” – como as saídas temporárias são popularmente conhecidas – foram autorizadas “por agentes públicos incompetentes”, o que configura “não apenas vícios no ato administrativo, como também a imoralidade da conduta”.

A juíza responsável pela tramitação do processo de execução da pena, Leila Cury, confirmou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que  não proferiu decisão concedendo autorização para saídas temporárias a Luiz Estevão, “até porque ele não preenchia os  requisitos legais exigidos para a  concessão”.

Privilégio
No texto apresentado à Justiça Federal, o MPF insiste que os servidores concediam “ privilégio ilegal e desnecessário dado” a Luiz Estevão. O ex-senador, por sua vez, de acordo com o procurador, aceitou ser privilegiado e saiu ilicitamente do Complexo Penitenciário da Papuda, “sendo conscientemente beneficiado com o ato ilícito praticado” pelos dois servidores.

O Ministério Público requereu a oitiva dos réus, da juíza da VEP e das filhas de Luiz Estevão, que visitaram o ex-senador no mesmo dia em que ele foi liberado.

A Secretaria de Justiça do DF, responsável pela gestão do sistema carcerário  na gestão de Rodrigo Rollemberg, foi questionada sobre a conduta dos servidores em questão. Mas, até o fechamento desta edição, não havia se pronunciado.

Nota de Esclarecimento
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do DF – SEJUS/DF, através da Subsecretaria do Sistema Prisional – SESIPE/DF, esclarece que a ação de improbidade contra os agentes da instituição, ajuizada pelo Ministério Público Federal, é o instrumento jurídico adequado para apuração de possíveis infrações cometidas por agentes públicos. Contudo, o resultado final só poderá ser alcançado, confirmando ou não as ações que pesam contra os referidos servidores públicos, ao fim da instrução processual. Os fatos ocorreram na gestão anterior, e, segundo o ex-subsecretário Claudio De Moura Magalhães, a saída do ex-interno se deu por força da interpretação da portaria de n° 12/2001 – VEP-DF. A SESIPE, no entanto, se compromete a coordenar e acompanhar a fiel aplicação das normas de execução penal, zelando pelo cumprimento das determinações judiciais do DF. Será aberto um procedimento apuratório, concomitante à ação judicial, para a averiguação dos fatos narrados.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Petrobras assina contrato de US$ 3,5 bilhões com banco chinês


A Petrobras informou nesta quarta-feira (1º) que assinou com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB) contrato de financiamento de US$ 3,5 bilhões, recursos que devem trazer algum alívio para empresa, que agora tem mais dificuldades de captar recursos por conta da crise decorrente do escândalo de corrupção.

O contrato, assinado entre o CDB e a Petrobras Global Trading BV, subsidiária da estatal, é o primeiro de financiamento de um acordo de cooperação a ser implementado ao longo de 2015 e 2016, ressaltou a petroleira em comunicado.

"Adicionalmente, as duas partes confirmaram a intenção de desenvolver novas cooperações no futuro próximo", disse a Petrobras.

Segundo a Petrobras, o contrato é um importante marco para dar continuidade à parceria estratégica com a China, para quem a estatal exporta petróleo, "fortalecendo as sinergias entre as economias dos dois países".
Por volta das 16h30, as ações preferenciais da Petrobras subiam mais de 4% na Bovespa, enquanto o Ibovespa tinha alta de 2,23%. Mais cedo, os papéis da estatal chegaram a subir mais de 6%. Veja cotação

Momento difícil
O acordo vem em um momento de dificuldades para a Petrobras, que não tem conseguido recorrer ao mercado por conta das denúncias de corrupção da operação Lava Jato.

No mês passado, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou todas as notas de crédito da petroleira, que perdeu o grau de investimento – aplicações consideradas seguras para os investidores. Com a decisão, fica mais dificil para a empresa captar recursos no mercado.

Segundo a Moody's, os rebaixamentos refletem uma preocupação crescente sobre as investigações de corrupção e pressões de liquidez, que podem resultar em de atrasos na entrega de demonstrações financeiras auditadas.

Na quinta-feira, o BNDES estimou uma perda de R$ 2,6 bilhões por conta de sua participação na estatal. Desse valor, R$ 1 bilhão já foi reconhecido no balanço de 2014.

Com limites para realizar captações no mercado de dívida, a Petrobras disse anteriormente que estudava "outras possibilidades de financiamento e incremento de fluxo de caixa", até para fazer frente aos pesados investimentos projetados.




http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/04/petrobras-assina-contrato-de-de-us-35-bilhoes-com-banco-chines.html

terça-feira, 31 de março de 2015

Volkswagen encerra 3º turno em Taubaté e concede férias coletivas a 4.200

A Volkswagen (VOWG_p.DE) concedeu férias coletivas a 4.200 funcionários dos 5 mil trabalhadores de sua fábrica de veículos compactos em Taubaté (SP) até 18 de abril, informou o sindicato local nesta segunda-feira, em meio à queda nas vendas de automóveis no país.

A decisão paralisa a unidade que produz os modelos Voyage e up!, afirmou o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região. Procurada, a Volkswagen disse em breve comunicado que "tem feito uso de ferramentas de flexibilização para adequar o volume de produção à demanda do mercado", mas não confirmou o número de funcionários em férias coletivas.

Segundo a entidade, a decisão da montadora ocorreu diante da suspensão do terceiro turno, que emprega cerca de 970 funcionários que serão remanejados para os dois outros turnos. 

Essa alteração vai demandar mudanças no sistema de produção, o que exigirá a paralisação da fábrica e por isso foram concedidas as férias coletivas, disse o sindicato. Outros 500 funcionários da fábrica estão afastados e 250 com contratos de trabalho suspensos (layoff). 

A Volkswagen anunciou em fevereiro do ano passado investimento de 1,2 bilhão de reais na fábrica de Taubaté para a implantação da linha de produção do up!. Segundo o sindicato, a empresa havia planejado produzir 1.400 carros por dia na fábrica, mas a produção atual está em 850 unidades.

O analista do mercado de veículos Raphael Galante, da Oikonomia Consultoria, afirmou que a decisão da Volkswagen de encerrar o terceiro turno ocorreu diante da difícil conjuntura do mercado brasileiro este ano. Segundo ele, as vendas de veículos leves no país devem despencar 17 por cento em 2015.

"Se o up! estivesse bem de vendas, a Volkswagen sofreria só um pouco menos, seria um atenuante de uma situação crítica do setor este ano", disse Galante, citando que a média mensal de vendas do up! em 2014 foi de 4.905 unidades ante 15.225 do Gol, modelo mais antigo, também da Volkswagen.

Ele acrescentou que a montadora alemã registra queda de cerca de 22,5 por cento nas vendas de veículos leves no acumulado do ano até o último final de semana no Brasil, a 101,6 mil unidades, enquanto o mercado como um todo tem baixa de 17 por cento, a 618,3 mil.

Segundo a associação de montadoras, Anfavea, o setor terminou fevereiro com queda de cerca de 9 por cento no total de funcionários ocupados sobre um ano antes, a 142,3 mil.

Ainda segundo o sindicato, a fábrica de componentes para motores da Ford, também em Taubaté, mantém 137 trabalhadores em suspensão de contrato de trabalho (layoff). 

"Eles deveriam voltar amanhã ao trabalho, mas ainda dependem de decisão da empresa, que iniciou o layoff em julho passado", disse a assessoria de imprensa da entidade. A fábrica da montadora norte-americana emprega cerca de 1.500 trabalhadores.

Na semana passada, a Ford anunciou acordo com funcionários de sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP) para abertura de um programa de demissão voluntária para redução de 400 a 600 vagas excedentes, informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

A montadora norte-americana fechou um acordo com sindicatos do ABC e em Taubaté que prevê congelamento de salários este ano em troca de abono de 8 mil reais e reajuste de salários, para repor inflação, e abono de 1,7 mil reais em 2016.


http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economiaenegocios/volkswagen-encerra-3%C2%BA-turno-em-taubat%C3%A9-e-concede-f%C3%A9rias-coletivas-a-4200/ar-AAaetr7

Etanol sobe em SP após 6 semanas de queda; fica competitivo ante gasolina em MG

Entre 23 e 27 de março, o Indicador semanal Cepea/Esalq do hidratado (Estado de São Paulo) foi de 1,2683 real/litro (sem impostos), alta de 4 por cento em relação à semana anterior.   
Entre 23 e 27 de março, o Indicador semanal Cepea/Esalq do hidratado (Estado de São Paulo) foi de 1,2683 real/litro (sem impostos), alta de 4 por cento em relação à semana anterior. 
 
Depois de recuar por seis semanas seguidas nas usinas de São Paulo, os preços do etanol hidratado subiram 4 por cento no mercado "spot", com chuvas atrapalhando a colheita das unidades que iniciaram a nova safra e menores vendas de outros Estados, avaliou nesta segunda-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

"Apesar do menor volume demandado, usinas paulistas se apoiaram na diminuição das vendas de etanol de outros Estados para São Paulo e também nas chuvas, que interromperam a colheita das unidades que já iniciaram as atividades, para se manterem firmes nos valores pedidos", disse o Cepea, da Universidade de São Paulo.

Entre 23 e 27 de março, o Indicador semanal Cepea/Esalq do hidratado (Estado de São Paulo) foi de 1,2683 real/litro (sem impostos), alta de 4 por cento em relação à semana anterior. 

Na parcial do mês (até o dia 27), porém, o Indicador ainda acumula baixa de 2 por cento.

Para o anidro, a maioria dos negócios continua vinculada a contratos. Além disso, conforme a resolução da ANP nº 67, usinas precisam manter estoques mínimos do produto até o dia 31 março de cada ano, ressaltou o Cepea. 

O Indicador semanal Cepea/Esalq do anidro recuou 1,4 por cento no comparativo das duas últimas semanas, com a média passando para 1,3387 real/litro (sem impostos). Foi a sexta queda consecutiva para este combustível.

As quedas ou altas registradas nas usinas não são imediatas para a bomba no posto de combustível, variando de intensidade dependendo das condições do mercado.

COMPETITIVIDADE NOS POSTOS
Nos postos, o biocombustível segue competitivo frente à gasolina em alguns Estados, especialmente naqueles que produzem mais.

De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, referente ao período 22 a 28 de março, a cotação média do hidratado em São Paulo foi de 2,075 real/l, correspondendo a 65,5 por cento do valor da gasolina. O combustível derivado da cana-de-açúcar também segue vantajoso nos Estados de Mato Grosso, Paraná e Goiás. 

Em Minas Gerais, onde o ICMS sobre o hidratado baixou de 19 para 14 por cento desde o dia 18 de março, o biocombustível também passou a ser competitivo, com o preço nos postos equivalendo a 69,8 por cento da gasolina C, apontou o Cepea.

O hidratado é competitivo nos postos se for vendido a até 70 por cento do preço da gasolina.
Com a maior competitividade do etanol em Minas Gerais frente à gasolina, a consultoria Job Economia estimou anteriormente uma demanda adicional por hidratado no Estado de 1 bilhão de litros neste ano, com um potencial de 3 bilhões de litros nos próximos anos. 

O incremento no consumo deverá ocorrer, segundo a consultoria, a partir do momento que os mineiros mudarem sua cultura no abastecimentos dos veículos, usando um combustível financeiramente mais vantajoso.
 
http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economiaenegocios/etanol-sobe-em-sp-ap%C3%B3s-6-semanas-de-queda-fica-competitivo-ante-gasolina-em-mg/ar-AAaeFFb

Gol registra prejuízo de R$ 1,1 bi em 2014

<p>Resultado foi impactado, principalmente, pela variação cambial de R$ 426 mi, somados aos R$ 443 mi de perdas com derivativos, segundo a companhia.</p> © Foto: Fabio Motta/Estadão Conteúdo

Resultado foi impactado, principalmente, pela variação cambial de R$ 426 mi, somados aos R$ 443 mi de perdas com derivativos, segundo a companhia.

A Gol Linhas Aéreas registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 631 milhões no quarto trimestre de 2014, ante a perda de R$ 19,3 milhões em igual período do ano anterior. O resultado atribuído aos acionistas controladores foi negativo em R$ 668,4 milhões, alta de 1.299% ante os R$ 47,8 milhões apurados nos últimos três meses de 2013.

A companhia explicou que o resultado trimestral foi negativamente impactado, principalmente, pela variação cambial de R$ 426 milhões, somados aos R$ 443 milhões de perdas com derivativos.No acumulado do ano, o prejuízo líquido acumulado foi de R$ 1,117 bilhão, ante os R$ 724,59 milhões reportados no exercício anterior. O resultado dos controladores, por sua vez, somou R$ 1,246 bilhão negativos, na comparação com os R$ 724,6 milhões igualmente negativo de um ano antes. Também neste caso, a companhia atribui as perdas à variação cambial.

"O prejuízo do ano explica-se, principalmente, pela desvalorização do real ante o dólar americano e pelas perdas com posições de hedge de petróleo, resultando num patrimônio líquido negativo", disse o presidente da companhia, Paulo Kakinoff, em mensagem da administração. "A elevada liquidez e o adequado perfil de amortização de dívidas, associado a uma reserva de ativos, criam condições de robustez financeira para enfrentar este período", acrescentou.

O executivo destacou que neste início de 2015 o cenário macroeconômico tornou-se "ainda mais desafiador" e disse que a estratégia para enfrentar a turbulência é focar em "segurança, inteligência, servir e lowest-cost".

O Ebitdar (lucro operacional antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações somado ao valor dos custos operacionais com arrendamento mercantil de aeronaves e com arrendamento suplementar de aeronaves) atingiu R$ 482,2 milhões entre outubro e dezembro, queda de 12,6% ante os R$ 551,9 milhões anotados no quarto trimestre de 2013. 

A margem Ebitdar ficou em 17,7%, queda de 2,5 pontos porcentuais (p.p.) ante os 20,2% registrados um ano antes. No ano, o Ebitdar alcançou R$ 1,812 bilhão, acima dos R$ 1,526 bilhão de 2013, com avanço de 1.0 p.p. na margem Ebitdar, para 18%.

A receita operacional líquida somou R$ 2,729 bilhões de outubro a dezembro, praticamente estável frente os R$ R$ 2,728 bilhões do mesmo período de 2013. No ano, a receita líquida acumulada foi de R$ 10,652 bilhões, alta de 12,4% e recorde para a companhia.

Mercado
O prejuízo de R$ 668,4 milhões atribuído aos acionistas da Gol no quarto trimestre de 2014 ficou acima dos R$ 250 milhões estimados por analistas ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. A receita operacional, por sua vez, de R$ 2,729 milhões entre outubro e dezembro, ficou em linha com os R$ 2,736 bilhões estimados pelos analistas.
 
http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economiaenegocios/gol-registra-preju%C3%ADzo-de-rdollar-11-bi-em-2014/ar-AAafYBX

Passageiros de avião da Turkish Airlines só souberam de ameaça no Marrocos

O diretor no Brasil da companhia aérea turca disse que a empresa preferiu manter sigilo por motivos de segurança e para evitar o pânico dentro do avião.  O diretor no Brasil da companhia aérea turca disse que a empresa preferiu manter sigilo por motivos de segurança e para evitar o pânico dentro do avião. 
 
Os passageiros do avião da Turkish Airlines que aterrissou de emergência nesta segunda-feira em Casablanca, devido a uma ameaça de bomba, disseram ao desembarcar na cidade de São Paulo, seu destino final, que só se inteiraram do ocorrido quando aterrissaram no Marrocos.

'Eles disseram que tínhamos que aterrissar por um problema técnico, mas que já tinha sido resolvido', afirmou o empresário Joel Anderson, que retornava ao Brasil após ter feito uma viagem de negócios à China, pouco após seu desembarque no aeroporto internacional de São Paulo.

O avião aterrissou em São Paulo por volta das 22h desta segunda-feira, com quase três horas de atraso, depois de ter sido submetido no Marrocos a uma minuciosa revista na qual se terminou descartando a existência de uma bomba.

A tripulação do avião da Turkish Airlines que fazia o voo TK15, que viajava entre Istambul e São Paulo, se absteve de informar aos 256 passageiros que a aterrissagem não programada em Casablanca foi determinada depois que se encontrou uma mensagem em um banheiro com a palavra 'bomba' escrita em turco.

O diretor no Brasil da companhia aérea turca, Atagun Kutluyuksel, disse que a empresa preferiu manter sigilo por motivos de segurança e para evitar o pânico dentro do avião.

Os poucos passageiros que conversaram com a imprensa em São Paulo após o desembarque elogiaram a decisão e o profissionalismo da tripulação e disseram que era melhor manter o motivo da aterrissagem em sigilo.

Após a aterrissagem de emergência, as autoridades marroquinas desdobraram todos os dispositivos de segurança em torno do avião e os agentes realizaram uma varredura na aeronave.

Além disso, as autoridades comprovaram as identidades dos 256 passageiros que viajavam no avião e que foram evacuados.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/passageiros-de-avi%C3%A3o-da-turkish-airlines-s%C3%B3-souberam-de-amea%C3%A7a-no-marrocos/ar-AAafjJH

Lula pede que PT reorganize militância para defender governo

SÃO PAULO - Depois de ouvir as exposições dos representantes dos 27 Diretórios Estaduais do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou nesta segunda-feira, 30, passar aos correligionários uma mensagem de ânimo. Segundo dirigentes presentes no encontro, Lula pediu que os membros do partido "levantassem a cabeça" e reorganizassem a militância petista para defender o governo. 

O presidente estadual da legenda em São Paulo, Emídio de Souza, disse que Lula vai "viajar o País". "Ele pediu para a gente levantar a cabeça e seguir em frente. Temos história", disse. O ex-presidente foi classificado como "esperançoso" com o quadro. De acordo com outro dirigente presente na reunião, uma das preocupações do ex-presidente era que o PT cuidasse melhor da base social do partido. "Ele pediu para militar, buscar nos Estados e municípios o apoio. Pediu para cuidarmos da base social do partido, que é quem votou na gente."

Durante a reunião de mais de quatro horas, todos os dirigentes presentes na sala ficaram sem seus celulares. Todos os aparelhos foram confiscados na entrada. Os dirigentes descolavam as etiquetas com os nomes de cada um do verso do aparelho enquanto deixavam o hotel na zona sul de São Paulo onde aconteceu a reunião.

Insatisfação. Enquanto a maioria dos petistas ouvidos pelo Broadcast Político demonstrava contentamento com o resultado da reunião e do documento votado em seguida, o petista Markus Sokol, líder da corrente de extrema esquerda O Trabalho, criticava o resultado do encontro e dizia que "esperava mais".

Sokol disse que esperava um posicionamento claro do partido frente ao governo, contrário às medidas de ajuste fiscal. "O manifesto é forte, mas o que propõe?", questionou antes de completar: "É a situação que é forte, não o manifesto".


http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/lula-pede-que-pt-reorganize-milit%C3%A2ncia-para-defender-governo/ar-AAaeUJF
 

segunda-feira, 30 de março de 2015

PM é preso por explodir caixa eletrônico


Segundo a polícia, o bando estava com R$ 53.128 em dinheiro, três fuzis, duas pistolas calibre .380 e 9 mm, munições para as armas, quatro coletes à prova de balas, quatro toucas-ninja, uma mira laser, um rádio para ouvir a frequência da Polícia Militar e 15 celulares.

Por volta das 4h, a quadrilha explodiu uma caixa eletrônico de um posto de combustível. Após a ação, as Polícias Civil e Militar montaram uma operação com cerca de 100 homens e um helicóptero Águia da PM. Com as informações de testemunhas, os policiais encontraram um dos carros utilizados pelo bando, que fugiu por um matagal às margens da Rodovia Prefeito Casemiro Teixeira.

Houve uma troca de tiros, uma viatura da PM foi atingida e um PM foi atingido por estilhaços no rosto. No meio da mata, o soldado da PM foi preso. O policial estava desarmado e portava algumas notas chamuscadas pela explosão do caixa eletrônico.

Na sequência, outros dois criminosos foram detidos: um vendedor de 22 anos e um pizzaiolo de 30 anos. A dupla estava com todo as armas, coletes, toucas, celulares e o dinheiro.

Levados para a Delegacia de Iguape, os assaltantes disseram que estavam uma casa na cidade de Ilha Comprida, também na Baixada Santista. Na residência, os policiais detiveram dois mecânicos, de 27 e 20 anos, e o operador de máquinas, de 32. A polícia ainda apreendeu duas bananas de dinamite, estopin, um sistema de acionar explosivos e ferramentas. Os bandidos também mantinham uma Hyundai Tucson preta, roubada e com placadas adulteradas.

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5332159625981277870#editor/target=post;postID=3203026266608936023

Atleta morre em torneio de MMA no Azerbeijão

Um atleta de MMA morreu durante um torneio no Azerbaijão. De acordo com a reportagem do site "Sportbox", Ramin Zeynalov, de 27 anos, participava de uma luta em seu país no início desta semana quando recebeu duros golpes e sofreu com uma hemorragia cerebral. Ainda segunda a publicação, o lutador chegou a ser atendido dentro do ringue, mas os médicos não conseguiram reanimá-lo e ele foi rapidamente declarado morto.

Aliabbas Zeynalov, pai do atleta, informou ao "Sportbox" que seu filho participou da luta sem a aprovação da família, que acreditava que ele não estaria preparado para uma disputa profissional de MMA.

"Meu filho competiu sem a minha permissão. Nós éramos conta isso. Não dei permissão, ele não me ouviu e esse é o resultado. Está morto", lamentou o pai.

Rahman Zeynalov, irmão de Ramin, revelou que o lutador era faixa-preta de Tae-Kwon-Do, medalha de prata no torneio nacional de kickboxing e tinha experiência no muay thai, Mesmo assim, Rahman também considerava que seu irmão não estava no nível profissional de MMA.

"Ele não estava muito bem preparado profissionalmente, mas era um atleta de verdade que tinha 11 medalhas. Eu assisti o vídeo do momento da morte e não tem quem culpar. Ele voluntariamente fez parte da competição, apesar de os pais não concordarem. Ramin era o irmão mais novo da família", contou o irmão.
"Ele não contou a ninguém que iria participar de uma luta sem regras. Descobrimos por acidente. Tentamos impedí-lo dizendo que ele tinha família, que não precisava, mas ele não nos ouviu. Ele não precisava do dinheiro, fez por paixão", completou.

Uma investigação foi instaurada para apurar as causas da morte de Ramin. Seu adversário ofereceu condolências à família. O lutador deixa uma filha.

http://www.msn.com/pt-br/esportes/lutas/atleta-morre-em-torneio-de-mma-no-azerbeij%C3%A3o/ar-AAaceCC

Avião da Turkish Airlines com destino a SP desvia por ameaça de bomba

Incidente ocorre a menos de uma semana depois da tragédia com a aeronave da Germanwings, que matou 150 pessoas

Um avião da Turkish Airlines, que tinha como destino o Brasil, aterrissou em Casablanca, no Marrocos, após um alarme de bomba a bordo, informou o portal "Hurriyet". O voo TK15 saiu de Istambul e ia para São Paulo.

Incidente ocorre a menos de uma semana depois da tragédia com a aeronave da Germanwings, que matou 150 pessoas.

Equipes de segurança já estão procurando por algum artefato explosivo no avião. Segundo a companhia aérea, 256 pessoas estavam a bordo da aeronave.

As buscas estão sendo realizadas após os pilotos do Boeing 777 informarem que o voo seria alvo de um ataque. De acordo com a "CNN" local, o alerta foi encontrado por uma das comissárias, que viu um bilhete escrito "bomba" no banheiro.

Ao verem o documento, eles informaram a situação de emergência para os controladores que pediram a aterrissagem no aeroporto de Casablanca, o mais próximo no momento.

Segundo as autoridades do país, foram tomadas todas as medidas de precaução necessárias e todas as bagagens passarão por investigação. A viagem só deve ser retomada após toda a análise tanto da aeronave como da carga.

Ontem, um avião da mesma companhia fez uma viagem inaugural na linha Istambul-Tóquio e precisou voltar ao aeroporto por problemas no banheiro da aeronave.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-03-30/aviao-da-turkish-airlines-com-destino-a-sp-desvia-por-ameaca-de-bomba.html

“Ser direita é não gostar do PT”, diz empresária que tirou roupa em protest

Em entrevista ao iG, Juliana Isen, musa da direita, conta que votou no Aécio Neves e diz que gostaria de ver Joaquim Barbosa, "um cara porreta", no lugar da presidente Dilma Roussef; confira também o ensaio fotográfico

No meio de milhares de pessoas, ao menos seis carros de som e diversos gritos de protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), no último dia 15, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, a empresária baiana Juliana Isen, de 36 anos, encontrou outra maneira de chamar a atenção de todos que estavam ao seu redor.
Empresária protestou contra o governo Dilma no último dia 15 (26.03.15)
Edu Cesar
Empresária protestou contra o governo Dilma no último dia 15 (26.03.15)
Juliana colocou dois adesivos nos mamilos e tirou a camiseta diante de dezenas de policiais, que olharam impassíveis. Aos gritos de “Fora Dilma, Fora PT, quero um País melhor, sem corrupção”, ela caminhou seminua pela mais icônica avenida da principal cidade do País, posou para fotógrafos e curiosos e ainda hoje, duas semanas após a manifestação, fatura com a atitude incomum.

A empresária diz que ficar semi-nua na Avenida Paulista foi uma decisão totalmente passional, impulsiva, nada programada. Quando pequena, Juliana conta que era tímida. Mas não foi o que se viu no protesto da empresária. “Me deu aquela coisa... vi os policiais, coloquei os adesivos [nos mamilos] e tirei [a blusa]. Quando olhei ao redor, vi um monte de fotógrafos, um monte de gente e pensei: 'é agora que vou mandar meu recado'. Gritei que queria liberdade, um país melhor, fora PT, fora Dilma, fora Lula. Chega, já deu'". Ela garante que não premeditou a nudez em busca de fama. "Fui movida pelo calor da emoção. Não achei que ia causar polêmica. Minha aureola estava totamente coberta pelo adesivo. Tirei a blusa, comecei e papapá. Nem imaginei aquele monte de fotógrafos. Fui verdadeira, expontânea. E faria de novo", conta.

Debaixo de uma leve garoa e no meio da empolgação, os adesivos de Juliana descolaram e por alguns minutos ela ficou sem a proteção nos seios. O jeito foi usar novos adesivos. Além dos novos seguidores nas redes sociais, de programa de TV e ensaio nu, Juliana teve de administrar a avó, por quem foi criada, que ficou dois dias de cama. 

Surge uma neocelebridade
A empresária, que é sócia do ex-marido em uma revenda de suplementos para atletas, virou neocelebridade e conquistou o posto de musa dos atos anti-governo. E nas últimas duas semanas, diz ter visto sua vida mudar, com direito a pedidos de casamento pelo Facebook, cantadas de homens e mulheres e até convite (já aceito) para posar nua para uma revista masculina. No dia seguinte ao protesto, foi preciso contratar um assessor de imprensa e um empresário – Cacau Oliver, o mesmo da ex-vice-miss bumbum, Andressa Urach. Agora o sonho é ser apresentadora de TV.

Em entrevista ao iG, a empresária, que rechaça o título de socialite e se define como de direita por ser “contra o PT”, diz que aquela foi a segunda manifestação da qual participou. A primeira foi em junho de 2013, quando se juntou a outras milhares de pessoas também na avenida Paulista para pedir a revogação do aumento de R$ 0,20  nas tarifas de ônibus, metrô e trem de São Paulo.

“Eu não pego ônibus, mas eu tenho uma secretária. Não é porque não pego ônibus que não vou lutar pelos direitos que eu acredito. Fui em nome do povo”, diz Juliana. Mas no último dia 15, diz ela, a motivação era também pessoal. 
“Eu fui [no dia] porque não só eu, como todo mundo, estamos insatisfeitos. Eu fui por mim, por todo mundo, dar um grito de misericórdia. Fui pela insatisfação de tudo que vem sucedendo no dia a dia, como por exemplo, o escândalo na Petrobras, criminalidade, essa roubalheira incrível que tem no nosso País, a falta de oportunidade, de escolas, de hospitais”, diz.

Sobre a avaliação feita por alguns de que os manifestantes que saíram às ruas no dia 15 seriam da chamada “elite branca”, ela rebate: “As pessoas têm mania de dizer que o PT é o partido de pobre, que outros partidos são de rico, que as pessoas que estão contra a Dilma são os ricos. Acho que não. Tinha porteiro, tinha zelador, tinha taxista. Independente de classe, de grana, estava todo mundo unido contra o PT, contra a Dilma”.

Direita X esquerda
Eleitora do tucano Aécio Neves no primeiro e no segundo turno nas eleições do ano passado, Juliana se define como uma pessoa alinhada com os ideais pregados pela ala direita da política.

Ainda que pontuado por uma confusão na hora de se explicar, o entendimento de Juliana sobre direita e esquerda derruba qualquer teoria política vigente. "Ser direita é não gostar do PT, se enquadra assim?", pergunta com ar de dúvida durante a entrevista. "Ser esquerda é não gostar do PT", responde novamente, titubeando. Ela tenta refletir melhor e corrige: "Não gostar do governo do PT é gostar de qualquer partido que não seja o PT”.

A musa da direita diz que nunca teve esperança em um bom governo de Dilma - por quem diz sentir repulsa - credita a grande votação da atual presidente à distribuição do programa federal de transferência de renda Bolsa Família.

“Fiquei frustrada [quando soube que Dilma tinha sido eleita]. Não acreditei, desliguei até a televisão de raiva. Nunca tive esperança nenhuma em um governo melhor da Dilma e nem tenho. Nenhum dos meus amigos votou na Dilma. Nem minha secretária votou. Como essa mulher ganhou, gente? Nem vizinhos, porteiros, nem taxista. Ninguém votou”.

A presidente Dilma Rousseff foi eleita por uma pequena diferença de votos – 51,64% para a petista contra 48,36% de Aécio Neves. “Acho que [os eleitores da Dilma] são as pessoas que recebem Bolsa Família. No Nordeste, a Dilma ganhou disparada porque a maioria da população são pessoas de baixa renda”, diz.

Apesar de ter votado no tucano, Juliana Isen diz que fez uma escolha baseada nas opções que tinha à mesa. Mas o seu maior desejo é outro. Fã do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, ela diz que ele seria o presidente ideal para o País. “Acho ele um cara sensato, honesto, digno. [Fiquei fã dele] porque fala a verdade, não se corrompe, não se prostitui, por tudo que falam e o que eu leio sobre ele, acho ele um cara porreta, como diz minha avo", define.

"Sou bem nascida, mas sobrenome não paga as contas"
Apesar de dizer pertencer a uma família tradicional de Salvador, Juliana garante que “só ter um sobrenome não faz pagar as contas”.
“Vim de berço, sou bem nascida, tenho um sobrenome de peso, mas precisei trabalhar aos 17 anos em shopping”, diz. Ela conta que teve uma infância tranquila com os avós realizando todos os seus desejos, mas a morte do avô quando ela tinha 13 anos mudou a situação financeira da família começou a piorar. De lá para cá, conta, sempre trabalhou. Primeiro no shopping, depois com o primeiro ex-marido em uma loja de artigos de informática.
Foi com o primeiro ex-marido, ainda em Salvador, que Juliana se aproximou da política. O companheiro foi candidato a vereador pelo Democratas. Na hora de explicar, Juliana se confunde e chama o DEM, a sigla do partido, de "Demo". Antes, tem a lembrança da campanha presidencial de 1989. Cita o slogan de Guilherme Afif Domingos ("Juntos chegaremos lá"), Fernando Collor de Mello e Ronaldo Caiado, "fazendeiro, um gato".

Para manter o corpo em forma, a empresária diz não abrir mão de uma alimentação saudável, além de malhar 1h30 todos os dias. “Adoro correr na esteira”. Juliana entrega ter recorrido a duas lipoesculturas, ter colocado 325 ml de silicone nos seios “porque não tinha nada” e ainda fez as maças do rosto, por meio de intervenção cirúrgica. Mesmo assim, está insatisfeita com o corpo que exibe. “Quero fazer mais uma lipo. Meu médico diz que sou louca”.

Planos para o futuro
Quando questionada se não seria uma boa opção para assumir um cargo público, caso apareça o convite de algum partido, ela refuta com veemência. “Não quero me corromper”. O sonho é mesmo ser apresentadora de TV, assim como a musa inspiradora, Hebe Camargo (1929-2012).

“[Eu gostaria de] apresentar um programa jovem, com músicas. Queria muito ser apresentadora. Se eu falar Hebe, vou estar sendo muito..? Ah, a Hebe para mim é tudo. Quando eu era pequena, sempre sonhava em ir ao programa Hebe Camargo. Achava ela chiquíssima”.

Apesar de ter certeza de que a publicação do ensaio nu na "Sexy" vai potencializar essa virada radical, Juliana diz não ter grandes expectativas destes momentos de fama repentina.

“Tenho uma cabeça muito boa. Estou nessa, estou aproveitando, estou usufruindo tudo que está acontecendo. Se não der, vou continuar a minha vida como sempre vivi, sendo feliz”, diz. Marcela afirma ainda que tem recebido o apoio da família e dos amigos para seguir uma eventual carreira artística.

Mas enquanto a verdadeira fama não chega, ela que é solteira segue na companhia de boas taças de champanhe – sua bebida preferida – e do cachorro da raça shitzu Francisco (em homenagem a São Francisco de Assis, protetor dos animais), que mora com ela em um apartamento em Moema, bairro nobre da zona sul de São Paulo.

O que é a direita e esquerda, afinal?
Os termos direita e esquerda foram usados pela primeira vez na Assembleia Nacional durante a Revolução Francesa, em 1789, para determinar a localização dos que eram simpáticos à revolução, que ficavam à esquerda do presidente da reunião, e os apoiadores do rei, que ficavam à direita. Ao longo da história passaram a designar ideologia política, associada, essencialmente à liberdade individual e ao bem coletivo, como explica o professor de história contemporânea da Universidade Presbiteriana Mackenzie Alexandre Hacker.

“Esquerda são todos aqueles discursos e projetos que pretendem instituir a ideia de igualdade, que pretendem derrubar as barreiras entre os grupos sociais. Direita é aquele grupo que admite diferenças profundas na sociedade e aposta mais na liberdade individual do que na igualdade social”.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-03-30/ser-direita-e-nao-gostar-do-pt-diz-empresaria-que-tirou-roupa-em-protesto.html

domingo, 29 de março de 2015

Boko Haram é suspeito de 23 decapitações no Nordeste da Nigéria


O grupo também é apontado como responsável por incendiar casas na véspera da eleição, que foi adiada por problemas

O grupo extremista islâmico radical Boko Haram é suspeito da decapitação de 23 pessoas nessa sexta-feira (27), véspera das eleições, em Buratai, no Nordeste da Nigéria, assim como de incendiar casas na localidade, informou um deputado federal à AFP.

Os ataques teriam ocorrido no fim da tarde na região, no dia em que milhões de nigerianos foram chamados a votar nas eleições presidenciais e legislativas do país.

“Houve um ataque em Buratai, na noite de sexta-feira, feito por homens armados suspeitos de serem insurgentes. Decapitaram 23 pessoas e incendiaram casas”, declarou Mohammed Adamu, que representa a região.

Uma enfermeira do hospital mais próximo, em Biu, declarou que 32 feridos que receberam assistência médica também relataram decapitações durante o ataque.

Neste sábado, vários ataques foram feitos por grupos islamistas radicais em seções de voto no país, deixando pelo menos 13 mortos, segundo números da agência de notícias BBC.

Os extremistas armados dispararam contra os locais de votação e as filas de eleitores que aguardavam a vez de votar.

Algumas seções reabriram depois dos ataques, mas outras permaneceram fechadas, segundo relatos de testemunhas. Muitas pessoas fugiram, assustadas e não regressaram.

Abubakar Shekau, o líder do grupo islamista Boko Haram, ameaçou no mês passado que tentaria impedir o processo eleitoral, que considera em desacordo com o Islã, em vídeo publicado na rede social Twitter.

“Essas eleições não vão ocorrer, mesmo que nos matem. Mesmo que já não estejamos vivos, Alá não o permitirá”, declarou na ocasião.

Em algumas localidades, a Comissão Eleitoral do país suspendeu a votação, na expectativa de poder ser retomada neste domingo (29), devido a problemas técnicos com o novo sistema de credenciamento de eleitores, que não permitia a leitura dos novos cartões com dados biométricos.

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: AP

Após possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: AP

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: AP
 
O próprio presidente do país, Goodluck Jonathan, candidato à reeleição, não conseguiu, de manhã, votar por dificuldades com o novo sistema.

Cerca de 68,8 milhões de nigerianos são chamados às urnas para eleger o novo presidente e o Parlamento, em um ambiente de tensão devido ao risco de violência política e à ameaça de atentados islamitas.

Os candidatos a chefe de Estado são 14, entre os quais se encontra pela primeira vez uma mulher.
Participam da disputa, que se prevê acirrada, o atual presidente, Goodluck Jonathan, e o ex-general Muhammadu Buhari, que dirigiu a Nigéria, à frente de uma junta militar, de 1983 a 1985.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-03-29/boko-haram-e-suspeito-de-23-decapitacoes-no-nordeste-da-nigeria.html

Copiloto de avião que caiu na França sofria de ansiedade generalizada, diz jornal

Andreas Lubitz teria recebido aplicações injeções de olanzapina, que tem efeito antipsicótico

O copiloto do avião que caiu nos Alpes franceses na terça-feira, Andreas Lubitz, de 27 anos, sofria de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), segundo informou neste domingo (29) o jornal francês Le Parisien.

De acordo com a publicação, os médicos que o atenderam aplicaram injeções de olanzapina, que tem efeito antipsicótico, e recomendaram que Lubitz praticasse esportes para recuperar a autoconfiança.

Lubitz, que supostamente derrubou a aeronave de forma deliberada durante o trajeto entre Barcelona e Düsseldorf, também aparentava ter problemas com o sono, para o qual foi recomendado a usar o antidepressivo agomelatina.


A promotoria de Düsseldorf informou nesta sexta-feira que encontrou documentos médicos "que apontam uma doença e o tratamento médico correspondente" na casa de Lubitz e na de seus pais, na cidade alemã de Montabaur.

O site do jornal alemão Die Welt informou na semana passada que agentes da polícia acharam vários remédios para tratar um grave "transtorno psicossomático" no apartamento em Düsseldorf.

Segundo o jornal americano The New York Times, Lubitz também tinha problemas de visão que poderiam ter colocado em risco seu trabalho, no qual acumulava uma experiência de 630 horas de voo. 

http://noticias.r7.com/internacional/copiloto-de-aviao-que-caiu-na-franca-sofria-de-ansiedade-generalizada-diz-jornal-29032015

Alvos da Lava Jato bancam 40% das doações a partidos

O PT foi o principal beneficiado pelos repasses oficiais do cartel acusado na operação

 O conjunto das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato foi responsável, em média, pela doação de 40% dos recursos privados canalizados para os cofres dos três principais partidos do País — PT, PMDB e PSDB — entre 2007 e 2013. No período, as legendas, somadas, receberam pelo menos R$ 557 milhões de 21 empresas envolvidas no escândalo.

Em valores absolutos, o PT foi o principal beneficiado pelos repasses oficiais do cartel acusado de superfaturar obras na Petrobras. Mas o cerco ao grupo também ameaça as finanças do maior partido de oposição: 42% das doações privadas recebidas pelo PSDB vieram das empresas investigadas.

É nesse contexto de crise de financiadores que o Congresso decidiu triplicar a destinação de recursos públicos para o Fundo Partidário, que banca parcialmente o funcionamento das legendas. Na votação do Orçamento da União, há duas semanas, a dotação do fundo foi elevada de R$ 290 milhões para R$ 868 milhões.

No período de sete anos analisado pelo Estadão Dados, o PT recebeu R$ 321,9 milhões das empreiteiras investigadas, em valores atualizados pela inflação. O PSDB recebeu menos da metade: R$ 137,9 milhões. Os dados se referem somente às doações feitas aos diretórios nacionais dos partidos.

A Operação Lava Jato, que investiga desvios e superfaturamentos de contratos de empreiteiras com a Petrobras, desvendou a existência de um cartel formado por quase todas as grandes empresas de construção do País. Cinco delas — Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Grupo Odebrecht e OAS — respondem por quase 77% dos repasses feitos pelas empresas investigadas aos três partidos nos últimos anos.
Foco
As doações do chamado cartel da Lava Jato estão sob os holofotes da Justiça por causa da suspeita de que camuflavam pagamentos de propina. Com base em depoimentos de envolvidos no escândalo, o Ministério Público Federal afirma que repasses oficiais feitos ao PT eram, na verdade, pagamento em troca de benefícios em contratos firmados com a Petrobras. Outros partidos, como o PMDB e o PP, teriam se utilizado de canais diferentes para coletar recursos desviados.

Augusto Mendonça, diretor do grupo Setal, entregou à Justiça Federal recibos de doações partidárias e eleitorais feitas por suas empresas para o PT entre 2008 e 2012. Segundo ele, era dessa forma que se dava o pagamento de propinas desviadas da Petrobras. Mendonça foi preso e assinou um acordo de delação premiada com os promotores.

O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que também colabora com as investigações em troca de redução de penas, já declarou em depoimento que as doações aos partidos são, na verdade, "empréstimos" cobrados posteriormente na forma de benefícios em seus negócios com o governo.

Líderes do PT negaram o envolvimento em irregularidades e acusaram os procuradores do caso Lava Jato de tentar criminalizar doações feitas conforme as determinações legais - com recibo e registradas no Tribunal Superior Eleitoral. Petistas também alegaram que as empresas acusadas financiaram diversos partidos, inclusive os de oposição.

No PT, o principal alvo dos procuradores é o tesoureiro João Vaccari Neto. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público e acolhida pela Justiça, Vaccari participou de reuniões com Renato Duque, então diretor de Serviços da Petrobras, nas quais teriam sido acertados pagamentos de propinas ao PT na forma de doações legais.

Segundo o Luiz Flávio D’'Urso, advogado de Vaccari, o tesoureiro "não recebeu ou solicitou qualquer contribuição de origem ilícita destinada ao PT". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.r7.com/r7/media/2015/20150308-Nomes-Lava-Jato/20151303-54NomesLavaJato.jpg

 http://noticias.r7.com/brasil/alvos-da-lava-jato-bancam-40-das-doacoes-a-partidos-29032015

sábado, 28 de março de 2015

Lufthansa começa a indenizar família de vítimas

 

A Lufthansa, da qual a Germanwings é subsidiária, ofereceu aos parentes das vítimas da queda do voo 4U-9525 um subsídio temporário de 50 mil euros, comunicou uma porta-voz da companhia aérea, nesta sexta (27/03).

A porta-voz afirmou ainda que o dinheiro foi oferecido aos familiares em forma de primeiro-socorro, independente de eventuais reivindicações futuras. Além disso, em qualquer caso, o valor não precisa ser reembolsado.

De acordo com especialistas em aviação, o Grupo Lufthansa poderá ter que pagar montantes substanciais em compensações. "A Lufthansa responde ilimitadamente", disse o professor de Direito da Aviação, Wolf Müller-Rostin, em entrevista ao jornal Tagesspiegel.

A responsabilidade das companhias aéreas em caso de acidente é regularizada pela Convenção de Montreal de 1999, que prevê um máximo de 143 mil euros por vítima. Este limite, no entanto, pode ser ultrapassado. Segundo o professor de Direito Aéreo da Universidade Técnica de Berlim, Elmar Giemulla, a Lufthansa deve lidar com pedidos de indenização "de até dois dígitos de milhões", isto é, da ordem de 10 a 30 milhões de euros no total. 

Já a União Europeia (EU), prevê compensações de pelo menos 100 mil direitos especiais de saque (SDR, na sigla em inglês), atualmente o equivalente a 42.300 euros. Direitos especiais de saque são um ativo de reserva internacional, criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em 1969, para complementar as reservas oficias existentes nos países-membros. A taxa atual está em 0,423 centavos de euro.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/lufthansa-come%C3%A7a-a-indenizar-fam%C3%ADlia-de-v%C3%ADtimas/ar-AAa6Wtp


Filho adotivo de casal gay morreu de causas naturais, diz laudo

SÃO PAULO - O estudante Peterson Ricardo Teixeira de Oliveira, de 14 anos, filho adotivo de um casal gay, que supostamente teria sido agredido em uma escola na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, morreu de causas naturais, segundo aponta laudo do exame necroscópico.

Peterson morreu após passar mal na escola, cerca de quatro horas depois de se envolver em uma discussão com colegas de classe no dia 5 de março. Com quadro de parada cardiorrespiratória, ele deu entrada no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, onde passou quatro dias em coma antes de morrer.

No dia em que Peterson foi internado, a Polícia Civil recebeu uma denúncia anônima afirmando que o adolescente havia sido espancado por um grupo de jovens. O motivo da suposta briga era por ele ser filho adotivo de um casal gay. Um inquérito policial chegou a ser aberto para apurar o caso, mas a denúncia não se confirmou.

Já no hospital, os policiais constataram que Peterson não apresentava sinais de agressão, nem qualquer lesão na calota craniana que pudesse ter ocasionado o mal súbito. A informação foi confirmada pelo médico legista no laudo, segundo o qual o corpo "não demonstra sinais de violência externa".

A conclusão é que Peterson tinha uma doença no coração, chamada cardiomiopatia hipertrófica (quando o miocárdio é maior que o normal), que pode provocar arritmias e, consequentemente, paradas cardiorrespiratórias.

"Concluímos que o periciando era portador de cardiomiopatia hipertrófica que ocasionou o quadro de tromboembolismo pulmonar que o levou a óbito, portanto, morte natural", diz o laudo. Com o resultado do exame, as investigações devem ser encerradas.

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/filho-adotivo-de-casal-gay-morreu-de-causas-naturais-diz-laudo/ar-AAa6UN9

PF prende presidente da Queiroz Galvão em nova fase da Lava Jato

Juiz Sérgio Moro participou do Primeiro Seminário Nacional sobre Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro. Não falou com a imprensa sobre a Operação Lava Jato, disse que legalmente não pode falar sobre casos abertos A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira, em mais uma etapa da operação Lava Jato, o acionista e presidente do Conselho de Administração do Grupo Galvão, controlador da empreiteira Galvão Engenharia, Dario de Queiroz Galvão Filho. 

 Também foi preso Guilherme Esteves de Jesus, considerado pelo Ministério Público Federal como operador dos pagamentos de propina da empresa Sete Brasil, que tem contratos com a Petrobras.

Dario de Queiroz Galvão Filho foi preso em casa, em São Paulo, e Guilherme Esteves no Rio de Janeiro. Cumprindo mandado do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava jato, os agentes da PF também cumpriram mandados de busca e apreensão nos locais onde ocorreram as prisões.


Na quarta-feira (25), as empresas Galvão Engenharia e a Galvão Participações, vinculadas ao Grupo Galvão, apresentaram à Justiça do Rio de Janeiro pedido de recuperação judicial. Comunicado da empresa a colaboradores, fornecedores, clientes, parceiros de negócios e acionistas informou que foram e serão tomadas “todas as medidas necessárias ao restabelecimento das condições operacionais e financeiras” das empresas e, no tempo mais breve possível, retornará “plenamente” às atividades. 

Uma das empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato, a Galvão Engenharia informou, ainda, que a atual situação foi agravada pela inadimplência de alguns de seus principais clientes, entre eles a Petrobras. 

A prisão preventiva de Dario de Queiroz Galvão Filho foi requerida pelo Ministério Público Federal (MPF), com base em depoimentos colhidos em outras etapas da Lava Jato, inclusive de delação premiada. No despacho, o juiz da 13ª vara Federal em Curitiba esclareceu que seria “estranho” manter a prisão preventiva de Erton Fonseca, presidente da Divisão Industrial da Galvão Engenharia, e deixar em liberdade “aquele a quem as provas em cognição sumária apontam como mandante”.

No documento, Moro citou depoimento do engenheiro civil Shinko Nakandakari, acusado de ser um dos operadores do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Nakandakari afirmou que Dario Galvão Filho tinha conhecimento do pagamento de propina e que Erton Fonseca era subordinado dele.

“Apesar da presunção de inocência e da excepcionalidade da prisão cautelar, a medida se justifica diante dos indícios supervenientes de que era Dario Galvão, como mandante, o principal responsável pelos crimes no âmbito da Galvão Engenharia”, argumentou Sérgio Moro.

Em relação a Guilherme Esteves de Jesus, o magistrado ressaltou que, além das provas de materialidade e autoria de crimes de corrupção e de lavagem, pesou o fato dele ter suprimido documentos do local onde agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão no dia 5 de fevereiro.

“As atividades de Guilherme Esteves de Jesus inserem-se neste contexto, já que está presente, em cognição sumária, prova de seu envolvimento direto em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro de cerca de US$ 8 milhões, com destinação das propinas a dirigentes da Petrobras e da SeteBrasil”, salientou Moro.

Conforme o despacho, no dia seguinte ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do operador de pagamento de propina pela empresa Sete Brasil ele tentou realizar saque de R$ 300 mil de sua conta bancária. De acordo com o MPF, a Sete Brasil ganhou licitação da Petrobras para construção de sonda e negociou com vários estaleiros. Seis sondas foram negociadas com o Estaleiro Jurong. 

“Cada Estaleiro tinha seu responsável pelo pagamento de propinas. Guilherme Esteves de Jesus era o operador do Estaleiro Jurong”, afirmou Moro. “Além disso, documentos e celulares apreendidos contêm provas relevantes, conforme análise já realizada dos pressupostos da preventiva. Ainda assim, é provável que a busca revelasse provas ainda mais relevantes, não fosse o episódio lamentável, no qual a esposa de Guilherme, a seu mando e com o seu auxílio, subtraiu do local material probatório ainda desconhecido”, concluiu o juiz no despacho.

Apesar do MPF ter pedido a prisão preventiva de Lilia Loureiro Esteves de Jesus, mulher de Guilherme, o juiz indeferiu o pedido. Os dois presos serão levados para a carceragem da PF, em Curitiba (PR).

 http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/pf-prende-presidente-da-queiroz-galv%C3%A3o-em-nova-fase-da-lava-jato/ar-AAa61Iw