terça-feira, 22 de março de 2016

Deputado do PT do Rio diz que vai pedir impeachment de Gilmar Mendes

Na sexta-feira, Mendes decidiu suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil.


 O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) informou no domingo (20) que vai pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Segundo Damous, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Rio de Janeiro, as atitudes de Mendes “desonram a toga”. 

Na sexta-feira, Mendes decidiu suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil e devolver os processos que envolvem Lula nas investigações da Operação Lava Jato ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, alegando que a nomeação como ministro causaria tumulto nas investigações. 

"Eu já tenho uma petição pronta, mas tenho que atualizar porque ele [Gilmar Mendes] fala besteira todos os dias. Ele desonra a toga todos os dias, então eu tenho que acrescentar isso à petição. Mas eu quero logo, nas próximas semanas, protocolar o pedido de impeachment dele. Ele desonra a toga, na suprema corte americana ou num tribunal constitucional europeu ele nem chegaria lá. Então, nós vamos abreviar a carreira inglória desse indivíduo no Supremo Tribunal Federal”, disse Damous. 

Segundo o deputado, Gilmar Mende é um militante partidário. “Eu acho até que o Gilmar Mendes na Câmara dos Deputados seria um ótimo parlamentar do PSDB, porque os que estão lá são uma porcaria. Ele deveria largar a toga, tentar se eleger e ir para lá, ele faria um ótimo papel lá. Mas o que ele está fazendo é desonrar o Poder Judiciário brasileiro, desonrar o Supremo Tribunal Federal”. 

Damous disse que o pedido de impedimento de Mendes será protocolado em seu nome e não no do Partido dos Trabalhadores. Sobre a declaração de apoio da OAB federal ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Wadih Damous lamentou a decisão. 

“O Conselho Federal da OAB adotou uma posição vergonhosa, golpista, em relação ao que acontece no Brasil hoje. Em 1964, também a OAB apoiou o golpe, só que naquela época havia grandes vultos da advocacia, como Sobral Pinto, Seabra Fagundes, Heleno Fragoso e outros que recolocaram a OAB no caminho da democracia. Neste momento, a OAB federal está resumida a mediocridades. O que deve acontecer na OAB é uma oxigenação democrática, a OAB deve ter eleições diretas, o conselho federal é eleito indiretamente, aí permite que esses caciquinhos de estado, esses líderes paroquiais tomem conta de uma entidade que deveria representar a advocacia nacional. Então, é lamentável, é vergonhosa a aposição da OAB”. 

Segundo Damous, as seccionais da OAB do Rio de Janeiro e do Pará foram as únicas que se manifestaram contra o pedido de impeachment . Ele informou também que nesta terça-feira (22) juristas de todo o país se reunirão com a presidenta Dilma Rousseff para repudiar a posição da OAB federal. Ele também lamentou que a entidade não tenha se posicionado sobre a quebra do sigilo das conversas de Lula com seus advogados. 

"Infelizmente, a OAB entra no jogo político a favor do golpe e fica em silêncio diante das perseguições e das violações das prerrogativas dos advogados, não se manifesta. Infelizmente essa não foi a OAB da qual eu fiz parte. Essa não é a OAB que lutou contra a ditadura militar", argumentou. 

O ex-presidente da OAB/RJ participou de um debate na tarde deste domingo, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, zona sul da cidade, organizado pelo movimento À Esquerda da Praça, que promove atos e debates periódicos no local. 

Integrante do movimento, Georgia Bello, diz que o momento político do país é de tensão e que o coletivo fará uma vigília constante na praça, com atos todos os domingos. “A gente está fazendo da Praça São Salvador um ponto de resistência, por conta desse golpe que está instalado no pais. Já estamos pensando num próximo debate, em abril, para discutir a mídia e o golpe”, acrescentou. 

http://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/deputado-do-pt-do-rio-diz-que-vai-pedir-impeachment-de-gilmar-mendes/ar-BBqHSt1?li=AAggNbi

Ataque terrorista na Bélgica mata 23 e fere ‘dezenas’


 
A explosão de bombas em pelo menos dois pontos da capital belga, Bruxelas, na manhã desta terça-feira deixou pelo menos 23 mortos e dezenas de feridos, segundo as agências e notícias. 

Os ataques aconteceram no aeroporto Zaventem e  em estações do metrô no centro da cidade. Todos os vôos foram cancelados e o sistema de transporte públicos e ferroviário em Bruxelas foi suspenso.

O ataque acontece dias depois de uma operaçãoo especial da polícia que capturou aquele que é considerado o mentor dos ataques a Paris no ano passado Salah Abdeslam. 

Ao menos duas bombas explodiram e informes dão conta de que outras bombas foram encontradas. A agência de notícias Belga informa também que gritos em árabe e rajadas de balas foram ouvidos segundos antes dos impactos.

No aeroporto de Zaventem, a bomba explodiu na área de embarque da companhia americana American Airlines. As primeiras imagens dos locais dos ataques são de caos e passageiros em estado de choque e vários feridos.
 
O ataque no centro da cidade foi no bairro de Maalbeek, que fica próximo à sede da União Européia. 

https://br.noticias.yahoo.com/ataque-terrorista-na-b%C3%A9lgica-mata-23-e-fere-101927333.html

Vice olímpica vai leiloar medalha por operação do filho

Ex-pivô Claudia Maria Pastor precisa juntar cerca de R$ 70 mil para levar garoto de 13 anos para a França.

Aos 44 anos e aposentada das quadras, a ex-pivô Claudia Maria Pastor, vice-campeão olímpica em Atlanta-1996, nunca esperava ter de passar por essa situação. Mas a ex-jogadora vai leiloar a medalha de prata dos Jogos Olímpicos nos Estados Unidos para arrecadar dinheiro para conseguir bancar uma cirurgia de seu filho, Maurílio, de 13 anos.  

Foto: LANCE!
O garoto é portador de uma síndrome rara e complexa, o hamartoma hipotalâmico, e precisa passar pela operação em Paris (FRA) para tratar da doença. No ano passado, ele já tinha passado por um procedimento cirúrgico na Fundação Adolphe de Rotschild, na França. O hamartoma hipotalâmico consiste em uma má formação congênita que pode provocar epilepsia de difícil controle.
- Foi um exemplo gigantesco de solidariedade e amor ao próximo, e ainda me emociono ao relembrar. Estivemos na França em junho, quando o Maurílio foi submetido à cirurgia de desconexão do hamartoma hipotalâmico, que é o responsável pelas crises convulsivas que sofre diariamente - afirmou Claudia, que conseguiu levar o filho para a França em 2015 após a ajuda de amigos e parentes com a arrecadação de fundos.

Agora, a ex-atleta, que é servidora da 1ª Vara do Trabalho de Americana, também tem pedido auxílio para juntar dinheiro. E uma das formas de conseguir isso é leiloando a medalha de prata olímpica.

A necessidade de uma nova cirurgia foi descoberta após um exame de ressonância magnética, já que Maurílio ainda sofre com algumas crises convulsivas. Entre consultas, exames e a operação, marcada para 13 de abril, a expectativa é de um gasto de 17 mil euros (cerca de R$ 70 mil).

- Recebi a notícia com apreensão e alívio ao mesmo tempo. Alívio por saber que a cura do Maurílio depende de uma nova cirurgia. Apreensão por novamente não possuir os recursos necessários para nosso retorno - disse a medalhista olímpica em Atlanta-1996.

Para arrecadar fundos, Claudia criou uma Ação entre Amigos, que sorteará uma moto e outros prêmios. Mais informações podem ser obtidas por meio de perfil no Facebook "Todos pela cura do Maurílio". O e-mail da campanha é claudiapastorcampanha@gmail.com. 

http://esportes.terra.com.br/lance/vice-campea-olimpica-do-basquete-vai-leiloar-medalha-para-bancar-operacao-de-filho,c47bf0d069e72b00ca7288bc1765f47dzobi5qp1.html


DF: multidão protesta no Planalto e exige renúncia de Dilma

Com bandeiras do Brasil e vestindo camisetas da Seleção Brasileira de futebol, centenas de pessoas fazem hoje (21) novo protesto em frente ao Palácio do Planalto pedindo a renúncia da presidenta Dilma Rousseff. Na semana passada, o local também foi palco de manifestações contrárias ao governo. 

O grupo de hoje reúne manifestantes que estavam desde o fim da tarde na Praça dos Três Poderes, mais próximos ao Supremo Tribunal Federal, e outros que vieram de protesto no Congresso Nacional. O trânsito foi interrompido por volta de 19h e as seis faixas da pista foram fechadas nos dois sentidos.
Foto: Mateus Bonomi / Futura Press
Os manifestantes exibem uma imensa faixa preta com os dizeres: "Dilma mentirosa. A paciência acabou. Fora Dilma. Lula chefe da quadrilha. Cadeia nele". 

Entre as palavras de ordem, gritos de “Renuncia” e de apoio ao juiz federal Sérgio Moro. Pouco antes das 19h, a estimativa da Polícia Militar era que 600 pessoas participavam do protesto. 

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/impeachment/novo-protesto-em-frente-ao-planalto-pede-renuncia-de-dilma,b8cd523a63fb6c73bf6400ea18ad645cztpqbrtl.html

Petrobras fecha 2015 com prejuízo recorde de R$ 34,8 bilhões

A Petrobras registrou prejuízo líquido de R$ 34,8 bilhões em 2015. Trata-se de um resultado recorde, já que supera as perdas de R$ 21,6 bilhões registradas no ano retrasado. Naquela ocasião, a consultoria de informações financeiras Economática já havia declarado que aquele era o pior resultado já registrado pela empresa. Portanto, as perdas de 2015 renovam o recorde.


Foto: Getty Images
O prejuízo divulgado nesta segunda-feira (21) foi causado por baixas contábeis (os impairments, no jargão da contabilidade) no valor de R$ 49,7 bilhões. As baixas foram motivadas pela revisão de investimentos e ativos, principalmente por causa da queda do preço do petróleo. 

http://economia.terra.com.br/petrobras-fecha-2015-com-prejuizo-recorde-de-r-348-bilhoes,72056a33363b64603dd453154fcd00734qktx5tu.html

Fachin recua, e Rosa Weber decidirá recurso de Lula no STF


Rosa Weber


A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber vai relatar habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
 
A redistribuição foi feita por meio eletrônico, após o ministro Edson Fachin se declarar suspeito para julgar o habeas corpus. A ministra foi citada por Lula em um dos grampos telefônicos autorizados pelo juiz Sérgio Moro. 

A defesa de Lula apresentou o recurso para derrubar decisão do ministro Gilmar Mendes, da última sexta-feira (18), que barrou a posse do ex-presidente na Casa Civil. 

Ontem (20), a petição da defesa do ex-presidente Lula foi endereçada ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski. No entanto, na manhã desta segunda-feira, Lewandowski decidiu distribuir o habeas corpus eletronicamente, por entender que o assunto não é de competência da presidência do Tribunal. Ao declarar-se suspeito, Fachin devolveu o recurso à presidência da Corte. 

Edson Fachin
Mais cedo, Edson Fachin foi sorteado para ser o relator, mas explicou que tem relação pessoal com uma das pessoas que assinaram a ação. "Declaro-me suspeito com base no art. 145, I, segunda parte, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3º do Código de Processo Penal, em relação a um dos ilustres patronos subscritores da medida.", justificou Fachin. 

Além dos advogados de defesa do ex-presidente Lula, seis juristas assinam a ação protocolada no STF: Celso Antônio Bandeira de Mello, Weida Zancaner, Fabio Konder Comparato, Pedro Serrano, Rafael Valim e Juarez Cirino dos Santos. 

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/fachin-recua-e-rosa-weber-decidira-recurso-de-lula-no-stf,0ec54e3f19862225bf128de7742006bcqagrw1cv.html

segunda-feira, 14 de março de 2016

PF apreendeu em apartamento de Lula documentos de sítio em Atibaia

O material está descrito no auto circunstanciado de busca e apreensão da Polícia Federal.

Na cobertura do Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo, onde mora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Maria Letícia, a Polícia Federal recolheu documentos de imóvel rural em Atibaia, nove aparelhos de telefones celular e uma carta com nome impresso Emílio Odebrecht. São alguns dos itens apreendidos na Operação Aletheia - 24ª fase da Lava Jato, deflagrada no dia 4 -, que teve Lula como alvo principal. Ele foi levado coercitivamente para depor, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e o material recolhido em sua casa enviado para Curitiba.

O material está descrito no auto circunstanciado de busca e apreensão da Polícia Federal. No documento consta que no apartamento 121, ocupado pelo ex-presidente Lula, um dos itens recolhidos são de "documentos diversos relacionados a imóvel rural na cidade de Atibaia/SP".

Lula é investigado pela compra do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, em nome de "laranjas" e que recebeu reformas e equipamentos bancados por empreiteiras do cartel acusado de corrupção na Petrobras - OAS e Odebrecht - e pelo pecuarista José Carlos Bumlai, preso desde novembro pela Lava Jato.


Publicamente e na Justiça, o ex-presidente afirmou que o sítio foi comprado pelo amigo Jacó Bittar (PT), ex-prefeito de Campinas, e registrado em nome do filho Fernando Bittar e de seu sócio Jonas Suassuna - ambos também sócios de um dos filhos de Lula. O objetivo seria propiciar as duas famílias, amigas desde a década de 1970, a conviverem após ele deixar a Presidência.

No material apreendido pela PF há também um "pedaço de papelão, extraído de caixa de papelão, com folha colada em sua superfície com os dizeres: CX62, "destino: Sítio".

O apartamento 121, onde estavam os documentos apreendidos com referência ao sítio de Atibaia é o imóvel que pertence ao primo de Bumlai. Oficialmente Lula é dono do 122, onde também foram recolhidos itens.

Outro item arrecadado nas buscas é um envelope com etiqueta "Presidente Lula". Dentro dele "carta com assinatura e data, além do nome impresso Emílio Odebrecht".

Telefones

Os agentes da Polícia Federal recolheram ainda na casa do ex-presidente nove telefones celulares. Um dos itens que chamou atenção dos agentes foi um dos aparelhos, modelo STI, com o seguinte registro: "Presidente LULA 000001".

O ex-presidente afirma publicamente que não tem aparelhos de telefone celular. As perícias da PF estão concentradas em Curitiba e a previsão é que os primeiros relatórios comecem a ficar prontos nesta semana.

http://www.correiobraziliense.com.br/

Enviado de direitos humanos da ONU cobra julgamento de líder norte-coreano

GENEBRA (Reuters) - O investigador de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta segunda-feira que o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e autoridades da Coreia do Norte enfrentem julgamentos por terem cometido crimes contra a humanidade.

Marzuki Darusman disse que a Coreia do Norte está utilizando grandes recursos para o desenvolvimento de armas nucleares e outras armas de destruição em massa enquanto cidadãos não têm comida suficiente.
Darusman fez um pronunciamento ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em uma sessão boicotada pela delegação da República Popular Democrática da Coreia. A União Europeia e os Estados Unidos apoiaram o pedido de prestação de contas, mas sem nomear o líder.

A China, aliada de Pyongyang, tomou um tom mais conciliador, dizendo que questões de direitos humanos não devem ser politizadas e pediu uma aproximação compreensiva ao lidar com a Coreia do Norte.

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Su Yong, em discurso ao fórum de Genebra em 1º de março, disse que iria boicotar qualquer sessão que examinasse o histórico do país e que "nunca, jamais" seria obrigado a aceitar qualquer resolução.

Darusman, se referindo ao seu relatório emitido no mês passado, disse: "gostaria de reiterar meu apelo à comunidade internacional para seguir em frente e garantir prestação de contas da Coreia, incluindo do sr. Kim Jong Un"
 
https://br.noticias.yahoo.com/enviado-direitos-humanos-da-onu-cobra-julgamento-l%C3%ADder-102553373.html?nhp=1

Capacete azul mata dois companheiros no norte de Mali

(Arquivo) Um capacete azul é visto montando guarda perto do aeroporto de Timbuktu, centro de Mali, em 4 de fevereiro de 2016

Um capacete azul da ONU matou, no sábado, dois de seus companheiros e feriu um terceiro, em um acampamento no norte de Mali, anunciou a organização da Missão da ONU deste país (MINUSMA), neste domingo, menos de três semanas depois de um incidente similar.

"Ontem (sábado), em torno das 19H00 locais (16H00, no horário de Brasília), foi registrado um trágico incidente no acampamento da MINUSMA, em Tessalit, região de Kidal, quando um capacete azul disparou contra três de seus companheiros. Dois morreram e um outro ficou levemente ferido", indica o comunicado da operação, que não informou as nacionalidades.

"O suspeito foi detido e a segurança reforçada. Uma investigação possibilitará determinar as causas e circunstâncias exatas do incidente", completa o texto.

No dia 25 de fevereiro, dois capacetes azuis chadianos morreram no campo de força da ONU, em Kidal, o que a MINUSMA qualificou como "um ajuste de contas entre indivíduos".

Uma fonte de segurança da missão afirmou, então, à AFP que o autor dos disparos estava em conflito com sua hierarquia.

A operação, deslocada desde julho de 2013, é formada por aproximadamente 11.700 militares e policiais de diversas nacionalidades, principalmente bangladeses, burquinenses e chadianos.

Trata-se da missão de manutenção da paz das Nações Unidas mais cara em recursos humanos desde a implantada na Somália, entre 1993 e 1995.

A extensa região do norte de Mali caiu, em março/abril de 2012, nas mãos de grupos extremistas vinculados à Al-Qaeda, após a derrota do exército ante a rebelião dominada pelos tuaregues, primeiro aliado destes grupos e logo excluído.

Os extremistas foram dispersados e, em grande parte, expulsos por uma intervenção internacional lançada em janeiro de 2013 por iniciativa da França e que continua até os dias de hoje.

Mas muitas zonas ainda escapam do controle das forças malinesas e estrangeiras, apesar do acordo de paz, firmado em maio/junho de 2015, entre o governo, os grupos pró-Bamako e a ex-rebelião que devia isolar, definitivamente, os extremistas.

https://br.noticias.yahoo.com/capacete-azul-mata-dois-companheiros-norte-mali-165442749.html?nhp=1

Assassino de aluna da UnB pode ter transtorno mental, dizem especialistas

 CB DA PRess

Ao avaliarem entrevista coletiva dada pelo assassino confesso de Louise Ribeiro, especialistas afirmaram que ele apresenta características de Transtorno de Personalidade Antissocial, como racionalidade em excesso e insensibilidade.

Frio, calculista, debochado, insensível, psicopata. A perturbadora entrevista coletiva concedida na sexta-feira por Vinícius Neres, 19 anos, assassino confesso da estudante Louise Maria da Silva Ribeiro, 20, gerou uma série de avaliações e interpretações. 

Especialistas ouvidos pelo Correio afirmam que ainda é cedo para determinar um diagnóstico, mas admitem que há, de fato, indícios que apontam para um possível transtorno mental. 

Durante a conversa com os jornalistas, Vinícius permaneceu aparentemente sereno e não deixou transparecer qualquer sentimento de arrependimento. “Quem vê o comportamento do outro por fora não sabe do vulcão que algumas pessoas têm por dentro”, pontua Gilberto Godoy, da Clínica Brasília de Psicologia.

Na Universidade de Brasília (UnB), Vinícius é descrito pelos professores como aluno brilhante e inteligente. Familiares e amigos deram declarações que ressaltavam a personalidade tímida e introspectiva do jovem. O próprio estudante, durante a entrevista, admitiu sofrer de depressão não diagnosticada e não tratada. 

O torpedo enviado por ele a Louise, informando que se mataria, parecia, a princípio, um pedido de ajuda: segundo Vinícius, o plano era conversar sobre a decisão dele de tirar a própria vida. Preocupada, Louise foi ao encontro do amigo. 

Um abraço, contudo, fez com que os sentimentos reprimidos viessem à tona na forma de um “ataque de fúria”, nas palavras do assassino. Vinícius imobilizou Louise, a fez desmaiar com clorofórmio e a obrigou a engolir 200 ml da substância, quantidade que o jovem sabia ser mortal, graças a meses de pesquisas na internet e a um extenso conhecimento de química.

Um criminoso precisa passar por diversas avaliações psiquiátricas antes de ser diagnosticado como doente mental. Nessas avaliações, os especialistas investigam não só o ato em si, mas todo o histórico comportamental do indivíduo, bem como relacionamentos amorosos, familiares e profissionais. 

Contudo, alguns padrões podem sinalizar certos transtornos específicos. “É importante observar se os comportamentos são fixos, se a pessoa reage do mesmo modo a todos os contextos, de forma inflexível”, exemplifica a psiquiatra Helena Moura, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

No caso de Vinícius, ela acredita que a indiferença emocional e afetiva do acusado é um dos traços que mais chamam a atenção. “Ele não parece uma pessoa deprimida. Ele aparenta sorrir em alguns momentos, não demonstra sofrimento. Diz que destruiu as duas famílias, mas a fala está completamente desvinculada da emoção.”

 Para Helena Moura, existe a possibilidade de ele sofrer de Transtorno de Personalidade Antissocial, condição em que o indivíduo não tem preocupação pelo que o outro sente. Em outras palavras: não é que o doente não sinta nada, apenas não se importa. “A pessoa tem plena noção dos danos que pode causar e das consequências, mas não liga”, reforça a médica.  

http://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2016/03/13/interna_nacional,742962/assassino-de-aluna-da-unb-pode-ter-transtorno-mental-dizem-especialis.shtml?ref=yfp


Moro diz que ficou 'tocado' com apoio e pede 'corte na carne'



Uma das figuras mais mencionadas nos protestos deste domingo (13), o juiz federal Sergio Moro disse que ficou "tocado" com o apoio à Operação Lava Jato nos atos pelo país.

Sem mencionar o governo federal, Moro, responsável pela operação na primeira instância, afirmou em nota que as "autoridades eleitas e os partidos" devem ouvir a "voz das ruas" e se comprometer com o combate à corrupção, "cortando, sem exceção, na própria carne, pois atualmente trata-se de iniciativa quase que exclusiva das instâncias de controle".

Ele falou ainda que, apesar das menções a seu nome, o "êxito" da Lava Jato se deve ao trabalho que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e diversas instâncias do Judiciário.

O juiz foi lembrado nos protestos em faixas, bonecos, camisetas e recebeu uma série de homenagens.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA
"Neste dia 13, o povo brasileiro foi às ruas. Entre os diversos motivos, para protestar contra a corrupção que se entranhou em parte de nossas instituições e do mercado.

Fiquei tocado pelo apoio às investigações da assim denominada Operação Lavajato. Apesar das referências ao meu nome, tributo a bondade do povo brasileiro ao êxito até o momento de um trabalho institucional robusto que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e todas as instâncias do Poder Judiciário.

Importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas e igualmente se comprometam com o combate à corrupção, reforçando nossas instituições e cortando, sem exceção, na própria carne, pois atualmente trata-se de iniciativa quase que exclusiva das instâncias de controle. Não há futuro com a corrupção sistêmica que destrói nossa democracia, nosso bem estar econômico e nossa dignidade como país.

http://www.opopular.com.br/editorias/politica/moro-diz-que-ficou-tocado-com-apoio-e-pede-corte-na-carne-1.1051475?ref=yfp

Bebê de sete meses é estuprada e morre em Uberlândia

Segundo a Polícia Militar, padrasto da vítima é apontado pela polícia como principal suspeito do crime.

Um jovem foi preso suspeito estuprar a enteada de 7 meses nesse sábado, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo a Polícia Militar, a bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ela foi socorrida.  

De acordo com a PM, Carlos Henrique Gomes Fortunado, de 25, estava com a vítima, em casa e ligou para a esposa, Fernanda Lopes da Silva, de 40, contando que a filha dela tinha caído do sofá e batido a cabeça no chão. O rapaz disse também que ia levar a criança até a UPA.

Fernanda estava no trabalho e seguiu com uma amiga para a unidade de saúde, porém ela não encontrou o marido e a filha no local. Em seguida, ela foi para a casa, no Bairro Laranjeiras, onde o suspeito tinha acabado de dar banho na criança.

De lá, eles levaram a bebê para a UPA, onde ela foi examinada por três médicas, que tentaram reanimar a vítima. As profissionais constataram sinais de abuso sexual no corpo da menina e encontraram manchas de sangue na roupa dela.

Avisada sobre o caso, uma assistente social ligou para a Polícia Militar, que conversou com a mãe e com a padrasto da bebezinha. Carlos Fortunado foi preso e levado para a 16ª Delegacia de Plantão de Uberlândia. O telefone celular dele e da esposa foram apreendidos e serão periciados. O caso foi registrado pela PM como estupro de vulnerável e homicídio. 

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/03/13/interna_gerais,742959/bebe-de-sete-meses-e-estuprada-e-morre-em-uberlandia.shtml?ref=yfp

 

domingo, 13 de março de 2016

Dilma quase renuncia e ganha vários memes na rede; assista

Nesta sexta-feira (11), a presidente Dilma concedeu uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto sobre a atual situação do governo e sobre as denúncias contra Lula. Como sempre, a internet não perdoou a principal líder do país em um dos momentos: Dilma se atrapalhou e soltou um “eu me renuncio, renuncio… eu me resigno”.


http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/bad-bad-server/dilma-quase-renuncia-e-ganha-varios-memes-na-rede-assista/?ref=yfp

O bilhete que liga o doleiro a Dilma

Em manuscrito de Alberto Youssef o nome da presidente Dilma aparece próximo a valores. Documento foi entregue pela contadora do doleiro à PF em abril de 2014, às vésperas da campanha eleitoral, e que estranhamente se mantinha incógnito até agora

Sérgio Pardellas
No dia 29 de abril de 2014, quando começou a atuar como informante da Polícia Federal, a contadora de Alberto Youssef, Meire Poza, forneceu à Lava Jato uma série de documentos recolhidos por ela nos escritórios do doleiro. Um deles, se divulgado à época, poderia ter efeito devastador sobre a campanha à reeleição de Dilma Rousseff. Trata-se de um bilhete escrito de próprio punho pelo doleiro em que ele menciona a presidente. No alfarrábio, o nome de Dilma aparece próximo a valores.
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Guardado a sete chaves pela Lava Jato, o manuscrito de Alberto Youssef atravessou a campanha presidencial incógnito e assim permaneceu até agora. ISTOÉ teve acesso com exclusividade ao documento. Na atual circunstância política, – com a presidente cada vez mais isolada e impassível diante da crise e das denúncias envolvendo sua campanha, – a anotação do doleiro renova o seu potencial explosivo. O bilhete é a principal revelação do livro Assassinato de Reputações II – muito além da Lava Jato – de autoria do delegado Romeu Tuma Jr, previsto para ser lançado nesta semana.
 
É a primeira vez que surge uma prova ligando Dilma ao doleiro. No manuscrito, a referência à Dilma é o segundo item abaixo do registro “1.000.000 Bsb” (um milhão Brasília). Ao lado do nome da atual mandatária do País aparece o número 17, a palavra viagem e ao que tudo indica ser um horário “16:30”. No primeiro item, Youssef refere-se a um “novo embaixador”. Na sequência, ele sugere o desembolso de alguma quantia: “1.000 – Pagar 50”. Para a secretária do doleiro, profunda conhecedora dos submundos do Petrolão, uma das explicações para o apontamento de Youssef seria “algum pagamento que deveria ser feito à Dilma”. 
 
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De acordo com relato da contadora, ao receber o papel, em abril de 2014 na Superintendência da PF na Lapa, em São Paulo, o delegado Márcio Anselmo, da força-tarefa da Lava Jato, vibrou: “Que coisa maravilhosa”, teria dito, segundo testemunho dela que consta do livro Assassinato de Reputações II. Ao presenciar a cena, Meire pensou na hora: “Dilma estava no esquema”. Anselmo estava acompanhado do agente Rodrigo Prado. Tanto o manuscrito citando Dilma como os demais documentos entregues por Meire foram acondicionados no porta-malas de uma Range Rover Evoque, apreendida pela Lava Jato e agora a serviço da PF. 
 
No dia seguinte, o agente Prado enviou um email à contadora de Youssef: “Nossa conversa foi muito boa. Vamos mantendo contato por aqui”. Começava ali o trabalho de Meire Poza como uma espécie de agente infiltrada da PF. Ao longo de mais de um ano, até meados de setembro de 2015, a contadora municiou os policiais federais com uma série de informações relevantes. A maioria delas foi considerada pelos integrantes da Lava Jato na hora de produzir provas contra envolvidos no esquema de desvios na Petrobras. 
 
Os relatos se revelaram cruciais para a deflagração de operações que vieram a seguir. Estranhamente, o bilhete em que o doleiro menciona a presidente teve outro destino. Nunca foi incorporado às provas da Lava Jato. Além de não aparecer no e-Proc, sistema de consulta dos processos da força-tarefa, ISTOÉ apurou que o documento nunca foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) – caminho obrigatório e formal de qualquer indício ou prova envolvendo um presidente da República. “Esse manuscrito nunca apareceu por aqui”, assegurou na semana passada à reportagem de ISTOÉ um alto integrante da PGR que se debruçou sobre o material relativo ao doleiro Alberto Youssef. 
 
Para Romeu Tuma Jr, o episódio é um claro indicativo de que possa ter havido pressão do Planalto para abafar o caso. “É uma indicação forte de que houve uma tentativa de proteger Dilma”, afirmou Tuma Jr. à ISTOÉ. Hoje, no momento de maior fragilidade da presidente, desde a posse, em que as discussões sobre o impeachment ganham força e vigor, tanto a revelação do bilhete, escrito pelo doleiro, como as suspeitas de mais uma interferência do Planalto na Lava Jato contribuem para tornar a situação da petista ainda mais delicada. 
 
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Internação do doleiro na véspera do 2º turno chegou a ser tratada como atentado.
Não foi, mas a relação dele com a candidata poderia influir na eleição
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Na semana passada, ISTOÉ publicou com exclusividade trechos da delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). As revelações do parlamentar sacudiram a República. Entre elas, a tentativa de ingerência de Dilma nas investigações da Lava Jato, ao nomear o ministro Marcelo Navarro, ao STJ, em troca do compromisso de soltura de empreiteiros envolvidos no Petrolão. Esta seria mais uma investida de Dilma contra a Lava Jato, desta vez no sentido de evitar a criação de embaraços para ela própria. Razões não faltavam. 
 
Quando o manuscrito em que o doleiro menciona a presidente chegou às mãos da PF, em 29 de abril de 2014, o País encontrava-se às vésperas da campanha eleitoral. Em 17 de março daquele ano, Alberto Youssef fora preso, acusado de ser um dos operadores do Petrolão. Em setembro, o doleiro iniciaria os seus depoimentos à PF. Perguntado, em uma das sessões, sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro afirmou: “O Planalto sabia de tudo”. Questionado pelo delegado que colhia o depoimento a quem ele se referia, Youssef respondeu: “Lula e Dilma”. 
 
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Ficou por isso mesmo: Ao ver o bilhete, o delegado
Márcio Anselmo vibrou: “Coisa maravilhosa”
 
A afirmação se tornou pública na sexta-feira 24 de outubro, antevéspera do segundo turno das eleições. No dia seguinte, o doleiro era internado. Imediatamente, surgiram versões de que ele teria sido alvo de atentado ou queima de arquivo. Oficialmente tratou-se de um infarto. O resto da história, todos sabem: Dilma reeleita por uma margem estreita de votos em relação ao senador Aécio Neves (PSDB). Difícil prever se o surgimento desse novo elemento – no caso, o bilhete de Youssef – seria capaz de mudar os rumos da eleição. É certo, no entanto, que o Planalto, tinha total interesse em manter o documento incógnito em meio ao calor da campanha. Seu vazamento era totalmente inconveniente a Dilma àquela altura.
 
 O livro Assassinato de Reputações II, cujo fio condutor é a trajetória da contadora Meire Poza, a ligação com Youssef e sua atuação como informante da PF, traz outra revelação importante. Por intrigante. Segundo Meire, a Lava Jato poderia ter sido deflagrada dois anos antes, em 2012, quando ela se dirigiu pessoalmente à sede da PF em São Paulo e se dispôs a colaborar com informações sobre o esquema operado por Alberto Youssef. Quem a recebeu foi o delegado Otávio Margonari Russo, lotado na Lapa de Baixo, bairro da zona oeste de São Paulo. Ela diz ter levado tudo o que tinha de indícios de Youssef associados ao PT. 
 
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Dinheiro: Para Meire Poza, contadora do doleiro, anotação significa pagamento à Dilma
 
O delegado prometeu investigar, mas não tomou seu depoimento. Duas semanas depois, quando Meire telefonou cobrando uma posição, o delegado, de acordo com a contadora, primeiro disse não se lembrar dela. Depois, recomendou a Meire que não ligasse mais. “Se eu estiver precisando de alguma coisa, quem liga pra você sou eu”. A ligação nunca veio. Em 26 de maio de 2014, Meire relatou esse episódio em reunião com as estrelas da promotoria da Lava Jato: Deltan Dallagnol, Andrey Borges, Carlos Fernando e Roberson Pozzebon. Também participaram do encontro Márcio Anselmo, com quem Meire costumava conversar pelo whatsapp, e Rodrigo Prado. “Minha história começou em março de 2012, quando denunciei Alberto Youssef à Polícia Federal de São Paulo e não aconteceu nada”, disse. 
 
Silêncio sepulcral. O primeiro a falar teria sido Dallagnol. “Como assim? Você sabia disso, Márcio?”. Ao que o delegado respondeu: “É, eu sabia. Ela esteve lá com um colega nosso, mas, putz, ele estava cheio de trabalho e não levou isso pra frente”. Anselmo foi procurado por ISTOÉ desde a terça-feira 8, mas não retornou até o fechamento desta edição. A reportagem também tentou uma audiência com a direção da PF em Brasília para tratar do tema. Sem sucesso. Numa conversa mantida em Curitiba com o agente Prado, com o qual mantinha uma relação próxima, Meire ouviu do próprio policial que, em sua avaliação, Otávio Russo, ao não investigar a denúncia formulada por ela em 2012, havia incorrido num crime: o de prevaricação.
 
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“Esquema de Santo André se reproduziu em Brasília”
 
A expectativa é que o livro Assassinato de Reputações II - muito além da Lava Jato - repita o estrondoso sucesso da primeira edição
 
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Ingerência: Para Romeu Tuma Jr, Planalto atuou para retardar início da Lava Jato
 
Em 2012, Marcos Valério, o operador do mensalão, prestou um depoimento em que revelou pela primeira vez que o pecuarista José Carlos Bumlai havia intermediado um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin para, com metade deste valor, conseguir comprar o silêncio do empresário de transportes, Ronan Maria Pinto. Segundo Valério, Ronan ameaçou envolver o ex-presidente Lula, e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel. 
 
Valério tentava um acordo de delação premiada e disse ainda que, como contrapartida ao empréstimo a Bumlai, a Schahin foi recompensada com contratos bilionários na Petrobras. Em fevereiro do ano passado, ISTOÉ trouxe um documento do Banco Central atestando a ilegalidade da operação. Em dezembro, depois de ser preso, Bumlai confessou o esquema. O livro Assassinato de Reputações II – muito além da Lava Jato – traz o contrato da transferência de R$ 6 milhões a Ronan, em 2004. Ele prova que a operação clandestina narrada por Valério e confirmada por Bumlai de fato ocorreu. 
 
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A documentação, segundo narra o livro, foi repassado à PF pela contadora Meire Poza. De acordo com a secretária de Alberto Youssef, quem lhe entregou o material foi Enivaldo Quadrado, braço-direito do doleiro. “O Enivaldo pediu para que eu guardasse como se fosse a minha vida, pois era o seguro dele contra o Lula”. Fornido dessas e outras importantes revelações, o novo livro de Romeu Tuma Jr. e Claudio Tognolli promete repetir o retumbante sucesso da primeira edição. O Assassinato de Reputações – um crime de Estado, lançado em dezembro de 2013, vendeu mais de 140 mil cópias e ficou 24 semanas na lista dos mais vendidos. 
 
“Demonstramos no livro que o esquema de Santo André se reproduziu em Brasília. Como ocorreu em Santo André, também tentaram abafar as denúncias de Meire Poza feitas em 2012 sobre o Petrolão. Suspeita-se que tenha sido para preservar o governo, afinal, com o andamento das investigações, tudo o que nós temos assistido sobre a Lava Jato estaria acontecendo às vésperas da eleição de 2014, vencida por Dilma”, diz Tuma Jr. no livro. 
 
Filho do ex-senador e diretor-geral da Polícia Federal Romeu Tuma - morto em 2010 -, Romeu Tuma Junior é delegado aposentado da Polícia Civil de São Paulo e ex-deputado estadual. Integrou a Interpol e, em 2007, durante o governo Lula, Tuminha, como é conhecido, foi nomeado secretário nacional de Justiça. No cargo, acompanhou operações importantes, como a Satiagraha. Acabou exonerado três anos depois, de maneira repentina, pelo Palácio do Planalto. Diz ter sido vítima de perseguição política.
 
http://www.istoe.com.br/reportagens/448517_O+BILHETE+QUE+LIGA+O+DOLEIRO+A+DILMA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

O esquema Erenice

Como a ex-ministra da Casa Civil e fiel escudeira de Dilma operou em Belo Monte, ao lado de Palocci e Silas Rondeau, um propinoduto de R$ 45 milhões para abastecer as campanhas eleitorais de 2010 e 2014

Além de fornecer um dossiê explosivo sobre as tentativas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff para tentar barrar as investigações da operação Lava Jato, o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), revela, em acordo de deleção premiada, um sofisticado esquema de corrupção nas obras da usina de Belo Monte. As informações estão dispostas no anexo sete da delação, obtido por ISTOÉ na quarta-feira 9. 
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Antiga companheira: Erenice Guerra está com Dilma desde que a atual presidente
ocupou o Ministério de Minas e Energia 
 
Segundo o senador, um “triunvirato”, formado pelos ex-ministros Erenice Guerra, Antônio Palocci e Silas Rondeau, movimentou cerca de R$ 25 bilhões e desviou pelo menos R$ 45 milhões dos cofres públicos diretamente para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014. Nas duas disputas presidenciais os partidos estavam coligados na chapa liderada por Dilma Rousseff. “A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 1014”, afirmou o ex-líder do governo no Senado aos procuradores.
 
Denúncias sobre corrupção nas obras de Belo Monte já haviam sido feitas por outros delatores, mas é a primeira vez que uma testemunha revela com detalhes como funcionava o esquema, qual o destino do dinheiro desviado e aponta o nome dos coordenadores de toda a operação. A delação feita por Delcídio leva as investigações sobre o propinoduto petista nos setores de energia e de infraestrutura para as antessalas do gabinete presidencial. Desde 2003, Erenice é tida como uma escudeira da presidente Dilma e mesmo após deixar o governo, sob a acusação de favorecer lobistas ligados a seu filho, permanece como uma das poucas interlocutoras de Dilma. 
 
Depois de homologada pelo STF, a delação de Delcídio deverá ser encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral e engrossar o processo que pede a cassação da presidente. Os relatos feitos pelo senador mostram que a operação montada para desviar dinheiro público de Belo Monte foi complexa e contínua. Começou a ser arquitetada ainda no leilão para a escolha do consórcio que tocaria a empreitada, em 2010, e se desenrolou até pelo menos o início do ano passado, quando a Lava Jato já estava em andamento. Tida como obra prioritária do governo e carro chefe do PAC, Belo Monte era acompanhado de perto pela chefia da Casa Civil, onde estavam Dilma, então ministra, e Erenice Guerra, secretária executiva. 
 
“A atuação do triunvirato formado por Silas Rondeau (ex-ministro de Minas e Energia), Erenice Guerra (ex-ministra da Casa Civil) e Antônio Palocci (ex-ministro da Fazenda) foi fundamental para se chegar ao desenho corporativo e empresarial definitivo do projeto Belo Monte”, afirmou Delcídio aos procuradores da Lava Jato. Em sua delação, o senador explica que os desvios de recursos do projeto da usina vieram tanto do pacote de obras civis como da compra de equipamentos. “Antônio Palocci e Erenice Guerra, especialmente, foram fundamentais nessa definição”, revelou o senador. 
 
Ele afirmou que as obras civis consumiram cerca de R$ 19 bilhões e a compra de equipamentos chegou a R$ 4,5 bilhões. De acordo com os relatos feitos pelo ex-líder do governo, em todas as etapas do processo houve superfaturamento. Entre os procuradores que já tomaram conhecimento da delação de Delcídio há a convicção de que Erenice era a principal operadora do triunvirato, uma vez que antes de assumir o cargo na Casa Civil trabalhou, ao lado de Dilma, no Ministério de Minas e Energia, responsável pelas obras da usina.
 
Delcídio afirmou que o triunvirato de Erenice começou de fato a operar três dias antes da data marcada para o leilão que escolheria o consórcio responsável pelas obras. O grupo formado pelas maiores empresas de engenharia do País desistiu da disputa. “Em algumas horas foi constituído um novo grupo de empresas que venceu o leilão, tendo sido a única proposta apresentada”, afirmou o senador. Entre essas empresas estão a Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Contern, JMalucelli, Gaia Engenharia, Cetenco, Mendes Jr Trading Engenharia e Serveng-Civilsan. 
 
“Alguns meses depois da realização do certame, várias empresas que não bidaran (não participaram no leilão) Belo Monte tornaram-se sócias do empreendimento e contrataram como prestadoras de serviço as empresas do consórcio vencedor”, relatou Delcídio. Com essa operação, as maiores empreiteiras do País passaram a mandar na construção sem se submeterem às regras impostas nas licitações convencionais. O ex-líder do governo no Senado afirmou aos procuradores da Lava Jato que durante as campanhas eleitorais aumentava o valor das propinas e que para isso as empresas recorriam a “claims”, instrumento usado para readequar valores de contratos. 
 
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Outro delator, Flávio Barra da Andrade Gutierrez,
confirmou propinas em Belo Monte
 
“Os acordos com relação aos claims eram uma das condições exigidas para aumentar a contribuição eleitoral das empresas”, explicou Delcídio. O senador destacou ainda a existência de várias ilicitudes envolvendo o fornecimento de equipamentos para a usina de Belo Monte. De acordo com ele, houve uma enorme disputa entre fornecedores chineses, patrocinados por José Carlos Bumlai (o pecuarista amigo do ex-presidente Lula), e fabricantes nacionais, entre eles Alston, Siemens, IMPSA e IESA. “O triunvirato agiu rapidamente definindo os nacionais como fornecedores, tudo na busca da contrapartida, revelada nas contribuições de campanha”, denunciou Delcídio. 
 
Erenice Guerra e Palocci, disse o ex-líder do governo no Senado, tiveram papel fundamental nessa definição. Pelo lado das empresas, segundo Delcídio, o principal negociador de Belo Monte foi o empreiteiro Flávio Barra, da Andrade Gutierrez. Na semana passada, ISTOÉ apurou que Barra já prestou depoimento de delação premiada e mencionou o propinoduto em Belo Monte. O nome do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi rapidamente citado por Delcídio aos procuradores. Ele afirmou que o governador exerceu influência direta em favor da IMPSA, mas não atribuiu a ele nenhuma pratica criminosa. 
 
Ainda sobre dinheiro irregular na campanha eleitoral de 2014, no anexo nove da delação, também obtido com exclusividade por ISTOÉ na quarta-feria 9, o ex-líder do governo no Senado afirma que o atual ministro de Comunicação Social, Edinho Silva, tesoureiro da campanha da presidente Dilma em 2014 trabalhou para “esquentar” recursos provenientes da indústria farmacêutica usando a contabilidade das campanhas para governador e forjando falsas prestações de serviço. Delcídio afirmou que em 2014, quando disputava o cargo de governador do Mato Grosso do Sul, foi procurado por Edinho, “para que pagasse R$ 1 milhão do saldo da dívida de sua campanha, sendo R$ 500 mil devidos à FSB Comunicação, e mais R$ 500 mil à Zilmar Fernandes, através de um laboratório farmacêutico chamado EMS”, revelou o senador. 
 
Zilmar Fernandes foi sócia do publicitário Duda Mendonça e já esteve envolvida no escândalo do Mensalão. O laboratório EMS é investigado pela Lava Jato por manter parceria com o doleiro Alberto Youssef. Os investigadores também apuram o pagamento de uma suposta consultoria de R$ 8 milhões que o laboratório teria contratado do ex-ministro José Dirceu. Delcídio disse que as faturas foram emitidas contra o laboratório, mas que os pagamentos não foram realizados. “Os impostos das transações financeiras para a EMS foram efetivamente pagos pela FSB e por Zilmar”, afirmou o senador. 
 
Por fim, ele disse acreditar que a mesma situação pode ter ocorrido com outros candidatos a governador. Ao finalizar sua delação, o ex-líder do governo no Senado, apontou para a força-tarefa da Lava Jato que laboratórios e planos de saúde, em troca de indicações para cargos na ANS e na Anvisa, têm despertado grande atenção dos políticos quando são discutidos os caminhos para a arrecadação de recursos. Por outras vias, os procuradores da Lava Jato já estavam trilhando por esse caminho.
 
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Erenice comandou o trio do propinoduto em belo monte
 
No anexo sete de sua delação, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, descreve em detalhes o esquema de corrupção armado na construção da usina de Belo Monte. Ele afirma que a propina foi de aproximadamente R$ 45 milhões e que serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e de 2014. Diz que houve a participação de José Carlos Bumlai, mas que todo o esquema foi coordenado por um triunvirato formado pelos ex-ministros Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antônio Palocci, especialmente Palocci e Erenice, uma das principais escudeiras da presidente Dilma Rousseff.
 
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“Delcídio tem conhecimento de que em 2010 seria feito o ‘leilão’ de Belo Monte. Contudo, três dias antes do certame, o consórcio constituído pelas maiores empresas de engenharia do País, desistiu de participar. Em algumas horas foi constituído novo grupo de empresas junto a CHESF e Eletronorte. Entre elas, participaram Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Contern (sob influência de José Carlos Bumlai), JMalucelli, Gaia Energia, Cetenco, Mendes Jr. Trading Engenharia e Serveng-Civilsan. 
 
Apesar de muito menos robusto, o consórcio em questão venceu leilão, tendo sido a única proposta apresentada. Alguns meses depois, várias empresas que não ‘bidram’ Belo Monte tornaram-se sócias do empreendimento e contrataram como prestadoras de serviços as companhias do consórcio vencedor. Em pouco tempo, o controle da principal usina do mundo, em construção, mudou de mãos, sendo que as empresas que compunham o consórcio vencedor passaram a desempenhar um papel secundário. A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014. O principal agente negociador do Consórcio de Belo Monte foi o empreiteiro Flávio Barra, da Andrade Gutierrez.
 
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Triunvirato: Palocci, Erenice e Silas Rondeau (da esq. à dir.):
R$ 45 milhões para a acampanha
 
Os números da propina giravam na casa dos R$ 30 milhões, destinados às campanhas eleitorais. Delcídio do Amaral acredita que os números finais da propina sejam superiores, pois durante a campanha, houve acordo com relação a ‘claims’ de cerca de R$ 1,5 bilhão, apresentadas pelo consórcio. Era uma das condições exigidas para aumentar a contribuição eleitoral das empresas. É preciso dizer que a atuação do triunvirato formado por Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antônio Palocci foi fundamental para se chegar ao desenho corporativo e empresarial definitivo do projeto Belo Monte. 
 
Delcidio estima que o valor destinado para as contribuições das campanhas (2010 e 2014) do PMDB e do PT atingiram cerca de R$ 45 milhões. ... ... Antônio Palocci e Erenice Guerra, especialmente, foram fundamentais nessa definição... ...Delcídio recorda-se da influência direta do ex-governador Eduardo Campos e favor da IMPSA... ...Ao longo do fornecimento de equipamentos, ficou demonstrada a inaptidão da IMPSA em fazer frente a um desafio dessa magnitude.”
 
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O tesoureiro Edinho e as notas frias
 
O ex-líder do governo no Senado disse que em 2014, quando disputou o governo do Mato Grosso do Sul, foi procurado por Edinho Silva, então tesoureiro da campanha de Dilma e atual ministro da Comunicação Social. De acordo com Delcídio, Edinho lhe propôs um esquema para saldar R$ 1 milhão de dívida da campanha, usando para isso a ex-sócia de Duda Mendonça, Zilmar Fernandes, e a FSB Comunicações, que receberiam o dinheiro do laboratório EMS. O delator também afirmou que os laboratórios e planos de saúde estão no foco dos políticos que buscam arrecadar recursos.
 
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Proposta Edinho sugeriu esquema para Delcídio pagar dívida
 
“Nas eleições para governador do estado do Mato Grosso do Sul, em 2014, em que Delcídio do Amaral foi candidato, o atual ministro- chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva (na época tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff) orientou Delcídio do Amaral para que pagasse R$ 1 milhão do saldo da dívida de sua camapnha, sendo R$ 500 mil devido à FSB Comunicação e mais R$ 500 mil à Zilmar Fernandes, através de um laboratório farmacêutico chamado EMS. Delcídio solicitou a FSB e a Zilmar que emitissem faturas contra o laboratório EMS, entretanto os pagamentos não foram feitos...
 
...Delcídio sabe que os impostos das transações financeiras para a EMS foram efetivamente pagos pela FSB e por Zilmar, o que pode ser levantado por intermédio da quebra do sigilo fiscal de ambos. Delcídio acredita que essa mesma situação ocorreu com outros candidatos que podem ter usado laboratórios farmacêuticos para os mesmos fins ilegais similares. Delcídio do Amaral sabe que questões envolvendo laboratórios e planos de saúde na arrecadação de propina tem despertado grande interesse de lideranças políticas na indicação de cargos para diretorias da ANS e da Anvisa, a exemplo do que ocorria na Petrobras.” 
 
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 http://www.istoe.com.br/reportagens/448524_O+ESQUEMA+ERENICE

PMDB decide não assumir cargos no governo nos próximos dias



O PMDB decidiu neste sábado (12), em convenção nacional do partido, que nenhum peemedebista assumirá cargos no governo federal nos próximos 30 dias. Nesse período, o Diretório Nacional do PMDB vai decidir sobre a proposta de rompimento ou de manutenção do apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff. 

O PMDB reúne delegados do partido em convenção nacional em Brasília
 O cargo de ministro da Aviação Civil está vago com a saída de Eliseu Padilha, do PMDB, em dezembro. Havia uma expectativa de que o deputado federal Mauro Lopes (MG) assumisse a Secretaria de Aviação Civil nos próximos dias. 

Mais cedo, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse, durante discurso na convenção nacional, que “não é hora de dividir os brasileiros, de acirrar ânimos e levantar muros”. Segundo ele, em um momento atual de grave crise política e econômica, a hora é “de construir pontes”. 

O PMDB deve reconduzir Temer à presidência nacional do partido. No total, 454 delegados vão eleger os membros do Diretório Nacional, que, por sua vez, vão escolher a nova Comissão Executiva Nacional. 

Temer voltou a defender a unidade nacional e o diálogo entre todas as correntes de opinião. “O PMDB sempre teve diversidades internas, mas [que] convergem em todas as ocasiões em que é preciso cuidar do país”. 

http://noticias.terra.com.br/brasil/pmdb-decide-nao-assumir-cargos-no-governo-ate-decisao-sobre-independencia,02a4493d49b7fa18f45a6d85ee4e97a4gh76lj26.html

quinta-feira, 10 de março de 2016

Filho de Lula, Vaccari e ex-presidente da OAS também são denunciados pelo MP-SP

Ao lado de Lula e sua mulher, os três figuram em denúncia sobre irregularidades relacionadas a um tríplex no Guarujá (SP).

Apartamento teve reforma de R$ 700 mil paga pela construtora OAS e se seria de Lula e sua mulher
Motta Jr./Futura Press
Apartamento teve reforma de R$ 700 mil paga pela construtora OAS e se seria de Lula e sua mulher
O promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, confirmou que o filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luiz Lula da Silva (Lulinha), o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro também foram denunciados pelo MP paulista. Conserino protocolou a denúncia contra o ex-presidente Lula e contra Marisa Letícia nesta quarta-feira (9). A peça contempla mais de uma dezena de denunciados, entre eles ex-dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

A Promotoria sustenta que Lula cometeu os crime de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao supostamente ocultar a propriedade do tríplex 164-A no Condomínio Solaris, no Guarujá – oficialmente registrado em nome da OAS.

A acusação tem base em longa investigação realizada pelos promotores Cássio Conserino e José Carlos Blat. O promotor afirma ter indícios de que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex, o que, segundo ele, caracteriza lavagem de dinheiro.

A reforma do tríplex foi contratada pela empreiteira OAS, também alvo da Operação Lava Jato, e custou R$ 777 mil, segundo o engenheiro Armando Dagre, sócio-administrador da Talento Construtora. Os trabalhos foram realizados entre abril e setembro de 2014.

Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça eleitoral possuir uma participação em cooperativa habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS.

Lula apresentou sua defesa por escrito no inquérito da Promotoria. O petista se recusou a comparecer pessoalmente ao Ministério Público de São Paulo, na quinta-feira (3). A audiência havia sido remarcada.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-03-09/filho-de-lula-vaccari-e-ex-presidente-da-oas-tambem-sao-denunciados-pelo-mp-sp.html


Lula e Renan acertam ação para tentar diminuir crise

Peemedebista se encontra com Dilma e marca conversa com cúpula tucana.

 Depois de conversar com Lula na manhã desta quarta, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teve uma reunião com a presidente Dilma Rousseff e marcou jantar com senadores tucanos. Lula aconselhou Dilma a ouvir Renan. A presidente convidou o peemedebista para conversar.

Em acerto com Lula, Renan agirá como bombeiro na atual crise, tentando algum tipo de entendimento que baixe a temperatura política e buscando um acordo em torno de medidas que possam ajudar a melhorar a economia.
Na conversa com Renan, Lula disse que não está disposto a radicalizar, que vê com preocupação os desdobramentos da Lava Jato e que teria disposição de dialogar com a oposição.

O presidente do Senado, que tem tido uma posição de moderação no atual ambiente de polarização política, saiu a campo. Esteve com Dilma e tinha jantar marcado nesta quarta com os senadores tucanos Aécio Neves (MG), Tasso Jereissati (CE), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP).
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Decisão difícil
No início da noite de quarta, o ministro Wellington César analisava a possibilidade de renunciar à carreira no Ministério Público para continuar na pasta da Justiça. Após a decisão do STF que proíbe sua permanência no cargo, ele passou a estudar essa possibilidade.

Se a decisão de Wellington for permanecer no Ministério Público, o nome mais cotado no início da noite para a Justiça era o do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), mas havia outras sugestões na mesa de Dilma.
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Temas na TV
A articulação petista que tenta emplacar Lula no ministério de Dilma também foi tema do “SBT Brasil”.
O outro assunto foi a citação a Aécio feita na delação do senador Delcídio do Amaral. Uma fonte ligada à investigação confirmou ao SBT que ocorreu a menção ao tucano.

Mas essa delação de Delcídio ainda não foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, que é o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. É preciso cautela, a fim de saber exatamente em que circunstâncias o tucano foi citado. Algumas menções a Aécio na Lava Jato já foram arquivadas. O senador disse hoje que a delação não o intimida e que a Lava Jato apura um escândalo que tem o DNA do PT.


http://www.blogdokennedy.com.br/lula-e-renan-acertam-acao-para-tentar-diminuir-crise/

MP-SP denuncia Lula por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

 Promotor diz que houve tentativa de Lula em esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex

Promotoria sustenta que o ex-presidente cometeu os crimes ao supostamente ocultar a propriedade do tríplex no Guarujá, que está oficialmente registrado em nome da empreiteira OAS.

O Ministério Público de São Paulo denunciou criminalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher Marisa Letícia no caso do tríplex 164-A, no Condomínio Solaris, no Guarujá. A denúncia foi protocolada na Justiça, em São Paulo, nesta quarta-feira (9). A Promotoria sustenta que o petista cometeu crime de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao supostamente ocultar a propriedade do imóvel – oficialmente registrado em nome da empreiteira OAS.

A acusação tem como base uma longa investigação realizada pelos promotores Cássio Conserino e José Carlos Blat. Segundo Conserino, há indícios de que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex.

A reforma, contratada pela empreiteira OAS, alvo da Operação Lava Jato, custou R$ 777 mil, segundo o engenheiro Armando Dagre sócio-administrador da Talento Construtora. Os trabalhos foram realizados entre abril e setembro de 2014.

Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça eleitoral possuir uma participação em cooperativa habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS. A Polícia Federal e a Procuradoria da República suspeitam que a empreiteira pagou propinas a agentes públicos em troca de contratos fraudados na Petrobras.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-03-09/mp-sp-denuncia-lula-por-lavagem-de-dinheiro-e-falsidade-ideologica.html

 

quarta-feira, 9 de março de 2016

ONU vai denunciar Brasil por não punir policiais que matam

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciará nesta terça-feira (8) a impunidade que predomina nos crimes cometidos pela polícia e por agentes de segurança no Brasil. Em informe que será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos do órgão, o relator Juan Mendez alertará que os homicídios de autoria de forças de ordem são "ocorrências regulares".

Procurado, o Ministério da Justiça não quis comentar a denúncia por considerar que os policiais respondem aos governos estaduais.

"Os casos de agentes de segurança que cometem abusos contra prisioneiros ou detidos não são investigados de maneira significativa e tais autores raramente são levados à Justiça", diz Mendez. "Nenhum mecanismo independente de investigação existe para impedir que esses casos sejam arquivados."

O relator afirma que a impunidade que vigora no Brasil "contribui para o aumento dos crimes violentos". Ele relata que os suspeitos tentam resistir à prisão pois sabem que serão torturados. Em muitos casos, diz, esses mesmos prisioneiros tentam se vingar da tortura que sofreram ao deixar a cadeia. "A espiral da violência criminal é exacerbada pela impunidade que prevalece."

Mendez deixa claro que os casos de crimes cometidos pela polícia não são pontuais, mas sim "regulares". Usando dados nacionais, a ONU indica que, em média, seis pessoas morreram por dia no Brasil em 2013 em operações policiais. "Na vasta maioria dos casos de uso excessivo de força, a polícia indica resistência à prisão seguida por morte, o que evita levar os autores diante de uma corte", diz.

De acordo com a ONU, em 220 investigações, somente uma delas resultou em condenação. Por isso a organização pede o fim da classificação de "autos de resistência".

Mendez destaca que a taxa de mortes nas prisões é "muita alta". Com base em dados do Infopen, sistema de informações estatísticas das penitenciárias, o relator aponta que foram registradas, na primeira metade de 2014, 545 mortes - sendo cerca de metade intencional -, o que resulta em uma taxa de 167,5 para cada 100 mil pessoas por ano.

'Tratamento cruel'

O informe também ataca a situação das prisões brasileiras. "As condições de detenção são equivalentes a um tratamento cruel, desumano e degradante", diz o relator.

Mendez cita como exemplo a visita que fez à Penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão. "As unidades estão superlotadas e prisioneiros ficam de 22 a 23 horas por dia fechados em suas celas. Visitas ocorrem em condições humilhantes. A presença de guardas fortemente armados também poderia 'levar à uma nova rodada de mortes'."

Segundo a ONU, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, com 711 mil pessoas. Há 30 anos eram 60 mil. Mendez pede que o governo brasileiro foque em reduzir a população carcerária. Para isso, sugere medidas alternativas, mas ressalta que abrir mão de penas contra a violência doméstica não é o caminho. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/03/07/onu-vai-denunciar-brasil-por-nao-punir-policiais-que-matam.htm