Era
só mais uma passeio na Catedral de Norwich, uma das mais visitadas — e
temidas — do Reino Unido. Mas quando Kerry Launders se deu conta do que
havia fotografado, entrou em completo choque. Ela divulgou a imagem na
qual garante ter ‘capturado’ o espírito de um bispo que está enterrado
ali.
A catedral em questão é famosa no Reino Unido por suas
histórias mal assombradas. Nunca, no entanto, um registro tão ‘fiel’
havia sido feito no local. Acompanhada de seus dois filhos e de seu
marido durante a visita, Kerry acredita que presenciou a aparição de um
dos 12 bispos que estão enterrados no local.
“Foi a minha
primeira visita à catedral e estava tudo bem legal, bem tranquilo. Mas
quando eu passei pelas fotos que havia tirando e comecei a reparar,
fiquei assustada com uma em especial. Ali vi um fantasma vestido com as
roupas de um bispo. Não me assustei, mas fiquei em choque com a
situação”, afirmou ela ao Express.
A foto de Kerry se junta a um
sem número de relatos de funcionários que trabalham na manutenção da
catedral. Segundo eles, não são poucas as vezes que objetos são vistos
se mexendo sozinhos ou vozes são escutadas mesmo quando se está sozinho
no interior da catedral. Para os céticos, é claro, tudo não passa de
muita imaginação — assim como a foto.
Um dia após manifestações em todo o Brasil, ex-presidente mandou duro recado à governante petista
O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso afirmou, nesta
segunda-feira (17), que uma eventual renúncia da presidente Dilma
Rousseff seria um "gesto de grandeza". Em uma postagem em sua página no
Facebook, FHC mandou um duro recado a Dilma, um dia após manifestações
por todo o País terem reunido milhares de pessoas, a maioria pedindo o
impeachment da governante petista.
"O mais significativo das demonstrações, como as de ontem, é a
persistência do sentimento popular de que o governo, embora legal, é
ilegítimo. Falta-lhe a base moral, que foi corroída pelas falcatruas do
lulopetismo", disse FHC.
O tucano também deu a entender que "acordos de cúpula", como a Agenda
Brasil, costurada em conjunto com o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB), para tentar tirar o foco da crise econômica e
política, são "conchavos".
"A esta altura, os conchavos de cúpula só aumentam a reação popular
negativa e não devolvem legitimidade ao governo, isto é, a aceitação de
seu direito de mandar, de conduzir", afirmou o ex-presidente. "Se a
própria Presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz
franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação
nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do
Congresso, a golpes de Lava Jato."
FHC também fez referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
que, na manifestação em Brasília, foi "homenageado" com um enorme boneco
inflável vestido de presidiário.
"Com a metáfora do boneco vestido de presidiário, a Presidente, mesmo
que pessoalmente possa se salvaguardar, sofre contaminação dos malfeitos
de seu patrono e vai perdendo condições de governa."
FHC termina a mensagem comparando a situação atual ao cenário que
antecedeu o impeachment do ex-presidente Fernando Collor. "Até que algum
líder com força moral diga, como o fez Ulysses Guimarães, com a
Constituição na mão, ao Collor: você pensa que é presidente, mas já não é
mais."
Em resposta à libertação de 11 trabalhadores encontrados
em condições análogas à escravidão nas obras da Vila dos Atletas, no Rio
de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse em entrevista
exclusiva à BBC Brasil que espera que a empresa seja punida e que as
fiscalizações das obras olímpicas sejam intensificadas.
Paes diz não querer que episódio "danifique a imagem do Rio"
Foto: BBC Brasil
Para o prefeito, a resposta às denúncias dos trabalhadores foi acertada
e não prejudica a imagem do Rio, atualmente sob os holofotes
internacionais na reta final dos preparativos para os Jogos Olímpicos.
"O Ministério Público do Trabalho fez muito bem e espero que puna essa
empresa. Não acho que danifique a imagem do Rio. Pelo contrário, mostra
que há fiscalização, que não se admite mais esse tipo de coisa. Mostra
um lado positivo do Brasil. Pior seria se tivesse alguém com trabalho
escravo e ninguém denunciasse, não fiscalizasse e não punisse", disse.
Questionado sobre o que a prefeitura poderia fazer para impedir que a
exploração de trabalho escravo ocorra nas obras olímpicas, Paes disse
que deve apoiar a intensificação das fiscalizações.
"Vamos apoiar todo esforço de fiscalização possível. Seja do Ministério
Público do Trabalho ou do Ministério do Trabalho e Emprego. Já
fiscalizaram o Parque Olímpico diversas vezes, e eles têm que continuar
fazendo isso. Vamos colaborar com eles, sempre", indicou.
Lenny B. Robinson era conhecido por visitar crianças hospitalizadas
usando uma fantasia de Batman. No domingo (16), ele se envolveu em um
acidente de carro em Maryland, nos Estados Unidos, e faleceu.
De
acordo com o G1, a polícia informou que o homem, de 51 anos, estava
parado checando o motor de seu Batmóvel em uma pista expressa. Foi
quando o veículo acabou sendo atingido por um Toyota Camry. Ainda
segundo o site, o motorista do outro carro não sofreu ferimentos.
Robinson
ganhou popularidade na internet em 2012, quando um vídeo em que aparece
vestido de Batman sendo parado por policiais se tornou viral.
Cuidado com os desejos porque eles podem se tornar
realidade, alertam especialistas: os apelos pela saída da presidente
Dilma Rousseff podem custar caro ao Brasil, um país que conquistou com
dificuldade a estabilidade nos últimos 20 anos.
Pela terceira vez
em seis meses, quase um milhão de brasileiros foram às ruas no domingo
repetindo palavras de ordem como "Fora Dilma!", pedindo sua renúncia,
novas eleições ou o 'impeachment' da ex-guerrilheira de 67 anos, que
iniciou seu segundo mandato há menos de oito meses.
São várias as
razões para este pedido: há quatro anos a economia está em decadência -
2015 fecharia com uma recessão de 2%, que se estenderia até 2016,
segundo as últimas previsões dos analistas -, a inflação beira os 10%, o
desemprego aumentou, os salários caíram, o real perdeu um quarto do
valor frente ao dólar.
Muitos brasileiros sentem que Dilma mentiu
durante sua campanha eleitoral, prometendo gastos sociais e criticando a
agenda conservadora de seus adversários para, imediatamente depois de
eleita, começar a implementar um duro ajuste.
"Que as pessoas
saiam a questionar, peçam impeachment, tudo bem, mas tirar a presidente
para colocar quem? O presidente do Congresso está sendo investigado por
corrupção e contra a presidente Dilma propriamente não tem nada de
concreto", disse à AFP André Perfeito, economista-chefe da consultoria
Gradual Investimentos, de São Paulo, mencionando o presidente da Câmara
dos Deputados, Eduardo Cunha.
Cunha é o inimigo mais poderoso de
Dilma no Congresso e, como presidente da Câmara dos Deputados, tem a
chave para dar luz verde a um eventual processo de impeachment.
"Um remédio muito amargo"
O
clima político e social também está fortemente contaminado pelo
gigantesco escândalo de corrupção na Petrobras - o maior da história do
país -, que respinga no governista Partido dos Trabalhadores (PT,
esquerda) e vários de seus aliados na coalizão do governo.
Embora Dilma tenha chefiado o conselho administrativo da Petrobras entre 2003 e 2010, ela não foi acusada de nenhum crime.
Por
outro lado, a presidente é acusada de manipular as contas públicas e
financiar sua campanha eleitoral com recursos ilegais, dois temas que
são investigados e que poderiam levar à abertura do 'impeachment'. Mas o
mesmo precisa ser aprovado por dois terços da Câmara dos Deputados e
requer um processo especial no Senado.
A presidente foi eleita com
52% dos votos, mas hoje, sua gestão é aprovada por apenas 8% da
população. De acordo com o instituto de pesquisas Datafolha, 66% dizem
apoiar um impeachment.
Mas cuidado, advertem analistas. Às vezes o remédio pode ser pior do que a doença.
"O
impeachment pode ser um remédio muito amargo e os efeitos colaterais,
muito danosos" e "traumáticos", disse à AFP Michael Mohallem,
especialista em política e direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
"A
classe média está indignada e quer tirá-la de qualquer jeito. Tudo bem,
mas para que? O que vai fazer, vai chamar outras eleições? Só que para
as pessoas, a elite econômica, política, se a coisa está ruim, tirando
ela, ficará pior", avaliou Perfeito.
A imprensa brasileira parece
ter agora a mesma opinião: depois de ter publicado uma fotomontagem com a
cabeça de Dilma em uma bandeja, agora defende em editoriais que a
presidente chegue ao final do mandato.
Alternativas ruins
Em
editorial publicado nesta segunda-feira, o jornal britânico Financial
Times estimou que Dilma deveria permanecer no cargo, apesar dos
protestos de domingo pedindo o seu impeachment.
"Mesmo que Dilma seja removida, ela provavelmente seria
substituída por um outro político medíocre - que, em seguida, tentaria
implementar a mesma estabilização econômica que ela está tentando",
destacou o editorial, intitulado 'O descontentamento crescente no Brasil
com Dilma Rousseff'.
Os analistas comemoram que Dilma tenha
permitido à justiça e à Polícia Federal avançar em uma inédita
investigação da corrupção na Petrobras, que já resultou na prisão do
tesoureiro do PT, João Vaccari Neto; do ex-chefe de gabinete do
ex-presidente Lula, José Dirceu, e vários dos principais empresários do
Brasil.
"Embora que seja um governo fragilizado e que seu governo
seja responsável por parte da corrupção que vem assolando o país, ela
própria [a presidente Dilma] tem mostrado muita independência,
garantindo a independência das instituições. Estes são traços de uma
democracia sólida", disse Mohallem, da FGV.
Ironicamente, a presidente que comanda o Brasil durante sua pior crise em duas décadas pode acabar fortalecendo o país.
Para o presidente Febralot, no
entanto, a maioria dos contratos só vão vencer em 2018 e, ao fazer a
licitação, a Caixa está “antecipando o vencimento”. Além disso, Roger
Benac argumentou que a Lei 12.869 de 2013 garante a renovação da
permissão por mais 20 anos. Já a Caixa argumenta que essa lei não tem
efeito retroativo para atender as permissões anteriores a 1999.
“As
lotéricas que serão substituídas são as que tiveram permissão concedida
antes de 1999, período em que a legislação não exigia licitação e a
autorização se dava por credenciamento na Caixa”, disse o banco, em nota
à Agência Brasil.
Benac lembrou que os donos de
lotéricas fizeram investimentos em novas padronizações exigidas pela
Caixa, como instalações com blindagem. “São investimentos altos, além de
serem lotéricas antigas que já têm know how [conhecimento do
negócio], clientela e ponto”, disse. Ele acrescentou que o investimento
mínimo para se abrir uma lotérica, atualmente, é R$ 50 mil.
Os
donos de lotéricas também reclamam que alguns estabelecimentos foram
vendidos para outros empresários recentemente, com o aval da Caixa e,
com a licitação, esse investimento pode ser perdido.
Segundo a
Caixa, o primeiro lote que o banco pretende licitar será sorteado no
próximo dia 20 e engloba 500 casas lotéricas de um total de 6.104 (46%
do total). O banco pretende fazer essa regularização até o fim de 2018.
Serão licitadas 2 mil lotéricas por ano, divididas em lotes de 500
unidades. Os contratos, que começam a ser assinados em 2016, terão 20
anos de duração e poderão ser prorrogados por igual período.
A
Caixa informou que os atuais donos de lotéricas poderão participar do
processo, que será realizado via pregão eletrônico. Vencerá quem der o
maior lance, que terá valor mínimo estipulado para cada unidade. Além
disso, o banco diz que será necessário observar a localização das
unidades disponibilizadas em cada edital e a documentação requerida. O
vencedor deve assinar o contrato no prazo de 180 dias.
A Caixa informou ainda que todo o processo de substituição será feito sem interromper o atendimento aos clientes.
De acordo com a BBC, as autoridades confirmaram ter
encontrado detritos do avião na região de Oksibil, não muito longe de
Papua. As equipas de investigação indonésias vão deslocar-se ao local
para investigar possíveis causas do acidente, que acredita-se ter
resultado das más condições do tempo.
O avião da Trigana Air
transportava 44 adultos, cinco membros da tripulação e cinco crianças. O
contato foi perdido por volta das 15 horas locais (3h da manhã, horário
de Brasília), 10 minutos antes da hora prevista para aterrisar.
O
voo tinha como destino final o aeroporto de Oksibil, na Indonésia,
tendo partido do aeroporto de Sentani, que serve a localidade de
Jayapura, na província de Papua.
A Trigana Air é uma pequena companhia criada em 1991, que opera serviços domésticos para perto de 40 destinos na Indonésia.
Homem já tinha passagem pela polícia e insistia no crime, diz delegado. Ele foi preso com mais 2; polícia apreendeu carro que vale R$ 100 mil.
Material apreendido com grupo que traficava drogas em Ceilândia (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
A Polícia Civil do Distrito Federal
prendeu em flagrante na sexta-feira (14) um supervisor de contabilidade
de uma rede de fast food suspeito de chefiar um esquema de tráfico de
drogas em Ceilândia.
O homem de 40 anos foi detido ao fornecer 4 kg de maconha para dois
outros supostos traficantes, que iriam revender o produto. Todos foram
presos pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord). A moto que estava
com ele no momento da prisão foi apreendida.
Na casa do suspeito, a polícia também encontrou uma arma calibre 380
com numeração raspada, uma balança de precisão e dois carros – um deles
zero quilometro, avaliado em R$ 100 mil no mercado.
De acordo com o delegado Rodrigo Bonach, o supervisor de contabilidade tem passagem pela polícia por tráfico.
“Apesar de ser recolocado no mercado de trabalho, ele insistiu em
continuar no crime”, disse. “Ele deu um jeito de manter o mesmo
fornecedor. Substituiu essas pessoas presas para continuar recebendo a
droga da mesma pessoa”, afirmou Bonach, que adiantou estar investigando a
origem da droga.
Segundo o delegado, o homem chefiava um grupo preso em 8 de agosto, na
primeira fase da “Operação 4:20”. Na ocasião, a Polícia Militar foi
acionada para perseguir três pessoas que fugiam de Taguatinga e acabaram
presas no Riacho Fundo, com 11 kg de maconha vinda de Goiânia.
Ele vai responder por tráfico de droga, associação criminosa e porte
ilegal de arma e pode pegar até 28 anos de prisão. Os dois outros presos
devem cumprir pena de até 22 anos.
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) posa com manifestantes anti-Dilma na avenida Paulista (SP)
Um dia após as manifestações em todo o país pedindo, entre outras
questões, o afastamento da presidente Dilma Rousseff, o líder do DEM no
Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que a Câmara não precisa aguardar a
conclusão das análise das contas do governo da petista de 2014 para
abrir processo de impeachment.
Para Caiado, os decretos não
numerados com abertura de crédito especial em 2014 que autorizam as
pedaladas fiscais já são suficientes para o presidente da Casa, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), autorizar a abertura do processo.
Segundo o
senador, os decretos liberam crédito suplementar, de mais de R$ 17
bilhões, sem aprovação do Congresso e descumprindo a Constituição
Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
"Diante do momento
que estamos vivendo com o rastreamento desses decretos configurando as
pedaladas fiscais, a Câmara dos Deputados não precisa mais esperar o
término da análise das contas da presidente pelo TCU para abrir o
processo de impeachment", afirmou Caiado nesta segunda-feira, 17, em
nota da assessoria de imprensa.
O líder do DEM destacou que, ao
mesmo tempo, espera o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o mais
rápido possível o julgamento de ação do PSDB que pretende impugnar o
mandato de Dilma. O julgamento foi suspenso na quinta-feira, 13, com
dois votos favoráveis e um contrário ao prosseguimento da ação. "Está
claro, após as várias delações premiadas, a utilização de caixa 2 para
abastecer a campanha do PT", avaliou.
Manifestações
Para Caiado, as manifestações deste Domingo mostram a convergência da
população que cobram uma solução para a crise e não suportam mais a
falta de credibilidade do governo para resolver a situação.
"O
que assistimos nas ruas ontem foi a falta de esperança do povo,
esperança que foi roubada pelo PT, o desespero e a cobrança da população
por uma solução para a crise. Não é possível convivermos mais com essa
situação que escandaliza o Brasil e a falta de credibilidade da
presidente para unificar o País. Houve uma convergência total nas ruas
pelo combate à corrupção e a saída do PT do poder", afirmou Caiado.
O líder do DEM citou a participação do Nordeste nas passeatas que
ocorreram em mais de 200 cidades brasileiras. "Pudemos observar pela
primeira vez, desde o dia 15 de março (data da primeira manifestação), a
participação expressiva das cidades do Nordeste que até então não tinha
se atentado para a extensão das barbaridades cometidas pelo PT. Todo o
País está cansado de ser duramente penalizado por um governo corrupto e
incompetente", concluiu o líder.
Em uma das regiões mais ricas de Pretória, capital da África do Sul, fica uma mansão de três andares para onde o medalhista de ouro paralímpico Oscar Pistorius será levado após sua liberdade da prisão nesta semana.
Pistorius, de 29 anos, deve usar um equipamento
de rastreamento eletrônico quando for libertado na sexta-feira, após
cumprir 10 meses de uma sentença de 5 anos por matar sua namorada Reeva
Steenkamp, modelo e graduada em direito, no dia dos namorados de 2013.
A soltura de Pistorius, que teve as pernas amputadas quando bebê, está de acordo
com o sistema de sentenças sul-africano, que indica que prisioneiros
que não são perigosos podem passar somente um sexto da sentença atrás da
grades.
Pistorius passará o resto da sua sentença em "custódia supervisionada", uma forma de prisão domiciliar.
O atleta ficará confinado na casa de seu tio, Arnold, uma mansão de muros altos na região arborizada de Waterkloof, com mais de uma dúzia de quartos, uma academia privada, piscina ao ar livre e jardins paisagísticos.
Pistorius, apelidado de "Blade Runner" por conta das próteses de fibra
de carbono que usou durante sua carreira estrelar nas pistas,
provavelmente será autorizado a deixar a casa para trabalho, realizar serviços comunitários ou para participar de eventos familiares importantes.
Jovem de 18 anos sofreu chifrada no abdome no domingo.É a quarta morte durante festas taurinas desde a sexta-feira passada.
Vaca
selvagem pula sobre foliões na arena de touradas de Pamplona, na
Espanha, ao fim do segundo dia de corrida de touros do Festival de São
Firmino neste ano (Foto: Joseba Etxaburu/Reuters)
Um jovem de 18 anos morreu perto de Pamplona (noroeste da Espanha)
após sofrer uma chifrada no abdômen, sendo a quarta vítima fatal no fim
de semana durante festas taurinas na Espanha, informou nesta
segunda-feira (17) o Governo de Navarra.
O jovem recebeu uma chifrada na noite de domingo durante as festas da
localidade de Lerín, de 1.700 habitantes e a 55 km da cidade de
Pamplona, e "faleceu durante sua transferência ao hospital", declarou à
AFP um funcionário governamental desta região do norte da Espanha.
Esta foi a quarta morte durante as festas taurinas populares desde a
sexta-feira passada e ao menos a sétima desde o início de julho.
No sábado, um homem de 36 anos morreu ao ser atingido nas ruas de
Peñafiel, na província de Valladolid (centro-norte), e outro homem de 32
anos faleceu em circunstâncias parecidas em Museros, na província de
Valencia (leste).
Na sexta-feira, um touro matou um homem de 55 anos em Blanca, uma localidade de Murcia (sudeste).
Antes, um espanhol de 32 anos não resistiu à chifrada que recebeu
quando gravava com seu telefone celular um "encierro" em Villaseca de la
Sagra, perto de Toledo (centro).
E no dia 14 de julho um turista francês de 44 anos morreu em Pedreguer,
perto de Alicante, depois de ter sido violentamente chifrado por um
touro durante outro "encierro", segundo a imprensa local.
Homem de 33 anos trabalhava em caminhão no momento do acidente. Médicos tentaram reimplantar a perna da vítima, mas não conseguiram.
Um homem de 33 anos teve a perna amputada pela prensa hidráulica de um
caminhão coletor de lixo, enquanto trabalhava na noite deste sábado
(15), em Passos (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima trabalhava
recolhendo os sacos de lixo na Rua Coronel João de Barros, paralela à
Avenida da Moda, quando teve a perna direita prensada pela prancha do
veículo, que é utilizada para compactar o lixo dentro do caminhão.
De acordo com os bombeiros, o homem teve a perna direita amputada na
altura do joelho. Ele foi levado para a santa Casa de Passos, direto
para a sala de cirurgia, juntamente com o membro amputado, mas não foi
possível o implante. A perna amputada foi recolhida por uma funerária.
Já o homem permanece internado, mas passa bem.
Grupo é acusado de obrigar fiéis a trabalhar sem pagamento. Estão sendo cumpridos mandados de prisão temporária, entre outros.
Integrantes de seita estão sendo levados para sede da Polícia Federal em Varginha (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)
A Polícia Federal faz uma operação na manhã desta segunda-feira (17) em
propriedades de uma seita religiosa acusada de manter fiéis em situação
análoga à escravidão. Ela é conhecida como "Comunidade Evangélica
Jesus, a verdade que marca".
Ao todo, estão sendo cumpridos 129 mandados judiciais, entre eles seis
de prisão temporária, seis de busca e apreensão e 47 de condução
coercitiva, além de 70 mandados de sequestro de bens, envolvendo
imóveis, veículos e dinheiro.
No Sul de Minas, os mandados expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte (MG) estão sendo cumpridos nas cidades de Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas e Lavras. Além de Minas Gerais, também há mandados sendo cumpridos em São Paulo e nas cidades baianas de Carrancas, Remanso, Marporá, Barra, Ibotiram e Cotegipe.
Os envolvidos podem responder por tráfico de pessoas, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Investigações
As investigações apontaram que os dirigentes da seita religiosa
estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazendas do Sul de
Minas, onde desenvolviam suas atividades e rituais religiosos.
Os fiéis, ao ingressarem na seita, eram convencidos a doar seus bens
sob o argumento da convivência em uma comunidade onde tudo seria de
todos. Em seguida, eles eram obrigados a trabalhar sem qualquer
pagamento.
Segundo a PF, a estimativa é que o patrimônio recebido em doações dos
fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte desse patrimônio
teria sido convertido em grandes fazendas, casas e veículos de luxo.
Grupo religioso já foi alvo de operação da Polícia Federal sob mesma acusação em 2013 (Foto: Reprodução EPTV)
Operação em 2013
A seita começou a ser investigada em 2011, e os trabalhos resultaram na
deflagração da "Operação Canaã" em 2013, quando a Polícia Federal, o
Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do trabalho
fizeram inspeções em propriedades rurais.
Conforme as investigações da época, foi identificado um sofisticado
esquema de exploração do trabalho humano e lavagem de dinheiro levado a
cabo por dirigentes e líderes religiosos.
Na época, dois membros da seita "Comunidade Evangélica Jesus" foram
presos por apropriação indébita de cartões do programa "Bolsa Família" e
de aposentadoria. Com eles, foram encontrados cartões do programa e da
Previdência Social que, segundo o delegado que comandou a operação, João
Carlos Giroto, pertenciam a integrantes da seita.
Apesar da suspeita de que seguidores trabalhavam ilegalmente em
fazendas e comércios da igreja, na época não foi comprovado o trabalho
escravo.
Segundo a Polícia Federal, a seita é oriunda de Ribeirão Preto (SP),
mas em 2005, mudou-se para Minas Gerais. O grupo religioso atua nas
cidades mineiras de Minduri, Andrelândia, Madre de Deus e São Vicente de Minas.
Em 2006, as precárias condições de alojamento e trabalho foram
denunciadas. Na época, cerca de 800 integrantes da organização moravam
em cinco fazendas em São Vicente de Minas
e Minduri. Para a polícia, apesar de se organizarem em associações
comunitárias sem fins lucrativos, a seita funcionava como uma empresa
comercial.
O Datafolha calculou que 135 mil manifestantes
estiveram no domingo na Avenida Paulista – mais que no dia 12 de abril
(100 mil), mas menos do que no dia 15 de março (210 mil)
Apesar da queda mais
acentuada da popularidade da presidente Dilma Rousseff nos últimos
meses, os protestos desde domingo não cresceram significativamente em
tamanho – em geral, foram menores que os de 15 de março e semelhantes ou
pouco maiores que os de 12 de abril.
Ainda assim, mobilizaram pela terceira vez no ano centenas de milhares de pessoas em cidades de todo país.
Em São Paulo, o instituto Datafolha calculou que 135 mil manifestantes estiveram no domingo na Avenida Paulista – mais que no dia 12 de abril (100 mil), mas menos do que no dia 15 de março (210 mil).
Na
avaliação de analistas e políticos ouvidos pela BBC Brasil, alguns
acontecimentos da última semana somados ao não crescimento significativo
dos protestos contribuem para aliviar um pouco a situação de estresse
do governo federal.
No entanto, eles notam que a conjuntura
continua muito complicada e incerta para Dilma e que sua evolução
dependerá dos imprevisíveis desdobramentos da Operação Lava Jato e da
economia.
Lavareda
destaca alguns fatores que contribuíram para um noticiário mais
positivo para Dilma na última semana. Dois processos contra a
presidente, que podem resultar em um pedido de impeachment ou na sua
cassação, estão ainda sem data de julgamento.
O
Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu dar mais tempo para o
governo se defender sobre as acusações de "pedaladas fiscais". Já o
julgamento de uma ação sobre supostas irregularidades nas contas
eleitorais de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também foi
adiado após o ministro Luiz Fuz pedir vista do processo.
Na
esfera política, houve uma reaproximação entre o governo petista e o
presidente do Senado, Renan Calheiros, com o lançamento de um apanhado
de propostas chamado de Agenda Brasil – que, embora contenha pontos
polêmicos, serviu para criar um contraponto à agenda negativa do
presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
BBC
Manifestação foi menor do que a do dia 15 de março, mas semelhante à que ocorreu em 12 de abril
Além
disso, movimentos sociais como CUT e trabalhadores rurais estiveram com a
presidente ao longo da semana passada e manifestaram apoio ao governo.
"O conjunto dessas coisas terminou por arrefecer o ânimo de ir para a rua, porque é como se a sociedade visse diminuída as chances de conseguir o impeachment, que é o que eles querem."
"Não
vejo grandes alterações (políticas) após os protestos de hoje. É óbvio
que os protestos fossem ainda maiores isso iria abalar bastante essa
agenda positiva criado pelo PMDB com a qual o governo se abraçou. Sua
implementação será difícil e poderá ter efeitos negativos e positivos
(para o governo)", acrescentou.
O cientista político Paulo Baía,
da UFRJ, considera que, mesmo que menores que em março, os protestos
foram expressivos, pois continuaram mobilizando um número grande de
pessoas, em muitas cidades.
"Vale destacar que as pesquisas de
opinião mostram uma avaliação muito baixa da presidente. Dessa forma, os
protestos acabam sendo a ressonância de algo maior", destacou.
Na sua avaliação, o fato de as pesquisas recentes mostrarem um amplo apoio ao impeachment (66%, segundo levantamento do Instituto Datafolha
do início do mês) mantém a presidente em situação delicada. Por outro
lado, contribui no sentido contrário o fato do empresariado estar dando
sinais de que não gosta dessa possibilidade, devido à instabilidade que
acarretaria.
"Os empresários estão indicando que querem um acordo pela governabilidade, que pacifique a economia", afirma.
BBC
Aloysio Nunes defende impeachment, mas diz que falta "unidade política" para aprovar a medida
Oportunidade? Presente
na manifestação que ocorreu de manhã em Brasília, o senador Aloysio
Nunes (PSDB-SP) reconheceu a dificuldade de conseguir que seja votado e
aprovado o impeachment da presidente pelo Congresso Nacional. Ele é um
dos que defendem abertamente a medida dentro do PSDB, ao lado do senador
Aécio Neves (PSDB-MG).
"Acho que existem hoje fatos com base
jurídica suficientes para isso, as pedaladas fiscais, os indícios cada
vez maiores de utilização de dinheiro sujo na campanha eleitoral. O
problema é a solução política. Não há unidade política entre aqueles que
sustentam o governo e que poderiam promover uma alternativa, que é o
caso do PMDB", afirmou.
Já o senador Humberto Costa (PT-PE) disse à
BBC Brasil que acha que "a história está dando mais uma oportunidade
para a presidenta Dilma" e que "ela tem que aproveitar isso".
Para
o petista, a população está compreendendo que não há base para a
derrubada da presidente. Ainda assim, ressaltou que o movimento deste
domingo foi "forte" e "demonstra uma insatisfação real com o governo".
"As
pessoas já começam a enxergar ou apoiar a ideia de que não é possível
derrubar a presidente da República, não há elementos para um processo de
impeachment. E por essa razão também as pessoas vão se mobilizando
menos em torno desse tema", disse.
"O governo ganhou um pequeno
fôlego para trabalhar bastante e tentar reverter esse quadro de queda de
popularidade", ressaltou, defendo que o Planalto reforce o diálogo com o
Congresso e os movimentos sociais.
Políticos O protesto de
ontem foi marcado pela presença de políticos. Em São Paulo, o senador
José Serra (PSDB-SP) circulou, mas não chegou a discursar. Em Belo
Horizonte, onde seis mil protestaram de acordo com a Polícia Militar (um
quarto dos manifestantes de março), o senador Aécio Neves discursou de
um dos carros de som.
"O Brasil despertou. Temos um Brasil onde as
pessoas lutam por seus direitos e não aceitam mais tanta impunidade,
tanta corrupção, tanta mentira e tanta incompetência. Esse é o novo
Brasil e é o povo na rua que vai tirar o Brasil da crise", disse.
Para
Baía, da UFRJ, o fato de o PSDB ter convocado a população para
comparecer ao protesto por meio de inserções na televisão pode ter
afastado algumas pessoas das manifestações de domingo. Ele destaca que
há um forte sentimento contra partidos e políticos entre os
manifestantes.
Já Lavareda acredita que as convocações foram discretas e não tiveram efeito nem positivo nem negativo na decisão das pessoas.
"Os
políticos comparecem menos porque acham que vão se beneficiar com isso e
mais pelo temor de serem cobrados por sua ausência."
Média de inadimplentes foi de 71,26% de maio de 2014 ao mesmo mês deste ano; Santa Catarina tem a menor taxa
A média nacional de Microempreendedores Individuais (MEIs) inadimplentes gira em torno de 50%, mas em alguns Estados a situação é bem pior. O caso que mais chama a atenção é o do Amapá, que lidera o ranking com 71,26% de inadimplência entre maio de 2014 e maio desde ano.
Historicamente, desde a criação da categoria, o percentual de maus pagadores se mostra alto, girando em torno
de 50%. Mas o Amapá não é o único a passar longe da média já elevada.
Os vizinhos da região norte Amazonas (68,10%), Acre (65,84%), e Rondônia
(62,54%) ficam próximos da relação de três pagadores assíduos a cada
dez inscritos.
A
média entre todos os Estados registrada no período de um ano após a
circulação dos carnês de cobrança de arrecadação simplificada (DAS) é de
53,77%. Embora nivelado por baixo, o levantamento mostrou que 12 dos 27
Estados conseguiram ficar abaixo da média. Com mais da metade dos MEIs sem débitos com a Receita Federal, Santa Catarina (43,03%) apresenta o melhor rendimento do País.
Imóveis atingidos pelos detroços do avião ficaram interditados de agosto a janeiro; moradores lutam para superar traumas
PSB
Acidente com Eduardo Campos completa um ano nesta quinta-feira, dia 13
Um ano após a queda do avião que matou sete
pessoas, entre elas o candidato do PSB à Presidência da República,
Eduardo Campos, moradores e proprietários ainda lutam para voltar à vida
normal e lutam para superar traumas, como o medo de ficar sozinho em
casa, depressão, ou mesmo o fato de ter ficado sem uma lar por mais de
seis meses.
Apenas dois dos moradores ou proprietários dos 14
imóveis atingidos (13 casas e uma academia de ginástica) aceitaram um
acordo financeiro para não processar os donos da aeronave e o PSB.
Além
de Campos, também morreram no acidente o assessor Carlos Augusto Leal
Filho, o chefe de gabinete no governo de Pernambuco, Pedro Valadares
Neto, o cinegrafista Marcelo Lyra, o fotógrafo Alexandre Severo e o
piloto Marcos Martins e o copiloto Geraldo M. P. da Cunha. A causa do
acidente ainda está sendo investigada pelo Centro de Investigação e
Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Os imóveis,
localizados no bairro Boqueirão, ficaram interditados de agosto a
janeiro, quando as reformas começaram a ser feitas para possibilitar a
volta para a casa. Durante a interdição da área, s pessoas preferiram ir
para casa de parentes em vez do abrigo oferecido pela Prefeitura de
Santos.
No prédio atrás do terreno onde caiu o
avião, a reforma só terminou em maio, quando as pessoas puderam voltar
para suas casas, após passarem 10 meses vivendo de favor com familiares.
Marlene Rodrigues Martinez, mora em um apartamento no térreo com duas
irmãs. Segundo ela, a maior parte dos dejetos do acidente foram
retirados do terreno pela porta de sua casa.
O dono
da academia Mahatma, Benedito Juarez Câmara, de 69 anos, reabriu a
academia em 13 de julho deste ano. Antes de conseguir isso, ele precisou
contar com a ajuda e solidariedade de fornecedores que venderam
equipamentos que só serão pagos em junho de 2016, de alunos (que
frequentavam suas aulas em locais improvisados), de uma escola (que
emprestou a piscina duas vezes por semana para aulas de natação e
hidroginástica) e até de um concorrente (que emprestou uma sala para que
ele continuasse parte das aulas de musculação).
Edna
da Silva, de 54 anos, que teve sua casa invadida e destruída pela
turbina em chamas do avião aterrissou na sala de estar, luta com um
casal de filhos e uma neta para superar os traumas. Todos os familiares
estavam em casa na hora do acidente, menos Edna, que estava no trabalho.
“Derramou
combustível da aeronave e o fogo se alastrou. Foi um milagre todos
terem se salvado, mas ficaram com queimaduras e cortes. Pegou fogo em
tudo, com exceção do meu quarto. A Sthephany ficou muito abalada porque
perdeu a gatinha, Janis. Mas ela teve muita ajuda e vai superando melhor
tudo. Ela ganhou um curso de modelo no mês seguinte à queda do avião, o
que a ocupou e lhe rendeu um novo guarda-roupa e mexeu positivamente
com a vida dela. Isso tudo foi uma benção. Nós, os adultos, ficamos mais
de três meses usando as roupas de doações e ainda não lidamos com tudo o
que ocorreu. Não sei se será possível superar tudo, mas vamos
melhorando um dia de cada vez. Eu queria poder esquecer tudo”, conta
Edna.
Ela move duas ações na Justiça, uma contra a F Andrade
(empresa que seria dona da aeronave) e outra ação contra o PSB. “A única
coisa que o PSB e o Márcio França fizeram foi mentir nos jornais. Eles
poderiam ter dado um socorro, em um momento tão difícil. Além de ter a
minha casa completamente destruída, perdemos todos os documentos, móveis
e utensílios domésticos. A gente viveu de solidariedade, da doação de
tudo por pessoas que não nos conheciam”, conta Edna, que está endividada
após ter de comprar todos os móveis e eletrodomésticos da casa. A
vítima gastou cerca de R$ 25 mil apenas com isso e está endividada nas
parcelas desses pagamentos.
Sérgio Azevedo,
funcionário público aposentado, é aluno da academia Mahatma e estava no
local, na hora da queda do avião e disse que a explosão no terreno ao
lado causou um grande estrondo, além de calor insuportável.
Imagens do local onde caiu o avião um ano após acidente:
Avião caiu em terreno desabitado, no bairro Boqueirão, em Santos (SP). Destroços atingiram 14 imóveis . Foto: Maíra Teixeira/iG
A 18ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta
quinta-feira (13) pela Polícia Federal, identificou a existência de um
esquema de pagamento de valores ilícitos referente à concessão de
empréstimo consignado por meio do Ministério do Planejamento.
De acordo
com a força-tarefa da Lava Jato, a empresa Consist Software,
administrada pelo ex-vereador de Americana (SP) Alexandre Romano (PT),
preso temporariamente nesta quinta-feira, recebia uma taxa mensal das
empresas que ofereciam crédito consignado para cada empréstimo
concedido. A maior parte desse valor recebido pela Consist, estimado em
R$ 52 milhões pagos entre 2010 e 2015, era então destinada ao PT, por
meio do lobista Milton Pascowitch, de acordo com as investigações da PF.
“O
contrato era celebrado por entidades de crédito que oferecem
empréstimos consignados no Ministério do Planejamento e as instituições
financeiras, entidades de previdência aderiam a esse acordo guarda-chuva
e a empresa [Consist] era remunerada por essas entidades mensalmente,
por conta de cada empréstimo consignado que elas obtinham”, explicou o
delegado da Polícia Federal Mário Ancelmo Lemos.
Conforme as investigações da Lava Jato, a Consist
recebia uma taxa mensal de aproximadamente R$ 1,50 em cada contrato de
empréstimo consignado assinado pelas empresas de crédito. “Era como se
fosse uma taxa de administração que equivale a R$ 3,5 milhões por mês”,
acrescentou o delegado.
Para o procurador da República
Robson Henrique Pozzobon, com a nova fase, denominada Pixuleco II, ficou
claro para a força-tarefa da Lava Jato que o esquema criminoso
descoberto na Petrobras ultrapassou os limites da estatal petrolífera.
“Até agora, a Lava Jato apresentou provas de corrupção consistentes na
Petrobras e suas subsidiárias, na Caixa Econômica Federal e na
Eletrobras. Mas depois dessa nova fase, verificamos que esse grande
esquema ilícito transbordou as fronteiras e espraia seus efeitos para o
Ministério do Planejamento.”
Segundo o procurador, a
nova fase da Lava Jato é uma continuação da 17ª fase, a Pixuleco, em que
foi preso o ex-ministro José Dirceu. A Pixuleco II foi iniciada a
partir dos depoimentos de delação premiada do lobista e um dos
operadores do esquema de corrupção na Petrobras Milton Pascowitch.
Pascowitch relatou que foi procurado pelo ex-tesoureiro do PT João
Vaccari Neto, preso em fases anteriores da Lava Jato, para intermediar o
pagamento de propina de empresas do Grupo Consist Software para o PT.
Em troca, Pascowitch receberia uma comissão de 15%.
Na
delação premiada, Pascowitch contou ainda que passou a intermediar os
pagamentos da empresa Consist porque João Vaccari reclamou que estava
tendo problemas com o pagamento da propina anteriormente repassado por
Alexandre Romano (PT). Vaccari nega que tenha participado do esquema.
“
Depois dessa nova fase, verificamos que esse grande esquema
ilícito transbordou as fronteiras e espraia seus efeitos para o
Ministério do Planejamento" (Robson Henrique Pozzobon, procurador da
República)
Os investigadores informaram hoje que Pascowitch
recebeu cerca de R$ 15 milhões de empresas do Grupo Consist. Os valores
eram pagos após a assinatura de contratos falsos entre empresas de
fachadas operadas por Pascowitch e a Consist. “Essa forma de pagamento é
bastante conhecida e amplamente utilizada no esquema de corrupção
revelado pela Lava Jato porque é uma via de mão dupla: interessa ao
operador, que permite maquiar o repasse de propina, e à empresa
pagadora, porque permite apresentar uma justificativa para o pagamento.”
Segundo
Pozzobon, os depoimentos dos gestores da Consist permitiram a
força-tarefa da Lava Jato identificar o repasse de mais aproximadamente
R$ 40 milhões à empresa de fachada e escritórios de advocacia indicados
por Alexandre Romano. “Empresas que ele próprio [Alexandre Romano]
figurava como sócio, como escritórios de advocacia.”
Para
os investigadores, o esquema revelado hoje no Ministério do
Planejamento tem ligação “visceral” com o esquema de superfaturamento de
contratos na Petrobras. “O Milton Pascowitch confidenciou que represava
valores recebidos por empresas que pagavam propina no âmbito da
Petrobras, especialmente a Holp e a Personal, e utilizava esse
represamento para abrir as comportas para o senhor João Vaccari
periodicamente”, explicou Pozzobon.
As investigações constataram
ainda que, a pedido de João Vaccari Neto, a esposa do ex-secretário de
Recursos Humanos no Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Figueira,
morto em 2012, recebeu valores oriundos do esquema. Os pagamentos
teriam ocorrido após a morte do ex-secretário.
Procurado, o PT,
por meio da assessoria, informou que não vai se pronunciar. A reportagem
procurou o Ministério do Planejamento, que ainda não se manifestou.