sexta-feira, 31 de julho de 2015

OMS anuncia vacina 100% eficaz contra ebola

"O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola", disse o diretor da Organização Mundial da Saúde durante coletiva

Uma das vacinas que estavam sendo testadas contra o ebola na África apresentou resultados 100% eficazes, informou nesta sexta-feira (31) a Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma coletiva de imprensa em Genebra.
Profissional de saúde limpa o braço de um homem antes de injetar vacina contra o vírus Ebola em Conakry, Guiné (7/03)
AP
Profissional de saúde limpa o braço de um homem antes de injetar vacina contra o vírus Ebola em Conakry, Guiné (7/03)
"O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola", disse Marie-Paule Kieny, assistente do diretor-geral da entidade.
Cenário: Vírus do ebola pode ter ficado mais contagioso, advertem cientistas
De acordo com Kieny, os testes foram conduzidos com a vacina VSV-Ebov, descoberta pelo National Institute of Health canadense e desenvolvida pela multinacional Merck Sharp and Dohme.
Os resultados preliminares, publicados na revista médica "The Lancet", mostram uma proteção completa para todas as quatro mil pessoas vacinadas que entraram em contato próximo com um caso de ebola confirmado. O vírus do ebola infectou mais de 27 mil pessoas e matou outras 11 mil desde o ano passado na África Ocidental. 

"O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola", disse o diretor da Organização Mundial da Saúde durante coletiva

Uma das vacinas que estavam sendo testadas contra o ebola na África apresentou resultados 100% eficazes, informou nesta sexta-feira (31) a Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma coletiva de imprensa em Genebra.
Profissional de saúde limpa o braço de um homem antes de injetar vacina contra o vírus Ebola em Conakry, Guiné (7/03)
AP
Profissional de saúde limpa o braço de um homem antes de injetar vacina contra o vírus Ebola em Conakry, Guiné (7/03)
"O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola", disse Marie-Paule Kieny, assistente do diretor-geral da entidade.
Cenário: Vírus do ebola pode ter ficado mais contagioso, advertem cientistas
De acordo com Kieny, os testes foram conduzidos com a vacina VSV-Ebov, descoberta pelo National Institute of Health canadense e desenvolvida pela multinacional Merck Sharp and Dohme.
Os resultados preliminares, publicados na revista médica "The Lancet", mostram uma proteção completa para todas as quatro mil pessoas vacinadas que entraram em contato próximo com um caso de ebola confirmado. O vírus do ebola infectou mais de 27 mil pessoas e matou outras 11 mil desde o ano passado na África Ocidental.
Profissional de saúde retira suas roupas de proteção contra o ebola em Monróvia, Libéria. Foto: Reuters/Stringer/Newscom
Funcionário do aeroporto da Cidade de Guatemala manipula um termômetro infravermelho que monitora a temperatura dos viajantes que chegam ao país. Foto: Reuters/Stringer/Newscom
Cartaz explicando o que é o ebola e como ele é transmitido é visto na área de desembarque aeroporto da Cidade de Guatemala. Foto: Reuters/Stringer/Newscom
Cachorro de estimação de Nina Pham, enfermeira americana que contraiu ebola, está sendo monitorado. Não se sabe ainda se os cães também podem contrair o vírus. Foto: Reprodução
Hospital em Dallas, nos Estados Unidos, onde enfermeira que tratava liberiano com ebola foi infectada com o vírus. Foto: AP
Policiais isolam prédio em que mora o funcionário de saúde que pode ter sido infectado, em Boston, nos Estados Unidos. Foto: AP
Polícia isola casa em Dallas onde vive funcionário de hospital infectado por ebola, nos Estados Unidos. Foto: AP
Homem limpa local perto da ambulância que transportou paciente com suspeita de ebola, no centro médio Beth Israel Deaconess, em Boston, nos Estados Unidos. Foto: Reuters
Médico, vestindo roupas de proteção, fica ao lado de um paciente isolado no sexto andar do hospital Carlos III de Madrid, Espanha, sábado. Foto: AP Photo/Daniel Ochoa de Olza
Profissionais de saúde devidamente equipados perto da janela no hospital Carlos III, em Madrid, onde a enfermeira infectada com o ebola está internada. Foto: Reuters/Paul Hanna/Newscom
Manifestantes dão apoio à Teresa Romero, enfermeira infectada com o ebola em Madrid, na Espanha. O quadro de Teresa é estável, porém grave. Foto: REUTERS/Jon Nazca
Javier Limon Romero, marido de Teresa, enfermeira infectada com o ebola na Espanha, aparece na janela do seu quarto de isolamento, no Hospital Carlos III em Madrid. Foto: Reuters/Paul Hanna/Newscom
Taxistas aplaudem em gesto de apoio à enfermeira Teresa Romero, infectada com ebola em Madrid, Espanha. Foto: Reuters/Andrea Comas/Newscom
Funcionários do hospital em que a enfermeira espanhola está internada protestam em favor dela. Quadro de Teresa Romero é estável, mas grave. Foto: AP
Policiais monitoram protesto de funcionários do hospital em que Teresa Romero, enfermeira infectado com ebola está internada. Foto: AP
Excalibur, cachorro de Teresa Romero (foto), foi sacrificado por autoridades espanholas. Foto: AP
Thomas Frieden, um dos maiores especialista em ebola , epidemia é uma das maiores crises de sua carreira. Foto: Getty Images
A ministra da Saúde da Espanha, Ana Mato, fala aos jornalistas após sessão parlamentar em Madrid, Espanha. Foto: Reuters
Profissionais de saúde protestam na Espanham. Eles reclamam da falta de preparo e pouco treinamento para o combate ao ebola. Foto: AP
Na Nigéria, professoras medem temperatura de alunos . Foto: AP
No Marrocos, passageiros que chegam ao País têm a temperatura medida para identificar possíveis casos da doença. Foto: AP
Promise Cooper, 16 anos, Emmanuel Junior Cooper, 11 anos, e Benson Cooper, de 15, perderam os pais na Libéria. Foto: AP
Mamie Mangoe, amiga da família de Duncan, chora durante missa em homenagem  à vítima. Foto: AP
Primeiro paciente diagnosticado com ebola nos EUA, Tomas Eric Duncan,  morre após dias internado em hospital. Várias pessoas foram isoladas. Foto: AP
Na Libéria, Mamadee,  de 11 anos, comemora cura do ebola dançando. Foto: Reprodução/BBC
Kumba Fayah, 11anos, sobreviveu ao ebola. Foi a única da família a vencer o vírus. Foto: AP
Agente de saúde desinfeta pacientes em centro de atendimento na Libéria. Foto: AP
Mulher é liberada de centro de atendimento após banho de desinfetante. Foto: AP
Agentes desinfetam escola na Libéria. Foto: AP
Mercy Kennedy, de 9 anos, chora após mãe ter sido levada para centro de atendimento. Foto: AP
Nowa Paye, de 9 anos, é levada para centro de atendimento por apresentar sintomas da doença. Foto: AP
Agentes encaminham Yarkpawoto Paye, de 84 anos, para centro de atendimento. Foto: AP
Enfermeira se prepara para atender pacientes. Foto: AP
Na fronteira entre Mali e Guiné, agente mede temperatura de imigrante. Foto: Reuters
Britânico William Pooley é um dos sobreviventes da maior epidemia de ebola da história. Foto: Reuters
Médico oferece água a paciente com o vírus do ebola. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Mural com instruções sobre sinais da doença, dentro de tenda que abriga pacientes com ebola. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Paciente chega de maca à uma das unidades dos Médicos Sem Fronteiras. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Profissionais de saúde precisam ter o corpo completamente isolado por vestimentas especiais para não contrair o vírus. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Pacientes com ebola sendo tratados em Serra Leoa. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Residentes de Monrovia (Libéria) se aglomeram perto do centro de tratamento do ebola. Ruas foram fechadas afetando o retorno para casa dos moradores, por causa da quarena. Foto: AP
Policiais usam máscara em frente a um prédio comercial em Berlim que foi isolado depois que uma funcionária com suspeita de ebola foi levada ao hospital. Foto: Reuters
Passageiros são rastreados em um aeroporto em Myanmar. Países asiátidos estão usando câmeras termais e médicos para identificar possíveis infectados. Foto: Reuters
Taxistas aguardam passageiros do lado oposto do hospital em que o endocrinologista Patrick Sawyer morreu de consequência do ebola no isolamento, em Lagos (Nigéria). Foto: AP
Policiais patrulham multidão para evitar que a área de quarentena do ebola imposta pelo governo seja ultrapassada. Foto: Reuters
Mais de mil pessoas já morreram no atual surto de ebola (6/08). Foto: AP
Corpo de homem morto por ebola é abandonado na rua, na Libéria (6/08). Foto: AP
Carnes de animais contaminados trazem riscos à população no oeste da África (5/08). Foto: Reuters
Lavar as mãos reduz as chances de contrair a doença (5/08). Foto: EPA
Surto de Ebola é o maior da história e já matou mais de 900 pessoas (5/08). Foto: Reuters
Esse modelo molecular mostra partes do vírus do Ebola que os cientistas estudam na tentativa de produzir medicamentos que reduzem a propagação da doença. Foto: Science Photo Library
Imprensa e curiosos observam ambulância com enfermeira infectada que se trata com droga experimental (5/08). Foto: Reuters
Liberiano de 40 anos morreu pouco após desembarcar em Lagos (26/07). Foto: AP
Equipe do Médico sem Fronteiras próxima ao corpo de uma vítima. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
O Médico Sem Fronteiras tem cerca de 300 funcionários nacionais e internacionais trabalhando nos países onde o vírus se espalhou. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
O ebola é uma doença viral, cujos sintomas inciais podem incluir febre repentina, forte fraqueza, dores musculares e de garganta. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
O vírus é altamente contagioso e não tem vacina ou cura, por isso equipes médicas usam roupas especiais para evitar contaminação. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Os testes de laboratório irão determinar em questão de horas se as amostras contém ou não o vírus do ebola. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Após exposição ao vírus na área isolada, roupas e botas das equipes de atendimento são desinfetadas com cloro. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Colchões são distribuídos a famílias cujas casas foram desinfetadas após a morte de um membro. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Sia Bintou passou mais de 10 dias em tratamento, com poucas esperanças de deixar o local viva, mas sobreviveu.. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
Nem todos se salvam. Na foto, família de Finda Marie Kamano e outros membros da comunidade em seu funeral. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF
A sepultura de Finda Marie é marcada com um broto de árvore. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF 
 
 A epidemia teve início na Guiné, em dezembro de 2013.
 Foi a maior crise da doença desde a descoberta do vírus, em 1976. 
Quase todas as vítimas da epidemia atual estavam na Guiné, Serra Leoa ou Libéria. 
 
 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-07-31/oms-anuncia-vacina-100-eficaz-contra-ebola.html

Político é investimento "arriscado", diz presidente da JBS

Wesley Batista, CEO da maior empresa privada do Brasil, explica lógica das doações de campanha e desmente boatos de que Lulinha seria seu sócio: 'Só sei quem ele é por foto na web'

A empresa JBS, dona da marca Friboi, há algum tempo já é a maior produtora de carne bovina e a maior processadora de proteína animal do mundo. Mas desde o ano passado, acrescentou mais um título à sua coleção de superlativos. Após um aumento de 30% nas vendas, superou a Vale para se tornar a maior empresa privada do Brasil.
A diversificação geográfica e de produtos explica a resiliência à estagnação da economia brasileira, segundo o presidente da empresa, Wesley Batista. Parte das operações da JBS está nos EUA, o que significa um grande faturamento em dólar. Além disso, se a crise faz o brasileiro deixar de comer carne bovina, impulsiona o consumo de frango – também produzido pela JBS.

Wesley Batista diz que no Brasil há uma dificuldade em aceitar que empresários podem ser bem sucedidos sem a ajuda de padrinhos políticos
BBC
Wesley Batista diz que no Brasil há uma dificuldade em aceitar que empresários podem ser bem sucedidos sem a ajuda de padrinhos políticos
Fundada pela família Batista em Anápolis, Goiás, a JBS tem uma história de sucesso incontestável, mas permeada por algumas polêmicas. Hoje, também é a maior doadora de campanha do país, tendo contribuído com mais de R$ 300 milhões só nas eleições de 2014.
Qual o objetivo das doações? "Fazer um Brasil melhor", promete Batista, em entrevista exclusiva à BBC Brasil. Mas se o objetivo é esse, investir em político não é arriscado? "Sem dúvida", admite, acrescentando que o risco "faz parte".
Em uma conversa na sede da empresa, em São Paulo, Batista falou sobre a relação da JBS com o BNDES, a Lava Jato e os rumores de que o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luis da Silva, conhecido como Lulinha, seria um sócio oculto de sua empresa. Confira:
BBC Brasil - Pedi para um taxista me trazer na JBS e ele perguntou: A empresa do Lulinha? Qual a origem desses rumores?
Batista - (Risos) Vamos ter de fazer uma reunião com taxistas, porque já ouvi isso de muita gente. Talvez organizar um evento com o sindicato para eles pararem com essa palhaçada. Essa conversa é absurda e sem nexo. É difícil dizer de onde saem (esses rumores). A impressão que temos é que foram plantados em campanhas por adversários políticos (do PT). Parece que foi um site específico…
Mas não é só isso. Nossa empresa tem uma história. Meu pai começou esse negócio do nada, sessenta e poucos anos atrás. Quando (o presidente) Juscelino (Kubitschek) decidiu erguer Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam construindo a cidade em uma precariedade danada. Trabalhou duro, fez uma reputação. E, sem falsa modéstia, somos bem-sucedidos no que fazemos.
Não sei se é um tema cultural, mas se você pesquisar vai achar vários empresários bem-sucedidos acusados de receber ajuda. Parece que no Brasil há uma dificuldade de se reconhecer que alguém pode crescer por ser competente ou por força do seu trabalho - e não por sorte ou porque é testa de ferro ou sócio de alguém.

 'Quando (o presidente) Juscelino decidiu erguer Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam construindo a cidade em uma precariedade danada'
AP
'Quando (o presidente) Juscelino decidiu erguer Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam construindo a cidade em uma precariedade danada'
BBC Brasil - Como assim?
Batista - Há quinze anos, em Goiás, quando éramos muito menores, você ia achar muitos taxistas dizendo que (a JBS, na época Friboi) era do Íris Rezende, que foi governador do Estado várias vezes. Era parecido com essa história do Lulinha. Sempre crescemos muito e as pessoas tinham de achar uma justificativa: "como eu não cresço e o outro cresce?".
Aqui neste lugar (sede da JBS) funcionava o escritório do Bordon, que chegou a ser uma das maiores empresas de carne bovina do Brasil. O Bordon por muitos anos "foi" do Delfim Neto (ex-ministro da Fazenda). Quer dizer, foi enquanto ia bem. Quando começou a ir mal ninguém mais falava que era do Delfim.
Talvez isso (rumores) tomou uma proporção maior pelo tamanho que a empresa ganhou. E em função das redes sociais. Mas o que a JBS tem feito é fruto do trabalho e das pessoas competentes que tem aqui dentro.
BBC Brasil - Como é sua relação com Lula?
Batista - Lula foi presidente por oito anos. Só o encontrei uma vez nesse período, em uma reunião setorial no palácio, com 30 pessoas na sala, ministros, CEOs, etc. Não tenho certeza sobre meu irmão (Joesley Batista), mas acho que ele nunca encontrou o Lula quando ele era presidente. Fomos conhecê-lo depois, porque nos chamaram no Instituto Lula justamente para explicar isso (os rumores). Eles perguntaram: "Que diabos é isso? São vocês que estão falando isso?" Respondemos: "De jeito nenhum, presidente Lula, achamos isso um negócio sem pé nem cabeça."
No total, encontrei o Lula três vezes depois que ele deixou a Presidência. Teve um evento de uma revista em um hotel. Sentei na mesa, ele estava almoçando. E teve outra vez em uma inauguração de alguma coisa. Essa é a relação. É muito distante.
BBC Brasil - E com o Lulinha?
Batista - Nunca vi o Lulinha na minha vida. Sei quem ele é por foto na internet. Um amigo um dia falou: "Wesley, ele é parecido com você". Eu respondi: "Tá louco!" Aí fui olhar. Mas nunca apertei a mão do Lulinha. Meu irmão encontrou ele uma vez em um evento social, uma festa. Uma pessoa que estava lá ainda brincou: "Vem cá que eu vou te apresentar teu sócio. O sócio que você não conhece…". Aí meu irmão disse: "Rapaz… o povo fala que somos sócios e nunca nem tinha te visto".
BBC Brasil - Outro tema polêmico são os recursos que a JBS recebeu do BNDES.
Batista - Aí temos outro mito descabido. Ouço constantemente que a JBS recebe dinheiro subsidiado do BNDES. As pessoas não se dão ao trabalho (de conferir). A JBS não recebe empréstimos do BNDES. Ponto. Isso é público. A JBS não deve um centavo ao BNDES. Público. Para não falar que não deve um centavo, deve 40 e poucos milhões de reais, que veio de aquisições que fizemos, da Tyson e da Seara.
BBC Brasil - Mas a empresa recebeu aportes via BNDESPar (o braço de participações do BNDES. Ele compra ações de empresas. Não faz empréstimos, mas se torna 'sócio' das companhias).
Batista - A JBS vendeu participação acionária para o BNDESPar, que participa em 200 ou mais empresas. E importantíssimo: depois que a JBS já tinha capital aberto. A transparência foi total. Além disso, se formos olhar o investimento que o BNDESPar fez e o que tem hoje, eles tiveram um resultado extraordinário. Provavelmente, um dos melhores da sua carteira. No que diz respeito ao valor (dessas operações) também existe um engano tremendo, (uma confusão) do que foi compra na JBS e em empresas que depois viemos a adquirir. O total de aportes na JBS foi da ordem de 5 bilhões de reais. Eles compraram isso em ações que hoje, felizmente, valem muito mais.
BBC Brasil - A JBS seria desse tamanho não fosse a ajuda do BNDES na fase quente de aquisições para a empresa, 2007, 2008, 2009?
Batista - Primeiro, a gente não acha que foi ajuda. O BNDES não nos ajudou. Ele fez um negócio e nós fizemos um negócio. E nós entregamos. Ajudar é quando você dá um dinheiro e não cobra. Por outro lado, de forma nenhuma podemos dizer que a participação do BNDES não foi importante. Como os outros acionistas, eles foram importantes para a JBS emitir ações, levantar equity.
É difícil responder o que teria sido sem o BNDES. Há fundos soberanos em vários países e teríamos corrido atrás de interessados. Mas não dá para garantir que teríamos atraído outros fundos.
BBC Brasil - O BNDES é um banco público. O que a aposta na JBS trouxe de resultado para a sociedade?
Batista - Se for o caso, a sociedade precisa discutir o papel do BNDES, não o fato do banco investir na JBS ou na Vale. Hoje politizaram esse debate e a discussão política não cabe a nós. Em vários lugares do mundo você tem bancos de desenvolvimento que atuam de forma semelhante. O BNDES tem uma gama de objetivos ampla, que vai desde a questão social e econômica ao desenvolvimento do mercado de capital brasileiro – e a JBS é hoje uma das companhias mais valiosas nesse mercado. Toda a sociedade ganha com um mercado de capital fortalecido.
Além disso, há a questão a internacionalização. Hoje, o Brasil tem uma presença no território americano muito mais expressiva que há 10 anos. Só a JBS tem 70 mil funcionários nos EUA. E isso não pesa nas relações de país a país? Sem dúvida.
Também contribuímos para a formalização de nosso setor e da cadeia pecuária. A indústria frigorífica do país era informal e já deu prejuízos astronômicos. Hoje, tem três empresas listadas em bolsa, com transparência. O setor se profissionalizou.

Segundo Batista, empresa tem 120 mil funcionários no Brasil e 70 mil nos EUA
BBC
Segundo Batista, empresa tem 120 mil funcionários no Brasil e 70 mil nos EUA
BBC Brasil - Não falta uma abertura maior das informações do banco? O TCU já pediu para acessar dados sobre os acordos com a JBS...
Batista - É difícil opinar. Acho que isso tem mais a ver com um debate político. É usado como gancho desse debate.
BBC Brasil - Mas a JBS apoia uma abertura maior dos termos dos acordos? O banco alega que isso prejudicaria as empresas.
Batista - É difícil falar. O TCU não nos pediu nada. Eles pediram ao BNDES. Não temos conhecimento, no detalhe, de que tipo de informações estão pedindo. A maioria das coisas já é pública. Quanto a JBS deve ao BNDES? Divulgo isso em minha demonstração de resultado. Quanto ele comprou de participação acionária? Quanto valia quando ele comprou e quanto vale agora? Tudo é público.
BBC Brasil - Talvez: quais os critérios para a escolha da JBS? Por que não o frigorífico X ou Y?
Batista - Não vou responder pelo BNDES, mas às vezes pode ser porque, naquele momento, foi a JBS que foi atrás, que bateu na porta. A JBS não tem como opinar.
BBC Brasil - Delatores da Lava Jato têm relatado como doações de campanha foram usadas para abrir portas. A JBS é a maior doadora de campanha no Brasil. O que espera conseguir com essas doações?
Batista - Está se criando uma imagem de que a doação de campanha existe por que há alguma contrapartida. Mas não é assim, você não pode generalizar. Há setores e setores. Primeiro, a JBS não tem negócios com o governo, não faz obra e não vende (para o governo). Se vende é coisa insignificante para alguma prefeitura, talvez merenda escolar. Não é uma empresa cuja atividade depende desse relacionamento. Nem tem dinheiro a receber.
Por que doação de campanha? Primeiro porque esse é o modelo brasileiro. As campanhas são financiadas com doações privadas. E o que você espera? Espera que o Brasil seja melhor. Para a JBS um país melhor tem um valor financeiro gigantesco. Por que a JBS participa em doações de campanha? Porque acredita que, participando, tem condições de apoiar partidos e pessoas que, se ganham, podem contribuir para a gente ter um país melhor. E com um pais melhor, automaticamente, a JBS tem um ganho de valor extraordinário.
BBC Brasil - Mas a JBS doa tanto para o governo quanto para a oposição. Qual a lógica disso? Vocês acham que qualquer um que ganhe, o país melhora?
Batista - Não é assim… A bolsa brasileira é de 50 mil pontos. Se fosse de 80 mil pontos, a JBS valeria 50% a mais, ou 25 bilhões de reais (a mais). Então você tem um negócio relevante. Aí você diz, "mas a JBS doou pra um e para outro". É verdade. Tem um defeito no modelo brasileiro. São tantos partidos que você não quer ficar rotulado como um cara que tem partido. Não temos partido. Por exemplo, o finado Eduardo Campos era um político no qual achávamos que valia investir. Era promissor …
BBC Brasil - Se você doa para políticos que concorrem entre si, não parece estar identificando os 'promissores'.
Batista - Idealmente, você deveria escolher alguns. Mas ninguém quer ficar rotulado como "aliado" ou "opositor". A gente sempre fala para qualquer político que vem aqui: não somos políticos, somos empresários. Queremos contribuir apoiando bons políticos, mas não temos lado. Não é uma questão de escolha.
BBC Brasil - Se o objetivo é um Brasil melhor, o investimento em político não é arriscado? Não seria melhor um instituto de combate à pobreza ou algo do tipo?
Batista - Sem dúvida é arriscado. Temos investimentos em outras áreas (sociais). Dentro dessa sede da empresa, há uma escola com 600 alunos, porque acreditamos que o maior gap que o Brasil tem não é infraestrutura, é educação.
É um investimento arriscado, claro. Investimos alguns milhões no Eduardo (Campos). Investimos em alguns partidos ou políticos que depois olhamos e falamos: "Poxa, erramos. Era melhor o outro candidato". Isso faz parte. Se eu soubesse e pudesse só acertar…
BBC Brasil - Tivemos o escândalo do HSBC recentemente. O que leva alguns grandes empresários a colocarem a reputação em risco para sonegar imposto?
Batista - Acho que não há uma ou duas ou três explicações. Cada caso é um caso. Às vezes fico vendo empresas que pagaram para receber dinheiro (ao qual tinham direito) do governo. É errado, claro. Não tem de pagar ninguém. Mas é difícil julgar porque às vezes a pessoa precisa do recurso. Fica entre a cruz e a espada e acaba indo para o caminho incorreto para salvar a empresa. É preciso ver em que circunstâncias o sujeito fez isso. Não estou falando do funcionário público ou político que recebeu propina, porque eles estão ali para prestar um serviço público. Também tem empresários e empresários. Mas é difícil julgar.
BBC Brasil - O senhor parece estar se referindo à Lava Jato. É isso?
Batista - De novo, acho que tem casos e casos. Pode ter casos em que (o empresário) fez errado, que corrompeu o corrompido, que foi iniciativa da empresa. É horrível. Não que de outra forma não seja horrível. Mas generalizar não é correto. Tem bons empresários e maus empresários. Boas empresas e más empresas. E também é preciso ver as circunstâncias em que as coisas aconteceram. Não dá para sair julgando. O Brasil precisa de um amadurecimento, até da imprensa. Há uma imprensa cuidadosa, mas outra que emite opinião sem fatos e dados suficientes.
BBC Brasil - Por exemplo?
Batista - Nós tivemos dois casos nesse sentido, que mostram que não dá para sair julgando. Fizemos um pagamento da compra de um frigorífico em Ponta Porã e um centro de distribuição no Paraná em uma conta, porque a pessoa mandou (fazer o depósito) contra ordem de terceiro. A conta estava no meio da Lava Jato. Foi um barulho (sem propósito)…
BBC Brasil - O outro (caso) diz respeito a anotação (encontrada em uma planilha) de Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras e delator da Lava Jato)?
Batista - Ele fez uma anotação numa agenda, ou sei lá no que. "J&F (holding controladora da JBS): tantos mil pra mim, tantos pro fulano". Na operação, a Policia Federal pegou isso e saiu (na imprensa) algo que fazia parecer que a JBS fez um negócio (ilícito).
Na prática, foi algo tão descabido: uma pessoa que conhecia meu irmão ligou para ele um dia e disse que tinha um amigo que queria vê-lo para oferecer uma empresa. Normal no mundo empresarial. Meu irmão falou: "Tudo bem, traz seu amigo para falar com um diretor meu". Essa pessoa era o Paulo Roberto Costa, que foi lá oferecer a Astromarítima. Ele estava pensando em ganhar corretagem (com a venda da empresa), o que também é normal, desde que ele declare essa comissão. A proposta não interessou. Mas nesse meio tempo o cara deve ter feito a continha: "Se eu vender, recebo tanto." Virou um negócio que "meu Deus".
Também confundiram os nomes. Esse amigo do meu irmão tinha o primeiro ou segundo nome igual ao de um executivo da OAS preso. A imprensa deduziu que era a mesma pessoa. Isso tudo já está explicado. Mas cria-se um negócio não concreto, um julgamento de valor. Opinar quem fez e quem não fez na Lava Jato é para os procuradores, juízes e investigadores.
BBC Brasil - Com a desaceleração da economia, há o medo que o Brasil reverta os ganhos sociais dos últimos anos. Há quem defenda que os ricos poderiam pagar mais impostos para aliviar o impacto do ajuste sobre os pobres. Sua família está no topo da pirâmide social brasileira. O que acha?
Batista - Pergunta difícil. Essa você pegou pesado. Olha, isso não é uma novidade. Em vários países, quem tem mais paga mais. Nós temos uma situação específica do Brasil. Já temos uma das maiores cargas tributárias do mundo… e aí é que eu acho que está o debate. Não é se se cobra mais de quem tem mais e menos de quem tem menos. Já temos impostos demais e os impostos aqui são muito complicados. Além do custo de pagar, o custo de administrar, isso é monstruoso. Nossa companhia nos EUA é tão grande quanto no Brasil, mas temos aqui dez vezes mais pessoas envolvidas com a questão dos tributos. O foco deveria ser simplificar esse troço.
BBC Brasil - Os processos trabalhistas são o tema de muitos comentários negativos contra a JBS nas redes sociais. O que vocês estão fazendo para diminuir isso?
Batista - Muita coisa. Cada dia mais. Temos uma área de compliance trabalhista composta por engenheiros de segurança do trabalho, ergonomistas, advogados, um grupo multifuncional que vai de fábrica em fábrica. Lógico que não somos perfeitos. Temos problemas, mas isso às vezes é superdimensionado. Dado o universo que a JBS trabalha, a quantidade de fábricas, nossos indicadores são bons. Temos 120 mil funcionários no Brasil. É claro que não queríamos ter problema nenhum. Nenhum acidente. A gente trabalha para isso. Mas, infelizmente, às vezes tem alguns casos.

Presidente do BNDES, Luciano Coutinho: Wesley ressalta que banco lucrou com ações da JBS
Agência Brasil
Presidente do BNDES, Luciano Coutinho: Wesley ressalta que banco lucrou com ações da JBS
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-07-31/politico-e-investimento-arriscado-diz-presidente-da-jbs.html

Sobrevivente da Kiss morre dois anos após tragédia




Um dos sobreviventes do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), morreu dois anos após a tragédia, que aconteceu em janeiro de 2013.

Com o caso de Uilian da Silva Vieira, de 27 anos, o número de vítimas chega a 243. O jovem morreu há cerca de um mês e meio, mas apenas agora o falecimento foi comunicado à AVTSM (Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria).

O presidente da associação, Sérgio da Silva, informou ao R7 que o jovem já tinha problemas respiratórios antes do incêndio na boate.

— Depois da Kiss, ele começou a fazer tratamento no hospital universitário.

O presidente disse também que os médicos não deram informações exatas sobre o caso e que não é possível afirmar com certeza se a morte foi consequência da tragédia ou se foi em decorrência dos problemas pulmonares que ele já tinha.

Na noite do incêndio, Uilian chegou a ajudar na retirada de algumas vítimas e inalou muita fumaça. Depois de um ano e meio, o estado de saúde dele ficou mais grave e os pulmões pararam de funcionar.


Fonte: R7

Adolescente é estuprada em Belo Horizonte por homens que conheceu pelo Facebook

Ela foi levada para uma casa onde consumiu bebidas alcoólicas e foi abusada. Suspeitos ainda não foram identificados e o caso foi entregue à Polícia Civil

 Um caso bárbaro chocou moradores e gerou a revolta de familiares de uma jovem de 16 anos de idade, moradora do Bairro São Bernardo, Região Norte de Belo Horizonte, durante a madrugada desta quinta-feira. De acordo com a Polícia Militar, a adolescente foi estuprada por dois homens, ainda não identificados, que ela teria conhecido pelo Facebook, numa casa no Bairro Tupi, na mesma região. Ela passou por exames que comprovaram a violência e agora o caso deverá ser investigado pela Polícia Civil. 

 Ainda conforme o boletim de ocorrência, a menor saiu de casa por volta das 23h55 da noite de quarta-feira, em um carro com dois homens, que seriam seus amigos do Facebook. A jovem relatou aos militares que eles a levaram para uma casa, próximo ao Bairro Tupi, onde consumiram vinhos e catuaba. Em um determinado momento, ela começou a sentir uma forte tontura, além de perda da percepção e dos movimentos. Segundo ela, a dupla a levou para um quarto da casa, onde a violentaram sexualmente.
Por volta das 4h, familiares da adolescente perceberam a chegada de um veículo, que estacionou em frente a casa da vítima. Os homens deixaram a menor em frente ao portão e fugiram em alta velocidade. Ela foi socorrida pela própria mãe e uma tia, que a levaram para o Hospital Odilon Behrens. No local, a jovem passou por exames, que constatam o abuso. Os médicos ainda colheram uma amostra de sangue dela, para diagnosticar qual substância os agressores colocaram em sua bebida.

A ocorrência foi encerrada na Central de Flagrantes de Belo Horizonte (Ceflan 1) no Bairro Floresta e o caso deverá ser investigado pela Polícia Civil. 

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/07/30/interna_gerais,673765/adolescente-e-estuprada-em-belo-horizonte-por-homens-que-conheceu-pelo.shtml?ref=yfp

 

Estado Islâmico prepara ‘guerra do fim do mundo’

Um documento alegadamente encontrado na última terça-feira no Paquistão traz detalhes sobre o possível plano do Estado Islâmico de travar uma guerra que provocará “o fim do mundo”.

O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico, o Califado conforme o Profeta”, é escrito em urdu, língua paquistanesa, e revela uma estratégia para fazer os EUA participarem de uma guerra global através de um atentado terrorista na Índia.

Além disso, o documento relata vários roteiros de ataques aos soldados norte-americanos que iriam se deslocar desde o Afeganistão, assim como também a políticos, tanto os diplomatas estadunidenses, como funcionários públicos paquistaneses.
O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico
O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico
Jihadismo global
Segundo a mídia, o texto foi passado para o Instituto Americano da Mídia (AMI, instituição de jornalismo investigativo) por um cidadão paquistanês ligado ao Talebã do Paquistão. O AMI informa que o documento foi examinado pela CIA, e agora já pode-se dizer que o texto maneja uma linguagem muito parecida à linguagem que usa o Estado Islâmico.

Para o ex-diretor da Agência de Inteligência da Defesa, tenente-general Michael Flynn, que integra a equipe que examinou o documento, a “Breve História” “representa o plano de campanha do Estado Islâmico”.

Uma das peculiaridades deste plano é a inclusão do Talebã e Al-Qaeda nas atividades do Estado Islâmico, movimento extremista reconhecido como organização terrorista e proibido na Rússia e uma série de outros países.

O Estado Islâmico e o Talebã têm sido movimentos adversários no Oriente Médio, chegando até a anunciar jihad (guerra sagrada) um contra outro.

Se o documento for verídico e realmente refletisse as aspirações do movimento terrorista mais temível no mundo atual, as tensões na região podem aumentar. Isso significaria a criação de um exército jihadista internacional, unindo até aqueles muçulmanos radicais que antes não eram admitidos no Estado Islâmico, grupo islamista mais severo e com regras mais rígidas até agora.

Armadilha
O plano descrito na “Breve História” prevê um ataque terrorista em algum lugar na Índia, com o intuito de atrair as forças dos EUA. No caminho da Índia, as tropas estadunidenses estariam sendo eliminadas pelo exército terrorista. Os EUA teriam que responder militarmente, o que provocaria mais um conflito armado na região.

– Mesmo se os EUA tentarem atacar com todos os seus aliados, o que eles farão, sem dúvida, a ummah (comunidade islâmica que abrange todos os muçulmanos do mundo) estará unida, o que resultará na batalha final”, reza o documento.

Os EUA participam de operações militares contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Em breve, podem também ajudar a Turquia a combater os islamistas na sua fronteira com a Síria. Vários especialistas têm observado que a estratégia do país no combate a este grupo terrorista é pouco eficaz.

 http://correiodobrasil.com.br/estado-islamico-prepara-guerra-do-fim-do-mundo/?ref=yfp

Pastor "entrega" bispo durante culto: "Cheirou muito pó comigo"

Homem falou de farras em motéis, consumo de um quilo de cocaína e outros na época em que os dois saíam juntos

O bispo Rogério Formigoni, da Igreja Universal, protagonizou, ao lado de um pastor amigo de longa data, uma cena que viralizou na web nesta terça-feira. Ao ser chamado ao microfone pelo bispo durante um culto em São Paulo, o pastor conhecido como Luciano Farinha revelou, sem poupar detalhes, o que os dois faziam antes de assumirem seus cargos na igreja.

 Pastor e bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'
Reprodução
Pastor e bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'
"Usou muita droga comigo... Você, hoje bispo, Rogério Formigão", começou o pastor. "Cheirou muito pó, fumou pedra, maconha, chá de cogumelo, lança… farra nos motéis do meu tio”, declarou o pastor durante o culto.

O pastor e o bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'. "Chegamos a comprar um quilo de cocaína pura. (...) Pergunta no interior de São Paulo, cidade de Lucélia, sobre o Luciano Farinha e o Formigão", disse.

O bispo de 38 anos é conhecido pelos fiéis da Universal por ajudar na recuperação de viciados em substâncias químicas. Autor do livro "A última pedra — Vícios têm cura", Formigoni já contou na web a respeito de sua jornada como usuário de drogas e até mesmo tráfico antes de se unir à igreja.

"Comecei dando meu primeiro trago em um cigarro na escola (...) Aquilo que era só para experimentar tornou-se meu maior pesadelo porque vieram as outras drogas, como cocaína, cola, anfetaminas, LSD, chás alucinógenos, crack e tudo que dava uma sensação de euforia ou poder eu estava topando", disse na página da Universal.

"Por causa das drogas e do dinheiro do tráfico, não faltavam mulheres e noites fora de casa, frequentava casas de prostituição, me relacionava com muitas mulheres casadas, solteiras, garotas de programa etc. Não tinha escrúpulos", contou.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-07-29/pastor-entrega-bispo-durante-culto-cheirou-muito-po-comigo.html

Os cinco conflitos mais comuns entre franqueados e franqueadoras

Como toda relação de negócios, o franchising tem seus problemas; confira os conflitos mais frequentes nas franquias

É consenso que abrir uma franquia é um procedimento menos trabalhoso do que começar o próprio negócio de maneira convencional. Por mais que seja necessário o acompanhamento de perto pelo franqueado, aspectos como contratos com fornecedores e até detalhes de divulgação já estão previamente definidos no padrão da marca.
Thinkstock/Getty Images
"Abrir uma franquia não é garantia de sucesso", afirma a consultora de franquias Anna Vecchi
No entanto, isso não significa que os franqueados sigam sem problemas no decorrer do trabalho. Pelo contrário, dizem especialistas, muitos deles se frustram logo após a abertura da franquia. 

A seguir, seguem listados – e comentados – os principais problemas observados no mercado de franchising.
1 - Fundos de publicidade
Um dos principais conflitos entre franqueados e franqueadoras pode ser em torno do marketing. A maioria das empresas trabalha com um fundo de publicidade, no qual todo mês é depositado uma quantia dos franqueados para ações gerais da rede.

No entanto, seja na divulgação de abertura da nova franquia ou meses depois, o franqueado acha que as ações publicitárias são insuficientes e cobra da franqueadora por mais atenção local. Segundo Diego Simioni, consultor de franquias da GoAkira, esse comportamento é muito comum, mas de nada adianta.

“O marketing gera muita expectativa e é um gargalo muito forte. No caso de até 100 lojas franqueadas, o fundo de publicidade é muito pequeno. [O franqueado] não pode esperar que a marca esteja na TV toda hora”, explica, acrescentando que esse montante é direcionado para ações institucionais. “Outro ponto que gera descontentamento é quando a franqueadora faz uma ação que beneficia apenas uma região. O franqueado de outra área vai se sentir prejudicado, então tem que ser tudo bem estruturado”.

2 - Treinamento (a falta de)
Alguns negócios têm em sua natureza processos logísticos mais complexos, o que demanda um forte e criterioso treinamento de gerência e corpo de funcionários. Com alguma frequência essa parte é negligenciada pelas franqueadoras e, posteriormente, isso pode se transformar em uma grande dor de cabeça.

“Cinco dias de treinamento para uma operação de Fast Food ou varejo, por exemplo, não adiantam, não ensinam nada. O tempo é fundamental para inaugurar já levantando voo, não batendo cabeça. Se isso acontecer, vai ter problema”, afirma Ana Vecchi, diretora da consultoria de inteligência estratégica Vecchi Ancona.

3 - Exclusividade ou Preferência?
Outro motivo que pode causar confusão entre as partes costuma ficar esquecido – ou mesmo escondido – no contrato: a cláusula que trata de exclusividade da área da franquia. De acordo com Simioni, a maioria dos contratos prevê um acordo somente de preferência, mas não de exclusividade.

“Na caso da preferência, se a franqueadora recebe uma proposta de abertura numa área onde já há um franqueado, ela oferece [ao franqueado] a opção de abrir outra loja. Caso contrário, ela vende para o outro interessado”, explica o especialista, acrescentando que é importante ficar atento e se informar sobre o potencial de crescimento da marca no local.

4 - Distanciamento pós-abertura
Este ponto gira em torno da falta de comunicação frequente entre muitas franqueadoras e seus franqueados de acordo com o passar do tempo. Após toda a euforia e esforço para colocar tudo em ordem em uma nova loja, naturalmente a franqueadora tira um pouco a mão da massa e volta ao posto original de gerenciamento.

No entanto, muitos franqueados se sentem “sem chão” com essa mudança. “Há um certo nível de frustração. Costumo dizer que o franqueado tem fases que vão desde a empolgação inicial até aquela em que acha que todo o mérito do trabalho é fruto do esforço dele”, afirma o especialista da GoAkira.

Equívocos são observados de ambas as partes: franqueados que esperam suporte excessivo e franqueadoras que deixam seus parceiros a ver navios. Por conta disso, Simioni alerta que é preciso “discutir a relação”. “Tem de haver conversa, pois não se pode esquecer que o relacionamento no franchising é de ganha-ganha”.

5 - Expectativa x Realidade
Talvez o ponto que crie a maior tensão em uma relação de franquias seja a diferença entre o que é projetado e o que, de fato, os números mostram na realidade. Apesar de o franchising ter um índice de falência oito vezes menor que o de negócios próprios – cerca de 3% após um ano de abertura –, a decepção com os resultados é bastante corrente.

Segundo Anna Vecchi,  é bastante comum ocorrer de o dito pelas franqueadoras não se refletir na prática, mas ela alerta para a parcela de culpa que também pode vir do novo empresário. “Em contrapartida, o franqueado precisa estar comprometido com o negócio. Abrir uma franquia não é garantia de sucesso”, pondera.

 http://economia.ig.com.br/financas/seunegocio/2015-07-31/os-cinco-conflitos-mais-comuns-entre-franqueados-e-franqueadoras.html

Novo corte no Orçamento atinge PAC, Saúde e Educação

Bloqueio de verba no programa assistencial corresponde a 55% do investimento; corte é medida para atingir nova meta fiscal

O novo corte orçamentário, publicado nesta quinta-feira (30) em edição extra do Diário Oficial da União, detalha o contingenciamento de R$ 8,5 bilhões no Poder Executivo. Do total, a maioria será retirado do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que perderá 55% dos investimentos.

Governo luta para alcançar nova meta fiscal
Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Governo luta para alcançar nova meta fiscal
O corte do programa social será de R$ 1,322 bilhão (cerca de 55% dos investimentos) e sairá do Ministério das Cidades. Em seguida, vem o bloqueio na Saúde: o ministério vai perder R$ 1,180 bilhão. Também afetado, o Ministério da Educação vai contar com menos R$ 1 bilhão, aproximadamente.

O bloqueio dos valores, que ainda tem o montante de R$ 327,1 milhões em emendas parlamentares, foi recalculado com base na receita arrecadada e das reestimativas dos impactos do contexto econômico. A intenção é alcançar a nova meta fiscal: antes com superávit primário previsto para 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto), agora a expectativa é de crescimento de somente 0,15%.

 http://economia.ig.com.br/2015-07-30/novo-corte-no-orcamento-atinge-pac-saude-e-educacao.html

Principal advogada da Lava Jato: "Decidi encerrar minha carreira na advocacia"

Responsável por nove das delações premiadas de investigados por desvios na Petrobras afirma que deixou clientes por temer pela segurança de sua família; ela diz estar sendo perseguida

Beatriz Catta Preta acompanha depoimento de seu cliente Pedro Barusco na CPI, em março
Zeca Ribeiro/Agência Câmara
Beatriz Catta Preta acompanha depoimento de seu cliente Pedro Barusco na CPI, em março
Em entrevista à edição desta quinta-feira (30) do "Jornal Nacional", a advogada Beatriz Catta Preta afirmou que passou a ser perseguida e intimidada por integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. Ela tem como clientes nove nomes que acertaram processo de delação premiada com a Justiça – responsáveis por passar detalhes de como funcionava o esquema de corrupção entre empreiteiras e a estatal – e se tornou foco dos noticiários após deixar o Brasil por mais de um mês, levantando rumores de que teria fugido devido às supostas ameaças.

"Depois de tudo o que aconteceu, e por zelar pela segurança dos meus filhos e da minha familia, decidi encerrar minha carreira na advocacia", disse Beatriz ao telejornal. A advogada afirmou ter começado a se sentir intimidada após o depoimento do consultor Júlio Camargo em 16 de julho, quando ele o conteúdo de depoimentos anteriores e acusou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de receber propina de US$ 5 milhões.

Após a acusação, Beatriz foi convocada a prestar depoimento na CPI, medida derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira, com base no fato de seu depoimento quebrar o direito à inviolabilidade do sigilo profissional. Ela diz que, caso tenha de ir à comissão, não revelará nenhum dado sob sigilo.

"Ele [Júlio Camargo] não falou antes [sobre a propina a Cunha] por receio, tinha medo de chegar ao presidente da Câmara", explicou a advogada. "[Ele fez isso só agora devido à] colaboração, à fidelidade... O fato de o colaborador não poder mentir fatos o levou a assumir o risco que ele temia e levar tudo à Procuradoria Geral da República [...] Todos os depoimentos vieram respaldados, com informações, dados, documentos. Nunca houve [nas delações que negociou] o dizer por dizer."

Na entrevista, Beatriz ainda negou ter fugido do País – garantiu que viajou a Miami a lazer, "como faço sempre durante as férias escolares dos meus filhos" – e rechaçou ter recebido R$ 20 milhões em contas no exterior de seus clientes na Lava Jato, como foi acusada. 

"Este número é absurdo, não chega nem à metade disso", garantiu. "E o dinheiro foi todo recebido via transferência bancária, mediante nota fiscal, impostos incluídos... A vida financeira do meu escritório é absolutamente correta. E nunca recebi nada fora do Brasil."
 
 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-07-30/principal-advogada-da-lava-jato-decidi-encerrar-minha-carreira-na-advocacia.html

terça-feira, 21 de julho de 2015

Empresa terá de esgotar banco de horas e férias para reduzir jornada de trabalho

Para entrar no programa, empresas precisam ter contratado, no máximo, 1% a mais do que demitiram nos últimos 12 meses

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, assinou nesta terça-feira (21) a regulamentação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). O projeto, lançado no último dia 6, pretende reduzir os custos empresariais e as consequentes demissões no País por meio da diminuição de salários e jornada de trabalho dos trabalhadores. Entretanto, para aderir ao programa, as empresas terão de comprovar que vivem períodos difíceis, além de zerar banco de horas e férias vencidas.

Entre os critérios para aderir, se enquadram "empresas, em dificuldades econômico-financeiras que esgotarem a utilização do banco de horas e períodos de férias, inclusive coletivas, poderão celebrar acordos coletivos com os sindicatos representativos de seus trabalhadores, prevendo redução de jornada de trabalho e de salários."
Medida visa preservar empregos no País
Medida visa preservar empregos no PaísPara participar do programa, a empresa tem de comprovar ainda, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que está inserida no Indicador Líquido de Emprego. Esse índice consiste na diferença entre admissões e demissões nos últimos 12 meses. Portanto, a empresa precisa ser deficitária na geração de emprego – ter demitido – ou apresentar um resultado positivo de, no máximo, 1% no número de contratações para estar apta a entrar no PPE. O período considerado será contado a partir do mês anterior ao pedido de adesão.

Outra condição é o acordo coletivo que deverá ser celebrado com os empregados, prevendo a redução de jornada e salário. Durante todo o programa, as empresas também ficam proibidas de dispensar, arbitrariamente ou sem justa causa, os funcionários que tiveram jornada reduzida durante o processo de inscrição no programa e, após o término, pelo prazo equivalente a um terço do período de adesão.

Márcio Borges, diretor do Departamento de Emprego e Salário do MTE, fala sobre quais são os critérios de adesão ao PPE. "A primeira exigência para adesão ao programa é que ocorra uma celebração de um acordo coletivo de trabalho. Esse deve ser específico prevendo algumas exigências do programa", esclarece Borges. (Ouça explicação do diretor do MTE sobre como empresas aderir ao PPE.)

Todos os critérios entram em vigor após a publicação na edição desta quarta-feira (22) do Diário Oficial da União.
Como funciona o Programa de Proteção ao Emprego (PPE)
O PPE permite a diminuição temporária de 30% das horas de trabalho, com proporcional redução dos rendimentos pago pelo empresário. O programa vale para empresas de todos os setores que passam por dificuldades financeiras.

Como atenuante, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) compensará parcialmente a perda do trabalhado, pagando 50% da redução salarial. No entanto, a compensação está limitada a R$ 900,84, que corresponde a 65% do maior benefício do seguro-desemprego. O repasse dos recursos às empresas serão feitos pela Caixa Econômica Federal.

 http://economia.ig.com.br/2015-07-21/governo-define-perfil-de-empresa-para-adesao-ao-programa-de-protecao-ao-emprego.html