"O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola", disse o diretor da Organização Mundial da Saúde durante coletiva
Uma
das vacinas que estavam sendo testadas contra o ebola na África
apresentou resultados 100% eficazes, informou nesta sexta-feira (31) a
Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma coletiva de imprensa em
Genebra.
AP
Profissional de saúde limpa o braço de um homem antes de injetar vacina contra o vírus Ebola em Conakry, Guiné (7/03)
"O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola", disse Marie-Paule Kieny, assistente do diretor-geral da entidade.
Os resultados
preliminares, publicados na revista médica "The Lancet", mostram uma
proteção completa para todas as quatro mil pessoas vacinadas que
entraram em contato próximo com um caso de ebola confirmado. O vírus do
ebola infectou mais de 27 mil pessoas e matou outras 11 mil desde o ano
passado na África Ocidental.
"O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola", disse o diretor da Organização Mundial da Saúde durante coletiva
Uma
das vacinas que estavam sendo testadas contra o ebola na África
apresentou resultados 100% eficazes, informou nesta sexta-feira (31) a
Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma coletiva de imprensa em
Genebra.
AP
Profissional de saúde limpa o braço de um homem antes de injetar vacina contra o vírus Ebola em Conakry, Guiné (7/03)
"O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola", disse Marie-Paule Kieny, assistente do diretor-geral da entidade.
Os resultados
preliminares, publicados na revista médica "The Lancet", mostram uma
proteção completa para todas as quatro mil pessoas vacinadas que
entraram em contato próximo com um caso de ebola confirmado. O vírus do
ebola infectou mais de 27 mil pessoas e matou outras 11 mil desde o ano
passado na África Ocidental.
A epidemia teve início na Guiné, em dezembro de 2013.
Foi a maior crise
da doença desde a descoberta do vírus, em 1976.
Quase todas as vítimas
da epidemia atual estavam na Guiné, Serra Leoa ou Libéria.
Wesley Batista, CEO da maior empresa privada do
Brasil, explica lógica das doações de campanha e desmente boatos de que
Lulinha seria seu sócio: 'Só sei quem ele é por foto na web'
A empresa
JBS, dona da marca Friboi, há algum tempo já é a maior produtora de
carne bovina e a maior processadora de proteína animal do mundo. Mas
desde o ano passado, acrescentou mais um título à sua coleção de
superlativos. Após um aumento de 30% nas vendas, superou a Vale para se
tornar a maior empresa privada do Brasil.
A
diversificação geográfica e de produtos explica a resiliência à
estagnação da economia brasileira, segundo o presidente da empresa,
Wesley Batista. Parte das operações da JBS está nos EUA, o que significa
um grande faturamento em dólar. Além disso, se a crise faz o brasileiro
deixar de comer carne bovina, impulsiona o consumo de frango – também
produzido pela JBS.
BBC
Wesley Batista diz que no Brasil há uma
dificuldade em aceitar que empresários podem ser bem sucedidos sem a
ajuda de padrinhos políticos
Fundada pela família Batista em Anápolis, Goiás, a
JBS tem uma história de sucesso incontestável, mas permeada por algumas
polêmicas. Hoje, também é a maior doadora de campanha do país, tendo
contribuído com mais de R$ 300 milhões só nas eleições de 2014.
Qual
o objetivo das doações? "Fazer um Brasil melhor", promete Batista, em
entrevista exclusiva à BBC Brasil. Mas se o objetivo é esse, investir em
político não é arriscado? "Sem dúvida", admite, acrescentando que o
risco "faz parte".
Em uma conversa na sede da empresa, em São
Paulo, Batista falou sobre a relação da JBS com o BNDES, a Lava Jato e
os rumores de que o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luis da Silva,
conhecido como Lulinha, seria um sócio oculto de sua empresa. Confira:
BBC Brasil - Pedi para um taxista me trazer na JBS e ele perguntou: A empresa do Lulinha? Qual a origem desses rumores?
Batista - (Risos)
Vamos ter de fazer uma reunião com taxistas, porque já ouvi isso de
muita gente. Talvez organizar um evento com o sindicato para eles
pararem com essa palhaçada. Essa conversa é absurda e sem nexo. É
difícil dizer de onde saem (esses rumores). A impressão que temos é que
foram plantados em campanhas por adversários políticos (do PT). Parece
que foi um site específico…
Mas não é só isso. Nossa empresa tem
uma história. Meu pai começou esse negócio do nada, sessenta e poucos
anos atrás. Quando (o presidente) Juscelino (Kubitschek) decidiu erguer
Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam
construindo a cidade em uma precariedade danada. Trabalhou duro, fez uma
reputação. E, sem falsa modéstia, somos bem-sucedidos no que fazemos.
Não
sei se é um tema cultural, mas se você pesquisar vai achar vários
empresários bem-sucedidos acusados de receber ajuda. Parece que no
Brasil há uma dificuldade de se reconhecer que alguém pode crescer por
ser competente ou por força do seu trabalho - e não por sorte ou porque é
testa de ferro ou sócio de alguém.
AP
'Quando (o presidente) Juscelino decidiu
erguer Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam
construindo a cidade em uma precariedade danada'
BBC Brasil - Como assim?
Batista - Há
quinze anos, em Goiás, quando éramos muito menores, você ia achar
muitos taxistas dizendo que (a JBS, na época Friboi) era do Íris
Rezende, que foi governador do Estado várias vezes. Era parecido com
essa história do Lulinha. Sempre crescemos muito e as pessoas tinham de
achar uma justificativa: "como eu não cresço e o outro cresce?".
Aqui
neste lugar (sede da JBS) funcionava o escritório do Bordon, que chegou
a ser uma das maiores empresas de carne bovina do Brasil. O Bordon por
muitos anos "foi" do Delfim Neto (ex-ministro da Fazenda). Quer dizer,
foi enquanto ia bem. Quando começou a ir mal ninguém mais falava que era
do Delfim.
Talvez isso (rumores) tomou uma proporção maior pelo
tamanho que a empresa ganhou. E em função das redes sociais. Mas o que a
JBS tem feito é fruto do trabalho e das pessoas competentes que tem
aqui dentro.
BBC Brasil - Como é sua relação com Lula?
Batista -
Lula foi presidente por oito anos. Só o encontrei uma vez nesse
período, em uma reunião setorial no palácio, com 30 pessoas na sala,
ministros, CEOs, etc. Não tenho certeza sobre meu irmão (Joesley
Batista), mas acho que ele nunca encontrou o Lula quando ele era
presidente. Fomos conhecê-lo depois, porque nos chamaram no Instituto
Lula justamente para explicar isso (os rumores). Eles perguntaram: "Que
diabos é isso? São vocês que estão falando isso?" Respondemos: "De jeito
nenhum, presidente Lula, achamos isso um negócio sem pé nem cabeça."
No
total, encontrei o Lula três vezes depois que ele deixou a Presidência.
Teve um evento de uma revista em um hotel. Sentei na mesa, ele estava
almoçando. E teve outra vez em uma inauguração de alguma coisa. Essa é a
relação. É muito distante.
BBC Brasil - E com o Lulinha?
Batista - Nunca
vi o Lulinha na minha vida. Sei quem ele é por foto na internet. Um
amigo um dia falou: "Wesley, ele é parecido com você". Eu respondi: "Tá
louco!" Aí fui olhar. Mas nunca apertei a mão do Lulinha. Meu irmão
encontrou ele uma vez em um evento social, uma festa. Uma pessoa que
estava lá ainda brincou: "Vem cá que eu vou te apresentar teu sócio. O
sócio que você não conhece…". Aí meu irmão disse: "Rapaz… o povo fala
que somos sócios e nunca nem tinha te visto".
BBC Brasil - Outro tema polêmico são os recursos que a JBS recebeu do BNDES.
Batista - Aí
temos outro mito descabido. Ouço constantemente que a JBS recebe
dinheiro subsidiado do BNDES. As pessoas não se dão ao trabalho (de
conferir). A JBS não recebe empréstimos do BNDES. Ponto. Isso é público.
A JBS não deve um centavo ao BNDES. Público. Para não falar que não
deve um centavo, deve 40 e poucos milhões de reais, que veio de
aquisições que fizemos, da Tyson e da Seara.
BBC Brasil -
Mas a empresa recebeu aportes via BNDESPar (o braço de participações do
BNDES. Ele compra ações de empresas. Não faz empréstimos, mas se torna
'sócio' das companhias).
Batista - A JBS
vendeu participação acionária para o BNDESPar, que participa em 200 ou
mais empresas. E importantíssimo: depois que a JBS já tinha capital
aberto. A transparência foi total. Além disso, se formos olhar o
investimento que o BNDESPar fez e o que tem hoje, eles tiveram um
resultado extraordinário. Provavelmente, um dos melhores da sua
carteira. No que diz respeito ao valor (dessas operações) também existe
um engano tremendo, (uma confusão) do que foi compra na JBS e em
empresas que depois viemos a adquirir. O total de aportes na JBS foi da
ordem de 5 bilhões de reais. Eles compraram isso em ações que hoje,
felizmente, valem muito mais.
BBC Brasil - A JBS seria desse tamanho não fosse a ajuda do BNDES na fase quente de aquisições para a empresa, 2007, 2008, 2009?
Batista - Primeiro,
a gente não acha que foi ajuda. O BNDES não nos ajudou. Ele fez um
negócio e nós fizemos um negócio. E nós entregamos. Ajudar é quando você
dá um dinheiro e não cobra. Por outro lado, de forma nenhuma podemos
dizer que a participação do BNDES não foi importante. Como os outros
acionistas, eles foram importantes para a JBS emitir ações,
levantar equity.
É difícil responder o que teria sido sem o BNDES.
Há fundos soberanos em vários países e teríamos corrido atrás de
interessados. Mas não dá para garantir que teríamos atraído outros
fundos.
BBC Brasil - O BNDES é um banco público. O que a aposta na JBS trouxe de resultado para a sociedade?
Batista - Se
for o caso, a sociedade precisa discutir o papel do BNDES, não o fato
do banco investir na JBS ou na Vale. Hoje politizaram esse debate e a
discussão política não cabe a nós. Em vários lugares do mundo você tem
bancos de desenvolvimento que atuam de forma semelhante. O BNDES tem uma
gama de objetivos ampla, que vai desde a questão social e econômica ao
desenvolvimento do mercado de capital brasileiro – e a JBS é hoje uma
das companhias mais valiosas nesse mercado. Toda a sociedade ganha com
um mercado de capital fortalecido.
Além disso, há a questão a
internacionalização. Hoje, o Brasil tem uma presença no território
americano muito mais expressiva que há 10 anos. Só a JBS tem 70 mil
funcionários nos EUA. E isso não pesa nas relações de país a país? Sem
dúvida.
Também contribuímos para a formalização de nosso setor e
da cadeia pecuária. A indústria frigorífica do país era informal e já
deu prejuízos astronômicos. Hoje, tem três empresas listadas em bolsa,
com transparência. O setor se profissionalizou.
BBC
Segundo Batista, empresa tem 120 mil funcionários no Brasil e 70 mil nos EUA
BBC Brasil - Não falta uma abertura maior
das informações do banco? O TCU já pediu para acessar dados sobre os
acordos com a JBS...
Batista - É difícil opinar. Acho que isso tem mais a ver com um debate político. É usado como gancho desse debate.
BBC Brasil - Mas a JBS apoia uma abertura maior dos termos dos acordos? O banco alega que isso prejudicaria as empresas.
Batista - É
difícil falar. O TCU não nos pediu nada. Eles pediram ao BNDES. Não
temos conhecimento, no detalhe, de que tipo de informações estão
pedindo. A maioria das coisas já é pública. Quanto a JBS deve ao BNDES?
Divulgo isso em minha demonstração de resultado. Quanto ele comprou de
participação acionária? Quanto valia quando ele comprou e quanto vale
agora? Tudo é público.
BBC Brasil - Talvez: quais os critérios para a escolha da JBS? Por que não o frigorífico X ou Y?
Batista - Não
vou responder pelo BNDES, mas às vezes pode ser porque, naquele
momento, foi a JBS que foi atrás, que bateu na porta. A JBS não tem como
opinar.
BBC Brasil - Delatores da Lava Jato têm
relatado como doações de campanha foram usadas para abrir portas. A JBS é
a maior doadora de campanha no Brasil. O que espera conseguir com essas
doações?
Batista - Está se criando uma imagem de
que a doação de campanha existe por que há alguma contrapartida. Mas
não é assim, você não pode generalizar. Há setores e setores. Primeiro, a
JBS não tem negócios com o governo, não faz obra e não vende (para o
governo). Se vende é coisa insignificante para alguma prefeitura, talvez
merenda escolar. Não é uma empresa cuja atividade depende desse
relacionamento. Nem tem dinheiro a receber.
Por que doação de
campanha? Primeiro porque esse é o modelo brasileiro. As campanhas são
financiadas com doações privadas. E o que você espera? Espera que o
Brasil seja melhor. Para a JBS um país melhor tem um valor financeiro
gigantesco. Por que a JBS participa em doações de campanha? Porque
acredita que, participando, tem condições de apoiar partidos e pessoas
que, se ganham, podem contribuir para a gente ter um país melhor. E com
um pais melhor, automaticamente, a JBS tem um ganho de valor
extraordinário.
BBC Brasil - Mas a JBS doa tanto para o
governo quanto para a oposição. Qual a lógica disso? Vocês acham que
qualquer um que ganhe, o país melhora?
Batista - Não
é assim… A bolsa brasileira é de 50 mil pontos. Se fosse de 80 mil
pontos, a JBS valeria 50% a mais, ou 25 bilhões de reais (a mais). Então
você tem um negócio relevante. Aí você diz, "mas a JBS doou pra um e
para outro". É verdade. Tem um defeito no modelo brasileiro. São tantos
partidos que você não quer ficar rotulado como um cara que tem partido.
Não temos partido. Por exemplo, o finado Eduardo Campos era um político
no qual achávamos que valia investir. Era promissor …
BBC Brasil - Se você doa para políticos que concorrem entre si, não parece estar identificando os 'promissores'.
Batista - Idealmente,
você deveria escolher alguns. Mas ninguém quer ficar rotulado como
"aliado" ou "opositor". A gente sempre fala para qualquer político que
vem aqui: não somos políticos, somos empresários. Queremos contribuir
apoiando bons políticos, mas não temos lado. Não é uma questão de
escolha.
BBC Brasil - Se o objetivo é um Brasil melhor, o
investimento em político não é arriscado? Não seria melhor um instituto
de combate à pobreza ou algo do tipo?
Batista - Sem
dúvida é arriscado. Temos investimentos em outras áreas (sociais).
Dentro dessa sede da empresa, há uma escola com 600 alunos, porque
acreditamos que o maior gap que o Brasil tem não é infraestrutura, é
educação.
É um investimento arriscado, claro. Investimos alguns
milhões no Eduardo (Campos). Investimos em alguns partidos ou políticos
que depois olhamos e falamos: "Poxa, erramos. Era melhor o outro
candidato". Isso faz parte. Se eu soubesse e pudesse só acertar…
BBC
Brasil - Tivemos o escândalo do HSBC recentemente. O que leva alguns
grandes empresários a colocarem a reputação em risco para sonegar
imposto?
Batista - Acho que não há uma
ou duas ou três explicações. Cada caso é um caso. Às vezes fico vendo
empresas que pagaram para receber dinheiro (ao qual tinham direito) do
governo. É errado, claro. Não tem de pagar ninguém. Mas é difícil julgar
porque às vezes a pessoa precisa do recurso. Fica entre a cruz e a
espada e acaba indo para o caminho incorreto para salvar a empresa. É
preciso ver em que circunstâncias o sujeito fez isso. Não estou falando
do funcionário público ou político que recebeu propina, porque eles
estão ali para prestar um serviço público. Também tem empresários e
empresários. Mas é difícil julgar.
BBC Brasil - O senhor parece estar se referindo à Lava Jato. É isso?
Batista - De
novo, acho que tem casos e casos. Pode ter casos em que (o empresário)
fez errado, que corrompeu o corrompido, que foi iniciativa da empresa. É
horrível. Não que de outra forma não seja horrível. Mas generalizar não
é correto. Tem bons empresários e maus empresários. Boas empresas e más
empresas. E também é preciso ver as circunstâncias em que as coisas
aconteceram. Não dá para sair julgando. O Brasil precisa de um
amadurecimento, até da imprensa. Há uma imprensa cuidadosa, mas outra
que emite opinião sem fatos e dados suficientes.
BBC Brasil - Por exemplo?
Batista - Nós
tivemos dois casos nesse sentido, que mostram que não dá para sair
julgando. Fizemos um pagamento da compra de um frigorífico em Ponta Porã
e um centro de distribuição no Paraná em uma conta, porque a pessoa
mandou (fazer o depósito) contra ordem de terceiro. A conta estava no
meio da Lava Jato. Foi um barulho (sem propósito)…
BBC
Brasil - O outro (caso) diz respeito a anotação (encontrada em uma
planilha) de Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras e delator da
Lava Jato)?
Batista - Ele fez uma
anotação numa agenda, ou sei lá no que. "J&F (holding controladora
da JBS): tantos mil pra mim, tantos pro fulano". Na operação, a Policia
Federal pegou isso e saiu (na imprensa) algo que fazia parecer que a JBS
fez um negócio (ilícito).
Na prática, foi algo tão descabido: uma
pessoa que conhecia meu irmão ligou para ele um dia e disse que tinha
um amigo que queria vê-lo para oferecer uma empresa. Normal no mundo
empresarial. Meu irmão falou: "Tudo bem, traz seu amigo para falar com
um diretor meu". Essa pessoa era o Paulo Roberto Costa, que foi lá
oferecer a Astromarítima. Ele estava pensando em ganhar corretagem (com a
venda da empresa), o que também é normal, desde que ele declare essa
comissão. A proposta não interessou. Mas nesse meio tempo o cara deve
ter feito a continha: "Se eu vender, recebo tanto." Virou um negócio que
"meu Deus".
Também confundiram os nomes. Esse amigo do meu irmão
tinha o primeiro ou segundo nome igual ao de um executivo da OAS preso. A
imprensa deduziu que era a mesma pessoa. Isso tudo já está explicado.
Mas cria-se um negócio não concreto, um julgamento de valor. Opinar quem
fez e quem não fez na Lava Jato é para os procuradores, juízes e
investigadores.
BBC Brasil - Com a desaceleração da
economia, há o medo que o Brasil reverta os ganhos sociais dos últimos
anos. Há quem defenda que os ricos poderiam pagar mais impostos para
aliviar o impacto do ajuste sobre os pobres. Sua família está no topo da
pirâmide social brasileira. O que acha?
Batista - Pergunta
difícil. Essa você pegou pesado. Olha, isso não é uma novidade. Em
vários países, quem tem mais paga mais. Nós temos uma situação
específica do Brasil. Já temos uma das maiores cargas tributárias do
mundo… e aí é que eu acho que está o debate. Não é se se cobra mais de
quem tem mais e menos de quem tem menos. Já temos impostos demais e os
impostos aqui são muito complicados. Além do custo de pagar, o custo de
administrar, isso é monstruoso. Nossa companhia nos EUA é tão grande
quanto no Brasil, mas temos aqui dez vezes mais pessoas envolvidas com a
questão dos tributos. O foco deveria ser simplificar esse troço.
BBC
Brasil - Os processos trabalhistas são o tema de muitos comentários
negativos contra a JBS nas redes sociais. O que vocês estão fazendo para
diminuir isso?
Batista - Muita
coisa. Cada dia mais. Temos uma área de compliance trabalhista composta
por engenheiros de segurança do trabalho, ergonomistas, advogados, um
grupo multifuncional que vai de fábrica em fábrica. Lógico que não somos
perfeitos. Temos problemas, mas isso às vezes é superdimensionado. Dado
o universo que a JBS trabalha, a quantidade de fábricas, nossos
indicadores são bons. Temos 120 mil funcionários no Brasil. É claro que
não queríamos ter problema nenhum. Nenhum acidente. A gente trabalha
para isso. Mas, infelizmente, às vezes tem alguns casos.
Agência Brasil
Presidente do BNDES, Luciano Coutinho: Wesley ressalta que banco lucrou com ações da JBS
Tragédia da boate Kiss deixa, agora, 243 vítimas (Ricardo Moraes/Reuters)
Um dos sobreviventes do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS),
morreu dois anos após a tragédia, que aconteceu em janeiro de 2013.
Com o caso de Uilian da Silva Vieira, de 27 anos, o número de vítimas
chega a 243. O jovem morreu há cerca de um mês e meio, mas apenas agora
o falecimento foi comunicado à AVTSM (Associação dos Familiares de
Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria).
O presidente da associação, Sérgio da Silva, informou ao R7 que o jovem já tinha problemas respiratórios antes do incêndio na boate.
— Depois da Kiss, ele começou a fazer tratamento no hospital universitário.
O presidente disse também que os médicos não deram informações exatas
sobre o caso e que não é possível afirmar com certeza se a morte foi
consequência da tragédia ou se foi em decorrência dos problemas
pulmonares que ele já tinha.
Na noite do incêndio, Uilian chegou a ajudar na retirada de algumas
vítimas e inalou muita fumaça. Depois de um ano e meio, o estado de
saúde dele ficou mais grave e os pulmões pararam de funcionar.
Ela foi levada para uma
casa onde consumiu bebidas alcoólicas e foi abusada. Suspeitos ainda
não foram identificados e o caso foi entregue à Polícia Civil
Um caso bárbaro chocou moradores e gerou a revolta de familiares de uma
jovem de 16 anos de idade, moradora do Bairro São Bernardo, Região Norte
de Belo Horizonte, durante a madrugada desta quinta-feira. De acordo
com a Polícia Militar, a adolescente foi estuprada por dois homens,
ainda não identificados, que ela teria conhecido pelo Facebook, numa
casa no Bairro Tupi, na mesma região. Ela passou por exames que
comprovaram a violência e agora o caso deverá ser investigado pela
Polícia Civil.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a menor saiu de casa por volta
das 23h55 da noite de quarta-feira, em um carro com dois homens, que
seriam seus amigos do Facebook. A jovem relatou aos militares que eles a
levaram para uma casa, próximo ao Bairro Tupi, onde consumiram vinhos e
catuaba. Em um determinado momento, ela começou a sentir uma forte
tontura, além de perda da percepção e dos movimentos. Segundo ela, a
dupla a levou para um quarto da casa, onde a violentaram sexualmente. Por
volta das 4h, familiares da adolescente perceberam a chegada de um
veículo, que estacionou em frente a casa da vítima. Os homens deixaram a
menor em frente ao portão e fugiram em alta velocidade. Ela foi
socorrida pela própria mãe e uma tia, que a levaram para o Hospital
Odilon Behrens. No local, a jovem passou por exames, que constatam o
abuso. Os médicos ainda colheram uma amostra de sangue dela, para
diagnosticar qual substância os agressores colocaram em sua bebida.
A
ocorrência foi encerrada na Central de Flagrantes de Belo Horizonte
(Ceflan 1) no Bairro Floresta e o caso deverá ser investigado pela
Polícia Civil.
Um documento alegadamente encontrado na última terça-feira
no Paquistão traz detalhes sobre o possível plano do Estado Islâmico de
travar uma guerra que provocará “o fim do mundo”.
O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico, o Califado conforme o
Profeta”, é escrito em urdu, língua paquistanesa, e revela uma
estratégia para fazer os EUA participarem de uma guerra global através
de um atentado terrorista na Índia.
Além disso, o documento relata vários roteiros de ataques
aos soldados norte-americanos que iriam se deslocar desde o Afeganistão,
assim como também a políticos, tanto os diplomatas estadunidenses, como
funcionários públicos paquistaneses.
O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico
Jihadismo global
Segundo a mídia, o texto foi passado para o Instituto
Americano da Mídia (AMI, instituição de jornalismo investigativo) por um
cidadão paquistanês ligado ao Talebã do Paquistão. O AMI informa que o
documento foi examinado pela CIA, e agora já pode-se dizer que o texto
maneja uma linguagem muito parecida à linguagem que usa o Estado
Islâmico.
Para o ex-diretor da Agência de Inteligência da Defesa,
tenente-general Michael Flynn, que integra a equipe que examinou o
documento, a “Breve História” “representa o plano de campanha do Estado
Islâmico”.
Uma das peculiaridades deste plano é a inclusão do Talebã e
Al-Qaeda nas atividades do Estado Islâmico, movimento extremista
reconhecido como organização terrorista e proibido na Rússia e uma série
de outros países.
O Estado Islâmico e o Talebã têm sido movimentos
adversários no Oriente Médio, chegando até a anunciar jihad (guerra
sagrada) um contra outro.
Se o documento for verídico e realmente refletisse
as aspirações do movimento terrorista mais temível no mundo atual,
as tensões na região podem aumentar. Isso significaria a criação de um
exército jihadista internacional, unindo até aqueles muçulmanos radicais
que antes não eram admitidos no Estado Islâmico, grupo islamista mais
severo e com regras mais rígidas até agora.
Armadilha
O plano descrito na “Breve História” prevê um ataque
terrorista em algum lugar na Índia, com o intuito de atrair as forças
dos EUA. No caminho da Índia, as tropas estadunidenses estariam sendo
eliminadas pelo exército terrorista. Os EUA teriam que responder
militarmente, o que provocaria mais um conflito armado na região.
– Mesmo se os EUA tentarem atacar com todos os seus
aliados, o que eles farão, sem dúvida, a ummah (comunidade islâmica que
abrange todos os muçulmanos do mundo) estará unida, o que resultará na
batalha final”, reza o documento.
Os EUA participam de operações militares contra o Estado
Islâmico na Síria e no Iraque. Em breve, podem também ajudar a Turquia a
combater os islamistas na sua fronteira com a Síria. Vários
especialistas têm observado que a estratégia do país no combate a este
grupo terrorista é pouco eficaz.
Homem falou de farras em motéis, consumo de um quilo de cocaína e outros na época em que os dois saíam juntos
O bispo Rogério Formigoni, da Igreja Universal,
protagonizou, ao lado de um pastor amigo de longa data, uma cena que
viralizou na web nesta terça-feira. Ao ser chamado ao microfone pelo
bispo durante um culto em São Paulo, o pastor conhecido como Luciano
Farinha revelou, sem poupar detalhes, o que os dois faziam antes de
assumirem seus cargos na igreja.
Reprodução
Pastor e bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'
"Usou muita droga comigo... Você, hoje bispo,
Rogério Formigão", começou o pastor. "Cheirou muito pó, fumou pedra,
maconha, chá de cogumelo, lança… farra nos motéis do meu tio”, declarou o
pastor durante o culto.
O pastor e o bispo chegaram a rir a
respeito de suas antigas 'aventuras'. "Chegamos a comprar um quilo de
cocaína pura. (...) Pergunta no interior de São Paulo, cidade de
Lucélia, sobre o Luciano Farinha e o Formigão", disse.
O bispo de
38 anos é conhecido pelos fiéis da Universal por ajudar na recuperação
de viciados em substâncias químicas. Autor do livro "A última pedra —
Vícios têm cura", Formigoni já contou na web a respeito de sua jornada
como usuário de drogas e até mesmo tráfico antes de se unir à igreja.
"Comecei
dando meu primeiro trago em um cigarro na escola (...) Aquilo que era
só para experimentar tornou-se meu maior pesadelo porque vieram as
outras drogas, como cocaína, cola, anfetaminas, LSD, chás alucinógenos,
crack e tudo que dava uma sensação de euforia ou poder eu estava
topando", disse na página da Universal.
"Por causa das drogas e do
dinheiro do tráfico, não faltavam mulheres e noites fora de casa,
frequentava casas de prostituição, me relacionava com muitas mulheres
casadas, solteiras, garotas de programa etc. Não tinha escrúpulos",
contou.
Como toda relação de negócios, o franchising tem seus problemas; confira os conflitos mais frequentes nas franquias
É consenso que abrir uma franquia é
um procedimento menos trabalhoso do que começar o próprio negócio de
maneira convencional. Por mais que seja necessário o acompanhamento de
perto pelo franqueado, aspectos como contratos com fornecedores e até
detalhes de divulgação já estão previamente definidos no padrão da
marca.
Thinkstock/Getty Images
"Abrir uma franquia não é garantia de sucesso", afirma a consultora de franquias Anna Vecchi
No entanto, isso não significa que os franqueados
sigam sem problemas no decorrer do trabalho. Pelo contrário, dizem
especialistas, muitos deles se frustram logo após a abertura da
franquia.
A seguir, seguem listados – e comentados – os principais problemas observados no mercado de franchising.
1 - Fundos de publicidade
Um
dos principais conflitos entre franqueados e franqueadoras pode ser em
torno do marketing. A maioria das empresas trabalha com um fundo de
publicidade, no qual todo mês é depositado uma quantia dos franqueados
para ações gerais da rede.
No entanto, seja na divulgação de
abertura da nova franquia ou meses depois, o franqueado acha que as
ações publicitárias são insuficientes e cobra da franqueadora por mais
atenção local. Segundo Diego Simioni, consultor de franquias da GoAkira,
esse comportamento é muito comum, mas de nada adianta.
“O
marketing gera muita expectativa e é um gargalo muito forte. No caso de
até 100 lojas franqueadas, o fundo de publicidade é muito pequeno. [O
franqueado] não pode esperar que a marca esteja na TV toda hora”,
explica, acrescentando que esse montante é direcionado para ações
institucionais. “Outro ponto que gera descontentamento é quando a
franqueadora faz uma ação que beneficia apenas uma região. O franqueado
de outra área vai se sentir prejudicado, então tem que ser tudo bem
estruturado”.
2 - Treinamento (a falta de)
Alguns
negócios têm em sua natureza processos logísticos mais complexos, o que
demanda um forte e criterioso treinamento de gerência e corpo de
funcionários. Com alguma frequência essa parte é negligenciada pelas
franqueadoras e, posteriormente, isso pode se transformar em uma grande
dor de cabeça.
“Cinco dias de treinamento para uma operação de
Fast Food ou varejo, por exemplo, não adiantam, não ensinam nada. O
tempo é fundamental para inaugurar já levantando voo, não batendo
cabeça. Se isso acontecer, vai ter problema”, afirma Ana Vecchi,
diretora da consultoria de inteligência estratégica Vecchi Ancona.
3 - Exclusividade ou Preferência?
Outro
motivo que pode causar confusão entre as partes costuma ficar esquecido
– ou mesmo escondido – no contrato: a cláusula que trata de
exclusividade da área da franquia. De acordo com Simioni, a maioria dos
contratos prevê um acordo somente de preferência, mas não de
exclusividade.
“Na caso da preferência, se a franqueadora recebe
uma proposta de abertura numa área onde já há um franqueado, ela oferece
[ao franqueado] a opção de abrir outra loja. Caso contrário, ela vende
para o outro interessado”, explica o especialista, acrescentando que é
importante ficar atento e se informar sobre o potencial de crescimento
da marca no local.
4 - Distanciamento pós-abertura
Este
ponto gira em torno da falta de comunicação frequente entre muitas
franqueadoras e seus franqueados de acordo com o passar do tempo. Após
toda a euforia e esforço para colocar tudo em ordem em uma nova loja,
naturalmente a franqueadora tira um pouco a mão da massa e volta ao
posto original de gerenciamento.
No entanto, muitos franqueados se
sentem “sem chão” com essa mudança. “Há um certo nível de frustração.
Costumo dizer que o franqueado tem fases que vão desde a empolgação
inicial até aquela em que acha que todo o mérito do trabalho é fruto do
esforço dele”, afirma o especialista da GoAkira.
Equívocos são
observados de ambas as partes: franqueados que esperam suporte excessivo
e franqueadoras que deixam seus parceiros a ver navios. Por conta
disso, Simioni alerta que é preciso “discutir a relação”. “Tem de haver
conversa, pois não se pode esquecer que o relacionamento no franchising é
de ganha-ganha”.
5 - Expectativa x Realidade
Talvez
o ponto que crie a maior tensão em uma relação de franquias seja a
diferença entre o que é projetado e o que, de fato, os números mostram
na realidade. Apesar de o franchising ter um índice de falência oito
vezes menor que o de negócios próprios – cerca de 3% após um ano de
abertura –, a decepção com os resultados é bastante corrente.
Segundo
Anna Vecchi, é bastante comum ocorrer de o dito pelas franqueadoras
não se refletir na prática, mas ela alerta para a parcela de culpa que
também pode vir do novo empresário. “Em contrapartida, o franqueado
precisa estar comprometido com o negócio. Abrir uma franquia não é
garantia de sucesso”, pondera.
Bloqueio de verba no programa assistencial corresponde a 55% do investimento; corte é medida para atingir nova meta fiscal
O
novo corte orçamentário, publicado nesta quinta-feira (30) em edição
extra do Diário Oficial da União, detalha o contingenciamento de R$ 8,5
bilhões no Poder Executivo. Do total, a maioria será retirado do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que perderá 55% dos
investimentos.
Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Governo luta para alcançar nova meta fiscal
O corte do programa social será de R$ 1,322 bilhão
(cerca de 55% dos investimentos) e sairá do Ministério das Cidades. Em
seguida, vem o bloqueio na Saúde: o ministério vai perder R$ 1,180
bilhão. Também afetado, o Ministério da Educação vai contar com menos R$
1 bilhão, aproximadamente.
O
bloqueio dos valores, que ainda tem o montante de R$ 327,1 milhões em
emendas parlamentares, foi recalculado com base na receita arrecadada e
das reestimativas dos impactos do contexto econômico. A intenção é
alcançar a nova meta fiscal: antes com superávit primário previsto para
1,1% do PIB (Produto Interno Bruto), agora a expectativa é de
crescimento de somente 0,15%.
Responsável por nove das delações premiadas de
investigados por desvios na Petrobras afirma que deixou clientes por
temer pela segurança de sua família; ela diz estar sendo perseguida
Zeca Ribeiro/Agência Câmara
Beatriz Catta Preta acompanha depoimento de seu cliente Pedro Barusco na CPI, em março
Em entrevista à edição desta quinta-feira (30) do
"Jornal Nacional", a advogada Beatriz Catta Preta afirmou que passou a
ser perseguida e intimidada por integrantes da Comissão Parlamentar de
Inquérito da Petrobras. Ela tem como clientes nove nomes que acertaram
processo de delação premiada com a Justiça – responsáveis por passar
detalhes de como funcionava o esquema de corrupção entre empreiteiras e a
estatal – e se tornou foco dos noticiários após deixar o Brasil por
mais de um mês, levantando rumores de que teria fugido devido às
supostas ameaças.
"Depois
de tudo o que aconteceu, e por zelar pela segurança dos meus filhos e
da minha familia, decidi encerrar minha carreira na advocacia", disse
Beatriz ao telejornal. A advogada afirmou ter começado a se sentir
intimidada após o depoimento do consultor Júlio Camargo em 16 de julho,
quando ele o conteúdo de depoimentos anteriores e acusou o presidente da
Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de receber propina de US$ 5
milhões.
Após a acusação, Beatriz foi convocada a prestar
depoimento na CPI, medida derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, nesta
quinta-feira, com base no fato de seu depoimento quebrar o direito
à inviolabilidade do sigilo profissional. Ela diz que, caso tenha de ir à
comissão, não revelará nenhum dado sob sigilo.
"Ele [Júlio
Camargo] não falou antes [sobre a propina a Cunha] por receio, tinha
medo de chegar ao presidente da Câmara", explicou a advogada. "[Ele fez
isso só agora devido à] colaboração, à fidelidade... O fato de o
colaborador não poder mentir fatos o levou a assumir o risco que ele
temia e levar tudo à Procuradoria Geral da República [...] Todos os
depoimentos vieram respaldados, com informações, dados, documentos.
Nunca houve [nas delações que negociou] o dizer por dizer."
Na
entrevista, Beatriz ainda negou ter fugido do País – garantiu que
viajou a Miami a lazer, "como faço sempre durante as férias escolares
dos meus filhos" – e rechaçou ter recebido R$ 20 milhões em contas no
exterior de seus clientes na Lava Jato, como foi acusada.
"Este
número é absurdo, não chega nem à metade disso", garantiu. "E o dinheiro
foi todo recebido via transferência bancária, mediante nota fiscal,
impostos incluídos... A vida financeira do meu escritório é
absolutamente correta. E nunca recebi nada fora do Brasil."
Para entrar no programa, empresas precisam ter contratado, no máximo, 1% a mais do que demitiram nos últimos 12 meses
O
ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, assinou nesta terça-feira
(21) a regulamentação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). O
projeto, lançado no último dia 6, pretende reduzir os custos
empresariais e as consequentes demissões no País por meio da diminuição
de salários e jornada de trabalho dos trabalhadores. Entretanto, para
aderir ao programa, as empresas terão de comprovar que vivem períodos
difíceis, além de zerar banco de horas e férias vencidas.
Entre os
critérios para aderir, se enquadram "empresas, em dificuldades
econômico-financeiras que esgotarem a utilização do banco de horas e
períodos de férias, inclusive coletivas, poderão celebrar acordos
coletivos com os sindicatos representativos de seus trabalhadores,
prevendo redução de jornada de trabalho e de salários."
Medida visa preservar empregos no País
Para participar do programa, a empresa tem
de comprovar ainda, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), que está inserida no Indicador Líquido de
Emprego. Esse índice consiste na diferença entre admissões e demissões
nos últimos 12 meses. Portanto, a empresa precisa ser deficitária na
geração de emprego – ter demitido – ou apresentar um resultado positivo
de, no máximo, 1% no número de contratações para estar apta a entrar no
PPE. O período considerado será contado a partir do mês anterior ao
pedido de adesão.
Outra
condição é o acordo coletivo que deverá ser celebrado com os
empregados, prevendo a redução de jornada e salário. Durante todo o
programa, as empresas também ficam proibidas de dispensar,
arbitrariamente ou sem justa causa, os funcionários que tiveram jornada
reduzida durante o processo de inscrição no programa e, após o término,
pelo prazo equivalente a um terço do período de adesão.
Márcio
Borges, diretor do Departamento de Emprego e Salário do MTE, fala sobre
quais são os critérios de adesão ao PPE. "A primeira exigência para
adesão ao programa é que ocorra uma celebração de um acordo coletivo de
trabalho. Esse deve ser específico prevendo algumas exigências do
programa", esclarece Borges. (Ouça explicação do diretor do MTE sobre como empresas aderir ao PPE.)
Todos os critérios entram em vigor após a publicação na edição desta quarta-feira (22) do Diário Oficial da União. Como funciona o Programa de Proteção ao Emprego (PPE)
O
PPE permite a diminuição temporária de 30% das horas de trabalho, com
proporcional redução dos rendimentos pago pelo empresário. O programa
vale para empresas de todos os setores que passam por dificuldades
financeiras.
Como atenuante, o Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) compensará parcialmente a perda do trabalhado, pagando 50% da
redução salarial. No entanto, a compensação está limitada a R$ 900,84,
que corresponde a 65% do maior benefício do seguro-desemprego. O repasse
dos recursos às empresas serão feitos pela Caixa Econômica Federal.