quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Pequim é considerada "imprópria para viver" devido à poluição

Capital chinesa é ultrapassada apenas por Moscou
A capital chinesa, Pequim, ficou em penúltimo lugar em uma avaliação sobre a qualidade ambiental em 40 cidades globais, sendo considerada "imprópria para viver", informou hoje (13) a imprensa oficial chinesa.

No levantamento, feito pela Academia de Ciências Sociais de Xangai, a capital chinesa é ultrapassada apenas por Moscou. "A grave poluição do ar tornou Pequim imprópria para viver", diz o relatório da Academia, citado pelo Diário de Xangai.

Estocolmo (Suécia), Viena (Áustria) e Zurique (Suíça) ocupam os três primeiros lugares. Mais duas cidades chinesas avaliadas - Hong Kong e Xangai - aparecem no 34º e 36ºlugares, respectivamente.
Quanto à tolerância social, Pequim e Xangai estão entre as dez primeiras e na área econômica (atração e estabilidade do mercado) figuram entre as 20 primeiras.
Hoje de manhã, os indicadores sobre a qualidade do ar na capital chinesa estavam no nivel considerado "altamente poluído", com a densidade das particulas PM2.5 seis vezes acima do máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

 http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/mundo/529523/pequim-e-considerada-impropria-para-viver/

PSOL nega relação com acusados por morte de cinegrafista

Em nota, o diretório municipal do PSOL do Rio de Janeiro disse, nesta quinta-feira, 13, que a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, foi um "trágico incidente", prestou solidariedade à família do profissional e negou ter qualquer ligação com os jovens presos pela morte de Santiago, Caio Silva de Souza e Fábio Raposo. 
 
O partido também negou a prática de aliciamento de manifestantes. Na quarta-feira, 12, o advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende os dois responsáveis pela explosão do rojão que atingiu o cinegrafista, acusou partidos políticos e outras organizações, sem citar nomes, de pagar jovens pobres para fazerem atos de vandalismo nos protestos.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que partidos políticos e organizações estão "embutidos" nas ações violentas. Na nota, o PSOL diz que "desde o trágico incidente que culminou com a morte do cinegrafista Santiago, vários boatos - depois 'desmentidos' - tentam vincular o PSOL e seus parlamentares ao ocorrido".

"O Partido Socialismo e Liberdade declara que, mais uma vez, são levianas as acusações de seu envolvimento nesse lamentável episódio. Os responsáveis por tais acusações serão devidamente processados. O PSOL não utiliza nem defende o uso de atos de violência como método e prática política nas manifestações, bem como nunca manteve qualquer contato com os acusados de participação nesta tragédia", diz a nota.

"O Partido, consternado com a morte do cinegrafista, transmite irrestrita solidariedade à família, amigos, colegas de trabalho e profissão de Santiago Ilídio de Andrade, exigindo uma investigação séria que responsabilize todos os envolvidos", afirma o diretório. "A denúncia sobre possíveis financiamentos de militantes não constitui prática do partido e exigimos que seja investigada", continua a nota do PSOL-RJ. O partido diz que continua a apoiar mobilizações populares e que "motivos para protestar continuam existindo".

Fonte: Agencia Estado

Brasil é o país mais 'mortífero' das Américas

Segundo o levantamento, as mortes de profissionais pesaram em 2013.
 
O grau de liberdade de imprensa piorou no Brasil em 2013, e o País é o pior das Américas em número de jornalistas mortos.

A advertência foi feita nesta quarta-feira, 12, em Paris, pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que não poupou críticas a Brasil e Estados Unidos. Em dois anos, o País despencou 12 postos na classificação, ocupando o 111.º lugar, por culpa dos riscos das coberturas de crime e corrupção.

O Brasil, que no ano passado aparecia em 108.º lugar, perdeu três posições. À frente do País aparecem a República Centro-Africana, nação em guerra e sob intervenção internacional, em 109.º lugar, e Uganda, em 110.º. "Ricos por sua diversidade, Estados Unidos e Brasil deveriam enaltecer a liberdade de informação como norma jurídica e como valor. A realidade está, infelizmente, longe de corresponder a essa ambição", diz a RSF.

Segundo o levantamento, as mortes de profissionais pesaram em 2013. "Com cinco casos, o Brasil aparece no sinistro ranking como o país mais mortífero do continente para a profissão, um lugar ocupado até então por um México bem mais sangrento."

Para Camille Soulier, responsável pelo Escritório Américas da RSF, as manifestações no Brasil - que a organização chama de "Primavera brasileira" - "foram graves para a liberdade de imprensa". A ONG ainda menciona as pressões jurídicas sobre o exercício da profissão. "As injunções de censura contra os veículos de mídia e contra jornalistas engarrafam os tribunais, atendendo a pedidos de políticos servidos por uma justiça complacente", diz o relatório.

Proteção a jornalistas
Ainda ontem, em seu relatório anual sobre a situação da imprensa no mundo, uma das mais influentes entidades da imprensa no planeta, o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), de Nova York, afirma que "tem sido principalmente retórica" a reação do governo brasileiro ao aumento da violência contra os jornalistas.

Sob o título "Violência e censura judicial desfiguram o horizonte no Brasil", o documento, coordenado pelo diretor do CPJ para América Latina, Carlos Lauria, destaca também que a presidente Dilma Rousseff "prometeu reformas e criou um grupo de trabalho para estudar a questão dos ataques contra jornalistas", mas as medidas concretas "têm sido inadequadas e ineficazes".

Ao fim de sete páginas, adverte-se que "violência sem punição contra a imprensa e censura judicial certamente vão prejudicar a imagem do país perante a opinião internacional". As informações são do jornal  

O Estado de S. Paulo.


Cerca de cinco mil policiais e bombeiros militares fazem assembleia em frente ao Buriti

Eles cobram melhorias salariais e reestruturação do plano de carreira

 
 
Governador teria prometido assinar até esta sexta-feira (14) documento de isonomia salarial para a segurança pública do DF Internauta / R7
 
Cerca de cinco mil policiais e bombeiros militares participaram de uma assembleia na manhã desta quinta-feira (13) em frente ao Palácio do Buriti, sede do executivo local, para cobrar do governador Agnelo Queiroz (PT-DF) reestruturação da carreira e melhorias salarais. A reunião começou às 9h e a categoria usou faixas, cartazes e um carro de som para reivindicar.

O sargento Manoel Sansão, vice-presidente da Aspra (Associação dos Praças da Polícia Militar do DF), explicou que os policiais militares saíram da Operação Tartaruga há quase um mês, por força judicial, mas que desde então estão em Operação Legalidade.

Ele disse que o intuito é forçar o governo a cumprir 13 promessas feitas em campanhas eleitorais, incluindo o reajuste salarial. Sansão também questionou a idoneidade das autoridades que procuravam o Ministério Público para acabar com a Operação Tartaruga, que durou dois meses, ao invés de negociar as reivindicações com a categoria.

Durante o período, as ocorrências eram atendidas com demora e o policiamento ostensivo reduzido nas ruas, o que disparou a violência na capital federal nas primeiras semanas de 2014.

— O governador Agnelo apareceu e disse que vai assinar um documento, até amanhã, promovendo a isonomia salarial para toda as áreas de segurança pública. Continuamos na expectativa.

A assembleia terminou por volta das 11h30 e, apesar de a categoria ter se concentrado na praça, o trânsito no Eixo Monumental, área central de Brasília, ficou bastante congestionado.

Com essa negociação, os trabalhos da PMDF (Polícia Militar do DF) serão retomados e normalizados a partir das 12h até a meia noite desta sexta-feira (14), prazo que teria sido estipulado pelo próprio governador para assinatura do documento pleiteado pelos militares.

O sargento Sansão afirmou que está otimista. No entanto, alertou que caso isso não aconteça os policiais militares voltarão à Operação Legalidade por tempo indeterminado e atuarão apenas no que a lei determinar.

Uma das ações que podem ser adotadas pelos militares, neste caso, é não dirigir viaturas por não terem curso de formação específica exigido pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para condutores de veículos de emergência.

— Nós não vamos mais aceitar esse tipo de postura negligente do governo. Se não cumprirem o acordo, vamos pressioná-lo até termos nossos direitos conquistados e não vamos recuar, em hipótese alguma.

Procurado para comentar o assunto, o GDF (Governo do Distrito Federal) apenas informou que se houver alguma novidade sobre as negociações, estas serão divulgadas nos meios oficiais em tempo oportuno.

Mobilização

O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), por meio de uma liminar, derrubou a legalidade da portaria 893, de 8 de fevereiro de 2014, que obrigava os policiais militares do DF a dirigir viaturas mesmo sem o curso de formação específica exigido por lei. A decisão foi tomada em primeira instância pela Juíza de Direito Substituta da 6ª Vara de Fazenda Pública do DF, Cristiana Torres Gonzaga, na tarde desta terça-feira (11).

A juíza entendeu que a portaria, emitida em caráter extraordinário pelo comando-geral da PMDF (Polícia Militar do DF), não tem base legal e pode colocar em risco a vida dos policiais.

— Para evitar perigo de dano irreparável ou de difícil reparação decorrente da produção de efeitos da Portaria impugnada, defiro o pedido de antecipação de tutela para determinar a imediata suspensão de qualquer efeito decorrente da portaria nº 893.

O problema começou na última sexta-feira (7), depois que policiais dos batalhões do Guará e Santa Maria, regiões administrativas do DF, se recusaram a sair de viaturas alegando a ausência do certificado exigido pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para conduzir viaturas e veículos de emergência. Na ocasião, eles foram levados de microônibus para fazer rondas a pé. 
 
 
 
 

Confronto entre polícia e manifestantes do MST em Brasília deixa 42 feridos

Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) entram em confronto com a polícia durante marcha em Brasília, nesta quarta-feira. 12/02/2014 Foto: Ueslei Marcelino / Reuters


Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) entram em confronto com a polícia durante marcha em Brasília, nesta quarta-feira. 12/02/2014
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) entraram em confronto com policiais na Praça dos Três Poderes, em Brasília, durante manifestação nesta quarta-feira por mais agilidade do governo na reforma agrária, deixando mais de 40 feridos.

De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, 30 policiais foram feridos, sendo oito gravemente, ao serem atingidos por pedras, pedaços de pau e barras de ferro. O MST disse que o confronto deixou 12 manifestantes feridos.

A presidente Dilma Rousseff receberá na quinta-feira representantes do MST, que acusa o governo de ter feito poucas desapropriações de terras nos últimos anos.

"A Polícia Militar acompanhou toda a manifestação, que teve início à 1h da tarde na Catedral de Brasília e seguiu até a Embaixada dos Estados Unidos. Em seguida, os integrantes do MST se deslocaram para a Praça dos Três Poderes, onde começou a confusão", afirmou a corporação em nota. A Polícia usou bombas de gás para conter o tumulto, segundo a Agência Brasil.

O MST disse em nota que o conflito ocorreu porque um grupo de policiais impediu "sem nenhuma justificativa, que os Sem Terra retirassem do bagageiro do ônibus materiais que seriam utilizados nas intervenções teatrais".

Os manifestantes, que participavam da marcha em comemoração aos 30 anos do movimento, se concentraram na Praça dos Três Poderes e ameaçaram invadir o Supremo Tribunal Federal, que decidiu cancelar a sessão desta quarta-feira por segurança.

A manifestação reuniu 15 mil participantes, segundo cálculos da Polícia, e 16 mil, de acordo com MST.

Segundo o movimento, o país vive um dos piores períodos da reforma agrária, em que "apenas 7.274 famílias foram assentadas em 2013, a partir da desapropriação de 100 áreas, em 21 Estados".

"Durante todo o governo Dilma, apenas 176 desapropriações de terra foram realizadas, desempenho que só perde para os três anos do período Collor, quando 28 áreas foram desapropriadas", afirmou o grupo em sua página na Internet.
 http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/confronto-entre-policia-e-manifestantes-do-mst-em-brasilia-deixa-42-feridos,02fa039fb6724410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

MST protesta contra Planalto e Supremo; conflito deixa 32 feridos


Marcha em Brasília reuniu 15 mil pessoas; grupo rompeu grades do palácio e confusão parou sessão do Supremo


Uma marcha do Movimento dos Sem Terra (MST) realizada em Brasília nesta quarta-feira, 12, acabou em pancadaria na Praça dos Três Poderes, interrompeu a sessão no Supremo Tribunal Federal e levou a presidente Dilma Rousseff a agendar para esta quarta um encontro com seus integrantes no Palácio do Planalto.
Representantes do MST entregaram documento ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho - Ed Ferreira/Estadão
Representantes do MST entregaram documento ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho
O ato, segundo a Polícia Militar, reuniu cerca de 15 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Ao todo, 30 policiais e 2 sem-terra ficaram feridos. De acordo com a PM, 8 policiais sofreram ferimentos graves e um militante do movimento foi detido. 

Os manifestantes, que participam nesta semana do 6º Congresso Nacional do MST, na capital federal, reclamavam da "estagnação" da reforma agrária no País e gritavam palavras de ordem como "Dilma cadê a reforma agrária?" e "Dilma ruralista". Também seguravam faixas com os dizeres: "1.600 camponeses mortos", "Mensalão, julgamento de exceção", "STF, crime é condenar sem provas" e "Cadê o julgamento dos tucanos?". Foram registrados protestos também contra o uso de agrotóxicos e a espionagem americana. 

Os sem-terra saíram no início da tarde do estádio Mané Garrincha e percorreram um percurso de cinco quilômetros até a Esplanada. O objetivo da marcha era entregar ao secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, um documento com os compromissos feitos pelo governo para a reforma agrária e que, segundo eles, não foram cumpridos. 

Mas a entrega não foi tranquila. O tumulto começou quando um grupo de pessoas que estava na marcha e policiais trocaram empurrões. Durante o conflito, a polícia chegou a usar bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Já os militantes jogaram cruzes de madeira que portavam durante a marcha e pedras. 

Em um segundo momento de tensão, um grupo de manifestantes derrubou grades instaladas em frente ao Planalto e arremessaram parte dos objetos e tonéis de plástico nos policiais. Com uso de gás de pimenta, os militares conseguiram fazer o grupo recuar. 

A confusão levou o vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, a suspender a sessão plenária de julgamentos. Por volta das 16h, ele anunciou que a segurança da Corte havia alertado que havia risco de invasão ao prédio. Do lado de fora da Corte, manifestantes derrubaram grades que isolavam o edifício. Seguranças e policiais, então, fizeram um cordão de isolamento para tentar impedir a invasão do tribunal. 

Gilberto Carvalho acabou tendo de receber o documento em uma das vias de acesso ao Palácio do Planalto. Ele disse, após o tumulto, que a presidente Dilma Rousseff deve ter um encontro com líderes do MST hoje às 9h. No momento das manifestações, ela não estava no Palácio do Planalto, mas no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente. "Você tem o risco de invasão do Planalto e aqui tem uma lei clara que ninguém pode nem obstruir a via muito menos adentrar o Palácio que é um símbolo do País", disse Carvalho. 

O comandante da unidade da PM-DF, coronel Cesar, disse que um grupo de pessoas começou a agredir os policiais após derrubar uma grade que impedia o acesso à Praça dos Três Poderes. Ele ordenou que o grupamento de choque resgatassem 15 policiais que estavam sendo agredidos. No tumulto, um policial disparou um tiro para o alto.

O coronel disse não ser possível afirmar que o grupo que começou a agressão era de infiltrados ou do próprio movimento e que em nenhum momento a polícia interferiu na logística e no trajeto desenhado pelo MST. Segundo ele, os policiais feridos sofreram cortes na boca, no nariz e na cabeça. Segundo a PM, eles foram atingidos por pedras, pedaços de pau e barras de ferro e foram encaminhados ao Hospital de Base. Um dos policiais foi atingido por um rojão nas nádegas. Um militante foi detido. 

‘Reforma paralisada’. Pela versão de João Paulo Rodrigues, da direção do MST, o confronto ocorreu porque alguns militantes sem-terra tentaram se dirigir a um ônibus para buscar as cruzes, que seriam utilizadas em um ato de protesto em frente ao Palácio do Planalto. 

Outro dirigente do MST, Kelly Mafort, explicou os motivos dos protestos. "Viemos entregar um manifesto para a presidente Dilma porque a reforma agrária está paralisada. No ano passado apenas sete mil famílias foram assentadas. Do MST são 90 mil famílias acampadas." 

 http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mst-protesta-contra-planalto-e-supremo-conflito-deixa-32-feridos,1129602,0.htm

Se sua obra for paralisada durante a Copa, a culpa pode ser da Fifa

Os maiores escândalos envolvendo dinheiro público na Copa de 201411 fotos

Em 2013, o Brasil viu os estádios ficarem mais caros e o gasto do poder público com as arenas ultrapassar o investimento em obras de mobilidade. Os escândalos que envolvem o dinheiro público na Copa passam por suspeita de ligação de obra com cartel, abandono de cronogramas, isenções fiscais bilionárias.

Se seguir à risca o que está escrito no contrato que assinou com as 12 cidades-sede da Copa, a Fifa pode parar obras em andamento, pedir o fechamento de ruas, impedir a venda de produtos em certos locais, proibir shows e cobrir anúncios de empresas que não são suas parceiras. 

Todas essas ações estão previstas no Acordo de Cidade-Sede, documento cuja última versão foi assinada por representantes da entidade e dos governos em março de 2011. A lista pode ser maior. A cláusula 4 do contrato diz que a Fifa pode "alterar, suprimir ou complementar" os termos do contrato a "qualquer momento e a seu exclusivo critério".

"É uma situação grave, pois subordina a dinâmica da cidade aos interesses da Fifa, transfere para a Fifa o direito de regulação do espaço urbano", afirma o professor Orlando Alves dos Santos Júnior, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), coordenador do Projeto Megaeventos do Observatório das Metrópoles.

A possibilidade de suspender obras em andamento está descrita no artigo 32, que trata do "embelezamento da cidade". Diz o texto que a cidade pode obstruir a "visão de grandes locais de construção visíveis ao público e que estejam próximos dos maiores entroncamentos de transporte da cidade-sede, áreas de entretenimento e estádio."

Na sequência, o acordo é mais incisivo: "A cidade-sede não deverá autorizar ou conceder nenhuma permissão para nenhum trabalho de construção privado ou público a ser empreendido na cidade-sede durante todo o período da competição. Para se evitar dúvidas, qualquer construção que esteja em progresso no início da competição deverá ser temporariamente suspensa durante o período da competição."

O motorista Jair Ferreira dos Santos, de 31 anos, morador de Artur Alvim, zona leste da capital, está construindo um terceiro andar na sua casa, a menos de 2 km do novo estádio do Corinthians, e diz que não pararia os trabalhos por causa da Fifa. "Se isso acontecer vai ser a gota d'água. O que minha casa tem a ver com a Copa?", pergunta.

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Assim como Santos, a designer Marina Tamiguchi, de 27 anos, também não conhecia essa cláusula do contrato assinado com a Fifa. Compradora de um imóvel próximo à Radial Leste, avenida que dá acesso ao estádio, ela diz esperar que isso não atrase a entrega do apartamento. "Não faz sentido eu ter que esperar mais um mês por causa da Copa."

O presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Cláudio Bernardes, por sua vez, duvida que alguma obra em São Paulo possa ser paralisada por causa do contrato com a Fifa. "Essa história é muito surreal. Não sei em que cidade do mundo conseguem implantar um acordo desses de fato."

"Uma vez que a obra tem uma licença dentro dos trâmites legais, não há por que essa obra ter a licença suspensa temporariamente, ainda mais por meio de um acordo com terceiros", diz o representante das construtoras. Segundo ele, o mercado nem foi informado sobre a possibilidade de obras serem suspensas.

A própria Prefeitura de São Paulo alega que não pretende barrar nenhuma obra. "Não há nenhum caso na cidade de São Paulo de obra que será ou poderá ser interrompida por conta da Copa. Muito ao contrário, o evento provocou a realização de diversas incorporações, que geram renda a milhares de trabalhadores e lucros para inúmeras empreiteiras", informou a prefeitura, em nota.

Prefeitura diz que acordo é padrão

O SPCopa (Comitê Especial para a Copa do Mundo) afirmou que o contrato assinado pelas cidades-sede com a Fifa segue um padrão. "É um termo de adesão onde todas as cidades do mundo que sediam, sediarão ou já sediaram uma Copa do Mundo FIFA assinam."

Ainda de acordo com o SPCopa, as exigências feitas pela Fifa se restringem "à região do estádio, do Vale do Anhangabaú, onde se realizará a fan fest, os hotéis e os COTs (Centros Oficiais de Treinamento)."

Nem todos concordam que o contrato é apenas "para inglês ver". Se uma das partes quiser fazer cumprir qualquer cláusula, tem o direito, segundo o advogado André Zonaro Giacchetta, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados e especialista em propriedade intelectual, entretenimento e lazer.
"Esses contratos de cidades-sede são decorrência do primeiro contrato, assinado pelo governo federal. Se o governo assumiu essas obrigações e assinou o contrato, é perfeitamente legal que uma das partes peça a execução de algum artigo", diz o advogado.

 http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/13/se-a-sua-obra-parar-durante-a-copa-culpe-a-fifa.htm

Copa começa em 120 dias, mas 60% dos quartos de hotel ainda estão vazios

Presidente da Embratur culpa Fifa por alta no preço de hotéis na Copa

Flávio Dino, presidente da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) conversa com Josias de Souza sobre turismo no país e no exterior, a Copa do Mundo e sobre sua saída do cargo para concorrer ao governo do Maranhão.
 
A quatro meses do início da Copa do Mundo, mais da metade dos quartos de 25 grandes redes hoteleiras do Brasil ainda estão vagos. Até o momento, foram comercializadas 40% das unidades colocadas à disposição dos turistas em dias de jogos e nas vésperas, o que representa 185 mil quartos.

A baixa procura já começa a preocupar o setor hoteleiro. Entre os motivos para o baixo número de reservas estão a crise econômica, que atingiu principalmente a Europa, a imagem internacional do Brasil, prejudicada pelos protestos, a demora para seleções que tradicionalmente levam muitos turistas ao torneio se classificarem, como ocorreu com o México, e a falta de investimentos do governo na divulgação de roteiros turísticos do Brasil que não estão ligados ao futebol, segundo empresários do setor.

Para os donos de hotel, os preços das diárias não são o maior problema. Na Copa da Alemanha, segundo eles, alguns hotéis chegaram a cobrar, em dias de jogos importantes, taxas até 125% maiores do que o valor normal.

O balanço foi apresentado pelo Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) na manhã desta quinta-feira, 13, em São Paulo. O fórum representa as maiores redes hoteleiras do País.

Dos quartos que ainda não foram reservados por turistas, 40% estão vazios e 20% estão bloqueados para clientes que não confirmaram a compra, entre eles a Match, empresa contratada pela Fifa para vender os chamados pacotes de hospitalidade.

Em 31 de janeiro, a Match devolveu parte das reservas que tinha feito, acompanhando a tendência de baixa nos pedidos de seus clientes. A empresa deve analisar se devolve ou confirma suas reservas novamente em 20 de abril.

Apesar da baixa taxa de ocupação, o setor hoteleiro não está pessimista. "O maior benefício que a Copa pode trazer é a exposição internacional. O Brasil nunca esteve tanto na mídia. O investimento que a hotelaria fez não é só para 30 dias. É para o futuro", diz o empresário Roberto Roher, presidente do Fohb.

Segundo ele, o setor investiu R$ 12 bilhões nos últimos anos na construção de novos hotéis, melhoria da infraestrutura existente e capacitação de funcionários. Entre 2009 e 2016, o número de quartos deve crescer 21%, segundo o Fohb.

"É claro que estamos preocupados [com a baixa comercialização de unidades para a Copa]", afirma Flávia Matos, diretora da Fohb. "A questão é que a oferta é muito grande para a Copa. Temos muitas unidades. E nesse período, outras atividades, como o turismo de negócios, devem cair."

São Paulo, por exemplo, comercializou 43,1 mil quartos para a Copa. Em números absolutos é a cidade com mais reservas de hotel efetuadas. Como também tem uma oferta maior de quartos, a capital paulista tem uma das maiores porcentagens de unidades ainda disponíveis ou bloqueadas: 78%.

O presidente da Abih (Associação Brasileira da Indústria Hoteleira), Enrico Fermi, acredita que, passada a Copa, o interesse do Brasil como destino turístico deve aumentar. "Empresário nenhum vai meter a mão no bolso para fazer um evento que acaba em um mês. O retorno vem ao longo de 20, 30 anos."

 http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/13/copa-comeca-em-120-dias-mas-60-dos-quartos-de-hotel-ainda-estao-vazios.htm

Tarifas de ônibus intermunicipais ficam mais caras no domingo

A partir da meia-noite de domingo, as tarifas do transporte intermunicipal rodoviário de passageiros ficarão mais caras. Nas linhas suburbanas será aplicado o índice de 6,54% e nas linhas rodoviárias, 7,24%. O último reajuste ocorreu em novembro de 2012 (6,85% para ambas as linhas) e a inflação no período considerado para o cálculo acumulou 9,08% (IPC-A). Os novos valores valem para as linhas intermunicipais do Estado de São Paulo, exceto as que operam dentro das regiões metropolitanas – essas são regulamentadas pela EMTU.

O cálculo do reajuste representa a recomposição de custos operacionais entre agosto de 2012 e dezembro de 2013. Foram consideradas as variações de diversos itens como os salários da categoria reajustados em cerca de 8% e o custo do óleo diesel que subiu 15%. Em 2013, 271 veículos zero quilômetro passaram a integrar a frota do Sistema de Transporte Intermunicipal. Ao todo, são 631 linhas rodoviárias e 431 suburbanas. Os passageiros que viajam com frequência podem comprar seus bilhetes rodoviários antes do reajuste com validade de 12 meses.

Gratuidades
Desde o dia 23 de janeiro, idosos a partir de 60 anos têm garantidos dois assentos gratuitos nos ônibus intermunicipais rodoviários. Ao todo são 631 linhas atendidas por uma frota de 2.670 ônibus

Suburbano x Rodoviário
O Serviço Regular Rodoviário apresenta, entre outras características, a operação entre terminais rodoviários ou agências de venda de passagens, utilização de veículos com poltronas individuais numeradas, bagageiro externo e proíbe o transporte de passageiros em pé. Proporciona viagens, em geral expressas, com número reduzido de paradas.

O Serviço Regular Suburbano apresenta, entre outras características, a cobrança de passagens no interior do veículo, paradas efetuadas em pontos e abrigos dispostos ao longo do trajeto, utiliza veículos tipo ônibus urbano convencional com portas independentes para embarque e desembarque, assentos não numerados, sendo permitido o transporte de passageiros em pé, até a capacidade estabelecida para o veículo. Utiliza vias em regiões com densidades demográficas significativas, com alta renovação de passageiros ao longo do percurso e que, devido às frequentes paradas, proporciona viagens com velocidade média inferior àquelas realizadas no serviço rodoviário.
 
 De A Tribuna On-line

Dilma Rousseff lamenta episódio de racismo contra jogador do Cruzeiro


N/A
Tinga recebeu ofensas dos torcedores do Real Garcilaso
A presidente Dilma Rousseff lamentou, por meio de sua conta na rede social Twitter, o episódio de racismo contra o volante Tinga, do Cruzeiro, na derrota da sua equipe para o Real Garcilaso, do Peru, por 2 a 1, na noite de quarta-feira, em Huancayo, pelo Grupo 5 da Copa Libertadores.

"Foi lamentável o episódio de racismo contra o jogador Tinga, do Cruzeiro, no jogo de ontem, no Peru. Ao sair do jogo, Tinga disse que trocaria seus títulos por um mundo com igualdade entre as raças. Por isso hoje o Brasil inteiro está fechado com Tinga" disse a presidente, em uma série de cinco posts, publicados na manhã desta quinta-feira, logo antes de receber uma comissão de representantes do MST no Palácio do Planalto.

Durante o jogo, a cada vez que Tinga pegava na bola, os torcedores peruanos começavam a imitar sons de macacos. O jogador, que entrou no segundo tempo da derrota do Cruzeiro por 2 a 1, disse depois que demorou a identificar as manifestações de racismo e que nunca tinha passado por isso, mesmo em quatro anos jogando na Europa. "Acertei com a ONU e a Fifa que a nossa 'Copa Das Copas' também será a 'Copa Contra o Racismo'. Porque o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito", afirmou Dilma.

O ato racista dos torcedores do Real Garcilaso provocou manifestações indignadas de outras pessoas envolvidas com o futebol, como o presidente do Atlético Mineiro, maior rival do Cruzeiro, Alexandre Kalil. "Racismo na Libertadores? Me tiraram o prazer da derrota do Cruzeiro. Lamentável!", escreveu o dirigente.

Estadão Conteúdo

Policiais encontram foto de adolescente segurando armas de fogo em rede social

Jovem aparece com pistola e fuzil
Jovem aparece com pistola e fuzil
Um garoto de 15 anos foi apreendido na madrugada de quarta-feira, em Santos, depois de ser flagrado conduzindo uma moto roubada. Na delegacia, uma breve pesquisa na internet surpreendeu a Polícia Civil: foram encontradas fotos do adolescente em rede social posando com armas de fogo.

De acordo com a polícia, a foto era compartilhada por dezenas de pessoas. A moto encontrada em posse do menor infrator pertence a um encanador. Morador de Santos, o garoto foi liberado depois que a mãe foi chamada para levá-lo de volta para casa.

Um Boletim de Ocorrência sobre o caso foi registrado na Delegacia Sede de Santos como ato infrancional.


De A Tribuna On-line

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Tatuador diz que ajudará a identificar atirador do rojão que feriu cinegrafista

 
O tatuador Fábio Raposo Barbosa, de 22 anos, preso na manhã deste domingo, após admitir ter manuseado o rojão que feriu o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, na última quinta-feira, concordou em colaborar com as investigações para identificar o rapaz a quem ele entregou o explosivo, segundo a polícia.

"Ele diz que não tem amizade com o rapaz, mas já o viu em outras manifestações e vai tentar nos ajudar a descobrir quem é", afirmou o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, que investiga o caso. Ele espera que o tatuador consiga orientar a produção de um retrato falado do procurado.

O advogado do tatuador, Jonas Tadeu Nunes, afirmou que vai pedir à Justiça que reconsidere a ordem de prisão temporária, válida por 30 dias, para reduzi-la ao prazo de 5 dias. Esse recurso, porém, só será apresentado na próxima terça-feira, segundo Nunes.

Barbosa deixou a 17ª DP (São Cristóvão) rumo à Cidade da Polícia complexo que agrupa delegacias especializadas situado no Jacarezinho, na zona norte. Não foi divulgada a razão da condução de Barbosa para lá.

Pouco antes da transferência do tatuador, três líderes de manifestações chegaram à 17ª DP para prestar solidariedade a Barbosa. Uma das pessoas é Elisa Quadros, que chamou Barbosa de "fox" (raposa, em inglês) e disse que conhece o tatuador de outras manifestações, como o "Ocupa Cabral" e o "Ocupa Câmara". Houve discussão entre esse trio e cinegrafistas que registraram a chegada do grupo.

O cinegrafista continua internado em estado grave no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio. Ele está em coma induzido.
 
http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/tatuador-diz-que-ajudar%C3%A1-a-identificar-atirador-do-roj%C3%A3o-que-feriu-cinegrafista-1.365145
 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Militar da reserva admite ter montado farsa no caso Rubens Paiva

Depoimento do general Raimundo Ronaldo Campos revela manobra do Exército ao mentir que ex-deputado havia sido resgatado por “terroristas”


O Fusca incendiado fez parte do cenário montado pelos órgãos de repressão para encenar a falsa fuga de Rubens Paiva
Foto: Álbum de família
O Fusca incendiado fez parte do cenário montado pelos órgãos de repressão para encenar a falsa fuga de Rubens Paiva Álbum de família


RIO - O depoimento de um militar da reserva joga luz sobre o caso do ex-deputado Rubens Beirodt Paiva, desparecido no dia 20 de janeiro de 1971, depois de ser levado para a carceragem do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI-I), na Tijuca. O general reformado Raymundo Ronaldo Campos revelou que o Exército montou uma farsa ao sustentar, na época, que Paiva teria sido resgatado por seus companheiros “terroristas” ao ser transportado por agentes do DOI no Alto da Boa Vista. Raymundo, que era capitão, conduzia o veículo supostamente atacado e estava na companhia dos sargentos e irmãos Jacy e Jurandir Ochsendorf.

O general, que passou os últimos 43 anos sustentando a farsa, mudou a versão sobre o episódio em depoimentos ao Ministério Público Federal e à Comissão Nacional da Verdade. Ele admitiu que recebera ordens do então subcomandante do DOI, major Francisco Demiurgo Santos Cardoso (já falecido), para levar um Fusca até o Alto da Boa Vista e simular o ataque. Raymundo e os dois sargentos metralharam e incendiaram o carro, jogando um fósforo aceso no tanque de combustível.
 
Na época, Raymundo afirmou que, durante a abordagem no Alto da Boa Vista, “todos se jogaram no chão para proteção do ataque, logo a seguir se postaram para revidar ao ataque, momento em que viram uma pessoa atravessar a rua em meio a outro carro”, pouco antes de Rubens Paiva fugir. Agora, na nova versão, admitiu que tomara conhecimento da morte de Paiva antes de seguir para o local da farsa.
 
Até então, duas provas indicavam que Paiva dera entrada e provavelmente fora morto sob torturas no DOI da Tijuca, depois de ser preso em casa, no Leblon, por uma guarnição da Aeronáutica: o depoimento de Amilcar Lobo, ex-tenente médico que atendia torturados e teria tentado socorrer o ex-deputado, quando este já agonizava; e um ofício encontrado na casa de um ex-comandante do DOI-I, coronel Júlio Molinas Dias, contendo o nome completo do político (Rubens Beirodt Paiva), de onde ele foi trazido (o QG-3), a equipe que o trouxe (o CISAer, Centro de Inteligência da Aeronáutica), a data (20 de janeiro de 1971), seguido de uma relação de documentos, pertences pessoais e valores do ex-deputado. Na margem esquerda do documento, à caneta, constava uma assinatura, possivelmente de Paiva.
 
Esses documentos foram descobertos na casa do coronel Molinas Dias, em Porto Alegre, depois da morte do militar, executado com 15 tiros em novembro de 2012. Ele teria sido vítima de traficantes de armas.
 
A acusação que pesava sobre o ex-deputado era manter correspondência com exilados brasileiros no Chile. Agentes da Aeronáutica, armados com metralhadoras, invadiram a casa de Rubens Paiva na manhã de 20 de janeiro, para prendê-lo, sem apresentar um mandado de prisão. Ele teve tempo de se arrumar e saiu de terno e gravata, guiando o próprio carro. A recuperação posterior desse carro em poder dos militares seria outra prova de que o ex-deputado fora preso, embora os órgãos de repressão negassem na época.
 
O caso é uma das prioridades do grupo de trabalho “Justiça de Transição”, formado pelo Ministério Público Federal para investigar as graves violações dos direitos humanos cometidas durante o regime militar (1964-1985), e das comissões nacional e estadual da Verdade.
 
Outro oficial da reserva, cuja identidade está sendo preservada, mas que pertencia ao Pelotão de Investigações Criminais (PIC), vizinho ao DOI, contou à Comissão Nacional que também teria visto um preso parecido com Rubens Paiva em uma das celas do DOI. Ele forneceu os nomes de seus carcereiros, que são alvo de investigações. Um deles ainda é vivo e figura também entre os torturadores da Casa da Morte de Petrópolis. Deverá ser convocado a depor, embora alegue que está doente.

http://oglobo.globo.com/pais/militar-da-reserva-admite-ter-montado-farsa-no-caso-rubens-paiva-11527324

Brasileiro do UFC é preso após ameaçar pessoas dentro de academia

 

  • Thiago Silva foi acusado de ameaçar pessoas em academia do treinador de sua mulher  
  • Thiago Silva foi acusado de ameaçar pessoas em academia do treinador de sua mulher
O lutador Thiago Silva foi preso por membros da polícia de elite do FBI, também conhecida como SWAT, em sua casa na Flórida, nos Estados Unidos.  A informação foi divulgada pela rede de televisão NBC. O brasileiro foi acusado de ameaçar pessoas na Academia de MMA Pablo Popovitch e teria sido encontrado com uma arma após voltar e se trancar em casa.

De acordo com o site MMAJunkie.com, uma fonte que pediu para não ser identificada afirmou que o brasileiro estaria armado já quando entrou na academia. Popovicth é treinador de Thaysa Silva, mulher de Thiago. A confusão teria começado por causa de uma discussão entre o lutador e Thaysa.

Após funcionários da academia pedirem a ajuda da polícia, Thiago Silva fugiu para casa e trancou todas as portas da residência. Policiais da SWAT, então, cercaram toda a propriedade até que o brasileiro se rendesse.

A polícia da Florida informou que um suspeito foi preso e levado sob custódia, mas não divulgou o nome do detido. A SWAT, porém, confirmou que se trata de Thiago Silva.

O UFC se pronunciou em comunicado e não entrou em maiores detalhes sobre o caso. "Nós tivemos conhecimento esta noite sobre uma situação envolvendo Thiago Silva. Estamos colhendo os fatos e não faremos mais comentários neste momento", disse a organização.

Thiago Silva tem luta marcada para o dia 15 de março em Dallas, nos Estados Unidos, contra Ovince St. Preus, no UFC 171. O brasileiro passou por uma suspensão há pouco mais de um ano por causa de uso de maconha e voltou aos octógonos em junho de 2013, quando venceu Rafael Feijão. Em outubro, bateu Matt Hammil no UFC Barueri, em luta disputada após não conseguir bater o peso de sua categoria, os meio-pesados.
 

Professores universitários postam no Facebook crítica contra pobre em avião

 

A professora universitária Rosa Maria Meyer postou uma foto de um homem de bermuda e regata no seu perfil no Facebook na noite desta quarta (5) com o comentário: "aeroporto ou rodoviária?". O conteúdo dos comentários que seguem a publicação da docente da PUC-Rio também critica a presença de passageiros pobres nos voos.
 
"O 'glamour' foi para o espaço", escreveu o reitor da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), Luiz Pedro Jutuca. Ao que a docente respondeu: "Puxa, mas para glamour falta muuuitooo!!! Está mais para estiva".
 
Outra colega docente emendou: "E sabe o que é pior? quando esse tipo de passageiro senta exatamente a seu lado e fica roçando o braço peludo no seu, porque - claro - não respeita (ou não cabe) nos limites do seu assento". A frase é a reprodução exata do que a professora Daniela T. Vargas, também da PUC-Rio, publicou.

Dilma Bolada e internautas bravos

Reproduzida pelo personagem fictício Dilma Bolada, a publicação foi compartilhada por mais de 6.000 outros perfis até as 22h desta quinta (6). Irônica, Dilma Bolada escreveu: "Estou boladíssima: vejam só o que essa asquerosa postou no Facebook... Esse é o problema de certos animais que não se conformam que hoje não é só rico que anda de avião no Brasil. Não suportam ter que dividir o mesmo espaço com pessoas que não pertencem a sua mesma 'classe social'..."
 
Os comentários dos internautas que seguem o personagem de humor são enfurecidos -- praticamente todos contra o preconceito social expressado na postagem. Alguns levantam a ideia de que a professora deveria ser processada.
 
Por volta das 20h desta quinta (6), Rosa Maria  fez um pedido público de desculpas: "Sabedora do desconforto que posso ter criado com um post meu publicado ontem à noite, peço desculpas à pessoa retratada e a todos os que porventura tenham se sentido atingidos ou ofendidos pelo meu comentário. Absolutamente não foi essa a minha intenção".
 
 
Rosa Maria também fechou o acesso a suas postagens e trocou a foto do seu perfil pela foto de dois gatos.
 

'Silvio Santos me chamou para eu falar o que penso', diz Sheherazade

Silvio Santos "responde" Rachel Sheherazade


Silvio Santos, em um programa de março de 1988, comenta o jornalismo que Rachel Sheherazade leva ao ar 25 anos depois!
 
  • Rachel Sheherazade, âncora do "SBT Brasil"
  •  Rachel Sheherazade, âncora do "SBT Brasil"
Em entrevista ao site Notícias da TV, Rachel Sheherazade falou sobre a repercussão do comentário que fez na bancada do SBT Brasil na terça-feira (4), quando defendeu um grupo de "vingadores" que deixou um suposto assaltante de 16 anos preso nu a um poste, no Rio de Janeiro.
 
A jornalista, que foi alvo de elogios de quem critica a inércia do poder público e da ira dos que acham que ela fez apologia ao crime, esclareceu ser contra a "violência pela violência", mas a favor do direito da população de se defender. Além disso, ressaltou que a opinião é dela, e não do SBT, e afirmou ter liberdade total do "patrão" Silvio Santos.
 
Confira a entrevista:
Notícias da TV - Por que você decidiu falar?
Rachel Sheherazade - Porque isso gerou uma repercussão imensa. Claro que a gente não foge à luta (risos). O bom jornalista não foge à luta. E a gente vai voltar a tocar no assunto e eu vou comentar sobre isso aí também, sobre a repercussão que teve o comentário.
 
NT - Como você recebeu as críticas? Tem até petição na internet pedindo sua saída do SBT, com mais de 36 mil assinaturas.
 
Estou acostumada com isso. Toda crítica que eu faço, toda opinião mais polêmica que eu dou, sempre acontecem petições na internet, grupos que se mobilizam, mas acho que faz parte da democracia, é o contraditório aparecendo. As pessoas talvez não estejam mais habituadas com o contraditório depois de tantos anos de censura, de mordaça, então... uma televisão livre e uma jornalista de livre espaço na televisão pra opinar realmente causam um constrangimento aos "inimigos da democracia", isso faz parte do jogo. Encaro com naturalidade.
 
NT - Foi chamada pela direção de jornalismo do SBT por causa do comentário?
Não. Aqui não há nenhuma censura. Os âncoras têm liberdade total para definir o assunto que querem comentar, e o conteúdo dos comentários também não é pré-avaliado, nem censurado, nem pós-avaliado, não. É um espaço nosso concedido pela emissora.
 
NT - Silvio Santos chegou a falar com você?
Sobre esse comentário? Não. Ele, quando me contratou, foi para isso, para que eu tivesse essa liberdade de falar o que eu penso. E a gente está respaldado, tanto eu quanto o [José] Nêumanne [Pinto], o Joseval [Peixoto], estamos todos respaldados por essa política da empresa de zelar pela liberdade de expressão dos profissionais.
 

Policiais federais entram em estado de greve em 21 estados

 
 
N/A
Em Santos, categoria define ações nesta sexta-feira
Policiais federais de 21 estados e do Distrito Federal estão em estado de greve. Na próxima terça-feira, agentes, escrivães e papiloscopistas (especialista em identificação criminal) vão paralisar os serviços de investigações.

A mobilização nacional, organizada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), visa garantir uma melhor estrutura de trabalho, aumento no efetivo, redução da evasão de servidores, reconhecimento do ensino superior na carreira e a valorização salarial.

Enquanto o dia da greve não chega, a categoria promete outras ações para chamar a atenção do Governo às reivindicações. Em Santos, o Sindicato dos Servidores da Polícia Federal (Sindipolf), que representa cerca de 120 profissionais, define nesta sexta-feira as manifestações que serão feitas.

“O passaporte e o atendimento ao público não vai ser afetado. Nós vamos paralisar o trabalho propriamente policial, das investigações e escolta de presos”, diz o diretor do Sindipolf, Marco Antonio Costa.

Segundo ele, essa manifestação não deve interferir muito nas atividades diárias dentro do departamento. Entretanto o sindicalista comenta que haverá greve em outras datas ainda não estabelecidas.

“Provavelmente ainda em fevereiro teremos outra paralisação por dois dias, mas tudo isso vai depender também de como vão caminhar as nossas conversas com o Governo.

Adesão

Entre os estados que resolveram participar da mobilização nacional estão: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Paraíba, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte.

No Amapá, a assembleia para decretar o estado de greve foi cancelada devido o baixo número de policiais. A previsão é de que os demais Estados realizem a votação.
Apesar da paralisação de um dia, as pessoas vão continuar sendo atendidas normalmente. O serviço para a retirada de passaporte também não será afetado
 
http://www.atribuna.com.br/cidades/policiais-federais-entram-em-estado-de-greve-em-21-estados-1.364613

Médica cubana vai processar governo por danos morais


 
A médica cubana Ramona Matos Rodríguez, que abandonou o programa Mais Médicos e foi para Brasília, processará o governo federal por danos morais, além de entrar com uma ação trabalhista. Ramona deu a declaração no imóvel funcional do deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), onde está abrigada.
 
Os advogados que darão andamento aos processos serão providenciados pelo DEM. Na tarde desta quinta-feira, 6, quem também compareceu ao imóvel foi o advogado Fernando Tibúrcio, que defende o senador boliviano Roger Pinto Molina, que fugiu para o Brasil em novembro. Tibúrcio, entretanto, disse que estava no local "apenas para trocar experiências" e que não havia sido contratado.
 
A ação trabalhista será ajuizada na Justiça do Trabalho de Marabá (PA). Um dos advogados do partido afirmou que aguardará segunda-feira, 10, quando se reunirá com membros do Ministério Público (MP), para decidir se entrará com uma ação individual ou se vai esperar a Promotoria entrar com um processo coletivo.
 
A médica cubana afirmou que foi para a capital federal com o objetivo de chegar à Embaixada dos Estados Unidos, onde se candidataria a um programa para médicos desertores de Cuba. Ramona disse que foi ao local no sábado, 1, mas estava fechado, e retornou na segunda-feira, 3, quando fez uma entrevista e soube que o processo poderia demorar quatro meses.
 
De acordo com ela, a decisão de buscar ajuda com o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) veio somente depois que um amigo entrou em contato para afirmar que a Polícia Federal (PF) havia entrado em sua casa e rastreado telefonemas. Sobre a informação de que teria um namorado nos EUA, Ramona disse que houve um erro de entendimento da palavra "enamorado", em espanhol. Segundo a médica cubana, uma pessoa se propôs a ajudá-la nos EUA, mas não era ex-namorado, nem ex-marido.
 
 
http://www.atribuna.com.br/atualidades/m%C3%A9dica-cubana-vai-processar-governo-por-danos-morais-1.364605

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Juiz é reintegrado após criticar Justiça em Santa Catarina

 

  • Juiz Fernando Cordioli Garcia, 34, reassumiu a magistratura, na 1ª Vara Cível, em Sombrio (SC)
    Juiz Fernando Cordioli Garcia, 34, reassumiu a magistratura, na 1ª Vara Cível, em Sombrio (SC)
O juiz Fernando Cordioli Garcia, 34, crítico do Judiciário catarinense, afastado em 2012 da comarca de Otacílio Costa pelo Tribunal de Justiça do Estado, reassumiu a magistratura nesta terça-feira (4), na 1ª Vara Cível, em Sombrio. No novo gabinete, ele encontrou 5.000 processos, paralisados desde 2011 por falta de juiz na comarca.
 
A situação enfrentada no primeiro dia de trabalho o fez retomar suas críticas. "Esta montanha de processos revela as mazelas e a 'normose' do Judiciário", afirmou.
 
Cordioli explicou que normose "significa que a sociedade aceita como normal ter 5.000 processos encalhados, situação que causa grande desgaste emocional às pessoas envolvidas".
 
Todas as paredes do gabinete dele têm armários onde os processos físicos estão empilhados, "ainda esperando informatização". Cordioli disse que "esta tarefa vai me tomar no mínimo três anos para regularizar, sem falar nos novos processos que vão surgir".
 
No novo cargo, o juiz se apresentou de terno e gravata –no anterior, às vezes circulava pela cidade de bermudas.
 
Seu estilo controverso de atuar o tornou célebre entre colegas na magistratura catarinense. Como exemplo está a derrubada de uma casa de um vereador erguida numa área de preservação permanente: sem esperar pela burocracia, deu a sentença e foi ele mesmo fazer a demolição.
 

Casos inusitados de processos trabalhistas                  

No Rio Grande do Sul, o McDonald"s pagou R$ 70,5 mil a um ex-funcionário que entrou na Justiça por ter engordado cerca de 30 kg nos 12 anos em que trabalhou na companhia. No processo, que teve início em 2008, Edson Zwierzinsky alega que, como gerente, era obrigado a provar diariamente quantidades variáveis de refrigerante, hambúrguer e batata frita

Afastamento

O juiz acabou afastado de Otacílio Costa (220 km de Florianópolis) depois de desagradar políticos e empresários em seus despachos. Ele também enfureceu o Ministério Público Estadual, ao ofender alguns promotores por escrito, nas sentenças.
 
As reclamações contra ele foram levadas à Corregedoria do Tribunal de Justiça, que recomendou sua aposentadoria. Durante o processo, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ordenou a realização de um exame de sanidade mental. O juiz foi considerado apto. 
 
O processo disciplinar só foi julgado em dezembro pelo Tribunal Pleno (que reúne os 66 desembargadores de Santa Catarina). O inteiro teor da decisão foi conhecido agora.
 
Cordioli escapou da aposentadoria e foi reintegrado por apenas 5 votos, sendo 31 a favor e 26 contra. Na sentença publicada, o Pleno reconheceu que "[o juiz] não é negligente ou de insuficiente incapacidade para o trabalho".
 
Segundo o documento, "os mapas demonstram um magistrado produtivo e atuante, dedicado à atividade jurisdicional".
 
Na conclusão, afirma que "[ele] excedeu-se no cumprimento dos deveres do cargo. Mas, as ações do magistrado, apesar de pouco ortodoxas, são, em sua maioria, motivadas pelo anseio pessoal de justiça, o fim é nobre".
 
Mesmo reintegrado, Cordioli ainda reclama da remoção de Otacílio Costa. "Eu trabalhava com gosto, mas fui derrotado pelos que me queriam fora da cidade." Durante o ano respondendo ao processo ele recebeu vencimentos integrais.
 
Sobre o desafio de Sombrio ele diz ser uma "segunda chance". "Vou tentar fazer as coisas um pouco diferente." Para desencalhar os 5.000 processos da comarca, Cordioli vai dar expediente das 12 às 19 horas, por R$ 20.500,00. 
 

Braço erguido prova que PT não aprendeu nada

 

 
O PT tem um ex-presidente e um ex-tesoureiro, José Dirceu e Delúbio Soares, encarcerados no presídio da Papuda. Tem outro ex-presidente, José Genoino, em prisão domiciliar. E tem um ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, prestes a ser recolhido ao xadrez. Todos condenados por corrupção pela mais alta Corte do país. Pelo estatuto do partido, deveriam ser expulsos. Em vez disso, recebem solidariedade, proteção e vaquinhas.
 
O partido se dividiu: os 90% que erguem o braço e cerram o punho —física ou metaforicamente— dão aos 10% que permanecem mudos e imóveis uma péssima reputação. Nesta segunda-feira, 3, em plena cerimônia de reabertura do Congresso, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), repetiu em plenário a coreografia dos detentos. Fez isso ao lado do visitante Joaquim Barbosa, presidente do STF. Uma, duas vezes. Vargas justificou-se vagamente:
 
“Muitos se cumprimentam com positivo, sinal de vitória. No PT, é tradicional cumprimentar com L do Lula. E a gente tem se cumprimentado assim [com o punho erguido]. Foi o símbolo de reação dos nossos companheiros que foram injustamente condenados. O ministro está na nossa Casa. Na verdade, ele é um visitante, tem nosso respeito. Mas estamos bastante à vontade para cumprimentar do jeito que a gente achar que deve.''
 
O companheiro comete dois erros. Num, trata como sua a Casa do povo brasileiro. Noutro, ignora a opinião dos verdadeiros anfitriões. No final de 2013, o Datafolha informou que, para 86% dos brasileiros, Barbosa agiu bem ao mandar prender os mensaleiros em 15 de novembro, feriado da Proclamação da República. Estratificando-se o dado por preferência partidária, verificou-se que o apoio às prisões foi ligeiramente maior entre os simpatizantes do PT: 87%.
 
A desenvoltura de André Vargas indica que deve haver, escondida nos subterrâneos do PT, uma escola de desfaçatez com especialização em cinismo. Não é possível que tantos petistas já nasçam com tamanho conhecimento das mumunhas. Quando Lula diz que logo, logo vai explicar a “farsa” do mensalão, quando Rui Falcão, atual presidente do PT, declara que o Supremo julgou sob pressão da mídia golpista, eles não se tornam bons exemplos. Mas viram extraordinários avisos. Avisam que o PT não toma jeito. Quando Dirceu e Genoino se autoproclamam inocentes “presos políticos”, fazem lembrar as virgens de Sodoma e Gomorra.
 
Ninguém tem o direito de se meter na vida do PT. Mas já que a banda muda do partido não parece disposta e ninguém mais se habilita, por que não procurar alguém alheio à legenda para restabelecer a ordem? Um nome emerge instantaneamente como o mais indicado: Luiz Inácio Lula da Silva. Aquele sindicalista do ABC, muito respeitado por todos, que se lançou na política, foi deputado federal por São Paulo, farejou a existência de 300 picaretas no Congresso e chegou a presidente da República.
 
Esse Lula remoto, defensor intransigente da ética, de quem nunca mais se ouviu falar, seria algo de novo no PT. Impossível imaginá-lo recorrendo à compra de apoio político com verbas do contribuinte, ao fisiologismo e a outras práticas pouco assépticas. Ele daria atenção prioritária a um pedido de desculpas do PT, antes que não adiantasse mais nada.
 
O único problema do PT seria descobrir o paradeiro desse Lula e convencê-lo a assumir as rédeas da agremiação. Como se sabe, o personagem desapareceu misteriosamente por volta de 2005, tendo sido substituído por um sósia. Ou o PT encontra o velho Lula ou vai passar à história como único partido do mundo em que os ratos botam a culpa no queijo. E ainda erguem o braço para similar uma revolução.

Presidente do TSE defende proibição de ‘doações’ de empresas nas eleições

 

 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, defendeu a proibição das “doações” de empresas para as campanhas políticas. “Não temos altruísmo no Brasil. E o troco que é cobrado sai muito caro para a sociedade brasileira”, disse o ministro num programa de entrevistas criado pelo TSE. A primeira edição vai ao ar às 13h30 desta quarta-feira, na TV Justiça.
 
Durante meia hora, Marco Aurélio respondeu a perguntas de quatro jornalistas convidados. O blog participou da conversa. A certa altura, referindo-se à ação que questiona no STF a constitucionalidade das contribuições eleitorais de pessoas jurídicas, ele afirmou que a proibição representaria “um avanço”. Acha que, a partir de uma interpretação do texto constitucional, o Supremo deve sinalizar a necessidade de uma reforma política —“uma reforma profunda, não apenas de fachada”, achou conveniente enfatizar.
 
O julgamento da ação mencionada por Marco Aurélio começou em 12 de dezembro passado. Foi interrompido por um pedido de vista feito pelo ministro Teori Zavascki. Antes da suspensão, quatro dos 11 ministros do Supremo sustentaram que as doações feitas aos candidatos por empresas são inconstitucionais. São eles: Luiz Fux (relator), Joaquim Barbosa, Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli. Com suas declarações, Marco Aurélio, que também integra o plenário do STF, deixou claro que irá adensar esse grupo. Restará, então, apenas um voto para atingir a maioria.
 
A perspectiva de fechamento das torneiras empresariais gerou protestos no Congresso. Puxaram a chiadeira os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e o do Senado, Renan Calheiros. Ambos sustentaram que a eventual proibição de doações de empresas representaria uma intromissão do STF num tema que é de competência exclusiva do Legislativo. Marco Aurélio deu de ombros. Afirmou que o Judiciário não irá “substituir-se ao legislador.” Nas suas palavras, o Supremo irá apenas “interpretar a lei das leis, que é a Constituição.”
 
O ministro declarou-se a favor do voto facultativo e do financiamento público exclusivo de campanha. Novidades que, aí sim, dependeriam de aprovação do Congresso. Empenhado em bombardear as doações empresariais, Marco Aurélio fez uma pergunta irônica. Que ele próprio respondeu: “Será que essa doação se faz por uma ideologia, pela adesão a este ou aquele partido? A resposta é desenganadamente negativa.”
 
Encerrada a entrevista, Marco Aurélio ainda conversou com os jornalistas por cerca de dez minutos antes de deixar o plenário do TSE. Nesse pedaço da conversa, ele previu que, após proibir as doações de empresas, o STF deve apreciar uma proposta de “modulação”, para definir se a proibição deve vigorar já nas eleições de 2014 ou apenas nos pleitos futuros. Se depender do ministro, o veto às doações empresariais entra em vigor já.
 
“Por que não observar já nessas eleições?”, indagou Marco Aurélio. “Aí vem o argumento de que esse ato beneficia quem está tentando a reeleição em detrimento da oposição. Paciência. Podia ser o contrário.” Vão esmiuçadas abaixo outras declarações feitas por Marco Aurélio ao longo da entrevista:
- Limitações ao trabalho do Ministério Público Eleitoral: Marco Aurélio declarou-se convencido de que o TSE irá atender ao pedido da Procuradoria-Geral Eleitoral e revogar a resolução que condiciona a abertura de investigações de crimes eleitorais à autorização da Justiça.
 
Elaborada por Dias Tofoli, vice-presidente do TSE, a fatídica resolução foi aprovada no final do ano passado por seis votos a um. Só Marco Aurélio votou contra. A despeito do placar “acachapante”, o ministro disse confiar na “evolução do tribunal”. Por quê? “A Constituição assegura essa prerrogativa ao Ministério Público. Uma prerrogativa que está explicitada também no Código de Processo Penal.”
 
Foi sempre assim em eleições anteriores, realçou Marco Aurélio. E não houve nenhuma modificação da legislação que indicasse essa limitação ao Ministério Público. “De qualquer forma, a quem interessa a limitação?”, indagou o presidente do TSE, abstendo-se de responder. “A pergunta fica no ar.”
 
E se a maioria do TSE decidir ignorar o pedido da Procuradoria? Bem, nessa hipótese, a encrenca subirá para o STF, anteviu Marco Aurélio. “A última trincheira da cidadania é o Supremo”, disse.
- Vem pra urna: Marco Aurélio celebrou o ronco das ruas como um avanço, um momento em que “o brasileiro abandona a apatia, que é algo nefasto.” Condenou, porém, o vandalismo. E reiterou a necessidade de “conscientizar o eleitor sobre a importância do voto.” Nas palavras do presidente do TSE, o eleitor “não é vítima dos maus políticos”. Está mais para “autor” dos malfeitores, porque os escolhe.
 
“O local ideal do protesto é a urna, é a eleição”, exortou Marco Aurélio. “A data exata para ter-se um protesto efetivo é 5 de outubro, na qual nós estaremos escolhendo os nossos representantes.” A publicidade institucional do TSE realçará esse tópico. “Não se protesta queimando lixeiras, depredando prédios públicos e particulares. O local de protesto por excelência é a urna eleitrônica.”
 
- Ficha Limpa: Na opinião de Marco Aurélio, a Justiça Eleitoral já dispõe de instrumentos legais para “afastar aqueles candidatos que não têm uma vida passada irreprochável, imaculada.” Espera que, aparelhado com a Lei da Ficha Limpa, o Judiciário não adote o que chamou de “minimalismo judicial”. Comparou: “Nós não vivemos na Suíça, na Suécia, nós vivemos no Brasil, um país continental, com muitos brasis diferentes.” Reconheceu o óbvio: a Justiça, inclusive a Eleitoral, é demasiado lenta. No TSE, “estamos ainda julgando controvérsias alusivas as eleiçoes de 2008. Isso não se coaduna com a celeridade e economia processuais.” Como resolver? Mediante a aprovação de leis que limitem o número de recursos judiciais e dotem os TREs e o próprio TSE de um quadro permanente de juízes.
 
- Mensalão e mensalinho: Marco Aurélio afirmou que as eleições de 2014 devem ser “conturbadas”. Por quê? Deu a entender que o processo do mensalão do PT, em fase final de julgamento dos recursos, e a ação penal do “mensalinho mineiro” do PSDB, em fase de alegações finais, devem virar munição eleitoral. Não pareceu preocupado. “Nós preciamos tornar concreta a legislação e aplicar. Só assim nós afastaremos inclusive do cenário esse sentimento de impunidade”.
 
- Partidos de fachada: Marco Aurélio participou de quase todas as sessões do TSE que resultaram na aprovação de abertura de novos partidos. Votou contra a criação do PSD de Gilberto Kassab, do Solidariedade de Paulinho da Força e da Rede de Marina Silva. Só não votou contra o Pros dos irmãos cid e Ciro Gomes porque não estava na sessão.
 
O presidente do TSE não se conforma com as três dezenas de partidos políticos em funcionamento no Brasil. “Às vezes a coisa tem que chegar a um extremo para ter-se uma correção de rumos. Quem sabe estamos caminhando para esse extremo.”
 
Não acha que já atingimos o extremo? “É um exagero realmente. Temos  partidos no cenário que são partidos de fachada, criados para posteriormente negociar tempo de tevê, para ter a aparticipação  no fundo partidário, que recebe verbas públicas. A esse contexto é que a meu ver nao atende sequer a razoabilidade.

Ministério Público apura doações a petistas


O Ministério Público está investigando as doações recebidas por petistas para pagar as multas impostas no processo do mensalão.
 
Conforme a Folha apurou, a análise ainda é recente e, por isso, ainda não há informações sobre o andamento das investigações, nem se foram encontrados indícios de irregularidades.
 
Ontem, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes cobrou investigações do Ministério Público sobre as doações.
 
De acordo com o ministro, pode estar havendo lavagem de dinheiro no sistema de arrecadação. "Será que esse dinheiro que está voltando é de fato de militantes? Ou estão distribuindo dinheiro para fazer esse tipo de doação? Será que não há um processo de lavagem de dinheiro aqui? São coisas que nós precisamos examinar", disse.
 
Até agora, as doações foram feitas para o ex-presidente do PT José Genoino e para o ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares. Juntos, eles receberam cerca de R$ 1,7 milhão para quitar multas que somam R$ 1,1 milhão.
 
O dinheiro que sobrou será doado para o ex-ministro José Dirceu, que terá de pagar multa de R$ 971 mil, relativa à sua condenação por corrupção no mensalão.
 
Já o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) protocolou na Procuradoria-Geral da República um pedido para que as doações fossem investigadas.
 
Além das suspeitas de lavagem de dinheiro, Sampaio alega que pode estar havendo apologia ao crime, porque o PT trata os condenados como "heróis nacionais".
 
O advogado de Genoino, Luiz Fernando Pacheco, disse que as contas da campanha estão à disposição das autoridades: "A única lavagem que aconteceu foi da alma dos brasileiros indignados com o julgamento".
 
O defensor de Delúbio, Arnaldo Malheiros Filho, disse que todas as doações foram pequenas e estão à disposição da Justiça: "Tudo aconteceu à luz do dia, não há nenhum tipo de irregularidade".
 
O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) criticaram Mendes. Para Sérgio, o ministro atuou "como um líder da oposição pequena". "Desafio o ministro Gilmar Mendes a mostrar que está proibido [doar]. Acho que ele não conhece a lei", disse Suplicy.