terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Moradores são autorizados a entrar em prédios de luxo interditados no São Bento

As 39 famílias recuperaram alguns objetos; ainda não há previsão para reforma.
prédio 

 Moradores pegaram tudo que puderam de seus apartamentos.

A Defesa Civil Municipal autorizou a entrada das 39 famílias retiradas de dois prédios no bairro São Bento, na região centro-sul de BH, após o desmoronamento de um muro de 15 metros. Em horários definidos e sob acompanhamento de agentes, moradores puderam recuperar objetos que ficaram para trás.

Alguns levaram até mesmo carrinhos para pegar o máximo que pudessem. Há um mês, o aposentado Fernando Quintão se mudou para um dos edifícios. No início da noite de segunda (28), voltou para pegar roupas e ressaltou que todas as classes sociais estão sujeitas a problemas como esse.

Cerca de 40 moradores também participaram de uma reunião com engenheiros e representantes dos três edifícios afetados. Foram apresentadas normas técnicas exigidas pela Defesa Civil para o início das obras. No entanto, nenhuma empresa foi contratada até o momento para começar a reforma.

Devido à chuva desta madrugada, há risco de novos deslizamentos de terra. Em uma vistoria, durante toda a segunda (28), a Defesa Civil disse que não há riscos de desabamento dos prédios, mas não descartou novos desmoronamentos de terra. A área continua isolada.

Técnicos já chegaram ao local, nesta manhã, e estudam o uso de lonas nos barrancos para que os estragos sejam minimizados.

O caso
A forte chuva que caiu na capital mineira durante o fim de semana pode ter sido a causa da queda de um muro sobre os dois prédios na tarde de domingo (27).

A quadra de esporte desmoronou, e pedras e terra deslizaram sobre os prédios. Um deles teve a garagem invadida e o portão arremessado. E segundo a Defesa Civil, ainda há risco de novos desabamentos. Por isso, um dos imóveis foi totalmente interditado, e o outro teve os apartamentos do fundo fechados.
 

  http://noticias.r7.com/minas-gerais/noticias/moradores-sao-autorizados-a-entrar-em-predios-de-luxo-interditados-no-sao-bento-20130129.html

Defesas de Bruno e Bola vão recorrer contra emissão de atestado de óbito de Eliza

quaresma
Ércio Quaresma (de costas) diz que juíza Marixa Fabiane Lopes tomou atitude "ilegal" ao ordenar emissão de atestado de óbito.

Os defensores de Bruno Fernandes e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusados do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, afirmaram, nesta segunda-feira (28) que vão recorrer da emissão do atestado de óbito da ex-modelo, que ficou pronto na última quinta-feira (24), em Vespasiano, na Grande BH.

Segundo Ércio Quaresma, um dos advogados de Bola, os defensores já haviam recorrido da decisão da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que ordenou a expedição do documento no dia 11 de janeiro. Quaresma afirma que a decisão é "ilegal" e que irá procurar o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para representar contra a magistrada que, na visão do advogado, tem "ajudado a promotoria".

— [A emissão da certidão de óbito de Eliza] é mais uma prova que nós não temos uma juíza oficiando no caso. Temos dois promotores.

Um dos advogados que representa o goleiro Bruno, Lúcio Adolfo, também prometeu agir contra a decisão da magistrada.

— Vamos tomar várias medidas em relação à conduta da juíza. Devo começar a fazer isso ainda nesta terça-feira (29).

Conforme Quaresma, as medidas para tentar anular a emissão do atestado de óbito de Eliza começaram no mesmo dia em que o documento ficou pronto, quinta-feira (24). O advogado afirma que recorreu na própria vara do tribunal do júri de Contagem, na Grande BH, onde o caso está sendo julgado.

Segundo o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), foram recebidos dois recursos contra a emissão do documento. Deles, um teria sido feito por Quaresma e o outro está em nome de Lúcio Adolfo, ambos do dia 24 de janeiro.

Na sexta-feira (25), a juíza negou os dois pedidos, conforme o TJMG. Quaresma afirma que, até esta segunda-feira (28), ainda não havia sido comunicado oficialmente da decisão, mas diz que, tão logo isso aconteça, irá entrar com outro recurso.

Procurado pela reportagem, o advogado Francisco Simim, que representa a outra ré no processo, Dayanne Rodrigues, não foi encontrado para comentar o caso.

Sítio
Nesta segunda-feira (28), a Justiça do Rio de Janeiro também ordenou a venda do sítio do goleiro Bruno em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Conforme o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), a venda da propriedade, que não teve o valor divulgado, servirá para pagar a pensão alimentícia atrasada do filho do jogador com a ex-modelo, Bruninho.

Julgamento
O goleiro Bruno, a ex-mulher dele, Dayanne Souza e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos vão a júri popular no dia 4 de março pelo sequestro e morte de Eliza. Em novembro de 2012, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes, ex-amante do jogador foram condenados no caso.
 

 http://noticias.r7.com/minas-gerais/noticias/defesas-de-bruno-e-bola-vao-recorrer-contra-emissao-de-atestado-de-obito-de-eliza-20130129.html

Policial militar reage à tentativa de assalto e mata bandido na zona leste da capital

PM foi abordado por três criminosos quando estava andando de moto à paisana.

Um policial militar à paisana reagiu a uma tentativa de assalto e matou um criminoso na noite desta segunda-feira (28), na zona leste de São Paulo.

Segundo a polícia, três homens em um carro cercaram um casal que seguia de moto e anunciaram o assalto, sem saber que o condutor era um policial militar.

O policial sacou a arma e atirou, matando um dos criminosos e ferindo outro, de 16 anos, que conseguiu fugir correndo. O terceiro conseguiu fugir no carro Uno no qual o grupo estava.

Nas proximidades, o criminoso teria assaltado o motorista de um Palio e fugido com o carro para casa, próximo à Favela da Avenida Água Vermelha. Lá, ele pediu ajuda à sua mãe, dizendo que foi baleado por motoqueiros desconhecidos. Juntamente com um vizinho, a mulher levou o filho até o pronto socorro municipal Julio Tupy, de onde ele foi transferido para Hospital Municipal Tide Setúbal, em São Miguel Paulista.

A tentativa de assalto, seguida de morte em decorrência de intervenção policial, foi registrada no 63º DP e será investigada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). 

http://noticias.r7.com/sao-paulo/policial-militar-reage-a-tentativa-de-assalto-e-mata-bandido-na-zona-leste-da-capital-29012013

Chefe de facção suspeito de mandar matar policiais na zona sul é preso

Polícia diz que ele ordenou assassinato de soldado no fim de 2012.

Policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam, na tarde desta segunda-feira (28), o criminoso conhecido como Japa, de 38 anos. Segundo as investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), ele é chefe de uma facção criminosa na região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo, e foi quem mandou matar o policial Adriano Garcia Barbosa, em novembro de 2012.
Segundo a diretora do DHPP, Elisabete Sato, Márcio pode ter envolvimento em execuções de outros policiais na região do Capão Redondo.

— É um indivíduo de bastante periculosidade, porque ao buscarmos os antecedentes dele nós verificamos que ele tem vários crimes e ele se intitula o maioral da região. Nesse sentido nós consideramos que ele deva ter outros homicídios ou que seja o mandante de outros homicídios contra policiais militares.

As investigações ainda indicaram que Japa era chefe de Leo Gordo, preso em novembro, por suspeita de matar dois PMs. Ele teria ordenado ao subordinado que assassinasse dois soldados, em outubro.

O mandado de prisão temporária de Japa foi cumprido pela Rota. Ele estava na casa da ex-mulher e não reagiu no momento em que os policiais chegaram. Informalmente, segundo o capitão Cássio de Freitas, coordenador operacional do batalhão, o homem disse que viajaria na terça-feira (29) para Fortaleza (CE), onde participaria de um assalto a banco.

Na região do bairro Capão Redondo, o criminoso seria quem comandava o tráfico de drogas.

O crime
O soldado Adriano Garcia Barbosa foi morto a tiros no dia 30 de novembro de 2012. Dois adolescentes foram apreendidos no dia do crime, por suspeita de atirar no policial. O PM chegou a ser socorrido a um hospital, mas não resistiu. A moto do soldado e a arma que ele usava foram roubadas.

Resposta à sociedade
O ano de 2012 teve aumento de 15% no número de homicídios dolosos — quando há intenção de matar — em relação a 2011. A onda de assassinatos que se intensificou no fim do ano, com chacinas e mortes em série. A delegada Elisabete Sato reforçou o trabalho investigativo no esclarecimento desses crimes.

— O intuito hoje foi, na verdade, mostrar à sociedade de São Paulo que as suas polícias estão empenhadas em um trabalho que não é só favorável a policiais quando são mortos. Nós estamos empenhados nos esclarecimentos de todos esses latrocínios e esses homicídios que hoje estão afligindo a todos. É uma resposta que a gente tem que dar para a sociedade.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/chefe-de-faccao-suspeito-de-mandar-matar-policiais-na-zona-sul-e-presonbsp-29012013

Após erro em lição, estudantes são obrigados a tomar ácido no Japão

Caso aconteceu em aula do ensino médio; professor disse que diluiu o conteúdo.
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 Estudantes do ensino médio de colégio no Japão tomaram ácido em aula.

Estudantes do ensino médio de uma cidade em Gamagori, no Japão, foram forçados a beber ácido. .clorídrico diluído. De acordo com o jornal asiático Rocket News, o fato foi uma punição porque os alunos não realizaram um experimento de laboratório corretamente.

De acordo com o conselho de educação local, em 18 de janeiro, um professor de ciências estava ensinando um experimento para seus alunos usando ímãs e limalha de ferro. Ele, então, disse á classe que se alguém não conseguisse obter o resultado correto seria forçado a beber ácido clorídrico. Quando dois alunos não obtiveram resultado positivo, o professor entregou a cada um deles um copo com o ácido. Segundo o conselho, o professor provou um pouco da solução antes.

Uma estudante tomou um gole e imediatamente cuspiu. O outro bebeu todo conteúdo e mais tarde disse aos investigadores da escola que o ácido tinha gosto de suco de limão. O incidente veio à tona depois que outro estudante relatou o incidente para seus pais. 

O Conselho de Educação de Gamagori informou que o professor explicou que o ácido foi altamente diluído e, portanto, não representava nenhum risco de saúde para as crianças. O próprio conselho emitiu uma declaração: "Como esse incidente representou um risco para a vida e a saúde de alunos, foi uma falha grave de liderança e só podemos pedir desculpas aos estudantes e suas famílias. Estamos decidindo sobre medidas disciplinares para o professor envolvido. "

Os administradores escolares também visitaram os dois estudantes em suas casas e se desculparam formalmente.

http://noticias.r7.com/educacao/noticias/apos-errarem-licao-estudantes-sao-obrigados-a-tomar-acidos-no-japao-20130123.html

Mackenzie afasta professores do curso de Arquitetura


 



Instituição está afastando profissionais que não tem o curso de pós-graduação.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está afastando professores do curso de Arquitetura e Urbanismo que não têm pós-graduação visando a ajustar o curso às exigências do MEC (Ministério da Educação).

Membros de uma comissão criada pela instituição para discutir melhorias no curso ouvidos pelo Estado afirmam que a ideia é estimular os docentes a fazer pós para que voltem a lecionar. A universidade tem cursos de mestrado e doutorado na área e poderá conceder títulos de notório saber a quem tem trajetória profissional reconhecida fora da academia.

Revoltados, os alunos já marcaram uma manifestação. Segundo eles, a reitoria ignora a "natureza prática" da carreira. O formando Miguel Lima, de 25 anos, um dos organizadores do protesto afirma que a universidade desconsidera o poitencial deste profissionais.

— O Mackenzie está desconsiderando a experiência, anos de prancheta e de canteiro de obra desses arquitetos, muitos deles premiados.

Procurada, a universidade nega ter afastado professores e, em nota, afirmou que "qualquer decisão relativa ao corpo docente, sua qualificação e pertinência, só será tomada após o processo de análise e discussão".

A graduação em Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie teve desempenho insatisfatório em avaliação do governo. O curso perdeu a autonomia após ter tirado nota 2, numa escala de 1 a 5, no CPC (Conceito Preliminar de Curso) referente a 2011. Com isso, está proibido de ampliar o número de vagas e de oferecer aos alunos o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

A infraestrutura e a proporção de professores com dedicação parcial ou integral puxaram o desempenho para baixo, assim como a nota ruim no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2011. Parte dos alunos boicotou a prova em protesto contra a faculdade, que não flexibilizou a data de entrega de trabalhos de conclusão. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. 

 http://noticias.r7.com/educacao/noticias/mackenzie-afasta-professores-do-curso-de-arquitetura-20130128.html

Marcha silenciosa pede justiça em Santa Maria

Manifestantes caminharam até a boate Kiss, onde trágico incêndio deixou 231 mortos.

Reuters Milhares de pessoas participaram de uma passeata em silêncio nesta segunda-feira (28) pelas ruas de Santa Maria exigindo justiça para os 231 mortos no incêndio em uma boate nesta cidade universitária.

Vestidos de branco, os manifestantes iniciaram o ato com uma concentração na praça Saldanha Marinho. O protesto silencioso foi convocado nas redes sociais por universitários.

A manifestação começou depois da interpretação da Ave Maria por dois jovens violinistas.

Em silêncio, os manifestantes caminharam da praça até a boate Kiss, onde na madrugada de sábado para domingo um trágico incêndio deixou 231 mortos e 116 feridos.

Ao chegar ao que sobrou da casa noturna, cercada pela polícia, as pessoas reunidas fizeram um minuto de silêncio sentadas no chão. O único som que podia ser ouvido era o do pranto inconsolável de familiares das vítimas.

Ao final do ato, balões brancos foram soltos e o silêncio foi quebrado por gritos de "Justiça, justiça, justiça!". Os participantes mantiveram sua marcha até o centro esportivo, para onde foram levados os corpos depois da tragédia.

"Eu sei que minha filha não volta, mas alguém tem que pagar por isto", disse Jorge Neves, pai de Rafaella, falecida no domingo.

O drama na boate Kiss foi causado quando os músicos acenderam fogos de artifício dentro do local, que estava com o alvará vencido e não tinha uma estrutura preparada em caso de incêndio.

"Ninguém esperava que isso fosse acontecer e, agora, que a lei seja aplicada sobre os responsáveis", exigiu Verdiana Graciano, que exibia um cartaz dedicado aos seus amigos Nathy e Alan.

Fallon Sequeira, exibia ao lado de sua noiva um cartaz para dar "força a Bibiani e Rafa", duas amigas que estão entre a vida e a morte depois de terem sobrevivido ao incêndio.

"Com esta manifestação dizemos ao mundo que uma discoteca não é apenas um lugar bonito, não, tem que ter segurança e exigimos fiscalização. Podíamos ter evitado a morte destes amigos que completaram uma pequena parte de suas vidas", disse à AFP.

A silenciosa marcha seguiu em meio a momentos de aplausos "para agradecer a Deus por aqueles que ficaram aqui e dar paz aos que se foram", disse Nadia Socolot.

 http://noticias.r7.com/cidades/em-marcha-silenciosa-santa-maria-exige-justica-por-seus-mortos-29012013

'Oxigênio acabou e entramos na raça', diz bombeiro de Santa Maria


 

Soldado Luciano Pontes foi um dos primeiros a chegar à boate Kiss, onde incêndio matou mais de 230 pessoas, em cidade do Rio Grande do Sul.

O que se iniciou como um plantão atipicamente tranquilo para os bombeiros de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, acabou se transformando naquele que é o maior desastre enfrentado pela corporação em toda a sua história.

Após um sábado praticamente sem ocorrências, em que alguns bombeiros nem chegaram a deixar o quartel, as notícias sobre o incêndio que viria a matar mais de 230 pessoas em uma casa noturna, no centro da cidade, começaram a aparecer nas primeiras horas do último domingo.

"Eu ainda não tinha saído do quartel. Já tinha jantado e estava no momento de descanso", conta o soldado do Corpo de Bombeiros Luciano Vargas Pontes, um dos primeiros homens a chegar ao local do incêndio.

As informações iniciais passadas por telefone, no entanto, não davam a real dimensão do desastre. Quando chegaram ao local, os bombeiros se depararam com uma cena inesperada: pessoas estavam deitadas na calçada e na rua em frente à boate Kiss. Antes mesmo de descer da viatura, chamaram reforços dos bombeiros e da polícia.

A espessa fumaça preta que saía do imóvel acrescentava ainda mais urgência ao incidente em que a maior parte das vítimas acabou por morrer asfixiada. "Chegamos com a noção de que tínhamos dez minutos para salvar o maior número de vítimas".

Corrida contra o tempo
Munidos de cilindros de oxigênio, homens do corpo de bombeiros começaram a retirar as vítimas do local, enquanto pessoas que conseguiram escapar da boate ou passavam pelo local organizavam corpos, feridos ou jovens inconsciente no meio da rua.

"O tempo pode parecer curto, mas para nós e para as vítimas é uma eternidade", diz o sargento Sergio Gularte, que também participou da operação. Ele conta que a pressa em resgatar o maior número de pessoas no menor espaço de tempo fazia com que acabassem gastando muito oxigênio. Logo, os cilindros usados para a respiração estavam vazios. O jeito foi continuar o resgate sem eles.

"O oxigênio do cilindro acabou e tivemos que ir na raça, tínhamos que tirar todo mundo". Enquanto isso, homens que decidiram ajudar na operação receberam ferramentas dos bombeiros e começaram a quebrar as paredes da casa noturna para que a fumaça saísse.

O teto também foi parcialmente aberto para permitir a dissipação dos gases tóxicos resultantes da combustão do material de isolamento acústico da boate. "Quando (a fumaça) aliviou, entramos rastejando no chão, para evitar respirar os gases", lembra Gularte.

Firmeza
Mas além das dificuldades de entrar na boate e retirar corpos e sobreviventes, os bombeiros também tinham que lidar com o desgaste emocional de ter que realizar uma operação dessas proporções na cidade onde vivem, sob o risco de encontrarem rostos conhecidos entre as vítimas.

"Cada um de nós que estava atendendo (as vítimas) tinha a noção de que poderia ter alguém conhecido", disse Luciano Pontes. Este desgaste era ainda mais forte entre aqueles que têm filhos ou parentes da idade das vítimas, em sua maioria, jovens universitários.

O comandante do Centro Operacional de Crise, major Gerson da Rosa Pereira, chegou ao local por volta de 3h30 da manhã com a incumbência de gerenciar a operação. Apesar do treinamento e preparo de mais de 20 anos no Corpo de Bombeiros, ele conta ter chorado algumas vezes desde o último domingo.

"Tenho duas meninas, uma de 20 e outra de 18 anos, que frequentavam muito a boate. Era difícil não olhar para aquelas meninas que morreram no incêndio e não lembrar das suas", diz Pereira. "É chocante, mas você tem que superar. Tem que ter uma aparente firmeza".

Exaustão
Os últimos dias foram de trabalho quase ininterrupto para bombeiros, policiais, médicos e outros envolvidos no trabalho de remoção das vítimas e assistência às famílias.

Como ficaram diretamente expostos à fumaça do incêndio, os bombeiros que participaram da operação devem passar por alguns exames. Segundo médicos, pessoas expostas a gases tóxicos podem desenvolver quadros pulmonares graves dias após o incidente.

 Garota se emociona durante caminhada em homenagem às vítimas

Mesmo com o início do sepultamento dos corpos, nesta segunda-feira, a tragédia está longe de acabar para os envolvidos. "Chego em casa e está passando isso na televisão, as pessoas me perguntam, não consigo desligar. Essa ocorrência é difícil por causa disso: não termina no final", diz o soldado dos bombeiros Luciano Pontes.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rs/2013-01-29/oxigenio-acabou-e-entramos-na-raca-diz-bombeiro-de-santa-maria.html

 

 

Três meses após promessa, famílias de PMs assassinados estão sem indenização

Enquanto famílias passam por dificuldades, governo ainda faz estudo de projeto que garanta indenização a parentes de PMs mortos em dia de folga. Veja depoimentos de viúvas.

Três meses depois de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometer indenizar 103 famílias de Policiais Militares assassinados em 2012 durante a folga, nenhum centavo saiu dos cofres públicos de São Paulo com esse objetivo. A promessa, feita em entrevista coletiva no dia 19 de outubro do ano passado , tentava acalmar essas famílias, que não têm o direito de receber indenização porque o seguro de vida não inclui os policiais assassinados fora do horário de expediente.

Além dos 103 PMs mortos fora de serviço, outros quatro foram executados usando farda. Também morreram em emboscada 19 agentes penitenciários e quatro policiais civis, de acordo com dados da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Assembleia Legislativa de São Paulo – Alesp.

Diante do acúmulo de processos na Justiça pedindo a inclusão dessas famílias nas apólices da MetLife Seguros, Alckmin foi a público garantir não só o pagamento da indenização para todos como prometeu dobrar o valor da apólice – de R$ 100 mil para R$ 200 mil.

Onze dias depois do anúncio, o governador publicou um despacho no Diário Oficial do Estado (DOE) autorizando a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) a encomendar um estudo para descobrir quanto dinheiro seria necessário ao pagamento, mas incluía no texto uma condição: "... que a Pasta interessada conte com recursos orçamentários".

O governador publicou no Diário Oficial a autorização para se realizar um estudo para indenizar os familiares dos PMs, mas sob a condição de haver dinheiro em caixa
 
No dia 8 de novembro, a Secretaria encaminhou à Alesp um documento confirmando a ordem do governador para que o estudo fosse realizado. Questionada pela reportagem sobre o resultado desse estudo, a SSP respondeu que uma comissão analisou o assunto e vai encaminhar uma minuta para a Casa Civil, que vai analisá-la “para, depois, ser remetida à Alesp como projeto de lei do Executivo estadual”. A assessoria não respondeu, no entanto, quando o governo pretende enviar o projeto.

Para o presidente da Comissão de Segurança da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), advogado Arles Gonçalves Júnior, havia tempo de sobra para a proposta ter sido encaminhada para a Assembleia antes do recesso parlamentar, no dia 19 de dezembro.

“Sessenta dias é tempo suficiente para encaminhar o projeto de lei porque o governo já havia feito o mesmo em 2006”. Ele explica que, na ocasião, o então governador Claudio Lembo aprovou um projeto semelhante para indenizar as famílias de policiais mortos em confronto com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que na época cometeu mais de 100 ataques em diversos lugares da cidade.

O governo também não divulgou o resultado de um estudo idêntico encomendado em 2008 avaliando a inclusão de policiais assassinados em período de folga no seguro da Metlife. Para o deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT), se aquele estudo tivesse sido levado adiante, as famílias dos policiais mortos em horário de folga em 2012 não estariam “desprotegidas”.

“O governo está estudando a extensão do pagamento do seguro de vida desde 2008. Por que nada foi feito até hoje?”, questiona.

O advogado da OAB defende a criação de um fundo administrado pela Secretaria de Segurança Pública que substitua a seguradora privada. “A própria secretaria faria a investigação dos casos para efetuar o pagamento diretamente. A seguradora demora para indenizar e fica com muito mais dinheiro do que desembolsa nas indenizações. Seria melhor para o Estado se ele mesmo cuidasse disso”.

De acordo com a Metlife, foram desembolsados R$ 35 milhões em indenizações entre novembro de 2007 e junho de 2012. A seguradora se recusou a divulgar, no entanto, quanto recebeu do Estado no mesmo período.

Soldado Rocha, 35 anos
Nove dias depois da promessa do governador, o soldado Antonio Paulo da Rocha, então com 35 anos, e o cabo Hailton Borges dos Santos Evangelista, de 33 anos, foram assassinados por bandidos enquanto andavam de moto pela favela de Heliópolis. De acordo com a polícia, os dois estavam de folga, informação negada por membros da família de Rocha, entrevistada pelo iG sob a condição de guardar sigilo sobre suas identidades.

 identidades.
Reprodução
O soldado Paulo Rocha foi assassinado enquanto andava de moto em Heliópolis
Ela suspeita que a escala de plantão do soldado tenha sido adulterada no batalhão, já que naquela data ele estaria em um dia normal de trabalho. Sem receber a indenização, a família espera pela apuração do caso para só então seguir a recomendação recebida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de entrar com uma ação na Justiça para receber o dinheiro. Ainda segundo a família, os investigadores não entraram em contato para falar sobre a apuração, embora o crime esteja perto de completar três meses.

Enquanto aguarda a primeira parcela da pensão por morte – prometida para o início do fevereiro –, a mulher e as  filhas de Rocha (uma de sete e outra de 15 anos) sobrevivem com a vaquinha mensal feita por 37 policiais e por 10 meses de salários prometidos pelo dono de uma empresa para a qual Rocha fazia segurança em seus dias de folga.

Uma semana antes de ser atingido por três tiros na cabeça, Rocha havia recebido a Láurea de Mérito Pessoal em 1º Grau, prêmio que seria entregue em uma solenidade no início de novembro.

Os ataques
A onda de ataques contra PMs começou oficialmente em maio, quando três policiais da Rota trocaram tiros com membros do PCC em um lava-rápido na Penha, zona leste da cidade. De acordo com investigações da polícia, foi o saldo de seis integrantes mortos na ocasião que motivou o PCC a revidar: a meta seria matar dois PMs para cada bandido executado.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2013-01-28/tres-meses-apos-promessa-familias-de-pms-assassinados-estao-sem-indenizacao.html

Deputados sentem 'vergonha' do cargo, diz Ronaldo Fonseca

Candidato à presidência da Câmara diz ter flagrado colegas que se recusam a usar a identificação em lugares públicos; para ele, imagem da Câmara chegou ‘ao fundo do poço’

O deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), candidato à Presidência da Câmara, diz ter constatado que a imagem da Câmara e dos próprios deputados chegou ao “fundo do poço”, devido ao descompasso que existe entre o Parlamento e a sociedade. “Os deputados estão com vergonha do botton”, disse em entrevista ao iG , referindo-se ao broche utilizado pelos parlamentares que indica a função.


 Na convivência na Câmara, Fonseca já flagrou deputados que se recusam a usar a identificação em lugares públicos fora da Câmara. Segundo ele, isso é sinal de que a imagem da Câmara chegou “ao fundo do poço” e que é necessário recuperá-la.

“Nós chegamos ao fundo do poço”, declarou deputado, que defende uma reforma institucional capaz de recuperar o prestígio do Legislativo perante a sociedade. “Estamos na contramão da sociedade”, destacou. Fonseca, que não usava o botton no momento da entrevista ao iG , se explicou: "Eu estou sem o botton porque perdi na entrada aqui. Mas eu carrego o botton".

A candidatura de Fonseca faz parte da estratégia contrária ao acordo que garante ao PMDB o comando da Câmara e do Senado nos dois próximos anos. No entanto, o apoio dos evangélicos e de setores insatisfeitos com a hegemonia dos peemedebistas no Legislativo vem dando corpo à estratégia de levar a disputa para o segundo turno e de derrotar o candidato favorito, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Fonseca acredita que tem como grande aliado o voto secreto. Em sua opinião, essa condição faz com que, na hora da escolha, os deputados votem mais de acordo com suas convicções e não de acordo com as indicações partidárias. “Os acordos feitos por partidos não se refletem nas urnas. Quem vota não é o partido, é o deputado”, ressalvou.

“Somos quatro candidatos e eu me atrevo a dizer que nenhum dos quatro tem hegemonia dentro de seu partido, ou vai receber votos fechados desse ou daquele partido”, argumentou o deputado, sobre os acordos fechados com as cúpulas de nove partidos pelo candidato Henrique Eduardo Alves.

Integrante da bancada evangélica, Fonseca disse que não deixará de pautar debates sobre questões polêmicas de cunho moral, que acabam colocando religiosos e progressistas em lados opostos nas discussões. Entre essas questões, estão direitos de mulheres, homossexuais, direitos reprodutivos e outros.

“Ao contrário, o que eu quero é ampliar o debate”, disse. “Não serei um presidente engavetador”, destacou o deputado, que diz ver uma omissão do Legislativo. Isso tem provocado, em sua opinião, uma corrida ao Judiciário.

Fonseca disse também que a Câmara deve uma explicação sobre o pagamento do 14º e 15º salários. Para ele, esses pagamentos devem-se a uma prática clientelista presente na política brasileira. “ Deputado federal que enrica com seu mandato, desconfie dele”, destacou.

O deputado também defendeu a permanência das emendas parlamentares individuais e sugere ainda que metade delas tenha caráter impositivo, ou seja, que o Executivo tenha a obrigação de cumpri-las.

“O que não pode ter é essa relação promíscua entre deputados e o Executivo”, comentou. “ Emenda parlamentar não pode ser o espaço de corrupção do deputado”, destacou.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-01-29/deputados-sentem-vergonha-do-cargo-diz-ronaldo-fonseca.html

 

'Foram cenas fortes', diz psicóloga voluntária que auxilia vítimas no RS

Profissionais de saúde se revezam para atender feridos e familiares. Prefeitura de Santa Maria disponibilizou uma linha telefônica para apoio.

Psicóloga voluntária, Clarissa Oliveira auxilia vítimas da tragédia

Dezenas de vítimas do incêndio na boate Kiss seguem internadas em hospitais de Santa Maria. Clarissa Oliveira, de 24 anos, é uma das profissionais da saúde que se revezam diariamente, em escalas, para tratar de feridos e familiares. 
Entrada do Hospital de Caridade vazia na madrugada desta terça-feira (29) (Foto: Márcio Luiz/G1)Entrada do Hospital de Caridade vazia na
madrugada desta terça (29) (Foto: Márcio Luiz/G1)
 
Às 4h da madrugada desta terça-feira (29), a psicóloga dava início a um plantão de oito horas de trabalho no Hospital de Caridade. Seria a segunda jornada de trabalho voluntário dela desde a tragédia. A primeira foi ainda no domingo (27), quando foi trabalhar no Centro Desportivo Municipal (CDM), para onde os corpos dos mortos foram levados.

“Foram cenas fortes, que serão difíceis de esquecer. Felizmente, não tinha nenhuma pessoa próxima de mim envolvida. Se tivesse, acho que eu não conseguiria fazer esse trabalho”, diz Clarisssa, mestranda em psicologia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Além de tratar das vítimas que escaparam com vida da boate, a equipe de psicólogos recrutada pela prefeitura auxilia familiares e também os próprios profissionais envolvidos na tragédia, como enfermeiros, socorristas e outros funcionários dos hospitais.

“Nesse primeiro momento, na abordagem inicial, a gente ouve e se coloca à disposição deles. O trabalho é mais focado em dar apoio”, conta Clarissa, que recebeu treinamento de uma equipe especializada vinda de Porto Alegre antes de iniciar as atividades no hospital. 

Para os familiares de vítimas de outras cidades, a prefeitura de Santa Maria disponibilizou uma linha telefônica para apoio psicológico. Os atendimentos estão sendo realizados pelo telefone (55) 3921-7144 por uma equipe deslocada exclusivamente para a função. As ligações podem ser feitas também a cobrar, digitando os números 9090 antes dos demais.

Incêndio e prisões
O incêndio começou por volta das 2h30 de domingo, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que utilizou sinalizadores para uma espécie de show pirotécnico.

Segundo relatos de testemunhas, faíscas de um equipamento conhecido como "sputnik" atingiram a espuma do isolamento acústico, no teto da boate, dando início ao fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em poucos minutos. 

 http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/01/foram-cenas-fortes-diz-psicologa-voluntaria-que-auxilia-vitimas-no-rs.html

Justiça bloqueia bens de donos de boate de Santa Mari








Um dos donos da boate Kiss, o empresário Mauro Hoffmann se entrega à polícia e é preso.  (Foto: Emerson Souza/Agência RBS)

Um dos donos da boate, Mauro Hoffmann é transferido ao presídio

Pedido da Defensoria Pública foi deferido em caráter de urgência. Ação tem o objetivo de garantir futuras indenizações a familiares.

A Justiça aceitou o pedido da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e bloqueou os bens da empresa que gere a boate Kiss, onde 231 pessoas morreram em um incêndio na madrugada deste domingo (27). Os proprietários do estabelecimento também tiveram os seus bens retidos. O pedido, julgado em caráter de urgência, foi deferido na noite de segunda-feira pelo juiz do fórum de Santa Maria, Afif Simões Neto.

Segundo a Defensoria, a ação tem o objetivo de garantir futuras indenizações a familiares da tragéria ocorrida em Santa Maria.

“O propósito é assegurar o direito das pessoas a terem garantida futura indenização, de modo coletivo e igualitário a todos os familiares das vítimas da tragédia”, disse o defensor público-geral do Estado, Nilton Arnecke Maria, segundo a assessoria de imprensa.

Dois sócios da casa noturna foram presos nesta segunda-feira. Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, foi detido em um hospital de Cruz Alta e está sob custódia da polícia. Mauro Hoffmann também teve a prisão temporária decretada pela Justiça por 5 dias e foi encaminhado ao Presídio de Santo Antão, a cerca de 7 km do centro de Santa Maria.

Ainda na manhã de domingo, a Defensoria Pública gaúcha estabeleceu uma força-tarefa para atuar nos assuntos referentes ao incêndio. Segundo o órgão, familiares das vítimas podem receber orientações jurídicas e ter encaminhamento de documentos feito por defensores públicos.

Incêndio e prisões
O incêndio começou por volta das 2h30 de domingo, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que utilizou sinalizadores para uma espécie de show pirotécnico.

Segundo relatos de testemunhas, faíscas de um equipamento conhecido como "sputnik" atingiram a espuma do isolamento acústico, no teto da boate, dando início ao fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em poucos minutos.

Quatro foram presos nesta segunda após a tragédia: o dono da boate, Elissandro Calegaro Spohr, o sócio, Mauro Hofffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que fazia um show pirotécnico que teria dado início ao incêndio, segundo informações do delegado Sandro Meinerz, responsável pelo caso.
Em depoimento, Spohr afirmou à Polícia Civil que sabia que o alvará de funcionamento estava vencido, mas que já havia pedido a renovação.

O advogado Mario Cipriani, que representa Mauro Hoffmann, afirmou que o cliente "não participava da administração da Kiss".

Na manhã desta segunda, outros dois integrantes da banda falaram sobre a tragédia. "Da minha parte, eu parei de tocar", disse o guitarrista Rodrigo Lemos Martins, de 32 anos.

Por meio dos seus advogados, a boate Kiss se pronunciou sobre a tragédia, classificando como "uma "fatalidade".

A presidente Dilma Rousseff visitou Santa Maria no domingo e decretou luto oficial de três dias.
O comandante do Corpo de Bombeiros da região central do Rio Grande do Sul, tenente-coronel Moisés da Silva Fuch, disse que o alvará de funcionamento da boate estava vencido desde agosto do ano passado.

 http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/01/justica-bloqueia-bens-de-donos-de-boate-de-santa-maria.html

 


Argentina envia ao Brasil pele e outros tecidos para queimados

A Argentina enviou ao Brasil, esta segunda-feira, um carregamento de 10.000 cm² de pele e 20.000 cm² de membrana amniótica, para assistir os feridos com queimaduras graves provocadas pelo incêndio na boate Kiss, na cidade de Santa Maria (sul), que deixou 231 mortos.

O avião transportando a carga partiu depois do meio-dia rumo a Porto Alegre, informou a agência estatal argentina Télam.

"Tecidos como a pele e a membrana amniótica são usados como apósitos biológicos que ajudam a melhorar o processo natural de recuperação da pele e protegem o paciente de possíveis infecções, a principal causa de complicações em pessoas com grandes queimaduras", explicou aos jornalistas o ministro argentino da Saúde, Juan Manzur.

Manzur lembrou que a Argentina enviou pele e outros insumos nas catástrofes ocorridas em 2004, em um supermercado de Assunção, Paraguai, que deixou 400 mortos, e em 2012 em uma refinaria venezuelana no estado de Carabobo, que deixou 42 mortos e uma centena de feridos.

Aparentemente causado por um show pirotécnico, o incêndio de domingo na discoteca Kiss deixou 231 mortos, a maioria jovens universitários, enquanto ao menos uma centena de pessoas continuava hospitalizada, 80 em estado grave.

Um incêndio similar na discoteca República de Cromañón, em Buenos Aires, deixou 194 mortos em Buenos Aires.

 http://br.noticias.yahoo.com/argentina-envia-ao-brasil-pele-outros-tecidos-queimados-180209341.html

Grávidas ficam sem direito a acompanhante no SUS

Hospitais do SUS em todo o País estão descumprindo a lei federal que garante às gestantes o direito de ter um acompanhante antes, durante e depois do parto. Dados coletados pela ouvidoria da Rede Cegonha entre maio e outubro de 2012 mostram que 64% das 54 mil mulheres entrevistadas relataram que não tiveram direito ao acompanhante. A pesquisa mostrou ainda que 56,7% delas (19.931) afirmam que o acesso ao acompanhante foi proibido pelo serviço de saúde e só 15,3% (5.378) relataram não conhecer esse direito.
Os dados demonstram que, apesar de estar em vigor desde 2005, a Lei nº 11.108 é descumprida por decisões das próprias unidades de saúde e muito pouco por desconhecimento da gestante. O problema é que a resolução que regulamentou a lei não prevê nenhuma penalidade para o hospital que não cumpri-la, deixando as mulheres sem um mecanismo oficial para reclamar.
No Estado de São Paulo, por exemplo, o mesmo problema foi constatado pela pesquisa de satisfação dos usuários do SUS, realizada entre 2008 e 2010. No último ano, 11.919 mulheres foram ouvidas e 49,7% delas (5.921) afirmaram não ter tido permissão para ter um acompanhante.
Ainda em São Paulo, os dados demonstraram que 20% das gestantes não receberam nenhum mecanismo para alívio da dor antes e durante o parto - nem mesmo um banho morno, massagem ou analgésico, o que é considerado injustificável. “Não promover nenhum tipo de alívio da dor é um absurdo.
Nada justifica o hospital não usar nenhum recurso para promover um parto melhor”, avalia a médica Arícia Giribela, da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp). O problema é reconhecido pela Secretaria de Estado da Saúde, que implementou uma política especial de atenção à gestante em 2010 (Mais informações nesta página). O Ministério da Saúde também admite o problema.

Motivos
As principais razões apresentadas pelos hospitais para não autorizarem o acompanhante são a falta de espaço físico adequado para garantir a privacidade das gestantes (em geral, o pré-parto acontece em uma sala com várias mulheres) e também o risco de o acompanhante atrapalhar o processo.

João Steibel, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), diz que a superlotação das maternidades também é um problema. “Quando o movimento está normal, tudo bem. Mas quando está lotado, o acompanhante só atrapalha. Muitas vezes sou agredido verbalmente, mas não posso abrir mão da segurança do atendimento”, diz.

Ele diz que, para cumprir a lei, seria necessário investir na infraestrutura dos hospitais. “O ministério (da Saúde) diz que há verbas para o parto humanizado, mas nunca vi chegar.” A médica Daphne Rattner, professora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna), diz que não é preciso tanto dinheiro para melhorar esse atendimento. “Não precisa de muito investimento para garantir a privacidade. Podem colocar uma cortininha e isso é barato. Já ouvi hospitais dizerem que se o acompanhante desmaiar, a equipe teria de dar atenção a ele em vez de cuidar da mulher”, diz.

Na opinião da professora, os serviços de saúde ainda não se deram conta de que a presença do acompanhante acalma a gestante, a deixa menos ansiosa e mais segura, o que facilita a realização do parto. Daphne diz ainda que a mulher lida melhor com a dor do parto com a presença do acompanhante, o que reduz a necessidade de aplicação de anestesias ou medicamentos. Para tentar reduzir o problema está tramitando no Senado um projeto de lei que obriga os hospitais a afixar em local visível um aviso sobre o direito da gestante de ter acompanhante. A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados.

O Ministério da Saúde informou que conhece o problema e que os principais hospitais passarão por uma auditoria. A decisão de fiscalizar essas unidades, diz o ministério, foi tomada assim que o órgão teve acesso aos resultados da pesquisa da Rede Cegonha - programa do governo federal que tem o objetivo de garantir assistência e humanização do parto na rede pública. Ainda segundo o ministério, os hospitais onde ficar constatado que não há cumprimento da lei podem deixar de receber verbas e até serem descredenciados do SUS. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

 http://br.noticias.yahoo.com/gr%C3%A1vidas-ficam-direito-acompanhante-sus-101500817.html