Alguns levaram até mesmo carrinhos para pegar o
máximo que pudessem. Há um mês, o aposentado Fernando Quintão se mudou
para um dos edifícios. No início da noite de segunda (28), voltou para
pegar roupas e ressaltou que todas as classes sociais estão sujeitas a
problemas como esse.
Cerca de 40 moradores também participaram de uma
reunião com engenheiros e representantes dos três edifícios afetados.
Foram apresentadas normas técnicas exigidas pela Defesa Civil para o
início das obras. No entanto, nenhuma empresa foi contratada até o
momento para começar a reforma.
A quadra de esporte desmoronou, e pedras e terra
deslizaram sobre os prédios. Um deles teve a garagem invadida e o portão
arremessado. E segundo a Defesa Civil, ainda há risco de novos
desabamentos. Por isso, um dos imóveis foi totalmente interditado, e o
outro teve os apartamentos do fundo fechados.
Segundo Ércio Quaresma, um dos advogados de Bola, os defensores já
haviam recorrido da decisão da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que
ordenou a expedição do documento no dia 11 de janeiro. Quaresma
afirma que a decisão é "ilegal" e que irá procurar o CNJ (Conselho
Nacional de Justiça) para representar contra a magistrada que, na visão
do advogado, tem "ajudado a promotoria".
— [A emissão da certidão de óbito de Eliza] é mais uma prova que nós
não temos uma juíza oficiando no caso. Temos dois promotores.
Um dos advogados que representa o goleiro Bruno, Lúcio Adolfo, também prometeu agir contra a decisão da magistrada.
— Vamos tomar várias medidas em relação à conduta da juíza. Devo começar a fazer isso ainda nesta terça-feira (29).
Conforme Quaresma, as medidas para tentar anular a emissão do
atestado de óbito de Eliza começaram no mesmo dia em que o documento
ficou pronto, quinta-feira (24). O advogado afirma que recorreu na
própria vara do tribunal do júri de Contagem, na Grande BH, onde o caso
está sendo julgado.
Segundo o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), foram recebidos
dois recursos contra a emissão do documento. Deles, um teria sido feito
por Quaresma e o outro está em nome de Lúcio Adolfo, ambos do dia 24 de
janeiro.
Na sexta-feira (25), a juíza negou os dois pedidos, conforme o TJMG.
Quaresma afirma que, até esta segunda-feira (28), ainda não havia sido
comunicado oficialmente da decisão, mas diz que, tão logo isso aconteça,
irá entrar com outro recurso.
Procurado pela reportagem, o advogado Francisco Simim, que representa
a outra ré no processo, Dayanne Rodrigues, não foi encontrado para
comentar o caso.
Sítio
Nesta segunda-feira (28), a Justiça do Rio de Janeiro também ordenou a venda do sítio do goleiro Bruno em Esmeraldas,
na região metropolitana de Belo Horizonte. Conforme o TJRJ (Tribunal de
Justiça do Rio de Janeiro), a venda da propriedade, que não teve o
valor divulgado, servirá para pagar a pensão alimentícia atrasada do
filho do jogador com a ex-modelo, Bruninho.
PM foi abordado por três criminosos quando estava andando de moto à paisana.
Um policial militar à paisana reagiu a uma tentativa de assalto e matou
um criminoso na noite desta segunda-feira (28), na zona leste de São
Paulo.
Segundo a polícia, três homens em um carro cercaram um casal que seguia
de moto e anunciaram o assalto, sem saber que o condutor era um
policial militar.
O policial sacou a arma e atirou, matando um dos criminosos e ferindo
outro, de 16 anos, que conseguiu fugir correndo. O terceiro conseguiu
fugir no carro Uno no qual o grupo estava.
Nas proximidades, o criminoso teria assaltado o motorista de um Palio e
fugido com o carro para casa, próximo à Favela da Avenida Água
Vermelha. Lá, ele pediu ajuda à sua mãe, dizendo que foi baleado por
motoqueiros desconhecidos. Juntamente com um vizinho, a mulher levou o
filho até o pronto socorro municipal Julio Tupy, de onde ele foi
transferido para Hospital Municipal Tide Setúbal, em São Miguel
Paulista.
A tentativa de assalto, seguida de morte em decorrência de intervenção
policial, foi registrada no 63º DP e será investigada pelo DHPP
(Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Polícia diz que ele ordenou assassinato de soldado no fim de 2012.
Policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam, na
tarde desta segunda-feira (28), o criminoso conhecido como Japa, de 38
anos. Segundo as investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e
Proteção à Pessoa), ele é chefe de uma facção criminosa na região do
Capão Redondo, zona sul de São Paulo, e foi quem mandou matar o policial
Adriano Garcia Barbosa, em novembro de 2012.
Segundo a diretora do DHPP, Elisabete Sato, Márcio pode ter
envolvimento em execuções de outros policiais na região do Capão
Redondo.
— É um indivíduo de bastante periculosidade, porque ao buscarmos os
antecedentes dele nós verificamos que ele tem vários crimes e ele se
intitula o maioral da região. Nesse sentido nós consideramos que ele
deva ter outros homicídios ou que seja o mandante de outros homicídios
contra policiais militares.
As investigações ainda indicaram que Japa era chefe de Leo Gordo, preso em novembro, por suspeita de matar dois PMs. Ele teria ordenado ao subordinado que assassinasse dois soldados, em outubro.
O mandado de prisão temporária de Japa foi cumprido pela Rota. Ele
estava na casa da ex-mulher e não reagiu no momento em que os policiais
chegaram. Informalmente, segundo o capitão Cássio de Freitas,
coordenador operacional do batalhão, o homem disse que viajaria na
terça-feira (29) para Fortaleza (CE), onde participaria de um assalto a
banco.
Na região do bairro Capão Redondo, o criminoso seria quem comandava o tráfico de drogas.
O crime
O soldado Adriano Garcia Barbosa foi morto a tiros no dia 30 de novembro de 2012. Dois adolescentes foram apreendidos no dia do crime,
por suspeita de atirar no policial. O PM chegou a ser socorrido a um
hospital, mas não resistiu. A moto do soldado e a arma que ele usava
foram roubadas.
O ano de 2012 teve aumento de 15% no número de homicídios dolosos —
quando há intenção de matar — em relação a 2011. A onda de assassinatos
que se intensificou no fim do ano, com chacinas e mortes em série. A
delegada Elisabete Sato reforçou o trabalho investigativo no
esclarecimento desses crimes.
— O intuito hoje foi, na verdade, mostrar à sociedade de São Paulo que
as suas polícias estão empenhadas em um trabalho que não é só favorável a
policiais quando são mortos. Nós estamos empenhados nos esclarecimentos
de todos esses latrocínios e esses homicídios que hoje estão afligindo a
todos. É uma resposta que a gente tem que dar para a sociedade.
Caso aconteceu em aula do ensino médio; professor disse que diluiu o conteúdo.
Estudantes do ensino médio de colégio no Japão tomaram ácido em aula.
Estudantes do ensino médio de uma cidade em Gamagori, no Japão, foram
forçados a beber ácido. .clorídrico diluído. De acordo com o jornal
asiático Rocket News, o fato foi uma punição porque os alunos não
realizaram um experimento de laboratório corretamente.
De acordo com o conselho de educação local, em 18 de janeiro, um
professor de ciências estava ensinando um experimento para seus alunos
usando ímãs e limalha de ferro. Ele, então, disse á classe que se alguém
não conseguisse obter o resultado correto seria forçado a beber ácido
clorídrico. Quando dois alunos não obtiveram resultado positivo, o
professor entregou a cada um deles um copo com o ácido. Segundo o
conselho, o professor provou um pouco da solução antes.
Uma estudante tomou um gole e imediatamente cuspiu. O outro bebeu todo
conteúdo e mais tarde disse aos investigadores da escola que o ácido
tinha gosto de suco de limão. O incidente veio à tona depois que outro
estudante relatou o incidente para seus pais.
O Conselho de Educação de Gamagori informou que o professor explicou que
o ácido foi altamente diluído e, portanto, não representava nenhum
risco de saúde para as crianças. O próprio conselho emitiu uma
declaração: "Como esse incidente representou um risco para a vida e a
saúde de alunos, foi uma falha grave de liderança e só podemos pedir
desculpas aos estudantes e suas famílias. Estamos decidindo sobre
medidas disciplinares para o professor envolvido. "
Os administradores escolares também visitaram os dois estudantes em suas casas e se desculparam formalmente.
Instituição está afastando profissionais que não tem o curso de pós-graduação.
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está afastando professores do
curso de Arquitetura e Urbanismo que não têm pós-graduação visando a
ajustar o curso às exigências do MEC (Ministério da Educação).
Membros de uma comissão criada pela instituição para discutir melhorias
no curso ouvidos pelo Estado afirmam que a ideia é estimular os docentes
a fazer pós para que voltem a lecionar. A universidade tem cursos de
mestrado e doutorado na área e poderá conceder títulos de notório saber a
quem tem trajetória profissional reconhecida fora da academia.
Revoltados, os alunos já marcaram uma manifestação. Segundo eles, a
reitoria ignora a "natureza prática" da carreira. O formando Miguel
Lima, de 25 anos, um dos organizadores do protesto afirma que a
universidade desconsidera o poitencial deste profissionais.
— O Mackenzie está desconsiderando a experiência, anos de prancheta e de
canteiro de obra desses arquitetos, muitos deles premiados.
Procurada, a universidade nega ter afastado professores e, em nota,
afirmou que "qualquer decisão relativa ao corpo docente, sua
qualificação e pertinência, só será tomada após o processo de análise e
discussão".
A graduação em Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie teve desempenho
insatisfatório em avaliação do governo. O curso perdeu a autonomia após
ter tirado nota 2, numa escala de 1 a 5, no CPC (Conceito Preliminar de
Curso) referente a 2011. Com isso, está proibido de ampliar o número de
vagas e de oferecer aos alunos o Fies (Fundo de Financiamento
Estudantil).
A infraestrutura e a proporção de professores com dedicação parcial ou
integral puxaram o desempenho para baixo, assim como a nota ruim no
Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2011. Parte dos
alunos boicotou a prova em protesto contra a faculdade, que não
flexibilizou a data de entrega de trabalhos de conclusão. As informações
são do jornal O Estado de S.Paulo.
Manifestantes caminharam até a boate Kiss, onde trágico incêndio deixou 231 mortos.
Milhares de pessoas participaram de uma passeata em silêncio nesta segunda-feira
(28) pelas ruas de Santa Maria exigindo justiça para os 231 mortos no incêndio
em uma boate nesta cidade universitária.
Vestidos de branco, os manifestantes iniciaram o ato com uma
concentração na praça Saldanha Marinho. O protesto silencioso foi
convocado nas redes sociais por universitários.
A manifestação começou depois da interpretação da Ave Maria por dois jovens violinistas.
Em silêncio, os manifestantes caminharam da praça até a boate Kiss,
onde na madrugada de sábado para domingo um trágico incêndio deixou 231
mortos e 116 feridos.
Ao chegar ao que sobrou da casa noturna, cercada pela polícia, as
pessoas reunidas fizeram um minuto de silêncio sentadas no chão. O único
som que podia ser ouvido era o do pranto inconsolável de familiares das
vítimas.
Ao final do ato, balões brancos foram soltos e o silêncio foi quebrado
por gritos de "Justiça, justiça, justiça!". Os participantes mantiveram
sua marcha até o centro esportivo, para onde foram levados os corpos
depois da tragédia.
"Eu sei que minha filha não volta, mas alguém tem que pagar por isto", disse Jorge Neves, pai de Rafaella, falecida no domingo.
O drama na boate Kiss foi causado quando os músicos acenderam fogos de
artifício dentro do local, que estava com o alvará vencido e não tinha
uma estrutura preparada em caso de incêndio.
"Ninguém esperava que isso fosse acontecer e, agora, que a lei seja
aplicada sobre os responsáveis", exigiu Verdiana Graciano, que exibia um
cartaz dedicado aos seus amigos Nathy e Alan.
Fallon Sequeira, exibia ao lado de sua noiva um cartaz para dar "força a
Bibiani e Rafa", duas amigas que estão entre a vida e a morte depois de
terem sobrevivido ao incêndio.
"Com esta manifestação dizemos ao mundo que uma discoteca não é apenas
um lugar bonito, não, tem que ter segurança e exigimos fiscalização.
Podíamos ter evitado a morte destes amigos que completaram uma pequena
parte de suas vidas", disse à AFP.
A silenciosa marcha seguiu em meio a momentos de aplausos "para
agradecer a Deus por aqueles que ficaram aqui e dar paz aos que se
foram", disse Nadia Socolot.
Soldado Luciano Pontes foi um dos primeiros a
chegar à boate Kiss, onde incêndio matou mais de 230 pessoas, em cidade
do Rio Grande do Sul.
O que se iniciou como um plantão atipicamente tranquilo para os
bombeiros de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, acabou se transformando
naquele que é o maior desastre enfrentado pela corporação em toda a sua
história.
Após um sábado praticamente sem ocorrências, em que
alguns bombeiros nem chegaram a deixar o quartel, as notícias sobre o
incêndio que viria a matar mais de 230 pessoas
em uma casa noturna, no centro da cidade, começaram a aparecer nas primeiras horas do último domingo.
"Eu ainda não tinha saído do quartel. Já tinha jantado e
estava no momento de descanso", conta o soldado do Corpo de Bombeiros
Luciano Vargas Pontes, um dos primeiros homens a chegar ao local do
incêndio.
As informações iniciais passadas por telefone, no
entanto, não davam a real dimensão do desastre. Quando chegaram ao
local, os bombeiros se depararam com uma cena inesperada: pessoas
estavam deitadas na calçada e na rua em frente à boate Kiss. Antes mesmo
de descer da viatura, chamaram reforços dos bombeiros e da polícia.
A espessa fumaça preta que saía do imóvel
acrescentava ainda mais urgência ao incidente em que a maior parte das
vítimas acabou por morrer asfixiada. "Chegamos com a noção de que
tínhamos dez minutos para salvar o maior número de vítimas".
Corrida contra o tempo
Munidos de cilindros de oxigênio, homens do
corpo de bombeiros começaram a retirar as vítimas do local, enquanto
pessoas que conseguiram escapar da boate ou passavam pelo local
organizavam corpos, feridos ou jovens inconsciente no meio da rua.
"O tempo pode parecer curto, mas para nós e
para as vítimas é uma eternidade", diz o sargento Sergio Gularte, que
também participou da operação. Ele conta que a pressa em resgatar o
maior número de pessoas no menor espaço de tempo fazia com que acabassem
gastando muito oxigênio. Logo, os cilindros usados para a respiração
estavam vazios. O jeito foi continuar o resgate sem eles.
"O oxigênio do cilindro acabou e tivemos que ir
na raça, tínhamos que tirar todo mundo". Enquanto isso, homens que
decidiram ajudar na operação receberam ferramentas dos bombeiros e
começaram a quebrar as paredes da casa noturna para que a fumaça saísse.
O teto também foi parcialmente aberto para permitir a
dissipação dos gases tóxicos resultantes da combustão do material de
isolamento acústico da boate. "Quando (a fumaça)
aliviou, entramos rastejando no chão, para evitar respirar os gases", lembra Gularte.
Firmeza
Mas além das dificuldades de entrar na boate e retirar
corpos e sobreviventes, os bombeiros também tinham que lidar com o
desgaste emocional de ter que realizar uma operação dessas proporções na
cidade onde vivem, sob o risco de encontrarem rostos conhecidos entre
as vítimas.
"Cada um de nós que estava atendendo (as vítimas) tinha a
noção de que poderia ter alguém conhecido", disse Luciano Pontes. Este
desgaste era ainda mais forte entre aqueles que têm filhos ou parentes
da idade das vítimas, em sua maioria, jovens universitários.
O comandante do Centro Operacional de Crise, major Gerson
da Rosa Pereira, chegou ao local por volta de 3h30 da manhã com a
incumbência de gerenciar a operação. Apesar do treinamento e preparo de
mais de 20 anos no Corpo de Bombeiros, ele conta ter chorado algumas
vezes desde o último domingo.
"Tenho duas meninas, uma de 20 e outra de 18 anos, que
frequentavam muito a boate. Era difícil não olhar para aquelas meninas
que morreram no incêndio e não lembrar das suas", diz Pereira. "É
chocante, mas você tem que superar. Tem que ter uma aparente firmeza".
Exaustão
Os últimos dias foram de trabalho quase ininterrupto para
bombeiros, policiais, médicos e outros envolvidos no trabalho de
remoção das vítimas e assistência às famílias.
Como ficaram diretamente expostos à fumaça do incêndio,
os bombeiros que participaram da operação devem passar por alguns
exames. Segundo médicos, pessoas expostas a gases tóxicos podem
desenvolver quadros pulmonares graves dias após o incidente.
Garota se emociona durante caminhada em homenagem às vítimas
Mesmo com o início do sepultamento dos corpos, nesta
segunda-feira, a tragédia está longe de acabar para os envolvidos.
"Chego em casa e está passando isso na televisão, as pessoas me
perguntam, não consigo desligar. Essa ocorrência é difícil por causa
disso: não termina no final", diz o soldado dos bombeiros Luciano
Pontes.
Enquanto famílias passam por dificuldades, governo
ainda faz estudo de projeto que garanta indenização a parentes de PMs
mortos em dia de folga. Veja depoimentos de viúvas.
Três meses depois de o governador Geraldo Alckmin (PSDB)
prometer indenizar 103 famílias de Policiais Militares assassinados em
2012 durante a folga, nenhum centavo saiu dos cofres públicos de São
Paulo com esse objetivo. A promessa, feita em entrevista coletiva no dia 19 de outubro do ano passado
, tentava acalmar essas famílias, que não têm o direito de receber
indenização porque o seguro de vida não inclui os policiais assassinados
fora do horário de expediente.
Além dos 103 PMs mortos fora de serviço, outros
quatro foram executados usando farda. Também morreram em emboscada 19
agentes penitenciários e quatro policiais civis, de acordo com dados da
Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Assembleia
Legislativa de São Paulo – Alesp.
Diante do acúmulo de processos na Justiça pedindo a
inclusão dessas famílias nas apólices da MetLife Seguros, Alckmin foi a
público garantir não só o pagamento da indenização para todos como
prometeu dobrar o valor da apólice – de R$ 100 mil para R$ 200 mil.
Onze dias depois do anúncio, o governador publicou um
despacho no Diário Oficial do Estado (DOE) autorizando a Secretaria de
Segurança Pública de São Paulo (SSP) a encomendar um estudo para
descobrir quanto dinheiro seria necessário ao pagamento, mas incluía no
texto uma condição: "... que a Pasta interessada conte com recursos
orçamentários".
O
governador publicou no Diário Oficial a autorização para se realizar um
estudo para indenizar os familiares dos PMs, mas sob a condição de
haver dinheiro em caixa
No dia 8 de novembro, a Secretaria encaminhou à Alesp um
documento confirmando a ordem do governador para que o estudo fosse
realizado. Questionada pela reportagem sobre o resultado desse estudo, a
SSP respondeu que uma comissão analisou o assunto e vai encaminhar uma
minuta para a Casa Civil, que vai analisá-la “para, depois, ser remetida
à Alesp como projeto de lei do Executivo estadual”. A assessoria não
respondeu, no entanto, quando o governo pretende enviar o projeto.
Para o presidente da Comissão de Segurança da OAB (Ordem
dos Advogados do Brasil), advogado Arles Gonçalves Júnior, havia tempo
de sobra para a proposta ter sido encaminhada para a Assembleia antes do
recesso parlamentar, no dia 19 de dezembro.
“Sessenta dias é tempo suficiente para encaminhar o
projeto de lei porque o governo já havia feito o mesmo em 2006”. Ele
explica que, na ocasião, o então governador Claudio Lembo aprovou um
projeto semelhante para indenizar as famílias de policiais mortos em
confronto com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que na época cometeu
mais de 100 ataques em diversos lugares da cidade.
O governo também não divulgou o resultado de um estudo
idêntico encomendado em 2008 avaliando a inclusão de policiais
assassinados em período de folga no seguro da Metlife. Para o deputado
estadual Major Olímpio Gomes (PDT), se aquele estudo tivesse sido levado
adiante, as famílias dos policiais mortos em horário de folga em 2012
não estariam “desprotegidas”.
“O governo está estudando a extensão do pagamento do seguro de vida desde 2008. Por que nada foi feito até hoje?”, questiona.
O advogado da OAB defende a criação de um
fundo administrado pela Secretaria de Segurança Pública que substitua a
seguradora privada. “A própria secretaria faria a investigação dos casos
para efetuar o pagamento diretamente. A seguradora demora para
indenizar e fica com muito mais dinheiro do que desembolsa nas
indenizações. Seria melhor para o Estado se ele mesmo cuidasse disso”.
De acordo com a Metlife, foram desembolsados
R$ 35 milhões em indenizações entre novembro de 2007 e junho de 2012. A
seguradora se recusou a divulgar, no entanto, quanto recebeu do Estado
no mesmo período.
Soldado Rocha, 35 anos
Nove dias depois da promessa do governador, o
soldado Antonio Paulo da Rocha, então com 35 anos, e o cabo Hailton
Borges dos Santos Evangelista, de 33 anos, foram assassinados por
bandidos enquanto andavam de moto pela favela de Heliópolis. De acordo
com a polícia, os dois estavam de folga, informação negada por membros
da família de Rocha, entrevistada pelo iG
sob a condição de guardar sigilo sobre suas identidades.
identidades.
Reprodução
O soldado Paulo Rocha foi assassinado enquanto andava de moto em Heliópolis
Ela suspeita que a escala de plantão do soldado tenha
sido adulterada no batalhão, já que naquela data ele estaria em um dia
normal de trabalho. Sem receber a indenização, a família espera pela
apuração do caso para só então seguir a recomendação recebida pelo
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de entrar com uma
ação na Justiça para receber o dinheiro. Ainda segundo a família, os
investigadores não entraram em contato para falar sobre a apuração,
embora o crime esteja perto de completar três meses.
Enquanto aguarda a primeira parcela da pensão por morte –
prometida para o início do fevereiro –, a mulher e as filhas de Rocha
(uma de sete e outra de 15 anos) sobrevivem com a vaquinha mensal feita
por 37 policiais e por 10 meses de salários prometidos pelo dono de uma
empresa para a qual Rocha fazia segurança em seus dias de folga.
Uma semana antes de ser atingido por três tiros na
cabeça, Rocha havia recebido a Láurea de Mérito Pessoal em 1º Grau,
prêmio que seria entregue em uma solenidade no início de novembro.
Os ataques
A onda de ataques contra PMs começou oficialmente em
maio, quando três policiais da Rota trocaram tiros com membros do PCC em
um lava-rápido na Penha, zona leste da cidade. De acordo com
investigações da polícia, foi o saldo de seis integrantes mortos na
ocasião que motivou o PCC a revidar: a meta seria matar dois PMs para
cada bandido executado.
Candidato à presidência da Câmara diz ter flagrado
colegas que se recusam a usar a identificação em lugares públicos; para
ele, imagem da Câmara chegou ‘ao fundo do poço’
O deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), candidato à
Presidência da Câmara, diz ter constatado que a imagem da Câmara e dos
próprios deputados chegou ao “fundo do poço”, devido ao descompasso que
existe entre o Parlamento e a sociedade. “Os deputados estão com
vergonha do botton”, disse em entrevista ao iG
, referindo-se ao broche utilizado pelos parlamentares que indica a função.
Na convivência na Câmara, Fonseca já flagrou deputados que se recusam a
usar a identificação em lugares públicos fora da Câmara. Segundo ele,
isso é sinal de que a imagem da Câmara chegou “ao fundo do poço” e que é
necessário recuperá-la.
“Nós chegamos ao fundo do poço”, declarou deputado, que
defende uma reforma institucional capaz de recuperar o prestígio do
Legislativo perante a sociedade. “Estamos na contramão da sociedade”,
destacou. Fonseca, que não usava o botton no momento da entrevista ao
iG
, se explicou: "Eu estou sem o botton porque perdi na entrada aqui. Mas eu carrego o botton".
A candidatura de Fonseca faz parte da estratégia
contrária ao acordo que garante ao PMDB o comando da Câmara e do Senado
nos dois próximos anos. No entanto, o apoio dos evangélicos e de setores
insatisfeitos com a hegemonia dos peemedebistas no Legislativo vem
dando corpo à estratégia de levar a disputa para o segundo turno e de
derrotar o candidato favorito, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Fonseca acredita que tem como grande aliado o voto
secreto. Em sua opinião, essa condição faz com que, na hora da escolha,
os deputados votem mais de acordo com suas convicções e não de acordo
com as indicações partidárias. “Os acordos feitos por partidos não se
refletem nas urnas. Quem vota não é o partido, é o deputado”, ressalvou.
“Somos quatro candidatos e eu me atrevo a dizer que
nenhum dos quatro tem hegemonia dentro de seu partido, ou vai receber
votos fechados desse ou daquele partido”, argumentou o deputado, sobre
os acordos fechados com as cúpulas de nove partidos pelo candidato
Henrique Eduardo Alves.
Integrante da bancada evangélica, Fonseca disse que não
deixará de pautar debates sobre questões polêmicas de cunho moral, que
acabam colocando religiosos e progressistas em lados opostos nas
discussões. Entre essas questões, estão direitos de mulheres,
homossexuais, direitos reprodutivos e outros.
“Ao contrário, o que eu quero é ampliar o debate”, disse.
“Não serei um presidente engavetador”, destacou o deputado, que diz ver
uma omissão do Legislativo. Isso tem provocado, em sua opinião, uma
corrida ao Judiciário.
Fonseca disse também que a Câmara deve uma explicação
sobre o pagamento do 14º e 15º salários. Para ele, esses pagamentos
devem-se a uma prática clientelista presente na política brasileira. “
Deputado federal que enrica com seu mandato, desconfie dele”, destacou.
O deputado também defendeu a permanência das emendas
parlamentares individuais e sugere ainda que metade delas tenha caráter
impositivo, ou seja, que o Executivo tenha a obrigação de cumpri-las.
“O que não pode ter é essa relação promíscua entre
deputados e o Executivo”, comentou. “ Emenda parlamentar não pode ser o
espaço de corrupção do deputado”, destacou.
Profissionais de saúde se revezam para atender feridos e familiares.Prefeitura de Santa Maria disponibilizou uma linha telefônica para apoio.
Psicóloga voluntária, Clarissa Oliveira auxilia vítimas da tragédia
Dezenas de vítimas do incêndio na boate Kiss seguem internadas em hospitais de Santa Maria.
Clarissa Oliveira, de 24 anos, é uma das profissionais da saúde que se
revezam diariamente, em escalas, para tratar de feridos e familiares.
Entrada do Hospital de Caridade vazia na
madrugada desta terça (29) (Foto: Márcio Luiz/G1)
Às 4h da madrugada desta terça-feira (29), a psicóloga dava início a um
plantão de oito horas de trabalho no Hospital de Caridade. Seria a
segunda jornada de trabalho voluntário dela desde a tragédia. A primeira
foi ainda no domingo (27), quando foi trabalhar no Centro Desportivo
Municipal (CDM), para onde os corpos dos mortos foram levados.
“Foram cenas fortes, que serão difíceis de esquecer. Felizmente, não
tinha nenhuma pessoa próxima de mim envolvida. Se tivesse, acho que eu
não conseguiria fazer esse trabalho”, diz Clarisssa, mestranda em
psicologia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Além de tratar das vítimas que escaparam com vida da boate, a equipe de
psicólogos recrutada pela prefeitura auxilia familiares e também os
próprios profissionais envolvidos na tragédia, como enfermeiros,
socorristas e outros funcionários dos hospitais.
“Nesse primeiro momento, na abordagem inicial, a gente ouve e se coloca
à disposição deles. O trabalho é mais focado em dar apoio”, conta
Clarissa, que recebeu treinamento de uma equipe especializada vinda de
Porto Alegre antes de iniciar as atividades no hospital.
Para os familiares de vítimas de outras cidades, a prefeitura de Santa
Maria disponibilizou uma linha telefônica para apoio psicológico. Os
atendimentos estão sendo realizados pelo telefone (55) 3921-7144 por uma
equipe deslocada exclusivamente para a função. As ligações podem ser
feitas também a cobrar, digitando os números 9090 antes dos demais.
Incêndio e prisões
O incêndio começou por volta das 2h30 de domingo, durante a
apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que utilizou sinalizadores
para uma espécie de show pirotécnico.
Segundo relatos de testemunhas, faíscas de um equipamento conhecido
como "sputnik" atingiram a espuma do isolamento acústico, no teto da
boate, dando início ao fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em
poucos minutos.
Um dos donos da boate, Mauro Hoffmann é transferido ao presídio
Pedido da Defensoria Pública foi deferido em caráter de urgência.Ação tem o objetivo de garantir futuras indenizações a familiares.
A Justiça aceitou o pedido da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul
e bloqueou os bens da empresa que gere a boate Kiss, onde 231 pessoas
morreram em um incêndio na madrugada deste domingo (27). Os
proprietários do estabelecimento também tiveram os seus bens retidos. O
pedido, julgado em caráter de urgência, foi deferido na noite de
segunda-feira pelo juiz do fórum de Santa Maria, Afif Simões Neto.
Segundo a Defensoria, a ação tem o objetivo de garantir futuras indenizações a familiares da tragéria ocorrida em Santa Maria.
“O propósito é assegurar o direito das pessoas a terem garantida futura
indenização, de modo coletivo e igualitário a todos os familiares das
vítimas da tragédia”, disse o defensor público-geral do Estado, Nilton
Arnecke Maria, segundo a assessoria de imprensa.
Dois sócios da casa noturna foram presos nesta segunda-feira.
Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, foi detido em um hospital de Cruz
Alta e está sob custódia da polícia. Mauro Hoffmann também teve a
prisão temporária decretada pela Justiça por 5 dias e foi encaminhado ao
Presídio de Santo Antão, a cerca de 7 km do centro de Santa Maria.
Ainda na manhã de domingo, a Defensoria Pública gaúcha estabeleceu uma
força-tarefa para atuar nos assuntos referentes ao incêndio. Segundo o
órgão, familiares das vítimas podem receber orientações jurídicas e ter
encaminhamento de documentos feito por defensores públicos.
Incêndio e prisões
O incêndio começou por volta das 2h30 de domingo, durante a
apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que utilizou sinalizadores
para uma espécie de show pirotécnico.
Segundo relatos de testemunhas, faíscas de um equipamento conhecido
como "sputnik" atingiram a espuma do isolamento acústico, no teto da
boate, dando início ao fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em
poucos minutos.
O comandante do Corpo de Bombeiros da região central do Rio Grande do Sul, tenente-coronel Moisés da Silva Fuch, disse que o alvará de funcionamento da boate estava vencido desde agosto do ano passado.
A Argentina enviou ao Brasil, esta segunda-feira, um carregamento de
10.000 cm² de pele e 20.000 cm² de membrana amniótica, para assistir os
feridos com queimaduras graves provocadas pelo incêndio na boate Kiss,
na cidade de Santa Maria (sul), que deixou 231 mortos.
O avião transportando a carga partiu depois do meio-dia rumo a Porto Alegre, informou a agência estatal argentina Télam.
"Tecidos como a pele e a membrana amniótica são usados como apósitos
biológicos que ajudam a melhorar o processo natural de recuperação da
pele e protegem o paciente de possíveis infecções, a principal causa de
complicações em pessoas com grandes queimaduras", explicou aos
jornalistas o ministro argentino da Saúde, Juan Manzur.
Manzur lembrou que a Argentina enviou pele e outros insumos nas
catástrofes ocorridas em 2004, em um supermercado de Assunção, Paraguai,
que deixou 400 mortos, e em 2012 em uma refinaria venezuelana no estado
de Carabobo, que deixou 42 mortos e uma centena de feridos.
Aparentemente causado por um show pirotécnico, o incêndio de domingo
na discoteca Kiss deixou 231 mortos, a maioria jovens universitários,
enquanto ao menos uma centena de pessoas continuava hospitalizada, 80 em
estado grave.
Um incêndio similar na discoteca República de Cromañón, em Buenos Aires, deixou 194 mortos em Buenos Aires.
Hospitais do SUS em todo o País estão descumprindo a lei federal que
garante às gestantes o direito de ter um acompanhante antes, durante e
depois do parto. Dados coletados pela ouvidoria da Rede Cegonha entre
maio e outubro de 2012 mostram que 64% das 54 mil mulheres entrevistadas
relataram que não tiveram direito ao acompanhante. A pesquisa mostrou
ainda que 56,7% delas (19.931) afirmam que o acesso ao acompanhante foi
proibido pelo serviço de saúde e só 15,3% (5.378) relataram não conhecer
esse direito.
Os dados demonstram que, apesar de estar em vigor desde 2005, a Lei
nº 11.108 é descumprida por decisões das próprias unidades de saúde e
muito pouco por desconhecimento da gestante. O problema é que a
resolução que regulamentou a lei não prevê nenhuma penalidade para o
hospital que não cumpri-la, deixando as mulheres sem um mecanismo
oficial para reclamar.
No Estado de São Paulo, por exemplo, o mesmo problema foi constatado
pela pesquisa de satisfação dos usuários do SUS, realizada entre 2008 e
2010. No último ano, 11.919 mulheres foram ouvidas e 49,7% delas (5.921)
afirmaram não ter tido permissão para ter um acompanhante.
Ainda em São Paulo, os dados demonstraram que 20% das gestantes não
receberam nenhum mecanismo para alívio da dor antes e durante o parto -
nem mesmo um banho morno, massagem ou analgésico, o que é considerado
injustificável. “Não promover nenhum tipo de alívio da dor é um absurdo.
Nada justifica o hospital não usar nenhum recurso para promover um
parto melhor”, avalia a médica Arícia Giribela, da Associação de
Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp). O problema é
reconhecido pela Secretaria de Estado da Saúde, que implementou uma
política especial de atenção à gestante em 2010 (Mais informações nesta
página). O Ministério da Saúde também admite o problema.
Motivos
As principais razões apresentadas pelos hospitais para não
autorizarem o acompanhante são a falta de espaço físico adequado para
garantir a privacidade das gestantes (em geral, o pré-parto acontece em
uma sala com várias mulheres) e também o risco de o acompanhante
atrapalhar o processo.
João Steibel, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e
Obstetrícia (Febrasgo), diz que a superlotação das maternidades também é
um problema. “Quando o movimento está normal, tudo bem. Mas quando está
lotado, o acompanhante só atrapalha. Muitas vezes sou agredido
verbalmente, mas não posso abrir mão da segurança do atendimento”, diz.
Ele diz que, para cumprir a lei, seria necessário investir na
infraestrutura dos hospitais. “O ministério (da Saúde) diz que há verbas
para o parto humanizado, mas nunca vi chegar.” A médica Daphne Rattner,
professora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Rede Pela
Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna), diz que não é preciso tanto
dinheiro para melhorar esse atendimento. “Não precisa de muito
investimento para garantir a privacidade. Podem colocar uma cortininha e
isso é barato. Já ouvi hospitais dizerem que se o acompanhante
desmaiar, a equipe teria de dar atenção a ele em vez de cuidar da
mulher”, diz.
Na opinião da professora, os serviços de saúde ainda não se deram
conta de que a presença do acompanhante acalma a gestante, a deixa menos
ansiosa e mais segura, o que facilita a realização do parto. Daphne diz
ainda que a mulher lida melhor com a dor do parto com a presença do
acompanhante, o que reduz a necessidade de aplicação de anestesias ou
medicamentos. Para tentar reduzir o problema está tramitando no Senado
um projeto de lei que obriga os hospitais a afixar em local visível um
aviso sobre o direito da gestante de ter acompanhante. A proposta já foi
aprovada na Câmara dos Deputados.
O Ministério da Saúde informou que conhece o problema e que os
principais hospitais passarão por uma auditoria. A decisão de fiscalizar
essas unidades, diz o ministério, foi tomada assim que o órgão teve
acesso aos resultados da pesquisa da Rede Cegonha - programa do governo
federal que tem o objetivo de garantir assistência e humanização do
parto na rede pública. Ainda segundo o ministério, os hospitais onde
ficar constatado que não há cumprimento da lei podem deixar de receber
verbas e até serem descredenciados do SUS. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.