quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Golpistas atacam via WhatsApp se passando por McDonald’s

No caso, os golpistas pedem que o usuário responda a quatro questões e o e-mail da vítima e prometem um cupom de desconto para que a vítima espalhe a mensagem para outros contatos.

 SÃO PAULO – Um novo golpe aplicativo via WhatsApp têm sido aplicado no Brasil, segundo o Laboratório da ESET. No caso, os golpistas enviam mensagens convidando a pessoa a participar de uma pesquisa do McDonald’s, passando-se pela rede de fast-food.

Eles pedem que o usuário responda a quatro questões e o e-mail da vítima. Além disso, prometem um cupom de desconto de R$ 500 como prêmio se a pessoa compartilhar a mensagem com dez contatos. Porém, no tempo em que o processo ocorre, os golpistas já conseguiram acessar informações da pessoa.


Nesse tipo de golpe, os golpistas utilizam uma ferramenta de geolocalização que permite que encontrem a pessoa através do endereço IP do celular; assim, também conseguem descobrir qual é a loja mais próxima, convencendo o usuário.

Os ataques através do aplicativo são cada vez mais comum, com golpistas se passando por marcas e empresas de grande nome. Para prevenir-se, desconfie.
 
 
http://startse.infomoney.com.br/portal/2015/10/14/14359/golpistas-atacam-via-whatsapp-se-passando-por-mcdonalds-saiba-mais/
 
 

Após "saidão" do Dia das Crianças, detento é flagrado com celular no reto

Agentes do presídio da Papuda (DF) também localizaram dois carregadores com o homem, que precisou passar por cirugia

Raio-X detectou presença de aparelho celular e dois carregadores no reto de presidiário, em Brasília
Sejus/DF
Raio-X detectou presença de aparelho celular e dois carregadores no reto de presidiário, em Brasília
Um detento do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, foi flagrado nesta terça-feira (13) com um aparelho celular e dois carregadores no reto ao retornar da saída especial para comemoração do Dia das Crianças.

 O flagra só foi possível devido ao uso de aparelhos de Raio-X na unidade. A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal informou que a apreensão foi realizada em em operação conjunta da Gerência de Inteligência e de servidores do Centro de Progressão Penitenciária (CPP).

O detento, que não teve o nome divulgado, foi encaminhado ao hospital regional da Asa Norte onde passou por um procedimento cirúrgico para a retirada dos objetos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-10-14/apos-saidao-do-dia-das-criancas-detento-e-flagrado-com-celular-no-reto.html

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O STF entra no caminho do impeachment


Liminares do Supremo dificultam a estratégia de Cunha e da oposição para tirar Dilma do Planalto

Eduardo Cunha
Cunha fala sobre as análises dos pedidos de impeachment
A decisão não impede que Cunha analise os pedidos de impeachment contra Dilma, o que deve ocorrer ainda nesta terça-feira, mas na prática barram seu andamento até que o Plenário do STF avalie o mérito das ações. Em entrevista coletiva após a divulgação das liminares, Cunha disse que entrará com um recurso no STF contestando as liminares para amparar suas decisões.

Zavascki concedeu uma liminar a mandado de segurança apresentado pelo deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), enquanto Weber respondeu ações impetradas por Rubens Pereira Junior (PCdoB-MA) e conjuntamente por Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS). Todos os parlamentares questionaram a forma de tramitação na Câmara dos pedidos de impeachment, decidida de forma monocrática por Cunha e sem admissão de recursos.

Questão de ordem
No fim de setembro, Cunha respondeu a uma questão de ordem apresentada pelo deputado Mendonça Filho (DEM-PE) e incluiu no chamado "manual do impeachment" uma manobra previamente acertada com a oposição: pedidos rejeitados por ele poderiam ser alvo de recurso ao Plenário da Câmara, onde seria necessário apenas o voto da maioria para que o processo tivesse início. 

A intenção de Cunha era abrir caminho para o impeachment sem sofrer o desgaste de ser o responsável por ativar o processo. A base para sua decisão foi o trâmite adotado em 1999 pelo então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), quando o PT tentou o impeachment de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

Nesta terça, Weber e Zavascki avaliaram que esse tipo de procedimento é inconstitucional. 
Decisão "inusitada"

Zavascki observou que são questionáveis “o modo e a forma" como Cunha tomou a decisão e classificou sua decisão como "inusitada". 

"Em processo de tamanha magnitude institucional, que põe a juízo o mais elevado cargo do Estado e do Governo da Nação, é pressuposto elementar a observância do devido processo legal, formado e desenvolvido à base de um procedimento cuja validade esteja fora de qualquer dúvida de ordem jurídica”, escreveu Zavascki. “No caso, os fundamentos deduzidos na inicial e os documentos que os acompanham deixam transparecer acentuados questionamentos sobre o inusitado modo de formatação do referido procedimento, o que, por si só, justifica um pronunciamento do Supremo Tribunal Federal a respeito.”

Segundo Zavascki, o processo de impeachment não pode ser conduzido pelo Regimento Interno da Câmara, como gostaria Cunha, por lei específica, como determina a Constituição. A lei 1.079 de 1950 define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento, trazendo prazos de defesa mais amplos e trâmites de análise mais longos.

A decisão de Rosa Weber foi no mesmo sentido. Ela também lembrou que é o artigo 85 da Constituição que determina o julgamento do presidente da República, e não o Regimento Interno da Câmara, e afirmou que o fato de Cunha ter barrado as discussões sobre o rito processual do impeachment poderiam comprometer a legalidade de todo o processo. "Diante de fundamento relevante e para prevenir a ineficácia da medida, caso finalmente deferida, e com o caráter precário próprio aos juízos perfunctórios, defiro a liminar para suspender a eficácia da Resposta à Questão de Ordem nº 105, de 2015, bem como todos os procedimentos tendentes a sua execução, até o julgamento do mérito do presente mandado de segurança", escreveu ela.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/o-stf-enquadra-cunha-e-a-oposicao-189.html?ref=yfp

Maioria dos brasilienses já foi roubada, aponta JBrExata

São 53% os que já foram vítimas de crimes. População culpa a impunidade pela violência, embora também cobre maior presença de policiais nas ruas da capital

Pesquisa do Instituto Exata de Opinião Pública (Exata OP) mostra que mais da metade dos entrevistados já foi vítima de roubo na capital federal, ou seja, 53%. No caso de violência indireta (quando uma pessoa conhece alguém que tenha sofrido ação de criminosos), esse número chega a 88%. Para ter uma noção melhor do problema, a cada dez habitantes do Distrito Federal, pelo menos oito já vivenciaram algum tipo de ação direta ou indireta de infratores.

Realizado no dia 9 deste mês com 600 pessoas, o exame perguntou aos brasilienses se eles já haviam sido vítimas de roubo. De todos os entrevistados, 318 responderam sim para a questão. Em contrapartida, o número de moradores que nunca foi assaltado foi de 47%. O estudo contou com a participação de representantes de todas as classes sociais da capital federal a partir dos 16 anos. Além disso, a contribuição da população masculina do DF no exame foi maior do que a feminina, chegando a 55% dos entrevistados.

São exatamente eles, os homens, os mais visados pela violência. Segundo o relatório, de toda a amostra masculina ouvida, 54% já foi roubada, enquanto, no quantitativo do sexo oposto, o número é de 51%. Em relação à faixa etária, os principais alvos dos criminosos são os cidadãos entre 27 e 37 anos, representando 56% desse grupo, seguido dos mais jovens, entre 16 e 26 anos. Os idosos com mais 60 anos estão entre os que menos são vítimas de ocorrências.

Outro dado que impressiona é o número de moradores com faixa superior de renda que são roubados. Eles representam 63% de todas as pessoas na mesma condição que participaram da pesquisa. Depois, são os de renda inferior os que mais sofrem com a situação da insegurança pública do Distrito Federal. Por outro lado, são os brasilienses de classe média alta os que menos são roubados.

População culpa lei branda
A pesquisa revelou ainda outro número significativo. Mais da metade dos brasilienses entrevistados (58%) acredita que o principal problema da segurança pública é a legislação branda e, consequentemente, a impunidade. Apenas 18,8% afirmaram que o crescimento da violência se deve à falta de policiamento nas ruas.

Em terceiro lugar, a falta de qualificação e treinamento dos agentes de segurança aparece como mais um agravante para o problema da segurança pública na capital. 

As avaliações mostraram também que a metade da população do Distrito Federal se considera menos segura do que no ano passado. E, mais do que isso, o medo é crescente de acordo com a faixa etária. Entre os que se consideram menos seguros estão os moradores da capital com mais de 60 anos de idade, representando 69% do grupo. Por outro lado, os moradores que se sentem mais seguros pertencem à classe média alta, em especial, os que residem no Plano Piloto – asas Sul e Norte.

Rollemberg diz que DF avança em resultados
Questionado, ontem, sobre o resultado da pesquisa, o governador Rodrigo Rollemberg afirmou que, atualmente, a violência urbana é um problema que atinge todo o País, mas que o Governo de Brasília está enfrentando a situação com firmeza e, inclusive, avançando nos resultados. 

"Em nove meses, nós reduzimos praticamente todos os indicadores de violência. O número de homicídios, por exemplo, nós conseguimos reduzir 16% nesse período", garantiu o governador, ressaltando que o governo vai continuar atuando de maneira intensa para diminuir todos os indicadores.

Ainda de acordo com Rollemberg, a violência é fruto de um conjunto de fatores e não apenas em razão das leis brandas, como opinou a população do Distrito Federal na pesquisa. "Não podemos simplificar colocando a responsabilidade em apenas um ponto ou outro", completa.

 

http://brasilia.ig.com.br/?url_layer=http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/cidades/647792/jbrexata-maioria-dos-brasilienses-ja-foi-roubada/

Brasileiro é o que mais teme andar na rua à noite, aponta pesquisa

Menos de 40% das pessoas se dizem seguras ao sair de casa no Brasil; Sensação de insegurança é maior entre as mulheres


Em uma comparação entre moradores de 36 países, os brasileiros são os que se sentem menos seguros ao caminhar sozinhos à noite na cidade em que vivem, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira (13) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, grupo que reúne majoritariamente países ricos).

Segundo o How’s Life? ("Como vai a vida?"), que compara dados dos 34 países integrantes da OCDE mais os de Brasil e Rússia, menos de 40% dos brasileiros dizem sentir-se seguros nessa situação, bem abaixo da média de quase 70% dos moradores dos países da organização.
Segundo pesquisa, sensação de segurança do brasileiro é muito mais baixa do que em outros países
AP
Segundo pesquisa, sensação de segurança do brasileiro é muito mais baixa do que em outros países
Mesmo nos demais países latino-americanos pesquisados – México e Chile –, a sensação de segurança ao andar à noite é maior do que no Brasil.

Na Noruega, país com o percentual mais alto, mais de 80% dos habitantes se sentem seguros ao andar sozinhos à noite na área em que moram.

O documento reúne indicadores de bem-estar relacionados a aspectos como renda familiar, condições de moradia, saúde, educação, empregos, segurança, satisfação de vida e engajamento cívico, entre outros.

"O risco de crime e violência e as percepções das pessoas sobre sua própria segurança têm impactos mais amplos sobre o bem-estar, tanto por meio de maior ansiedade e preocupação quanto ao restringir os comportamentos das pessoas", afirma a OCDE.

Violência
Na comparação entre os países analisados, o Brasil tem a mais alta incidência de mortes por agressão. De acordo com os dados do relatório, a taxa de homicídios no Brasil, de 25,5 por 100 mil habitantes, é cerca de seis vezes superior à média da OCDE, de 4 por 100 mil habitantes.

Quando consideradas somente as vítimas do sexo masculino, a taxa no Brasil é de 48,1, bem acima dos 4,4 registrados entre mulheres.

"Mulheres no México, Rússia e Brasil enfrentam risco muito maior do que mulheres em outros países (incluídos no relatório), mas seus riscos ainda são mais baixos do que os enfrentados por homens nos mesmos países", diz o documento.

"No entanto, apesar de homens enfrentarem maior risco de ser vítimas de agressão e crimes violentos, as mulheres relatam menor sensação de segurança do que os homens", aponta a OCDE.

"Isso tem sido explicado por maior medo de ataques sexuais, pelo sentimento de que também precisam proteger seus filhos e pela preocupação de que possam ser vistas como parcialmente responsáveis."

Apesar das preocupações com segurança, os brasileiros aparecem acima da média da OCDE quando se mede a avaliação das pessoas sobre suas vidas como um todo.

Ao medir sua satisfação geral com a vida em uma escala que vai de 0 a 10, de "pior possível" para "melhor possível", os brasileiros deram "nota" 7, acima da média de 6,6 dos países da OCDE.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-10-13/brasileiro-e-o-que-mais-teme-andar-na-rua-a-noite-aponta-pesquisa.html

Prefeito de vilarejo é linchado, queimado e morto na Guatemala

Juracán foi acusado de ser mandante de uma tentativa de assassinato de rival que resultou na morte de duas mulheres.

Barcílio Juracán não foi salvo pelos muros da casa em que se abrigou. E nem pelo cargo de prefeito do vilarejo de Concepción, na Guatemala.

O político, de 43 anos, foi linchado no domingo por uma multidão, que ainda pôs fogo em seu corpo. O motivo: Juracán foi acusado de ser o mandante de uma tentativa de assassinato de um rival que resultou na morte de duas mulheres e em ferimentos em cinco pessoas.

O episódio causou consternação na Guatemala, um dos países mais violentos do mundo.
Caixão de Barcílio Juracán, que fora reeleito no mês passado, mas recebeu acusações de rival derrotado
AP
Caixão de Barcílio Juracán, que fora reeleito no mês passado, mas recebeu acusações de rival derrotado
No mês passado, Juracán derrotou Lorenzo Sequec nas eleições para a prefeitura de Concepción, que fica a 100 km ao oeste da capital Cidade da Guatemala. E obteve seu terceiro mandato. O rival, no entanto, fez uma série de acusações de corrupção ao prefeito e pediu uma investigação de suas contas.

Na manhã de domingo, Sequec e a família foram emboscados por dez homens armados enquanto viajam de carro por uma estrada local, rumo a Concepción. Uma filha e uma sobrinha do político morreram. Sequec e outras quatro pessoas escaparam com vida.

Notícias sobre o atentado se espalharam e uma multidão se formou para sair à caça de Juracán. Depois de atear fogo a casas de parentes do prefeito, a turba também incendiou carros, um restaurante e um internet café. A prefeitura também ardeu em chamas.

Muitos estavam convencidos de que o prefeito tinha "encomendado" o atentado a Sequec. Juracán tentou se esconder em uma casa de amigos, mas foi de lá arrancado pela turba e linchado, antes de ter o corpo incendiado. Seu filho, Ventura, foi ferido por um golpe de facão.

Segundo estatísticas de ONGs, nos últimos 10 anos houve 269 linchamentos na Guatemala, o que equivale a dizer que um ocorreu a cada 15 dias.

O país, que tem um dos maiores índices de homicídios do mundo, registra uma média de 15 assassinatos por dia, segundo a ONG local Grupo de Apoio Mútuo.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-10-13/prefeito-de-vilarejo-e-linchado-queimado-e-morto-na-guatemala.html

Dona da Skol e Brahma compra segunda maior empresa de cerveja do mundo

É uma das compras mais caras da história, sendo efetuada em US$ 109 bilhões; proposta só foi aceita após seis ofertas

Empresa foi comprada por gigante do setor; tentativas de compra já duravam quase um mês
SAB Miller/Divulgação
Empresa foi comprada por gigante do setor; tentativas de compra já duravam quase um mês
 A AB InBev, de capital belga e brasileiro e dona de marcas brasileiras como Skol, Brahma e Antarctica, anunciou a compra da segunda maior empresa do setor cervejeiro mundial, a britânica SABMiller. A marca foi comprada por US$ 109 bilhões (cerca de R$ 407 bilhões), em uma das aquisições mais caras da história que cria o maior conglomerado do setor.

A AB Inbev (que além de controlar a Ambev no Brasil, também é a fabricante da Budweiser e da Stella Artois) tentava comprar a rival há quase um mês, mas a direção da SABMiller mostrou resistência. A proposta só foi aceita após seis ofertas, sendo que a AB Inbev se propôs a pagar 44 libras esterlinas (cerca de R$ 251) por cada ação da SABMiller.

Se a fusão for formalmente aceita, a nova empresa vai controlar cerca de 31% das vendas de cerveja ao redor do mundo.

Dado o tamanho da empresa, é provável que ela enfrente problema em mercados como Estados Unidos e China, onde existem fortes regulamentações contra monopólio.

A AB Inbev possui seis das maiores marcas de cerveja do mundo, incluindo a Budweiser e a Stella Artois. Caso a transação seja bem sucedida, ela possuirá também a rival, Miller Genuine Draft.

http://economia.ig.com.br/empresas/2015-10-13/dona-da-skol-e-brahma-compra-segunda-maior-empresa-de-cerveja-do-mundo.html

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Dell compra EMC por US$ 67 bilhões, o maior acordo entre empresas de tecnologia

Acordo com companhia de provedor de armazenamento dá novo fôlego à Dell, que busca expansão em novas áreas.

Dell compra EMC por US$ 67 bilhões, o maior acordo entre empresas de tecnologia
AP
Dell compra EMC por US$ 67 bilhões, o maior acordo entre empresas de tecnologia
A gigante americana Dell anunciou nesta segunda-feira (12) a compra da companhia de provedor de armazenamento EMC pelo valor de US$ 67 bilhões. O movimento representa uma grande aposta num segmento que tem se mostrado mais rentável que o mercado de computadores pessoais.
A aquisição marca a última tentativa da Dell em reduzir sua dependência da indústria de PCs, que a empresa ajudou a construir, e a de notebooks, que vem perdendo espaço com a popularização de smartphones e tablets.
O valor da compra representa o maior acordo da história entre duas empresas de tecnologia. A união entre a Dell e a EMC ilustra o quanto as companias de tecnologia estão se esforçando para se adaptar à agitação desencada pelo crescimento da Apple e o surgimento de serviços hospedados em bancos de dados remotos, a chamada nuvem.
Desde que se tornou uma empresa de capital fechado, em um acordo de US$ 25 bilhões, em 2013, a Dell tem investido em pesquisa e no desenvolvimento e expansão de seus softwares e serviços para empresas.
"Nossa companhia estará excepcionalmente bem colocada para crescer em áreas estratégicas da nova geração da TI, incluindo a transformação digital, bancos de dados definidos por software, nuvem híbrida, dispositivos móveis e segurança", disse Michael Dell, fundador da empresa que leva o seu nome.Já a EMC tem deixado de ser somente um provedor de armazenamento para também investir em bancos de dados, oferecendo produtos que se adaptem melhor aos negócios, desde o serviço em nuvem a ferramentas de segurança.
A Dell será a responsável pela indicação do presidente e do CEO da companhia surgida da combinação entre as duas empresas. O atual presidente e CEO da EMC, Joe Tucci, permanecerá em suas funções até o acordo ser concluído.
Segundo Daniel Ives, analista da FBR, a compra da EMC significa que a Dell "não será somente a companhia de computadores do tempo da sua avó".
"Esse é um acordo histórico que realmente coloca essas empresas dentro do mercado corporativo e as torna gigantes", comenta Ives.
http://tecnologia.ig.com.br/2015-10-12/dell-compra-emc-por-us-67-bilhoes-o-maior-acordo-entre-empresas-de-tecnologia.html

Estudantes migram de escolas privadas para públicas



Secretaria de Educação estima acréscimo de cerca de 15 mil novos alunos na rede pública em 2016

Cerca de 15 mil novos alunos, oriundos de escolas particulares, devem ingressar na rede pública no próximo ano. A estimativa é da Secretaria de Educação, cuja previsão é superar em 25% o número de matrículas desse público em relação ao ano letivo em curso, que recebeu 12 mil egressos das unidades privadas.
Segundo a pasta, um dos fatores para esse aumento pode ser justificado pela alta nas mensalidades, que terão reajuste médio de até 21%, conforme levantamento feito pelo Jornal de Brasília.
“Essa alta nas escolas particulares tende a pesar no orçamento das famílias, sobretudo em uma época de dificuldades na economia. Além disso, verificamos que esse crescimento de alunos egressos da rede privada vem se acentuando nos últimos cinco anos”, afirma Fábio Pereira de Sousa, subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional do órgão.
“A rede pública tem melhorado o índice de concluintes, e a expectativa é que a quantidade de alunos nas escolas públicas venha a reduzir justamente por causa disso”, diz o subsecretário.
O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares do DF (Sinepe), Álvaro Moreira Domingues, por sua vez, rechaça um cenário de possível migração de alunos da rede privada para as escolas públicas. Por isso, descarta haja qualquer redução significativa em 2016.
“Os dados confirmam o contrário, pois os números mostram que, pelo menos na última década, o que houve foi um crescimento entre 5% e 8% ao ano. Há seis anos, a privada tinha 150 mil alunos na educação básica; hoje, são 196 mil. Portanto, acho difícil que esse processo seja revertido", afirma o presidente do Sinepe.
De acordo com Domingues, um contexto de queda nesse sentido seria confirmado apenas diante de uma crise aguda na economia, o que ele descarta hoje.
Para Luis Claudio Megiorin, presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa), caso o País mergulhe, de fato, em uma recessão, tal migração ocorrerá paulatinamente. 
“Pode ser que, em um primeiro momento, não haja um prejuízo impactante na rede privada. Mas uma meia dúzia de escolas que não fazem parte do grupo dos grandes empresários não vai durar muito tempo, principalmente considerando um cenário macro”, avalia Megiorin, que, por outro lado, prevê um crescimento em torno de 2% na inadimplência.
Mais 45 mil alunos na rede pública
Hoje, 470 mil estudantes estão matriculados nas 696 escolas públicas do DF. Para 2016, a Secretaria de Educação espera cerca de 45 mil novos alunos. Embora o Censo Escolar do Ministério da Educação de 2013 aponte que a rede pública perdeu 10,5 mil alunos naquele ano, Fábio Sousa, subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional, diz que isso é natural, pois são estudantes que concluíram o Ensino Médio. As escolas particulares ganharam cerca de 17 mil estudantes à época.
 
Famílias vão em busca de vaga
Diante da alta prevista nas mensalidades das escolas particulares, a universitária Grace Tavares, de 30 anos, não encontrou solução a não ser lutar por uma vaga na rede pública para o filho Cauã, de seis anos.
Desempregada desde junho último, ela se diz sem condições de bancar nem mesmo os atuais R$ 250 mensais de despesas escolares do filho, aluno da 1ª série do Ensino Fundamental. “Estou tentando matriculá-lo em alguma escola do Distrito Federal. Moro no Entorno, mas vou aproveitar que faço faculdade no DF para levá-lo comigo”, conta Grace.
 
Impacto
Já a bancária Fernanda Bolzan, 34 anos, não descartaria matricular o filho Pedro Bolzan, de três anos, em uma creche pública de qualidade. Preocupada com o reajuste de 15% a ser praticado em 2016 na instituição em que Pedro está hoje, ela diz, no entanto, que o impacto será muito pesado, uma vez que os R$ 900 que paga por mês ficarão muito mais pesados.
 
“Eu e o meu marido estamos analisando o que fazer. Ele, que é servidor do Governo do Distrito Federal, teve o salário reduzido em 20%. Adoramos a estrutura da creche do nosso filho, mas vamos tentar a melhor saída”, diz Fernanda  Bolzan.
 
Especialista diz que é preciso pesquisar
Pesquisar dever ser a palavra de ordem para os pais que desejam manter os filhos na escola particular sem pagar por mensalidades tão caras, avalia o economista Cesar Bergo, professor da Universidade de Brasília (UnB). 
 
"Vale a pena verificar quais são as instituições privadas que oferecem algum tipo de desconto e bolsas. Há muitas escolas novas, por exemplo, que oferecem mensalidades mais atrativas e têm a qualidade nem tão baixa assim, visto que estão interessadas em se firmar no mercado", afirma Bergo.
 
Considerações
Ao fazer esse levantamento, porém, um aspecto importante deve ser considerado, segundo o economista. "Essa pesquisa tem que ser feita com pais de outros alunos que tenham vivenciado essa experiência, e não procurar diretamente as escolas, onde o script é sempre o mesmo, e a bolsa oferecida não corresponde à realidade, sendo apenas uma estratégia de marketing", explica o especialista.
No caso de pais que têm mais de um filho, os descontos podem ser ainda mais interessantes. "Em uma situação em que a mensalidade vai pesar no orçamento de casa, é importante tirar da cabeça do filho a questão da escola de grife. É preciso deixar claro que ele vai estudar onde é possível pagar", afirma o professor da UnB. 
 
Mudanças e adaptações
Especialista em Educação e doutor em Psicologia Educacional, Afonso Galvão afirma que tantos os pais quantos os filhos podem sentir o impacto proporcionado pela mudança de ambiente escolar na rotina.
 
Segundo o especialista, essa reação se dá, sobretudo, pela superioridade culturalmente atribuída às instituições privadas, máxima estruturada nas desigualdades sociais. “A tradição da classe média é educar os filhos na escola particular. E, no caso de uma mudança assim, a adaptação não costuma ser fácil”, diz.
 
Estrutura deficitária
Conforme Galvão, a inferioridade conferida às escolas públicas ocorre essencialmente por causa da estrutura deficitária na rede ao longo de anos. 
“A escola pública entra em greve todo ano, e a particular, não. A escola pública tem problemas em suas instalações, banheiros sujos e quebrados, fiação exposta, ou seja, carece de organização em seu ambiente. Mas nem tanto pelos professores, muitos deles melhores qualificados dos que os das instituições privadas”, argumenta o especialista.
Para Galvão, entretanto, a transição de um aluno que estudou na rede privada durante a educação infantil e o Ensino Fundamental tende a ser mais tranquila. “Por causa do nível de disciplina e aprendizado nesse período, esses alunos chegam à escola pública com a visão de que tudo ali é mais fácil”, afirma.
 
Prazos
A matrícula de novos estudantes na rede pública segue até 23 de outubro, por meio do número 156.
 
É preciso informar nome completo, data de nascimento, nome do responsável e CEP da residência ou do trabalho do responsável. 
 
Não é possível escolher a unidade escolar, já que as crianças e os adolescentes são alocados de acordo com o CEP informado.
 
Quem estuda na rede particular e quer ingressar na rede pública em 2016 pode fazer o registro pelo site www.se.df.gov.br.
 
Estudantes com deficiência têm até 20 de outubro para fazer a inscrição. É preciso ir à Gerência de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional nas coordenações regionais de ensino e apresentar relatórios médicos e documentos pessoais e escolares do estudante, além de documentos do responsável de onde deseja pleitear a vaga.
 
Novos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (no Ensino Fundamental, para alunos a partir de 16 anos; no Ensino Médio, para alunos a partir de 18) devem se inscrever de 24 a 31 de outubro. Nesse caso, é possível informar a escola em que o candidato deseja estudar.
 
Alunos que estudaram na rede pública devem fazer a renovação de matrícula nas secretarias das unidades escolares até 16 de outubro. O remanejamento de estudantes com deficiência acontece no mesmo período.
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Pouca presença de negros na TV leva a racismo na infância, dizem especialistas


Pouca presença de negros na TV leva a racismo na infância, dizem especialistas

Apesar de pouco discutido, o racismo na infância e nas escolas existe e precisa ser enfrentado, na opinião de professores e especialistas que destacam a pouca representação de crianças negras nos meios de comunicação como uma das causas do problema.
O estudante Anderson Ramos passou boa parte da 4ª série (hoje 5º ano) sendo chamado de “macaco”, “preto fedido”, “sujo” e ouvindo “piadas” por causa do cabelo crespo. As ofensas vinham de colegas da escola que, assim como ele, tinham 10 anos. O menino relatava os casos para a professora, que nada fez, e para a mãe, que demorou a entender que o filho estava sendo vítima de injúrias raciais.
“Quando comecei a chorar muito para não ir à escola e pedi para raspar o cabelo, minha mãe percebeu que eu estava sofrendo com aquilo, mesmo sem eu saber direito o que era”, afirma Ramos, hoje com 20 anos. “Quando a gente é criança, não tem maturidade para fazer a leitura do que aconteceu, mas sente a dor que o racismo causa. E não é brincadeira de criança, é racismo”, diz o estudante.
Apesar de pouco discutido, o racismo na infância e nas escolas existe e precisa ser enfrentado, na opinião de professores e especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Eles destacam a pouca representação de crianças negras nos meios de comunicação como uma das causas do problema.
Professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da instituição, Renísia Garcia Filice acredita que o racismo existe dentro das escolas e ocorre de forma cruel, efetiva e naturalizada. Para ela, essa atitude na infância é fruto do que a criança viu ou vivenciou fora do ambiente escolar.
“A criança pode ter vivenciado isso numa postura dos pais, em algum comentário ou até em algo que os professores fizeram ou deixaram de fazer”, diz Renísia. Segundo ela, alguns professores se omitem em situações de racismo pela falta de informação, por naturalizar os casos ou achar que não é um problema. “Por isso, são necessárias práticas pedagógicas para que as crianças se percebam iguais e com iguais direitos”, acrescenta.
Ildete Batista dá aula para crianças de 5 anos em uma escola no Distrito Federal. Ela afirma que as questões raciais aparecem principalmente no momento de disputa e durante as brincadeiras. Professora há mais de 20 anos, Ildete afirma que faltam referências para as crianças. “O que fica como belo é o que se aparece na TV, nos livros – inclusive nos materiais didáticos. A gente vê muitas propagandas, livros de histórias infantis em que os personagens são brancos.”
A professora desenvolve, na escola, um trabalho contra o racismo e para colocar mais referências africanas na educação. Isso, segundo Ildete, vem dando resultados. “No início do ano, uma menina me disse que não gostava do cabelo dela, por ser crespo. Em um desenho, por exemplo, ela se fez loira do olho azul. Agora, no final do ano, ela se desenha uma criança negra com cabelo enrolado. Isso mostra que o trabalho tem que ser feito e, se ele é feito com respeito, a gente consegue vencer esses problemas”, acredita.
Segundo o professor do curso de direito da UnB Johnatan Razen, quando há ofensas entre crianças, no colégio, os pais devem relatar o caso à escola, para a que a instituição promova ações educativas. “Se o caso envolver um professor ou a ofensa vier da instituição – como obrigar uma aluna a alisar o cabelo –, cabe acionar a Justiça”, orienta. Se tiver conhecimento de atitudes racistas dentro do espaço e se omitir, a escola também pode ser responsabilizada penalmente, de acordo com Razen.
Representação
Para a professora do curso de comunicação social da Universidade Católica de Brasília (UCB) Isabel Clavelin, há uma tendência de aumento na representação de crianças negras nos meios de comunicação, nos últimos anos. “Mas elas figuram em papéis de coadjuvantes e a representação está aquém da proporção de negros no Brasil”, diz a pesquisadora.
“Isso tem um efeito devastador, porque a criança se vê ausente ou não se vê como ela realmente é. Ela está sempre atrás. A interpretação dessas mensagens tem um efeito muito danoso, que é a recusa, de se retirar do espaço da centralidade”, afirma Isabel. “Enfrentar o racismo na infância é crucial e deve mobilizar toda a sociedade brasileira, porque ali estão sendo moldadas todas as possibilidades de identidade das pessoas”, acrescenta.
A escritora Kiussam de Oliviera, que trabalha com a literatura infantil com o objetivo de fortalecer a identidade das crianças negras, afirma que falta representação positiva. “Em um país de maioria negra, não se justifica uma televisão totalmente branca, como nós temos. A partir do momento que as emissoras entenderem que o público negro é grande, nós viveremos uma fase diferente desta que estamos passando, onde há violência por conta da cor da pele, agressões focadas na raça – cada vez mais banalizada.”
O estudante João Gabriel, de 11 anos, sente falta de mais crianças negras na televisão. “Nos desenhos e nos programas de TV, quem é gordo e negro está sempre sendo xingado, é sempre tímido e os outros zoam dele. Aí a gente vê isso e acha que é sempre assim. Os colegas acham que todos precisam ser iguais e ser diferente é ruim.”
Novo Programa
Com a maioria dos personagens negros, começa hoje na TV Brasil o desenho colombiano Guilhermina e Candelário. Para marcar a passagem do Dia da Criança, a emissora exibirá quatro episódios em sequência, às 9h45 e às 13h. A partir daí, o desenho será transmitido de segunda a sábado, na Hora da Criança, faixa de programação de segunda a sexta das 8h15 às 12h e das 12h30 às 17h; e no sábado, das 8h15 às 12h.
A série mostra o cotidiano dos dois irmãos, cuja capacidade de sonhar transforma cada dia em aventura. A cada dia, eles esperam ansiosamente a chegada do Vô Faustino, a quem contam suas aventuras. O avô desfruta das histórias narradas pelos netos e compartilha sua experiência de vida e sabedoria.
Coproduzida pelo Señal Colombia e pela Fosfenos Media, a animação Guilhermina e Candelário é um dos primeiros desenhos do gênero com protagonistas negros a ser exibido na TV aberta brasileira.
http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/pouca-presenca-de-negros-na-tv-leva-a-racismo-na-infancia-dizem-especialistas/

Dilma reúne núcleo duro do governo para discutir impeachment

Ministros foram escalados pela petista para encontrar saídas para desarmar a estratégia do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)


Dilma esperará sessão de vetos presidenciais para enviar pacote fical
Lula Marques/ Agência PT
Dilma esperará sessão de vetos presidenciais para enviar pacote fical
Pelo terceiro dia consecutivo, a presidente Dilma Rousseff reuniu nesta segunda-feira (12) o núcleo duro do governo federal para discutir cenários sobre a possibilidade de abertura na Câmara dos Deputados de um processo de impeachment contra o seu mandato.
A petista recebeu no Palácio do Alvorada os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), José Eduardo Cardozo (Justiça) e o assessor especial Gilles Azevedo. Os quatro foram escalados pela petista para encontrar saídas para desarmar a estratégia do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O roteiro traçado pelo peemedebista com os partidos de oposição do governo federal prevê que ele deflagre o processo de impeachment nesta terça-feira (13), quando deve avaliar o pedido de afastamento da petista feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
A tendência é que o presidente da Câmara dos Deputados arquive o pedido, levando a oposição a entrar com recurso em plenário -que poderá prosperar se aprovado por 257 deputados. Nesse caso, seria criada uma comissão especial para analisar o tema e a petista só é afastada se o processo de impeachment for formalmente aberto, o que ocorre com o voto de pelo menos 342 dos 513 deputados federais.
A avaliação do Palácio do Planalto é de que, caso o recurso da oposição seja aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, será difícil reverter o afastamento da petista.
Com a ameaça de ser deflagrado o processo, o governo federal articula estratégia para frear a movimentação do presidente da Câmara. O Palácio do Planalto tentará carimbar nele a imagem de que age por motivos pessoais, ou seja, por vingança contra a petista.
É uma tentativa de enfraquecer sua legitimidade para dar prosseguimento a um pedido de afastamento da presidente.
Em outra frente, a presidente escalou ministros peemedebistas -como Kátia Abreu (Agricultura), Eliseu Padilha (Aviação) e Henrique Eduardo Alves (Turismo)- para monitorar o comportamento da bancada do PMDB na Câmara e evitar que deputados federais da sigla reforcem o movimento na Casa Legislativa.
http://minasgerais.ig.com.br/?url_layer=/2015-10-12/11138409.html

Contra lei de armas, alunos querem levar vibradores a universidade no Texas

Nova legislação permite que estudantes levem armas às aulas; Autor do projeto alega que o direito está "garantido por Deus"

BBC
Protesto sugere que alunos levem vibradores em vez de armas - que passarão a ser permitidas dentro de campi no Texas
Reprodução/Facebook
Protesto sugere que alunos levem vibradores em vez de armas - que passarão a ser permitidas dentro de campi no Texas
Em protesto contra uma lei que permite a posse de armas escondidas dentro de campi universitários, estudantes do estado do Texas, nos Estados Unidos, planejam protestar usando brinquedos sexuais.
"Você trouxe uma arma para a aula? Bem, eu estou carregando um enorme vibrador", escreveu no Facebook a estudante Jessica Jin, aluna da Universidade de Texas em Austin e organizadora do evento online "Campus Dildo Carry", planejado para o ano que vem, quando a lei entra em vigor.
"O estado do Texas decidiu que não é problemático permitir armas mortais escondidas dentro de salas de aula, mas impõe regras bem rígidas quanto à livre expressão sexual, para proteger sua inocência. Você receberia uma advertência por levar um vibrador à aula (mas não por) levar uma arma. Que Deus nos proteja do pênis", diz o texto do evento online.
O governador do Texas, Greg Abbott, promulgou em junho a nova lei, que abriu brechas para que armas sejam levadas para dentro de salas de aula, dormitórios estudantis e outros edifícios dos campi.
Pessoas com mais de 21 anos que tenham porte de armas poderão ter uma consigo nas aulas. Universidades públicas podem proibir as armas em determinadas partes de seu campus, e universidades privadas podem escolher não aderir à lei.
Defensores das armas argumentam que elas podem conter assassinos que disparam indiscriminadamente
AP
Defensores das armas argumentam que elas podem conter assassinos que disparam indiscriminadamente
'Direito garantido por Deus'
O autor do projeto, o senador estadual Brian Birdwell, alegou que o direito ao porte de armas é "garantido por Deus".
E simpatizantes da lei argumentam que atiradores que promovem chacinas buscam "áreas livres de armas", como campi universitários e cinemas, para não enfrentar resistência armada.
"Como pai, me sinto mais confortável com meus filhos tendo armas dentro do campus do que tendo um vibrador", comentou um crítico na página do protesto no Facebook.
Mas, para muitos, estimular o armamento de civis pode resultar em mais mortes e mais caos. Um professor emérito da Universidade do Texas em Austin pediu demissão na semana passada, alegando temer por sua própria segurança e a de seus alunos. "Minha percepção é de que o risco de um estudante descontente trazer uma arma à aula e começar a disparar aumentou substancialmente desde a aprovação da nova lei", declarou.
Na mais recente matança universitária nos EUA, em Roseburg, Oregon, um estudante armado não usou sua arma contra o atirador - ele não estava perto do local dos tiros, temeu que a polícia o confundisse com o assassino e não quis colocar sua própria vida em risco.