A senadora Marta Suplicy
(sem partido SP) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
comemoraram nesta quarta-feira, 27, a decisão do plenário do Supremo
Tribunal Federal (STF) que, por unanimidade, decidiu que a regra de
fidelidade partidária que prevê perda de mandato para o político que
muda de partido não se aplica aos casos de eleição para cargos
majoritários - como senadores, governadores e presidente da República.
"O
Brasil tem sólidas instituições. A histórica decisão do Supremo
Tribunal Federal, referendando que na eleição majoritária deve se
respeitar a soberania popular e as escolhas dos eleitores, coloca fim a
polêmicas, prevalecendo o principal instrumento da democracia: o voto.
Emocionada, orgulho de ser brasileira!", afirmou Marta em nota. O
partido ao qual ela era filiada até o fim do mês passado, o PT,
reivindica na Justiça Eleitoral o seu mandato.
Durante a votação
da Medida Provisória 664, a segunda do ajuste fiscal apreciada em
plenário, Renan Calheiros fez questão de anunciar a questão do STF em
plenário. "Decidiu a Suprema Corte que o titular de mandato majoritário
não perderá em troca de partido político", afirmou o presidente do
Senado. "No caso dos senadores, especificamente, é possível a troca de
senadores sem perda de mandato", completou ele, para aplauso dos
presentes em plenário. Com informações do Estadão Conteúdo.
Postos criados foram insuficientes para absorver as 32 mil pessoas que passaram a pressionar o mercado de trabalho por emprego
A taxa de desemprego total no Distrito Federal passou de 13,2% em
março deste ano para 14,1% em abril. No último mês, o número de
desocupados foi estimado em 215 mil pessoas — 17 mil a mais que em
março. Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta
quarta-feira (27), isso ocorreu porque os postos de trabalho criados (15
mil) foram insuficientes para absorver as 32 mil pessoas que passaram a
pressionar o mercado por emprego.
A pesquisa foi realizada pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), pela Companhia de
Planejamento do DF (Codeplan) e pela Secretaria do Trabalho e do
Empreendedorismo.
"Em abril, a pressão do mercado de trabalho é mais forte. Dessa vez,
porém, foi além do que esperávamos", comenta a coordenadora da PED pelo
Dieese, Adalgiza Amaral. Segundo ela, normalmente, no primeiro trimestre
do ano, as pessoas não costumam pressionar fortemente o mercado por ser
um período de ajustes sazonal – em que as empresas ainda estão revendo
contratações —, com menos ofertas de emprego.
Dos 215 mil desempregados, 54,4% são do sexo feminino e 45,6% do sexo
masculino; 75% são negros e 25% não negros; 32,1% têm de 18 a 24 anos,
enquanto 13,7%, têm de 25 a 29 anos.
Em abril, a população economicamente ativa representou 1,532 milhão
de pessoas. No mesmo período de 2013, esse número era de 1,452 milhão.
Já o número de ocupados, que em abril de 2015 foi de 1,317 milhão de
pessoas, na mesma época de 2013 representou 1,265 milhão.
A pesquisa também mostra aumento em abril deste ano, em relação ao
mês anterior, no número de pessoas com carteira assinada no setor
privado: sete mil a mais.
Setores
No último mês, o nível de ocupação teve aumento de 1,2%, em
comparação a março deste ano. O setor com maior crescimento no número de
postos de trabalho gerados foi o de construção (10,8%). Em seguida,
está comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com
2,9%. A indústria de transformação, a exemplo da têxtil e da
metalúrgica, foi o único setor que apresentou redução (-6,1%).
Já a análise das taxas de desemprego por grupos de regiões
administrativas mostra que o grupo 1, que reúne as de renda mais alta,
como Lagos Sul e Norte, foi o único que registrou diminuição: passou de
6,7% em março para 6,1% em abril. No grupo 2, que engloba as de renda
intermediária, a exemplo de Taguatinga, o número passou de 10,8% para
11,9%. Já no grupo 3, de renda mais baixa, como Samambaia e Ceilândia, o
dado passou de 16% em março para 16,9% em abril de 2015.
A noiva de Mateus Santos de Oliveira está em estado de choque; casamento aconteceria neste sábado (30)
(Foto: Reprodução)
Um
homem foi morto a tiros na noite de terça-feira (26) quando entregava
os convites do próprio casamento em um povoado de São Gonçalo dos
Campos, município da Região Metropolitana de Feira de Santana.
De
acordo com informações da delegacia de São Gonçalo dos Campos, onde o
crime aconteceu, Mateus Santos de Oliveira estava em um veículo modelo
Siena acompanhado da noiva e de uma outra mulher, que não teve o grau de
relação informado pela polícia.
Quando
os três passavam pela localidade de Tapera de Mercês, na zona rural do
município, um outro veículo os interceptou. A bordo dele estavam dois
homens, que dispararam tiros contra o veículo da família e acabaram
atingindo Mateus, que morreu no local.
O casamento dele estava marcado para o próximo
sábado (30), na rua Senador Quintino, em Feira de Santana. No convite,
estava escrita a frase "Dê me tua mão e não me importarei com a
distância a ser percorrida, seguiremos juntos até onde existir vida".
Até as 16h desta quarta-feira (27), nenhuma das
testemunhas havia sido ouvida pela polícia, devido ao estado de choque
em que se encontram. A polícia também não detalhou nenhuma linha de
investigação e afirmou que Mateus era morador de Feira de Santana. O
corpo dele foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT)
da cidade. O crime será investigado pela Delegacia Territorial de São
Gonçalo.
Secretaria de Mobilidade também apura o incidente e cogita demitir os envolvidos
A
Polícia Civil do DF investiga o vazamento de fotos que mostram cenas de
sexo em um ônibus de transporte público entre uma mulher e dois homens,
que seriam o motorista e o cobrador da linha. Segundo a Polícia Civil, a
vítima fez o boletim de ocorrência nesta terça-feira (26) na 33ª DP, em
Santa Maria e uma investigação foi instaurada. A mulher afirmou que as
imagens foram feitas e compartilhadas sem consentimento. A polícia nega
que a jovem esteja sofrendo ameaças.
Em um dos registros, a
mulher aparece usando lingerie entre os dois funcionários uniformizados.
Em outras fotos, o seio da garota também é acariciado por um dos homens
e ela também pratica sexo oral.
As
imagens foram divulgadas nas redes sociais e teriam sido feitas em uma
linha da Viação Pioneira. A empresa, contudo, afirma que o departamento
jurídico e o RH investigaram o caso e descartaram que o incidente tenha
ocorrido em um dos ônibus da empresa – a Divisão de Comunicação Social
da Polícia Civil não soube informar o número da linha.
Por meio
de nota, a Secretaria de Mobilidade do DF disse que a conduta é
irregular, pois os supostos funcionários estão uniformizados e dentro de
um véiculo que presta um serviço ao público. A pasta vai investigar se o
ônibus é mesmo da região e se estava em área pública ou em horário de
prestação de serviço no momento das fotos. "Caso sejam confirmadas essas
informações, serão tomadas ações dentro do código disciplinar que
aplica sanções que vão desde suspensão à demissão”.
Funcionários
da empresa de telecomunicações Net estão usando dados pessoais de
clientes para invadir sua privacidade. A denúncia partiu da jornalista
Ana Prado em um post no Facebook (veja aqui a conversa completa) e logo outros casos foram compartilhados na publicação.
Ana
recebeu uma ligação da Net no início da terça-feira (26) sobre uma
oferta de promoção, mas, satisfeita com seu plano, recusou. Pouco
depois, a jornalista recebeu mensagens no seu WhatsApp de uma pessoa que
se identificou como o atendente que a telefonou.
“O cara me
adicionou no whatsapp sem permissão, me mandou estas mensagens, disse
que eles têm "acesso a todos os dados dos clientes", se recusou a
deletar meu número, tá levando tudo na brincadeira e me desafiou a
processá-lo,” disse ela em seu perfil na rede social, ao lado de prints
da conversa com o atendente.
O post tem mais de 5.500 curtidas e
foi compartilhado cerca de 1.700 vezes. A Net se pronunciou no Twitter e
afirmou aos usuários que os casos estão sendo investigados, pediu
desculpas pelo ocorrido e deixou claro que as “devidas medidas serão
tomadas”.
O professor ensinava matemática em uma escola do ensino médio. Caso acontece no estado da Geórgia, nos Estados Unidos
Um professor dos Estados Unidos foi preso por permitir que alunos fizessem sexo em um armário na sala de aula. O caso aconteceu no condado de Dehald, no estado da Geórgia. Quinton Wright, 25 anos, ensinava matemática na escola do ensino médio Champion Theme Middle School.
Ele foi demitido e preso após a mãe de um aluno flagrar a troca de mensagens entre o docente e o filho, um estudante de 14 anos. "Não consegui acreditar quando li as mensagens", disse a mãe de um dos garotos à emissora WSB.
Professor é preso após deixar alunos fazerem sexo em sala de aula(Foto: Divulgação/DeKalb County Police Dept
"Basicamente, ele permitia que os alunos fizessem sexo no local. Ele disse para o meu filho: 'Você pode fazer das 7h30m até umas 8h30m. Você disse para a menina o que vai rolar? Que ela não pode contar para ninguém?' É repugnante e desanimador, porque você confia nos professores quando deixa seus filhos na escola", comentou a mãe.
Indignada, ela retirou o filho da escola e entrou em contato com a direção do estabelecimento, que chamou a polícia após demitir Quinton. O professor de matemática foi preso no final desta última semana, e a fiança dele foi estabelecida pela Justiça em US$ 16 mil, cerca de R$ 50 mil reais.
Segundo informações, a prisão se deu em razão de uma acusação de sequestro contra o ex-cantor
O ex-cantor e ex-apresentador Rafael Ilha Alves Pereira, de 42 anos, foi detido na noite desta segunda-feira, 25, por policiais da 4ª Delegacia de Investigação sobre Roubo de Cargas (Divecar), órgão do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), após ser parado em uma blitz em uma rua na Vila Santa Catarina, região próxima ao Jabaquara, zona sul da capital paulista.
Segundo informações passadas por policiais do Deic, a prisão se deu por causa de um pedido de prisão da Vara de Execuções Penais (VEC) da capital em razão de uma acusação de sequestro contra o ex-cantor.
Ilha ia passar a noite desta segunda no Deic e seria apresentado à Vara de Execuções Penais na manhã desta terça-feira, 26. A reportagem tentou contato com dois advogados que constam no Tribunal de Justiça como defensores do ex-Polegar, mas eles não foram localizados.
Sucesso nos anos 80
Integrante de um grupo musical que fez sucesso no começo dos anos 1990, Rafael Ilha foi preso pela primeira vez em setembro de 1998, em flagrante, acusado de roubar R$ 1 e um vale-transporte de uma balconista.
Na época, familiares revelaram que o cantor, na época com 25 anos, era dependente de crack.
Ilha foi detido mais três vezes por porte de drogas entre 1999 e 2000, até ser condenado, em 2002, a passar por tratamento psicológico para a dependência. Em 2004 e 2005, foi detido mais duas vezes, por porte ilegal de armas.
Nesse período, ele já havia montado uma clínicas que supostamente daria atendimento clínico a outros dependentes.
Já em 2008, ele foi acusado de sequestrar uma universitária na Bela Vista, zona sul da cidade, e forçá-la a se submeter ao tratamento de sua clínica. Ilha afirmou que havia sido contratado pelo marido da vítima. Na época, a Prefeitura informou que, legalmente, sua clínica já estava desativada. Foi esse crime que resultou nas acusações que terminaram com a nova prisão do dele nesta segunda.
Atualmente, quem concluiu o ensino médio antes de 2010 ou dá aulas no ensino básico em escolas públicas e está matriculado em cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia está dispensado dessa exigência. A nova regra consta de uma portaria do Ministério da Educação (MEC) publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial da União.
O texto estabelece também que, a partir do primeiro semestre de 2016, a seleção dos estudantes aptos para a contratação do financiamento do Fies pasa a ser feita "exclusivamente" a partir dos resultados do Enem. Os critérios de renda atualmente exigidos, entretanto, continuam a valer, segundo MEC.
A partir de janeiro, apenas candidatos que tiverem feito 450 pontos no Enem e não tiveram zerado a redação poderão se candidatar ao crédito estudantil pelo Fies.
O Fies, que permite ao estudante financiar até 100% do valor das mensalidades e pagar o empréstimos depois de se formar, pode ser solicitado por alunos de instituições privadas conveniadas ao MEC, tenham renda familiar inferior a 20 salários mínimos (R$ 15,8 mil) e cujo comprometimento financeiro seja menor que 20% da renda familiar.
O Ministério da Educação estuda a possibilidade de abrir uma nova edição do Fies neste ano, mas ainda não há confirmação. A primeira de 2015 teve 252 mil inscritos, que se somam aos 1,9 milhões de estudantes que já possuem contratos e podem renová-los até sexta-feira (29).
A próxima edição do Enem acontece em 24 e 25 de outubro. As inscrições, que começaram nesta segunda-feira (25), vão até às 23h59 do dia 5 de junho e custam R$ 63 - o pagamento deve ser feito até às 21h59 de 10 de junho. Em ambos os casos, o horário é o de Brasília.
Estão isentos da taxa de inscrição quem concluir o ensino médio em 2015 em escolas da rede pública e pessoas que se declararem carentes.
PMDB e Eduardo Cunha articulam nova regra para eleger deputados
Ainda que tenha de abrir mão de regras que poderiam limitar o número de partidos, o PT buscará consolidar uma aliança com as pequenas legendas para tentar derrubar o distritão. A modalidade, que altera a forma de eleição de deputados federais, é defendida pelo PMDB.
Há divisão na Câmara dos Deputados, mas a mudança tem alguma chance de ser aprovada em votação que deverá começar hoje. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem buscado e obtido apoio em diversos partidos.
O distritão é uma solução péssima para eleger deputados federais. Os cientistas políticos são contra. Vai dar mais poder aos financiadores. Vai dificultar a representação das minorias. O principal argumento a favor seria barrar o “efeito Tiririca”, deputado que se elegeu com o tema “pior do que tá não fica”. Mas pode ficar pior, sim.
Ainda no âmbito da reforma política, o financiamento privado deverá ser constitucionalizado. Há ampla maioria na Câmara a favor de manter a contribuição empresarial para campanhas eleitorais.
As contribuições serão apenas para os partidos, o que é uma mudança ruim. Isso diminui a transparência das intenções das empresas e dá às cúpulas partidárias um imenso poder econômico. E as legendas já recebem um gordo fundo partidário.
A ideia do presidente da Câmara é colocar o financiamento privado na Constituição para barrar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que proíbe as doações empresariais. Já há maioria no Supremo, mas a decisão final não foi tomada porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista há mais de um ano e segura o processo. Mendes deu tempo a Cunha para criar uma forma de manter o financiamento privado.
Entidades da sociedade civil defendem o financiamento privado apenas das pessoas físicas, com limite bem baixo. A proposta que deverá ser votada nesta semana pela Câmara vai manter um farto financiamento empresarial às campanhas políticas.
Como as duas mudanças são propostas de emenda constitucional, será preciso obter 60% dos votos dos 513 deputados. Ou seja, 308 votos na Câmara em primeiro e segundo turno. Depois, o Senado também teria de aprovar com o mesmo rito e pelo menos 49 votos. Caso o número necessário de votos não seja atingido, tudo permanece como está hoje.
A reforma política é um assunto debatido há mais de 20 anos. Terminada a Constituição em 1988, houve algumas poucas mudanças importantes, como a aprovação da emenda constitucional da reeleição em 1997 para permitir a recondução do então presidente Fernando Henrique Cardoso no ano seguinte.
O Congresso votou uma cláusula de barreira para diminuir o número de partidos, mas o STF a barrou. Há inúmeras propostas de reforma política nos arquivos do Congresso. A Câmara pode começar a tirar do papel, hoje, uma reforma política que vai piorar o que já está ruim.
Eduardo Cunha está conduzindo o tema com mão-de-ferro. Criou uma comissão especial, mas o relator o desagradou. Então, decidiu atropelar o trabalho da comissão e vai levar as propostas para serem votadas a jato no plenário da Casa.
Está sendo desconsiderado todo um trabalho da sociedade civil. Entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) estão sendo ignoradas. São opiniões importantes. A reforma em discussão hoje é uma proposta de um grupo de parlamentares que comanda a Câmara e que pretende aprovar regras que beneficiam a sua perpetuação no poder.
Maria Júlia Coutinho em ação no “Jornal Nacional” (Foto: reprodução/Globo)
Leio
hoje na coluna de televisão da “Folha de S. Paulo” uma pequena
entrevista com Maria Júlia Coutinho, a nova apresentadora da previsão do
tempo do “Jornal Nacional”. Saudada como a grande novidade do
telejornal, Maria Júlia foi notícia na semana ao corrigir William Bonner
no ar. Bonner havia perguntado se o tempo seria “bom” e ela o lembrou
que, segundo as regras do canal, o termo correto era “firme”.
Maju
é novidade no “JN”, mas já vem atuando em outros jornais da casa há
algum tempo. Sempre com o mesmo jeito descontraído. A tal correção virou
notícia nos sites especializados em TV, mas não só neles. Um amigo
enviou link do blog “Pragmatismo Político” com o seguinte título: “Nova
garota do tempo do Jornal Nacional é vítima de racismo”. Isso mesmo.
Afinal, independentemente de ser boa jornalista ou não, Maria Júlia é
negra. É o que basta para açular a corja que, nessas ocasiões, costuma
sair do esgoto para marcar presença nos comentários dos noticiários na
internet.
Curioso que os movimentos tão preocupados em vetar
peças teatrais e séries de TV não deem as caras como deveriam. Não vejo
ninguém elogiando a Globo por abrir espaço a uma jornalista negra em um
jornal de destaque. “Ah, mas levou anos para fazer isso”, dirão. Mas
pelo menos fez, digo eu.
Ao mesmo tempo, parece que deram certo
os protestos sobre o fato de a emissora “sempre mostrar o negro como
favelado”. Veja, por exemplo, a nova novela das sete, “I Love
Paraisópolis”. Apesar de se passar na maior favela de São Paulo, há
capítulos inteiros em que você não vê um negro sequer. O mesmo se pode
dizer da série “Chapa Quente”, que tem como cenário um popularíssimo
bairro de São Gonçalo desprovido de negros. Parabéns aos envolvidos.
Provavelmente
a Globo deve ter ficado de saco cheio das polêmicas e protestos e
resolveu optar pelo elenco estilo publicidade brasileira (com padrões
nórdicos de negritude). Como já disse aqui, apesar de não gostar da
série “Sexo e as Negas”, não o achava ofensivo e havia um lado positivo
em ter protagonistas negras. Também não vejo problemas em mostrar negros
como favelados – afinal, é uma realidade do país. Triste, porém real.
A maioria dos torcedores pelo menos imagina que há mais critérios para a
convocação de atletas à Seleção Brasileira do que simplesmente seu
desempenho dentro de campo. Destaque internacional dos jogadores,
marketing e outras variáveis fazem parte da realidade do futebol. Mas,
neste sábado, foram revelados contratos da Confederação Brasileira de
Futebol (CBF) com empresas que podem penalizar financeiramente a
entidade caso os nomes de maior destaque, como Neymar, não sejam
chamados para amistosos do time canarinho.
Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo,
a CBF tem vínculos com as empresas International Sports Events (ISE) e
Pitch International, que pagam à entidade para organizar amistosos da
Seleção, mas, como contrapartida, exigem que as convocações sejam
enviadas a elas com 15 dias de antecedência. Caso os atletas do "Time A"
(com mais apelo de marketing, condições técnicas e reputação) não
estejam na relação e sua ausência não seja justificada por laudo médico,
os grupos podem multar a Confederação em 50% da cota paga por amistoso,
cujo valor total é de aproximadamente R$ 3,1 milhões.
Mesmo em caso de contusão de alguma das principais peças do grupo
verde e amarelo, a CBF é obrigada, por contrato, a substituí-lo por
algum atleta de nível similar nos critérios descritos acima.
O contrato com a ISE, que contém as cláusulas citadas, tem duração
estipulada até 2022, com prioridade de renovação de 90 dias. Sendo
assim, os amistosos de preparação para as Copas do Mundo de 2018, na
Rússia, e de 2022, no Catar, também serão explorados pelo grupo.
O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, saiu em defesa do vínculo
firmado em 2006, na administração de Ricardo Teixeira, que precedeu seu
antecessor, José Maria Marin. Para o dirigente, o acordo evita que a
entidade máxima do futebol brasileiro tenha prejuízo em amistosos com
públicos baixos e garante que tais partidas sejam garantia de receita.
"Nós fazemos o possível para
cumprir os contratos. Quando nós chegamos já tinha esse contrato, então
temos de cumprir. Eu não chego a dizer que esse contrato é ruim. Porque
quando a gente jogava no Brasil não chegava a tirar esse valor (de R$
3,1 milhões). Se analisarmos, hoje o contrato é bom", declarou Del Nero,
em entrevista ao jornal. O presidente garantiu, entretanto, que todas
as cotas de transmissão dos amistosos são embolsadas pela CBF.
No jantar desta quinta-feira, o ex-presidente Lula aproveitou a
ocasião para recomendar que a presidente Dilma Rousseff reflita muito
antes de vetar a emenda que muda o fator previdenciário, já aprovada na
Câmara.
Lula afirmou que vetar a alteração causaria desgaste
enorme da presidente nas bases do PT. Em conversa com Renan Calheiros
(PMDB-AL), horas antes, o ex-presidente afirmou que Dilma perdeu a
chance de agradar esse mesmo eleitorado ao não se posicionar claramente
contra o projeto que regulamenta as terceirizações.
De acordo com
as informações publicadas na coluna Painel da Folha de São Paulo, o
encontro de Lula com os senadores foi um "show de lamentações". Além do
ex-presidente, que voltou a se queixar de não ser ouvido, Renan afirmou
que Dilma “optou” por Michel Temer e pelo PMDB da Câmara, quando o
interlocutor do governo no partido sempre fora ele.
Lula chegou a
afirmar que tem um patrimônio político sólido e que não irá arriscá-lo
se candidatando ao Planalto em 2018 se, até lá, o governo não melhorar.
As informações dizem que o núcleo do Planalto avalia que pode ser
necessário “frear” parte do contingenciamento orçamentário que será
anunciado na próxima semana para evitar a “paralisia” do governo. Caso o
bloqueio dos investimentos seja mesmo atenuado, a adoção de outras
medidas de aumento de arrecadação ou corte de custeio estão no radar.
BRASÍLIA - O senador e ex-ministro de Minas e Energia
Edison Lobão (PMDB-MA) é suspeito de ser sócio oculto de um grupo de
empresas sediado nas Ilhas Cayman, conhecido paraíso fiscal caribenho.
Inquérito aberto em fevereiro deste ano no Supremo Tribunal Federal
apura sua participação na holding Diamond Mountain (em português,
Montanha de Diamante), voltada, no Brasil, para a captação de recursos
de fundos de pensão de estatais, fornecedores da Petrobrás e empresas
privadas que recebem recursos de bancos públicos, como o BNDES, áreas de
influência do PMDB.
Lobão, que comandou a pasta de Minas e
Energia nos governos Lula (2008 a 2010) e Dilma (2011 a 2014), é
investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens,
conforme consta do documento de instauração do inquérito, que foi
autorizado pelo ministro Luiz Roberto Barroso. O ex-ministro também é
alvo da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina do
esquema de corrupção na Petrobrás, empresa vinculada à pasta de Minas e
Energia.
O inquérito Diamond Mountain foi aberto a partir de
declarações de um ex-sócio que se diz lesado por outros dirigentes do
grupo. Aos investigadores ele contou que Lobão se associou à holding de
forma oculta entre 2011 e 2012. O ex-ministro seria representado nas
empresas pelo advogado maranhense Marcio Coutinho, que foi secretário de
articulação política da campanha derrotada de Lobão Filho (PMDB) ao
governo do Maranhão em 2014 e advoga para ele no Supremo.
Num dos
depoimentos, o ex-dirigente da Diamond Mountain diz que Coutinho e seu
colega de escritório, Vinícius Peixoto Gonçalves, tinham reuniões
semanais com sócios do grupo em São Paulo para “acompanhar o negócio em
nome do ministro Lobão.” A banca de Coutinho chegou a ter uma sala no
mesmo prédio da Diamond.
A holding está registrada em Cayman e no
Brasil em nome do advogado Marcos Costa e do empresário Luiz Alberto
Meiches. Os dois são alvos de inquérito aberto em São Paulo que trata do
mesmo assunto. No caso de Lobão, a investigação foi remetida ao Supremo
porque, como senador, ele tem prerrogativa de foro.
Mensagens.
No inquérito constam e-mails dos dois, nos quais citam reuniões com o
então ministro em Brasília, em 2011, para tratar de negócios das
empresas. Recebi uma ligação do ministro Lobão me pedindo para que eu me
reúna com ele amanhã no ministério. (ele pediu para que eu fosse
sozinho), disse em mensagem a funcionários da Diamond em 1º de junho de
2011.
Lobão nega participar da sociedade e diz desconhecer a
investigação no Supremo. Ele confirmou ter recebido Costa e Coutinho uma
única vez no ministério para tratar de “assuntos relacionados ao setor
energético”. A audiência, contudo, não constou da agenda oficial.Os
e-mails indicam, porém, que houve outros encontros.
Ex-funcionários
da holding no Brasil disseram ao Estado, sob a condição de anonimato,
que eram frequentes as conversas dos sócios com Lobão, quando ele ainda
chefiava a área de energia do governo federal. No dia a dia do grupo, o
então ministro era tratado por “Big Wolf” e “Tio”. O grupo Diamond
também atua na compra e venda de empresas, operações de seguros e no
mercado imobiliário.
A Diamond Mountain Cayman Holding tem cinco
subsidiárias no Brasil, entre elas a Diamond Mountain Investimentos e
Gestão de Recursos. A empresa é gestora de fundos de investimento e
prospecta recursos de fornecedores da Petrobrás e entidades de
previdência como Petros (Petrobrás), Previ (Banco do Brasil), Funcef
(Caixa) e Núcleos (Eletronuclear). O Postalis, de funcionários dos
Correios, tem R$ 67,5 milhões no Fundo de Investimento em Participações
Mezanino Diamond Mountain Marine Infraestrutura, gerido pela Diamond
desde 2014. Lobão tem indicados em duas diretorias da entidade.
COLABOROU MURILO RODRIGUES ALVES
Ao ser libertado, às 11 horas,
depois de 14 meses preso por seu envolvimento no mensalão, o ex-deputado
Roberto Jefferson disse que tem informações sobre o esquema investigado
pela operação Lava Jato, mas não pode dar declarações sobre o assunto,
sob risco de voltar para a prisão. Ele vai cumprir o restante de sua
pena, que foi de 7 anos, em casa.
"Está aqui (entalado), mas
eu não posso falar. Se eu disser, o Barroso me prende", afirmou, rindo,
em referência ao ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal
Federal, que autorizou a saída do ex-deputado.
Ex-deputado Roberto Jefferson deixa o Instituto Penal Francisco Spargoli Rocha, em Niterói Fabio Motta/Estadão
Na saída do prisão, em Niterói, Jefferson disse que não poderia
comentar questões políticas, por conta das restrições impostas pela
decisão judicial - que serão cumpridas com tranquilidade, segundo ele.
Abraçado à mulher, Ana Lúcia Novaes, com quem pretende oficializar o
casamento no fim do mês, brincou que agora quer "namorar muito".
O
ex-deputado contou que vai trabalhar de segunda a sexta-feira num
escritório de advocacia, como auxiliar de escritório, e que pretende
voltar a advogar. "Quero colocar em prática o que sei fazer. A política
já parei, quem fala é a Cris", disse, apontando para a filha, a deputada
Cristiane Brasil (PTB-RJ).
Com semblante sereno e acenando para
jornalistas e curiosos, Jefferson saiu dirigindo seu carro em direção à
residência em que vai morar com a mulher, um apartamento na Barra da
Tijuca, zona nobre do Rio.
As imagens divulgadas semana passada que mostram o líder
norte-coreano, Kim Jong-un, acompanhando o lançamento de um míssil a
partir de um submarino causaram uma nova onda de dúvidas e especulações
sobre o poderio militar do país comunista.
O
suposto teste não pôde ser verificado de forma independente. Mas, se de
fato ele atesta que o país possui tecnologia de lançamentos de mísseis
nucleares de submarinos, há boas razões para preocupar a comunidade
internacional.
Veja abaixo uma série de respostas a perguntas sobre o poderio militar norte-coreano.
Quão reais são as ameaças nucleares da Coreia do Norte?
"As afirmações sobre as
capacidades militares da Coreia do Norte devem ser sempre tomadas com
ceticismo", afirma o correspondente da BBC na Coreia do Sul, Stephen
Evans.
"As fotografias
publicadas na imprensa estatal podem ou não ser alteradas, chegando,
inclusive, a adicionar a imagem de Kim Jong-un em um proeminente
lançamento de um míssil, por exemplo."
No entanto, Evans acrescenta que a Coreia do Sul está tratando os acontecimentos com seriedade.
De
acordo com analistas do Instituto da Coreia do Sul da Universidade
Johns Hopkins, nos EUA, imagens de satélite mostraram que "o novo
submarino norte-coreano, que foi visto pela primeira vez em julho de
2014, abriga possivelmente um ou dois sistemas de lançamento vertical
para mísseis balísticos ou de cruzeiro".
Os
especialistas também assinalaram que as imagens de satélite indicaram
que "a Coreia do Norte vem atualizando suas instalações no Estaleiro do
Sul de Sinpo, em preparação para um grande programa de construção naval,
possivelmente ligado ao desenvolvimento de submarinos".
Nome social passou a ser adotado oficialmente no ano passado, mas era preciso solicitar o uso pelo telefone
Travestis
e transexuais poderão solicitar este ano o uso do nome social no Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) após a inscrição pela internet. O nome
social passou a ser adotado oficialmente na aplicação do exame no ano
passado, mas era preciso solicitar o uso por telefone. No dia do exame,
as pessoas trans deverão ser tratadas pelo nome com o qual se
identificam e não pelo nome que consta no documento de identidade. Além
disso, usarão o banheiro do gênero com o qual se identificam.
"Isso
quer dizer que ninguém da equipe do Enem poderá se dirigir à pessoa por
um nome que não seja o da sua condição, o que se inscreveu. O nome que
essa pessoa usa é com o qual deve ser chamado", afirmou o ministro da
Educação, Renato Janine Ribeiro. "As pessoas têm o direito de ser
tratadas com o respeito que merecem. Portanto, ninguém deve submetê-las a
situação vexatória", acrescentou o ministro.
Ano passado, foram feitos 95 requerimentos por telefone para o uso do nome social.
Nesta
edição, os participantes que desejarem esse atendimento deverão enviar
cópia do documento de identificação, formulário preenchido e foto
recente pelo sistema de inscrição de 15 a 26 de junho, após o período de
inscrição, que é de 25 de maio a 5 de junho.
Para o cantor e
ativista trans Erick Barbi, a medida foi bem recebida. "O simples fato
de o MEC autorizar o nome social já na inscrição tira o peso de termos
que nos explicar para as demais pessoas. Alivia muito o processo e, com
certeza, levará mais jovens ao exame. Todos ficarão mais tranquilos e
poderão melhorar até o desempenho na prova."
Ele destaca ainda a
importância do uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero: "A
maioria das pessoas trans tem problemas ao frequentar o banheiro. Muitos
evitam ir ao banheiro", acrescenta.
Coordenadora colegiada do
Fórum de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Fórum
LGBT) do Espírito Santo, Deborah Sabará fez o Enem em 2014 e vai se
inscrever novamente este ano. Ela quer cursar serviço social. "Sabemos
que é difícil ingressar em uma escola com um gênero diferente do que o
sexo designa, mas com o direito de usar o nome social a gente constroi
esse espaço", destacou.
Deborah informou que, desde a prova do ano
passado, recebe mensagens de outras travestis e transexuais pedindo
informações e mostrando interesse no exame. "Vou participar de novo e
usar isso como instrumento de militância, de modo a incentivar outras a
participarem e voltarem a estudar."
Para a pedagoga Janaina
Lima, integrante do Grupo Identidade, de Campinas, a iniciativa é
positiva, na medida que atrai travestis e transsexuais para os estudos.
Ela ficou quase 20 anos afastada da escola e disse que voltou a estudar
"graças ao Enem". Ela conseguiu ingresssar na graduação pelo Programa
Universidade para Todos (ProUni).
Segundo Janaina, a
possibilidade de ser chamada pelo nome da identidade afastava as pessoas
trans. "Quando a pessoa ia fazer o Enem tinha a questão do nome, uma
barreira, podia ser colocada em uma situação vexatória. Agora, se tiver,
é uma pessoa ou outra que vai querer praticar ato discriminatório, vai
ser menor e é uma pessoa, e não a instituição."
O edital do exame
será publicado nesta segunda-feira (18) no Diário Oficial da União. As
provas serão nos dias 24 e 25 de outubro.
Ele estava com a esposa e foi abordado quando chegava em casa, na 208 Norte, por volta das 22h
O
coronel do Exército Sérgio Murilo Cerqueira Filho, foi assassinado na
noite desta sexta (15), após ser vítima de um sequestro relâmpago. Ele
estava com a esposa e foi abordado quando chegava em casa, na 208 Norte,
por volta das 22h. Os quatro criminosos que estavam no carro deixaram a
mulher na quadra seguinte, mas mantiveram o coronel como refém.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi informada do crime e
após fazer uma busca, localizou o corpo do homem às 3h, a 26
quilômetros do local da abordagem, em São Sebastião. Um major do
Exército acompanhou a equipe e reconheceu a vítima.
Um menor de 17 anos e um adulto suspeitos de envolvimento no crime
foram detidos pouco depois. A equipe da PM achou o carro da vítima ao
lado de uma casa onde havia uma festa. Os policias esperaram a dupla
deixar a comemoração para então fazer a abordagem. De acordo com a
polícia, os homens tentaram fugir e houve perseguição. O caso está sendo
investigado pela Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS) da Polícia
Civil.
Na manhã deste sábado, mais quatro suspeitos foram presos.
A Nartin Aircraft Company, da Nova Zelândia, desenvolverá o modelo com previsão de chegada ao mercado para 2016
Não
aguenta mais engarrafamentos e o trem lotado? Então, que tal ir para o
trabalho usando uma mochila-foguete? A empresa Nartin Aircraft Company,
da Nova Zelândia, está desenvolvendo um modelo com previsão de chegada
ao mercado em 2016. E ele realmente parece funcionar.
Getty Images
Depois de revolucionar mercado de táxis, Uber lançou app para compartilhar corridas
Apesar
de estar sendo criado para uso por serviços de emergência, não é
difícil imaginá-lo sendo usado por cidadãos comuns rumo ao escritório.
"Não
ficaríamos surpresos se, dentro de cinco a dez anos, as pessoas
estiverem voando por aí diariamente", afirma o presidente da companhia,
Peter Coker.
É claro que, ao menos até agora, essas máquinas de voo individuais ainda parecem distantes da maioria de nós.
E
enquanto isso, as populações das grandes cidades crescem a um ritmo
acelerado, e o congestionamento, a poluição e o estresse tendem a
aumentar, a menos que mudemos nossos sistemas de transporte urbano. Cidades mais sustentáveis
Algumas
cidades estão investindo em grandes projetos de infraestrutura.
Londres, por exemplo, está construindo uma linha de trem de 118
quilômetros, a Crossrail.
Outras apostam em alternativas de
transporte sustentáveis, como os ônibus elétricos e sistemas de
compartilhamento de bicicletas.
Copenhague, na Dinamarca,
estabeleceu a meta de se tornar a primeira capital do mundo "neutra" em
emissões de carbono até 2025 e investiu em uma rede de bicicletas
elétricas públicas - o que já havia sido feito por outras cidades, como
Paris, na França, Madri e Barcelona, na Espanha, e a Cidade do México.
As
bicicletas de Copenhague têm tablets com GPS instalados no guidão. Os
usuários podem reservar e pagar pelo serviço por celular.
Em
outras cidades ao redor do mundo, autoridades estão testando formas de
carregar a bateria de ônibus elétricos sem usar fios, por meio de
plataformas especiais em garagens.
No Reino Unido, a empresa Carbon Trust acredita que, em 2050, até 50% dos veículos leves serão movidos a hidrogênio.
Mudança de faixa
Mas, para muitos, a mudança radical não depende dos tipos de transporte - e sim da forma como os usamos.
"Em
uma ou duas décadas, as formas de transporte podem não ser tão
diferentes das que existem hoje - ainda teremos ônibus, metrô e trens",
afirma Paul Zanelli, diretor de tecnologia do Transport Systems
Catapult, um dos sete centros de tecnologia criados pelo governo
britânico nessa área.
"Mas, em vez de comprar um pedaço de papel
em uma estação de trem (a passagem) e, ao final da viagem, andar até o
lado de fora para pegar um táxi, tudo estará integrado."
Simplesmente
decidiremos para onde queremos ir e um aplicativo descobrirá a forma
mais rápida e barata de chegar até lá, acredita Zanelli.
"As
opções serão baseadas no que o programa sabe de você, da situação do
trânsito e até mesmo da previsão do tempo. Então, ele poderá chegar à
conclusão que, como está um belo dia lá fora e sua rota normal está com
problemas, é melhor reservar uma bicicleta elétrica ou um táxi
automático."
Para Colin Divall, professor da Universidade York,
parte da solução para o problema do transporte público depende de um
melhor planejamento.
"A parte realmente difícil é nos organizarmos
de forma a, antes de mais nada, minimizar a necessidade das pessoas e
coisas se deslocarem", ele diz.
"Isso significa fazer cidades e áreas urbanas com um design melhor. Viajar sem pressa às vezes é melhor que viajar rapidamente."
Compartilhamento
Carlo
Ratti, diretor do Laboratório Senseable City, do Massachusetts
Institute of Technology (MIT), acredita que nossa relação com carros
está mudando.
"Estamos no começo de uma revolução. No futuro,
veremos cada vez mais carros compartilhados em nossas cidades. Prevemos
que quatro de cada cinco automóveis poderão sair das ruas em mais alguns
anos."
Análises feitas no laboratório do MIT chegaram à conclusão
de que, se as pessoas compartilhassem táxis na cidade de Nova York, a
demanda por este tipo de transporte cairia 40% e ainda assim todo mundo
chegaria aonde quer.
Uber, um aplicativo de táxi, já está mexendo
com a indústria de táxis tradicional. A empresa também lançou um sistema
de compartilhamento de corridas, o UberPool, em agosto do ano passado -
o que considerou um "ousado experimento social".
Muitas
fabricantes de carros, cientes de que o costume de ser dono de um carro
está em declínio, também estão começando a investir em seus próprios
sistemas de compartilhamento de veículos.
Sem as mãos do volante
Uma mudança ainda maior pode estar em curso com os carros que dispensam motoristas.
"A
tecnologia já existe. Esses carros autônomos começarão a ser vendidos
no próximo ano. Carros que se autodirigem têm o potencial de gerar um
impacto enorme na vida urbana, porque será mais difícil distinguir entre
as formas de transporte público e privado", afirma Ratti, do MIT.
"Seu
carro poderá levá-lo ao trabalho de manhã e, depois, em vez de ficar
parado no estacionamento, poderá transportar outra pessoa de sua família
- ou mesmo um vizinho, conhecido ou qualquer outro que viva na mesma
cidade."
É preciso destacar que muitos especialistas são céticos
quanto às perspectivas imediatas desses novos carros, dados os desafios
legais, de regulamentação e tecnológicos que eles ainda enfrentam.
Redes sociais
Um
mundo sem engarrafamentos pode parecer uma realidade distante ou até
mesmo uma utopia quando se está em uma plataforma de trem ouvindo que o
serviço foi interrompido por algum motivo.
Mas ao menos as mídias
sociais e as análises de grandes volumes de dados já estão nos ajudando a
criar alternativas de transporte mais inteligentes ou a gerenciar
nossos sistemas de transporte de forma mais eficiente.
No Brasil,
por exemplo, a análise de dados de veículos e de passageiros vem
identificando falhas no sistema de ônibus de São Paulo (leia no quadro
ao lado).
Muitos de nós usamos redes sociais para verificar
atrasos ou cancelamentos de sistemas de transporte em contas dos
provedores desses serviços e de conhecidos.
Mapear as mídias
sociais fornece dados valiosos para os operadores de sistemas de
transporte, segundo Mike Saunders, presidente da Commonplace, uma
empresa especializada nesse tipo de análise.
"Muita informação é gerada pelo Twitter e isso pode ser usado para entender problemas e atrasos", diz ele.
"O desafio mais difícil é garantir que os dados sejam precisos e à prova de falhas."
Diante
de todas essas inovações, podemos dizer que o transporte urbano do
amanhã promete ser mais sustentável, limpo, integrado e inteligente.
Mas,
para milhões de pessoas que estão frustradas ao redor do mundo com as
alternativas disponíveis hoje, o importante é que esse futuro vire mesmo
realidade - e logo.
MPF denuncia André Vargas, Pedro Corrêa e Luiz Argôlo à Justiça Federal
Cabe à Justiça analisar se aceita, ou não, as denúncias contra 13 acusados.
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou os ex-deputados André
Vargas, Pedro Corrêa e Luiz Argôlo à Justiça Federal do Paraná, nesta
quinta-feira (14). Além deles, outras 10 pessoas foram denunciadas,
dentre elas a filha de Pedro Corrêa, Aline Corrêa, que também foi
deputada federal. As três denúncias são relacionadas à 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em abril, e são referentes ao núcleo de cada ex-parlamentar.
Veja os acusados e os crimes em cada denúncia:
- Núcleo André Vargas André Luiz Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa. Leon Dênis Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa. Milton Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa. Ricardo Hoffmann – Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
-Núcleo Pedro Corrêa Pedro Corrêa - Corrupção passiva, Lavagem de dinheiro, Peculato. Ivan Vernon - Lavagem de dinheiro, Peculato, Organização criminosa. Márcia Danzi - Lavagem de dinheiro, Organização criminosa. Aline Corrêa - Peculato. Alberto Youssef - Lavagem de dinheiro. Rafael Ângulo Lopez - Lavagem de dinheiro. Fábio Corrêa - Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
- Núcleo Luiz Argôlo Luiz Argôlo – Corrupção, Lavagem de dinheiro, peculato. Alberto Youssef – Corrupção, Lavagem de dinheiro. Rafael Ângulo Lopez - Corrupção, Lavagem de dinheiro. Carlos Alberto Costa - Corrupção, Lavagem de dinheiro.
Os ex-parlamentares estão entre os sete presos da 11ª etapa da ação da
Polícia Federal (PF). Eles seguem presos na carceragem da Polícia
Federal em Curitiba. Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e
São Paulo foram os seis estados envolvidos na 11ª etapa da operação, que
foi batizada de "A Origem".
"Hoje é o primeiro dia em que se oferece acusações criminais contra
pessoas que estão dentro de núcleos políticos", afirmou o procurador
Deltan Dallagnol, que classificou o momento como o "fim de um ciclo".
Na segunda-feira (11), a PF havia encaminhado ao Ministério Público Federal 30 indiciamentos contra 22 pessoas,
após concluir sete inquéritos policias que apuram a responsabilidade
criminal dos ex-parlamentares presos na 11ª fase da operação.
Com as denúncias apresentadas pelo MPF, caberá à Justiça Federal apreciá-las. Se aceitar, os denunciados passarão a ser réus.
Pedro Corrêa
Com relação ao núcleo de Pedro Corrêa, os crimes denunciados foram de
corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato e organização
criminosa. “Pedro Corrêa era um dos responsáveis pela distribuição
interna do PP e recebeu valores específicos em benefício próprio”,
afirmou Dallagnol.
Conforme o procurador, Corrêa foi denunciado por 280 atos de corrupção
passiva - segundo a denúncia, os valores envolvidos nestes atos são de
R$ 398.645.680,52. Foram denunciados ainda 569 atos de lavagem de
dinheiro, e 123 atos de peculato do ex-deputado.
Luiz Argôlo
Conforme os procuradores, Luiz Argôlo criou uma relação com o doleiro
Alberto Youssef diferente dos demais parlamentares envolvidos. "Ele
criou relação de sociedade com Youssef. Então, muitas vezes, Alberto
repassava dnheiro diretamente para o Argôlo", afirmou o procurador Paulo
Galvão. Conforme o procurador, Youssef tinha interesse especial na
carreira do então deputado.
Foram encontrados registros de 78 visitas de Argôlo aos escritórios de
Youssef. Com o cruzamento das passagens aéreas, o MPF sustenta que em 40
oportunidades essas viagens aconteceram com recursos da Câmara Federal.
"O valor gasto nessas passagens é de R$ 55.192,43", explicou Galvão.
Argôlo foi denuncido por dez atos de corrupção - segundo a denúncia, os
valores envolvidos nestes atos são de R$ 1.603.400,00. Foram
denunciados ainda dez atos de lavagem de dinheiro e 93 atos de peculato
do ex-deputado.
André Vargas
No caso do ex-parlamentar do PT, os procuradores sustentam que a
corrupção aconteceu em contratos da Caixa Econômica Federal e do
Ministério da Saúde, e ocorriam através da agência de publicidade Borghi
Lowe e da empresa Labogen.
"Em relação ao Ministério da Saúde, nós temos evidências de que o
Vargas conseguiu um termo de parceria entre o ministério e a Labogen. Já
quanto à Caixa, várias ligações para um diretor da Caixa foram feitas
pelo celular do próprio Vargas", afirmou o procurado Deltan Dallagnol.
Vargas foi denunciado por três atos de corrupção ativa - segundo a
denúncia, os valores envolvidos nestes atos são de R$ 1.103.950,12.
Foram denunciados ainda 64 atos de lavagem de dinheiro e um ato de
organização criminosa do ex-deputado.
Luís Argôlo (esquerda), Pedro Corrêa (centro) e André Vargas (direita)
denunciados pelo Ministério Público Federal (Foto: Gustavo Lima/Câmara
dos Deputados e Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
Outro lado
O advogado Michel Saliba, que representa Pedro e Aline Corrêa, disse
que não teve acesso ao conteúdo da denúncia. "Se ela está embasada no
indiciamento da Polícia Federal, entendo que isso deve ser competência
do Supremo Tribunal Federal. Nós temos a reclamação de que as delações
que embasaram esse inquérito deveriam tramitar em Brasília", disse.
O advogado Antônio Figueiredo Basto, que representa Alberto Youssef,
afirmou que não teve conhecimento das denúncias contra o cliente, e por
isso não comentaria.
Os advogados de Luiz Argôlo e André Vargas não foram localizados para comentar as denúncias.
O advogado Marlus Arns, que representa Ricardo Hoffmann e Ivan Vernon,
afirmou que ainda deve analisar as denúncias antes de falar sobre o
assunto.
A Defensoria Pública da União, que defende Carlos Alberto Pereira da Costa, não atendeu às ligações da reportagem.
Entenda a operação
A Operação Lava Jato foi deflagrada pela PF em março do ano passado e
investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de
divisas.
A 11ª fase da investigação foi feita a partir da remessa das apurações
do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fatos criminosos atribuídos a
três grupos de ex-agentes políticos. Os crimes investigados nesta fase,
conforme a PF, são: organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção
ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem
de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.
A investigação desta fase também abrange, além de fatos ocorridos no
âmbito da Petrobras, desvios de recursos ocorridos em outros órgãos
públicos federais, segundo a PF.
Lago Verde possui efetivo de apenas sete policiais militares. Conceição do Lago-Açú tem somente uma motocicleta policial.
Prédios antigos, falta de policiais e veículos parados. Assim se
encontra atualmente a situação da Polícia Militar em alguns municípios
do Médio Mearim. Como é o caso da cidade de Lago Verde.
No local, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (Ibge), que possui 15.555 habitantes, a presença do efetivo é
de apenas sete policiais militares, sendo que somente dois trabalham em
período de plantão.
A ausência de policiais acaba virando um reflexo no cotidiano dos
próprios moradores da cidade, que incomodados com a falta de segurança
não sabem mais a quem recorrer em um momento de perigo.
Pelo menos é o que afirma a dona de casa Maria de Nazaré Silva. Ela diz
que na região o índice de criminalidade é alto e a polícia não toma
nenhuma providência. “Acontece aqui muita coisa e não tem polícia para
tomar providências e as pessoas aqui não sabem o que vão fazer”,
desabafa.
Na cidade vizinha, Conceição do Lago-Açú, a 365 km de São Luís,
a situação não é diferente. Para dar conta da segurança dos quase
15.600 habitantes, os policiais militares se viram como podem. O único
transporte deles é uma moto, que segundo o morador e comerciante Ronaldo
Vieira, e sempre apresenta problemas. “Um dia desses dois policiais
estavam empurrando uma moto pra pegar porque não tinha bateria”, revela.
Segundo a Polícia Militar, o município de Conceição do Lago-Açú é
considerado como um local bastante violento. A cidade maranhense já
chegou a registrar seis homicídios em um só mês.
Harriet
Tubman, ex-escrava e ativista norte-americana bateu Eleanor Roosevelt e
Rosa Parks na escolha da figura da primeira mulher que estampará uma
cédula de dólar
Woman on 20s/Reprodução
Ex-escrava vai estampar nota de 20 dólares, após campanha encabeçada por entidade dos EUA
Pela primeira vez na história dos Estados Unidos,
uma nota de dólar terá uma mulher estampada. A figura da
ex-escrava Harriet Tubman será impressa na cédula de US$ 20, após a ONG
Women On 20s fazer uma campanha pedindo ao presidente Barack Obama para
trocar o retrato. Ela foi escolhida por mais de 600 mil votantes.
Segundo
a campanha, na votação, Harriet rivalizou com Eleanor Roosevelt
(embaixadora, ativista dos Direitos Humanos e primeira-dama dos EUA, era
mulher de Franklin Roosevelt, que estampa a nota de US$ 5) e Rosa Parks
(ativista do movimento negro norte-americano, que teve uma participação
emblemática na história dos EUA, por ter se negado, em 1955, a ceder
lugar a brancos em um ônibus. Rosa foi detida e levada para a prisão,
pois na época, negros e brancos tinham lugares separados pela lei).
Harriet
Tubman (1822-1913) nasceu escrava e em sua fuga orientou cerca de 300
escravos para a liberdade. Ficou conhecida por Black Moses, foi
abolicionista, humanitária durante a Guerra Civil dos Estados Unidos da
América, que lutou pela liberdade, contra a escravidão e o racismo.
Depois
de escapar do cativeiro, ela fez treze missões para resgatar setenta
escravos utilizando da rede de ativistas abolicionistas e abrigos
conhecida como a "Underground Railroad". Ajudou John Brown a recrutar
homens em seu ataque a Harpers Ferry, e no pós guerra lutou pela
inclusão das mulheres no sufrágio.
Departamento de Defesa dos Estados Unidos/Reprodução
Harriet substituirá Andrew Jackson, o sétimo presidente dos Estados Unidos, (1829 a 1937)
Brasil já teve duas mulheres em suas notas:
A
primeira mulher a figurar em uma cédula brasileiras foi a Princesa
Isabel, que ficou marcada na história por ter assinado a Lei Áurea. A
nota trazia na parte frontal a imagem da Princesa Isabel (1846-1921),
filha de Dom Pedro II. Na parte posterior, há o painel o quadro Lei
Áurea, de autoria de Cadmo Fausto de Souza. A cédula ficou em circulação
de 13.02.67 a 30.06.72.
Banco Central
Princesa Isabel: No Brasil, a primeira cédula com uma mulher circulou de 13.02.67 a 30.06.72,
Banco Central
Verso da nota com a Princesa Isabel trazia o quadro Lei Áurea, de Cadmo Fausto de Souza
O
retrato da escritora Cecília Meireles (1901-1964) estampou a cédula de
100 Cruzados Novos. Segundo o Banco Central, a reprodução utiliza
desenho de sua autoria, ao qual se sobrepõe em alguns versos manuscritos
extraídos de seus "Cânticos". O verso, tem uma gravura que representa o
universo da criança, suas fantasias e o momento da aprendizagem. O
painel é completado, à direita, com a reprodução de desenhos feitos pela
escritora, representativos de seus estudos e pesquisas sobre folclore,
músicas e danças populares.
A cédula ficou em circulação no País de 19.05.89 a 30.09.92.
Banco Central
Frente da nota de 100 Cruzados Novos (NCz$ 100) tinha o retrato de Cecília Meireles
Banco Central
O verso representa o universo da criança, suas fantasias e o momento da aprendizagem