segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Obama fica "chocado" com vídeo e apoia suspensão de astro da NFL

WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, Barack Obama, ficou chocado com o vídeo divulgado na última semana que mostra o popular jogador de futebol americano Ray Rice agredindo sua então noiva.

E a Casa Branca acredita que a suspensão por tempo indeterminado aplicada pela NFL ao astro do Baltimore Ravens acabou sendo "apropriada", afirmou o chefe de gabinete do governo dos EUA.

"O presidente ficou chocado com o que viu, vamos dizer assim", afirmou Denis McDonough em programa da NBC.

O Baltimore Ravens dispensou Rice, de 27 anos, na última segunda-feira, depois que o vídeo, no qual ele aparece dando um soco em Janay Palmer, hoje sua esposa, em um elevador do hotel Atlantic City, foi divulgado no site TMZ.

A Casa Branca afirmou em comunicado na segunda-feira que "bater em uma mulher não é algo que um homem de verdade faça" e que "como qualquer norte-americano, ele (Obama) acredita que a violência doméstica é desprezível e inaceitável em uma sociedade civilizada".

Um vídeo divulgado anteriormente mostrava apenas o momento em que Rice puxava Palmer, já inconsciente, pelos cabelos para fora do elevador, mas não o soco em si.

O comissário da NFL, a principal liga de futebol americano do país, Roger Goodell, disse que a liga não havia visto o vídeo de Rice agredindo Palmer até o momento da publicação no TMZ.

Mas, segundo apurou a agência Associated Press, um policial já havia encaminhado a fita aos dirigentes da NFL em abril.

McDonough não fez muitos comentários a respeito de como a NFL estava lidando com o caso, mas disse que "todos nós sabemos que a suspensão por tempo indeterminado de Ray Rice parece ter sido a coisa mais correta a ser feita."

O ex-diretor do FBI Robert Mueller vai liderar uma sindicância para apurar como a NFL tratou o acontecimento diante das provas que haviam, como o vídeo com as imagens do elevador.

A senadora democrata Kirsten Gillibrand, de Nova York, disse à emissora CBS que se Goodell mentiu a respeito de quando a NFL viu o segundo vídeo "então ele terá que recuar e admitir o erro".

Gillibrand é uma das 16 parlamentares que pressionam Goodell e a NFL a adotarem políticas de tolerância zero contra a violência doméstica.

 http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/presidente-que-vencer-as-eleicoes-enfrentara-ano-dificil-na-economia-avaliam-especialistas-15092014

Presidente que vencer as eleições enfrentará ano difícil na economia, avaliam especialistas

Baixo crescimento da economia, inflação no teto da meta e câmbio são os principais desafios

Economistas acreditam que presidente da República em 2015 vai enfrentar inflação alta e baixo crescimento do PIB 
 
O ano de 2015 deverá ser uma pedra no sapato de quem conseguir vencer as eleições para a Presidência da República. De acordo com especialistas ouvidos pelo R7, o cenário de baixo crescimento econômico deve persistir, a inflação vai continuar incomodando as famílias brasileiras e a pressão sobre o dólar pode aumentar.

A previsão dos especialistas é de que o presidente que assumir no ano que vem precisará adotar uma política econômica rigorosa e terá de dar algumas más notícias para população — como aumento de tarifas de serviços públicos, como energia elétrica, e produtos com preço administrado, como a gasolina, e ajustar a taxa básica de juros.

O professor de Finanças do IBMEC-RJ (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro) Luiz Osório avalia que o candidato que vencer as eleições de outubro vai precisar de jogo de cintura para lidar com o descontentamento do povo. Acima disso, diz Osório, o presidente deverá ter uma equipe econômica competente.
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O próprio Banco Central, na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada em setembro, prevê que a inflação no Brasil deve voltar ao centro da meta do governo, 4,5%, apenas em 2016.

— Há um consenso de que os preços dos combustíveis estão defasados, a gente vai ter um aumento no custo da energia, ocasionado por essa necessidade de usar usinas térmicas, e isso tudo vai fazer com que a gente tenha aumento de preço. Para coibir isso, a dose é taxa de juros mais alta, que só atrapalha o crescimento. 

Sem recuperação
O professor de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) André Biancarelli também não vê um cenário animador. Ele acredita que, se houver um crescimento da economia em 2015, será muito pequeno e, mesmo assim, valorizado apenas na comparação com o resultado muito baixo deste ano.

— O ano de 2014 está sendo muito ruim, a economia brasileira está parada e isso é inegável. Supondo a continuidade do governo, dá para imaginar que Dilma, num eventual segundo mandato, não fará um ajuste [fiscal] tão duro. Mas, não dá pra dizer que 2015 será um ano de recuperação com crescimento forte.

Novo governo
Para o professor do IBMEC-RJ, o cenário desanimador aliado à expectativa de mudança de governo deixa o mercado ansioso e indeciso. Segundo o professor, os empresários estão adiando decisões importantes para aplicar recursos no País porque preferem aguardar o resultado do pleito.

— Muitas empresas estão adiando suas decisões e seus investimentos porque estão esperando para ver quem vai ganhar as eleições e o que o novo eleito vai fazer. Independentemente de quem vença, o novo presidente precisa de plano coerente para trazer confiança internacional e nacional.

Já o economista da Unicamp é menos otimista e acredita que o resultado das eleições não vai mudar muito o cenário de estagnação da economia brasileira, pelo menos em um primeiro momento.

— Pode haver uma recuperação muito tímida na comparação com o resultado muito ruim deste ano.

 http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/presidente-que-vencer-as-eleicoes-enfrentara-ano-dificil-na-economia-avaliam-especialistas-15092014

Apple tem desafio de atrair consumidores e comerciantes para o Apple Pay

Serviço pode enfrentar resistência em países com pouca cobertura de leitores

Usuários vão poder cadastrar cartões de crédito no Apple Pay Reprodução/Apple
O Apple Pay foi anunciado nesta terça-feira (9) e já é considerado por alguns um dos maiores diferenciais dos novos aparelhos da Apple. A plataforma de pagamento foi apresentada junto dos novos iPhone 6, iPhone 6 Plus e Apple Watch e estará disponível nos três dispositivos.
A plataforma, que deve ser disponibilizada apenas nos Estados Unidos a partir de outubro, vai usar o Touch ID dos smartphones da marca, a tecnologia de NFC, que permite o envio e recebimento de arquivos de diversos tipos, ainda que com tamanho limitado, por meio da proximidade de celulares e sensores nas lojas. Além disso, a segurança do processo será garantida por um serviço de tokenização que será gerenciado por empresas como Visa e MasterCard.
Conforme foi apresentado pela Apple no evento de lançamento, o Apple Pay serve para evitar que os usuários saiam de casa com uma carteira cheia de cartões e possam concentrar todos os seus métodos de pagamento de maneira segura no smartphone.
Para o especialista em produtos da Zoom Paulo Guedes, a nova plataforma de pagamento é o grande diferencial dos novos aparelhos da Apple. A plataforma, entretanto, ainda não tem previsão de vir para o Brasil.
— Ele tem algumas diferenciações, mas o principal é realmente a parte do pagamento, que na realidade ainda é um pouco distante da gente. Aqui no Brasil nós temos alguns sistemas do tipo, mas que são muito baseados na internet. E a gente sabe que esse é um ponto em que a gente precisa evoluir bastante.
Como funciona
Para usar o Apple Pay, o usuário deve cadastrar um cartão de crédito ou de débito, que pode ser adicionado da própria conta do iTunes, no Passbook. Para adicionar o cartão e o código no iPhone é possível tirar uma foto dele com a câmera iSight ou digitar manualmente.
Para efetuar o pagamento, basta aproximar o iPhone do leitor com o dedo posicionado no Touch
O primeiro cartão cadastrado se torna automaticamente seu modo de pagamento, mas, a qualquer momento, é possível mudar as configurações.

Para pagar usando o Apple Pay não é necessário abrir nenhum aplicativo. A opção aparece automaticamente enquanto o usuário faz compras na App Store ou dentro dos apps. Nas lojas físicas, basta aproximar o smartphone do leitor com o dedo posicionado no Touch ID do iPhone. Não é necessário desbloquear o dispositivo.

No Apple Watch, que não tem leitor de impressões digitais, é necessário apertar duas vezes o botão abaixo da chamada “Digital Crown”, que funciona como o botão home do relógio inteligente, e segurar o dispositivo próximo do leitor.

Nos Estados Unidos, o Apple Pay será aceito por estabelecimentos famosos como McDonalds, Macy’s, Subway e Starbucks.

Será que vai colar?
Durante a apresentação do Apple Pay, o CEO da Apple, Tim Cook, disse que a Apple havia acabado de criar um processo de pagamentos inteiramente novo.

Talvez não seja inteiramente novo. A Samsung já oferece uma opção bem semelhante ao Apple Pay com seu smartphone Galaxy S5. Em uma parceria com o PayPal, o aparelho pode ser usado para realizar pagamentos usando apenas a digital do usuário. Para usar, basta ter uma conta PayPal.
Usuários podem cadastrar novos cartões usando a câmera do smartphone Reprodução/Apple
 
O serviço oferecido pela Samsung com o PayPal, segundo Paulo Guedes, é mais baseado na internet, não usa NFC e não necessita de senhas. Todos os dados do usuário são armazenados pelo PayPal.

— O Apple Pay é muito voltado para o NFC. O dispositivo não precisa necessariamente estar conectado na internet. O leitor vai interpretar aquela informação e emitir o pagamento.

A dificuldade, segundo Guedes, é fazer com que isso “caia no gosto das pessoas”. Para isso, a Apple divulga a plataforma como uma ideia de se livrar dos múltiplos cartões na carteira e beneficiar o usuário e o consumidor com um método de pagamento seguro.

Eddie Cue, vice-presidente sênior de software e serviços da Apple, disse durante o evento que a existem “centenas, milhares e milhões de cartões de crédito em contas no iTunes”. Isso poderia aumentar a disposição desses usuários em usar a nova plataforma de pagamento.

— Estamos trabalhando duro para levar o Apple Pay para mais países.

Dados da Gartner mostram que as transações via NFC nos Estados Unidos são as menos usadas entre as transações mobile como SMS, internet mobile e USSD. Elas também foram as que movimentaram menos dinheiro, cerca de US$ 4,8 bilhões.

As transações via USSD (Unstructured Supplementary Service Data) movimentaram, por outro lado, US$ 154,4 bilhões. Pouco conhecida no Brasil, o USSD é um protocolo usado por celulares para se comunicar com servidores de computador, é uma espécie de mensagem curta, bem semelhante ao SMS, mas com a diferença de que cria uma conexão em tempo real durante uma sessão USSD.

Quem vai usar Apple Pay?
Segundo a diretora de pesquisa da Gartner, Sandy Chen, os principais usuários do Apple Pay vão ser os usuários interessados em novas tecnologias que vivem em áreas com boa cobertura de leitores de NFC.

Apesar de não usar a mesma infraestrutura do iCloud, os usuários mais conservadores podem pensar duas vezes antes de querer aderir ao novo método, mas Chen afirma que o Apple Pay não usa a mesma infraestrutura do iCloud.

Para ela, o principal desafio da Apple é provar a consumidores e comerciantes o valor de sua nova plataforma.

— O pagamento sozinho não é suficiente para fazer a troca se o pagamento por mobile não for tão conveniente quanto os pagamentos por cartão ou dinheiro são hoje.

A Apple também vai precisar construir um ecossistema de serviços NFC, que também incluam serviços de não pagamento, como cupons, identificação pessoal, transporte e controles de acesso no mesmo dispositivo, diz Chen.

A diretora de pesquisa afirma ainda que a empresa precisa mostrar que os comerciantes terão benefícios na forma de aumento de receita e tráfego de pessoas e redução de custos, ainda que eles já estejam vivendo a migração para métodos de pagamento sem contato.

— A migração está acontecendo a um ritmo próprio e não vai acelerar a menos que tenha incentivos.

http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/apple-tem-desafio-de-atrair-consumidores-e-comerciantes-para-o-apple-pay-15092014

Excesso de enxaguatório bucal pode provocar mau hálito

Álcool presente no produto pode ressecar boca e aumentar saburra da língua 

Uso em excesso pode aumentar chances de câncer oral Thinkstock
 
O enxaguatório bucal é indispensável para nossa saúde. Os benefícios vão desde eliminar as bactérias que causam a gengivite, a placa bacteriana e a cárie. Porém, de acordo com a dentista Alessandra Rodrigues, seu uso em excesso pode provocar mau hálito e até câncer oral.

O álcool presente nos enxaguantes bucais contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas, sendo o segundo fator de risco que influencia no surgimento da doença.

― Além disso, seu uso resseca a mucosa e provoca descamação, que podem formar saburra lingual, motivo do mau hálito.

Sexo oral causa mais câncer de garganta que cigarro e álcool, diz especialista
Segundo a especialista, é importante se atentar para não engolir o produto, pois pode fazer mal ao estômago e, em relação ao tempo, é recomendado bochechar durante 45 segundos, ultrapassar esse tempo pode manchar os dentes, alterar o paladar e a cor da língua.

― Existem diversos enxaguantes no mercado com diversas formulações e sabores, mas é importante que contenha flúor para ajudar a reduzir o risco de cárie dentária.

 http://noticias.r7.com/saude/excesso-de-enxaguatorio-bucal-pode-provocar-mau-halito-15092014

domingo, 14 de setembro de 2014

Vídeo do Estado Islâmico mostra decapitação de refém britânico David Haines

Britânico David Haines momentos antes de sua execução por um militante do Estado Islâmico
BAGDÁ (Reuters) - Militantes do Estado Islâmico que lutam no Iraque e na Síria divulgaram um vídeo no sábado mostrando a suposta decapitação do trabalhador humanitário britânico David Haines.

A Reuters não pôde verificar imediatamente o material. Mas as imagens eram compatíveis com as das execuções filmadas de dois jornalistas norte-americanos, James Foley e Steven Sotloff, no mês passado.
Haines, um pai de 44 anos de Perth, na Escócia, foi sequestrado no ano passado enquanto trabalhava para a agência francesa Acted.

O vídeo, intitulado "Uma mensagem para os aliados da América", abriu com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, falando sobre trabalhar com o governo iraquiano e as forças aliadas curdas Peshmerga para derrotar o Estado Islâmico.

"Este homem britânico tem de pagar o preço de sua promessa, Cameron, de armar o Peshmerga contra o Estado Islâmico", disse um homem mascarado, vestido de preto, com um sotaque britânico, de pé ao lado de Haines, que foi mostrado ajoelhado e vestindo um macacão laranja.

O vídeo, em seguida, mostrou a decapitação do homem ajoelhado.
No final do vídeo, outro refém, identificado como Alan Henning, foi 
e o homem mascarado disse que ele seria morto se Cameron continuasse a apoiar a luta contra o Estado islâmico.

Cameron condenou o assassinato e disse que levará os assassinos à justiça.
"Este é um assassinato desprezível e chocante de um trabalhador humanitário inocente. É um ato de pura maldade. Meu coração está com a família de David Haines que demonstrou coragem e força extraordinária durante esse sofrimento", disse ele em um comunicado.

"Nós faremos tudo em nosso poder para caçar esses assassinos e garantir que enfrentem a justiça, independente do tempo que isso leve."

 https://br.noticias.yahoo.com/v%C3%ADdeo-estado-isl%C3%A2mico-mostra-suposta-decapita%C3%A7%C3%A3o-ref%C3%A9m-brit%C3%A2nico-120632883.html

Especialista diz que racismo na internet também é crime


A sociedade brasileira vem acompanhando diversos casos de ofensas racistas contra jogadores de futebol. O mais recente episódio ocorreu no fim do mês passado, quando o goleiro Aranha, do Santos, foi chamado de macaco durante partida contra o Grêmio.

Mas não é só dentro dos campos que esse crime é praticado. Muita gente usa as redes sociais e a internet. Recentemente, ao postar uma foto ao lado do namorado, uma jovem negra foi ofendida por usuários de uma rede social.

O coordenador do Plano Juventude Viva da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Felipe Freitas, explica que a rede mundial de computadores reflete o comportamento da população. “Se o racismo é um fenômeno social, a internet é um espaço onde esse fenômeno também se manifesta. Não é a internet que os cria. Apenas dá mais visibilidade”, salienta. Segundo ele, o uso da rede dá uma falsa sensação de anonimato.

No Brasil, o racismo é considerado crime inafiançável e imprescritível. Isso significa que uma pessoa pode ser punida muito tempo depois da infração. As penas previstas variam de um a cinco anos de reclusão, dependendo do caso. Conforme o coordenador, o fato da ofensa ser presencial ou pela internet não altera a denúncia. Qualquer espaço pode ser usado. “Na Seppir, temos a ouvidoria, que pode ser acionada por telefone ou internet. As delegacias precisam estar prontas para receber essas denúncias, assim como o Ministério Público e as defensorias públicas”, cobra Freitas.

Especialista em direito digital, Fabrício Alves observa que algumas providências podem ser tomadas para auxiliar a polícia na investigação. Além de não incentivar o debate, a pessoa ofendida deve registrar as ofensas. “Registrar, por meio de impressão, anotar o endereço da página para identificá-la posteriormente e, imediatamente, procurar a policia. "Se, antes de comunicar à autoridade policial e à Justiça, ela pedir para remover o conteúdo, estará dificultando a produção de provas”, comenta o advogado.

O Marco Civil da Internet, que entrou em vigor em junho deste ano, traz regras sobre direitos e deveres de usuários e provedores. Conforme Fabrício Alves, alguns aspectos que podem auxiliar na investigação de crimes cometidos na rede precisam ser regulamentados. É o caso dos artigos 13 e 15, que tratam do armazenamento obrigatório de informações. “Para efeito de investigação, isso é extraordinariamente positivo, porque representa uma forma inovadora de se produzir provas contra o cidadão que usa a internet indevidamente. Só que esses pontos ainda não foram regulamentados. O marco civil prescreveu a obrigatoriedade do Poder Executivo regulamentar por decreto”, assinala Alves.

Para que um provedor retire do ar conteúdo ofensivo a um usuário, é preciso recorrer à Justiça. Com a notificação judicial, a empresa passa a ser responsabilizada pela manutenção do material. O próprio marco civil estabelece que, caso não remova o conteúdo, a empresa responderá por eventuais danos.

A maioria das redes sociais já disponibiliza canais para denúncias. Segundo o advogado, geralmente as empresas atendem aos pedidos. Ele afirma que, apesar da legislação não estabelecer prazos para retirada de materiais ofensivos da rede, a jurisprudência fixa um período de 24 horas a partir da notificação.

Felipe Freitas acredita que a população brasileira vem amadurecendo com relação ao racismo. Entretando, alerta para a necessidade de capacitação dos profissionais que tratam dos casos. “Temos parcerias com os ministérios públicos e com o Conselho Nacional do Ministério Público (Cnmp) para capacitar operadores da área. Falta apenas mais diálogo com o judiciário, com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e com as defensorias públicas", conclui.

 http://www.atribuna.com.br/atualidades/especialista-diz-que-racismo-na-internet-tamb%C3%A9m-%C3%A9-crime-1.403985

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Robô Curiosity da Nasa se prepara para subir montanha em Marte

Moasaico de imagens da Mast Camera (Mastcam), do robô da Nasa Curiosity Mars, mostra sedimentos na cratera Gale de Marte O robô Curiosity da Nasa chegou à base do Monte Sharp e deve começar a explorá-lo em breve, informou nesta quinta-feira a agência espacial americana. 

A Nasa defendeu também o trabalho do veículo robótico, depois de um painel de revisão ter criticado a missão em julho, alegando que faltava foco à missão. 

O explorador marciano, que custou à Nasa 2,5 bilhões de dólares, pousou no planeta vermelho em agosto de 2012 com o objetivo de explorar o terreno e buscar vestígios que permitam averiguar se houve vida em Marte. 

"Por fim, chegamos à fronteira distante que buscamos por tanto tempo", disse John Grotzinger, cientista do projeto Curiosity do Instituto Tecnológico da Califórnia. 

O veículo está agora na base do Monte Sharp (também conhecido como Aeolis Mons) e vai começar a subi-lo nos próximos dias para perfurar a rocha cinza esverdeada nas próximas duas semanas, disse Grotzinger. 

O robô seguirá por uma rota um pouco mais direta do que havia sido planejado originalmente, depois que quatro de suas seis rodas foram danificadas no ano passado pelas rochas da superfície marciana.
"Este dano acelerou o ritmo do desgaste muito antes do que a equipe havia planejado. Em resposta, a equipe modificou a rota para um terreno mais suave", disse a Nasa em um comunicado. 

Em julho, um painel de revisão independente disse que o objetivo da missão de coletar oito amostras da superfície de Marte para realizar 13 análises no total era "uma pobre contribuição para a ciência em troca de um investimento tão grande em uma missão importante". 

O painel também questionou se os objetivos do robô serão cumpridos e manifestou preocupação com o fato de os cientistas que lideram o projeto da Nasa não terem se apresentado pessoalmente para que fossem abordadas questões relativas à missão. 

"Isto deixou o painel com a impressão de que a equipe sente que seus integrantes são grandes demais para cair", indicou o relatório elaborado pelo painel de revisão. 

Green disse que houve mal-entendidos em relação ao horário e que a Nasa não tentou evitar que a equipe científica fosse entrevistada. 

Green acrescentou que a agência espacial leva em consideração as observações do painel.
"Não filtramos comentários, não os editamos, não bloqueamos suas opiniões", disse.
"Nós as solicitamos, absorvemos e atuamos em consequência disso". 

 https://br.noticias.yahoo.com/fotos/sonda-americana-curiosity-encontrou-primeira-vez-superf%C3%ADcie-marte-photo-203215184.html

Pistorius é condenado pelo homicídio de sua namorada


Oscar Pistorius O atleta sul-africano Oscar Pistorius foi declarado nesta sexta-feira culpado de matar sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, a tiros em 14 de fevereiro de 2013 em Pretória. A juíza do caso considerou provado que o corredor disparou intencionalmente através da porta do banheiro da casa em que moravam, mas sem intenção de matar a pessoa que estava atrás dela.

Com este veredicto, o Tribunal aceitou em parte a versão de Pistorius, que afirmava ter atirado em pânico por achar que se tratava de um ladrão que tinha entrado em sua residência, mas recusou a parte em que disse ter disparado sem querer. Como já tinha afirmado ontem a magistrada, ele poderia ter pedido ajuda pelo telefone ou saindo à rua, mas escolheu pegar sua arma, se aproximar da porta do banheiro e abrir fogo.

Portanto, segundo o veredicto, o atleta agiu de forma "negligente" e "culposa", condições que, segundo a jurisprudência sul-africana, caracterizam o delito de homicídio. A juíza, Thokozile Masipa, insistiu hoje que não cabe condenar o acusado por assassinato, já que não ficou suficientemente provado que sua intenção era a de matar Steenkamp.

Além disso, a conduta que teve após comprovar que era sua namorada que estava atrás da porta, solicitando urgentemente ajuda e chamando a polícia entre lágrimas, é "contraditória" com a de alguém que quis cometer um assassinato. O atleta agora aguarda a definição da pena, que pode ser no máximo de 15 anos de prisão pelo delito de homicídio.

A juíza ainda declarou Pistorius culpado de uma acusação de uso negligente de armas de fogo por disparar contra a pista de um amigo para o chão acidentalmente a pistola em um restaurante de Johanesburgo, em janeiro de 2013.

Além disso, Masipa absolveu o velocista de outra acusação, de uso temerário de armas em lugares públicos, por disparar para o ar de um conversível em movimento em setembro de 2012 e de posse ilegal de munição. A magistrada chegou à conclusão que o promotor não pôde contradizer com provas a versão do acusado de que a munição, encontrada em sua casa após a morte de sua namorada, era de seu pai.
 
 https://br.noticias.yahoo.com/pistorius-%C3%A9-condenado-homic%C3%ADdio-namorada-095223070.html

Jovem grava assédio e denuncia padrasto em São Roque

Uma jovem de 19 anos gravou o momento em que seu padrasto a assediava sexualmente e denunciou à Polícia Civil, em São Roque, região de Sorocaba, no interior de São Paulo. O homem, de 42 anos, foi preso nesta quarta-feira, 10, acusado de tentativa de estupro. Ele é casado com a mãe da vítima há 16 anos e trabalha como caseiro na propriedade em que mora a família.

O crime aconteceu no bairro do Saboó, na zona rural do município. A gravação, feita com um telefone celular, captou apenas o áudio do assédio.

De acordo com trechos divulgados pela polícia, o padrasto pede à enteada para transar com ele, mas ela nega. A garota pede que ele a solte, o que indica que o homem a estava agarrando.

A garota contou o assédio à mãe, que a encorajou a fazer a denúncia. A jovem foi à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) acompanhada pela irmã e apresentou o áudio à delegada. Ela contou que vinha sofrendo o assédio do padrasto desde a infância. Aos 12 anos, ele havia tentado estuprá-la. Ela reagiu, mas não contou a ninguém porque o homem ameaçou matar sua mãe. 

Policiais foram à casa dos suspeito, que tentou fugir pelo mato, mas foi alcançado. Ele negou o crime, mas foi autuado por tentativa de estupro na Delegacia da Polícia Civil de São Roque. O acusado foi levado à Cadeia Pública de Pilar do Sul, destinada a autores de crimes sexuais.

 https://br.noticias.yahoo.com/jovem-grava-ass%C3%A9dio-denuncia-padrasto-s%C3%A3o-roque-133900073.html

Atriz pornô canadense faz sexo com 25 em uma noite para aumentar os seios

Zoé Zebra, atriz canadense de 25 anos, fez uma aposta para arrecadar recursos para colocar um implante de silicone nos seios: a moça prometeu transar com 25 homens na mesma noite caso conseguisse arrecadar o montante necessário para realizar a operação. A maratona sexual aconteceu mesmo com os protestos do prefeito da cidade de Gatineau e do movimento feminista local.

O evento aconteceria em um bar, mas acabou sendo realizado em um apartamento em cima do bar onde ele estava inicialmente previsto. Maxime Jobin tentou impedir a maratona sexual por considerá-la vergonhosa para a cidade, mas foi convencido por assessores que a proposta não feria nenhuma legislação, informa o site CNews.

"Estamos amparados por leis estaduais e federais. O Canadá é um país livre. Se você não quiser ir, não vá", comentou André de la Seine, da produtora AD4X. O público pagou entrada de R$ 33, mas os 25 homens que fizeram sexo com Zoé não receberam nada: a lei canadense não permite pagamento por sexo. O que achou da ideia da moça?

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/atriz-porno-canadense-faz-sexo-com-25-em-uma-noite-para-235238343.html

Homem guardava 50 gatos mortos em congelador nos EUA


Doug Westcott, 55 anos, foi preso por pornografia infantil, mas a polícia não estava preparada para o que encontrou na residência. 50 cadáveres de gatos estavam guardados no congelador.

Westcott vivia com 35 gatos vivos e tinha espalhado caixas de areia pela casa. O que provocava um insuportável odor de urina e fezes na residência em Lake Worth, no condado de Palm Beach, na Flórida. Os policiais foram obrigados a utilizar máscaras para entar no local, segundo informações do jornal 'The Palm Beach Post'.
 
As autoridades encontraram os cadáveres dos 50 gatos em quatro congeladores, um fato que surpreendeu inclusive o diretor do escritório de proteção de animais local, David Walesky, que disse ao jornal que em casos anteriores as pessoas que guardavam animais mortos os colocavam em armários ou quartos traseiros.

Os vizinhos de Westcott descreveram sua conduta estranha, como sua propensão a andar sem camisa e tentar dar pequenos presentes às crianças. O penetrante cheiro de gato chegava aos arredores da casa e os animais entravam e saíam por conta própria, disseram. Walesky indicou que Westcott se recusa a ceder a custódia de seus gatos vivos, razão pela qual um juiz decidirá o destino dos animais em 30 dias.

O funcionário lamentou que por falta de recursos o gabinete de proteção de animais provavelmente realizará necropsias em apenas alguns dos gatos mortos, e não em todos.

 https://br.noticias.yahoo.com/blogs/eita/homem-guardava-50-gatos-mortos-em-congelador-nos-eua-190504670.html

Morre o vilão do 007 Richard Kiel

Morre o vilão do 007 Richard Kiel
O ator Richard Kiel, conhecido pelo papel do vilão Jaws nos filmes 007 - O Espião Que Me Amava e 007 Contra O Foguete Da Morte, morreu ontem em um hospital em Fresno, na Califórnia, apenas três dias antes do seu aniversário de 75 anos.

Kiel havia quebrado a perna no início da semana mas não se sabe se isso agravou sua condição e contribuiu para o seu falecimento. A família do ator confirmou a morte via Facebook mas não informou a causa, apenas comentou que sua saúde já vinha se deteriorando.

Com 2,18m de altura por causa de um problema hormonal, Kiel interpretou outros vilões e personagens imponentes principalmente na televisão nos anos 70. Também participou de comédias como Um Maluco No Golfe e, mais recentemente, emprestou sua voz para o personagem Vlad da animação Enrolados.

Kiel também publicou sua biografia em 2002, entitulada Making It Big in the Movies. Ele era casado com Diane Rogers desde 1974, e tinha quatro filhos.

 https://br.cinema.yahoo.com/noticias/morre-vil%C3%A3o-007-richard-kiel-121800946.html

Pai diz que casal via menino Joaquim como um estorvo

Arthur Paes Marques, pai do menino Joaquim, prestou depoimento na tarde desta quinta-feira, 11, à Justiça de Ribeirão Preto sobre a morte do filho. Ele declarou acreditar na participação direta da ex-mulher, a psicóloga Natália Ponte, na morte da criança. No processo, a psicóloga é citada somente por omissão.

"Era muito difícil aplicar insulina no meu filho", afirmou Arthur Marques sobre a overdose do remédio que teria matado Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, em novembro do ano passado. Ele falou ainda que Natália e o principal suspeito pela morte do garoto, Guilherme Longo, viam Joaquim como um estorvo na vida do casal.

"Para eles, era um saco de lixo que eles jogaram no rio", afirmou. Marques, que ficou de frente com sua ex-mulher e o padrasto do filho, contou ter tratado com indiferença a presença dos dois. "Eu entrei lá pensando no meu filho, pensando no meu pequeno. É uma criança, é meu filho, e eu vou lutar até o fim por Justiça."

Ele falou ainda ter estranhado as declarações da família de Natália em favor de Guilherme Longo. "Acho estranho os familiares mudarem agora de lado, tentarem pintar o Guilherme como um santo". Para ele, o padrasto pode ter ameaçado Natália e dito: "Ou você me alivia ou eu te levo junto".

Audiências

O depoimento aconteceu no Fórum de Ribeirão Preto e foi tomado pela juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos Bezerra. O caso está na fase de audiências e mais de 20 pessoas devem depor até esta sexta-feira, 12, incluindo Natália e Longo.

Longo está preso em Tremembé, mas foi levado a Ribeirão para acompanhar os depoimentos, caso as testemunhas concordem. Natália também pode acompanhar as audiências, mas ao contrário dele, chegou a ficar presa e depois foi solta porque não teria envolvimento direto no crime, segundo a denúncia apresentada à Justiça.

Histórico

Joaquim Ponte Marques sumiu de sua casa em Ribeirão Preto e cinco dias depois seu corpo foi localizado boiando no Rio Pardo, em Barretos (SP). Longo é réu na ação porque, na versão da polícia e do Ministério Público, teria matado a criança - que era diabética - com uma dose excessiva de insulina e jogado o corpo no córrego perto de sua casa. Tanto ele, quanto Natália, negam qualquer participação na morte da criança.
 
 http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/pai-diz-que-casal-via-menino-joaquim-como-um-estorvo-1.403583

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vereadora que só teve o próprio voto assumiu

Veridiana Bassotto Pasini não fez campanha; abertas as urnas, obteve apenas um voto - o que deu a si mesma
  • Veridiana Bassotto Pasini não fez campanha; abertas as urnas, obteve apenas um voto - o que deu a si mesma
Um candidato a mandato eletivo, como se sabe, é sempre um pretensioso que faz merchandising do próprio umbigo. Diz coisas definitivas sem definir as coisas, para que o eleitor possa distinguir o lamentável do impensável, optando pelo menos pior. Na pequena cidade gaúcha de Coronel Pilar, que abriga 1,7 mil habitantes, sucedeu algo diferente.

Mulher do presidente do PTB municipal, Veridiana Bassotto Pasini, 39 anos, foi registrada como postulante a uma cadeira de vereadora. O repórter Rodrigo Chernhak (do Zero Hora) conta que ela virou candidata apenas para preencher a cota de candidaturas femininas que a legislação obriga o partido a apresentar. Veridiana não fez campanha. Abertas as urnas, obteve apenas um voto —o voto que deu a si mesma. Nem o marido, Luiz Carlos Pasini, votou nela.
 
A despeito disso, Veridiana Pasini tomou posse como vereadora de Coronel Pilar. Deu-se há uma semana. Ela assumiu como sétima suplente da coligação PTB-PP-PMDB. O titular da cadeira, Luciano Contini (PMDB), tirou licença médica por 60 dias. A suplente Iraci Moresco Zanatta assumiu. Mas só ficou na cadeira por 30 dias. Por razões distintas, os demais suplentes abstiveram-se de reivindicar o posto. Que acabou caindo no colo de Veridiana.
 
Supondo-se que o titular retorne no final da licença médica, Veridiana, a candidata eleita por si mesma, será vereadora pelo menos até o início de outubro. Uma experiência que nem ela, secretária de um consultório odontológico, imaginava viver. "Eu não esperava. Mesmo sem querer acabei entrando. Concorri para preencher a cota de mulheres candidatas na coligação. E optei por não fazer campanha."

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/09/10/vereadora-que-so-teve-o-proprio-voto-assumiu.htm

Na posse no STF, Lewandowski defende salário maior para juízes






Em seu discurso de posse na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Ricardo Lewandowski defendeu nesta quarta-feira (10) aumento de salário para os magistrados e servidores do Judiciário para, segundo ele, "restaurar a autoestima" deles.

"Deveremos restaurar a autoestima dos honrados magistrados e operosos servidores do Poder Judiciário, cuja importância, no tocante à relevante tarefa de pacificação social, que realizam diuturna e anonimamente, não tem sido adequadamente reconhecida pela sociedade e autoridades em geral", disse, diante da presidente Dilma Rousseff, que cortou o Orçamento do Supremo e enviou para o Congresso uma previsão de salário de R$ 30,9 mil para os ministros, que pediam R$ 35,9 mil.
Atualmente, os ministros recebem R$ 29,4 mil mensais. O reajuste proposto pela presidente deve entrar em vigor a partir de janeiro e terá efeito cascata sobre os salários de todos os servidores do Judiciário, que também receberão aumento.

E continuou: "Particular atenção será dada à recuperação de suas perdas salariais, de modo a garantir-lhes uma remuneração condigna com o significativo múnus público que exercem, bem como assegurar-lhes adequadas condições materiais de trabalho, além de proporcionar-lhes a oportunidade de permanente aperfeiçoamento profissional mediante cursos e estágios aqui e no exterior".

Lewandowski citou ainda as críticas as constantes embates entre o Judiciário e os demais Poderes da República, mas lembrou que o Supremo a passou "a interferir em situações limítrofes, nas quais nem o Legislativo, nem o Executivo, lograram alcançar os necessários consensos para resolvê-las".

"A Suprema Corte, não raro provocada pelos próprios agentes políticos, começou decidir questões controvertidas ou de difícil solução", afirmou, exemplificando com casos em que a Corte atuou, como o "da fidelidade partidária, do financiamento de campanhas eleitorais, da greve dos servidores públicos, da pesquisa com células-tronco embrionárias humanas, da demarcação de terras indígenas, dos direitos decorrentes das relações homoafetivas, das cotas raciais nas universidades e do aborto de fetos anencéfalos".

O novo presidente também ressaltou a importância de a Justiça agir com rapidez para conseguir dar respostas à sociedade. "Assegurar a fruição desses direitos, hoje, de forma eficaz, significa oferecer uma prestação jurisdicional célere, pois, como de há muito se sabe, justiça que tarda é justiça que falha."

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Lewandowski toma posse como presidente do STF

O ministro Ricardo Lewandowski tomou posse na tarde desta quarta-feira (10) como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele já ocupava o cargo interinamente desde o fim de julho, após o ministro Joaquim Barbosa se aposentar. Na mesma cerimônia, a ministra Cármen Lúcia assumiu a vice-presidência do tribunal. Ambos ficarão no comando da mais alta Corte do país pelos próximos dois anos. A cerimônia conta com a presença da presidente Dilma Rousseff

Leia a íntegra do seu discurso de posse:
"Nos dias de hoje, não são poucas as críticas veiculadas nos meios acadêmicos e na mídia em geral contra aquilo que é visto como um protagonismo mais acentuado - ou até mesmo exagerado - do Poder Judiciário, em particular do Supremo Tribunal Federal, quanto à tomada de decisões relativas a temas de maior impacto sobre a sociedade.  Alguns falam numa "judicialização da política", enquanto outros mencionam uma "politização da justiça". Ambas as expressões traduzem uma avaliação negativa acerca da atuação do Judiciário, ao qual se imputa um extravasamento indevido de suas competências constitucionais. Outra censura assacada contra o Judiciário diz respeito à morosidade na prestação jurisdicional, reclamação que, de resto, aparenta ser universal, tantas são as queixas registradas em outros países com relação à demora na solução dos processos.
Para melhor entendermos essas instigantes questões, faremos menção a um livro publicado no passado recente - mas que já se tornou clássico - denominado "Era dos Direitos". Esse livro, pequeno em tamanho, porém denso em conteúdo, abriga artigos e depoimentos do jusfilósofo italiano Norberto Bobbio, há pouco falecido. Nele consta uma entrevista na qual Bobbio enunciava três problemas que, no seu entender, ameaçariam a sobrevivência da humanidade: o crescimento acelerado da população mundial, a destruição gradativa do meio ambiente e a disseminação generalizada das armas de destruição em massa.
Indagado se, em meio a tal cenário sombrio, ele divisava algo de positivo, Bobbio respondeu que via com otimismo a crescente importância atribuída aos direitos fundamentais, tanto no plano interno quanto no âmbito internacional. Para Bobbio, isso seria revelador de um progresso moral da humanidade, e de que estaríamos ingressando na "Era dos Direitos", na qual o grande desafio consistiria em abandonarmos a habitual teorização acerca deles para, agora, colocá-los efetivamente em prática.
Nesse contexto, o Judiciário confinado, desde o século 18, à função de simples 'bouche de la loi", ou seja, ao papel de mero intérprete mecânico das leis, foi pouco a pouco compelido a potencializar ao máximo sua atividade hermenêutica de maneira a dar concreção aos direitos fundamentais, compreendidos em suas várias gerações. Ocorre que, assegurar a fruição desses direitos, hoje, de forma eficaz, significa oferecer uma prestação jurisdicional célere, pois, como de há muito se sabe, justiça que tarda é justiça que falha. Entre nós, inclusive, incluiu-se, recentemente, na atual Constituição um novo direito do cidadão: o direito à "razoável do processo".
Mas inúmeras dificuldades emergem quando se busca colocar em prática esse novo direito. De início, vivemos, atualmente, no mundo todo, o fenômeno que o sociólogo português Boaventura Souza Santos classificou de 'explosão de litigiosidade'. Tal evento, mais do que um signo dos múltiplos conflitos característicos da sociedade moderna, representa, em verdade, uma busca do homem comum, do homem do povo, por seus direitos, que descobriu que pode alcançá-los pela via judicial.
Entre nós, a Constituição de 1988, na prática, 'escancarou' as portas do Judiciário, não apenas porque continuou a dar guarida ao consagrado princípio da inafastabilidade da jurisdição, segundo o qual nenhuma lesão ou ameaça de lesão a direito pode ser subtraída à apreciação do Judiciário, como também porque colocou à disposição dos cidadãos vários novos instrumentos de acesso à Justiça, em especial as ações de natureza coletiva.  
Não bastasse isso, o Judiciário, superando uma postura hermenêutica mais ortodoxa, que desvendava o direito apenas a partir de regras jurídicas positivadas na Constituição e nas leis, passou a fazê-lo também com base em princípios, superando a visão tradicional que se tinha deles, considerados preceitos de caráter meramente indicativo ou programático. Os juízes começaram a extrair consequências práticas dos princípios republicano, democrático e federativo, bem assim dos postulados da isonomia, da razoabilidade, da proporcionalidade, da moralidade, da impessoalidade, da eficiência e da dignidade da pessoa humana, ampliando assim o espectro de suas decisões.
A partir dessa nova postura, o Judiciário começou a intervir em questões que antes estavam reservadas exclusivamente aos demais Poderes, participando, de maneira mais ativa, da formulação de políticas públicas, especialmente nas áreas da saúde, do meio ambiente, do consumo, da proteção de idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência. O Supremo Tribunal Federal, de modo particular, passou a interferir em situações limítrofes, nas quais nem o Legislativo, nem o Executivo, lograram alcançar os necessários consensos para resolvê-las.
A Suprema Corte, não raro provocada pelos próprios agentes políticos, começou decidir questões controvertidas ou de difícil solução, a exemplo da fidelidade partidária, do financiamento de campanhas eleitorais, da greve dos servidores públicos, da pesquisa com células-tronco embrionárias humanas, da demarcação de terras indígenas, dos direitos decorrentes das relações homoafetivas, das cotas raciais nas universidades e do aborto de fetos anencéfalos.
Esse novo papel desempenhado pelo Poder Judiciário fez com que os casos submetidos à sua apreciação crescessem de forma exponencial. Em 2013, segundo o último levantamento do Conselho Nacional de Justiça, tramitaram no Judiciário brasileiro cerca de 95 milhões processos.  Naquele ano, foram ajuizados aproximadamente 28 milhões de casos novos, sem contar os feitos que ingressaram no Supremo Tribunal Federal.
Mediante um esforço quase sobre-humano os magistrados brasileiros - cujo número correspondia a aproximadamente 16.500 juízes - proferiram mais de 25 milhões sentenças, o que resultou numa média de cerca de 1.600 para cada um deles. Não obstante esse excepcional desempenho, a taxa de congestionamento processual continuou elevadíssima, chegando a quase 71% das ações em trâmite. Isso, em grande parte, porque temos hoje quase 6.500 cargos em aberto, correspondendo a mais de 39% do total de nosso efetivo de juízes, por motivos que vão desde a falta de verbas para preenchê-los até a carência de candidatos motivados ou qualificados.
O Supremo Tribunal Federal, à semelhança do que ocorreu com o Judiciário como um todo, também foi contemplado com uma extraordinária sobrecarga de trabalho no ano passado. Ao longo de 2013 foram distribuídos 44.170 processos aos seus onze ministros, que proferiram 85.000 decisões, das quais 72.167 monocráticas e 12.833 colegiadas.
Diante desse quadro, há quem diga que o Judiciário vive uma crise institucional ou, no mínimo, está diante de um impasse de difícil superação. Assumindo - apenas para argumentar – que isso corresponde à verdade, seja-nos lícito recordar uma conhecida imagem: quando escrita em chinês, a palavra "crise" decompõe-se em dois ideogramas – um representando "perigo" e o outro  "oportunidade". Valendo-nos dessa janela de oportunidade que o destino aparenta descerrar, buscaremos atingir, na Presidência do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, algumas metas, a seguir explicitadas.
Primeiramente, procuraremos acelerar a prestação jurisdicional intensificando o uso de meios eletrônicos para a tomada de decisões, ao mesmo tempo em que desestimularemos as ações de índole temerária ou protelatória, mediante os meios legais disponíveis.
Depois, daremos prioridade ao julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral, mecanismo criado pela EC 45/2004, que permite que a Suprema Corte deixe de apreciar feitos que se resumam à discussão de interesses intersubjetivos, ou seja, aqueles que não tenham um impacto maior do ponto de vista político, social, econômico ou jurídico. Desde a adoção desse instrumento, o número de processos admitidos na Suprema Corte caiu pela metade, eis que, antes dele, eram aparelhados, em média, mais de 100 mil processos por ano. A racionalização e intensificação do emprego da repercussão geral será prestigiada não apenas porque reduzirá substancialmente o trabalho dos integrantes do Tribunal. Ela merecerá especial destaque sobretudo porque a solução de um recurso extraordinário qualquer, qualificado com esse rótulo, permitirá que sejam decididas centenas ou até milhares de ações sobrestadas nos tribunais de origem. Atualmente, tramitam na Corte 333 recursos extraordinários com repercussão geral reconhecida e apreciação de mérito pendente, os quais mantém em suspenso, nas instâncias inferiores, enquanto não forem julgados, cerca de 700 mil processos.
Pretendemos, ademais, facilitar e ampliar a edição de súmulas vinculantes, que fornecem diretrizes seguras e permanentes aos operadores do direito sobre pontos controvertidos da interpretação constitucional, por meio de enunciados sintéticos e objetivos. Nessa linha, buscaremos transformar as súmulas tradicionais já editadas em verbetes vinculantes, sempre que tecnicamente viável, de modo a ampliar a celeridade da prestação jurisdicional em todas as instâncias.
Procuraremos, igualmente, estimular formas alternativas de solução de conflitos, compartilhando, na medida do possível, com a própria sociedade, a responsabilidade pela recomposição da ordem jurídica rompida, que, afinal, é de todos os seus integrantes. Referimo-nos à intensificação do uso da conciliação, da mediação e da arbitragem, procedimentos que se mostram particularmente apropriados para a resolução de litígios que envolvam direitos disponíveis, empregáveis, com vantagem, no âmbito extrajudicial.
Pensamos também na denominada "justiça restaurativa", que já vem sendo praticada, com êxito, no âmbito criminal, onde a atenção do Estado e da sociedade não se dirige, mais, exclusivamente, à punição do infrator, mas lança um olhar especial à mitigação das lesões físicas, morais, psicológicas e materiais sofridas pelas vítimas. Esse instituto poderá ser empregado, com igual sucesso, em outras áreas do direito, em especial nos conflitos familiares.
Do ponto de vista normativo, enviaremos, na próxima Legislatura, ao Congresso Nacional, depois da aprovação pelos nossos pares, o novo Estatuto da Magistratura, assim como projetos de lei que possam superar topicamente certos entraves na prestação jurisdicional, sem prejuízo da impostergável tarefa de atualizar e consolidar o regimento interno da Casa.
Propomo-nos, ademais, a respeitar e fazer respeitar a independência e harmonia entre os Poderes, estimulando nos juízes a adoção da salutar atitude de self restraint, de autocontenção, praticada pelas cortes constitucionais dos países democráticos.  Com isso queremos dizer que o Judiciário só deve atuar, para suprir eventual lacuna normativa ou inércia administrativa, em caráter excepcional e provisório, e apenas quando a decisão pretoriana se mostrar necessária e inadiável, permitindo, como regra, que o Legislativo ou o Executivo – representantes diretos da soberania popular – possam concluir as suas deliberações no tempo que considerem politicamente mais adequado para o País.
Pretendemos, ainda, entreter um permanente diálogo com as instituições essenciais à administração da Justiça, a exemplo do Ministério Público e da advocacia, cujos objetivos convergem integralmente conosco no tocante ao aperfeiçoamento da jurisdição.  Desejamos, igualmente, ampliar a colaboração de especialistas e membros da comunidade no controle de constitucionalidade, incentivando a atuação dos amici curiae e a realização de audiências públicas, de forma consentânea com a Democracia Participativa instaurada pela nova Carta Magna.
Entendemos, por outro lado, que o Judiciário deve assumir um protagonismo maior na área externa, empregando, com mais habitualidade, os institutos do direito comunitário e do direito internacional, à semelhança do que ocorre no Velho Continente, onde os juízes foram e continuam sendo os grandes responsáveis pela integração europeia, sobretudo ao garantirem a igualdade de direitos aos seus cidadãos. É preciso, também, que os nossos magistrados tenham uma interlocução maior com os organismos internacionais, como a ONU e a OEA, por exemplo, especialmente com os tribunais supranacionais quanto à aplicação dos tratados de proteção dos direitos fundamentais, inclusive com a observância da jurisprudência dessas cortes.
Pretendemos, mais, redirecionar a atuação do Conselho Nacional de Justiça, resgatando a sua concepção original de órgão central de planejamento estratégico, fazendo com que passe a atuar a partir de uma visão sistêmica dos problemas que afetam o Judiciário, sem prejuízo de sua competência correicional supletiva. Isso demandará a implantação de um modelo eficiente de informação e comunicação, que não poderá prescindir de uma permanente interlocução com os juízes de todos os graus de jurisdição e com os distintos tribunais do país.
Por fim, deveremos restaurar a autoestima dos honrados magistrados e operosos servidores do Poder Judiciário, cuja importância, no tocante à relevante tarefa de pacificação social, que realizam diuturna e anonimamente, não tem sido adequadamente reconhecida pela sociedade e autoridades em geral.  Haveremos de fazê-lo mediante a correta divulgação dos serviços essenciais que prestam ao Brasil, não raro com risco para a própria vida e integridade física. 
Particular atenção será dada à recuperação de suas perdas salariais, de modo a garantir-lhes uma remuneração condigna com o significativo múnus público que exercem, bem como assegurar-lhes adequadas condições materiais de trabalho, além de proporcionar-lhes a oportunidade de permanente aperfeiçoamento profissional mediante cursos e estágios aqui e no exterior.
Permitimo-nos concluir com uma frase de Martin Luther King pronunciada em 1963, no Lincoln Memorial, em Washington: I have a dream; 'Eu tenho um sonho". Era um sonho de igualdade e de fraternidade para todos os americanos indistintamente.
Nós também temos um sonho: o sonho de ver um Judiciário forte, unido e prestigiado, que possa ocupar o lugar que merece no cenário social e político deste país. Um Judiciário que esteja à altura de seus valorosos integrantes, e que possa colaborar efetivamente na construção de uma sociedade mais livre, mais justa e mais solidária, como determina a Constituição da República, a qual todos os magistrados brasileiros, de forma uníssona, juraram respeitar e defender."

 http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/09/10/na-posse-no-stf-lewandowski-defende-aumento-de-salario-para-juizes.htm

A vítima perdeu massa encefálica e está em estado grave no Hospital de Base

Homem perde o olho depois de ser agredido por causa de um assento de ônibus no DF

 
Alessandro Pires ( à direita) veio a Brasília para ver o filho, Patrick Pires (à esquerda) no desfile militar do 7 de setembro Arquivo Pessoal
 
Um homem perdeu o olho depois de ser agredido com um objeto perfurante dentro de um ônibus de viagem, no terminal de Taguatinga, no Distrito Federal.

O pastor Alessandro Veloso Pires, de 40 anos, saiu de Goiânia com dois filhos, de 12 e 5 anos, na manhã de domingo (7), para assistir ao desfile militar em comemoração à Independência do Brasil, em Brasília.

Ao entrar no ônibus da Viação Goiânia, uma das poltronas reservadas por ele na compra das passagens estava ocupada por outra pessoa, que disse que não sairia do local. Sem discutir, a vítima teria ocupado outro assento, segundo relatos do filhos.

Quando o veículo parou no Terminal de Taguatinga, perto de destino final, o homem que ocupou a poltrona de Alessandro Pires disse que “estava com raiva”, o agrediu no olho com um objeto perfurante e fugiu.

— Os meus irmãos disseram que não houve nenhuma discussão, nenhuma briga que motivasse o ataque, conta Patrick Pires, filho da vítima.

Alessandro Pires perdeu o olho direito e parte da massa encefálica. Segundo a família, ele está internado no Hospital de Base em estado grave e aguarda em leito de UTI. No domingo, ele passou por uma cirurgia de 12 horas, mas permanece em coma induzido. 

A ocorrência do caso foi registrada na 12ª DP, em Taguatinga. O delegado que conduz as investigações, Moisés Martins, disse que ainda não há pista do agressor. A Viação Goiânia informou à polícia que, no momento do ataque, o circuito de imagens do ônibus estava quebrado.

— A gente ainda depende de algumas diligências no estado de Goiás e estamos trabalhando com outras linhas de investigação para identificar o criminosos.

http://noticias.r7.com/distrito-federal/homem-perde-o-olho-depois-de-ser-agredido-por-causa-de-um-assento-de-onibus-no-df-11092014

Centro acadêmico da faculdade de direito do Mackenzie é dirigido por aluna negra pela 1ª vez

Tamires Sampaio conquistou uma bolsa do ProUni e sempre estudou em escolas públicas 


Tamires é quinta mulher a presidir o diretório estudantil e a primeira pessoa negra a alcançar o posto Arquivo pessoal
 
Tamires Gomes Sampaio, de 20 anos, estudou em escolas públicas dos três meses de vida até o fim do ensino médio. Ela frequentou uma creche desde muito nova porque sua mãe, Rosimary, precisava trabalhar para pagar e terminar a faculdade de psicologia.

Apesar das dificuldades, hoje ela está no quarto ano do curso de direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e acaba de ser nomeada a primeira presidente negra do centro acadêmico de seu curso em 69 anos.

A atuação de Tamires à frente do Centro Acadêmico João Gomes Jr. também representa outros marcos. Ela é quinta mulher a presidir o diretório estudantil, e a primeira pessoa negra de maneira geral a alcançar o posto.

— Para mim isso é algo muito simbólico, porque na minha sala tem três estudantes negros num total de 80 alunos. Algumas salas aqui [no Mackenzie] não têm alunos negros.

Tamires conta que o curso de direito tem com mais de 100 docentes, mas apenas um deles é afrodescendente.

— Ainda hoje você quase não vê negros nas salas de aula das universidades. Onde você vê muitos negros aqui na faculdade? Na segurança, fazendo faxina.

Para a aluna, ser eleita a primeira negra presidente do centro acadêmico vai mostrar que a universidade é lugar para todos.
A vitória da chapa sobre outras duas concorrentes aconteceu no início deste mês, e Tamires tomou posse no último dia 9 Arquivo Pessoal
 
— Minha história indica que qualquer um pode ser uma liderança no movimento estudantil, mesmo em uma faculdade de direito que é tradicionalista, elitista e por vezes até conservadora.

Tamires também citou que ela, como outros jovens, já se beneficiou de políticas públicas como as cotas raciais e o ProUni (Programa Universidade para Todos), que estão mudando o cenário de acesso dos negros ao ensino superior.

Nos tempos da escola
Durante o último ano do ensino médio, a estudante fez cursinho pré-vestibular. Em 2009, fez provas para tentar ingressar em universidades públicas e também prestou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Não passou nas instituições públicas, mas a nota que obteve no Enem lhe rendeu uma bolsa integral no Mackenzie pelo ProUni. Ela ingressou na universidade com apenas 17 anos de idade.

— Escolhi direito porque sempre gostei muito de humanas e nunca me dei bem com matemática. Além disso, sempre participei dos debates filosóficos e políticos na escola.

Militância universitária
A veia política fez com a presidente do centro acadêmico se aproximasse do movimento estudantil desde o início da faculdade. Em 2013, participou da construção da Frente Coletiva, grupo estudantil que se propunha a debater o combate às opressões na universidade.

Após a saída de parte dos membros da última gestão do centro acadêmico do curso de direito, que aconteceu no meio deste ano, uma nova eleição foi convocada: “Como já tínhamos o coletivo [Frente Coletiva], resolvemos disputar as eleições como chapa Catarse, que é um termo utilizado na ciência política como um movimento de transição rumo a uma representação coletiva de fato”.

A vitória da chapa sobre outras duas concorrentes aconteceu no início deste mês, e Tamires tomou posse no último dia 9. O feito lhe rendeu dez dias de férias para se preparar para a nova jornada política num período próximo do fim de sua graduação, de cinco anos.

Futuro
Militante do movimento negro em São Paulo e reconhecendo os problemas raciais e sociais no Brasil, Tamires afirma que a intenção de sua gestão no centro acadêmico é promover debates sobre estes assuntos.

Quanto ao que irá fazer após o término da faculdade, a jovem conta que deseja ser procuradora do Ministério Público Federal e trabalhar nas áreas do direito penal, direitos humanos e segurança pública.

Tamires também  pretende lutar contra a desigualdade social e racial. Ao R7 ela disse que irá fazer seu trabalho de conclusão de curso sobre o assassinato de jovens negros nas periferias.


 http://noticias.r7.com/educacao/centro-academico-da-faculdade-de-direito-do-mackenzie-e-dirigido-por-aluna-negra-pela-1-vez-11092014

Rússia realiza com sucesso teste de míssil nuclear intercontinental

Governo acredita que modelo poderá manter paridade militar com os EUA

O presidente russo prometeu investir pesado no rearmamento militar do país AP
O submarino nuclear russo Vladimir Monomaj efetuou nesta quarta-feira (10) com sucesso um lançamento de teste do foguete intercontinental Bulava (Maza), informou o Ministério da Defesa da Rússia.

"O lançamento foi realizado em posição de imersão dentro do programa de testes estatais do armamento e dos sistemas vitais do submarino nuclear Vladimir Monomaj", declarou o porta-voz de Defesa, general Igor Konashenkov, citado pelas agências russas.

O míssil foi disparado das águas do mar Blanco. As cargas atingiram o polígono de Kura, na península de Kamchatka, a milhares de quilômetros de distância de onde estava o submarino.
Os Bulava são capazes de levar até dez ogivas nucleares de guia individual, têm oito mil quilômetros de alcance e, segundo Moscou, podem burlar qualquer escudos antimísseis, incluindo o americano.

O míssil R30 3M30 Bulava-30 (SS-NX-30, segundo a classificação da Otan, e RSM-56 nos tratados internacionais) é uma versão naval do míssil balístico intercontinental em terra Topol.

A Rússia acredita que os Topol e os Bulava permitirão ao país manter a paridade nuclear com os Estados Unidos pelo menos durante o próximo meio século.

No entanto, os frequentes fracassos nos testes do Bulava (8 dos 19 lançamentos realizados foram considerados fracassados) suscitaram dúvidas sobre sua confiabilidade.

Os submarinos nucleares, a aviação estratégica e os mísseis intercontinentais formam a tríade nuclear russa no programa de rearmamento russo, que tem orçamento de R$ 1,6 trilhão (US$ 700 bilhões) em armamento até 2020.

http://noticias.r7.com/internacional/russia-realiza-com-sucesso-teste-de-missil-nuclear-intercontinental-10092014

Obama anuncia plano de ataque aéreo para destruir Estado Islâmico

Às vésperas do aniversário de 11 de Setembro, presidente fez pronunciamento de 15 minutos


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, na noite desta quarta-feira (10), o plano de empreender uma campanha aérea para destruir o grupo extremista Estado Islâmico, que atua na Síria e no Iraque.

— Esta campanha contra o terrorismo vai ser travada por meio de um esforço incansável para tirar o Estado Islâmico de onde quer que ele esteja, utilizando nosso poder aéreo e o apoio terrestres de forças aliadas — afirmou Obama, em pronunciamento de 15 minutos à nação às vésperas do aniversário de 13 anos dos atentados de 11 de Setembro.

O presidente dos Estados Unidos ressaltou que o objetivo da missão é “destruir” o Estado Islâmico.
— Nosso objetivo é claro: vamos reduzir e, finalmente, destruir o Estado Islâmico por meio de uma estratégia abrangente e sustentada de contraterrorismo.

O presidente americano ressaltou que o grupo não é reconhecido por nenhum governo. E afirmou que enviará mais 475 estrategistas para atuar em conjunto com as forças de defesa do Iraque.

Obama, porém, tentou diferenciar a ação das últimas guerras em que o país se envolveu (os Estados Unidos deixaram o país há cerca de três anos).

— Não haverá tropas americanas combatendo em solo estrangeiro.

O discurso foi ainda uma forma de buscar uma coalizão internacional com o intuito de combater o grupo extremista.

Poucas horas antes do anúncia da coalizão, o presidente norte-americano, Barack Obama, autorizou o envio de R$ 57 milhões (25 milhões de dólares) em "assistência militar imediata" nesta quarta-feira (10) para o governo iraquiano e para o governo regional do Curdistão para auxiliar com educação e treinamento militar, de acordo com um memorando postado no website da Casa Branca.

Obama recebeu na terça-feira (9) na Casa Branca os líderes do Congresso e comunicou que espera apoio, mas não necessita de autorização para implementar seu plano.

Forças aéreas americanas iniciaram em 8 de agosto bombardeios seletivos contra posições de EI em diversas zonas do Iraque para conter a ofensiva jihadista.

Desde então, os EUA efetuaram mais de 130 ataques perto das estratégicas represas de Haditha e Mossul, e nos arredores de Erbil, capital do Curdistão iraquiano.
 
França deve ser um dos aliados americanos
Como parte dos esforços para a construção de uma coalizão internacional, o presidente francês, François Hollande, e Fabius viajarão a Bagdá na sexta-feira (12), véspera de uma conferência de potências regionais e internacionais que se reunirão em Paris na próxima segunda-feira (15) para coordenar as iniciativas contra o Estado Islâmico.

“É necessária uma mobilização internacional para reagir a este perigo transnacional, que pode alcançar nosso território”, declarou Fabius. "No Iraque o governo e as minorias pediram ajuda, (e) respondemos com o envio de equipamento militar e ajuda humanitária”.

A França tem se mantido na retaguarda desde que ficou isolada no ano passado quando os EUA cancelaram ataques aéreos contra o governo do mandatário sírio, Bashar al Assad, poucas horas antes de aviões franceses se colocarem de prontidão para decolar.

Colaboração americana na Síria
Desde meados do ano passado, a CIA (agência de inteligência americana) está proporcionando armamento ligeiro e treino desde a Jordânia a facções opositoras ao governo do presidente sírio, Bashar al Assad, aliado do Irã e Rússia, de uma maneira muito discreta.

Além disso, a Administração Obama foi aumentando sua presença de maneira paulatina em seu colaboração com a oposição nos últimos meses, para a qual o presidente já solicitou há semanas R$ 1,15 bilhão (US$ 500 milhões) adicionais destinados a armamento.

Os opositores receberam sobretudo equipamento de defesa, mas o novo movimento contra o grupo jihadista poderia provê-los com um armamento mais pesado.

Secretário de Estado americano visita a região
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, visitou Bagdá nesta quarta-feira (10), iniciando uma viagem ao Oriente Médio para unir apoio militar, político e financeiro para derrotar os militantes do grupo Estado Islâmico, que controlam partes do Iraque e da Síria.

Kerry disse ter ficado impressionado com os planos do primeiro-ministro Haider al-Abadi para reconstruir as forças armadas iraquianas e pôr em prática reformas políticas mais amplas.

Abadi formou na segunda-feira um novo governo iraquiano, mais inclusivo, em um movimento que o governo norte-americano considera vital antes que os EUA adotem novas medidas para ajudar a expulsar os militantes que assumiram o controle de grande parte do norte do Iraque este ano.

Em meio à visita de Kerry, três carros-bomba explodiram em um bairro xiita no leste de Bagdá nesta quarta-feira, matando nove pessoas e ferindo outras 29, disse um policial. As explosões ocorreram em um intervalo de minutos de uma para outra no bairro Nova Bagdá.

Kerry disse a Abadi que se sente "encorajado" por seus planos para "reconstituir" o setor militar e "seu compromisso com a amplas reformas que são necessárias no Iraque para trazer todos os segmentos da sociedade iraquiana para a mesa (de negociações)".

Abadi fez um apelo à comunidade internacional para que ajude o Iraque a lutar contra o Estado Islâmico, instando-a a "agir imediatamente para impedir a disseminação desse tipo de câncer".

O giro de Kerry pelo Oriente Médio vai incluir a Arábia Saudita e, provavelmente, outras nações árabes.

 http://noticias.r7.com/internacional/obama-anuncia-plano-de-ataque-aereo-para-destruir-estado-islamico-11092014