Mais de 100 mandados judiciais, entre eles cinco de prisão temporária, foram cumpridos nesta segunda (5) na Operação Greenfield, que visa desmantelar esquema em quatro dos maiores fundos de pensão de estatais do País
Polícia Federal apreendeu mais de R$ 800 mil – em notas de real, dólar e euro – com alvos da Operação Greenfield
Veículos esportivos luxuosos, como BMW e Mercedes Benz, estão entre os bens apreendidos na Operação Greenfield, deflagrada nesta segunda-feira (5) pela Polícia Federal. A operação investiga crimes de gestão temerária e fraudulenta em quatro dos maiores fundos de pensão dos empregados de empresas estatais do País: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios).
De acordo com balanço da operação divulgado pela PF, foram apreendidos cerca de R$ 350 mil, US$ 100 mil (R$ 305 mil) e € 50 mil (R$ 182 mil), além de obras de arte, joias e veículos de luxo.
Na operação, deflagrada com o auxílio técnico do Ministério Público Federal, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram expedidos 147 mandados judiciais: cinco de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 28 de condução coercitiva.
Os mandados judiciais foram cumpridos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação, no valor aproximado de R$ 8 bilhões.
A Justiça Federal determinou que os veículos apreendidos fossem entregues aos donos, que serão depositários fiéis dos bens, não podendo dispor deles sem autorização judicial.
Investigação
De acordo com a PF, as investigações começaram a partir de dez casos investigados que revelaram déficits bilionários nos fundos de pensão. Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizadas de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações).
Durante as investigações, foram identificados um núcleo empresarial, um núcleo dirigente de fundos de pensão, um núcleo de empresas avaliadoras de ativos e um núcleo de gestores e administradores dos FIPs.
Em um dia de poucos negócios por causa do feriado nos Estados Unidos, a moeda norte-americana subiu e fechou no nível mais alto em mais de 40 dias. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (5) vendido a R$ 3,282, com alta de R$ 0,029 (+0,88%). A moeda está na maior cotação desde 28 de julho (R$ 3,297).
O dólar acumula alta de 1,63% em setembro, mas caiu 16,87% em 2016
Foto: Agência Brasil
A moeda chegou a operar próximo da estabilidade durante a manhã, mas começou a subir às 10h até encerrar no valor máximo. A divisa acumula alta de 1,63% em setembro, mas caiu 16,87% em 2016.
Por causa do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, o mercado financeiro norte-americano não funcionou hoje, resultando em baixo volume de negociação no mercado internacional. A cotação foi influenciada por fatores internos, como as negociações em torno da reforma da Previdência e a compra de US$ 500 milhões no mercado futuro pelo Banco Central, em operação conhecida como swap cambial reverso.
O mercado de ações operou próximo da estabilidade. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o dia com leve queda de 0,08%, aos 59.566 pontos. A queda só não foi maior porque a alta na cotação internacional do petróleo fez os papéis da Petrobras se valorizar. As ações ordinárias, com direito a voto em assembleia de acionistas, saltaram 2,88%, para R$ 16,08. Os papéis preferenciais, com preferência na distribuição de dividendos, subiram 1,92%, para R$ 13,83.
A Justiça Eleitoral encontrou os primeiros de indícios irregularidades na prestação de contas de candidatos às eleições de outubro. De acordo com levantamento feito em parceira com o Tribunal de Contas da União (TCU), foram identificados 38,9 mil doadores suspeitos, 1,4 mil despesas com indícios de irregularidades e 34% de irregularidades do total de contas analisadas. No caso de doações suspeitas, foram encontradas doações de pessoas mortas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, disse que as irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral
De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, as irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). "Nós temos que acompanhar isso com rigor. Já tivemos no passado mortos que votavam. Agora, temos mortos que doam", disse Mendes.
Publicidade
Os dados fazem parte da primeira lista de indícios de irregularidades encontradas na prestação de contas dos candidatos às eleições de outubro. Neste ano, passou a vigorar nova regra, instituída pela Reforma Eleitoral aprovada no ano passado, na qual os partidos e candidatos são obrigados a enviar à Justiça Eleitoral dados sobre arrecadação e despesas de campanha a cada 72 horas. Com a nova lei, as doações de empresas foram proibidas e foram permitidas somente doações por pessoas físicas, limitadas a 10% do rendimento do ano anterior.
Antes da vigência da nova regra, os dados eram enviados somente três vezes durante a campanha, com duas prestações parciais e prestação de contas finais. Para analisar os dados, o TSE firmou um convênio com o TCU, que vai apresentar relatórios semanais ao tribunal.
De acordo com Aroldo Cedraz, presidente do TCU, os dados representam 34% de irregularidades do total de contas analisadas. "Há indícios claros de várias irregularidades. Para vocês terem uma ideia são 34% de irregularidades que nós estamos verificando, no primeiro momento, em relação aos doadores. Em relação aos fornecedores, 2% de irregularidades. Mas, claro, isso nós iremos passar às mãos do presidente do TSE, que poderá encaminhar esses dados aos juízes eleitorais dos municípios para que possam checar melhor esses dados", disse.
Foram analisadas 114,5 mil doadores e 60,9 mil fornecedores.
Mulher afirmou que fez vídeos enquanto estava grávida, mas depois que seu bebê nasceu, ela decidiu envolvê-la também
Uma mãe foi presa acusada de abusar sexualmente da filha de apenas 11 meses em troca de R$ 60 mil. A acusada foi presa na semana passada depois que a polícia da Romênia recebeu uma pista do FBI.
As autoridades norte-americanas descobriram as fotos da mãe abusando de seu bebê enquanto investigava Brandon Gressette, que foi preso no ano passado por exploração e pornografia infantil.
Mulher também afirmou que fez vídeos enquanto estava grávida
Entre junho de 2014 e outubro de 2015, ela também tinha recebido um total de 7.000 libras por meio de 13 transferências feitas por sete pessoas dos EUA, Reino Unido, Bélgica e Holanda.
A mulher disse aos promotores que ela não achava que a bebê iria ser emocionalmente afetado, pois era muito pequena. "Eu concordei em fazer essas coisas com a minha filha porque eu pensei que ela não poderia sofrer qualquer trauma. Eu pensei que era tudo apenas um jogo", disse.
Ela também afirmou que fez vídeos enquanto estava grávida, mas depois que seu bebê nasceu, ela decidiu envolvê-la.
"Alguns dos meus clientes sabiam que eu tinha um bebê. Eles me pediram para despi-la e tocá-la. Eu concordei em fazer isso em troca de dinheiro. Alguns deles estavam me pagando com 500 dólares", finalizou a acusada.
Se for considerada culpada, a mãe pode pegar até 15 anos de prisão.
Julgamento final do impeachment foi encerrado após sete dias de sessões; aliados de Dilma Rousseff conseguem reverter perda de direitos políticos
Geraldo Magela/Agência Senado - 31.08.16
Senadores reagem após Ricardo Lewandowski anunciar o resultado da votação do impeachment, nesta quarta-feira
O Senado Federal aprovou por ampla maioria o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff. A votação em plenário, realizada no início da tarde desta quarta-feira (31), após uma semana de sessões do julgamento final, teve 61 votos a favor da saída da petista do Poder e apenas 20 contra.
Com o impeachment confirmado, Dilma deixa por definitivo a Presidência da República e vê encerrado um período de 13 anos em que o Partido dos Trabalhadores ficou no Poder Executivo.
A petista, no entanto, conseguiu que seus aliados revertessem a perda de seus direitos políticos por oito anos, o que a tornaria inelegível a qualquer cargo público, por 42 votos contrários a 36 favoráveis.
A decisão leva o vice da petista, Michel Temer, a assumir por definitivo o comando do Palácio do Planalto até o fim do mandato para o qual sua chapa foi eleita dois anos atrás, em 2018. A posse oficial foi marcada para ser realizada no Senado a partir das 16h.
O encerramento do processo nesta quarta-feira foi uma grande vitória para Temer, já que era ele o maior interessado para que o julgamento acabasse rapidamente – uma vez que, apesar das investidas do PT, o resultado final claramente não tinha como ser mudado em apenas sete dias, após quase um ano de disputas políticas para se conquistar adesão ao impedimento no Congresso Nacional.
Um dos principais articuladores do impeachment dentro do PMDB – e até março o maior aliado do Palácio do Planalto sob o Partido dos Trabalhadores –, Temer tinha como grande objetivo viajar já como presidente efetivo à reunião do G-20, que se inicia na China na próxima sexta-feira (2).
Além disso, o fato de as lideranças do Senado e de o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), terem feito manobras para agilizar o julgamento mostrou como a influência do agora presidente efetivo se mantém em alta junto aos parlamentares – diferentemente do que ocorreu com Dilma, que, isolada, acabou vendo o Congresso retirando-a do cargo pouco menos de dois anos após ter sido reeleita ao Palácio do Planalto.
Sessão emperrada
Após a sessão ter sido iniciada quase pontualmente, pouco depois das 11h – com a leitura do relatório com o resumo de todo o processo do impeachment feita pelo ministro Ricardo Lewandowski, responsável pela condução do julgamento final contra a petista –, senadores do Partido dos Trabalhadores passaram a exigir, por meio de um destaque, que a votação do impeachment fosse feita em duas partes: uma para a cassação do mandato e outra para a retirada dos direitos políticos de Dilma
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A agora ex-presidente da República Dilma Rousseff: perda de mandato menos de dois anos após ter sido reeleita
Naturalmente, como foi ao longo de todo o processo, aliados e opositores da petista passaram a divergir sobre a questão, o que levou o debate a se arrastar por mais de duas horas. Único chefe de Poder Executivo que até hoje havia sofrido processo de impedimento no Congresso Nacional, Fernando Collor de Melo acabou ganhando protagonismo na sessão, pontuando raivosamente a forma como perdeu seus direitos políticos em 1994 e de como a norma também deveria ser aplicada contra a petista.
A questão emperrou a votação, que os aliados do Planalto esperavam que fosse rápida. Lewandowski afirmou que não poderia decidir sobre o destaque, função unicamente de responsabilidade dos senadores.
"Os senhores que têm de extrair a verdade contida no texto constitucional [...] Não posso emitir opinião por ter de respeitar os procedimentos regimentais, sob pena de um parlamentar do Partido dos Trabalhadores atravessar a praça (dos Três Poderes, em Brasília) e interromper este julgamento depois de terminado", discursou Lewandowski. "É prudente que demos ao regimento a melhor interpretação possível. Sei que os advogados de defesa estão prontos a usar qualquer pretexto para cancelar este julgamento."
Ana Volpe/Agência Senado - 31.08.2016
Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima pede a palavra durante o julgamento final da agora ex-presidente Dilma
Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB) chamou a discussão de inócua, justificando que a Lei da Ficha Limpa, em vigor há quatro anos, automaticamente obriga a tornar inelegíveis aqueles que tiverem seus mandatos cassados. Ele classificou como "absurda" a tentativa da oposição de "tentar modificar a Constituição por meio de um destaque".
"O que está sendo feito aqui é inadmissível. E mais absurdo ainda seria o destaque ser votado por maioria simples", discursou, resignado. "Se querem destacar o trecho na segunda votação, vamos votar, mas terão de ter quórum qualificado (votos de dois terços dos senadores – 54 parlamentares – e não 41, como pediam aliados de Dilma)."
O resumo de Lewandowski e os discursos finais
No texto em que resumiu o processo antes da votação do impeachment, Lewandowski lembrou rapidamente do processo desde que foi de fato iniciado, em comissão especial na Câmara dos Deputados, responsável por aprovar o parecer inicial da denúncia assinado pelo relator na Casa, Jovair Arantes (PTB-GO), até sua chegada ao Senado Federal, onde foi submetido a um processo de mais três meses. Foi da Casa a decisão de, antes do julgamento final, afastar provisoriamente a petista.
Lewandowski também fez questão de pontuar as fases do processo que ratificariam sua legalidade, indo contra a tese de golpe parlamentar da defesa de Dilma. "Um dado relevante indica a ampla defesa proporcionada pela defesa de vossa excelência. O relatório e o pronunciamento da presidente durou 11 horas e 37 minutos. No total, 48 senadores fizeram perguntas e a presidente as respondeu sem limitacao de tempo, inclusive no tocante à sua fala inicial", enfatizou o ministro do Supremo.
O advogado de defesa José Eduardo Cardozo em seu último discurso contra o processo de Dilma, na véspera da votação
Após a fala de Lewandowski e da decisão de que a votação seria fatiada, líderes partidários discursaram suas últimas palavras sobre o processo no momento de encaminharem seus votos no julgamento.
Representante dos pró-impeachment, Ana Amélia (PP-RS) comparou a mobilização nas redes sociais à Primavera Árabe e afirmou que "o Brasil sai novo, sai diferente" com a decisão do Congresso Nacional.
Mais raivoso, Lindbergh Farias (PT-RJ) – que dividiu o tempo da defesa com Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) e Humberto Costa (PT-PE) – lembrou do discurso feito por Tancredo Neves quando era líder do governo João Goulart na época do golpe militar de 1964. "Canalhas, canalhas, canalhas", esbravejou mirando os aliados de Temer. "Isso é uma farsa! Uma nova geração de brasileiros e democratas vai lutar para anular esta sessão do Senado Federal, que precisará pedir desculpas formais à presidenta Dilma, e os senadores vão para a lata do lixo da história como partícipes deste golpe."
Ronaldo Caiado (DEM-GO) usou tom semelhante para responder aos adversários políticos antes da oficialização do impeachment. "Os verdadeiros canalhas são os que assaltaram a Petrobras e enriqueceram com dinheiro público! Todo político, a partir de agora, terá de ter responsabilidade com aquilo com que se comprometeu na campanha eleitoral [...] É o fim do PT, é o fim da corrupção", finalizou.
Símbolo do julgamento do mensalão, ex-ministro do
Supremo Tribunal Federal usou Twitter para desabafar sobre sessão que
decidiu encaminhar processo contra Dilma Rouseff ao Senado.
Barbosa não se manifestou a favor nem contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff
Símbolo do julgamento do mensalão, o ex-ministro do
Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa utilizou o Twitter para
desabafar seu descontentamento com o teor dos votos dos deputados no
processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em sessão
realizada no domingo (17). O ex-ministro não se manifestou a favor nem
contra o impeachment da petista na postagem, nesta terça-feira (19).
"É de chorar de vergonha! Simplesmente patético!",
escreveu o ex-ministro, famoso pela atuação dura que levou à prisão os
principais nomes da cúpula do PT nos primeiros anos do governo Lula,
como o ex-ministro José Dirceu.
O comentário de Barbosa foi feito logo após ele
criticar a imprensa brasileira e recomendar aos seus seguidores a
assistirem uma entrevista do jornalista Glenn Greenwald à emissora de TV
norte-americana "CNN" e a lerem matéria da revista britânica "The
Economist", que listava as justificativas dos deputados em seus votos
pelo impeachment.
Nos votos, a maioria dos parlamentares
favoráveis ao afastamento da petista não fez comentário sobre as
pedaladas fiscais – manobras contábeis que embasam o pedido de
impeachment – e utilizaram como justificativa seus próprios familiares,
"Deus", "cristianismo", o fim da corrupção, dentre outros motivos.
"Anotem: teremos outras razões para sentir vergonha de nós mesmos em toda essa história", resumiu Barbosa.
Um caminhão do Exército foi apreeendido com um carregamento de cerca de três toneladas de maconha
Três militares do Exército foram presos na madrugada deste domingo (28) por homens da Polícia Civil ao serem flagrados transportando três toneladas de maconha em um caminhão das próprias Forças Armadas. O flagrante ocorreu na rodovia SP-101, na região de Campinas.
Segundo policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), houve troca de tiros com três soldados do Exército que estavam no caminhão. Os cabos Higor Abdala Costa Attene e Maykon Coutinho Coelho, lotados no 20º Regimento de Cavalaria Blindado, sediado em Campo Grande, foram presos na hora. O cabo Simão Raul, do mesmo regimento, foi ferido e conseguiu fugir, mas foi capturado mais tarde em um hospital de Limeira.
O caminhão vinha do Mato Grosso do Sul e era acompanhado por um carro civil, que também teria participado do tiroteio. Outros dois homens foram detidos.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), após três meses de investigação, uma equipe da 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), do Denarc, descobriu que um carregamento de drogas seria entregue em uma empresa desativada de Campinas.
Os policiais civis ficaram de campana no local. Os suspeitos desconfiaram da movimentação e tentaram fugir, quando houve a troca de tiros. Além dos três militares e dois civis presos, a polícia suspeita que outros dois envolvidos na ação tenham conseguido fugir.
Procurado, o Centro de Comunicação Social do Exército brasileiro confirmou que os três militares estão presos e afirmou que, "diante da gravidade do fato, que desonra a instituição e atinge a nossa sociedade", os cabos serão expulsos do Exército.
Disse ainda que será instaurado um inquérito policial militar para a apuração de todos os fatos e responsabilidades e que se coloca à disposição das autoridades policiais de São Paulo para auxiliar nas investigações.
"A Força Terrestre procederá minuciosa investigação na Organização Militar de onde os militares e a viatura são oriundos, com o objetivo de corrigir procedimentos de segurança, para que falhas desta natureza não voltem a ocorrer", disse o órgão, em nota.
É grande a movimentação hoje (29) no Senado para a oitiva da presidente
afastada Dilma Rousseff. Neste quarto dia de julgamento, que deverá ser
o mais longo de todos, além de apresentar sua defesa, Dilma irá
responder a perguntas de parlamentares.
Até às 8h30 da manhã desta segunda-feira, 47 senadores já estavam
inscritos para questioná-la. Cada um terá cinco minutos e Dilma terá
tempo livre para as respostas. Antes de responder, a petista irá dispor
de 30 minutos para sua defesa, mas, segundo o presidente da sessão do
julgamento, ministro Ricardo Lewandowski, este tempo poderá ser
prorrogado de acordo com a necessidade da petista.
Os convidados da
presidente afastada serão 40: 30 deles ficarão nas galerias e 10 -
assessores mais próximos- na tribuna de honra- entre eles, ministros de
sua gestão, como Aldo Rebelo (Defesa) e Jacques Wagner ( Casa Civil) e
artistas como o cantor Chico Buarque e atriz Létícia Sabatella.
Além
deles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado para
acompanhar a sessão. Já entre os convidados da acusação, que serão 30, e
ocuparão parte das galerias no plenário, estarão representantes de
movimentos sociais como o Vem para Rua e Movimento Brasil Livre (MBL),
além de uma filha do jurista Hélio Bicudo, um dos autores da
representação. Bicudo enfrenta graves problema de saúde.
Publicidade
Segurança
Nesta segunda-feira, a novidade em relação à segurança é que a
Esplanada dos Ministérios foi completamente fechada, desde a Catedral
até o prédio do Congresso Nacional. O acesso está sendo feito a pé ou de
carro, por vias auxiliares. Ao contrário de outros dias, o gramado na
Esplanada - dividido por um muro de 80 metros - já começa a ser ocupado
por manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment. A Polícia
Militar do Distrito Federal faz a segurança no local.
Histórico
Dilma é alvo de um processo de impeachment, por ter editado, em 2015,
decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e também de
usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro [as chamadas
pedaladas fiscais]. A petista foi afastada da Presidência da República
pelo Senado há mais de 100 dias.
A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a
morte de quatro pessoas em um condomínio na Barra da Tijuca, no início
da manhã de hoje (29).
O corpo de uma mulher, identificada pelo Corpo de Bombeiros como Laís
K., de 48 anos, foi encontrado dentro de um apartamento no 18º andar. Na
área externa do prédio, foram recolhidos os corpos de Nabor Oliveira,
de 43 anos, e de duas crianças, de 10 e 6 anos.
Publicidade
O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta de 6h40 para atender ao
caso, e a Polícia Militar também foi acionada. Em nota, a PM afirma que
foi chamada "em razão de homicídios" e que isolou a área para a chegada
da perícia da Polícia Civil.
Nenhum dos três órgãos confirmou se os quatro mortos são da mesma
família, mas a Polícia Civil deve divulgar mais informações sobre o caso
ao longo do dia.
A maioria esmagadora da população brasileira acha que o país não está
no caminho certo, mas essa percepção já foi pior. É o que sugere uma
pesquisa feita pela consultoria Ipsos.
Viés tímido de melhora está ligado à impeachment e não a Temer, diz diretor da Ipsos
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com o levantamento, em agosto, 87% dos entrevistados disseram
que o Brasil está no rumo errado, apenas dois pontos percentuais abaixo
do registrado no mês anterior. No entanto, esse número chegou a 94% em
março deste ano.
Publicidade
A pesquisa foi feita com 1.200 pessoas em 72 municípios, entre os dias
30 de julho e 9 de agosto. A margem de erro é de três pontos
percentuais.
Para o diretor da Ipsos Public Affairs, Danilo Cersosimo, apesar de a
opinião dos brasileiros permanecer muito negativa, há uma tendência de
mudança "extremamente lenta". Ele avalia que o viés de melhora não está
relacionado a uma boa avaliação de Michel Temer, e sim com o fim do
processo de impeachment de Dilma Rousseff.
"Só o fato de ter ido a julgamento é uma espécie de resposta à
instabilidade. A opinião pública de modo geral se sente aliviada pela
instabilidade política estar sendo resolvida pelo processo de
impeachment. É uma espécie de ponto final àquela crise", diz.
"Minha leitura é que pode ser um início de uma tímida e gradativa
retomada de um rumo mais positivo. Está no insconsciente das pessoas que
este ano está perdido, mas 2017 pode ser melhor."
Cersosismo acredita, porém, que se Dilma voltar ao cargo a
instabilidade política regressará e o viés de otimismo comedido no país
poderá ser revertido.
Para diretor da Ipsos, Temer ainda não conseguiu convencer brasileiros
Falta de impacto
A combinação das crises política e econômica com a falta de medidas
marcantes do governo interino é a chave para entender o pessimismo sobre
o rumo do país, afirma Cersosimo.
Segundo o diretor da Ipsos, Temer não deu um "choque de gestão" ou
deixou uma "mensagem impactante" capaz de convencer os brasileiros. Os
escândalos de corrupção em que se envolveram seus ministros no começo do
mandato também afetaram a opinião dos brasileiros. Um dos homens mais
fortes do governo interino, Romero Jucá deixou o Ministério do
Planejamento em maio, horas após o jornal Folha de S. Paulo divulgar uma
gravação em que ele sugere uma articulação para conter a Operação Lava
Jato.
"(O governo dele) ficou sem cara. E tem o aspecto político, que pesa. É
a sua transparência, o quanto ele está no meio do balaio dos outros
corruptos. Temer não conseguiu se distanciar do principal problema (do
governo) de Dilma, no entendimento do povo: a corrupção."
A reprovação ao presidente interino se manteve em 68% em agosto.
Ainda segundo a pesquisa, a reprovação a Temer cresce quando o assunto é
economia. De julho a agosto, a porcentagem de pessoas que desaprovam a
atuação de Temer no combate à inflação passou de 56% para 61%. Sobre a
reforma da previdência, 64% desaprovam a forma como o tema está sendo
tratado - em julho, eram 54%.
Na área econômica, diz o diretor do Ipsos, "a mensagem do governo de colocar a casa em ordem não chegou à população".
"O mercado desde o início viu com bons olhos, mas as pessoas não
perceberam isso de cara. Todas as ações que demandam médio e longo prazo
tem que ser muitíssimo bem explicadas - e não foi o caso."
Aprovação de Dilma vem de grupo contrário ao impeachment, diz diretor de consultoria
Em entrevistas recentes, o ministro da Fazenda de Temer, Henrique
Meirelles, disse que espera apresentar ao Congresso nos próximos meses
um projeto para alterar o sistema previdenciário. O ministro já anunciou
uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que também será
encaminhada ao Legislativo, para controlar o crescimento dos gastos
públicos.
O governo federal manteve uma avalição estável. A parcela de pessoas
que o consideram ruim ou péssimo ficou em 49%, contra 48% em julho; 8% o
consideram bom ou ótimo.
'Resistência'
A avaliação de Dilma Rousseff, que presta depoimento nesta
segunda-feira no Senado, não mudou muito. Afastada da Presidência desde
maio, Dilma manteve os mesmos 71% de reprovação registrados em julho.
Sua aprovação caiu dois pontos, de 25% para 23%.
Medidas anunciadas por Meirelles não chegam a toda população, diz Cersosimo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O diretor da Ipsos explica que a estabilidade é natural, já que a
petista está fora do poder. Longe do cargo, ela não recebe os ônus nem
bônus das ações do governo.
Para ele, os 20% de aprovação da presidente afastada devem se manter,
porque representariam um grupo mais à esquerda, ligado ao PT ou
contrário ao processo de impeachment.
"Esse percentual reside nos núcleos onde PT, Lula e Dilma atuaram bem:
pessoas de classes e escolaridade mais baixa, do Nordeste, ou aqueles
que não apoiam o impeachment. O não apoio ao impeachment ao longo dos
últimos meses se manteve em torno de 20% a 25%. É uma espécie de
resistência. "
Padilha quer proposta da reforma trabalhista antes das eleições municipais de outubro, contrariando o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo federal pretende enviar uma proposta de reforma trabalhista antes das eleições municipais de outubro. A declaração contraria a informação do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que disse nesta semana que a proposta iria na primeira quinzena de dezembro.
"A reforma trabalhista deve ser encaminhada (ao Congresso) mais ou menos no mesmo tempo em que vai a da Previdência, que queremos mandar ainda antes das eleições", disse Padilha, ao deixar a abertura da Expointer, na região metropolitana de Porto Alegre.
Segundo ele, o governo federal vai trabalhar para enviar as duas propostas antes das eleições municipais, seguindo a orientação do presidente em exercício, Michel Temer. "Esta é a determinação do presidente. Não temos que estar preocupados com a próxima eleição. Estamos pensando é na próxima geração. Temos que garantir que o Brasil funcione independente de quem estiver no governo", avaliou. "Não tem mais que ter medo, é fazer ou fazer. Não tem alternativa."
No discurso que fez durante a cerimônia de abertura da feira agropecuária, para uma plateia formada por produtores rurais e empresários do agronegócio, Padilha também tocou no assunto. Ele disse que o governo vai encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de atualização das leis trabalhistas que seja preservadora dos empregos que existem hoje e, igualmente, geradora de novos empregos. "Esta é a premissa da reforma trabalhista", falou.
Padilha disse ainda que dois pontos estariam presentes na reforma trabalhista. O primeiro é que a negociação coletiva se sobreponha ao legislado, com o objetivo de dar segurança jurídica para os contratos de trabalho. O segundo ponto diz respeito à terceirização, que, no governo, está sendo tratada como "especialização" - de acordo com Padilha, por sugestão do próprio ministro do Trabalho, que também estava presente na cerimônia deste sábado no Rio Grande do Sul.
"Vamos, sim, facilitar a especialização. Todo mundo falava em terceirização, em penso que especialização traduz melhor o sentimento", disse. "Tem empresas que se especializam em alguma coisa e fazem mais barato do que numa linha que se tenha muita gente fazendo muita coisa ao mesmo tempo."
Sobre a reforma da Previdência, Padilha disse que não entraria em detalhes, mas frisou que haverá idade mínima para aposentadoria. "Hoje, nós temos menos gente contribuindo e mais gente recebendo. Falta dinheiro. Nós precisamos, sim, fazer uma reforma", falou.
No seu discurso, Padilha lembrou a crise financeira profunda enfrentada pelo Rio Grande do Sul, que advém principalmente do setor público. Segundo o ministro, o desafio do governador gaúcho, José Ivo Sartori, de equilibrar as finanças, é o mesmo do presidente em exercício, Michel Temer.
"Sartori vive este momento e o presidente Michel vive exatamente o mesmo momento no plano nacional, com mais condições de dar a volta com mais rapidez, mas o desafio é o mesmo", resumiu.
Padilha voltou a dizer que, apesar do ajuste fiscal, o governo não pensa em elevar a carga tributária agora. Segundo ele, a sociedade "não pode carregar um peso maior" nas atuais circunstâncias.
"Não há exceções", disse. "Se nós pensarmos em aumentar impostos vamos ter não o aumento da arrecadação, mas a queda da arrecadação, porque nas costas do cidadão brasileiro não cabe mais peso neste momento."
O caminho, disse Padilha, passa por "cortar para dentro, racionalizar a gestão e fazer as reformas necessárias". Ele citou ainda a necessidade de aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 - que limita o crescimento dos gastos públicos à inflação do ano anterior - para conseguir conter o crescimento da dívida pública consolidada.
Segundo o ministro, a dívida pública consolidada e o déficit da previdência são dois "icebergs" que estão no caminho do Brasil.
Crise na segurança pública motivou chamamento do reforço federal no policiamento
Após mais um latrocínio chocar os gaúchos, envolvendo desta vez o
assassinato da representante comercial Cristine Fagundes em frente à
escola do filho, o governo José Ivo Sartori acionou a Força Nacional de
Segurança. Os integrantes chegam neste domingo ao Estado e devem começar
a atuar já na terça. No total, serão pelo menos 150 integrantes da
equipe em solo gaúcho, auxiliando no policiamento ostensivo e na
guarnição externa de presídios.
Foto: Agência Brasil
O assassinato de Cristine, contabilizado como o trigésimo latrocínio do
ano em Porto Alegre, culminou no pedido de exoneração do secretário de
segurança pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini, deixando o cargo
provisoriamente vago. Na abertura da Expointer, em Esteio, o governador
garantiu que a Força Nacional não foi chamada tardiamente, mas
reconheceu que a situação é difícil. Sartori ponderou que a violência
não foi criada pela atual gestão e ressaltou que o Estado está “de
luto”.
Publicidade
Neste sábado, familiares de Cristine Fagundes fizeram um protesto
pedindo por mais segurança na zona Norte de Porto Alegre, nas
proximidades do local em que a empresária foi assassinada. Quatro dos
cinco suspeitos iniciais capturados pela polícia foram soltos, mas o
atirador segue detido. Outros dois envolvidos já foram identificados e
são procurados pela investigação.
Homem fazia parte de esquema de roubo e receptação de veículos na região Metropolitana do RS, segundo a polícia
Uma das maiores febres do momento, o jogo Pókemon Go terminou de forma
inusitada para um suspeito de clonagem de veículos em Porto Alegre. A
Polícia Civil prendeu no final da tarde da sexta-feira (26) um homem
envolvido com um esquema de roubo, clonagem e receptação de veículos
enquanto ele fazia uso do aplicativo. Conforme o registro policial, o
homem, de 30 anos, se distraía com o jogo dentro de um Nissan Tida
roubado quando foi abordado pela investigação.
O aplicativo, que usa a tecnologia de geolocalização GPS, visa
buscar no mundo real as criaturas virtuais que aparecem aleatoriamente
Foto: Getty Images
Inicialmente, ele não percebeu a presença da polícia e tampouco reagiu à
abordagem, facilitando o trabalho da equipe dos delegados Adriano
Nonnenmacher e Marco Guns. A prisão do indivíduo acabou levando à
descoberta de um esquema que atua em Porto Alegre e Cachoeirinha, na
região Metropolitana, e já era investigado pelo Delegacia de Roubo de
Veículos do Departamento de Investigação e Criminalística. Ele foi preso
em flagrante e encaminhado para o sistema prisional de Porto Alegre.
Ao explicar sua fala de que o Senado não tem moral para julgar a presidente afastada, Dilma Rousseff,
a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse ontem se incluir no grupo sem
condições de avaliar os crimes pelos quais a petista é acusada. A frase
deu início a uma discussão em plenário na manhã de anteontem e voltou
ser polêmica na sessão de ontem.
"Não me arrependo (de afirmar
que a Casa não tem moral). O Senado não tem moral para julgar a
presidente Dilma. Uma parte grande dos senadores está respondendo a
processo, inclusive eu", disse Gleisi. "Me incluo nisso", afirmou. E
complementou: "Estou apontando o dedo para uma pessoa, tem três
apontados para mim."
Gleisi e o marido, o ex-ministro Paulo
Bernardo, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR)
após a investigação policial concluir que os dois receberam R$ 1 milhão
de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobrás. Eles
negam irregularidades.
Renan diz estar "arrependido"
Ontem à tarde, Gleisi ligou para o presidente do Senado para tentar
desfazer o mal-estar entre os dois após o embate no plenário, mas ele
não atendeu o telefone. A petista diz ter deixado um recado para o
peemedebista. Renan, por sua vez, afirma que não viu a ligação. "Se bem
conheço, estou muito mais chateado do que ela", afirmou.
Desde o
embate, o peemedebista montou com assessores uma ação de contenção de
danos. "Eu morro de arrependimento quando isso acontece", disse Renan.
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira
(26) a senadores do PT que o seu indiciamento pela Polícia Federal, às
vésperas do julgamento do impeachment de sua sucessora, Dilma Rousseff,
tem objetivos exclusivamente políticos. Na avaliação de Lula, trata-se
de mais um "factoide", na tentativa de impedir sua candidatura à eleição
presidencial de 2018.
"Podem trazer os maiores investigadores
do mundo aqui que não vão provar que esse apartamento é meu", afirmou o
ex-presidente, de acordo com relato de dois senadores do PT. Lula e sua
mulher, Marisa, foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de
corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no
inquérito que investiga a propriedade do tríplex no Condomínio Solaris,
no Guarujá. É o primeiro indiciamento de Lula na Operação Lava Jato.
Para o delegado Márcio Adriano Anselmo, o ex-presidente e Marisa
receberam vantagens ilícitas, por parte da empreiteira OAS, "em valores
que alcançaram R$ 2,4 milhões", referentes à reforma do apartamento no
Guarujá e ao custeio de "armazenamento de bens do casal".
Lula costuma se referir ao imóvel como um apartamento do "Minha Casa
Minha Vida" por causa do seu tamanho, considerado pequeno para um
tríplex. Investigadores da Lava Jato também suspeitam que o
ex-presidente seja dono de um sítio em Atibaia (SP), reformado pela OAS e
Odebrecht.
Eu já cansei. Eu não tenho que provar que
tenho apartamento. Quem tem que provar é a imprensa que acusa, o
Ministério Público Federal, que diz que eu tenho, a Polícia Federal, que
diz que eu tenho"
"Eles têm que apresentar documento de
compra, contrato assinado, porque, se não tiver, em algum momento eles é
que terão de me dar de presente uma chácara e um apartamento", disse
Lula no último dia 29, ao participar da conferência nacional dos
bancários, em São Paulo. "Se o objetivo de tudo isso é me tirar de 2018,
não precisa fazer isso. A gente pode escolher outros candidatos com
mais qualidade. Agora, essa provocação me dá coceira (de ser
candidato)."
Na rápida conversa desta sexta-feira com quatro
senadores do PT, no hangar do aeroporto de Brasília, Lula foi na mesma
linha, usando praticamente os mesmos argumentos. Jorge Viana (AC), Paulo
Rocha (PA), Humberto Costa (PE) e José Pimentel (CE) saíram da sessão
de julgamento do impeachment de Dilma por volta das 16h apenas para se
encontrar com o ex-presidente.
Na tentativa de corroborar a
percepção de uso político das investigações, os parlamentares também
destacaram que a autorização do Supremo Tribunal Federal para abertura
de inquérito contra Dilma, Lula e outras cinco pessoas, por suspeita de
obstrução de Justiça, foi divulgada justamente no dia em que ela
anunciou sua esperada carta aos senadores.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira
(26) a senadores do PT que o seu indiciamento pela Polícia Federal, às
vésperas do julgamento do impeachment de sua sucessora, Dilma Rousseff,
tem objetivos exclusivamente políticos. Na avaliação de Lula, trata-se
de mais um "factoide", na tentativa de impedir sua candidatura à eleição
presidencial de 2018.
"Podem trazer os maiores investigadores
do mundo aqui que não vão provar que esse apartamento é meu", afirmou o
ex-presidente, de acordo com relato de dois senadores do PT. Lula e sua
mulher, Marisa, foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de
corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no
inquérito que investiga a propriedade do tríplex no Condomínio Solaris,
no Guarujá. É o primeiro indiciamento de Lula na Operação Lava Jato.
Para o delegado Márcio Adriano Anselmo, o ex-presidente e Marisa
receberam vantagens ilícitas, por parte da empreiteira OAS, "em valores
que alcançaram R$ 2,4 milhões", referentes à reforma do apartamento no
Guarujá e ao custeio de "armazenamento de bens do casal".
Lula costuma se referir ao imóvel como um apartamento do "Minha Casa
Minha Vida" por causa do seu tamanho, considerado pequeno para um
tríplex. Investigadores da Lava Jato também suspeitam que o
ex-presidente seja dono de um sítio em Atibaia (SP), reformado pela OAS e
Odebrecht.
Eu já cansei. Eu não tenho que provar que
tenho apartamento. Quem tem que provar é a imprensa que acusa, o
Ministério Público Federal, que diz que eu tenho, a Polícia Federal, que
diz que eu tenho"
"Eles têm que apresentar documento de
compra, contrato assinado, porque, se não tiver, em algum momento eles é
que terão de me dar de presente uma chácara e um apartamento", disse
Lula no último dia 29, ao participar da conferência nacional dos
bancários, em São Paulo. "Se o objetivo de tudo isso é me tirar de 2018,
não precisa fazer isso. A gente pode escolher outros candidatos com
mais qualidade. Agora, essa provocação me dá coceira (de ser
candidato)."
Na rápida conversa desta sexta-feira com quatro
senadores do PT, no hangar do aeroporto de Brasília, Lula foi na mesma
linha, usando praticamente os mesmos argumentos. Jorge Viana (AC), Paulo
Rocha (PA), Humberto Costa (PE) e José Pimentel (CE) saíram da sessão
de julgamento do impeachment de Dilma por volta das 16h apenas para se
encontrar com o ex-presidente.
Na tentativa de corroborar a
percepção de uso político das investigações, os parlamentares também
destacaram que a autorização do Supremo Tribunal Federal para abertura
de inquérito contra Dilma, Lula e outras cinco pessoas, por suspeita de
obstrução de Justiça, foi divulgada justamente no dia em que ela
anunciou sua esperada carta aos senadores.
A sessão que vai definir o futuro de Dilma Rousseff começou nesta quinta-feira sem a presença de uma figura emblemática: o senador Fernando Collor (PTC-AL), o primeiro e, ao menos por enquanto, único presidente da República a deixar antecipadamente o Planalto após ser alvo de um processo de impeachment.O plenário abriu os trabalhos às 9h30 para ouvir as testemunhas no processo por crime de responsabilidade contra Dilma Rousseff e, até o inicio desta noite, o senador ainda não havia aparecido e tampouco registrado presença na sessão. A assessoria do parlamentar, no entanto, jura que ele compareceu ao Senado.Collor ainda não declarou o seu voto e tem se mantido reservado ao longo da tramitação do processo no Senado – muito embora tenha disparado contra Dilma durante a votação do afastamento da petista, em maio, quando apontou para as “ruínas de um governo” e “de um país”. Vinte e quatro anos após ocupar o banco dos réus no Parlamento, Collor deu o primeiro voto desfavorável a Dilma.A expectativa é a de que Collor mantenha o mistério até a data da votação final, prevista para a próxima terça-feira. Ele já deu sinais de que votará favoravelmente ao impeachment. Em artigo publicado nesta semana no jornal de sua família, a Gazeta de Alagoas, afirmou categoricamente que Dilma cometeu crime de responsabilidade.“O atual processo de impeachment baseia-se em pontos já analisados e materializados como atos ilegais. Se a participação da presidente foi comissiva ou omissiva, culposa ou dolosa, há de se ter o juízo. Desde 2013, as infrações fiscais e orçamentárias eram apontadas publicamente. O Palácio do Planalto tinha ciência dos avisos. Na omissão, permitiu-se, de forma tácita, a infração de lei federal. É disso que se trata, também”, escreveu o senador.
Nesta quinta-feira, a única manifestação pública do senador foi uma postagem em seu Facebook em homenagem ao Dia do Soldado. Na foto, Collor, ainda presidente, cumprimenta um oficial do Exército – instituição comumente associada a uma relação hostil com Dilma, que foi presa política e torturada na ditadura militar.
A sessão da última terça-feira (23) no Supremo Tribunal Federal foi dominada por atritos entre os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, que foi eleita para posto máximo do tribunal no último dia 10.
Segundo informações da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, Gilmar fez uma pergunta que irritou a ministra. "Prefere ser chamada de presidente ou presidenta?", disparou ele, em referência à presidente afastada Dilma Rousseff.
A ministra respondeu: "E o senhor, prefere ser presidente ou 'presidento'?". Os outros ministros começaram a rir e, durante a sessão, os dois continuaram alfinetando um ao outro, se chamando de presidenta e de 'vice-presidento'.
Logo após saber que assumiria o posto, a magistrada declarou preferir ser chamada de "presidente". "Eu fui estudante e eu sou amante da Língua Portuguesa. Acho que o cargo é de presidente, né?", justificou.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse nesta quinta-feira que o ex-presidente Lula tem intenção de acompanhar o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, na próxima segunda-feira. “Ele está disposto, quer vir acompanhar o depoimento”, disse Costa. “A nossa expectativa é que ele venha.”
Segundo o senador, é pouco provável que Lula assista ao depoimento de dentro do plenário, mas ele deve assistir do Senado. O líder do partido também afirmou que Lula se mostrou disponível para participar de mobilizações no domingo.
Mais cedo, no Rio de Janeiro, o ex-presidente afirmou que a sessão do impeachment dava início à “semana da vergonha nacional”. Em recente entrevista à BBC, Lula abusou da retórica bíblica ao comparar o depoimento de defesa de Dilma aos senadores ao momento em que ela iria “se colocar diante de Judas Iscariotes”.
Quando Dilma foi afastada provisoriamente, Lula viajou a Brasília e se encontrou com a sucessora no Palácio do Planalto. Em seguida, eles fizeram uma manifestação política na Praça dos Três Poderes.
São Paulo – Com apenas duas horas de abertura da primeira sessão do julgamento final do impeachment, um grupo de senadores já protagonizou a primeira confusão do dia. Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) trocaram xingamentos e quase partiram para a agressão física.
Tudo começou quando a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) afirmou que o Senado não tem moral para julgar Dilma.
Caiado rebateu – aos gritos — que não era "assaltante de aposentados", uma referência clara ao marido da senadora, ex-ministro Paulo Bernardo, que é suspeito de desviar recursos da Consist, que gere o crédito consignado de servidores da União.
Ato contínuo: Lindbergh anda em direção de Caiado chamando-o de "canalha" e afirmando que "Quem sabe de você é Carlinhos Cachoeira" — o líder do DEM no Senado é acusado demanter relações com o bicheiro e ter sido financiado por ele.
Caiado rebate pedindo para Lindbergh fazer "antidoping. Fica cheirando aqui não", diz.
Após uma discussão que causou interrupção do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff nesta quinta-feira (25), os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmam que vão acionar o Conselho de Ética da Casa um contra o outro.
Durante sessão, Caiado disse para Lindbergh fazer um antidoping e não ficar "cheirando". O ataque aconteceu enquanto a parlamentar Gleisi Hoffmann (PT-PR) dizia que os senadores não tinham moral para fazer o julgamento da petista devido às diversas acusações de corrupção que existem contra vários deles.
Depois que a senadora disse isso, Caiado retrucou afirmando que os senadores não eram "assaltantes de aposentados", em referência à detenção do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, marido de Gleisi, sob acusação de participação num esquema de corrupção que teria desviado R$ 100 milhões dos funcionários públicos federais que fizeram empréstimo consignados.
Em resposta, Gleisi rebateu chamando o líder do DEM de assaltante "de trabalhador escravo", pelo fato de ele ser fazendeiro em Goiás.