terça-feira, 6 de setembro de 2016

PF apreende carros de luxo em operação contra fraudes em fundos de pensão

Mais de 100 mandados judiciais, entre eles cinco de prisão temporária, foram cumpridos nesta segunda (5) na Operação Greenfield, que visa desmantelar esquema em quatro dos maiores fundos de pensão de estatais do País

Polícia Federal apreendeu mais de R$ 800 mil – em notas de real, dólar e euro – com alvos da Operação Greenfield
Polícia Federal apreendeu mais de R$ 800 mil – em notas de real, dólar e euro – com alvos da Operação Greenfield
Veículos esportivos luxuosos, como BMW e Mercedes Benz, estão entre os bens apreendidos na Operação Greenfield, deflagrada nesta segunda-feira (5) pela Polícia Federal. A operação investiga crimes de gestão temerária e fraudulenta em quatro dos maiores fundos de pensão dos empregados de empresas estatais do País: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios).
 
De acordo com balanço da operação divulgado pela PF, foram apreendidos cerca de R$ 350 mil, US$ 100 mil (R$ 305 mil) e € 50 mil (R$ 182 mil), além de obras de arte, joias e veículos de luxo.
Na operação, deflagrada com o auxílio técnico do Ministério Público Federal, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram expedidos 147 mandados judiciais: cinco de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 28 de condução coercitiva.
 
Os mandados judiciais foram cumpridos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação, no valor aproximado de R$ 8 bilhões.
 
A Justiça Federal determinou que os veículos apreendidos fossem entregues aos donos, que serão depositários fiéis dos bens, não podendo dispor deles sem autorização judicial.

Investigação

De acordo com a PF, as investigações começaram a partir de dez casos investigados que revelaram déficits bilionários nos fundos de pensão. Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizadas de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações).
 
Durante as investigações, foram identificados um núcleo empresarial, um núcleo dirigente de fundos de pensão, um núcleo de empresas avaliadoras de ativos e um núcleo de gestores e administradores dos FIPs.
 

Dólar se aproxima de R$ 3,30 e tem maior valor em 40 dias

Em um dia de poucos negócios por causa do feriado nos Estados Unidos, a moeda norte-americana subiu e fechou no nível mais alto em mais de 40 dias. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (5) vendido a R$ 3,282, com alta de R$ 0,029 (+0,88%). A moeda está na maior cotação desde 28 de julho (R$ 3,297).
 
O dólar acumula alta de 1,63% em setembro, mas caiu 16,87% em 2016
O dólar acumula alta de 1,63% em setembro, mas caiu 16,87% em 2016
Foto: Agência Brasil
 
A moeda chegou a operar próximo da estabilidade durante a manhã, mas começou a subir às 10h até encerrar no valor máximo. A divisa acumula alta de 1,63% em setembro, mas caiu 16,87% em 2016.
 
Por causa do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, o mercado financeiro norte-americano não funcionou hoje, resultando em baixo volume de negociação no mercado internacional. A cotação foi influenciada por fatores internos, como as negociações em torno da reforma da Previdência e a compra de US$ 500 milhões no mercado futuro pelo Banco Central, em operação conhecida como swap cambial reverso.
 
O mercado de ações operou próximo da estabilidade. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o dia com leve queda de 0,08%, aos 59.566 pontos. A queda só não foi maior porque a alta na cotação internacional do petróleo fez os papéis da Petrobras se valorizar. As ações ordinárias, com direito a voto em assembleia de acionistas, saltaram 2,88%, para R$ 16,08. Os papéis preferenciais, com preferência na distribuição de dividendos, subiram 1,92%, para R$ 13,83.
 

Justiça encontra doações de pessoas mortas para candidatos

A Justiça Eleitoral encontrou os primeiros de indícios irregularidades na prestação de contas de candidatos às eleições de outubro. De acordo com levantamento feito em parceira com o Tribunal de Contas da União (TCU), foram identificados 38,9 mil doadores suspeitos, 1,4 mil despesas com indícios de irregularidades e 34% de irregularidades do total de contas analisadas. No caso de doações suspeitas, foram encontradas doações de pessoas mortas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, disse que as irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral
 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, disse que as irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral     
 
De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, as irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). "Nós temos que acompanhar isso com rigor. Já tivemos no passado mortos que votavam. Agora, temos mortos que doam", disse Mendes.
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Os dados fazem parte da primeira lista de indícios de irregularidades encontradas na prestação de contas dos candidatos às eleições de outubro. Neste ano, passou a vigorar nova regra, instituída pela Reforma Eleitoral aprovada no ano passado, na qual os partidos e candidatos são obrigados a enviar à Justiça Eleitoral dados sobre arrecadação e despesas de campanha a cada 72 horas. Com a nova lei, as doações de empresas foram proibidas e foram permitidas somente doações por pessoas físicas, limitadas a 10% do rendimento do ano anterior.
 
Antes da vigência da nova regra, os dados eram enviados somente três vezes durante a campanha, com duas prestações parciais e prestação de contas finais. Para analisar os dados, o TSE firmou um convênio com o TCU, que vai apresentar relatórios semanais ao tribunal.
 
De acordo com Aroldo Cedraz, presidente do TCU, os dados representam 34% de irregularidades do total de contas analisadas.  "Há indícios claros de várias irregularidades. Para vocês terem uma ideia são 34% de irregularidades que nós estamos verificando, no primeiro momento, em relação aos doadores. Em relação aos fornecedores, 2% de irregularidades. Mas, claro, isso nós iremos passar às mãos do presidente do TSE, que poderá encaminhar esses dados aos juízes eleitorais dos municípios para que possam checar melhor esses dados", disse.
 
Foram analisadas 114,5 mil doadores e 60,9 mil fornecedores.
 
 
 
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Mãe recebe R$ 60 mil para abusar sexualmente da filha de 11 meses

Mulher afirmou que fez vídeos enquanto estava grávida, mas depois que seu bebê nasceu, ela decidiu envolvê-la também

Uma mãe foi presa acusada de abusar sexualmente da filha de apenas 11 meses em troca de R$ 60 mil. A acusada foi presa na semana passada depois que a polícia da Romênia recebeu uma pista do FBI.
 
As autoridades norte-americanas descobriram as fotos da mãe abusando de seu bebê enquanto investigava Brandon Gressette, que foi preso no ano passado por exploração e pornografia infantil.
Mulher também afirmou que fez vídeos enquanto estava grávida
Mulher também afirmou que fez vídeos enquanto estava grávida
Entre junho de 2014 e outubro de 2015, ela também tinha recebido um total de 7.000 libras por meio de 13 transferências feitas por sete pessoas dos EUA, Reino Unido, Bélgica e Holanda.
 
A mulher disse aos promotores que ela não achava que a bebê iria ser emocionalmente afetado, pois era muito pequena. "Eu concordei em fazer essas coisas com a minha filha porque eu pensei que ela não poderia sofrer qualquer trauma. Eu pensei que era tudo apenas um jogo", disse.
 
Ela também afirmou que fez vídeos enquanto estava grávida, mas depois que seu bebê nasceu, ela decidiu envolvê-la.
 
"Alguns dos meus clientes sabiam que eu tinha um bebê. Eles me pediram para despi-la e tocá-la. Eu concordei em fazer isso em troca de dinheiro. Alguns deles estavam me pagando com 500 dólares", finalizou a acusada.
 
Se for considerada culpada, a mãe pode pegar até 15 anos de prisão.
 
 
 

Senado aprova impeachment, Dilma perde mandato e Temer assume Presidência

Julgamento final do impeachment foi encerrado após sete dias de sessões; aliados de Dilma Rousseff conseguem reverter perda de direitos políticos

Senadores reagem após Ricardo Lewandowski anunciar o resultado da votação do impeachment, nesta quarta-feira
Geraldo Magela/Agência Senado - 31.08.16
Senadores reagem após Ricardo Lewandowski anunciar o resultado da votação do impeachment, nesta quarta-feira
O Senado Federal aprovou por ampla maioria o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff. A votação em plenário, realizada no início da tarde desta quarta-feira (31), após uma semana de sessões do julgamento final, teve 61 votos a favor da saída da petista do Poder e apenas 20 contra.
 
Com o impeachment confirmado, Dilma deixa por definitivo a Presidência da República e vê encerrado um período de 13 anos em que o Partido dos Trabalhadores ficou no Poder Executivo.
 
A petista, no entanto, conseguiu que seus aliados revertessem a perda de seus direitos políticos por oito anos, o que a tornaria inelegível a qualquer cargo público, por 42 votos contrários a 36 favoráveis. 
 
A decisão leva o vice da petista, Michel Temer, a assumir por definitivo o comando do Palácio do Planalto até o fim do mandato para o qual sua chapa foi eleita dois anos atrás, em 2018. A posse oficial foi marcada para ser realizada no Senado a partir das 16h. 
 
O encerramento do processo nesta quarta-feira foi uma grande vitória para Temer, já que era ele o maior interessado para que o julgamento acabasse rapidamente – uma vez que, apesar das investidas do PT, o resultado final claramente não tinha como ser mudado em apenas sete dias, após quase um ano de disputas políticas para se conquistar adesão ao impedimento no Congresso Nacional.
 
Um dos principais articuladores do impeachment dentro do PMDB – e até março o maior aliado do Palácio do Planalto sob o Partido dos Trabalhadores –, Temer tinha como grande objetivo viajar já como presidente efetivo à reunião do G-20, que se inicia na China na próxima sexta-feira (2).
 
Além disso, o fato de as lideranças do Senado e de o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), terem feito manobras para agilizar o julgamento mostrou como a influência do agora presidente efetivo se mantém em alta junto aos parlamentares – diferentemente do que ocorreu com Dilma, que, isolada, acabou vendo o Congresso retirando-a do cargo pouco menos de dois anos após ter sido reeleita ao Palácio do Planalto. 

Sessão emperrada

Após a sessão ter sido iniciada quase pontualmente, pouco depois das 11h – com a leitura do relatório com o resumo de todo o processo do impeachment feita pelo ministro Ricardo Lewandowski, responsável pela condução do julgamento final contra a petista –, senadores do Partido dos Trabalhadores passaram a exigir, por meio de um destaque, que a votação do impeachment fosse feita em duas partes: uma para a cassação do mandato e outra para a retirada dos direitos políticos de Dilma
A agora ex-presidente da República Dilma Rousseff: perda de mandato menos de dois anos após ter sido reeleita
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A agora ex-presidente da República Dilma Rousseff: perda de mandato menos de dois anos após ter sido reeleita
Naturalmente, como foi ao longo de todo o processo, aliados e opositores da petista passaram a divergir sobre a questão, o que levou o debate a se arrastar por mais de duas horas. Único chefe de Poder Executivo que até hoje havia sofrido processo de impedimento no Congresso Nacional, Fernando Collor de Melo acabou ganhando protagonismo na sessão, pontuando raivosamente a forma como perdeu seus direitos políticos em 1994 e de como a norma também deveria ser aplicada contra a petista.
 
A questão emperrou a votação, que os aliados do Planalto esperavam que fosse rápida. Lewandowski afirmou que não poderia decidir sobre o destaque, função unicamente de responsabilidade dos senadores.
 
"Os senhores que têm de extrair a verdade contida no texto constitucional [...] Não posso emitir opinião por ter de respeitar os procedimentos regimentais, sob pena de um parlamentar do Partido dos Trabalhadores atravessar a praça (dos Três Poderes, em Brasília) e interromper este julgamento depois de terminado", discursou Lewandowski. "É prudente que demos ao regimento a melhor interpretação possível. Sei que os advogados de defesa estão prontos a usar qualquer pretexto para cancelar este julgamento."
Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima pede a palavra durante o julgamento final da agora ex-presidente Dilma
Ana Volpe/Agência Senado - 31.08.2016
Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima pede a palavra durante o julgamento final da agora ex-presidente Dilma
Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB) chamou a discussão de inócua, justificando que a Lei da Ficha Limpa, em vigor há quatro anos, automaticamente obriga a tornar inelegíveis aqueles que tiverem seus mandatos cassados. Ele classificou como "absurda" a tentativa da oposição de "tentar modificar a Constituição por meio de um destaque". 
 
"O que está sendo feito aqui é inadmissível. E mais absurdo ainda seria o destaque ser votado por maioria simples", discursou, resignado. "Se querem destacar o trecho na segunda votação, vamos votar, mas terão de ter quórum qualificado (votos de dois terços dos senadores – 54 parlamentares – e não 41, como pediam aliados de Dilma)."

O resumo de Lewandowski e os discursos finais

No texto em que resumiu o processo antes da votação do impeachment, Lewandowski lembrou rapidamente do processo desde que foi de fato iniciado, em comissão especial na Câmara dos Deputados, responsável por aprovar o parecer inicial da denúncia assinado pelo relator na Casa, Jovair Arantes (PTB-GO), até sua chegada ao Senado Federal, onde foi submetido a um processo de mais três meses. Foi da Casa a decisão de, antes do julgamento final, afastar provisoriamente a petista.
 
Lewandowski também fez questão de pontuar as fases do processo que ratificariam sua legalidade, indo contra a tese de golpe parlamentar da defesa de Dilma. "Um dado relevante indica a ampla defesa proporcionada pela defesa de vossa excelência. O relatório e o pronunciamento da presidente durou 11 horas e 37 minutos. No total, 48 senadores fizeram perguntas e a presidente as respondeu sem limitacao de tempo, inclusive no tocante à sua fala inicial", enfatizou o ministro do Supremo.
O advogado de defesa José Eduardo Cardozo em seu último discurso contra o processo de Dilma, na véspera da votação
O advogado de defesa José Eduardo Cardozo em seu último discurso contra o processo de Dilma, na véspera da votação
Após a fala de Lewandowski e da decisão de que a votação seria fatiada, líderes partidários discursaram suas últimas palavras sobre o processo no momento de encaminharem seus votos no julgamento.
 
 
Representante dos pró-impeachment, Ana Amélia (PP-RS) comparou a mobilização nas redes sociais à Primavera Árabe e afirmou que "o Brasil sai novo, sai diferente" com a decisão do Congresso Nacional.
 
Mais raivoso, Lindbergh Farias (PT-RJ) – que dividiu o tempo da defesa com Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) e Humberto Costa (PT-PE) – lembrou do discurso feito por Tancredo Neves quando era líder do governo João Goulart na época do golpe militar de 1964. "Canalhas, canalhas, canalhas", esbravejou mirando os aliados de Temer. "Isso é uma farsa! Uma nova geração de brasileiros e democratas vai lutar para anular esta sessão do Senado Federal, que precisará pedir desculpas formais à presidenta Dilma, e os senadores vão para a lata do lixo da história como partícipes deste golpe."
 
Ronaldo Caiado (DEM-GO) usou tom semelhante para responder aos adversários políticos antes da oficialização do impeachment. "Os verdadeiros canalhas são os que assaltaram a Petrobras e enriqueceram com dinheiro público! Todo político, a partir de agora, terá de ter responsabilidade com aquilo com que se comprometeu na campanha eleitoral [...] É o fim do PT, é o fim da corrupção", finalizou. 
 

"É de chorar de vergonha", diz Joaquim Barbosa sobre votação do impeachment

Símbolo do julgamento do mensalão, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal usou Twitter para desabafar sobre sessão que decidiu encaminhar processo contra Dilma Rouseff ao Senado.

Barbosa não se manifestou a favor nem contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff
Barbosa não se manifestou a favor nem contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff

Símbolo do julgamento do mensalão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa utilizou o Twitter para desabafar seu descontentamento com o teor dos votos dos deputados no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em sessão realizada no domingo (17). O ex-ministro não se manifestou a favor nem contra o impeachment da petista na postagem, nesta terça-feira (19).

"É de chorar de vergonha! Simplesmente patético!", escreveu o ex-ministro, famoso pela atuação dura que levou à prisão os principais nomes da cúpula do PT nos primeiros anos do governo Lula, como o ex-ministro José Dirceu.
 
O comentário de Barbosa foi feito logo após ele criticar a imprensa brasileira e recomendar aos seus seguidores a assistirem uma entrevista do jornalista Glenn Greenwald à emissora de TV norte-americana "CNN" e a lerem matéria da revista britânica "The Economist", que listava as justificativas dos deputados em seus votos pelo impeachment.

Nos votos, a maioria dos parlamentares favoráveis ao afastamento da petista não fez comentário sobre as pedaladas fiscais – manobras contábeis que embasam o pedido de impeachment – e utilizaram como justificativa seus próprios familiares, "Deus", "cristianismo", o fim da corrupção, dentre outros motivos.
"Anotem: teremos outras razões para sentir vergonha de nós mesmos em toda essa história", resumiu Barbosa.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-04-19/e-de-chorar-de-vergonha-diz-joaquim-barbosa-sobre-votacao-do-impeachment.html

 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Militares são presos com três toneladas de maconha em caminhão do Exército

Três cabos das Forças Armadas foram presos em flagrante em rodovia na região de Campinas; houve troca de tiros com agentes da Polícia Civil

Um caminhão do Exército foi apreeendido com um carregamento de cerca de três toneladas de maconha

Marivaldo Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo - 28.8.16
Um caminhão do Exército foi apreeendido com um carregamento de cerca de três toneladas de maconha
Três militares do Exército foram presos na madrugada deste domingo (28) por homens da Polícia Civil ao serem flagrados transportando três toneladas de maconha em um caminhão das próprias Forças Armadas. O flagrante ocorreu na rodovia SP-101, na região de Campinas.

Segundo policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), houve troca de tiros com três soldados do Exército que estavam no caminhão. Os cabos Higor Abdala Costa Attene e Maykon Coutinho Coelho, lotados no 20º Regimento de Cavalaria Blindado, sediado em Campo Grande, foram presos na hora. O cabo Simão Raul, do mesmo regimento, foi ferido e conseguiu fugir, mas foi capturado mais tarde em um hospital de Limeira.
 
O caminhão vinha do Mato Grosso do Sul e era acompanhado por um carro civil, que também teria participado do tiroteio. Outros dois homens foram detidos.
 
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), após três meses de investigação, uma equipe da 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), do Denarc, descobriu que um carregamento de drogas seria entregue em uma empresa desativada de Campinas.
 
Os policiais civis ficaram de campana no local. Os suspeitos desconfiaram da movimentação e tentaram fugir, quando houve a troca de tiros. Além dos três militares e dois civis presos, a polícia suspeita que outros dois envolvidos na ação tenham conseguido fugir.
 
Procurado, o Centro de Comunicação Social do Exército brasileiro confirmou que os três militares estão presos e afirmou que, "diante da gravidade do fato, que desonra a instituição e atinge a nossa sociedade", os cabos serão expulsos do Exército.
 
Disse ainda que será instaurado um inquérito policial militar para a apuração de todos os fatos e responsabilidades e que se coloca à disposição das autoridades policiais de São Paulo para auxiliar nas investigações.
 
"A Força Terrestre procederá minuciosa investigação na Organização Militar de onde os militares e a viatura são oriundos, com o objetivo de corrigir procedimentos de segurança, para que falhas desta natureza não voltem a ocorrer", disse o órgão, em nota.
 

Artistas e o ex- presidente Lula acompanham Dilma no Senado

É grande a movimentação hoje (29) no Senado para a oitiva da presidente afastada Dilma Rousseff. Neste quarto dia de julgamento, que deverá ser o mais longo de todos, além de apresentar sua defesa, Dilma irá responder a perguntas de parlamentares.
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Até às 8h30 da manhã desta segunda-feira, 47 senadores já estavam inscritos para questioná-la. Cada um terá cinco minutos e Dilma terá tempo livre para as respostas. Antes de responder, a petista irá dispor de 30 minutos para sua defesa, mas, segundo o presidente da sessão do julgamento, ministro Ricardo Lewandowski, este tempo poderá ser prorrogado de acordo com a necessidade da petista. 

Os convidados da presidente afastada serão 40: 30 deles ficarão nas galerias e 10 -  assessores mais próximos-  na tribuna de honra- entre eles, ministros de sua gestão, como Aldo Rebelo (Defesa) e Jacques Wagner ( Casa Civil) e artistas como o cantor Chico Buarque e atriz Létícia Sabatella. 

Além deles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado para acompanhar a sessão. Já entre os convidados da acusação, que serão 30, e ocuparão parte das galerias no plenário, estarão representantes de movimentos sociais como o Vem para Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), além de uma filha do jurista  Hélio Bicudo, um dos autores da representação. Bicudo enfrenta graves problema de saúde. 

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Segurança
Nesta segunda-feira, a novidade em relação à segurança é que a Esplanada dos Ministérios foi completamente fechada, desde a Catedral até o prédio do Congresso Nacional. O acesso está sendo feito a pé ou de carro, por vias auxiliares. Ao contrário de outros dias, o gramado na Esplanada - dividido por um muro de 80 metros - já começa a ser ocupado por manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment. A Polícia Militar do Distrito Federal faz a segurança no local. 

Histórico
Dilma é alvo de um processo de impeachment, por ter editado, em 2015, decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e também de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro [as chamadas pedaladas fiscais]. A petista foi afastada da Presidência da República pelo Senado há mais de 100 dias. 

https://noticias.terra.com.br/brasil/politica/impeachment/impeachment-artistas-e-o-ex-presidente-lula-acompanharao-dilma-no-senado,c8223e8386ce08042aae0299c25abccaukk366je.html

Polícia investiga morte de quatro pessoas na Barra da Tijuca



A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de quatro pessoas em um condomínio na Barra da Tijuca, no início da manhã de hoje (29).
O corpo de uma mulher, identificada pelo Corpo de Bombeiros como Laís K., de 48 anos, foi encontrado dentro de um apartamento no 18º andar. Na área externa do prédio, foram recolhidos os corpos de Nabor Oliveira, de 43 anos, e de duas crianças, de 10 e 6 anos. 

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O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta de 6h40 para atender ao caso, e a Polícia Militar também foi acionada. Em nota, a PM afirma que foi chamada "em razão de homicídios" e que isolou a área para a chegada da perícia da Polícia Civil. 

Nenhum dos três órgãos confirmou se os quatro mortos são da mesma família, mas a Polícia Civil deve divulgar mais informações sobre o caso ao longo do dia. 

https://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/policia-do-rio-investiga-morte-de-quatro-pessoas-na-barra-da-tijuca,384324d2a3607b2ebcad903a34aaf845di23yq90.html

Para 87% país está no rumo errado, mas pessimismo diminui, diz pesquisa

A maioria esmagadora da população brasileira acha que o país não está no caminho certo, mas essa percepção já foi pior. É o que sugere uma pesquisa feita pela consultoria Ipsos.
Viés tímido de melhora está ligado à impeachment e não a Temer, diz diretor da Ipsos
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Viés tímido de melhora está ligado à impeachment e não a Temer, diz diretor da Ipsos
De acordo com o levantamento, em agosto, 87% dos entrevistados disseram que o Brasil está no rumo errado, apenas dois pontos percentuais abaixo do registrado no mês anterior. No entanto, esse número chegou a 94% em março deste ano. 

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A pesquisa foi feita com 1.200 pessoas em 72 municípios, entre os dias 30 de julho e 9 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais. 

Para o diretor da Ipsos Public Affairs, Danilo Cersosimo, apesar de a opinião dos brasileiros permanecer muito negativa, há uma tendência de mudança "extremamente lenta". Ele avalia que o viés de melhora não está relacionado a uma boa avaliação de Michel Temer, e sim com o fim do processo de impeachment de Dilma Rousseff.


"Só o fato de ter ido a julgamento é uma espécie de resposta à instabilidade. A opinião pública de modo geral se sente aliviada pela instabilidade política estar sendo resolvida pelo processo de impeachment. É uma espécie de ponto final àquela crise", diz. 

"Minha leitura é que pode ser um início de uma tímida e gradativa retomada de um rumo mais positivo. Está no insconsciente das pessoas que este ano está perdido, mas 2017 pode ser melhor."
Cersosismo acredita, porém, que se Dilma voltar ao cargo a instabilidade política regressará e o viés de otimismo comedido no país poderá ser revertido.
                                  Para diretor da Ipsos, Temer ainda não conseguiu convencer brasileiros 
Para diretor da Ipsos, Temer ainda não conseguiu convencer brasileiros  
Falta de impacto

A combinação das crises política e econômica com a falta de medidas marcantes do governo interino é a chave para entender o pessimismo sobre o rumo do país, afirma Cersosimo. 


Segundo o diretor da Ipsos, Temer não deu um "choque de gestão" ou deixou uma "mensagem impactante" capaz de convencer os brasileiros. Os escândalos de corrupção em que se envolveram seus ministros no começo do mandato também afetaram a opinião dos brasileiros. Um dos homens mais fortes do governo interino, Romero Jucá deixou o Ministério do Planejamento em maio, horas após o jornal Folha de S. Paulo divulgar uma gravação em que ele sugere uma articulação para conter a Operação Lava Jato. 

"(O governo dele) ficou sem cara. E tem o aspecto político, que pesa. É a sua transparência, o quanto ele está no meio do balaio dos outros corruptos. Temer não conseguiu se distanciar do principal problema (do governo) de Dilma, no entendimento do povo: a corrupção."
A reprovação ao presidente interino se manteve em 68% em agosto. 

Ainda segundo a pesquisa, a reprovação a Temer cresce quando o assunto é economia. De julho a agosto, a porcentagem de pessoas que desaprovam a atuação de Temer no combate à inflação passou de 56% para 61%. Sobre a reforma da previdência, 64% desaprovam a forma como o tema está sendo tratado - em julho, eram 54%. 

Na área econômica, diz o diretor do Ipsos, "a mensagem do governo de colocar a casa em ordem não chegou à população". 

"O mercado desde o início viu com bons olhos, mas as pessoas não perceberam isso de cara. Todas as ações que demandam médio e longo prazo tem que ser muitíssimo bem explicadas - e não foi o caso."
Aprovação de Dilma vem de grupo contrário ao impeachment, diz diretor de consultoria
Aprovação de Dilma vem de grupo contrário ao impeachment, diz diretor de consultoria Em entrevistas recentes, o ministro da Fazenda de Temer, Henrique Meirelles, disse que espera apresentar ao Congresso nos próximos meses um projeto para alterar o sistema previdenciário. O ministro já anunciou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que também será encaminhada ao Legislativo, para controlar o crescimento dos gastos públicos. 

O governo federal manteve uma avalição estável. A parcela de pessoas que o consideram ruim ou péssimo ficou em 49%, contra 48% em julho; 8% o consideram bom ou ótimo.

'Resistência'

A avaliação de Dilma Rousseff, que presta depoimento nesta segunda-feira no Senado, não mudou muito. Afastada da Presidência desde maio, Dilma manteve os mesmos 71% de reprovação registrados em julho. Sua aprovação caiu dois pontos, de 25% para 23%.
Medidas anunciadas por Meirelles não chegam a toda população, diz Cersosimo
Medidas anunciadas por Meirelles não chegam a toda população, diz Cersosimo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O diretor da Ipsos explica que a estabilidade é natural, já que a petista está fora do poder. Longe do cargo, ela não recebe os ônus nem bônus das ações do governo. 

Para ele, os 20% de aprovação da presidente afastada devem se manter, porque representariam um grupo mais à esquerda, ligado ao PT ou contrário ao processo de impeachment. 

"Esse percentual reside nos núcleos onde PT, Lula e Dilma atuaram bem: pessoas de classes e escolaridade mais baixa, do Nordeste, ou aqueles que não apoiam o impeachment. O não apoio ao impeachment ao longo dos últimos meses se manteve em torno de 20% a 25%. É uma espécie de resistência. " 

https://noticias.terra.com.br/brasil/para-87-pais-esta-no-rumo-errado-mas-pessimismo-diminui-diz-pesquisa,3a130eeba8415f33225a563b05a8303byucq14dp.html


 

sábado, 27 de agosto de 2016

Governo quer encaminhar reformas antes de outubro, diz Padilha


 O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, quer acelerar processo para votação de reformas

 Padilha quer proposta da reforma trabalhista antes das eleições municipais de outubro, contrariando o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo federal pretende enviar uma proposta de reforma trabalhista antes das eleições municipais de outubro. A declaração contraria a informação do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que disse nesta semana que a proposta iria na primeira quinzena de dezembro.

"A reforma trabalhista deve ser encaminhada (ao Congresso) mais ou menos no mesmo tempo em que vai a da Previdência, que queremos mandar ainda antes das eleições", disse Padilha, ao deixar a abertura da Expointer, na região metropolitana de Porto Alegre.

Segundo ele, o governo federal vai trabalhar para enviar as duas propostas antes das eleições municipais, seguindo a orientação do presidente em exercício, Michel Temer. "Esta é a determinação do presidente. Não temos que estar preocupados com a próxima eleição. Estamos pensando é na próxima geração. Temos que garantir que o Brasil funcione independente de quem estiver no governo", avaliou. "Não tem mais que ter medo, é fazer ou fazer. Não tem alternativa."

No discurso que fez durante a cerimônia de abertura da feira agropecuária, para uma plateia formada por produtores rurais e empresários do agronegócio, Padilha também tocou no assunto. Ele disse que o governo vai encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de atualização das leis trabalhistas que seja preservadora dos empregos que existem hoje e, igualmente, geradora de novos empregos. "Esta é a premissa da reforma trabalhista", falou.

Padilha disse ainda que dois pontos estariam presentes na reforma trabalhista. O primeiro é que a negociação coletiva se sobreponha ao legislado, com o objetivo de dar segurança jurídica para os contratos de trabalho. O segundo ponto diz respeito à terceirização, que, no governo, está sendo tratada como "especialização" - de acordo com Padilha, por sugestão do próprio ministro do Trabalho, que também estava presente na cerimônia deste sábado no Rio Grande do Sul.

"Vamos, sim, facilitar a especialização. Todo mundo falava em terceirização, em penso que especialização traduz melhor o sentimento", disse. "Tem empresas que se especializam em alguma coisa e fazem mais barato do que numa linha que se tenha muita gente fazendo muita coisa ao mesmo tempo."

Sobre a reforma da Previdência, Padilha disse que não entraria em detalhes, mas frisou que haverá idade mínima para aposentadoria. "Hoje, nós temos menos gente contribuindo e mais gente recebendo. Falta dinheiro. Nós precisamos, sim, fazer uma reforma", falou.

No seu discurso, Padilha lembrou a crise financeira profunda enfrentada pelo Rio Grande do Sul, que advém principalmente do setor público. Segundo o ministro, o desafio do governador gaúcho, José Ivo Sartori, de equilibrar as finanças, é o mesmo do presidente em exercício, Michel Temer.

"Sartori vive este momento e o presidente Michel vive exatamente o mesmo momento no plano nacional, com mais condições de dar a volta com mais rapidez, mas o desafio é o mesmo", resumiu.
Padilha voltou a dizer que, apesar do ajuste fiscal, o governo não pensa em elevar a carga tributária agora. Segundo ele, a sociedade "não pode carregar um peso maior" nas atuais circunstâncias.

"Não há exceções", disse. "Se nós pensarmos em aumentar impostos vamos ter não o aumento da arrecadação, mas a queda da arrecadação, porque nas costas do cidadão brasileiro não cabe mais peso neste momento."

O caminho, disse Padilha, passa por "cortar para dentro, racionalizar a gestão e fazer as reformas necessárias". Ele citou ainda a necessidade de aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 - que limita o crescimento dos gastos públicos à inflação do ano anterior - para conseguir conter o crescimento da dívida pública consolidada.

Segundo o ministro, a dívida pública consolidada e o déficit da previdência são dois "icebergs" que estão no caminho do Brasil.


Padilha quer proposta da reforma trabalhista antes das eleições municipais de outubro, contrariando o ministro do Trabalho, Ronaldo NogueiraFonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-08-27/governo-quer-encaminhar-reformas-antes-de-outubro-diz-padilha.html
Padilha quer proposta da reforma trabalhista antes das eleições municipais de outubro, contrariando o ministro do Trabalho, Ronaldo NogueiraFonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-08-27/governo-quer-encaminhar-reformas-antes-de-outubro-diz-padilha.html
Padilha quer proposta da reforma trabalhista antes das eleições municipais de outubro, contrariando o ministro do Trabalho, Ronaldo NogueiraFonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-08-27/governo-quer-encaminhar-reformas-antes-de-outubro-diz-padilha.html

Força Nacional chega ao RS no domingo para conter violência

Crise na segurança pública motivou chamamento do reforço federal no policiamento

Após mais um latrocínio chocar os gaúchos, envolvendo desta vez o assassinato da representante comercial Cristine Fagundes em frente à escola do filho, o governo José Ivo Sartori acionou a Força Nacional de Segurança. Os integrantes chegam neste domingo ao Estado e devem começar a atuar já na terça. No total, serão pelo menos 150 integrantes da equipe em solo gaúcho, auxiliando no policiamento ostensivo e na guarnição externa de presídios.
Foto: Agência Brasil
O assassinato de Cristine, contabilizado como o trigésimo latrocínio do ano em Porto Alegre, culminou no pedido de exoneração do secretário de segurança pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini, deixando o cargo provisoriamente vago. Na abertura da Expointer, em Esteio, o governador garantiu que a Força Nacional não foi chamada tardiamente, mas reconheceu que a situação é difícil. Sartori ponderou que a violência não foi criada pela atual gestão e ressaltou que o Estado está “de luto”. 

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Neste sábado, familiares de Cristine Fagundes fizeram um protesto pedindo por mais segurança na zona Norte de Porto Alegre, nas proximidades do local em que a empresária foi assassinada. Quatro dos cinco suspeitos iniciais capturados pela polícia foram soltos, mas o atirador segue detido. Outros dois envolvidos já foram identificados e são procurados pela investigação. 

https://noticias.terra.com.br/brasil/policia/forca-nacional-chega-ao-rs-no-domingo-para-conter-violencia,9bf0ab344e9b86c2a770d0ac0e4d9f092n4hk71v.html

Suspeito de clonar carros no RS é preso caçando Pokémons

Homem fazia parte de esquema de roubo e receptação de veículos na região Metropolitana do RS, segundo a polícia

Uma das maiores febres do momento, o jogo Pókemon Go terminou de forma inusitada para um suspeito de clonagem de veículos em Porto Alegre. A Polícia Civil prendeu no final da tarde da sexta-feira (26) um homem envolvido com um esquema de roubo, clonagem e receptação de veículos enquanto ele fazia uso do aplicativo. Conforme o registro policial, o homem, de 30 anos, se distraía com o jogo dentro de um Nissan Tida roubado quando foi abordado pela investigação.
O aplicativo, que usa a tecnologia de geolocalização GPS, visa buscar no mundo real as criaturas virtuais que aparecem aleatoriamente
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Foto: Getty Images
Inicialmente, ele não percebeu a presença da polícia e tampouco reagiu à abordagem, facilitando o trabalho da equipe dos delegados Adriano Nonnenmacher e Marco Guns. A prisão do indivíduo acabou levando à descoberta de um esquema que atua em Porto Alegre e Cachoeirinha, na região Metropolitana, e já era investigado pelo Delegacia de Roubo de Veículos do Departamento de Investigação e Criminalística. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para o sistema prisional de Porto Alegre. 

https://noticias.terra.com.br/brasil/policia/suspeito-de-clonar-carros-no-rs-e-preso-cacando-pokemons,594e638525b8d5e46722800ebb9e2b43uzi7oxhm.html

Gleisi diz que nem ela tem "moral" para julgar impeachment de Dilma

Ao explicar sua fala de que o Senado não tem moral para julgar a presidente afastada, Dilma Rousseff, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse ontem se incluir no grupo sem condições de avaliar os crimes pelos quais a petista é acusada. A frase deu início a uma discussão em plenário na manhã de anteontem e voltou ser polêmica na sessão de ontem.

"Não me arrependo (de afirmar que a Casa não tem moral). O Senado não tem moral para julgar a presidente Dilma. Uma parte grande dos senadores está respondendo a processo, inclusive eu", disse Gleisi. "Me incluo nisso", afirmou. E complementou: "Estou apontando o dedo para uma pessoa, tem três apontados para mim."

Gleisi e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após a investigação policial concluir que os dois receberam R$ 1 milhão de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobrás. Eles negam irregularidades.

Renan diz estar "arrependido"

Ontem à tarde, Gleisi ligou para o presidente do Senado para tentar desfazer o mal-estar entre os dois após o embate no plenário, mas ele não atendeu o telefone. A petista diz ter deixado um recado para o peemedebista. Renan, por sua vez, afirma que não viu a ligação. "Se bem conheço, estou muito mais chateado do que ela", afirmou.

Desde o embate, o peemedebista montou com assessores uma ação de contenção de danos. "Eu morro de arrependimento quando isso acontece", disse Renan. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/08/27/gleisi-diz-que-tambem-nao-tem-moral-para-julgar.htm

Lula diz que indiciamento no caso do tríplex é "factoide" contra 2018


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (26) a senadores do PT que o seu indiciamento pela Polícia Federal, às vésperas do julgamento do impeachment de sua sucessora, Dilma Rousseff, tem objetivos exclusivamente políticos. Na avaliação de Lula, trata-se de mais um "factoide", na tentativa de impedir sua candidatura à eleição presidencial de 2018.

"Podem trazer os maiores investigadores do mundo aqui que não vão provar que esse apartamento é meu", afirmou o ex-presidente, de acordo com relato de dois senadores do PT. Lula e sua mulher, Marisa, foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no inquérito que investiga a propriedade do tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá. É o primeiro indiciamento de Lula na Operação Lava Jato.

Para o delegado Márcio Adriano Anselmo, o ex-presidente e Marisa receberam vantagens ilícitas, por parte da empreiteira OAS, "em valores que alcançaram R$ 2,4 milhões", referentes à reforma do apartamento no Guarujá e ao custeio de "armazenamento de bens do casal".
 
Lula costuma se referir ao imóvel como um apartamento do "Minha Casa Minha Vida" por causa do seu tamanho, considerado pequeno para um tríplex. Investigadores da Lava Jato também suspeitam que o ex-presidente seja dono de um sítio em Atibaia (SP), reformado pela OAS e Odebrecht.

Eu já cansei. Eu não tenho que provar que tenho apartamento. Quem tem que provar é a imprensa que acusa, o Ministério Público Federal, que diz que eu tenho, a Polícia Federal, que diz que eu tenho"
"Eles têm que apresentar documento de compra, contrato assinado, porque, se não tiver, em algum momento eles é que terão de me dar de presente uma chácara e um apartamento", disse Lula no último dia 29, ao participar da conferência nacional dos bancários, em São Paulo. "Se o objetivo de tudo isso é me tirar de 2018, não precisa fazer isso. A gente pode escolher outros candidatos com mais qualidade. Agora, essa provocação me dá coceira (de ser candidato)."

Na rápida conversa desta sexta-feira com quatro senadores do PT, no hangar do aeroporto de Brasília, Lula foi na mesma linha, usando praticamente os mesmos argumentos. Jorge Viana (AC), Paulo Rocha (PA), Humberto Costa (PE) e José Pimentel (CE) saíram da sessão de julgamento do impeachment de Dilma por volta das 16h apenas para se encontrar com o ex-presidente.

Na tentativa de corroborar a percepção de uso político das investigações, os parlamentares também destacaram que a autorização do Supremo Tribunal Federal para abertura de inquérito contra Dilma, Lula e outras cinco pessoas, por suspeita de obstrução de Justiça, foi divulgada justamente no dia em que ela anunciou sua esperada carta aos senadores.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/08/26/lula-diz-que-seu-indiciamento-e-um-factoide.htm

Lula diz que indiciamento no caso do tríplex é "factoide" contra 2018


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (26) a senadores do PT que o seu indiciamento pela Polícia Federal, às vésperas do julgamento do impeachment de sua sucessora, Dilma Rousseff, tem objetivos exclusivamente políticos. Na avaliação de Lula, trata-se de mais um "factoide", na tentativa de impedir sua candidatura à eleição presidencial de 2018.

"Podem trazer os maiores investigadores do mundo aqui que não vão provar que esse apartamento é meu", afirmou o ex-presidente, de acordo com relato de dois senadores do PT. Lula e sua mulher, Marisa, foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no inquérito que investiga a propriedade do tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá. É o primeiro indiciamento de Lula na Operação Lava Jato.

Para o delegado Márcio Adriano Anselmo, o ex-presidente e Marisa receberam vantagens ilícitas, por parte da empreiteira OAS, "em valores que alcançaram R$ 2,4 milhões", referentes à reforma do apartamento no Guarujá e ao custeio de "armazenamento de bens do casal".
 
Lula costuma se referir ao imóvel como um apartamento do "Minha Casa Minha Vida" por causa do seu tamanho, considerado pequeno para um tríplex. Investigadores da Lava Jato também suspeitam que o ex-presidente seja dono de um sítio em Atibaia (SP), reformado pela OAS e Odebrecht.

Eu já cansei. Eu não tenho que provar que tenho apartamento. Quem tem que provar é a imprensa que acusa, o Ministério Público Federal, que diz que eu tenho, a Polícia Federal, que diz que eu tenho"
"Eles têm que apresentar documento de compra, contrato assinado, porque, se não tiver, em algum momento eles é que terão de me dar de presente uma chácara e um apartamento", disse Lula no último dia 29, ao participar da conferência nacional dos bancários, em São Paulo. "Se o objetivo de tudo isso é me tirar de 2018, não precisa fazer isso. A gente pode escolher outros candidatos com mais qualidade. Agora, essa provocação me dá coceira (de ser candidato)."

Na rápida conversa desta sexta-feira com quatro senadores do PT, no hangar do aeroporto de Brasília, Lula foi na mesma linha, usando praticamente os mesmos argumentos. Jorge Viana (AC), Paulo Rocha (PA), Humberto Costa (PE) e José Pimentel (CE) saíram da sessão de julgamento do impeachment de Dilma por volta das 16h apenas para se encontrar com o ex-presidente.

Na tentativa de corroborar a percepção de uso político das investigações, os parlamentares também destacaram que a autorização do Supremo Tribunal Federal para abertura de inquérito contra Dilma, Lula e outras cinco pessoas, por suspeita de obstrução de Justiça, foi divulgada justamente no dia em que ela anunciou sua esperada carta aos senadores.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/08/26/lula-diz-que-seu-indiciamento-e-um-factoide.htm

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Procura-se Collor no julgamento do impeachment

 
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A sessão que vai definir o futuro de Dilma Rousseff começou nesta quinta-feira sem a presença de uma figura emblemática: o senador Fernando Collor (PTC-AL), o primeiro e, ao menos por enquanto, único presidente da República a deixar antecipadamente o Planalto após ser alvo de um processo de impeachment.
 
O plenário abriu os trabalhos às 9h30 para ouvir as testemunhas no processo por crime de responsabilidade contra Dilma Rousseff e, até o inicio desta noite, o senador ainda não havia aparecido e tampouco registrado presença na sessão. A assessoria do parlamentar, no entanto, jura que ele compareceu ao Senado.
 
Collor ainda não declarou o seu voto e tem se mantido reservado ao longo da tramitação do processo no Senado – muito embora tenha disparado contra Dilma durante a votação do afastamento da petista, em maio, quando apontou para as “ruínas de um governo” e “de um país”. Vinte e quatro anos após ocupar o banco dos réus no Parlamento, Collor deu o primeiro voto desfavorável a Dilma.
 
A expectativa é a de que Collor mantenha o mistério até a data da votação final, prevista para a próxima terça-feira. Ele já deu sinais de que votará favoravelmente ao impeachment. Em artigo publicado nesta semana no jornal de sua família, a Gazeta de Alagoas, afirmou categoricamente que Dilma cometeu crime de responsabilidade.
 
“O atual processo de impeachment baseia-se em pontos já analisados e materializados como atos ilegais. Se a participação da presidente foi comissiva ou omissiva, culposa ou dolosa, há de se ter o juízo. Desde 2013, as infrações fiscais e orçamentárias eram apontadas publicamente. O Palácio do Planalto tinha ciência dos avisos. Na omissão, permitiu-se, de forma tácita, a infração de lei federal. É disso que se trata, também”, escreveu o senador.
 
Nesta quinta-feira, a única manifestação pública do senador foi uma postagem em seu Facebook em homenagem ao Dia do Soldado. Na foto, Collor, ainda presidente, cumprimenta um oficial do Exército – instituição comumente associada a uma relação hostil com Dilma, que foi presa política e torturada na ditadura militar.
 
http://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/procura-se-collor-no-julgamento-do-impeachment/ar-BBw3UW9

Após polêmica, Cármen Lúcia chama Gilmar de 'presidento'

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A sessão da última terça-feira (23) no Supremo Tribunal Federal foi dominada por atritos entre os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, que foi eleita para posto máximo do tribunal no último dia 10.
Segundo informações da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, Gilmar fez uma pergunta que irritou a ministra. "Prefere ser chamada de presidente ou presidenta?", disparou ele, em referência à presidente afastada Dilma Rousseff.
 
A ministra respondeu: "E o senhor, prefere ser presidente ou 'presidento'?". Os outros ministros começaram a rir e, durante a sessão, os dois continuaram alfinetando um ao outro, se chamando de presidenta e de 'vice-presidento'.
 
Logo após saber que assumiria o posto, a magistrada declarou preferir ser chamada de "presidente". "Eu fui estudante e eu sou amante da Língua Portuguesa. Acho que o cargo é de presidente, né?", justificou.
 

Lula quer acompanhar defesa de Dilma no impeachment

Lula quer acompanhar depoimento de Dilma no Senado
© image/jpeg Lula quer acompanhar depoimento de Dilma no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse nesta quinta-feira que o ex-presidente Lula tem intenção de acompanhar o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, na próxima segunda-feira. “Ele está disposto, quer vir acompanhar o depoimento”, disse Costa. “A nossa expectativa é que ele venha.”
 
Segundo o senador, é pouco provável que Lula assista ao depoimento de dentro do plenário, mas ele deve assistir do Senado. O líder do partido também afirmou que Lula se mostrou disponível para participar de mobilizações no domingo.
 
Mais cedo, no Rio de Janeiro, o ex-presidente afirmou que a sessão do impeachment dava início à “semana da vergonha nacional”. Em recente entrevista à BBC, Lula abusou da retórica bíblica ao comparar o depoimento de defesa de Dilma aos senadores ao momento em que ela iria “se colocar diante de Judas Iscariotes”.
 
Quando Dilma foi afastada provisoriamente, Lula viajou a Brasília e se encontrou com a sucessora no Palácio do Planalto. Em seguida, eles fizeram uma manifestação política na Praça dos Três Poderes.
 

Em bate-boca, Caiado pede que Lindbergh faça antidoping


São Paulo – Com apenas duas horas de abertura da primeira sessão do julgamento final do impeachment, um grupo de senadores já protagonizou a primeira confusão do dia. Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) trocaram xingamentos e quase partiram para a agressão física.
 
Tudo começou quando a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) afirmou que o Senado não tem moral para julgar Dilma.
 
Caiado rebateu – aos gritos — que não era "assaltante de aposentados", uma referência clara ao marido da senadora, ex-ministro Paulo Bernardo, que é suspeito de desviar recursos da Consist, que gere o crédito consignado de servidores da União.
 
Ato contínuo: Lindbergh anda em direção de Caiado chamando-o de "canalha" e afirmando que "Quem sabe de você é Carlinhos Cachoeira" — o líder do DEM no Senado é acusado demanter relações com o bicheiro e ter sido financiado por ele.
 
Caiado rebate pedindo para Lindbergh fazer "antidoping. Fica cheirando aqui não", diz.
 

Após ofensas, Lindbergh e Caiado ameaçam acionar Conselho de Ética

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Após uma discussão que causou interrupção do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff nesta quinta-feira (25), os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmam que vão acionar o Conselho de Ética da Casa um contra o outro.
 
Durante sessão, Caiado disse para Lindbergh fazer um antidoping e não ficar "cheirando". O ataque aconteceu enquanto a parlamentar Gleisi Hoffmann (PT-PR) dizia que os senadores não tinham moral para fazer o julgamento da petista devido às diversas acusações de corrupção que existem contra vários deles.
 
Depois que a senadora disse isso, Caiado retrucou afirmando que os senadores não eram "assaltantes de aposentados", em referência à detenção do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, marido de Gleisi, sob acusação de participação num esquema de corrupção que teria desviado R$ 100 milhões dos funcionários públicos federais que fizeram empréstimo consignados.
 
Em resposta, Gleisi rebateu chamando o líder do DEM de assaltante "de trabalhador escravo", pelo fato de ele ser fazendeiro em Goiás.