sábado, 20 de agosto de 2016

Executivos da Mitsubishi morrem durante teste de novo modelo no Chile

Santiago do Chile, 19 ago (EFE).- A Mitsubishi Chile informou nesta sexta-feira que quatro executivos e representantes da montadora japonesa morreram durante o teste de um novo automóvel, que era realizado na região sul do país.

O acidente ocorreu na tarde de ontem na cidade de Ensenada, a cerca de mil quilômetros de Santiago, na região de Los Lagos, enquanto eram realizados testes do novo modelo da caminhonete Mitsubishi Pajero Sport, que seria lançado oficialmente na próxima semana.

Um total de 15 veículos estava sendo testado por executivos da marca e distribuidores de diversas cidades quando, por causas que ainda estão sendo investigadas, um dos carros caiu por uma ribanceira de 15 metros até um pequeno rio, onde ficou tombado.

Quatro de seus ocupantes morreram na hora e um quinto foi resgatado com vida. As vítimas são Matías Riquelme, gerente de Vendas da Mitsubishi Chile; Andrés Donoso, gerente comercial da Skeberge S.A; Carlos Ratti e Marco Ratti, concessionários da marca na cidade de Rancagua.

O sobrevivente foi identificado como Ariel Patrício Miranda Figaredo, que foi levado ao hospital da cidade vizinha de Puerto Varas, onde permanece em estado grave, mas sem risco de morte, de acordo com os médicos da unidade.

A marca japonesa manifestou seu pesar pelas vítimas e cancelou o lançamento do seu novo 4x4 e do Sangyong Tivoli XLV, previsto para o dia 23 de agosto. EFE
 
https://br.noticias.yahoo.com/naufr%C3%A1gio-diante-litoral-turco-mata-nove-imigrantes-235959012.html?nhp=1

Execução de assassino que não matou ninguém é adiada nos EUA


A justiça americana suspendeu nesta sexta-feira a execução de um homem texano, prevista para a próxima quarta-feira, que foi condenado à morte por um homicídio no qual ele nem mesmo esteve presente.

Os advogados de Jeffery Wood conseguiram esta vitória no tribunal penal de apelação do Texas, segundo a sentença à que a AFP teve acesso.
 
No documento foi considerado que um recurso de Wood, que denunciava o testemunho de uma psiquiatra durante o seu julgamento - cuja carreira foi depois muito desacreditada -, tinha fundamento.

"O tribunal agiu bem ao suspender a execução do senhor Wood", reagiu Jared Tyler, advogado do réu, em um comunicado enviado à AFP.

Jeffery Wood tinha sido condenado à pena capital com base em uma controversa lei texana que coloca no mesmo nível de culpabilidade o autor principal de um crime e uma pessoa envolvida no projeto inicial, mesmo que esta última não tivesse nenhuma intenção de matar.

Em janeiro de 1996, um amigo de Wood matou com um tiro um empregado de um posto de gasolina durante um assalto planejado pela dupla. No momento do assassinato, Wood estava ao volante do automóvel que eles usariam para fugir do local.

Segundo seu defensores, Wood, que tem o quociente de inteligência de uma criança, não sabia que seu companheiro carregava uma arma de fogo nesse dia.

O acusado, que então tinha 22 anos e nesta sexta-feira completou 43, continua estando condenado à morte, o que faz com que seu caso seja excepcional para os juristas.

"Nunca vi nos Estados Unidos executarem alguém com um nível de culpabilidade tão baixo", disse na quarta-feira à AFP Kate Black, outra advogada de Wood.

Nos últimos dias, o comitê de apoio ao presidiário moveu céus e terras para adiar a execução.
 
https://br.noticias.yahoo.com/execu%C3%A7%C3%A3o-assassino-matou-%C3%A9-adiada-nos-eua-004604877.html

Lewandowski nega suspensão de duas testemunhas de Dilma no impeachment

Ministro entendeu que alegações não impedem depoimento de Luiz Gonzaga Beluzzo e Geraldo Prado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do processo de impeachment, Ricardo Lewandowski, negou nesta sexta-feira o pedido da acusação para suspender os depoimentos de duas testemunhas arroladas pela defesa da presidente afastada Dilma Rousseff. O ministro também proferiu mais três decisões.

Lewandowski entendeu que as alegações apresentadas pelos autores do processo de impeachment para evitar o depoimento do economista Luiz Gonzaga Beluzzo e do jurista Geraldo Prado não estão entre as causas de impedimento de testemunhas previstas no Código de Processo Penal (CPP). Em outras decisões, o ministro aceitou pedido do jurista Miguel Reali Júnior, um dos autores do pedido de impeachment, para corrigir um erro no processo e que conste a justificação dos fatos imputados a Dilma.

O presidente do STF também negou requerimento da defesa de Dilma para convocação de peritos e rejeitou pedido da acusação para que um vídeo do jurista Hélio Bicudo fosse transmitido durante o julgamento. Bicudo tem 94 anos e está com problemas de saúde.

Julgamento
O início do julgamento definitivo de Dilma está marcado para começar no próximo dia 25, às 9h, no plenário do Senado. Para afastar definitivamente a presidente do mandato, serão necessários dois terços dos votos, ou seja, o apoio de, no mínimo, 54 dos 81 senadores.

Se esse cenário se confirmar, o presidente interino assume definitivamente o cargo e a petista fica inelegível por oito anos. Se o mínimo necessário para o impeachment não for alcançado, ela retoma o mandato e o processo no Senado é arquivado.

http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Politica/2016/8/595581/Lewandowski-nega-suspensao-de-duas-testemunhas-de-Dilma-no-impeachment?ref=yfp

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Presidente do STF avalia pedidos de anulação do impeachment de Dilma Rousseff

Advogados de Dilma dizem que a inclusão de uma nova acusação no parecer do relator Antonio Anastasia não foi previamente analisada; autores do impeachment pedem a impugnação de duas das seis testemunhas da defesa

Advogados de Dilma Rousseff requerem a anulação da decisão de prosseguimento do processo de impeachment
André Dusek/Estadão Conteúdo - 19.08.2016

Advogados de Dilma Rousseff requerem a anulação da decisão de prosseguimento do processo de impeachment

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, deve decidir nesta sexta-feira (19) os rumos dos requerimentos e recursos protocolados pela defesa da presidente afastada Dilma Rousseff.

Os advogados de Dilma requerem a anulação da decisão do prosseguimento do impeachment devido à inclusão de uma nova acusação contra Dilma no parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG). De acodo com os advogados da petista, essas acusações não foram previamente analisadas. 

A defesa de Dilma ainda solicitou que durante o julgamento, marcado para o dia 29, sejam ouvidos os técnicos da perícia do Senado, além dos assistentes da defesa e da acusação que também participaram do processo. Até agora, a previsão é que sejam ouvidas apenas as testemunhas indicadas pela defesa e acusação, além do depoimento da própria presidente da República.
 A defesa justificou as solicitações seguindo o rito do impeachment do ex-presidente Collor em que essas questões foram resolvidas antes do início do processo de julgamento.

O recurso protocolado ao Supremo justificou o pedido de anulação alegando que, como nos requerimentos preliminares da defesa, as acusações deveriam ser analisadas separadamente, como em um processo jurídico, e não em bloco, seguindo o modelo de apreciação de projetos parlamentares no Senado.

Dilma pediu que durante o julgamento do impeachment, na segunda-feira 29, também seja ouvida a perícia do Senado
Dida Sampaio/Agência Estado-16.08.2016

Dilma pediu que durante o julgamento do impeachment, na segunda-feira 29, também seja ouvida a perícia do Senado

Pedidos da acusação


Os autores do processo de impeachment também fizeram questionamentos ao ministro do Supremo. Eles pedem a impugnação de duas das seis testemunhas indicadas pela defesa por considerarem que se tratam de especialistas, e não pessoas que tiveram ligação com os fatos imputados à presidente.

Na noite da quinta-feira (18), a acusação também protocolou um pedido de maior abertura para questionar Dilma sobre existência do crime de responsabilidade no dia do julgamento. 

No auge do distanciamento, a presidente afastada Dilma Rousseff e a cúpula do PT agora se acusam mutuamente, nos bastidores, pela iminente perda de poder. Dirigentes e parlamentares do PT temem que, confirmado o impeachment, Dilma tente salvar apenas sua biografia, apontando o dedo para a avalanche de problemas do partido, às vésperas das eleições municipais.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-08-19/impeachment-dilma-rousseff.html

*Com informações do Estadão Conteúdo

Aeroporto do Rio pede que passageiros cheguem 6 horas antes de voo

Concessionária RioGaleão faz recomendação para segunda-feira. Estima-se que 85 mil passageiros passarão por aeroporto no dia seguinte ao encerramento dos Jogos Olímpicos. Eles serão recebidos com programação especial.

A concessionária que administra o aeroporto do Rio de Janeiro, a RioGaleão, pediu nesta sexta-feira (19/08) que os passageiros de voos internacionais marcados para a próxima segunda-feira cheguem com pelo menos seis horas de antecedência.

A RioGaleão estima que cerca de 85 mil passageiros irão embarcar em voos internacionais no dia seguinte ao encerramento dos Jogos Olímpicos. Esse será o maior fluxo da história do aeroporto que recebe em média diariamente 40 mil pessoas.

"O momento crítico será às 19h de segunda, quando teremos 23 aviões de grande porte nas portas de embarque, além de voos domésticos, alcançando um total de 70 aeronaves no pátio", disse o gerente de operações da concessionária, Carlos Rodriguez.

A RioGaleão calcula ainda que aproximadamente 28 mil bagagens serão despachadas nesse dia, quando o aeroporto receberá 430 aeronaves. Para reduzir filas, as companhias aéreas se comprometeram em abrir os balcões de check-in mais cedo.

A concessionária afirmou ainda que adotou um esquema especial para garantir um bom fluxo dos passageiro. As medidas incluem uma série de eventos para entreter os visitantes dentro da aérea restrita, como shows de escola de samba, bossa nova e food trucks.

Além disso, a empresa vai instalar um posto na Vila Olímpica onde os esportistas poderão fazer o check-in. As malas despachadas neste posto irão direto para o pátio de embarque do aeroporto. Estima-se que 7,5 mil atletas e integrantes de comitês olímpicos deixarão o Rio de Janeiro na segunda-feira.

"Durante anos, nos preparamos para esse momento. Nosso objetivo é ganhar a medalha de ouro", disse Rodriguez.


Cerca de 541 mil turistas estrangeiros desembarcaram no Rio de Janeiro entre 1º e 15 de agosto para assistir os Jogos Olímpicos. 

https://noticias.terra.com.br/brasil/aeroporto-do-rio-pede-que-passageiros-cheguem-6-horas-antes-de-voo,3482deb69815e0a654a57ad1871ea6e93kaa9fdk.html

Acusação de estupro contra Marco Feliciano chega ao STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu ontem (18) queixa apresentada pela estudante de jornalismo Patrícia Lélis contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no início do mês, Patrícia acusou o parlamentar de tentativa de estupro. O caso foi remetido ao Supremo pelo fato de o deputado ter foro privilegiado. O processo já está com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O processo contra Marco Feliciano está com a Procuradoria-Geral da República
O processo contra Marco Feliciano está com a Procuradoria-Geral da República
Foto: Agência Brasil
Patrícia é da juventude do PSC, partido de Feliciano. A estudante contou que foi chamada por Feliciano para ir ao apartamento funcional dele, em Brasília, no dia 15 de junho, para participar de uma reunião sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a União Nacional dos Estudantes (UNE).

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Segundo Patrícia, ao chegar à casa do deputado, ela descobriu que ele estava sozinho e que não havia reunião. Feliciano então, segundo a estudante, tentou estuprá-la. Patrícia relata que gritou e que uma vizinha do deputado bateu à porta para saber o que estava acontecendo, o que colaborou para que o fato não se concretizasse.

Na Polícia Civil de São Paulo, Patrícia Lélis foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão por acusar Talma Bauer, assessor do deputado, de cárcere privado e sequestro.

Em um vídeo postado em sua página na internet logo após a denúncia, Marco Feliciano negou as acusações e disse que com o tempo ficará provado que as acusações não passam de "engodo" e "mentira". 

https://noticias.terra.com.br/brasil/policia/queixa-de-estudante-contra-deputado-marco-feliciano-chega-ao-supremo,e7ed0a12e4b7968a484d2e8497b2f860ihpvfxli.html

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Lava Jato é exemplo mundial de combate à corrupção, diz juiz americano


Juiz federal no Estado de Maryland, nos Estados Unidos, o americano Peter Messitte diz que o julgamento do mensalão e a Operação Lava Jato deixaram para trás os tempos em que escândalos de corrupção política terminavam em pizza no Brasil.
Juiz americano Peter Messitte diz que a Operação Lava Jato é exemplo mundial de combate à corrupção
Juiz americano Peter Messitte diz que a Operação Lava Jato é exemplo mundial de combate à corrupção
Foto: Wilson Center/BBCBrasil.com

"Por muito tempo os brasileiros reclamaram da impunidade, e muitos achavam que era algo com que se devia conviver", ele diz em entrevista à BBC Brasil. "Isso mudou." 

Segundo ele, a atuação do juiz Sérgio Moro e dos procuradores e policiais federais da Operação Lava Jato é citada em conferências globais como um exemplo do que pode ser feito contra a corrupção. 

Ele afirma, porém, que há questionamentos legítimos sobre o uso de prisões preventivas no processo para conseguir acordos de delação premiada, quando réus confessam os crimes e aceitam colaborar com as investigações em troca de penas menores. Vários réus na Lava Jato foram presos antes de serem condenados e negociaram acordos de delação enquanto estavam na prisão. 

Messitte criou laços com o Brasil na década de 1960, quando passou dois anos fazendo trabalho voluntário em São Paulo e aprendeu português. Desde então, visitou o país várias vezes e se tornou um dos maiores especialistas estrangeiros no Judiciário brasileiro. 

Ele conheceu o juiz Sérgio Moro em julho, quando ambos participaram de um evento no Wilson Center, em Washington, e almoçaram na American University, onde Messitte dirige o Programa de Estudos Legais e Judiciais Brasil-EUA. 

Leia abaixo os principais trechos da entrevista com o juiz americano:
BBC Brasil - Em 2008, o senhor disse numa palestra sobre corrupção no Brasil que "talvez tenha ficado para trás o tempo em que tudo terminava em pizza". A previsão estava certa? 
 
Peter Messitte - Obviamente as coisas mudaram, e o cenário hoje é bem diferente. A forma como os casos do mensalão e da Lava Jato emergiram representam avanços significativos na luta contra a corrupção política. Vocês estão encontrando malfeitores, e em muitos casos eles têm sido julgados e condenados.
É um caminho irreversível. O público está disposto a sair às ruas. Não é mais provável que as coisas acabem em pizza hoje ou no futuro. É uma mudança drástica. 

BBC Brasil - Juízes e advogados nos EUA acompanham a Lava Jato? 
 
Messitte - A maioria dos juízes e advogados entende que houve acusações de corrupção massiva no Brasil, que houve denúncias e confissões. Há muitas conferências e atividades anticorrupção acontecendo pelo mundo, com envolvimento do Banco Mundial e entidades como a Transparência International.

A atuação do juiz Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal na Lava Jato sempre aparece como um exemplo do que pode ser feito.
O juiz americano conheceu Sérgio Moro em julho, quando ambos participaram de um evento no Wilson Center
O juiz americano conheceu Sérgio Moro em julho, quando ambos participaram de um evento no Wilson Center
BBC Brasil - Como compara o caso do mensalão e a Lava Jato? 
 
Messitte - Eles são um pouco diferentes pela natureza da corrupção. O mensalão eram pagamentos por um partido a políticos no Congresso. Na Lava Jato, há mais atores envolvidos. 

Nos dois casos, vemos o começo do uso da delação premiada contra o crime organizado no Brasil. Houve algumas delações no mensalão e muitas na Lava Jato. É um desenvolvimento importante. 

E a Lava Jato está sendo muito mais rápida. No mensalão, passaram-se muitos anos até o caso chegar ao Supremo. Na Lava Jato, muitas sentenças já saíram em dois anos. 

A principal mudança foi a prisão preventiva. Muitos acusados na Lava Jato foram postos na prisão antes do julgamento. Isso realmente aumentou a pressão sobre eles para que fechassem acordos, cooperassem e depusessem contra outros para sair da prisão mais cedo. Isso não aconteceu tanto no mensalão. 

Há críticas a serem feitas, se a prisão preventiva pode ser uma ferramenta para estimular pessoas a fazer delação premiada. Muitos questionam isso do ponto de vista constitucional. 

BBC Brasil - Tem havido abuso no uso das prisões preventivas? 
 
Messitte - Se a pessoa pode fugir, contribuir para a continuação das atividades criminosas ou destruir provas, há uma boa razão para prendê-la antes do julgamento. Esse deve ser o critério. Não tenho razões para acreditar que o juiz Moro esteja usando as prisões preventivas por outras razões além dessas.

Houve casos em que ele ordenou a prisão preventiva e o Supremo reverteu a decisão. Ainda terá de ser resolvido até onde a prisão preventiva pode ser usada sem que haja exagero. Esse é um debate legítimo e que eventualmente chegará ao Supremo. 

Se as pessoas vão fazer delações premiadas, poderiam fazê-las sem a pressão da prisão. A ideia é que as delações premiadas sejam voluntárias. Se há presunção de inocência, por que alguém pode ser preso antes da determinação final sobre sua culpa? 

BBC Brasil - Nos EUA, é comum que réus sejam presos para estimulá-los a fazer uma delação?
Messitte - Não, não seria próprio pôr alguém na prisão com o único propósito de arrancar uma delação premiada. Nenhum juiz concordaria com isso. No sistema federal, onde sirvo, os critérios para a prisão preventiva são risco de fuga ou risco à comunidade. 

BBC Brasil - Alguns no Brasil questionam a confiabilidade das delações premiadas, dizendo que réus podem mentir só para sair da prisão. 
 
Messitte - Teoricamente, isso é possível em alguns casos. Mas para aprovar o acordo de delação - que é negociado pelo Ministério Público -, o juiz tem de verificar se ele é legal, regular e voluntário. Se determinar que a pessoa está mentindo ou que há algo irregular na forma como depôs, não deve aprová-lo. E não é suficiente admitir a culpa para entrar num acordo, é preciso colaborar.
O juiz Sérgio Moro é o responsável por uma das maiores investigações da história brasileira
O juiz Sérgio Moro é o responsável por uma das maiores investigações da história brasileira
Foto: Agência Brasil
BBC Brasil - Na última década o combate à corrupção no Brasil esteve muito enfocado em iniciativas legais, como a aprovação da Lei da Ficha Limpa. Em que medida a corrupção pode ser combatida por leis, e em que medida é uma questão cultural mais complexa e difícil de ser sanada? 
 
Messitte - Por muito tempo os brasileiros reclamaram da impunidade, e muitos achavam que era algo com que se devia conviver. Isso mudou. 

A ideia agora é: "não precisamos aceitar isso, não é a forma como deve ser". O Brasil virou a página. Houve uma mudança cultural, e foram as leis que fizeram isso, leis que definiram o que é a corrupção política. 

As delações premiadas começaram no Brasil nos anos 1990 com os crimes hediondos. De repente, passaram a ser usadas contra o crime organizado, porque leis ampliaram a possibilidade de que fossem aplicadas nesses casos.
BBC Brasil - O juiz Sérgio Moro é uma figura controversa no Brasil, tratado como herói por uns e acusado por outros de abusar de seus poderes e agir politicamente. Que impressão teve dele ao encontrá-lo? 
 
Messitte - Achei que ele é um cara muito direto e decente. Não detectei nele qualquer inclinação política. Há leis no Brasil contra corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão. Alguém tem de aplicá-las. Não esqueçamos o papel do Ministério Público e da Polícia Federal: eles podem não ter a mesma publicidade que o juiz Moro, mas merecem o mesmo crédito. 

Às vezes, quando você aplica a lei e isso fere alguém, essa pessoa se diz vítima, afirma que sua decisão é política. Algumas pessoas te amam pelo que faz, e outros te odeiam. 

Eu aprecio as posições dele. Imagine se, diante de depoimentos de informantes internos de que havia corrupção massiva [na Petrobras], um juiz dissesse que ninguém é culpado e não aceitasse nenhum acordo de delação?
Haverá erros no processo? Não tenho dúvida. Espero que eles sejam corrigidos na apelação. Mas menos de 5% das decisões de Moro foram revertidas até agora. 

BBC Brasil - Não é arriscado e indesejável que um juiz se torne uma figura tão pública e atraia tanta atenção?
Messitte - É inevitável. Às vezes, acontece o inverso. Veja o que ocorreu com Giovanni Falcone e Paolo Borsellino na Itália. Estavam indo atrás do que consideravam a verdade e terminaram na situação mais infeliz [os dois juízes foram mortos após julgarem grandes casos contra a máfia italiana]. 

Deve-se dar crédito a Moro pela coragem. Esse cara inspirou um grande número de brasileiros, [mostrando] que há possibilidade de Justiça, de tratamento igualitário perante a lei. Qual a última vez que isso aconteceu no Brasil? Você não vê figuras assim com frequência. 

https://noticias.terra.com.br/brasil/politica/lava-jato/lava-jato-e-exemplo-mundial-de-combate-a-corrupcao-diz-juiz-americano,6c6026c02c4cc78261d66ce44c61a92470eje6c6.html

Julgamento começará dia 25 e deve durar 3 dias, diz Renan

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou hoje (10) que fará uma reunião com os líderes dos partidos na próxima semana para definir os detalhes e regras da sessão de julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Segundo Renan, a sessão começará no dia 25 deste mês e deve durar pelo menos três dias. "Mas eu espero que não entremos no quarto dia."
Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
De acordo com Renan, não está decidido se haverá sessão no fim de semana, ou se o julgamento será suspenso na sexta-feira e retomado na segunda. Isso deve ser resolvido na reunião da próxima semana. "O presidente (do Supremo Tribunal Federal) (Ricardo) Lewandowski pediu que façamos, tão logo tenhamos a citação da presidente e o cumprimento dos prazos da defesa e da acusação, essa reunião para estabelecermos um roteiro para a sessão de julgamento." 

Sessão do Congresso
Renan informou também que a sessão do Congresso Nacional para votação de vetos presidenciais e da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que não pôde ser realizada hoje por falta de quórum, foi remarcada para o próximo dia 23. 

Segundo o senador, não foi possível agendar a sessão para a próxima semana porque a Câmara aprovou um calendário especial, e os deputados só voltarão a comparecer à Casa na semana dos dias 22 e 23 deste mês. 

Da mesma forma, Renan disse que vai definir com os líderes partidários um calendário especial para o funcionamento do Senado no período de campanha e das eleições municipais, época em que, tradicionalmente, os parlamentares ausentam-se do Congresso Nacional e se dedicam à em suas bases.
Ainda não foi decidido se haverá sessão no fim de semana, diz o presidente do Senado
Ainda não foi decidido se haverá sessão no fim de semana, diz o presidente do Senado
Foto: Agência Brasil
DRU e dívida dos estados
Na próxima semana, os senadores vão votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Desvinculação das Receitas da União (DRU). A PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes de ir a votação e, para isso, os prazos estão sendo contados nas sessões desta semana. 

De acordo com Renan, os senadores também vão deliberar sobre o projeto de lei que trata da renegociação da dívida dos estados, que foi aprovado ontem na Câmara. O senador disse que os governadores ainda serão ouvidos sobre seus pleitos referentes ao projeto, mas os parlamentares não devem mudar o texto enviado pela Câmara. 

"Nós deveremos aprovar do jeito que veio da Câmara. Ontem [9] tivemos uma conversa com os governadores, e teremos nova conversa com eles governadores na semana que vem, para definir um encaminhamento para os pleitos estaduais que não foram contemplados com a renegociação da dívida." 

https://noticias.terra.com.br/brasil/politica/impeachment/julgamento-do-impeachment-comecara-dia-25-e-deve-durar-tres-dias-diz-renan,ebf67278cbc22aad960ceaeab779a9a5ox0hjw9s.html

domingo, 24 de julho de 2016

TCU dá mais 30 dias para Dilma se defender sobre contas de 2015

Decisão foi tomada na última sexta, mas prazo vale a partir da notificação.
Em junho, TCU aprovou relatório que aponta indícios de irregularidades.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, concedeu 30 dias adicionais para a presidente afastada Dilma Rousseff se manifestar sobre as contas do governo em 2015, informou a assessoria de imprensa do Tribunal.

O prazo se encerraria no próximo domingo (24), mas a defesa da petista pediu a prorrogação, o que foi concedida nesta sexta-feira (22) pelo ministro, relator do processo no TCU.

O prazo adicional de 30 dias corridos começa a valer a partir da notificação, o que pode acontecer na próxima segunda-feira (25).

Indícios de irregularidades
Em junho, o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, por unanimidade, o relatório do ministro José Múcio que aponta indícios de irregularidades encontrados nas contas de 2015 da presidente afastada Dilma Rousseff.

São até 23 possíveis irregularidades, 18 delas listadas pela área técnica da corte de contas e outras 5 pelo Ministério Público Junto ao TCU. Veja a relação ao fim deste texto.

O relatório também cita o que seria a 24ª suspeita de irregularidade, envolvendo a estatal Infraero, mas ela foi retirada do documento final porque será tratada em um processo separado.

"Do mesmo modo que ocorreu ano passado, foram identificados indícios de irregularidades na gestão orçamentária e financeira e possíveis distorções nas informações contábeis e de desempenho", disse Monteiro no início da apresentação de seu relatório.
Pedaladas
Entre as possíveis irregularidades, segundo ele, está a reedição dos atrasos, pelo governo, nos repasses de recursos a bancos públicos para pagamento de programas. Essa prática, chamada de "pedalada fiscal", também foi identificada em 2014 pelo TCU que, por conta disso, acabou recomendando ao Congresso a rejeição das contas de Dilma referentes àquele ano.

Ao atrasar os repasses, o governo obrigou bancos como Banco do Brasil, Caixa e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a financiar as ações com recursos próprios.

Na avaliação do TCU, isso configura empréstimo dos bancos públicos ao governo, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Além disso, foi uma maneira de o governo "maquiar" suas contas, ou seja, mostrar que suas dívidas eram menores que na realidade.

O Executivo, porém, alega que houve prestação de serviços, não operações que possam ser caracterizadas como empréstimos.

Dívida com bancos
Dessa vez, Monteiro aponta em seu relatório o atraso no repasse de equalização de taxa de juros para programas como Plano Safra e Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operados,

respectivamente, pelo Banco do Brasil e pelo BNDES.
Os juros cobrados pelo governo nesses programas é menor que o praticado no mercado. Para que o banco não tenha prejuízo, portanto, a cada seis meses o governo precisa fazer a equalização, ou seja, repassar recursos para cobrir a diferença entre as duas taxas.

"(...) Caso não se efetue a transferência ao banco dos valores de equalização apurados no semestre recém encerrado, considera-se realizada concessão de crédito à União por parte da instituição financeira controlada, prática vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal", diz Monteiro.

Ele aponta também que o governo demorou para fazer pagamento de dívidas junto aos bancos. Entre elas, uma de R$ 10,9 bilhões contraída em anos anteriores e que se deve a atraso em repasses ao Banco do Brasil relativos ao Plano Safra.

O valor, que deveria ser quitado em 1º de janeiro de 2015, só começou a ser transferido a partir de abril, segundo o relator, o que também configura operação de empréstimo vedada pela LRF.

"Somente ao final de dezembro de 2015, quando repassou cerca de R$ 9,8 bilhões ao BB, a União quitou a totalidade das dívidas até então acumuladas, atinentes às equalizações de períodos anteriores, ou seja, até o 1º semestre de 2015 (...)", diz o relatório.

Outra possível irregularidade é que o Banco Central "deixou de registrar dívidas da União com o Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)."

"(...) Pode-se concluir que a ausência de registro das dívidas da União junto BB, BNDES, Caixa e FGTS pode ter comprometido a condução da execução orçamentária, na medida em que possivelmente distorceu o diagnóstico das metas fiscais", diz o relatório, destacando que a irregularidade já havia sido vista em 2014.

Crédito suplementar
Outro questionamento feito no relatório é sobre a abertura pelo governo Dilma de R$ 1,8 bilhão em créditos suplementares, entre julho e setembro de 2015, sem a autorização do Congresso, o que é vedado pela Constituição. Esses atos também foram usados como base para o pedido de impeachment de Dilma.

Monteiro aponta que a lei orçamentária de 2015 contava com um artigo que ainda condicionava a autorização de crédidos suplementares ao cumprimento da meta de superávit fiscal (economia para pagamento de juros), que, na época da edição dos decretos, era de R$ 55,28 bilhões. Segundo ele, isso também foi desrespeitado pelo governo ao editar os decretos.

Os créditos suplementares, diz o relatório "promoveram alterações na programação orçamentária incompatíveis com a obtenção da meta de resultado primário então estabelecida para o exercício. Essa ocorrência configurou, na prática, a abertura de créditos suplementares sem a devida autorização legislativa, vedada pelo art. 167, inciso V, da Constituição Federal."

Para Monteiro, a editação dos decretos de crédito suplementar, que elevaram os gastos públicos, e consequente ausência de contingenciamentos necessários para atingir as metas fixadas de superávit primário, "contrariam o princípio da legalidade", previsto na Constituição, e "os pressupostos do planejamento, da transparência e da gestão fiscal responsável" exigidos pela LRF.

Abertura de crédito por MP
A abertura de créditos extraordinários por meio de medidas provisórias, sem obedecer critérios constitucionais, foi outro ponto apontado pelo TCU. Segundo a Constituição, a abertura de crédito extraordinário só pode ocorrer para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.

O TCU destacou três medidas provisórias (686, 702, 709), que somam R$ 49,66 bilhões, que não obedeceram os pressupostos constitucionais. Entre as motivações para liberação da verba, estão a aplicação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e o pagamento de subvenção econômica referente ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI).
Desvinculação irregular de recursos
O TCU entendeu que o governo federal não poderia ter desvinculado, por meio de medida provisória, recursos vinculados do superávit financeiro de 2014 para pagamento de despesas primárias de 2015. Isso, segundo o tribunal, vai contra a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A medida provisória 704 de 2015 estabeleceu essa possibilidade. Na ocasião, o governo alegou que havia sobra de recursos em determinadas áreas e falta em outras. Assim, o governo utilizou essas sobras de 2014 para pagar outras despesas, entre elas as "pedaladas", além da dívida de 2015.
Para o TCU, no entanto, a medida provisória sobre desvinculação de receitas "não possui eficácia jurídica", o que tornou irregular essa utilização de recursos para fins diferentes daqueles estabelecidos em leis específicas.
Defesa
Após a entrega da defesa, os ministros têm de votar o parecer com a recomendação que será enviada ao Congresso Nacional - pela aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição das contas da presidente. A palavra final sobre as contas da Presidência da República cabe ao Congresso Nacional. A recomendação do TCU pode ou não ser seguida pelos parlamentares.
 
Impeachment
Em maio, o Senado aprovou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, justificado pelas "pedaladas fiscais" realizadas em 2015 e pela autorização, por parte do governo, de despesas extras de R$ 2,5 bilhões, entre julho e agosto de 2015, mesmo ciente de que o gasto era incompatível com a meta fiscal.
A acusação contra Dilma foi de que teria contraído “operação de crédito ilegal”, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe o governo de usar dinheiro emprestado de bancos públicos, ou seja, controlados pelo próprio Executivo.

Esses argumentos usados no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foram identificados pela área técnica do tribunal. O ministro evitou, no entanto, avaliar se o Congresso Nacional deve usar o relatório no processo que tramita no Senado.

“Nós subsidiamos. Tem algumas contas que o Tribunal de Contas fez que estão nas prateleiras do Congresso, como a [análise das contas] do ano passado. Não foram analisadas. Nós aqui cumprimos nosso papel, nosso dever constitucional. [...] Nós aqui não podemos analisar com viés político", disse.

Durante a análise das acusações nas comissões do Senado e da Câmara, a Advocacia-Geral da União (AGU) alegou que os atos não configuram crimes de responsabilidade - exigência para requerer o impeachment de um presidente da República - e que também foram praticados em governos passados, sem qualquer questionamento.
Veja abaixo as 23 possíveis irregularidades apontadas pelo TCU.

Questionamentos apresentados pela área técnica do TCU:
1 - Concessão de crédito em 1º de janeiro de 2015 no valor de R$ 8,3 bilhões e, em 1º de julho de 2015, no valor de R$ 10,4 bilhões, do Banco do Brasil S/A à União para refinanciamento/rolagem das dívidas existentes respectivamente ao final de dezembro de 2014 e ao final de junho de 2015, contraídas em razão da concessão de operações de crédito do Banco do Brasil S/A à União para quitação de equalizações de juros apuradas para períodos de equalização anteriores ao segundo semestre de 2014 e anteriores ao primeiro semestre de 2015, respectivamente, em desacordo com o artigo 36, caput, da Lei Complementar 101 de 2000.

2 - Concessão de crédito em 1º de janeiro de 2015 no valor de R$ 20 bilhões e, em 1º de julho de 2015, no valor de R$ 20,16 bilhões, do BNDES/Finame à União para refinanciamento/rolagem das dívidas existentes respectivamente ao final de dezembro de 2014 e ao final de junho de 2015, contraídas em razão da concessão de operações de crédito do BNDES/Finame à União para quitação de equalizações de juros apuradas para períodos de equalização anteriores ao segundo semestre de 2014 e anteriores ao primeiro semestre de 2015, respectivamente, em desacordo com o artigo 36, caput, da Lei Complementar 101 de 2000.

3 - Operações de crédito realizadas pela União junto ao BNDES no primeiro e no segundo semestres do exercício de 2015, nos montantes de R$ 3,7 bilhões e R$ 4,37 bilhões, respectivamente, em virtude de passivos oriundos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operacionalizado por aquela instituição financeira, em desacordo com os artigos 32, § 1º, incisos I e II, e 36, caput, da Lei Complementar 101 de 2000 e com os pressupostos do planejamento, da transparência e da gestão fiscal responsável insculpidos no artigo 1º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000.

4 - Operações de crédito realizadas pela União junto ao Banco do Brasil no primeiro e no segundo semestres do exercício de 2015, nos montantes de R$ 2,6 bilhões e R$ 3,1 bilhões, respectivamente, em virtude de passivos oriundos da equalização de taxa de juros em operações de crédito rural, em desacordo com os artigos 32, § 1º, incisos I e II, e 36, caput, da Lei Complementar 101 de 2000 e com os pressupostos do planejamento, da transparência e da gestão fiscal responsável insculpidos no artigo 1º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000.

5 - Omissão de passivos da União junto ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal, ao BNDES e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas estatísticas da dívida pública divulgadas pelo Banco Central do Brasil ao longo do exercício de 2015, contrariando os pressupostos do planejamento, da transparência, e da gestão fiscal responsável insculpidos no artigo 1º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000.

6 - Realização de pagamento de dívidas da União junto ao Banco do Brasil e ao BNDES sem a devida autorização na Lei Orçamentária Anual ou em lei de créditos adicionais, inclusive com registro irregular de subvenções econômicas contrariando o que estabelecem o artigo 167, inciso II, da Constituição Federal, o artigo 5º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000 e os artigos 12, § 3º, inciso II, e 13 da lei 4.320 de 1964.

7 - Realização de pagamento de dívidas da União junto ao FGTS e quitação, em dezembro de 2015, sem a devida autorização em Lei Orçamentária Anual ou em lei de créditos adicionais, inclusive com registro irregular de subvenções econômicas contrariando o que estabelecem o artigo 167, inciso II, da Constituição Federal, o artigo 5º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000 e os artigos 12, § 3º, inciso II, e 13 da lei 4.320 de 1964.

8 - Emissão direta de títulos públicos ao Banco do Brasil com inobservância de condição estabelecida na legislação (Resolução CMN 2.238/1996), incorrendo em operação de crédito vedada pelo art. 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

9 - Abertura de créditos suplementares entre 27/7/2015 e 2/9/2015 por meio dos decretos não numerados 14.241, 14.242, 14.243, 14.244, 14.250 e 14.256, incompatíves com a obtenção da meta de resultado primário então vigente em desacordo com o artigo 4º da Lei Oraçamentária Anual de 2015, infringindo, por consequência, o artigo 167, inciso V, da Constituição Federal.

10 - Condução da programação orçamentária e financeira com amparo na proposta de meta fiscal constante do prometo de lei PLN 5 de 2015, e não na meta fiscal legalmente vigente nas datas de edição dos Relatórios de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3º e do 4º bimestes de 2015, bem como dos decretos 8.496 de 2015 e 8.532 de 2015, contrariando o disposto nos artigos 9º da Lei Complementar 101 de 2000 e 52 da Lei 13.080 de 2015.

11 - Contingenciamentos de despesas discricionárias da União em montantes inferiores aos necessários para atingimento da meta fiscal vigente nas datas de edição dos Decretos 8.496, de 30/7/2015, e 8.532, de 30/9/2015, amparados, respectivamente,  pelos  Relatórios  de  Avaliação  de  Receitas  e  Despesas  Primárias  do  3º  e  4º  Bimestres  de  2015, contrariando o disposto nos arts. 9º da Lei Complementar 101/2000 e 52 da Lei 13.080/2015.

12 - Utilização de recursos vinculados do superávit financeiro de 2014 em finalidade diversa do objeto da vinculação, em ofensa ao parágrafo único do art. 8º da Lei Complementar 101/2000.

13 - Utilização  de  recursos de fundos especiais em finalidade  diversa  do  objeto da  vinculação, em desacordo com  o estabelecido no art. 73 da Lei 4.320/1964 e em ofensa ao parágrafo único do art. 8º da Lei Complementar 101/2000.

14 - Execução  de  despesa  em  montante  superior à dotação aprovada  no Orçamento  de  Investimento  pelas  empresas estatais  Banco  Nacional  de Desenvolvimento  Econômico  e  Social  e  Petróleo  Brasileiro  S.A.,  em  desacordo com o disposto no inciso II do art. 167 da Constituição Federal.

15 - Concessão  indevida  de  autorização  pelo  Banco  Central  do  Brasil  ao  Banco  da  Amazônia  S.A.  para  que  referida instituição  financeira  efetuasse  o  registro  de R$  982,1  milhões  no  Nível  I  de  seu  Patrimônio  de  Referência, na qualidade de Capital Principal, contrariando o que estabelecem o art. 16, inciso XI, e § 1º, inciso I, da Resolução-CMN 4.192/2013 e com inobservância das determinações contidas nos arts. 9º e 10, inciso IX, da Lei 4.595/1964.

16 - Ausência de repasse referente ao Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, no valor de R$ 89,7 milhões, destinado ao Fundo Nacional de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, em inobservância aos dispositivos das Leis 8.212/1991 e 9.503/1997.
17 - Falhas na confiabilidade de parcela significativa das informações relacionadas a metas previstas no Plano Plurianual 2012-2015.

18 - Achados de auditoria que comprometem a fidedignidade das informações contábeis constantes do Balanço Geral da União apresentado na Prestação de Contas da Presidente da República do exercício de 2015.

Questionamentos apresentados pelo Ministério Público Junto ao TCU:
1 - Abertura de créditos extraordinários por meio das Medidas Provisórias nºs 686/2015, 697/2015, 702/2015 e 709/2015, em desacordo com os requisitos constitucionais de urgência e imprevisibilidade previstos no art. 167, § 3º.

2 - Abertura  de  créditos  extraordinários  por  meio  das  Medidas  Provisórias  nºs 686/2015, 697/2015, 702/2015 e 709/2015, com características de créditos suplementares e especiais, em desacordo com os arts. 167, inciso V, e 62, § 1º, alínea “d”, da Constituição Federal, c/c os arts. 40 e 41, inciso III, da Lei nº 4.320/64.

3 - Abertura de créditos suplementares para o FIEES, qualificados indevidamente como crédito extraordinário, por meio da MP nº 686/2015, para viabilizar a contratação de novas operações de financiamento estudantil, criando despesas obrigatórias de caráter continuado com duração de mais de dois exercícios, com a inobservância dos arts. 15, 16 e 17 da Lei Complementar nº 101/2000 (LRF), c/c o art. 43 da Lei nº 4.320/64;

4 - Abertura de créditos suplementares qualificados indevidamente como créditos extraordinários, por meio das MPs nºs 686/2015 e 697/2015, que aumentaram as despesas primárias da União de forma incompatível com o alcance do resultado primário do exercício, com infringência ao art. 167, inciso V, da Constituição Federal; ao art. 4º da Lei Orçamentária Anual de 2015 – Lei nº 13.115/2015, bem como em desacordo com o art. 9º da Lei Complementar nº 101/2000;

5 - Autorização  para  contratação  de  operação  de  crédito  externa  para financiamento  do  projeto  FX-2  sem  observar os  requisitos  previstos  no  art.  32,  § 1º,  inciso  I,  da  Lei  Complementar  nº  101/2000,  uma  vez  não  haver  prévia autorização na lei orçamentária ou em créditos adicionais e não ter ocorrido por meio de lei específica.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/07/tcu-da-mais-30-dias-para-dilma-se-defender-sobre-contas-de-2015.html

 

sábado, 23 de julho de 2016

Atirador de Munique era 'obcecado com tiroteios em massa', diz polícia

O atirador que matou nove pessoas na cidade alemã de Munique era um estudante obcecado com assassinatos em massa - incluindo o massacre perpetrado por um norueguês de extrema-direita em 2011, disse neste sábado a polícia local.
Investigadores que vasculharam o quarto do atirador encontraram recortes de jornais sobre esses tipos de ataque, incluindo uma reportagem intitulada "Por que os estudantes matam?".

O estudante, um alemão-iraniano de 18 anos nascido em Munique, não teve o nome divulgado pela polícia, mas está sendo identificado como David Sonboly. 

O corpo dele foi encontrado a cerca de 1km do local do tiroteio. Ele carregava uma pistola Glock 9mm sem autorização e com o número de série apagado, além de cerca de 300 balas. Os investigadores acreditam que ele tenha agido sozinho.
Segundo a polícia, o atirador já havia recebido tratamento psiquiátrico para depressão.
 
As autoridades dizem que há uma "ligação evidente" entre o caso da sexta-feira e o aniversário do ataque coordenado que matou 77 pessoas na Noruega em julho de 2011, perpetrado pelo norueguês de extrema-direita Anders Breivik.
Breivik, de 37 anos de idade e condenado a 21 anos de prisão, confessou que sua motivação era conter a imigração de muçulmanos para a Europa.

Premeditação

Os policiais agora querem saber se o atirador de Munique usou uma conta falsa e um nome feminino no Facebook para atrair suas vítimas para o McDonald's onde deu iniciou ao ataque. 

Entre as nove pessoas mortas pelo atirador estão sete adolescentes. O ataque, perto do shopping center Olympia, na capital da região da Baviera, deixou também 27 feridos, incluindo crianças. Dez estão em estado crítico, incluindo um menino de 13 anos de idade. 

Três das vítimas eram de Kosovo, um homem de 21 anos e duas mulheres.
A Turquia informou que três mortos eram cidadãos turcos, dois adolescentes e uma mulher. Há também uma vítima da Grécia.
Neste sábado, residentes de Munique depositaram velas e flores em homenagem às vítimas do lado de fora do shopping center. 

Bandeiras estão sendo hasteadas a meio-pau em luto. A chanceler alemã, Angela Merkel, adiou suas férias nos Alpes para se reunir com integrantes do conselho nacional de segurança.
"Estamos em luto profundo", disse Merkel, após a reunião. "Compartilhamos a sua dor."

Como aconteceu

As primeiras informações sobre o tiroteio começaram a chegar por volta das 18h de Munique (14h de Brasília). Testemunhas disseram que o atirador abriu fogo contra pessoas que passavam na Hanauer Street antes seguir para o Olympia, centro comercial vizinho. 

Um vídeo mostra o agressor caminhando no teto de um edifício e disparando. Ele pode ser ouvido gritando para a pessoa que faz a filmagem: "Sou alemão". 

A polícia descreveu o ataque como "uma situação de terror aguda", embora as autoridades salientassem que o motivo era ainda desconhecido. As primeiras suspeitas, de ligação com o grupo autointitulado "Estado Islâmico", foram descartadas no sábado pela polícia alemã. 

Luan Zequiri, testemunha que estava no local, disse à emissora alemã N-TV que o atirador usava botas de cano alto e uma mochila. 

"Eu olhei na direção dele e ele atirou duas pessoas nas escadas", contou.
Zequiri disse ainda que se escondeu em uma loja e quando saiu viu corpos dos mortos e feridos no chão.
Após o ataque, a área do shopping foi isolada, e helicópteros sobrevoavam a região. 

A polícia impediu que os funcionários não saíssem das lojas. Por telefone, um deles disse à agência Reuters ter ouvido "múltiplos tiros". 

"Todas as pessoas do lado de fora vieram para dentro da loja, e só vi uma pessoa caída no chão. Ela estava muito ferida." 

As forças de segurança alemãs estão em alerta desde que um jovem afegão feriu cinco pessoas com um machado em um trem na Baviera na segunda-feira, em um ataque reivindicado pelo 'Estado Islâmico'.
As autoridades haviam alertado para o perigo de novos incidentes. 

https://noticias.terra.com.br/mundo/atirador-de-munique-era-obcecado-com-tiroteios-em-massa-diz-policia,3b0f2c4756f2036cd995ef8c3e92aa1cp5kisqz8.html

Atentado em passeata no Afeganistão mata 80 e fere 231

O número de mortos no ataque terrorista suicida deste sábado em Cabul, capital do Afeganistão, durante uma passeata da minoria étnica hazara, reivindicado pelo Estado Islâmico (EI), subiu para 80, e o de feridos, para 231, informou o Ministério do Interior do país.
Foto: EFE
Embora a maioria das vítimas seja de civis, entre elas também há "um número de membros das forças de segurança" que faziam a escolta da manifestação, segundo um comunicado da pasta. 

"De acordo com as informações iniciais, três suicidas com bombas cometeram o ataque. Um detonou seu colete explosivo, o segundo falhou em sua tentativa de explodí-lo e o terceiro foi morto pelas forças de segurança afegãs", disse o Ministério.
Na mensagem pela qual assumiu a autoria do ataque, divulgada por sua agência de notícias, a "Amaq", o Estado Islâmico alegou que dois de seus combatentes "detonaram coletes com explosivos em uma concentração de xiitas na região de Dehmazang, em Cabul". 

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, confirmou em comunicado que entre os mortos e feridos há "membros das forças de segurança e defesa", sem dar mais detalhes.
Foto: EFE
Ghani afirmou também que "os terroristas entraram entre os manifestantes e fizeram as explosões".
O ataque aconteceu por volta das 14h30 (hora local; 7h de Brasília) durante uma manifestação de milhares de afegãos, em sua maioria hazaras, que protestavam contra um projeto de energia do governo e transcorria pacificamente em meio a fortes medidas de segurança. 

A comunidade hazara do Afeganistão, um país predominante sunita e no qual os xiitas representam 9% da população, foi alvo de diversos sequestros em massa e assassinatos por intolerância por parte dos talibãs e de outros grupos insurgentes como o Estado Islâmico nos últimos dois anos.
 
 
https://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/sobe-para-80-o-numero-de-mortos-em-atentado-durante-passeatano-afeganistao,0b677d716a1324bfccda7ecd257ddae5xlmt5z13.html

Solitário e vítima de bullying: conheça atirador de Munique

Um assassino solitário, que frequentava sessões de terapia por distúrbios psiquiátricos e vítima de bullying. Esse é o perfil de Ali Sonboly, 18 anos, um jovem alemão com origem iraniana que realizou o massacre em uma loja do McDonald's no maior shopping center da cidade de Munique.

Foto: Getty Images
Aparentemente, o rapaz não tinha nenhuma ligação com grupos terroristas como o Estado Islâmico (EI, ex-Isis), mas tinha uma verdadeira obsessão contra os jovens que zombavam dele na época de colégio. Além disso, é visível sua admiração por tragédias como a ocorrida em uma escola de Winnenden, próximo a Estocolmo, que deixou 15 mortos em 2009, e por assassinos como o neonazista Andres Breivik, que matou
Sonboly vivia com os pais na periferia de Munique, em Maxvorstadt. Segundo relatos, passava muito tempo em frente ao computador, usando games focados em tiroteios. Além disso, lia muitos livros ligados aos massacres ocorridos em massacres tanto nos Estados Unidos como na Europa.

Um rapaz que estudava com Sonboly, que pediu anonimato, afirmou que o jovem "sempre" prometia que "ia matar" aqueles que o atormentavam. "Conheço ele, se chama Ali Sonboly. Estava na minha sala. Sempre intimidávamos ele na escola e ele sempre dizia que ia nos matar", falou o rapaz à mídia alemã. 

Um vizinho da família afirmou que o autor da tragédia "era um menino muito tranquilo, nunca o vi irritado". O homem, que também não se identificou, afirmou que a família dele "nunca criou problemas" no bairro. Sonboly tem um irmão e é filho de uma dona de casa e de um taxista.
Foto: Getty Images
https://noticias.terra.com.br/mundo/europa/solitario-e-vitima-de-bullying-conheca-atirador-de-munique,6f248fc29d3e2e9d4e935852f2bb8007vwjdoswn.html

sábado, 9 de julho de 2016

Aditamento de Cunha já está com relator de recurso na CCJ

Já está nas mãos do deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) o aditamento apresentado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que pede que a tramitação de seu processo de cassação no Conselho de Ética seja revisto, considerando a renúncia ao cargo de presidente da Câmara, anunciada nessa quinta-feira (7). Fonseca, que é relator do recurso de Cunha na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, passa a tarde reunido na Câmara.

O deputado Marcos Rogério (E) e o relator Ronaldo Fonseca durante reunião da CCJ da Câmara
O deputado Marcos Rogério (E) e o relator Ronaldo Fonseca durante reunião da CCJ da Câmara
O parecer sobre o recurso foi apresentado na última quarta-feira (7). Fonseca acatou um dos 16 pontos elencados por Eduardo Cunha questionando a condução dos trabalhos, e votou pela retomada da votação do processo no conselho. Segundo ele, o colegiado não poderia ter feito a votação nominal com manifestação individual de cada parlamentar. O texto seria discutido e votado a partir da segunda-feira (11), mas, com o aditamento, o presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), decidiu suspender e remarcar para o dia seguinte (12). 

Adversários do peemedebista tentam um movimento para que a sessão volte à data inicialmente prevista. Alessandro Molon (Rede-RJ) anunciou que já está colhendo assinaturas na Casa para manter a reunião de segunda, mas o documento, que precisa de um terço das assinaturas do colegiado, tem efeito mais simbólico do que prático, já que precisaria ser aprovado por maioria simples da CCJ em uma sessão já agendada. 

https://noticias.terra.com.br/brasil/politica/lava-jato/aditamento-apresentado-por-cunha-ja-esta-com-relator-de-recurso-na-ccj,f3ecc9b010a9fb054e96a9f49e6df0bcjv54cf8q.html

Pastor acusado de pedofilia contra enteado de 5 anos é solto

O pastor Felipe Heiderich, acusado de crime de pedofilia contra o enteado de 5 anos, vai responder em liberdade. Ele se encontrava em sistema de prisão temporária e como o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) não pediu a conversão em prisão preventiva o pastor é liberado.
O pastor Felipe Heiderich é acusado de crime de pedofilia contra o enteado de 5 anos
O pastor Felipe Heiderich é acusado de crime de pedofilia contra o enteado de 5 anos
Foto: @PrFelipeHeiderich / Divulgação
"Havia sido decretada a prisão temporária do acusado, que só vale durante a fase de inquérito. A partir do momento que o Ministério Público ofereceu a denúncia, o inquérito foi encerrado. Ressalto que o MPRJ não pediu a prisão preventiva, mas somente medidas cautelares", informou o juiz Paulo Cézar Vieira de Carvalho Filho, titular da 17ª Vara Criminal da Capital. 

Felipe Heiderich, está proibido de se aproximar da mulher, a pastora Bianca Toledo e do filho dela de 5 anos. Felipe também será monitorado por tornozeleira eletrônica. "Determinei o monitoramento eletrônico e que o réu fique proibido de se aproximar da criança e da mãe", explicou o magistrado em decisão divulgada hoje (8). 

Felipe estava preso na Cadeia Pública José Frederico Marques (Bangu 10), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Felipe Heiderich está proibido de se aproximar da mulher, a pastora Bianca Toledo e do filho dela de 5 anos.
Felipe Heiderich está proibido de se aproximar da mulher, a pastora Bianca Toledo e do filho dela de 5 anos. 
 
https://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/pastor-acusado-de-pedofilia-vai-responder-em-liberdade,474370fdb78f2ec9a6a4b3e69a2b9ea4w1nkodd1.html