Ministros foram escalados pela petista para encontrar saídas para desarmar a estratégia do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Lula Marques/ Agência PT
Dilma esperará sessão de vetos presidenciais para enviar pacote fical
Pelo terceiro dia consecutivo, a presidente Dilma Rousseff reuniu nesta segunda-feira (12) o núcleo duro do governo federal para discutir cenários sobre a possibilidade de abertura na Câmara dos Deputados de um processo de impeachment contra o seu mandato.
A petista recebeu no Palácio do Alvorada os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), José Eduardo Cardozo (Justiça) e o assessor especial Gilles Azevedo. Os quatro foram escalados pela petista para encontrar saídas para desarmar a estratégia do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O roteiro traçado pelo peemedebista com os partidos de oposição do governo federal prevê que ele deflagre o processo de impeachment nesta terça-feira (13), quando deve avaliar o pedido de afastamento da petista feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
A tendência é que o presidente da Câmara dos Deputados arquive o pedido, levando a oposição a entrar com recurso em plenário -que poderá prosperar se aprovado por 257 deputados. Nesse caso, seria criada uma comissão especial para analisar o tema e a petista só é afastada se o processo de impeachment for formalmente aberto, o que ocorre com o voto de pelo menos 342 dos 513 deputados federais.
A avaliação do Palácio do Planalto é de que, caso o recurso da oposição seja aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, será difícil reverter o afastamento da petista.
Com a ameaça de ser deflagrado o processo, o governo federal articula estratégia para frear a movimentação do presidente da Câmara. O Palácio do Planalto tentará carimbar nele a imagem de que age por motivos pessoais, ou seja, por vingança contra a petista.
É uma tentativa de enfraquecer sua legitimidade para dar prosseguimento a um pedido de afastamento da presidente.
Em outra frente, a presidente escalou ministros peemedebistas -como Kátia Abreu (Agricultura), Eliseu Padilha (Aviação) e Henrique Eduardo Alves (Turismo)- para monitorar o comportamento da bancada do PMDB na Câmara e evitar que deputados federais da sigla reforcem o movimento na Casa Legislativa.
Nova legislação permite que estudantes levem armas às aulas; Autor do projeto alega que o direito está "garantido por Deus"
Reprodução/Facebook
Protesto sugere que alunos levem vibradores em vez de armas - que passarão a ser permitidas dentro de campi no Texas
Em protesto contra uma lei que permite a posse de armas escondidas dentro de campi universitários, estudantes do estado do Texas, nos Estados Unidos, planejam protestar usando brinquedos sexuais.
"Você trouxe uma arma para a aula? Bem, eu estou carregando um enorme vibrador", escreveu no Facebook a estudante Jessica Jin, aluna da Universidade de Texas em Austin e organizadora do evento online "Campus Dildo Carry", planejado para o ano que vem, quando a lei entra em vigor.
"O estado do Texas decidiu que não é problemático permitir armas mortais escondidas dentro de salas de aula, mas impõe regras bem rígidas quanto à livre expressão sexual, para proteger sua inocência. Você receberia uma advertência por levar um vibrador à aula (mas não por) levar uma arma. Que Deus nos proteja do pênis", diz o texto do evento online.
O governador do Texas, Greg Abbott, promulgou em junho a nova lei, que abriu brechas para que armas sejam levadas para dentro de salas de aula, dormitórios estudantis e outros edifícios dos campi.
Pessoas com mais de 21 anos que tenham porte de armas poderão ter uma consigo nas aulas. Universidades públicas podem proibir as armas em determinadas partes de seu campus, e universidades privadas podem escolher não aderir à lei.
AP
Defensores das armas argumentam que elas podem conter assassinos que disparam indiscriminadamente
'Direito garantido por Deus'
O autor do projeto, o senador estadual Brian Birdwell, alegou que o direito ao porte de armas é "garantido por Deus".
E simpatizantes da lei argumentam que atiradores que promovem chacinas buscam "áreas livres de armas", como campi universitários e cinemas, para não enfrentar resistência armada.
"Como pai, me sinto mais confortável com meus filhos tendo armas dentro do campus do que tendo um vibrador", comentou um crítico na página do protesto no Facebook.
Mas, para muitos, estimular o armamento de civis pode resultar em mais mortes e mais caos. Um professor emérito da Universidade do Texas em Austin pediu demissão na semana passada, alegando temer por sua própria segurança e a de seus alunos. "Minha percepção é de que o risco de um estudante descontente trazer uma arma à aula e começar a disparar aumentou substancialmente desde a aprovação da nova lei", declarou.
Na mais recente matança universitária nos EUA, em Roseburg, Oregon, um estudante armado não usou sua arma contra o atirador - ele não estava perto do local dos tiros, temeu que a polícia o confundisse com o assassino e não quis colocar sua própria vida em risco.
Fernando Soares, o operador do PMDB, disse em seu depoimento que um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva se beneficiou por pagamentos do esquema de corrupção na Petrobras. Os valores teriam servido para pagar despesas pessoais.
O jornal "O Globo" publicou a informação de que Fernando Baiano, como é conhecido, contou em sua delação que teria pago gastos pessoais de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. O valor seria de cerca de R$ 2 milhões.
O Instituto Lula afirmou, segundo o jornal, que não fará comentários. A defesa de Lulinha disse que "o sr. Fábio Luis Lula da Silva jamais recebeu qualquer valor do delator mencionado".
BRASÍLIA - Apesar da pressão pelo seu
afastamento do cargo, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
disse neste domingo que sua atuação será "normal" na volta à Câmara após a
divulgação de que contas secretas na Suíça eram usadas por ele para pagar
despesas pessoais da família. Cunha informou que decidirá na terça-feira sobre o
pedido de impeachment elaborado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale
Júnior e apoiado pelo PSDB. AO GLOBO, Cunha defendeu o rito estipulado por ele
sobre o processo de impeachment. Ele definiu que, em caso de rejeição de um
pedido de impeachment, cabe recurso ao plenário da Câmara. E entendeu que
bastaria a aprovação do recurso por maioria simples dos presentes à sessão.
Cunha disse que adotou o mesmo
procedimento definido pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), quando foi
presidente da Câmara. O presidente da Câmara informou também que ainda não tomou
uma decisão sobre o destino que dará ao pedido de impeachment. E, quanto ao
pedido de afastamento do cargo, ele disse que mantém a posição de que não se
afastará nem renunciará ao cargo, argumentando que foi eleito
democraticamente.
— Minha atuaão será normal (na
terça-feira). Vou tomar uma decisão — disse Cunha.
Numa articulação de dois partidos da
base aliada, deputados do PT e do PCdoB ingressaram com três tipos de pedidos no
Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar a tramitação dos pedidos de
impeachment em análise por Cunha. As ações — uma representação e dois mandados
de segurança — foram protocoladas junto ao STF pelos deputados Paulo Teixeira,
Wadih Damous (PT-RJ), aliado do ex-presidente Lula, e Rubens Pereira Júnior
(PCdoB-MA).
— O deputado Paulo Teixeira ir ao STF é
um direito dele, mas a minha decisão de questão de ordem (apresentada pelo líder
do DEM, deputado Mendonça Filho) está correta e seguiu a mesma decisão de Michel
Temer quando era presidente (da Câmara) — acrescentou Cunha.
O Palácio do Planalto teme a atuação
"imprevisível" de Cunha. Por causa disso, a presidente Dilma Rousseff se reuniu
no sábado com três ministros políticos e neste domingo voltou a Brasília para
mais uma conversa com eles. Alguns ministros tentam uma aproximação com Cunha.
Na última terça-feira, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, se reuniu com
Cunha. Segundo relatos, não teriam tratado dos processos de impeachment.
Cunha confirma o encontro. Mas nega que
tenha defendido que o vice-presidente Michel Temer ocupe o Ministério da Justiça
e diz não ter falado sobre o tema "com ninguém". Apesar da negativa,
parlamentares dizem ter ouvido essa argumentação de Cunha.
Nos bastidores, segundo petistas, Cunha
teria a mesma posição do ex-presidente Lula: de que as confusões e vazamentos
sobre a Operação Lava-Jato seriam fruto da má atuação do ministro da Justiça,
José Eduardo Cardozo.
Filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido cerca de R$ 2 milhões do lobista Fernando Baiano.
Líderes da oposição classificaram, neste domingo (11), como muito graves as denúncias de que o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido cerca de R$ 2 milhões do lobista, tido como operador do PMDB no esquema da Petrobras, Fernando Baiano, para custear despesas pessoais.
Para os parlamentares, as denúncias podem colocar Lula no centro das investigações da Operação Lava Jato. "Se Lula que é o pai, fez o que fez, agora com os filhos enriquecendo, abusando da influência dele, não seria diferente. O fato vem a agregar aos desmandos das pessoas que integram esse esquema criminoso", disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).
De acordo com informações publicadas pela coluna "Lauro Jardim" no jornal "O Globo" neste domingo, Fernando Baiano contou que pagou despesas pessoais de Fábio Luís Lula da Silva, filho primogênito do ex-presidente, no valor de cerca de R$ 2 milhões.
A sua delação foi homologada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki na última sexta-feira (9). Baiano ficará preso até 18 de novembro, quando completará um ano preso.
Para Bueno, as denúncias aproximam, cada vez mais, o esquema do Palácio do Planalto e podem chegar a atingir a presidente Dilma Rousseff. "O mar de lama é tão grande que é claro as denúncias ameaçam ainda mais Dilma porque ela é parte integrante do esquema. Ela foi presidente do Conselho da Petrobras. Sabia o que estava acontecendo", disse.
"Se a delação for confirmada, é um fato gravíssimo. Chega na cúpula do governo", afirmou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE).
O líder do partido no Senado, Ronaldo Caiado (GO), por sua vez, afirmou que, "uma vez comprovada a ligação entre um dos principais lobistas do petrolão e o filho do ex-presidente, cai por terra qualquer linha de defesa de Lula que o coloca como corpo estranho às investigações da Lava Jato".
Para ele, com a delação validada abre-se um novo capítulo das investigações que colocam Lula no centro da Lava Jato. "o fato novo é grave e merece uma investigação profunda e aberta. Só assim podemos identificar e acelerar a prisão do cabeça de todo o esquema do petrolão", afirmou.
Guarda os seus pertences em sacos de plástico. Vagueia pelas ruas de Washington. Mas Alfred Postell é, muito provavelmente, o sem-abrigo mais qualificado da cidade. Tem diplomas, prémios e certificados suficientes para encher um armário. O que lhe aconteceu?
O juiz pousou o olhar no sem-abrigo acusado de dormir em frente a um edifício de escritórios na Baixa de Washington. Era um sábado à tarde do início de Abril e no Tribunal de Instância Superior, diante do juiz Thomas Motley, estava Alfred Postell, diagnosticado com uma esquizofrenia. Postell tinha o cabelo um pouco comprido e grisalho. A barriga saía-lhe das calças. A barba estava desalinhada.
“Tem o direito de permanecer em silêncio”, disse-lhe um oficial, de acordo com a transcrição da acusação. “Qualquer coisa que diga, sem ser ao seu advogado, pode ser usada contra si.” “Eu sou advogado”, respondeu Postell. Motley ignorou aquela declaração bizarra, pesando se Postell, acusado de invasão de propriedade, apresentaria risco de fuga. “Tenho de voltar [à barra]”, protestou Postell, oferecendo uma explicação: “Passei o exame na Catholic University, fui admitido no Constitution Hall. Prestei juramento como advogado no Constitution Hall em 1979; licenciei-me em Harvard em 1979.” Isto já chamava a atenção de Motley. Também ele se licenciara na Faculdade de Direito de Harvard em 1979. “Sr. Postell, eu também”, disse-lhe Motley. “Eu lembro-me de si.”
Este sem-abrigo — que guarda os seus pertences em sacos de plástico brancos, vagueia por um cruzamento da Baixa e às vezes dorme numa igreja — estudou juntamente com o chefe do Tribunal Supremo, John G. Roberts, e o antigo senador do Wisconsin Russ Feingold. Todos eles se licenciaram em Harvard em 1979. Motley (que não quis ser entrevistado para este artigo) fez uma breve pausa antes de concluir: “Não tenho qualquer escolha neste caso.” Ordenou que o antigo colega fosse para a prisão até que as acusações contra ele estivessem resolvidas.
Numa cidade com milhares de sem-abrigo, é possível que Postell seja o mais qualificado deles todos. Diplomas, prémios e certificados enchem um armário no apartamento da sua mãe, como artefactos enterrados de uma vida perdida. Tem três licenciaturas: Contabilidade, Economia e Direito.
Numa noite de Verão, senta-se dentro de um McDonald’s, com uma toalha branca enrolada na cabeça como um turbante. Ouvi-lo falar da sua vida é como irromper num sonho. Ao princípio tudo parece normal. Mas rapidamente as coisas entram no caos. A cronologia vem aos soluços. Pensamentos incongruentes colidem uns com os outros. “Charleston”, diz ele, “eu tinha propriedades lá, na cidade. Os campos de algodão ficavam fora dos limites da cidade. Os campos de algodão: ficavam fora dos limites da cidade. Apanhei algodão uma única vez na minha vida. Mas os campos de algodão ficavam para lá dos limites da cidade. Eu vivia dentro da cidade. Tínhamos propriedades lá. Herdámos a propriedade. Pouco depois, conduzi até San Diego, Califórnia. Estava apaixonado por uma rapariga.”
Todas estas frases remetiam para o mesmo ponto. Ancoravam Postell nas águas turbulentas da esquizofrenia. Postell, dizia ele a si próprio e aos outros, tinha estudos. Trabalhava duramente. Saía-se bem.
Nasceu em 1948, único filho de uma mãe costureira e pai instalador de toldos. Cresceu a saber o que significa a privação. Era um rapaz normal, diz a mãe, Ruth Priest, mas sempre focado e motivado.
Queria mais do que os pais tinham. Por isso, depois de terminar o liceu, juntou um emprego a um curso no Strayer College. Os êxitos levavam a êxitos. Passou no exame e conseguiu trabalho como gestor de auditorias numa empresa de contabilidade, a Lucas and Tucker, onde diz que recebia um salário anual de 50 mil dólares (42 mil euros), o que na altura era muito dinheiro.
Mas não ficou por ali. Foi para a University of Maryland tirar o curso de Economia. E, ainda antes de se licenciar, apresentou uma candidatura a Harvard — e foi aceite.
“Parecia que a cada dois anos eu ficava a saber que tinhas subido mais um patamar”, escreveu E. Burns McLindon, um gestor importante de Bethesda, no Maryland, que foi professor de Postell em Strayer, numa carta que ele emoldurou. Foi em Strayer que recebeu o Prémio Aluno de Excelência. “O teu caso”, escreveu McLindon, que morreu em 2012, “serve de verdadeiro exemplo aos nossos jovens de hoje para que encontrem dentro deles determinação e ambição para ter sucesso”.
Folhear o livro online do ano de 1979 da Harvard Law School é um exercício semelhante a ver “Antes de eles serem famosos”. Lá está John Roberts com uma massa de cabelo. Lá está o sorridente Ray Anderson, que se tornou vice-presidente executivo das operações de futebol da NFL (Liga Nacional). Lá está Thomas Motley, 24 anos, activo na Associação de Estudantes Negros, de fato e gravata. E lá está Alfred Postell. Tem 31 anos, mais velho do que a maioria, usa um bigode bem cuidado e tem já entradas no cabelo. Tem o olhar de um homem bem sucedido na vida. E que espera ainda muito mais.
O colega Marvin Bagwell, vários anos mais novo, lembra-se dele a chegar às aulas de sobretudo e laço enquanto os outros se arrastavam, de olhos sonolentos. “Havia nele uma dignidade muito discreta”, diz Bagwell, agora vice-presidente de uma grande empresa de seguros. “Era brilhante e conseguia fazer perguntas introspectivas que iam ao âmago da questão.”
O mesmo sentimento foi expresso por outros cinco colegas. “Trabalhava com muito afinco e era extremamente disciplinado”, comenta Piper Kent-Marshall, há muito conselheiro da Wells Fargo. E vestia-se imaculadamente e cheio de aprumo. “Não me espantaria se alguém me dissesse que fazia manicure”, comentou outro colega de turma.
Por isso, os licenciados de Harvard ficaram tão surpreendidos quando souberam do seu destino. Como é que este homem — tão articulado, tão elegante — acaba numa existência invisível nas franjas da capital do país?
Havia nele uma dignidade muito discreta. Era brilhante e conseguia fazer perguntas introspectivas que iam ao âmago da questão.”
É uma história incrivelmente trágica e triste”, diz Kent-Marshall, “porque na Faculdade de Direito ele era um dos melhores alunos e um homem muito, muito, muito inteligente e charmoso”.
Se houver pistas para o que terá precipitado a queda de Postell na esquizofrenia, estão enterradas nos anos após a licenciatura, quando voltou a Columbia.
Aceitou um emprego num escritório que era então conhecido como Shaw Pittman Potts & Trowbridge, um escritório respeitado que no ano anterior tentara sem sucesso recrutar a futura juíza do Tribunal Supremo Sonia Sotomayor. Naqueles anos, a empresa estava a expandir-se muito rapidamente. Quando Postell chegou, segundo duas pessoas que trabalhavam lá na altura, ele era o único advogado negro do escritório. Devido à sua formação em Contabilidade, foi colocado na equipa fiscal e rapidamente conheceu um jovem advogado chamado Frederick Klein. Foram contratados com um ano de diferença. Ambos ganhavam 35 mil dólares. Klein ficou impressionado com a forma como Postell se vestia. “Era muito urbano”, diz Klein, que agora está no DLA Piper Global Law Firm. Era culto, atencioso, discreto.
Postell era tão discreto que, na verdade, vários advogados que trabalharam na Shaw Pittman não se lembravam de nada acerca dele. Klein e outros dois que se recordavam não conseguiram, ou não quiseram, dizer porque é que poucos anos depois de o ter contratado a empresa o deixou partir.
“Não fico muito confortável por estar a falar nisto”, comentou por email Martin Krall, que chegou a ser sócio da Shaw Pittman. “Já foi há muito tempo, já não sou sócio há mais de 20 anos e não tenho acesso aos arquivos do pessoal, se é que ainda existem.”
Talvez o facto de poucos se lembrarem do que aconteceu a Postell seja aquilo que trai a sua doença. A esquizofrenia assusta. Algumas pessoas, especialmente as bem sucedidas como ele, conseguem esconder os sintomas durante meses. Enquanto a vítima se retira da vida social e do trabalho, mergulhando no isolamento, familiares, amigos e colegas podem nem sequer dar por nada.
E depois há um corte. Os psicólogos referem-se a este momento como “surto psicótico” ou “primeiro surto”. É quando se quebra a ligação com a realidade que a vida se divide nestas duas categorias distintas: antes e depois.
“Infelizmente, o declínio rápido não é invulgar”, afirma Richard Bebout, director do Green Door, um centro de saúde mental que trabalha com sem-abrigo. “Conheço pessoas que tiraram Medicina, fizeram a faculdade e licenciaram-se com as melhores notas e, de repente, vêm-se abaixo. É como a história de John Nash em Uma Mente Brilhante.”
A velocidade com que acontece pode deixar as famílias sedentas de respostas.
“Ele tinha todas aquelas coisas chiques, um bom barco que costumava velejar por todo o lado”, diz uma familiar, LaTonya Sellers Postell. “Estava a viver uma vida de ricos. E, de repente, foi-se abaixo. Ninguém sabe exactamente o que aconteceu... Perdeu todos os seus bens materiais. É de loucos. Absolutamente de loucos.”
Nem a sua mãe, de 85 anos, consegue explicar o que aconteceu. Um dia, uma escuridão abateu-se sobre o filho, diz Priest. Não parava de dizer que ia ser preso. Achava que a polícia estava atrás dele. E a seguir teve uma má separação da mulher que amava. Pouco tempo depois, teve o seu surto psicótico.
“Eu tinha medo”, conta a mãe. “Ele corria lá para baixo e eu perguntava: ‘O que se passa? O que se passa?’ E tentava abaná-lo um bocado para o trazer de volta. E ele começava a chorar... E desde então foi por aí abaixo, abaixo, abaixo.”
Quando achou que já não conseguia tratar dele, a mãe foi procurar uma pastora evangélica local, Marie Carter, que o acolheu em casa, em meados dos anos 1980.
A sua filha, agora com 60 anos, achou que Postell ficaria lá por algumas semanas ou meses. Mas ele ficou décadas, passando dias inteiros à frente da televisão ou vagueando por um parque próximo, a ver as pessoas passar.
É estranho, como 30 anos passam depressa. A única marca que Postell deixou no registo público durante esse período foi em forma de acusações criminais. Foi acusado de roubo em 1989 pelo tribunal de Ocean City. Também teve outras acusações menores na década de 1990. Mas, para além disso, foi um fantasma.
“Entras numa empresa, tens prestígio”, diz Postell. “E quando perdes essa posição é como um suicídio. É o fim. É a atrofia. Ou, como diz um contabilista, é para se tornar obsoleto. Sabes o que isso quer dizer? Obsolescência. Para além da tua vida útil. Eu estava para lá da minha vida útil.”
Postell ficou à deriva. Todos os dias passava pelas mesmas montras. Uma delas era a loja de café Avondale — até ser barrado pelo dono, levando à sua detenção em Abril de 2014. Postell acabou por ir parar ao Brawner Building, na Baixa. A polícia prendeu-o lá por duas vezes, acusando-o de invasão de propriedade privada. Alegações que, ao fim de 30 anos, levarão Postell a encontrar-se novamente com Thomas Motley.
Depois de se licenciar em Harvard, Motley foi trabalhar para a Steptoe & Johnson, um importante escritório de advogados em Washington. Depois, tornou-se delegado federal do Ministério Público, até ser nomeado pelo Presidente Bill Clinton.
No dia em que Motley ficou frente a Postell, o sem-abrigo não o reconheceu. Tinham passado demasiados anos. Mas diria mais tarde que se lembrava de Motley nas aulas. (Mas não se lembra do presidente do Supremo, Roberts.)
Em Junho, foi ilibado de umas das acusações de entrada ilegal. Outra foi retirada. E assim passa novamente a maioria dos dias no edifício Brawner, perto da Farragut Square. Rhett Rayos, o gerente do edifício, diz ter esperança de que Postell “receba o apoio e serviços que precisa”.
E há esperança. A equipa de saúde mental da Green Door começou a trabalhar com ele, tal como a Pathways to Housing, outra organização que ajuda sem-abrigo. A mãe tentou juntar algum dinheiro para o tirar da rua.
Mas nada disso parece interessá-lo quando numa manhã recente está sentado sozinho à porta do Brawning Building. Tem espalhados jornais aos pés. Agarra num.
“O jornal usou o termo ‘troglodita’”, diz. “Troglodita: Homem das grutas.”
Depois, perde-se nas suas memórias. “Vivi num prédio de apartamentos na Presidential Towers. Poderia ser considerado um homem das grutas. Tinha varanda. Uma varanda no último andar. Um apartamento no último andar das Presidential Towers. Podia ser considerado um homem das cavernas.”
Às vésperas da decisão quanto a tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no processo do qual é relator o ministro Teori Zavascki, parlamentares ouvidos pela reportagem do Correio do Brasil já avaliam a possibilidade da cassação do mandato, por quebra de decoro parlamentar. Em Plenário, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), ofereceu uma oportunidade para que Cunha se explique, perante a sociedade brasileira, quanto à existência, ou não, de contas secretas na Suíça.
Mandado de Cunha estará em jogo, se comprovadas as denúncias do Ministério Público da Suíça
Uma vez comprovada a denúncia do Ministério Público da Suíça que pesa sobre Cunha e seus familiares, por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, já de posse do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, qualquer parlamentar poderá pedir a cassação de seu mandato. Janot aceitou a transferência dos documentos, por parte do MP suíço, e o processo será encaminhado ao Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça para, em seguida, chegar à Procuradoria Geral da República.
O Ministério Público da Suíça relata na documentação contas bancárias supostamente em nome de Cunha e familiares. As investigações começaram em abril na Suíça e os valores já estão bloqueados. Perguntado por jornalistas, posteriormente, se mantém conta no exterior, Cunha novamente se calou:
— O meu porta-voz será sempre meu advogado. Não há o que falar. Não falarei. não vou ficar todo dia comentando. Amanhã, vai surgir outro. Tenho que cumprir a orientação dele de não falar — afirmou.
Embora tenha preferido responder se tem ou não contas na Suíça, Cunha negou, no depoimento na CPI da Petrobras em março deste ano, que tivesse recursos depositados naquele país ou em algum paraíso fiscal.
— Com a eventual comprovação de que o presidente da Câmara mentiu na CPI, fica configurada a quebra de decoro parlamentar, que deve ser punida com a cassação — afirmou o parlamentar.
Nas redes sociais, entre os ítens mais replicados estão as notas de colunistas e blogueiros quanto ao isolamento em que se encontra o presidente da Câmara. Cunha teria perdido prestígio no meio político e suas despesas com advogados tendem a se multiplicar nos próximos meses.
Forte estrondo e clarão foram percebidos no céu por pessoas das zonas Norte e Sul.
Os ufólogos estão atônitos. Tudo porque boa parte deles acredita que o forte estrondo, seguido de clarão no céu, presenciado por moradores das zonas Norte e Sul do Rio por volta de 3h do dia 3 de setembro, possa estar relacionado à explosão de um disco voador. O fenômeno, que acordou moradores em bairros como Copacabana, Leblon, Gávea, Vila Isabel e Tijuca, onde relatos dão conta de explosão assustadora, seguida de ruído contínuo e luzes intensas no ar, ainda não têm nenhuma explicação.
Arte O Dia
Simulação da exposão sobre a foto. Fenômeno foi visto por moradores das zonas Norte e Sul
“A hipótese de explosão de Objeto Voador Não Identificado (OVNI) é real. Casos semelhantes já ocorreram na Alemanha e até mesmo no Brasil. Em 1954, por exemplo, uma nave espacial de origem desconhecida se desintegrou ao entrar na atmosfera em Ubatuba, no litoral paulista. Naquela época, conforme amplamente divulgado, testemunhas viram o OVNI explodir e fragmentos foram recolhidos e levados a estudos”, afirma Fernando Ramalho, da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e co-editor da Revista UFO (OVNI em inglês).
Com base em depoimentos de internautas, a comissão decidiu abrir investigação para tentardesvendar o mistério. “Se alguém tiver fotos, sons, imagens de vídeo ou até mesmo algum fragmento encontrado no quintal, deve nos enviar para que sejam estudados cuidadosamente pela nossa equipe de análises, formada por engenheiros e ufólogos renomados e respeitados no mundo inteiro, entre eles, Marco Antônio Petit e Ademard Gevaerd”, ressalta Fernando. Fotos e outras informações sobre os materiais podem ser enviadas para endereços do site www.ufo.com.br.
“No Leblon os prédios tremeram. Percebi uma luminosidade incrível. Foi muito esquisito”, diz o comerciante Maurílio Bráz, de 54 anos. “Eu moro em Vila Isabel. Ouvi um barulho forte, diferente de trovoada. Achei que estivesse tendo um pesadelo, até que vi vizinhos acendendo as luzes e perguntando o que tinha acontecido”, contou o motorista Fabiano Silva, 43 anos.
Internautas da Região Serrana também descreveram coisas semelhantes. “Nesse mesmo horário (3h) escutei um estrondo na Granja Comary (em Teresópolis). Pensei que fosse um transformador de luz, mas não foi”, postou Sonia Mattos Conde.
Mistério no ar: aeronáutica e concessionárias não teriam captado nada estranho
O enigma do dia 3 tem sido ainda mais apimentado porque concessionárias como Light, Metrô, Companhia Estadual de Gás (CEG), além de órgãos como Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, negam que tenha havido qualquer tipo de incidente naquela madrugada. Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que nenhum objeto diferente ou avião supersônico apareceram em seus radares: “A Aeronáutica não registrou nada relacionada ao evento no dia 3”, diz o texto.
O sistema de monitoramento do tempo Alerta Rio, da prefeitura, informou que foram percebidos apenas alguns relâmpagos ao longe do litoral, em direção ao mar, associados a uma frente fria. O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), confirmou que não houve descargas de raios sobre a cidade.
Queda de meterorito é investigada
A astrônoma Maria Elizabeth Zucolotto, uma das maiores entendidas em asteróides no Brasil, não descarta a possibilidade de o fenômeno do dia 3 estar relacionado a uma possível queda de meteorito. “As câmeras do Museu Nacional, porém, pararam de funcionar. Não temos nada gravado. Estamos tentando obter alguma imagem através de câmeras de segurança de prédios. Em São Paulo, pessoas também dizem ter visto um grande bólido, mas em horários distintos”, comentou.
O que ocorreu em Ubatuba (SP) há 61 anos acabou se tornando um dos casos de estudo mais intrigantes do mundo sobre a especulação da presença de alígenas na Terra. No dia 14 de setembro daquele ano, banhistas presenciaram um “grande objeto em forma de pratos soprepostos” em zigue-zaque sobre o litoral. Pouco depois a estranha peça teria explodido e seus fragmentos foram encontrados na areia.
Na época,o Governo brasileiro encaminhou os pequenos destroços para análises laboratoriais, inclusive nos mais avançados que haviam, nos Estados Unidos e Inglaterra. Laudos apontaram a presença de magnésio em grau 100% de pureza. Até então, nenhuma tecnologia era capaz de produzir elemento parecido com grau total de pureza.
Segundo advogado-geral da União, ministro Augusto Nardes não pode antecipar seu voto publicamente pois violará lei.
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, criticou neste domingo (4) o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, que é relator do processo que analisa as contas do governo federal em 2014, por ter dado declarações à imprensa de que vai recomendar a rejeição das contas.
Segundo Adams, o ministro do TCU não pode antecipar seu voto publicamente porque isso violaria a Lei Orgânica da Magistratura. O advogado informou que a Advocacia Geral da União (AGU) deve apresentar nesta segunda-feira (5) uma arguição de suspeição contra Nardes ao presidente do TCU para afastá-lo do caso. A decisão será do plenário do tribunal.
Charles Sholl/Futura Press - 17.6.15
O ministro relator do Tribunal de Contas da União (TCU), João Augusto Ribeiro Nardes
“A Lei Orgânica da Magistratura diz que é vedado ao magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre o processo pendente. Ele [Nardes] não só fala do processo como também antecipa o que vai fazer. Essa prática reiterada constrange o restante do Tribunal em busca de apoio. Deixa de ser magistrado e vira político. Este processo está eivado de politização”, disse Adams, em coletiva de imprensa na sede da AGU, junto com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa.
Cardozo também lamentou a politização do processo. Ele acrescentou que o governo não quer, com a apresentação da arguição de suspeição, o adiamento do julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff, marcado para quarta-feira (7), para “ganhar tempo”, mas quer o respeito à lei. Para o ministro da Justiça, as regras legais foram violadas pelo relator Nardes.
Lula Marques/ Agência PT - 02.10.15
Governo quer adiamento do julgamento das contas de Dilma, marcado para quarta-feira (7)
A análise do TCU será sobre duas questões. Uma delas é o atraso no repasse de recursos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil referentes a despesas com programas sociais do governo, o que configuraria operação de crédito. O outro ponto, questionado pelo Ministério Público junto ao TCU, trata de cinco decretos envolvendo créditos suplementares assinados pela presidenta Dilma Rousseff, sem autorização do Congresso Nacional.
Cardozo e Barbosa reiteraram que não existem razões jurídicas para reprovar as contas. Segundo o ministro do Planejamento, todas as operações foram feitas com amparo legal e os pontos apontados pelo TCU podem ser objetos de aperfeiçoamento “assim como já está sendo feito”.
A reportagem da Agência Brasil procurou a assessoria de imprensa do TCU, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
A Suíça transferiu para o Brasil investigação criminal contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. Com a remessa das informações contra o peemedebista naquele país europeu, a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, poderá investigá-lo e processá-lo. Eduardo Cunha teria recebido, na Suíça, propina relativa a contratos da Petrobras.
A transferência da investigação criminal foi feita por meio da autoridade central dos dois países (Ministério da Justiça). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aceitou a transferência feita pelo Ministério Público da Confederação Helvética.
As informações do MP da Suíça relatam contas bancárias em nome de Cunha e familiares. As investigações na Suíça iniciaram em abril deste ano e houve bloqueio de valores.
Os autos serão recebidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça e posteriormente serão remetidos à PGR.
Por ser brasileiro nato, Eduardo Cunha não pode ser extraditado para a Suíça. O instituto da transferência de processo é um procedimento de cooperação internacional, em que se assegura a continuidade da investigação ou processo ao se verificar a jurisdição mais adequada para a persecução penal.
"Com a transferência do processo, o Estado suíço renuncia a sua jurisdição para a causa, que passa a ser do Brasil e de competência do Supremo Tribunal Federal, em virtude da prerrogativa de foro do presidente da Câmara", diz nota da PGR.
Este é o primeiro processo a ser transferido para o Supremo a pedido da Procuradoria-Geral da República e o segundo da Operação Lava Jato. A primeira transferência de investigação foi a de Nestor Cerveró para Curitiba.
RIO - O dublador do personagem Harry Potter no cinema, protagonista dos filmes baseado na série de J.K. Rowling, foi morto nesta quarta-feira, 30, em um confronto com traficantes. O dono da voz do bruxinho era o policial militar Caio César Ignácio Cardoso de Melo, de 27 anos. Melo trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão, a área de UPP considerada a mais perigosa do Rio de Janeiro.
Melo patrulhava a localidade conhecida como Campo do Sargento, na comunidade Fazendinha, por volta de 11h, quando a guarnição foi atacada a tiros. Ele foi atingido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.
Caio César Melo dublou, além de Harry Potter, mais 20 personagens, segundo consta em uma página dedicada a ele na Wikipedia. Entre eles, o personagem de Daniel Radcliffe no filme "December Boys", o TK do desenho animado "Digimon" e o Diego da série "Rebelde".
Nas redes sociais, páginas dedicadas a dubladores lamentavam a morte do PM. "Acabamos de receber a triste notícia que o dublador Caio César, que também exercia a profissão de policial, levou um tiro no pescoço. Ele passou por uma cirurgia, mas após 4 paradas cardíacas, não resistiu aos ferimentos", postou a página Dubladores Brasileiros.
Outro caso. Mais cedo, policiais militares mataram a tiros um suposto traficante de drogas no complexo de favelas do morro do Alemão, na zona norte.
Durante o enfrentamento, a concessionária SuperVia precisou suspender a circulação do teleférico entre as cinco estações existentes no complexo, que abrange áreas dos bairros de Ramos, Bonsucesso, Inhaúma e Penha.
De acordo com a Polícia Militar, o confronto aconteceu às 9h no Beco da Farmácia. A versão policial é de que uma patrulha da UPP foi atacada a tiros e que, ao reagir, os policiais balearam um homem de 21 anos, que morreu minutos depois na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do complexo. A PM informou que a vítima portava uma pistola fabricada na Turquia, de calibre 9 milímetros.