quinta-feira, 26 de março de 2015

Animado com atos do dia 15, grupo anti-Dilma antecipa horário de novo protesto

A empolgação com as milhares de pessoas que compareceram à Avenida Paulista no último dia 15 de março levará o próximo protesto contra a presidente Dilma Rousseff a começar mais cedo do que o anterior. É o que garante o líder do grupo Revoltados Online, um entre os três principais movimentos que organizaram os mais recentes atos pelo impeachment da presidente. 

Manifestação contra o governo Dilma enche a Avenida Paulista, em São Paulo
Robson Fernandjes/ Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma enche a Avenida Paulista, em São Paulo
"Se bobear, a gente começa ainda na madrugada", diz ao iG Marcello Reis, fundador do Revoltados. O grupo marcou seu ato para às 11h de 12 de abril, quatro horas antes do horário marcado pelo Movimento Brasil Livre (MBL). Também já agendaram seus atos para a mesma hora os grupos Oposição Reunida e SOS Forças Armadas."Queremos mostrar a todos que representamos 100% a sociedade brasileira, para provar que a presidente realmente tem de cair e irá cair", completa Reis.

Considerado o mais moderado dos grupos contra a presidente Dilma, o Vem Pra Rua ainda não divulgou oficialmente seu horário, mas a ideia é realizá-lo na mesma hora da manifestação do dia 15, às 14h, também no cruzamento da Rua Pamplona com a Paulista, em frente ao Metrô Trianon Masp. "Deve ser tudo na mesma dinâmica do anterior", diz a assessora do movimento.

A empolgação com as milhares de pessoas que compareceram à Avenida Paulista no último dia 15 de março levará o próximo protesto contra a presidente Dilma Rousseff a começar mais cedo do que o anterior. É o que garante o líder do grupo Revoltados Online, um entre os três principais movimentos que organizaram os mais recentes atos pelo impeachment da presidente. 
Manifestação contra o governo Dilma enche a Avenida Paulista, em São Paulo
Robson Fernandjes/ Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma enche a Avenida Paulista, em São Paulo
Jovem posa em protesto contra Dilma Rousseff, neste domingo (15), em São Paulo. Foto: David Shalom/iG São Paulo
Manifestante exibe cartaz, durante ato contra governo Dilma. Foto: Orlando kissner/ Fotos Públicas
Algumas mulheres se destacaram na manifestação em São Paulo pelo visual. Foto: Paulo Lopes/Futura Press
Na onda do panelaço do domingo (8), manifestante foi para a Avenida Paulista neste dia 15 com panela de pressão. Foto: Uriel Punk/Futura Press
A revista
A tampa da caixa de pizza (uma alusão a impunidades?) virou cartaz para um dos manifestantes de São Paulo. Foto: Vilmar Bannach/Futura Press
Muitos manifestantes carregaram cartazes para a manifestação paulistana. Foto: Vilmar Bannach/Futura Press
Pelo menos 15 integrantes do grupo Carecas do Subúrbio foram presos na manifestação de São Paulo porque carregavam fogos e soco inglês (15/03/2015). Foto: Paulo Lopes/Futura Press
Vuvuzelas foram distribuídas pelos organizadores da manifestação em São Paulo. Foto: Alberto Wu/Futura Press
Manifestantes seguram cartaz durante ato neste domingo (15). Foto: Barbara Liborio/iG
Manifestantes ocupam prédio do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Robson Fernandjes/ Fotos Públicas
Em Brasília, manifestantes penduram bonecos representando a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. Na placa no pescoço de um dos bonecos lê-se
Em Brasília, uma mulher pedala sua bicicleta de camiseta do Brasil e um cartaz com os dizeres
Mãe e filho participam de protesto vestido verde e amarelo em Brasília neste domingo dia 15 de março. Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Em Brasília, uma homem segura um cartaz em inglês durante o protesto.
No Rio de Janeiro, manifestantes tomaram a praia de Copacabana para reclamar do governo federal. Foto: AP Photo/Felipe Dana
Crianças pintam cartaz em manifestação em São Paulo, no domingo (15). Foto: Barbara Liborio/iG
Manifestantes levam cruz com nome de Dilma no protesto deste domingo (15), em São Paulo. Foto: Bárbara Libório/iG São Paulo
Ambulantes aproveitam movimento para vender artigos verde amarelos. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Ambulantes vendem artigos na avenida Paulista. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Manifestantes saindo do metrô. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Protestantes vestidos com as cores da bandeira. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Protestantes escolheu o metrô como meio de locomoção. Foto: Bárbara Libório/iG São Paulo
Protestantes pedem a saída da presidente Dilma Rousseff. Foto: David Shalom/iG São Paulo
Manifestação em São Paulo neste domingo (15). Foto: David Shalom/iG São Paulo
manifestação. Foto: David Shalom/iG São Paulo
Manifestantes contra o governo Dilma se reúnem em frente ao Masp, em São Paulo. Foto: Ricardo Chiste
Manifestantes contra o governo Dilma se reúnem em frente ao Masp, em São Paulo. Foto: Ricardo Chiste
Polícia faz cordão de isolamento durante protestos na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ricardo Chiste
Manifestante ergue cartaz, durante protestos contra o governo Dilma, na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Robson Fernandjes/ Fotos Públicas
Manifestantes contra o governo Dilma se reúnem em frente ao Masp, em São Paulo. Foto: Ricardo Chiste
Manifestação contra o governo Dilma enche a Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Robson Fernandjes/ Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma enche a Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Robson Fernandjes/ Fotos Públicas
Marcelo Madureira, ex-Casseta & Planeta, participa do protesto anti-Dilma, em Copacabana, Rio de Janeiro. Foto: Marcello Sá Barretto / AgNews
Manifestantes pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em Copacabana, Rio de Janeiro
. Foto: Tasso Marcelo/ Fotos Públicas
Marcelo Madureira, ex-Casseta & Planeta, participa do protesto anti-Dilma, em Copacabana, Rio de Janeiro. Foto: Marcello Sá Barretto / AgNews
Manifestantes pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em Copacabana, Rio de Janeiro
. Foto: Tasso Marcelo/ Fotos Públicas
Manifestante ergue cartaz, durante protesto contra o governo Dilma, em Copacabana, Rio de Janeiro. Foto: Marcello Sá Barretto / AgNews
Manifestante levou faixa com suástica desenhada em protesto no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Globo News
Ativista José Júnior postou imagem da orla da Maceió (AL). Foto: Reprodução/Facebook José Júnior
Famosos vão para as ruas em manifestações pelo Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Famosos vão para as ruas em manifestações pelo Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Famosos vão para as ruas em manifestações pelo Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Famosos vão para as ruas em manifestações pelo Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Famosos vão para as ruas em manifestações pelo Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Famosos vão para as ruas em manifestações pelo Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Famosos vão para as ruas em manifestações pelo Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Famosos vão para as ruas em manifestações pelo Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestação contra o governo Dilma e corrupção na Petrobras, enche a praça da liberdade, em Belo Horizonte. Foto: Marcelo Sant Anna/Fotos Públicas
Manifestações nas ruas do Recife pedem impeachment da presidente Dilma Rousseff. Foto: Rodrigo Lôbo / Fotos Públicas
Manifestações nas ruas do Recife pedem impeachment da presidente Dilma Rousseff. Foto: Rodrigo Lôbo / Fotos Públicas
Manifestações nas ruas do Recife pedem impeachment da presidente Dilma Rousseff. Foto: Rodrigo Lôbo / Fotos Públicas
Manifestações nas ruas do Recife pedem impeachment da presidente Dilma Rousseff. Foto: Rodrigo Lôbo / Fotos Públicas
No Recife, a manifestação do dia 15 não registrou incidentes. Foto:  Rodrigo Lôbo/ Fotos Públicas
Manifestante engrossa pauta da manifestação no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução Facebook
Em Salvador, manifestantes pediram o impeachment da presidente Dilma. Foto: João Alvarez/ Fotos Públicas
Manifestantes pedem a saída da presidente Dilma no posto 5, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Foto: Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
Manifestantes pedem a saída da presidente Dilma no posto 5, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Foto: Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
Belém (PA) também registrou manifestações em protesto contra a presidente Dilma. Foto: Igor Mota/Futura Press
Rio de Janeiro também se mobilizou nesta manhã de domingo (15) para protestar contra o governo e cobrar o impeachment de Dilma Rousseff. Foto: Nina Ramos/iG Rio
Em Salvador, a concentração do protesto aconteceu no Farol da Barra. Foto: iG Bahia
Rio de Janeiro também se mobilizou nesta manhã de domingo (15) para protestar contra o governo e cobrar o impeachment de Dilma Rousseff. Foto: Nina Ramos/iG Rio
Rio de Janeiro também se mobilizou nesta manhã de domingo (15) para protestar contra o governo e cobrar o impeachment de Dilma Rousseff. Foto: Nina Ramos/iG Rio
No Rio, assim como em outras cidades onde ocorreu o protesto deste domingo (15), o amarelo predominou nas roupas dos manifestantes. Foto: Nina Ramos/iG Rio
Manifestantes começam a se concentrar em Brasília neste domingo (15) para pedir afastamento da presidente Dilma. Foto: CHARLES SHOLL/FUTURA PRESS
Manifestantes se concentram em Brasília a espera do protesto em defesa do afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo. Foto: CHARLES SHOLL/FUTURA PRESS
Jovem posa em protesto contra Dilma Rousseff, neste domingo (15), em São Paulo. Foto: David Shalom/iG São Paulo
 
Apesar do novo horário marcado, o ato pelo impeachment de Dilma Rousseff do dia 15 começou a encher a Avenida Paulista ainda pela manhã, horas antes do início oficial. No auge, por volta das 16h, a Polícia Militar afirmou que um milhão de pessoas ocuparam as ruas da via. Segundo o Datafolha, protesto reuniu 210 mil.

"Queremos o impeachment e não vamos parar de ir às ruas até ele acontecer", diz Marcello, resumindo o que já tem dito desde antes dos atos de duas semanas atrás. "Temos embasamento jurídico para isso. Não dá mais para negar", faz coro Kim Kataguiri, co-fundador do MBL.
 
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-03-26/animado-com-atos-do-dia-15-grupo-anti-dilma-antecipa-horario-de-novo-protesto.html

Hospital da USP fecha 40% dos leitos de UTI e sobrecarrega setor de emergência

"Pacientes que precisam de internação acabam ficando na emergência, num ambiente que não é o ideal", diz médico

A perda de 213 profissionais entre médicos e servidores associada ao fechamento de oito dos 20 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está impactando o dia a dia de pacientes e funcionários que recorrem ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HUSP), localizado no bairro do Butantã, zona oeste da capital paulista.

Com apenas 12 leitos na UTI, os pacientes que precisam de internação acabam ficando na emergência, num ambiente que não é o ideal", diz o infectologista Gerson Salvador, que também é diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
Anderson Passos/iG São Paulo
Hospital Universitário da USP reduziu leitos de UTI e pacientes em estado grave acabam atendidos na emergência
Hospital Universitário da USP reduziu leitos de UTI e pacientes em estado grave acabam atendidos na emergência
No final da manhã desta quarta-feira (25), o total de pacientes internados na emergência era de 36 pessoas. O local conta com 11 leitos monitorados e o excedente é formado por macas. 

Segundo o Simesp, a causa central do problema é o Programa de Incentivo à Demissão Voluntária adotado pela Reitoria da USP, que tem por objetivo o corte de gastos da instituição, que está em crise financeira.

Gerson Salvador dá ainda outro ponto: "O antigo reitor [João Grandino] Rodas disse que deixou a universidade com R$ 4 bilhões de reservas justamente para enfrentar tempos de crise", comenta.
Segundo a legislação, as universidades paulistas têm autonomia financeira e são mantidas graças à arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O percentual conferido à USP, bem como à Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), é de 9,57% do total arrecadado com o imposto.

O atual reitor Marco Antônio Zago alega que a gestão de seu antecessor inchou a folha de pagamento da USP e que a queda de arrecadação no ICMS forçou os cortes de pessoal.

Impacto no atendimento
Dos 213 servidores que aderiram ao plano de demissão volutária, 18 são médicos e tem prazo até abril para se desvincularem da instituição. Com a saída de servidores, o impacto no atendimento é visível: 15 cirurgias semanais foram suspensas. Houve também a redução no número de salas no Centro Obstétrico e no Centro Cirúrgico, de 11 para oito.

Os ambulatórios de ortopedia foram extintos e o serviço agora fica com o pronto-socorro. Os atendimentos de coloproctologia estão suspensos e as consultas mensais de cirurgia geral, entre casos novos e retornos, foram reduzidos. O número de partos no HUSP também teve queda por conta da redução de leitos no berçário.

"Devido à alegada crise financeira da Universidade, a reitoria tentou desvincular o HU da USP e, não obtendo sucesso, tem permitido o desmantelamento do serviço com prejuízo para a população atendida e para os profissionais que se mantiveram no emprego”, dispara Gerson Salvador.

Só o Pronto Atendimento do HU realiza, em média, 240 mil consultas com pacientes ao ano. São cerca de 2.500 estudantes/ano que passam no HU e que têm uma formação considerada de excelência em áreas como medicina, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, odontologia, psicologia e saúde pública.

Questionada sobre os problemas da instituição, a direção da instituição não respondeu à reportagem até o fechamento deste texto.

Na promotoria
A Promotoria de Direitos Humanos e de Saúde Pública do Ministério Público Estadual recebeu representantes da classe médica do HUSP na semana passada. Ao iG, o promotor Arthur Pinto Filho confirmou os relatos colhidos pela reportagem e que a promotoria atuará em duas frentes.

"Estamos pedindo informações administrativas ao Conselho Regional de Medicina (CRM), ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e à direção do hospital. Em outra frente, estamos estudando alternativas para que o hospital possa receber mais recursos já que as condições dos trabalhadores e da instituição são bastante precárias", afirmou.

A promotoria enviou à direção do HU um pedido de informações sobre os impactos da adesão dos funcionários ao plano de demissão bem como o fechamento de leitos. Tão logo o ofício seja recebido pelo hospital, os representantes tem sete dias para comparecer ao MP estadual.

Arthur Pinto Filho afirmou ainda que o reitor da USP não será chamado ao MP uma vez que "não tem interesse em manter o diálogo". o promotor argumenta que recentemente o retiro tentou repassar a gestão do Hospital Universitário para a Secretaria Estadual da Saúde, que rejeitou a proposta.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2015-03-26/hospital-da-usp-fecha-40-dos-leitos-de-uti-e-sobrecarrega-setor-de-emergencia.html