domingo, 29 de novembro de 2015

Comissão da OAB se posiciona contrária a pedido de impeachment de Dilma

Parecer será submetido ao Conselho Federal da OAB que, na próxima quarta-feira, decide se segue ou não a recomendação


Por três votos a dois uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu parecer contrário a um pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff com base na reprovação das contas de 2014 do governo federal pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O parecer terá que ser submetido ao Conselho Federal da OAB, que, na próxima quarta-feira (2),  decidirá se segue ou não  a recomendação da comissão.

Na avaliação da comissão, formada por cinco conselheiros federais da OAB, cada um representando uma região do país, por se tratar de práticas ocorridas em mandato anterior, as irregularidades nas contas não podem justificar o processo político do impeachment.
Na avaliação da comissão, por se tratar de práticas ocorridas em mandato anterior, as irregularidades nas contas não justificam impeachment
Charles Sholl/Futura Press - 27.11.15
Na avaliação da comissão, por se tratar de práticas ocorridas em mandato anterior, as irregularidades nas contas não justificam impeachment
“Por mais importante que seja o acórdão da Corte de Contas”, observa o documento, “não é bastante para firmar um juízo definitivo sobre irregularidades administrativas ou de execução financeira e orçamentária, a ponto de sustentar, autonomamente, a recepção de um pedido deimpeachment, sem a aprovação do parecer pelo Congresso Nacional”.

“A sociedade espera que a OAB tenha uma posição fundamentada sobre o impeachment da presidente. De forma técnica e imparcial, a OAB vai adotar uma posição e divulgá-la à nação. A Constituição prevê o impeachment e apresenta seus requisitos. O plenário da OAB irá dizer se estão ou não presentes tais pressupostos”, afirmou o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Segundo ele, a Ordem poderá analisar eventuais fatos novos que venham a aparecer e embasar novos pedidos de impeachment.

Divergências
Os dois conselheiros vencidos na comissão produziram um voto em separado.  “Os autores deste voto divergente entendem que, estar a presidente em um novo mandato, não impede a instauração do processo de impeachment da presidente da República, porque, reeleita, não se afastou, em momento algum, de suas funções presidenciais”, afirmam no voto em separado os conselheiros Elton Sadi e Setembrino Pelissari. No texto, eles ressaltam que a importância do acórdão do TCU e a implicação da presidente nas irregularidades apontadas são o bastante para que não se precise aguardar o pronunciamento do Congresso antes que a OAB se manifeste em favor do impeachment.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-11-28/comissao-da-oab-se-posiciona-contraria-a-pedido-de-impeachment-de-dilma.html

Tido como morto, Rio Doce "ressuscitará" em 5 meses, diz pesquisador

No percurso do rio, as próprias chuvas devem limpar estragos e os peixes devem voltar em cinco meses; no mar, a diluição dos sedimentos deve ocorrer de forma até janeiro de 2016

Embora esteja considerado atualmente "morto", o rio Doce, que recebeu mais de 25 mil piscinas olímpicas de lama proveniente do rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), "vai ressuscitar" em até cinco meses, no final da época de chuvas, em abril do próximo ano.
Populares recolhem peixes mortos no Rio Doce em Baixo Guandu (ES)
Jovander da Silva/Futura Press - 21.11.15
Populares recolhem peixes mortos no Rio Doce em Baixo Guandu (ES)
A afirmação é de Paulo Rosman, professor de Engenharia Costeira da COPPE/UFRJ e autor de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente para avaliar os impactos e a extensão da chegada da lama ao mar, ocorrida no último domingo e que afeta a costa do Espírito Santo.

Embora especialistas tenham divulgado previsões de danos catastróficos, que incluiriam danos à reserva marinha de Abrolhos, no sul da Bahia, e um espalhamento da lama por até 10 mil m², Rosman afirma que os efeitos no mar serão "desprezíveis", que o material se espalhará por no máximo 9 km e que em poucos dias a coloração barrenta deve se dissipar.
Onda de lama, procedente do rompimento de barragens em Mariana (MG), invade o Rio Doce
Fred Loureiro/Secom-ES
Onda de lama, procedente do rompimento de barragens em Mariana (MG), invade o Rio Doce
Para ele, há três diferentes cenários de gravidade do desastre e de velocidade de recuperação. No alto, onde a barragem se rompeu, próximo ao distrito de Bento Rodrigues, deve durar mais de um ano e dependerá de operações de limpeza dos escombros e de um programa de reflorestamento. Para ele, a sociedade e os governos mineiro e federal precisam cobrar de Vale e BHP Hillington, donas da Samarco, o processo de reflorestamento e reconstrução ambiental, de custo "insignificante" para as empresas.

Ele diz que, na maior parte do percurso do rio Doce, as próprias chuvas devem limpar os estragos e os peixes devem voltar ao rio no período de cinco meses, e, no mar, a diluição dos sedimentos deve ocorrer de forma mais rápida - até janeiro do próximo ano.
Cenário depois da lama chegar no Rio Doce, no centro de Linhares, no Espírito Santo
Secom/PML
Cenário depois da lama chegar no Rio Doce, no centro de Linhares, no Espírito Santo
Ao mesmo tempo, o especialista considera "inaceitável" que o governo permita que as pessoas voltem a morar nas regiões afetadas e que seria "criminoso" não retirar os outros povoados que se encontram nas linhas de avalanche de outras barragens.

Leia os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - Nos últimos dias, especialistas, ativistas, moradores, pescadores e indígenas têm repetido que o rio Doce "está morto". O senhor diz que ele "vai ressuscitar". Como isto deve acontecer?Paulo Rosman - Eu vou repetir um chavão muito conhecido: o tempo é o senhor da razão. Há a visão quantitativa e fria do pesquisador, do cientista, e a visão emocional e por vezes desesperada do morador, do pescador e do índio. Os dois estão expressando as suas razões. Nenhum dos dois está certo ou errado.
No caso da ciência as coisas são mais factuais, quantitativas, mais numéricas. No caso do indígena, ele constata e sofre com a "morte" do rio. A diferença é que o rio está morto neste momento, é verdade, mas ressuscitará muito rapidamente, e eles vão poder comprovar isso.

Há muitos exemplos de acidentes muito mais graves e mais sérios do que este da barragem de Mariana. Veja a erupção vulcânica do monte Santa Helena, nos Estados Unidos (em 1980). Foi tudo devastado e destruído, numa área imensamente maior. Você vai lá hoje e vê que os animais voltaram e a mata voltou.
Para fazer a conta, você tem que pegar o peso da lama e dividir pela massa específica dessa lama. Se neste momento eu tenho 4 kg/m³ de água e for dividir pela massa da lama, dá mais ou menos 1,3 mm. Então isso significa que se esses sedimentos todos se depositassem no fundo do rio formariam um tapete de 1 mm de espessura, o que nem vai acontecer, porque a correnteza vai levar.

As fortes chuvas entre novembro e abril "lavarão" o rio Doce, num processo natural.
Digo isso baseado em quantidades de sedimentos, em conhecimentos de processos sedimentológicos, na dinâmica de transporte desses sedimentos pelas correntes dos rios, dos estuários, das zonas costeiras. Então essas coisas são relativamente rápidas, a natureza se adapta, se reconstrói, se modifica.

BBC Brasil - Como o senhor avalia a mortandade e o retorno de peixes ao rio, posteriormente? E como responde a especialistas que avaliam que a recuperação da área e do rio pode levar mais de dez anos?Rosman - A onda de lama matou os peixes, mas o volume, pelo que eu vi publicado nos jornais, representa uma quantidade muito baixa. A não ser que tenha havido algum erro de cálculo, foi divulgado que morreram 8 mil kg de peixes no rio Doce. Veja, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro: quando há uma baixa mortandade, estamos falando em 70 mil peixes, mas este número pode chegar a 200 mil, e depois sempre há o retorno. A gente sabe que não demora muito para que a Lagoa encha de peixe de novo.

Quanto aos comentários de especialistas citados, eu diria apenas que eu espero que eles estejam enganados. Não vou entrar em discussão. Mas basta olhar coisas que já aconteceram. Por exemplo, a quantidade de sedimentos que desceu dentro do rio Itajaí-Açu (SC), no final de 2008, quando caíram inúmeras encostas no vale do Itajaí, na região de Itajaí e Blumenau. Houve um desmoronamento do cais do porto, um mega-assoreamento do canal do porto de Itajaí, sem contar diversas mortes na tragédia. Foi um evento natural, e em quantitativos ele é extremamente maior do que esse do rio Doce.

E o porto de Itajaí está lá, o rio Itajaí-Açú está lá, Blumenau está lá. O rio voltou ao normal. Sinceramente eu acho que essas pessoas estão sendo movidas pelo impacto humano da tragédia, pela emoção. As mortes e os prejuízos são dores e perdas eternas. Mas temos que separar. Para voltar para o plano racional, só deixando o tempo passar.

BBC Brasil - É possível mensurar a quantidade de sedimentos que chegou ao mar do Espírito Santo e o impacto ambiental disso? Dias atrás cientistas cogitaram impactos catastróficos nos ecossistemas marinhos da região.Rosman - Sim. De acordo com os últimos números, a concentração a 10 km de distância da foz do rio Doce, onde a lama teve contato com o mar, está entre 50 e 20 mg/l de sedimentos em suspensão. Isto é muito insignificante para ser considerado um risco ambiental. É absolutamente desprezível.

Para se ter uma ideia, a água transparente do mar, costeira, tem tipicamente 5 mg/l de sedimentos em suspensão. A água dentro de uma baía tem tipicamente entre 50 mg/l a 100 mg/l de sedimentos em suspensão. A água de um rio com cor barrenta tem em torno de 500 mg/l de sedimentos de suspensão, são todos dados naturais.

Rios muito barrentos, como o Amazonas, têm entre 1.500 e 2.000 mg/l de sedimentos em suspensão na época de cheia.
 Então se a 10 km da foz do rio Doce você vai ter concentrações de no máximo 50 mg/l no mar, embora você veja a coloração diferente por mais algumas semanas, é óbvio que não estamos falando de danos ambientais. Diferentemente de um vazamento de petróleo, que você usa bactérias para decompor e limpar - e leva tempo e gera mortalidade de vida marinha muito maior -, no caso atual você não tem como "limpar" a lama no mar. Ela se dilui naturalmente, sozinha.

Mesmo que você tenha um padrão de ventos que gere correntes fora do usual, a distância é tão grande e a diluição é de tal ordem que não causaria efeitos danosos em Abrolhos.

BBC Brasil - E quanto à composição destes sedimentos que compõem a lama? É possível que seja descoberto que têm uma toxicidade muito maior do que se imagina e que possa causar danos futuros?Rosman - Risco sempre há, mas não tenho razões para acreditar nisso. Já ouvi pessoas que não são da área darem prognósticos devastadores quanto à toxicidade desse material. E já ouvi pessoas que são especializadas, da área de geologia, e que conhecem muito bem isso, dizerem o oposto, que se trata de um material de baixa toxicidade.

Então não tem grandes impactos persistentes no longo prazo. As pessoas podem tirar da cabeça essa ideia de que se trata de algo radioativo, de um veneno ambiental que vai matar tudo e nunca vai sair do chão. Não é nada disso.

Para você ter uma ideia, a doutora Marilene Ramos, que é a presidente do Ibama, tem doutorado em mecânicas do solo. Ela fala inclusive com um conhecimento específico de solo muito maior do que o meu. Ela me disse que esse material não é de alta toxicidade e que é basicamente areia fina, argila e óxido de ferro. Claro que tem traços de outras substâncias, mas em concentrações muito baixas, que não oferecem risco.

BBC Brasil - Na sua opinião o que deveria ser feito no distrito de Bento Rodrigues (MG), o vilarejo mais devastado pela avalanche de lama? Como limpar ou recuperar o local? E quanto isto pode custar?Rosman - Primeiramente o governo de Minas Gerais precisará avaliar o que retirar de escombros, de estruturas danificadas, e ver se deixa algo como marco simbólico da tragédia. É um absurdo permitir o retorno das pessoas para aquele local.

Se eu fosse o governo de Minas Gerais obrigaria a Samarco a fazer um parque memorial ali. Fazer um projeto bonito, fazer um paisagismo, uma correção de solo, um jardim, e ficaria como memória, com homenagem às pessoas que sofreram essa desgraça toda. Ninguém vai poder voltar a morar ali.

BBC Brasil - O senhor orientaria o governo mineiro a retirar os outros povoados que estão na linha de avalanche de outras barragens de rejeito de mineração?Rosman - Com certeza. Muitas vezes os povoados se formam próximo às barragens porque atraem empregos e comércio. Mas o poder público não poderia permitir a instalação de povoados em áreas de passagem de eventos como esse que ocorreu. Hoje não faltam ferramentas computacionais que nos permitem simular um rompimento de uma barragem e mostrar qual é a trilha de percurso da avalanche. Atualmente é inaceitável e injustificável ter povoados em rotas de avalanche de barragens, ninguém poderia morar nestes locais.

BBC Brasil - O senhor considera que isto foi uma irresponsabilidade dos atores envolvidos?Rosman - Olha, irresponsabilidade é quando você tem consciência do fato e não faz nada. Tudo é óbvio depois que você já sabe o que aconteceu. Ou seja, a partir de agora, deste exemplo dramático e catastrófico, se o governo não tomar medidas para realocar pessoas em áreas de alto risco, em outros locais onde se sabe que poderia ocorrer algo semelhante a Mariana ou até pior, eu diria que estaríamos falando de uma atitude mais do que irresponsável, mas sim criminosa.

Há duas opções. Você pode remover o povoado para outro local, ou se o povoado for grande demais, você embarga o negócio lá em cima. Para de usar a barragem, estabiliza, deixa secar, e pronto. Transfere a atividade para outro lugar. Tem que ver o que é mais viável.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-11-28/tido-como-morto-rio-doce-ressuscitara-em-5-meses-diz-pesquisador.html

Mulher faz pão com levedura retirada da própria vagina e revolta internautas

Após uma infecção na vagina, a blogueira feminista teve a ideia de usar a levedura como um dos ingredientes do pão caseiro

Zoe Stavris, uma blogueira feminista, causou revolta entre os internautas após declarar em seu blog que iria fazer pão usando levedura retirada de sua própria vagina. Ela deu a "receita", que consiste de farinha, água, e a levedura, em seu blog e relatou todo o processo.
Processo de fazer o pão caseiro levou, ao todo, quase quatro dias
Reprodução/ Twitter
Processo de fazer o pão caseiro levou, ao todo, quase quatro dias
Ela conta que a ideia surgiu quando, em um sábado, ela acordou com candidíase, uma doença causada por fungos comum entre as mulheres. Do seu "senso de humor perverso" em combinação com sua "mente perspicaz e científica", veio a ideia de testar a receita. O processo, que ao todo levou quase quatro dias, foi documentado pela blogueira através do Twitter.
Reprodução/Twitter
Zoe Stavri, blogueira feminista que fez pão com levedura retirada da própria vagina




Zoe Stavri, blogueira feminista que fez pão com levedura retirada da própria vagina 
Ela conta esperava reações de nojo, mas os comentários que recebeu beiram o ódio. Zoe acredita que a reação é uma consequência da repulsa e do tabu que a sociedade enxerga na vagina e em tudo relacionado à ela. "Talvez se eu estivesse fazendo um pão caseiro usando qualquer ingrediente que não fossem fungos vaginais, as pessoas não teriam se importado tanto", escreveu ela em seu blog. 

Zoe falou sobre os possíveis perigos de usar as bactérias de uma candidíase como a levedura para o pão. Ela diz que é um "fermento selvagem", como qualquer outro, que deve ser exposto ao ar e deixado "de molho" por alguns dias. Exposto às altas temperaturas do forno, o "fermento" perde as propriedades nocivas. Existe um problema, no entanto. O fermento não é comprovadamente eficaz, já que o pão não cresceu muito. 
O resultado foi um pão deliciosamente saboroso, garante ela. O cheiro do pão, ao ser tirado do forno, perfumou a casa inteira. Se as leveduras de sua vagina tem responsabilidade no sabor final do pão, ela não sabe, já que a quantidade usada era muito pequena.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/mundo-insolito/2015-11-28/mulher-faz-pao-com-levedura-retirada-da-propria-vagina-e-revolta-internautas.html

"Não me arrependo. Era rapidinho", diz suspeito de estuprar as cinco filhas

As vítimas têm 5, 6, 10, 12 e 14 anos, e o suspeito, 49; crimes ocorreram em propriedade rural a 600 quilômetros de Macapá

Um agricultor preso na quinta-feira, sob a suspeita de estuprar as cinco filhas indígenas, não mostrou qualquer arrependimento ao prestar depoimento ontem, informou a Polícia Civil do Amapá, na Região Norte do Brasil. Segundo os agentes, ele contou que considerava os abusos sexuais ‘normais'.
"Era rapidinho, não fazia nada, não, era rapidinho", teria dito o cretino a investigadores, segundo a Rede Amazônia de TV.
90% das vítimas de estupro não procuram ajuda médica imediata
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90% das vítimas de estupro não procuram ajuda médica imediata
Os crimes aconteciam numa propriedade rural na cidade de Oiapoque, a cerca de 600 quilômetros da capital Macapá. As vítimas têm 5, 6, 10, 12 e 14 anos, e o suspeito, 49. Divorciado da mãe das vítimas, que é indígena, o monstro morava ainda com três filhos homens.
"O representante da Funai apresentou a mãe da vítima e trouxe uma das filhas abusadas, que tem 12 anos. Fizemos o exame de conjunção carnal que atestou o abuso, tanto o rompimento do hímen, quanto fissuras anais. Após isso investigamos os demais abusos", contou o delegado Charles Correa ao portal de notícias G1.
Psicóloga, assistente social e conselheiros tutelares estiveram na propriedade onde vivia a família. As mãos das crianças chamaram a atenção do grupo, por conta dos ferimentos e calos. Elas trabalhavam ajudando o pai na roça. "As meninas têm traumas e estão acuadas", concluiu com o delegado.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-11-28/nao-me-arrependo-era-rapidinho-diz-suspeito-de-estuprar-as-cinco-filhas.html

Vladimir Putin anuncia sanções contra Turquia

Ação é retaliação após abatimento de caça russo; agora serão proibidas importações de alguns produtos típicos turcos, assim como serão limitadas atividades empresariais do país na Rússia

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e Racep Tayyip Erdogan, presidente turco
Presidência da Rússia - 13.06.2015
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e Racep Tayyip Erdogan, presidente turco
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto neste sábado (28) que impõe duras sanções econômicas contra a Turquia, após o abatimento de um caça russo na fronteira com a Síria nesta semana.

Com a medida, serão proibidas as importações de alguns produtos típicos turcos, assim como serão limitadas as atividades empresarias desse país na Rússia. A partir de 1° de janeiro, não poderão ser contratados serviços turcos.

Putin também ordenou o reforço, "por razões de segurança", dos controles nos portos e sobre as atividades de condutores de caminhões turcos. As sanções são "temporárias" e permanecem válidas até que sejam revogadas pelo governo de Moscou. No ano passado, a Rússia importou o equivalente US$ 1,7 bilhão da Turquia.

A medida foi anunciada horas após o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, dizer que seu país "está realmente entristecido" com o episódio e deseja que não tivesse ocorrido. Esse foi o primeiro pedido de desculpas desde o abatimento do caça, na última terça-feira (24), o que ampliou a tensão entre os países.

Forças de segurança turcas derrubaram um caça russo, deixando um piloto morto, após repetidas advertências, alegando que seu espaço aéreo foi invadido e sua soberania ferida. 

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-11-28/vladimir-putin-anuncia-sancoes-contra-turquia.html