terça-feira, 13 de outubro de 2015

O STF entra no caminho do impeachment


Liminares do Supremo dificultam a estratégia de Cunha e da oposição para tirar Dilma do Planalto

Eduardo Cunha
Cunha fala sobre as análises dos pedidos de impeachment
A decisão não impede que Cunha analise os pedidos de impeachment contra Dilma, o que deve ocorrer ainda nesta terça-feira, mas na prática barram seu andamento até que o Plenário do STF avalie o mérito das ações. Em entrevista coletiva após a divulgação das liminares, Cunha disse que entrará com um recurso no STF contestando as liminares para amparar suas decisões.

Zavascki concedeu uma liminar a mandado de segurança apresentado pelo deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), enquanto Weber respondeu ações impetradas por Rubens Pereira Junior (PCdoB-MA) e conjuntamente por Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS). Todos os parlamentares questionaram a forma de tramitação na Câmara dos pedidos de impeachment, decidida de forma monocrática por Cunha e sem admissão de recursos.

Questão de ordem
No fim de setembro, Cunha respondeu a uma questão de ordem apresentada pelo deputado Mendonça Filho (DEM-PE) e incluiu no chamado "manual do impeachment" uma manobra previamente acertada com a oposição: pedidos rejeitados por ele poderiam ser alvo de recurso ao Plenário da Câmara, onde seria necessário apenas o voto da maioria para que o processo tivesse início. 

A intenção de Cunha era abrir caminho para o impeachment sem sofrer o desgaste de ser o responsável por ativar o processo. A base para sua decisão foi o trâmite adotado em 1999 pelo então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), quando o PT tentou o impeachment de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

Nesta terça, Weber e Zavascki avaliaram que esse tipo de procedimento é inconstitucional. 
Decisão "inusitada"

Zavascki observou que são questionáveis “o modo e a forma" como Cunha tomou a decisão e classificou sua decisão como "inusitada". 

"Em processo de tamanha magnitude institucional, que põe a juízo o mais elevado cargo do Estado e do Governo da Nação, é pressuposto elementar a observância do devido processo legal, formado e desenvolvido à base de um procedimento cuja validade esteja fora de qualquer dúvida de ordem jurídica”, escreveu Zavascki. “No caso, os fundamentos deduzidos na inicial e os documentos que os acompanham deixam transparecer acentuados questionamentos sobre o inusitado modo de formatação do referido procedimento, o que, por si só, justifica um pronunciamento do Supremo Tribunal Federal a respeito.”

Segundo Zavascki, o processo de impeachment não pode ser conduzido pelo Regimento Interno da Câmara, como gostaria Cunha, por lei específica, como determina a Constituição. A lei 1.079 de 1950 define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento, trazendo prazos de defesa mais amplos e trâmites de análise mais longos.

A decisão de Rosa Weber foi no mesmo sentido. Ela também lembrou que é o artigo 85 da Constituição que determina o julgamento do presidente da República, e não o Regimento Interno da Câmara, e afirmou que o fato de Cunha ter barrado as discussões sobre o rito processual do impeachment poderiam comprometer a legalidade de todo o processo. "Diante de fundamento relevante e para prevenir a ineficácia da medida, caso finalmente deferida, e com o caráter precário próprio aos juízos perfunctórios, defiro a liminar para suspender a eficácia da Resposta à Questão de Ordem nº 105, de 2015, bem como todos os procedimentos tendentes a sua execução, até o julgamento do mérito do presente mandado de segurança", escreveu ela.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/o-stf-enquadra-cunha-e-a-oposicao-189.html?ref=yfp

Maioria dos brasilienses já foi roubada, aponta JBrExata

São 53% os que já foram vítimas de crimes. População culpa a impunidade pela violência, embora também cobre maior presença de policiais nas ruas da capital

Pesquisa do Instituto Exata de Opinião Pública (Exata OP) mostra que mais da metade dos entrevistados já foi vítima de roubo na capital federal, ou seja, 53%. No caso de violência indireta (quando uma pessoa conhece alguém que tenha sofrido ação de criminosos), esse número chega a 88%. Para ter uma noção melhor do problema, a cada dez habitantes do Distrito Federal, pelo menos oito já vivenciaram algum tipo de ação direta ou indireta de infratores.

Realizado no dia 9 deste mês com 600 pessoas, o exame perguntou aos brasilienses se eles já haviam sido vítimas de roubo. De todos os entrevistados, 318 responderam sim para a questão. Em contrapartida, o número de moradores que nunca foi assaltado foi de 47%. O estudo contou com a participação de representantes de todas as classes sociais da capital federal a partir dos 16 anos. Além disso, a contribuição da população masculina do DF no exame foi maior do que a feminina, chegando a 55% dos entrevistados.

São exatamente eles, os homens, os mais visados pela violência. Segundo o relatório, de toda a amostra masculina ouvida, 54% já foi roubada, enquanto, no quantitativo do sexo oposto, o número é de 51%. Em relação à faixa etária, os principais alvos dos criminosos são os cidadãos entre 27 e 37 anos, representando 56% desse grupo, seguido dos mais jovens, entre 16 e 26 anos. Os idosos com mais 60 anos estão entre os que menos são vítimas de ocorrências.

Outro dado que impressiona é o número de moradores com faixa superior de renda que são roubados. Eles representam 63% de todas as pessoas na mesma condição que participaram da pesquisa. Depois, são os de renda inferior os que mais sofrem com a situação da insegurança pública do Distrito Federal. Por outro lado, são os brasilienses de classe média alta os que menos são roubados.

População culpa lei branda
A pesquisa revelou ainda outro número significativo. Mais da metade dos brasilienses entrevistados (58%) acredita que o principal problema da segurança pública é a legislação branda e, consequentemente, a impunidade. Apenas 18,8% afirmaram que o crescimento da violência se deve à falta de policiamento nas ruas.

Em terceiro lugar, a falta de qualificação e treinamento dos agentes de segurança aparece como mais um agravante para o problema da segurança pública na capital. 

As avaliações mostraram também que a metade da população do Distrito Federal se considera menos segura do que no ano passado. E, mais do que isso, o medo é crescente de acordo com a faixa etária. Entre os que se consideram menos seguros estão os moradores da capital com mais de 60 anos de idade, representando 69% do grupo. Por outro lado, os moradores que se sentem mais seguros pertencem à classe média alta, em especial, os que residem no Plano Piloto – asas Sul e Norte.

Rollemberg diz que DF avança em resultados
Questionado, ontem, sobre o resultado da pesquisa, o governador Rodrigo Rollemberg afirmou que, atualmente, a violência urbana é um problema que atinge todo o País, mas que o Governo de Brasília está enfrentando a situação com firmeza e, inclusive, avançando nos resultados. 

"Em nove meses, nós reduzimos praticamente todos os indicadores de violência. O número de homicídios, por exemplo, nós conseguimos reduzir 16% nesse período", garantiu o governador, ressaltando que o governo vai continuar atuando de maneira intensa para diminuir todos os indicadores.

Ainda de acordo com Rollemberg, a violência é fruto de um conjunto de fatores e não apenas em razão das leis brandas, como opinou a população do Distrito Federal na pesquisa. "Não podemos simplificar colocando a responsabilidade em apenas um ponto ou outro", completa.

 

http://brasilia.ig.com.br/?url_layer=http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/cidades/647792/jbrexata-maioria-dos-brasilienses-ja-foi-roubada/

Brasileiro é o que mais teme andar na rua à noite, aponta pesquisa

Menos de 40% das pessoas se dizem seguras ao sair de casa no Brasil; Sensação de insegurança é maior entre as mulheres


Em uma comparação entre moradores de 36 países, os brasileiros são os que se sentem menos seguros ao caminhar sozinhos à noite na cidade em que vivem, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira (13) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, grupo que reúne majoritariamente países ricos).

Segundo o How’s Life? ("Como vai a vida?"), que compara dados dos 34 países integrantes da OCDE mais os de Brasil e Rússia, menos de 40% dos brasileiros dizem sentir-se seguros nessa situação, bem abaixo da média de quase 70% dos moradores dos países da organização.
Segundo pesquisa, sensação de segurança do brasileiro é muito mais baixa do que em outros países
AP
Segundo pesquisa, sensação de segurança do brasileiro é muito mais baixa do que em outros países
Mesmo nos demais países latino-americanos pesquisados – México e Chile –, a sensação de segurança ao andar à noite é maior do que no Brasil.

Na Noruega, país com o percentual mais alto, mais de 80% dos habitantes se sentem seguros ao andar sozinhos à noite na área em que moram.

O documento reúne indicadores de bem-estar relacionados a aspectos como renda familiar, condições de moradia, saúde, educação, empregos, segurança, satisfação de vida e engajamento cívico, entre outros.

"O risco de crime e violência e as percepções das pessoas sobre sua própria segurança têm impactos mais amplos sobre o bem-estar, tanto por meio de maior ansiedade e preocupação quanto ao restringir os comportamentos das pessoas", afirma a OCDE.

Violência
Na comparação entre os países analisados, o Brasil tem a mais alta incidência de mortes por agressão. De acordo com os dados do relatório, a taxa de homicídios no Brasil, de 25,5 por 100 mil habitantes, é cerca de seis vezes superior à média da OCDE, de 4 por 100 mil habitantes.

Quando consideradas somente as vítimas do sexo masculino, a taxa no Brasil é de 48,1, bem acima dos 4,4 registrados entre mulheres.

"Mulheres no México, Rússia e Brasil enfrentam risco muito maior do que mulheres em outros países (incluídos no relatório), mas seus riscos ainda são mais baixos do que os enfrentados por homens nos mesmos países", diz o documento.

"No entanto, apesar de homens enfrentarem maior risco de ser vítimas de agressão e crimes violentos, as mulheres relatam menor sensação de segurança do que os homens", aponta a OCDE.

"Isso tem sido explicado por maior medo de ataques sexuais, pelo sentimento de que também precisam proteger seus filhos e pela preocupação de que possam ser vistas como parcialmente responsáveis."

Apesar das preocupações com segurança, os brasileiros aparecem acima da média da OCDE quando se mede a avaliação das pessoas sobre suas vidas como um todo.

Ao medir sua satisfação geral com a vida em uma escala que vai de 0 a 10, de "pior possível" para "melhor possível", os brasileiros deram "nota" 7, acima da média de 6,6 dos países da OCDE.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-10-13/brasileiro-e-o-que-mais-teme-andar-na-rua-a-noite-aponta-pesquisa.html

Prefeito de vilarejo é linchado, queimado e morto na Guatemala

Juracán foi acusado de ser mandante de uma tentativa de assassinato de rival que resultou na morte de duas mulheres.

Barcílio Juracán não foi salvo pelos muros da casa em que se abrigou. E nem pelo cargo de prefeito do vilarejo de Concepción, na Guatemala.

O político, de 43 anos, foi linchado no domingo por uma multidão, que ainda pôs fogo em seu corpo. O motivo: Juracán foi acusado de ser o mandante de uma tentativa de assassinato de um rival que resultou na morte de duas mulheres e em ferimentos em cinco pessoas.

O episódio causou consternação na Guatemala, um dos países mais violentos do mundo.
Caixão de Barcílio Juracán, que fora reeleito no mês passado, mas recebeu acusações de rival derrotado
AP
Caixão de Barcílio Juracán, que fora reeleito no mês passado, mas recebeu acusações de rival derrotado
No mês passado, Juracán derrotou Lorenzo Sequec nas eleições para a prefeitura de Concepción, que fica a 100 km ao oeste da capital Cidade da Guatemala. E obteve seu terceiro mandato. O rival, no entanto, fez uma série de acusações de corrupção ao prefeito e pediu uma investigação de suas contas.

Na manhã de domingo, Sequec e a família foram emboscados por dez homens armados enquanto viajam de carro por uma estrada local, rumo a Concepción. Uma filha e uma sobrinha do político morreram. Sequec e outras quatro pessoas escaparam com vida.

Notícias sobre o atentado se espalharam e uma multidão se formou para sair à caça de Juracán. Depois de atear fogo a casas de parentes do prefeito, a turba também incendiou carros, um restaurante e um internet café. A prefeitura também ardeu em chamas.

Muitos estavam convencidos de que o prefeito tinha "encomendado" o atentado a Sequec. Juracán tentou se esconder em uma casa de amigos, mas foi de lá arrancado pela turba e linchado, antes de ter o corpo incendiado. Seu filho, Ventura, foi ferido por um golpe de facão.

Segundo estatísticas de ONGs, nos últimos 10 anos houve 269 linchamentos na Guatemala, o que equivale a dizer que um ocorreu a cada 15 dias.

O país, que tem um dos maiores índices de homicídios do mundo, registra uma média de 15 assassinatos por dia, segundo a ONG local Grupo de Apoio Mútuo.

 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-10-13/prefeito-de-vilarejo-e-linchado-queimado-e-morto-na-guatemala.html

Dona da Skol e Brahma compra segunda maior empresa de cerveja do mundo

É uma das compras mais caras da história, sendo efetuada em US$ 109 bilhões; proposta só foi aceita após seis ofertas

Empresa foi comprada por gigante do setor; tentativas de compra já duravam quase um mês
SAB Miller/Divulgação
Empresa foi comprada por gigante do setor; tentativas de compra já duravam quase um mês
 A AB InBev, de capital belga e brasileiro e dona de marcas brasileiras como Skol, Brahma e Antarctica, anunciou a compra da segunda maior empresa do setor cervejeiro mundial, a britânica SABMiller. A marca foi comprada por US$ 109 bilhões (cerca de R$ 407 bilhões), em uma das aquisições mais caras da história que cria o maior conglomerado do setor.

A AB Inbev (que além de controlar a Ambev no Brasil, também é a fabricante da Budweiser e da Stella Artois) tentava comprar a rival há quase um mês, mas a direção da SABMiller mostrou resistência. A proposta só foi aceita após seis ofertas, sendo que a AB Inbev se propôs a pagar 44 libras esterlinas (cerca de R$ 251) por cada ação da SABMiller.

Se a fusão for formalmente aceita, a nova empresa vai controlar cerca de 31% das vendas de cerveja ao redor do mundo.

Dado o tamanho da empresa, é provável que ela enfrente problema em mercados como Estados Unidos e China, onde existem fortes regulamentações contra monopólio.

A AB Inbev possui seis das maiores marcas de cerveja do mundo, incluindo a Budweiser e a Stella Artois. Caso a transação seja bem sucedida, ela possuirá também a rival, Miller Genuine Draft.

http://economia.ig.com.br/empresas/2015-10-13/dona-da-skol-e-brahma-compra-segunda-maior-empresa-de-cerveja-do-mundo.html