terça-feira, 1 de setembro de 2015

Imagens de soldado israelense imobilizando menino palestino correm o mundo


Um soldado israelense imobiliza um menino palestino durante enfrentamentos entre manifestantes, em Nabi Saleh, Cisjordânia, no dia 28 de agosto de 2015 Um soldado armado derruba um menino de braço quebrado contra as pedras antes de ser agredido pelos parentes da criança, em uma cena que correu mundo e faz parte de uma a guerra de imagens protagonizadas por palestinos e israelenses.

Para os palestinos, as imagens feitas na sexta-feira em Nabi Saleh, Cisjordânia, vão se juntar às ilustrações mais eloquentes que mostram "a decadência moral do exército de ocupação", nas palavras da chancelaria palestina.

Para muitos israelenses, seus soldados caíram em uma armadilha midiática.
Os vídeos da briga, bem como fotos tiradas pela AFP, mostram um soldado israelense perseguindo uma criança com braço engessado. O soldado encapuzado pega a criança, a imobiliza com uma chave de braço e tenta pressionar seu rosto contra as pedras.

Ativistas pró-palestinas, a mãe, a irmã e outras mulheres do vilarejo apressam-se em agarrar o soldado. "É apenas uma criança, uma criança pequena", grita a mãe. A irmã do menino morde o soldado. O soldado tenta manter sua arma fora do alcance das mulheres.

Cada vez mais desesperado, ele pede por ajuda. Durante quase um minuto, permanece sozinho lutando com essas mulheres que tiram dele o capuz, até que um superior chega e ordena que deixe a criança.

As imagens rodou pela imprensa palestina, israelense e internacional, e tomou conta das redes sociais.

Para os palestinos, a cena é emblemática das ações israelenses na Cisjordânia ocupada. A imprensa palestina reproduziu uma caricatura revisitando a briga e dando ao soldado israelense o rosto de um cão.

Nabi Saleh, perto de Ramallah, tem sido há anos um dos palcos do conflito israelo-palestiniano. Toda sexta-feira, palestinos, estrangeiros e até israelenses manifestam contra a expansão da colônia de Halamish do outro lado da estrada. Toda sexta-feira, soldados esperam por eles.

As pedras acabam sendo lançadas de um lado, gás lacrimogêneo e balas de borracha irrompem do outro.
Em três anos, duas pessoas morreram e 375 ficaram feridas, segundo ativistas, quase a metade menores de idade.

Foi correndo entre os blindados israelenses que entraram em sua aldeia de Mohammed Tamimi, que a criança do vídeo, de 11 anos, quebrou o pulso, segundo seu pai, Bassem Tamimi.

"Eu não tive medo", disse Mohammed, "mas gritei para chamar meus parentes para vir me livrar do soldado". Narimane, sua mãe, disse ter pensado em "apenas uma coisa: libertar meu filho das mãos do soldado"

Os Tamimi lideram o movimento de contestação em Nabi Saleh. O pai diz ter sido preso nove vezes. Ahed, de 13 anos, ficou conhecida por fotos em que ameaça com o punho fechado soldados israelenses e que fizeram com que fosse recebida em 2012 por Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro turco.

Para muitos israelenses, os Tamimi são "agitadores" que estão dispostos a colocar em risco os seus filhos. A manifestação de sexta-feira é "uma operação de relações públicas", onde os manifestantes tentam "provocar os soldados atirando pedras que podem ser fatais", a ponto de os soldados serem obrigados a reagir, disse à AFP um oficial.

O próprio Mohammed Tamimi teria atirado pedras na sexta-feira, segundo o exército israelense.

O incidente suscitou fortes reações entre os israelenses que, como o ex-ministro ultranacionalista Avigdor Lieberman, perceberam uma capitulação por culpa do governo.
 
Também levantou dúvidas. Como um jovem recruta israelense pode estar numa situação semelhante, realizando operações policiais?

Arnon, o pai do soldado, relutou em falar com a imprensa tão pouca moderação demonstrou seu filho. 

https://br.noticias.yahoo.com/imagens-soldado-israelense-imobilizando-menino-palestino-correm-mundo-181726111.html

Alemão choca milhares ao exibir foto de urso polar desnutrido

(Foto: Reprodução / Kerstin Langenberger)
 
Um fotógrafo chocou internautas do mundo inteiro com um clique capaz de conscientizar milhões de pessoas. Durante uma visita às Ilhas Svalbard, localizadas entre a Noruega e o Pólo Norte, Kerstin Langenberger flagrou um urso polar extremamente magro andando em uma pequena calota de gelo.

Desde sua publicação no Facebook em 20 de agosto, a imagem já teve mais 27 mil compartilhamentos. Segundo o fotógrafo alemão, a condição do animal se deve às mudanças no clima, que trazem dificuldades para a sobrevivência da espécie.

“Sim, eu vi ursos em boa forma, mas eu também vi outros mortos ou passando fome. Ursos andando na costa à procura de comida, tentando caçar alces, comer ovos de aves, musgos e algas. Muitas vezes, eu vi ursas muito magras e essas são exclusivamente fêmeas, como essa (da foto). Um mero esqueleto, ferida numa pata dianteira, possivelmente por uma tentativa desesperada de caçar uma morsa”, disse Kerstin na postagem.

Langenberger ainda fez um apelo para que a humanidade consiga salvar animais como o urso polar, reduzindo o impacto de suas ações no meio ambiente. “A mudança climática está acontecendo grandiosamente aqui no Ártico. E é nossa escolha tentar mudar isso. Então, vamos fazer algo contra a maior ameaça do nosso tempo”, completou.  

https://br.noticias.yahoo.com/alem%C3%A3o-choca-milhares-ao-exibir-foto-de-urso-polar-desnutrido-183320614.html

Eduardo Cunha prepara saída magistral da cena política

Cada vez mais isolado, dentro e fora de seu partido, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, prepara sua saída do cargo de forma magistral, segundo fontes adiantaram ao Correio do Brasil, nesta segunda-feira. Cunha não digeriu, até agora, o discurso de seu hoje ex-aliado no PSDB, o senador Aécio Neves (MG) e a expectativa, antes da possível queda nos próximos dias, é quem ele levará junto, na descida, após avisar aos navegantes: “Não vou cair sozinho”.
Eduardo Cunha foi citado em denúncia da Procuradoria-Geral da República
Eduardo Cunha foi citado em denúncia da Procuradoria-Geral da República
Neves desembarcou da aventura golpista liderada por Cunha, ao perceber que a campanha para o impedimento da presidenta Dilma Rousseff fez água, no momento em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou a denúncia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha da petista, em 2014.

O desembarque de Neves, no entanto, foi mais ruidoso do que Cunha esperava. A ponto de aguardar, sem sucesso, uma reparação do ex-aliado, na noite passada. Um grupo de 15 deputados já apresentou pedido de afastamento de Eduardo Cunha do comando da Casa e seu único ponto de apoio, com capacidade para segurá-lo no posto, cedeu. O PSDB, que até a semana passada dava sustentação ao parlamentar carioca, já passa a considerá-lo uma ameaça ao discurso jacobino da direita.

Até a proteção da mídia conservadora, que ainda mantinha Eduardo Cunha longe dos holofotes da opinião pública, começa a transparecer os primeiros sinais de fadiga. Na edição desta semana, a revista Época dispara mais um petardo contra o presidente da Câmara Federal, na reportagem intitulada A derrocada de Eduardo Cunha.

Em entrevista a um programa na TV aberta, neste domingo, o líder da bancada peemedebista na Câmara, Leonardo Picciani – principal aliado de Cunha no partido – tentou acalmar aqueles que preveem um período conturbado no Legislativo, caso o STF aceite a denúncia de Janot. O presidente da Câmara seguirá “os ritos democráticos, como não poderia deixar de ser”, segundo o parlamentar.

Esquema de corrupção
“Rápido, incansável, agressivo e acuado em uma situação muito delicada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB, causa apreensão em Brasília. Na tarde da quinta-feira, dia 20, colegas do PMDB souberam que Cunha mandou ao vice-presidente da República, Michel Temer, aquele clássico aviso de ‘não vou cair sozinho’, disparado quando a tensão fica alta na região mais escura do espectro político. Durante anos, Cunha e Temer foram muito próximos no PMDB. O governo sabe que não será poupado da ira de Cunha, apesar do discurso oficial otimista espalhado por ministros petistas”, afirma a revista semanal de propriedade das Organizações Globo.

Cunha tem até o próximo dia 10 para responder à denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual ele pede 184 anos de prisão para o possível réu. Cunha é um dos envolvidos no esquema de corrupção que drenou cerca de R$ 80 bilhões da Petrobras. Na peça jurídica encaminhada ao STF, Cunha é acusado, em 85 páginas, por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo Janot, ele teria recebido cerca de US$ 5 milhões em propinas, no contrato celebrado entre a estatal e a empresa coreana Samsung. Janot pede ao Supremo que Cunha devolva US$ 80 milhões – equivalentes a cerca de R$ 280 milhões.

Cunha teria usado a igreja a que pertence, a Assembleia de Deus em Madureira, Zona Norte do Rio, segundo investigações da Polícia Federal (PF), para lavar dinheiro e distribuir parte da propina arrecadada, durante sua campanha eleitoral. A Operação Lava Jato, da PF, Cunha estaria envolvido em outros crimes, ainda em fase de apuração.

‘Acordão’
“A ação de Janot desestabiliza Cunha severamente. Entretanto, devido ao cargo do deputado, a seu perfil pessoal e ao atual cenário político, torna-o ainda mais perigoso para a estabilidade do país”, afirmou Época. 

 “Cunha tende a ameaçar colegas como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também acusado pela Operação Lava Jato e que recentemente se aproximou da presidente Dilma Rousseff. Cunha pediu a aliados que aprovem a convocação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, para depor na CPI da Petrobras. Afilhado de Renan, Machado permaneceu 11 anos na Presidência da subsidiária da Petrobras, de onde saiu por ter sido mencionado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa como pagador de uma propina de R$ 500 mil”, acrescentou a reportagem da revista.

Em nota, Cunha negou as acusações, mas não tentou se explicar diante das denúncias. Preferiu atribuir a ação da Procuradoria-Geral da República a um complô entre Janot e o governo contra ele. Segundo afirmou, haveria um “acordão” que inclui a preservação de outro acusado pela Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros.

– Não participei e não participo de qualquer acordão e certamente, com o desenrolar, assistiremos à comprovação da atuação do governo, que já propôs a recondução do procurador, na tentativa de calar e retaliar minha atuação política – defende-se Cunha. 

 http://correiodobrasil.com.br/eduardo-cunha-prepara-saida-magistral-da-cena-politica/?ref=yfp

Tribunal pede esclarecimentos sobre inconsistências em contas de Aécio

Contas da campanha presidencial do senador, que teria deixado de declarar R$ 3,9 milhões em recebimentos estimáveis, ainda não foram julgadas pela Justiça Eleitoral


A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quer esclarecimentos sobre inconsistências encontradas na prestação de contas do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014. A decisão, de 14 de agosto, teve seus detalhes divulgados nesta segunda-feira (31).
O presidente do PSDB, Aécio Neves, em encontro de lideranças do PSDB em MG, nesta segunda
O presidente do PSDB, Aécio Neves, em encontro de lideranças do PSDB em MG, nesta segunda
As contas da campanha presidencial do parlamentar ainda não foram julgadas pela Justiça Eleitoral, que continua analisando os documentos contábeis apresentados.

Na análise preliminar das contas, os técnicos do TSE informaram que o comitê nacional da candidatura registrou doação de R$ 2 milhões da empreiteira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato, mas o registro da transferência não consta da prestação de contas do candidato.

Segundo os auditores, a campanha deixou de declarar R$ 3,9 milhões em recebimentos estimáveis. O valor foi declarado somente na prestação de contas final. Também houve divergência nos serviços jurídicos prestados pelos escritórios dos ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto e Carlos Velloso.

Nas notas apresentadas pela campanha constam R$ 56,3 mil e R$ 58 mil, mas os escritórios declararam R$ 60 mil em serviços prestados. Outros R$ 4 milhões recebidos não foram declarados pelos doadores.
Aécio Neves em protesto contra Dilma, em 16 de agosto:
Aécio Neves em protesto contra Dilma, em 16 de agosto: "Não há investigação sobre o PSDB"
No cruzamento dos dados de informações prestadas por doadores e candidatos, o TSE encontrou diversas omissões de despesas de serviços prestados. Entre as empresas está a S/A O Estado de São Paulo. De acordo com o TSE, constam três notas fiscais no CNPJ da empresa jornalística. Uma delas foi emitida no valor de R$ 52,885,30 e duas, de R$ 52.982,00.
Entre as providências requeridas, a ministra pediu que a campanha de Aécio justifique ausência de registro de doações recebidas na prestação final de contas, esclareça divergências entre valores apresentados e os dados informados pelos doadores.

Em entrevista em Belo Horizonte, nesta segunda-feira, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, disse que todos os esclarecimentos solicitados pelo TSE já foram apresentados. Segundo o senador, as inconsistências são “coisas eminentemente formais”.

“O que existiu, em centenas de milhares de lançamentos, são dúvidas em relação a determinados lançamentos. Os advogados já comunicaram as correções ao Tribunal Superior Eleitoral. Não há nenhuma investigação sobre as contas do PSDB”, afirmou o tucano.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-08-31/tribunal-pede-esclarecimentos-sobre-inconsistencias-em-contas-de-aecio.html

Estado Islâmico acorrenta quatro reféns e os queima vivos no Iraque.

Imagens bárbaras se juntam a outras divulgadas anteriormente pelos terroristas que dominam território no Oriente Médio.
Iraquianos classificados como espiões segundos antes de serem consumidos pelas chamas
Reprodução
Iraquianos classificados como espiões segundos antes de serem consumidos pelas chamas.
Acorrentados pela cintura, braços e tornozelos, quatro prisioneiros vestidos de laranja aguardam o fim em um amplo cenário desértico no Oriente Médio. Uma pequena trilha feita com petróleo é disposta na direção dos homens. De repente, um carrasco mascarado ergue uma tocha e encosta as chamas no combustível. Os prisioneiros agitam os corpos em desespero. Em poucos segundos, os quatro são consumidos pelo fogo. 

As chocantes imagens fazem parte do novo vídeo de execução de reféns divulgado pelo Estado Islâmico, na segunda-feira (31). E mostram que o grupo segue com seu claro objetivo de, além de aterrorizar o mundo e aniquilar seus "inimigos", fazê-lo de forma sempre diversa, a fim de nunca deixar de chocar com novas formas de assassinar.
Liderança do Estado Islâmico discursa pouco antes de chamas serem acesas no deserto
Divulgação
Liderança do Estado Islâmico discursa pouco antes de chamas serem acesas no deserto
Em seus primeiros vídeos, no ano passado, os terroristas focavam suas execuções por meio da decapitação de prisioneiros. Foi assim, por exemplo, com os jornalistas James Foley e, mais recentemente, Kenji Goto. Mas logo foram surgindo novas formas de exibir as mortes.

Em fevereiro, um piloto turco foi queimado vivo dentro de uma jaula; em junho, 16 homens, identificados pelo Estado Islâmico como espiões, foram mortos afogados dentro de uma gaiola. Os vídeos dos terroristas também trazem execuções por meio de explosões, fuzilamento, apedrejamento, entre outras formas de violência.
Liderança do Estado Islâmico discursa diante dos reféns, todos vestidos em laranja, no Iraque
Divulgação
Liderança do Estado Islâmico discursa diante dos reféns, todos vestidos em laranja, no Iraque
Mortos são iraquianosDe acordo com os terroristas do EI, que reivindicam a fundação de um califado em uma ampla área que abrange parte dos territórios sírio e iraquiano, os quatro homens foram executados sob a acusação de serem espiões xiitas do governo do Iraque. Antes de serem mortas, as vítimas foram obrigadas a assistir a mutilações e assassinatos cometidos por militares iraquianos contra o Estado Islâmico.

Assim como nos vídeos anteriores, as imagens do novo material do grupo são acompanhadas por uma canção em árabe que se tornou uma espécie de trilha-sonora dos terroristas para os takes das execuções. Desde o ano passado, todos os vídeos oficiais de assassinatos cometidos pelo EI são acompanhados pela música.
Momento em que fogo começa a atingir corpos dos reféns; vídeo foi divulgado na segunda-feira
Divulgação
Momento em que fogo começa a atingir corpos dos reféns; vídeo foi divulgado na segunda-feira.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-09-01/estado-islamico-acorrenta-quatro-refens-e-os-queima-vivos-no-iraque.html

TSE vai continuar julgamento de ação contra campanha de Dilma

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (31) que vai dar continuidade à apuração e julgamento de processo contra a campanha da presidenta Dilma Rousseff, mesmo após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter se manifestado pelo arquivamento de parte da ação que contesta contratação de uma gráfica. O tribunal não tem prazo para concluir o julgamento.

Janot argumentou que as contas de campanha de Dilma foram aprovadas pelos ministros do TSE, com ressalva, em dezembro passado e o prazo para recursos terminou.  O procurador disse ainda que não há indícios de irregularidade na contratação da gráfica VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda pela campanha de Dilma. A manifestação de Janot foi em resposta a um pedido do vice-presidente do TSE, Gilmar Mendes, relator da prestação de contas da campanha eleitoral, para investigação da gráfica.

No despacho, datado de 13 de agosto, Janot disse que “outro fundamento para o arquivamento ora promovido: a  inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonista – exagerados – do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores”.

Segundo o texto, os fatos apontados pelo vice-presidente do TSE não apresentam “consistência suficiente para autorizar, com justa causa, a adoção das sempre gravosas providências investigativas criminais”.

Assessores do ministro Gilmar Mendes informaram que foram reunidos documentos e informações noticiadas pela imprensa para pedir a investigação.

O processo teve início após denúncia apresentada pela Coligação Muda Brasil, do então candidato Aécio Neves (PSDB). Na denúncia, a coligação questiona várias pontos da campanha de Dilma, entre eles o pagamento de R$ 16 milhões à gráfica citada para impressão de material de campanha. Segundo a ação, a gráfica não funciona no endereço informado e não teria estrutura para concluir o serviço. A coligação também questiona o motivo de todo o material, que seria distribuído em várias cidades do país,ter sido entregue em um único endereço de Porto Alegre.

O TSE informou que, além do Ministério Público, foram encaminhados pedidos de apuração a outros órgãos, como a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), para se manifestarem e investigarem a origem da empresa. 

Oposição
Partidos de oposição na Câmara criticaram a decisão de Janot. Em nota, divulgada neste domingo (30), os líderes Rubens Bueno (PPS), Carlos Sampaio (PSDB), Arthur Maia (SD) e Mendonça Filho (DEM) destacaram que o despacho do procurador-geral “causou estranheza” às legendas. 

“No processo eleitoral, eleitores, partidos, Justiça Eleitoral e Procuradoria têm papéis distintos e complementares e é fundamental que todos cumpram o que lhes cabe, com equilíbrio e isenção”, afirmaram.

Os deputados destacaram que maioria dos ministros do TSE votou a favor do prosseguimento da ação “para investigar as graves denúncias de ilícitos, alguns deles apontados não pelas oposições, mas por colaboradores no bojo da Operação Lava Jato, que vem tendo como justo 'protagonista' exatamente o Ministério Público Federal, o que justificaria ainda mais o avanço das investigações”. Com Agência Brasil.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/tse-continua-a-julgar-a%c3%a7%c3%a3o-contra-campanha-de-dilma/ar-AAdNP1v?ocid=spartandhp

PF deve indiciar Dirceu por corrupção elavagem de dinheiro

A Polícia Federal indicia nesta terça-feira, 1, o ex-ministro José Dirceu por envolvimento no bilionário esquema de cartel e corrupção desbaratado na Petrobrás, pela Operação Lava Jato, e que teria vigorado em outras áreas do governo. Condenado e preso pelo mensalão, o ex-chefe da Casa Civil (governo Lula) será indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Dirceu está preso desde 3 de agosto, em Curitiba – sede das investigações da Lava Jato -, acusado de receber propina por meio de falsas consultorias prestadas à empresas com contratos no governo federal, por meio de sua empresa a JD Assessoria e Consultoria.

Além de apontar o recebimento de valores de contratos da Petrobrás, o indiciamento de Dirceu espraia as frentes de investigação da Lava Jato para outros setores, como o caso do contrato da Consist Software, no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a partir de 2010.

O indiciamento pelo delegado da Polícia Federal Márcio Adriano Anselmo serve como base para o Ministério Público Federal apresentar ainda esta semana denúncia criminal contra Dirceu, que é considerado pela força-tarefa da Lava Jato um dos líderes do esquema dentro do núcleo político.

Dirceu é considerado um dos “cabeças que tomam as decisões”. “Não são operadores, essas pessoas dizem ‘faça’ e os outros fazem. Eles não tomam nota, não fazem reuniões com operadores financeiros. Simplesmente têm uma função de colocar as pessoas nos lugares certos e de determinar. José Dirceu, evidentemente, colocou Duque (Renato Duque) na função de diretor da Diretoria de Serviços da Petrobrás. Colocou Paulo Roberto Costa ( Diretoria de Abastecimento) atendendo a pedido de José Janene (ex-deputado, réu do Mensalão, morto em 2010)”, afirmou o procurador da República Carlos Fernando Lima, no dia 3 de agosto quando o ex-ministro foi preso preventivamente.
Trecho de laudo que inclui JD em recebedora de propina© Foto: ReproduPFção Trecho de laudo que inclui JD em recebedora de propina
Frentes. O ex-ministro da Casa Civil é investigado em pelo menos cinco frentes. Em uma delas, Dirceu é apontado como um dos recebedores de propina da empreiteira Camargo Corrêa, nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – iniciada em 2007 e com superfaturamento e desvios já comprovados e reconhecidos pela Petrobrás. Para a Lava Jato, as consultorias de Dirceu após ele deixar o governo Lula, em 2005, serviram para ocultar propina.

A JD recebeu entre 2006 e 2013 pelo menos R$ 39 milhões, sendo pelo menos R$ 9 milhões de empreiteiras do cartel que atuava na Petrobrás, em conlui com políticos do PT, PMDB e PP, que recebiam de 1% a 3% dos grandes contratos fraudados.

Por seu papel de liderança, a PF considera tem elementos para apontar que a atuação do ex-ministro não se restringia aos contratos de obras da Petrobrás. Ele será responsabilizado pelo recebimento de vantagens pelo favorecimento a duas empresas na áreas de serviços da estatal: a Hope Recursos Humanos e a Personal.

Dirceu também seria o recebedor de propina do contrato da Consist, envolvendo empréstimos consignados para servidores federais via Ministério do Planejamento, a partir de 2010 – quando a pasta era comandada por Paulo Bernardo.

Nesse caso, a PF diz que há o suposto envolvimento do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto na distribuição de propinas e que o dinheiro também foi usado para “pagamento de José Dirceu”.

O indiciamento do ex-ministro também trata da suposta lavagem de dinheiro cometida pelo ex-ministro, por meio de reformas e compras de imóveis. O lobista e operador de propinas Milton Pascowitch foi uma das peças chave para a PF.

Em acordo de delação premiada, ele confessou ter pago uma reforma de R$ 1,3 milhão em imóvel adquirido por Dirceu, em Vinhedo, bem como ter participado da compra do imóvel onde funcionava a JD Assessoria, em São Paulo.

Parcial. Diante de uma série de frentes de investigações envolvendo a suposta atuação de Dirceu no esquema alvo da Lava Jato, o relatório da PF desta terça-feira será parcial. Ainda sem alguns laudos e análises de material apreendido concluídos, a PF vai pedir o indiciamento de Dirceu, sem fechar portas para novas imputações.

Sua suposta atuação envolvendo a mulher de um ex-ministro do Peru, os recebimentos de empresas de outros setores via JD como o do ramo farmacêutico e o de comunicações, ainda seguem no radar da PF.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ROBERTO PODVAL, QUE DEFENDE JOSÉ DIRCEU
O advogado penalista Roberto Podval disse que não o surpreende o indiciamento de José Dirceu pela Polícia Federal. “O indiciamento é natural, surpreenderia se fosse o contrário. Ele está preso há praticamente um mês, não teria o menor sentido a Polícia Federal entender a essa altura que não há indícios de crime.”

Para Podval, ‘o próprio pedido de prisão preventiva já é uma declaração de que, para os olhos da Polícia, há indícios’.
Nesta segunda-feira, intimado para depor na PF, Dirceu ficou em silêncio, por orientação de Podval. “Não tivemos acesso a todos os documentos, nem à colaboração de Ricardo Pessoa (empreiteiro delator). Entreguei uma petição explicando os motivos de (Dirceu) não responder às perguntas. O delegado nem fez perguntas diante disso. Durou cinco minutos.”

Roberto Podval destaca que mantém a linha de defesa com relação aos crimes imputados a Dirceu. “Não há qualquer ato ilícito da parte dele, não recebeu propinas em momento algum. Pela JD Assessoria e Consultoria efetivamente prestou serviços às empresas que o contrataram.”

Sobre a acusação da força-tarefa da Operação Lava Jato de que Dirceu foi o ‘instituidor’ do esquema de cartel e propinas na Petrobrás, o criminalista é taxativo. “Dirceu não é e nunca foi chefe de organização criminosa.”

Podval faz uma ponderação. ‘Tudo demonstra, pela diferença de valores obtidos entre os operadores (de propinas) e Dirceu, que efetivamente as coisas não são como dizem. Ele (ex-ministro) não é chefe de coisa nenhuma.”

O advogado se refere aos pagadores de propinas da Lava Jato que movimentaram somas milionárias em paraísos fiscais, como Pedro Barusco, ex-gerente de Engenharia da Petrobrás, e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. “Dirceu está devendo na praça, precisa de recursos para se manter e à sua família. Onde é que está todo esse dinheiro que atribuem (a Dirceu)?”

O criminalista ressalta que todos os valores que transitaram pelas contas do ex-ministro ou da JD Assessoria estão declarados ao Imposto de Renda. “São valores que ele declarou, de fato, e consequentemente recolheu impostos devidos. Não há nenhuma incompatibilidade.”

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/pf-indiciar%c3%a1-dirceu-por-corrup%c3%a7%c3%a3o-e-lavagem/ar-AAdOhFX?ocid=spartandhp