sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ex-diretor da Petrobras volta para carceragem da Polícia Federal

 

Justiça ainda vai julgar um pedido para transferir suspeito para Presídio Federal de Catanduvas
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da PetrobrasMarcos Arcoverde/Estadão Conteúdo
 
O juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou nesta sexta-feira (2) o retorno do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
 
A medida foi tomada para garantir a integridade física de Costa, investigado na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.
 
Após ser preso, o ex-diretor permaneceu na carceragem da PF até decisão do juiz, que prorrogou a prisão dele, após receber denúncia por suspeitas de fraudes em contratos da Petrobras.
 
Depois da decisão, Paulo Roberto Costa foi transferido para o Presídio de Piraquara, em Curitiba. O magistrado ainda vai julgar um pedido para transferi-lo para o Presídio Federal de Catanduvas.
 
Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava-Jato desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), os acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.
 
Segundo a polícia, o grupo investigado, “além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil”, é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes como tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas, além de desvio de recursos públicos.
 
A operação foi intitulada Lava-Jato porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro.
 

Suspeito vai a lan house, acessa própria foto em site de procurados e é localizado pela polícia

 

Segundo as investigações, Renildo Rosa e a irmã esquartejaram duas pessoas no Rio
A polícia oferecia recompensa de R$ 1.000 pela captura de Renildo Rosa, suposto traficante da Cidade de DeusReprodução Rede Record
 
Renildo Rosa, de 44 anos, suspeito de dois assassinatos e de participar do tráfico de drogas na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio, foi preso em uma lan house no Rio. Ele acessou a própria foto no site de procurados pela Polícia Civil e não percebeu que estava sendo observado por uma pessoa, que chamou a polícia.
 
A recompensa pela captura dele era de R$ 1.000. Após a prisão, os investigadores acharam também a irmã do suspeito, Daniela Rosa, que teria ajuda Renildo a esquartejar duas pessoas e lançar os corpos em um rio.
 
Na delegacia, ambos negaram envolvimento com os homicídios e o tráfico de drogas. O delegado José Luis Duarte contou à reportagem da Record que os irmãos Rosa e o pai, Renê Afonso, que já morreu, coordenavam a venda de entorpecentes na localidade conhecida como Santa Efigênia, na Cidade de Deus. Um quarto integrante da quadrilha foi preso em 2013.
 

Paciente tem perna imobilizada com galões d’água em hospital no centro do Rio

 

Ivanildo Alves de Lira espera por cirurgia há quase três semanas no hospital Souza Aguiar
Dois galões amarrados à cama prendem a perna de IvanildoReprodução Rede Record
 
Ivanildo Alves de Lira, de 38 anos, que fraturou o fêmur em um acidente de moto, está com uma das pernas imobilizada por dois galões d’água de cinco litros cada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio.
 
Ele reclama que já está há quase três semanas internado na unidade e, além de não contar com a infraestrutura adequada, não tem previsão para passar por uma cirurgia. O rapaz, que trabalha como mototaxista, entrou no hospital em 11 de abril. Segundo a família, os médicos ainda não apresentaram um laudo sobre a situação clínica dele.
 
Em nota, a direção do Souza Aguiar informou que Ivanildo de Lira Alves já passou por um procedimento cirúrgico assim que deu entrada. “Ele está recebendo o tratamento indicado e será submetido a uma segunda cirurgia ortopédica, necessária para seu caso”, informou o hospital.
 

O garoto estava na lanchonete com o pai quando foi atingido com um tiro no coração

 

Vítima da violência que sonhava em combater, Elias Martins Simplício, de 10 anos, foi morto por uma bala perdida na noite de ontem, em Nova Betânia, em Viana. O garoto, que tinha o sonho de ser policial, estava em uma lanchonete com o pai quando foi atingido por um tiro no peito.

Segundo a polícia, o alvo dos criminosos era Diego Rafael Araújo, de 25 anos. Ele estava passando pela Rua das Palmas, por volta das 20h, quando dois homens em uma motocicleta o abordaram e atiraram contra ele. A polícia, que estava a dois quilômetros do local, escutou mais de dez tiros. Diego tinha passagem por tráfico e uso de drogas.
Jobes Freire, pai de Elias Matias , que foi morto vitima de bala perdida no bairro Nova Bethania, Cariacica
Elias estava com o pai, o mecânico Jobes Freire Simplício, de 40 anos, dentro de uma lanchonete, em frente ao local do crime. Uma das balas acabou atingindo o peito do garoto.

“Quando cheguei do serviço, Elias me pediu para sairmos para lanchar. Quando me virei para pegar um refrigerante na lanchonete escutei os tiros. Olhei para meu filho e ele estava agachado, do meu lado, mas achei que estava tentando se esconder. Quando o peguei no colo, vi que as costas sangravam e ao levantar a camisa dele, percebi que tinha sido atingido”, contou.

Jobes socorreu o filho e o levou, ainda com vida, para o pronto-atendimento do bairro Arlindo Vilaschi, em Viana. O tiro atingiu o coração do garoto e ele acabou morrendo. Elias morava com o pai e, segundo a família, era muito inteligente e responsável. Abalado, Jobes disse que espera justiça divina.

“Ele era meu único filho, meu amigo, meu irmão, meu camarada. Espero que Papai do Céu tenha misericórdia não só da minha família, mas da família do outro rapaz que morreu. Não quero justiça da Terra, quero a de Deus. Ele pode tudo. Ele sempre falava que queria ser policial”, desabafou.
 
 

Rachel Sheherazade deve fechar contrato com a Band na semana que vem

 

Ivete Sangalo revela segredo de beleza e afirma: “Não existe mulher mais ou menos” - 1 (© Rio News)
 
 
 
SÃO PAULO – Silvio Santos bem que tentou, mas as chances de perder um dos grandes nomes do Jornalismo do SBT só tem aumentado.
 
O motivo? Avançaram as negociações entre a Band e a jornalista Rachel Sheherazade, apresentadora do “SBT Brasil”.
 
Funcionários de ambas emissoras teriam garantido que a contratação da âncora pelo canal do Morumbi pode ser anunciada na semana que vem, de acordo com o “Notícias da TV”.
 
Se Sheherazade, de fato, for para a Band, ela deverá ganhar R$ 350 mil por mês, R$ 100 mil a mais do que na emissora da Anhanguera. O contrato, aliás, será de quatro anos.
 
E seu destino na grade de programação da emissora também já foi traçado. Rachel deverá ser o terceiro membro da bancada do “Jornal da Band”, famoso por ter uma linha crítica ao governo federal, ao lado de Ricardo Boechat e Ticiana Villas Boas.
 
Vale ressaltar que a apresentadora mostrou interesse em trocar de TV depois que o SBT anunciou, no início de abril, que seus apresentadores não vão mais emitir comentários pessoais em seus telejornais.
Isso porque a jornalista virou notícia ao afirmar que achava 'compreensível' a atitude de um grupo de 'justiceiros' que amarrou a um poste um suposto assaltante de 16 anos, no Rio de Janeiro, em fevereiro.
 
Para Sheherazade, a medida foi uma espécie de censura.
 

Jovem é suspeito de matar amigo a facadas após assistir filme de serial killer

 

Eles eram amigos de infância e vítima teria ‘desafiado’ colega a matá-lo
Um jovem de 18 anos é suspeito de ter assassinado um amigo de infância após ser ‘desafiado’ por ele durante um filme de terror sobre serial killer. O crime ocorreu em um luxuoso bairro de Curitiba, no Paraná. Na delegacia, o suspeito afirmou que não lembra o que aconteceu porque havia usado drogas e ingerido grande quantidade de bebida alcoólica. Na imagem, Guilherme Toniollo, de 27 anos, que foi morto a facadas
 

Lula diz que Dilma não deve temer protestos na Copa

 

Ex-presidente também criticou ato de racismo contra o jogador Daniel Alves 
Lula recebe título de Cidadão Honorário de Santo André, em SP Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Em discurso durante uma cerimônia em Santo André, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira (30), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a realização da Copa do Mundo no Brasil e disse não ter medo de manifestações durante o evento.
 
— Não temos que ter preocupação se vai ter passeata ou protesto. Imagina se nessa altura do campeonato, com 68 anos, dos quais 38 fazendo protesto, eu vou ter medo de protesto? A Dilma com 20 anos, a 'bichinha' estava presa, foi torturada, tomou choque pra tudo quanto é lugar, por protestar. Ela agora vai ter medo de protesto? [...] Quem quiser protestar que proteste. O que nós temos que garantir é a realização da Copa do Mundo. Garantir e torcer para que o Brasil não dê o vexame de 1950. Aí vai ter protesto.
 
Admitindo estar mais calado quanto a temas polêmicos, o ex-presidente opinou sobre as manifestações promovidas recentemente no Brasil.
 
— Essa juventude que muitas vezes faz rebeldia sem saber o porquê precisaria discutir um pouco mais de política.
 
Ele também comentou o ato de racismo contra o jogador de futebol Daniel Alves nesta última semana.
 
— O que explica um cafajeste jogar uma banana no campo no Daniel Alves no jogo do Barcelona, se não é a ignorância sólida de um ser humano?
 
O ex-presidente recebeu o título de Cidadão Honorário de Santo André do prefeito da cidade, Carlos Grana (PT). A ministra do planejamento, Miriam Belchior, também esteve presente na solenidade. Ele disse estar viajando pelo mundo para fazer um “confronto” à imagem negativa que estaria sendo criada do Brasil em decorrência das críticas à organização da Copa do Mundo.
 
— O que nós temos que compreender é que uma Copa do Mundo não se trata de dinheiro. Eu vejo as pessoas tentando justificar [as críticas] dizendo que vai entrar R$ 2 bilhões, 3 bilhões, 4 bilhões. Não importa quanto vai entrar. A Copa do Mundo é um estado, um encontro de civilizações em que o Brasil tem que mostrar a sua cara do jeito que é, o nosso povo do jeito que é. Nós não temos que esconder ninguém.
 
Recados à oposição
O ex-presidente citou ainda programas feitos durante as gestões do PT no governo federal e mandou um recado aos opositores.
 
— Eles que não gostam de nós e têm preconceito contra o PT não é pelas coisas erradas que nós fazemos, é pelas coisas certas. Porque o Prouni [Programa Universidade para Todos] e o Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] permitem que a filha da emprega doméstica possa ser médica, que o filho do pedreiro possa ser engenheiro, que o filho do jardineiro do cemitério possa ser diplomata.
 
Lula também criticou a abordagem da imprensa sobre as políticas realizadas durante a sua gestão e a atual gestão de Dilma à frente do Palácio do Planalto.
 
— Fico imaginando como imprensa me tratava quando eu era presidente, fico vendo como é que a imprensa trata a Dilma no governo. Eles não precisam falar bem de nós, não estamos pedindo, nós só queríamos que falassem a verdade, que não traduzissem as palavras, mas que as publicassem, tal como nós a proferimos. Quando eu falava ‘menas’ laranja eles [da imprensa] publicavam.
 

PT irá acabar como partido dentro de oito anos, diz prefeito de BH

 

Em encontro com empresários, Márcio Lacerda (PSB) afirma que partido precisa de reciclagem
 
Em encontro com empresários, Márcio Lacerda (PSB) afirma que partido precisa de reciclagem
 
Avaliando o distanciamento que há entre o PT e o mundo empresarial, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), disse que, caso o PT não se recicle, irá "acabar como partido" em um prazo de oito anos.

— Em 2012, eu disse que o PT iria perder aquela eleição contra mim [na disputa pela prefeitura de BH] e, se não se reciclasse, iria acabar como partido. Dois desses anos já foram. Faltam oito para ele se reciclar ou acabar. É um processo de envelhecimento e desgaste esse processo de aparelhamento terrível da máquina pública que o PT vem fazendo com um projeto de poder colocado na frente de um projeto de País.

Lacerda está no Fórum de Comandatuba, na Bahia, evento que reúne políticos e empresários para debater "uma agenda de desenvolvimento para o País". Participam do encontro os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), com sua fiel escudeira e vice dele na disputa ao Planalto, a ex-senadora Marina Silva.

 A presidente Dilma Rousseff foi convidada a participar, mas não pôde comparecer pois estará na abertura do encontro nacional do PT, em São Paulo. Dos petistas, apareceu somente o governador baiano Jaques Wagner, daí o comentário de Lacerda.

Eleições

O prefeito de Belo Horizonte disse que deve apoiar o candidato tucano na disputa pelo governo de Minas, apesar de ele próprio ter sido convidado pelo PSDB para ocupar o posto.

— Nunca pretendi deixar a prefeitura. Sempre tive a e intenção de terminar o mandato. Em setembro do ano passado, cheguei a ser convidado pra ir pro PSDB para ser o candidato deles, mas, se eu faço essa mudança, viro automaticamente pré-candidato e a gestão já acabaria.

Questionado se estaria dividido entre os palanques de Campos e Aécio, já que o PSB tem cargos e é um histórico aliado do PSDB no Estado, Lacerda mineiramente desconversou.

— Não exite prefeito de capital envolvido em pré-candidatura. tem que cuidar da cidade. isso vai se resolver na época da Copa.

Policial que salvou crianças de chacina em escola no Rio é preso por roubo

 

Denilson Francisco de Paula foi condenado por integrar a “gangue das calcinhas”
O PM Denilson de Paula foi condecorado na época da chacina
 
O policial militar Denilson Francisco de Paula, que ajudou a salvar crianças da escola Tasso da Silveira durante u massacre em abril de 2010, na zona oeste do Rio, foi preso por roubo.
 
Ele já havia sido condenado em setembro de 2013 por integrar a “gangue das calcinhas”, uma quadrilha especializada em roubar caminhoneiros que transportavam lingeries para Nova Friburgo, na região serrana do Rio. Segundo as investigações, o bando exigia dinheiro dos motoristas e roubava também uma parte das cargas.
 
O PM Denilson de Paula, que chegou a ser condecorado pela bravura na época da chacina da escola, ficou preso entre setembro de 2013 e abril deste ano, quando ganhou liberdade. No entanto, no último dia 24, ele voltou para a cadeia por uma outra condenação
 
 
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/policial-que-salvou-criancas-de-chacina-em-escola-no-rio-e-preso-por-roubo-02052014
 

Pagaremos um preço porque algumas obras não ficarão prontas para a Copa, diz ministro do Turismo

 

Em entrevista exclusiva ao R7, Vinicius Lages falou sobre os ajustes no planejamento do Mundial
Lages (2º da dir. para esq.) durante a posse como ministro do Turismo17.03.2014/Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
 
O Brasil vai pagar um preço porque algumas obras planejadas para a Copa do Mundo não ficarão prontas até o início do torneio. A opinião é do ministro do Turismo, Vinicius Lages.
 
Em entrevista exclusiva ao R7, Lages afirmou que algumas obras não ficarão prontas porque os empreendimentos tiveram de ser ajustados, e que essas mudanças fazem parte de “um planejamento estratégico”.
 
Para ele, apesar desse “preço a pagar”, há um exagero no debate sobre as obras terminarem ou não até o Mundial começar.
 
— Acho que há uma certa hipertrofia do debate sobre infraestrutura, se vai terminar, não vai terminar. [O debate é] muito de curto prazo, como se tudo tivesse que estar pronto no apito final. A gente paga um preço porque algumas coisas não vão ficar prontas. Outras talvez foram reescalonadas dentro de um planejamento estratégico de montagem da infraestrutura de um país continental.
 
O ministro declarou que a taxa de ocupação de alguns hotéis durante o Mundial deve ficar abaixo das expectativas, mas descartou que tenha havido excesso de otimismo entre o empresariado nacional.
 
— Pode ser que no caso de São Paulo, ou em outros jogos específicos, que você tenha preços mais baixos e também uma taxa de ocupação mais baixa do que a prevista. (...) Claro que há hotéis iniciados que não vão terminar agora, que vão demorar um pouco mais. Cidades como Cuiabá, Manaus, que têm uma oferta hoteleira que pode ter sido ampliada para previsão de uma certa ocupação na Copa, terão que ter estratégias muito mais cuidadosas.
 
O ministro lembrou que, durante as Olimpíadas de Londres (2012) e a Copa da Alemanha (2006), nem tudo saiu como planejado, destacando que ajustes fazem parte do planejamento e que eles não prejudicarão o Mundial no Brasil.
 
Lages ainda criticou a taxa de investimento do País (em torno de 18% do PIB), ressaltando que, para alcançar um crescimento superior a 4%, o Brasil teria que elevar essa porcentagem de investimento.
 
Engenheiro agrônomo com doutorado em economia, Lages é alagoano, tem 56 anos e assumiu o ministério em março, durante o último ciclo de mudanças da presidente Dilma Rousseff. Ele é o sexto ministro da pasta, criada em 2003 durante o governo Lula, e apenas o segundo com perfil técnico.
 
Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
 
R7 — Ao longo das últimas semanas, noticiamos que algumas cidades-sede estão com baixa taxa de ocupação hoteleira, faltando pouco tempo para o início da Copa. Os empresários superestimaram os ganhos econômicos que o evento poderia trazer?
Vinicius Lages — Até recentemente, a grande atenção da mídia eram os preços altos, que significa uma demanda aquecida pela lei natural do mercado. De repente você reverte [a cobertura] para uma capacidade ociosa.
Ainda existem aproximadamente 1 milhão de ingressos não vendidos, que serão vendidos pela Fifa até a reta final. A Fifa vende até no dia do jogo, até 13 de julho está valendo. Então ainda vai continuar tendo demanda para esses hotéis. Cruzando dados de informações sobre estrangeiros e brasileiros que já compraram ingressos, não dá para dizer em absoluto agora que vamos ter uma taxa x ou y de ociosidade.
São Paulo (que atualmente tem 24% de leitos ocupados) é uma questão mais evidente nessa atenção ao tema. A cidade já tem uma capacidade de acolhimento grande durante o ano. São Paulo realiza grandes eventos, mas não irá realizar alguns
Mas alguns eventos que normalmente aconteceriam nesse período (maio, junho e julho) não acontecerão. Isso pode ter [levado a] uma certa oferta não ser aproveitada pelos turistas durante a Copa.
Além disso, o que vem ocorrendo às vésperas do Mundial é a queda dos preços de hotéis.
É mais um ajuste, digamos assim. Tem preços elevados, mas ajustados. Ontem mesmo (23/04), duas pessoas poderiam comprar aqui em Brasília e pagar 600 reais [pelo quarto duplo em hotel] no dia de jogo.
À medida que o evento se aproxima os preços podem cair mais ainda?
Pode cair sim. Ou dependendo da posição final das reservas, se forem sendo ocupadas, você pode ter um preço estabilizado. Então não dá para dizer ainda [como vai ficar o preço final de hospedagem nem a taxa de ocupação]. Vamos esperar que as vendas de ingressos cheguem ao limite para rentabilizar e ter a movimentação completa.
No curto prazo, nas estimativas que estamos fazendo para ajustar a oferta de hospedagem com a demanda existente, não está dando gap em nenhuma das cidades. Estamos trabalhando inclusive em algumas para ter um reforço (...). Pode ser que, no caso de São Paulo, ou em outros jogos específicos, dependendo dos números finais (...), que você tenha preços mais baixos e também uma taxa de ocupação mais baixa do que a prevista.
Mas a grande questão é no médio e longo prazo, [quando] essas cidades retomarão a sua atividade normal. Aí teremos cidades que ampliaram significativamente [a oferta hoteleira], ou que pelo menos ajustaram a oferta, como no caso do Rio de Janeiro, onde não tem e não terá problema de ociosidade no futuro.
Mas há cidades, como Cuiabá, que ampliaram exageradamente sua oferta hoteleira.
Mas eles já deram freio. Inclusive a conclusão de certos hotéis não vai ocorrer agora para a Copa. Então há uma oferta que foi redimensionada em função desse ajuste mesmo de planejamento. Claro que há hotéis iniciados que não vão terminar agora, que vão demorar um pouco mais.
Preocupa? Eu diria que cidades com Cuiabá, Manaus, que têm uma oferta hoteleira que pode ter sido ampliada para previsão de uma certa ocupação na Copa, vão ter que ter estratégias muito mais cuidadosas.
Pensando no pós-Copa, é ter uma capacidade de estimular o turismo interno e montar estratégias para que a gente possa se manter, em um País que já tem uma capacidade de atração de eventos bastante grande.
Em 2003, quando o ministério foi criado, estávamos em 19º lugar em termos de eventos internacionais, e agora vamos para a 7ª posição, com quase um evento internacional por dia, e com alguns eventos de porte bastante significativo.
A grande questão que se coloca no médio e longo prazo é como podemos aproveitar melhor essa infraestrutura e mobilidade. Se olhar Brasil daqui um ou dois anos — esquecendo esse período da Copa, [após esse debate] se está pronto ou não está pronto —, se olhar para longe no turismo, temos absoluta certeza que vamos ter melhor mobilidade, melhores hotéis, melhores bares e restaurantes, mais empresas capacitadas em logística, de traslado, etc.
Acreditamos que [trabalhando] todos juntos podemos manter uma capacidade intensa de atração. E repensar a funcionalidade desses equipamentos, das arenas, etc., sobretudo em cidades como Cuiabá. Mas Cuiabá tem que ser pensado não só numa perspectiva estadual: “Ah, não tem time de futebol, então não vai se viabilizar”. Não, tem que ser pensado como uma região turística do Brasil, que se preparou e vai ter uma oferta de serviços e hotelaria, aeroporto, mobilidade urbana infinitamente melhor do que já teve durante todo esse tempo, e vai poder montar uma estratégia para manter essa atividade turística e da economia de serviços funcionando. Não vamos cruzar os braços após a Copa.
Mas esse ajuste de ofertas não tem a ver com a expectativa? Não houve uma expectativa mais elevada com esse torneio de curta duração?
Eu tenho dificuldade de colocar de forma muito categórica se houve ou não um direcionamento dessa expectativa maior do que deveria. Não queria me colocar tanto nesse ponto, se o empresário errou no seu planejamento...
Acho que tem um conjunto de fatores que levaram sim — inclusive, alguns questionam por que tal Estado, por que outro não, mas essa é uma Copa que possibilitou integrar o País, é uma copa inclusiva (...). Agora, pode ter, e o caso de Cuiabá, o fato de que alguns hotéis deram uma revisada no seu cronograma de investimentos para não concluir tudo até a Copa já é uma inteligência empresarial estabelecida que está se colocando em campo. Ninguém precisa dizer, eles fizeram esse ajuste.
E no médio e longo prazo é um desafio que a gente tem no conjunto. A vida não para no apito final. É aí que começa meu desafio enquanto ministro do Turismo.
Estamos justamente falando de legado, alvo das principais críticas à Copa. O senhor diz que ele virá no longo prazo. Mas e quanto ao legado imediato? Temos ainda aeroportos em obras.
Já tem alguns [aeroportos] prontos, outros estão finalizando. Vamos amadurecer essas obras. O Brasil não vai parar [após a Copa]. Vai ter PAC 3, vamos ter outro conjunto de obras, o ministério continua com obras complementares para o turismo. No ministério, 88% dos recursos são para obras infraestruturais importantes. São às vezes pequenas obras de pavimentação, pontes, terminais que vão completando a infraestrutura turística. Duplicação de pontes, Recuperação de mercados, cidades históricas. Há também obras no PAC que atendem diretamente ao turismo. Esse conjunto de obras vai dar para o turismo uma capacidade de competir no médio e longo prazo muito grande.
No curto prazo, para você ter uma ideia: até hoje, 365.200 estrangeiros já adquiriram ingressos para a Copa. Isso já supera o número da África do sul. E junto com os turistas que virão com eles, mesmo que sem ingresso, se aproxima do número que a gente esperava. São turistas de 186 países.
E qual a expectativa de público do ministério? 
No período todo da Copa temos expectativa de circular 600 mil estrangeiros. Mas nós não criamos esse número, esse número vem sendo trabalhado há algum tempo, mas vamos ultrapassar os 500 mil.
E não é o turista de sempre. Recebemos em média 550 mil turistas internacionais por mês, o que dá cerca de 6 milhões de turistas por ano. Mas nesse período de baixa temporada recebemos um pouco mais de 300 mil por mês. Você tem novas nacionalidades, grupos turísticos que nos interessavam muito, visibilidade enorme pela transmissão desses jogos. Serão pelo menos 2 bilhões de telespectadores simultâneos, e mais de 30 bilhões cumulativo. 
Acho que tem uma certa hipertrofia do debate sobre infraestrutura, se vai terminar, não vai terminar.
Como assim "hipertrofia do debate"? 
[O debate é] muito de curto prazo, como se tudo tivesse que estar pronto no apito final. A gente paga um preço porque algumas coisas não vão ficar prontas e outras talvez foram reescalonadas dentro de um planejamento estratégico de montagem da infraestrutura de um país continental.
É claro que foi se ajustando [o planejamento]. Mas nós do turismo olhamos com um otimismo enorme de crescimento, porque vamos ter melhor infraestrutura, melhores empresas. Só de pequenas empresas foram mais de 15 mil capacitadas.
Em 2013, enquanto os brasileiros gastaram US$ 25,342 bilhões no exterior, os estrangeiros gastaram US$ 6,709 bilhões aqui. Mas essa perspectiva de crescimento não vai ser imediata. Vamos ter um boom em algum momento para reverter esse quadro?
 Boom não. Boom requereria várias questões. Algumas questões de infraestrutura se resolvem no curto prazo, e outras no médio, como melhor tecido de mobilidade, melhor infraestrutura aeroportuária, portuária, isso é um primeiro passo. Outra questão é que foi ampliado o número de voos internacionais. Mas é preciso ampliar a malha aérea como um todo, não só a conectividade entre o Brasil e outros continentes, mas ampliar a malha aérea dentro do Brasil. O número de aeroportos vai praticamente dobrar.
Mas não vai dobrar agora, vai levar uma década para isso. 
Exatamente, a partir de agora vamos nos preparar. Ficamos um tempão com 120 aeroportos plenamente operacionais, num País com mais de 5.400 municípios. Então precisa melhorar essa malha interna, criar mais voos frequentes. E aí vai resolver outra questão, que é ganhar espaço do mercado interno, porque mais gente vai fazer suas primeiras viagens nos próximos anos. Então temos que estimular esse turismo interno, até como freio ou alternativa ao invés de [o turista brasileiro] ir para Miami e gastar dólares preciosos para nossa balança.
Além disso, facilitação de vistos é outra medida que está sendo tomada, vistos eletrônicos, repensar a estratégia promocional, temos que fazer esforço junto com o setor privado. Estamos repensando o papel da Embratur nesse esforço. Acho que tem um ciclo vencido de uma estratégia que precisa ser repensada. [Temos que] integrar a promoção do País, não ter ações paralelas, buscar convergência de esforços entre órgãos, da Embratur, do próprio Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e do Ministério de Relações Exteriores, para você ter o destino Brasil e seus produtos juntos sendo promovidos. Então não é isoladamente um melhor aeroporto ou um melhor restaurante que vai dar um boom. O boom não virá da noite para o dia.
O número de turistas internacionais dobrou desde a criação do ministério. O importante é trazer turista com capacidade de permanência maior, que interiorize essa frequência e gaste mais. Crescer agregando valor por cada turista que chega ao País.
O Brasil tem dois eventos que justificariam esse investimento maciço (Copa e Olimpíadas). Mas por que a gente ainda vai dobrar o número de aeroportos? Por que isso já não está sendo feito?
Para a infraestrutura [melhorar], que é chave e pode gerar outros gargalos em energia, abastecimento e mobilidade, é preciso que a taxa do investimento brasileiro sobre o PIB se eleve. Os nossos vizinhos que mais cresceram têm taxas de 25% de investimento sobre o PIB. Nós estamos em torno de 18%. Ela é baixa diante da necessidade que temos de fazer com que o investimento puxe crescimento.
O debate atual é saber como financiar a longo prazo e, com essa previsibilidade das regras de investimento, como criar condições de envolvimento maior do setor privado. Assim como fizeram em Brasília. Em 16 meses, vão terminar duas alas [no aeroporto JK], ampliando em 40% a capacidade, e com uma qualidade padrão de qualquer país desenvolvido.
O que está claro é que não dá para contar só com recursos vindo do orçamento público. Agora, como sair desses 18% para 20% (até chegar a taxas que permitam crescer não apenas 2%, 2,5% ao ano, que praticamente absorve a entrada de novos trabalhadores ou que cresce apenas vegetativamente)?
Para crescer, para dobrar a renda em uma década, uma década e meia, a gente vai ter que crescer entre 4%, 4,5% ao ano. E para isso precisa investir mais. Não tem mágica. Mais poupança e mais investimento (público e privado).
O grande debate depois da Copa é a continuidade desse investimento, e isso está muito claro para nós do governo e do turismo.
Qual obra você apontaria como principal legado da Copa para o turismo?
Sem a menor dúvida, a expansão hoteleira, os aeroportos e a mobilidade urbana. Isso é de um ganho. Primeiro você tem onde hospedar e como se locomover. Então fica muito mais fácil [para o turismo] você ter esses equipamentos e essa logística. O Brasil já tem oferta turística de qualidade. Precisa integrar porque aí é mais fácil trazer gente. Com gargalo logístico, [o turismo] vai sofrer. Esse legado no curto e médio prazo dá chance para outros setores da economia também.
Jornais internacionais criticaram a organização da Copa no Brasil. Qual o impacto disso nos turistas? E como mudar essa imagem?
Mesmo com todas essas matérias, isso não inibiu as expectativas que tínhamos de atração de turistas. O impacto maior é para o futuro. Por isso a nossa preocupação é mostrar que vamos fazer uma grande Copa, uma grande celebração, porque o povo brasileiro tem essa capacidade. E temos hoje ofertas turísticas, equipamentos capacitados para essa celebração, que é o objetivo da Copa: realizar jogos e proporcionar, no período entre os jogos, uma experiência turística bastante agradável para que ele possa voltar.
Se para o turismo de negócios, que são setores mais exigentes, você tem uma aceitação boa, nesse campo da celebração da vida pelo esporte, eu não tenho a menor dúvida que será uma grande Copa.
Para nós do turismo, a grande questão é: “Imagina sem a copa, sem esses grandes investimentos?”. O País acelerou investimentos, antecipou obras. Claro que fizemos ajustes em razão do planejamento.
Então, não fosse a Copa, seria mais demorado ainda para termos essas melhorias?
Esse compromisso de ter a realização de um evento acelera investimentos, faz você planejar. Claro que algumas coisas não se concluem. Mas mesmo na Alemanha, durante os jogos [Copa de 2006], houve relatos de trânsito desviado, tiveram alguns ajustes. Mesmo na Inglaterra, nem tudo foi muito redondo na realização dos Jogos Olímpicos [2012] , mesmo num país com a tradição enorme de realizar megaeventos.
Eu digo “Imagina sem a Copa” porque talvez demorasse mais para ter esse conjunto de aeroportos, esses investimentos hoteleiros, a construção de equipamentos turísticos importantes, uma preocupação em equipar nossos parques nacionais para acolher mais visitantes. Para nós e para a sociedade brasileira, foi um vetor de aceleração de investimentos importantes, que vão ser maturados nos próximos anos, alguns nos próximos meses, e a vida continua.
Estamos certos de que essa equação de investimento vai ser encontrada, e vamos completar essa infraestrutura num país continental, o que não é trivial.
Fazer isso numa ilha, fazer isso numa Inglaterra, é uma coisa. E fazer isso num país continental, que tinha um déficit estrutural, não é da noite para o dia.
 
R7

Quem não declarou o IR à Receita ganha segunda chance: mas paga multa


A Receita Federal reabre nesta sexta-feira o sistema para envio de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2013 para os contribuintes que não entregaram o formulário no prazo, que terminou no dia 30.

Quem não enviou o documento dentro do prazo terá que pagar multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido por mês de atraso, até atingir o valor máximo de 20% do imposto devido.

Um total de 26.883.633 contribuintes enviaram a declaração este ano, número pouco abaixo da estimativa da Receita, que esperava receber 27 milhões de formulários.

O programa gerador de declarações ficou fora do ar no dia 1º de maio e voltou a funcionar hoje na página da Receita na internet. Quem já havia baixado o aplicativo no computador não terá que instalar novamente o programa, que já está atualizado para cálculo da multa e para impressão da guia de pagamento para quem entregar com atraso.

Não pode celular

O envio de declarações atrasada não poderá ser feito por meio de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, porque os aplicativos não permitem o preenchimento de declarações retificadoras nessa plataforma.

Pagamentos

O pagamento das restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2013 começará em junho e será feito em sete lotes mensais. No primeiro lote, que será liberado em 16 de junho, terão prioridade idosos de mais de 60 anos, pessoas com deficiência e portadores de doenças graves. O último lote sai em 15 de dezembro.

É possível receber a informação sobre a data do pagamento da restituição por meio de SMS. Para isso, o contribuinte deve cadastrar dados e número de telefone celular na página da Receita Federal na internet, na área de restituições.
 
http://www.atribuna.com.br/atualidades/quem-n%C3%A3o-declarou-o-ir-%C3%A0-receita-ganha-segunda-chance-mas-paga-multa-1.378499

Policlínica "fecha" para o almoço e idosa fica sem vacina contra a gripe


Uma idosa de 75 anos foi impedida de tomar a vacina contra a gripe na última quarta-feira, por volta das 12 horas, na Policlínica do Embaré, em Santos, sob o argumento de que a funcionária responsável por aplicar a dose estaria em horário de almoço.

Diante da situação, ela foi obrigada a retornar uma hora depois, quando precisou enfrentar fila para ser imunizada.
De acordo com Claudete Lopes de Araújo, que não conseguiu se imunizar na quarta-feira, ela foi "achincalhada". "Quando cheguei, estava saindo uma senhora com algodão no braço, então outra moça falou 'acho que ela fechou'. Minha filha perguntou, 'mas fecha?' Ela disse 'sim, fecha, mas estão dando vacina pra criança lá dentro'. Minha filha respondeu 'minha mãe, além de ser adulta, é uma senhora que tem dificuldades pela idade'. A funcionária, então, respondeu 'não posso atender, porque também tenho direito a minha hora de almoço'", relata.

Claudete afirma ainda que a filha dela chegou a ver outra funcionária dentro da tenda. "Ligamos pra ouvidoria pra reclamar", explicou inconformada.

Não tem intervalo
Procurada, a Prefeitura informou, por meio da Secretaria de Saúde, que a vacinação acontece entre 9 e 16 horas, sem intervalo.

Em nota, a Administração Municipal afirma que , no horário informado pela munícipe, a responsável pela vacina atendia uma emergência na unidade. Em função disso, a vacinação foi interrompida por alguns momentos sendo retomada normalmente em seguida. Ainda segundo a Prefeitura, a orientação nesses casos é de que as pessoas aguardem a chegada dos funcionários.

No entanto, conforme Claudete, quem atendia a emergência era a chefe da policlínica - que chegou a entrar em contato com a idosa para obter informações sobre o ocorrido. A aplicação da vacina não era de sua responsabilidade, mas sim de uma funcionária que havia faltado e estava sendo substituída por outra pessoa. 
 
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