sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Casos de homicídio crescem mais de 15% em São Paulo

Número de ocorrências em 2012 foi de 600 a mais que em 2011

Os casos de homicídios dolosos, quando há intenção de matar, cresceram no Estado de São Paulo no ano passado. O aumento foi de 15,24% dos casos - foram 4.833 casos registrados em 2012 contra 4.194 no ano anterior, ou 639 casos a mais. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pela pela CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Já os casos de sequestro caíram 39,44% na comparação com o ano anterior. Houve apenas um caso em dezembro, o que significou queda recorde.

Durante o ano, houve um total de 43 ocorrências, contra 71 em 2011 — a redução foi de 28 casos, ou de 39,44%. É a menor incidência do caso desde 2001, quando 307 casos foram registrados.

Houve  queda também no número de roubo a banco: 11,9% se comparado o ano passado com 2011. De janeiro a dezembro de 2012, foram 30 casos a menos que no ano anterior, quando foram registrados 252 casos.

Ainda segundo o estudo, os roubos em geral caíram 1,89% em dezembro de 2012 em relação ao mesmo mês de 2011. Foram registrados 18.142, contra 18.492, o que significa 350 ocorrências a menos.

Já na comparação novembro/dezembro, ocorreram 122 roubos em geral a menos, indo de 18.264 para 18.142. A pesquisa aponta que houve queda também em casos de furtos, divididos em duas modalidades.

Em furtos em geral, a redução foi de 81 casos entre novembro e dezembro do ano passado. Os furtos de veículo apresentaram queda de 12,83% de novembro para dezembro, o que significa queda de 1.142 casos.

Governo deve diminuir impostos e taxas de celulares smartphones até R$ 1,5 mil

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (25) que a desoneração fiscal dossmartphones com tecnologia 3G deverá ser concedida para aparelhos até R$ 1 mil. Para tecnologia 4G, o teto deverá ficar em R$ 1,5 mil. Os smartphones são telefones celulares que executam diversas funções, porque funcionam como um computador.

Segundo ele, a regulamentação sobre a redução de tributos dos equipamentos de smartphones deve ser concluída em breve pelo governo. “A presidenta [Dilma] falou que vai fazer. Vou pedir uma conversa com ela. Ela disse que vai chamar a Fazenda, ligar para o Guido [Mantega, ministro da Fazenda], para ver onde está pegando. Basicamente, é problema fiscal, mas ela vai fazer”, afirmou Bernardo.

Na avaliação do ministro, a proposta de preços apresentada pelo Ministério das Comunicações atende ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que defendia teto de isenção dos aparelhos até R$ 2 mil.
Na manhã de hoje, Paulo Bernardo recebeu do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, um estudo sobre a utilização da faixa de 700 mega-hertz (MHz), que deverá ser usada para oferecer serviço de telefonia móvel de quarta geração (4G), além da faixa de 2,5 giga-hertz, licitada no ano passado. “A gente tem que tomar a decisão sobre o assunto, depois a Anatel vai colocar em consulta pública e, na sequência, o edital, que deve sair no segundo semestre deste ano”, disse o ministro.
Segundo Paulo Bernardo, o governo irá elaborar um plano para desocupar a faixa de 700 Mhz, que em diversas cidades está ocupada pelas emissoras de televisão analógica e a licitação nesses casos depende da digitalização das TVs. “Na verdade, a previsão é fazer isso até 2016. A questão é se podemos antecipar um pouco ou não. Tem que dar incentivo para fazer andar mais rápido”.

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/01/25/governo-deve-diminuir-impostos-e-taxas-de-celulares-smartphones-ate-r-15-mil/

Coreia do Norte anuncia outro teste nuclear para desafiar EUA

A Coreia do Norte anunciou nesta quinta-feira sua intenção de realizar um novo teste nuclear, um desafio aos Estados Unidos e às sanções da ONU após o lançamento em dezembro de um foguete considerado por Washington um míssil balístico.

— Os satélites e os foguetes de longo alcance que seguiremos lançando e o teste nuclear de alto nível que vamos realizar estão dirigidos ao nosso pior inimigo, os Estados Unidos. As divergências com os Estados Unidos são resolvidas pela força, não com palavras. — anunciou a comissão de defesa nacional norte-coreana em uma mensagem divulgada pela agência oficial de notícias KCNA.

O texto, intitulado "Começar um confronto total para salvaguardar a soberania da nação e do povo" não indica a data na qual o teste será realizado.

O comunicado tampouco esclarece o sentido do termo "alto nível", mas pode indicar que a Coreia do Norte quer detonar uma bomba de urânio, e não uma bomba de plutônio, como em testes anteriores.
— É muito possível que utilize urânio altamente enriquecido para o teste — disse Kim Yong-Hyun, um especialista de temas norte-coreanos na Universidade de Dongguk.

Por sua vez, o enviado especial americano para a Coreia do Norte, Glyn Davies, que está em Seul, pediu a Pyongyang para que não leve adiante suas ameaças.

Bactérias resistentes ameaçam mais que aquecimento global, dizem especialistas

Chefe de Saúde da Inglaterra alerta para cenário 'apocalíptico' pela crescente ineficiência de remédios contra infecções

O aumento de infecções resistentes a medicamentos é comparável à ameaça do aquecimento global, de acordo com a principal autoridade de Saúde da Inglaterra. Sally Davies, chefe do serviço médico civil da Inglaterra, disse que as bactérias foram se tornando resistentes às drogas atuais e há poucos antibióticos para substituí-las.
 
E.coli: bactéria serviu de base paraconstrução de possível arma contra infecções em hospitais
 
 
Ela disse a uma comissão de deputados britânicos que uma operação de rotina pode se tornar letal devido à ameaça de infecção. Especialistas disseram que este é uma problema global e que precisa de mais atenção.
Os antibióticos são uma das maiores histórias de sucesso na medicina. No entanto, as bactérias são um inimigo que se adapta rapidamente e encontra novas maneiras de burlar as drogas.

Um dos exemplos desta ameaça é o Staphylococcus aureus resistente à meticilina - ou SARM (também conhecido pela sigla em inglês MRSA — Methicillin-resistant Staphylococcus aureus ) -, uma bactéria que rapidamente se tornou uma das palavras mais temidas nas enfermarias de hospitais, e há também crescentes relatos de resistência em cepas de E. coli, tuberculose e gonorreia.

'Cenário apocalíptico'
Davies disse: "É possível que a gente jamais veja o aquecimento global acontecer, então o cenário apocalíptico é quando eu precisar operar meu quadril daqui a em 20 anos e for morrer de uma infecção de rotina, porque os antibióticos não funcionam mais."

Ela disse que só um único antibiótico sobrou para tratar a gonorreia. "É muito grave, e é muito grave porque nós não estamos usando nossos antibióticos de forma efetiva".

"Não há um modelo de mercado para fazer novos antibióticos, de modo que estas bactérias se tornaram resistentes, o que ocorreria naturalmente, mas estamos estimulando isso pela forma com que antibióticos são usados, e não haverá novos antibióticos adiante."

Arsenal vazio
O alerta feito pela especialista no Parlamento britânico ecoa avisos semelhantes feitos pela Organização Mundial de Saúde, que disse que o mundo está caminhando para uma "era pós-antibióticos", a menos que sejam tomadas medidas.

A entidade projeta um futuro no qual "muitas infecções comuns não terão mais uma cura e, mais uma vez, matarão incessantemente". O professor Hugh Pennington, microbiologista da Universidade de Aberdeen, disse que a resistência a drogas é "um problema muito, muito sério".

"Precisamos prestar mais atenção a ele. Precisamos de recursos para monitoramento, para lidar com o problema e para fazer informações públicas circularem adequadamente." Ele sublinhou que este não era um problema exclusivo da Grã Bretanha.

"As pessoas estão indo para o exterior para operações, ou para, vamos dizer, fazer turismo sexual e trazer para cá gonorreia, que é um grande problema em termos de resistência a antibióticos - e também há tuberculose em muitas partes do mundo.

Pennington disse que as empresas fabricantes estavam sem opções também, porque todas as drogas mais simples já haviam sido produzidas. "Temos de estar cientes de que não vamos ter novos remédios milagrosos, porque simplesmente não há novos remédios".

Geração de emprego formal no Brasil em 2012 foi a menor em 3 anos


Criação de empregos formais em 2012 é a pior dos últimos três anos, aponta Caged.

O Brasil gerou no ano passado 1,3 milhões de novos empregos formais, número 33% inferior ao de 2011 (1,94 milhões) e o menor desde 2009 (1,29 milhões), informou nesta sexta-feira o Ministério do Trabalho.

As empresas brasileiras contrataram formalmente no ano passado 21,62 milhões de trabalhadores e despediram no mesmo período 20,32 milhões, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Além de ter sido o saldo mais baixo nos últimos três anos, o número de empregos formais gerados em 2012 foi quase a metade do recorde de 2010, quando o país criou 2,5 milhões de novas vagas registradas formalmente, ou seja protegidas por todas as garantias trabalhistas.

O ministro do Trabalho, Brizola Neto, afirmou em entrevista coletiva que em 2013 será retomado o ritmo de anos anteriores e serão gerados cerca de dois milhões de postos de trabalho.

"Com a proximidade dos grandes eventos internacionais esperamos mais crescimento dos serviços. A superação da crise internacional também deverá melhorar o desempenho da indústria", declarou Brizola Neto.

A redução do ritmo de geração de postos de trabalho foi atribuída à desaceleração da economia brasileira em 2012 como consequência da crise internacional.

Após ter registrado uma expansão de 7,5 % em 2010, o crescimento da economia brasileira foi de apenas 2,7% em 2011 e, segundo as últimas projeções, não deve superar 1% em 2012.

"Os dados demonstram uma continuidade do movimento de expansão do emprego formal no país, ainda que tenha ocorrido uma redução do ritmo de crescimento quando comparado aos anos anteriores", segundo um comunicado do Ministério do Trabalho.

Os cálculos oficiais indicam que a geração de 1,3 milhões de novos postos formais de trabalho em 2012 elevou o número de trabalhadores com contrato no Brasil em 3,43% em comparação com dezembro de 2011.

Os dados do Ministério assinalam que em sete dos oito setores analisados se registrou um número maior de contratações que de demissões no ano passado.

O único setor com saldo negativo na geração de emprego em 2012 foi o de serviços de Utilidade Pública, no qual o número despedidos superou o de contratados em 10.223 pessoas.

Os setores que mais geraram emprego no ano passado foram os de Serviços (666.160 postos formais), Comércio (372.368), Construção Civil (149.290), Indústria de Transformação (86.406), Extrativa Mineral (10.928) e Agricultura (4.976).

O aumento do emprego no ano passado permitiu que o Brasil registrasse em novembro uma taxa de desemprego de 4,9% da população ativa, a menor no ano e o índice mais baixo para um mês desde novembro de 2002.

A taxa de desemprego em novembro foi a segunda menor para um mês desde que o índice começou a ser medida com critérios mais rigorosos há uma década, apenas superada pelo 4,7% registrado em dezembro de 2011.