sábado, 19 de janeiro de 2013

Rio de Janeiro é a 7ª cidade mais poluída do mundo, diz Economist

 

SÃO PAULO – A cidade do Rio de Janeiro foi eleita a 7ª mais poluída do mundo em um ranking publicado pelo site da revista The Economist na última quinta-feira (17). O levantamento se baseou em informações da Organização Mundial da Saúde, que atestam que os níveis normais  de poluição do ar devem ser de até 20 microgramas por metro cúbico. O da capital fluminense passou de 60 microgramas/m³.
A cidade mais poluída, segundo a pesquisa é Ludhiana, no norte indiano. Já a última do ranking das 17 mais poluídas é Brisbane, na costa leste da Austrália. O Rio foi alocado logo atrás de Johannesburgo (África do Sul) nos níveis de poluição e à frente de cidades como Torino (Itália) e Sevilha (Espanha).
Veja o ranking das dez cidades com mais poluição, de acordo com a Economist, baseado em 

informações da Organização Mundial da Saúde:

 Organização Mundial da Saúde:
Posição Cidade País Poluição microgramas/m³
(níveis aproximados) 
*Economist (com dados da Organização Mundial da Saúde)
1 Ludhiana Índia 251
2 Lanzhou China 150
3 Mexicali México 138
4 Medan Indonésia 110
5 Anyang/Busan Coreia do Sul 68
6 Johannesburgo África do Sul 65
7 Rio de Janeiro Brasil 63
8 Torino Itália 47
9 Sevilha e Zaragoza Espanha 45
10 Paris França 38

Posição Cidade País Poluição microgramas/m³
(níveis aproximados) 
*Economist (com dados da Organização Mundial da Saúde)    

Países pobres são destino 'de 80% do lixo eletrônico de nações ricas'

 Depósito de lixo eletrônico na China
 China é um dos principais destinos mundiais de lixo eletrônico

Os países em desenvolvimento são o destino de 80% do lixo eletrônico produzido nas nações ricas, mas carecem da infraestrutura, de tecnologias de reciclagem apropriadas e da regulamentação legal para absorver essa vasta quantidade de detritos.

Essa é uma das conclusões de um relatório divulgado nesta sexta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo o documento O Impacto Global do Lixo Eletrônico: Lidando com o Desafio, boa parte do lixo eletrônico exportado para as nações em desenvolvimento é enviado ilegalmente, e estes detritos acabam indo parar em plantas de reciclagem informais, predominantemente em países como China, Índia, Gana e Nigéria. 

Especificamente em relação à América Latina, o documento afirma que a maior parte dos países da região ''ainda precisa elaborar uma legislação para o lixo eletrônico''.
 placas
O documento afirma que houve avanços recentes na região, como na Costa Rica, o primeiro país latino-americano a criar uma legislação nacional específica sobre o tema.

Ônus

De acordo com o estudo, ''as nações em desenvolvimento estão tendo de lidar com o ônus de um problema global, sem ter a tecnologia para lidar com isso. Além disso, os países em desenvolvimento estão eles próprios cada vez gerando maiores quantidades de lixo eletrônico'.

O estudo afirma que está havendo um aumento rápido na geração de lixo eletrônico doméstico produzido na China, no Leste Europeu e na América Latina.

Um total de 40 bilhões de toneladas de lixo eletrônico é produzido anualmente. Estima-se que 70% dos produtos eletrônicos descartados e exportados todos os anos vá parar na China e que esta proporção estaria aumentando.

Muitas vezes, esse lixo exportado para a China é reexportado para outros países do Sudoeste asiático, como Cambodja e Vietnã.

De um modo geral, as exportações de pequeno porte são destinadas a países da África Ocidental. Mas o relatório diz que essa proporção deverá crescer, devido à adoção de leis mais duras por parte dos países do Sudeste Asiático, que costumavam absorver parte desse comércio.

Entre os principais problemas ligados ao lixo eletrônico, de acordo com o relatório, estão a ausência de regulamentações para assegurar a segurança dos que lidam com esses produtos descartados e a falta de incentivos financeiros para reciclar detritos eletrônicos de forma responsável.

A manipulação desses detritos traz vários riscos à saúde pela presença de materiais tóxicos.

Entre as recomendações feitas no documento da OIT, está a adoção de legislações apropriadas por parte dos países em desenvolvimento, a regularização do setor informal de reciclagem e a organização de trabalhadores que lidam com detritos eltrônicos em cooperativas.

 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130118_lixo_eletronico_bg.shtml

Chineses inauguram hotel-cápsula com diárias de R$ 15

Pé-direito dos quartos tem apenas 1,2 metro.

Uma empresa chinesa inaugurou esta semana na cidade de Qingdao um hotel-cápsula. O hotel tem 100 quartos minúsculos, com dois metros de profundidade, um de largura e 1,2 metro de altura. Todas as cápsulas têm TV LCD, conexão Wi-Fi, mesa para computador e cama. A dirária é de 45 yuan (R$ 15) na baixa temporada e 80 yuan (R$ 26) na alta.
Veja abaixo imagens do hotel-cápsula chinês


Cápsulas do hotel têm apenas 1,2 metro de altura. Foto: Reuters
 
 
 

Estado do Rio cria 'Lei dos bons costumes'

 
Lei da deputada Myrian Rios (PSD) que pretende resgatar os valores morais, sociais, éticos e espirituais gerou polêmica na internet.

Agora é lei: o projeto que institui no Estado do Rio o nebuloso "Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais" foi sancionado anteontem pelo governador Sérgio Cabral (PMDB). A responsável pela iniciativa é a deputada Myrian Rios (PSD), atriz e também missionária da Renovação Carismática Católica.

Ontem, a chamada "lei dos bons costumes" foi um dos assuntos mais comentados - e criticados - no Twitter entre usuários brasileiros. A finalidade do programa não está clara. Na justificativa do projeto apresentada à assembleia e divulgada ontem (18) pela deputada em redes sociais, ela afirma que a sociedade "vem cada dia mais se desvencilhando dos valores morais, sociais, éticos e espirituais", acrescentando que, sem eles, "tudo é permitido, perde-se o conceito do bom e ruim, do certo e errado". Segundo Myrian, que posou nua para revistas masculinas no fim da década de 1970, quando se casou com o cantor Roberto Carlos, o objetivo principal é "conscientizar e reinserir valores para construir um futuro melhor". 

O texto da lei estabelece que o programa deverá envolver "diretamente a comunidade escolar, a família, lideranças comunitárias, empresas públicas e privadas, meios de comunicação, autoridades locais e estaduais, organizações não governamentais e comunidades religiosas" na chamada revisão dos valores.

Após uma chuva de críticas, a deputada escreveu no Twitter que "em momento algum se faz discriminação contra qualquer religião ou sexualidade". Um dos críticos havia escrito para ela que "a discriminação é clara, evidente, preconceituosa e ilegal; em especial contra gays e ateus".

Eleita em 2010, Myrian já declarou no plenário da assembleia: "Ora, se somos todos iguais, com os mesmos direitos, eu também tenho que ter o direito de não querer um funcionário homossexual, se for da minha vontade". No mesmo discurso, ela insinuou que a luta contra a homofobia estimularia a pedofilia, depois disse que foi mal interpretada e pediu desculpas. Ontem, a deputada disse que o projeto trata do "resgate de valores da vida". Perguntada sobre como a questão do aborto seria abordada no programa, ela declarou: "Sou completamente contra. Isso é um valor moral."

Segundo Myrian, a definição das prioridades será uma atribuição do governo estadual. Estão previstos convênios com prefeituras e ONGs. Indicada como órgão gestor, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos foi procurada pela reportagem, mas divulgou apenas uma nota, informando que a lei "ainda precisa de um decreto regulamentando-a e indicando os critérios de execução". "Ao publicá-la, o governador entende que se trata de um programa importante, mas não é uma lei autoaplicável", acrescentou. O secretário Zaqueu Teixeira (PT) não quis dar entrevista.

Professora da Faculdade de Educação da UFRJ, Tania Zagury avalia que seria mais válido o governo investir na qualificação do magistério. "Cidadania e valores éticos não surgem por meio de decretos ou leis. É quase uma volta da moral e cívica, com o risco de se misturar a questões religiosas. O Estado deve ser laico, não pode interferir nisso." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2013-01-19/estado-do-rio-cria-lei-dos-bons-costumes.html

Violência:Distrito Federal sem lei e sem segurança

A insegurança tomou conta do Distrito Federal. A sociedade que é menos culpada, vira refém da bandidagem e paga pelos erros de gestão de um governo letárgico, onde os agentes de segurança fazem operação tartaruga velada. A insegurança tomou conta do Distrito Federal. A sociedade que é menos culpada, vira refém da bandidagem e paga pelos erros de gestão de um governo letárgico, onde os agentes de segurança fazem operação tartaruga velada. (Foto: Reprodução da Internet)



Em um passado não muito distante, o Distrito Federal era considerado um lugar seguro. Algumas modalidades de crimes só eram vistos em outros estados. Mas, de uns anos para cá, a realidade mudou drasticamente. Alguns crimes antes praticados em São Paulo e Rio de Janeiro foram ganhando espaço em Brasília e no resto do DF.

Hoje é comum vermos no noticiário local, casos de sequestros relâmpagos, arrastões em vias publicas e também em restaurantes e comércios, coisa que em um passado não tão distante, não era comum.

O governo, com a sua estratégia de gestão “eficiente”, com frequência, bate de frente com policiais militares e civis. Longas greves e as famigeradas operações tartarugas, que ainda são praticadas pelos policiais de forma velada, resultam no aumento sistemático da violência por todo o DF. Somente este ano, já foram registrados quase 40 homicídios, só para citar esse tipo de crime, fora os sequestros relâmpagos e os assaltos.

Mas tudo isso acontece por que o governador Agnelo cometeu um erro crucial ainda durante a campanha para o GDF em 2010. O então candidato Agnelo Queiroz, “vendeu” sua alma para todas as categorias com o propósito de se eleger, mas quando os policiais, bombeiros, professores e tantas outras categorias vieram cobrar a fatura, Agnelo viu que o preço era muito alto, e que não poderia arcar com o ônus das promessas vazias que foram feitas no período eleitoral.

Hoje o que se vê nas ruas e até mesmo dentro de casa, é uma insegurança enorme, o cidadão é refém e paga pela falta de investimento do governo e ações que efetivamente irão amenizar o problema da segurança pública, e pelo visto, esse banho de sangue irá perdurar até o final do “Novo Caminho”.

Por Ricardo Faria 
Da Redação
FONTE:http://radiocorredor.com.br/

Gays cobram passaporte diplomático do Itamaraty

Brasília – A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) deverá entrar com denúncia no Ministério Público Federal (MPF) caso o Itamaraty não conceda passaporte diplomático a seus representantes com atuação no exterior, em coerência com a decisão de emitir os documentos para líderes religiosos, como ocorreu na semana passada.

De acordo com o presidente da ABGLT, Toni Reis, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) deve respeitar o princípio da isonomia ao considerar o pedido da associação, que também tem atuação em outros países. O Itamaraty ainda não deu resposta à associação, que participa do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Procurado pela Agência Brasil, o Itamaraty informou que dará o devido tratamento ao pedido da ABGLT e que todas as associações da sociedade civil são importantes para o Ministério das Relações Exteriores.

“Esperamos que mandem [MRE] a resposta o mais breve possível, para que possamos tomar as providências cabíveis, tanto em caso positivo quanto negativo. O certo é que o acesso ao passaporte diplomático seja isonômico. A ideia dessa polêmica é discutir os princípios da igualdade. Precisamos regulamentar isso no Brasil”, disse Reis.

A associação formalizou o pedido de passaporte diplomático ao Itamaraty e expediu um ofício endereçado ao ministro Antonio Patriota na quinta (17). De acordo com o ofício enviado ao Itamaraty, a associação tem atuação internacional e solicita o direito ao passaporte para seja realizado trabalho de promoção e defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Segundo o MRE, a concessão do documento diplomático aos líderes religiosos foi legal, pois há permissão para a emissão de até dois passaporte por ordem religiosa que tenha atividade no exterior, mediante solicitação formal e fundamentada. A ABGLT solicitou passaporte a 14 pessoas, em nome de 256 organizações as quais representa.

De acordo com a norma que regulamenta a questão (Decreto 5.978), têm direito ao passaporte diplomático autoridades do Estado brasileiro – como ministros, parlamentares e governadores – , membros do corpo diplomático e demais pessoas que devam portá-lo de acordo com o “interesse nacional” - caso no qual se encaixariam os passaportes concedidos aos líderes religiosos e, por extensão, os solicitados pela ABGLT.

 http://www.redetv.com.br/jornalismo/portaljornalismo/Noticia.aspx?118,4,442823,102,Gays-cobram-passaporte-diplomatico-do-Itamaraty

STJ julga de liberdade de macacas a furto de R$ 0,15

 
Conheça alguns dos casos mais curiosos que já foram julgados pela Corte.

Enquanto a velocidade de análise de um processo na Justiça é alvo de diversas críticas, o Judiciário enfrenta diversos problemas com causas, muitas vezes, vistas como fora do padrão.

Um caso que mostra isto é sobre um habeas corpus dado a um ajudante de pedreiro acusado de furtar uma moeda de R$ 0,10 e R$ 0,05. Após ficar dois anos preso, o pedido de soltura chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ali ele ganhou a liberdade, por causa de R$ 0,15.

Para o jurista Luiz Flávio Gomes, este tipo de caso não precisaria ter chegado à Corte superior. O professor ainda apontou a expressão de problemas sociais do Brasil.

— Não tem sentido um negócio desse [a decisão chegar ao STJ], por algo tão insignificante. A Justiça comete cada equívoco, cada erro absurdo. O terrível, a desgraça, é que é só contra pobres, que estão sujeitos a este tipo de injustiça brutal do sistema.

Gomes lembra que, se o acusado tivesse um advogado mais atuante, o caso não teria chegado a este ponto necessariamente.

Habeas Corpus a macacas
Dois chimpanzés fêmeas teriam de ser libertados na natureza devido a supostas irregularidades apontadas na compra dos animais. A Justiça Federal em São Paulo determinou que os animais fossem soltos para que pudessem reintegrar a vida junto a outros animais.

O dono dos animais, entretanto, entrou com recurso no STJ alegando que se fossem soltos, os animais poderiam morrer, já que sempre teriam vivido em cativeiro. Para embasar esta alegação, a defesa do dono dos chimpanzés alegaram a semelhança genética entre os macacos e os seres humanos.

O ministro Castro Meira recusou esta possibilidade, relembrando que a constituição brasileira só permite este tipo de benefícios a seres humanos.

"Justiça é bom senso"
Luiz Flávio Gomes comenta que a Justiça deve ser norteada por princípios do bom senso, e não poderia perder força com coisas de menor impacto.

— Justiça é antes de tudo, bom senso. É inqualificável chegarem estes tipos de assunto ao STJ.

Um processo, geralmente, passa por três locais antes de ser julgado definitivamente. Não em todos os casos, um processo começa no fórum, vai ao tribunal do Estado e, por fim, deve se encerrar no STJ.
Para evitar toda esta morosidade, Gomes alega que se deve evitar que questões de relevância apenas local cheguem a Brasília, no STJ.

— Não tem cabimento um assunto sem relevância nacional, com importância apenas local, ir para um tribunal de Brasília.


 http://noticias.r7.com/brasil/stj-julga-de-liberdade-de-macacas-a-furto-de-r-015-18012013

Falta de dinheiro impede casais infelizes de se separarem

Crise econômica da Espanha está forçando casais a continuar em relacionamentos conturbados.


Esther Fernandez e seu ex-marido, Gaby Cuadrado (dir.), viveram juntos por razões financeiras por dois anos após terem rompido o relacionamento. No centro da imagem, Yoel, filho do casal espanhol. A crise econômica do país está forçando alguns casais a permanecer em casamentos problemáticos por mais tempo.
 
Esther Fernandez, de 45 anos, estava desesperada para se divorciar. Cabeleireira, ela se apaixonou por outro homem.  

Seu marido, Gaby Cuadrado, de 47 anos, perdeu o emprego na fábrica e eles já estavam penando para pagar a hipoteca. Vender a casa em um mercado depressivo nessa cidade sonolenta perto de Barcelona era praticamente impossível. Nenhum dos dois podia arcar com uma segunda casa. Um divórcio caro estava fora de questão.  

A situação, segundo Cuadrado, era intolerável.  

"Ser forçado a morar com uma mulher que eu amei e que me rejeitou foi uma tortura psicológica", afirmou.  

Durante dois anos eles aguentaram. Fernandez disse que saía de casa antes de amanhecer para fugir de Cuadrado. Ele disse que estava tão perturbado que contemplou o suicídio. Eles finalmente se divorciaram em novembro, depois que sua situação financeira melhorou o suficiente para que pudessem se mudar para apartamentos minúsculos, separados, em bairros ruins da cidade.  

Se o casamento é na alegria e na tristeza, na riqueza ou na pobreza, então esta é a pior hora para uma Espanha empobrecida. Os casais estão pagando o preço emocional, especialmente quando não podem pagar pelo divórcio.   Relatos de juízes, advogados de divórcio e terapeutas — assim como dos próprios casais — indicam que a demorada crise econômica da Espanha está forçando alguns casais a continuar em relacionamentos conturbados por mais tempo.  

O número de divórcios na Espanha no ano passado foi 17% mais baixo do que em 2006, de acordo com o Conselho Judicial espanhol, uma associação que representa os juízes do país. A taxa de divórcios saltou em 2006 depois que mudanças na lei, em 2005, tornaram o divórcio mais fácil. Mas ela tem diminuído desde então, acompanhando a crise financeira de quase cinco anos, segundo o conselho.  

"Não há dúvida de que a crise esteja obrigando as pessoas a ficarem juntas", disse Jose Maria Redondo, porta-voz do conselho, que atribuiu a queda no número de divórcios ao estouro da bolha imobiliária e aos tempos difíceis na economia.  

A crise não está apenas desacelerando os divórcios, mas também transformando o processo de acordo entre os advogados de divórcio. Os juízes estão reduzindo o pagamento de pensões alimentícias e cônjuges trocaram as brigas sobre bens para brigar sobre quem assumirá as dívidas.  

Alguns casais estão literalmente dividindo a casa em duas, colando fita adesiva no chão, disse Alvaro Cavia, um dos principais advogados de divórcios em Barcelona. Brigas por dinheiro — ou a falta dele — são as maiores fontes de desavença entre os casais em busca de ajuda para consertar relacionamentos desgastados, de acordo com Mayka Pedrero, psicóloga de família em Sabadell, que ajudou Fernandez, sua irmã.  

É pior para os casais desempregados, segundo Pedrero, não apenas por causa das dificuldades financeiras mas também porque eles frequentemente passam o dia todo juntos em casa, irritando um aos outro. Quando pais briguentos dividem o mesmo teto, isso é especialmente confuso para os filhos incapazes de aceitar o rompimento dos pais, explicou ela.  

"A crise deixa as coisas piores, e soma pressões enormes ao casamento quando você não tem emprego e não consegue pagar todas as contas", Pedrero disse. "Quando as pessoas que querem se separar são obrigadas a morar juntas, isso polui todo o ambiente familiar e deixa loucos tanto o homem quanto a mulher."  

O divórcio, proibido por décadas durante a ditadura de Franco, foi legalizado em 1981. Mas a lei exigia que os casais se separarem legalmente primeiro — um período de reflexão visando a resguardar a família, em um país católico conservador. A mudança na lei em 2005 permite que os casais façam "divórcios expressos" sem nenhuma separação. Eles precisam ter sido casados por ao menos três meses para se qualificarem.  

Até mesmo quando os casais podem pagar pelo divórcio, a crise econômica criou novas complicações.  

No passado, disse Maria Jose Varela, advogada líder de divórcios e defensora dos direitos da mulher, os cônjuges costumavam brigar sobre quem ficaria com a casa. Hoje, diz ela, eles geralmente brigam para ver quem vai ficar com ela e com as enormes dívidas que a acompanham.  

Para lidar com isso, acordos especiais de divisão de hipoteca pós-divórcio têm se tornado um componente de muitos contratos, explicou Varela.  

Segundo ela, no tribunal ela notou que os homens estavam usando a crise econômica para pleitear pensões alimentícias mais baratas, e que muitos juízes simpatizavam com a ideia. Por causa da crise, ela diz, as mulheres estão aceitando menos apoio do cônjuge em troca de melhores direitos de custódia.  

Varela disse que suas próprias taxas, que variam de 265 a 13.200 dólares, dependendo do tamanho do acordo, também caíram drasticamente. Ainda assim, ela e muitos outros advogados de divórcio estavam mais envolvidos com trabalhos voluntários, disse ela, enquanto mais clientes seus, a maioria mulheres, estavam pagando no crédito.  

Como é frequentemente o caso em outros lugares, as mulheres são especialmente vulneráveis, ela disse, já que elas tipicamente ganham menos que os maridos, levando-as a permanecerem em relacionamentos abusivos por causa das considerações econômicas. Quando elas vão mesmo embora, geralmente voltam para a casa dos pais.  

Maria Teresa, uma jornalista de 44 anos, teve que voltar a morar com o ex-marido — por motivos financeiros. Ela se divorciou em 2008 e se mudou de Barcelona para Madri com os dois filhos. Mas depois de perder o emprego em 2011, ela e o ex-marido, um comerciante de arte desempregado, juntaram seus seguros-desemprego e alugaram um apartamento de dois quartos por 1.200 dólares por mês. Ela pediu que seu sobrenome não fosse usado para preservar a família.  

Na semana em que ela e o marido se mudaram para a mesma casa, disse, ela não conseguia parar de chorar. Já que os dois estão desempregados e presos em casa, ela se viu obsessivamente inventando situações para que pudesse ficar sozinha, ela disse.  

"Eu tenho um namorado agora, e ele vem ficar na minha casa, às vezes", disse ela. "E não vai funcionar se meu ex-marido ficar por perto."  

Por mais sofrimento que os tempos difíceis tenham causado a famílias problemáticas, há pelo menos um ponto de vista que vê mais benefícios na dificuldade em se divorciar. Se a crise ajuda a preservar a família espanhola ao tornar o divórcio mais difícil, ela não é uma coisa ruim, disse Julian M. Valon, advogado de divórcios pioneiro que ajudou a redigir a lei de divórcio de 1981 do país.  

"Se existe uma coisa positiva na crise econômica, é que as pessoas têm menos dinheiro para entrar na briga do que antes", Valon disse, "e isso pode ajudá-las a se manterem juntas, mesmo durante os tempos difíceis".

 http://noticias.r7.com/internacional/falta-de-dinheiro-impede-casais-infelizes-de-se-separarem-19012013

Maquina arranca os cabelos de trabalhadora no Reino Unido


 

 No acidente, Kelly perdeu a maior parte dos seus cabelos e fraturou o dedo mínimo da mão.

Kelly Nield, 24 anos, sofreu um grave acidente enquanto trabalhava em uma fábrica de cabides em Deeside, Gales do Norte. A jovem teve os seus cabelos arrancados e quase perdeu o dedo da mão depois de prendê-los nas engrenagens de uma máquina.

Segundo o tabloide inglês Daily Mail, o acidente aconteceu 2009, mas apenas na quinta-feira (17), Kelly conseguiu na justiça uma indenização de aproximadamente R$ 195 mil (60 mil libras) paga pela Mainetti Uk, proprietária da fábrica onde a funcionária trabalhava.

A jovem estava trabalhando na fábrica de cabides quando seu lenço ficou preso em uma das engrenagens e ela começou a ser arrastada pelos cabelos. Enquanto Kelly tentava se libertar, seu dedo ficou preso na maquina e quase foi arrancado. Por sorte uma colega de trabalho viu o acidente de desliogou o equipamento.

No acidente, Kelly perdeu a maior parte dos seus cabelos, fraturou o dedo mínimo da mão e sofreu sérios ferimentos no pescoço e na garganta.

Ao se lembrar do acidente, Kelly contou que achou que fosse morrer.
 
“A fábrica estava muito barulhenta ninguém estava me ouvindo”, contou a jovem.
Hoje, Kelley se recuperou dos seus ferimentos, mas ela precisa usar uma sonda para se alimentar, porque ela não consegue engolir, disse o promotor Simon Parrington.
Reprodução/dailypost.co.uk A jovem estava trabalhando na fábrica de cabides quando seu lenço ficou preso em uma das engrenagens e ela começou a ser arrastada pelos cabelos. Imagem Ilustrativa

 http://noticias.r7.com/internacional/maquina-arranca-os-cabelos-de-trabalhadora-no-reino-unido-18012013

Mulher fica paralisada após espirrar

Médicos demoraram para detectar problema; Debbie só consegue andar alguns metros
Seu marido, Darren, a ajuda para se vestir e ir ao banheiro.

Após espirrar, Debbie Thomason, de 35 anos, que mora no Reino Unido, ficou paralisada devido a um problema grave na espinha.

Ao sofrer uma dor ciática insuportável depois de ter espirrado, a mulher foi levada ao hospital às pressas. No entanto, ao chegar ao local, os médicos não diagnosticaram o problema corretamente, segundo o site Daily Mail.

Debbie afirma que a equipe médica demorou a detectar a síndrome da cauda equina – compressão aguda que afeta os nervos na região lombar da medula espinhal.

Devido ao atraso, ela teve que esperar oito dias para passar por duas cirurgias. Por causa disso, a mulher só consegue andar alguns metros.

Agora, Debbie está processando o hospital por negligência médica, alegando que sua condição deveria ter sido detectada antes.

— Minha vida foi destruída por um dano permanente na minha coluna. Eu acredito que isso poderia ter sido evitado se eu tivesse recebido os cuidados necessários precocemente.

Seu marido, Darren, de 37 anos, precisou largar o emprego para poder cuidar dos filhos e também para ajudar sua esposa que não consegue mais se vestir e ir ao banheiro sozinha.

 http://noticias.r7.com/saude/mulher-fica-paralisada-apos-espirrar-19012013
 

Estudo vê desvantagem de tratamento do HIV com genéricos

 Símbolo da campanha anti-aids (Getty Image)
Um estudo americano está causando polêmica ao defender que o uso disseminado de medicamentos genéricos anti-HIV nos Estados Unidos pode fazer com que mais pacientes tenham problemas em seu tratamento.

No artigo, publicado no Annals of Internal Medicine, médicos do Hospital Geral de Massachusetts calculam que os medicamentos genéricos, que logo estarão à disposição da maior parte dos pacientes no mercado americano, podem representar uma economia de quase US$ 42.500 por paciente, mas também tendem a ser menos eficazes.

Um dos maiores problemas seria que o tratamento com genéricos nos Estados Unidos exige que sejam tomados três comprimidos por dia, em vez de apenas um, o que aumentaria o risco de que alguns pacientes percam doses.

Segundo os médicos americanos, isso faria com que cada paciente tratado com genérico tenha em média 4,4 meses de vida a menos que os tratados com medicamentos tradicionais.

Polêmica
Para a organização Aidsmap, responsável por divulgar informações sobre HIV, porém, o modelo que serviu de base para a pesquisa é pouco confiável. Um porta-voz da organização também levantou a preocupação de que ela cause alarde entre pacientes sobre os genéricos, cujo uso continua sendo apoiado pela Aidsmap.

Especialistas concordam que os antiretrovirais genéricos deram uma grande contribuição para a contenção do HIV no mundo - particularmente nos países em desenvolvimento. "O estudo não leva em conta o fato de que são as patentes dos medicamentos que impedem que pacientes tenham acesso a tratamentos mais simples e mais baratos (com genéricos)", disse Sharonann Lynch, assessora de políticas sobre HIV/AIDS do grupo Médicos Sem Fronteira.

"Versões genéricas da combinação (das três substâncias do tratamento anti-HIV) já existem em países em que patentes não bloqueiam seu uso por US$200 por ano - menos de 1% do seu custo nos Estados Unidos."

A assessoria de comunicações do Ministério da Saúde brasileiro também ressalta que a pesquisa foi feita com genéricos disponíveis nos Estados Unidos e seus resultados são restritos ao país - só podendo ser avaliados por quem tenha um entendimento amplo sobre os produtos e o funcionamento do mercado americano.

Segundo o ministério, no caso do Brasil, já há genéricos que combinam três medicamentos em uma única pílula e eles só entram no mercado após passarem pelo teste de bioequivalência da ANVISA, que comprova que têm a mesma eficácia.

Genéricos
Medicamentos genéricos são cópias mais baratas de remédios de grandes farmacêuticas. Eles geralmente atuam da mesma maneira que os remédios de marcas tradicionais e contêm os mesmos princípios ativos.
Hoje, o tratamento recomendado para pacientes recém-diagnosticados com HIV nos EUA é uma pílula que combina três antiretrovirais - tenofovir, emtricitabina e efavirenz.

O genérico de um medicamento que atua de forma semelhante a emtricitabina chegou ao mercado americano em janeiro de 2012 e um genérico do efavirenz é esperado para breve. Logo, os pacientes americanos poderão fazer um tratamento que combina essas duas drogas com o tenofovir.

"Esta é uma troca que muitos de nós achará difícil ou até impossível recomendar por questões emocionais e éticas", diz Rochelle Walensky, pesquisadora-chefe do estudo.

Rochelle admite, porém, que para os pacientes propensos a seguir à risca o tratamento com os três medicamentos, a opção entre o genérico e o medicamento de marca seria mais complexa - já que a eficácia do tratamento pode ser a mesma.
 
Dilema
Segundo Rochelle, a troca poderia ser mais aceitável se a economia feita pelo com genéricos fosse redirecionada para outros aspectos do tratamento, como o combate a hepatite C em pacientes que também contraíram a doença.

Apesar das reações negativas de muitos médicos, para Jason Warrier, da ONG britânica Terrence Higgins Trust, que apoia pessoas que contraíram HIV, a pesquisa é oportuna. Ele diz que cerca de 7 mil pessoas são diagnosticadas anualmente com HIV no Reino Unido e o custo de medicamentos está aumentando ano a ano.

"Com o sistema de saúde britânico sob uma pressão financeira sem precedentes, a propagação dessa epidemia é um desafio não apenas de saúde pública, mas para os recursos públicos", diz Warrier.

"Usar medicamentos genéricos seria um caminho para o serviço de saúde reduzir suas despesas, mas isso não deve ser feito às custas da saúde do paciente. Tudo o que compromete a eficácia dos medicamentos anti-HIV, ou torna as pessoas menos propensas a manter seus tratamentos, representa uma economia que não vale a pena."

http://noticias.terra.com.br/ciencia/estudo-ve-desvantagem-de-tratamento-do-hiv-com-genericos-nos-eua,8fe545c0b244c310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Garota morre soterrada mas salva 2 crianças

Júlia Damasceno era cuidadora dos dois pequenos enquanto os pais deles estavam trabalhando 

Uma adolescente morreu e duas crianças ficaram feridas em um deslizamento de terra no Morro do Palácio, em Niterói (RJ), na noite de quinta-feira. A estudante Júlia Gonçalves Damasceno, de 13 anos, ficou soterrada após tentar proteger as outras duas vítimas da avalanche de lama e pedras que as atingiu, por volta das 23h. 

Robert Taironi Alves, 3 anos, e Tayla, de 2, foram socorridos por moradores e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca. Eles sofreram apenas ferimentos leves e já receberam alta médica. Duas casas da comunidade foram interditadas pela Defesa Civil.

Júlia, que cuidava das duas crianças enquanto os pais delas trabalhavam, seguia pela Rua Getúlio Vargas para levá-las em casa, quando o temporal começou. A força da enxurrada derrubou um muro de contenção improvisado, que desceu junto com a encosta. A menina foi soterrada ao impedir que o muro atingisse Robert e Tayla.

“Foi uma tragédia anunciada, que batia na porta de cada um dos moradores, mas escolheu a minha casa para entrar. A Júlia era tudo na minha vida. Ela estava tão feliz que com o dinheirinho que ia receber para cuidar desses meninos e conseguiu cumprir essa missão, pois os salvou”, disse o avô da menina, o porteiro Levi José Ribeiro, de 64 anos.

O presidente da Associação de Moradores do Morro do Palácio, Romilton Dias dos Santos, afirmou que notificou a prefeitura quatro vezes sobre a necessidade de uma contenção na encosta.

 http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/42245/Garota+morre+soterrada+mas+salva+2+criancas

Suposto integrante do ETA cogita pedir asilo ao Brasil, diz PF


 Joseba Gotzon Vizán González estava foragido desde 1991 (HO / SPANISH POLICE / AFP)
O suposto integrante do grupo separatista basco ETA que foi preso no Rio, nesta sexta-feira, questionou os policiais sobre a possibilidade de pedir asilo político ao Brasil. A informação foi dada pela PF (Polícia Federal). "Foi um comentário sem maior profundidade", disse o superintendente da PF no Rio, Valmir Lemos de Oliveira.

O homem, identificado como Joseba Gotzon Vizan González, apelidado Potxolín, estava foragido da Justiça da Espanha desde 1991. Ele teria vivido na França e no México antes de chegar ao Brasil, em 1996. O rapaz já foi condenado por ter participado de um atentado à bomba que matou dois, em 1988, ainda conforme a PF.

Segundo os investigadores, no Rio, o acusado usava documentos falsos sob o nome de Aitor Julián Arechaga Echevarría e dava aulas de espanhol em um curso de idiomas na zona sul, cujo nome não foi divulgado. De acordo com a PF, ele vivia na zona sul, com a mulher e um filho, espanhóis, mas não divulgou desde quando a família morava no Brasil.

Foto divulgada pelo Ministério do Interior da Espanha de Joseba Gotzov Vizán González, suposto membro do ETA preso no Rio

González é acusado de ter participado, em 14 de janeiro de 1988, com outros membros do mesmo comando, de um atentado a bomba contra o veículo do policial Manuel Muñoz Domínguez, que ficou gravemente ferido. Dias depois, em ação semelhante, supostamente tentou assassinar outro policial, José María Diéguez García, em Bilbao.

No dia 13 de abril de 1988, ainda segundo a Justiça espanhola, os membros do comando Vizcaya, com suposto apoio de González, tentaram matar, com granadas, uma comissária do País Basco.

O detido disse aos policiais que as acusações que contra ele na Espanha são de natureza "política", de acordo com a PF brasileira.

Na semana que vem prescreveriam os crimes pelos quais González deve responder na Espanha e, por isso, a investigação foi acelerada. O suposto membro da ETA iniciou no ano passado os trâmites para obter direito a residência permanente no Brasil, afirmou a PF.

Segundo Oliveira, González não ofereceu resistência à prisão e admitiu que usava documentos falsos, crime pelo qual pode ser condenado, no Brasil, a até cinco anos de prisão. O espanhol será levado ao presídio Ari Franco, também no Rio de Janeiro.

Fontes do Ministério do Interior espanhol informaram à agência de notícias Efe que a prisão foi feita por meio de uma cooperação entre agentes brasileiros e espanhóis motivada por um mandado expedido pela Audiência Nacional espanhola, tribunal encarregado de crimes de terrorismo.

Segundo a PF brasileira, o acusado estava na lista vermelha da Interpol (polícia internacional), que relaciona os procurados de alta periculosidade.

ETA
Em outubro de 2011, o ETA anunciou que estava se retirando da luta armada. Mesmo debilitada, porém, a organização se recusa a se dissolver e entregar as armas, como exigem os governos espanhol e francês. O último atentado reivindicando pelo ETA ocorreu em agosto de 2009.

Em 40 anos de luta armada em nome da independência do País Basco, o ETA assassinou 829 pessoas, de acordo com as estimativas oficiais

 http://www.jornalfloripa.com.br/mundo/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=28931

A “vaquinha” de Brasília e as “maçãs podres” do PT

A solidariedade de petistas e simpatizantes aos mensaleiros só faz sentido se for entendida como parte de uma estratégia maior de captação de recursos ilícitos pelo partido.

O jantar de arrecadação de fundos organizado por militantes do PT de Brasília na quinta-feira, para ajudar o ex-ministro José Dirceu e outros caciques do partido a pagar as multas milionárias que lhes foram impostas pelo STF no processo do mensalão, deixou muita gente boa indignada por aí.

 
O convescote, que teve como prato principal o tradicional frango com polenta servido nos rodízios do ABC paulista, nos quais o ex-presidente Lula se esbaldava quando era dirigente sindical, não atraiu mais do que cem comensais. O saldo da “vaquinha” - entre R$ 15 mil e R$ 100 mil – também ficou bem abaixo do que esperavam os organizadores. Mas a ideia de que Zé Dirceu, Genoino, João Paulo Cunha e Delúbio Soares sejam tratados pelo PT como heróis que tombaram em defesa da “causa” é algo simplesmente inaceitável para os cidadãos de bem, que celebraram a decisão do STF como uma vitória contra a bandalheira promovida pelo partido que reivindicava para si, até pouco tempo atrás, o monopólio da ética na vida pública nacional.

Apesar da indignação provocada pelo evento “beneficente” da capital federal fora dos círculos petistas (e de simpatizantes), a solidariedade e o apoio irrestrito da militância, de dirigentes partidários, das autoridades e do chefe-supremo Lula aos “companheiros” condenados, não deveria ser algo tão surpreendente. Para o pessoal do PT, é como se os mensaleiros tivessem tombado enquanto cumpriam uma missão secreta que permitiria o crescimento do partido e sua perpetuação no poder.

O PT parece ter organizado seu sistema de captação financeira sem se importar muito com a legalidade ou ilegalidade de sua estratégia
Como na época da guerrilha, do gênero da que abrigou a presidente Dilma Rousseff, Zé Dirceu e tantos outros nomes ilustres, o PT parece ter organizado o seu sistema de captação financeira sem se importar muito com a legalidade ou ilegalidade de sua estratégia. Diante de uma causa “nobre” – a de tomar o poder para implantar um governo popular e socializante –, a máxima de Maquiavel, de que os fins justificam os meios, prevaleceu. Afinal, o que importava (e ainda importa) era conseguir o maior volume possível de recursos, para o partido prosperar. Mesmo que, para isso, fosse (e seja) necessário usar as mesmas ferramentas de seus adversários, tantas vezes criticadas pelo PT quando estava na oposição.
 
O mensalão está longe, muito longe de ser um caso isolado, como mostram os casos das administrações petistas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na época em que o ex-ministro Antonio Palocci era prefeito, e o de Santo André, no ABC, onde o prefeito Celso Daniel foi assassinado por razões até hoje não esclarecidas oficialmente. Nos dois casos, a administração petista foi acusada de ter criado esquemas de corrupção nas áreas de lixo e de transporte, para levantar recursos para o partido e enriquecer seus dirigentes.

 Quem são:
 

Só assim é possível entender por que, em vez de procurar isolar os mensaleiros como “maçãs podres”, para tentar salvar a reputação do partido e sua história, a cúpula petista e sua tropa de choque defendem de forma intransigente os mensaleiros Zé Dirceu, Genoíno, João Paulo e Delúbio e chegam ao ponto de promover jantares para ajudá-los a quitar suas dívidas e de ameaçar transformar a Câmara dos Deputados em asilo para o grupo.

É certo que o governador gaúcho, Tarso Genro, e o ex-governador Olívio Dutra, ambos do PT, criticaram recentemente a forma como o partido tem reagido às condenações dos mensaleiros. Mas a julgar pelo que aconteceu nos últimos anos com gente que ficou de fora do esquema esperto de captação do PT, como o senador Eduardo Suplicy, hoje totalmente excluído do processo decisório petista, Genro e Dutra logo, logo deverão cair em degraça também.

 

Vídeo inédito mostra assessor e amigo de ex-prefeito sacando dinheiro do combate às enchentes

AFASTADO DO CARGO O prefeito Dermeval Barboza. Ele foi denunciado por lavagem de dinheiro, fraude em licitação e corrupção passiva (Foto: Carlo Wrede/Ag. O Dia)

Dos R$ 10 milhões que a prefeitura de Nova Friburgo (RJ) recebeu do governo federal após as chuvas no município em janeiro de 2011, R$ 3 milhões foram desviados, segundo a Procuradoria da República.

 AFASTADO DO CARGOO prefeito Dermeval Barboza. Ele foi denunciado por lavagem de dinheiro, fraude em licitação e corrupção passiva.

A chuva torrencial da madrugada de 12 de janeiro de 2011 provocou deslizamentos e inundações matando ao menos 428 pessoas em Nova Friburgo, município da Região Serrana do Rio de Janeiro. Pela manhã, quando a tempestade cessou, grande parte da cidade estava destruída, e os dias seguintes seriam de muito sofrimento para os 180 mil habitantes. Semanas depois, começou um surto de leptospirose, doença provocada pela urina dos ratos que empesteavam residências, escolas e hospitais. A prefeitura havia recebido R$ 10 milhões do governo federal para ações emergenciais e, com parte desses recursos, contratou uma empresa para eliminar as ratazanas e outras pragas. Os roedores, porém, continuariam a disseminar infecções porque os R$ 400 mil pagos à dedetizadora foram desviados em saques na boca do caixa, entre março e junho de 2011. Por sorte, havia uma espécie de “ratoeira” na agência do Banco do Brasil onde as transações ocorreram. As câmeras de
 de segurança filmaram tudo.
As gravações foram requisitadas ainda em 2011 pela Procuradoria da República, que, dois anos depois da tragédia, ainda investiga os desvios das verbas. Muito da roubalheira já veio à tona, mas as filmagens permaneciam inéditas até agora. As imagens foram apresentadas à Justiça Federal no mês passado, como peça da denúncia criminal contra um grupo de 20 pessoas envolvidas na fraude. ÉPOCA obteve, com exclusividade, os vídeos (assista ao lado) que mostram dois empresários, donos da dedetizadora, entrando no banco, andando de um lado para outro, esperando atendimento e, finalmente, enchendo uma mochila e envelopes com maços e maços de dinheiro. Os dois estavam acompanhados ora do principal assessor do gabinete da prefeitura, ora de um amigo de longa data do então prefeito, Dermeval Barboza (eleito pelo PMDB e hoje no PT do B).

“As imagens são muito eloquentes. Era muito dinheiro, um monte, que botavam numa espécie de saco sem parar. É algo muito chocante, se pensarmos nas carências do país e no que a população de Nova Friburgo sofria naquele momento”, disse o procurador regional da República Rogério Soares do Nascimento. Do total de R$ 10 milhões que Nova Friburgo recebeu do Ministério da Integração Nacional, R$ 3 milhões foram desviados sob o comando do então prefeito, Dermeval Barboza, acusa o procurador Nascimento. Além dos saques, as garfadas ocorreram por meio de fraudes nas licitações, em pagamentos por serviços não prestados e superfaturamento nos preços em vários tipos de obra: da limpeza das ruas à reconstrução de prédios públicos.

O esquema que culminou nos saques começou a ser tramado um dia depois de a tragédia ocorrer. Ainda havia pessoas à espera de socorro, em 13 de janeiro de 2011, quando o empresário Adão de Paula e seu filho Alan Cardeck Miranda de Paula, respectivamente dono e gerente da empresa Cheinara Dedetilar Imunização, procuraram o então prefeito e ofereceram seus serviços.

A contratação foi fraudulenta, com a apresentação de orçamentos falsos em nome de uma empresa que não participava da concorrência. Além do mais, a Cheinara não tinha licença ambiental para operar e sua sede não foi localizada no endereço informado à prefeitura. Adão de Paula não era uma figura desconhecida do prefeito, pois trabalhara na clínica de repouso Santa Lúcia, da qual Dermeval é sócio cotista. O empresário também não estava longe da política. Na época, ele presidia com seu filho Alan Cardeck o diretório municipal do partido nanico PSDC.
Em vez de fazer transferências eletrônicas para pagar a empresa de dedetização, como seria o normal na administração pública, o prefeito Dermeval emitiu cheques em valores altos para que fossem descontados no banco. Segundo a Procuradoria, foi uma forma de desviar os recursos, pois fica difícil rastrear a destinação final de dinheiro vivo. Dois meses após a contratação da Cheinara, começaram os saques na conta da prefeitura. Às 13 horas e 11 minutos do dia 18 de março de 2011, quando a cidade ainda vivia clima de luto, Adão de Paula entrou no Banco do Brasil. As imagens mostram, a seu lado, Allan Ferreira, amigo do prefeito e filho do gerente de gabinete da prefeitura, Iran Ferreira. No vídeo, Adão e Allan passam pelos caixas e conversam alguns instantes num canto, antes de se sentarem nas poltronas no centro da agência. Um minuto depois, Alan Cardeck, filho de Adão, se reúne aos dois, trazendo uma mochila preta nas costas.

Não demorou muito para o painel anunciar a senha de atendimento. Adão de Paula e o filho se puseram de pé rapidamente, enquanto Allan Ferreira preferiu ficar sentado discretamente nas cadeiras ao fundo. Oito minutos depois, ele finalmente se levantou, falando ao celular, e se juntou aos dois empresários na boca do caixa. Meia hora depois, a funcionária do banco começou a entregar maços de dinheiro que Alan Cardeck calmamente guardava na mochila. Assim se foram R$ 172.100 dos cofres da prefeitura.

ÉPOCA obteve cópias dos depoimentos prestados à Justiça Federal pelos três envolvidos na operação daquele dia. Allan Ferreira apresentou uma explicação pouco convincente. Disse que Alan Cardeck pediu “uma cobertura” para que os clientes do banco não vissem o saque vultoso. O amigão do então prefeito contou que resolveu ficar parado na boca do caixa ao lado dos dois empresários. Assim, segundo ele, os três usariam o corpo para esconder de eventuais curiosos os maços de dinheiro. A versão de Adão de Paula também foi inusitada. Ele argumentou que foi apenas coincidência o encontro com Allan Ferreira na agência, mas a Justiça Federal rechaçou essa tese do acaso ao determinar o afastamento de Dermeval no fim de 2011. O empresário afirmou ainda que resolveu sacar o grande volume de dinheiro por medo de uma iminente greve dos bancários, mas não soube explicar “a destinação dada aos valores recebidos em espécie”, porque é “homem vindo da roça” e não entende nada da parte financeira de seus negócios. Por meio de seu advogado, os empresários disseram que os serviços contratados foram prestados e negaram os desvios.
Maços de dinheiro dentro da mochila (Foto: Reprodução)
Três meses depois, em 22 de junho, ocorreu novo saque na mesma agência bancária, dessa vez com a presença de Iran Ferreira, gerente de gabinete da prefeitura e pai de Allan Ferreira. Em depoimento à Justiça, Iran se define como “uma espécie de vale-tudo” de Dermeval, pois está “sempre quebrando o galho” e levando “recados”. Às 14 horas e 12 minutos, o assessor entrou no banco dando a impressão de que procurava alguém. Ameaçou ir em direção aos caixas, mas recuou e se sentou numa poltrona próxima à entrada. Passado pouco mais de um minuto, Alan Cardeck, que estava na boca do caixa com Adão de Paula encaminhando o saque, veio ao encontro de Iran. O empresário se apoiou na poltrona da frente, inclinou a cabeça e começou a falar ao ouvido do assessor da prefeitura. Depois, os dois se levantaram e trocaram mais algumas palavras com os rostos quase colados. Iran saiu em seguida, e o empresário voltou ao caixa. Minutos depois, Alan Cardeck começou a colocar maços de dinheiro num envelope. Foram R$ 207 mil naquele dia.
Intimados pela Justiça Federal, o empresário e o assessor disseram que se encontraram também por acaso no banco e que a breve conversa era apenas um inocente convite. Alan Cardeck queria que Iran fosse candidato a vereador pelo PSDC. Não explicou por que precisou cochichar a proposta. O circuito de segurança do BB ainda registrou um saque menor, no valor de R$ 29 mil, em maio de 2011, mas a Procuradoria da República não detalhou as circunstâncias.

Em dezembro passado, a Procuradoria da República denunciou Dermeval, seu amigo, seu assessor e os dois empresários por lavagem de dinheiro. Os vídeos das câmeras de segurança foram anexados ao processo como prova contundente contra os acusados. O ex-prefeito responde também por fraude em licitação e corrupção passiva. Se aplicadas as penas máximas, ele pode ser condenado a 27 anos de prisão. Dermeval foi afastado do cargo no fim de 2011, por determinação do juiz federal Eduardo Francisco de Souza. Ele, porém, continuou recebendo salário e lutando na Justiça para voltar à prefeitura, até que as eleições de 2012 sepultaram seu mandato. Nem Dermeval nem seus assessores retornaram as ligações de ÉPOCA para comentar a reportagem.
TRAGÉDIA Enchente em Nova Friburgo em 2011. Na ocasião, as vítimas na Região Serrana do Rio de Janeiro chegaram a 909, num rastro de destruição de prédios, estradas e pontes  (Foto: Marcos de Paula/AE)
Os desvios de recursos em Nova Friburgo ajudam a explicar por que todos os anos dezenas de pessoas morrem no Rio de Janeiro e em vários outros Estados do país em decorrência das chuvas. Em Santa Catarina, foram 135 mortes no final de 2008. Na Região Serrana em 2011, as vítimas chegaram a 909, num rastro de destruição de prédios, estradas e pontes. Semanas atrás, uma enchente desabrigou 3 mil pessoas e matou duas em Duque de Caixas, na Baixada Fluminense. Conhecido por sua alegria, o cantor Zeca Pagodinho percorria desconsolado as ruas para socorrer as vítimas no Distrito de Xerém, onde tem uma casa.

O governo federal tem dinheiro em caixa para obras de prevenção aos desastres, mas investe pouco. Em 2012, gastou 35% de uma verba de R$ 5,7 bilhões. Quando ocorrem as tragédias, quantias milionárias são liberadas para os municípios em caráter de emergência. De afogadilho, fica difícil fiscalizar a correta aplicação dos recursos e evitar desvios. É uma fórmula nefasta que combina descaso, incompetência e a mais sórdida e rasteira forma de corrupção envolvendo autoridades públicas que deviam zelar pela vida dos cidadãos.
Os vídeos que vieram a público agora, além de indignar, ensejam uma reflexão importante, principalmente neste mês de janeiro, época do ano em que as chuvas costumam destruir cidades. Não resta dúvida de que haverá novas vítimas e que o dinheiro continuará a ser desviado. O governo federal precisa usar de planejamento ao investir na prevenção a catástrofes, repassando o dinheiro em etapas para as prefeituras e com fiscalização rígida. O modelo atual, de liberações emergenciais, é um prato cheio para prefeitos corruptos. No caso de Nova Friburgo, só as ratazanas agradecem a leniência do Poder Público.

  http://revistaepoca.globo.com/Brasil/noticia/2013/01/video-inedito-mostra-assessor-e-amigo-de-ex-prefeito-sacando-dinheiro-do-combate-enchentes.html

Dilma diz que vai acabar com miséria no início de 2014

Após autorizar construção de adutoras e barragens em São Julião, Dilma vai para o corpo a corpo com populares, na primeira visita presidencial ao Piauí (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
É óbvio que não vai ser no dia 31 de dezembro de 2014', disse, no Piauí.

Em discurso de meia hora, Dilma exaltou parcerias com governador do PSB.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (18) que seu governo pretende por fim à pobreza extrema ainda no início de 2014, ano de eleições. Em discurso de cima de um palanque em Teresina, ao lado do governador Wilson Martins (PSB), a presidente disse que "é óbvio que não vai ser no dia 31 de dezembro de 2014 [fim do mandato]", mas antes, segundo afirmou.

"Nós vamos acabar com a pobreza extrema, na maioria dos estados do Brasil, ainda no ano de 2013. E vamos completar esse processo de tirar da pobreza no início de 2014. É possível e vai ser feito", disse a presidente, sob aplausos.

Segundo balanço divulgado em novembro pelo Ministério do Desenvolvimento Social, o governo estimava em 9,8 milhões o número de pessoas em situação de extrema pobreza, cuja renda é menor que R$ 70 por mês. Em dezembro, com a ampliação do programa Brasil Carinhoso, o número de miseráveis caiu para cerca de 2,5 milhões, segundo a assessoria da pasta.

Mas ainda faltava identificar e cadastrar cerca de 700 mil famílias, com média de 4 pessoas cada. Com isso, o governo estima que o número de extremamente pobres esteja hoje em cerca de 5,3 milhões de pessoas. No início do governo Dilma, eram 19 milhões.

Só no Piauí, que Dilma visitou pela primeira vez como presidente nesta sexta, 700 mil pessoas deixaram essa condição no ano passado, disse a presidente. Ela ressaltou a ideia de que "o país só vai crescer se as pessoas crescerem junto com ele", após se referir ao slogan do governo federal ("País rico é país sem pobreza").

Para isso, a presidente chamou a atenção dos prefeitos recém-eleitos para a importância da educação, da construção de creches e da abertura de vagas em escolas técnicas.

O evento foi dedicado à entrega de 400 apartamentos financiados com o programa Minha Casa, Minha Vida, além da compra de retroescavadeiras para 25 municípios da região. As duas ações somam investimentos de R$ 20,4 milhões.

'Parcerias'
No discurso de meia hora, a presidente destacou em vários momentos a importância da parceria com os estados. O Piauí é governado pelo PSB, que também controla outros cinco estados no Brasil, sendo quatro no Nordeste.

"Nós avançamos, sim, graças a esse trabalho conjunto. Mas esse trabalho conjunto tem um foco, é ter clareza que o desenolvimento de um país, de um estado, de um município, de uma comunidade, ele ocorre quando a gente sabe qual é o caminho. Tem de ter clareza do caminho, do que é necessário fazer. Nós aqui no estado do Piauí, temos uma preocupação com as pessoas", afirmou.

Antes do dicurso de Dilma, o primeiro a falar foi o prefeito recém-eleito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), que reclamou da falta de recursos repassados às prefeituras para despesas, sobretudo na saúde.

"Podemos identificar que responsabilidades dos municípios se transformaram em verdadeiros estorvos que não podemos suportar", disse, em discurso. O prefeito cobrou "avanço" na redefinição do chamado Pacto Federativo, conjunto de normas que estipulam a distribuição das receitas entre União, estados e municípios.

Depois, o governador Wilson Martins discursou exaltando as parcerias do governo federal com o estado. "Juntos, governos estaduais e o governo federal, na construção dos caminhos para romper tantas adversidades, que vieram daqui, através de umas das maiores secas do Piauí, mas também que vieram de fora, da crise americana e europeia, mas que nehuma delas conseguiu vencer a avalache de empregos no nosso país e nosso estado", afirmou.

 Dilma Rousseff faz entrega simbólica das chaves do Residencial Bem Viver, em Teresina (PI). (Foto: Gilcilene Araújo/G1 Piauí)
 Maus conselhos'
Em seu discurso, depois, Dilma disse, brincando, que Martins deu "maus conselhos" ao presidente da Assembleia Legislativa do Piauí. Em seu discurso, o governador relatou conversa em que o deputado Themístocles Filho (PMDB) perguntara o que mais, além de máquinas, Dilma iria levar ao estado na visita.
 
"Maus conselhos, porque o governador está querendo... É como se as pessoas quisessem receber os presentes do Natal dos próximos anos num Natal só", disse a presidente.

Antes da cerimônia, a presidente foi tietada por prefeitos e políticos da região, posando para fotos. O dia foi dedicado à visita ao Piauí, estado que Dilma visita pela primeira vez como presidente.

Além de Wilson Martins, acompanharam a presidente o senador Wellington Dias (PT), o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, e os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), Aguinaldo Ribeiro (Cidades) e Helena Chagas (Comunicação Social).